27.1.08

Centenário do regicídio (1 de Fevereiro de 1908) executado pelos carbonários Manuel Buíça e Alfredo da Costa


A morte do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro no Terreiro do Paço, a 1 de Fevereiro de 1908, é um dos acontecimentos mais marcantes da História portuguesa. As suas consequências mudaram o rumo do país.


No dia 1 de Fevereiro de 2008 cumprem-se exactamente cem anos sobre o assassínio do rei D. Carlos e do príncipe real D. Luís Filipe, por acção de Reis Buíça e de Alfredo Costa, ambos afectos ao grupo revolucionário da Carbonária Portuguesa. O acontecimento prenunciou a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910 e pôs termo a um período conturbado da história portuguesa.


Com efeito, o chefe do governo de então, João Franco, havia implantado no país uma férrea ditadura, combatida intransigentemente por largos sectores da oposição republicana, mas também por muitos defensores do constitucionalismo monárquico. Em 28 de Janeiro de 1907 desenhara-se mesmo uma tentativa revolucionária, tendente a afastar João Franco do Poder, com a participação activa do Partido Republicano, da Carbonária, de elementos socialistas e anarquistas e igualmente da Dissidência Progressista, agremiação monárquica.


Como resposta à gorada revolta, João Franco fez redigir pelo seu Ministro da Justiça um decreto extremamente arbitrário, nos termos do qual os opositores à sua política seriam sumariamente julgados e desterrados. O documento foi referendado por D. Carlos em Vila Viçosa, onde o rei se encontrava, na companhia da sua família, entregando-se a um dos seus prazeres favoritos: a caça. Foi no seu regresso a Lisboa, em 1 de Fevereiro de 1908, que o drama ocorreu, através do ataque dos regicidas à carruagem real.



Era a Revolução, e não Terrorismo


Carbonária mais forte do que Partido Republicano


Autor de ‘A Carbonária em Portugal, 1897--1910’, o prof. António Ventura, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, fala nesta entrevista da organização a que pertenciam Manuel Buiça e Alfredo Costa, autores glorificados do atentado contra o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro. E não tem dúvidas em considerá-la decisiva para o derrube da monarquia e mais poderosa do que o Partido Republicano



Jornalista – A Carbonária era um movimento terrorista?

A.V. – Não. A Carbonária era uma associação secreta virada para a luta política republicana.
Na linha das carbonárias que aparecem na Europa desde 1830, a Portuguesa e a Lusitânia surgiram em 1897 e 1899 e uniram-se numa única em 1907, altura da sua entrada em força no Exército e na Marinha. A Carbonária era republicana e revolucionária, visava a instauração da República pela força. Os carbonários preparavam-se, armando-se e fabricando bombas. Em 1907 houve duas explosões acidentais em Lisboa, na rua do Carreão e na Lapa, devido ao manuseamento de explosivos. Numa dessas casas vivia Aquilino Ribeiro. Mas a Carbonária não planeava actos terroristas. Preparava a revolução.


Para continuar a ler a entrevista: aqui




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“Três Tiros que Abalaram a Monarquia” – O Regicídio de 1908

Visita guiada aos locais relacionados com o assassínio, em 1 de Fevereiro de 1908, do rei D. Carlos I e do príncipe Luís Filipe, sujeita a inscrição prévia.

Escolas, grupos e colectividades: 3.ª e 5.ª-feiras, às 11 e 15 horas respectivamente
Ponto de Encontro: Terreiro do Paço, junto à estátua de D. José I

Público em geral: Domingos, às 11 horas
Ponto de Encontro: Porta do Café Gelo (Praça D. Pedro IV – Rossio)


Marcações e pedidos de informação:
Serviço de Actividades Culturais e Educativas (SACE)
Hemeroteca Municipal de Lisboa
Elisabete Rocha / Jorge Trigo
tel.: 21 324 62 97
e-mail: hemeroteca.sace@cm-lisboa.pt


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O Regicídio na Imprensa da Época – exposição documental na Hemeroteca de Lisboa

Mostra alusiva ao impacto do Regicídio de 1908 na imprensa escrita e ilustrada da época, organizada a partir da colecção da Hemeroteca Municipal de Lisboa.
Local: Átrio e Escadaria da HemerotecaInauguração: 2 Fevereiro. Em exibição até 29 de Fevereiro.
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Ciclo de Conferências sobre o Regicídio na Hemeroteca de Lisboa


1.ª Conferência

O Regicídio de 1908, Impacto nos jornais portugueses
por Eduardo Teixeira (Professor e Mestre em História Contemporânea pela FLL)

7 de Fevereiro, 18 horas


2.ª Conferência

O Regicídio de 1908, Impacto na Imprensa Estrangeira
por Joaquim Vieira (Observatório da Imprensa) e Reto Monico
(Investigador e Professor de História na Suiça)
14 de Fevereiro, 18 horas


3.ª Conferência

O Regicídio de 1908, Ilustração de Imprensa
por Elisabete Rocha (CML/HML)
21 de Fevereiro, 18 horas


4.ª Conferência

O Regicídio de 1908. O Estado da Questão
por Álvaro Costa de Matos (CML/HML)

28 de Fevereiro, 18 horas

Local: Hemeroteca Municipal – Sala do Espelho
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Lançamento de livros

Apresentação dos livros A República nunca Existiu, obra ficcionada, com a colaboração de vários escritores portugueses, editada pela Saída de Emergência, no dia 31 de Janeiro, às 18:30; e Mataram o Rei de Joaquim Vieira e Reto Monico, editado pela Pedra da Lua, no dia da segunda conferência, a 14 de Fevereiro, às 18 horas.

