4.10.08

Festa Sementes Sonoras (4 de Out. no Centro Social da Mouraria) para angariar fundos contra os transgénicos




Campanha "Sementes Livres de Transgénicos" dá ínicio à festa mensal "Sementes Sonoras", no primeiro sábado do mês.

Sábado, 4 de Outubro no Centro Social da Mouraria, 3 bandas ao vivo, e uma DJ já nossa aliada nestas lides, vão animar a festa, que pretende ser além de uma forma de angariar fundos para a campanha - um ponto de encontro de activistas e afins.

A banda de samba da casa, "Ritmos de Resistência", abrirá o programa com uma arruada pela Mouraria acima. Seguido do habitual Jantar Popular do CSM, encharemos o "depósito alimentar" sem transgénicos antes do dancefloor até altas horas.

Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia ( 3 a 12 de Out. no Fórum da Maia) organizado pelo Art'Imagem



www.teatroartimagem.org/pt/art_img.htm


Programa


dia 3, sexta-feira
[ 21.30h ]
"Que Siga la Fiesta" ¬ TARA ‘N’ TELA . Itália / Chile ¬ M/4
[ 22.30h ]
"O Pranto de Maria Parda" ¬ A BARRACA / MARIA DO CÉU GUERRA . Portugal ¬ M/6


dia 4, sábado
[ 16.00h ]
"Celebrando con Pippo" ¬ TARA ‘N’ TELA . Itália / Chile ¬ M/4
[ 21.00h ]
"D. Quixote e Sancho Pança" - animação teatral de rua ¬ TEATRO ART'IMAGEM . Portugal
[ 21.30h ]
"Zic-Zag" ¬ JOSEPH COLLARD . Bégica ¬ M/6
[ 23.30h ]
"A Fraude" ¬ LEANDRO MORGADO . Portugal ¬ M/12


dia 5, domingo
[ 16.00h ]
"Cock-Tales" ¬ PAS PAR TOUT . Alemanha ¬ M/4
[ 21.00h ]
"Capuchinho Vermelho" - animação teatral de rua ¬ TEATRO ART'IMAGEM . Portugal
[ 21.30h ]
"Best Off" ¬ ELLIOT . Bélgica ¬ M/6
[ 23.30h ]
"Brother and sister Klops" ¬ PAS PAR TOUT . Alemanha ¬ M/4


dia 6, segunda-feira
[ 21.00h ]
"As Executivas" - animação teatral de rua ¬ TEATRO ART'IMAGEM . Portugal
[ 21.30h ]
"El Jefe de todo esto" ¬ ADOS TEATROA . País Basco, Espanha ¬ M/16
[ 23.30h ]
"Trasno" ¬ PABLO TRASNO . Galiza, Espanha ¬ M/12


dia 7, terça-feira
[ 21.00h ]
"Madame Gaby" - animação teatral de rua ¬ TEATRO ART'IMAGEM . Portugal
Varzim
[ 21.30h ]
"Drákula" ¬ COMPANHIA CHAPITÔ . Portugal ¬ M/12
[ 23.30h ]
"Adúlteros Desorientados" ¬ VISÕES UTEIS . Portugal ¬ M/16


dia 8, quarta-feira
[ 21.00h ]
"As Árvores" - animação teatral de rua ¬ TEATRO ART'IMAGEM . Portugal
[ 21.30h ]
"Gadgets" ¬ JOEL SALOM . Austrália ¬ M/6
[ 23.30h ]
"Vêm aí os Cómicos" ¬ PIM TEATRO . Portugal ¬ M/12


dia 9, quinta-feira
[ 21.00h ]
"Homo Habílis" - animação teatral de rua ¬ TEATRO ART'IMAGEM . Portugal
[ 21.30h ]
"Caravan Cabaret" ¬ BAAL 17 / AL-MASRAH TEATRO . Portugal ¬ M/12
[ 23.30h ]
"Stand da Comédia" ¬ HUGO SOUSA, JOÃO SEABRA E MIGUEL 7 ESTACAS . Portugal ¬ M/16


dia 10, sexta-feira
[ 21.00h ]
"Os Comediantes" - animação teatral de rua ¬ TEATRO ART'IMAGEM . Portugal
[ 21.30h ]
"Exit Napoleon - Pursued by Rabbits" ¬ NOLA RAE . Inglaterra ¬ M/6
[ 23.30h ]
"Cabaré da Santa" ¬ O TEATRÃO . Portugal ¬ M/16


dia 11, sábado
[ 16.00h ]
"Dança Comigo" ¬ MARIONETAS, ACTORES & OBJECTOS . Portugal ¬ M/4
[ 21.00h ]
"A Nau Catrineta" - animação teatral de rua ¬ TEATRO ART'IMAGEM . Portugal
[ 21.30h ]
"Quem te Improvisa teu Amigo é" ¬ COMMEDIA A LA CARTE . Portugal ¬ M/12
[ 23.30h ]
"Gil e Vicente - Uma Viagem de Barca ao Inferno" ¬ MAU ARTISTA . Portugal ¬ M/12


dia 12, domingo
[ 16.00h ]
"Queres que te Conte Outra Vez?" ¬ DELPHIM MIRANDA . Portugal ¬ M/4
[ 21.00h ]
"A Menina, o Balão e o Vilão" - animação teatral de rua ¬ TEATRO ART'IMAGEM . Portugal
[ 21.30h ]
"Ptolomeu e a sua viagem de circum-navegação" ¬ TEATRO ART'IMAGEM . Portugal ¬ M/16
[ 23.30h ]
"Músicas do Mundo" ¬ BILAN . Cabo Verde / Portugal ¬ M/12




Actividades paralelas


dia 6, segunda-feira - [ 18.00h ]
Lançamento de livro de teatro "Não Matem o Mandarim!" / "Que Relíquia!" ¬ de JOSÉ LEITÃO . edição CM Maia


De 3 a 12 de Outubro
Exposição fotográfica de teatro "Em cena com..." ¬
de MARCOS ARAÚJO

Hoje há Teatro em Óbidos, onde começa também no próximo Domingo a habitual Temporada de Cravo

Hoje, 4 de Outubro, às 21h30, o Auditório Municipal da Casa da Música, em Óbidos, recebe a peça de teatro “Três Máscaras e Um Prólogo”, de José Régio, com encenação de Nuno Nunes e cenografia de Ana Limpinho. A representação está a cargo da Companhia de Teatro Propositário Azul.

A peça põe frente a frente três personagens maiores da história do teatro europeu: Mefistófeles, do mito do Fausto, comprador de almas, que marcou presença nas obras de autores como Marlowe, Goethe, Thomas Mann e Pessoa; Columbina, a criada e enamorada que na Commedia dell’Arte partia corações a criados e patrões; Pierrot, personagem da pantomima que Charles Debureau imortalizou em Paris no séc. XIX, no Théâtre des Funâmbules, e que pintores e poetas representaram ao longo do sec. XX como a imagem da pureza e do amor leal.

Sinopse
José Régio prepara-nos o cenário para reunir estas três personagens: Na antecâmara dum salão onde se festeja uma última noite de carnaval, três mascarados irrompem excitados pelo apelo ao jogo e à sedução a que as máscaras incitam. E o jogo é simples: Pierrot e Mefistófeles disputam o coração de Columbina que espera ser cativada por aquele que melhor exerça a arte de seduzir...
A forma, o sentido e o tom dessa disputa são os ingredientes deste texto, em que o teatro questiona a possibilidade do amor existir enquanto dupla expressão dum modo e dum sentimento. Oscilamos entre duas leituras: «o amor como expressão dum teatro, ou o teatro como expressão do amor?»
Numa sequência hilariante de situações que envolvem e dão corpo a esta disputa, os três actores desafiam as leis da lógica, da razão e do artifício teatral para darem a ver como o amor pode surgir do imprevisto, do momento desacautelado, da fantasia ébria, em que um olhar, um gesto ou uma palavra adquirem o poder de desarmar o coração. Mais, dão a ver ao espectador como o acto teatral pode surgir de quase nada, das pequenas construções de sentido ou da utilização dum objecto, revelando em directo o aparecimento de cada personagem a partir do seu próprio «esqueleto histórico», num prólogo «inventado» e muito divertido.


