25.5.09

Surrealismo...Porquê? (Exposição e Conferências em Tomar comemorativas dos 60 anos da exposição do grupo surrealista de Lisboa)

O Núcleo de Arte Contemporânea do Museu Municipal João de Castilho em Tomar está a promover naquela cidade, mais propriamente na Casa dos Cubos, uma exposição temática sob o título de «Surrealismo…Porquê?» a fim de assinalar a passagem dos 60 anos da Exposição do Grupo Surrealista de Lisboa. A exposição estará patente até 13 de Setembro.

Entretanto, no próximo dia 28 de Maio dá-se início ao ciclo de conferências que complementa a Exposição “Surrealismo… Porquê? nos 60 anos da Exposição do Grupo Surrealista de Lisboa”. Tendo como pano de fundo a temática do Surrealismo, estas conferências contarão com a presença de vários especialistas que, uma quinta-feira por mês, abordarão variados aspectos deste movimento estético e literário.


Programa para o dia 28 de Maio:
18h00 – Um ponto no i do Surrealismo Rui-Mário Gonçalves
19h00 – Grupo Surrealista de Lisboa: a Liberdade pela consciência poética Adelaide Ginga Tchen
Exposição

DESCRIÇÃO SURREALISMO… PORQUÊ?
Nos 60 Anos da Exposição do Grupo Surrealista de Lisboa


Entre 19 e 31 de Janeiro de 1949, no último andar do n.º 25 da Travessa da Trindade – no mesmo local onde António Pedro e António Dacosta tinham tido atelier – o Grupo Surrealista de Lisboa apresentou a sua primeira e única exposição. Sete criadores e mais de cinquenta obras dividiram opiniões e agitaram a conservadora sociedade lisboeta.

O Museu Municipal João de Castilho, cujo Núcleo de Arte Contemporânea integra um significativo número de obras daqueles artistas, homenageia o Grupo e reforça a importância de Tomar na rota do Surrealismo português.

Balizada entre 1947 e 1952, esta apresentação revela a actividade inicial do Grupo, evoca a memória da sua única exposição e descobre as vicissitudes que motivaram os diferentes caminhos adoptados por cada um dos seus intervenientes.

Horário:
Segunda a Sexta, das 9h00 às 19h00
Sábado e Domingo, das 10h00 às 19h00

Marcação de visitas guiadas:

TELEFONE 249 329 814

FAX 249 329 811

E-MAIL
museologia@cm-tomar.pt

24.5.09

Visita à cidade de Lençóis ( Bahia) e ao projecto Grãos de Luz e do velho Griô de educação popular baseada na tradição oral de raiz afro-indígena


Lençóis é uma cidade brasileira, na Chapada Diamantina, em pleno sertão do estado da Bahia. A cidade de Lençóis surgiu em meados do século XIX com a descoberta de muitas jazidas de diamantes na região da cidade de Mucugê. O garimpeiro é típico local. A região transformou-se depois no maior centro do coronelismo e da jagunçada.

É nessa região que se desenvolve o projecto Grãos de Luz e Griô, projecto que mobiliza e sensibiliza as comunidades através do personagem Velho Griô, um educador aprendiz, alegre e afectivo, que canta e conta histórias da cultura lençoense, inspirado na tradição oral de raízes afro-indígenas.
A magia do Velho Griô e dos griôs da tradição oral local e seus rituais de vínculo e aprendizagem encantam e enriquecem a identidade e criatividade dos educadores, crianças, adolescentes e jovens, integrando ensino informal e ensino formal na Roda da Vida e das Idades

O modelo de acção pedagógica do Grãos de Luz e Griô é vivenciado e sistematizado por meio de quatro estratégias de acção integradas. Cada estratégia de acção é direccionada a determinados sectores sociais e idades, facilitando a criação de uma roda.

O encontro das rodas chama-se Roda da Vida e das Idades, que se inspira na qualidade multissectorial, intergeracional, dançante e solidária das rodas das capoeiras, dos candomblés, das manifestações culturais indígenas, das tradições orais do noroeste da África e outras manifestações e organizações de tradição oral do Brasil.

a.
Oficinas e cooperativas com crianças, adolescentes, jovens e suas famílias.
b.
Caminhada do Velho Griô com griôs e grupos culturais nas escolas e comunidades.
c.
Integração da tradição oral no currículo de educação municipal, com educadores municipais e atores de todas as idades do sistema municipal de ensino.
d.
A Roda da Vida e das Idades, com todos os participantes, em diálogo com parceiros dos três setores sociais, conselhos municipais, estaduais e federais, universidades, projetos, programas e políticas do país e do mundo.

Quem é o Velho Griô, contador de histórias?

Primeiramente, o termo Griô é de origem francesa, Griot foi um termo cunhado por jovens africanos que foram para universidades francesas. Eles foram impulsionados pela preocupação em preservar os contadores de histórias, que carregam consigo a tradição oral. Na cultura dos povos africanos quando um Griot morre, é equivalente a um incêndio em uma biblioteca.

Os Griôs (palavra adaptada ao português), vêm de uma tradição secular, em que transmitem o conhecimento que adquiriram e que vão adquirindo durante a vida, sobre suas comunidades, podendo ser chamado de "patrimônio cultural imaterial" (tradições, costumes, práticas, técnicas, histórias dentre outros), transmitidos de geração para geração.

O Velho Griô surgiu de um desejo profundo de aprender com a tradição oral brasileira e africana, reverenciando-as e valorizando-as:
"- Surgiu da intuição de criar uma pedagogia que fosse coerente com a nossa cultura. O Velho Griô é um griô aprendiz como tantos outros que existem no Brasil. ", esclarece Lillian Pacheco
O Velho Griô canta e conta histórias. A palavra "Velho" remete à sabedoria e Griô refere-se ao personagem africano.

"A reação das crianças quando vêem o Velho Griô é de encanto e vontade de aprender. Elas se sentem valorizadas na sua linguagem e em sua forma de compreender o mundo. Elas amam compreender o ritual e ocupar seus lugares", diz Líllian.

Líllian ainda ressalta que, "quando as crianças conversam espontaneamente dizem:
- Eu conheço o Velho Griô, e a outra logo responde:
- Eu também conheço e sei contar as histórias dele.


Sobre a cidade de Lençóis ( no Brasil)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Len%C3%A7%C3%B3is

Pedagogia do Griô:
http://www.graosdeluzegrio.org.br/
http://www.sonhosebonecos.blogspot.com/





Entrevista com Lilian Pacheco, sobre a Pedagogia Griô




Clicar na imagem para ampliar e ler em detalhe

Morar na favela (debate sobre o que é morar na favela com quem mora por lá)


Reprodução do vídeo do programa Atitude ( com a locutora Liliane Reis) da Tv.Brasil onde se promove um debate sobre o que é morar na favela com quem mora por lá. Com as presenças de David Amen, grafiteiro; Rapper Fiell, produtor cultural e cineasta; Bob Nadkarni, Centro Cultural The Maze; e Rodrigo Felha, cineasta..
Também é feita a apresentação da banda Filhos da Nação, da favela da Rocinha.














Canto à liberdade, e outras canções por Labordeta, cantautor de Aragón

Este Canto à Liberdade é emocionante e arrebatador. Escutem-no...


CANTO A LA LIBERTAD

Habrá un día en que todos
al levantar la vista
veremos una tierra
que ponga LIBERTAD

Hermano, aquí mi mano
será tuya en mi frente
y tu gesto de siempre
caerá sin levantar
huracanes de miedo
ante la LIBERTAD

Haremos el camino
en un mismo trazado
uniendo nuestros hombros
para así levantar
a aquellos que cayeron
gritando LIBERTAD

Habrá un día en que todos
al levantar la vista
veremos una tierra
que ponga LIBERTAD

Sonarán las campanas
desde los campanarios
y los campos desiertos
volverán a granar
unas espigas altas
dispuestas para el pan

Para un pan que en los siglos
nunca fue repartido
entre todos aquellos
que hicieron lo posible
por empujar la historia
hacia la LIBERTAD.

