27.4.10

Apresentação da FEL - Federação de Estudantes Libertários (as) no CCL em Almada ( dia 30/4)




Sexta, 30 de Abril, às 20:30
No Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, nº 121, 1º Dto, Cacilhas, Almada


A FEL é composta por pessoas que estão organizadas em grupos duma forma livre e estes têm um funcionamento autónomo. Nestes grupos, as decisões são tomadas na assembleia, que é o mais alto órgão decisório de cada grupo. Tanto nos diferentes grupos como a nível federal, as decisões são tomadas por consenso. Deste modo, asseguramos que todas as opiniões e posições são apreciadas e valorizadas de igual modo, e afastamo-nos da politiquice e das lutas internas grupusculares. Temos também de garantir que as decisões de um grupo, ou da federação, são apoiadas por todxs xs envolvidxs.


Os indivíduos que compõem os diferentes grupos que integram a FEL são partidários das ideias anarquistas e comprometem-se a divulgá-las. Além disso, marcam o seu posicionamento contra qualquer opressão de tipo político, económico, cultural, sexual, racial ou militar, ou seja, são totalmente contra o autoritarismo exercido por uma pessoa contra outra, independentemente da área onde ele se manifesta.

Como organização completamente independente, que é a FEL, não aceitamos nenhuma subvenção, venha ela de onde vier. Praticamos a auto-gestão, isto é, os meios materiais e financeiros de que dispomos provêm de contribuições dadas pelos indivíduos que integram cada grupo e/ou de actividades organizadas para os obter, tais como concertos, refeições, distribuição de materiais, etc.

A FEL fixou algumas metas para avançar, passo a passo, na conquista de uma sociedade autogestionária, com base no apoio mútuo, sem necessidade de Estados:

-Incentivar entre xs alunxs a auto-organização autónoma e horizontal.
-Criar espaços de debate e reflexão, tanto nas escolas como fora delas.
-Partindo de uma crítica radical do actual sistema de educação e suas futuras reformas, que condenam o indivíduo à satisfação das necessidades dos sistemas opressores, propomos como alternativa um modelo de aprendizagem anti-autoritário que facilite a construção de um conhecimento integral. Entendemos que este tipo de aprendizagem é uma ferramenta revolucionária não doutrinária, que nos fará avançar no caminho da liberdade.
-Incentivar a abstenção activa na eleição dos órgãos de “governo” das universidades, já que consideramos necessários outros meios de participação reais, horizontais e directos, pois pensamos que as eleições são uma falsa ferramenta de participação, que tem exclusivamente como fim a legitimação do sistema.
-A FEL declara-se anti-praxe. Pensamos que a hierarquia e o controle nunca podem ser o caminho para a formação de pessoas livres e conscientes. Que o único caminho para a liberdade é a prática sem limites desta e nunca a humilhação e o dirigismo. É por isso que temos a intenção de trabalhar contra a praxe até ao seu desaparecimento natural, pois não há nada que a justifique.
-Estabelecer laços entre estudantes libertários para a troca de informações, ideias e experiências, e para nos apoiarmos mutuamente.
-A FEL é contra todo o dogmatismo ideológico, aberta ao debate interno e a novas propostas, já que considera necessária a crítica construtiva para evoluir. Somos conscientes de que não existe uma poção mágica, e que só a prática da liberdade nos fará livres.


Federação de Estudantes Libertárixs
Web:
www.fel-web.org
Contacto:
fel@inventati.org
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CCL:
http://culturalibertaria.blogspot.com/

26.4.10

Libertação dos 6 Saharauis presos em Marrocos

Desde o passado dia 8 de Outubro de 2009 que seis activistas saharauis da paz e dos direitos humanos se encontram detidos pelas autoridades de Marrocos e que, apesar de serem civis, foram enviados a julgamento em tribunal militar marroquino.
Hoje, 26 de Abril, por iniciativa da CGTP-IN realiza-se, no auditório da sua sede, uma Sessão Pública de Solidariedade com os Trabalhadores e o Povo Saharauis, na qual serão oradores o Secretário-Geral da UGTSario (central sindical saharaui), Cheik Mohamed, também membro do Secretariado da Frente Polisario, e Manuel Carvalho da Silva, Secretário-Geral da CGTP-IN.


Desde o passado dia 8 de Outubro de 2009 que seis activistas saharauis da paz e dos direitos humanos se encontram detidos pelas autoridades de Marrocos e que, apesar de serem civis, foram enviados a julgamento em tribunal militar marroquino, julgamento de resto ainda não marcado apesar de passarem já 6 meses sobre a sua detenção. Entretanto, os seis activistas encontram-se neste momento em greve de fome, protestando contra a sua detenção sem julgamento.

Organizações sindicais, da paz, da solidariedade e dos direitos humanos de todo o mundo têm manifestado a sua veemente condenação destas medidas repressivas das autoridades de Rabat e a sua profunda preocupação pelo débil estado de saúde dos activistas saharauis, considerando que os mesmos correm sério risco de vida.

A CGTP-IN manifesta o firme protesto e condenação desta arbitrária acção das autoridades de Marrocos e exige a imediata e incondicional libertação destes presos de consciência e o seu regresso ao Sahara Ocidental.

A CGTP-IN reafirma a sua profunda solidariedade aos trabalhadores e ao povo saharaui e à Frente Polisario, sua representante legítima. Hoje, a CGTP-IN enviou uma carta à Embaixadora de Marrocos em Portugal, protestando pela situação e exigindo a libertação dos prisioneiros saharauis.

Esta sessão é aberta a todo o movimento sindical, a organizações da paz e solidariedade, ao público em geral e à Comunicação Social.

25.4.10

Manifesto «O 25 de Abril está Morto». É preciso fazer um novo 25 de Abril!

Quando a injustiça se torna Lei,
a Revolta passa a ser um dever!



Manifesto

O 25 de Abril está Morto!


Está morto porque deixamos os seus sonhos e esperanças por uma sociedade mais LIVRE, MAIS SOLIDÁRIA, MAIS JUSTA E FRATERNA morrerem ao escolher a via do consumo, do imediato e individualismo.

A Liberdade não existe para quem não faz um esforço para se tornar consciente, a liberdade está defunta porque não pagamos o seu verdadeiro preço, porque não nos tornamos vigilantes eternos e a vendemos em troca de entretenimento imediato, a liberdade morreu no momento em que a demos como garantida. Não existe liberdade numa sociedade vigiada só por alguns, apenas existe liberdade numa sociedade vigiada pela própria sociedade.


A Solidariedade é residual porque nos alienamos da realidade local para nos concertarmos nas noticias do distante mundo, não agimos no local e pensamos que podemos valer pelo estrangeiro, uma sociedade em que não conhecemos os vizinhos e os seus problemas, uma sociedade em que competimos com o próximo em vez de construir e interagir com este, não é uma sociedade solidária.

A Fraternidade está morta porque, não agimos, não nos manifestamos, não nos preocupamos com os nossos destinos. Para haver fraternidade tem de existir acção política colectiva, o esforço politico tem de estar na mão de todos e não só de alguns. Não existe fraternidade numa sociedade em que se entregou a política aos partidos, e se vendeu o direito de reivindicar uma sociedade melhor.

A Justiça é cega para os influentes e poderosos e é cruel e ríspida para os desprotegidos. Deixamo-nos viver numa sociedade com dois pesos e duas medidas em que julgamos rapidamente os outros pelo que nos parece e não pelo que é, não nos esforçamos por compreender, mas somos rápidos a julgar. Da justiça nem vale a pena falar, porque já não existe nem no estado nem em nós.

O 25 de Abril está morto, acima de tudo porque perdemos a esperança.

O regime "democrático" em que vivemos tirou-nos aquilo que o Estado Novo nunca conseguiu tirar, a esperança de que um amanhã melhor é possível.