Em memória de Manuel Buíça


CARTA-TESTAMENTO de Manuel Buíça (28/1/1908)
Escrita (e reconhecida) em 28 de Janeiro, quatro dias antes do regicídio


“Manuel dos Reis da Silva Buiça, viuvo, filho de Augusto da Silva Buiça e de Maria Barroso, residente em Vinhaes, concelho de Vinhaes, districto de Bragança. Sou natural de Bouçoais, concelho de Valpassos, districto de Vila Real (Traz-os-Montes); fui casado com D.Herminia Augusta da Silva Buíça, filha do major de cavalaria (reformado) e de D.Maria de Jesus Costa. O major chama-se João Augusto da Costa, viuvo. Ficaram-me de minha mulher dois filhos, a saber: Elvira, que nasceu a 19 de dezembro de 1900, na rua de Santa Marta, número… rez do chão e que não está ainda baptisada nem registada civilmente e Manuel que nasceu a 12 de setembro de 1907 nas Escadinhas da Mouraria, número quatro, quarto andar, esquerdo e foi registado na administração do primeiro bairro de Lisboa, no dia onze de outubro do anno acima referido. Foram testemunhas do acto Albano José Correia, casado, empregado no comércio e Aquilino Ribeiro, solteiro, publicista. Ambos os meus filhos vivem commigo e com a avó materna nas Escadinhas da Mouraria, 4, 4º andar, esquerdo. Minha família vive em Vinhaes para onde se deve participar a minha morte ou o meu desapparecimento, caso se dêem. Meus filhos ficam pobrissimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos principios da liberdade, egualdade e fraternidade que eu commungo e por causa dos quaes ficarão, porventura, em breve, orphãos. Lisboa, 28 de janeiro de 1908. Manuel dos Reis da Silva Buiça. Reconhece a minha assignatura o tabelião Motta, rua do Crucifixo, Lisboa.“

Retirado de:
http://www.laicidade.org/



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A diáspora dos Buíças

Os descendentes de Manuel Buíça foram estigmatizados e obrigados a dispersarem-se. Muitos deles esconderam o nome


Aconchega o boné de lã azul quando se lhe pergunta se conhece alguém da família de Manuel Buíça, o regicida. "Já não há ninguém", atira Álvaro David, enquanto pega num braçado de lenha para atear a fogueira. "Ontem ainda fez mais frio", comenta o octogenário convidando os jornalistas a partilharem o calor doméstico.
O fim de tarde anuncia-se gélido e nas ruas da transmontana Lagarelhos pouco se afoitam, enquanto da maioria das chaminés já se solta um fumo azul-cinza que vai cobrindo os castanheiros. É nesta aldeia, a meia dúzia de quilómetros de Vinhais, que o regicida viveu com o pai, o padre Abílio Augusto Buíça, abade naquela vila. É mais uma tentativa para encontrar descendentes do homem que no dia 1 de Fevereiro de 1908, com Alfredo Costa, atirou sobre D. Carlos...



Quem nunca se sentiu incomodada com o apelido é Isabel, de 25 anos. O mais novo elemento do clã Buíça nasceu... no dia 5 de Outubro, em Bragança, para onde se dispersaram alguns ramos da família. Ela própria só descobriu a ligação familiar com Armando Fernandes através do Expresso. O avô de Isabel, José Manuel Buíça, era irmão da mãe do antigo funcionário da Gulbenkian.


ler mais aqui

Regicídio vai ser assinalado em Castro Verde, onde nasceu Alfredo Luís da Costa. O programa inclui canções anarquistas


A Câmara Municipal de Castro Verde vai dinamizar um programa evocativo do regícidio . A importância que a autarquia concede a estes acontecimentos relaciona-se directamente com o facto de um dos regicidas, Alfredo Luís da Costa, ser natural de Casável, freguesia do concelho.

Considerado uma etapa fundamental para a implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, e um elemento fulcral para a construção do Portugal moderno, o regicídio teve entre os seus mentores, Alfredo Luís da Costa, natural de Casével, motivo pelo qual o concelho de Castro Verde se encontra intrinsecamente ligado à história do acontecimento.


Centenário do Regicídio


31 Janeiro (Quinta-Feira)
Inauguração da exposição “O Regicídio visto nos jornais da Europa em 1908”. Praça da República.

Abertura de exposição-venda de livros sobre a temática do Regicídio e da República. Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca. 19h00

Conferência “Olhar o Regicídio”, com a participação do Dr. Jorge Morais e do Dr. Luís Vaz, com a moderação da Doutora Alice Samara. Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca. 21h00

1 Fevereiro (Sexta-feira):

Lançamento do Livro “Crónica do Regicida Invisível – Alfredo Luís da Costa”, de Paulo Barriga, apresentado pelo Dr. Rui Faustino, da Biblioteca Museu República e Resistência. Fórum Municipal de Castro Verde. 18h30

Abertura da Exposição “República”, da responsabilidade da Biblioteca Museu República e Resistência. Fórum Municipal de Castro Verde. 19h30

2 Fevereiro (Sábado):

“A figura de Alfredo Luís Costa”, apresentação de Paulo Barriga. Junta de Freguesia de Casével. 15h00

Descerramento de placa evocativa de Alfredo Luís da Costa. Participação da Banda Filarmónica 1º de Janeiro. Largo de Casével. 16h00

12 Fevereiro (Terça-Feira):

Apresentação do Livro “Crónica do Regicida Invisível – Alfredo Luís da Costa”. Biblioteca Museu República e Resistência, Lisboa. 18h00

15 Fevereiro (Sexta-Feira):

Apresentação do livro: “1908: Um Olhar sobre o Regicídio”, da responsabilidade da Professora Margarida Ramalhães Ramalho. Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca. 21h30.

16 Fevereiro (Sábado):

Canções anarquistas com Vitorino Salomé. Cine-Teatro Municipal de Castro Verde. 21h30

Do 28 de Janeiro ao 5 de Outubro - conferência de Francisco Carromeu no dia 29 de Jan.