No domingo começa a Temporada de Cravo, que se prolonga até dia 25. Este ano num formato mais aberto, onde a partir do instrumento musical se convocam outros registos artísticos da época.
Sublinhamos na primeira sessão da temporada a presença da jovem e talentosa atriz Leonor Seixas, em que "O Cravo Convida... a Poesia". Recuperamos, deste modo, o nosso reportório poético do Sec.XVIII que sofreu as benéficas influências do Iluminismo e dos ideais libertários da Revolução Francesa.

Dia 5 de Outubro às 17h
…a Poesia – Serões Culturais Ibéricos

Narração: Jorge Rodrigues
Cravo: Jenny Silvestre
Actriz: Leonor Seixas

Auditório de São Tiago


Dia 11 de Outubro às 21h30

21:30 Programa
…o Violoncelo – A Herança Germânica

Violoncelo: Irene Lima
Cravo: Ana Mafalda Castro

Auditório de São Tiago


Dia 18 de Outubro 21h30
…o Canto – Modinhas e Lundus Luso-Brasileiros

Canto: Ana Leonor Pereira
Cravo: Joana Bagulho

Auditório de São Tiago


Dia 25 de Outubro 21h30
…a Ópera – A Ópera italiana – La Serva Padrona de G. B. Pergolesi

Direcção musical: António Carrilho
Encenação: Jorge Rodrigues
Figurinos e make-up: Nuno Esteves
Elenco:
Serpina: Ana Luísa Cardoso, soprano
Uberto: José Corvelo, barítono
Vespone: Nuno Esteves / Jorge Rodrigues
Orquestra:
Denys Stetsenko: violino barroco
Raquel Cravino: violino barroco
Lúcio Studer: viola barroca
Edoardo Sbaffi: violoncelo barroco
Marta Vicente: contrabaixo barroco
Jenny Silvestre: cravo

Auditório Municipal da Casa da Música


http://www.cm-obidos.pt/

Jazzin’Tondela - 5º festival de jazz Acert (2,3,4 e 5 de Out.)


2 de Out, às 21:45h Auditório 1

CARLOS BARRETTO LOKOMOTIV
Portugal
Não deixe passar a locomotiva e embarque nesta viagem ao sabor de um jazz livre e
aventureiro…


Trabalhar com Mário Delgado ou José Salgueiro tem sido um grande desafio ao senso comum na medida em que, com eles, Carlos Barretto tudo pode experimentar, criando um som único de grande coesão e beleza, alicerçado na cumplicidade, na abertura de espírito e, sobretudo, no trabalho intenso desenvolvido ao longo destes tantos anos.

Tudo isto faz deste trio um dos mais interessantes da actualidade e de Carlos Barretto um vulto incontornável do panorama artístico português, cujo percurso musical foi marcado por uma clara inovação estética, desde o neo-bop até ao jazz europeu dos nossos dias.

A internacionalização crescente da sua actividade artística tem levado a sua música aos mais variados destinos, tanto na Europa como no resto do mundo, sempre com rasgados elogios por parte da crítica especializada.

Foi no início da década de noventa que Carlos Barretto, regressado de Paris – onde decidira dedicar a sua carreira profissional à música improvisada –, iniciou os seus projectos como líder e compositor. Para além de gravar CDs em nome próprio, colaborou com dezenas de artistas conceituados, como Bernardo Sassetti, Carlos Martins, Bob Sands, George Cables, Mário Delgado, entre muitos outros.

Às suas primeiras “Impressões”, em 1994, seguiram-se – sempre a subir! – “Going Up” (1996) e “Suite da Terra” (1998). Em 1999 foi tempo de “Olhar” para, um ano mais tarde, se dar lugar aos “Silêncios”. Quase de um só acorde surgiram “Radio Song” e “Solo Pictórico” (ambos em 2002), que precederam uma viagem de “Lokomotiv” iniciada em 2003.

+ info:
http://www.myspace.com/carlosbarretto



3 Out, às 21:45h Auditório 1

ELFAD, quarteto
Portugal

Uma música vigorosa e única que orquestra uma associação perfeita entre o jazz e as sonoridades mediterrânicas…


Com base na escrita de José Peixoto, que aqui aparece revigorada numa expressão criativa colectiva, este Quarteto pratica uma música aberta, enérgica e subtil.

O antigo guitarrista dos Madredeus – que já trabalhou com diversos nomes de prestígio como Maria João, Janita Salomé, José Mário Branco, Rui Veloso, entre outros – regressa assim ao jazz com um projecto dotado de contornos surpreendentes: este género musical aparece misturado com ressonâncias árabes/andaluzas e um forte sentido do “beat”. É precisamente nessas zonas de fronteira, onde tudo se mistura, dilui, e em que se criam e circulam dialectos vários, que podemos encontrar a expressão final da música deste grupo.

Neste trabalho parecem entretecer-se as linhas da nossa portugalidade musical e cultural, que culminam num projecto de grande impacto, onde se poderá descobrir, talvez, ecos de sons acústicos, eléctricos e electrónicos. Mas como uma nota musical vale por mil palavras, nada melhor do que deixar-se surpreender pelo grande concerto com que o Quarteto nos promete presentear…


+ info:
www.myspace.com/elfad



4 Out., às 21:45h Auditório 1

FREEFLOW
EUA
Espontaneidade, criatividade e liberdade: as palavras de ordem desta revolução jazzística a não perder!

Após uma passagem pelo Tom de Festa em 2002, está de volta o trio cuja música vai beber quer aos mais profundos meandros dos blues, quer à própria essência do jazz, de Duke Ellington a Albert Ayler.

As suas criações resultam de uma forte e notória encruzilhada de ritmos e influências, subindo e descendo com o brilhantismo da criatividade espontânea, alegria e sofrimento. Freeflow é, pois, uma banda que toca livremente dentro de todos os estilos, porque não é limitada por ou para nenhum em específico. Mas não será esta a base da música em geral e do universo jazzístico em particular?

Alex Harding (Saxofone barítono), Chris Dahlgren (Contrabaixo) e Jimmy Weinstein (Bateria) tocam juntos há vários anos. O grupo começou em Nova York, sendo que os seus membros residem actualmente nos Estados Unidos, Alemanha, Itália e Roménia.

Continuando na formação Ahmed Abdullah & Ebonic Tones, Alex Harding trabalha igualmente com nomes sonantes do panorama musical, como Cab Calloway Big Band, Don Byron, Elliott Sharp & Terreplane ou Vanessa Rubin, entre muitos outros artistas. Está também envolvido no projecto de Fela Kuti, do coreógrafo Bill T. Jones, apresentado actualmente no novo espaço cultural 37 Arts, em Nova Iorque. Do seu percurso contam-se colaborações com grandes vultos do jazz, como Greg Osby ou Aretha Franklin.

Também Chris Dahlgren, que toca com Anthony Braxton em quinteto, sexteto, septeto e duo, segue com os seus próprios projectos: Lexicon, um quinteto com G. Ullmann, C. Weidner, A. Aniseggos e E. Schaefer; Johnny La Marama, um trio com K. Kalima e E. Schaefer; e 3-D, com C. Dell, M. DeMartin, Mircea Tiberian e Maria Raducanu.

Jimmy Weinstein dedica-se com energia ao seu Traveling School, um workshop “em viagem” e, recentemente, tocou como sideman nos CDs de Rosario di Rosa, Webindra Quartet e Vertical Quasi Orizontale. Colabora ainda com Satoko Fujii, bem como em projectos do NAM e Ahmed Abdullah's Diaspora. Da sua extensa lista de cúmplices musicais constam ainda Matt Renzi, Ben Monder, Hitch_Hikers, Frank Carlberg, Webindra's Buckminster Fuller Project, Marcello Tonolo's Music on Poetry e Antonio Marangolo's Double Quartet.

Temos, assim, todo o gosto de partilhar este “revival” com o excelente público de Tondela, seis anos após a última actuação do grupo. Por isso, se quiser perceber até onde esta música pode ir, liberte (free) o seu fluxo (flow) e… seja o seu fluxo – Freeflow.