Habrá un día en que todos
al levantar la vista
veremos una tierra
que ponga LIBERTAD

También será posible
que esa hermosa mañana
ni tú, ni yo, ni el otro
la lleguemos a ver,
pero habrá que empujarla
para que pueda ser.
Que sea como un viento
que arranque los matojos
surgiendo la verdad
y limpie los caminos
de siglos de destrozos
contra la LIBERTAD.

Habrá un día en que todos
al levantar la vista
veremos una tierra
que ponga LIBERTAD.






SOMOS

Somos
como esos viejos árboles
batidos por el viento
que azota desde el mar.

Hemos
perdido compañeros
paisajes y esperanzas
en nuestro caminar.

Vamos
hundiendo en las palabras
las huellas de los labios
para poder besar

tiempos
futuros y anhelados,
de manos contra manos
izando la igualdad.

Somos
como la humilde adoba
que cubre contra el tiempo
la sombra del hogar.

Hemos
perdido nuestra historia
canciones y caminos
en duro batallar.

Vamos
a echar nuevas raíces
por campos y veredas,
para poder andar

tiempos
que traigan en su entraña
esa gran utopía
que es la fraternidad.

Somos
igual que nuestra tierra
suaves como la arcilla
duros del roquedal.

Hemos
atravesado el tiempo
dejando en los secanos
nuestra lucha total.

Vamos
a hacer con el futuro
un canto a la esperanza
y poder encontrar

tiempos
cubiertos con las manos
los rostros y los labios
que sueñan libertad.

Somos
como esos viejos árboles.






ALBARDA

Adiós a los que se quedan
y a los que se van también.
Adiós a Huesca y provincia
a Zaragoza y Teruel.

Esta es la albada del viento
la albada del que se fue
que quiso volver un día
pero eso no pudo ser.

Las albadas de mi tierra
se entonan por la mañana
para animar a las gentes
a comenzar la jornada.

Arriba los compañeros
que ya ha llegado la hora
de tener en nuestras manos
lo que nos quitan de fuera.

Esta albada que yo canto
es una albada guerrera
que lucha porque regresen
los que dejaron su tierra.


José Antonio Labordeta Subías (Zaragoza, 10 de Março de 1935) é um cantautor que já foi deputado nas Cortes españolas em representação da Chunta Aragonesa, integrada na Izquierda Unida. É considerado um dos principias expoentes da canção de autor em língua castelhana. A sua carreira começa em 1963, e com o álbum Cantar y callar, mas a sua canção mais famosa é Canto à Liberdade, considerado não-oficialmente como o Hino de Arágon.

http://www.10lineas.com/labordeta/index.htm


http://zaragozame.com/labordeta/

www.elpais.com/todo-sobre/persona/Jose/Antonio/Labordeta/Subias/2324/


23.5.09

O novo «senso comum» da educação capitalista




A educação escolar nos dias que correm já não é considerada uma forma de ampliar as oportunidades, desenvolver programas de educação intercultural, melhorar as oportunidades de vida das mulheres e dos jovens, mas antes uma maneira de organizar a educação escolar com o fim de promover a competitividade, de tornar rentável o investimento na formação dos futuros recursos humanos. Tanto os socialistas, como os sociais-democratas, liberais e conservadores uniram-se para fazer vencer estas novas regras de jogo, condicionando e estreitando os objectivos políticos do que deveria ser um verdadeira educação, como um direito igual para todos.

O aparecimento simultâneo de reformas educativas em diferentes continentes e países, apesar de se materializar em distintos tempos, lugares e formas, leva-nos a concluir que as actuais reestruturações na educação devem entender-se como um fenómeno global e coerente, plenamente sintonizado com a ideologia neoliberal dominante, e que parece vir a configurar-se como um novo «senso comum», tão poderoso que é capaz de condicionar toda a discussão sobre a matéria.

O esquema é semelhante por todo o lado. Começa com a fabricação de uma imagen catastrofista da educação ( fracasso escolar, indisciplina, etc) para, de seguida, se desfraldar a bandeira de «modernização», da «eficácia» e assim se lançar todo um programa de reestruturação que leva invariavelmente a um enviesamento dos objectivos da educação no sentido de a colocar ao serviço das necessidades e das regras dos mercados e não tanto com vista à formação integral dos indivíduos e dos jovens em idade escolar.

Não é por acaso que o abortado Tratado da Constituição Europeia designa os serviços públicos, tais como o da educação, como Serviços Económicos de Interesse Geral (SEIG), evitando assim definir a educação como um direito, ao mesmo tempo que dilui a responsabilidade do Estado por outros agentes sociais. Ou seja, deixa-se aos provedores privados a iniciativa de desenvolver as suas actividades lucrativas no novo mercado da educação, e só os sectores ou segmentos que não sejam rentáveis serão entregues ao sector público.

Este novo discurso vêm sempre acompanhado pelo chavão da «liberdade de escolha» que se tornou, pelos vistos, a nova base da igualdade entre todos os cidadãos! E já nem sequer se fala que as diferenciações entre os estabelecimentos escolares devam ser minimizadas, proporcionando os recursos necessários àqueles que mais os carecem para poderem melhorar. E isto verifica-se quando precisamente a investigação e análise em educação nos mostra que o sistema de cheques e créditos escolares, e a escolha e o reforço das escolas privadas não favorecem uma melhor educação nem garantem um igual acesso ao bem essencial que é a educação. Uma tal tendência tem mesmo provocado a redefinição e restrição dos fins do que deve ser a matéria própria para a educação, bem como a segregação e o aumento da estratificação social, a drenagem dos recursos das escolas públicas para as privadas, e a transformação da educação num promissor negócio, com óbvias consequências negativas para os jovens dos grupos sociais mais cadenciados.

Aceitar ou não os alunos, com maus resultados nos exames, que provoquem uma consequente descida da posição de uma certa escola no Ranking nacional do mercado da educação, passa a ser uma decisão da gestão das escolas, que conduz à deslocação da atenção sobre as necessidade dos alunos para as necessidades da escola, que passa então a ser o centro da política educativa. No fundo, trata-se de pura gestão empresarial… das escolas, eliminando-se num golpe toda a abordagem personalizada dos jovens educandos e a sua formação integral como objectivo último do sistema educativo.

A introdução dos sistemas e métodos de gestão e funcionamento empresariais nas escolas gera todo um novo ecossistema organizacional que leva à diferenciação dos funcionários docentes( funcionalização do pessoal docente), onde os «ex-professores» se «proletarizam» em tarefas burocrático-funcionais ao serviço da melhor perfomance da escola-empresa. Um fenómeno a que alguns chamam de McDonaldização e que remetem para um gerencialismo e empresarialização das organizações escolares à imagem e ao estilo do que acontece com os conhecidos estabelecimentos de Fast-food espalhados por todo o mundo.

Não se duvida que a escola deva ter uma ligação com as necessidades do mercado laboral. O que já é fortemente questionável é sujeitar as escolas aos diktats do todo-poderoso mercado e fixar metas e objectivos em função das necessidades educativas que não são das próprias pessoas, transformando-as muito simplesmente em puros recursos humanos e mão-de-obra descartável.

A educação deixa então de ser um bem público, uma responsabilidade colectiva, um direito das pessoas, para se transformar em objecto gestionável destinado a servir os objectivos da economia e do mercado, onde a competição individual e as necessidades lucrativas das empresas determinarão as orientações em matéria de política educativa.

Este novo «senso comum» explica, em grande medida, porque é que cada vez mais, muitos jovens, e respectivas famílias, não se preocupam tanto com a qualidade de educação que recebem, e com a igualdade no acesso à educação, preferindo fixarem-se obsessivamente com as boas classificações, custe o que custar, e a simples aquisição de certas competências que possam ser trocadas (ou permutadas) por empregos ( muitas vezes, precários e mal pagos) existentes no mercado laboral.

