(Antinomia das concepções visionárias de Orwell e Huxley)
Georges Orwell e Aldous Huxley são dois destacados escritores ingleses do século XX que publicaram obras-primas da literatura mundial e que são conhecidas por todos.
Orwell escreveu variadíssimos livros como «1984», «Animal Farm», Homenagem à Catalunha ( um retrato da guerra civil espanhola) , etc. Por seu lado, Aldous Huxley é conhecido por ter escrito o «Admirável Mundo Novo» (Brave New World), uma espantosa descrição ( e previsão) das sociedades futuras.
Orwell advertia-nos na sua literatura para o risco de uma opressão ditatorial que seria imposta a todos nós, submetidos a uma vigilância e controle permanente.
Em oposição, Huxley tinha também uma perspectiva pessimista do futuro mas descrevia-o de forma muito diferente: para ele não seria necessário Big Brothers, ou uma vigilância do ditador sobre toda a população, pela simples razão que a autonomia e a capacidade de pensar dos indivíduos seria adequadamente neutralizada, e acabaríamos todos por adorar a própria opressão a que estaríamos sujeitos.
Podemos fazer um breve quadro comparativo dos dois tipos de futuros que os dois autores vaticinavam:
Orwell receava que os livros seriam objecto de censura, perseguição e interdição
Huxley previa que no futuro não seria necessário qualquer censura ou proibição sobre os livros perigosos ou subversivos, pela razão simples que nessa sociedade futura ninguém desejará ler livros.
Orwell receava que as informações seriam ocultadas e cuidadosamente seleccionadas pelos dispositivos do poder
Huxley, em contrapartida, previa que no futuro a população receberia tantas e tão variadas notícias e informação que tal avalanche acabaria por provocar nas pessoas uma atitude passiva face à realidade.
Orwell advertia-nos para o perigo do poder esconder a verdade.
Huxley previa que a verdade seria submergida por um mar de irrelevâncias.
Orwell receava que todos nós acabaríamos por nos converter a uma cultura fechada.
Huxley, pelo contrário, previa que seríamos inundados por uma cultura trivial, marcada por sensacionalismos e por predomínio das aparências.
Huxley escreve em 1958, vinte sete anos depois de Admirável Mundo Novo, outro livro de carácter mais ensaístico que ficcional com o título «Brave New World Revisited» em que trata de expor os métodos que tornariam real o Admirável Mundo Novo do futuro projectado, técnicas essas que serviriam para nos distrair e privar de liberdade como a lavagem ao cérebro, o controle químico pelas drogas ( e fármacos), o excesso de organizações, a propaganda ( subliminar, e não só).
Na utopia negativa de Orwell as pessoas são controladas pela dor, na concepção visionária de Huxley esse controle é conseguido pelo prazer, pelas distracções e pelo show-bizz ( espectáculo)
,
Para obter mais informações, consultar:
Neil Postman, «Amusing Ourselves to Death», 1985
28.1.05
O «humanitarismo» lucrativo.
Há mais de 100 milhões de minas pessoais disseminadas pelo mundo inteiro. Estes artefactos continuam a explodir muitos anos depois do fim das guerras que tinha justificado a sua colocação. Algumas dessas minas têm o cinismo cruel de estarem desenhadas sob a forma de bonecas, borboletas ou objectos coloridos que facilmente chamam a atenção das crianças. E, realmente, verdade seja dita: as crianças acabam por ser metade das vítimas daquelas minas.
Paul Donovan, um dos promotores da campanha mundial pela proibição das minas pessoais, denunciou recentemente que as fábricas de armamento ( e de minas) encontraram uma nova galinha de ovos de ouro: estas empresas dedicam-se agora a oferecer os seus préstimos para limpar e desminar os terrenos onde foram semeadas tais minas. Aparentemente nada de anormal: ninguém melhor do que os próprios fabricantes a encarregarem-se do assunto. Acontece que o negócio da desminagem é altamente lucrativo: arrancar as minas custa 100 vezes mais que colocá-las!
Paul Donovan, um dos promotores da campanha mundial pela proibição das minas pessoais, denunciou recentemente que as fábricas de armamento ( e de minas) encontraram uma nova galinha de ovos de ouro: estas empresas dedicam-se agora a oferecer os seus préstimos para limpar e desminar os terrenos onde foram semeadas tais minas. Aparentemente nada de anormal: ninguém melhor do que os próprios fabricantes a encarregarem-se do assunto. Acontece que o negócio da desminagem é altamente lucrativo: arrancar as minas custa 100 vezes mais que colocá-las!
27.1.05
O campo de extermínio nazi de Auschwitz foi libertado pelos soviéticos há 60 anos
Libertado pelos soviéticos em 27 de Janeiro de 1945, o campo de Auschwitz-Birkinau foi o mais importante centro de extermínio nazi. Neste complexo situado perto da cidade polaca de Oswieden, na região da alta silésia, perto de Cracóvia, foram mortos, segundo os historiadores, cerca de 1,1 milhões de pessoas, entre as quais 960.000 judeus, 75.000 polacos, 21.000 ciganos e 15.000 prisioneiros soviéticos.
O campo constituiu um verdadeiro pilar do sistema de morte industrial, projectada pelos nazis sob a conhecida fórmula da «solução final». Os outros campos de extermínio foram Treblinka ( 750.000 vitimas), Belzec (500.000), Sobibor (200.000), Chelmno (150.000), Majdanek (50.000).
Os historiadores indicam habitualmente que a «solução final» para a questão dos judeus foi oficialmente tomada em 20 de Janeiro de 1942 por ocasião da Conferência de Wannsee, perto de Berlim. É certo que o termo Endlosung (solução final) foi já empregue em 1939 para caracterizar um IIIe Reich Jundenrein ( limpo de judeus), mas a ideia da exterminação dos judeus só amadurece progressivamente, porque a ideia inicial dos nazis era a emigração forçada dos judeus, mas como não havia países disponíveis a tendência passou a ser a sua concentração em ghettos que, a breve trecho, também se mostrou inviável, pelo que o governo hitleriano se decidiu pela sua morte industrial.
Inicialmente, em Junho de 1940, Auschwitz era um pequeno campo de concentração para prisioneiros polacos, e mais tarde, para prisioneiros soviéticos. Em Dezembro de 1941 foi realizado o primeiros gazeamento-teste com o Zyklon-B (ácido cianídrico) sobre russos, considerados como comunistas fanáticos, assim como sobre doentes irrecuperáveis.
O comandante de Auschwitz, Rudolf Hoss, julgado e executado no pós-Guerra, conta nas suas memórias como foi informado por Himmler, chefe das SS, «que os centros de exterminação já existentes não estavam em condições de responder às grandes acções projectadas».
Nessas condições,e tendo em conta o facto de Auschwitz constituir um entroncamento de linhas ferroviárias, foi o local escolhido para ser o campo de concentração para onde passaram a convergir milhares de prisioneiros e deportados.
A mão-de-obra dos deportados do campo será utilizada para construir um segundo campo de a 3 km de distância, cujo objectivo declarado era justamente ser uma fábrica de morte industrial: foi o campo de extermínio de Birkeneu (Auschwitz II) inaugurado no mês de Outubro de 1941. Num terceiro campo, AuschwitzIII-Monowitz, será instalada a fábrica IG Farben
Auschwitz também ficou tristemente célebre pelas atrocidades médicas através das experiências do Dr.Mengele
Recorde-se que primeiro genocídio do século XX terá sido cometido na Turquia durante a I Grande Guerra contra a minoria arménia pelos Jovens Turcos que ansiavam pela homogeneidade nacional e viam esta como um instrumento de modernização.
O nazismo representa a barbárie aplicada mediante uma rigorosa tecnologia e segundo uma lógica de extermínio. Homens normais como o próprio doutor Mengele se podem transformar em monstros sob a tutela de um poder e de uma ideologia.
Alguns sites:
www.auschwitz-muzeum. .
www.ushmm.org/wlc/en Holocaust Encyclopedia.
www.candles-museum.com Children of Auschwitz Nazi Deadly Lab Experiment Survivors Holocaust Museum.
www.bbc.co.uk/history/war/genocide/holocaust_overview_01.shtml BBC articles and background.
www.ifs.csic.es/holocaust/bbg.htm
www.wiesenthal.com
www.geocities.com/trudibirger/
www.yadvashem.org - memorial do holocausto com uma base de dados sobre as 6 milhões de vítimas do Holocausto nazi.
www.bostonreview.net/BR07.6/appelfeld.html
Livros-testemunhos e ensaios sobre a barbárie dos campos de concentração nazis, em particular o de Auschwitz
- Se isto é um homem – de Primo Levi (há tradução portuguesa)
- A trégua – de Primo Levi
- Os náufragos e os salvados – ensaio de Primo Levi
- El llargo viaje – de Jorge Semprún, que esteve em Buchenwald
- A escrita ou a vida – Jorge Semprún
-A espécie humana – de Robert Antelme, comunista francês
- A noite – de Elie Wiesel
- Os diários (1931-1941) – de Victor Klemperer
- O coração pensante dos barracões – de Etty Hillesum
- O Diário de Anne Frank – Anne Frank
- Cartas desde os campos de concentração
- Para além da culpa e da expiação – ensaio de Jean Améry
- Um instante de silêncio junto ao paredão – ensaios de Imre Kertész
- Kaddish pelo filho não nascido – Imre Kertész
-Sociologia dos campos de concentração – de E. Kogon
- O Universo concentracionário - de David Rousset
- Auschwitz e depois – de Charlotte Delbo
-Mnima moralia – ensaio de Th Adorno
- Eichmann em Jerusalém – ensaio sobre a banalidade do mal de Hanna Arendt
-O problema da culpa – Karl Jaspers
-Massa e poder – uma aproximação à psicossociologia do hitlerismo,da autoria de Elias Canetti
- Os catalães nos campos de concentração – de Monserrat Roig
- O que resta de Auschwitz – de Giorgio Agamben
- Modernidade e Holocausto – de Z. Baumann
- A história fragmentada. Um ensaio sobre Auschwitz e os intelectuais – de E. Traverso
- Auschwitz, os nazis e a solução final – de Lawrence Rees
- Entre la mémoire et l’oubli – de Annette Wieviorka
- Déportation et Génocide – de Annete Wieviorka
- Sobre a história natural da destruição –W.G. Sebald
- A passo de caranguejo – de Gunter Grass
- O Incêndio – de Jorg Friedrich, sobre o sentido dos bombardeamento sobra as cidades alemãs
- Obras completas – de Paul Celan
- Fuga e tranformação – de Nelly Sachs
- São João - teatro de Max Aub
- A indagação – peça de Peter Weiss
- Himmelweg – de Juan Mayorga
Filmes:
- Shoah – de Claude Lanzmann
- Noite e neve – de Alain Resnais
- Holocausto – série de tv
- A lista de Schindler – de S. Spielberg
O campo constituiu um verdadeiro pilar do sistema de morte industrial, projectada pelos nazis sob a conhecida fórmula da «solução final». Os outros campos de extermínio foram Treblinka ( 750.000 vitimas), Belzec (500.000), Sobibor (200.000), Chelmno (150.000), Majdanek (50.000).
Os historiadores indicam habitualmente que a «solução final» para a questão dos judeus foi oficialmente tomada em 20 de Janeiro de 1942 por ocasião da Conferência de Wannsee, perto de Berlim. É certo que o termo Endlosung (solução final) foi já empregue em 1939 para caracterizar um IIIe Reich Jundenrein ( limpo de judeus), mas a ideia da exterminação dos judeus só amadurece progressivamente, porque a ideia inicial dos nazis era a emigração forçada dos judeus, mas como não havia países disponíveis a tendência passou a ser a sua concentração em ghettos que, a breve trecho, também se mostrou inviável, pelo que o governo hitleriano se decidiu pela sua morte industrial.