“(…) jazz intenso, o melhor free submerso na trans hipnótica dos blues. Harding provou porque é dos melhores saxofonistas barítonos do jazz actual e Jimmy Weinstein, na bateria, e especialmente o inventivo Chris Dahlgren no contrabaixo, provaram porque são seus companheiros de armas há bastante tempo”.
Pedro Costa, in Revista AllJaZZ

+ info:
http://www.alexharding.net/live/

Ficha Técnica
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Alex Harding Saxofone barítono
Chris Dahlgren Contrabaixo
Jimmy Weinstein Bateria





4 Out'08, às 23:30h Bar Novo Ciclo


QUIMERA QUINTETO
Portugal


Para fechar o festival com chave de ouro. Ou não estivéssemos a falar de uma Quimera…


Explorando sempre novos universos sonoros, o Quinteto percorre um vasto repertório, com particular atenção para a obra do compositor argentino Astor Piazzolla e outros autores do século XX.

Ao presenciar a criação deste novo mundo, repleto de novas cores e novos timbres, cada um de nós será tentado a realizar uma viagem interior no mais profundo silêncio, que promete captar o público do primeiro ao último minuto do concerto.

Nascido a partir de uma ideia muito própria acerca do modo como fazer música, o Quimera Quinteto é composto por um núcleo de artistas profissionais que prima pela originalidade da sua formação – Acordeão/Bandoneon, Contrabaixo, Guitarra Clássica/Guitarra Eléctrica, Piano e Violino. Uma panóplia de instrumentos ao serviço de um único projecto musical repleto de uma energia cativante e de um inquestionável carisma.

Com alguns músicos da “casa”, a formação vai fechar esta edição do Jazzin’ Tondela, enchendo o espaço com a capacidade virtuosa dos seus executantes e relembrando, assim, alguns dos mais conhecidos artistas da actualidade.


+ info:
www.myspace.com/quimeraquinteto


Ficha Técnica
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Carlos Miguel Violino
Nuno Silva Acordeão/Bandoneon
Rute Simões Piano
Miguel Cardoso Contrabaixo
André Cardoso Guitarra clássica/Guitarra eléctrica





Voltam as Noites de Poesia no Pinguim ( passam a ser às 2ªs feiras: a próxima é já no dia 6 de Outubro, às 23h.)


Voltam as noites de poesia ao Pinguim.
Regressam também para as noites de Segunda-Feira
Haverá ainda música, com músicos convidados em cada mêsn( Blandino durante o mês de Outubro)
Pretende-se que todos participem e haja lugar à livre expressão de cada um.
Todas as intervenções expressivas são bem-vindas.


Café-bar Pinguim (R. do Belomonte 67, Porto).

3.10.08

Começa hoje em Lisboa o Colóquio luso-alemão sobre Max Stirner (anarquista individualista) na Fac. de Letras e no Goethe Institut


O encontro internacional „A actualidade de Stirner“, que foi organizado em 2006 por ocasião do 200° aniversário de Max Striner, mostrou que a crítica tem uma importância destacada para o filósofo e, em geral, para os jovens Hegelianos.
O colóquio em Lisboa tenta desenvolver este pensamento, mas com uma conotação diferente. Será abordado a crítica de religião de Stirner, a crítica da teoría de conhecimento de então, a crítica de Stirner a Proudhon, mas também a crítica à qual Stirner foi exposto por parte de Gustav Landauer e Georg Simmel.




A crítica de Stirner e a crítica a Stirner

DIE KRITIK STIRNERS UND DIE KRITIK AN STIRNER


Colóquio luso-alemão sobre Max Stirner


Lisboa - 3 e 4 de Outubro de 2008

3 de Outubro
Faculdade de Letras - Universidade de
Lisboa - Anfiteatro III



9h
Abertura e Apresentação.


10h
José Barata-Moura (Lisboa): Stirner: da nadificação ao momento ético da intimidade proprietária / Stirner: von der Vernichtung bis zum subjektiven ethischen Moment


11h
Beate Kramer (Berlin): A Plaidoyer as to why Science is not Religion: Stirner and Feyerabend

12h
Frank Hansel (Berlin): Wie hast du’s mit der Religion: Religionskritik nach Stirner / Qual é para ti o significado da religião? Crítica da religião de e após Stirner


Pausa


14h30
Nikos Psarros (Leipzig): Aristoteles – ein Anarchist, Stirner ein Aristoteliker? /Aristóteles, um anarquista - Stirner, um aristotélico?



15h30
Adriana Veríssimo Serrão (Lisboa): La demande de Feuerbach a Stirner: "que veut-il dire être un individu?”



16h
Geert-Lueke Lueken (Leipzig): For and Against Stirner. Gustav Landauer's Way to Communitarism/ Com Stirner contra Stirner.
A via de Gustav Landauer para o comunitarismo
Coordenação: Bernd Kast e Adriana Veríssimo Serrão
Organização: Departamento de Filosofia da Universidade de
Lisboa e Max Stirner Gesellschaft (Leipzig)
Com o apoio da Cátedra A Razão (Universidade de Lisboa)



17h
José Manuel Teixeira da Silva (U. Beira Interior): Liberdade de imprensa, censura e formas de dominação / Pressefreiheit, Zensur und Herrschaftsformen



4 de Outubro
Goethe-Institut - Campo dos Mártires da Pátria 36 – 37


9h.
Bernd Kast (Lisboa): Stirner e Simmel

Maurice Schuhmann (Berlin): StirnersProudhonkritik vor dem Hintergrund der junghegelianischenProudhonrezeption / A crítica deStirner a Proudhon à luz da recepção de Proudhonpelos jovens Hegelianos

Jannis Touras: Der Substanzbegriff bei Hegel undStirner / O conceito de substância em Hegel e Stirner