Damos as injustiças como certas e justificamos porque achamos que tudo sempre foi assim e sempre será. Não acreditamos na mudança, nem aceitamos a mudança porque fomos convencidos que a mudança não é possível.

Vivemos numa sociedade apática que esqueceu o passado e não pensa no futuro, apenas se arrasta no presente .

A sociedade é mais desigual que nunca, podemos ter mais consumo, mas vendemos os valores e ideais, somos agora mais pobres de espírito do que nunca antes.

A contra revolução iniciada ao mesmo tempo que o 25 de Abril,está quase consumada e em breve seremos meramente escravos do sistema uma vez mais.

Porque o 25 de Abril não pode ser uma celebração de um dia,

Porque o 25 de Abril tem de ser uma atitude de vida,

Porque o 25 de Abril tem de estar presente em cada um de nós, antes de estar presente em toda a sociedade,

Homenageamos o 25 de Abril enterrando o seu corpo com a dignidade que merece, pois por tudo o que representa merece um funeral digno, e não ficar a feder nas ruas.

Novo 25 de Abril precisa-se, não um 25 de Abril de massas na rua, mas uma revolução interna, uma revolução da consciência e valores, através dos ideais de Abril.


Viva a Liberdade,
Viva a Justiça,
Viva a Solidariedade,
Viva a Fraternidade...



Viva o 25 de Abril!

Não deixe o 25 de Abril morrer....


Que o 25 de Abril se torne uma FENIX, e renasça das cinzas.


GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental

24.4.10

Viva o Poder Popular ( José Afonso)



Não há velório nem morto
Nem círios para queimar
Quando isto der prò torto
Não te ponhas a cavar

Quando isto der prò torto
Lembra-te cá do colega
Não tenhas medo da morte
Que daqui ninguém arreda

Se a CAP é filha do facho
Se o facho é filho da mãe
O MAP é filho do Portas
Do Barreto e mais alguém

Às aranhas anda o rico
Transformado em democrata
Às aranhas anda o pobre
Sem saber quem o maltrata

Às aranhas te vi hoje
Soldado, na casamata
Militares colonialistas
Entram já na tua casa

Vinho velho vinho novo
Tudo a terra pode dar
Dêm as pipas ao povo
Só ele as sabe guardar

Anda cá abaixo, ó Aleixo
Vem partir o fundo ao tacho
Quanto mais lhe vejo o fundo
Mais pluralista o acho

Os barões da vida boa
Vão de manobra em manobra
Visitar as capelinhas
Vender pomada da cobra

A palavra socialismo
Como está hoje mudada
De Colarinhos a Texas
Sempre muito aperaltada

Sempre muito aperaltada
Fazendo o V da vitória
Para enganar o proleta
Hás-de vir comigo a glória

O Willy Brandt é macaco
O Giscard é macacão
O capital parte o coco
Só não ri a emigração

De caciques e de bufos
Mandei fazer um sacrário
Para pôr no travesseiro
Dum cura reaccionário

Não sei quem seja de acordo
Como vamos terminar
Vinho velho vinho novo
Viva o Poder Popular

O Povo Unido Jamais Será Vencido, e Venceremos (duas canções do processo revolucionário de 1974 e 1975 em Portugal)

O povo unido jamais será vencido
( Luís Cília, com Quilapayun que são os autores da canção chilena)



De pé, cantar, que vamos triunfar
Avançam já bandeiras de unidade
Já vão crescendo brados de vitória
E tu verás teu canto e bandeira, florescer
A luz de um rubro amanhecer,
Milhões de braços fazendo a nova história.

De pé, marchar, que o povo vai triunfar
Agora já ninguém nos vencerá
Nada pode quebrar nossa vontade
E num clamor mil vozes de combate nascerão
Dirão, canção de liberdade;
Será melhor a vida que virá.

E agora, o povo ergue-se e luta
Com voz de gigante, gritando avante

O povo unido jamais será vencido

O povo está forjando a unidade
De norte a sul, na mina e no trigal
Somos do campo, da aldeia e da cidade
Lutamos unidos pelo nosso ideal, sulcando
Rios de luz, paz e fraternidade
Aurora rubra serás realidade

De pé, cantar, que o povo vai triunfar
Milhões de punhos impõem a verdade
De aço são, ardente batalhão
E as suas mãos levando a justiça e a razão
Mulher, com fogo e com valor
Estás aqui junto ao trabalhador.

E agora, o povo ergue-se e luta
Com voz de gigante, gritando avante

O povo unido jamais será vencido





VENCEREMOS



Samuel – Venceremos

23.4.10

Apoiem as pessoas que acham que o Professor de Direito Constitucional da FDL, Paulo Otero, devia ler o art. 13º da Constituição




Grupo no Facebook das pessoas que acham que o Professor de Direito Constitucional da Faculdade de Direito de Lisboa, Paulo Otero, devia ler o art. 13º da Constituição que consagra o Princípio da Igualdade - ver AQUI


O grupo no Facebook que contesta o Professor P. Otero tem actualmente 1256 fãs
O grupo de apoio ao Sr. Professor tem apenas 48 fãs

Nota: Hoje à noite, às 20h. no Jornal Nacional (TVI) vai passar uma peça sobre o teste de Direito Constitucional II do Prof. Paulo Otero.

O que o PEC precisa é de um PREC


O que o PEC precisa é de um PREC


Nota para esclarecimento da terminologia:
PREC – Processo Revolucionário em Curso
PEC - Programa de Estabilidade e Crescimento

Greve geral de todo o sector de transportes e comunicações ( dia 27 de Abril). Diz NÃO à imposição de mais sacrifícios a quem trabalha



Em reunião realizada no passado dia 29 de Março os Sindicatos representativos dos Trabalhadores do Sector dos Transportes, decidiram realizar uma Greve de 24 horas de todos os trabalhadores do sector de transportes no próximo dia 27 de Abril.

As razões que estão na origem destas greves convergentes, para o dia 27 de Abril, prendem-se com 3 aspectos que são comuns a todos os trabalhadores abrangidos:

Congelamento salarial nas empresas públicas política que está a ser seguida também pelo patronato no sector privado.

Bloqueamento generalizado da contratação colectiva no sector público e sector privado, onde todos os processos estão a ser encerrados pelas Associações Patronais e Administrações das Empresas, sem existirem negociações sobre as propostas sindicais apresentadas.

Privatizações nos sectores de transportes e comunicações, transformando em negocio privado a prestação de serviços públicos às populações, assim como a retirada ao Estado de importantes instrumentos que visam assegurar o direito à mobilidade dos cidadãos e o próprio
desenvolvimento do País.



A redução do valor real dos salários tem sido um objectivo constante das políticas dos governos nos últimos anos para, assim, criarem todas condições para o aumento dos lucros dos grupos económicos que suportam os governos com políticas de direita.
Este ano o termo utilizado foi outro, embora com o mesmo fim e, em vez de aumentos abaixo da inflação, vieram com o congelamento dos salários. Primeiro disseram que era para a função publica, mas logo estavam a pensar em todos os trabalhadores.
Na prática, este congelamento (ou aumento zero como alguns lhe chamam) significa que, com o aumento de impostos previstos no PEC, cada trabalhador deste sector, sofrerá uma redução real nos seus salários, na ordem dos 50€ mês. No dicionário do Governo, congelar e reduzir têm o mesmo significado.

