6.5.09

Ecologia da paisagem - curso a realizar em Bragança nos dias 16 e 17 de Maio



16 e 17 de Maio de 2009
Curso: Ecologia da Paisagem - A Paisagem no Turismo Rural e de Natureza
Bragança - Instituto Politécnico de Bragança



Programa

Sábado, 16 de Maio9.00 - Abertura do secretariado e apresentação do curso.
9.30 - Ecologia da Paisagem: origem e as bases conceptuais (José Castro, ESAB).
11.00 - Intervalo
11.15 - Componentes e funcionamentos da paisagem rural: exemplos da etnobotânica local e regional (Ana Maria Carvalho, ESAB).
13.00 - Almoço
15.00 - Exercício prático sobre o carácter da paisagem de origem de cada participante: as diferentes escalas para a sua representação, e os principais elementos e funcionamentos envolvidos.
18.00 - Análise e discussão em conjunto da informação recolhida e trabalhada.
Domingo, 17 Maio
9.30 - A percepção da Paisagem (Ana Lavrador, Universidade Nova de Lisboa).
11.00 - Intervalo.
11.15 - A exploração estética da Paisagem (Luísa Genésio, ESAB).
13.00 - Almoço.


Inscriçoes:

Trabalhar em centros comerciais. Algumas notas sobre uma pesquisa empírica - 2ª oficina do pensável na Universidade Popular do Porto

Livro: Entre a casa e a caixa. Retrato dos trabalhadores na Grande Distribuição.
Autora: Sofia Cruz
Edições Afrontamento

Com algum atraso damos aqui conta da realização no passado dia 30 de Abril da 2ª oficina do Pensável promovida pela Universidade Popular do Porto (UPP) a cargo de Sofia Alexandra Cruz e subordinada ao tema «Trabalhar em centros comerciais. Algumas notas sobre uma pesquisa empírica.»
As oficinas do pensável são uma iniciativa organizada no quadro das actividades da UPP Universidade Popular do Porto . Trata-se de um lugar de intercâmbio onde falamos do nosso trabalho e conhecemos o dos outros. Tudo porque rejeitamos essa espécie de "solidão especializada", hoje tantas vezes prevalecente, e reconhecemos que o conhecimento é sempre mais do que a soma das suas infinitas partes. Somos uma oficina onde pensar é um trabalho de todos para todos."


As Oficinas do Pensável
acontecem na última 5a de cada mês, às 21h30 nas instalações da UPP, na Rua Augusto Luso 167, 1 Porto



Trabalhar em centros comerciais. Algumas notas sobre uma pesquisa empírica.
Sofia Alexandra Cruz


Os centros comerciais (1) marcam desde os anos oitenta do século XX a paisagem urbana e comercial portuguesa. No contexto das jornadas sobre centros comerciais que se realizaram em Lisboa, no ano de 1989, defendeu-se que estes espaços eram centros de vida, uma vez que para além do uso comercial também estava em causa um uso cultural, desportivo e social. Volvidos vinte anos sobre esse encontro, destacamos uma outra utilização absolutamente incontornável - a laboral -, que remete para uma dimensão da sociedade do consumo e do lazer composta por indivíduos para quem estes centros comerciais correspondem aos seus locais de trabalho.
Muito embora contemplados sob o olhar da arquitectura, da engenharia e da geografia, os centros comerciais raramente têm sido analisados pela sociologia, exceptuando alguns estudos sobre a sociologia do consumo que os consideram como a expressão máxima de uma cultura de consumo e local mágico de troca e de fruição de mercadorias. Esta constatação, as conclusões decorrentes de um trajecto de investigação anterior (2) e a circulação por estes espaços em muito contribuíram para elegermos como objecto de estudo os/as trabalhadores/as dos centros comerciais.
Nesta Oficina nº2 pretendeu-se dar conta da pesquisa desenvolvida sobre o universo laboral constituído pelos/as trabalhadores/as de lojas de vestuário e de restauração localizadas em centros comerciais. O objectivo central foi reflectir sobre a estratégia metodológica accionada para investigar esta realidade e os desafios encontrados.



(1) A Portaria nº424/85 de 5 de Julho define o centro comercial como o “empreendimento comercial que reúna cumulativamente os seguintes requisitos:
1) possua uma área bruta mínima de 500m2 e um número mínimo de doze lojas, de venda a retalho e prestação de serviços, devendo estas, na sua maior parte, prosseguir diversificadas e especializadas;
2) todas as lojas devem ser instaladas com continuidade num único edifício ou em edifícios ou pisos contíguos e interligados, de modo a que todas usufruam de zonas comuns privativas do centro pelas quais prioritariamente o público tenha acesso às lojas implantadas;
3) o conjunto do empreendimento tem de possuir unidade de gestão, entendendo-se por esta a implementação, direcção e coordenação dos serviços comuns, bem como a fiscalização do cumprimento de toda a regulação interna;
4) o período de funcionamento (abertura e encerramento) das diversas lojas deve ser comum, com excepção das que pela especificidade da sua actividade se afastem do funcionamento usual das outras actividades instaladas”.

(2) No âmbito da tese de mestrado desenvolvemos uma reflexão sobre a especificidade do trabalho da linha de caixas nos hipermercados (Sofia Alexandra Cruz, 2003, Entre a Casa e Caixa. Retrato de Trabalhadoras na Grande Distribuição, Porto, Afrontamento).

Festival Fábrica 2009 de dança contemporânea

A dança contemporânea, apesar de todas as contrariedades, sempre foi um enorme campo de experimentação, cruzamentos e florescimento de novas abordagens de encarar o corpo, o movimento e a sociedade onde os artistas se inserem e o mundo onde se movem.
Dessa rede de relações, baseadas em conteúdos manipulados pelos próprios artistas, surgem documentos que registam e retratam o corpo nas suas múltiplas identidades.

Nessa 11ª Edição, procuramos ampliar ainda mais nossa intervenção como parceiros privilegiados da difusão de novas obras, bem como de novos artistas. Estabelecemos várias co-produções. Convidamos artistas em início de carreira. Estabelecemos colaborações com vários espaços de forma a tornar bem mais acessível a participação do público (e não esperar que todos se dirijam ao teatro).

Esta Edição, é marcadamente uma programação feita com artistas que estão a despontar e a construir um corpus de trabalho inteligente e coeso dentro da criação coreográfica contemporânea.