Gerhard Senft (Wien): Stirner und die Kritik derPolitischen Ökonomi


As conferências serão proferidas em inglês, francês, alemão e português


ENTRADA LIVRE





Acerca de Stirner

A publicação de O Único e a sua Propriedade em 1844 caiu como um relâmpago no meio da agitação de Berlim. O seu autor, Max Stirner, faz aí o anúncio de que Deus morrera, segredo que se procurava manter oculto a toda a custa e que Nietzsche repetiu estentoricamente, com bem mais sucesso. Mais grave ainda, como Sade antes dele avisa que, desaparecido o Senhor dos senhores, já não reconhece mais nenhum. A euforia que se seguira à revolução estava a ser dissipada pela seriedade do Estado, do povo ou da humanidade. Radicalizando o contrato moderno Stirner não reconhece outra soberania que não a do único, que se nega a cedê-la ou transferi-la para o Estado. Não é loucura pôr-se em pé de igualdade com o Estado ou a Humanidade, confrontá-los numa guerra de corpo a corpo? A afirmação de Joseph Beuys de que cada um é soberano ainda pode passar, porque se mantém dentro da arte, mas aquilo que Stirner tem para dizer, por afectar a vida, já no cabe em nenhum domínio. Mas se pode dizer algo sobre a vida, é porque se trata da sua vida… da vida de cada um de nós.
Durante muito tempo Stirner só foi lido clandestinamente. Uma espécie de maldição assinalou este livro. A censura da época bem hesitou, sem saber que fazer dele. Para o primeiro censor, que proibiu a sua publicação, era uma obra de barbárie, que atacava todos os valores, e se arrogava direitos absolutos sobre a propriedade e a vida. Criminoso, portanto. Para o Ministro que autorizou a publicação era um livro «demasiado absurdo para ser perigoso». Louco, portanto. Acima de tudo é um livro que sempre resistiu à leitura, que parecia exceder a todas. Quando a revolução se tornou questão de futuro opõe-lhe a revolta permanente para impedir que a que já tinha ocorrido se estabiliza e estiole. Quando o Estado liberal se procurava implantar timidamente, faz uma crítica demolidora do direito. Quando o comunismo de Marx começa a demolir o liberalismo, sustenta que a comunidade perfeita e o «Homem» são a forma culminante da servidão. Para Stirner são tudo formas de dominação. Stirner descobre que a dialéctica hegeliana do senhor e do servo mais do que chegar ao fim, tornando todos senhores, desembocou antes numa dominação psicotrópica, em que são os próprios indivíduos que ficam obcecados, fascinados, entusiasmados, com os espectros que os possuem. Muito antes da análise das perversões por Freud, da crítica do espectáculo ou da economia do entretenimento já Stirner estava a construir as primeiras armas para o combate.
Stirner rapidamente deixa de escrever, a sua vida é uma série de fracassos. Não são fracassos «belos» à Kafka, mas fracassos sem mais. Stirner morre na miséria, depois de ter sido preso por dívidas, mas o livro fez um caminho subterrâneo até nós, usando os sucesso de outros para se difundir. Passa através de Marx e Engels que dedicam mais de 300 páginas para o demolirem, e que ocultam o texto. O Ideologia Alemão é publicado apenas nos anos 30 do século passado, e incompleta. Mas a ideia de mais valia, a noção de «fixação» rebaptizada em fetichismo, as «argúcias teológicas» da mercadoria, são metamorfoses de temas stirnerianos, que permanecem puro e duros no interior daquilo mesmo que os nega. Passa através de Dostoyevsky que em Crime e Castigo o dá a ver e o anula no próprio corpo de Raskolnikov. O crime é Stirneriano e o Castigo é a possibilidade da sua superação. Dostoyevsky leu mal Stirner, e por isso mesmo o crime impressionou mais do que o castigo. Passa também através de Nietzsche que nunca o cita, embora se saiba ter que receou que um dia pudesse ser considerado um plagiador de Stirner. Nada isso, mas nos temas da morte de Deus, do super-homem, mesmo o eterno retorno ou no «grande criminoso» são, no mínimo, antecipados por Stirner.
A natureza provocatória da escrita stirneriana, o riso sardónico que irrompe imparavelmente ao lê-lo, a defesa do crime como última ratio da soberania, o ideia de que a singularidade só pode ser entendida como monstruosidade, facilitaram todas as leituras condenatórias, propiciaram todas as vitórias fáceis que venciam à custa de reduzir o livro à patologia criminal ou à loucura de Stirner. Os inimigos, mas também os amantes de Stirner reduziram-no a fórmulas, mas o Único é a anti-fórmula por excelência. É algo que fica para além de todo o discurso, de toda a instituição, como um Minotauro que tivesse saído do labirinto, com os altos muros cercados por humanos, que espreitam para dentro, desenrolam o fio de Ariana, lhe oferecem sacrifício. Olhando do de longe, às vezes misturando-se na multidão, o Único ri-se, pois abandonou esta antiga estrutura sacrificial. O livro é a linha que circunscreve todo o espectáculo e a agitação, e cria ou lugar de onde é possível olhar para tudo isso. E sair em busca de alegria e de prazer. Como os espectadores estão a jeito…
Stirner vai retornando. Lá se lhe vai encontrando alguma utilidade. É certo que a sua crítica ao liberalismo, que se repete pela enésima vez, ainda é potente; A sua crítica ao comunismo é mais pertinente do que nunca, e Blanchot, Negri, Nancy parecem trilhar os seus traços. Mesmo a filosofia de onde tinha sido excluído começa a citá-lo timidamente, como sucede com Gilles Deleuze, Michel Foucault ou Pierre Klossowski. Derrida dedica-lhe excelentes análises no seu Spectres de Marx. Homens tão especiais como Pierre Vanderpote ou Roberto Calasso, o lídimo pensador europeu, dedicam-lhe reflexões fulgurantes. Mas foi nas artes que a sua presença se tornou incontornável. Lido por Joyce, Pound, Lewis, Miller, etc. a sensibilidade stirneriana marcou fortemente as revoluções feitas por Francis Picabia e Marcel Duchamp que é o seu herdeiro metafísico. Desde que o Único veio à luz que se pretende fugir do «buraco negro» que tem dentro, a hiperdensidade da vida tudo atrai, para acabar por se cair nele inapelavelmente. Toda a aproximação serve a Stirner. No livro que é a cinza da vida que se consumiu nele linha a linha, letra a letra, ainda braseia a paixão do fracassado Stirner, que muito baixinho diz para não ser ouvido: «Canto porque... sou um cantor. Mas uso-vos para isso, porque... preciso de ouvidos».


Texto retirado daqui

Tributo a Victor Jara (no café-concerto do ESMAE, a 4 de Outubro, às 21h30,no Porto)


Tributo a Victor Jara

4 de Outubro às 21h30

Entrada Livre

Local; café-concerto da ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo), Rua da Alegria ( na esquina com a Rua da Escola Normal), no Porto


Com a participação de

Ana Afonso
Ana Ribeiro
Franendo Soares
Gabriela marques
José Luís Guimarães
Luís Carvalho
Miguel Gouveia
Miguel neves
Paulo Veloso

Organização: Associação José Afonso, núcleo do Porto

A nova cultura política versus a velha política

Viver numa grande cidade como Porto ou Lisboa "influencia a forma como se exercem os direitos e deveres de cidadania". É uma das conclusões a que investigadores do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa e da Universidade de Cambridge já chegaram no âmbito do projecto "Cidade e Cidadania em Portugal", iniciado em Fevereiro de 2007 e com fim previsto para 2010.

"Controlando todos os demais atributos sócio-económicos (idade, grau de instrução, rendimento, etc.), o local de residência é, por si só, um preditor do comportamento político. Isto é, as consequências políticas de se viver numa aldeia, num subúrbio ou no centro de Lisboa são muito mais importantes do que se julgava", refere Filipe Carreira da Silva, investigador do ICS responsável pelo projecto.

Com o objectivo de compreender melhor "o exercício da cidadania no nosso país, incluindo as normas e práticas de cidadania que tendem a ser menosprezadas", o projecto estuda, entre outros pontos, a relação dos condomínios fechados na vivência democrática, o aparecimento da chamada Nova Cultura Política, associada aos jovens, e a forma como os autarcas da Área Metropolitana de Lisboa lidam com as novas formas de exercer a cidadania.

Coexistem hoje duas normas de cidadania, nota Carreira da Silva: "uma, mais clássica", "enquanto dever", que se expressa por instrumentos como o voto; outra, "nascida com o Maio de 68, a luta pelos direitos civis nos EUA e as sociedades de bem-estar do pós-guerra", enquanto "expressão da autonomia individual".

A última, que corresponde à Nova Cultura Política, é mais comum entre "os mais jovens, urbanos e instruídos". "Se quem vota, fá-lo em larga medida porque tem consciência de que é um dever de cidadania, já quem participa em manifestações, assina petições ou escreve em blogues sobre política tende a fazê-lo porque pretende fundamentalmente fazer valer os seus pontos de vista", esclarece o sociólogo.

"Estes modos de participação são pouco institucionalizados e, portanto, são muito mais atraentes para quem valoriza a sua autonomia. E os jovens portugueses, sobretudo os mais instruídos e urbanos, valorizam-na claramente", refere. "Valorizam a sua autonomia muito mais, por exemplo, do que os jovens espanhóis, sinal talvez da importância que o 25 de Abril teve na criação do imaginário democrático no nosso país", acrescenta.

"Quem vive e trabalha em Lisboa é particularmente sensível às novas formas de fazer política", daí que a área metropolitana da capital tenha sido o alvo de estudo. "Seria naturalmente interessante alargar o estudo desta Nova Cultura Política a outras zonas do país, como a zona do Grande Porto. É bem possível que, numa segunda fase deste projecto, o façamos", diz.

Com a crise do Estado-nação, incapaz de dar resposta a vários problemas, Filipe Carreira da Silva defende que "escala urbana de governação assume-se cada vez mais como uma séria alternativa à escala nacional da cidadania".
Texto retirado daqui

Hoje há noite maldita... de poesia no bar «Maria vai com as outras» (às 23h)


Hoje a Noite Maldita no bar Maira vai com as outras é dedicada à poesia de Mário Cesariny

Leitura de poemas de Mário Cesariny

Aparece com a tua poesia, os teus escritos, os teus livros
partilha o que gostas, o que lês, o que escreves


Noites de poesia na maria vai com as outras todos os meses na primeira sexta-feira

Maria vai com as outras
loja de livros, revistas, chás, artesanato, mobiliário, vinhos,galeria, café-concerto, outras cores, outros cheiros, outros sabores


R. do Almada, 443, Porto


segunda a sexta: 12h00-20h00/22h00-24h00s

Sábados,domingos e feriados:17h00-20h00/22h00-24h00

Festival islâmico Al-Mossassa decorre hoje até domingo em Marvão


Decorre em Marvão, de 3 a 5 de Outubro o Festival Islâmico al-Mossassa, celebrando assim a fundação do seu castelo, no século IX, por ibn Marwân, de quem tirou o nome.


