13.12.06

Eva Luna


"Me llamo Eva, que quiere decir vida, según un libro que mi madre consultó para escoger mi nombre.

Nací en el último cuarto de una casa sombría y crecí entre muebles antiguos, libros en latín y momias humanas, pero eso no logró hacerme melancólica, porque vine al mundo con un soplo de selva en la memoria. Mi padre, un indio de ojos amarillos, provenía del lugar donde se juntan cien ríos, olía a bosque y nunca miraba al cielo de frente, porque se había criado bajo la cúpula de los árboles y la luz le parecía indecente..."
(Eva Luna, livro da escritora chilena Isabel Allende)


Há livros que nos marcam. Este é certamente um deles. Apesar de o ter lido, sofregamente, há anos atrás, em apenas dois dias...

Em 1988, Isabel Allende apresenta-nos Eva Luna, num livro com o mesmo nome que conta a vida aventureira de uma rapariga pobre latino-americana, que encontra amizade, amor e algum sucesso através do seu poder de contar histórias.
Neste livro, a acção desenrola-se com Rolf Carlé, refugiado europeu, jornalista e amante de Eva Luna. Deitado com Eva Luna, ele pede-lhe para lhe contar uma história. "Sobre quê?, ela pergunta".
"Conta-me uma história que nunca tenhas contado a ninguém. Inventa-a para mim". E assim ela faz, dando a Rolf Carlé e ao leitor vinte e três vibrantes e encantadoras demonstrações da sua arte.
Nestas histórias, podemos encontrar camponeses e pessoas abastadas, guerrilhas e videntes, grandes belezas e tiranos. Aqui, encontramos Clarisa, "nascida antes da electricidade chegar à aldeia, que viveu para ver a cobertura televisiva do primeiro astronauta a levitar na lua, e morreu de espanto quando o Papa faz uma visita e conhece na rua homossexuais vestidos de freiras; El Cápitan, que levou quarenta anos a pedir em casamento a sua companheira de dança; Horácio Fortunato, dono de um circo, cujo encontro com uma mulher estrangeira o força a mudar as suas rudes maneiras quando a tenta cortejar; Maurizia Rugieri, que abando o seu marido e o seu filho para ir viver com um estudante de medicina, transformando a vida de ambos numa ópera que ela própria encena; Nicholas Vidal que "soube sempre que uma mulher lhe iria custar a vida" mas que nunca suspeitou que seria a mulher do Juiz Hidalgo; Raid Halbi, que mais uma vez põe à disposição da população de Água Santa, a sua preocupação e a sua sabedoria…


Isabel Allende cita Sherazade e "As mil e uma noites" antes de começar a contar a história de "Eva Luna". Ela é escrita em primeira pessoa, como uma autobiografia, pela própria Eva, que luta contra a pobreza, as dificuldades e o cepticismo numa América Latina dominada por ditadores.
E a autora explica sua preferência por mulheres que anotam suas memórias para que não sejam apagadas pelo tempo. "Minha mãe foi o guia de minha infância. Talvez por isso seja mais fácil escrever sobre as mulheres. Ela deu-me um caderno para anotar a vida na idade em que outras meninas brincavam de bonecas", diz Isabel.


Há livros que nos marcam. Outros que nos divertem, que nos entretêm. Outros ainda que nos mudam e com os quais aprendemos. “Contos de Eva Luna” é um desses livros, uma obra inolvidável que tem o dom de cativar quem se aventura pela riqueza das suas páginas, recheadas até à última linha de uma criatividade incomensurável.

Somos convidados a viajar pelo mundo, visitando desde recônditas aldeias índias na floresta Amazónica, até buliçosas cidades europeias, passando pelas gélidas paisagens de brancura do sul da Argentina. Assistimos a um desfile de personagens surpreendentes, todas elas partilhando de um sentimento comum: o amor. Vamos de encontro a camponeses e pessoas abastadas, guerrilheiros e videntes, conquistadores e tiranos.


Como definir os “Contos de Eva Luna”? Um agrupado de histórias seria justo, mas ainda assim insuficiente. Talvez uma colectânea de sublimes aventuras, ou ainda um emaranhado de narrativas que extravasam a vulgaridade, fantásticas e verosímeis, simultaneamente. Cada um deles vive de uma simbiose entre fantasia e a realidade: fantásticas porque as personagens são desenhadas pela autora, reais porque têm por matéria-prima um sentimento que existe, indubitavelmente.

Esta obra converte o leitor num devorador de peripécias. Preso desde a primeira página, tenta descortinar um fim para uma história que desde logo se apresenta como irresistível. Deixa-se enredar, vivendo as derrotas e conquistas dos protagonistas. Somos cúmplices de Allende, na medida em que sonhamos com o nos narra, escrevendo mentalmente o fim de que muitas vezes carece. Um livro que não nos “corta as asas”, que nos atribuiu a responsabilidade de rematarmos, a bel-prazer, o destino das personagens que nele intervêm.

Nota biográfica:
Isabel Allende (Lima, 2 de Agosto de 1942) é uma jornalista e escritora chilena nascida no Peru e actualmente radicada nos Estados Unidos da América. Uma das principais revelações da literatura latino-americana da década de 80. Sua obra é marcada pela ditadura no Chile, implantada com o golpe militar que em 1973 derrubou o governo de seu tio, o presidente Salvador Allende (1908-1973).
Escreveu A casa dos espíritos (1982) e ganhou reconhecimento de público e crítica. A obra é filmada em 1993 por Bille August, tendo como Portugal a servir de cenário, com Jeremy Irons e Meryl Streep.





12.12.06

Luís Sepúlveda, autor de «O Velho que lia romances de amor»

«O velho que lia romances de amor» é um livro de Luís Sepúlveda que o dedica a Chico Mendes, o activista ecologista assassinado pelos madeireiros.


Luis Sepúlveda nasceu Ovalle, no Chile, em 1949. Reside actualmente em Gijón, na Espanha, após viver entre Hamburgo e Paris.Membro activo da Unidade Popular chilena nos anos setenta, teve de abandonar o país após o golpe militar de Pinochet.Viajou e trabalhou no Brasil. Uruguai, Paraguai e Peru.
Viveu no Equador entre os índios Shuar, participando numa missão de estudo da UNESCO. Sepúlveda era, na altura, amigo de Chico Mendes, herói da defesa da Amazónia. Dedicou a Chico Mendes O Velho que Lia Romances de Amor, o seu maior sucesso.
Perspicaz narrador de viagens e aventureiro nos confins do mundo, Sepúlveda concilia com sucesso o gosto pela descrição de lugares sugestivos e paisagens irreais com o desejo de contar histórias sobre o homem, através da sua experiência, dos seus sonhos, das suas esperanças.