Eis o que nos espera o refinado negócio da educação do admirável mundo novo do capitalismo global e das suas divindades: a competitividade (a concorrência, a competição e a guerra entre indivíduos e empresas) e o sacrossanto mercado ( transformado agora em deus secularizado que tudo explica e a todos escraviza)


Adaptação de um texto publicado no quinzenário madrileno Diagonal

Crónica da visita da ministra da (des)educação às Escolas Secundárias em Ovar

Ainda a propósito da visita a Ovar, da Ministra da Educação, que, sem que os próprios profissionais e comunidade em geral soubessem, visitou a Secundária Júlio Dinis e de forma “meia” camuflada na comunidade local (só com a imprensa mais mediática atrás de si) participou no dia do Patrono na Secundária Dr. José Macedo Fragateiro. E quando estão em calendário de luta e resistência, no caso dos docentes, jornadas como a do dia 26, com paralisação entre as 8h e as 10h30. Um dia nacional de protesto e de luto, que só pode culminar com mais uma grandiosa manifestação em Lisboa no dia 30, para que se repitam mais de 100 mil vozes, que bem podiam gritar em honra do poeta, “Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não”.

Nesta hora de mobilização e exigência de mais unidade em defesa da Escola Pública e defesa da dignidade dos profissionais da educação, é gratificante recorrer a um desabafo de uma docente, a propósito da visita da Ministra a Ovar.

“7 de Maio de 2009, dia do patrono da ES/3 Dr. José Macedo Fragateiro. A Ministra da Educação aproveitou a efeméride para ir à escola entregar diplomas e, supostamente, ver a Escola antes das obras que aí vão ser realizadas. Tudo ocorreu com grande secretismo, mas, no próprio dia, adivinhava-se que a visita ia mesmo acontecer.
Ao final da tarde, no exterior, foram-se juntando professores/as de várias escolas de Ovar, vestidos de luto, que de mãos dadas em silêncio, foram ladeando a porta de entrada da escola, por onde presumivelmente passaria o carro da ministra.
Finalmente chegou, mas “num golpe de rins” o carro guinou para um portão lateral.
Maria de Lurdes Rodrigues teve medo daquele luto e daquele silêncio. A indignação foi tão grande que, espontaneamente, em coro (forte, muito forte) os professores gritaram: "há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!". Foi um momento de grande emoção colectiva.
Dentro da escola os professores também vestiam de luto.
A ministra entrou, falou, entregou diplomas, mas os professores mantiveram-se obstinadamente juntos e silenciosos. Depois o "Canto Décimo", também de luto vestido dedicou o seu canto aos professores portugueses, e à memória de José Fragateiro, evocando a frontalidade democrática que o caracterizava, e que o faria, certamente, estar ao lado dos professores, nestes tempos tão difíceis que estão a passar.
No fim da sessão, um grupo de professores entregou à Ministra um documento de protesto, que deixamos aqui, para que conste. A resistência continua! E a Ministra foi-se embora sem visitar a Escola."


Mas para completar a notícia que em primeira-mão tinha sido divulgada no Movimento Escola Pública, fica aqui agora o texto entregue à responsável pelo Ministério da Educação.

Senhora Ministra da Educação
Excelência

Hoje, dia 7 de Maio de 2009, a nossa Escola – a Escola Secundária com 3.º Ciclo do E.B. José Macedo Fragateiro – está em festa.

Durante todo o dia foi possível verificar, em muitos dos nossos espaços interiores e exteriores, o profissionalismo, a dedicação e empenho dos professores, dos alunos e dos funcionários que integram o conjunto da nossa comunidade escolar.
Ao longo do dia, por entre todas as actividades aqui realizadas, pudemos também perceber e sentir o espírito e a presença do legado que nos deixou o nosso patrono, colega e companheiro de alguns de nós em tempos difíceis do nosso sistema educativo, o Dr. José Macedo Fragateiro

O Dr. Fragateiro foi e continua a ser para nós um modelo de pedagogo que, sem alaridos nem arruaça, soube mostrar-nos (a professores, a alunos e a funcionários) como se deve combater pela liberdade, pela justiça e pela qualidade da escola pública. O Dr. Fragateiro foi e continuará a ser para nós um exemplo de cidadão que não verga a cerviz e não cede a tiques de autoritarismo ou à imposição de quaisquer tipo de mordaça ou inibição da liberdade e autonomia que deve reger o verdadeiro trabalho docente (um magistério!) nem ficaria indiferente perante toda e qualquer manifestação de ataque à dignidade e prestígio da função docente. Se cá estivesse ainda, certamente estaria ao nosso lado e não aceitaria a perda da democracia na gestão das escolas nem alinharia com processos de pseudo-avaliação de desempenho docente nem com a divisão da nossa carreira em diferentes categorias.

Neste dia, portanto, que foi de festa e de alegria, não poderíamos deixar de lhe manifestar – em nome da grande maioria dos professores desta escola – a nossa tristeza e mágoa por tudo o que o seu Ministério nos tem feito e continua a fazer, destruindo a nossa vontade de trabalhar mais e sempre em prol da formação dos nossos alunos como cidadãos livres, críticos e independentes.
A senhora Ministra sabe certamente as razões por que lhe dizemos isto.

Professores da Escola Sec. José Macedo Fragateiro





O saudoso pedagogo, humanista e democrata, combatente das liberdades, politico honesto e tolerante, como foi, José Macedo Fragateiro, falecido em 1991, que já alguns anos viria a ser justamente homenageado como Patrono da Escola Secundária N.º1 em Ovar, em que foi professor e presidente do Conselho Directivo durante onze anos. Não merecia que o Dia do Patrono da Secundária José Macedo Fragateiro, assinalado no dia 7 de Maio, se transformasse num palco de protagonismo para personagens de governantes tão intolerantes para com as gerações actuais de professores, sujeitos às infâmias e arrogâncias dos responsáveis pela Educação neste país, que o viu nascer a 7 de Maio de 1918 em Portel, Alentejo.

Considerado “um idealista e um sonhador” Fragateiro, foi preso pelo regime salazarista e partilhou a cela em Caxias, com figuras, como, Mário Soares e Salgado Zenha. Em Ovar em que se viria a radicar, fundou a primeira célula do Partido Socialista local, e apesar de socialista, ainda que incompreendido até á sua morte, a dignidade do homem íntegro que marcou várias gerações de alunos, exigia que ao seu nome, como Patrono da Secundária, não ficasse associado à imagem de marca da governação Sócrates, como são as propagandeadas Novas Oportunidades, que a Ministra da Educação, veio entregar uns certificados aos alunos.

Felizmente que há quem não se cale e resista, como os professores que junto à escola, com peças de roupa preta, fizeram um simbólico cordão humano, bem como a leitura de um texto feita por uma docente desta Secundária, em que era lembrada a figura do pedagogo, José Macedo Fragateiro, que, não terão dúvidas, estaria ao lado dos seus colegas nos momentos difíceis que estão a viver no quadro actual, e se manifestaria certamente contra a politica de ataque à escola pública que vem sendo desferida, de que resulta o fantasma do medo.

Do “programa” fez ainda parte a actuação do Grupo Coral da própria Secundária José Macedo Fragateiro, Canto Décimo, formado essencialmente por professores, que começou por receber a Ministra com “Conta-me um conto…” de João Lóio, em que fala da “bruxa malvada”, terminando de forma empolgante, com a força musical de, a “Jornada” de Lopes Graça, que fez cantar em coro, “unidos como os dedos da mão…, havemos de chegar ao fim da estrada…”. Uma marcante jornada, que a Ministra não vai esquecer na sua passagem por Ovar, onde foi recebida com “letras” de indignação, em memória do Patrono, José Macedo Fragateiro.