عبد الرحمن بن مروان بن یونس

ʿAbdu r-Raḥmān bnu Marwān bnu Yūnus, também conhecido por "ibnu l-Jillīqī" (filho do Galego, designando "galego" qualquer habitante do Norte cristão) era um muwallad, um descendente de não muçulmanos, que, em 868, se revoltou contra o emir de Córdova, liderando um exército de moçárabes e muwallad. Um dos seus bastiões foi a vila de Marvão, cujo castelo construiu no cimo do monte, em cujo sopé se situou a cidade romana de Amaia.



AL MOSSASSA 2008 - Festival Islâmico


Depois do sucesso do ano de estreia e da espectacular confirmação da segunda edição, com 7.500 visitantes em 2007, o festival islâmico de Marvão regressa com muitas novidades

De 3 a 5 de Outubro, a parte alta da vila transforma-se numa deslumbrante máquina do tempo que nos transporta directamente para o século IX, para os tempos da sua fundação.

Conferências, Workshops, fabulosos espectáculos, muita animação e o "Mercado das 3 Culturas" farão as delícias de todos os vistantes durante 3 dias mágicos.

O “Mercado das 3 Culturas”, palco principal de toda esta actividade, reconstitui a ambiência das vendas dessa época e deslumbra-nos como um espaço aberto à imaginação e à história. Para além de estar repleto de fabulosas recriações e animações que interagem com os visitantes, aqui poderá encontrar tudo e mais alguma coisa que possa imaginar e tenha a ver com o Islão e a sua cultura.

O público feminino certamente se deixará encantar pela enorme variedade de brincos, pulseiras e colares em prata; pelas pedras semi-preciosas, pelos trabalhos em osso, madeira e demais adereços; pelas jarras, lâmpadas, flores secas, velas, espelhos, vidros, incensos e outros elementos de decoração; pelos sapatos, túnicas, véus, cintos para dança do ventre, peles e tecidos coloridos; pelos sabonetes e perfumes, pelas tatuagens temporárias, pelas louças e tapetes orientais, pelo artesanato egípcio, de Marrocos, dos Himalaias e da Tunísia.

Os homens adorarão ver os artesãos que trabalham ao vivo, como o ferreiro e o escultor de areia. A escrita árabe, a leitura da sina nas mãos, as massagens orientais, o stand de chás e ervas medicinais, os fósseis, as carteiras, malas, cintos e sapatos em pele com design exclusivo e fabricados à mão, as antiguidades e as réplicas de armas serão outros pontos de interesse. A oportunidade de tomar uma bebida com os amigos numa envolvente de encantar e com um cenário natural único constituirá outro forte aliciante.

As crianças vão adorar os livros em miniatura, os tão diferentes e coloridos brinquedos de madeira feitos à mão, a exposição permanente de aves, os passeios de burro e a quinta com animais exóticos e do campo. Os fatinhos de dançarina do ventre e os lenços árabes para a cabeça são sempre dos produtos mais procurados. Certamente não se esquecerão das gomas, dos torrões, dos chocolates, das tortas e doces de fabrico caseiro. Melhor que isto tudo, só mesmo um dia inteiro para brincar no espaço infantil propositadamente criado a pensar neles.

Todos juntos, em família, vão visitar a tenda gigante para tomar o verdadeiro chá árabe e por ali provarão gostos e sabores de outras paragens como os kebabs e o polvo assado. Destaque também para os crepes e as tâmaras, o fabrico de fogaças e pão, e a já famosa tenda dos cristãos locais com o suculento porco assado no espeto.

Para arrematar, uma ginginha ou um licor e a sempre excelsa doçaria conventual.

No Al Mossassa de Marvão terá mais de 70 pontos de venda seleccionados a pensar em si, para que viva a história e a cultura como nunca antes.

PROGRAMA

Sexta-Feira
Dia 3 de Outubro


17.00h – Apresentação oficial do evento pela comitiva protocolar composta por autarcas de Marvão, de Badajoz e pelos representantes da Associação “Amigos de Badajoz”
Salão Nobre dos Paços do Concelho

18.00h – Conferência “De Ammaia a Ibn-Maruan: povoamento na Lusitânia entre o fim do Império Romano e a conquista muçulmana (Séc. V-VIII)”
Dr. André Carneiro – Universidade de Évora
Salão Nobre dos Paços do Concelho

19.00h – Inauguração oficial do “Mercado das 3 Culturas”
Desfile geral de todos os protagonistas da animação com músicos, um deslumbrante colectivo de bailarinas de dança oriental, aves de rapina, encantadores de serpentes, malabaristas, cómicos, andarilhos e figuras características da época

21.30h – “Demónios na escuridão”
Espectáculo de manipulação de fogo com acompanhamento musical e dança
(25 min.)
Junto à entrada do castelo


Sábado
Dia 4 de Outubro

10.30h – Abertura do “Mercado das 3 Culturas”
(que contará com animação permanente a cargo de diversos grupos)
Parte alta de Marvão
12.00h – Demonstração de falcoaria e aves de rapina
Largo de Santa Maria

15.30h – Desfile geral de todos os protagonistas da animação com músicos, um deslumbrante colectivo de bailarinas de dança oriental, aves de rapina, encantadores de serpentes, malabaristas, cómicos, andarilhos, manipuladores de fogo e figuras características da época
Percorrerá todo o mercado

17.00h – Conferência pela Dr.ª Denise de Carvalho (Especialista em Dança Oriental)
Salão Nobre dos Paços do Concelho

18.00h – Workshop de dança oriental
(aberto a todas as interessadas)
Salão Nobre dos Paços do Concelho

19.00h – Animação com serpentes, dança e animação musical
Largo de Santa Maria

21.30h – Espectáculo com o grupo “Al-Driça”
Música Mediterrânea com dança oriental
Centro Cultural de Marvão


Domingo
Dia 5 de Outubro
Feriado Nacional

10.30h – Abertura do “Mercado das 3 Culturas”
(que contará com animação permanente a cargo de diversos grupos)
Parte alta de Marvão

12.00h – Demonstração de falcoaria e aves de rapina
Largo de Santa Maria

15.30h – Desfile geral de todos os protagonistas da animação com músicos, um deslumbrante colectivo de bailarinas de dança oriental, aves de rapina, encantadores de serpentes, malabaristas, cómicos, andarilhos, manipuladores de fogo e figuras características da época
Percorrerá todo o mercado

18.00h – Workshop de percussão árabe por Tiago Rêgo
(aberto a todos os interessados)
Salão Nobre dos Paços do Concelho

19.00h – Encerramento da animação do festival Islâmico com serpentes, dança, animação musical e manipulação de fogo

Mercado das 3 Culturas
Entrada – 1 euro (com direito a visitar o Museu Municipal)
Crianças até 12 anos – Entrada Livre

www.cm-marvao.pt/noticias/noticiasdet.asp?news=218
Programa:
www.cm-marvao.pt/uploads/742-Almossassa%2008.pdf

Jean Lambert:um dos maiores especialistas de História e Antropologia das Religiões vai estar hoje e amanhã na Fac. de Letras do Porto



O prof. Jean Lambert, um dos maiores especialistas de história e antropologia das religiões (membro titular de EHESS- CEIFR - Centre d' Études Interdisciplinaires du Fait Religieux- Paris), vai estar no Porto, Faculdade de Letras da UP, hoje e amanhã (dias 3 de 4 de Outubro de 2008).

No dia 3, sexta-feira, pelas 18 horas, no Anfiteatro 2 da FLUP, Jean Lambert pronunciará uma conferência sobre:


Comment l' Anthropologie Comparée des Monothéismes Méditerranéens (Judaisme, Christianisme, Islam) éclaire-t-elle les faits religieux d' aujourd'hui"
(Como é que a antropolgia comparada dos monoteísmos mediterrânicos (judaísmo, cristianismo, islamismo) esclarece as fenómenos religiosos actuais)


Exemplo de uma das obras do autor:
« Le Dieu distribué, une anthropologie comparée des monothéismes », édition du Cerf, collection Patrimoines, Paris 1995.


Para sabe mais consultar, por exemplo:
http://assr.revues.org/document3597.htm

http://ceifr.ehess.fr/document.php?id=162

No dia 4 de Outubro, o Prof. Jean Lambert estará à disposição dos interessados sobre temas da religião na Faculdade de Letras do Porto, a partir das 11 horas, na Sala de Reuniões.