Em vamos fazer para dizer NÃO à imposição de mais sacrifícios para quem trabalha

Dando expressão ao descontentamento generalizado dos trabalhadores dos sectores de transportes e comunicações, foram hoje declaradas greves num conjunto de empresas de transportes e comunicações para o dia 27 de Abril:

TST - Transportes Sul do Tejo - 24 horas – dias 14 e 27 de Abril
Sector de Transportes Pesados de Passageiros - 24 horas
Rodoviária da Beira Litoral - 24 horas
Rodoviária D’Entre Douro e Minho - 24 horas
Carris - 24 horas
CP - 24 horas
REFER - 24 horas
CP-Carga - 24 horas
EMEF - 24 horas
Fertagus - 24 horas
Metro do Porto - 24 horas
Metro de Mirandela
ViaPorto - 24 horas
Soflusa - 3 horas por turno
Transtejo - 3 horas por turno
Atlantic Ferries - 3 horas por turno
STCP - 24 horas
CTT’s – 24 horas



Esta luta constitui a oportunidade de, TODOS JUNTOS, dizermos NÂO;

ao congelamento dos salários;
ao bloqueamento da negociação colectiva;
às privatizações das empresas do sector.

Os pré-avisos de greve abrangem TODOS OS TRABALHADORES das empresas e todos devem fazer a greve no período que abrange a empresa a que pertencem. Está em causa o presente e futuro daqueles que laboram nas empresas do sector, pelo que a participação na GREVE é um dever de TODOS e é a forma de demonstrarmos o nosso descontentamento e aumentarmos a mobilização para as futuras lutas que, certamente, temos que desenvolver, para a mudança de rumo no País, em que as políticas estejam ao serviço dos trabalhadores e das pessoas em geral e não ao serviço dos interesses dos lucros dos grandes grupos económicos, que apenas acentuam as desigualdades sociais e vão acabando com direitos essenciais de quem trabalha.


Nenhum trabalhador é obrigado, antecipadamente, a declarar que vai ou não aderir à greve e todos podem aderir. Se algum trabalhador for abordado pela empresa, (verbal ou por escrito) a dizer que tem de vir trabalhar, só tem que responder que esse é um assunto que deve ser discutido com quem está a organizar a greve (O Sindicato) e é a ele que a empresa se deve dirigir.
A greve suspende o contrato de trabalho e, durante a mesma, o trabalhador não é obrigado a receber ordens da empresa. No dia da greve não devem atender telefonemas das empresas, pelo que o melhor, nesse dia, é desligarem os respectivos telefones.
Os trabalhadores em serviço nos comboios, após a greve devem apresentar-se na respectiva sede.

Durante a greve, não é permitida a substituição de trabalhadores em greve.

OS TRABALHADORES TÊM O DIREITO E O DEVER DE DEFENDEREM A SUA LUTA, ATRAVÉS DA PARTICIPAÇÃO EM PIQUETES DE GREVE.

O Sindicato vai organizar esses piquetes em diversos locais.

Participa nos piquetes defende a tua greve. Contacta o Sindicato, para saberes em que local deves estar.



Dia mundial do livro e da cultura livre (23 de Abril de 2010)



ÁRVORES E OS LIVROS

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.


E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.


As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».


É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.

Jorge Sousa Braga, Herbário, Lisboa, Assírio & Alvim, 1999

22.4.10

Sociologia e Anarquismo, análise de uma cultura política de resistência - livro de Raúl Ruano Bellido

Nos anos 30 do século XX, os anarquistas espanhóis edificaram toda uma cultura de resistência cultural face ao sistema vigente.

Para conhecer essa cultura é indispensável conversar com os velhos militantes libertários, os principais protagonistas dos factos daqueles tempos que foram determinantes na história de muitos europeus e até para toda a humanidade.

A partir das autobiografias escritas por operários anarquistas e de uma série de entrevistas em profundidade realizadas a velhos e velhas anarquistas, foi possível elaborar pequenas histórias de vida que ajudam a conhecer por dentro o mundo anarquista. Ao intento não é estranho o facto de naquela época o ser anarquista era vonsiderado uminequívoco sina de identidade.

Daí as interrogações: como se foi forjando essa identidade? O que levou a tantos trabalhadores a identificarem-se com o anarquismo? Quais foram os princípios e os valores que moviam os anarquistas? Que tipo d elutas e de sonhos desencadearam? Estas são apenas algumas questões que o livro pretende dar resposta.

Com a recuperação desta memóiria de resistência pretende-se também ajudar a prensar o presente, uma vez que, paradoxalmente, para se compreender o que hoje se passa torna-se necessário ouvir as vozes silenciadas, as vozes profundas dos velhos anarquistas esquecidos por uma sociedade que caminha sem rumo. A memória assim resgatada permite saber com maior acutilância de onde vimos e consequentemente decidir com maior liberdade para onde queremos e podemos ir.

Sociología y Anarquismo" de Rául Ruano
Edição de Fundación Anselmo Lorenzo

Arraial contra a guerra no Largo do Carmo ( desde o dia 23 até ao dia 25 de Abril)


Todos ao Largo do Carmo Sexta e Sábado, 23 e 24 de Abril!



PROGRAMA

Sexta -feira - 23 de Abril
14.00h. - 18.00h
Actividades com alunos do 1.º e 2.º ciclos, :
Teatro com a peça "A Bicicleta da República"
Pintura colectiva de um mural alusivo ao 25 de Abril e à paz
Jogo da Glória gigante, sobre o 25 de Abril, que será colocado e jogado no chão do Largo
Animação musical com a Banda "Os homens da luta"
Oficina sobre ambiente com o apoio da Associação Projecto 270
Pequena exposição de cartazes sobre o 25 de Abril

20.00h - 01.00h
20.00h - "Venham mais cinco"(Movimento Alternativo Rock)
20.30h - Hip hop com Royal Familia, Lord,
- Strike, Kas, Money (Moinho da Juventude)
21.00h - Inácio Canto e Castro , música e poesia de Abril
21.20h - "O canto da memória"
21.45h - Balé Brasil "Liberdade"(Assim Ser)
22.00h - Gordilho (Tertúlia Liberdade)
22.20h - Eugénia Bettencourt e Mingo Rangel,música e poesia (MPPM)
22.40h - Banda "Couple Coffee"
23.40h - Coro da "Casa da Achada"
01.00h- Encerramento

Sábado, 24 de Abril
19.00h - Poesia com Elsa de Noronha, Policarpo Nóbrega e Pétalas ao vento(Girassol Solidário)
19.25h - Grupo de Maracatu, (Casa do Brasil)
19.50h- Grupos de dança Wonderful Kova M e BempassaKunós (Moinho da juventude)
20.15h- Teatro "o bando"-Textos de Manuel António Pina
20.35h- Pedro Branco
20.55h -RefugiActo apresenta "Abrigo"
21.15h- Grupo de dança contemporânea Gestos: "as portas que Abril abriu"
21.45h- Rui Sequeira e Banda
22.15h- Música africana com Kalú Moreira, Sotavento 4 e Aires Silva
23.15h- O grupo galego Colectivo Xental e Ana Ribeiro
00.00h-Parabéns ao 25 de Abril!
0.45 - Bandas de rap ( Afroluso, Hezbollah, LBC)




Festa do 25 de Abril na Associação de Moradores de Massarelos, no Porto (dia 24/4 às 22h.)


25 de Abril na Associação de Moradores de Massarelos

Sábado, 24 de Abril de 2010 às 22:00


Local:
Associação de Moradores de Massarelos
Rua D. PedroV, nº2 (junto ao Museu do Carro Eléctrico)


A entrada é gratuita.

Vem e traz outro amigo também.

Toca Verde - um novo espaço alternativo no Porto para a jardinagen libertária, a ecologia e a intervenção urbana (street art, urban art,...)


potencial espaço/objectos degradados
street art / urban art / intervenção urbana
Acção!
Faz tu mesmo
2D + 3D
cinema não convencional
narrativa non sense
music / noise / sound
tipografia
YOUTH ATTACK
disfuncionalidade cerebral



A TOCA é um projecto interventivo e multidisciplinar que se foca essencialmente na temática do espaço. Reflecte sobre a potencialidade do lugar enquanto obra especifica. É um projecto que propõe uma alternativa de reestruturação do palco criativo, pela tentativa de conciliar meios e pessoas conscientes da importância do espaço morto e vedado ao cidadão comum. Assim, pretendemos criar uma rede alternativa de espaços ocupados e reutilizados, independentemente da natureza, dimensão ou utilidade dos mesmos.