Alguns livros de Luís Sepúlveda editados em português:


As Rosas de Atacama
Contos Apátridas
Diário de um Killer Sentimental
O General e o Juiz
História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar
Histórias do Mar
Mundo do Fim do Mundo
Nome de Toureiro
O Velho que Lia Romances de Amor
Patagónia Express
Os Piores Contos dos Irmãos Grim
O poder dos sonhos
Uma História Suja


Na contracapa do seu último livro editado em português, O Poder dos Sonhos, pode-se ler o seguinte:

"Por todo o lado encontrei magníficos sonhadores, homens e mulheres que porfiadamente acreditam nos seus sonhos. Mantêm-nos, cultivam-nos, multiplicam-nos. Eu, humildemente, à minha maneira, também fiz o mesmo”
“Sonhamos que é possível outro mundo e tornar realidade esse outro mundo possível”, afirma Luis Sepúlveda, e esta não é apenas uma declaração de intenções.
Como é seu hábito, o escritor chileno usa o seu talento de narrador para denunciar o estado de inquietação do país que ama e que o viu nascer, do país onde escolheu viver e do mundo inteiro em geral. O empenho cívico que o incita a acusar a veiculação de informação corrompida, a condenar “o indigno atoleiro que hoje é o Iraque”, a criticar a guerra e a mostrar a sua indignação pelas vítimas da tortura ou do “friendly fire” possui a mesma profunda raiz humana com que recorda as companheiras e companheiros dos afortunados anos de Salvador Allende e com que homenageia os amigos de sempre.
É portanto um forte sentimento de humanidade o que une as histórias e reflexões aqui reunidas, sempre pontuadas por uma convicta e apaixonada participação no destino dos marginalizados, dos esquecidos e das vítimas

Mas possivelmente o livro que lhe granjeou mais visibilidade terá sido «O velho que lia romances de amor» que narra uma história marcada pelo desrespeito do homem pelo Mundo que o envolve, uma barbárie que Luís Sepúlveda não se cansa de denunciar, e que o escritor dedica ao seu amigo Chico Mendes, ecologista assassinado há anos atrás.
Ao longo desta narrativa e no seio da floresta amazónica chilena, José Bolívar Proaño descobre uma paixão por livros que falam de amor, comparável apenas à sua admiração pela selva onde vive.


Excerto de uma entrevista de Luís Sepúlveda

F.C: ¿Cuál fue la idea que generó esta novela que ha sido leída por todos nosotros,"Un viejo que leía novelasde amor"?
L.S: La verdad es que yo tuve la tremenda suerte de poder convivir, durante siete meses, con los indios shuar en la Amazonia ecuatoriana. Fue una convivencia muy intensa que significó una completa transformación de mi concepción del mundo. Hay un montón de esquemas que se fueron al carajo. Entendí, por ejemplo, que aquella frase que decía “el hombre es el supremo transformador de la naturaleza” allí no tenía validez plena. Entendí, incluso, que ciertos análisis respecto a la forma de vida “primitiva” eran absolutamente desacertados en su apreciación de cómo es la gente y por qué es de esa manera. Bueno, salí de allí con la idea de escribir un gran canto de amor a la Amazonia, pero un canto de amor a esa Amazonia trágica, y devastada, que se desarrollaría a través de las peripecias y vivencias de un personaje. Esa fue la idea central y durante casi diez años esa novela estuvo dando vueltas en mi cabeza, puesto que tenía mucho miedo de escribirla. Miedo no en el sentido de no ser fiel, sino que temía que el producto final resultara una suerte de invitación para que intrusos, que nada tienen que ir a buscar a la Amazonia, se fueran a meter allá. No quería ser una especie de agente de turismo que invitara a futuros depredadores a una zona que es tremendamente frágil. Realmente la fragilidad del entorno amazónico es increíble; basta, a veces, con un mínimo accidente o una intromisión de agentes externos para que todo el equilibrio ecológico se desmorone.

F.C: ¿Qué tipo de relación recuerda haber establecido con los shuar. Por ejemplo, se proveía su comida; era un sujetoautónomo dentro de la selva, o no?
L.S: Para ellos fuí primero un absoluto estorbo. Llegué como parte de una expedición de la UNESCO que tenía como fin “hipotético” determinar el impacto de los procesos de colonización en la población shuar. Pero en realidad era un miserable eufemismo, porque la expedición, si bien es cierto estaba patrocinada por este organismo, la financiaba TEXACO. Entonces, en el fondo era un miserable censo que había que hacer para determinar cuántos indios quedaban y cuál sería la mejor forma de expulsarles de allí, porque se suponía que en ese territorio había mucho petróleo. Pero la misma selva se encargó de defenderse; todos los miembros de la expedición sufrieron picaduras de insectos y enfermaron. Y no sé por qué, inexplicablemente, yo fuí el único que se quedó allí sin sufrir daños de consideración; no sé por qué no me pasó nada. Pude haber regresado a Iquitos o a Guayaquil, pero pensé que tenía la única oportunidad de mi vida para conocer realmente ese mundo, pensé ¡qué diablos!, ya estaba ahí... Decidí, entonces, quedarme y las primera fases de la relación, te repito, fueron de una absoluta indiferencia respecto de los shuar hacia mí y de una dependencia total.

F.C: ¿Lo ayudaban por algún tipo de conmiseración, de pena... ?
L.S: Exacto, un forma de caridad. "Si a este tipo no lo alimentamos se va a morir, porque no sabe cazar, no sabe pescar, no sabe seleccionar los frutos comestibles de los otros". Me dejaban de comer, me dejaban de beber... Y lentamente se fue dando una forma mínima de comunicación, hasta que finalmente me aceptaron, pero siempre como a un minusválido. Hubo un cambio real cuando ya empecé a aprender los rudimentos del idioma shuar y fuí capaz de comunicarme en su propio idioma. Recuerdo que fue una experiencia inolvidable por su capacidad transformadora. Ellos son grandes contadores de historias. Todos los días, en las tardes, en torno al fogón, hay una rememoración de la historia y de las experiencias que va de generación en generación. Las mismas historias se vuelven a repetir, se van completando y ritualizando.

F.C: Como parte de la memoria del pueblo...
L.S: Como parte de la memoria colectiva. Llegó el momento en que fui capaz de decir en su idioma shuar: "yo también quiero decir algo". De ahí vino una aceptación más plena, me incorporaron al grupo social. Pero siempre dejándome muy claro que yo no era de ahí y que algún un día tenía que irme. Fue una experiencia muy rica y determinante en mi formación personal.

F.C:¿ Su relación con Chico Méndes le ayudó, de alguna forma, a valorar la experiencia con los shuar y, en consecuencia, la posiblidad de escribir una novela como “Un viejo que leía novelas de amor”?
L.S: A Chico Méndes lo conocí circunstancialmente. Yo era el corresponsal de una revista alemana y un día me mandaron a cubrir un gran evento de sindicalistas que se realizaba en Brasil, después de largos años en los que el movimiento sindical estuvo prácticamente paralizado. A dicho encuentro llegó Chico Méndes. Congeniamos desde los primeros días; me interesó el trabajo que realizaba con los seringueiros(1); intercambiamos muchas opiniones, me gustó su punto de vista: defendía la posibilidad de una convivencia entre indios y blancos en la selva, y hablaba de un frente común de los habitantes amazónicos contra las transnacionales. (Y entre los habitantes amazónicos él incluía a los indios y a los blancos que también eran capaces de vivir valiéndose armónicamente de los recursos que la selva podía entregar). Chico empezó también a levantar un proyecto que era muy político; que era incluso atentatorio contra los Estados existentes en América Latina y en la región, amazónica. El sostenía la necesidad de que la humanidad reconociera que los pueblos de esa zona debían ser considerados como preservadores de esa enorme riqueza natural y que como tal merecían un trato especial. Recuerdo acompañarle a Nueva York, sede de la famosa reunión del Banco Mundial, en donde un discurso muy improvisado de Chico logró torcerle la mano a los banqueros, a esa gran mafia y, por primera vez, condicionaron un préstamo al gobierno brasilero a que se detuviera la construcción de la Transamazónica, a que se detuviera, por lo menos parcialmente, el proceso de deforestación de la selva. Con Chico hablé mucho de esta novela; le contaba mis miedos. y del temor que tenía de que el producto final fuera como una postal...