Crónicas retiradas do blogue:

http://movimentoescolapublica.blogspot.com/

Encontro Trocal para mamãs, papás e bebés (hoje, dia 23, no grupo desportivo da Mouraria)

A todas as mamãs e papás, avós e avôs, irmãos e irmãs, famliares, amigos, quem já é ou espera vir a ser. Este dia 23 de Maio vai haver um encontro do Trocal de Lisboa sobre maternidade e paternidade, gravidez, parto, amamentação e primeiros tempos de vida do bebé.

Convidámos alguns peritos para falar sobre alguns temas, mas esperamos que seja acima de tudo um espaço de partilha de experiências e conhecimentos. Todos são convidados por isso a trazer o seu contributo na forma de testemunhos e ideias, bem como livros sobre bebés. Vai haver ainda lugar para troca de roupa e objectos para bebés. O almoço será regional, biológico e vegano.

Programa actualizado:

10h - Boas-vindas com pequeno almoço (temos infusões e pão, quem puder traz algum petisco vegetariano-biológico para partilha)
10.00 - 11.00 - Mercadinho de Troca de roupas e utensílios para bébé (tragam aquilo que gostariam de trocar)
11.00 - 11.45 - Círculo sobre Higiene do Bébé com a participação da Sandra Pinheiro (demonstração de Fraldas de pano e Pano porta-bébé e troca de experiência sobre higiene e materiais)
11.45 - 12.15 - Círculo sobre Amamentação
12.15 - 13.00 - Conversa com a Doula Matilde Salema
13.00 - 14.00 - Almoço biológico
14.00 - 15.30 - Círculo sobre Macrobiótica e Regimes de alimentação alternativos com a participação da Sandra Dias do Instituto Macrobiótico de Portugal
15.30 - Círculo aberto sobre a família moderna
16.00 - Encerramento do encontro

Federação de Estudantes Libertários (texto de apresentação)


A FEL é composta por pessoas que estão organizadas em grupos duma forma livre e estes têm um funcionamento autónomo. Nestes grupos, as decisões são tomadas na assembleia, que é o mais alto órgão decisório de cada grupo. Tanto nos diferentes grupos como a nível federal, as decisões são tomadas por consenso. Deste modo, asseguramos que todas as opiniões e posições são apreciadas e valorizadas de igual modo, e afastamo-nos da politiquice e das lutas internas grupusculares. Temos também de garantir que as decisões de um grupo, ou da federação, são apoiadas por todxs xs envolvidxs.

Os indivíduos que compõem os diferentes grupos que integram a FEL são partidários das ideias anarquistas e comprometem-se a divulgá-las. Além disso, marcam o seu posicionamento contra qualquer opressão de tipo político, económico, cultural, sexual, racial ou militar, ou seja, são totalmente contra o autoritarismo exercido por uma pessoa contra outra, independentemente da área onde ele se manifesta.

Como organização completamente independente, que é a FEL, não aceitamos nenhuma subvenção, venha ela de onde vier. Praticamos a auto-gestão, isto é, os meios materiais e financeiros de que dispomos provêm de contribuições dadas pelos indivíduos que integram cada grupo e/ou de actividades organizadas para os obter, tais como concertos, refeições, distribuição de materiais, etc.

A FEL fixou algumas metas para avançar, passo a passo, na conquista de uma sociedade autogestionária, com base no apoio mútuo, sem necessidade de Estados:

• Incentivar entre xs alunxs a auto-organização autónoma e horizontal.

• Criar espaços de debate e reflexão, tanto nas escolas como fora delas.

• Partindo de uma crítica radical do actual sistema de educação e suas futuras reformas, que condenam o indivíduo à satisfação das necessidades dos sistemas opressores, propomos como alternativa um modelo de aprendizagem anti-autoritário que facilite a construção de um conhecimento integral. Entendemos que este tipo de aprendizagem é uma ferramenta revolucionária não doutrinária, que nos fará avançar no caminho da liberdade.

• Incentivar a abstenção activa na eleição dos órgãos de “governo” das universidades, já que consideramos necessários outros meios de participação reais, horizontais e directos, pois pensamos que as eleições são uma falsa ferramenta de participação, que tem exclusivamente como fim a legitimação do sistema.

• A FEL declara-se anti-praxe. Pensamos que a hierarquia e o controle nunca podem ser o caminho para a formação de pessoas livres e conscientes. Que o único caminho para a liberdade é a prática sem limites desta e nunca a humilhação e o dirigismo. É por isso que temos a intenção de trabalhar contra a praxe até ao seu desaparecimento natural, pois não há nada que a justifique.

• Estabelecer laços entre estudantes libertários para a troca de informações, ideias e experiências, e para nos apoiarmos mutuamente.

• A FEL é contra todo o dogmatismo ideológico, aberta ao debate interno e a novas propostas, já que considera necessária a crítica construtiva para evoluir. Somos conscientes de que não existe uma poção mágica, e que só a prática da liberdade nos fará livres.



http://www.fel-web.org/
http://nel-a.blogspot.com/

22.5.09

É o fim inglório do reinado de Sócrates: estudantes da escola António Arroio brindam-no com o grito «Governo fascista/é a morte do artista»




José Sócrates, primeiro ministro e outros membros do Governo, como a inenarrável ministra da Educação, deslocaram-se hoje à Escola Secundária Artística António Arroio, em Lisboa, e foram «muito bem» recebidos por uma manifestação de alunos que contestavam as obras governamentais na sua escola, que para além de ameaçarem descaracterizar o estilo arquitectónico do edifício estão a prejudicar o normal funcionamento das aulas de muitos alunos. Defendem estes que os investimentos feitos seriam melhor aplicados se se destinassem a material didáctico e artístico de que tanto carecem.

Os alunos gritavam "Governo fascista é a morte do artista" e não pararam de vaiar a comitiva governamental que teve de se escapulir por uma porta lateral a fim de escapar à fúria e ao descontentamento estudantil





21.5.09

Noite Europeia das Borboletas Nocturnas (European Moth Nights) é um evento que se realiza de 21 a 25 de Maio de 2009

As Noites Europeias de Borboletas Nocturnas (NEB EMN) são um evento Internacional de grande difusão a nível europeu. Em 2009 terão lugar no final da terceira semana deste mês,portanto, de 21 a 25 de Maio.

Com este evento pretende-se alertar para as borboletas como um componente importante da biodiversidade com elevado potencial bio-indicador e averiguar que espécies de borboletas nocturnas se encontram a voar num determinado local no maior número possível de países do espaço europeu.


A Noite Europeia das Borboletas Nocturnas tem em vista aobservação de borboletas nocturnas com uma dupla componente:
1) Cientifica de identificação de espécies e aumento do conhecimento sobre as mesmas;
2) Carácter informativo/ educativo ao procurar mostrar a diversidade e importância das borboletas para os ecossistemas e sua conservação.

Apesar da sua grande diversidade (Existem mais de 200 000 espécies de borboletas), é sabido que muitas espécies de borboletas estão em declínio, essencialmente derivado da perda de habitats e as áreas de distribuição das espécies estão a alterar-se como resultado das alterações climáticas globais e outros factores, a maioria dos quais tendo o Homem como epicentro.

Os insectos são os principais componentes da biodiversidade em todo o Mundo e entre eles as borboletas têm um papel destacado, com sensivelmente 30% de todas as espécies conhecidas.
Um conhecimento alargado e integrado ajuda-nos a perceber melhor o estado dos ecossistemas, adquirindo uma consistência muito maior quando o estudo inclui um grupo de animais conhecidos como bons bio-indicadores de qualidade ecológica e ambiental, como são as borboletas.

