18.4.10

O património rural é o tema deste ano do dia Internacional dos Monumentos e Sítios que é assinalado hoje (18 de Abril)

Hoje, dia 18 de Abril, comemora-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, tendo o ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios - ver: http://icomos.fa.utl.pt/ ; http://www.icomos.org/) designado como tema a celebrar, no presente ano, o Património associado à actividade agrícola e ao mundo rural em geral.


O ICOMOS-Portugal em associação com o IGESPAR colabora na organização de mais de 400 iniciativas por todo o país, consulte o
Programa Geral (aqui em PDF).


A abertura oficial do dia ocorrerá em Peso da Régua, no Museu do Douro, com o Encontro PATRIMÓNIO RURAL:TERRITÓRIO E PAISAGEM COMO RECURSO CULTURAL, seguido de uma Visita guiada a Ucanha e Persegueda.


O encerramento ocorrerá em Monsaraz no:: ENCONTRO ARTE E PATRIMÓNIO: RURALIDADES, CIÊNCIA E ARTE NAS TERRAS DE MONSARAZ, onde vamos recriar o ciclo da lã, com instalações e performances, almoço livre no patio do Monte do Barrocal, seguido de uma sessão de conversas e estórias escolhidas, no antigo lagar de azeite SEM-FIM, sobre o património rural, uma conversa entre Catedráticos, Prémios Pessoa, ganaderos, apanhadores de espargos, túberas e cilarcas, ouvindo os que ainda constroem diariamente o nosso património rural e os outros, aqueles que o estudam e investigam.


Seguem-se passeios a pé ao fim da tarde, em percursos do imaginário, caminhos propostos pela ADIM e baseados nas lendas e estórias locais, passeando entre menires e no romanzal, na rocha da noiva ou em Santa Catarina, apanhando laranjas nos Reboredos.
Tudo ali à volta só para fazer fome para o jantar, livre e com marcação prévia, no Lagar de Azeite/Restaurante SEM FIM, no Telheiro, ouvindo o Grupo Coral de Monsaraz, homens vestidos de fato domingueiro, bem dispostos que gostam de conversa e cante à volta de um ou vários copos de vinho, pão e queijo; apreciando as obras do escultor Gil Kaaliswart feitas a partir de peças ligadas ao património rural.

Organização: ICOMOS-Portugal, em conjunto com a Direcção Regional da Cultura do Alentejo, o Festival Escrita na Paisagem, e a ADIM. Apoios: Monte do Barrocal, Restaurante SEM-FIM, Município de Reguengos de Monsaraz, Município de Viana do Alentejo, Jornal Palavra, Rádio RC Alentejo (obtenha aqui o PROGRAMA EM PDF).


Consultar ainda:


São trabalhadores precários que fazem o trabalho sujo e mais perigoso nas centrais nucleares

As centrais atómicas francesas recorrem a trabalhadores precários, frequentemente sem residência fixa, empregados nas tarefas mais arriscadas e mais expostas às radiações: "Chamam-lhes 'jumpers', os que mergulham para dentro do reactor. Ou nómadas do nuclear", lê-se no Alias, o suplemento semanal do diário italiano Il Manifesto.

Empregados por subcontratantes da EDF, GDF-Suez ou Areva, as empresas que gerem as centrais, "incorporam 80% das doses colectivas anuais de radiações ionizantes produzidas pelo parque nuclear francês".

A revista explica que a doutrina do “risco zero” em matéria de protecção das radiações foi progressivamente abandonada, trocada pela muito mais leve ALARA (As Low As Reasonably Acceptable, o mais baixo razoavelmente aceitável).

Vários destes "nómadas nucleares" apresentaram queixa contra os seus empregadores devido às consequências da sua exposição às radiações; mas não tiveram seguimento, porque a prescrição para os acidentes do trabalho no domínio nuclear é de dez anos, "o tempo de incubar a doença e de ocultar as causas que a provocaram", sublinha o Alias.

http://www.ilmanifesto.it/

http://www.globalproject.info/it/community/Le-scorie-umane-del-nucleare-alla-francese/4353

http://www.iotaproduction.com/content/view/105/54/lang,fr/

Documentário “RAS – Nucléaire. Rien à signaler, sur les travailleurs précaires du nucléaire” (RAS – Energia nuclear. Nada a assinalar sobre os trabalhadores precários da energia nuclear)

















O lixo nuclear tornou-se segredo de Estado na Eslováquia !!!


