28.1.08

CODU 32703 ou como a politica de saúde do governo pode matar

Texto retirado do blogue Contramestre

Se alguém ainda tiver dúvidas sobre as falhas da rede de socorro e emergência médica em Portugal estas ficam definitivamente desfeitas com o caso infeliz de Castedo Alijó. A transcrição das comunicações entre o CODU do INEM, os Bombeiros de Alijó e de Favaios é o exemplo acabado daquilo a que politica de saúde deste governo conduziu.

A Ordem dos Médicos num comunicado emitido denuncia também «a falta de profissionalismo e coordenação» e expressa a sua preocupação quanto ao “estado e aos graves problemas da assistência em Portugal em situações de urgência e emergência”. “O país real é bem diferente do país ideal pintado por alguns”, acusou a Ordem pedindo medidas para resolver as “falhas inaceitáveis na cadeia de socorro”, as “fragilidades de comunicação de todo o sistema de emergência” e a “falta de integração e coordenação entre o INEM e a Protecção Civil”.

A partir de agora é possível afirmar com segurança o que tenho vindo a tentar provar aqui desde Janeiro de 2007 compilando as sucessivas falhas do INEM. A POLITICA DE SAÚDE DO GOVERNO MATA.

Da leitura do documento fica a perceber-se a total descoordenação, ignorância e falta de meios de todos os intervenientes envolvidos no socorro. A operadora do CODU do INEM não tem ideia dos meios no terreno, os bombeiros estão sozinhos nas corporações apenas com um telemóvel e a VMER (Viatura Médica com Equipamento de Reanimação) mais próxima está inoperacional e a três quartos de hora do local e os Centros de Saúde estão encerrados durante a noite. Pior era difícil.

É incrível como o CODU nem sequer tem conhecimento da localização da viatura de emergência mais próxima disponível e do tempo que demora a chegar ao local do acidente. É o elemento dos Bombeiros de Favaios que informa por telemóvel a operadora do CODU. Mas a ignorância da operadora não se fica por aqui chegando a perguntar se há algum Centro de Saúde aberto nas redondezas. Não havia porque Correia de Campos mandou-os encerrar todos no início de 2007.

Depois de disponibilizada a viatura médica de socorro o diálogo entre o único elemento da corporação de Favaios e a médica em Vila Real é exemplar do amadorismo assassino em que assenta a rede de socorro depois que Correia de Campos começou a mexer nela. A médica não faz ideia onde fica o lugar e como não deve ter GPS recebe as indicações da localização pelo bombeiro.

Saindo de Vila Real uma ambulância demora pelo menos 45 minutos para chegar a Castedo isto se não houver nevoeiro ou gelo na estrada. Nessa noite havia intenso nevoeiro. A operadora manda portanto avançar os bombeiros de Favaios para fazerem o suporte imediato de vida até à chegada do médico saído de Vila Real. Impossível o bombeiro da corporação de Favaios está sozinho e portanto incapaz de desempenhar tal tarefa.

A operadora resolve então a ligar para os Bombeiros de Alijó. A cena repete-se. Há apenas um único elemento ao serviço. Não temos meios diz o bombeiro. O suporte imediato de vida não pode ser executado.

É bom que todos tomemos consciência do que se está a passar com os serviços de emergência em Portugal. Neste blogue venho desde Janeiro de 2007 denunciando e documentando as mortes por falhas do sistema de emergência.

A política assassina de Correia de Campos que encerra serviços e conduziu à inoperacionalidade do sistema de emergência só pode ser travada pela indignação e luta da sociedade civil.

Continuará a morrer gente por culpa da política deste governo? De que estão os portugueses à espera para se indignarem?

A chamada na sua totalidade pode ser vista e ouvida no Youtube
http://www.youtube.com/watch?v=MRDh-5aEKkg

Entrevista com Vítor Silva Tavares e Alberto Pimenta

Texto retirado do excelente blogue:

Vitor Silva Tavares, editor da &Etc (ver aqui outra excelente entrevista), e o escritor Alberto Pimenta, foram entrevistados no programa Câmara Clara da RTP2, em jeito de homenagem a Luiz Pacheco.

Na realidade, é mais do que uma simples entrevista. É, em grande medida, um retrato sobre o que ainda se publica e faz de literatura em Portugal, num tempo em que os
“Book Tailors” e os “Paes do Amaral” sujam tudo com a sua lógica mercantil e subsumem todo o potencial interesse de uma obra de arte a um objecto de consumo. É uma lógica em que não se escreve pelo prazer de escrever, nem se escreve pelo prazer de ler, mas antes pelo potencial vendável que uma obra literária, ou melhor, um produto literário, carrega em si. Quem escreve tem que escrever para públicos definidos, que quanto maiores forem melhor. Não há espaço para quem escreve para três ou quatro pessoas lerem, ou para quem escreve pelo prazer de escrever. Quem vende livros vende para multidões, como se vendem cuecas.

A entrevista pode ser vista na integra aqui mesmo.

Festival Entrudanças ( 2 a 4 de Fevereiro em Castro Verde)

Cor, movimento e… dança. Elementos que exprimem a essência deste festival que encontra nos ritmos das diferentes sonoridades, um impulso natural para bailar.

De 2 a 4 de Fevereiro, a vila de Entradas no concelho de Castro Verde recebe a 7.ª edição do Festival Entrudanças, uma iniciativa que faz parte do circuito nacional de festivais de danças de tradição, de componente étnica nacional e internacional.


As duas primeiras edições aconteceram em Évora nos anos de 2000 e 2001 e após dois anos de interregno, passou a realizar-se na vila de Entradas, sendo actualmente parte importante do Carnaval em Castro Verde.

Este ano, o festival volta a dar especial atenção à cultura alentejana e ao envolvimento da comunidade local, constituindo-se como um elemento motivador para os agentes que trabalham na área da tradição. O cante, as violas campaniças, a flauta tamborileiro e o artesanato tradicional, voltam a assinalar esta iniciativa que, durante três dias, levará a animação de um Carnaval diferente pelas ruas de Entradas.

As oficinas de danças, de máscaras e de lã são também parte integrante do Entrudanças 2008 que rodopiará, uma vez mais, ao passo da tradição europeia.


Além das oficinas, o Festival é ainda animado por vários bailes ao longo dos três dias com os grupos Banda Forrozada, Galandum Galundaina, Tanira, Trio Lam e Banda Filarmónica 1º de Janeiro.

Os vários espaços onde decorre o Festival convidam ao encontro e à confraternização. Há documentários, torneios de malha e um trabalho comunitário que começou no início do ano e que agora é parte integrante desta programação.


Consultar:
http://www.pedexumbo.com/minisites/entrudancas08/


Caminhada na Tapada de Mafra ( 3 de Fevereiro)


A Associação de marchas e passeios do concelho de Torres Vedras organiza uma Caminhada na Tapada de Mafra no próximo dia 3 de Fevereiro.