Todas as areas interventivas são exploradas pela TOCA, pois esta não pretende afirmar-se artisticamente de forma isolada mas antes ser a receita de um conjunto de parcerias e relações com os demais projectos artisticos/culturais da cidade. O processo activo na recuperação dum espaço é para nós obra em si mesmo, sendo que a degradação é um fenomeno de mutação fisica único, no qual a contaminação organica e residual modifica a matéria, sendo este momento criativo que fundamenta a nossa actividade.

Mais do que suscitar o debate público, a TOCA incita á acção, invocando-a como válida por si, pois será sempre com o intuito de mobilizar o espaço público/privado que a criação ganha sentido, consideramos o acto interventivo indissociavel do acto reflectivo, isto é, que fazer é necessariamente pensar.

O projecto, embora nómada, pretende ter um ponto forte de apoio e é neste sentido que pretendemos continuar a trabalhar na Casa numero 61 da rua das Oliveiras, espaço com 3 séculos de existência, palco da intervenção diaria dos últimos 7 meses. Com este espaço pretendemos criar uma ancora para todo o projecto, um centro activo das artes, que possibilite á cidade do Porto um ponto de encontro entre projectos e vanguardas.

Nas ultimas semanas o nosso trabalho focou-se essencialmente na luta pela restruturação do jardim/horta. Contamos com 2000 metros quadrados de área verde, nos quais foi feito um enorme trabalho. Da década de abandono ao qual este espaço esteve sujeito, não era possível sequer a passagem de um ponto para o outro, as árvores, invisíveis por arbustos e silvas, alimentavam-se sobretudo de ácidos fortes, provenientes de uma fábrica de Candeeiros que neste terreno fez os seus despejos durante quase 20 anos.

Este espaço foi lavrado, tratado e plantado, encontra-se agora amplo e existem duas áreas destintas em desenvolvimento, uma horta e um jardim. Foram plantadas novas árvores e demos inicio á combustagem de residuos órganicos. Criamos uma semana de intervenção aberta que apesar de tudo foi bastante impossibilitada pela chuva. É por isso que vos propomos agora uma nova data em que para além do trabalho no campo, exista também uma jam a durar todo o dia onde se procurem utilizar instrumentos feitos ao longo do dia com os lixos ainda existentes no espaço. Apesar do nosso esforço, ainda são feitos despejos neste espaço e é com o intuito de provar a sua utilidade que vos convidamos a todos a aparecer, apoiar e utilizar.

Tragam-nos ideias, sementes e ajudem a divulgar porque trabalho de campo não é pêra doce.

Práticas de Resistência (medicina de prevenção e emergência para situações comuns e de rua): acção de formação na Casa Viva (24/4 às 15h.)


Práticas de Resistência
medicina de prevenção e emergência para situações comuns e de rua
sábado, 24 abril às 15h00
entrada livre

Local: CasaViva
Praça Marquês de Pombal, 167Porto
(é preciso bater à porta)

Partilha de conhecimentos e protocolos específicos para situações de emergência médica na rua vindos da prática de "Street medics", entre eles: prevenção e tratamentos de problemas de saúde comuns tais como, asma, ataques de pânico, queimaduras, mordeduras, cortes...e feridas emocionais.


"Street medics" ou médicas/os de acção são voluntárias/os, com diversos graus de treino/educação médica que participam em protestos e manifestações para providenciarem cuidados de saúde, tais como primeiros socorros.


A origem das/os "street medics" (médicas/os de rua) remonta aos estados unidos, anos 60, e aos movimentos pelos direitos civis de afro-americanos e anti guerra.

Quem partilha esta informação? Uma pessoa, " médica de rua ", promotora de saúde e estudante de medicina tradicional chinesa, cuja formação/treino começou em 2002, com vários seminários, partilhas, organização de uma clínica auto-gerida e formação em trauma emocional (1º nível).


Sobre os Street Medics, consultar:
http://en.wikipedia.org/wiki/Street_medic


Schneider, Edward L. & the Metropolitan Washington Chapter of the Medical Committee for Human Rights (1971-07). "


The Organization and Delivery of Medical Care During the Mass Anti-War Demonstration at the Ellipse in Washington, D.C. on May 9, 1970
." American Journal of Public Health 61(7):1434-1442


Hayman CR & Berkeley MJ (1971-10). "Health care for war demonstrators in Washington, April-May, 1971. A comparison with the riot and "Resurrection City" of 1968." The Medical Annals of the District of Colombia 40(10):633-7


Bivens, Matt. "
The Street Medics", The Nation
Price, Erin (2009-09-23). "Protestors demonstrate first-aid skills." Point Park News Service


O que são os médicos de rua?

Street medics, or action medics, are volunteers with varying degrees of medical training who attend protests and demonstrations to provide medical care such as first aid. Unlike regular emergency medical technicians, who work for state-sponsored institutions, street medics operate as civilians, and are not protected from arrest.

Street medics originated in the U.S. during the African-American Civil Rights Movement and anti-war movement in the 1960s. They conceived of medicine as self-defense, and provided medical support to the American Indian Movement (AIM), Vietnam Veterans Against the War (VVAW), Young Lords Party, Black Panther Party, and other revolutionary formations of the 1960s and 1970s. Street medics were also involved in free clinics developed by the groups they supported.



Uma organizaçãoPAGAN - Plataforma Anti-Guerra Anti-Nato

21.4.10

O que aconteceu a Portugal, do PREC ao PEC? - filme e debate no Centro de Convergência na aldeia das amoreiras, em Odemira ( dia 25 de Abril, às 16h.)

Torre Bela, velha propriedade do Duque de Lafões, uma herdade do Ribatejo com dois mil hectares, a maior herdade murada de Portugal, é ocupada por trabalhadores agrícolas sem trabalho nem terra, que, num dos momentos quentes do PREC, decidem organizar-se em cooperativa. O filme “Torre Bela”, do realizador Thomas Harlan, acompanha o processo de ocupação e constituição da cooperativa.

Após o filme, os presentes que atravessaram o PREC no meio rural serão convidados a relatar as suas experiências. Um espaço de diálogo entre gerações, com vista à reflexão sobre esse período intenso e importante da história do país.

No Centro de Convergência / GAIA Alentejo
Aldeia das Amoreiras, Odemira
Domingo, 25 de Abril, 16h00-19h00


Nota:
PREC – Processo Revolucionário em Curso
PEC - Programa de Estabilidade e Crescimento

Festa Mayday no miradouro de S. Pedro de Alcântara, no Bairro Alto ( dia 24 de Abril entre as 16h. e as 20h.)


Depois de termos invadido o Colombo em protesto contra a precariedade, juntado tantas caras diferentes para pensar como nos organizamos (aqui) e bloqueado dezenas de call centers com centenas de apelos à participação (aqui), continuamos o caminho de convocação à parada MayDay no 1º de Maio.

No próximo dia 24 de Abril, Sábado, das 16-20h no Miradouro São Pedro de Alcântara (Bairro Alto), o MaydayLisboa organiza uma Festa/Concentração para fazer ouvir as vozes da precariedade!

Concertos, dança, música, jogos populares, performances, bancas, workshops, testemunhos de precariedade e de luta... e claro muita animação!

E já que estamos numa de festa, aparece também no Arraial do 25 de Abril no Largo do Carmo, nas noites de 23 e 24 de Abril pois o Mayday vai lá estar presente com uma banca. Temos pins, jornais e muita informação para trocar!

Vem fazer parte desta luta! Querem-nos calados mas não nos rendemos!