“O lixo e os detritos nucleares tornaram-se um segredo”, titula o SME ( jornal eslovaco), depois do Parlamento eslovaco ter votado, a 9 de Março, uma nova lei que classifica como “confidenciais” as informações sobre energia nuclear.

“As pessoas não terão a possibilidade de saber se um centro de armazenamento de detritos ou uma central estão em conformidade com as regras de segurança”, escreve o diário de Bratislava, manifestando a sua preocupação.


O SME ouviu os deputados da oposição, para quem uma tal dissimulação “contraria a Constituição e a legislação europeia”.


Os deputados da coligação governamental não deram nenhuma explicação àquilo que um politólogo qualifica como “violação dos direitos ambientais dos cidadãos”.

Todavia, afirma o jornal, brevemente deverá ter lugar o debate sobre a construção das terceira e quarta fases da central de Mochovce.

Outra hipótese que explica esta lei: o centro europeu de armazenamento de detritos nucleares, actualmente em fase de projecto, poderá vir a ser instalado na Eslováquia.


Fonte: aqui

O grande bluff nuclear (a propósito da construção em Olkiluoto, Finlândia, da 1ª central nuclear na Europa depois da catástrofe de Tchernobil)


O reactor nuclear EPR em construção na central de Olkiluoto, na Finlândia


Atrasos, custos inflacionados, erros de construção: o novo reactor de Olkiluoto, na Finlândia, devia ser o florão da indústria nuclear europeia, mas concentra defeitos e põe em causa o futuro do ramo.

Um dos centros mais decisivos para os desafios energéticos do futuro é a terceira central nuclear de Olkiluoto, de 3 mil milhões de euros, a primeira construída no continente desde o terrível acidente de Chernobil, em Abril de 1986.
Para a empresa francesa Areva, líder mundial em energia nuclear civil, não se trata apenas de um grande projecto, mas do símbolo de uma nova aurora. Dotada de um reactor EPR [European Pressurised Reactor] – “de terceira geração” –, a instalação finlandesa pretende servir de cartão de visita a exibir pelo “lobby” do átomo, que está a viver um ressurgimento em estado de graça, tão enérgico como inesperado.

No entanto, nada corre bem no gigantesco estaleiro! Os atrasos multiplicam-se, ao ponto de a activação, inicialmente prevista para 2009, ter sido protelada para 2011.
Segundo as mais recentes notícias, estará mais para 2013. O pior é que foram denunciados inúmeros defeitos por ONG internacionais, a começar pelo Greenpeace, que fez de Olkiluoto o seu principal cavalo de batalha contra os perigos insensatos que o ressurgimento da energia nuclear fará correr à humanidade.
Desde o início dos trabalhos, há quatro anos, o Greenpeace recenseou mais de mil “incidentes” de construção ou brechas de segurança nos procedimentos do estaleiro. Litania que, contra todas as expectativas, não desanimou a população: mais de 55% continua favorável ao átomo. Um paradoxo, dado que, em 1986, os finlandeses foram dos primeiros europeus a encarar a possibilidade de ver passar por cima deles a nuvem radioactiva de Chernobil.

200 reactores em 20 anos

Em pânico com a morte anunciada dos hidrocarbonetos, apanhados pela crise climática e pelos compromissos em reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, os governos anunciam, uns após outros, a reactivação do segmento energético nuclear. Clinicamente liquidado depois de Chernobil, ressurge agora por toda a parte. Excepto em França, onde nunca desapareceu e sempre correu tudo bem. É ver: a Grã-Bretanha pretende pelo menos duas dúzias de novos reactores; a Alemanha, que tinha adoptado um plano de retirada definitiva da energia nuclear no momento decisivo da entrada no ano 2000, por impulso da equipa rosa-verde do chanceler Schröder, está a fazer marcha atrás e vai comprometer-se muito em breve “na retirada da retirada do nuclear”; a Suíça quer três reactores, além de que o Governo federal de Berna acaba de receber pedidos nesse sentido por parte das principais empresas da Confederação.