Ponto de Encontro: Portão de Entrada do Codeçal

Partida: 09h 00m
Duração: 3 Horas
Distancia: 7,5 km
Âmbito: Ambiental (fauna e flora) e Paisagístico

Grau de Dificuldade: Nível I ( Fácil )



Descrição: Após um pequeno briefing, junto ao portão de entrada do Codeçal, iniciaremos a nossa caminhada, acompanhados por um guia da Tapada, que nos vai fornecendo toda a informação necessária para que possamos conhecer toda a tapada e este percurso, em especial, um dos maiores visitável, atravessa diferentes ecossistemas sendo por isso muito rico em fauna e flora.

Equipamento Obrigatório: Vestuário adequado à época do ano. Não esquecer o impermeável e/ou corta-vento. Calçado próprio para caminhar (botas ou sapatos fechados e resistentes), pequena mochila às costas (mãos livres), contendo água e alimentação (sandes, fruta, barras energéticas, sumos, …) para uma manhã. Não se esqueça da máquina fotográfica, para mais tarde recordar…

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INSCRIÇÕES: Inscrições Limitadas, até dia 30 de Janeiro às 18 horas, não aceitamos inscrições após esta data.
Sócios: 10 €
Não Sócios: 15 €

A taxa de Inscrição inclui: Seguro da actividade e visita guiada.
A taxa de Inscrição não inclui: Alojamento, transporte e alimentação
Faça a sua inscrição por: E-mail:
ampctv@gmail.com
Telefone: 969 841 310

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FICHA TÉCNICA DO PERCURSO:


Nome: Percurso Verde
Tipo: Circular
Inicio:: Junto ao Portão de Entrada do Codeçal
Termino: Junto ao Portão de Entrada do Codeçal
Extensão: 7,5 km
Duração: 3 horas
Grau Dificuldade: Nível I (fácil)
Mapas: Cartas Militares - Carta Nº 388 e 402
Distrito: Lisboa
Concelho: Mafra
Tipo de Paisagem: Mediterrânea (fauna, flora e Geologia em abundância)

Manifesto de Professores


MANIFESTO de PROFESSORES

Os professores estão a atravessar o momento mais negro da sua vida profissional desde o 25 de Abril. Com um pacote legislativo concebido em sucessivas fases, começando pelo novo Estatuto da Carreira Docente e culminando com o novo modelo de gestão escolar, passando pelo Decreto Regulamentar da avaliação de desempenho, a actual equipa do Ministério da Educação desferiu um golpe profundo na imagem social dos professores, na sua identidade enquanto grupo profissional e nas condições materiais e simbólicas necessárias para que os mesmos se empenhem na qualidade do ensino. A um sentimento de enorme frustração soma-se hoje a insegurança quanto ao futuro profissional, uma insegurança decorrente de todos os mecanismos de fragilização da carreira e de instabilidade de emprego que o governo actual tem vindo a introduzir.

Torna-se agora cada vez mais evidente que os professores deste país foram as cobaias de um ataque aos direitos laborais, segundo uma receita de efeitos garantidos: uma campanha inicial de difamação orquestrada com a cumplicidade de uma comunicação social subserviente, que visou justificar, no plano retórico e propagandístico, a redução sistemática de direitos no plano jurídico. Hoje é também óbvio que este programa teve como objectivo essencial a quebra do estatuto salarial dos professores, que passaram a trabalhar mais pelo mesmo dinheiro, que viram a progressão na carreira arbitrariamente interrompida, e que foram, desse modo, uma das principais fontes drenadas pelo governo para satisfazer a sua obsessão de combate ao défice.

Hostilizados por uma opinião pública intoxicada e impreparada para reconhecer aos docentes a relevância da sua profissão, desprovidos dos meios legais e materiais que lhes permitiriam dignificar o seu trabalho, é com fatalismo, entremeado por uma revolta surda, que os professores deste país encaram hoje o futuro mais próximo. Muitos consideram o Estatuto da Carreira Docente como um facto consumado, procurando adaptar-se-lhe o melhor possível. No entanto, as piores consequências desse Estatuto só agora começarão a revelar-se, e há sinais de que a ofensiva do governo contra os professores e contra a escola pública não chegou ainda ao fim.


Este ano vai ter início o processo de avaliação do desempenho, pautado pela burocratização extrema, por critérios arbitrários e insuficientemente justificados que poderão abrir a porta para acentuar o clima de divisão e a quebra de solidariedade entre os professores, para «ajustes de contas» adiados, para a perseguição aos profissionais que se desviem da ideologia pedagógica dominante, para a subordinação dos resultados dos alunos à demagogia ministerial do sucesso escolar compulsivo.


O governo prepara-se para aprovar, sem discussão pública que mereça esse nome, um novo modelo de gestão escolar que se traduz pela redução ainda maior da democracia nos estabelecimentos de ensino, já antecipada ao nível do Estatuto da Carreira Docente, pela diminuição drástica da influência dos professores, atirados para uma posição subalterna nos órgãos directivos, pela sua subordinação a instâncias externas, muitas vezes movidas por interesses opostos ao rigor e à exigência do processo educativo.


Finalmente, o governo tem também a intenção de suprimir as nomeações definitivas para a grande maioria dos funcionários públicos, iniciativa que terá particular incidência numa classe docente cuja garantia de emprego já está, em muitos casos, consideravelmente ameaçada.


Tudo isto deveria impor, desde já, a mobilização dos professores e o abandono de uma postura de resignação. Não há processos legislativos irreversíveis. Por outro lado, não podemos esperar por uma simples mudança de ciclo eleitoral ou de legislatura para que o ataque à nossa condição profissional seja invertido. Ninguém, a não sermos nós, poderá lutar pelos nossos direitos.


Por tudo isto, e para contrariar a atitude cabisbaixa que impera entre a classe docente, consideramos importante lançar um conjunto de iniciativas, algumas delas faseadas, outras que poderão ser desenvolvidas em paralelo. Assim, propomos:


- apoiar o movimento, que começa a surgir na blogosfera dedicada à nossa profissão, no sentido de se alargar o prazo de discussão do novo modelo de gestão escolar, e organizar nas escolas espaços de debate desse projecto-lei, tendo o cuidado de o situar no quadro mais geral dos constrangimentos legislativos a que hoje se encontra sujeita a nossa actividade profissional;


- promover, nas diferentes escolas e nos agrupamentos de escolas, a discussão sobre as condições de aplicação do Decreto que regulamenta a avaliação de desempenho dos professores, tendo em conta a necessidade de se fixar critérios mínimos de rigor e de justiça nessa avaliação, e considerando que, se a avaliação dos alunos tem sido objecto de muita elucubração teórica, as escolas se preparam para avaliar os docentes sem ponderarem devidamente as dificuldades científicas e deontológicas que semelhante processo suscita;


- encetar um processo de contestação do Estatuto da Carreira Docente nos tribunais portugueses e nas instâncias judiciais europeias, considerando que esse diploma atinge direitos que não são simplesmente corporativos, mas que constituem a base mínima da dignificação de qualquer actividade profissional.