Programação

01 a 23 de Maio 2009
Contagiarte - 23H30
Exposição de fotografias de Renato Silva
Um olhar

01.05.09
Espaço Maus Hábitos / Mostra Show Rooms - 22H30
Pongo land - Nuno Lucas (PT) / Hermann Heisig (GER)


07.05.09
Teatro Helena Sá Costa - 21H30
Charlotte O'Day - Flávio Rodrigues (PT)

Simon 06.07.08.09 - João Costa (PT)


08 e 09.05.09
Espaço Maus Hábitos / Mostra Show Rooms – 22H30
Gingerbread cookie country - Rani Nair (SWE)



09.05.09
Teatro Helena Sá Costa - 21H30
Im–Francisco Camacho / Vera Mota (PT)
Razzle Dazzle - Marianne Baillot (FR)



16.05.09
Teatro Helena Sá Costa - 21H30
Ningyo – Nicole Seiler (SW)



18 a 22.05.09
NEC - Núcleo de Experimentação Coreográfica - 21H30
Workshop Nicole Seiler
Horário: 18H às 21H



20.05.09
Espaço Maus Hábitos / Mostra Show Rooms – 22H30
Ready steady - Daniel Almgren Recén – (SWE)



22 e 23.05.09
Espaço Sacramento – 21H30
ONE some body thing – Adriana Cubides (COL)
“Augustus hears cars like sea waves” – Raul Maia (PT)



23.05.09
NEC - Núcleo de Experimentação Coreográfica - 17H
Proposition 1 – Miet Warlop (BEL)

Contagiarte - 23H
K Two (performance) – Nicole Seiler



21 a 23.05.09
salabranca - 22H

O Festival da Fábrica – 11ª edição, em colaboração com salabranca, apresenta LUPA festival, que decorre de 21 a 23 de Maio.09

O LUPA festival é um dos projectos da salabranca lab, que surge com o objectivo de criar um espaço de apresentação e reflexão de trabalhos performativos: 3 artistas durante 3 dias cruzam-se com o público num ambiente de grande proximidade.

Viagem a Nova Iorque - 3º estudo: as personagens da viagem.. - Micaela Maia (PORT)
INFORMAÇÕES ÚTEIS
Teatro Helena Sá Costa
Rua da Escola Normal, 39
Porto

NEC - Fundação Escultor José Rodrigues/Fábrica Social
Rua da Fábrica Social, s/n
Porto

Espaço Sacramento
Rua de Guilherme Braga, 44
Vila Nova de Gaia

Estúdio La Marmita
Rua da França, 6
Vila Nova de Gaia

Maus Hábitos
Rua de Passos Manuel, 178 - 4º
Porto

Contagiarte
Rua Alvares Cabral, 372
Porto

salabranca
Rua Augusto Rosa, 176 - 3º
Porto
Para saber mais:

Concerto em Águeda do grupo galego de folk celta Luar na Lubre (dia 8 de Maio às 22h.)



SEXTAS CULTURAIS ÁGUEDA 2009

8 Maio, 22h00

Luar na Lubre ou o grande folk celta no palco das Sextas, em Águeda!

http://www.luarnalubre.com/

Da cidade portuária da Corunha para o mundo: música celta galega! Luar na Lubre é um dos mais importantes grupos folk galegos, com uma carreira internacional recheada de êxitos, discos e reconhecimentos. O grupo difunde por todo o planeta a música da nossa irmã Galiza, estreitando laços culturais entre países e culturas, numa relação também muito especial com a música e os músicos portugueses. A voz do grupo é da cantora portuguesa Sara Vidal, cujas ligações familiares a Águeda darão especial emoção ao concerto dos Luar na Lubre nas Sextas Culturais.

http://www.dorfeu.pt/


Canto de Andar (Luar Na Lubre)




O son do Ar




Espiral




Chove en Santiago



A carqueja, uma das plantas mais vulgares e bonitas nos terrenos mais elevados batidos pelo vento...



A carqueja ou carqueija é uma planta muito vulgar nos campos e matos incultos de Portugal
O seu nome científico é Pterospartum tridentatum e pertence à família Fabaceae mais conhecidas por leguminosas. O nome da família (Fabaceae ) talvez derive do facto de todas as plantas que a integram produzirem pequenas vagens (como a ervilheira o feijoeiro ou a acácia), mas um dos aspectos mais curiosos prende-se com o facto de serem leguminosas. Grande parte das espécies desta família apresentam simbiose das suas raízes com bactérias do género Rhizobium e semelhantes, que fixam o nitrogénio da atmosfera, uma característica ecológica de extrema importância uma vez que contribui para o enriquecimento do solo.

A carqueja tem mais aspectos curiosos como seja o facto de praticamente não possuir folhas. A função fotossintética é feita pelo caule, que para o efeito apresenta duas espécies de asas que se prolongam ao longo dele em posições opostas, funcionando como folhas.

Em Portugal estão identificadas 3 subespécies de carqueja, mas a sua identificação não é muito fácil. São muito abundantes, principalmente a norte. A floração acontece entre Março a Junho mas é nos meses de Abril e Maio que se faz a colheita da flor, tão tradicional nas nossas aldeias.Cresce bem em matos, matagais e terrenos incultos. Está espalhada por todos os locais principalmente nos pontos mais elevados onde existe vegetação rasteira, partilhando o espaço com giestas, estevas e arçãs e também o tojo, "parente" muito próximo da carqueja.
A lenha de carqueja (estamos a falar de um arbusto) já foi bastante usada para aquecimento dos fornos de cozer o pão, mas actualmente é pouco usada como combustível. As suas flores são colhidas e secas. Com elas se faz o tão conhecido chá de carqueja indicado para hipertensão, constipações, tosse, bronquite, diabetes, rins e bexiga. Mas é na culinária que a carqueja ganha cada vez mais adeptos: as partes terminais de pequenos caules são usadas para temperar carne estufada, principalmente coelho. É famoso o arroz de carqueja mas ainda não provei.
A carqueja também é utilizada para aromatizar licores.
Por último, o chá de carqueja ajuda no emagrecimento devido à sua função diurética.




FAMÍLIA: Papilionáceas

NOME VULGAR: Carqueja

DESCRIÇÃO: planta lenhosa, arbustiva; flores amarelas. com pedúnculos curtos, reunidas em fascículos axilares e terminais; corola com o estandarte ovado ou quase arredondado e a quilha prateado-acetinada, peluda; estames unidos num só grupo; os ramos são alados e as folhas substituídas por filódios (forma laminar) coriáceos; vagem 10-12 mm pubescente-acetinada

HABITAT: Charnecas, matos, pinhais, montados

FLORAÇÃO: Março a Junho

As gripes comuns, a gripe A do subtipo H1N1 ou suína, e as outras «gripes» muito mais arrasadoras que convém não falar...

A gripe comum e mais vulgar causa cerca de meio milhão de mortes no mundo em cada ano.

Em 2005 a gripe aviar causou 243 mortes em todo o mundo. O governo norte-americano de Bush recomendou o Tamiflú para combatê-la. Acontece que a patente deste medicamento era propriedade de uma empresa cujo presidente era Donald Rumsfeld, secretário de Defensa de Bush, e principal responsável pela guerra do Iraque que matou milhão e meio de pessoas. O Tamiflú valia 44 euros em 1999 e passou a valer 377 euros em 2006.

A gripe suína ( ou mexicana, ou gripe A subtipo H1N1) infectou menos de mil pessoas, tendo falecido até agora cerca de 20 pessoas, segundo a Organização Mundial de Saúde. A OMS diz-nos agora que o Tamiflú também serve para esta gripe.

O que se passa é que pouca gente fala de outras «gripes» que acontecem todos os dias:

- cerca de 90.000 pessoas morrem de fome no mundo em cada dia;
-cerca de 2.000 crianças são infectadas pela SIDA em cada dia
-cerca de 200 milhões de crianças dormem na rua em cada dia
-cerca de dois milhões de raparigas menores são obrigadas a prostituírem-se todos os dias
-cerca de 35.000 crianças morrem em cada dia de doenças que poderiam ser evitadas


Apesar destas «gripes» os governos, os Estados, os media preferem bombardear-nos e aterrorizarem-nos com a gripe suína…

Por muito cuidado que devemos ter com as novas doenças, as novas estirpes de vírus, é preciso nunca esquecer as doenças crónicas que atacam e envergonham a Humanidade: as desigualdades sociais, as injustiças, a miséria e a exploração de muitos a favor de uns poucos…



Epidemia de lucros

Texto de Silvia Ribeiro publicado no jornal mexicano La Jornada


A epidemia de gripe suína que dia-a-dia ameaça expandir-se por mais regiões do mundo não é um fenómeno isolado; é parte da crise generalizada e tem suas raízes no sistema de criação industrial de animais dominado pelas grandes empresas transnacionais.

No México, as grandes empresas de criação de aves e suínos têm proliferado amplamente nas águas (sujas) do Tratado de Livre Comércio da América do Norte. Um exemplo é a Granja Carroll, em Veracruz, propriedade da Smithfield Foods, a maior empresa de criação de porcos e processamento de produtos suínos no mundo, com filiais nos EUA, na Europa e na China. Em sua sede de Perote começou há algumas semanas uma virulenta epidemia de enfermidades respiratórias que atingiu 60% da população de La Gloria, facto informado pelo jornal La Jornada em vários momentos a partir das denúncias dos habitantes do lugar. Eles, há uns anos, travam uma dura luta contra a contaminação causada pela empresa e têm sofrido, inclusive, repressão das autoridades por denunciar. A Granjas Carroll declarou que não está relacionada nem é a origem da actual epidemia, alegando que a população tinha uma gripe "comum". Não foram feitas análises para saber exactamente de que vírus se tratava.

Em contraste, as conclusões do painel Pew Commission on Industrial Farm Animal Prodution (Comissão Pew sobre Produção Animal Industrial), publicadas em 2008, afirmam que as condições de criação e confinamento da produção industrial, sobretudo em suínos, criam um ambiente perfeito para a recombinação de vírus de distintas cepas.

Inclusive, mencionam o perigo de recombinação da gripe aviária e da suína e como finalmente pode chegar a recombinar em vírus que afectem e sejam transmitidos entre humanos. Mencionam também que por muitas vias, incluindo a contaminação das águas, pode chegar a localidades longínquas, sem aparente contacto direto. Um exemplo do que devemos aprender é o surgimento da gripe aviária - ver, por exemplo, o relatório de GRAIN, que ilustra como a indústria avícola criou a gripe aviária: http://www.grain.org/.

Porém, as respostas oficiais diante da crise actual, além de tardias (esperaram que os Estados Unidos anunciassem primeiro o surgimento do novo vírus, perdendo dias preciosos para combater a epidemia), parecem ignorar as causas reais e mais contundentes. Mais do que enviar cepas de vírus para o seu sequenciamento genómico a cientistas, como Craig Venter, que enriqueceu com a privatização da pesquisa e dos seus resultados (sequenciamento que, com certeza, já foi feito por pesquisadores públicos do Centro de Prevenção de Enfermidades em Atlanta, EUA), o que se torna necessário é saber que esse fenómeno irá continuar a repetir-se enquanto existirem os focos criadores dessas enfermidades.

Já na epidemia, são também as transnacionais, as que mais lucram: as empresas biotecnológicas e farmacêuticas que monopolizam as vacinas e os antivirais. O governo anunciou que tinha um milhão de doses de anti-genes para atacar a nova variedade de gripe suína; porém, nunca informou qual o seu custo.

Os únicos antivirais que ainda têm acção contra o novo vírus estão patenteados na maior parte do mundo e são de propriedade de duas grandes empresas farmacêuticas: o zanamivir, com nome comercial Relenza, comercializado pela GlaxoSmithKline, e o oseltamivir, cuja marca comercial é Tamiflu, patenteado pela Gilead Sciencies, licenciado de forma exclusiva pela Roche. Glaxo e Roche são, respectivamente, a segunda e a quarta empresas farmacêuticas em escala mundial e, igualmente como no restante de seus remédios, as epidemias são as suas melhores oportunidades de negócio.

Com a gripe aviária, todas elas lucraram centenas ou milhões de dólares. Com o anúncio da nova epidemia no México, as acções da Gilead subiram 3%, as da Roche 4% e as da Glaxo 6%; e isso é somente o começo.

Outra empresa que persegue esse lucrativo negócio é a Baxter, outra farmacêutica global (ocupa o 22º lugar), e que teve um "acidente" na sua fábrica na Áustria, em Fevereiro de 2009. Enviou um produto contra a gripe para a Alemanha, Eslovénia e República Checa contaminado com vírus da gripe aviária. Segundo a empresa "foram erros humanos e problemas no processo", do qual não pode dar detalhes, "porque teria que revelar processos patenteados".

Não necessitamos enfrentar somente a epidemia da gripe; necessitamos enfrentar também a epidemia do lucro.

Silvia Ribeiro é pesquisador do grupo ETC, que pratica estudos sócio-económicos e ecológicos (http://www.etcgroup.org/ )

3.5.09

A liberdade na Internet em risco!


Retirado do blogue:

http://sol.sapo.pt/blogs/contramestre/default.aspx


VOTAÇAO NO PARLAMENTO EUROPEU NO DIA 5 DE MAIO DE 2009

Não deixe que o parlamento europeu lhe feche a internet... não haverá volta atrás!
Aja agora!
O acesso à internet não é condicional

Todos os que têm um site, blog bem como todos aqueles que usam o Google ou o Skype, todos aqueles que gostam de expressar as suas opiniões livremente, investigarem do modo que entendem seja para questões pessoais, profissionais ou académicas, todos os que fazem compras online, fazem amigos online, ouvem música ou vêm vídeos...

Milhões de europeus dependem da internet quer seja directa ou indirectamente no seu estilo de vida. Tirá-la, limitá-la, restringi-la ou condicioná-la, terá um impacto directo naquilo que fazemos. E se um pequeno negócio depender da internet para sobreviver, torná-la inacessível num período de crise como o que vivemos não pode ser bom.

Pois a internet que conhecemos está em vias de extinção através das novas regras que a União Europeia quer propor no final de Abril. Segundo estas leis, os provedores de serviço, ou seja as empresas que nos fornecem a internet, PT, Zon, Clix entre muitas outras, vão poder legalmente limitar o número de websites que visitamos, além de nos poderem limitar o uso ou subscrição de quaisquer serviços que queiramos de algum site.

As pessoas passarão a ter uma espécie de pacotes de internet parecidos com os da actual televisão. Será publicitada com muitos "novos serviços" mas estes serão exclusivamente controlados pelo fornecedor de internet, e com opções de acesso a sites altamente restringidas.