Mesmo em Itália, país profundamente nucléofobo, Silvio Berlusconi acaba de decidir uma mudança de orientação radical, com a ajuda de Paris, que fornecerá o seu "knowhow" atómico. E para não falar dos Estados Unidos, da Rússia, da Índia e da China… No total, entre as centrais em construção, com obra programada e em proposta, são mais de duzentos os reactores que podem brotar nas próximas duas décadas! Até a Ucrânia, orgulhosa pátria de Chernobil, lançou planos para 22 novas “fracções” (reactores).

Um balanço que causa arrepios

Desde que a redução imperativa de emissões de gases com efeito de estufa se impôs como uma evidência, a energia nuclear dispõe, primeira vez desde há muito, de uma vantagem no pugilato ideológico quanto ao seu futuro: não emite praticamente CO2.
“A energia nuclear não contribui para reduzir as emissões de CO2", afirma Lauri Myllyvirta, um jovem que se tornou notado ao prender-se com cinco colegas do Greenpeace, durante cinco dias, no alto de uma grande grua vermelha no estaleiro de Olkiluoto. "Mas vejam-se, antes, a duração das instalações e a quantidade energética necessária para a sua laboração. Tenham-se em conta a catástrofe ecológica que representam as minas de urânio. Avaliem-se as centenas de milhares de quilómetros percorridos por veículos pesados, para fazer circular as barras de combustível nuclear do seu lugar de fabrico até às centrais, e das centrais até aos centros de reprocessamento. E depois, destes até aos locais de armazenamento temporário dos resíduos. Acrescentem-se aos comboios de camiões as escoltas de veículos militares ou de polícia, porque não se transporta urânio como se fosse carvão…"

Petteri Tiippana, vice-director da Stuk, a autoridade finlandesa em matéria de vigilância da energia nuclear, elabora um balanço arrepiante. “O problema da Areva, que é afinal o dos finlandeses, é que a competência se perdeu completamente pelo caminho, desde a construção da última central nuclear na Europa, há mais de vinte anos. Para além disso, o EPR é um reactor de tipo novo: equivale a dizer que a Finlândia ofereceu o seu território para servir de campo de ensaio. Fico com a sensação de que a Areva vai aprendendo o seu trabalho à medida que o realiza. Foram demasiado optimistas, fizeram promessas que não podiam cumprir, têm andado demasiado depressa, porque queriam produzir um modelo planetário de encher o olho.”

Nuclear, uma fonte que compromete durante longos anos...

A duração do OL-3 será de sessenta anos, segundo previsões da TVO, a companhia de electricidade finlandesa, proprietária de Olkiluoto e que encomendou o EPR. Se o reactor começar a trabalhar em 2013, será desligado por volta de 2073. Salvo improváveis milagres, Lauri Myllyvirta e Petteri Tiippana, bem como o autor destas linhas, terão morrido há muito, quando ocorrer a desmontagem definitiva da instalação, prevista para 2120. De todas as fontes de energia existentes, a energia nuclear é a única que compromete por tanto tempo o destino de gerações ainda não nascidas, porque continua a não existir solução para o armazenamento definitivo dos resíduos gerados.

Este artigo foi retirado do livro L’après pétrole a commencé [O pós-petróleo começou], de Serge Enderlin.

Fontes:
http://www.radicali.it/

Relatório do Greenpeace sobre a asegurança da central de Olkiluoto (PDF)
www.greenpeace.org/international/press/reports/the-hirsch-report

Texto retirado de
www.presseurop.eu/pt/content/article/230681-o-grande-bluff-atomico

17.4.10

Literatura em Viagem ( encontros de escritores e livros à volta das viagens, em Matosinhos, entre 17 a 20 de Abril)



Em cada ano realiza-se por esta altura em Matosinhos o encontro Literatura em Viagem. Desta vez estarão presentes autores como Robert Fisk, Lázaro Covadlo, Tim Butcher e Valter Hugo Mãe, e mais de 30 participantes, a maior parte deles escritores.