Todavia, para que se possam tecer opiniões fundamentadas e melhorar a gestão ambiental a nível europeu e mundial e dado que o conhecimento das borboletas nocturnas ainda se encontra a um nível quase que embrionário em muitos países da Europa como Portugal, este evento permite numa primeira fase divulgar junto da sociedade civil certos aspectos ligados ao estudo das borboletas nocturnas e sensibilização para a temática ambiental!

Em Portugal existem mais de 2500 espécies de borboletas, das quais cerca de 2000 voam exclusivamente de noite! É uma diversidade enorme que importa conhecer e preservar. As noites da EMN em Portugal têm se revelado um sucesso, mesmo num contexto europeu e ao longo dos últimos 5 anos já foram contabilizadas cerca de 291 espécies diferentes de borboletas, participaram mais de 80 pessoas em mais de 45 locais diferentes e as perspectivas para 2009 pretendem superar e muito as expectativas!

Para que possamos alcançar esse objectivo torna-se imperativa a colaboração do maior número possível de pessoas (não precisa ser especialista) provenientes de todos os cantos de Portugal.

Para tal, o melhor método será a atracção das borboletas com recurso à luz onde as lâmpadas que emitem preferencialmente no ultravioleta (lâmpadas de vapor de mercúrio ou actínicas) demonstram ser mais eficazes se bem que muitas borboletas podem ser atraídas por candeeiros de rua, luzes fluorescentes ou mesmo velas sobre um fundo branco como um lençol.

O(s) observador(es) deverá(ão) tentar registar que espécies aparecem à luz assim como o número de indivíduos. Associados a estes dados será obrigatória a menção da localização do evento (localidade mais próxima, local exacto, altitude, etc.) bem como o dia em que se realiza.

No que diz respeito à identificação das borboletas que venham a aparecer, e com o intuito de ajudar na identificação rápida das espécies mais prováveis de aparecer, foi criado o MINI-GUIA EMN 2009.

No entanto, como deverão aparecer mais espécies que as 30 seleccionadas, sugerem-se várias páginas na Web pela profusão de espécies, facilidade de navegação e baixo custo:

Portal das Borboletas de Portugal:
www.lusoborboletas.org/Nocturnas/index.htm
Moths and Butterflies of Europe and North Africa:
http://www.leps.it/
UK Moths:
http://ukmoths.org.uk/
"Lusoborboletas" (
http://br.groups.yahoo.com/group/lusoborboletas/ )

As identificações feitas por não especialistas em borboletas terão de ser validadas e recomenda-se como sistema que se tire fotografias aos exemplares e estas sejam enviadas por e-mail para um especialista ou o coordenador do projecto.

Mais informações sobre o projecto (incluindo prospecto em português) assim como as conclusões dos anos anteriores encontram-se principalmente em:

http://euromothnights.uw.hu/
http://euromothnights.uw.hu/6emn_2009_information_portuguese.doc
http://euromothnights.uw.hu/6emn_2009_invitation_portuguese.doc



VI Noite Europeia das Borboletas Nocturnas
(European Moth Nights)

Calendarização dos eventos públicos a nível nacional.

A Noite Europeia das Borboletas Nocturnas é um evento anual internacional com vista à
observação de borboletas nocturnas com uma componente cientifica de identificação de espécies e aumento do conhecimento sobre as mesmas e uma componente de carácter informativo/ educativo ao procurar mostrar a diversidade e importância das borboletas nocturnas para os ecossistemas tendo em vista a sua conservação.
Deste modo, em 2009 o evento desenrola-se nas noites de 21 a 25 de Maio com sessões de identificação e observação de borboletas nocturnas um pouco por todo o país.

A frequência dos eventos é gratuita. O transporte para os locais de observação deverá ser feito em viatura própria.

Recomenda-se o seguinte material: Bloco de Notas, roupa quente, água e lanterna.

A duração média prevista de cada saída é de 5 horas, acabando geralmente por volta da uma da manhã mas dependendo das condições locais.


21 DE MAIO DE 2009 – QUINTA-FEIRA

Saída 1:
Local:
Parque Natural de Montesinho (Trás-os-Montes).
Pontos de Encontro:
A definir
Organização:
Lusoborboletas.org
Contacto:
Eduardo Marabuto: e-mail:
EmarabutoLEPS@sapo.pt Tel.: 91 426 59 81
Pedro Pires: e-mail:
pedromspires@gmail.com Tel: 96 487 89 91


22 DE MAIO DE 2009 – SEXTA-FEIRA

Saída 1:
Local:
Parque Natural de Montesinho (Trás-os-Montes).
Pontos de Encontro:
A definir
Organização:
Lusoborboletas.org
Contacto:
Eduardo Marabuto: e-mail: EmarabutoLEPS@sapo.pt Tel.: 91 426 59 81
Pedro Pires: e-mail: pedromspires@gmail.com Tel: 96 487 89 91


23 DE MAIO DE 2009 - SÁBADO

Saída 1:
Local:
Paul da Tornada (Caldas da Rainha)
Ponto de Encontro:
21:30h – Centro ecológico e educativo do Paul da Tornada
Organização:
Associação PATO
Contactos:
e-mail: associacao.tornada@netvisao.pt tel.: 262 88 17 90

Saída 2:
Local:
Parque Natural de Montesinho (Trás-os-Montes).
Pontos de Encontro:
A definir
Organização:
Lusoborboletas.org
Contacto:
Eduardo Marabuto: e-mail: EmarabutoLEPS@sapo.pt Tel.: 91 426 59 81
Pedro Pires: e-mail: pedromspires@gmail.com tel.: 96 487 89 91


24 DE MAIO DE 2009 - DOMINGO

Saída 1:
Local:
Paul da Tornada (Caldas da Rainha)
Ponto de Encontro:
21:30h – Centro ecológico e educativo do Paul da Tornada
Organização:
Associação PATO
Contactos:
e-mail: associacao.tornada@netvisao.pt tel.: 262 88 17 90


25 DE MAIO DE 2009 – SEGUNDA-FEIRA

Saída 1:
Local:

Ponto de Encontro:
00:00h – No local
Organização:
Lusoborboletas.org
Contactos:
Eduardo Marabuto: e-mail: EmarabutoLEPS@sapo.pt Tel.: 91 426 59 81

20.5.09

Antropologia, Cinema e Sentidos - IV Encontros da Primavera de Miranda do Douro 2009 vão realizar-se de 28 a 31 de Maio

Antropologia, Cinema e Sentidos

IV Encontros da Primavera de Miranda do Douro 2009

28-31 Maio 2009

Locais:
UTAD
Auditório do Pavilhão Multiusos
Arribas do Douro
Museu da Terra de Miranda
Casa da Cultura Mirandesa

Organização:
UTAD
CRIA



Programa

28 Maio – Quinta-feira: Casa da Cultura Mirandesa / Museu da Terra de Miranda

19 Horas: Recepção e alojamento

20 Horas: Jantar em Miranda do Douro - UTAD

21h30: Inauguração Exposição Colectiva – “Materiais Diversos: Antropologias no terreno”


29 Maio – Sexta-feira (Encontros Científicos CRIA): UTAD

9h30: Humberto Martins e Paulo Mendes (mesa-redonda): Existirá uma duração mínima para se fazer trabalho de campo?

11h: Jorge Freitas Branco (apresentação projecto em curso): IST – Um Século de Existência. Cultura, Técnica e Sociedade.

12h: António Lourenço (comunicação): A Linha do Tua. Identidades colectivas, projectos hidráulicos e fluvioholocausto.


13h: Almoço

14h30: Sofia Sampaio (comunicação): Cinema transnacional: problemas e algumas propostas de análise

16h00: Clara Saraiva (Comunicação): Axê Portugal: as religiões afro-brasileiras em Portugal

17h00: JY Durand (comunicação): Às voltas com o assunto. Etnografia em torno de um objecto-espaço técnico: as rotundas.