F.C. Que fuera “plástica”, que fuera falsa...
L.S: Exacto. Chico era un tipo muy elemental, pero tenía una enorme sensibilidad. Era el clásico ejemplo del autodidacta que se forma de manera multidisciplinaria. Chico era un gran lector de poesía, aunque era incapaz muchas veces de leer racionalmente un periódico. Era un extraordinario lector de poesía, capaz de comprender la sutileza de un poema. En ocasiones, sin embargo, había que explicarle veinte veces lo que era un documento redactado en jerga técnica, pero era un tremendo lector, por ejemplo, de la obra de Hemingway.

F.C: Tengo entendido que esta novela se publicó primero en una editorial española, en Jucar, antes de publicarse en alemán, como traducción.
L.S: Sí, la novela dió una vuelta muy curiosa. Primero, obtuvo un premio muy importante en España, el “Tigre Juan de Novela”. Es de mucho prestigio y el jurado que lo otorga es muy riguroso (cosa muy rara en los premios literarios). Parte del premio era la publicación en una editora asturiana que es Jucar, pero no pasó absoltutamente nada, porque en España el centralismo es muy fuerte y lo que no ocurre en Madrid o en Barcelona, simplemente no ocurre. Hubo un par de críticas en prensa local (gallega, austuriana, del país Vasco), pero fuera de eso, nada. Luego aparece una edición chilena en el año 1990; es curiosamente es muy mala, son libros que se desarman enteros apenas uno los abre, pero un par de ejemplares fueron a dar a manos de un editor alemán, uno de los grandes -Fischer Verlag- quienes se pusieron en contacto conmigo para ver como era la situación de derechos de publicación. La tradujeron y de ahí empezó todo, porque obtuvo unas extraordinarias críticas en Alemania. Se transformó en un fenómeno de ventas, lo que significó mi incorporación a un mundo que yo desconocía absolutamente.

F.C: ¿A qué cree se deba que,- en diferentes mercados, con diferentes tradiciones literarias, con variadas visiones de lo que es Latinoamérica- la novela tenga ese impacto tan avasallador que arropa y crea contínuamente nuevos lectores?
L.S: Creo que los lectores que no son de habla de hispana encontraron por fin una novela que les estaba hablando de una Latinoamérica que no es solamente papaya y salsa. Que estaba mostrando un entorno, no desde un punto de vista de la referencia histórica, sino que les contaba una historia de hoy y les estaba mostrando un ambiente amenazado, un mundo como es.

11.12.06

O vosso tanque, general...(B.Brecht)



O vosso tanque, general, é um carro forte

Derruba uma floresta

esmaga cem homens,

Mas tem um defeito:


- Precisa de um motorista




O vosso bombardeiro, general

É poderoso,

Voa mais depressa que a tempestade

E transporta mais carga que um elefante

Mas tem um defeito:


- Precisa de um piloto.




O homem, meu general, é muito útil:

Sabe voar, e sabe matar

Mas tem um defeito:


- Sabe pensar!

(de Bertold Brecht)

retirado de:

Aonde estão?

No momento da morte do sátrapa é preciso agora mais do que nunca perguntar aos cúmplices e torcionários de Pinochet onde se encontram os milhares de vítimas que desapareceram às mãos dos militares e da polícia do tirano.



10.12.06

A morte de um canalha

O tirano Pinochet morreu hoje, depois de ter causado muito sofrimento aos chilenos e ter mandado torturar e assassinar milhares de activistas e democratas anti-fascistas.





A la muerte de un canalla

(por Mario Benedetti)


Los canallas viven mucho, pero algún día se mueren



Obituario con hurras
Vamos a festejarlo
vengan todosl
os inocentes
los damnificados
los que gritan de noche
los que sueñan de día
los que sufren el cuerpo
los que alojan fantasmas
los que pisan descalzosl
os que blasfeman y arden
los pobres congelados
los que quieren a alguien
los que nunca se olvidan
vamos a festejarlo
vengan todos
el crápula se ha muerto
se acabó el alma negra
el ladrón
el cochino
se acabó para siempre
hurra
que vengan todos
vamos a festejarlo
a no decir
la muerte
siempre lo borra todo
todo lo purifica
cualquier día
la muerte
no borra nada
quedan
siempre las cicatrices
hurra
murió el cretino
vamos a festejarlo
a no llorar de vicio
que lloren sus iguales
y se traguen sus lágrimas
se acabó el monstruo prócer
se acabó para siempre
vamos a festejarlo
a no ponernos tibios
a no creer que éste
es un muerto cualquiera
vamos a festejarlo
a no volvernos flojosa
no olvidar que éste
es un muerto de mierda.

retirado de:

7.12.06

Rali Lisboa-Dakar: o rali mais estúpido do mundo parte de Portugal!!

Apelo para a supressão definitiva do Rali Lisboa-Dakar





Assassinar crianças não é nenhum desporto!



Desde 1979 o Rali Paris-Dakar (redenominado, hoje em dia, Lisboa-Dakar) desafia a nossa consciência de cidadãos do mundo. Durante duas semanas (ou mais...) uma colossal caravana de veículos motorizados, desde motos a enormes camiões de assistênncia, passando por potentes bólides de alta cilindrada, atravessam paisagens lindíssimas e países que são dos mais pobres do mundo!
E fazem-no com a típica arrogância do ocidental que se permite fazer tudo sem o mínimo respeito pela cultura e tranquilidade dos outros povos e culturas. Mas não contentes com isso, um tal circo motorizado dá-se ao luxo de devastar a fauna e a flora autóctone como ainda em pôr em perigo a vida das populações locais, em especial as crianças
.



Aliás contam-se às dezenas as mortes e os feridos deste sacrificial luxo ocidental de matiz claramente colonialista e que se permite passear-se em territórios duramente atingidos pela guerra e pelas doenças e, agora, pelas modificações climáticas que afectam ainda mais as populações desprotegidas desses países africanos. É todo este triste espectáculo de soberba e desperdício que deve ser denunciado em nome dos mais elementares direitos da pessoa. E não devemos hesitar no nosso objectivo quando sabemos que uma operação agressiva daquela envergadura recebe geralmente a caução dos regimes autoritários e corruptos instalados nesses territórios.

Será que devemos aceitar ingenuamente o tão proclamado – mas não respeitado – princípio da livre circulação, e em nome do qual se organiza o rali, quando todos sabemos que diariamente centenas de pessoas morrem e são impedidas de circularem em direcção à Europa?

E será que vamos aceitar que centenas de milhar de litros de combustível sejam gastos e desperdiçados só para satisfazer os caprichos de alguns construtores e marcas de automóveis e a cumplicidade dos idiotas de sempre?

A verdade é que o Rali Lisboa-dakar, outrora conhecido por Paris-Dakar, constitui um excelso monumento ao poder predatório do automóvel, à velocidade alucinante e ao domínio da máquina. E é por demais conhecido como esses símbolos estão ligados à violência rodoviária e à morte nas estradas, com inúmeras vítimas, mas com garantidos lucros colossais para as empresas construtoras de automóveis.