De hoje até à próxima terça-feira, a Biblioteca Municipal Florbela Espanca, em matosinhos, é o palco onde se desenrolarão variadas actividade, de entre as quais se destacam as mesas-redondas subordinadas a temas que servirão de pretexto para interessantes conversas com os escritores convidados. Temas como "Viajar prolonga a vida", "Palavra a palavra viajamos", "Toda a realidade é um desejo de viagem" ou "Percebo-me viajando" são alguns títulos desses encontros .


17-04-2010 a 20-04-2010
Locais: Salão Nobre dos Paços do Concelho, Galeria Municipal, Cine Teatro Constantino Nery, Biblioteca Municipal Florbela Espanca, Biblioteca Anexa de São Mamede de Infesta



PROGRAMA

17 Abril

15h00 - Salão Nobre dos Paços do Concelho
Conferência de abertura por José Medeiros Ferreira
Lançamento da revista “Itinerâncias” número 3


16h00 - Galeria Municipal
Inauguração da exposição de fotografia “A última fronteira” de Gonçalo Rosa da Silva


16h30 – Galeria Municipal
1º Mesa “Literatura e Guerra”
Robert Fisk (Inglaterra); Mimmo Cándito (Itália);
Carlos Vale Ferraz; Hubert Haddad (Tunísia);
Cândida Pinto; Mod.: José Mário Silva
Lançamento de livros (Porto Editora)
“Tartan - as Velas da Liberdade”,
de Nuno Silveira Ramos e Pedro Silveira Ramos
“Os Dias da Febre”, de João Pedro Marques
18h30 – Galeria Municipal
2ª Mesa “As Viagens são os Viajantes”
Giuliano da Empoli (Itália); Nuno Silveira Ramos;
João Pedro Marques; Lourenço Mutarelli
(Brasil); Mod.: João Rodrigues


21h30 – Cine-Teatro Constantino Nery
“Relativamente”, encenação, interpretação de João Lagarto, com os actores António Pedro Cerdeira, Isabel Montellano e Patrícia Tavares.


18 Abril

15h00 – Galeria Municipal
Lançamento de livros (Sextante)
“Bute daí”, de Filomena Marona Beja
“Acerca de Roderer”, de Guillermo Martinez

3ª Mesa “Percebo-me viajando”
Alexandre Alves Costa; Júlio Moreira;
Patrícia Portela; Guillermo Martinez (Argentina)
Mod.: Manuel Valente

17h30 – Galeria Municipal
Lançamento de livros (Quetzal)
“Deus, o Diabo e a Aventura”,
de Javier Reverte
“Como um Verão que não voltará”,
de Mohammed Berrada
“A arte de produzir efeito sem causa”,
de Lourenço Mutarelli

4ª Mesa “O Sonho de África”
Tim Butcher (Inglaterra); Mohammed Berrada (Marrocos); Javier Reverte (Espanha);
Carlos Almeida; Jacinto Rego de Almeida;
Mod.: Carlos Vaz Marques

19 Abril ‘10

9h30 - Biblioteca Municipal Florbela Espanca
Sentidos do Lugar - Workshop Fotografia de Viagens com Sérgio Jacques

10h00 - Biblioteca Municipal Florbela Espanca (Espaço Infantil)
Lançamento de livros
“Ainda falta muito?”, de Carla Maia de Almeida
e Alex Gozblau

15h00 – Galeria Municipal
5ª Mesa “Viajar prolonga a vida”
Alon Hilu (Israel), José Rentes de Carvalho;
Alexandra Lucas Coelho; Mónica Marques
Mod.: Rosa Alice Branco

16h00 – Feira do Livro (Galeria Nave)
“A grande viagem dos homens”
de Júlio Moreira

17h30 – Galeria Municipal
Lançamento de livros (Quetzal)
“Black music”, de Arthur Dapieve
“Fim de romance da Patagónia”, de Mempo Giardinelli