Vamos dar a volta à precariedade!

http://maydaylisboa.net/


Entretanto, hoje à noite realiza-se a
9ª Assembleia do MayDay

4ªf, 21 de Abril, 21h,
Local: Solim ( Rua da Madalena, nº8 2ºandar)

Hoje em Coimbra debate-se a precariedade, por iniciativa do MayDay ( 21 de Abril, às 21h30)


Serão projectados filmes sobre as acções e as manifestações de vários Mayday's nos anos anteriores e ensaiar-se-á uma reflexão sobre o caminho a seguir este ano.

Vamos pensar e organizar a luta contra as vidas que nos querem impor com a recriação de mais um grito que se vai fazer ouvir em 2010.


Mayday, Mayday!!

http://maydaycoimbra.blogspot.com/

Programa para o 25 de Abril de 2010 no Porto - O faz falta é defender e cumprir Abril


Festa popular a lembrar o cantor Zeca Afonso na celebração do 25 de Abril

A celebração do 25 de Abril no Porto estará associada, este ano, ao 80.º aniversário do nascimento do cantor Zeca Afonso. O poeta e música será lembrado na noite da festa popular, que antecede o dia do feriado nacional, pela voz de vários artistas.

A Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril reserva, ainda, uma surpresa para jovens com menos de 30 anos.

Pela primeira vez, como especifica João Torres, membro da referida comissão, realizar-se-á uma visita guiada às instalação da antiga PIDE na Rua do Heroísmo, no Porto. Esta viagem ao passado será conduzida pela dirigente sindical Maria José Ribeiro, que chegou a estar presa naquele local antes do 25 de Abril de 1974, e tem destinatários especiais.

"Esta visita é só para jovens até aos 30 anos. Foi pensado que as pessoas mais velhas, que viveram a Revolução dos Cravos, já têm um conhecimento do que foi a actuação da polícia política. Queremos ter uma atitude pedagógica em relação aos mais jovens que não experimentaram situações de falta de liberdade", sublinha João Torres. Os interessados poderão inscrever-se na Casa Sindical. A visita terá lugar às 15 horas de sábado e é limitada a 25 pessoas.

A noite será de festa popular na Avenida dos Aliados. A partir das 21.30 horas, haverá música e poesia com evocação de Zeca Afonso. O Coral de Letras, o Canto Décimo, José Luís Guimarães e Gabriela Marques serão alguns dos artistas presentes. A celebração fecha com fogo-de-artifício.

No dia seguinte, o Largo de Soares dos Reis será, às 14 horas, cenário da homenagem aos resistentes anti-fascistas. Daí partirá o desfile até à Avenida dos Aliados onde será feita uma intervenção pela Associação 25 de Abril. Também haverá música.

Fonte: http://vejambem.blogspot.com/

Preservativos ao Papa. Reuniões de preparação da acção de sensibilização para a luta contra a sida no Porto (dia 28/4) e Lisboa (30/4)

Em 2008, foi declarado que 35 milhões de pessoas eram seropositivas. Por ano, a SIDA mata 2.5 milhões de pessoas, das quais 350 mil são crianças. Mais de 3/4 dessas mortes ocorrem anualmente no continente africano.

Estudos científicos demonstram que a única forma de combater esta pandemia global é através da prevenção. O preservativo, em 2010, surge como a única pequena arma contra uma doença que continua a ameaçar a população humana.

Em 17 de Março de 2009, o Papa Bento XVI na sua primeira visita ao continente africano afirmou que a "SIDA é uma tragédia a nível mundial e que a Igreja Católica está a fazer de tudo para acompanhar e travar o desenvolvimento da pandemia mas que o USO DE PRESERVATIVOS NÃO ERA PARTE DA SOLUÇÃO PARA PREVENIR A SIDA, dado que os mesmos agravam a situação e contribuem para espalhar a doença e contaminar cada vez mais pessoas."

Perante tão grande desfasamento demonstrado pelo Papa com a realidade e perante tão graves consequências que tais declarações podem trazer na luta contra a SIDA, inúmeras acções de protesto simbólicas surgiram um pouco por todo mundo.

O Papa irá encontrar-se em Portugal no próximo mês de Maio:

11 de Maio - Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa
13 de Maio - Santuário de Fátima, Fátima
14 de Maio - Avenida dos Aliados, Porto


Em nome da luta contra a SIDA, em nome dos milhões que morrem anualmente por causa desta doença, em nome das 350 mil crianças, em nome de todos nós, vimos por este meio pedir que TODOS que se solidarizam com esta causa se juntem a nós.

Propomos que nesses dias em que o Papa vai estar em Portugal, conseguir o maior número possível de pessoas nos locais onde o Papa vai realizar as missas e distribuir preservativos e/ou folhetos informativos relativos à prevenção da SIDA pelo maior número de pessoas presentes nesses locais.

Não pretendemos desrespeitar o Papa nem as crenças religiosas de ninguém. Pretendemos sim de uma forma simbólica alertar para um tão grande problema que existe e que a Igreja Católica teima em ignorar.

Sabemos que não podemos mudar o Mundo, mas como alguém um dia o disse "não custa nada tentar". Sabemos que todos juntos poderemos fazer algo mais do que simplesmente nada fazer. Juntem-se a nós em nome desta causa!


Espalhem a notícia.

Não fiquem indiferentes! Juntos poderemos fazer algo!

Reitero que pretendemos fazer algo positivo, criando uma acção de sensibilização e consciência social. Afrontas, desafios e manifestações não fazem parte do nosso objectivo e propósito.



Reunião/Encontro no Porto e em Lisboa, dia 28 e 30 de Abril!

A Acção de Sensibilização “Preservativos “ao” Papa em Portugal” vai realizar duas “reuniões” em Lisboa e no Porto. O objectivo de tais encontros é juntar não só representantes das várias Associações e ONGs mas também reunir o maior número possível de voluntários/pessoas interessadas em participar nesta iniciativa. Será uma óptima forma de nos conhecermos todos melhor e permitir a apresentação de todo o funcionamento da iniciativa e explicar como decorrerá a mesma durante os dias de Maio. Obviamente em tom completamente informal, acho que será um momento interessante e mesmo divertido e nós, enquanto organização, esperamos ver-vos todos lá.



Porto - 28 de Abril às 18h no Pridebar, sito na Rua do Bonjardim, nº1121.
Lisboa - 30 de Abril às 18h na CrewHassan, sita na Rua das Portas de Santo Antão, nº159, 1º.


http://preservativospapa.blogspot.com/

19.4.10

Joaquim Magalhães de Castro, escritor e viajante que melhor conhece o Oriente luso, vai estar hoje na TSF (às 15h no programa Mais cedo ou Mais Tarde)

… e amanhã , 3ª feira ( 20 de Abril), às 15h., estará em Matosinhos nos encontros de Literatura em Viagem para participar na mesa-redonda sob o tema « A alegria do homem está em viajar», aproveitando a ocasião para às 16h. falar da sua obra «Mar das Especiarias», editada no ano passado pela Presença, e apresentar o seu novo livro, «Viajem ao Tecto do Mundo», onde narra as suas deambulações clandestinas pelo Tibete, no tempo em que o território estava fechado ao exterior por imposição das autoridades chinesas.



Mais cedo ou mais tarde (programa de rádio de João Paulo Menezes na estação TSF) : porque há outras ideias e outras pessoas que podiam ser notícia. E são.

Horário do Programa - de segunda a sexta, das 15h às 16h na TSF ( aqui )


Hoje, 19 de Abril de 2010, o programa Mais cedo ou mais tarde na TSF, entre as 15 e as 16h., entrevista Joaquim Magalhães de Castro, escritor e viajante que melhor conhece o Oriente luso .

Mar das Especiarias» é o título do livro editado no ano passado por Joaquim Magalhães de Castro, aquele que será o português que melhor conhece os locais do Oriente por onde se fez a história de Portugal.