Isto significa que a internet será empacotada e a sua capacidade de aceder e colocar conteúdo será severamente restringida. Criará pacotes de acessibilidade na internet, que não se adequam ao uso actual que damos à internet hoje.

A razão é simples...

Hoje a internet permite trocas entre pessoas que não são controladas ou promovidas pelo intermediário (o estado ou uma grande empresa), e esta situação melhora de facto a vida das pessoas mas força as grandes corporações a perderem poder, controle e lucros. E é por isso que estas empresas forçam os políticos "amigos" a agirem perante esta situação.

A desculpa é a pirataria de filmes e música, mas as verdadeiras vítimas seremos todos nós, a democracia e a independência cultural e informativa do cidadão.


Recentemente, vieram com a ideia que a pirataria de vídeos e música promove o terrorismo (http://diario. iol.pt/tecnologi a/mapinet- internet- pirataria- terrorismo- crime-tvi24/1058509-4069. html ) para que seja impensável ao cidadão comum não estar de acordo com as novas regras...

Pense no modo como usa a internet! Que significaria caso a sua liberdade de escolha lhe fosse retirada?

Hoje em dia, a internet é sobre a vida e liberdade. É sobre fazer compras online, reservar bilhetes de cinema, férias, aprendermos coisas novas, procurar emprego, acedermos ao nosso banco e fazermos comércio.

Mas é também sobre coisas divertidas como namorar, conversar, convidar amigos, ouvir música, ver humor, ou mesmo ter uma segunda vida.

Ela ajuda-nos a expressarmo-nos, inovarmos, colaborarmos, partilharmos, ajuda-nos a ter novas ideias e a prosperar... tudo sem a ajuda de intermediários.

Mas com estas novas regras, os fornecedores de internet escolherão onde faremos tudo isso, se é que nos deixarão fazer.

Caso os sites que visitamos, ou que nós criámos não estejam incluídos nesses pacotes oferecidos por estas empresas, ninguém os poderá encontrar.

Se somos donos de um site ou de um blog e não formos ricos ou tivermos amigos poderosos, teremos de fechar.

Só os grandes prevalecerão, com a desculpa de que os pequenos não geram tráfego suficiente para justificar serem incluídos no pacote.

Continuaremos a ter a Amazon, a Fnac ou o site das finanças, mas poucos mais.

Os telefonemas gratuitos pela internet decerto que acabarão (como já se passa nalguns países da Europa) e os pequenos negócios e grupos de discussão desaparecerão, sobretudo aqueles que mais interessam, os que podem e querem partilhar a sua sabedoria gratuitamente com o mundo.
Se nada fizermos perderemos quase de certeza a nossa liberdade e uso livre da internet.

A proposta no Parlamento Europeu arrisca o nosso futuro porque está prestes a tornar-se lei, uma lei quase impossível de reverter.

Muitas pessoas, incluíndo deputados do Parlamento Europeu que a vão votar positivamente, não fazem a menor ideia do que isto pode querer dizer, nem se apercebem das implicações brutais que estas regras terão na economia, sociedade e liberdade. Estas medidas vêm embrulhadas numa coisa chamada "Pacote das Telecom´s" disfarçando estas leis de algo que apenas é relativo à indústria das telecomunicações.

Mas na verdade, tudo não passa de regras sobre o uso futuro da internet. A liberdade está a ser riscada do mapa.

Nestas leis propostas, estão incluídas regras que obrigam as Telecoms a informaram os cidadãos das condições em que o acesso à internet é fornecido. Parece ser uma coisa boa, em nome da transparência, mas não passa de uma diversão para poderem afirmar que podem limitar o nosso acesso à liberdade na internet, apenas terão é que informar-nos disso.

O futuro da internet está em jogo e precisamos de agir já para o salvar.

Diga ao Parlamento Europeu que não quer que estas alterações sejam votadas.

Lembre-os que as eleições europeias são em Junho e que a internet ainda nos dá alguma liberdade para que possamos observar e julgar os seus actos no Parlamento.

Saiba que não está sozinho(a) nesta luta... Enquanto lê isto, centenas e centenas de outras organizações estão a trabalhar para que esta mensagem chegue a quem de direito. Milhares de pessoas estão também a contactar os seus deputados neste sentido. Ajude-se a si mesmo, colabore e faça o que pode por esta causa...

A internet é tão sua como deles...

Divulgue esta mensagem o mais que possa...

Pode também escrever aos seus deputados...


Para mais informações sobre a lei:

The "Telecoms Package" is a set of five European Directives regulating electronic communication networks. Those directives are currently being modified. These directives are the
Access Directive 2002/19/EC,
Authorisation Directive 2002/20/EC,
Framework Directive 2002/21/EC,
Universal Service Directive 2002/22/EC and
Privacy Directive 2002/58/EC.
The text was voted in first reading in the European Parliament in Sept.24th 2008. Serious problems arose in this first reading on the issues of Privacy, Network neutrality and regarding the implementation of a mechanism known as "graduated response" at the European level.

The second reading vote will take place on may 6th 2009

Consultar:

http://www.blackouteurope.eu/index.html
http://www.blackouteurope.eu/blog.html
http://www.laquadrature.net/Telecoms_Package
http://www.internautas.org/

Seminário sobre Risco, precaução e ciência na UE à luz do caso dos OGM ( 8 de Maio às 14h30 na Fac. de Economia de Coimbra)


Quem conhece verdadeiramente as consequências dos OGMs (transgénicos)?


Seminário - Risco, precaução e ciência na EU à luz do caso dos OGM
Maria Eduarda Gonçalves, ISCTE

8 de Maio de 2009, 14:30,
Sala Keynes, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

Apresentação do nº26 da Revista «Educação, Sociedade & Cultura», preenchido com textos de Stephen Stoer (dia 6/5 em Leiria)



Apresentação da RES&C n.º 26 Homenagem a Stephen Stoer

No próximo dia 6 de Maio, às 18 horas, vai ser apresentado o número 26 da revista Educação, Sociedade & Culturas, no auditório 1 da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria.

No âmbito da apresentação deste número temático - intitulado "Stephen R. Stoer. Textos escolhidos" - será homenageado este docente da FPCEUP, fundador do Centro de Investigação e Intervenção Educativas e director da publicação, falecido em 2005.

Stephen R. Stoer: Textos escolhidos
Editorial

Parte 1
• A reforma de Veiga Simão no ensino: Projecto de desenvolvimento social ou "disfarce humanista"?
• A revolução de Abril e o sindicalismo dos professores em Portugal
• Sociologia da educação e formação de professores
• A genética cultural da "reprodução"
• "O professor como missionário": Uma concepção pré-industrial?
• Os diplomas académicos também sofrem de inflação
• Formar uma elite ou educar um povo?


Parte 2
• Notas sobre o desenvolvimento da sociologia da educação em Portugal
• Construindo a escola democrática através do "campo de recontextualização pedagógica"
• O Estado e as políticas educativas: Uma proposta de mandato renovado para a escola democrática

Parte 3
• Educação e o combate ao pluralismo cultural benigno
• Desocultando o voo das andorinhas: Educação inter/multicultural crítica como movimento social
• Esgrimindo com Bernstein e Bourdieu

Parte 4
• Novas formas de cidadania, a construção europeia e a reconfiguração da universidade

http://www.fpce.up.pt/ciie/revistaesc/pagina26.htm

Curso sobre a História do Movimento Operário (de 7/5 até 4/6) organizado pela cooperativa Cul:tra


Curso: História do Movimento Operário

Este curso pretende apresentar e discutir os principais contributos para a História do Movimento Operário ao longo do século XX, em Portugal e na Europa.

As sessões realizam-se às quintas feiras, pelas 21.00, nas instalações do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (Rua Fialho de Almeida nº 3 / Metro: S. Sebastião) e a entrada é livre.

Programa:

7 de Maio
O Socialismo Reformista

António Reis (Instituto de História Contemporânea / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas)
Walter Beier (Transform! Europe)

14 de Maio
Sindicalismo Revolucionário

Joana Dias Pereira (Instituto de História Contemporânea / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas)

21 de Maio
O Anarquismo

António Ventura (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
Cristina Mas (Historiadora, Jornalista / Barcelona)

28 de Maio
O Comunismo (IC / Comintern)

João Madeira (Instituto de História Contemporânea / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas)
Serge Wolikow (Maison des Sciences de l'Homme / França)

4 de Junho
A Esquerda Radical pós anos-60

João Cordeiro (Universidade do Minho)
Alex Foti (Euro MayDay / Itália)

Cursos de Formação: o que é afinal a Economia (1ºcurso) e Assuntos privados e Serviço Público(2º curso)

2 Cursos de Formação na área da Economia
(inscreva-se já - número limitado de vagas)


Local: Ler Devagar, na LX Factory, Rua Rodrigues de Faria n.º 103, Edifício G 0.3, Alcântara - Lisboa

Inscrição:

Preço - 100€ por cada curso completo ou 25€ por duas sessões avulsas.


Dados para inscrição - nome, morada completa e n.º de contribuinte (para emissão de recibo), bem como com a indicação das sessões em que se inscreve (no caso de inscrições em apenas duas sessões). Se optar pela hipótese transferência, agradecemos que nos envie o respectivo comprovativo para o e-mail
monde-diplo@netcabo.pt , juntamente com os seus dados e a indicação das sessões em que se inscreve (no caso de inscrições em apenas duas sessões).

Número limitado de inscrições.

Serão distribuídos materiais de apoio à formação.

Organização: Centro de Estudos Sociais ( de Coimbra)/ Le Monde diplomatique - edição portuguesa

1.º curso - 9 sessões



Afinal o que é a Economia? O que nos ensina a sua história

Sábados, 9, 16 e 23 de Maio 2009

Coordenação: José Castro Caldas

Apresentação: A Economia não é o saber monolítico que muitas vezes parece ser. Pelo contrário é, e sempre foi, campo de controvérsias, muitas vezes acaloradas, que reflectem diferentes perspectivas acerca do que é, ou deve ser, a sociedade. Para compreender o que é hoje a Economia precisamos de olhar para a sua história. Isso mesmo é o que este curso de formação avançada propõe.

Programa:

9 Maio 2009

10.00 Outras economias (Francisco Louçã, ISEG)

* O regresso da Economia Política

* Depois do império da finança, a economia sustentável

14.00 Economia, moral e política (José Castro Caldas, CES)

* A Economia moral de Aristóteles

* O pensamento económico medieval

* A Economia e Política: mercantilismos

16.30 O Iluminismo e a Economia Política Clássica (Maria de Fátima Ferreiro, ISCTE)

* A Economia e a filosofia moral de Adam Smith

* A Economia Política Clássica

16 Maio 2009

10.00 Romantismo, Historicismo e a Economia Política (Luis Francisco Carvalho, ISCTE)

* A crítica "romântica" da Economia Política

* A(s) Escola(s) Históricas

14.00 Socialismos (José Castro Caldas, CES)

* Os socialismos antes de Marx

* A crítica da Economia Política de Marx

17.00 Origem e consolidação da corrente neoclássica (Vitor Neves, CES, FEUC)

* A ‘revolução’ marginalista

* O mundo dos economistas neoclássicos

23 Maio 2009

10.00 Instituições e mudança (José Reis, João Tolda, CES, FEUC)

* O institucionalismo

* O evolucionismo de Schumpeter

14.00 A crise de 1929 e o Keynesianismo (José Castro Caldas, CES)

* Afinal o que aconteceu em 1929?

* A Economia e a Política em Keynes

16.30 Neoliberalismo: apogeu e colapso? (João Rodrigues, Univ. Manchester)

* A sociedade de Mont Pelerin

* Do colapso de Bretton Woods ao consenso de Washington

* A Economia depois do colapso financeiro






2º Curso - 9 sessões






Assuntos privados e serviço público: o que nos faz correr

Sábados, 30 de Maio, 6 e 20 de Junho de 2009

Coordenação: Ana Cordeiro Santos

Apresentação: A provisão de bens e serviços públicos tem sido crescentemente marcada por um ‘mimetismo mercantil’. O tipo de práticas organizacionais e de estruturas de incentivos típicas do sector privado é cada vez mais adoptado no sector público. Bens e serviços públicos são reconfigurados e convertidos em mercadorias, e, por esta via, sujeitos à lógica do lucro e à disciplina do mercado. A lógica do ganho individual, por outro lado, substitui o sentido de dever e a ética do serviço público. Este curso de formação propõe-se reflectir sobre o impacto deste processo mimético sobre as motivações e o comportamento de todos aqueles que trabalham nestas áreas.

Programa:

30 de Maio 2009

10.00 A (pretensa) superioridade moral e económica dos incentivos (Ana Cordeiro Santos, CES)

* A justificação económica: harmonia de interesses individuais

* A justificação ética: liberdade de escolha

14.00 Nem tudo tem um preço, mas pode vir a tê-lo (Ana Costa, ISCTE)

* O gosto pelo trabalho bem feito e em autonomia

* Quando a recompensa e a punição se transformam em preços

16.30 A ilusão da liberdade de escolha: Somos mesmo livres de escolher no mercado? (João Rodrigues, Univ. de Manchester)

* Instituições, formação das alternativas de escolha e resultados sociais

* Liberdades promovidas e liberdades ameaçadas em espaços mercantis e não-mercantis

6 de Junho 2009

10.00 Definir colectivamente o bem comum (Ana Costa, ISCTE)

* A racionalidade da escolha colectiva

* O que significa deliberar na esfera pública?

14.00 Agir pelo bem comum: Visões rivais (José Castro Caldas, CES)

* Cada um por si para o abismo, ou a tragédia dos comuns * (Quase) todos por um: a importância das normas e dos valores partilhados

16.30 Experiências de acção colectiva: agir colectivamente contra riscos públicos (Marisa Matias, CES)

* As respostas públicas à gestão do risco: problemas ambientais como externalidades e a criação dos ‘cidadãos responsáveis’

* A falácia da universalidade dos riscos públicos: conflitos distributivos e justiça ambiental

* Vulnerabilidades diferenciais de populações e territórios

20 de Junho de 2009

10.00 Os incentivos na crise financeira (Ana Cordeiro Santos, CES)

* A perversidade dos incentivos dos gestores do sector financeiro

* O caso do crédito às famílias

14.00 Gestão pública de qualidade significa gestão empresarial? (Jorge Bateira, Univ. de Manchester)

* A Nova Gestão Pública em serviços do Estado: resultados escassos, efeitos perversos

* Outros caminhos para uma gestão pública de qualidade

16.30 Incentivos e acção colectiva nas empresas (Ricardo Paes Mamede, ISCTE)

* A imprevisibilidade do futuro e a incompletude dos contratos

* Para além das trocas: as normas e os compromissos


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Formadores
Jorge Bateira é economista. Leccionou na Faculdade de Economia da Universidade do Porto e na Universidade Católica/Porto. Foi gestor do Programa IC PME no QCA II. Actualmente é doutorando na Universidade de Manchester.

José Castro Caldas, doutorado em Economia, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra onde integra o Observatório do Risco (OSIRIS) e o Núcleo de Estudos sobre Governação e Instituições da Economia. Anteriormente foi professor auxiliar no Departamento de Economia do ISCTE.

Luís Francisco Carvalho, doutorado em Economia pelo ISCTE, onde é actualmente professor auxiliar. Investigador do DINÂMIA-ISCTE e do Centro de Estudos Africanos do ISCTE. Os seus interesses de investigação incluem a história do pensamento económico, as relações entre ética e economia, e as teorias e políticas de desenvolvimento económico e social.

Ana Narciso Costa é doutorada em Economia pelo ISCTE, onde é actualmente professora auxiliar. Investigadora do DINÂMIA (Centro de Estudos Sobre a Mudança Socioeconómica). Tem-se interessado pela tomada de decisão individual e colectiva, relevância dos dilemas morais na escolha e acção económica e por certas correntes teóricas da Economia como o institucionalismo.

Maria de Fátima Ferreiro, doutorada em Economia pelo ISCTE, é actualmente Professora Auxiliar deste instituto e é investigadora do Dinâmia (Centro de Estudos Sobre a Mudança Socioeconómica) e do CETRAD (Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento). Os seus interesses de investigação são o Pensamento Económico, a Economia Agrária e Rural, o Direito de Propriedade, a Ética e Economia e a Ética e Ambiente.

Francisco Louçã, doutorado em Economia, professor catedrático no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa. Membro fundador da Unidade de Estudos sobre a Complexidade em Economia do ISEG.

Ricardo Paes Mamede é doutorado em Economia pela Universidade Bocconi (Milão). Professor Auxiliar do Departamento de Economia do ISCTE e Investigador do Dinâmia (Centro de Estudos Sobre a Mudança Socioeconómica).

Marisa Matias é Investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) e doutoranda da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC). As suas áreas de interesse incluem as relações entre ambiente e saúde pública, ciência e conhecimentos e democracia e cidadania.

Vítor Neves é doutorado em Economia pela Universidade de Coimbra, sendo actualmente Professor Auxiliar da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) e Investigador do Centro de Estudos Sociais (CES), onde integra o Núcleo de Estudos sobre Governação e Instituições da Economia.

José Reis é Professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) e Investigador do Centro de Estudos Sociais (CES), onde coordena o Núcleo de Governação e Instituições da Economia. É co-coordenador do Programa de Doutoramento em Governação, Conhecimento e Inovação. Os seus temas de investigação em economia compreendem três áreas principais: Economia dos Territórios, Institucionalismo, Estado e Governação e Economia Portuguesa.

João Rodrigues é doutorando em economia política na Universidade de Manchester e investigador no DINÂMIA-ISCTE e no Political Economy Institute da Universidade de Manchester. Os seus actuais interesses de investigação estão centrados na análise das relações entre as instituições económicas, o comportamento humano e a moralidade e no escrutínio dos principais contributos teóricos por detrás do chamado projecto neoliberal.

Ana Cordeiro dos Santos é doutorada em Economia e Filosofia pela Universidade Erasmus de Roterdão (Holanda). É investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, onde integra o Núcleo de Estudos sobre Governação e Instituições da Economia. Os seus actuais interesses de investigação incidem sobre o processo de construção de mercados e o seu impacto sobre as motivações e o comportamento humano.

João Tolda é doutorado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), onde é Professor Auxiliar. Investigador do Centro de Estudos Sociais (CES), onde integra o Núcleo de Estudos sobre Governação e Instituições da Economia.

Arte e Mercadoria - debate no teatro Maria Matos ( 4 de Maio, 18h até às 23h.)


O Teatro Maria Matos e a UNIPOP promovem pela primeira vez no próximo dia 4 de Maio das 18h às 23h um programa dedicado ao tema “ARTE & MERCADORIA”, com mesa redonda “O AUTOR ENQUANTO PRODUTOR” com participação de António Guerreiro (crítico do jornal Expresso), Francisco Frazão (programador de teatro da Culturgest), Marco Martins (cineasta) e Pedro Boléo (crítico musical do jornal Público) para uma conversa informal.Destaque ainda para conversa com Maurizio Lazzarato, acerca da Cultura, Trabalho, Liberalismo e Subjectividade.



PROGRAMA


18h O AUTOR ENQUANTO PRODUTOR. Mesa-redonda acerca de um texto de Walter Benjamin. Com António Guerreiro, Francisco Frazão, Pedro Boléo e Marco Martins.
“O autor enquanto produtor” é o título de uma comunicação de Walter Benjamin datada de 1934. Precedendo o conhecido ensaio “A obra de arte na era da reprodutibilidade mecânica”, este texto coloca em debate a relação entre a tendência política de uma obra, a sua técnica de escrita e o posicionamento do autor no processo de produção da obra. A partir deste texto de Benjamin, mas extravasando-o, convidámos António Guerreiro (crítico do jornal Expresso), Francisco Frazão (programador de teatro da Culturgest), Marco Martins (cineasta) e Pedro Boléo (crítico musical do jornal Público) para uma conversa informal sobre aqueles temas.

19h30 CONVERSA COM MAURIZIO LAZZARATO ACERCA DE CULTURA, TRABALHO, LIBERALISMO, SUBJECTVIDADE.

Paralelamente à pobreza económica, o liberalismo produz uma pobreza da subjectividade. E se, em resultado do forte desnível de rendimentos, o empobrecimento económico atinge a população diferenciadamente, já o empobrecimento da subjectividade é transversal à generalidade das pessoas, uma vez que as sociedades securitárias, sejam elas ricas ou pobres, estão expostas às mesmas semióticas da informação, da publicidade, da televisão, da arte e da cultura. A produção deste “mundo semiótico” partilhado por todos é um elemento específico da administração e governo dos artistas/técnicos e dos públicos que poderá ser melhor analisada à luz das transformações da arte no último século e à luz dos regimes laborais dos intermitentes do espectáculo – artistas e técnicos que trabalham no teatro, na música, na dança, no cinema, na televisão, no circo, etc.

Maurizio Lazzarato é sociólogo e filósofo, membro do Labaratoire Matisse-Isys (Universidade Paris 1) e da direcção da revista Multitudes. Entre as suas áreas de interesse estão a relação entre trabalho e arte, o pós-fordismo e o trabalho imaterial, a ontologia do trabalho e os movimentos pós-socialistas. Tem também trabalhado a obra de autores como Gabriel Tarde, Gilles Deleuze e Felix Guattari. Escreve igualmente acerca de cinema, vídeo e novas tecnologias de produção de imagens. Recentemente, publicou Intermittents et Précaires (com Antonella Corsani) e Puissances de l’invention. La psychologie économique de Gabriel Tarde contre l’économie politique. Nesta sua passagem por Lisboa, Lazzarato participará igualmente no seminário «a economia para além da economia»

[o bar do teatro está aberto e servirá jantares]

22h FORA DE ÁGUA, de Catarina Mourão (1997, 47').
Em Maio de 1997 e com o apoio do programa Europeu Interreg II, dez artistas plásticos foram convidados para realizar várias intervenções de arte pública no distrito de Beja. Este documentário conta a história do encontro entre estas obras, os seus autores e a população local, dando a conhecer os vários pontos de vista nesta experiência que, por ser pública, obrigatoriamente envolveu a população como receptora. No entanto, neste episódio muitos disseram que em vez de arte pública, houve antes arte contra o público – culminando esta experiência na destruição de uma das obras pela população. Pergunta-se quem eram afinal os destinatários destas obras? Através do registo deste confronto “Fora de Água” procura questionar o impacto e percepção da “arte pública” por aqueles que à partida são os seus beneficiários, abrindo a discussão sobre a responsabilidade do artista nas questões inerentes à recepção da sua obra.

Seminário aberto «Filosofia, biopolítica e contemporaneidade»: Politique,vie, sociétés.La questions des normes (Fac.Letras do Porto,dia 7/5 às 17h30)


Seminário Aberto "Filosofia, Biopolítica e Contemporaneidade":

POLITIQUE, VIE, SOCIÉTÉ. LA QUESTION DES NORMES.

7 de Maio, Sala do Departamento de Filosofia, 17h30
O Grupo de Investigação Aesthetics, Politics and Arts do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto (GFMC) vai organizar o Seminário

POLITIQUE, VIE, SOCIÉTÉ.
LA QUESTION DES NORMES.

realizado por ALAIN BROSSAT (UNIVERSITÉ DE PARIS 8 - VINCENNES)

O Seminário terá lugar no dia 07 de Maio, na Sala do Departamento de Filosofia (Torre B), às 17h30m.

[Entrada livre]


Informações
Instituto de Filosofia
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Via Panorâmica s/n
4150-564 Porto
Telef. 226077100 - ext.3103
ifilosofia@letras.up.pt

Apresentação do livro «Walden ou a vida nos bosques» de H. D. Thoreau, defensor da desobediência civil e da natureza (dia 6/5 às 18h. na Campo Aberto)



Um Clássico da Natureza: Walden ou a Vida nos Bosques

T. H. Thoreau, grande clássico da natureza e do pensamento americano - apresentação de Walden ou a vida nos bosques.

Participe nesta tertúlia, aberta ao público em geral, a realizar em 6 de Maio próximo, quarta-feira, às 18:00. Na sede da Campo Aberto, Rua de Santa Catarina, 730 - 2.º andar, no Porto, perto do cruzamento com a rua Gonçalo Cristóvão.

WALDEN ou a vida nos bosques, de Henry David Thoreau

Apresentação de um livro cuja segunda edição acaba de ser lançada pela editora Antígona, e que é um dos mais importantes clássicos da literatura naturalista e trave mestre da literatura e do pensamento norte-americano.

O autor e o livro serão apresentados por Isabel Alves, especialista em estudos anglo-americanos, Professora na UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Será ainda feito um enquadramento da importância deste autor e deste livro na história do movimento ecológico universal, por José Carlos Marques, vice-presidente da Campo Aberto.

Alguns exemplares do livro estarão disponíveis para venda a um preço favorável.

Uma pnd - participação nas despesas (a fixar pelo próprio a partir de 1 euro por pessoa) deve ser deixada na mesa de entrada da sessão, em local para o efeito identificado, o que desde já se agradece.



Fonte : aqui



Sobre Thoreau:

http://en.wikipedia.org/wiki/Henry_David_Thoreau

http://www.thoreausociety.org/

http://hdthoreau.com/
http://www.thoreaufarm.org/
http://www.walden.org/institute/
http://www.thoreau-online.org/
http://www.transcendentalists.com/1thorea.html

Hoje há Feira de Trocas entre as 15h e 18h na Junta de Freguesia de São Nicolau (cidade do Porto)

Desta vez a Feira vai contar com um espaço dedicado às crianças, com troca de brinquedos, além de outras trocas de A a Z.

Encontramo-nos por lá!
A Feira de Trocas realiza-se todos os meses no primeiro Domingo de cada mês no espaço multiusos da Junta de Freguesia de São Nicolau, na Rua Nova de Alfândega nº 25, no Porto

http://gaia.org.pt/

2.5.09

Massa Crítica Interplanetária em Madrid (de 30 de Abril a 3 de Maio)



Durante os dias 30 de abril a 3 de maio Madrid é um lugar de encontro para os participantes das diversas massas criticas do mundo e do ciclismo urbano em geral. O objectivo é dar continuidade a iniciativas como a Critical Mass Interplanetaria, La Ciemmona de Roma (http://www.ciemmona.org/2009/ )

Massas críticas de todo o mundo e ciclistas urbanos cosmopolitas confluem para Madrid durante 3 días pedalando demonstrando que outra mobilidade é possível…

A Coordenadora de Coletivos Ciclonudistas de Aragão (CCC) e a World Nake Bike Ride, convoca manifestaçoes ciclonudistas em todo o mundo para Junho de 2009. No ano passado, durante a 5ª convocatoria mundial, cinquenta cidades de todo o mundo participaram. O chamado de 2007 foi secundado por dezenas de cidades en todo planeta.

"Nus diante do tráfego, Justiça nas ruas"

Justiça nas ruas, isso é o que exigimos com uma forte e séria convicção, mas com simpatia, passando um bom momento. Os carros impõem-nos a sua lei: velocidade, prepotência, fumaça e violência. Por isso ao locomovermos de bicicleta a cada dia pela cidade convertemos a nossa mobilidade em um acto de desobêdiencia quotidiana. Além disso, nos manifestando de bicicleta (nus) convertemos a desobediência em um protesto exemplar.

Denunciamos que as nossas ruas foram sequestradas pelos carros privados que colapsam as cidades, desgenerando-as em lugares hostis e perigosos. O carro mata e sua impunidade nos escandaliza. Demasiados interesses de multinacionais bélicas do petróleo e do automóvel estão em jogo quando questionamos esses pontos.