Inicialmente, em Junho de 1940, Auschwitz era um pequeno campo de concentração para prisioneiros polacos, e mais tarde, para prisioneiros soviéticos. Em Dezembro de 1941 foi realizado o primeiros gazeamento-teste com o Zyklon-B (ácido cianídrico) sobre russos, considerados como comunistas fanáticos, assim como sobre doentes irrecuperáveis.
O comandante de Auschwitz, Rudolf Hoss, julgado e executado no pós-Guerra, conta nas suas memórias como foi informado por Himmler, chefe das SS, «que os centros de exterminação já existentes não estavam em condições de responder às grandes acções projectadas».
Nessas condições,e tendo em conta o facto de Auschwitz constituir um entroncamento de linhas ferroviárias, foi o local escolhido para ser o campo de concentração para onde passaram a convergir milhares de prisioneiros e deportados.
A mão-de-obra dos deportados do campo será utilizada para construir um segundo campo de a 3 km de distância, cujo objectivo declarado era justamente ser uma fábrica de morte industrial: foi o campo de extermínio de Birkeneu (Auschwitz II) inaugurado no mês de Outubro de 1941. Num terceiro campo, AuschwitzIII-Monowitz, será instalada a fábrica IG Farben
Auschwitz também ficou tristemente célebre pelas atrocidades médicas através das experiências do Dr.Mengele
Recorde-se que primeiro genocídio do século XX terá sido cometido na Turquia durante a I Grande Guerra contra a minoria arménia pelos Jovens Turcos que ansiavam pela homogeneidade nacional e viam esta como um instrumento de modernização.
O nazismo representa a barbárie aplicada mediante uma rigorosa tecnologia e segundo uma lógica de extermínio. Homens normais como o próprio doutor Mengele se podem transformar em monstros sob a tutela de um poder e de uma ideologia.
Alguns sites:
www.auschwitz-muzeum. .
www.ushmm.org/wlc/en Holocaust Encyclopedia.
www.candles-museum.com Children of Auschwitz Nazi Deadly Lab Experiment Survivors Holocaust Museum.
www.bbc.co.uk/history/war/genocide/holocaust_overview_01.shtml BBC articles and background.
www.ifs.csic.es/holocaust/bbg.htm
www.wiesenthal.com
www.geocities.com/trudibirger/
www.yadvashem.org - memorial do holocausto com uma base de dados sobre as 6 milhões de vítimas do Holocausto nazi.
www.bostonreview.net/BR07.6/appelfeld.html
Livros-testemunhos e ensaios sobre a barbárie dos campos de concentração nazis, em particular o de Auschwitz
- Se isto é um homem – de Primo Levi (há tradução portuguesa)
- A trégua – de Primo Levi
- Os náufragos e os salvados – ensaio de Primo Levi
- El llargo viaje – de Jorge Semprún, que esteve em Buchenwald
- A escrita ou a vida – Jorge Semprún
-A espécie humana – de Robert Antelme, comunista francês
- A noite – de Elie Wiesel
- Os diários (1931-1941) – de Victor Klemperer
- O coração pensante dos barracões – de Etty Hillesum
- O Diário de Anne Frank – Anne Frank
- Cartas desde os campos de concentração
- Para além da culpa e da expiação – ensaio de Jean Améry
- Um instante de silêncio junto ao paredão – ensaios de Imre Kertész
- Kaddish pelo filho não nascido – Imre Kertész
-Sociologia dos campos de concentração – de E. Kogon
- O Universo concentracionário - de David Rousset
- Auschwitz e depois – de Charlotte Delbo
-Mnima moralia – ensaio de Th Adorno
- Eichmann em Jerusalém – ensaio sobre a banalidade do mal de Hanna Arendt
-O problema da culpa – Karl Jaspers
-Massa e poder – uma aproximação à psicossociologia do hitlerismo,da autoria de Elias Canetti
- Os catalães nos campos de concentração – de Monserrat Roig
- O que resta de Auschwitz – de Giorgio Agamben
- Modernidade e Holocausto – de Z. Baumann
- A história fragmentada. Um ensaio sobre Auschwitz e os intelectuais – de E. Traverso
- Auschwitz, os nazis e a solução final – de Lawrence Rees
- Entre la mémoire et l’oubli – de Annette Wieviorka
- Déportation et Génocide – de Annete Wieviorka
- Sobre a história natural da destruição –W.G. Sebald
- A passo de caranguejo – de Gunter Grass
- O Incêndio – de Jorg Friedrich, sobre o sentido dos bombardeamento sobra as cidades alemãs
- Obras completas – de Paul Celan
- Fuga e tranformação – de Nelly Sachs
- São João - teatro de Max Aub
- A indagação – peça de Peter Weiss
- Himmelweg – de Juan Mayorga
Filmes:
- Shoah – de Claude Lanzmann
- Noite e neve – de Alain Resnais
- Holocausto – série de tv
- A lista de Schindler – de S. Spielberg
25.1.05
Obrigatoriedade de indicadores sobre a sustentabilidade das empresas...na Alemanha!
As grandes empresas alemães passam a ser obrigadas a incluir indicadores de sustentabilidade nos seus relatórios de gestão e balanço.
A empresas alemães que estiverem cotadas na Bolsa, assim como os grandes grupos empresariais, passam a ser obrigados a incluir indicadores de sustentabilidade nos seus relatórios de gestão e balanço a partir do 1 de Janeiro de 2005, segundo a nova Lei da Contabilidade recentemente aprovada.
Esta informação foi dada pela agência de rating Oekon, segundo a qual a reforma da Lei de Contabilidade alemã prevê a integração de indicadores não financeiros nos tradicionais relatórios de gestão e contabilidade anuais das empresas, o que supõe uma alteração dos artigos 289 e 315 do Código de Comércio alemão que terá que ser adaptado às novas directrizes europeias que pretendem garantir maior transparência.
Face a este avanço legislativo o Comité Alemão de fiscalização da contabilidade das empresas redigiu um novo guia para a execução contabilística que, no entanto, não estabelece nenhum requisito informativo para todas as empresas com o argumento de que cada sector de actividade tem diferentes indicadores de sustentabilidade.
A empresas alemães que estiverem cotadas na Bolsa, assim como os grandes grupos empresariais, passam a ser obrigados a incluir indicadores de sustentabilidade nos seus relatórios de gestão e balanço a partir do 1 de Janeiro de 2005, segundo a nova Lei da Contabilidade recentemente aprovada.
Esta informação foi dada pela agência de rating Oekon, segundo a qual a reforma da Lei de Contabilidade alemã prevê a integração de indicadores não financeiros nos tradicionais relatórios de gestão e contabilidade anuais das empresas, o que supõe uma alteração dos artigos 289 e 315 do Código de Comércio alemão que terá que ser adaptado às novas directrizes europeias que pretendem garantir maior transparência.
Face a este avanço legislativo o Comité Alemão de fiscalização da contabilidade das empresas redigiu um novo guia para a execução contabilística que, no entanto, não estabelece nenhum requisito informativo para todas as empresas com o argumento de que cada sector de actividade tem diferentes indicadores de sustentabilidade.
Os sacos de plástico ou a vida
O mundo deve declarar a guerra aos sacos de plásticos. Considerá-los o inimigo público número um que é forçoso extirpar da face do planeta.
Na realidade, os sacos de plástico abandonados não só desfeiam as ruas das cidades e as paisagens rurais como matam a fauna, entopem as canalizações e têm uma duração de vida de várias décadas! Têm ainda o péssimo hábito de levantar voo à menor deslocação de ar. Os únicos a defendê-los são os representantes das industrias do plástico.
Com certeza que os sacos de plástico estão longe de ser o pior problema ecológico do planeta. Mas não podemos esquecer todos os seus efeitos e o sintoma que ele revela: um dia-a-dia e uma vida plastificada…
Desde os anos 70, quando ele aparece em larga escala, que o saco de plástico é utilizado por todo o mundo.Calcula-se que, por exemplo, no Reino Unido o seu consumo atinja a astronómica cifra de 9 a 17 milhões de sacos por ano! Em todo o planeta calcula-se que 500 e 1000 milhares de sacos sejam trazidos para casa em cada ano que passa! Ou seja, consomem-se 150 sacos de plástico por ano para cada habitantes, o que se traduz num milhão de sacos por cada minuto. E os números,isto é , os sacos de plásticos não param de aumentar! Em suma: tudo isto é uma enormidade, um exagero de gastos, com efeitos inimagináveis para o meio ambiente.
Na verdade, em termos de poluição o impacto dos sacos de plásticos ultrapassa todas as previsões pessimistas que se possam fazer, pela simples razão que a circulação e a mobilidade deste tipo de lixo é muito maior. O seu efeito é devastador para a fauna: ultimamente tem sido descobertos baleias, focas e outros animais mortos, por terem os intestinos obstruídos por pilhas de sacos de plástico. Uma das vítimas encontradas foi um animal onde se veio a descobrir 800 Kg de sacos de plástico no seu estômago!!!
A fundação ecologista australiana Planet Ask estima que dezenas de milhares de baleias, pássaros focas, e outros animais morram cada ano por causa dos sacos de plástico.
Os sacos em polietileno, um derivado do petróleo, têm uma duração de vida esyimada em 100 anos, e constituem uma importante fonte de poluição quer no caso do seu simples abandono quer no caso da sua incineração pois que a sua combustão emite fumos tóxicos. Especialistas calculam que 120 milhões de sacos de plástico estejam enterrados nos fundos marinhos!!!
Por isso mesmo é incontornável a necessidade de declarar guerra aos aços de plástico.
O dilema é: o saco de plástico ou a vida
A Irlanda e outros países já começaram a combater esta praga. Para quando nós?.
Na realidade, os sacos de plástico abandonados não só desfeiam as ruas das cidades e as paisagens rurais como matam a fauna, entopem as canalizações e têm uma duração de vida de várias décadas! Têm ainda o péssimo hábito de levantar voo à menor deslocação de ar. Os únicos a defendê-los são os representantes das industrias do plástico.
Com certeza que os sacos de plástico estão longe de ser o pior problema ecológico do planeta. Mas não podemos esquecer todos os seus efeitos e o sintoma que ele revela: um dia-a-dia e uma vida plastificada…
Desde os anos 70, quando ele aparece em larga escala, que o saco de plástico é utilizado por todo o mundo.Calcula-se que, por exemplo, no Reino Unido o seu consumo atinja a astronómica cifra de 9 a 17 milhões de sacos por ano! Em todo o planeta calcula-se que 500 e 1000 milhares de sacos sejam trazidos para casa em cada ano que passa! Ou seja, consomem-se 150 sacos de plástico por ano para cada habitantes, o que se traduz num milhão de sacos por cada minuto. E os números,isto é , os sacos de plásticos não param de aumentar! Em suma: tudo isto é uma enormidade, um exagero de gastos, com efeitos inimagináveis para o meio ambiente.
Na verdade, em termos de poluição o impacto dos sacos de plásticos ultrapassa todas as previsões pessimistas que se possam fazer, pela simples razão que a circulação e a mobilidade deste tipo de lixo é muito maior. O seu efeito é devastador para a fauna: ultimamente tem sido descobertos baleias, focas e outros animais mortos, por terem os intestinos obstruídos por pilhas de sacos de plástico. Uma das vítimas encontradas foi um animal onde se veio a descobrir 800 Kg de sacos de plástico no seu estômago!!!
A fundação ecologista australiana Planet Ask estima que dezenas de milhares de baleias, pássaros focas, e outros animais morram cada ano por causa dos sacos de plástico.