Este livro é, no fundo, a viagem de um português pela Indonésia, mas Joaquim Magalhães de Castro tem outras obras: Os Bayingyis do Vale do Mu - Luso Descendentes na Birmânia (2001) e A Maravilha do Outro - No Rasto de Fernão Mendes Pinto (2004), Também é autor dos documentários televisivos A Outra Face da Birmânia (2001) e Dund - Viagem à Mongólia (2004).

Prestes a sair, também editado pela Presença, é o seu novo livro «Viagem ao Tecto do Mundo - O Tibete Desconhecido», a ser lançado na Feira do Livro de Lisboa no próximo mês de Maio, onde relata as suas viagens no Tibete.


Natural das Caldas de São Jorge, freguesia do concelho de Santa Maria da Feira, Joaquim Magalhães de Castro é jornalista freelancer, fotógrafo e investigador da História da Expansão Portuguesa. Colabora com a imprensa de Macau, onde também vive, e em Portugal.

Fonte: http://tsf.sapo.pt/blogs/maiscedo/default.aspx

18.4.10

O património rural é o tema deste ano do dia Internacional dos Monumentos e Sítios que é assinalado hoje (18 de Abril)

Hoje, dia 18 de Abril, comemora-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, tendo o ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios - ver: http://icomos.fa.utl.pt/ ; http://www.icomos.org/) designado como tema a celebrar, no presente ano, o Património associado à actividade agrícola e ao mundo rural em geral.


O ICOMOS-Portugal em associação com o IGESPAR colabora na organização de mais de 400 iniciativas por todo o país, consulte o
Programa Geral (aqui em PDF).


A abertura oficial do dia ocorrerá em Peso da Régua, no Museu do Douro, com o Encontro PATRIMÓNIO RURAL:TERRITÓRIO E PAISAGEM COMO RECURSO CULTURAL, seguido de uma Visita guiada a Ucanha e Persegueda.


O encerramento ocorrerá em Monsaraz no:: ENCONTRO ARTE E PATRIMÓNIO: RURALIDADES, CIÊNCIA E ARTE NAS TERRAS DE MONSARAZ, onde vamos recriar o ciclo da lã, com instalações e performances, almoço livre no patio do Monte do Barrocal, seguido de uma sessão de conversas e estórias escolhidas, no antigo lagar de azeite SEM-FIM, sobre o património rural, uma conversa entre Catedráticos, Prémios Pessoa, ganaderos, apanhadores de espargos, túberas e cilarcas, ouvindo os que ainda constroem diariamente o nosso património rural e os outros, aqueles que o estudam e investigam.


Seguem-se passeios a pé ao fim da tarde, em percursos do imaginário, caminhos propostos pela ADIM e baseados nas lendas e estórias locais, passeando entre menires e no romanzal, na rocha da noiva ou em Santa Catarina, apanhando laranjas nos Reboredos.
Tudo ali à volta só para fazer fome para o jantar, livre e com marcação prévia, no Lagar de Azeite/Restaurante SEM FIM, no Telheiro, ouvindo o Grupo Coral de Monsaraz, homens vestidos de fato domingueiro, bem dispostos que gostam de conversa e cante à volta de um ou vários copos de vinho, pão e queijo; apreciando as obras do escultor Gil Kaaliswart feitas a partir de peças ligadas ao património rural.

Organização: ICOMOS-Portugal, em conjunto com a Direcção Regional da Cultura do Alentejo, o Festival Escrita na Paisagem, e a ADIM. Apoios: Monte do Barrocal, Restaurante SEM-FIM, Município de Reguengos de Monsaraz, Município de Viana do Alentejo, Jornal Palavra, Rádio RC Alentejo (obtenha aqui o PROGRAMA EM PDF).


Consultar ainda:


São trabalhadores precários que fazem o trabalho sujo e mais perigoso nas centrais nucleares

As centrais atómicas francesas recorrem a trabalhadores precários, frequentemente sem residência fixa, empregados nas tarefas mais arriscadas e mais expostas às radiações: "Chamam-lhes 'jumpers', os que mergulham para dentro do reactor. Ou nómadas do nuclear", lê-se no Alias, o suplemento semanal do diário italiano Il Manifesto.

Empregados por subcontratantes da EDF, GDF-Suez ou Areva, as empresas que gerem as centrais, "incorporam 80% das doses colectivas anuais de radiações ionizantes produzidas pelo parque nuclear francês".

A revista explica que a doutrina do “risco zero” em matéria de protecção das radiações foi progressivamente abandonada, trocada pela muito mais leve ALARA (As Low As Reasonably Acceptable, o mais baixo razoavelmente aceitável).

Vários destes "nómadas nucleares" apresentaram queixa contra os seus empregadores devido às consequências da sua exposição às radiações; mas não tiveram seguimento, porque a prescrição para os acidentes do trabalho no domínio nuclear é de dez anos, "o tempo de incubar a doença e de ocultar as causas que a provocaram", sublinha o Alias.

http://www.ilmanifesto.it/

http://www.globalproject.info/it/community/Le-scorie-umane-del-nucleare-alla-francese/4353

http://www.iotaproduction.com/content/view/105/54/lang,fr/

Documentário “RAS – Nucléaire. Rien à signaler, sur les travailleurs précaires du nucléaire” (RAS – Energia nuclear. Nada a assinalar sobre os trabalhadores precários da energia nuclear)

















O lixo nuclear tornou-se segredo de Estado na Eslováquia !!!


“O lixo e os detritos nucleares tornaram-se um segredo”, titula o SME ( jornal eslovaco), depois do Parlamento eslovaco ter votado, a 9 de Março, uma nova lei que classifica como “confidenciais” as informações sobre energia nuclear.

“As pessoas não terão a possibilidade de saber se um centro de armazenamento de detritos ou uma central estão em conformidade com as regras de segurança”, escreve o diário de Bratislava, manifestando a sua preocupação.


O SME ouviu os deputados da oposição, para quem uma tal dissimulação “contraria a Constituição e a legislação europeia”.


Os deputados da coligação governamental não deram nenhuma explicação àquilo que um politólogo qualifica como “violação dos direitos ambientais dos cidadãos”.

Todavia, afirma o jornal, brevemente deverá ter lugar o debate sobre a construção das terceira e quarta fases da central de Mochovce.

Outra hipótese que explica esta lei: o centro europeu de armazenamento de detritos nucleares, actualmente em fase de projecto, poderá vir a ser instalado na Eslováquia.


Fonte: aqui

O grande bluff nuclear (a propósito da construção em Olkiluoto, Finlândia, da 1ª central nuclear na Europa depois da catástrofe de Tchernobil)


O reactor nuclear EPR em construção na central de Olkiluoto, na Finlândia


Atrasos, custos inflacionados, erros de construção: o novo reactor de Olkiluoto, na Finlândia, devia ser o florão da indústria nuclear europeia, mas concentra defeitos e põe em causa o futuro do ramo.

Um dos centros mais decisivos para os desafios energéticos do futuro é a terceira central nuclear de Olkiluoto, de 3 mil milhões de euros, a primeira construída no continente desde o terrível acidente de Chernobil, em Abril de 1986.
Para a empresa francesa Areva, líder mundial em energia nuclear civil, não se trata apenas de um grande projecto, mas do símbolo de uma nova aurora. Dotada de um reactor EPR [European Pressurised Reactor] – “de terceira geração” –, a instalação finlandesa pretende servir de cartão de visita a exibir pelo “lobby” do átomo, que está a viver um ressurgimento em estado de graça, tão enérgico como inesperado.