Informação obtida via http://www.laicidade.org/


CONFERÊNCIA
«DO 28 de JANEIRO AO 5 DE OUTUBRO»,


por
FRANCISCO CARROMEU,

na
Biblioteca Museu República e Resistência (Espaço Cidade Universitária, em Lisboa), no dia 29 de Janeiro às 18 horas e 30 minutos,


organizada pela ASSOCIAÇÃO REPÚBLICA E LAICIDADE.


RESUMO
Esta conferência assinala o primeiro centenário do movimento republicano de 28 de Janeiro de 1908, lembrando o pulsar político e social de um país então à procura de quadro institucional coerente. Atravessa o período da repressão do 28 de Janeiro e do regicídio que se lhe seguiu no quadro da ditadura de João Franco, entre outros momentos decisivos do final da monarquia.


NOTA BIOGRÁFICA
Francisco Carromeu é professor, licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, autor de um muito completo «Dicionário da Carbonária» (no prelo), e doutorando da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.



A Biblioteca Museu República e Resistência fica na Rua Alberto Sousa, 10 A, Zona B do Rego, em Lisboa

Colóquio sobre o Regicídio em Lisboa ( 8 e 9 de Fevereiro)


Informação obtida via: http://arepublicano.blogspot.com/


Nos próximos dias 8 e 9 de Fevereiro realizar-se-á, em Lisboa, para assinalar o Centenário do Regicídio (1908-2008) um colóquio que resulta de uma parceria entre Instituto de História Contemporânea e o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX.

São coordenadores científicos do colóquio os Professores Vítor Neto e Maria Alice Samara. Este encontro, com entrada livre, decorrerá na Sala do Conselho – União de Associações do Comércio e Serviços (Rua Castilho, 14) entre as 9.30 h e as 19 h, na sexta-feira e entre as 9.30 h e as 17 h, no sábado.

Os acontecimentos de há cem anos serão analisados em seis campos diferentes, a saber:

I - CONJUNTURA POLÍTICA 1906-1908
II - ACONTECIMENTOS E PROTAGONISTAS
III - DOUTRINAS E ORGANIZAÇÕES
IV - NOTÍCIAS SOBRE O ATENTADO E COMUNIDADE INTERNACIONAL
V - CONSEQUÊNCIAS POLÍTICAS
VI - ANÁLISE COMPARATIVA

Conta com a intervenção de dezoito investigadores nacionais e internacionais onde se destacam: José Miguel Sardica, Miguel Sanches de Baêna e Jorge Morais, António Pedro Vicente, Fernando Catroga, António Ventura, João Madeira, António Lopes, Paulo Jorge Fernandes, Rui Tavares, Maria Alice Samara, Carlos Cordeiro, Vítor Neto, Alberto di Bernardi, Juan Avilés Farré, Steffano Salmi, entre outros.

O programa completo do colóquio pode ser consultado aqui.

http://ihc.fcsh.unl.pt/index.php?ID=3559

26.1.08

26 de Janeiro – dia de acção global no âmbito do Fórum Social Mundial de 2008



Apelo para um Dia de Mobilização e Acção Global - 26 de Janeiro de 2008

Somos milhões de mulheres e homens, organizações, redes, movimentos e sindicatos de todas as partes do planeta, aldeias e regiões, zonas rurais e centros urbanos de todas as idades, povos, culturas e crenças unidos e unidas pela firme convicção que


OUTRO MUNDO É POSSÍVEL!


Com toda a nossa pluralidade, diversidade e riqueza de alternativas e propostas lutamos contra o neoliberalismo, a guerra, o colonialismo, o racismo e o patriarcado que geram violência, exploração, exclusão, pobreza, fome, desastre ambiental e negação dos direitos humanos.


Há muitos anos estamos resistindo e construindo processos inovadores, de novas culturas de organização e acção, do local ao global, em particular, através dos processos e Carta de Princípios do Fórum Social Mundial, do qual emerge este chamamento.


Conscientes da necessidade de construir a nossa própria agenda e de aumentar o impacto dessas milhares de expressões e manifestações, comprometemo-nos a reforçar a solidariedade e as convergências entre as nossas lutas, campanhas, construções de alternativas e alianças.
Comprometemo-nos com uma Semana de Acção que culminará n um Dia de Mobilização e Acção Global em 26 de Janeiro de 2008.


Convidamos todas e todos que, dentro da diversidade que é nossa força, realizem criativamente nesta data acções, actividades, eventos e convergências sobre temas e em formatos que lhes sejam próprios.


FAÇAMOS JÁ UM OUTRO MUNDO!


Ver as milhares de acções previstas por todo o mundo no âmbito do Fórum Social Mundial:
http://wsf2008.net/eng/view/actionmap






Alguns Objectivos:
• Contra a globalização neoliberal
• Para erradicar a pobreza
• Pela paz e contra o armamentismo
• Pela profunda reforma do sistema de instituições internacionais
• Abolição da dívida externa
• Igualdade real das mulheres
• Sustentabilidade ecológica
• Defensa dos recursos naturais
• Pela soberanía dos povos
• Agricultura e alimentação fora da OMC
• Reconhecimento do direito dos povos à soberania alimentar




O que é o Fórum Social Mundial



O FSM é um espaço de debate democrático de ideias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo.
Após o primeiro encontro mundial, realizado em 2001, configurou-se como um processo mundial permanente de busca e construção de alternativas às políticas neoliberais. Esta definição está na Carta de Princípios, principal documento do FSM.
O Fórum Social Mundial caracteriza-se também pela pluralidade e pela diversidade, tendo um carácter não confessional, não governamental e não partidário. Ele propõe-se facilitar a articulação, de forma descentralizada e em rede, de entidades e movimentos engajados em acções concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo, mas não pretende ser uma instância representativa da sociedade civil mundial. O Fórum Social Mundial não é uma entidade nem uma organização.