Propomos um modelo de cidade onde as pessoas recuperem os seus espaços, onde se reduzam as necessidades de movimentação e se aposte pelo pedestre (onde somos todos) e pelos meios de transporte menos poluentes e mais eficientes.

Por quê de bicicleta? A bicicleta é um meio de transporte solvente, saudável, ecológico e divertido. É um ícone, um símbolo de liberdade e um instrumento prático de transformação social. Não paga tributos, não gasta petróleo, não colabora com o desenvolvimento destrutor nem com a guerra global.

Por que nús? Porque sentimos nús diante do tráfego pela falta de respeito dos motoristas e desespero dos governantes. Com a nudez fazemos visível a fragilidade de nossas "carroçarias" (nosso próprio corpo).

Ademais, mostramos o nosso corpo com naturalidade, rompendo o pudor, desmontando tabús com respeito a nosso fisico imposto pela moda e avareza da industria transnacional textil.
Em definitiva, enfrentamos o tráfego urbano com o corpo nu sobre a bicicleta como a melhor forma de defender a nossa dignidade e viver a luta social.

Liberta a tua mente e corpo! Desfrute de um passeo único pelo centro de sua cidade!
Permita-se transgressão, a irreverencia e não peça permissão.
Avante os índios metropolitanos!
Abaixo a roupa e viva a bicicleta!
Queime o carro!
Longa vida C. C. C.! Justiça nas ruas!

info@ciclonudista.net

3º Festival ImigrArte (1, 2 e 3 de Maio em vários espaços de Lisboa)

PROGRAMA


Dia 1 de Maio (Sexta-feira)

Filme Bab Sebta e debate na Casa do Brasil às 20 horas
("Bab Sebta" é um documentário que reúne testemunhos contados na primeira pessoa, dos milhares de africanos que rumam a Norte todos anos, caminhando quilómetros, atravessando desertos, até finalmente chegarem à fronteira com Ceuta - a “Península Fortaleza” e porta para a Europa. Este trabalho realizado por Pedro Pinho, Frederico Lobo e Luísa Homem, é apoiado desde o início pela INDE.)

Festa Árabe no Centro Social da Mouraria às 20 horas

(Festa árabe com cuscus, projecção do filme "As cores do chá" e viagens pelo som DJ Chucuruchu, organizado com o Gaia.)


Festa "Balkan" no bar Planeta de Cascais às 20 horas
(Festa balcânica com gastronomia e música de Bulgária, Turquia e Grécia vai ser realizada na Marina de Cascais (ao pé dos barcos de pesca), organizada com Associações Bulgari.)

Dia 2 de Maio (Sábado)

Ritmos do Mundo na Praça Martim Moniz 14.00 - 18.00 horas(Apresentações de grupos de dança de várias comunidades, entre outros: Meninas Alegres, Chaotick, As Flores da Kova, Grupo de dança Matchicadas, Capoeira, Grupo da Associação Cultural de Pedreiros Húngaros, Bazás d´Lum, Ritmo das Ilhas)

Mundo à parte na Praça Martim Moniz às 18.00 horas
(Apresentações de grupos de hip-hop, entre outros: Grupo feminino da Escola de Dança Nilma Moniz, GrupoKSP, Ritchaz e Kéke, Opp Squad e o Soldado Revolucionário, Black MC´s, Mac 10, Mas Ki As, Mentisafro, Lbc, Hezbollah, Chullage, Crome.)

Workshops de dança na Casa Amarela de Almada às 15.00 horas
(Cursos e apresentações de dança de vários grupos, entre outros: Balé Brasil, dança afro-tribal, salsa, Dança Brasílica Fusão, hip-hop. A seguir festa de samba organizada pela Samba Brasílica. A festa continua!!!)


Jantar Ucraniano na Solidariedade Imigrante às 20.00 horas
(Jantar típico ucraniano com música, organizado com a Associação Sobor. A seguir festa de aniversário de 10 anos da imigração ucraniana em Portugal! Entrada: 5 Euros que inclue o jantar e uma bebida.)

Artes da Lusofonia no Espaço da Santa Casa às 18.00 horas
(Vernissage da exposição de pintura, fotografia e escultura dos artistas Júlia Melão,Ilídio Jordão, Verônica Volpato, João Lemos e José Brazão. Será apresentado o workshop de teatro, que irá ocorrer nos dias 4, 11, 18 e 25 de Maio, com Élmer Veckio Mendoza.)

Danças do Brasil na Casa do Brasil às 18.00 horas
18.00 - Workshop de forró
19.30 - Workshop de dança do ventre
21.30 - Contabandistas - cantos e contos


Dia 3 de Maio (Domingo)



Jardim das crianças no Jardim das Amoreiras às 14.00 horas
(Actividades para crianças toda a tarde, entre outros: palhaços, contos, filme, marionetas, pinturas faciais, workshop de pintar com a mão.)

Convívio na Horta Popular da Mouraria às 15.00 horas
Vamos trocar e conviver, no jardim de todos. Traz o teu pic nic, as tuas leituras preferidas, poesias e anedotas...
Visita guiada da horta.

Debate na Associação Caboverdeana às 15.00 horas
(Debate sobre volência e prisões.Colectivo Munmia Abu Djamal)


Festa de Encerramento na Praça Martim Moniz às 18.00 horas
(Teatro Ucraniano, Apresentação da Associação Sobor, Dinho e Rafá, Apresentação projecto Atlântida, Afro Doce de Caxias, Galissá, Djumbai, Chalô, Irmãos Morenos e outros! A festa continua!!!)

1.5.09

Vídeos do MayDay de 2009 e do mítico 1º de Maio de 1974 no Porto, das lutas e canções dos trabalhadores (Which side are you on, de Peter Seeger)






MayDay - Porto, Portugal 2009



1º de Maio - Porto 2009, O Desfile




O 1º de Maio de 1974, na Avenida dos Aliados no Porto.




Preparativos do MayDay em Lisboa


Trabalho Precário é a Escravatura Moderna



A nossa precariedade são os lucros deles (vídeo da CNT francesa)




1º de Maio de 2009: façamos a festa…ao patronato (vídeo da CNT francesa)





Apelo para um 1º de Maio de luta de classe ( vídeo da CNT francesa)









Which side are you on ( Pete Seeger)





This government had an idea
And parliament made it law
It seems like it's illegal
To fight for the union any more

Which side are you on, boys?
Which side are you on?
Which side are you on, boys?
Which side are you on?

We set out to join the picket line
For together we cannot fail
We got stopped by police at the county line
They said, "Go home boys or you're going to jail"

Which side are you on, boys?
Which side are you on?
Which side are you on, boys?
Which side are you on?

It's hard to explain to a crying child
Why her Daddy can't go back
So the family suffer
But it hurts me more
To hear a scab say Sod you, Jack

Which side are you on, boys?
Which side are you on?
Which side are you on, boys
Which side are you on?

I'm bound to follow my conscience
And do whatever I can
But it'll take much more than the union law
To knock the fight out of a working man

Which side are you on, boys?
Which side are you on?
Which side are you on, boys?
Which side are you on?