18H30: Passeio de Barco

20h30:Jantar Nocturno em São João das Arribas


30 Maio – Sábado (Cinema Documentário):Auditório do Pavilhão Multiusos de Miranda do Douro

10 Horas: Apresentação do Livro “Intersecções Ibéricas: Margens, Passagens e Fronteiras” por Manuela Ivone Cunha e Jorge Freitas Branco (Biblioteca Municipal de Miranda do Douro)

11.30 Horas: Bordeira, 20’, 2008, Diana Gomes et al.

12 Horas: Waalo Waalo, 75’, 2009, Ricardo Falcão e Ricardo Silva

14H00: Almoço

15h30: Pare, Escute e Olhe, 20’ (Pré-produção), Jorge Pelicano

16h30 Horas: Falamos de António Campos, 60’, 2009, Catarina Alves Costa

18h00 – Viagem até Atenor / Passeio de Burro

20 Horas – Jantar ao ar livre organizado pela Junta de Freguesia de Atenor


31 Maio – Domingo

Proposta de visita-guiada ao Museu Abade de Baçal – 11 horas

Almoço no Solar Bragançano – 13h30

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A entrada é livre. No entanto, a indicação de participação deve ser feita para cria@cria.org.pt Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar devido à necessidade de se assegurar alojamento, organizar as refeições e os passeios.



Consultar:

www.cria.org.pt

http://encontrosdaprimavera.wordpress.com/

Feira do Livro Anarquista (22, 23 e 24 de Maio de 2009, em Lisboa) já tem o programa completo



O que queremos da feira?

Queremos ir para além da informação e da opinião.Partindo de diferentes projectos,
pretendemos criar um espaço de discussão, reflexão, encontro e confronto de ideias anarquistas, onde cada um destes projectos se possa desenvolver.
Numa tentativa de encontrar e conhecer outros indivíduos e descobrir potenciais cúmplices no que cada um de nós deseja, continuamos (e continuaremos) a dar importância à palavra escrita enquanto ferramenta de comunicação e ataque.

Convidamos quem desejar contribuir neste sentido a participar.
22, 23 e 24 de maio de 09


http://www.feiradolivroanarquista.blogspot.com/

Local:
rua luz soriano 67
bairro alto
lisboa



Como chegar à Feira:

PROGRAMA




Videos de outras Feiras do Livro Anarquistas noutros pontos do mundo

Irish Anarchist Bookfair 2006




Anarchist Bookfair 2008 New York City




2008 San Francisco Anarchist bookfair :

VER AQUI ( visionamento altamente recomendável)

Caldas Late Night (design, concertos, perfomances, instalações, artes plásticas) a 21, 22 e 23 de Maio nas Caldas da Rainha


O Caldas Late Night é um evento da autoria dos alunos da ESAD.CR (Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha) de divulgação artística, existente desde 1997.

É um evento único no panorama nacional português, tanto pelo seu tamanho, como pelo seu conceito estranho às instituições e completamente independente e irreverente.


Começou por ser um insurgimento contra a impossibilidade de criação de certos trabalhos mais arrojados dentro do mundo académico, criando-se assim a vontade de abrir as suas casas para poder expor estes trabalhos de certa forma marginais.

Nasce assim um evento onde toda a cidade das Caldas da Rainha e os alunos da ESAD.CR, abrem as suas portas para mostrar o que de melhor e mais arrojado se faz no campo artístico, desde as Artes Plásticas, ao Design Gráfico, Design Industrial, Teatro, Performance, Musica, Video, Instalação, Design de Ambientes e tudo o que for periférico ao mundo artístico. É também um evento que pretende abranger toda a criação artística a nível nacional, incluindo participações de artistas de todo o país, pois entendemos que a arte não deve ter barreiras espaciais.

É um evento de caracter único e incomparavel que não deve passar ao lado de ninguém e que apela à participação de todos.

Venham e participem.


Alguns projectos para a edição do CLN de 2009:

Teatro-fórum no café-concerto da ESMAE ( dia 22 de Maio e 26 de Junho)

Os espectáculos realizam-se na sala de café-concerto da ESMAE ( Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo) na Rua da Alegria 503, Porto

Núcleo do Porto do Teatro do Oprimido
Tlf 915920764



Entretanto, a
PELE_Espaço de Contacto Social e Cultural e o Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua / Imaginarius-Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira prepaream em parceria um projecto de arte comunitária sob o título Texturas.
Para acompanhem todo o processo consultar o blog

Caminhada pelo Rio Bom Mau e da cascata da Cabreia ( em Silva Escura, Sever do Vouga) no dia 24 de Maio

Clicar por cima da imagem para ampliar e ler em detalhe




CAMINHADA PR3 CASCATA DA CABREIA-MINAS DO BRAÇAL

com

DIVULGAÇÃO GRUPO PROJECTO RIOS, ALMOÇO E JOGOS TRADICIONAIS

Este domingo dia 24 de Maio pelas 9h em Silva Escura (Sever do Vouga),na calçada da descida da cascata da Cabreia.

Num troço do percurso junto ao rio estaremos com uma banca de divulgaçãodo trabalho do grupo do Projecto Rios de Silva Escura "Bom e Mau a abraçar, um rio a preservar", onde poderão observar macroinvertebrados aquaticos e perceber como nos podem indicar a qualidade da água, e quem quiser pode ir à margem e tentar a sua sorte com a rede, revirar pedras e folhas à procura de bicharada!

Teremos guias de campo de fauna e flora e o novo kit do Projecto Rios.

O almoço será porco no espeto com acompanhamento seguido de jogos tradicionais para fazer a digestão.


Há mais cascatas na zona para quem quiser visitar e a flora é dominada por Carvalho-alvarinho, Castanheiro, Azevinho e demais espécies ribeirinhas, para além da emblemática Salamandra-Lusitânica.

O percurso faz-se bem e é fresco, devido à vegetação e proximidade delinhas de água, mas aconselhamos chapéu, protector solar e água.


A participação é feita mediante incscrição e o pagamento de um pequeno montante para ajudas.





O Projecto Rios é um projecto que visa a participaçăo social na conservaçăo dos espaços fluviais, procurando acompanhar os objectivos apresentados na Década da Educaçăo das Naçőes Unidas para o Desenvolvimento Sustentável e contribui para a implementaçăo da Carta da Terra e da Directiva Quadro da Água.
A implementaçăo deste projecto pretende dar resposta a visível problemática, de âmbito nacional e global, referente a alteraçăo e deterioraçăo da qualidade dos rios e a falta de um envolvimento efectivo dos utilizadores e da populaçăo em geral. O Projecto Rios, pela metodologia que utiliza, pretende promover a curiosidade científica e implementar o método científico experimental, através da recolha e registo de informaçőes e dados geográficos, físico-químicos, biológicos, eventos históricos, sociais e etnográficos, contribuindo assim para a melhoria do espaço estudado e da qualidade fluvial global, com vista a aplicaçăo das exigencias da Directiva Quadro da Água e da Lei da Água.

19.5.09

O Fado anarquista (da época em que o fado era música popular de vadios, marginais e mulheres de má vida)

Como qualquer música urbana, o fado – muitas vezes chamado ‘os blues portugueses’, conta a história do seu meio ambiente. Pela primeira vez aparece explicitamente num documentário realizado pelo inglês Simon Broughton a propósito da cantora Mariza («Mariza and the story of Fado» , em português «Mariza e a história do Fado») a história do fado anarquista e de esquerda que se desenvolveu nos bairros das classes trabalhadoras no início do século XX, até ser banido pelo regime fascista que subiu ao poder em 1926.
No Portugal da pós-guerra, o regime decidiu adoptar o fado e utilizá-lo para os seus próprios fins, para enaltecer os valores patrióticos e familiares. Este foi também o período do maior nome do fado, Amália Rodrigues, que brilhou no palco e no cinema e fez várias digressões pelo mundo. Quando o regime fascista caiu em 1974, o fado caiu com ele. Só cerca de uma década mais tarde uma nova geração de fadistas pode abordar a música sem a mácula do antigo regime, e pouco a pouco emerge o fado vadio na ruas e tabernas da Lisboa popular.