Carta de Princípios do Fórum Social Mundial



O Comité de entidades brasileiras que idealizou e organizou o primeiro Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre de 25 a 30 de Janeiro de 2001, considera necessário e legítimo, após avaliar os resultados desse Fórum e as expectativas que criou, estabelecer uma Carta de Princípios que oriente a continuidade dessa iniciativa. Os Princípios contidos na Carta, a ser respeitada por tod@s que queiram participar desse processo e organizar novas edições do Fórum Social Mundial, consolidam as decisões que presidiram a realização do Fórum de Porto Alegre e asseguraram seu êxito, e ampliam seu alcance, definindo orientações que decorrem da lógica dessas decisões.

1. O Fórum Social Mundial é um espaço aberto de encontro para o aprofundamento da reflexão, o debate democrático de ideias, a formulação de propostas, a troca livre de experiências e a articulação para acções eficazes, de entidades e movimentos da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo, e estão empenhadas na construção de uma sociedade planetária orientada a uma relação fecunda entre os seres humanos e destes com a Terra.

2. O Fórum Social Mundial de Porto Alegre foi um evento localizado no tempo e no espaço. A partir de agora, na certeza proclamada em Porto Alegre de que "um outro mundo é possível", ele se torna um processo permanente de busca e construção de alternativas, que não se reduz aos eventos em que se apoie.

3. O Fórum Social Mundial é um processo de carácter mundial. Todos os encontros que se realizem como parte desse processo têm dimensão internacional.

4. As alternativas propostas no Fórum Social Mundial contrapõem-se a um processo de globalização comandado pelas grandes corporações multinacionais e pelos governos e instituições internacionais a serviço de seus interesses, com a cumplicidade de governos nacionais. Elas visam fazer prevalecer, como uma nova etapa da história do mundo, uma globalização solidária que respeite os direitos humanos universais, bem como os de tod@s @s cidadãos e cidadãs em todas as nações e o meio ambiente, apoiada em sistemas e instituições internacionais democráticos a serviço da justiça social, da igualdade e da soberania dos povos.

5. O Fórum Social Mundial reúne e articula somente entidades e movimentos da sociedade civil de todos os países do mundo, mas não pretende ser uma instância representativa da sociedade civil mundial.

6. Os encontros do Fórum Social Mundial não têm carácter deliberativo enquanto Fórum Social Mundial. Ninguém estará, portanto autorizado a exprimir, em nome do Fórum, em qualquer de suas edições, posições que pretenderiam ser de tod@s @s seus/suas participantes. @s participantes não devem ser chamad@s a tomar decisões, por voto ou aclamação, enquanto conjunto de participantes do Fórum, sobre declarações ou propostas de acção que @s engajem a tod@s ou à sua maioria e que se proponham a ser tomadas de posição do Fórum enquanto Fórum. Ele não se constitui portanto em instancia de poder, a ser disputado pelos participantes de seus encontros, nem pretende se constituir em única alternativa de articulação e acção das entidades e movimentos que dele participem.

7. Deve ser, no entanto, assegurada, a entidades ou conjuntos de entidades que participem dos encontros do Fórum, a liberdade de deliberar, durante os mesmos, sobre declarações e acções que decidam desenvolver, isoladamente ou de forma articulada com outros participantes. O Fórum Social Mundial se compromete a difundir amplamente essas decisões, pelos meios ao seu alcance, sem direcionamentos, hierarquizações, censuras e restrições, mas como deliberações das entidades ou conjuntos de entidades que as tenham assumido.

8. O Fórum Social Mundial é um espaço plural e diversificado, não confessional, não governamental e não partidário, que articula de forma descentralizada, em rede, entidades e movimentos engajados em acções concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo.

9. O Fórum Social Mundial será sempre um espaço aberto ao pluralismo e à diversidade de engajamentos e actuações das entidades e movimentos que dele decidam participar, bem como à diversidade de género, etnias, culturas, gerações e capacidades físicas, desde que respeitem esta Carta de Princípios. Não deverão participar do Fórum representações partidárias nem organizações militares. Poderão ser convidados a participar, em carácter pessoal, governantes e parlamentares que assumam os compromissos desta Carta.

10. O Fórum Social Mundial se opõe a toda visão totalitária e reducionista
da economia, do desenvolvimento e da história e ao uso da violência como meio de controle social pelo Estado. Propugna pelo respeito aos Direitos Humanos, pela prática de uma democracia verdadeira, participativa, por relações igualitárias, solidárias e pacíficas entre pessoas, etnias, gêneros e povos, condenando todas as formas de dominação assim como a sujeição de um ser humano pelo outro.

11. O Fórum Social Mundial, como espaço de debates, é um movimento de ideias que estimula a reflexão, e a disseminação transparente dos resultados dessa reflexão, sobre os mecanismos e instrumentos da dominação do capital, sobre os meios e acções de resistência e superação dessa dominação, sobre as alternativas propostas para resolver os problemas de exclusão e desigualdade social que o processo de globalização capitalista, com suas dimensões racistas, sexistas e destruidoras do meio ambiente está criando, internacionalmente e no interior dos países.

12. O Fórum Social Mundial, como espaço de troca de experiências, estimula o conhecimento e o reconhecimento mútuo das entidades e movimentos que dele participam, valorizando seu intercâmbio, especialmente o que a sociedade está construindo para centrar a actividade económica e a acção política no atendimento das necessidades do ser humano e no respeito à natureza, no presente e para as futuras gerações.

13. O Fórum Social Mundial, como espaço de articulação, procura fortalecer e criar novas articulações nacionais e internacionais entre entidades e movimentos da sociedade, que aumentem, tanto na esfera da vida pública como da vida privada, a capacidade de resistência social não violenta ao processo de desumanização que o mundo está vivendo e à violência usada pelo Estado, e reforcem as iniciativas humanizadoras em curso pela acção desses movimentos e entidades.