No entanto, nada corre bem no gigantesco estaleiro! Os atrasos multiplicam-se, ao ponto de a activação, inicialmente prevista para 2009, ter sido protelada para 2011.
Segundo as mais recentes notícias, estará mais para 2013. O pior é que foram denunciados inúmeros defeitos por ONG internacionais, a começar pelo Greenpeace, que fez de Olkiluoto o seu principal cavalo de batalha contra os perigos insensatos que o ressurgimento da energia nuclear fará correr à humanidade.
Desde o início dos trabalhos, há quatro anos, o Greenpeace recenseou mais de mil “incidentes” de construção ou brechas de segurança nos procedimentos do estaleiro. Litania que, contra todas as expectativas, não desanimou a população: mais de 55% continua favorável ao átomo. Um paradoxo, dado que, em 1986, os finlandeses foram dos primeiros europeus a encarar a possibilidade de ver passar por cima deles a nuvem radioactiva de Chernobil.

200 reactores em 20 anos

Em pânico com a morte anunciada dos hidrocarbonetos, apanhados pela crise climática e pelos compromissos em reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, os governos anunciam, uns após outros, a reactivação do segmento energético nuclear. Clinicamente liquidado depois de Chernobil, ressurge agora por toda a parte. Excepto em França, onde nunca desapareceu e sempre correu tudo bem. É ver: a Grã-Bretanha pretende pelo menos duas dúzias de novos reactores; a Alemanha, que tinha adoptado um plano de retirada definitiva da energia nuclear no momento decisivo da entrada no ano 2000, por impulso da equipa rosa-verde do chanceler Schröder, está a fazer marcha atrás e vai comprometer-se muito em breve “na retirada da retirada do nuclear”; a Suíça quer três reactores, além de que o Governo federal de Berna acaba de receber pedidos nesse sentido por parte das principais empresas da Confederação.

Mesmo em Itália, país profundamente nucléofobo, Silvio Berlusconi acaba de decidir uma mudança de orientação radical, com a ajuda de Paris, que fornecerá o seu "knowhow" atómico. E para não falar dos Estados Unidos, da Rússia, da Índia e da China… No total, entre as centrais em construção, com obra programada e em proposta, são mais de duzentos os reactores que podem brotar nas próximas duas décadas! Até a Ucrânia, orgulhosa pátria de Chernobil, lançou planos para 22 novas “fracções” (reactores).

Um balanço que causa arrepios

Desde que a redução imperativa de emissões de gases com efeito de estufa se impôs como uma evidência, a energia nuclear dispõe, primeira vez desde há muito, de uma vantagem no pugilato ideológico quanto ao seu futuro: não emite praticamente CO2.
“A energia nuclear não contribui para reduzir as emissões de CO2", afirma Lauri Myllyvirta, um jovem que se tornou notado ao prender-se com cinco colegas do Greenpeace, durante cinco dias, no alto de uma grande grua vermelha no estaleiro de Olkiluoto. "Mas vejam-se, antes, a duração das instalações e a quantidade energética necessária para a sua laboração. Tenham-se em conta a catástrofe ecológica que representam as minas de urânio. Avaliem-se as centenas de milhares de quilómetros percorridos por veículos pesados, para fazer circular as barras de combustível nuclear do seu lugar de fabrico até às centrais, e das centrais até aos centros de reprocessamento. E depois, destes até aos locais de armazenamento temporário dos resíduos. Acrescentem-se aos comboios de camiões as escoltas de veículos militares ou de polícia, porque não se transporta urânio como se fosse carvão…"

Petteri Tiippana, vice-director da Stuk, a autoridade finlandesa em matéria de vigilância da energia nuclear, elabora um balanço arrepiante. “O problema da Areva, que é afinal o dos finlandeses, é que a competência se perdeu completamente pelo caminho, desde a construção da última central nuclear na Europa, há mais de vinte anos. Para além disso, o EPR é um reactor de tipo novo: equivale a dizer que a Finlândia ofereceu o seu território para servir de campo de ensaio. Fico com a sensação de que a Areva vai aprendendo o seu trabalho à medida que o realiza. Foram demasiado optimistas, fizeram promessas que não podiam cumprir, têm andado demasiado depressa, porque queriam produzir um modelo planetário de encher o olho.”

Nuclear, uma fonte que compromete durante longos anos...

A duração do OL-3 será de sessenta anos, segundo previsões da TVO, a companhia de electricidade finlandesa, proprietária de Olkiluoto e que encomendou o EPR. Se o reactor começar a trabalhar em 2013, será desligado por volta de 2073. Salvo improváveis milagres, Lauri Myllyvirta e Petteri Tiippana, bem como o autor destas linhas, terão morrido há muito, quando ocorrer a desmontagem definitiva da instalação, prevista para 2120. De todas as fontes de energia existentes, a energia nuclear é a única que compromete por tanto tempo o destino de gerações ainda não nascidas, porque continua a não existir solução para o armazenamento definitivo dos resíduos gerados.

Este artigo foi retirado do livro L’après pétrole a commencé [O pós-petróleo começou], de Serge Enderlin.

Fontes:
http://www.radicali.it/

Relatório do Greenpeace sobre a asegurança da central de Olkiluoto (PDF)
www.greenpeace.org/international/press/reports/the-hirsch-report

Texto retirado de
www.presseurop.eu/pt/content/article/230681-o-grande-bluff-atomico

17.4.10

Literatura em Viagem ( encontros de escritores e livros à volta das viagens, em Matosinhos, entre 17 a 20 de Abril)



Em cada ano realiza-se por esta altura em Matosinhos o encontro Literatura em Viagem. Desta vez estarão presentes autores como Robert Fisk, Lázaro Covadlo, Tim Butcher e Valter Hugo Mãe, e mais de 30 participantes, a maior parte deles escritores.

De hoje até à próxima terça-feira, a Biblioteca Municipal Florbela Espanca, em matosinhos, é o palco onde se desenrolarão variadas actividade, de entre as quais se destacam as mesas-redondas subordinadas a temas que servirão de pretexto para interessantes conversas com os escritores convidados. Temas como "Viajar prolonga a vida", "Palavra a palavra viajamos", "Toda a realidade é um desejo de viagem" ou "Percebo-me viajando" são alguns títulos desses encontros .


17-04-2010 a 20-04-2010
Locais: Salão Nobre dos Paços do Concelho, Galeria Municipal, Cine Teatro Constantino Nery, Biblioteca Municipal Florbela Espanca, Biblioteca Anexa de São Mamede de Infesta



PROGRAMA

17 Abril

15h00 - Salão Nobre dos Paços do Concelho
Conferência de abertura por José Medeiros Ferreira
Lançamento da revista “Itinerâncias” número 3


16h00 - Galeria Municipal
Inauguração da exposição de fotografia “A última fronteira” de Gonçalo Rosa da Silva


16h30 – Galeria Municipal
1º Mesa “Literatura e Guerra”
Robert Fisk (Inglaterra); Mimmo Cándito (Itália);
Carlos Vale Ferraz; Hubert Haddad (Tunísia);
Cândida Pinto; Mod.: José Mário Silva
Lançamento de livros (Porto Editora)
“Tartan - as Velas da Liberdade”,
de Nuno Silveira Ramos e Pedro Silveira Ramos
“Os Dias da Febre”, de João Pedro Marques
18h30 – Galeria Municipal
2ª Mesa “As Viagens são os Viajantes”
Giuliano da Empoli (Itália); Nuno Silveira Ramos;
João Pedro Marques; Lourenço Mutarelli
(Brasil); Mod.: João Rodrigues


21h30 – Cine-Teatro Constantino Nery
“Relativamente”, encenação, interpretação de João Lagarto, com os actores António Pedro Cerdeira, Isabel Montellano e Patrícia Tavares.