Os sacos em polietileno, um derivado do petróleo, têm uma duração de vida esyimada em 100 anos, e constituem uma importante fonte de poluição quer no caso do seu simples abandono quer no caso da sua incineração pois que a sua combustão emite fumos tóxicos. Especialistas calculam que 120 milhões de sacos de plástico estejam enterrados nos fundos marinhos!!!
Por isso mesmo é incontornável a necessidade de declarar guerra aos aços de plástico.
O dilema é: o saco de plástico ou a vida
A Irlanda e outros países já começaram a combater esta praga. Para quando nós?.
24.1.05
Declaração Universal dos Direitos Humanos
(versão popular)
(nota muito pessoal: talvez mais correcto será falar de Violação Universal dos Direitos Humanos, tal é a frequência da sua não-observância por parte de muitos países, Estados, entidades e responsáveis públicos e privados)
Todos nascemos livres e somos iguais em dignidade e em direitos
Todos temos o direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal e social
Todos temos o direito a proteger a casa, a família e a honra
Todos temos direito a um trabalho digno e bem remunerado
Todos temos direito ao descanso, ao ócio e à diversão
Todos temos direito à saúde e à assistência médica e hospitalar
Todos temos direito à instrução, à arte e à cultura
Todos temos direito à protecção social na infância e na velhice
Todos temos direito a criar e participar organizações populares, sindicais e políticas
Todos temos direito a eleger e a ser eleitos para funções de governo
Todos temos direito a uma informação verdadeira e correcta
Todos temos direito a ir e a vir, mudar de cidade, região e país.
Todos temos o direito a não sofrer nenhum tipo de discriminação
Todos somos iguais face à lei
Ninguém pode ser preso arbitrariamente, nem privado do direito à defesa
Toda a pessoa é inocente até que a justiça, baseada na lei, demonstre o contrário.
Todos temos a liberdade de pensar, manifestar, reunir e ter um credo
Todos temos o direito ao amor e aos frutos do amor
Todos temos o dever de respeitar e proteger os direitos da comunidade
Todos temos o dever de lutar pela conquista e ampliação destes direitos
(nota muito pessoal: talvez mais correcto será falar de Violação Universal dos Direitos Humanos, tal é a frequência da sua não-observância por parte de muitos países, Estados, entidades e responsáveis públicos e privados)
Todos nascemos livres e somos iguais em dignidade e em direitos
Todos temos o direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal e social
Todos temos o direito a proteger a casa, a família e a honra
Todos temos direito a um trabalho digno e bem remunerado
Todos temos direito ao descanso, ao ócio e à diversão
Todos temos direito à saúde e à assistência médica e hospitalar
Todos temos direito à instrução, à arte e à cultura
Todos temos direito à protecção social na infância e na velhice
Todos temos direito a criar e participar organizações populares, sindicais e políticas
Todos temos direito a eleger e a ser eleitos para funções de governo
Todos temos direito a uma informação verdadeira e correcta
Todos temos direito a ir e a vir, mudar de cidade, região e país.
Todos temos o direito a não sofrer nenhum tipo de discriminação
Todos somos iguais face à lei
Ninguém pode ser preso arbitrariamente, nem privado do direito à defesa
Toda a pessoa é inocente até que a justiça, baseada na lei, demonstre o contrário.
Todos temos a liberdade de pensar, manifestar, reunir e ter um credo
Todos temos o direito ao amor e aos frutos do amor
Todos temos o dever de respeitar e proteger os direitos da comunidade
Todos temos o dever de lutar pela conquista e ampliação destes direitos
Vanunu, cientista e prisioneiro de consciência, foi eleito como reitor da Universidade de Glasgow
Os estudantes da Universidade de Glasgow utilizaram o seu voto democráticopara eleger Mordechai Vanunu para o lugar de Reitor, abrindo assim umabrecha no manto de silêncio que mantém Vanunu em semi-prisão assim como acumplicidade internacional à volta da produção massiva e desestabilizadorade arma nucleares por parte de Israel.
O 119º reitor eleito pelos 17.000 estudantes da Glasgow deverá agora serlibertado pelo governo israelita a fim de poder tomar posse do seu cargo,colocando o governo britânico numa posição difícil uma vez que Vanunu foihá anos raptado pelas Mossad numa capital europeia e esteve sequestradoem Londres durante bastante tempo.
Recorde-se que Mordechai Vanunu é um qualificado cientista israelita quedenunciou o Estado de Israel pela posse e produção de armas nucleares.Raptado e sequestrado pelos serviços secretos israelitas numa cidadeeuropeia, ele esteve preso durante anos nas masmorras israelistas etornou-se o mais conhecido prisioneiro de consciência do mundo.
No Outono passado ele foi finalmente libertado, mas por pouco tempo. Depoisde uma entrevista a um jornalista inglês, Vanunu foi finalmente detido pelapolícia do Estado e está incomunicável.University of Glasgow VANUNU 4 RECTOR Campaign
http://www.vanunu4rector.org.uk/
O 119º reitor eleito pelos 17.000 estudantes da Glasgow deverá agora serlibertado pelo governo israelita a fim de poder tomar posse do seu cargo,colocando o governo britânico numa posição difícil uma vez que Vanunu foihá anos raptado pelas Mossad numa capital europeia e esteve sequestradoem Londres durante bastante tempo.
Recorde-se que Mordechai Vanunu é um qualificado cientista israelita quedenunciou o Estado de Israel pela posse e produção de armas nucleares.Raptado e sequestrado pelos serviços secretos israelitas numa cidadeeuropeia, ele esteve preso durante anos nas masmorras israelistas etornou-se o mais conhecido prisioneiro de consciência do mundo.
No Outono passado ele foi finalmente libertado, mas por pouco tempo. Depoisde uma entrevista a um jornalista inglês, Vanunu foi finalmente detido pelapolícia do Estado e está incomunicável.University of Glasgow VANUNU 4 RECTOR Campaign
http://www.vanunu4rector.org.uk/
23.1.05
Eco-literacia
(tradução de um texto de Fritjof Capra, publicado no nº 57 de Janeiro/Fevereiro de 2005 da revista Adbusters, journal of the mental environment)
O grande desafio do nosso tempo é criar comunidades sustentáveis – comunidades assim designadas por os seus estilos de vida, as tecnologias que utilizam e as suas instituições sociais respeitarem, apoiarem e cooperarem com as limitadas possibilidades naturais existentes de uma forma de vida sustentável. E não é preciso inventá-las a partir de um qualquer guião, basta descobrir nos ecossistemas naturais essas tais comunidades sustentáveis de plantas, animais e micro-organismos.
O primeiro passo neste caminho é tornarmo-nos ecologicamente literatos, ou seja, compreendermos todos, quais os princípios de organização envolvidos nos ecossistemas e capazes de sustentar a rede da vida.
Nas próximas décadas, dúvidas não há, de que a sobrevivência da humanidade dependerá da nossa literacia ecológica – da nossa capacidade para entender os princípios básicos da ecologia e de viver de acordo com eles.
Literacia ecológica ou ecoliteracia deve cada vez mais tornar-se numa competência crítica dos políticos, dos líderes económicos, e dos profissionais de todas as áreas, e constituir mesmo a parte mais importante de todos os níveis educativos – desde o ensino pré-básico até ao universitário, sem esquecer a educação profissional e contínua ao longo de toda a nossa vida.
Precisamos de ensinar às nossas crianças ( e também aos nossos líderes políticos e empresariais ) os aspectos fundamentais da vida: que o lixo de uma espécie é o alimento de outra espécie; que os ciclos irrigam permanentemente toda a malha de vida; que a energia que alimenta os ciclos ecológicos provêm do sol; que a diversidade assegura a resiliência; que a vida, desde o seu começo há mais de três biliões de anos, não se expandiu pelo planeta por via de um combate mas antes por todo um trabalho de rede ( networking).
A ecoliteracia é, pois, o primeiro passo. O segundo é o ecodesign. Precisamos de aplicar o nosso conhecimento ecológico para redesenhar as nossas tecnologias bem assim as nossas instituições sociais de maneira a cobrir e ligar a distância entre os design humano e os sistemas ecologicamente sustentáveis da natureza.
Seguindo de perto as orientações de David Orr sobre educação ambiental adoptei a definição ecológica de design como «a adaptação dos fluxos de energia e matéria para fins humanos». O ecodesign é então o processo pelo qual os nossos objectivos humanos são cuidadosamente entrelaçados com os padrões e os fluxos do mundo natural. Os princípios de ecodesign reflectem os princípios organizacionais que a natureza se dotou para sustentar toda a rede da vida. A realização do design neste contexto exige assim uma profunda mudança da nossa atitude para com a natureza, mudança tanto sobre o que podemos retirar dela como sobre o que aprender com ela.
Nos últimos anos assistiu-se a uma crescente vaga de práticas e projectos de design com uma forte orientação ecológica. Foi o caso do renascimento mundial da agricultura orgânica, envolvendo tecnologias baseadas em conhecimentos de ecologia mais do que de química ou de engenharia genética, no cultivo dos terrenos, no controle de pesticidas, e na fertilização dos solos, na organização de várias indústrias dentro de uma rede ecológica que permita que os desperdícios e o lixo de umas possam ser os recursos das outras; a transformação de uma economia orientada em função de um produto, para uma outra economia baseada no «service-and-flow», em que os materiais brutos e os componentes técnicos usados pelas industrias circulam continuamente entre produtores e utentes; a construção de edifícios que produzam mais energia do que a que consomem, que não produzam desperdícios e que permanentemente sejam capazes de monitorizar o seu desempenho; a montagem de carros híbridos semi-eléctricos que economizam o seu consumo de energia; o desenvolvimento eficiente de células de hidrogénio que inaugure, em definitivo, a era da chamada «economia de hidrogénio». Estas tecnologias e todos estes projectos incorporam os princípios básicos da ecologia e representam bem a tendência para o design de pequena escala, com preferência para a diversidade, a eficiência energética, e as comunidades vocacionadas para a não-produção de poluição, e o uso intensivo do trabalho.
Para implementar efectivamente estas tecnologias teremos que redesenhar muitas das nossas instituições sociais. Por exemplo, nós precisamos de mudar o nosso sistema fiscal de modo a este deixar de incidir sobre as coisas que valorizamos – empregos, investimentos – para passar a incidir sobre aquilo que todos reconhecemos como prejudicial como seja a poluição e o desperdício de recursos.
Precisamos de acabar com os subsídios perversos entregues à indústrias insustentáveis e altamente prejudiciais, assim como a certas práticas empresariais das grandes corporações. E devemos reconhecer que o crescimento económico ilimitado só pode levar-nos ao desastre pelo que devemos agir sobre as economias em conformidade com tais conclusões.
As tecnologias hoje disponíveis permitem-nos facilmente que a transição para um futuro sustentável já não seja visto como um problema conceptual nem muito menos de carácter técnico. É, antes, e sobretudo, um problema de valores e de vontade política.
Nota: Fritjof Capra é o fundador e director do Center for Ecoliteracy em Berkeley, Califórnia. É também autor de várias obras, entre as quais «The Hidden Connections»
http://www.adbusters.org/magazine/57/ecoliteracy.php
http://www.ecoliteracy.org/
O grande desafio do nosso tempo é criar comunidades sustentáveis – comunidades assim designadas por os seus estilos de vida, as tecnologias que utilizam e as suas instituições sociais respeitarem, apoiarem e cooperarem com as limitadas possibilidades naturais existentes de uma forma de vida sustentável. E não é preciso inventá-las a partir de um qualquer guião, basta descobrir nos ecossistemas naturais essas tais comunidades sustentáveis de plantas, animais e micro-organismos.