- pressionar os sindicatos para que estes retomem os canais de comunicação com os professores e efectuem um trabalho de proximidade junto destes, o qual passa pela deslocação regular dos seus representantes às escolas a fim de auscultar directamente os professores e de discutir com eles as iniciativas a desenvolver;


- contactar jornalistas e opinion-makers que, em diferentes órgãos de comunicação, tenham mostrado compreensão pelas razões do descontentamento dos professores e apreensão perante o rumo do sistema de ensino em Portugal, no intuito de os incentivar a prosseguirem com a linha crítica das suas intervenções e de lhes fornecer informação sobre o que se passa nas escolas;


- propor políticas educativas que se possam constituir em defesa de uma escola pública de qualidade, que não seja encarada como simples depósito de crianças e de adolescentes e como fábrica de «sucesso escolar» estatístico, políticas capazes de fornecer alternativas para as orientações globais do Ministério da Educação e para as reformas mais gravosas que o mesmo introduziu na nossa profissão.

Se concordas com o MANIFESTO divulga-o o mais possível.


Para mais informações usa o seguinte e-mail profsemluta@hotmail.com


PROFESSORES EM LUTA

27.1.08

Centenário do regicídio (1 de Fevereiro de 1908) executado pelos carbonários Manuel Buíça e Alfredo da Costa


A morte do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro no Terreiro do Paço, a 1 de Fevereiro de 1908, é um dos acontecimentos mais marcantes da História portuguesa. As suas consequências mudaram o rumo do país.


No dia 1 de Fevereiro de 2008 cumprem-se exactamente cem anos sobre o assassínio do rei D. Carlos e do príncipe real D. Luís Filipe, por acção de Reis Buíça e de Alfredo Costa, ambos afectos ao grupo revolucionário da Carbonária Portuguesa. O acontecimento prenunciou a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910 e pôs termo a um período conturbado da história portuguesa.


Com efeito, o chefe do governo de então, João Franco, havia implantado no país uma férrea ditadura, combatida intransigentemente por largos sectores da oposição republicana, mas também por muitos defensores do constitucionalismo monárquico. Em 28 de Janeiro de 1907 desenhara-se mesmo uma tentativa revolucionária, tendente a afastar João Franco do Poder, com a participação activa do Partido Republicano, da Carbonária, de elementos socialistas e anarquistas e igualmente da Dissidência Progressista, agremiação monárquica.


Como resposta à gorada revolta, João Franco fez redigir pelo seu Ministro da Justiça um decreto extremamente arbitrário, nos termos do qual os opositores à sua política seriam sumariamente julgados e desterrados. O documento foi referendado por D. Carlos em Vila Viçosa, onde o rei se encontrava, na companhia da sua família, entregando-se a um dos seus prazeres favoritos: a caça. Foi no seu regresso a Lisboa, em 1 de Fevereiro de 1908, que o drama ocorreu, através do ataque dos regicidas à carruagem real.



Era a Revolução, e não Terrorismo


Carbonária mais forte do que Partido Republicano


Autor de ‘A Carbonária em Portugal, 1897--1910’, o prof. António Ventura, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, fala nesta entrevista da organização a que pertenciam Manuel Buiça e Alfredo Costa, autores glorificados do atentado contra o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro. E não tem dúvidas em considerá-la decisiva para o derrube da monarquia e mais poderosa do que o Partido Republicano



Jornalista – A Carbonária era um movimento terrorista?

A.V. – Não. A Carbonária era uma associação secreta virada para a luta política republicana.
Na linha das carbonárias que aparecem na Europa desde 1830, a Portuguesa e a Lusitânia surgiram em 1897 e 1899 e uniram-se numa única em 1907, altura da sua entrada em força no Exército e na Marinha. A Carbonária era republicana e revolucionária, visava a instauração da República pela força. Os carbonários preparavam-se, armando-se e fabricando bombas. Em 1907 houve duas explosões acidentais em Lisboa, na rua do Carreão e na Lapa, devido ao manuseamento de explosivos. Numa dessas casas vivia Aquilino Ribeiro. Mas a Carbonária não planeava actos terroristas. Preparava a revolução.


Para continuar a ler a entrevista: aqui




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“Três Tiros que Abalaram a Monarquia” – O Regicídio de 1908

Visita guiada aos locais relacionados com o assassínio, em 1 de Fevereiro de 1908, do rei D. Carlos I e do príncipe Luís Filipe, sujeita a inscrição prévia.

Escolas, grupos e colectividades: 3.ª e 5.ª-feiras, às 11 e 15 horas respectivamente
Ponto de Encontro: Terreiro do Paço, junto à estátua de D. José I

Público em geral: Domingos, às 11 horas
Ponto de Encontro: Porta do Café Gelo (Praça D. Pedro IV – Rossio)


Marcações e pedidos de informação:
Serviço de Actividades Culturais e Educativas (SACE)
Hemeroteca Municipal de Lisboa
Elisabete Rocha / Jorge Trigo
tel.: 21 324 62 97
e-mail: hemeroteca.sace@cm-lisboa.pt


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O Regicídio na Imprensa da Época – exposição documental na Hemeroteca de Lisboa

Mostra alusiva ao impacto do Regicídio de 1908 na imprensa escrita e ilustrada da época, organizada a partir da colecção da Hemeroteca Municipal de Lisboa.
Local: Átrio e Escadaria da HemerotecaInauguração: 2 Fevereiro. Em exibição até 29 de Fevereiro.
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Ciclo de Conferências sobre o Regicídio na Hemeroteca de Lisboa


1.ª Conferência

O Regicídio de 1908, Impacto nos jornais portugueses
por Eduardo Teixeira (Professor e Mestre em História Contemporânea pela FLL)

7 de Fevereiro, 18 horas


2.ª Conferência

O Regicídio de 1908, Impacto na Imprensa Estrangeira
por Joaquim Vieira (Observatório da Imprensa) e Reto Monico
(Investigador e Professor de História na Suiça)
14 de Fevereiro, 18 horas


3.ª Conferência

O Regicídio de 1908, Ilustração de Imprensa
por Elisabete Rocha (CML/HML)
21 de Fevereiro, 18 horas


4.ª Conferência

O Regicídio de 1908. O Estado da Questão
por Álvaro Costa de Matos (CML/HML)

28 de Fevereiro, 18 horas

Local: Hemeroteca Municipal – Sala do Espelho
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Lançamento de livros

Apresentação dos livros A República nunca Existiu, obra ficcionada, com a colaboração de vários escritores portugueses, editada pela Saída de Emergência, no dia 31 de Janeiro, às 18:30; e Mataram o Rei de Joaquim Vieira e Reto Monico, editado pela Pedra da Lua, no dia da segunda conferência, a 14 de Fevereiro, às 18 horas.