Com o apoio:
CEAUCP - Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto

2.10.08

A Batalha: 90 anos de imprensa sindicalista ( ciclo de conferências na Biblioteca do Museu República e Resistência a partir de 7 de Out.)


A Biblioteca-Museu República e Resistência, sedeada no Espaço Cidade Universitária, vai organizar o Ciclo de Conferências “A Batalha: 90 Anos de Imprensa Sindicalista”, que se irá realizar de 7 de Outubro a 16 de Dezembro de 2008, às 3ª Feiras, pelas 18h30.

7 de Outubro – “O Movimento Operário Português, da Grande Guerra ao Estado Novo (1918 – 1934)” pelo Dr. Paulo Guimarães.

14 de Outubro – “A Imprensa Operária na I República” pelo Dr. António Ventura.

21 de Outubro – “O DESPERTAR e as juventudes Sindicalistas” pela Dr.ª Filipa Freitas.

28 de Outubro – “O Jornal A BATALHA da I República aos nossos dias” pelo Dr. Luís Garcia e Silva.

4 de Novembro – “A RENOVAÇÃO e Ferreira de Castro” pelo Dr. Ricardo Alves.

11 de Novembro – “Sindicalismo, Ontem e hoje” por Carlos Trindade.

16 de Dezembro – “Jornalismo militante e mass media” pelo Dr. José Pedro Castanheira.


Organização a cargo da Biblioteca - Museu República e Resistência e do Centro de Estudos Libertários

Biblioteca Museu República e Resistência
Espaço Cidade Universitária
Rua Alberto Sousa, 10 A
Zona B do Rego/ Lisboa
bib.republica@cm-lisboa.pt



Informação da Câmara Municpal de Lisboa:
www.cm-lisboa.pt/index.php?id_item=17703&id_categoria=12

O próximo Censo do INE vai mascarar a realidade ao converter os trabalhadores de recibos verdes em trabalhadores por conta de outrem!


O FERVE - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes manifestou a sua total discordância relativamente ao facto de o manual para a elaboração do Censos 2011 prever que:

"Os indivíduos que recebam através dos chamados "recibos verdes" serão classificados na modalidade "Trabalhador por conta de outrem" desde que se verifiquem as seguintes condições: local de trabalho fixo dentro de uma organização, subordinação hierárquica efectiva e horário de trabalho definido. Caso estas condições não se verifiquem serão incluídos na modalidade "Trabalhador por conta própria." (página 110 do manual).

Tendo em conta que, em Portugal, existem cerca de um milhão de trabalhadores/as a recibos verdes, a esmagadora maioria dos quais sendo 'falsos' trabalhadores independentes, o FERVE considera que a designação proposta pelo INE irá mascarar os números e claramente ludibriar a realidade.

Para protestar, podem enviar uma mensagem de correio electrónico para o seguinte endereço: censos2011teste@ine.pt

1º Semana Vegetariana ( de 29 de Setembro a 5 de Outubro)


De 29 de Setembro a 5 de Outubro de 2008, diversas entidades promovem, pela primeira vez, a Semana Vegetariana. São sete dias, dedicados à promoção de um estilo de vida saudável, ético e ecológico.
Esta semana inclui o Dia Mundial do Vegetarianismo (01 de Outubro) e o Dia do Animal (04 de Outubro).
http://www.semanavegetariana.com/


Como participar?
Todas as instituições e entidades são convidadas a promover o Vegetarianismo, organizando eventos ou outras formas de promoção.
Exemplo: lojas e restaurantes podem fazer descontos em alimentos ou outros produtos vegetarianos, bem como promover workshops de cozinha vegetariana ou outras actividades.
Todas as pessoas são convidadas a participar distribuindo folhetos, estando presentes em eventos ou simplesmente divulgando aos amigos.



Quais são as vantagens da alimentação vegetariana?
As vantagens são inúmeras, mas destacam-se pelo menos:
1. Ecologia - A dieta vegetariana remove um elo da cadeia alimentar, sendo portanto muito mais eficiente e ecológica do que qualquer dieta com produtos de origem animal.
2. Ética - Uma dieta vegetariana minimiza a morte e o sofrimento de outros animais, sendo por isso bastante mais ética e natural.
3. Saúde - Uma dieta vegetariana equilibrada é tipicamente mais saudável do que uma dieta normal, especialmente se associada a um estilo de vida também saudável.


Para mais informações, consulte a página do
http://www.centrovegetariano.org/


Links de interesse:
– Receitas internacionais

www.euroveg.eu/lang/en/events/wvd/2006.php#recipes

– Food for Life Global
http://www.ffl.org

– HIPPO
http://www.hippocharity.org.uk

– VegFam
http://www.vegfamcharity.org.uk

– Vegetarian for Life Limited
http://www.vegetarianforlife.org.uk

– Vegan Outreach
http://www.veganoutreach.org

– The Physicians Committee for Responsible Medicine
http://www.pcrm.org

– Global directory of animal, environmental & humanitarian aid charities
http://www.veggieglobal.com/directory

- União Vegetariana Europeia:
http://www.euroveg.eu



ACTIVIDADES na CASA DA HORTA ( no PORTO) no âmbito da 1ª SEMANA VEGETARIANA

Casa da Horta, Associação Cultural
Rua de S. Francisco nº 12 A 4050-548 Porto
http://www.casadahorta.pegada.net/


30 de Setembro, 18h30: Projecção de documentário e debate “O vegetarianismo e os direitos dos animais” com a Acção Animal - núcleo do Porto.

2 de Outubro, 18h30: Projecção de documentário e debate “O vegetarianismo e a ecologia” com o GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental).

4 de Outubro, 16h00: Oficina de “Iniciação ao vegetarianismo” pela Casa da Horta, Associação Cultural.

4 de Outubro, 17h30: Troca de experiências entre famílias vegetarianas.

Durante a Semana Vegetariana, leva um amigo não vegetariano à casa da Horta e o seu jantar (prato e sopa) será gratuito!

Ao almoço, os sócios Amigos da Casa da Horta têm 25% de desconto no Menu (=3,50€), durante a Semana Vegetariana.

· Exposição das ilustrações do concurso "ilustra a história do Juvenal, um miúdo vegetariano" a partir de 1 de Outubro.



Entidades aderentes da Semana Vegetariana

- Semente - Centro Macrobiótico de Braga
- Restaurante Flôr de Coimbra,
- Projecto 270 (Costa da Caparica),
- Centro Vegetariano,
- Essência do Mundo - Lda,
- Efeito Verde - Lda,
- Etikweb,
- Restaurante Grão de Soja (Espinho),
- Restaurante As Tílias (Fundão),
- loja Casa do Bosque (Gondomar),
- Restaurante O Ribatejano (Faro),
- Restaurante O Espaço Saudável (Figueira da Foz),
- Restaurante O Ferreiro (Buarcos, Figueira da Foz)
- Ervanária Moderna (Linda-a-Velha),
- loja Bio Paladares e Companhia (Lisboa),
- Sociedade Portuguesa de Naturalogia (Lisboa),
- Associação Vegetariana Portuguesa (Lisboa),
- Associação Acção Animal (Lisboa),
- Crew Hassan (Lisboa),
- Associação GAIA (Lisboa),
- loja Eco Zen (Lisboa),
- Espaço Prama (Lisboa),
- Movimento Hare Krishna (Lisboa),
- Fernanda Botelho (Lisboa),
- Restaurante Da Terra (Matosinhos),
- Restaurante Oriente no Porto,
- Restaurante Nakité (Porto),
- Casa da Horta (Porto),
- Associação GAIA (núcleo Porto),
- Associação Acção Animal (núcleo Porto).

Festcine Amazónia em Coimbra (8,9 e 10 de Outubro) no auditório do Museu da Ciência



Programação: dias 8, 9 e 10 de Outubro de 2008
Local: Auditório do Museu da Ciência – Universidade de Coimbra
Programa: ver aqui

No âmbito das actividades de comemoração dos seus trinta anos, o Centro de Estudos Sociais (CES) da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra recebe a edição portuguesa do Festcineamazonia - Festival de Cinema e Vídeo Ambiental, na sua versão Itinerante.


O Festcineamazónia surgiu em 2003 com a finalidade de divulgar e exibir obras audiovisuais, curta e média metragens de ficção, documentários, animações e obras experimentais com temática ambiental, produzidas em qualquer parte do mundo.