O primeiro passo neste caminho é tornarmo-nos ecologicamente literatos, ou seja, compreendermos todos, quais os princípios de organização envolvidos nos ecossistemas e capazes de sustentar a rede da vida.
Nas próximas décadas, dúvidas não há, de que a sobrevivência da humanidade dependerá da nossa literacia ecológica – da nossa capacidade para entender os princípios básicos da ecologia e de viver de acordo com eles.
Literacia ecológica ou ecoliteracia deve cada vez mais tornar-se numa competência crítica dos políticos, dos líderes económicos, e dos profissionais de todas as áreas, e constituir mesmo a parte mais importante de todos os níveis educativos – desde o ensino pré-básico até ao universitário, sem esquecer a educação profissional e contínua ao longo de toda a nossa vida.
Precisamos de ensinar às nossas crianças ( e também aos nossos líderes políticos e empresariais ) os aspectos fundamentais da vida: que o lixo de uma espécie é o alimento de outra espécie; que os ciclos irrigam permanentemente toda a malha de vida; que a energia que alimenta os ciclos ecológicos provêm do sol; que a diversidade assegura a resiliência; que a vida, desde o seu começo há mais de três biliões de anos, não se expandiu pelo planeta por via de um combate mas antes por todo um trabalho de rede ( networking).
A ecoliteracia é, pois, o primeiro passo. O segundo é o ecodesign. Precisamos de aplicar o nosso conhecimento ecológico para redesenhar as nossas tecnologias bem assim as nossas instituições sociais de maneira a cobrir e ligar a distância entre os design humano e os sistemas ecologicamente sustentáveis da natureza.
Seguindo de perto as orientações de David Orr sobre educação ambiental adoptei a definição ecológica de design como «a adaptação dos fluxos de energia e matéria para fins humanos». O ecodesign é então o processo pelo qual os nossos objectivos humanos são cuidadosamente entrelaçados com os padrões e os fluxos do mundo natural. Os princípios de ecodesign reflectem os princípios organizacionais que a natureza se dotou para sustentar toda a rede da vida. A realização do design neste contexto exige assim uma profunda mudança da nossa atitude para com a natureza, mudança tanto sobre o que podemos retirar dela como sobre o que aprender com ela.
Nos últimos anos assistiu-se a uma crescente vaga de práticas e projectos de design com uma forte orientação ecológica. Foi o caso do renascimento mundial da agricultura orgânica, envolvendo tecnologias baseadas em conhecimentos de ecologia mais do que de química ou de engenharia genética, no cultivo dos terrenos, no controle de pesticidas, e na fertilização dos solos, na organização de várias indústrias dentro de uma rede ecológica que permita que os desperdícios e o lixo de umas possam ser os recursos das outras; a transformação de uma economia orientada em função de um produto, para uma outra economia baseada no «service-and-flow», em que os materiais brutos e os componentes técnicos usados pelas industrias circulam continuamente entre produtores e utentes; a construção de edifícios que produzam mais energia do que a que consomem, que não produzam desperdícios e que permanentemente sejam capazes de monitorizar o seu desempenho; a montagem de carros híbridos semi-eléctricos que economizam o seu consumo de energia; o desenvolvimento eficiente de células de hidrogénio que inaugure, em definitivo, a era da chamada «economia de hidrogénio». Estas tecnologias e todos estes projectos incorporam os princípios básicos da ecologia e representam bem a tendência para o design de pequena escala, com preferência para a diversidade, a eficiência energética, e as comunidades vocacionadas para a não-produção de poluição, e o uso intensivo do trabalho.
Para implementar efectivamente estas tecnologias teremos que redesenhar muitas das nossas instituições sociais. Por exemplo, nós precisamos de mudar o nosso sistema fiscal de modo a este deixar de incidir sobre as coisas que valorizamos – empregos, investimentos – para passar a incidir sobre aquilo que todos reconhecemos como prejudicial como seja a poluição e o desperdício de recursos.
Precisamos de acabar com os subsídios perversos entregues à indústrias insustentáveis e altamente prejudiciais, assim como a certas práticas empresariais das grandes corporações. E devemos reconhecer que o crescimento económico ilimitado só pode levar-nos ao desastre pelo que devemos agir sobre as economias em conformidade com tais conclusões.
As tecnologias hoje disponíveis permitem-nos facilmente que a transição para um futuro sustentável já não seja visto como um problema conceptual nem muito menos de carácter técnico. É, antes, e sobretudo, um problema de valores e de vontade política.
Nota: Fritjof Capra é o fundador e director do Center for Ecoliteracy em Berkeley, Califórnia. É também autor de várias obras, entre as quais «The Hidden Connections»
http://www.adbusters.org/magazine/57/ecoliteracy.php
http://www.ecoliteracy.org/
A Guerra é o mesmo que Terrorismo, mas com um orçamento maior!...
Ultimamente fala-se muito de terrorismo. Talvez esta seja uma forma de, falando-se de terrorismo, fazer esquecer os assuntos da guerra. O que é espantoso!
Porque a semântica não nos engana: em termos de escalada e de custos humanos e materiais, a guerra é muito pior que o terrorismo... O certo é que o poder global instituído (leia-se os Estados Unidos) prefere falar de terrorismo, e fazer esquecer que os Estados Unidos ( seus aliados) estão em guerra...
Já agora é preciso não esquecer o significado do envio dos guardas republicanos portugueses para o Iraque: o Estado Português também está em guerra!
Mas esta inversão que consiste em sobrevalorizar o terrorismo para desvalorizar a guerra constitui não só um óptimo exemplo de como a ideologia dominante funciona (=uma mentira repetida mil vezes, torna-se «realidade»), mas ainda uma boa demonstração de como funciona a governação estatal dos países ditos «democráticos», isto é, de como a elite económico-política se reproduz e se mantém sobre toda a população, depois de se assenhorear do poder político e esvaziar de conteúdo a democracia com que enchem a boca todos os dias a fim de enganar os tolos.
É por isso que a democracia está refém desta estratégia de poder oligárquico globalizador que governa populações e sociedades inteiras, e que não passa de um dispositivo retórico para legitimar e reproduzir um poder económico e político eminentemente oligárquico, com necessidade de refrescar permanentemente o seu pessoal político de modo a que tudo fique na mesma.
A democracia tornou-se pois em mais uma mistificação ao lado de outras tais como as "guerras humanitárias", e a "luta contra o terrorismo". Cabe aos homens amantes da liberdade e da emancipação humana desmontar toda essa panaceia que condiciona e lança para a cegueira mental milhões de seres.
Por isso, e mais do que nunca, é necessário um enorme e colossal esforço no campo da educação e formação para neutralizar a matraqueagem preparada pelo poder através dos meios de comunicação de massa postos ao seu serviço pelos grandes grupos económicos que dominam hoje a produção e circulação da informação (daí não ser despropositada a afirmação que estamos numa fase de transição de um capitalismo patrimonial para um capitalismo informacional, onde o núcleo duro do capital já não é representado por património material, mas pela posse da informação, uma vez que esta é um pré-requisito para o assenhoreamento e apropriação dos principais bens económicos) .
O terrorismo é um meio de acção descredibilizador que não contém nada de positivo para a emancipação social. Trata-se até de uma via de acção que exaspera as tendências primárias arcaicas dos indivíduos (homem-lobo) não ajudando à construção social da fraternidade e liberdade enquanto projecto colectivo partilhado por cada indivíduo.
Porque a semântica não nos engana: em termos de escalada e de custos humanos e materiais, a guerra é muito pior que o terrorismo... O certo é que o poder global instituído (leia-se os Estados Unidos) prefere falar de terrorismo, e fazer esquecer que os Estados Unidos ( seus aliados) estão em guerra...
Já agora é preciso não esquecer o significado do envio dos guardas republicanos portugueses para o Iraque: o Estado Português também está em guerra!
Mas esta inversão que consiste em sobrevalorizar o terrorismo para desvalorizar a guerra constitui não só um óptimo exemplo de como a ideologia dominante funciona (=uma mentira repetida mil vezes, torna-se «realidade»), mas ainda uma boa demonstração de como funciona a governação estatal dos países ditos «democráticos», isto é, de como a elite económico-política se reproduz e se mantém sobre toda a população, depois de se assenhorear do poder político e esvaziar de conteúdo a democracia com que enchem a boca todos os dias a fim de enganar os tolos.
É por isso que a democracia está refém desta estratégia de poder oligárquico globalizador que governa populações e sociedades inteiras, e que não passa de um dispositivo retórico para legitimar e reproduzir um poder económico e político eminentemente oligárquico, com necessidade de refrescar permanentemente o seu pessoal político de modo a que tudo fique na mesma.
A democracia tornou-se pois em mais uma mistificação ao lado de outras tais como as "guerras humanitárias", e a "luta contra o terrorismo". Cabe aos homens amantes da liberdade e da emancipação humana desmontar toda essa panaceia que condiciona e lança para a cegueira mental milhões de seres.
Por isso, e mais do que nunca, é necessário um enorme e colossal esforço no campo da educação e formação para neutralizar a matraqueagem preparada pelo poder através dos meios de comunicação de massa postos ao seu serviço pelos grandes grupos económicos que dominam hoje a produção e circulação da informação (daí não ser despropositada a afirmação que estamos numa fase de transição de um capitalismo patrimonial para um capitalismo informacional, onde o núcleo duro do capital já não é representado por património material, mas pela posse da informação, uma vez que esta é um pré-requisito para o assenhoreamento e apropriação dos principais bens económicos) .
O terrorismo é um meio de acção descredibilizador que não contém nada de positivo para a emancipação social. Trata-se até de uma via de acção que exaspera as tendências primárias arcaicas dos indivíduos (homem-lobo) não ajudando à construção social da fraternidade e liberdade enquanto projecto colectivo partilhado por cada indivíduo.
22.1.05
2005 é o ano Einstein, físico e pacifista
Em 1905, Einstein anunciou sua Teoria da Relatividade, que mudou completamente o panorama da ciência moderna. Ele morreu nos Estados Unidos, em Abril de 1955, aos 76 anos.
Isso faz de 2005 um ano comemorativo do conhecido cientista.
Albert Einstein é conhecido por todos pelas suas revelações científicas que mudaram os conceitos sobre tempo e espaço..
2005, considerado o Ano de Einstein, é marcado por dois factos: a divulgação da Teoria da Relatividade, há 100 anos, e o ano de sua morte, 50 anos atrás.
Durante este ano irão ser realizados diversos tipos de eventos para homenagear o grande nome da ciência que é Einstein. Serão congressos, palestras, exposições e passeios pelos lugares que Einstein frequentou, principalmente na região de Berlim e Brandemburgo, onde ele viveu durante 18 anos.
A fórmula mais famosa de Einstein – E=mc² – tornou-se um verdadeiro ícone mundial.
A teoria que mudou o mundo
É raro um cientista desenvolver sozinho teorias que revolucionem de tal forma a concepção de natureza do homem. Mas esse foi o caso de Einstein, que elaborou cinco ensaios que poriam de pernas para o ar tudo o que a Física descobrira até então.
Tratou-se de uma revelação e de uma revolução sem precedentes.
Em 1921, ele recebeu o Prémio Nobel de Física, posicionando-se na lista dos grandes génios do século.
No dia 17 de Março de 1905, Einstein publicou uma teoria num dos mais conhecidos jornais especializados da Física, o Annalen der Physik. Trata-se de um texto sobre a irradiação e as características energéticas da luz. A teoria foi descrita por um amigo de Einstein como “muito revolucionária” e, de fato, este foi o primeiro passo para que a comunidade científica voltasse as suas atenções para o jovem cientista.
Einstein descreveu, neste primeiro ensaio, o efeito fotoeléctrico, que demonstra como a luz pode ser transformada em energia eléctrica.
Ainda no mesmo ano ele publica outros quatro textos, entre eles aquele no qual é apresentada a tal Teoria da Relatividade, com sua mais famosa fórmula: E=mc² (Energia é igual a massa multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz). Este foi o apogeu da sua carreira como cientista.
A mais conhecida fórmula científica propõe que matéria e energia podem ser transformadas uma na outra. Ele afirma ainda que uma pequena quantidade de massa pode ser transformada em grande quantidade de energia, a chamada equivalência entre massa e energia.
Isso permite-lhe explicar a combustão das estrelas, dando ao homem um conhecimento mais aprofundado sobre a matéria, assim como as enormes reservas de energia armazenadas no átomo. Isso esclarece também, de maneira geral, a capacidade e o funcionamento de uma bomba atómica.
Ele contava apenas 26 anos de idade quando desenvolveu a Teoria da Relatividade. Por esta façanha receberia o Prémio Nobel de Física, 16 anos mais tarde.
1919 é o ano em que Einstein tornou-se uma figura pública. O motivo foi a sua Teoria da Relatividade Geral (trata-se de uma parte da mesma Teoria da Relatividade, de 1905, porém apresentada somente em 1915), que foi confirmada através de observações astronómicas. Foi com este acontecimento espectacular, pouco depois do fim da Primeira Guerra Mundial, que Einstein se torna uma celebridade mundial.
O cientista aproveitou todo esse seu prestígio para empenhar-se social e politicamente. Ele apoiou a criação do Estado de Israel e o pacifismo, apoiando iniciativas e acções através de sua fama, na esperança de conquistar e ampliar direitos democráticos. Contudo, com a vitória do nazismo, Einstein e seu trabalho passam a ser difamados como trabalho judeu. Isso contribuiu fortemente para sua emigração para os Estados Unidos, no Outono de 1933, de onde anunciou que jamais regressaria à Alemanha.
A sua luta pela paz continuou.
Após a destruição das duas cidades japonesas no final da Segunda Guerra, Einstein acreditou na necessidade de os países assinarem um compromisso para fiscalizar e controlar a utilização de armas nucleares.
No início de Abril de 1955, ele enviou uma carta a Bertrand Russell, na qual se disse favorável ao manifesto proposto por Russell: solicitar que todas as nações renunciem aos armamentos nucleares.
Duas semanas depois, em 18 de abril de 1955, Albert Einstein morreu em consequência de um aneurisma, aos 76 anos, no hospital de Princeton.
As suas descobertas modificaram todo o panorama da Física de até então. Os seus estudos deram uma reviravolta no pensamento científico, ampliando horizontes e perspectivas, até mesmo em outras áreas do conhecimento. Através da elaboração de uma teoria revolucionária, novas conquistas tomaram forma. Sua maneira de pensar e agir e sua política pacifista poderiam ter contribuído significativamente para o desenvolvimento humano.
www.albert-einstein.org
www.einsteinjahr.de
www.alberteinstein.info - diários de viagem
Isso faz de 2005 um ano comemorativo do conhecido cientista.
Albert Einstein é conhecido por todos pelas suas revelações científicas que mudaram os conceitos sobre tempo e espaço..
2005, considerado o Ano de Einstein, é marcado por dois factos: a divulgação da Teoria da Relatividade, há 100 anos, e o ano de sua morte, 50 anos atrás.
Durante este ano irão ser realizados diversos tipos de eventos para homenagear o grande nome da ciência que é Einstein. Serão congressos, palestras, exposições e passeios pelos lugares que Einstein frequentou, principalmente na região de Berlim e Brandemburgo, onde ele viveu durante 18 anos.
A fórmula mais famosa de Einstein – E=mc² – tornou-se um verdadeiro ícone mundial.
A teoria que mudou o mundo
É raro um cientista desenvolver sozinho teorias que revolucionem de tal forma a concepção de natureza do homem. Mas esse foi o caso de Einstein, que elaborou cinco ensaios que poriam de pernas para o ar tudo o que a Física descobrira até então.
Tratou-se de uma revelação e de uma revolução sem precedentes.
Em 1921, ele recebeu o Prémio Nobel de Física, posicionando-se na lista dos grandes génios do século.
No dia 17 de Março de 1905, Einstein publicou uma teoria num dos mais conhecidos jornais especializados da Física, o Annalen der Physik. Trata-se de um texto sobre a irradiação e as características energéticas da luz. A teoria foi descrita por um amigo de Einstein como “muito revolucionária” e, de fato, este foi o primeiro passo para que a comunidade científica voltasse as suas atenções para o jovem cientista.
Einstein descreveu, neste primeiro ensaio, o efeito fotoeléctrico, que demonstra como a luz pode ser transformada em energia eléctrica.
Ainda no mesmo ano ele publica outros quatro textos, entre eles aquele no qual é apresentada a tal Teoria da Relatividade, com sua mais famosa fórmula: E=mc² (Energia é igual a massa multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz). Este foi o apogeu da sua carreira como cientista.
A mais conhecida fórmula científica propõe que matéria e energia podem ser transformadas uma na outra. Ele afirma ainda que uma pequena quantidade de massa pode ser transformada em grande quantidade de energia, a chamada equivalência entre massa e energia.
Isso permite-lhe explicar a combustão das estrelas, dando ao homem um conhecimento mais aprofundado sobre a matéria, assim como as enormes reservas de energia armazenadas no átomo. Isso esclarece também, de maneira geral, a capacidade e o funcionamento de uma bomba atómica.
Ele contava apenas 26 anos de idade quando desenvolveu a Teoria da Relatividade. Por esta façanha receberia o Prémio Nobel de Física, 16 anos mais tarde.
1919 é o ano em que Einstein tornou-se uma figura pública. O motivo foi a sua Teoria da Relatividade Geral (trata-se de uma parte da mesma Teoria da Relatividade, de 1905, porém apresentada somente em 1915), que foi confirmada através de observações astronómicas. Foi com este acontecimento espectacular, pouco depois do fim da Primeira Guerra Mundial, que Einstein se torna uma celebridade mundial.
O cientista aproveitou todo esse seu prestígio para empenhar-se social e politicamente. Ele apoiou a criação do Estado de Israel e o pacifismo, apoiando iniciativas e acções através de sua fama, na esperança de conquistar e ampliar direitos democráticos. Contudo, com a vitória do nazismo, Einstein e seu trabalho passam a ser difamados como trabalho judeu. Isso contribuiu fortemente para sua emigração para os Estados Unidos, no Outono de 1933, de onde anunciou que jamais regressaria à Alemanha.
A sua luta pela paz continuou.
Após a destruição das duas cidades japonesas no final da Segunda Guerra, Einstein acreditou na necessidade de os países assinarem um compromisso para fiscalizar e controlar a utilização de armas nucleares.
No início de Abril de 1955, ele enviou uma carta a Bertrand Russell, na qual se disse favorável ao manifesto proposto por Russell: solicitar que todas as nações renunciem aos armamentos nucleares.
Duas semanas depois, em 18 de abril de 1955, Albert Einstein morreu em consequência de um aneurisma, aos 76 anos, no hospital de Princeton.
As suas descobertas modificaram todo o panorama da Física de até então. Os seus estudos deram uma reviravolta no pensamento científico, ampliando horizontes e perspectivas, até mesmo em outras áreas do conhecimento. Através da elaboração de uma teoria revolucionária, novas conquistas tomaram forma. Sua maneira de pensar e agir e sua política pacifista poderiam ter contribuído significativamente para o desenvolvimento humano.
www.albert-einstein.org
www.einsteinjahr.de
www.alberteinstein.info - diários de viagem
Alexandra David-Neel
Livro que se encontra traduzido para português: Pela Vida, edição Antígona
(Tradução para português da sua breve biografia de Wikipedia)
Alexandra David-Néel (24/10/ 1868 -8/9/1969) foi uma notável mulher, de origem francesa, viajante intrépida que conseguiu chegar à cidade proibida de Lhasa, no Tibete. É também conhecida por ser espiritualista, budista e anarquista. Escreveu mais de 30 livros sobre filosofia, viagens e as religiões orientais. Exerceu uma considerável influêncis sobre os escritores beat norte-americanos como Jack Kerouac ( autor do conhecido livro «Pela Estrada Fora»), Allen Ginsberg ( poeta de «O Uivo» entre outras obras) e Alan Watts ( autor de «O Budismo Zen»)
O seu verdadeiro nome é Louise Eugenie Alexandrine Marie David e, desde sempre, revelou um grande desejo pela liberdade e espiritualidade. Em 1890-1891 trabalhou na Índia e só regressou por absoluta falta de dinheiro. Mais tarde, em Tunis encontrou o seu futuro marido, o engenheiro ferroviário Philippe Née. Em 1911 faz segunda viagem pela Índia a fim de aprofundar os seus estudos de Budismo, e é convidada para o mosteiro real de Sikkim. Encontra também o Dalai Lama por duas vezes em 1912, e interessa-se cada vez mais pelo budismo.
Entre 1914-1916 viveu numa cave do mosteiro de Sikkim, perto da fronteira com o Tibete, interessando-se pela espiritualidade oriental com a ajuda do monje tibetano Aphur Yongdon, que se tornou o seu companheiro de viagens inseparável. Atravessou em 1916 a fronteira tibetana até Panchen Lama, no Shigatse. Logo que as autoridades inglesas tomaram conhecimento desta incursão ( recorde-se que Sikkim era uma protectorado inglês na época), Alexandra teve de abandonar o país dirigindo-se para o Japão, uma vez que a Europa encontrava-se em plena I Grande Guerra. E foi no Japão que se cruzou com Ekai Kawaguchi, que lhe confessou ter visitado Lhasa, a cidade proibida, em 1901 disfarçado de médico chinês. Esta inconfidência levou Alexandra a resolver-se também a viajar até Lhasa atravessando a China desde a costa leste até às suas fronteiras com o Tibete, acabando por chegar a Lhasa disfarçada de peregrino, e onde se demorou cerca de dois meses.
Regressa a França onde se separa e se volta a conciliar com o seu marido até à morte deste em 1941. Passa e escrever livros.
Em 1937, Alexandra e Yongden voltam à China e ali se demoram durante todo o período da II Grande Guerra, só regressando à França em 1946. Tinha então 78 anos.
Alexandra David-Néel continuará a estudar e escrever até à sua morte aos 100 anos.
http://www.alexandra-david-neel.org/index_anim.htm
Bibliografia em francês:
1898 Pour la vie
1911 Le modernisme bouddhiste et le bouddhisme du Bouddha
1927 Voyage d'une Parisienne à Lhassa (1927, My Journey to Lhasa)
1929 Mystiques et Magiciens du Tibet (1929, Magic and Mystery in Tibet)
1930 Initiations Lamaïques (Initiations and Initiates in Tibet)
1931 La vie Surhumaine de Guésar de Ling le Héros Thibétain (The Superhuman Life of Gesar of Ling)
1933 Grand Tibet; Au pays des brigands-gentilshommes
1935 Le lama au cinq sagesses
1938 Magie d'amour et magic noire; Scènes du Tibet inconnu (Tibetan Tale of Love and Magic)
1939 Buddhism: Its Doctrines and Its Methods
1940 Sous des nuées d'orage; Recit de voyage
1949 Au coeur des Himalayas; Le Nepal
1951 Ashtavakra Gita; Discours sur le Vedanta Advaita
1951 Les Enseignements Secrets des Bouddhistes Tibétains (The Secret Oral Teachings in Tibetan Buddhist Sects)
1951 L'Inde hier, aujourd'hui, demain
1952 Textes tibétains inédits
1953 Le vieux Tibet face à la Chine nouvelle
1954 La puissance de néant, by Lama Yongden (The Power of Nothingness)
Grammaire de la langue tibetaine parlée
1958 Avadhuta Gita
1958 La connaissance transcendante
1961 Immortalite et reincarnation: Doctrines et pratiques en Chine, au Tibet, dans l'Inde
L'Inde où j'ai vecu; Avant et après l'independence
1964 Quarante siècles d'expansion chinoise
1970 En Chine: L'amour universe! et l'individualisme integral: les maitres Mo Tse et Yang Tchou
1972 Le sortilège du mystère; Faits étranges et gens bizarre rencontrés au long de mes routes d'orient et d'occident
1975 Vivre au Tibet; Cuisine, traditions et images
1975 Journal de voyage; Lettres à son Mari, 11 août 1904 - 27 decembre 1917. Vol. 1. Ed. Marie-Madeleine Peyronnet
1976 Journal de voyage; Lettres à son Mari, 14 janvier 1918 - 31 decembre 1940. Vol. 2. Ed. Marie-Madeleine Peyronnet
1979 Le Tibet d'Alexandra David-Neel
1986 La lampe de sagesse
(Tradução para português da sua breve biografia de Wikipedia)
Alexandra David-Néel (24/10/ 1868 -8/9/1969) foi uma notável mulher, de origem francesa, viajante intrépida que conseguiu chegar à cidade proibida de Lhasa, no Tibete. É também conhecida por ser espiritualista, budista e anarquista. Escreveu mais de 30 livros sobre filosofia, viagens e as religiões orientais. Exerceu uma considerável influêncis sobre os escritores beat norte-americanos como Jack Kerouac ( autor do conhecido livro «Pela Estrada Fora»), Allen Ginsberg ( poeta de «O Uivo» entre outras obras) e Alan Watts ( autor de «O Budismo Zen»)
O seu verdadeiro nome é Louise Eugenie Alexandrine Marie David e, desde sempre, revelou um grande desejo pela liberdade e espiritualidade. Em 1890-1891 trabalhou na Índia e só regressou por absoluta falta de dinheiro. Mais tarde, em Tunis encontrou o seu futuro marido, o engenheiro ferroviário Philippe Née. Em 1911 faz segunda viagem pela Índia a fim de aprofundar os seus estudos de Budismo, e é convidada para o mosteiro real de Sikkim. Encontra também o Dalai Lama por duas vezes em 1912, e interessa-se cada vez mais pelo budismo.
Entre 1914-1916 viveu numa cave do mosteiro de Sikkim, perto da fronteira com o Tibete, interessando-se pela espiritualidade oriental com a ajuda do monje tibetano Aphur Yongdon, que se tornou o seu companheiro de viagens inseparável. Atravessou em 1916 a fronteira tibetana até Panchen Lama, no Shigatse. Logo que as autoridades inglesas tomaram conhecimento desta incursão ( recorde-se que Sikkim era uma protectorado inglês na época), Alexandra teve de abandonar o país dirigindo-se para o Japão, uma vez que a Europa encontrava-se em plena I Grande Guerra. E foi no Japão que se cruzou com Ekai Kawaguchi, que lhe confessou ter visitado Lhasa, a cidade proibida, em 1901 disfarçado de médico chinês. Esta inconfidência levou Alexandra a resolver-se também a viajar até Lhasa atravessando a China desde a costa leste até às suas fronteiras com o Tibete, acabando por chegar a Lhasa disfarçada de peregrino, e onde se demorou cerca de dois meses.
Regressa a França onde se separa e se volta a conciliar com o seu marido até à morte deste em 1941. Passa e escrever livros.
Em 1937, Alexandra e Yongden voltam à China e ali se demoram durante todo o período da II Grande Guerra, só regressando à França em 1946. Tinha então 78 anos.
Alexandra David-Néel continuará a estudar e escrever até à sua morte aos 100 anos.
http://www.alexandra-david-neel.org/index_anim.htm
Bibliografia em francês:
1898 Pour la vie
1911 Le modernisme bouddhiste et le bouddhisme du Bouddha
1927 Voyage d'une Parisienne à Lhassa (1927, My Journey to Lhasa)
1929 Mystiques et Magiciens du Tibet (1929, Magic and Mystery in Tibet)
1930 Initiations Lamaïques (Initiations and Initiates in Tibet)
1931 La vie Surhumaine de Guésar de Ling le Héros Thibétain (The Superhuman Life of Gesar of Ling)
1933 Grand Tibet; Au pays des brigands-gentilshommes
1935 Le lama au cinq sagesses
1938 Magie d'amour et magic noire; Scènes du Tibet inconnu (Tibetan Tale of Love and Magic)
1939 Buddhism: Its Doctrines and Its Methods
1940 Sous des nuées d'orage; Recit de voyage
1949 Au coeur des Himalayas; Le Nepal
1951 Ashtavakra Gita; Discours sur le Vedanta Advaita
1951 Les Enseignements Secrets des Bouddhistes Tibétains (The Secret Oral Teachings in Tibetan Buddhist Sects)
1951 L'Inde hier, aujourd'hui, demain
1952 Textes tibétains inédits
1953 Le vieux Tibet face à la Chine nouvelle
1954 La puissance de néant, by Lama Yongden (The Power of Nothingness)
Grammaire de la langue tibetaine parlée
1958 Avadhuta Gita
1958 La connaissance transcendante
1961 Immortalite et reincarnation: Doctrines et pratiques en Chine, au Tibet, dans l'Inde
L'Inde où j'ai vecu; Avant et après l'independence
1964 Quarante siècles d'expansion chinoise
1970 En Chine: L'amour universe! et l'individualisme integral: les maitres Mo Tse et Yang Tchou
1972 Le sortilège du mystère; Faits étranges et gens bizarre rencontrés au long de mes routes d'orient et d'occident
1975 Vivre au Tibet; Cuisine, traditions et images
1975 Journal de voyage; Lettres à son Mari, 11 août 1904 - 27 decembre 1917. Vol. 1. Ed. Marie-Madeleine Peyronnet
1976 Journal de voyage; Lettres à son Mari, 14 janvier 1918 - 31 decembre 1940. Vol. 2. Ed. Marie-Madeleine Peyronnet
1979 Le Tibet d'Alexandra David-Neel
1986 La lampe de sagesse
21.1.05
Salvemos as sementes!
A rede «sementes camponesas» lançou uma petição internacional exigindo a livre circulação e difusão das sementes. Isto porque a União Europeia não autoriza senão a comercialização de sementes que estejam no catálogo oficial das sementes, cuja inscrição é de custo elevadíssimo só suportável para grandes empresas. Só para dar uma ideia da enormidade basta ver que a inscrição no catálogo oficial das sementes custa 15.000 euros para sementes de cereais e 4.000 euros para sementes hortícolas. Nestas condições não é difícil concluir que as multinacionais têm todas as condições para efectuar as suas inscrições, que ficam vedadas, porém, para os agricultores independentes. É certo que existe um outro catálogo designado de «amador» cujo custo de inscrição é muito mais acessível ( cerca de 200 euros) mas que se destina unicamente para as variedades de sementes mais antigas… e só na condição de não serem cultivadas senão para o seu próprio consumo.
O resultado desta política tem sido a redução drástica da variedade de sementes. Para se opor a esta ameaça que pesa sobre os agricultores e sobre a biodiversidade foi lançado a referida petição pela Reseau semences paysannes, Cazalens, 81600, Brens.
e-mail: semencepaysannes@wanadoo.fr
Por seu lado a Associação Kokopelli, que defende a biodiversidade de sementes a nível mundial, possui uma vasta documentação que pode ser pedida e parcialmente consultada em
www.kokopelli.asso.fr
Outras fontes e contactos:
IFOAM – federação dos movimentos agrobiologistas a nível mundial
www.ifoam.org
Via Campesina
www.viacampesina.org
CNRAB – centre national de ressources en agriculture biologique
www.agribio.com
ITAB – Institut de l’agriculture biologique
www.itab.asso.fr
Alliance paysans écologistes consommateurs
www.alliancepec.free.fr
FNAB – Federação nacional de agricultura biológica francesa
www.fnab.org
Conféderation paysanne
www.confederationpaysanne.fr
O resultado desta política tem sido a redução drástica da variedade de sementes. Para se opor a esta ameaça que pesa sobre os agricultores e sobre a biodiversidade foi lançado a referida petição pela Reseau semences paysannes, Cazalens, 81600, Brens.
e-mail: semencepaysannes@wanadoo.fr
Por seu lado a Associação Kokopelli, que defende a biodiversidade de sementes a nível mundial, possui uma vasta documentação que pode ser pedida e parcialmente consultada em
www.kokopelli.asso.fr
Outras fontes e contactos:
IFOAM – federação dos movimentos agrobiologistas a nível mundial
www.ifoam.org
Via Campesina
www.viacampesina.org
CNRAB – centre national de ressources en agriculture biologique
www.agribio.com
ITAB – Institut de l’agriculture biologique
www.itab.asso.fr
Alliance paysans écologistes consommateurs
www.alliancepec.free.fr
FNAB – Federação nacional de agricultura biológica francesa
www.fnab.org
Conféderation paysanne
www.confederationpaysanne.fr
Os microchips subcutâneos ao serviço do Big Brother
O governo norte-americano acabou de autorizar a implantação de chips electrónicos no corpo humano para fins médicos. Tais chips subcutâneos darão acesso directo e imediato aos antecedentes médicos do doente. Esta decisão é vivamente contestada pelas associações de defesa das liberdades que receiam por possíveis manipulações. Um chip que vos é injectado sob a pele tendo na memória os vossos dados pessoais e o vosso dossier médico já não pertence ao mundo da ficção científica, mas é a mais recente invenção de uma empresa de alta tecnologia norte-americana, a Applied Digital Solutions. Mas ainda mais espantoso é que a Food and Drug Administration (FDA), organismo do governo americano encarregado de testar e regulamentar os produtos alimentares, deu o seu aval a esta tecnologia a ser aplicada nos hospitais americanos.
Baptizado por «verichip» este dispositivo do tamanho de um grão de arroz é um micro-chip rádio RF-d (Rádio Frequency Identificator), e funciona como um emissor-receptor microscópico. Quando é activado, graças a um scanner, ele pede um código de identificação, mediante o qual ele permite o acesso a uma base de dados onde estão registadas as informações médicas da pessoa, que podem ser lidas num terminal de computador ou num simples PDA. Segundo os investigadores trata-se de uma promissora tecnologia para o diagnóstico médico. O chip pode realizar igualmente um certo controlemédico sobre certas funções biológicas como o ritmo cardíaco ou ataxa de glicemia. Os «verichips» funcionam tal como os códigos de barras dos produtos de hipermercado. Tais etiquetas electrónicas miniaturas implantadas na derme da pessoa podem ser facilmente usadas para outras finalidades e servirem de autênticas tatuagens electrónicas. Pior que tudo isso é que tais dispositivos conectados a uma rede de satélie do tipo GPS (Global Positioning System) permitirá localizar rapidamente o doente a todo o tempo.
É mesmo para dizer que chegaram os cyborgs.
Blade Runner, Robocop, Darth Vador já não são simples figuras híbridas meio-humanas/meio-máquinas de cinema fantástico. Passamos a conviver com eles lado a lado.
http://www.rfi.fr/actufr/articles/058/article_31122.asp
Baptizado por «verichip» este dispositivo do tamanho de um grão de arroz é um micro-chip rádio RF-d (Rádio Frequency Identificator), e funciona como um emissor-receptor microscópico. Quando é activado, graças a um scanner, ele pede um código de identificação, mediante o qual ele permite o acesso a uma base de dados onde estão registadas as informações médicas da pessoa, que podem ser lidas num terminal de computador ou num simples PDA. Segundo os investigadores trata-se de uma promissora tecnologia para o diagnóstico médico. O chip pode realizar igualmente um certo controlemédico sobre certas funções biológicas como o ritmo cardíaco ou ataxa de glicemia. Os «verichips» funcionam tal como os códigos de barras dos produtos de hipermercado. Tais etiquetas electrónicas miniaturas implantadas na derme da pessoa podem ser facilmente usadas para outras finalidades e servirem de autênticas tatuagens electrónicas. Pior que tudo isso é que tais dispositivos conectados a uma rede de satélie do tipo GPS (Global Positioning System) permitirá localizar rapidamente o doente a todo o tempo.
É mesmo para dizer que chegaram os cyborgs.
Blade Runner, Robocop, Darth Vador já não são simples figuras híbridas meio-humanas/meio-máquinas de cinema fantástico. Passamos a conviver com eles lado a lado.
http://www.rfi.fr/actufr/articles/058/article_31122.asp
Contraste da ajuda do Estado norte-americano para as vítimas do Tsunami asiático e o custo de um bombardeiro militar
Desculpem se o texto está em inglês mas os números são suficientemente explícitos. Comentários para quê?
350 million dollar US-aid for 4 countries
VERSUS
2 billion dollar for ONE B-2 bomber
An examination of the nature of US tsunami relief aid and the reasons for the differences in US corporate news coverage of wars and natural disasters.
At first, President George W. Bush stated that the US contribution to aid for tsunami victims in Asia would be 15 million. Then, as embarrassment grew over the miserly nature of the contribution by the world's richest nation, the figure for the aid increased to 35 million and subsequently to 350 million. Consider that one B-2 bomber or nuclear powered submarine costs over 2 billion dollars or over 6 times the amount spent to help people suffering immensely from this terrible natural calamity.
The US military budget is approaching 500 billion dollars a year and the amount spent on the Iraq war so far is well over 100 billion dollars. It is obvious that the priorities of the US government are much more inclined towards death, destruction and the theft of other people's natural resources than they are toward alleviating the suffering of poor people around the world.
Believing that the US government is motivated by tender compassion for victims of this natural catastrophe, while it is simultaneously bombing into rubble cities like Fallujah in Iraq and poisoning their land with depleted uranium, is similar to believing the Mafia could suddenly transform themselves into the sisters of mercy. Of course, some aid must be given so that the great myth of the beneficence of the United States can continue unchallenged.
The corporate media will greatly accentuate the magnanimity of US aid and then Americans will ask after another attack: "Why do they hate us so much, when we have given them so much assistance in time of need?" Even without natural disaster millions of children die every year from starvation or from diseases caused by the lack of clean drinking water. It would take only a small portion of the Pentagon's annual budget to provide safe drinking water to the population of the Third World. Enough food is produced in the world each year to feed everyone if poor people had the money to buy it.
The answer to this problem is the abolition of the capitalist economic system and the further enrichment of the US ruling class at the expense of poor people here and abroad. However, the Pentagon's mission is the exact opposite of that. The Pentagon wants to perpetuate capitalism and enable even greater exploitation of Third Word people by American capitalists. The US corporate media's reaction to the tsunami disaster in Asia is also very revealing as to their real objectives.
An estimated 100,000 Iraqi civilians have been killed so far in the war in Iraq. However, one does not see pictures of the destroyed houses, the corpses in the rubble and the wounded children crying for their parents in Iraq as one can easily see pictures of the victims of the tsunami hour after hour on all corporate television news channels. A saying of the corporate news media is that if it bleeds, it leads, but it bleeds a lot in Iraq and is almost totally ignored. Why is this? The answer is that there is a big difference between natural disasters and wars. There is little blame or criticism which can be leveled at those who own and dominate American society and their servants in government from natural disasters or so-called acts of God. However, wars are an entirely different matter. Wars are the deliberate actions of governments and can be prevented or stopped once they occur. Also, wars are extremely profitable for some corporations and many of these corporations own the US media. It could be very disadvantageous to the popularity of these wars among the American people if ugly images of corpses or crying children filled American television screens every night. Therefore, even though the casualty figures may be similar, there occurs the tremendous divergence in corporate news coverage of wars and natural calamities. This duplicity by the US corporate media adds significant evidence to the contention that they are not free and independent observers of the world situation, but are instead intimate collaborators with the US government in their illegal, immoral wars and designs for empire.
350 million dollar US-aid for 4 countries
VERSUS
2 billion dollar for ONE B-2 bomber
An examination of the nature of US tsunami relief aid and the reasons for the differences in US corporate news coverage of wars and natural disasters.
At first, President George W. Bush stated that the US contribution to aid for tsunami victims in Asia would be 15 million. Then, as embarrassment grew over the miserly nature of the contribution by the world's richest nation, the figure for the aid increased to 35 million and subsequently to 350 million. Consider that one B-2 bomber or nuclear powered submarine costs over 2 billion dollars or over 6 times the amount spent to help people suffering immensely from this terrible natural calamity.
The US military budget is approaching 500 billion dollars a year and the amount spent on the Iraq war so far is well over 100 billion dollars. It is obvious that the priorities of the US government are much more inclined towards death, destruction and the theft of other people's natural resources than they are toward alleviating the suffering of poor people around the world.
Believing that the US government is motivated by tender compassion for victims of this natural catastrophe, while it is simultaneously bombing into rubble cities like Fallujah in Iraq and poisoning their land with depleted uranium, is similar to believing the Mafia could suddenly transform themselves into the sisters of mercy. Of course, some aid must be given so that the great myth of the beneficence of the United States can continue unchallenged.
The corporate media will greatly accentuate the magnanimity of US aid and then Americans will ask after another attack: "Why do they hate us so much, when we have given them so much assistance in time of need?" Even without natural disaster millions of children die every year from starvation or from diseases caused by the lack of clean drinking water. It would take only a small portion of the Pentagon's annual budget to provide safe drinking water to the population of the Third World. Enough food is produced in the world each year to feed everyone if poor people had the money to buy it.
The answer to this problem is the abolition of the capitalist economic system and the further enrichment of the US ruling class at the expense of poor people here and abroad. However, the Pentagon's mission is the exact opposite of that. The Pentagon wants to perpetuate capitalism and enable even greater exploitation of Third Word people by American capitalists. The US corporate media's reaction to the tsunami disaster in Asia is also very revealing as to their real objectives.
An estimated 100,000 Iraqi civilians have been killed so far in the war in Iraq. However, one does not see pictures of the destroyed houses, the corpses in the rubble and the wounded children crying for their parents in Iraq as one can easily see pictures of the victims of the tsunami hour after hour on all corporate television news channels. A saying of the corporate news media is that if it bleeds, it leads, but it bleeds a lot in Iraq and is almost totally ignored. Why is this? The answer is that there is a big difference between natural disasters and wars. There is little blame or criticism which can be leveled at those who own and dominate American society and their servants in government from natural disasters or so-called acts of God. However, wars are an entirely different matter. Wars are the deliberate actions of governments and can be prevented or stopped once they occur. Also, wars are extremely profitable for some corporations and many of these corporations own the US media. It could be very disadvantageous to the popularity of these wars among the American people if ugly images of corpses or crying children filled American television screens every night. Therefore, even though the casualty figures may be similar, there occurs the tremendous divergence in corporate news coverage of wars and natural calamities. This duplicity by the US corporate media adds significant evidence to the contention that they are not free and independent observers of the world situation, but are instead intimate collaborators with the US government in their illegal, immoral wars and designs for empire.
Os Verdes alemães, quem os viu…
Os Verdes alemães acabam de festejar o seu 25ºaniversário como Partido político. Ao longo destes 25 anos, os Verdes alemães transformaram-se num partido estabelecido ao lados dos demais, o que só vem a confirmar a profecia de um dos seus fundadores de há 25 anos, Hubert Kleinert: «Vamos ser como eles (os partidos estabelecidos) e não vamos reparar nisso». Ora esse prenúncio acabou por se verificar mais cedo do que muitos previam.
Em 1983 os Okopaxe (eco-pacifistas) conquistaram alguns assentos no Bundestag através da irreverência e contestação política. Hoje, o seu elemento mais conhecido, Joschka Fischer, um dos mais aguerridos elementos da juventude alemã radical dos anos 70, é vice-chanceler do governo alemão e ministro dos negócios estrangeiros
Em 1983 os Okopaxe (eco-pacifistas) conquistaram alguns assentos no Bundestag através da irreverência e contestação política. Hoje, o seu elemento mais conhecido, Joschka Fischer, um dos mais aguerridos elementos da juventude alemã radical dos anos 70, é vice-chanceler do governo alemão e ministro dos negócios estrangeiros
Fábrica norte-americana fecha em Gondomar, e lança centenas de trabalhadores para o desemprego.
A multinacional norte-americana Kaz Ibérica, cujas instalações fabris de produção de aquecedores a óleo se situavam em Fânzeres, Gondomar, decidiu encerrar lançando para o emprego 207 funcionários, a maior parte dos quais residentes da freguesia de S.Pedro da Cova. A decisão de encerramento foi comunicada por um administrador da empresa que se deslocou dos Estados Unidos para o efeito. Os operários, reunidos em plenários, rejeitaram as propostas de rescisão que lhes foram apresentadas. Lamentam ainda a desonestidade da empresa que tinha recorrido anteriormente ao lay-off, e não têm dúvidas sobre a intenção da empresa em deslocalizar a sua produção para países como a China. Consultar JN de 14/01/2005
Saldo da Segurança Social a descer
Pelos dados fornecidos pelo Tribunal de Contas o saldo da Segurança Social entre Janeiro e Junho de 2002 foi de 661,7 milhões de euros. Em igual período do ano seguinte o saldo baixou para 517,3 milhões de euros, e no ano de 2004, para o igual período de Janeiro a Junho o referido saldo já era de 392,5 milhões de euros.
Estranhamente de um total orçamentado de 120 milhões de euros, o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social apenas tinha transferido no ano de 2004 até ao mês de Junho 10 milhões de euros!
Do lado da despesa, os subsídios de desemprego, de doença e o Rendimento Social de Inserção absorvem o grosso dos fundos. Até Junho de 2004, o subsídio de desemprego absorveu já 665 milhões de euros, o que corresponde a uma taxa de execução de 57% da verba prevista para todo o ano, e representa uma subida de 16,1% face ao semestre homólogo de 2003.
Até Junho a despesa da Segurança Social crescera a 9,7 % face ao ano anterior de 2003, enquanto a receita subiu 7,3%
Estranhamente de um total orçamentado de 120 milhões de euros, o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social apenas tinha transferido no ano de 2004 até ao mês de Junho 10 milhões de euros!
Do lado da despesa, os subsídios de desemprego, de doença e o Rendimento Social de Inserção absorvem o grosso dos fundos. Até Junho de 2004, o subsídio de desemprego absorveu já 665 milhões de euros, o que corresponde a uma taxa de execução de 57% da verba prevista para todo o ano, e representa uma subida de 16,1% face ao semestre homólogo de 2003.
Até Junho a despesa da Segurança Social crescera a 9,7 % face ao ano anterior de 2003, enquanto a receita subiu 7,3%
20.1.05
A multinacional Monsanto é condenada a multa milionária por suborno
A empresa multinacional agroquímica Monsanto vai pagar uma multa de 1,5 milhão de dólares por subornar uma autoridade da Indonésia para facilitar a introdução de produtos transgénicos no país. A empresa admitiu que há três anos pagou 50 mil dólares a um elemento do governo indonésio para facilitar a aprovação da introdução do algodão.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou o acordo pelo qual a multinacional vai pagar a multa em troca de que as autoridades não apresentem nenhuma acusação formal durante os próximos três anos. Neste período, a empresa será monitorada e caso cumpra todos os termos do pacto, o caso será abandonado.
Segundo as acusações, a Monsanto contratou uma empresa indonésia de consultoria que subornou um funcionário do ministério do Meio Ambiente da Indonésia para autorizar a venda de produtos transgénicos sem que fossem feitas as avaliações de impacto ambiental, o que é exigido no país. Pela transacção, um funcionário da empresa norte-americana pediu para que a consultoria apresentasse facturas falsas, especificando como "gastos de consultoria", o que consta também nos livros da contabilidade da Monsanto.
Nos Estados Unidos, há uma lei contra as práticas corruptas no exterior que persegue as empresas norte-americanas que realizam subornos ou práticas similares. Apesar do suborno, a autoridade indonésia, que não foi identificada, não alterou o decreto que determinava a necessidade de um estudo de impacto ambiental do algodão transgénico. A Monsanto disse ter despedido todos os funcionários envolvidos no caso e que criou o cargo de director de conduta nos negócios. A empresa também actua no Brasil e beneficia da nova lei que liberaliza o plantio de transgénicos.
Fonte:http://www2.rnw.nl/rnw/pt/atualidade/americadonorte/at050107Monsanto_transgenicos
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou o acordo pelo qual a multinacional vai pagar a multa em troca de que as autoridades não apresentem nenhuma acusação formal durante os próximos três anos. Neste período, a empresa será monitorada e caso cumpra todos os termos do pacto, o caso será abandonado.
Segundo as acusações, a Monsanto contratou uma empresa indonésia de consultoria que subornou um funcionário do ministério do Meio Ambiente da Indonésia para autorizar a venda de produtos transgénicos sem que fossem feitas as avaliações de impacto ambiental, o que é exigido no país. Pela transacção, um funcionário da empresa norte-americana pediu para que a consultoria apresentasse facturas falsas, especificando como "gastos de consultoria", o que consta também nos livros da contabilidade da Monsanto.
Nos Estados Unidos, há uma lei contra as práticas corruptas no exterior que persegue as empresas norte-americanas que realizam subornos ou práticas similares. Apesar do suborno, a autoridade indonésia, que não foi identificada, não alterou o decreto que determinava a necessidade de um estudo de impacto ambiental do algodão transgénico. A Monsanto disse ter despedido todos os funcionários envolvidos no caso e que criou o cargo de director de conduta nos negócios. A empresa também actua no Brasil e beneficia da nova lei que liberaliza o plantio de transgénicos.
Fonte:http://www2.rnw.nl/rnw/pt/atualidade/americadonorte/at050107Monsanto_transgenicos
Afinal, a produtividade em Portugal é maior que nos Estados Unidos!!!!
Para contrariar a ideia peregrina que os trabalhadores portugueses não trabalham (!!!) e que as nossas baixas taxas de produtividade se mostram insuficientemente competitivas em relação às suas congéneres dos países e das economias desenvolvidas encontramos um estudo realizado pelo Deutsche Bank, cujas conclusões foram agora divulgadas na grande imprensa.
Soube-se assim pelo Jornal de Notícias de 19 de Janeiro de 2005 que a produtividade do capital e do trabalho em Portugal cresceu mais do que nos Estados Unidos da América, quando comparada a produção total por hora trabalhada, segundo o referido estudo do Deutsche Bank.
Entre 1995 e 2003, a produção por hora trabalhada aumentou anualmente 2,2% em Portugal e 2,1% nos USA.
De 1990 a 1995, a diferença de crescimento foi maior, já que Portugal viu a sua produtividade crescer 3,1% por ano, contra os 1,3% dos norte-americanos.
Os analistas da instituição financeira alemã explicam que as diferenças de produtividade são normalmente empoladas a favor dos USA devido a «artefactos» estatísticos.
Tradicionalmente, os norte-americanos consideram a produtividade uma medida da produção por pessoas empregada, deixando de fora o sector agrícola e excluindo os valores das empresas públicas, ao contrário do que se passa na Europa, onde estes factores são incluídos.
Para ultrapassar essas dificuldades de comparação, a equipa de investigadores do Deutsche Bank preferiu avaliar a produtividade, enquanto medida da eficiência da produção, olhando para a produção por hora trabalhada, em linha de conta não só com o factor trabalho , mas também como o factor capital.
Na análise tradicional, a diferença entre a produtividade do trabalho na União Europeia e dos USA é 1,5 pontos percentuais por ano, mas segundo o novo esquema analítico que se refere à produtividade total (com capital e trabalho) essa diferença reduz-se já para 0,5 pontos percentuais.
De qualquer modo, nesta nova análise da produtividade alguns países europeus superam claramente a produtividade dos norte-americanos, entre os quais se conta Portugal com níveis de crescimento da produtividade total mais elevados que os norte-americanos, e da ordem dos 2,2% (entre 1995 e 2003)
Para contrariar a ideia peregrina que os trabalhadores portugueses não trabalham (!!!) e que as nossas baixas taxas de produtividade se mostram insuficientemente competitivas em relação às suas congéneres dos países e das economias desenvolvidas encontramos um estudo realizado pelo Deutsche Bank, cujas conclusões foram agora divulgadas na grande imprensa.
Soube-se assim pelo Jornal de Notícias de 19 de Janeiro de 2005 que a produtividade do capital e do trabalho em Portugal cresceu mais do que nos Estados Unidos da América, quando comparada a produção total por hora trabalhada, segundo o referido estudo do Deutsche Bank.
Entre 1995 e 2003, a produção por hora trabalhada aumentou anualmente 2,2% em Portugal e 2,1% nos USA.
De 1990 a 1995, a diferença de crescimento foi maior, já que Portugal viu a sua produtividade crescer 3,1% por ano, contra os 1,3% dos norte-americanos.
Os analistas da instituição financeira alemã explicam que as diferenças de produtividade são normalmente empoladas a favor dos USA devido a «artefactos» estatísticos.
Tradicionalmente, os norte-americanos consideram a produtividade uma medida da produção por pessoas empregada, deixando de fora o sector agrícola e excluindo os valores das empresas públicas, ao contrário do que se passa na Europa, onde estes factores são incluídos.
Para ultrapassar essas dificuldades de comparação, a equipa de investigadores do Deutsche Bank preferiu avaliar a produtividade, enquanto medida da eficiência da produção, olhando para a produção por hora trabalhada, em linha de conta não só com o factor trabalho , mas também como o factor capital.
Na análise tradicional, a diferença entre a produtividade do trabalho na União Europeia e dos USA é 1,5 pontos percentuais por ano, mas segundo o novo esquema analítico que se refere à produtividade total (com capital e trabalho) essa diferença reduz-se já para 0,5 pontos percentuais.
De qualquer modo, nesta nova análise da produtividade alguns países europeus superam claramente a produtividade dos norte-americanos, entre os quais se conta Portugal com níveis de crescimento da produtividade total mais elevados que os norte-americanos, e da ordem dos 2,2% (entre 1995 e 2003)
Soube-se assim pelo Jornal de Notícias de 19 de Janeiro de 2005 que a produtividade do capital e do trabalho em Portugal cresceu mais do que nos Estados Unidos da América, quando comparada a produção total por hora trabalhada, segundo o referido estudo do Deutsche Bank.
Entre 1995 e 2003, a produção por hora trabalhada aumentou anualmente 2,2% em Portugal e 2,1% nos USA.
De 1990 a 1995, a diferença de crescimento foi maior, já que Portugal viu a sua produtividade crescer 3,1% por ano, contra os 1,3% dos norte-americanos.
Os analistas da instituição financeira alemã explicam que as diferenças de produtividade são normalmente empoladas a favor dos USA devido a «artefactos» estatísticos.
Tradicionalmente, os norte-americanos consideram a produtividade uma medida da produção por pessoas empregada, deixando de fora o sector agrícola e excluindo os valores das empresas públicas, ao contrário do que se passa na Europa, onde estes factores são incluídos.
Para ultrapassar essas dificuldades de comparação, a equipa de investigadores do Deutsche Bank preferiu avaliar a produtividade, enquanto medida da eficiência da produção, olhando para a produção por hora trabalhada, em linha de conta não só com o factor trabalho , mas também como o factor capital.
Na análise tradicional, a diferença entre a produtividade do trabalho na União Europeia e dos USA é 1,5 pontos percentuais por ano, mas segundo o novo esquema analítico que se refere à produtividade total (com capital e trabalho) essa diferença reduz-se já para 0,5 pontos percentuais.
De qualquer modo, nesta nova análise da produtividade alguns países europeus superam claramente a produtividade dos norte-americanos, entre os quais se conta Portugal com níveis de crescimento da produtividade total mais elevados que os norte-americanos, e da ordem dos 2,2% (entre 1995 e 2003)
Para contrariar a ideia peregrina que os trabalhadores portugueses não trabalham (!!!) e que as nossas baixas taxas de produtividade se mostram insuficientemente competitivas em relação às suas congéneres dos países e das economias desenvolvidas encontramos um estudo realizado pelo Deutsche Bank, cujas conclusões foram agora divulgadas na grande imprensa.
Soube-se assim pelo Jornal de Notícias de 19 de Janeiro de 2005 que a produtividade do capital e do trabalho em Portugal cresceu mais do que nos Estados Unidos da América, quando comparada a produção total por hora trabalhada, segundo o referido estudo do Deutsche Bank.
Entre 1995 e 2003, a produção por hora trabalhada aumentou anualmente 2,2% em Portugal e 2,1% nos USA.
De 1990 a 1995, a diferença de crescimento foi maior, já que Portugal viu a sua produtividade crescer 3,1% por ano, contra os 1,3% dos norte-americanos.
Os analistas da instituição financeira alemã explicam que as diferenças de produtividade são normalmente empoladas a favor dos USA devido a «artefactos» estatísticos.
Tradicionalmente, os norte-americanos consideram a produtividade uma medida da produção por pessoas empregada, deixando de fora o sector agrícola e excluindo os valores das empresas públicas, ao contrário do que se passa na Europa, onde estes factores são incluídos.
Para ultrapassar essas dificuldades de comparação, a equipa de investigadores do Deutsche Bank preferiu avaliar a produtividade, enquanto medida da eficiência da produção, olhando para a produção por hora trabalhada, em linha de conta não só com o factor trabalho , mas também como o factor capital.
Na análise tradicional, a diferença entre a produtividade do trabalho na União Europeia e dos USA é 1,5 pontos percentuais por ano, mas segundo o novo esquema analítico que se refere à produtividade total (com capital e trabalho) essa diferença reduz-se já para 0,5 pontos percentuais.
De qualquer modo, nesta nova análise da produtividade alguns países europeus superam claramente a produtividade dos norte-americanos, entre os quais se conta Portugal com níveis de crescimento da produtividade total mais elevados que os norte-americanos, e da ordem dos 2,2% (entre 1995 e 2003)
Aumento do desemprego
Segundo números divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional o total de desempregados inscritos nos centros de emprego do nosso país em Dezembro de 2004 é de 468.852 pessoas, o que corresponde a um aumento de 3,6 % relativamente ao mês de Dezembro do ano anterior. 42,2% dos desempregados relacionam-se com o chamado desemprego de longa duração. Do total de desempregados 56,% são mulheres e 43,7% são homens.
Esta estatísticas oficiais não incluem obviamente todos os existentes nem o sub-emprego, nem ainda o trabalho precário dos contratos temporários e dos contratos a prazo.
Esta estatísticas oficiais não incluem obviamente todos os existentes nem o sub-emprego, nem ainda o trabalho precário dos contratos temporários e dos contratos a prazo.
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