Desde a sua criação este Rali já provocou a morte de mais de cinco dezenas de pessoas. E por isso legitimamente perguntamos quantas mais terão de morrer para que este rali seja declarado ilegal e desumano?

Recorde-se que na edição do ano passado morreram dois rapazes de 12 e 13 anos da Guiné e do Senegal, respectivamente.

E também não é por acaso que um Rali deste género se tenha visto obrigado a mudar sucessivamente o seu local de partida, ao escolher Barcelona em vez de Paris há alguns anos atrás, e depois, acabar por optar por Lisboa, como local de partida, face ao desinteresse generalizado das outras cidades europeias.
Com efeito, ainda em Janeiro deste ano de 2006 o Conselho Municipal da cidade de Paris ( uma espécie de Assembleia Municipal da autarquia local) votou e aprovou um voto de condenação pela realização do rali e apelando aos órgãos executivos da autarquia a não mais se associarem com os responsáveis pela sua organização. Nessa mesma declaração invocavam-se as palavras do reputado cientista Albert Jacquard para quem este Rali era sobretudo «uma abominável e escandalosa corrida… símbolo da maior estupidez, e um claro desprezo pelos africanos como também pelo próprio deserto que deveria ser visto como uma verdadeira catedral»



E num momento em que se valoriza tanto a segurança rodoviária e em que os recursos petrolíferos estão rapidamente a exaurir-se é mais do que oportuno denunciar esta violenta operação motorizada em que se traduz um Rali com estas dimensões.




Um outro apelo deve ser dirigido ainda às cadeias públicas de televisão a fim de não publicitarem nem favorecerem um Rali que tão grosseiramente escamoteia os gravíssimos problemas económicos e sociais do mundo contemporâneo, como se nada se passasse, e como os problemas sociais e ambientais que afectam milhões de pessoas não tivessem nada a ver com esta agressiva e descabelada operação motorizada.

Consultar:
http://www.stop-rallyedakar.com


Ler ainda outros textos publicados aqui mesmo, neste blogue:

- O Rali Lisboa-Dakar é um atentado ao nosso planeta e à nossa consciência

6.12.06

Exposição alternativa de artes plásticas em Londres



Amostra dos últimos trabalhos de Bansky


Um quadro representando do cantor Michael Jackson atraindo crianças para sua casa na floresta com doces é um dos destaques de uma exposição que traz novos trabalhos do polémico artista britânico Banksy.
A exposição "Santa's Ghetto" ("O gueto de Pai Natal) fica em cartaz até o final de Dezembro em Londres e traz ao público trabalhos de artistas alternativos .
Banksy, que se recusa a revelar sua verdadeira identidade, causou furor ao colocar uma réplica em tamanho natural de um prisioneiro da base americana de Guantánamo na Disneylândia, em Los Angeles. Ou então ao pintar de vermelho um elefante de verdade em outra exposição , e ao protagonizar um happening em que trocou centenas de cópias de um CD de Paris Hilton em uma loja por um outro com mensagens políticas.
A crítica política está presente em vários dos trabalhos. No seu sexto ano de realização a referida amostra diz- se uma alternativa ao consumismo exagerado do Natal.
As obras colocadas à venda tem preços considerados abaixo da média dos preços de objectos de arte, e são consideradas mais acessíveis pelos próprios artistas.

Agenda activista

+++ agenda internacional ( Protest.net)
+++ agenda internacional ( Calendário Radical)
+++ agenda e convocatórias no território do Estado espanhol
+++ agenda para Paris
+++agenda militante (França)
+++agenda para o Reino Unido
+++agenda ecologista para o Reino Unido



No Clube Aljustrelense no centro da Aljustrel (próximo do mercado)
o Centro de Cultura Anarquista Gonçalves Correia organiza:

DIA 7 Dezembro (quinta-feira)
21.00 Conversa sobre “Punks e consumistas, onde pára a diferença…”
Deixando de lado as guerrinhas e novelas da treta, uma troca de ideias sobre o que se passa hoje com o Punk, assumido como uma atitude de protesto e alternativa, numa juventude marcada pelo consumo que tudo rotula e vende tudo o que vê à sua frente.

Concerto MPB (hc/punk/ska de durango, pais basco) + Gatos Pingados (punk de almada)

DIA 9 Dezembro (sábado)
21.00 Apresentação / Conversa do Coice de Mula nº8 *(Colectivo do CdM)

E pela noite dentro… reggae & ska…
*a confirmar

DIA 16 de Dezembro (sábado)
16h30 Workshop de Serigrafia.
Abrindo o caminho para uma oficina de serigrafia no Clube Aljustrelense…

Concerto com Violência Violeta (riot punk do oeste) + Disgraça (punk @politico de ferreira do alentejo)

DIA 27 de Dezembro (quarta-feira)
21h30- Passagem do documentário / debate “Centro Social Casas Viejas de Sevilla okupado e autogestionado. 5 anos de ocupaçao

E segue noite dentro com …. heavy metal…


Mais info:
http://www.goncalvescorreia.blogspot.com/

Agenda cultural

+++The European Guide to Arts and Culture Worldwide
+++Festivais de todo o mundo
+++Festivais no Reino Unido
+++Agenda cultural alternativa de Londres
+++Agenda cultural de França

+++ Agenda cultural para toda a Africa

+++Festivais literários



+++http://www.ruadebaixo.com/


+++Cartaz do Expresso
+++Guia do lazer do jornal Público

Agenda/roteiros de cidades e regiões

Aveiro
Agenda cultura
www.teatroaveirense.pt/

Braga
Velha-a-branca (espaço cultural)
www.theatrocirco.com/


Coimbra
Teatro Académica Gil Vicente

Guarda
http://www.tmg.com.pt/

Guimarães
Centro Cultural Vila Flor

Porto
http://www.agendadoporto.pt/

555 ( espaço cultural e bar)
Casa Viva (espaço social e cultural)
Contagiarte (bar e café cultural)
Maus Hábitos ( bar e espaço poilivalente)

http://www.baresdoporto.com/

http://www.tnsj.pt/
http://www.serralves.pt/

Lisboa
Agenda cultural

Tondela
Acert

Viana do Castelo
Agenda cultural



Viseu
http://www.teatroviriato.com/

A desigualdade abismal entre ricos e pobres no mundo

Os 2% mais ricos do mundo possuem mais de metade da riqueza, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira por um instituto ligado às Nações Unidas.

O documento do Instituto Mundial de Pesquisa de Desenvolvimento Económico, ligado à Universidade da ONU, afirma que a metade mais pobre do mundo detém 1% da riqueza global.