Desde então, todos os anos a cidade de Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, localizada na Amazônia Legal, reúne, não só produtores conhecidos internacionalmente de arte e cinema, mas a população da própria região, caracterizada por Povos Ribeirinhos, diferentes Grupos Indígenas, migrantes de diferentes regiões do Brasil e de alguns países sul-americanos como Bolívia e Peru, representantes de movimentos sociais, entre outros actores sociais que vêm contribuindo para a maior divulgação e conhecimento das diversas problemáticas que envolvem o tema da Amazónia.

Com a chamada "itinerância", que leva o Festival anualmente em outras cidades e países, o Festival já chegou a um universo de aproximadamente 10.000 pessoas, propondo 114 horas de exibição.
Nos mais de 33 mil quilómetros percorridos, o festival já passou por comunidades Ribeirinhas da Amazónia, por todos os estados da Região Norte do Brasil e alguns países da América Latina como Peru, Bolívia e Colômbia.
Agora o Festcineamazonia atravessa o Atlântico com o objectivo de ampliar a capacidade de reflectir sobre os inúmeros problemas da sociedade em que vivemos.

É a Amazónia pensando a Amazónia através do cinema. Mas é preciso ampliar mais esta percepção. Por isso a importância de contextualizar a temática ambiental considerando as diversas populações que vivem nos seus territórios, em discussões sobre democracia, direitos humanos, interculturalidade, questões de género, etnia, racismo, entre tantos outros assuntos que estão representados em muitas produções que fazem parte do acervo do Festival.
A programação completa já se encontra disponível.

O histórico do Festival, suas edições anteriores, patrocinadores, participantes, homenageados, estão disponíveis - entre outras informações - em :




FESTCINE AMAZÓNIA ITINERANTE

Utilizando todos meios de locomoção vai até as comunidades Ribeirinhas de Rondônia, como as do Rio Madeira, o maior afluente do Rio Amazonas. Todos os estados da Região Norte do Brasil também recebem agora o Festcine Amazônia. Ampliamos assim a nossa capacidade de refletir sobre os nossos próprios problemas. É a Amazônia pensando a Amazônia.

E cruzando o Atlântico, levamos o Cinema Ambiental até os irmãos lusitanos. Serão mais de 114 horas de exibição, mais de 33.000 mil quilômetros percorridos.
Assim, o Festcine Amazônia vai ganhando o mundo. E o mais importante: o mundo ganha um festival que nasceu para ajudar a cuidar dele.



















Brama dos veados na Serra da Lousã (11 e 12 de Outubro - caminhada com os Amigos do Mindelo para ouvir esta maravilha da natureza)

É entre Setembro e Novembro que acontecem as lutas e despiques entre os veados-machos. Quase sempre existe um “medir” de forças entre os machos, através da intensidade e volume de “bramidos” emitidos.
Este som é uma das mais fortes características da época de reprodução do veado. Por este motivo esta época toma também o nome de “brama”.
As fêmeas são fecundadas nesta altura do ano vindo as crias a nascer cerca entre Maio e Junho do ano seguinte.


A Serra da Lousã alberga diversos tipos de habitats e comunidades vegetais e animais. Desde espécies como a salamandra-lusitânica ou o guarda-rios, a espécies cinegéticas como o coelho-bravo ou o javali, são os cervídeos que mais encantam todos os que por ali passam e têm a sorte de os observar.


Na época da brama, ou cio, entre Setembro e Novembro, os veados da Lousã emitem um som vigoroso que se propaga pela serra e deixam-se vislumbrar, como se fossem criaturas mitológicas, medindo forças com outros machos através da intensidade e volume dos bramidos emitidos, na ânsia de constituírem os seus haréns e defendê-los dos restantes machos. Este som é uma das mais fortes características da época da reprodução do veado, motivo pelo qual esta época é denominada de "brama".


Neste fim-de-semana faremos um percurso de, aproximadamente, 10 km/dia, durante a qual teremos oportunidade de observar esta maravilha da vida selvagem.

Hora e ponto de encontro :

- 10h em frente à câmara municipal de Castanheira de Pêra

- levar picnic para Sábado, contando que no Domingo também faremos picnic (poder-se-á comprar produtos regionais em Castanheira, mas não é certo)

- alojamento em turismo rural

- inscrição obrigatória e limitada.

- A Associação não se responsabiliza por qualquer incidente que ocorra durante a actividade.


ecoturismo@amigosdomindelo.pt

A Beethovenfest 2008 teve como tema o «Poder e Música» e a forma como os poderosos se têm servido da música de Beethoven


Embora quase exclusivamente financiado pelos nobres, Beethoven era extremamente desrespeitoso com eles. Considerando-se um cidadão livre, tachava os seus mecenas de "ralé aristocrática" e tratava-os de forma coerente com essa opinião. Financeiramente dependente deles, o músico sonhava com liberdade e revolução. Beethoven escapou, não obstante isso, à censura e à polícia secreta austríaca.


A Beethovenfest 2008 foi dedicada desta vez ao tema «Poder e Música», pretendendo questionar o papel desempenhado pela música nas épocas onde não há liberdade, e como os poderosos se servem dela, nomeadamente das várias composições do conhecido músico alemão.

Esta temática convida-nos para uma pergunta inevitável: qual foi a relação do próprio compositor (Beethoven) com a nobreza? Dividido entre o sustento e o desapontamento, ele criou obras até hoje representativas da ideia de revolução. Mas não foi ele também um simples criado de patrões aristocráticos e seus mecenas?

Ainda em vida, a obra de Ludwig van Beethoven elevou-o à categoria de mito. Ele tornou-se o modelo do artista romântico, assim como do desejo de se libertar tanto de formas musicais como de concepções obsoletas do mundo.

O mestre de Bonn tornou-se uma figura de identificação musical numa fase de reviravolta política, da era aristocrática para a burguesa. Ao escrever música para o ballet «As criaturas de Prometeu», Beethoven já se dedicava em 1801 a um tema altamente actual. O semideus da mitologia grega Prometeu, portador da luz e patrono da humanidade, era o símbolo do Iluminismo e personificação mítica da revolução. Napoleão Bonaparte era considerado o "Prometeu moderno".


Durante toda a vida, o músico alemão esteve dividido entre servir e desprezar a nobreza, entre o anseio pela revolução e a resignação. A sua atitude perante os poderosos foi sempre ambivalente. Entre esperança na nobreza e desilusão em relação a ela, oscilou todo o trajecto da vida de Beethoven.

Nascido em 1770, filho de um tenor da corte do príncipe eleitor, o menino-prodígio já era exibido à aristocracia aos 8 anos de idade. Aos 19, protestava pela primeira vez: o piano da corte era ruim, impossível tocar nele, afirmava. Era o ano da Revolução Francesa.

Porém a vida de um instrumentista e compositor era, na época, subordinada à corte e à Igreja. A convite do veterano Joseph Haydn, o jovem vai estudar em Viena. E resolve permanecer na cidade imperial, embora o príncipe eleitor de Bonn jamais o haja libertado oficialmente dos serviços de sua corte.

E Beethoven tornou-se o queridinho da nobreza vienense. Graças a ela, foi um dos primeiros músicos verdadeiramente autónomos, independentes de postos na corte ou eclesiásticos. O Barão van Swieten, os príncipes Liechnowsky, Lobkowitz e Kinsky pagavam-lhe respeitáveis subvenções anuais e pensões vitalícias. Beethoven foi ainda professor de piano do arquiduque Rudolf, para quem escreveu o Concerto triplo em dó maior opus 56, para violino, violoncelo, piano e orquestra.

Embora quase exclusivamente financiado pelos nobres, Beethoven era extremamente desrespeitoso com eles. Considerando-se um cidadão livre, tachava seus mecenas de "ralé aristocrática" e os tratava de forma coerente com essa opinião.

Em Viena, era notório o entusiasmo do compositor pelas ideias liberais e pelo inimigo público número um, Napoleão. E no entanto, Beethoven escapou à censura e à polícia secreta austríaca. Em liberdade quase absoluta, até mesmo compôs em 1803 uma homenagem sinfónica a Napoleão: a Sinfonia nº 3, opus 55 (Heróica).

Apesar de fanático pela liberdade, o músico estava longe de ser um observador arguto da situação política. A viragem de Napoleão, de herói revolucionário para absolutista, consternou-o. Ao saber que o general francês se fizera coroar imperador, Beethoven rasgou a homenagem original da Heróica e dedicou a sinfonia ao seu mecenas, o príncipe Lobkowitz, um nome representativo do Ancien Régime.