Ciência humanitária
Um símbolo de altruísmo
Tem como fim condenar
Deus, pátria e militarismo

O mundo há-de assitir
Aos pobres livres do jugo
Espezinhar é o futuro
Da burguesia a surgir

E depois quando existir,
O ideal ...
Esplendor e bem-estar
Incitar o patriotismo
A miséria,
o anarquismo tem por base condenar


Mas o povo subjugado
Esfacela-se sob a tortura
Quando o seu mal tinha cura
O ideal desejado

Viver na prisão
Nas garras dos inimigos
Ai ela bem cai no abismo
A fanática humanidade
Pois fia-se nesta trindade
Deus, pátria e militarismo




Humanitarian science
A symbol of altruism
Has a goal to condemn
God, country and militarism
The world shall behold
The poor free from oppression
Smashing the butchers
Of the ruling bourgeoisie
They shall see the birth
Of the ideal that will bring
Enlightenment and well-being
And promote true patriotism
Misery is what anarchism condemns
The subdued people
Get torn apart and tortured
While there's a cure for this evil
In the desired ideal
They live as martyrs
In the talons of servitude
The social abyss deepens
The fanaticism of humanity
Relies on the trinity of God, country and the military








Artigo do The Guardian sobre o Fado
http://www.guardian.co.uk/music/2007/apr/27/worldmusic


It's said that the fascist dictatorship that dominated Portugal for nearly half a century was bolstered by the three Fs - football, Fatima and fado. Football was best exemplified by the all-conquering Benfica side of the early 1960s, while Fatima referred to the Portuguese town where three teenagers are believed to have seen an apparition of the Virgin Mary, establishing the sanctity of Portugal.
And then there's the fado, Portugal's most famous musical form. It's forever associated with the tremulous voice of Amalia Rodrigues (1920-1999), who appeared dressed in a black shawl to sing dramatic, minor-key ballads in a remarkable voice, sounding like she was on the verge of tears. But for some, it's a sound forever tarnished by its association with fascism. After the fall of the dictatorship in 1974, many on the Portuguese left saw the fado as something shameful. It was seen, at best, as a conservative outlet for national misery, at worst as an authorised voice for Catholic fascism.
"Young Portuguese deserted the fado in the 1970s," says singer Mariza, part of a new wave of fado singers, or fadistas, who have reclaimed the genre in recent years. "It had too many bad associations. Only now can we revisit this music."
Amalia become something of a scapegoat for fado's perceived fascist flirtations. Her ascendance to international celebrity in the 1940s unfortunately coincided with the rise of Antonio de Oliveira Salazar, who ruled Portugal between 1932 and 1968, the dictatorship continuing under the leadership of Marcelo Caetano until the peaceful "carnation revolution" of 1974.
Amalia unwittingly encouraged an association with the regime. She confessed to having a crush on Salazar, even writing poems to him in hospital before his death in 1968. In the aftermath of the 1974 revolution, she was falsely accused of being an agent for Salazar's secret police, a slur that stuck for many years, while many were suspicious of her association with Salazar's minister of culture, Antonio Ferro, who championed her work and presented her around the world as an ambassador for Portugal. She was certainly treated well by the regime, at a time when many singers, songwriters and poets were being imprisoned as dissidents.
However, if Salazar's regime used Amalia and the fado as a symbol of national identity in the 1950s and 60s, they did so with great reluctance. Salazar hated the fado. He referred to Amalia as "the little creature", and struggled with fado's central trope of saudade, the sense of nostalgia, yearning or longing that dominates its lyrics, regarding it as essentially anti-modern. In 1952, he told his biographer Christine Garnier that fado "has a softening influence on the Portuguese character", one that "sapped all energy from the soul and led to inertia". But even he could not quell fado's popularity.
"The regime did not use the fado as a tool for propaganda," says fado historian Michael Colvin, assistant professor of Hispanic studies at Marymount Manhattan College in New York. "Rather, the fado's popularity had become such that the government had no choice but to make the song a part of the consecrated national repertoire. Through censorship, Salazar insured that it did not blatantly contradict the regime's notion of progress; and by promoting the 'poor but happy' - pobrete mas alegrete - image of Lisbon's fadistas and degraded popular neighbourhoods, the government kept the potentially subversive song at bay."
"The dictatorship's relationship with fado roughly splits into two stages," says Simon Broughton, editor of the world music magazine Songlines, and director of an upcoming BBC4 documentary on fado. "From the start of the regime in 1926, Salazar dismissed it as a disreputable, lower-class, unsuitable form of music. But, from the second world war onwards, they changed tack. Fado was still massively popular, so it had to be co-opted to the government's own ends. So, while there was no outwardly fascist fado, censorship certainly neutered it in that period. The subject matter became very traditional - about wine, women, song, family and church - extolling very conservative and unchallenging images of Portugal."
By doing so, the censors sought to eradicate the fado's progressive history. Fado musicians such as the great guitarist Armandinho played at Communist party rallies in the 1920s and 30s, while the song form was explicitly used by socialist and anarchist poets in the early decades of the 20th century. Those militant songs were eradicated by Salazar's censorship laws, but the radical tradition was kept - albeit more subtly - by songwriters in the 1960s.
Contrary to her reputation as a fascist sympathiser, Amalia often tapped into fado's radical tradition. She stayed one step ahead of the censors by singing slyly subversive songs with lyrics by leftwing poets such as Ary dos Santos, Manuel Alegre, Alexandre O'Neill and David Mourao Ferreira. She was also a generous donor to underground anti-fascist political organisations, especially the National Committee to Assist Political Prisoners.
Ruben de Carvalho, a journalist and member of the central committee of the Portuguese Communist party, says Amalia's motivations were always innocent. "She gave money to anti-fascist organisations in the same passionate and, perhaps, naive way she used when she thanked her Salazarian benefactors who gave her, a simple plebeian, the chance to appear on a stage, handling a microphone." Mario Soares, a former socialist prime minister and president in the 1970s, 80s and 90s, described her as a "a conservative woman, believing in God and naturally apolitical, who knew how to get along well with the revolution of the carnations". When Amalia died in 1999, her rehabilition was complete. The state declared three days of national mourning, and she was buried as a hero in Lisbon's National Pantheon.
Amalia's memoirs suggest a simple and apolitical figure. "We never complained about life," she writes. "Sure, we knew there were people who were different from us, otherwise there would be no revolutions. But I never heard anybody talk about that. It's the privileged classes who discuss that type of thing, not the poor."
It has been argued that fado is essentially a reactionary artform. The word translates, loosely, as "fate", and fado songs always have a belief in the inevitability of destiny. "The belief that you can't choose your own fate can be a very conservative stance," says Broughton. "And Amalia was certainly conservative."
The irony is that Amalia's recordings - especially the crackly old 78s from the 1940s and 50s - still sound eerily futuristic and utterly international in their scope. While the fascists used it as a symbol of Portuguese nationalism, the fado actually channelled hundreds of years of influences from around the Lusophone world and beyond. The rattling sound of a Portuguese guitarra - a 12-string, pear-shaped lute - can sound like an autoharp, an Alpine zither, or a bazouki, while the music can often sound like Greek rebetika, Brazilian choro, Cuban son, Andalucian flamenco or Sephardic folksong. And Amalia's insolent voice can sound variously like a Bollywood singer, an Arabic muezzin, a soul diva, or even, on several tracks, uncannily like Antony Hegarty from Antony and the Johnsons.
The innovative musical template laid down by Amalia has been the inspiration for a new generation of fado singers. Madredeus, a Portuguese collective fronted by singer Teresa Salgueiro, have taken the fado into groundbreaking electronic territory, while songs associated with Amalia have been interpreted by young singers including Katia Guerreiro, Margarida Bessa, Misia, Cristina Branco, Joana Amendoeira and, most famously, Mariza, who has broadened the genre's scope by sourcing consciously impure influences from jazz, African, Brazilian, gospel and classical music.
In many ways, all of them are reconnecting to the pre-Salazarist fado, celebrating its vagabond ancestry and its international roots. When a Portuguese writer described the fado, in 1926 as "a song of rogues, a hymn to crime, an ode to vice, an encouragement to moral depravity, an unhealthy emanation from the centres of corruption, from the infamous habitations of the scum of society", he identified a set of associations that a new generation of fadistas wear like a badge of honour.