Segundo os autores do estudo, esta é a pesquisa mais ampla jamais feita sobre o assunto, tratando de todos os países do mundo, e utilizando dados completos ou estimativas baseadas em análise estatística.
Além disso, o estudo abordou os dados sob a óptica da riqueza, e não da renda. O conceito de riqueza é a soma de todos os bens menos as dívidas. Entre os bens contabilizados estão terras, imóveis, animais e activos financeiros. O estudo descobriu que a desigualdade de riquezas é maior que as diferenças de renda anual. Concentração A análise mostra o tamanho das diferenças de riquezas entre os países. Cerca de 90% da riqueza mundial está concentrada na América do Norte, na Europa e em algumas nações da região do Pacífico, como Japão e Austrália. A pesquisa também revelou mudanças no tipo de riqueza acumulada em cada região do mundo. Em países menos desenvolvidos, terras e activos financeiros do sector agrícola têm maior participação na riqueza das pessoas, reflectindo o peso da agricultura nessas economias. A pesquisa também revelou que nesses países as instituições financeiras são menos “maduras”, o que dificulta a formação de poupança. Em contraste, os cidadãos de alguns dos países mais ricos têm dívidas maiores do que ativos, o que os coloca entre as pessoas mais pobres do mundo, em termos de riqueza doméstica. No entanto, pode-se dizer que eles têm hábitos de consumo melhores do que a maior parte das pessoas dos países em desenvolvimento. A pesquisa é baseada em números referentes ao ano de 2000. Os autores disseram que um estudo com dados mais recentes teria menos informações precisas. Mesmo assim, muitos números, sobretudo sobre os países em desenvolvimento, tiveram de ser estimados.

A pirâmide social das classes sociais no sistema capitalista




Festa do movimento anti-tradição académica (M.A.T.A.) na Fac de Letras de Lisboa ( 7 de Dez, às 21h.)


O movimento anti-tradição académica (M.A.T.A.) propõe uma festa
Não tenham medo, podemos ir à vontade que eles prometem não praxar ninguém...


«FESTA DO M.A.T.A. - "Não resistir Só e Não Só resistir"

7 de Dezembro, a partir das 21 horas, bar novo da Faculdade de Letras

(...)É por isso que imaginamos um convívio em que a música ou os copos podem ser uma oportunidade para experimentar outras formas de estar e de pensar o quotidiano. E que, nesse espaço, outras coisas possam acontecer, com a participação de todos.(...)
Convidamos outras associações/movimentos que pensam sobre os mais variados assuntos e participam com o seu papel em diferentes lutas, para se juntarem a nós num momento de celebração e diversão conjunta, a pôr a língua de fora aos limites impostos pelo mercado.


www.sitiodomata.org


RR 3D – Redução de Riscos a Três Dimensões

2º Seminário RR 3D – Redução de Riscos a Três Dimensões
( 6 e 7 de Dez. 2006)

no bar Maus Hábitos, à Rua Passos Manuel 178, 4º no Porto

Participantes:

António Escohotado

Eduardo Hidalgo

Luís Fernandes

Ana Lopes

Stephane Leclercq


Organização da Agência Piaget para o Desenvolvimento
Inscrições: check-in@apdes.net.


O Seminário subordinado ao tema RR 3D – Redução de Riscos a Três Dimensões trata-se de um espaço de co-construção de novos sentidos críticos sobre a Filosofia de Redução de Riscos e Minimização de Danos associada a diferentes objectos da desviância e, para tal, propomo-nos abordar esta temática a três dimensões : Consumidores de Drogas Lícitas; Consumidores de Drogas Ilícitas; e Trabalhadores Sexuais, sob os olhares do Saber , da Estratégia e das Figuras da Desviância.

Relativamente à vertente do Saber procurar-se-á reflectir sobre a importância da Investigação como dispositivo orientador da compreensão do fenómeno do consumo de drogas nas sociedades do capitalismo avançado e, simultaneamente, da sua importância como dispositivo de avaliação de resultados dos projectos de Redução de Riscos.

Prevê-se, portanto, reflectir sobre as propriedades emergenciais advindas da aplicação de metodologias de Investigação-Acção, através da discussão de resultados práticos da implementação destes modelos.

Esta temática servirá de base de discussão às duas mesas de trabalho da 1ª manhã do seminário: “ O Saber ao Serviço da Redução de Riscos (Investigação / Avaliação)” e “ O Projecto GIRUGaia: uma proposta de Investigação / Avaliação”.

No que concerne à vertente da Estratégia prevê-se retratar, por um lado, a situação actual da Filosofia de Redução de Riscos em Portugal e no Sul da Europa e, por outro, as condições facilitadoras do (des)fortalecimento das políticas que definem a aplicação de medidas de Redução de Riscos e Minimização de Danos.

Na 1ª mesa de trabalho do 2º dia de seminário, intitulada “O Panorama da Redução de Riscos em Portugal e na Europa” , esta temática será abordada por diversos especialistas nesta matéria.

Por último, tratar-se-á das 3 Figuras da Desviância que foram escolhidas (consumidores de drogas lícitas, consumidores de drogas ilícitas e trabalhadores sexuais) para, sobre elas, se fazer incidir um exercício de reflexão desde os fundamentos de análise e compreensão da desviância até à definição de estratégias de Redução de Riscos ajustadas a cada uma delas .

Atendendo aos percursos e sentidos existenciais de cada uma destas figuras, sempre sob uma lógica processual, discutir-se-á sobre estratégias pragmáticas de intervenção e adaptadas às necessidades biopsicossocias do indivíduo. Prevê-se, portanto, reflectir sobre as estratégias de Redução de Riscos e Minimização de Danos ao nível mais Microssocial e que tem em vista o indivíduo e a sua (re)construção individual, como complemento indissociável da visão Macrossocial apresentada na mesa de trabalho anterior – “Velhas (Con)figurações, Novas Dimensões de Intervenção” .

Assim, prevê-se terminar as comunicações apresentadas perspectivando as possibilidades de trabalho futuras e as Estratégias Micro e Macrossocias mais prementes a seguir.
A APDES – Agência Piaget para o Desenvolvimento - é uma associação privada sem fins lucrativos e tem como visão ser um agente social responsável e participativo, que procura influenciar a agenda das políticas de cidadania e do desenvolvimento territorial, ao nível local e global, no respeito pelos indivíduos e comunidades, e em exigência permanente face aos objectivos e modos de actuação.
O seu projecto assenta na ideia de Desenvolvimento segundo uma matriz de investigação-acção que privilegia as populações, o território, o indivíduo no seu processo de mudança e as expressões de identidade e de afirmação de uma comunidade;
Através do exercício de três dimensões fundamentais de acção: acção técnica, acção científica e acção política, e construindo uma ética de responsabilidade;
Sendo um espaço de inovação e de debate, disponível para a experimentação de metodologias, processos de trabalho e de modos de visão da sociedade;Onde o crescimento pessoal e profissional assenta na liberdade criativa e na realização de novas ideias e projectos.
Mais informação:
O CHECK-IN é uma equipa que visa contribuir para uma melhor Gestão de Prazeres e Riscos associados ao consumo de substâncias psicoactivas e da sexualidade.

O CHECK-IN tem como princípios:
- Há quem consuma substâncias psicoactivas e não queira deixar de o fazer.
- O consumo de substâncias psicoactivas pode apresentar riscos que devem ser evitados pelos consumidores das mesmas.
- O consumo de substâncias psicoactivas também tem uma dimensão de prazer.
- As práticas sexuais de risco devem ser evitados devido à possibilidade de transmissão de doenças infecciosas.

O CHECK-IN não é moralista em relação aos comportamentos de risco de qualquer espécie, procurando informar e apoiar os consumidores para a Gestão de Prazeres e Riscos.

O CHECK-IN intervém em contextos festivos de qualquer tipo, desde festas de música electrónica, festivais de verão, festas académicas etc.