No ápice da fase anti-napoleónica, o compositor escreveu em 1813 uma peça de guerra. Com A vitória de Wellington ou a Batalha de Vitoria, Beethoven torna-se de um só golpe popular também entre a burguesia vienense. O elaborado espectaculo bélico-musical descreve em sons a derrota das tropas francesas pelo marechal inglês Arthur Wellesley, duque de Wellington, na cidade de Vitoria, no norte espanhol. Era o início da derrocada de Napoleão.

"Nada além de tambores, canhões, miséria humana de toda sorte", exclamou Beethoven por ocasião da investida militar contra Viena, em 1809. Ele era um pacifista decidido, como fica claro na sua representação sonora de batalhas.

O músico reagiu ao Congresso de Viena de 1815, que definiria a nova ordem política na Europa, com a monumental cantata Der glorreiche Augenblick (O glorioso momento). Para ele, tudo o que contava era a vitória sobre Napoleão, o rebaixamento da França e a esperança na segurança e na liberdade reconquistadas.

Já em 1805, Beethoven denunciara a tirania e a ditadura na sua única ópera, Fidelio (de início intitulada Leonore). Entre os alvos desta crítica, estavam sem dúvida os invasores franceses de Viena.

Desde a ditadura napoleónica, Beethoven não mais acreditou que a rebelião corajosa e as revoluções pudessem reverter hierarquias e depor tiranias. Quase todas as suas obras foram dedicadas a patronos nobres, quem quer que fossem.

Durante a vida inteira, ele serviu aos poderosos, vendendo-lhes a sua música. E ao mesmo tempo sonhava com a independência em relação a eles. No fim da vida, realizou este sonho na Nona sinfonia, integrando nela a Ode à Alegria de Friedrich Schiller. Um monumento humanista feito de sons, embora a sinfonia fosse dedicada ao rei Frederico 3º da Prússia. Em 1824 a Nona sinfonia é estreada.

Três anos mais tarde, morre Ludwig van Beethoven.

Fonte do texto:
aqui
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Entrevista com a directora da Beethovenfest sobre a política da Nona Sinfonia de Ludwig Von Beethven e a forma como o poder se tem servido da música e das várias composições de Beethoven


Beethovenfest Director Ilona Schmiel spoke about the power of Beethoven's famous Ninth Symphony, and why the month-long event focuses on the influential work.

The motto of this year's Beethovenfest is "Macht.Musik," which in German can mean both "power.music" and "make.music." The play on words reflects the turbulent history of the Ninth Symphony: its repeated exploitation by powerful figures, as well as its withstanding power to move people.

Ms Schmiel, how did you choose the motto "Macht.Musik"?

Ilona Schmiel: The Ninth Symphony was of course the impetus to ask how this work can be used to represent a whole program. And that was the reason to hold the festival under the motto "Macht.Musik" and to follow the path of the Ninth Symphony from its premiere in 1824 to today.

Beethoven's political commitment, this utopia -- the "Ode to Joy" by Friedrich Schiller, which he set to music, is a utopia -- hasn't lost any of its relevance. We are still living in an age of war, suppression, hunger and many other injustices. Back in his time -- the work was completed in 1824 -- Beethoven probably thought things would improve. And that alone is a reason the Ninth Symphony can be made a focal point.

The question of how the reception of this piece continues in 2008 has always moved me because, as far as I know, there is no other work in the world that is played so often and deliberately chosen for so many different occasions.

The piece has not only been a part of triumphs, but also of many mistakes that have been made by governments, rulers and leaders, where the symphony was totally appropriated by politics and exploited for political purposes and dictatorial statements.

Relatively speaking, Beethoven had a lot of contact with the powerful figures of his time, and if you look back on his work -- for example the "Eroica," "Wellington's Victory" or "Egmont" -- he often expressed himself politically through his music. But he did so quite differently in each case.

The issue of how he surrounded himself with powerful figures, but at the same time also left them hanging, was a central theme in his life, I think. And it begs the question of where Beethoven's development through the symphonies leads -- past a rejection of the powers that be, to a civil society.
On the one hand it is really a path beyond the worship of powerful figures -- such as Napoleon -- but, on the other hand, he is using the civil society, which finances the music and supports the composer.
That's is why I think this music is still so relevant and moving today. Questions about how to deal with works of music today, how music is used, what demands are placed on it, how much it needs to align with the state to be performed on certain occasions, and how music is twisted or the text is rewritten, for example, so that it fits a particular regime -- the Ninth Symphony has already been through all of that.

Who else then has used Beethoven's music to serve their own ends?
Goebbels always had the Ninth Symphony played for Hitler's birthday. The GDR (communist East Germany) chose it as their national anthem, albeit with a different text. It has been played constantly both in the East and the West.
It has become the European anthem, and since the Olympic Games it has also been mentioned that Mao used the Symphony to motivate workers in the fields. Kamikaze pilots listened to this music -- I'm jumping through time a bit -- and it was also the national anthem of Rhodesia.
I think no other work has ever been so globalized. Nevertheless this human message, this commitment to human kindness has survived -- and you could almost say this message is indestructible.

How would you judge Beethoven's music today? What is the situation with "power" and "music"?

For me personally, the power of music is at the forefront because I'd like to keep believing in the utopia that music can change a lot.
In 2006, we had a guest youth orchestra from South Africa, where musicians with different backgrounds performed together, for example. Music can also be a social instrument. And this power can't be burned onto a CD. The reproduction of music in a concert is something exclusive. There you can really feel the power of music -- and I don't think you can get away from it.

Saíu o 1º número do boletim «Terra Livre» que tem como finalidade a criação de um colectivo de ecologia social nos Açores

Saíu o 1º número da Terra Livre, um boletim criado com vista à criação de um Colectivo Açoriano de Ecologistas que tenha por objectivo a reflexão-acção sobre os problemas ambientais, tendo presente que estes são problemas sociais e que a sua resolução não é uma simples questão de mudanças de comportamentos, mas sim uma questão de modelo de sociedade.

http://terralivreacores.blogspot.com/




1.10.08

Michael Moore: «Estamos a assistir ao maior roubo da história deste país» ( nos Estados Unidos da América)

“Estamos a assistir ao maior roubo da história deste país. Não usaram armas mas já fizeram 300 milhões de reféns.


Depois de meterem ao bolso milhares de milhões fruto da negociata da guerra, depois de encherem os bolsos às petrolíferas, Bush e os seus amiguinhos estão a pilhar o Tesouro.


Tudo fazem para meter medo, para criar confusão e pânico para manterem os seus privilégios. Ninguém consegue explicar esta crise nem fornecer números exactos, nem mesmo o Secretário do Tesouro Paulson. Porém, todos gritam pânico! recessão! depressão! gripe das aves! abelhas assassinas! É o fim do mundo! O fim do mundo para quem?


Nada no pacote de subsídios que Bush está a pedir para salvar a situação vai fazer baixar o preço da gasolina, nada vai impedir que percas a tua casa, nada te vai dar seguro de saúde. Aliás, se todos tivéssemos seguro de saúde universal, toda esta crise talvez não existisse.


Bush quer este pacote de subsídios para proteger a riqueza acumulada durante estes últimos 8 anos, para proteger os accionistas, para garantir que as mansões, os iates e o estilo de vida dos grandes accionistas continue intacto enquanto o resto da América sofre e luta para pagar as suas facturas.


Vamos Votemos contra a concessão deste pacote. Façamos com que os ricos sofram, desta vez. Eles que paguem a factura. Estamos a gastar 400 milhões de dólares por dia na guerra do Iraque. Eles que acabem com a guerra já e poupem-nos milhões de dólares!”


Palavras de
Michael Moore.


Texto retirado do excelente blogue

30.9.08

O Charlatão = José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal


Numa rua de má fama
faz negócio um charlatão
Vende perfumes de lama
anéis de ouro a um tostão
enriquece o charlatão
………………………
Entre a rua e o país
vai o passo de um anão
vai o rei que ninguém quis
vai o tiro de um canhão
e o trono é do charlatão


Excertos do Poema “O Charlatão” de Sérgio Godinho


Montagem de fotografia e palavras retiradas do excelente blogue: