5.12.10

Encontro e convite aos interessados para a criação de uma horta comunitária na Quinta musas da Fontinha ( 8 de Dezembro)



A Associação Musas, em Conjunto com a ACdP e com o Movimento Terra Solta, vai promover um encontro informal no próximo dia 8 de Dezembro na Associação Musas, com o objectivo de planear uma estratégia conjunta para a “Quinta Musas da Fontinha”.

Para além das Associações e Movimentos, o convite está aberto a amigos que possam ser úteis para elaboração deste plano de intervenção comunitária, nas áreas da agricultura urbana e inserção social, entre outras.

Programa de Trabalhos:
10:00 – Encontro no Musas
10:30 – Levantamento do Terreno*
12:30 – Almoço Vegetariano de partilha**
14:00 – Apresentação das Associações e suas ideias para o espaço
16:00 – Inicio de redacção de ideias envolvidas e Planograma
18:00 – Fim dos trabalhos – Convívio

*Levantamento de terreno
Tragam roupa e calçado apropriado.
Agradece-se a todos os participantes, que tragam equipamentos úteis tais como:
- Fita métrica, bússola, altímetro, plantas e claro se tiverem GPS era extraordinário,…
- Quem tiver roçadora, Motosserra ou mesmo uma Catana são bem vindos….
- Equipamento de fotografia, video, (…)

**Almoço Vegetariano de partilha
Sugere-se a todos os participantes a levarem para partilhar entre todos uma “multa” em comida Vegan. O Musas tem cozinha e bar, por isso é possível cozinhar por lá!!

Para esclarecimentos sobre o ponto de encontro, enviem um email para francisco1000@gmail.com . E, claro enviem a confirmação de quem vai, nome, e que material e comida que levam para o almoço.


O Movimento Terra Solta, a ACDP e a Associação Musas convidam todos os interessados a terem o vosso lote de Terreno na “Quinta Musas da Fontinha”.

Para tal, basta mandarem um email para francisco1000@gmail.com a demonstrarem a vossa vontade e os vossos dados e seguirem estas pequeníssimas regras:
1 – Distribuição de lotes de 25 m2 e/ou múltiplos deste;
2 – Cada lote é numerado e com nome no terreno e inscrito numa base dados feitas em Excel, da responsabilidade do Rui AFONSO;
3 – O custo anual do lote é de 20 Euros (de Setembro a Setembro), em que o dinheiro reverte a favor das diversas melhorias a efectuar no terreno;
4 – As técnicas agrícolas que os utentes podem realizar têm de respeitar os conceitos da Agricultura Biológica ou Biodinamica ou Permacultura:
5 – Cada Lote obriga-se a ter um compostor adquirido ou manufacturado;
6 – Cada lote obriga-se, a colaborar na limpeza colaborativa do seu lote, e dos lotes a entregar aos novos associados;
7 – Caminhos e recuperação de infra-estruturas existentes serão efectuados por todos os participantes;
8 – Cada Associado terá uma chave da “Quinta Musas da Fontinha”, tendo em local a definir um livro em que obrigatoriamente escreva nome, hora de entrada, hora de saída e resumo de tarefas;
9 – A “Quinta Musas da Fontinha”, promoverá regularmente formações no sector em que para os Associados terá o custo simbólico de 5 Euros e para não sócios de 20 Euros;
10 – A distribuição de lotes será efectuado pela “Quinta Musas da Fontinha”;
11 – A “Quinta Musas da Fontinha” promoverá no espaço acções de angariação de fundos em que o dinheiro reverterá integralmente aos projectos para o espaço comum;

Por uma Sociedade mais Justa, mais partilhada e mais próxima da Terra
http://terrasolta.org/
http://www.acdporto.org/
http://musas.pegada.net/

Curso de Bio-Hortas em Varandas


CURSO DE BIO-HORTAS EM VARANDAS

Viver em apartamento na cidade não é impedimento para ter uma horta Biológica.

Num workshop de 1 dia, poderá aprender na prática como fazer compostagem, semear, plantar e cuidar de plantas hortícolas, em espaços pequenos, para produção e como forma de decoração, para produzir os seus próprios legumes e verduras saudáveis, tipos de recipientes e suportes, plantas, sementes, tratamentos naturais, etc.
Valor: 50 Euros

Inclui:
Manual PDF de agricultura biológica
Catálogo de estruturas possiveis de usar
Sessão de sete horas com teórico7prática
2 meses seguintes ao curso de apoio técnico
Certificado credênciado

A realização está condicionada a um número mínimo de 10 inscrições
Deve ser feita uma pre-inscrição de 50% do valor do curso

Biosite.Com – Cooperativa para a Cidadania, a Sustentabilidade e a Agricultura Biológica
Rua D. Pedro V, nº 3, 1250-092 Lisboa
http://biosite-com.blogspot.com/p/hortas-urbanas.html
http://biosite-com.blogspot.com/
biosite.formacao@gmail.com
Telefones: 937852418 (Tito Lopes)

A Biosite.Com é uma cooperativa criada com o objectivo de desenvolver projectos ambientais e disseminar informação, para o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida

4.12.10

Julian Assange é a nossa escolha para a Pessoa do Ano. Ajudem-no a ele e à Wikileaks, e escolham-no também como a Pessoa do Ano





Julian Assange é a minha escolha para a Pessoa do Ano ( Julian Assange for Time Person of the Year).

Ajudem-no e escolham-no também como a Pessoa do Ano:
http://www.facebook.com/pages/Julian-Assange-for-Time-Person-of-the-Year/145473545501525?v=wall


Julien Assange é o principal editor da Wikileaks, a organização não-lucrativa que promove a divulgação de documentos de interesse público e que se tem destacado na denúncia dos crimes contra a Humanidade cometidos pelo exército e pelo gover...no dos Estados Unidos da América em conluio com os governos de outros Estados.

O trabalho desenvolvido pela Wikileaks e Julian Assange tem mostrado os limites e o condicionamento dos tradicionais meios de comunicação (imprensa, rádio e televisão).

Se as notícias e os documentos revelados semearam alguma perturbação para os Estados e os Governos, a sua difusão serve claramente para reduzir e travar a enorme perturbação provocada às pessoas e aos povos pelas Guerras entre Estados e o rentável e lucrativo negócio da tortura, violação dos direitos humanos e a vendas de armas e de armamento cometidos pelos governos.

3.12.10

Tolstoi, um teórico da paz, da justiça e da liberdade - colóquio em Lisboa no âmbito do centenário da sua morte (11 de Dezembro, às 16h.)



Assinala-se em 2010 o centenário da morte de Leão Tolstoi, escritor, ensaísta e pacifista russo, e figura maior do anarquismo pacifista.

A Biblioteca-Museu República e Resistência – Cidade Universitária em conjunto com o Centro de Estudos Libertários, promovem um colóquio no próximo dia 11 de Dezembro, a partir das 16h., onde serão abordados aspectos menos conhecidos da obra de Tolstoi.

O conjunto das comunicações constitui uma oportunidade para abordar o seu pensamento social e político, nomeadamente, as suas concepções pedagógicas, o caráter pioneiro da sua teorização da não-violência e o impacto de Tolstoi na cultura portuguesa e no movimento anarquista português durante a primeira república.

P r o g r a m a:
• "Pacifismo na Guerra e Paz", Sérgio Duarte
• "Leão Tolstoi e a Pedagogia da Não-Violência", Luís Lopes
• "Perenidade e contextualidade em Leão Tolstoi", Pedro Teixeira da Mota
• "Tolstoi e o Anarquismo Cristão", António Franco
• "António Gonçalves Correia, Anarquista Tolstoiano", Alberto Franco



L o c a l:
Biblioteca-Museu República e Resistência – Cidade Universitária: Rua Alberto de Souza, 10A - Lisboa

www.facebook.com/event.php?eid=168204259869463&index=1


Biblioteca-Museu República e Resistência
Espaço Cidade Universitária
Rua Alberto Sousa, 10 A
Zona B do Rego
1600-002 Lisboa
(Freguesia de Nossa Senhora de Fátima)

Contactos:
Tel.: 21 780 27 60
E-mail geral: bib.republica@cm-lisboa.pt
E-mail serviço de empréstimo:
bib.republica.emp@cm-lisboa.pt

Transportes:
Metro: Cidade Universitária ou Entrecampos
Autocarro: 31, 34, 54, 55 e 68

Dia internacional das pessoas com deficiência (3 de dezembro)


O dia internacional das pessoas com deficiência (3 de dezembro) é uma data comemorativa internacional promovida pelas Nações Unidas desde 1998, com o objectivo de promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas. Procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, económica e cultural. A cada ano o tema deste dia é baseado no objectivo do exercício pleno dos direitos humanos e da participação na sociedade, estabelecido pelo Programa Mundial de Acção a respeito das pessoas com deficiência, adoptado pela Assembleia Geral da ONU em 1982.

http://www.idpwd.com.au/Pages/default.aspx

Vídeo de um trabalho na área do teatro com pessoas invisuais (Workshop de teatro na Associação de promoção de emprego de deficientes invisuais promovido pelo Projecto WorldTheatre).
WorldTheatre é um projecto de voluntariado que permite a realização de workshops de teatro de modo a promover e desenvolver a prática desta actividade
http://worldtheatre.blogspot.com

2.12.10

Apanha da bolota no campo em Ponte de Sor ( 4 de Dezembro)


PONTE DE SOR

Actividade: Apanha de bolota no campo - "Projecto Criar Bosques"

Objectivo: Recolha de sementes para produção de plantas com o objectivo de realizar futuras plantações

Data: 4-12-2010

Hora: 9h em Évora; 10.00 em Avis; 10.30h em Ponte de Sôr (ver Pontos de Encontro)

Local: Casal Vale de Salteiros (freguesia de Longomel; concelho de Ponte de Sor)

Pontos de encontro:

- em Évora: às 9h, no Rossio em frente ao portão do Jardim das Laranjeiras;
- em Avis: às 10 h, no jardim em frente da Escola B23 Mestre de Avis;
- em Ponte de Sor: às 10h.30m, em frente à Rodoviária Nacional

Inscrições: até 3/12/10 (14 horas) através dos contactos do Núcleo Regional


http://www.quercus.pt/scid/webquercus/

Defender a Wikileaks é defender a liberdade de informação e de expressão - boicotemos a Amazon




http://www.facebook.com/wikileaks


WikiLeaks é o primeiro movimento Samizdat global contra o poder à escala mundial . Recorde-se que o Samizdat foi a prática usada pelos dissidentes do regime soviético para reproduzir e fazer circular a literatura e as publicações clandestinas.

Movimento pelo boicote à Amazon pelo facto desta ter decidido eliminar a Wikileaks do seu servidor:
www.facebook.com/pages/Boycott-Amazon-for-Dumping-Wikileaks/174975139187861?ref=mf&v=wall
Note-se que a decisão da Amazon é tanto mais escandalosa quanto é sabido que se trata de uma empresa que se dedica ao negócio dos livros e afins o que a devia levar a defender, mais do que ninguèm, como seu ponto de honra, e sempre no plano dos princípios orientadores da sua actividade, a liberdade de informação e de expressão.

O NEW YORK TIMES faz censura aos documentos divulgados pela Wikileaks (The New York Times Again Censoring WikiLeaks )
http://sjlendman.blogspot.com/2010/11/new-york-times-again-censoring.html




As pessoas da Wikileaks estão a colocar a sua vida em risco (They Are Putting Lives At Risk) by Steve Bell
http://palestinianpundit.blogspot.com/2010/11/wikileaks-they-are-putting-lives-at.html


Como apoiar a Wikileaks:
http://wikileaks.org/support.html


As comunicações entre as embaixadas norte-americanas (Secret US Embassy Cables):
http://cablegate.wikileaks.org/
http://cablegate.wikileaks.org/static/html/faq.html



WikiLeaks is a not-for-profit media organisation. Our goal is to bring important news and information to the public. We provide an innovative, secure and anonymous way for sources to leak information to our journalists (our electronic drop box). One of our most important activities is to publish original source material alongside our news stories so readers and historians alike can see evidence of the truth. We are a young organisation that has grown very quickly, relying on a network of dedicated volunteers around the globe. Since 2007, when the organisation was officially launched, WikiLeaks has worked to report on and publish important information. We also develop and adapt technologies to support these activities.

WikiLeaks has sustained and triumphed against legal and political attacks designed to silence our publishing organisation, our journalists and our anonymous sources. The broader principles on which our work is based are the defence of freedom of speech and media publishing, the improvement of our common historical record and the support of the rights of all people to create new history. We derive these principles from the Universal Declaration of Human Rights. In particular, Article 19 inspires the work of our journalists and other volunteers. It states that everyone has the right to freedom of opinion and expression; this right includes freedom to hold opinions without interference and to seek, receive and impart information and ideas through any media and regardless of frontiers. We agree, and we seek to uphold this and the other Articles of the Declaration.

Continuar a ler em
http://wikileaks.org/about.html


WikiLeaks is the winner of:

■the 2008 Economist Index on Censorship Freedom of Expression award
■the 2009 Amnesty International human rights reporting award (New Media)


WikiLeaks has a history breaking major stories in major media outlets and robustly protecting sources and press freedoms. We have never revealed a source. We do not censor material. Since formation in 2007, WikiLeaks has been victorious over every legal (and illegal) attack, including those from the Pentagon, the Chinese Public Security Bureau, the Former president of Kenya, the Premier of Bermuda, Scientology, the Catholic & Mormon Church, the largest Swiss private bank, and Russian companies. WikiLeaks has released more classified intelligence documents than the rest of the world press combined.

Some of the stories we have broken

■War, killings, torture and detention
■Government, trade and corporate transparency
■Suppression of free speech and a free press
■Diplomacy, spying and (counter-)intelligence
■Ecology, climate, nature and sciences
■Corruption, finance, taxes, trading
■Censorship technology and internet filtering
■Cults and other religious organizations
■Abuse, violence, violation


War, killings, torture and detention
■Changes in Guantanamo Bay SOP manual (2003-2004) - Guantanamo Bay's main operations manuals
■Of Orwell, Wikipedia and Guantanamo Bay - In where we track down and expose Guantanamo Bay's propaganda team
■Fallujah jail challenges US - Classified U.S. report into appalling prison conditions in Fallujah
■U.S lost Fallujah's info war - Classified U.S. intelligence report on the battle of Fallujah, Iraq
■US Military Equipment in Iraq (2007) - Entire unit by unit equipment list of the U.S army in Iraq
■Dili investigator called to Canberra as evidence of execution mounts - the Feb 2008 killing of East Timor rebel leader Reinado
■Como entrenar a escuadrones de la muerte y aplastar revoluciones de El Salvador a Iraq - The U.S. Special Forces manual on how to prop up unpopular government with paramilitaries


Government, trade and corporate transparency
■Change you can download: a billion in secret Congressional reports - Publication of more than 6500 Congressional Research Reports, worth more than a billion dollars of US tax-funded research, long sought after by NGOs, academics and researchers
■ACTA trade agreement negotiation lacks transparency - The secret ACTA trade agreement draft, followed by dozens of other publications, presenting the initial leak for the whole ACTA debate happening today
■Toll Collect Vertraege, 2002 - Publication of around 10.000 pages of a secret contract between the German federal government and the Toll Collect consortium, a private operator group for heavy vehicle tolling system
■Leaked documents suggest European CAP reform just a whitewash - European farm reform exposed
■Stasi still in charge of Stasi files - Suppressed 2007 investigation into infiltration of former Stasi into the Stasi files commission
■IGES Schlussbericht Private Krankenversicherung, 25 Jan 2010 - Hidden report on the economics of the German private health insurance system and its rentability


Suppression of free speech and a free press
■The Independent: Toxic Shame: Thousands injured in African city, 17 Sep 2009 - Publication of an article originally published in UK newspaper The Independent, but censored from the Independent's website. WikiLeaks has saved dozens of articles, radio and tv recordings from disappearing after having been censored from BBC, Guardian, and other major news organisations archives.
■Secret gag on UK Times preventing publication of Minton report into toxic waste dumping, 16 Sep 2009 - Publication of variations of a so-called super-injunction, one of many gag-orders published by WikiLeaks to expose successful attempts to suppress the free press via repressive legal attacks
■Media suppression order over Turks and Caicos Islands Commission of Inquiry corruption report, 20 Jul 2009 - Exposure of a press gagging order from the Turks and Caicos Islands, related to WikiLeaks exposure of the Commission of Inquiry corruption report
■Bermuda's Premier Brown and the BCC bankdraft - Brown went to the Privy council London to censor the press in Bermuda
■How German intelligence infiltrated Focus magazine - Illegal spying on German journalists


Diplomacy, spying and (counter-)intelligence
■U.S. Intelligence planned to destroy WikiLeaks, 18 Mar 2008 - Classified (SECRET/NOFORN) 32 page U.S. counterintelligence investigation into WikiLeaks. Has been in the worldwide news.
■CIA report into shoring up Afghan war support in Western Europe, 11 Mar 2010 - This classified CIA analysis from March, outlines possible PR-strategies to shore up public support in Germany and France for a continued war in Afghanistan. Received international news coverage in print, radio and TV.
■U.S. Embassy profiles on Icelandic PM, Foreign Minister, Ambassador - Publication of personal profiles for briefing documents for U.S. officials visiting Iceland. While lowly classified are interesting for subtle tone and internal facts.
■Cross-border clashes from Iraq O.K. - Classified documents reveal destabalizing U.S. military rules
■Tehran Warns US Forces against Chasing Suspects into Iran - Iran warns the United States over classified document on WikiLeaks
■Inside Somalia and the Union of Islamic Courts - Vital strategy documents in the Somali war and a play for Chinese support


Ecology, climate, nature and sciences
■Draft Copenhagen climate change agreement, 8 Dec 2009 - Confidential draft "circle of commitment" (rich-country) Copenhagen climate change agreement
■Draft Copenhagen Accord Dec 18, 2009 - Three page draft Copehagen "accord", from around Friday 7pm, Dec 18, 2009; includes pen-markings
■Climatic Research Unit emails, data, models, 1996-2009 - Over 60MB of emails, documents, code and models from the Climatic Research Unit at the University of East Anglia, written between 1996 and 2009 that lead to a worldwide debate
■The Monju nuclear reactor leak - Three suppressed videos from Japan's fast breeder reactor Monju revealing the true extent of the 1995 sodium coolant disaster


Corruption, finance, taxes, trading
■The looting of Kenya under President Moi - $3,000,000,000 presidential corruption exposed; swung the Dec 2007 Kenyan election, long document, be patient
■Gusmao's $15m rice deal alarms UN - Rice deal corruption in East Timor
■How election violence was financed - the embargoed Kenyan Human Rights Commission report into the Jan 2008 killings of over 1,300 Kenyans
■Financial collapse: Confidential exposure analysis of 205 companies each owing above EUR45M to Icelandic bank Kaupthing, 26 Sep 2008 - Publication of a confidential report that has lead to hundreds of newspaper articles worldwide
■Barclays Bank gags Guardian over leaked memos detailing offshore tax scam, 16 Mar 2009 - Publication of censored documents revealing a number of elaborate international tax avoidance schemes by the SCM (Structured Capital Markets) division of Barclays
■Bank Julius Baer: Grand Larceny via Grand Cayman - How the largest private Swiss bank avoids paying tax to the Swiss government
■Der Fall Moonstone Trust - Cayman Islands Swiss bank trust exposed
■Over 40 billion euro in 28167 claims made against the Kaupthing Bank, 23 Jan 2010 - List of Kaupthing claimants after Icelandic banking crash
■Northern Rock vs. WikiLeaks - Northern Rock Bank UK failed legal injunctions over the ¡Ì24,000,000,000 collapse
■Whistleblower exposes insider trading program at JP Morgan - Legal insider trading in three easy steps, brought to you by JP Morgan and the SEC


Censorship technology and internet filtering
■Eutelsat suppresses independent Chinese-language TV station NTDTV to satisfy Beijing - French sat provider Eutelsat covertly removed an anti-communist TV channel to satisfy Beijing
■Internet Censorship in Thailand - The secret internet censorship lists of Thailand's military junta


Cults and other religious organizations
■Church of Scientology's 'Operating Thetan' documents leaked online - Scientology's secret, and highly litigated bibles
■Censored Legion de Cristo and Regnum Cristi document collection - Censored internal documents from the Catholic sect Legion de Cristo (Legion of Christ)
■US Department of Labor investigation into Landmark Education, 2006 - 2006 investigative report by the U.S. Department of Labor on Landmark Education
Abuse, violence, violation
■Report on Shriners raises question of wrongdoing - corruption exposed at 22 U.S. and Canadian children's hospitals.
■Claims of molestation resurface for US judo official
■Texas Catholic hospitals did not follow Catholic ethics, report claims - Catholic hospitals violated catholic ethics

28.11.10

O anjo da história, de Walter Benjamin, vai ser tema de um encontro a realizar amanhã no Goethe Institut de Lisboa




O Anjo da História
Walter Benjamin
Editora: Assírio & Alvim

"Onde aparece para nós uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma única catástrofe que continua a amontoar destroços sobre destroços e os arroja a seus pés. O anjo gostaria de se deter, despertar os mortos e reunir o que foi despedaçado, mas está soprando uma tempestade no paraíso que o impele irresistivelmente para o futuro a que volta suas costas, enquanto à sua frente o monte de ruínas cresce em direção ao céu. O que chamamos de "Progresso" é justamente esta tempestade"
Walter Benjamin


Há um quadro de Klee intitulado Angelus Novus. Representa um anjo que parece preparar-se para se afastar de qualquer coisa que olha fixamente. Tem os olhos esbugalhados, a boca escancarada e as asas abertas.O anjo da história deve ter este aspecto. Voltou o rosto para o passado. A cadeia de factos que aparece diante dos nossos olhos é para ele uma catástrofe sem fim, que incessantemente acumula ruínas sobre ruínas e lhas lança aos pés.

Ora, um dos pontos mais polémicos da nossa época envolve justamente a questão do progressismo vago, sem finalidades humanas. Todos aplaudem os avanços tecnológicos, poucos param para pensar no elevadíssimo preço humano pago para se chegar a tais conquistas...

Quando Walter Benjamin analisou o Angelus Novus, tela de Paul Klee, imediatamente os seus próprios companheiros, marxistas apontaram falhas para a sua análise considerada "não dialética": "Como? De costas para o futuro? Benjamin está politicamente errado!"

O progresso invade lares, desagrega famílias, transforma e transtorna a sociedade, traz desemprego, polui, tortura e mata os seres humanos. Apesar disso é sublimado constantemente pelos media e pela ideologia dominante.

Neste sentido, compreende-se o anjo, face torturada, observando a pilha de escombros a acumular-se à sua frente sem que nada possa fazer a respeito simplesmente por causa da "tempestade" chamada progresso.

Dá mesmo vontade de sabotar as engrenagens das máquinas frias, de paralisar o progresso para salvar o humano perdido na tempestade.

É então que ergue-se a acção política e a necessidade de incomodar os cultores do progressismo, tanto à esquerda quanto à direita quando bradamos indignados: "Mais humanidade e menos progresso!

Que a máquina sirva ao humano, e não que se sirva dele!


Realiza-se amanhã mais uma sessão «A cidade e a escrita» no Instituto alemão de Lisboa, cujo tema é precisamente Walter Benjamin e o seu Anjo da História, com a presença do tradutor dos textos daquele autor alemão e que foram publicados pela editora Assírio e Alvim

Encontros Literários
Dia 29.11.2010, às 18h30
Goethe-Institut, Campo dos Mártires da Pátria, 37, Lisboa
Entrada livre


Passaram 70 anos sobre a morte de um dos pensadores mais incontornáveis do século XX: Walter Benjamin. O pretexto para esta sessão da "Cidade e a Escrita", em que, a partir da tradução de João Barrento, O Anjo da História, em que o autor lança mão dos seus textos mais emblemáticos sobre a visão da história de Walter Benjamin.
Com a presença deste prestigiado investigador e tradutor, que traduziu o que de melhor a literatura alemã nos poderia legar, poderemos reunir e falar da importância de Walter Benjamin, da tradução da sua obra em Portugal, retomando questões que são ou mais pregnantes ainda hoje, como a falência do modelo capitalista, a crise da história e da narração, o fetiche do consumismo e a necessidade de repensar novos modelos sociais e políticos, com urgência.

Com a participação de Maria João Cantinho e João Barrento.

Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina ( 29 de Novembro) - sessão evocativa em Lisboa

Será comemorado amanhã, 29 de novembro, o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, realizando-se em Lisboa uma sessão pública de solidariedade.

PALESTINA SOLIDARIEDADE
Sessão Pública Evocativa do
Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina
Segunda, 29 de Novembro de 2010, 21 horas
Casa do Alentejo - Rua das Portas de Santo Antão, 58 – Lisboa

Intervenções de:
Maria do Céu Guerra, Presidente da Direcção Nacional do MPPM
Embaixador Mufeed Shami, novo Representante Diplomático da Palestina
Carlos Almeida, membro da Direcção Nacional do MPPM
Adel Sidarus, membro da Direcção Nacional do MPPM

Em 29 de Novembro de 1947, a Assembleia Geral da Nações Unidas adoptou a resolução 181 (II) sobre a partilha da Palestina em dois estados, um árabe e um judaico, com um regime especial para Jerusalém. Destes, só o estado judaico foi constituído. Por isso, em 1977, volvidos 30 anos, "profundamente preocupada por não ter sido alcançada nenhuma solução para o problema da Palestina, e por este continuar a agravar o conflito no Médio Oriente, de que é o cerne, e a pôr em perigo a paz e a segurança internacionais", a Assembleia Geral da ONU adoptou a resolução 32/40 B em que proclama 29 de Novembro como o Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino, convidando "todos os Governos e organizações a cooperar na implementação da presente resolução".

http://www.mppm-palestina.org/

Cinema lá em baixo tem sessão dedicada ao debate sobre o despejo da casa do grevista (dia 30 de Nov.), seguido do filme La chinoise


Cinema lá em baixo solidário com o colectivo matéria bruta!

Cinema lá em Baixo apresenta:

Sessao 30 de novembro 'HAPPY CRISIS'

20h00 jantar vegetariano

21h00 Greve geral e okupa da casa da Sao Lazaro: videos, fotos e debate
(colectivo Materia Bruta - 24 e 25 de novembro 2010)

22h00 LA CHINOISE
(Jean Luc Godard - 1967 - 96 min - english subtitles) > trailer aqui


http://cinemalaemcima.blogspot.com/


O colectivo vaivém abre um espaço no ciclo de cinema lá em baixo para se falar sobre os últimos acontecimentos da casa d@ grevista, na Rua de São Lázaro. Incluído na temática happy crisis vão passar imagens da casa e do despejo para se lançar uma conversa e mais tarde, "la chinoise" do Godard!

A sessão é terça-feira, dia 30 de Novembro, com jantar, conversa e filme no RDA 69: Regueirão dos Anjos nº69, em Lisboa



Ver o vídeo do despejo da Casa do Grevista:

Tem coisas, ti Manel, tem coisas... é o novo livro de Camilo Mortágua com apresentação pública no dia 30 de Nov. às 18h30



Depois do livro "Andanças para a Liberdade", Camilo Mortágua tem um novo livro editado com o título "Tem coisas, ti Manel, tem coisas" (Esfera do Caos Editores) e vai ser apresentado na próxima terça-feira, 30 de Novembro, em Lisboa, nas instalações do Teatro da Comuna, à Praça de Espanha.

A partir das 20h. haverá copinhos de tinto ou branco alentejano. Uma açorda de honra, das autênticas, e as cantigas que fazem falta...


Tem coisas, ti Manel,
tem coisas...

de CAMILO MORTÁGUA

Tem coisas, ti Manel, tem coisas
tem coisas más de entender…
Mandaram fazer a açorda
e agora na a querem comer!

Prefácio
José Ferragolo da Veiga

NOVAS UTOPIAS, PARA RESOLVER VELHOS PROBLEMAS
Uma crítica política e social do Portugal contemporâneo, escrita por quem acredita nas virtudes do desenvolvimento rural e da abordagem local.

PALAVRAS SIMPLES, PENSAMENTOS RÚSTICOS


Diz o poeta que «a canção é uma arma».
Se a canção é uma arma, sê-lo-á essencialmente pelo discurso. E se o discurso é a arma, as palavras que o compõem são as munições…
As balas!
Mas as palavras só são como balas quando despidas das roupagens de disfarce que lhes deturpam os sentidos e as desviam dos alvos genuínos. As palavras, para atingirem a força e o impacto das balas, têm de ser usadas como vieram ao mundo, nuas e portadoras de futuro. Só assim podem ser munições eficazes para o combate democrático.

SOBRE O AUTOR:
Camilo Mortágua. Entre os inimigos de Salazar que lutaram de armas na mão contra o Estado Novo destacam-se dois homens: Camilo Mortágua e Hermínio da Palma Inácio – os últimos revolucionários românticos. A eles se devem os golpes mais espectaculares que abalaram a ditadura. Mas a história da acção directa contra o regime há-de reservar a Camilo Mortágua um capítulo muito especial, pela sua perseverança na luta, ao longo de mais de vinte anos, iniciada, em Janeiro de 1961, com a participação na Operação Dulcineia, comandada pelo capitão Henrique Galvão – o desvio do paquete português «Santa Maria» – e prosseguida com o assalto ao avião da TAP, em Marrocos, no mesmo ano, e com a LUAR, de que foi um dos fundadores, até ao 25 Abril.
Nos últimos anos tem trabalhado na concepção e implementação de programas e projectos de desenvolvimento local, assim como na mobilização de pessoas e grupos socialmente desprotegidos e na animação e organização de comunidades em risco de exclusão.
Presidente da DELOS Constellation, Association International pour le Développement Local Soutenable (1994-2002). Co-fundador e primeiro Presidente da ACVER, Associação Internacional para o Desenvolvimento e Cooperação de Comunidades Rurais. Presidente da APURE, Associação para as Universidades Rurais Europeias. Grande Oficial da Ordem da Liberdade da República Portuguesa.

Todas as canções, de José Afonso ( finalmente um livro com as partituras, os acordes e as letras de todas as suas músicas)




José Afonso - Todas as Canções
As partituras, as letras, crifras e acordes de todas as músicas de José Afonso
livro acabado de editar pela Assírio e Alvim

"José Afonso é o nosso maior cantor de intervenção!"
Este elogio tão consensual e aparentemente tão generoso é a forma mais eficaz de liquidar a obra do grande mestre da música popular portuguesa no que ela tem de universal e de artisticamente superior.
Não é sequer uma meia verdade. É, de facto, uma «falsa» verdade.

Reduzir José Afonso ao cantor de intervenção, que ele também foi, é induzir no grande contingente de distraídos a ideia de menoridade artística, (mal) associada à canção política.

É claro que, numa análise larga, podemos considerar cada cantiga de José Afonso uma canção de intervenção, na medida em que todas elas reflectem a sua forma de estar na vida e de a observar. Desse ponto de vista, cada uma das suas cantigas foi concebida deliberadamente à revelia da ideologia dominante e contra ela.

Na realidade, porém, as canções de conteúdo expressamente político são até minoritárias no conjunto da sua obra.

Arrumar José Afonso na gaveta da canção de intervenção, é não compreender que a dimensão da sua obra está ao nível do que de mais importante se fez na música popular universal do século XX. E se não teve o impacto mundial que merecia, foi tão-somente porque ele nasceu onde nasceu.

Além disso, essa etiqueta é um óptimo álibi para que os divulgadores musicais o possam banir com toda a tranquilidade. Porque "a música de intervenção já teve o seu tempo e já não interessa ao grande público".

Mas sejamos justos: se a rádio e a televisão ignoram a obra de José Afonso, esse facto não se deve apenas ao analfabetismo musical e ao mau gosto de muitos dos seus directores de programas. Deve-se também às imposições do mercado, para o qual e com o qual esses directores trabalham.

Sintomaticamente, essa marginalização não tem hoje reflexo no meio musical. Pelo contrário, de há uns anos a esta parte, José Afonso passou a ser o autor mais cantado por todas as gerações e diferentes escolas de músicos.

Este facto atesta bem a sua importância na história da música popular portuguesa. Graças ao seu talento excepcional, renovou a nossa canção popular a partir da tradição musical coimbrã em que se iniciou, integrando novas influências e marcando decisivamente as gerações seguintes. A esse papel não são estranhos três factores resultantes da sua própria vivência: o meio universitário coimbrão, culto e boémio, onde estudavam jovens oriundos de zonas rurais ou semi-rurais, que integrava já, na tipicidade das suas baladas, fortes influências da poesia e da música tradicionais de várias regiões do país, sobretudo das Beiras e dos Açores; a instabilidade, pouco normal para a época, da sua infância e da sua adolescência, que muito cedo o levou a contactar com meios socioculturais muito diferentes; uma cultura literária acima da média, adquirida sobretudo em Coimbra, que contribuiu para elevar os seus padrões de qualidade no uso da palavra cantada.

Mestre incontestado da canção popular portuguesa, simultaneamente um genial autor e intérprete de canções, cidadão exemplar e incansável lutador pela liberdade e pela justiça no contexto da ditadura salazarista, mas também no pós 25 de Abril, a sua vasta obra discográfica, iniciada em 1953 e terminada em 1985, constitui um manancial inesgotável de inspiração e de aprendizagem.

José Afonso deixou-nos em 1987. Num país tremendamente desculturado e desatento foi preciso esperar quase um quarto de século para ver aparecer o presente trabalho, que reúne as partituras de todas as 159 canções que gravou, com as respectivas letras e cifras, exceptuando apenas os fados de Coimbra de autoria alheia que interpretou.

Para que este livro possa constituir um complemento de alguma utilidade para quem pretender conhecer e estudar a sua obra, optámos pela transcrição fidedigna do que está registado nos fonogramas, independentemente de pensarmos, num ou outro caso, que poderia haver outras soluções ao nível da estrutura ou da harmonia. Pela mesma razão, não sugerimos qualquer hipótese de harmonização, quando a harmonia não é evidente no arranjo.

Apenas nos permitimos alterar a tonalidade de algumas canções na transcrição, nos seguintes três casos:
— Para que a partitura reflicta a digitação utilizada, nas situações em que a afinação habitual das violas foi alterada;
— Quando os instrumentistas utilizaram um transpositor;
— No limite, quando a tonalidade da gravação, com pequena diferença de tessitura, poderia dificultar desnecessariamente a leitura e a execução.
A autoria das letras e das músicas é de José Afonso, excepto quando são indicados outros autores.

Esperamos que este José Afonso — Todas as canções possa contribuir para um melhor conhecimento e estudo deste precioso património.

Guilhermino Monteiro
João Lóio
José Mário Branco
Octávio Fonseca

Apresentação do número monográfico da revista Storia e problemi contemporanei sobre "Il Portogallo e la transizione alla democrazia


Apresentação do número monográfico da Revista

Storia e problemi contemporanei "Il Portogallo e la transizione alla democrazia"

por Guya Accornero e Alfonso Botti


Este número constitui um importante contributo de carácter historiográfico publicado em Itália sobre a transição democrática portuguesa, em relação ao novo papel de Portugal no contexto europeu e internacional.

Apresenta: Manuel Villaverde Cabral, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Intervenções:
Alfonso Botti, Universidade de Modena;
Guya Accornero, Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e Instituto de Estudos Políticos e Internacionais da Universidade de Lausana;
António Costa Pinto, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Horário: 19h00
Local: Sala Teatro – Instituto Italiano de Cultura (60 lugares – reserva obrigatória)
Organização: Instituto Italiano de Lisboa

http://www.storiamarche900.it/main?pp=home

Um dia sem compras, e 365 dias de consumo responsável

Ontem foi um Dia Sem Compras ( BUY NOTHING DAY), venham agora os outros 365 dias de Consumo Responsável

Ver abaixo o video de uma acção realizada ontem por activistas ecologistas do GAIA (grupo de acção e intervenção ambiental) num centro comercial em Lisboa


27.11.10

Eu não abracei o tio rico (Teatro Nacional S. João): texto de Nuno Meireles

Texto de Nuno Meireles, retirado do blogue

http://jogodramatico.blogspot.com/


Um abraço ao tio rico cuja mulher foi para longe, enquanto os primos passam dificuldades

Abraçou-se o Teatro Nacional S.João. Foram entre 1200 e 200o pessoas (conforme as fontes). Estavam pessoas das escolas de teatro (alunos e professores), estavam celebridades, profissionais (a participar no actual espectáculo do TNSJ), e ainda estavam anónimos.

Foi notícia abraçar-se um teatro que não vai falir, que não passa dificuldades, cujos membros não precisam de emigrar, que tem um orçamento milionário e cobra bilhetes a preços comerciais e, mesmo assim, produz trabalhos que são somente criações pessoais, apresentados como criações pessoais, com as arbitrárias consequências de qualquer criação pessoal, tendo o selo deste ou daquele criador - mas com a diferença fundamental de ser feito com muito dinheiro, num espaço sociológico que automaticamente imprime um selo de "qualidade superior".

As últimas produções de qualidade que vi no TNSJ foram acolhimentos: A Mãe, de Bertolt Brecht, pelo Teatro de Almada/Encenação de Joaquim Benite; Idiotas, a partir de Dostoiévski, pelo Memo Fortas/encenação de Eimuntas Nekrosius.

Paguei para os ver.

Assim como paguei para ver as estopadas do Platónov, de Anton Tchékhov/encenação de Nuno Cardoso, Turismo Infinito, a partir de Fernando Pessoa/encenação de Ricardo Pais e Breve Sumário da História de Deus, de Gil VIcente/encenação de Nuno Carinhas - produções da casa.

Muitos dos que foram fotografados a abraçar o teatro não pagaram, nem pagam. Não vêem as peças pensando se vale o dinheiro e a espera na fila.

Seguem as perguntas e respostas sobre este tema:

"Tem o TNSJ a qualidade superior que o seu selo dá a entender?"

Não.
Tem muito dinheiro e pessoas como todas as outras.

"Valem as produções do TNSJ mais que as outras?"

Não.
São feitas apenas com muito dinheiro e em salas quentes, grandes e douradas.

"Saímos modificados das produções do TNSJ?"

Não.
Saímos enfastiados, porque é só mais uma criação deste ou daquele criador, sabendo invariavelmente a desnecessário.

"A cidade do Porto deve muito ao TNSJ?"

De facto sim, como deve a qualquer instrumento de poder e legitimação do poder: muitos da cidade do Porto estarão eternamente agradecidos ao TNSJ pela elevação simbólica que lhes trouxe a sua associação com o TNSJ.

"Então, sendo assim, se o TNSJ é dessa maneira, quem devemos abraçar?"
Abrace-se antes os não alinhados, os que não têm padrinhos, que não estão dentro do sistema, que fazem um trabalho não comprometido, independente e - ponto vital que o TNSJ falha completamente a dar - artisticamente pertinente. Por exemplo:


LaMarmita, na dança-teatro e música

Nuizis Zobop, nas novas linguagens e escritas performativas

Dois Pontos Associação Cultural, na descentralização das actividades culturais, em especial teatro e poesia

Isto só para falar de estruturas próximas, que são tenazes sobreviventes persistindo com um trabalho ímpar, de uma riqueza artística inversamente proporcional aos seus baixos orçamentos, sem padrinhos, sem papás, e sem o tio rico.


Imagens do abraço, muito concorrido, por sinal, ao tio rico




Cinema na livraria-bar Gato Vadio hoje e amanhã à noite

Hoje e amanhã ( dias 27 e 28 de Nov.) à noite irão ser projectados dois excelentes filmes de visionamento obrigatório para quem queira perceber o mundo em que vive. A entrada é livre.

Livraria-bar Gato Vadio
Rua do Rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016

Let’s Make Money, de Erwin Wagenhofer

Sábado, 27 de Novembro, 22h


Sinopse:
Partindo dos depoimentos de grandes investidores, o documentário vai revelando a facilidade com que os paraísos fiscais e as bolhas financeiras, por onde passa a maioria do capital financeiro, se impõem nas chamadas “economias emergentes”. A miséria que aflora nos EUA ou as raízes da crise económica espanhola causada pela bolha imobiliária, são alvo de análise. Realizado antes da crise mundial, Let’s Make Money é uma denúncia dos excessos das políticas neoliberais. Desregulamentação, liberalização excessiva, evasão fiscal, ganância lucrativa, explicada pelos rostos de quem a põe em prática e pelos rostos daqueles que sofrem na pele esta deriva da globalização desumana e alienante.



De la servitude moderne, de Jean-François Brient e Victor León Fuentes

Domingo, 28 de Novembro, 22h

Sinopse:
A servidão moderna é uma espécie de escravidão voluntária, consentida pela multidão de consumidores que se arrastam pela face da terra. Eles mesmos compram as mercadorias que os escravizam cada vez mais. Eles mesmos procuram um trabalho cada vez mais alienante que lhes é incutido. Eles mesmos escolhem os mestres a quem deverão servir. Para que esta tragédia absurda possa ter lugar, foi necessário tirar desta classe a consciência da sua exploração e da sua alienação. Aí está a estranha modernidade da nossa época. Contrariamente aos escravos da antiguidade, aos servos da Idade média e aos operários das primeiras revoluções industriais, estamos hoje em dia frente a uma classe escravizada, só que não sabe, ou melhor, não quer saber. Aceitam sem discutir a vida lamentável que lhes espera. A renúncia e a resignação são a fonte mais segura para a manutenção da servidão moderna.