As actividades do CHECK-IN em festas podem incluir:
- Prestação de informação verbal ou em flyers acerca das substâncias e DST´s.
- Fornecimento de preservativos.
- Testagem do conteúdo de substâncias psicoactivas.
- Auxílio em situações de crise.
- Fornecimento de água e alimentos.

Mais esclarecimentos em check-in@apdes.net

O CHECK-IN é financiado pela Coordenação Nacional da Infecção VIH/SIDA e promovido pela APDES – Agência Piaget para o Desenvolvimento

Petição pela Acessibilidade Electrónica Portuguesa

A comunicação não se faz em branco

Para que todos possamos escrever e ler nos nossos blogues, como noutras situações de acesso à informação, independentemente das nossas características físicas

Há oito anos foi desencadeado um movimento sobre a primeira petição electrónica no nosso país – a petição pela acessibilidade da Internet portuguesa -, que deu origem à Resolução do Conselho de Ministros nº 97/99, de 26 de Agosto, estabelecendo regras relativas à acessibilidade pelos cidadãos com necessidades especiais aos conteúdos de organismos públicos na Internet.
No ano de 2007, Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos, em que Portugal assume a Presidência do Conselho da União Europeia, está disponível a segunda petição, seguindo as linhas gerais da secção 508 da Lei da Reabilitação (http://www.section508.gov) dos Estados Unidos, que inclui também a acessibilidade do software, equipamentos de telecomunicações, produtos de áudio e vídeo, equipamentos electrónicos de escritório e computadores, e da Lei italiana sobre Promoção do Acesso às Tecnologias da Informação para Deficientes (http://www.pubbliaccesso.it/english/) que define regras de acessibilidade para a Web, equipamento electrónico usado no trabalho, materiais educacionais usados nas escolas, nomeadamente software educativo multimédia.

Informações e Recolha de Assinaturas

Petição pela Acessibilidade Electrónica Portuguesa

Retirado de:
http://citizenmary.blogspot.com/

4.12.06

Porque




Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

( poema de Sophia de Mello Breyner Andresen,

in No Tempo Dividido e Mar Novo”, Edições Salamandra, 1985, p. 79

1.12.06

DIZSONANTE [sound poetry, sound art, performance, spoken word, oralidades] na Guarda (30 Nov a 2 Dez.)


Dizsonante [sound poetry, sound art, performance, spoken word, oralidades]


No último dia do mês de Novembro (dia 30) regressa o mais vanguardista dos Festivais promovidos pelo Teatro Municipal da Guarda, o DizSonante [sound poetry . sound art . performance . spoken word . oralidades], cuja abertura é feita com as performances “Passagem”, de Alberto Pimenta e “Disección Poética en Público”, da poetisa espanhola Marina Oroza.

Alberto Pimenta é frequentes vezes apelidado de “experimentalista”, mas já explicou que rejeita a combinação de estética e programática de correntes. Uma das principais marcas da sua obra poética consiste porventura em sacralizar o profano e vice-versa. Da sua estética da performance faz parte central tratá-la como um evento único, irrepetível, criado para a circunstância local e temporal da sua realização.

Marina Oroza é escritora, poetisa, performer e actriz. Na sua trajectória tem desenvolvido trabalhos de investigação como poetisa sonora. Colabora com grupos de acção poética, com artistas visuais e músicos.

No dia 1 de Dezembro, “Rumor” de Ana Deus substui o espectáculo de Blixa Bargeld, que por motivos pessoais não se pode deslocar a Portugal. Ana Deus, dos projectos Ban e Três Tristes Tigres apresenta este “Rumor”, a solo, onde, só a voz se faz ouvir. Com a ajuda de pedais, cria texturas e ritmos sobre os quais vai criando e recriando temas. Alberto Pimenta, Ernesto Melo e Castro, Daniel Faria, Fausto, José Mário Branco e Regina Guimarães são alguns dos autores visitados. Os vídeos são de Amarante Abramovici e os desenhos de Paulo Ansiães Monteiro.

No dia seguinte (2 de Novembro) actuam também no âmbito do Dizsonante: Uno Duo Trio (Paulo Maria Rodrigues, Luís Miguel Girão e Rolf Gehlhaar) com a performance “Cyberlieder”, e a espanhola Maria Durán apresenta “Cuisine Concrète”, espectáculo a partir de sons “cozinhados” com a ajuda de fogões e microfones.

“CyberLieder” é uma composição resultante da colaboração de Paulo Maria Rodrigues, Luis Miguel Girão e Rolf Gehlhaar. É uma estrutura para improvisação que se desenvolve em torno da descoberta pessoal do potencial existente na interacção entre o performer e o computador. A performance baseia-se na transformação da tradicional jaqueta do cantor clássico num interface de controle em comunicação com um computador.

“Cuisine Concréte”, de Maria Durán, tem como principal objectivo fazer as delícias dos convidados (o público), elaborando um “guisado de equivalências artísticas”. Os diferentes ingredientes utilizados (fogões e microfones, juntos mas não mexidos) dão a possibilidade, ao cozinheiro e ao seu ajudante de maturar uma obra feita de alimentos e de tecnologia, sendo para isso imprescindível, num meio activo e não pré-cozinhado, a qualidade de uns e a fiabilidade e o “savoir-faire”de outros. Da cozinha, esse imaginativo laboratório quotidiano, sai este prato “concreto”, baseado numa receita que mistura sons e sabores


Trata-se pois de um acontecimento que cruza diferentes artes, num processo de contaminação criativa que tem por base a palavra e o som. Festival vanguardista, o dizsonante pretende desafiar as normas e o esteticamente correcto, através de propostas inovadoras que se constituam como um desafio à imaginação dos espectadores.

Consultar:
http://teatromunicipaldaguarda.blogspot.com/

10º Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira ( 3 a 10 Dez.)



A não perder! A não perder!
Uma iniciativa do Cine-clube da Sta Maria da Feira

A acontecer de 3 a 10 de Dezembro, o Festival luso-brasileiro de Sta Maria da Feira propõe um confronto saudável entre a cinematografia portuguesa e brasileira. É um espaço que procura intensamente contribuir para a reconciliação do público com o cinema português e proporcionar uma maior abertura à entrada do cinema brasileiro no nosso país, afirmando deste modo o cinema que fala a nossa língua.
Como grandes eixos programáticos do festival, salientamos a aposta no sentido de descoberta de novos valores (marca indelével do festival), na crescente abertura à exibição em novos suportes e na relação do cinema clássico com as gerações actuais.
O Festival de Santa Maria da Feira é o principal espaço de confronto entre as cinematografias portuguesa e brasileira, reunindo as mais representativas produções do biénio 2005/2006.
Durante o certame serão apresentados cerca de 60 filmes nos diversos blocos que constituem a programação, sendo exibidos na sua quase totalidade com a presença dos realizadores e actores
Consultar a programação:

http://www.cineclubedafeira.net/10FEST/programacao.html


O Festival de Santa Maria da Feira tem vindo a dar um particular foco ao documentário brasileiro, mostrando sucessivamente nas últimas edições, filmes importantíssimos, revelando cineastas (Cao Guimarães e Kiko Goifman)e afirmando autores consagrados (Eduardo Coutinho).
Este ano propomos um programa constituído por três documentários brasileiros de temática social.
“À Margem do Concreto” de Evaldo Mocarzel, que mergulha fundo no mundo dos excluídos, acompanhando todo o processo das ocupações dos sem tecto, “Atos dos Homens” de Kiko Goifman, denunciando a violência policial no célebre massacre da Baixada Fluminense, nos arredores do Rio de Janeiro e “Meninas” de Sandra Werneck, que acompanha o quotidiano da gravidez precoce das adolescentes das favelas
.