Em memória de Manuel Buíça


CARTA-TESTAMENTO de Manuel Buíça (28/1/1908)
Escrita (e reconhecida) em 28 de Janeiro, quatro dias antes do regicídio


“Manuel dos Reis da Silva Buiça, viuvo, filho de Augusto da Silva Buiça e de Maria Barroso, residente em Vinhaes, concelho de Vinhaes, districto de Bragança. Sou natural de Bouçoais, concelho de Valpassos, districto de Vila Real (Traz-os-Montes); fui casado com D.Herminia Augusta da Silva Buíça, filha do major de cavalaria (reformado) e de D.Maria de Jesus Costa. O major chama-se João Augusto da Costa, viuvo. Ficaram-me de minha mulher dois filhos, a saber: Elvira, que nasceu a 19 de dezembro de 1900, na rua de Santa Marta, número… rez do chão e que não está ainda baptisada nem registada civilmente e Manuel que nasceu a 12 de setembro de 1907 nas Escadinhas da Mouraria, número quatro, quarto andar, esquerdo e foi registado na administração do primeiro bairro de Lisboa, no dia onze de outubro do anno acima referido. Foram testemunhas do acto Albano José Correia, casado, empregado no comércio e Aquilino Ribeiro, solteiro, publicista. Ambos os meus filhos vivem commigo e com a avó materna nas Escadinhas da Mouraria, 4, 4º andar, esquerdo. Minha família vive em Vinhaes para onde se deve participar a minha morte ou o meu desapparecimento, caso se dêem. Meus filhos ficam pobrissimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos principios da liberdade, egualdade e fraternidade que eu commungo e por causa dos quaes ficarão, porventura, em breve, orphãos. Lisboa, 28 de janeiro de 1908. Manuel dos Reis da Silva Buiça. Reconhece a minha assignatura o tabelião Motta, rua do Crucifixo, Lisboa.“

Retirado de:
http://www.laicidade.org/



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A diáspora dos Buíças

Os descendentes de Manuel Buíça foram estigmatizados e obrigados a dispersarem-se. Muitos deles esconderam o nome


Aconchega o boné de lã azul quando se lhe pergunta se conhece alguém da família de Manuel Buíça, o regicida. "Já não há ninguém", atira Álvaro David, enquanto pega num braçado de lenha para atear a fogueira. "Ontem ainda fez mais frio", comenta o octogenário convidando os jornalistas a partilharem o calor doméstico.
O fim de tarde anuncia-se gélido e nas ruas da transmontana Lagarelhos pouco se afoitam, enquanto da maioria das chaminés já se solta um fumo azul-cinza que vai cobrindo os castanheiros. É nesta aldeia, a meia dúzia de quilómetros de Vinhais, que o regicida viveu com o pai, o padre Abílio Augusto Buíça, abade naquela vila. É mais uma tentativa para encontrar descendentes do homem que no dia 1 de Fevereiro de 1908, com Alfredo Costa, atirou sobre D. Carlos...



Quem nunca se sentiu incomodada com o apelido é Isabel, de 25 anos. O mais novo elemento do clã Buíça nasceu... no dia 5 de Outubro, em Bragança, para onde se dispersaram alguns ramos da família. Ela própria só descobriu a ligação familiar com Armando Fernandes através do Expresso. O avô de Isabel, José Manuel Buíça, era irmão da mãe do antigo funcionário da Gulbenkian.


ler mais aqui

Regicídio vai ser assinalado em Castro Verde, onde nasceu Alfredo Luís da Costa. O programa inclui canções anarquistas


A Câmara Municipal de Castro Verde vai dinamizar um programa evocativo do regícidio . A importância que a autarquia concede a estes acontecimentos relaciona-se directamente com o facto de um dos regicidas, Alfredo Luís da Costa, ser natural de Casável, freguesia do concelho.

Considerado uma etapa fundamental para a implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, e um elemento fulcral para a construção do Portugal moderno, o regicídio teve entre os seus mentores, Alfredo Luís da Costa, natural de Casével, motivo pelo qual o concelho de Castro Verde se encontra intrinsecamente ligado à história do acontecimento.


Centenário do Regicídio


31 Janeiro (Quinta-Feira)
Inauguração da exposição “O Regicídio visto nos jornais da Europa em 1908”. Praça da República.

Abertura de exposição-venda de livros sobre a temática do Regicídio e da República. Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca. 19h00

Conferência “Olhar o Regicídio”, com a participação do Dr. Jorge Morais e do Dr. Luís Vaz, com a moderação da Doutora Alice Samara. Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca. 21h00

1 Fevereiro (Sexta-feira):

Lançamento do Livro “Crónica do Regicida Invisível – Alfredo Luís da Costa”, de Paulo Barriga, apresentado pelo Dr. Rui Faustino, da Biblioteca Museu República e Resistência. Fórum Municipal de Castro Verde. 18h30

Abertura da Exposição “República”, da responsabilidade da Biblioteca Museu República e Resistência. Fórum Municipal de Castro Verde. 19h30

2 Fevereiro (Sábado):

“A figura de Alfredo Luís Costa”, apresentação de Paulo Barriga. Junta de Freguesia de Casével. 15h00

Descerramento de placa evocativa de Alfredo Luís da Costa. Participação da Banda Filarmónica 1º de Janeiro. Largo de Casével. 16h00

12 Fevereiro (Terça-Feira):

Apresentação do Livro “Crónica do Regicida Invisível – Alfredo Luís da Costa”. Biblioteca Museu República e Resistência, Lisboa. 18h00

15 Fevereiro (Sexta-Feira):

Apresentação do livro: “1908: Um Olhar sobre o Regicídio”, da responsabilidade da Professora Margarida Ramalhães Ramalho. Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca. 21h30.

16 Fevereiro (Sábado):

Canções anarquistas com Vitorino Salomé. Cine-Teatro Municipal de Castro Verde. 21h30

Do 28 de Janeiro ao 5 de Outubro - conferência de Francisco Carromeu no dia 29 de Jan.


Informação obtida via http://www.laicidade.org/


CONFERÊNCIA
«DO 28 de JANEIRO AO 5 DE OUTUBRO»,


por
FRANCISCO CARROMEU,

na
Biblioteca Museu República e Resistência (Espaço Cidade Universitária, em Lisboa), no dia 29 de Janeiro às 18 horas e 30 minutos,


organizada pela ASSOCIAÇÃO REPÚBLICA E LAICIDADE.


RESUMO
Esta conferência assinala o primeiro centenário do movimento republicano de 28 de Janeiro de 1908, lembrando o pulsar político e social de um país então à procura de quadro institucional coerente. Atravessa o período da repressão do 28 de Janeiro e do regicídio que se lhe seguiu no quadro da ditadura de João Franco, entre outros momentos decisivos do final da monarquia.