26.11.10

Redução de salários é não só ilegal como claramente inconstitucional, segundo um Parecer Jurídico de Garcia Pereira

Redução de salários é não só ilegal como claramente inconstitucional, segundo um Parecer Jurídico de Garcia Pereira, conhecido advogado especialista em Direito do Trabalho.
Isso quer dizer que qualquer trabalhador poderá impugnar em tribunal a sua redução salarial.

Consultar o parecer jurídico em: AQUI


Conclusões do Parecer:

«1.ª Uma norma constante do Orçamento de Estado que determine o abaixamento unilateral e generalizado das remunerações dos trabalhadores da Administração Pública e a manutenção desse abaixamento por um período plurianual, porque destituída de relação directa e imediata com matéria financeira e orçamental (como é o caso ainda mais nítido das retribuições dos trabalhadores das empresas públicas sob forma societária) e porque ultrapassadora dos limites do ano económico, padece de inconstitucionalidade material, por violação dos artºs 105º, nºs 1 e 3 e 106º, nº 1 da Constituição.

2.ª Dada a natureza eminentemente laboral duma norma relativa a remunerações da generalidade dos trabalhadores, o desrespeito pelo direito, consagrado no artº 56º, nº 2, da mesma Constituição, das Comissões de Trabalhadores e associações sindicais participarem na elaboração de legislação do trabalho, consistente na não observância, no respectivo processo legislativo, dos procedimentos impostos por essa mesma norma, e regulados ou pela Lei nº 23/98, de 26/5 ou pelo artº 470º e seguintes do Código do Trabalho, implicará sempre a inelutável inconstitucionalidade formal da mesma norma, por ofensa ao referenciado artº 56, nº 2 do C.R.P..

3.ª Uma tal norma consubstancia também uma verdadeira restrição ou suspensão dum direito constitucional (o direito ao salário, consagrado no artº 59º, nº 1 al. a) do CRP) fora dum caso de estado de sítio ou de emergência declarados na forma prevista na Constituição, o que lhe é frontalmente proibido pelos artºs 18º, nº 2 e 19º, nº 1 da Lei Fundamental, sendo por consequência materialmente inconstitucional por violação de tais preceitos.

4.ª Por outro lado, a mesma referida norma, afectando situações jurídicas anteriormente constituídas e comprometendo as legitimas expectativas à integralidade e não redutibilidade remuneratória com base nas quais os trabalhadores visados oportunamente fizeram as suas opções e contraíram as suas obrigações, violenta de forma grave, desproporcionada e, logo, intolerável o principio da confiança ínsito na ideia de Estado de direito consagrada no artº 2º da CRP, estando consequentemente tal normativo ferido de nova inconstitucionalidade material por desrespeito relativamente a tal preceito e principio constitucional.

5ª Ainda a mesma norma, porque também consubstanciadora da ablação de um direito subjectivo de carácter patrimonial juridicamente protegido, ablação essa determinada sem qualquer indemnização e por uma decisão puramente politica, consubstancia não apenas um verdadeiro confisco não permitido pela Constituição, maxime no seu artº 62º,

6ª - Como igualmente a completa desconsideração dos deveres e obrigações pré-constituidos, vg de natureza contratual, que, por força do artº 105º, nº 2 do CRP, as normas do Orçamento têm imperativamente de ter em conta,

7ª - Padecendo, por conseguinte, a referenciada norma de nova e dupla inconstitucionalidade material, decorrente da violação dos supra-referenciados preceitos e princípios dos artºs 62º e 105º, nº 2 da lei Fundamental.

8ª Finalmente, uma norma que determine a redução unilateral das remunerações apenas dos trabalhadores da Administração Pública, mantendo-se a intangibilidade das retribuições do regime laboral privado, sem que exista qualquer fundamento juridicamente válido para impor aos primeiros menores direitos e garantias do que os segundos, consubstancia uma diferenciação de tratamento sem fundamento material razoável, ou seja, uma discriminação, estando inquinada de outra inconstitucionalidade material ainda, agora por violação do artº 13º do CRP.

9ª Tudo o que antecede devidamente considerado e ponderado, somos de parecer que forçoso é concluir que os trabalhadores da Administração Pública, à luz da legislação (designadamente constitucional) em vigor, não podem ver reduzidas por acto unilateral da mesma Administração ou mesmo por acto legislativo, como por exemplo a Lei do Orçamento do Estado (que seria assim multiplamente inconstitucional) as suas remunerações».

25.11.10

Raquel Freire, realizadora,denuncia na sua crónica de rádio o assédio e o abuso policial contra a manifestação pacífica dos antimilitaristas anti-Nato


Para ouvir a crónica, clicar em:
Crónica de Raquel Freire na Antena 1


A Crónica semanal de Raquel Freire na Antena 1 é produzida no âmbito do programa radiofónico Este Tempo que é emitido todas as Quartas-feiras às 9h 45 da manhã.
Raquel Freire está incumbida de abordar as novas tendências sociais. Foi neste espaço que se referiu à emergência dos novos movimentos sociais e, em especial, da manifestação anti-militarista do passado dia 20 de NOvembro contra a Nato e a Guerra

Raquel Branco Rodrigues Freire, (Porto, 22 de Junho de 1973) é realizadora de cinema já com obras premiadas na sétima arte.


Nascida na cidade do Porto no dia 22 de Junho de 1973), Raquel Freire, que queria seguir Belas Artes até os 14 anos, partiu para Coimbra a fim de lá viver e estudar Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Acabariam por ser duas cidades importantes para os projectos artísticos de Freire, que as usou como cenário nos filmes "Veneno Cura", "Rio Vermelho" (2007, 1999 - Porto) e "Rasganço" (2001 - Coimbra). Raquel Freire considera que o Porto é "a minha cidade. É a terra da minha infância, dos medos, da transgressão, do sangue, das lágrimas, dos gritos de liberdade, dos recomeços, tem um rio que é o meu rio vermelho das paixões e das feridas, tem pontes que ligam as duas margens e as aproximam, tem uma luz única, carnívora, tem uma solidez de granito e solidão, tem uma Afurada com os mais belos barcos e pescadores e pescadeiras, tem uma Ribeira que é muito mais bonita do que qualquer bilhete postal. Estou espalhada por ali.". Já Coimbra "surgiu por necessidade. Queria filmar a juventude, dos nossos verdes anos, do fim da inocência, da passagem e dos rituais de passagem para o mundo dos adultos, dos rasganços. Para mim, a paisagem emocional destes sentimentos era Coimbra."


Foi membro de diversas Secções Culturais da AAC: Centro de Estudos Cinematográficos (CEC), Rádio Universidade (RUC), Grupo Etnográfico & Folclórico (GEFAC). Foi membro de duas Repúblicas de estudantes, Rosa Luxemburgo e Kimo dos Sobas. Membro da primeira lista independente, que venceu sucessivamente as eleições para a Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra nos anos de 92/93, 93/94 e 94/95. Enquanto membro eleito da Direcção, coordenou o Grupo Pedagógico de Direito e, mais tarde, os pelouros de Informação e de Política Educativa. Criou o Gabinete de Apoio ao Estudante, o sistema de Apoio Psicológico gratuito para estudantes e uma linha de atendimento permanente. Elaborou o primeiro "Manual de Sobrevivência do Caloiro" e instituiu a Semana de Acolhimento, Apoio e Informação aos alunos do 1ºano. Participou na criação e organização das Jornadas Universitárias Lusófonas. Integrou as Comissões de Honra da candidatura e recandidatura de Jorge Sampaio à Presidência da República. As impressões da sétima arte e o reforço da vontade de fazer cinema, seriam marcadas pela Universidade, onde Raquel estudou História e Estética do Cinema Português (1996/1997) e pela cidade do Porto, estudando música (canto, guitarra e composição), dança, teatro, fotografia, pintura.

Raquel Freire é assumidamente pansexual e luta há já vários anos pelos direitos da comunidade gay, lésbica, bissexual e transexual. É membro das Panteras Rosa de Portugal, (Frente de combate à lesbihomotransfobia) e da Rede Internacional de Luta contra a Homofobia.

Raquel estreou-se depois de vários trabalhos cinematográficos e da sua primeira curta-metragem independente, Rio Vermelho (1999). Filmada inteiramente na cidade do Porto, o filme surgiu em festivais diversos. Foi, contudo, a Universidade que mais marcou uma das etapas da vida da realizadora, que a veio a retratar de forma polémica na sua primeira longa-metragem, Rasganço (2001). O título provém da última das praxes estudantis, que consiste em rasgar o traje académico do finalista, até que este fique completamente despido. Estreou, em 2009, o primeiro filme que abre a trilogia sobre a "intimidade, a identidade e os nossos tabus" criada por Freire. "Veneno Cura" não teve um êxito de bilheteira, mas conseguiu a aceitação geral do público e da crítica, apesar dos temas polémicos tratados e expostos.