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Artigo de Simon Broughton publicado na revista inglesa NewStateman
www.newstatesman.com/music/2007/10/portuguese-fado-lisbon-regime


The international success of the fado singer Mariza has brought a new audience to Portugal's most distinctive music. In Lisbon, the clubs in the historic fado districts are flourishing, frequented by locals and visitors alike. Traditionally, the melancholic sound of fado is said to be associated with saudade, or longing (the word fado literally means "fate"). Amália Rodrigues, the most celebrated fado singer of them all, said in 1994: "The Portuguese invented fado because we have a lot to complain about. On one side we have the Spanish with their swords; on the other side there's the sea, which was unknown and fearful. When people set sail we were waiting and suffering, so fado is a complaint."
It came as a surprise, therefore, to find a political side to the music, as I did while making a BBC documentary about the history of fado, going out later this month. Take these lyrics from an anonymous anarchist fado from around 1920: "The world shall behold/The poor free from oppression/Smashing the butchers/Of the ruling bourgeoisie." I found out that the militant roots of fado had been airbrushed from history, only to be rediscovered in recent years.
Old Lisbon is where fado was born in the early 19th century, in the districts of Alfama and Mouraria, which were populated by traders, sailors and fishing families. The Portuguese royal family spent the Napoleonic Wars in exile in Rio de Janeiro, which became the capital of the Portuguese empire from 1808-21. They returned with a whole retinue of Brazilians and Afro-Brazilians, and as such Lisbon has long had a multiracial and assi milado population. Fado (also the name of an Afro-Brazilian dance) was heard in the taverns and brothels of the city's working-class areas. Its first star was a young prostitute called Maria Severa (1820-46), who had a notorious affair with the Count of Vimioso, an aristocratic bullfighter, and introduced fado to high society. Many fado lyrics refer to her by name ("Fado da Severa" is one of the most famous), and both a stage show of 1901 and Portugal's first all-talking sound film, A Severa (1931), were dramatisations of her life.
To Portugal's leading fado historian Rui Vieira Nery, the lyrics of "Fado da Severa" and "Fado Choradinho" ("Fado of the Unfortunate"), written in the mid-19th century, underline the genre's connection to the Lisbon underclass. "There are several texts that were clearly written by people who had been in jail for long periods and this zigzag between legal and illegal lifestyles is very present in those early fados," he explains. It is Nery, with his book Para uma História do Fado ("Towards a History of Fado"), who has surprised even the Portuguese with the secret history of the music they thought they knew so well. "By the late 19th century, fado was essentially a working-class song - very politically committed. You had fados talking about Kropotkin, Bakunin, Marx - and even Lenin later on." One socialist fado from 1900 begins: "May 1st!/Forward! Forward!/O soldiers of freedom!/Forward and destroy/National borders and property."
Such militant fados remained underground, although the more respectable theatrical fado revista ("revue") was popular with the middle classes. In 1882, the cartoonist Rafael Bordalo Pinheiro criticised fado singers (and by implication the Portuguese people), through the character of Zé Povinho ("Poor Zé"), for being too passive and playing whatever song was placed in front of them. The following year, however, another of his cartoons showed politicians at a fado tavern dancing to Zé Povinho's music, but knocking him over in the end. It is clear that, far from being simply nostalgic and sentimental, fado included social and political commentary.
In 1926, after years of political instability, Zé Povinho and the Portuguese people really were knocked over by a coup d'état that installed a fascist dictatorship (led by António Salazar from 1932-68) which lasted nearly half a century. "By the mid-1920s, when the coup took place, fado was for the most part a left-wing, working-class, socialist-oriented type of song," says Nery. "But of course, in a fascist dictatorship, this wouldn't do." In 1927, laws were introduced subjecting all lyrics to censorship. Songs that had not been approved could not be sung in public. "The regime didn't trust fado," Nery says. "It was originally sung by people of ill-repute - prostitutes, thieves and marginals - and that did not carry great prestige for a song of national identity." A 1927 cartoon by Alonso entitled "A Sad, Miserable Life", shows two fadistas, one of them singing, "Cry, politicians, cry", over a subtitle that reads: "O fado, you used to be fado." The implication is that fado has been emasculated. In 1936 the regime ran a series of radio broadcasts entitled Fado, the Song of the Defeated, in effect consigning the genre to history.
But after the Second World War, with fado as popular as ever, the regime decided to change tack. "They decided to cultivate a strategy of public relations with the Portuguese people," says Nery. "They encouraged lyrics about popular traditions, about love, about family life with no concern for politics. And those were lyrics that fado adopted very easily, so there was a certain tacit alliance between the regime and the fado world." As left-wing opposition to the fascists grew during the colonial wars of the 1960s, it was said that the pillars supporting them were the "three big Fs" - fado, football and Fatima (referring to the popular shrine of the Virgin Mary at Fatima). A cartoon by João Abel Manta from 1970 depicts the ghost of Augusto Hilário, a celebrated fado singer/songwriter from Coimbra who died in 1896, floating over Coimbra Castle, suggesting that true fado was long dead.
When the revolution came in 1974, it was felt that fado had been tainted by the former regime and it fell out of favour for a decade or more. It was only during the 1990s that a younger generation felt able to turn to the music again and give it new life. Most of them are probably unaware of its political origins. But if you go to one of the fado tavernas such as Tasca do Chico, as Mariza sometimes does when she's in Lisbon, you can hear ordinary taxi drivers singing fado, surrounded by peeling posters and football scarves. This so-called fado vadio (amateur or "vagabond" fado) is a reminder of the lost, radical tradition.

Mario Benedetti (1920-2009), poeta uruguaio e um dos maiores da América Latina


LER a poesia de Mario Benedetti, cuja notícia da sua morte nos chegou agora, através dos belíssimos poemas já publicados neste blogue:

Defesa da Alegria ( aqui)

O Sul também existe (
aqui)

Qué pasaría si... ? (o que aconteceria se...) -
aqui

Biografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mario_Benedetti
http://es.wikipedia.org/wiki/Mario_Benedetti



Porque sos pueblo te quiero

Mi táctica es
mirarte
aprender como sos
quererte como sos

mi táctica es
hablarte
y escucharte
construir con palabras
un puente indestructible

mi táctica es
quedarme en tu recuerdo
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
pero quedarme en vos

mi táctica es
ser franco
y saber que sos franca
y que no nos vendamos
simulacros
para que entre los dos
no haya telón
ni abismos

mi estrategia es
en cambio
más profunda y más
simple

mi estrategia es
que un día cualquiera
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
por fin me necesites.




Escutar a sua poesía pela boca de Nacha Guevara em "Te quiero":




Palabras verdaderas - Homenagem a Mario Benedetti
( do documentário de Ricardo Casas, "Palabras verdaderas", com um excerto em que Daniel Viglietti e Mario Benedetti interpretam Desaparecidos, e Benedetti recita El olvido está lleno de memoriae o actor Miguel Angel Solá recita No te salves )





Mario Benedetti entrevistado por Telesur




Mario Benedetti lê Desaparecidos em homenagem às Madres Coraje (mães coragem)




Mario Benedetti - (1)




Parte 2