Recorde-se que o Festival faz parte integrante da intensa actividade realizada por um dos mais empenhados cine-clubes do país, o Cine-clube de Sta Maria da Feira.
Ver:

XII Festival Internacional de Teatro Acert ( 1 a 9 Dez.) em Tondela


Começa hoje, e prolonga-se até 9 de Dezembro, em Tondela o XII Festival Internacional de Teatro Acert.
Recorde-se que o Acert é uma companhia de teatro independente instalada no interior do país e que tem desenvolvido um trabalho notável na divulgação das artes e letras, nomeadamente do teatro.
Trata-se, sem dúvida, de uma iniciativa a não perder e que merece bem uma visita (à tarde e à noite) a Tondela, no distrito de Viseu.
Lá estaremos.
.
Para mais informações e consultar o programa, ver:

Graffiti e Arte Rupestre - mesa-redonda em Trancoso (3 de Dez.)

Mesa Redonda “Graffiti e Arte Rupestre: artes públicas em discussão” ( em Trancoso, a 3/12/2006)

O assunto é actual e pertinente.
O acto de inscrever em suportes de domínios diversos e em contextos vários, mensagens que se traduzem em desenhos e escrita, é compreendido como um veículo comunicacional por excelência.
À parte das conotações negativas que caracterizam os autores destes trabalhos e da própria apreciação artística, é evidente a intemporalidade do gesto.
Através dele comunicam-se, tal como no passado, as preocupações, os desejos e as alegrias do quotidiano.

Os oradores:
Maria Lino [Escultora; Feital];
Alberto Carneiro [Escultor; Porto];
Ricardo Campos [Laboratório de AntropologiaVisual/Universidade Aberta, Sociólogo];
Craft [Writer; Almada];
Ficto [Writer; Almada];
António Martinho Baptista [Arqueólogo, Centro Nacional de Arte Rupestre]

Outras informações
3 de Dezembro 18 horas

Informações: 271881245 938723037
Inscrições até 29 de Novembro
Preço: 10 euros para sócios da Luzlinar e 18 euros para outros interessados
Inclui jantar temático criado por António Lino



Fonte:
http://www.culturacentro.pt/evento.asp?id=271

Sons em Trânsito - música étnica em Aveiro ( 29 Nov. a 2 de Dez 2006)

Está a decorrer em Aveiro o destival Sons de Trânsito, uma inciativa que permite divulgar a música étnica de várias partes do mundo


- PROGRAMAÇÃO -
29 Novembro

21.00 Feira do Disco l Salão Nobre
21.30 Cristobal Repetto (Argentina) l Sala Principal
23.00 Ludovico Einaudi & Ballake Sissoko (Itália Mali) l Sala Principal.

30 Novembro
21.00 Feira do Disco l Salão Nobre
21.30 Debashish Bhattacharya (Índia) l Sala Principal
23.00 Kepa Junkera (País Basco) l Sala Principal00.
30 Sessão de Contos: Carles Garcia Domingo l Bar Café TA.

01 Dezembro
21.00 Feira do Disco l Salão Nobre
21.30 Sara Tavares (Portugal) l Sala Principal
23.00 Lo´Jo (França) l Sala Principal
00.30 Sessão de Contos: Paula Carballeira l Bar Café TA.

02 Dezembro
21.00 Feira do Disco l Salão Nobre
21.30 Aldina Duarte (Portugal) l Sala Principal
23.00 Rene Aubry (França) l Sala Principal
01.00 Dazkarieh (Portugal) l Salão Nobre.

Mais info:
http://www.set.com.pt/scid/set06/

4º Festival de Cinema de Arouca (1,2 e 3 de Dez)


Decorre, nos dias 1, 2 e 3 de Dezembro, no cine estúdio dos Bombeiros Voluntários em Arouca o 4º Festival de Cinema de Arouca.
Imagine aliar a beleza de Arouca a um festival de cinema...
A sétima arte faz com que uma nova brisa apareça onde diferentes gentes e culturas se encontram, e nós termos a oportunidade de a sentir, viver, apoiar e ajudar a concretizar essa ideia que numa terra quase esquecida no interior do país faz a diferença.
Mais informações em:
http://www.aroucafilmfestival.com/
Programa:

Sexta-feira, 01

ABERTURA 21h30

PEREGRINAÇÃO – Jaime Ribeiro – 25m

AROUCA PORTO: O FILME – João Rita - 18m

Convívio com realizadores, júris e convidados + porto de honra



Sábado, 02

Visita Turística Guiada por Arouca
14h30

COMPETIÇÃO I 21h30

A FLOR DA TELA – Cinema de Poesia – BRASIL – 7m

CAMBIO – Vanderley Timóteo – BRASIL – 4m

ESTADOS DA MATÉRIA – Susana Nobre – PORTUGAL – 14m

Ph 25 A – Ricardo Freitas – Portugal – 2m

VAMOS CANTAR – Carlos Cruz e Vítor Lopes – PORTUGAL – 2m

HISTÓRIAS A PASSO DE CÁGADO – Artur Correia – 2m

THE PLAY – Cinema de Poesia – BRASIL – 3m

WOLF – Juraj Kubinec – ESLOVÁQUIA – 4m

DEU NO JORNAL – Yanko Del Pino - BRASIL – 3m

PARA CHEGAR ATÉ Á LUA – Split Filmes – BRASIL – 10m

DESISTE – Hernâni D. Maria e Pedro Luz – PORTUGAL – 5.24´´m

Intervalo

AS FEBRAS DE JESUS – Pedro Manuel Dias – PORTUGAL – 13m

Á MÃO ARMADA – Vanderley Timóteo –BRASIL – 6m

LE BVISER - O BEIJO – Stefan Le Lay – FRANÇA – 5m

DETAIL – Ana Maria Carneiro – PORTUGAL – 2m

EN EL HOYO – NO BURACO – David Martin de Los Ssntos – ESPANHA – 24m

O CARRO – Cinema de Poesia – BRASIL – 2.31´´m

BOKOVKA – SIDEWAY – Tomas Janco – ESLOVAQUIA – 28m

SEREI O TEU ESPELHO – Pedro Rocha Nogueira – PORTUGAL – 13m

Domingo, 03

COMPETIÇÃO II 14h00

LUGAR COMUM – Verónica da Costa – PORTUGAL – 10m
AS FADAS DAS GALINHAS – João Rei Lima – PORTUGAL – 2m

JE SUIS JEAN COCTEAU – Cinema de Poesia – BRASIL – 10m
MAIS UM ENCONTRO DE FAMÍLIA – Filipe Peres Calheiro – BRASIL – 15m