NOTA BIOGRÁFICA
Francisco Carromeu é professor, licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, autor de um muito completo «Dicionário da Carbonária» (no prelo), e doutorando da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.



A Biblioteca Museu República e Resistência fica na Rua Alberto Sousa, 10 A, Zona B do Rego, em Lisboa

Colóquio sobre o Regicídio em Lisboa ( 8 e 9 de Fevereiro)


Informação obtida via: http://arepublicano.blogspot.com/


Nos próximos dias 8 e 9 de Fevereiro realizar-se-á, em Lisboa, para assinalar o Centenário do Regicídio (1908-2008) um colóquio que resulta de uma parceria entre Instituto de História Contemporânea e o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX.

São coordenadores científicos do colóquio os Professores Vítor Neto e Maria Alice Samara. Este encontro, com entrada livre, decorrerá na Sala do Conselho – União de Associações do Comércio e Serviços (Rua Castilho, 14) entre as 9.30 h e as 19 h, na sexta-feira e entre as 9.30 h e as 17 h, no sábado.

Os acontecimentos de há cem anos serão analisados em seis campos diferentes, a saber:

I - CONJUNTURA POLÍTICA 1906-1908
II - ACONTECIMENTOS E PROTAGONISTAS
III - DOUTRINAS E ORGANIZAÇÕES
IV - NOTÍCIAS SOBRE O ATENTADO E COMUNIDADE INTERNACIONAL
V - CONSEQUÊNCIAS POLÍTICAS
VI - ANÁLISE COMPARATIVA

Conta com a intervenção de dezoito investigadores nacionais e internacionais onde se destacam: José Miguel Sardica, Miguel Sanches de Baêna e Jorge Morais, António Pedro Vicente, Fernando Catroga, António Ventura, João Madeira, António Lopes, Paulo Jorge Fernandes, Rui Tavares, Maria Alice Samara, Carlos Cordeiro, Vítor Neto, Alberto di Bernardi, Juan Avilés Farré, Steffano Salmi, entre outros.

O programa completo do colóquio pode ser consultado aqui.

http://ihc.fcsh.unl.pt/index.php?ID=3559

26.1.08

26 de Janeiro – dia de acção global no âmbito do Fórum Social Mundial de 2008



Apelo para um Dia de Mobilização e Acção Global - 26 de Janeiro de 2008

Somos milhões de mulheres e homens, organizações, redes, movimentos e sindicatos de todas as partes do planeta, aldeias e regiões, zonas rurais e centros urbanos de todas as idades, povos, culturas e crenças unidos e unidas pela firme convicção que


OUTRO MUNDO É POSSÍVEL!


Com toda a nossa pluralidade, diversidade e riqueza de alternativas e propostas lutamos contra o neoliberalismo, a guerra, o colonialismo, o racismo e o patriarcado que geram violência, exploração, exclusão, pobreza, fome, desastre ambiental e negação dos direitos humanos.


Há muitos anos estamos resistindo e construindo processos inovadores, de novas culturas de organização e acção, do local ao global, em particular, através dos processos e Carta de Princípios do Fórum Social Mundial, do qual emerge este chamamento.


Conscientes da necessidade de construir a nossa própria agenda e de aumentar o impacto dessas milhares de expressões e manifestações, comprometemo-nos a reforçar a solidariedade e as convergências entre as nossas lutas, campanhas, construções de alternativas e alianças.
Comprometemo-nos com uma Semana de Acção que culminará n um Dia de Mobilização e Acção Global em 26 de Janeiro de 2008.


Convidamos todas e todos que, dentro da diversidade que é nossa força, realizem criativamente nesta data acções, actividades, eventos e convergências sobre temas e em formatos que lhes sejam próprios.


FAÇAMOS JÁ UM OUTRO MUNDO!


Ver as milhares de acções previstas por todo o mundo no âmbito do Fórum Social Mundial:
http://wsf2008.net/eng/view/actionmap






Alguns Objectivos:
• Contra a globalização neoliberal
• Para erradicar a pobreza
• Pela paz e contra o armamentismo
• Pela profunda reforma do sistema de instituições internacionais
• Abolição da dívida externa
• Igualdade real das mulheres
• Sustentabilidade ecológica
• Defensa dos recursos naturais
• Pela soberanía dos povos
• Agricultura e alimentação fora da OMC
• Reconhecimento do direito dos povos à soberania alimentar




O que é o Fórum Social Mundial



O FSM é um espaço de debate democrático de ideias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo.
Após o primeiro encontro mundial, realizado em 2001, configurou-se como um processo mundial permanente de busca e construção de alternativas às políticas neoliberais. Esta definição está na Carta de Princípios, principal documento do FSM.
O Fórum Social Mundial caracteriza-se também pela pluralidade e pela diversidade, tendo um carácter não confessional, não governamental e não partidário. Ele propõe-se facilitar a articulação, de forma descentralizada e em rede, de entidades e movimentos engajados em acções concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo, mas não pretende ser uma instância representativa da sociedade civil mundial. O Fórum Social Mundial não é uma entidade nem uma organização.



Carta de Princípios do Fórum Social Mundial



O Comité de entidades brasileiras que idealizou e organizou o primeiro Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre de 25 a 30 de Janeiro de 2001, considera necessário e legítimo, após avaliar os resultados desse Fórum e as expectativas que criou, estabelecer uma Carta de Princípios que oriente a continuidade dessa iniciativa. Os Princípios contidos na Carta, a ser respeitada por tod@s que queiram participar desse processo e organizar novas edições do Fórum Social Mundial, consolidam as decisões que presidiram a realização do Fórum de Porto Alegre e asseguraram seu êxito, e ampliam seu alcance, definindo orientações que decorrem da lógica dessas decisões.

1. O Fórum Social Mundial é um espaço aberto de encontro para o aprofundamento da reflexão, o debate democrático de ideias, a formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para acções eficazes, de entidades e movimentos da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo, e estão empenhadas na construção de uma sociedade planetária orientada a uma relação fecunda entre os seres humanos e destes com a Terra.

2. O Fórum Social Mundial de Porto Alegre foi um evento localizado no tempo e no espaço. A partir de agora, na certeza proclamada em Porto Alegre de que "um outro mundo é possível", ele se torna um processo permanente de busca e construção de alternativas, que não se reduz aos eventos em que se apoie.

3. O Fórum Social Mundial é um processo de carácter mundial. Todos os encontros que se realizem como parte desse processo têm dimensão internacional.

4. As alternativas propostas no Fórum Social Mundial contrapõem-se a um processo de globalização comandado pelas grandes corporações multinacionais e pelos governos e instituições internacionais a serviço de seus interesses, com a cumplicidade de governos nacionais. Elas visam fazer prevalecer, como uma nova etapa da história do mundo, uma globalização solidária que respeite os direitos humanos universais, bem como os de tod@s @s cidadãos e cidadãs em todas as nações e o meio ambiente, apoiada em sistemas e instituições internacionais democráticos a serviço da justiça social, da igualdade e da soberania dos povos.

5. O Fórum Social Mundial reúne e articula somente entidades e movimentos da sociedade civil de todos os países do mundo, mas não pretende ser uma instância representativa da sociedade civil mundial.

6. Os encontros do Fórum Social Mundial não têm carácter deliberativo enquanto Fórum Social Mundial. Ninguém estará, portanto autorizado a exprimir, em nome do Fórum, em qualquer de suas edições, posições que pretenderiam ser de tod@s @s seus/suas participantes. @s participantes não devem ser chamad@s a tomar decisões, por voto ou aclamação, enquanto conjunto de participantes do Fórum, sobre declarações ou propostas de acção que @s engajem a tod@s ou à sua maioria e que se proponham a ser tomadas de posição do Fórum enquanto Fórum. Ele não se constitui portanto em instancia de poder, a ser disputado pelos participantes de seus encontros, nem pretende se constituir em única alternativa de articulação e acção das entidades e movimentos que dele participem.

7. Deve ser, no entanto, assegurada, a entidades ou conjuntos de entidades que participem dos encontros do Fórum, a liberdade de deliberar, durante os mesmos, sobre declarações e acções que decidam desenvolver, isoladamente ou de forma articulada com outros participantes. O Fórum Social Mundial se compromete a difundir amplamente essas decisões, pelos meios ao seu alcance, sem direcionamentos, hierarquizações, censuras e restrições, mas como deliberações das entidades ou conjuntos de entidades que as tenham assumido.

8. O Fórum Social Mundial é um espaço plural e diversificado, não confessional, não governamental e não partidário, que articula de forma descentralizada, em rede, entidades e movimentos engajados em acções concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo.

9. O Fórum Social Mundial será sempre um espaço aberto ao pluralismo e à diversidade de engajamentos e actuações das entidades e movimentos que dele decidam participar, bem como à diversidade de género, etnias, culturas, gerações e capacidades físicas, desde que respeitem esta Carta de Princípios. Não deverão participar do Fórum representações partidárias nem organizações militares. Poderão ser convidados a participar, em carácter pessoal, governantes e parlamentares que assumam os compromissos desta Carta.

10. O Fórum Social Mundial se opõe a toda visão totalitária e reducionista
da economia, do desenvolvimento e da história e ao uso da violência como meio de controle social pelo Estado. Propugna pelo respeito aos Direitos Humanos, pela prática de uma democracia verdadeira, participativa, por relações igualitárias, solidárias e pacíficas entre pessoas, etnias, gêneros e povos, condenando todas as formas de dominação assim como a sujeição de um ser humano pelo outro.

11. O Fórum Social Mundial, como espaço de debates, é um movimento de ideias que estimula a reflexão, e a disseminação transparente dos resultados dessa reflexão, sobre os mecanismos e instrumentos da dominação do capital, sobre os meios e acções de resistência e superação dessa dominação, sobre as alternativas propostas para resolver os problemas de exclusão e desigualdade social que o processo de globalização capitalista, com suas dimensões racistas, sexistas e destruidoras do meio ambiente está criando, internacionalmente e no interior dos países.

12. O Fórum Social Mundial, como espaço de troca de experiências, estimula o conhecimento e o reconhecimento mútuo das entidades e movimentos que dele participam, valorizando seu intercâmbio, especialmente o que a sociedade está construindo para centrar a actividade económica e a acção política no atendimento das necessidades do ser humano e no respeito à natureza, no presente e para as futuras gerações.

13. O Fórum Social Mundial, como espaço de articulação, procura fortalecer e criar novas articulações nacionais e internacionais entre entidades e movimentos da sociedade, que aumentem, tanto na esfera da vida pública como da vida privada, a capacidade de resistência social não violenta ao processo de desumanização que o mundo está vivendo e à violência usada pelo Estado, e reforcem as iniciativas humanizadoras em curso pela acção desses movimentos e entidades.

14. O Fórum Social Mundial é um processo que estimula as entidades e movimentos que dele participam a situar suas acções, do nível local ao nacional e buscando uma participação activa nas instâncias internacionais, como questões de cidadania planetária, introduzindo na agenda global as práticas transformadoras que estejam experimentando na construção de um mundo novo solidário.

Aprovada e adoptada em São Paulo, em 9 de Abril de 2001, pelas entidades que constituem o Comité de Organização do Fórum Social Mundial, aprovada com modificações pelo Conselho Internacional do Fórum Social Mundial no dia 10 de Junho de 2001.



CONFERÊNCIA DE IMPRENSA





APRESENTAÇÃO DO FSM 2008




Do FSM de 2007 para o FSM de 2008


25.1.08

Tertúlia sobre educação intercultural promovida pelo SOS Racismo (dia 26 de Jan. às 22h no Bar Pinguim, Porto)


No dia 26 de Janeiro (sábado) realiza-se, a partir das 22h, uma tertúlia sobre educação intercultural no Pinguim Café com a projecção de um episódio da Cidade do Homens (do mesmo realizador e equipa da Cidade de Deus).

Entre copos, sorrisos e algum fumo (sim pode-se fumar!) vamos conversar e brincar à volta da interculturalidade.

A noite promete ainda com a presença dos djs Sreamin Zenhas e Cabrot que nos vão dar música na onda blues & rock and roll.


Apareçam e tragam gente convosco!

SOS RACISMO - Porto


O Bar Pinguim situa-se na Rua de Belomonte nº 65 - Porto

Os políticos inspiram pouca confiança, ao contrário dos professores a quem os portugueses reconhecem mais valor

De acordo com a sondagem realizada pela Gallup para o Fórum Económico Mundial (WEF), os professores merecem a confiança de 42 por cento dos portugueses, muito acima dos 24 por cento que confiam nos líderes militares e da polícia, dos 20 por cento que dão a sua confiança aos jornalistas e dos 18 por cento que acreditam nos líderes religiosos.

Os políticos são os que menos têm a confiança dos portugueses, com apenas sete por cento.


Os professores são os profissionais em quem os portugueses mais confiam e também aqueles a quem confiariam mais poder no país, segundo a mesma sondagem.


Relativamente à questão de quais as profissões a que dariam mais poder no seu país, os portugueses privilegiaram os professores (32 por cento), os intelectuais (28 por cento) e os dirigentes militares e policiais (21 por cento), surgindo em último lugar, com seis por cento, as estrelas desportivas ou de cinema.

A confiança dos portugueses por profissões não se afasta dos resultados médios para a Europa Ocidental, onde 44 por cento dos inquiridos confiam nos professores, seguindo-se (tal como em Portugal) os líderes militares e policiais, com 26 por cento.