18 Abril

15h00 – Galeria Municipal
Lançamento de livros (Sextante)
“Bute daí”, de Filomena Marona Beja
“Acerca de Roderer”, de Guillermo Martinez

3ª Mesa “Percebo-me viajando”
Alexandre Alves Costa; Júlio Moreira;
Patrícia Portela; Guillermo Martinez (Argentina)
Mod.: Manuel Valente

17h30 – Galeria Municipal
Lançamento de livros (Quetzal)
“Deus, o Diabo e a Aventura”,
de Javier Reverte
“Como um Verão que não voltará”,
de Mohammed Berrada
“A arte de produzir efeito sem causa”,
de Lourenço Mutarelli

4ª Mesa “O Sonho de África”
Tim Butcher (Inglaterra); Mohammed Berrada (Marrocos); Javier Reverte (Espanha);
Carlos Almeida; Jacinto Rego de Almeida;
Mod.: Carlos Vaz Marques

19 Abril ‘10

9h30 - Biblioteca Municipal Florbela Espanca
Sentidos do Lugar - Workshop Fotografia de Viagens com Sérgio Jacques

10h00 - Biblioteca Municipal Florbela Espanca (Espaço Infantil)
Lançamento de livros
“Ainda falta muito?”, de Carla Maia de Almeida
e Alex Gozblau

15h00 – Galeria Municipal
5ª Mesa “Viajar prolonga a vida”
Alon Hilu (Israel), José Rentes de Carvalho;
Alexandra Lucas Coelho; Mónica Marques
Mod.: Rosa Alice Branco

16h00 – Feira do Livro (Galeria Nave)
“A grande viagem dos homens”
de Júlio Moreira

17h30 – Galeria Municipal
Lançamento de livros (Quetzal)
“Black music”, de Arthur Dapieve
“Fim de romance da Patagónia”, de Mempo Giardinelli

6ª Mesa “Palavra a palavra viajamos”
Filomena Marona Beja; Ignacio Martínez de Pisón
(Espanha); José Fanha; Arthur Dapieve (Brasil)
Mod.: Marcelo Correia Ribeiro

20 Abril
9h30 - Biblioteca Municipal Florbela Espanca
Sentidos do Lugar - Workshop Fotografia de Viagens com Sérgio Jacques

10h00 - Biblioteca Anexa de S. Mamede de Infesta
Lançamento de livros
“Ainda falta muito?”, de Carla Maia de Almeida

15h00 – Galeria Municipal
Lançamento de livros (Teorema)
“Dentes de leite”, de Ignacio Martínez de Pisón

7ª Mesa “A alegria do homem está em viajar”
Joaquim Magalhães de Castro;
Cristina Carvalho; Lázaro Covadlo (Argentina);
Maria Isabel Barreno; Mod: Vitor Quelhas
A grande viagem dos homens”
de Júlio Moreira

17h30 – Galeria Municipal
Lançamento de livros (Quetzal)

16h00 – Feira do Livro (Galeria Nave)
“Mar das especiarias: A viagem de um português
pela Indonésia” de Joaquim Magalhães de Castro

17h30 – Galeria Municipal
8ª Mesa “Toda a realidade é um desejo de viagem”
Hélder Macedo; Valter Hugo Mãe; Mempo Giardinelli
(Argentina); Elmér Mendoza (México);
Mod.: Francisco José Viegas

Actividades em paralelo
Exposição de postais antigos pertencentes aos espólios do Arquivo Histórico/Fotográfico
da Câmara Municipal de Matosinhos, intitulada “Viajar pela Cartofilia”

Feira do Livro de 15 de Abril a 25 de Maio
Ateliês
Encontros de escritores nas escolas do Concelho de Matosinhos e Biblioteca Anexa de São Mamede de Infesta
“Na fila indiana” - Encontro com Teresa Calisto na Feira do Livro (Galeria Nave)



Concerto: A fadista Carminho estará, no dia 24 de Abril, pelas 21.30h, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos, para apresentar o seu primeiro trabalho “Fado”, seguido de fogo-de-artifício

LeV Cinema (Galeria Nave)
“Petit à Petit”, de Jean Rouch (100 min), 23 Abril*
“D´un Mur l´Autre Berlin — Ceuta”, de Patric Jean (90 min), 19 Abril*
“La Traversée”, Elizabeth Leuvrey (55 min), 20 Abril*
“Voyage en Sol Majeur”, de George Lazarevski (52 min), 21 Abril*
“Odessa... Odessa”, de Michel Boganim (100 min), 22 Abril*
“What the Tourist Should See”, de José Fonseca e Costa (69 min), 18 Abril*
• todas as sessões às 18h30

Cartada e Flash-mob contra a privatização dos CTT ( todos aos Restauradores, dia 22 de Abril, às 18h15)



A ATTAC Portugal lança na quinta-feira, próximo dia 22, uma campanha contra a privatização dos CTT, intitulada “Cartada contra a Privatização dos CTT”.

No dia 22 de Abril, vamos juntar-nos nos Restauradores, para enviar uma carta ao Primeiro Ministro, a explicar-lhe porque é que é um erro crasso privatizar os CTT. Traz a tua carta escrita e endereçada e vem ter connosco em frente à estação dos Restauradores.

Entretanto, outras acções idênticas irão ser dinamizadas pela ATTAC Portugal em vários pontos do país. Nomeadamente em regiões do interior, que seriam as primeiras a sentir as consequências da privatização dos CTT com o inevitável fecho de “estações não lucrativas”, ou com a redução de frequência das rondas de distribuição “que não se justifiquem economicamente”.

A ATTAC Portugal apela a todas e a todos que se associem a esta campanha, que enviem a vossa carta ou o vosso postal e que contribuam para dinamizar um grande movimento de indignação popular contra a privatização dos CTT.

Envia a tua carta para
cartadactt@gmail.com
. Com a autorização dos autores, algumas das cartas e postais serão publicadas no blog da campanha – www.correiopublico.net



22 de Abril - Quinta-Feira
18h15m - Concentração à porta da Estação
18h30m em ponto - Colocação das cartas no marco da estação
18h45m - Fim da acção

Local: Estação dos CTT dos Restauradores
Rua: Praça dos Restauradores, 58
Cidade/Localidade: Lisboa, Portugal




Para escrever a carta a morada do Gabinete do Primeiro-Ministro é:
Rua da Imprensa à Estrela, 4
1200-888 Lisboa


www.facebook.com/event.php?eid=116687645013909&ref=ts
http://www.correiopublico.net/


Pequeno manifesto contra a privatização dos CTT e restantes serviços públicos

Os dogmas ideológicos recentemente veiculados pela Comissão Europeia, contra todas as evidências da grave crise económica global que estamos a viver, pressionam os estados-membros para uma contenção rápida do déficit público e para a privatização generalizada das empresas na órbita do Estado.

O Governo Português, com o PEC que apresentou ao país, mostrou que partilhava da mesma visão.

Ao elencar uma extensa lista de empresas a privatizar, o Governo anunciou, satisfeito, que poderia arrecadar cerca de 6 mil milhões de euros e assim reduzir o défice em igual montante.
Para estes responsáveis, a apresentação de uma estatística do défice ao final do ano é tudo. O facto de o Estado perder instrumentos importantes para a concretização de políticas públicas, económicas, sociais e ambientais não é nada importante.

Mas se as privatizações degradam a democracia e atacam o serviço público, são também economicamente prejudiciais, pois as receitas extraordinárias conseguidas à custa da venda de activos que são de todos não compensam no médio prazo a perda de dividendos que esses activos geram.

Neste quadro, a privatização dos CTT é particularmente chocante.
Os CTT como empresa pública são uma importante fonte de receita para o Estado, contribuindo para reduzir o défice, mas ao mesmo tempo são um instrumento fundamental de integração e coesão territorial.

Os CTT têm sido reconhecidos, nacional e internacionalmente, como uma empresa-modelo do ponto de vista da gestão e da qualidade do serviço e nenhuma empresa privada prestará com a mesma qualidade ou o mesmo preço alguns dos serviços dos CTT, menos rentáveis mas socialmente fundamentais.