Oficina sobre Consumo Crítico e Consciente (27 de Novembro)


Oficina sobre Consumo Crítico e Consciente

Dia 27 de Novembro, Sábado, às 10h00

(duração aproximada: 2h00, 2h30)

Ponto de Encontro: Av. dos Aliados, em frente à C.M. Do Porto, junto à estátua de Almeida Garret

Inscrições Limitadas e Gratuitas

(possibilidade opcional de almoço vegetariano conjunto de tod@s participantes, após a oficina, na Casa da Horta – Associação Cultural, trazer também roupa e calçado confortável para caminhar)


É um "lugar comum" dizer-se que a nossa sociedade se globalizou. Talvez seja mais difícil, no entanto, compreendermos ou reflectirmos sobre as mais diversas formas e repercussões dessa mesma globalização na nossa realidade do dia-a-dia. Nunca como hoje os bens que consumimos vieram tanto e de locais tão distantes do nosso planeta. Mas que implicações concretas esse facto terá para cada um de nós?

Numa sociedade dita de consumo cerca de 20% da população dos países ditos “mais desenvolvidos” consome cerca de 80% dos recursos. Esse consumo, ou para se ser mais exacto, consumismo, tido como “normal” e até intrínseco no nosso modo de vida tem no entanto pesadas implicações ambientais e sociais. A nível ecológico é desastrosa a forma como a nossa espécie tem vindo a levar à exaustão os mais diversos recursos naturais do planeta, provocando uma destruição sem ímpar dos habitats selvagens da Terra. Para além disso, e paradoxalmente, uma grande parte dos bens produzidos (quase 90%) são produzidos para uma utilizaçõa efémera (uma única vez) sendo depois responsáveis pela produção de toneladas e toneladas de resíduos cujo tratamento implica também, ele próprio, uma elevada factura ecológica. De entre esses resíduos destacam-se os plásticos, muitos vezes particularmente complexos em termos de reciclagem e recuperação, e outros materiais que quando libertados no meio ambiente natural provocam danos bastante sérios nos ecossistemas e nas espécies animais (muitas aves e mamíferos marinhos, por exemplo, morrem por asfixia devido à ingestão dos mesmos).

A nível económico e social (instâncias que desde logo se encontram intimamente associadas, se é que existe qualquer separação sequer, aos aspectos ecológicos dos fenómenos) os impactos da dita mundialização da economia (outra forma talvez de designar um fenómeno com uma agenda ideológica bem marcada como é o neoliberalismo) estão longe de se traduzir em efeitos muito positivos para as comunidades locais.

Tendo-se os nossos hábitos de consumo (ou maus hábitos) tornado tão banais e inconscientes e questão que urge lançar é: o que podemos nós fazer para fazer a diferença? Para mudar positivamente o nosso estilo de vida adoptando comportamentos e hábitos mais conscientes e positivos do ponto de vista ecológico e social?

A proposta da Oficina sobre Consumo Crítico e Consciente é uma viagem de reflexão sobre o nosso estilo de vida através de lugares, cores e aromas nevrálgicos para a actividade económica, cultural e social da cidade do Porto. É uma viagem “viva” sobre alguns dos efeitos da globalização económica na nossa comunidade local, assim como um exercício prático de reflexão sobre as nossas escolhas e opções enquanto cidadãos consumidores, nomeadamente em termos de pegada ecológica. Podemos viver consumindo menos e melhor? Podemos viver sendo parte da solução em vez de parte nesse tremendo problema actual que consiste na quantidade de resíduos que produzimos diariamente?

A resposta a essa e muitas outras questões que certamente surgirão poderemos encontrar no coração da própria cidade invicta.

Facilitador: Pedro Jorge Pereira - Activista Eco-Social e Formador

Organização: Futuros Sentidos e Casa da Horta


Contactos e Inscrições:

Pedro Jorge Pereira

93 4476236

ecotopia2012@gmail.com

ou:

Futuros Sentidos

918744241

futurossentidos@gmail.com

http://futurossentidos.wordpress.com/

23.11.10

Greve Geral ao trabalho, ao consumo e à moral (24 de Novembro)


Dia 24 há uma Greve Geral convocada contra as medidas de austeridade. Não trabalhemos, mas por todas as medidas tomadas diariamente "em nosso nome" desde aos milénios. Desde as religiões do nada e as religiões que nos prometem o paraíso se sacrificar-mos nossa vida, nosso corpo e nossos desejos e ideais do mesmo efeito.

Há apenas uma coisa que podemos ser donos, apenas uma coisa que nos pode garantir que nossos interesses são pr...ioritários, e essa coisa somos nós mesmo. Passam-se minutos, horas, dias, meses, anos a servir outros, a servir abstractos que se entranham em nós como vícios inquestionáveis. Patrão, pátria, deus, blablabla a lenga-lenga é a mesma porque do mesmo não saímos com nuances e mascaras diferentes. Tão impotentes nos sentimos, que a negação é a saída mais fácil, Jogos diários de servilismo, competição, mesquinhez, consumo, correria, luta-se por controlar e ter objectos, por passar imagens, por vangloriar o vazio, o brilho, por defender e esmagar o trabalho que nunca nas mãos de quem trabalha está, nuances e mascaras, semânticas e moscas. E no meio destes joguetes de poder, institucionalizados ou não, da família, estado, patrão, beleza padronizada, machismos, racismos, homofobias, religiões, imagens, partidos, morais e blablabla que se danem todos, lá fica abandonado e esquecido, o nosso único, a nossa única coisa que podemos e devemos possuir, nós próprios, eu mesmo, tu mesmo,

Já chega das palavras "povo" "bem comum" na boca de quem nem te conhece, sê um gigante em ti mesmo. Mas dia 24 nem proponho revoltas, nem revoluções, a não ser que a revolta queiras demonstrar e praticar, e revolução é uma palavra "manhosa" quando só se trata de poleiro na boca de alguns. Dia 24, se saíres à rua gritando iniciais, lembra-te que essas iniciais não te podem controlar, o que tu dizes, pensas, fazes, sentes.

Nesse dia recusa o consumo físico e moral, não trabalhas, mas não aproveites para começar as compras de natal, não dês as 8 horas (ou as que sejam) do teu dia de trabalho a outra entidade capitalista, não aumentes os lucros da superbock ou da coca-cola. Nesse dia lembra-te da vela que tens para o "dia em que faltar a luz" e usa-a, esquece a internet e o telemóvel, a telenovela e o futebol profissional, o restaurante e o cinema.


Nesse dia faz greve! Faz boicote! Faz sabotagem!

Tenta dedicar o dia a ti, à tua vida, aos teus desejos, à tua prática. Talvez seja o início de algo na tua vida, talvez aprendas alguma coisa contigo mesmo. Não digo qual, fica o dia todo a dormir se o quiseres, faz sexo com @ companheir@ ou com quem quiseres o dia todo, mete em prática uma perversão, vai ter com um amig@ que mora a dois passos de ti no tal encontro adiado, vai correr, vai caminhar, lê ou escreve o que tens adiado, põe em prática uma acção em que à muito pensas, sê espontâneo, passeia com o teu filho, o teu cão, a tua sobrinha, conversa, luta com os teus companheiros ou sozinho.

Faz com que seja mais que uma Greve Laboral, faz com que seja um dia de afirmação de ti próprio, boicota todo e qualquer poder institucionalizado ou não. Não gastes um cêntimo em nada, pára não só a tua empresa, como todas. Dia 24 faz greve ao trabalho, ao consumo, à moral. Greve! Boicote! Liberdade individual!Não queiras o mundo, quer-te a ti mesmo!

http://www.facebook.com/#!/event.php?eid=176437999040183

MERDA - Movimento de Empresários Reconhecidos à Democracia e Autoridade



No próximo dia 24 de Novembro será lançado um novo movimento em Portugal, MERDA, Movimento de Empresários Reconhecidos à Democracia e à Autoridade.

Estejam atentos.