Os advogados, que em Portugal apenas têm a confiança de 14 por cento dos inquiridos, vêm em terceiro lugar na Europa Ocidental, com um quarto dos europeus a darem-lhes a sua confiança, seguindo-se os jornalistas, que são confiáveis para 20 por cento. Em ultimo lugar na confiança voltam a estar os políticos, com dez por cento.
A nível mundial, os professores são igualmente os que merecem maior confiança, de 34 por cento dos inquiridos, seguindo-se os líderes religiosos (27 por cento) e os dirigentes militares e da polícia (18 por cento).

Uma vez mais, os políticos surgem na cauda, com apenas oito por cento dos 61.600 inquiridos pela Gallup, em 60 países, a darem-lhes a sua confiança. Os professores surgem na maioria das regiões como a profissão em que as pessoas mais confiam.

Os docentes apenas perdem o primeiro lugar para os líderes religiosos em África, que têm a confiança de 70 por cento dos inquiridos, bastante acima dos 48 por cento dos professores, e para os responsáveis militares e policiais no Médio Oriente, que reúnem a preferência de 40 por cento, à frente dos líderes religiosos (19 por cento) e professores (18 por cento).

A Europa Ocidental daria mais poder preferencialmente aos intelectuais (30 por cento) e professores (29 por cento), enquanto a nível mundial voltam a predominar os professores (28 por cento) e os intelectuais (25 por cento), seguidos dos líderes religiosos (21 por cento).

28 por cento dos portugueses não confiam em nenhuma classe

A Gallup perguntou “em qual deste tipo de pessoas confia?”, indicando como respostas possíveis políticos, líderes religiosos, líderes militares e policiais, dirigentes empresariais, jornalistas, advogados, professores e sindicalistas ou “nenhum destes”, tendo esta última resposta sido escolhida por 28 por cento dos portugueses, 26 por cento dos europeus ocidentais e 30 por cento no mundo.
Fonte: jornal Público

Há impunidade dentro da hierarquia do Estado, e incompetência a mais na polícia

Depois de em Novembro passado, António Clemente Lima, inspector-geral da Administração Interna, ter confessado que “Há incompetência a mais na polícia”, e denunciado todo o caldo cultural existente na GNR que vê o cidadão como se fosse um seu inimigo, aparece agora o bastonário dos Advogados a afirmar que na hierarquia do Estado existem pessoas que praticam crimes e não são punidas por isso.

É mesmo caso para dizer que o Estado é definitivamente um local muito mal frequentado...


Segundo Marinho Pinto:
“O fenómeno da corrupção é um dos cancros que mais ameaça a saúde do Estado de Direito em Portugal. Há aí uma criminalidade em Portugal muito importante, da mais nociva criminalidade para o Estado, para a sociedade, e que andam aí impunemente e alguns deles andam aí a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade. Alguns, inclusive, ocupam cargos relevantes no Estado português”


Marinho Pinto acrescentou, em declarações à rádio Antena 1, que as escolas de Direito estão transformadas num negócio e aceitam cada vez mais alunos com o objectivo de receberem mais financiamento do Estado

24.1.08

Prémio da melhor fotografia de 2007 para a foto de uma acção da Clown Army em Rostock durante a cimeira do G8


A foto de autoria do fotógrafo Fabian Bimmer, foi contemplada com o prémio 'Rückblende 2007' (Retrospectiva 2007) que premeia a melhor fotografia de 2007. Na imagem vêem-se alguns elementos da Clown Army, destacados para a cimeira do G8 em Rostock em Junho de 2007, em plena acção ofensiva ao lado da polícia de choque alemã


Mais informação: aqui, aqui

Hoje há encontro no Ateneu às 18h30 sobre os projectos para o Mercado do Bolhão

Hoje às 18:30H, no Ateneu Comercial do Porto, encontro-debate sobre os projectos para o Mercado do Bolhão



As mudanças anunciadas para o mercado do Bolhão estão a provocar receios, dúvidas e inquietações entre muitos comerciantes e utentes deste espaço emblemático da Baixa portuense. Por seu turno, alguns sectores da cidade temem a descaracterização deste edifício de importância patrimonial e puseram a circular um manifesto a alertar para a "demolição" do mercado.

Encontro esta 5ª feira (dia 24) sobre «O futuro do mercado do bolhão» - com a presença de Arq. Correia Fernandes, Arq. Anni Günther, Arq. Joaquim Massena »

Mais info:

http://manifestobolhao.blogspot.com/

http://opozine.blogspot.com/



Na próxima Quarta-Feira (30 de Janeiro) no Café Ceuta no Porto às 18:30H:

O Movimento Cívico e Estudantil promove a 1ª reflexão/ tertúlia, sobre o tema:

" O que melhor servirá os interesses Humanos, Patrimoniais, Artísticos e Culturais no Mercado do Bolhão"
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Artigo de José Carlos Marques publicado no Jornal de Notícias de 15 de Janeiro de 2008 a propósito dos projectos do futuro Mercado do Bolhão



Requalificação é hoje uma palavra que serve para tudo e para nada, sobretudopara confundir. Obviamente, o Mercado do Bolhão, de valor duplamentepatrimonial, pelo edifício e pela actividade em si que é um património vivo,precisava de ser conservado, restaurado e revitalizado. Mas o valor culturalfinal da operação depende do seu enquadramento mais amplo.



Os mercados de frescos e de ar livre, em geral de índole municipal, estão hoje a ser comprimidos e empurrados para uma progressiva extinção por via de um domínio exagerado das grandes superfícies e de um descuido programado. A operação prevista para o Bolhão, ao contrário das aparências dadas pela manutenção do mercado de frescos num piso intermédio, inscreve-se nessemovimento em vez de tentar revertê-lo. E isso porque esse aspecto tradicional e actual é relegado para uma fracção afinal subalterna no novoprojecto. Se de facto se quisesse manter e consolidar a função essencial e histórica, as novas actividades a introduzir deveriam circunscrever-se a umpapel complementar (a título de exemplo e sem rigidez, pode sugerir-se umterço da área), continuando o mercado de frescos a ter o papel dominante.


Não há aqui espaço para explicar por que razão a revitalização e ampliaçãode uma rede de mercados municipais de frescos, com o Bolhão como elo indispensável, é importante para o nosso futuro. Às razões de qualidade alimentar e saúde pública, junta-se o urgente apoio que os centros urbanosdevem dar à revitalização da agricultura de proximidade, através do incentivo à horticultura e policultura numa cintura de uns 50 a 80 quilómetros em torno do centro urbano, com contratos estabelecidos comvelhos e jovens agricultores segundo cadernos de encargos que garantam uma qualidade alimentar e ambiental superior à média. Iniciativas como os grupos de agricultura apoiada pela comunidade inscrever-se-iam no âmbito desse processo.


Além deste aspecto, levantam legítimas dúvidas e preocupações os trabalhos a exercer no subsolo, de que se usa e abusa hoje sem qualquer consideração pelo estado lamentável em que se vão deixando os lençóis freáticos. Asesperanças suscitadas pela reabilitação do centro histórico do Porto, cujo êxito é essencial para o futuro da cidade, são sombreadas pela tendência para trabalhos pesados no subsolo parecer estar a prevalecer sobre soluçõe sacima do solo, que são em princípio menos lesivas. Essa tendência deveria ser corrigida. Infelizmente, o Bolhão será um passo mais numa direcção errada.


No capítulo habitação, a dimensão prevista atribui um papel relativamente marginal a esta função. Em todo o caso, e dado o extenso parque de habitação degradada no centro do Porto, afigura-se contraditório introduzir habitação em edifícios que nunca tiveram essa função nem foram concebidos para a terem. Poderá ao menos esperar-se que essas fracções venham a criar um efeito de arrasto, pondo na "moda" morar nos quarteirões envolventes. Efeito que se poderia aliás talvez obter em edifícios aí existentes que sempre tiveram essa função.


texto de José Carlos Costa Marques

Mais uma Massa Crítica/Bicicletada está marcada para amanhã (sexta-feira, dia 25 de Janeiro)


É já amanhã, Sexta-feira 25, que se vai realizar mais uma Massa Crítica/Bicicletada.Veículos não poluentes irão desfilar pelas ruas de muitas cidades portuguesas e do mundo, mostrando como é fácil e agradável deslocarmos-nos de forma sustentável.

Falem com colegas, amig@s e namorad@s, porque a Meteorologia prevê temperatura quase primaveril e ausência de chuva, pelo que será também uma óptima oportunidade para passar bons momentos em convívio.





Os locais e horas de encontro são os seguintes:

Aveiro - Início de encontro na Praça Melo Freitas (perto do Rossio) a partir das 18h, saída às 18h30.




Coimbra - Concentração no Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades.



Lisboa - Concentração no Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII. 18h00. Saída 18h30



Portimão - Concentração no Tribunal às 18:30.


Porto - Concentração na Praça dos Leões. 18h00. Saída 18h30




Info:
http://massacritica.pegada.net/massacritica/

http://critical-mass.info/

Concentração contra a co-incineração na Arrábida (dia 25, às 16h. no Largo da Misericórdia, em Setúbal)


A Associação dos Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado vão realizar, com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal, uma concentração contra a co-incineração a qual vai decorrer na amanhã, dia 25, às 16 horas, no largo da Misericórdia, em Setúbal. Esta concentração contra a queima de resíduos na Secil pretende ainda ser uma manifestação “por uma política ambiental correcta” e pela “saúde e qualidade de vida dos cidadãos”, segundo os organizadores


A Associação dos Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado apelou à adesão da população ao protesto contra a co-incineração.

"Gostaríamos de ter uma grande adesão da população até porque a luta contra a co-incineração de resíduos industriais perigosos não está perdida, ao contrário do que o Governo pretende fazer crer",disse Fernanda Rodrigues, da Associação de Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado.

"Contamos com o apoio das três câmara municipais - Palmela Sesimbra e Setúbal -, estando já confirmada a presença dos presidentes dos três municípios", acrescentou Fernanda Rodrigues, que está confiante de que a iniciativa terá o apoio de dirigentes locais dos principais partidos, incluindo o próprio Partido socialista.

A decisão de convocar uma concentração contra a co-incineração de resíduos industriais perigosos, surge na sequência da decisão do Supremo Tribunal Administrativo, que revogou a suspensão da proibição da queima de resíduos perigosos na cimenteira da Secil, no Butão.

O advogado das três autarquias, castanheira Barros, requereu segunda-feira a nulidade do recente acórdão do Supremo Tribunal Administrativo (STA) que deu "luz verde" à co-incineração na cimenteira da Secil no Outão, Arrábida, Setúbal.

O requerimento de Castanheira Barros pretende que os pedidos sejam apreciados pela "Conferência de Juízes da Secção de Contencioso do STA", disse à Lusa castanheira Barros.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) faz hoje 24 anos de existência


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) faz hoje 24 anos de existência. O seu exemplo de luta contra a opressão e contra o latifúndio merece toda a nossa admiração e respeito.


Um movimento constituído por gente militante e comprometida com a luta por uma outra sociedade. Um movimento que pela sua tenacidade e raiz de classe tem sido alvo de assassinatos, prisões e torturas. Contudo, resiste.


Mostra, assim, a todos os povos que é possível resistir ao imperialismo e prova que os trabalhadores e seus aliados, quando unidos e armados com uma linha política independente dos interesses do grande capital, podem transformar a sociedade.


Informação, foto e texto retirado de:
http://asvinhasdaira.wordpress.com/


Ver o website do Movimento dos Sem Terra:
http://www.mst.org.br/mst/home.php


Queixinha de Sócrates contra autor de um blogue foi arquivada, e agora o primeiro-ministro arrisca-se a ser condenado pelo crime de calúnia

Por via do blogue O país do burro tomamos conhecimento que a queixa criminal apresentada por José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal, contra o autor do blogue Do Portugal Profundo, António Balbino Caldeira, foi mandada arquivar pelo Ministério Público por manifesta improcedência do pedido. Ou seja, não passou da fase de inquérito processual da queixa-crime, tal era o infundado da denúncia.

Recorde-se que a queixa-crime apresentada por José Sócrates não tratava da questão tão falada na opinião pública sobre o modo estranho e completamente singular como obtivera milagrosamente um curso de engenheiro na Universidade Independente. Sobre isto, nem uma palavra. Como se calcula, o silêncio é de ouro, e o primeiro-ministro português não está interessado em mexer em matéria tão incómoda que lhe poderia trazer alguns engulhos, e levar a sua reputação académica até ao nível do 12º ano do ensino secundário numa escola da Covilhã.


O motivo da queixinha de Sócrates era outro: o que o apoquentava – imagine-se - era a referência nos textos publicados no blogue Do Portugal Profundo, intitulados Rasganço domingueiro e Páscoa da cidadania, a um «centro governamental de comando e controle dos media», realidades tristes que são hoje tão reais quanto comezinhas na actividade política desde que a democracia foi apropriada pelas manobras das agências de publicidade e de propaganda, pelos consultores de imagem e de informação- já para não falar dos sempre inevitáveis seviços de informação públicos e... privados , vulgo, secretas - ao serviço dos autênticos exércitos de conquista e manutenção do poder político em que estão transformados os partidos políticos.

Arquivada a sua queixa-crime pelo Ministério Público, José Sócrates arrisca-se agora a ser acusado de ser um autor material de um crime de calúnia, mais propriamente por denúncia caluniosa, pelo autor do blogue Do Portugal Profundo, e a ser condenado a pagar uma indemnização pelos danos causados pela seu acto tresloucado de andar a fazer queixinhas não só na praça pública como nos tribunais, aumentando o trabalho dos senhores juízes, já tão assoberbados com as ilegalidades do costume, praticadas pelos chicos-espertos que não olham a meios para fazerem vingar as suas qualidades competitivas.