QUERO QUE VOLTS (ANIMADO) – João Rei Lima – PORTUGAL – 3m

BÉBÉ CHORÃO – Carla Santos – PORTUGAL – 3.30´´m

HISTÓRIA DA BORRACHA – Éric Blésin – BÉLGICA – 15m

O MAGO – Cinema de Poesia – BRASIL – 3m

A RELIGIOSA 2 – Clídio Nóbio – PORTUGAL – 2m

MAU DIA - Sanguenail – PORTUGAL – 19m

MACACOS ME MORDAM – Lumiô Filmes – BRASIL – 19m

Intervalo

PRÍSERA – MONSTRO – Michaela Ostadalova – ESLOVAQUIA – 5m

O SEGREDO – Luís António Pereira – BRASIL – 18m

CAIXA POSTAL – Vanderley Timóteo – BRASIL – 9m

ALMAS CONGELADAS – Joana Macias – ESPANHA – 14m

BERÇO DE PEDRA – Nuno Rocha – PORTUGAL – 28m

AMÉLIO O HOMEM DE VERDADE –Luís António Pereira – BRASIL – 14m

37 C – Tamara Sulamanidze - GEORGIA

PROJECÇÂO CINEMA Super 8mm 18h15

EXIBIÇÃO DA CURTA METRAGEM REALIZADA PELOS ALUNOS da Escola Secundária de Arouca 18h30

ENCERRAMENTO ENTREGA DE PRÉMIOS 18h40

Ribeirinha - Festival de mulheres na Guarda



Com algum atraso - mas mais vale tarde do que nunca - damos conta do que se vai passando na cidade da Guarda, nomeadamente no seu teatro municipal, onde têm estado a decorrer coisas muitíssimos interessante e que mais que justificam uma deslocação para aquelas bandas.
Falamos, neste caso concreto, do Ribeirinha, um festival de música no feminino e que trouxe nomes e grupos musicais extremamente importantes.

Ribeirinha é o nome da mulher que nos tempos de D. Sancho I inquietou e seduziu a sociedade da cidade da Guarda daqueles tempos. Hoje inspira um festival onde a arte no feminino ganha destaque durante todo o mês de Novembro.

O Teatro Municipal da Guarda (TMG) promoveu, durante o mês de Novembro, um festival inteiramente dedicado à arte no feminino.

O Ribeirinha – Festival de Mulheres conta, no seu programa, com importantes presenças femininas. Cristina Branco, Meira Asher, Sussan Deyhim, Tucanas, Fátima Miranda, Gerda Lepke, Ingrid Kerma e Liane Birnberg integram o cartaz deste festival que aposta na diversidade de propostas e na inquestionável qualidade das artistas convidadas. Da música às artes plásticas, Novembro foi o mês das mulheres no TMG.

O “Ribeirinha - Festival de Mulheres” começou no dia 4 de Novembro, com a “voz do novo fado”, Cristina Branco, que actuou no Grande Auditório do TMG, pelas 21.30 horas. Sem procurar uma ruptura ingénua com a tradição do fado, Cristina Branco revitaliza essa tradição pela autenticidade da sua interpretação. A voz e a sensibilidade interpretativa de Cristina Branco procuram o difícil convívio dos textos com a musicalidade do fado, tentando encontrar um caminho expressivo tornando a música e a letra inseparáveis no sentir.

No dia 11, Meira Asher regressou à Guarda (actuou em 2000, no âmbito do Ó da Guarda). Desta vez, a irreverente artista israelita apresentou o espectáculo “Open Cuts” com o holandês Guy Harries, no Pequeno Auditório do TMG. Em “Open Cuts”, Meira Asher e Guy Harries apresentam uma mistura única de texturas electrónicas e de ambientes samplados aliados à experimentação vocal.

Seguiu-se, Sussan Deyhim, no dia 12 de Novembro. Sussan Deyhim é compositora e artista vocal de primeiríssima linha na música experimental internacional. A música de Deyhim combina técnicas vocais com processamento digital, misturando-lhe depois o misticismo da música do médio Oriente A acompanhá-la neste espectáculo, intitulado “Vocodeliks” esteve, como convidado especial Richard Horowitz. Horowitz, é um conhecido músico norte-americano premiado por diversas vezes pelas suas prestações em bandas sonoras para cinema. Horowitz criou música para filmes de Oliver Stone e Bernardo Bertolucci, entre outros

O Ribeirinha – Festival de Mulheres prosseguiu no dia 19 de Novembro, com a actuação do grupo de percussão português Tucanas. Joana Neves, Mónica Rocha, Sara Jónatas, Tânia Lopes e Xana Abreu subiram ao palco do Pequeno Auditório, pelas 21.30 horas para um espectáculo com muito ritmo e com uma forte componente cénica, entre a sensibilidade feminina e a força rude de tocar percussão. As Tucanas são compositoras e autoras dos seus próprios temas interpretados com bidons, cabaças, baterias, surdos, djembés, dumbas, entre outros.

No dia 25 de Novembro foi a vez da espanhola Fátima Miranda que apresenta “Cantos Robados”. Dona de uma voz inigualável, Fátima «é o santuário da voz humana, onde se entrecruzam o sagrado e o profano», como a definiu o crítico musical português Fernando Magalhães. Aplaudida pela crítica internacional, Fátima Miranda apresenta, na Guarda, o seu mais recente espectáculo “Cantos Robados”, criado propositadamente para a sua cidade natal, Salamanca. “Cantos Robados” integrou o programa de “Salamanca 2005 – Plaza Mayor de Europa” tendo estreado no passado dia 30 de Setembro. Dona de uma voz inigualável, que junta técnicas vocais japonesas, indianas e do flamenco, Fátima Miranda é uma artista única nas fileiras da vanguarda.

A fechar este Festival está a exposição “3 Pintoras da Alemanha: Gerda Lepke, Ingrid Kerma e Liane Birnberg”, que ficará patente, na Galeria de Arte do TMG, de 26 de Novembro a 30 de Dezembro e pode ser visitada de Terça a Domingo, das 14.00 às 23.00 horas. O comissariado desta exposição é da também artista plástica Maria Lino.

Gerda Lepke, nasceu em Jena, na Alemanha, em 1939. Estudou na Escola de Belas Artes de Dresden. Obteve diversos prémios na área das artes plásticas, desde 1971 que vive apenas da pintura.Ingrid Kerma nasceu em 1942, numa localidade perto de Berlim. Estudou no Goldsmhith’s College, da Universidade de Londres. Actualmente vive e trabalha entre Londres e Berlim.Liane Birnberg nasceu em 1948, em Bucareste (Roménia).Estudou na Escola Superior de Música Ciprian Porumbescu, também em Bucareste. Em 1978 muda-se para a Alemanha e faz as suas primeiras pinturas. Vive como pintora e compositora em Berlim desde 1989.

http://www.tmg.com.pt/

29.11.06

Never to forget (de Arundhati Roy)

Never To Forget

To love.
To be loved.
To never forget your own insignificance.
To never get used to the unspeakable violence
And the vulgar disparity of life around you.
To seek joy in the saddest places.
To pursue beauty to its lair.
To never simplify what is complicated
Or complicate what is simple.
To respect strength, never power.
Above all, to watch.
To try and understand.
To never look away.
And never, never to forget.

—Arundhati Roy, from The End of Imagination



Serões de Inverno na aldeia

Os serões na aldeia, durante a estação fria do Inverno, são um dos usos e costumes populares mais enraízados na cultura popular. São momentos de convívio e de conversa, onde se pratica a literatura oral e o companheirismo entre iguais.