Actividades do Sindicato de Ofícios Vários da AIT-secção portuguesa para o dia 24 de NOvembro

24 de Novembro - Greve Geral

a) manhã: PIQUETE DE DIVULGAÇÃO ANARCOSINDICALISTA da GREVE - c/ associad@s e amig@s do n/ SOV-Sindicato de Ofícios Vários ,da AIT-SP e outr@s comp@s libertári@s e amig@s que se nos queiram juntar), com canto libertário -"A la Huelga"-versão portuguesa "Para a Greve companheir@"...- que temos ensaiado nos últimos sábados, "Internacional" -versão Neno Vasco, etc..., com percussão de batuques improvisados, tambor e viola (ou /e cavaquinho)
ENCONTRO :10:30 h. Frente ao Centro Português de Fotografia (antiga cadeia da relação- à Cordoaria )

b) tarde : participação na Manif sindical unitária (se ela se fizer )

c) fim de tarde APÓS A MANIF e/ou o PIQUETE, : Encontro em local a designar para AVALIAÇÃO da n/ acção neste dia

Boletim Anarco-Sindicalista - Edição especial dedicada à Greve Geral de 24 de Novembro

Download em PDF:
http://www.freewebs.com/aitbas/bas/BAS_GreveGeral.pdf


Todos sabemos que a greve geral marcada para o dia 24 de Novembro não resultará numa paragem total da economia capitalista, ou seja, numa verdadeira greve geral. Mas também sabemos que isso não se deve à discordância da maioria dos trabalhadores com a necessidade de protestar ante as injustiças e a exploração de que são alvos ou com a greve como forma de luta.

Que trabalhador, a quem ainda reste um pouco de dignidade, não acredita que é necessário protestar contra a situação de precariedade e miséria a que se encontra submetida a maioria dos trabalhadores neste país, causando algum dano àqueles que são os seus principais responsáveis e beneficiários – a classe política e patronal?

Que trabalhador, a quem ainda reste um pouco de dignidade, não sente uma raiva a crescer-lhe nos dentes quando ouve os mesmos facínoras de sempre, com a barriga cheia de luxos e privilégios, a pedirem-lhe nova dose de sacríficios?

Mas então, porque não há uma greve geral?

A resposta está no medo e no isolamento que nos foram impostos, uma barreira invisível que nos impede de fazer frente aos nossos verdadeiros inimigos.

O medo de sermos despedidos, o medo de perdermos os poucos euros que nos dão ao fim do mês impedem-nos de resistir, quando não nos levam mesmo a ver um inimigo, não naquele que nos explora, mas no colega que é explorado como nós. Sem termos nenhuma defesa face ao patrão, somos obrigados a satisfazer todas as suas vontades, a aceitar todos os sacrifícios e humilhações. Protestar afigura-se como um acto romântico de jovens irresponsáveis e a greve parece uma relíquia daqueles tempos longínquos em que os trabalhadores pensavam que podiam fazer revoluções.

O isolamento só reforça ainda mais o medo e impede-nos de procurar a nossa força na união com os nossos iguais, os demais explorados e humilhados. O isolamento só se pode vencer se soubermos substituir a moral burguesa do cada um por si por uma ética do apoio-mútuo, praticando a solidariedade entre trabalhadores. E só rompendo o isolamento de que somos vítimas poderemos vencer o medo. Quem temerá ser despedido se souber que uma multidão o vingará e que nenhum outro trabalhador ousará ocupar o seu lugar?

Isto só será possível se soubermos recuperar a ideia-base que inspirou a formação dos primeiros sindicatos: “a emancipação dos trabalhadores só pode ser obra dos próprios trabalhadores”. Saibamos então unir-nos, sem líderes nem representantes, discutindo os nossos problemas em assembleias de iguais, recorrendo sempre à acção directa, isto é, à acção sem intermediários (políticos ou burocratas sindicais), para agir pela resolução desses mesmos problemas, tendo sempre presente que os interesses dos que exploram e dos que são explorados jamis serão conciliáveis e que a nossa emancipação só será possível com a destruição do capitalismo e do Estado.

Saibamos vencer o medo e o isolamento de que os nossos patrões se alimentam e poderemos ousar protestar. E partindo de uma greve que os poderosos querem ordeira e inofensiva poderemos chegar a pôr em causa um sistema que nos transforma em escravos.

Contra a exploração capitalista! Pela igualdade social!
Unidos e auto-organizados nós damos-lhes a crise!


Associação Internacional d@s Trabalhador@s - Secção Portuguesa
- Núcleo de Lisboa

24 de Novembro - fazemos greve e vamos para a rua (FERVE, fartos destes recibos verdes, estarão na Avenida dos Aliados, Porto)


24 DE NOVEMBRO FAZEMOS GREVE.
24 DE NOVEMBRO VAMOS PARA A RUA (Lisboa - Rossio; Porto - Aliados)

Estamos FARTOS de sermos nós a pagar esta crise.

Estamos FARTOS da mentira dos recibos verdes porque somos trabalhadores por conta de outrém e não empresários.

Estamos FARTOS de Empresas de Trabalho Temporário (ETT's) que subalugam o nosso trabalho.
Estamos FARTOS de sermos bolseiros de investigação científica e não termos o devido contrato.

Estamos FARTOS de contratos a prazo.

Estaos FARTOS de estágios em todas as suas enganadoras versões.

Estamos FARTOS de sermos obrigados a trabalhar gratuitamente para o Estado ou para IPSS's através dessa escravatura dos tempos modernos que são os 'Contratos de Emprego Inserção'.

Estamos FARTOS de sermos trabalhadores sem emprego. E somos mais de 600 mil que estamos desempregados...

Estamos FARTOS de precariedade e de termos as nossas vidas a prazo.

E PORQUE ESTAMOS FARTOS DE TUDO ISTO, DIA 24 FAZEMOS GREVE E VAMOS PARA A RUA:

A partir das 15h30, no Porto vamos todos à Avenida dos Aliados e, em Lisboa encontramo-nos no Rossio, onde estarão também os Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual e os Precários Inflexíveis.

No próximo dia 24, exercemos o nosso direito constitucional à Greve: porque trabalhadores são todas as pessoas que trabalham!

Trabalhadores precários vão concentrar-se no Rossio às 15h. no dia da greve geral ( 24 de Novembro)


http://www.precariosinflexiveis.org/

A partir das 15h00, os trabalhadores precários concentram-se no Rossio, em Lisboa, com espaço para intervenções, diversas bancas da banda precária, um concerto dos Loucos de Lisboa e apoio jurídico.
O Rossio será desde manhã um ponto de encontro importante: a União de Sindicatos de Lisboa terá desde cedo um ponto de informação e mobilização e às 17h30 o Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, da CGTP, organiza um concerto.
Se queres lutar contra a precariedade e não sabes para onde te hás-de virar, junta-te a nós.

Os Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual apelam à participação de todas e todos na greve geral de amanhã

Os Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual apelam à participação de todas e todos neste dia inédito de luta pela justiça social e económica.

Nós, profissionais da cultura, do espectáculo e do audiovisual, tal com o conjunto dos trabalhadores, somos afectados pela crise e pelas medidas de austeridade, com a agravante dos cortes orçamentais anunciados nas nossas áreas que vão afectar centenas de produções e criar mais dificuldades num sector onde raramente temos acesso à protecção social que cobre a eventualidade de desemprego, entre outras.

Para que neste dia também tenhamos visíbilidade,pretendemos
SABER COMO A VOSSA ESTRUTURA/PRODUTORA/COMPANHIA deseja PARTICIPAR NESTE DIA.

A Plataforma dos Intermitentes está a articular-se com outras estruturas para criar uma agenda a nível nacional das varias acções ligadas directa, ou indirectamente à greve.

O vosso espectáculo, a vossa filmagem ou a vossa sala pretende parar? Desejam promover alguma conversa com o publico? caso contrário, poderão considerar a leitura de um comunicado antes ou depois do espectáculo? Têm alguma outra ideia de iniciativa e podem filmá-la?

Mandem mail com as respostas para
intermitentes@gmail.com

Outras acções já confirmadas para o dia 24 em Lisboa, no Rossio:

11h/13h30-marcha em Slow Motion organizada pelo CEM
11h/15h – Micro-Piquetes intermitentes de greve (circulam pelo centro/encontro no Rossio)
15h- Concentraçao/acção conjunta com os Precarios Inflexiveis e conjunto dos trabalhadores a recibos verdes;
17h- Concerto organizado pelo SPGL(Sindicato dos Professores) com Camané, Jorge Palma, Zé Pedro (dos Xutos e Pontapés) entre outros;
21h30 – Festa da greve, em local a confirmar