14. O Fórum Social Mundial é um processo que estimula as entidades e movimentos que dele participam a situar suas acções, do nível local ao nacional e buscando uma participação activa nas instâncias internacionais, como questões de cidadania planetária, introduzindo na agenda global as práticas transformadoras que estejam experimentando na construção de um mundo novo solidário.

Aprovada e adoptada em São Paulo, em 9 de Abril de 2001, pelas entidades que constituem o Comité de Organização do Fórum Social Mundial, aprovada com modificações pelo Conselho Internacional do Fórum Social Mundial no dia 10 de Junho de 2001.



CONFERÊNCIA DE IMPRENSA





APRESENTAÇÃO DO FSM 2008




Do FSM de 2007 para o FSM de 2008


25.1.08

Tertúlia sobre educação intercultural promovida pelo SOS Racismo (dia 26 de Jan. às 22h no Bar Pinguim, Porto)


No dia 26 de Janeiro (sábado) realiza-se, a partir das 22h, uma tertúlia sobre educação intercultural no Pinguim Café com a projecção de um episódio da Cidade do Homens (do mesmo realizador e equipa da Cidade de Deus).

Entre copos, sorrisos e algum fumo (sim pode-se fumar!) vamos conversar e brincar à volta da interculturalidade.

A noite promete ainda com a presença dos djs Sreamin Zenhas e Cabrot que nos vão dar música na onda blues & rock and roll.


Apareçam e tragam gente convosco!

SOS RACISMO - Porto


O Bar Pinguim situa-se na Rua de Belomonte nº 65 - Porto

Os políticos inspiram pouca confiança, ao contrário dos professores a quem os portugueses reconhecem mais valor

De acordo com a sondagem realizada pela Gallup para o Fórum Económico Mundial (WEF), os professores merecem a confiança de 42 por cento dos portugueses, muito acima dos 24 por cento que confiam nos líderes militares e da polícia, dos 20 por cento que dão a sua confiança aos jornalistas e dos 18 por cento que acreditam nos líderes religiosos.

Os políticos são os que menos têm a confiança dos portugueses, com apenas sete por cento.


Os professores são os profissionais em quem os portugueses mais confiam e também aqueles a quem confiariam mais poder no país, segundo a mesma sondagem.


Relativamente à questão de quais as profissões a que dariam mais poder no seu país, os portugueses privilegiaram os professores (32 por cento), os intelectuais (28 por cento) e os dirigentes militares e policiais (21 por cento), surgindo em último lugar, com seis por cento, as estrelas desportivas ou de cinema.

A confiança dos portugueses por profissões não se afasta dos resultados médios para a Europa Ocidental, onde 44 por cento dos inquiridos confiam nos professores, seguindo-se (tal como em Portugal) os líderes militares e policiais, com 26 por cento.

Os advogados, que em Portugal apenas têm a confiança de 14 por cento dos inquiridos, vêm em terceiro lugar na Europa Ocidental, com um quarto dos europeus a darem-lhes a sua confiança, seguindo-se os jornalistas, que são confiáveis para 20 por cento. Em ultimo lugar na confiança voltam a estar os políticos, com dez por cento.
A nível mundial, os professores são igualmente os que merecem maior confiança, de 34 por cento dos inquiridos, seguindo-se os líderes religiosos (27 por cento) e os dirigentes militares e da polícia (18 por cento).

Uma vez mais, os políticos surgem na cauda, com apenas oito por cento dos 61.600 inquiridos pela Gallup, em 60 países, a darem-lhes a sua confiança. Os professores surgem na maioria das regiões como a profissão em que as pessoas mais confiam.

Os docentes apenas perdem o primeiro lugar para os líderes religiosos em África, que têm a confiança de 70 por cento dos inquiridos, bastante acima dos 48 por cento dos professores, e para os responsáveis militares e policiais no Médio Oriente, que reúnem a preferência de 40 por cento, à frente dos líderes religiosos (19 por cento) e professores (18 por cento).

A Europa Ocidental daria mais poder preferencialmente aos intelectuais (30 por cento) e professores (29 por cento), enquanto a nível mundial voltam a predominar os professores (28 por cento) e os intelectuais (25 por cento), seguidos dos líderes religiosos (21 por cento).

28 por cento dos portugueses não confiam em nenhuma classe

A Gallup perguntou “em qual deste tipo de pessoas confia?”, indicando como respostas possíveis políticos, líderes religiosos, líderes militares e policiais, dirigentes empresariais, jornalistas, advogados, professores e sindicalistas ou “nenhum destes”, tendo esta última resposta sido escolhida por 28 por cento dos portugueses, 26 por cento dos europeus ocidentais e 30 por cento no mundo.
Fonte: jornal Público

Há impunidade dentro da hierarquia do Estado, e incompetência a mais na polícia

Depois de em Novembro passado, António Clemente Lima, inspector-geral da Administração Interna, ter confessado que “Há incompetência a mais na polícia”, e denunciado todo o caldo cultural existente na GNR que vê o cidadão como se fosse um seu inimigo, aparece agora o bastonário dos Advogados a afirmar que na hierarquia do Estado existem pessoas que praticam crimes e não são punidas por isso.

É mesmo caso para dizer que o Estado é definitivamente um local muito mal frequentado...


Segundo Marinho Pinto:
“O fenómeno da corrupção é um dos cancros que mais ameaça a saúde do Estado de Direito em Portugal. Há aí uma criminalidade em Portugal muito importante, da mais nociva criminalidade para o Estado, para a sociedade, e que andam aí impunemente e alguns deles andam aí a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade. Alguns, inclusive, ocupam cargos relevantes no Estado português”


Marinho Pinto acrescentou, em declarações à rádio Antena 1, que as escolas de Direito estão transformadas num negócio e aceitam cada vez mais alunos com o objectivo de receberem mais financiamento do Estado

24.1.08

Prémio da melhor fotografia de 2007 para a foto de uma acção da Clown Army em Rostock durante a cimeira do G8


A foto de autoria do fotógrafo Fabian Bimmer, foi contemplada com o prémio 'Rückblende 2007' (Retrospectiva 2007) que premeia a melhor fotografia de 2007. Na imagem vêem-se alguns elementos da Clown Army, destacados para a cimeira do G8 em Rostock em Junho de 2007, em plena acção ofensiva ao lado da polícia de choque alemã


Mais informação: aqui, aqui

Hoje há encontro no Ateneu às 18h30 sobre os projectos para o Mercado do Bolhão

Hoje às 18:30H, no Ateneu Comercial do Porto, encontro-debate sobre os projectos para o Mercado do Bolhão



As mudanças anunciadas para o mercado do Bolhão estão a provocar receios, dúvidas e inquietações entre muitos comerciantes e utentes deste espaço emblemático da Baixa portuense. Por seu turno, alguns sectores da cidade temem a descaracterização deste edifício de importância patrimonial e puseram a circular um manifesto a alertar para a "demolição" do mercado.

Encontro esta 5ª feira (dia 24) sobre «O futuro do mercado do bolhão» - com a presença de Arq. Correia Fernandes, Arq. Anni Günther, Arq. Joaquim Massena »

Mais info:

http://manifestobolhao.blogspot.com/

http://opozine.blogspot.com/



Na próxima Quarta-Feira (30 de Janeiro) no Café Ceuta no Porto às 18:30H:

O Movimento Cívico e Estudantil promove a 1ª reflexão/ tertúlia, sobre o tema:

" O que melhor servirá os interesses Humanos, Patrimoniais, Artísticos e Culturais no Mercado do Bolhão"
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Artigo de José Carlos Marques publicado no Jornal de Notícias de 15 de Janeiro de 2008 a propósito dos projectos do futuro Mercado do Bolhão



Requalificação é hoje uma palavra que serve para tudo e para nada, sobretudopara confundir. Obviamente, o Mercado do Bolhão, de valor duplamentepatrimonial, pelo edifício e pela actividade em si que é um património vivo,precisava de ser conservado, restaurado e revitalizado. Mas o valor culturalfinal da operação depende do seu enquadramento mais amplo.



Os mercados de frescos e de ar livre, em geral de índole municipal, estão hoje a ser comprimidos e empurrados para uma progressiva extinção por via de um domínio exagerado das grandes superfícies e de um descuido programado. A operação prevista para o Bolhão, ao contrário das aparências dadas pela manutenção do mercado de frescos num piso intermédio, inscreve-se nessemovimento em vez de tentar revertê-lo. E isso porque esse aspecto tradicional e actual é relegado para uma fracção afinal subalterna no novoprojecto. Se de facto se quisesse manter e consolidar a função essencial e histórica, as novas actividades a introduzir deveriam circunscrever-se a umpapel complementar (a título de exemplo e sem rigidez, pode sugerir-se umterço da área), continuando o mercado de frescos a ter o papel dominante.


Não há aqui espaço para explicar por que razão a revitalização e ampliaçãode uma rede de mercados municipais de frescos, com o Bolhão como elo indispensável, é importante para o nosso futuro. Às razões de qualidade alimentar e saúde pública, junta-se o urgente apoio que os centros urbanosdevem dar à revitalização da agricultura de proximidade, através do incentivo à horticultura e policultura numa cintura de uns 50 a 80 quilómetros em torno do centro urbano, com contratos estabelecidos comvelhos e jovens agricultores segundo cadernos de encargos que garantam uma qualidade alimentar e ambiental superior à média. Iniciativas como os grupos de agricultura apoiada pela comunidade inscrever-se-iam no âmbito desse processo.


Além deste aspecto, levantam legítimas dúvidas e preocupações os trabalhos a exercer no subsolo, de que se usa e abusa hoje sem qualquer consideração pelo estado lamentável em que se vão deixando os lençóis freáticos. Asesperanças suscitadas pela reabilitação do centro histórico do Porto, cujo êxito é essencial para o futuro da cidade, são sombreadas pela tendência para trabalhos pesados no subsolo parecer estar a prevalecer sobre soluçõe sacima do solo, que são em princípio menos lesivas. Essa tendência deveria ser corrigida. Infelizmente, o Bolhão será um passo mais numa direcção errada.


No capítulo habitação, a dimensão prevista atribui um papel relativamente marginal a esta função. Em todo o caso, e dado o extenso parque de habitação degradada no centro do Porto, afigura-se contraditório introduzir habitação em edifícios que nunca tiveram essa função nem foram concebidos para a terem. Poderá ao menos esperar-se que essas fracções venham a criar um efeito de arrasto, pondo na "moda" morar nos quarteirões envolventes. Efeito que se poderia aliás talvez obter em edifícios aí existentes que sempre tiveram essa função.


texto de José Carlos Costa Marques

Mais uma Massa Crítica/Bicicletada está marcada para amanhã (sexta-feira, dia 25 de Janeiro)


É já amanhã, Sexta-feira 25, que se vai realizar mais uma Massa Crítica/Bicicletada.Veículos não poluentes irão desfilar pelas ruas de muitas cidades portuguesas e do mundo, mostrando como é fácil e agradável deslocarmos-nos de forma sustentável.

Falem com colegas, amig@s e namorad@s, porque a Meteorologia prevê temperatura quase primaveril e ausência de chuva, pelo que será também uma óptima oportunidade para passar bons momentos em convívio.





Os locais e horas de encontro são os seguintes:

Aveiro - Início de encontro na Praça Melo Freitas (perto do Rossio) a partir das 18h, saída às 18h30.




Coimbra - Concentração no Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades.



Lisboa - Concentração no Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII. 18h00. Saída 18h30



Portimão - Concentração no Tribunal às 18:30.


Porto - Concentração na Praça dos Leões. 18h00. Saída 18h30




Info:
http://massacritica.pegada.net/massacritica/

http://critical-mass.info/

Concentração contra a co-incineração na Arrábida (dia 25, às 16h. no Largo da Misericórdia, em Setúbal)


A Associação dos Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado vão realizar, com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal, uma concentração contra a co-incineração a qual vai decorrer na amanhã, dia 25, às 16 horas, no largo da Misericórdia, em Setúbal. Esta concentração contra a queima de resíduos na Secil pretende ainda ser uma manifestação “por uma política ambiental correcta” e pela “saúde e qualidade de vida dos cidadãos”, segundo os organizadores


A Associação dos Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado apelou à adesão da população ao protesto contra a co-incineração.

"Gostaríamos de ter uma grande adesão da população até porque a luta contra a co-incineração de resíduos industriais perigosos não está perdida, ao contrário do que o Governo pretende fazer crer",disse Fernanda Rodrigues, da Associação de Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado.

"Contamos com o apoio das três câmara municipais - Palmela Sesimbra e Setúbal -, estando já confirmada a presença dos presidentes dos três municípios", acrescentou Fernanda Rodrigues, que está confiante de que a iniciativa terá o apoio de dirigentes locais dos principais partidos, incluindo o próprio Partido socialista.

A decisão de convocar uma concentração contra a co-incineração de resíduos industriais perigosos, surge na sequência da decisão do Supremo Tribunal Administrativo, que revogou a suspensão da proibição da queima de resíduos perigosos na cimenteira da Secil, no Butão.

O advogado das três autarquias, castanheira Barros, requereu segunda-feira a nulidade do recente acórdão do Supremo Tribunal Administrativo (STA) que deu "luz verde" à co-incineração na cimenteira da Secil no Outão, Arrábida, Setúbal.

O requerimento de Castanheira Barros pretende que os pedidos sejam apreciados pela "Conferência de Juízes da Secção de Contencioso do STA", disse à Lusa castanheira Barros.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) faz hoje 24 anos de existência


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) faz hoje 24 anos de existência. O seu exemplo de luta contra a opressão e contra o latifúndio merece toda a nossa admiração e respeito.


Um movimento constituído por gente militante e comprometida com a luta por uma outra sociedade. Um movimento que pela sua tenacidade e raiz de classe tem sido alvo de assassinatos, prisões e torturas. Contudo, resiste.


Mostra, assim, a todos os povos que é possível resistir ao imperialismo e prova que os trabalhadores e seus aliados, quando unidos e armados com uma linha política independente dos interesses do grande capital, podem transformar a sociedade.


Informação, foto e texto retirado de:
http://asvinhasdaira.wordpress.com/


Ver o website do Movimento dos Sem Terra:
http://www.mst.org.br/mst/home.php


Queixinha de Sócrates contra autor de um blogue foi arquivada, e agora o primeiro-ministro arrisca-se a ser condenado pelo crime de calúnia

Por via do blogue O país do burro tomamos conhecimento que a queixa criminal apresentada por José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal, contra o autor do blogue Do Portugal Profundo, António Balbino Caldeira, foi mandada arquivar pelo Ministério Público por manifesta improcedência do pedido. Ou seja, não passou da fase de inquérito processual da queixa-crime, tal era o infundado da denúncia.

Recorde-se que a queixa-crime apresentada por José Sócrates não tratava da questão tão falada na opinião pública sobre o modo estranho e completamente singular como obtivera milagrosamente um curso de engenheiro na Universidade Independente. Sobre isto, nem uma palavra. Como se calcula, o silêncio é de ouro, e o primeiro-ministro português não está interessado em mexer em matéria tão incómoda que lhe poderia trazer alguns engulhos, e levar a sua reputação académica até ao nível do 12º ano do ensino secundário numa escola da Covilhã.


O motivo da queixinha de Sócrates era outro: o que o apoquentava – imagine-se - era a referência nos textos publicados no blogue Do Portugal Profundo, intitulados Rasganço domingueiro e Páscoa da cidadania, a um «centro governamental de comando e controle dos media», realidades tristes que são hoje tão reais quanto comezinhas na actividade política desde que a democracia foi apropriada pelas manobras das agências de publicidade e de propaganda, pelos consultores de imagem e de informação- já para não falar dos sempre inevitáveis seviços de informação públicos e... privados , vulgo, secretas - ao serviço dos autênticos exércitos de conquista e manutenção do poder político em que estão transformados os partidos políticos.

Arquivada a sua queixa-crime pelo Ministério Público, José Sócrates arrisca-se agora a ser acusado de ser um autor material de um crime de calúnia, mais propriamente por denúncia caluniosa, pelo autor do blogue Do Portugal Profundo, e a ser condenado a pagar uma indemnização pelos danos causados pela seu acto tresloucado de andar a fazer queixinhas não só na praça pública como nos tribunais, aumentando o trabalho dos senhores juízes, já tão assoberbados com as ilegalidades do costume, praticadas pelos chicos-espertos que não olham a meios para fazerem vingar as suas qualidades competitivas.

23.1.08

Feminismo nas paredes de Lisboa


Mulher! Nem submissa nem devota!

Livre, Linda e louca
!

Retirado de:
http://colectivofeminista.blogspot.com/

Vigília de solidariedade com os imigrantes marroquinos detidos no CIT do Porto (hoje, 23 de Janeiro, das 18.30 às 22h)

Pela defesa dos direitos humanos.
Não às prisões administrativas.
Pois nenhuma pessoa é ilegal, nem deve estar presa sem culpa formada.


23 DE JANEIRO
Das 18h30 às 22h.

VÍGILIA JUNTO AO CENTRO DE INSTALAÇÃO TEMPORÁRIA DO PORTO.
Unidade Habitacional de Santo António
Rua Barão de Forrester, 186


Pela calada da noite, o Governo começou a expulsar os 23 imigrantes marroquinos que chegaram a Portugal. Do seu país estes imigrantes foram expulsos pela pobreza, no nosso foram recebidos como criminosos, presos num centro de detenção, privados da liberdade para novamente serem expulsos para o país de onde tiveram de sair. Estes imigrantes são vítimas das redes de tráfico e procuram apenas uma vida melhor. Como muitos portugueses procuraram e continuam a procurar noutros países.

Esta expulsão condena os imigrantes à miséria e a arriscar a vida novamente. Devolvê-los às redes de tráfico e de imigração ilegal que estes imigrantes ajudaram a denunciar é uma atitude criminosa do Governo e é uma forma cruel de os tratar, que incentiva estas redes ilegais.

Contra a crueldade da Lei

Pelos Direitos Humanos

Contra as redes clandestinas

Associações que convocam a vigília:
AACILUS, CASA VIVA, GAIA, OLHO VIVO, QUE ALTERNATIVAS, SOLIM, SOS RACISMO, TERRA VIVA!aes



Notícia que circulou ontem, via http://www.esquerda.net/ :

Seis dos 23 imigrantes marroquinos que desembarcaram em Dezembro no Algarve já foram deportados, sem que qualquer anúncio tivesse sido feito, nem mesmo aos advogados que estão a acompanhar o caso. A constatação foi feita pelo deputado José Soeiro ao visitar a Unidade Habitacional de Santo António, onde os cidadãos marroquinos estão detidos. Associações de Imigrantes têm marcada para sábado uma manifestação no Porto contra a detenção dos marroquinos, pedindo que lhes seja atribuída autorização de residência por motivos humanitários.
A visita de José Soeiro encontrou todo o tipo de entraves por parte do SEF, que de início negou a entrada do deputado, alegando que não tinha chegado a autorização do director nacional do SEF, porque o pedido fora feito tarde. Segundo o deputado, o Bloco de Esquerda comunicou ("porque não precisa requerer") segunda-feira ao director nacional do SEF, com conhecimento da directora da Unidade Habitacional, que iria visitar os imigrantes. José Soeiro salientou que os deputados não podem ser impedidos de aceder a instalações do Estado, a menos que sejam invocadas "grandes razões de segurança, o que não é o caso".
Horas depois, porém, a autorização chegou e o deputado pôde visitar os cidadãos marroquinos detidos. Foi logo à entrada que ele constatou, em conversa com os imigrantes, que seis deles já foram deportados, e quatro deverão sê-lo a qualquer momento. O próprio Soeiro informou do sucedido uma advogada que defende alguns dos imigrantes, um dos quais consta da lista de deportados. "Ela não tinha sido informada de nada e ficou revoltada, até porque o SEF não podia executar um acto administrativo sem a avisar, o que não foi feito", relatou Soeiro.
O deputado do Bloco suspeita que os entraves para a sua entrada no local estejam ligadas com o facto de as expulsões terem sido feitas às escondidas. "Não me espantaria que a intenção do SEF fosse expulsar todos antes de sábado, para esvaziar a manifestação."
José Soeiro encontrou os cidadãos marroquinos muito desiludidos. "Disseram-me que lhes deram falsas esperanças, para que é que era preciso detê-los este tempo todo se afinal iriam ser expulsos". Muitos deles têm familiares em Espanha que os aguardavam. O deputado do Bloco relatou que os imigrantes estão muito temerosos do tratamento que vão receber em Marrocos e garantem que, mesmo cientes de que correm risco de vida e que conhecem muitos casos de mortes na tentativa de travessia do estreito, vão voltar a tentá-la. "Não somos criminosos, só queremos trabalhar, era o que diziam o tempo todo", concluiu Soeiro.

22.1.08

Vidas por um Canudo (reportagem da TSF sobre a precariedade)

Vidas por um Canudo é uma grande reportagem de Maria Augusta Casaca com montagem e sonorização de Mésicles Helin.


Uma doutorada em biologia marinha a vender propriedades, uma arquitecta a servir às mesas num café, um licenciado em física em busca da "química" do primeiro emprego. São milhares os jovens que, concluída a formação superior, esbarram na realidade do mercado de trabalho.


Uma doutorada em biologia marinha a vender propriedades, uma arquitecta a servir às mesas num café, um licenciado em física em busca da "química" do primeiro emprego. São milhares os jovens que, concluída a formação superior, esbarram na realidade do mercado de trabalho.

Colocam os sonhos em banho-maria e lançam-se aos anúncios de jornal, enviam currículos, visitam os centros de emprego. A vontade de organizar a vida, sair de casa dos pais, constituir família acaba por falar mais alto e aceitam trabalhos para os quais têm demasiadas qualificações. Estudaram alhos mas são os bugalhos que lhes permitem pagar as contas.


Retirado de:

Documentário sobre Brad Will na Casa do Brasil a 25 de Janeiro às 21:00h


Documentário sobre Brad Will

Sexta-feira, 25 janeiro, às 21h,


na Casa do Brasil
Casa do Brasil: Rua São Pedro de Alcântara, 63 - 1º direito - Lisboa


Informação obtida no blogue


Mais informação:

Actividades do centro de cultura Gonçalves Correia em Aljustrel, no próximo Sábado ( dia 26 de Janeiro)

Em Aljustrel no Club Aljustrelense


Dia 26 de Janeiro (Sábado) pelas 17.00



Conversa

"Partes de uma cidade em Partes. Reflexão sobre a importância do espaço público participado no espaço urbano fragmentado"
por Patricia Colucas



Jantar Vegetariano


Concerto dos:

-My Rules (lisboa)

- Deeds of Sanity (Beja)

organiza: CCA Gonçalves Correia