6ª Mesa “Palavra a palavra viajamos”
Filomena Marona Beja; Ignacio Martínez de Pisón
(Espanha); José Fanha; Arthur Dapieve (Brasil)
Mod.: Marcelo Correia Ribeiro

20 Abril
9h30 - Biblioteca Municipal Florbela Espanca
Sentidos do Lugar - Workshop Fotografia de Viagens com Sérgio Jacques

10h00 - Biblioteca Anexa de S. Mamede de Infesta
Lançamento de livros
“Ainda falta muito?”, de Carla Maia de Almeida

15h00 – Galeria Municipal
Lançamento de livros (Teorema)
“Dentes de leite”, de Ignacio Martínez de Pisón

7ª Mesa “A alegria do homem está em viajar”
Joaquim Magalhães de Castro;
Cristina Carvalho; Lázaro Covadlo (Argentina);
Maria Isabel Barreno; Mod: Vitor Quelhas
A grande viagem dos homens”
de Júlio Moreira

17h30 – Galeria Municipal
Lançamento de livros (Quetzal)

16h00 – Feira do Livro (Galeria Nave)
“Mar das especiarias: A viagem de um português
pela Indonésia” de Joaquim Magalhães de Castro

17h30 – Galeria Municipal
8ª Mesa “Toda a realidade é um desejo de viagem”
Hélder Macedo; Valter Hugo Mãe; Mempo Giardinelli
(Argentina); Elmér Mendoza (México);
Mod.: Francisco José Viegas

Actividades em paralelo
Exposição de postais antigos pertencentes aos espólios do Arquivo Histórico/Fotográfico
da Câmara Municipal de Matosinhos, intitulada “Viajar pela Cartofilia”

Feira do Livro de 15 de Abril a 25 de Maio
Ateliês
Encontros de escritores nas escolas do Concelho de Matosinhos e Biblioteca Anexa de São Mamede de Infesta
“Na fila indiana” - Encontro com Teresa Calisto na Feira do Livro (Galeria Nave)



Concerto: A fadista Carminho estará, no dia 24 de Abril, pelas 21.30h, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos, para apresentar o seu primeiro trabalho “Fado”, seguido de fogo-de-artifício

LeV Cinema (Galeria Nave)
“Petit à Petit”, de Jean Rouch (100 min), 23 Abril*
“D´un Mur l´Autre Berlin — Ceuta”, de Patric Jean (90 min), 19 Abril*
“La Traversée”, Elizabeth Leuvrey (55 min), 20 Abril*
“Voyage en Sol Majeur”, de George Lazarevski (52 min), 21 Abril*
“Odessa... Odessa”, de Michel Boganim (100 min), 22 Abril*
“What the Tourist Should See”, de José Fonseca e Costa (69 min), 18 Abril*
• todas as sessões às 18h30

Cartada e Flash-mob contra a privatização dos CTT ( todos aos Restauradores, dia 22 de Abril, às 18h15)



A ATTAC Portugal lança na quinta-feira, próximo dia 22, uma campanha contra a privatização dos CTT, intitulada “Cartada contra a Privatização dos CTT”.

No dia 22 de Abril, vamos juntar-nos nos Restauradores, para enviar uma carta ao Primeiro Ministro, a explicar-lhe porque é que é um erro crasso privatizar os CTT. Traz a tua carta escrita e endereçada e vem ter connosco em frente à estação dos Restauradores.

Entretanto, outras acções idênticas irão ser dinamizadas pela ATTAC Portugal em vários pontos do país. Nomeadamente em regiões do interior, que seriam as primeiras a sentir as consequências da privatização dos CTT com o inevitável fecho de “estações não lucrativas”, ou com a redução de frequência das rondas de distribuição “que não se justifiquem economicamente”.

A ATTAC Portugal apela a todas e a todos que se associem a esta campanha, que enviem a vossa carta ou o vosso postal e que contribuam para dinamizar um grande movimento de indignação popular contra a privatização dos CTT.

Envia a tua carta para
cartadactt@gmail.com
. Com a autorização dos autores, algumas das cartas e postais serão publicadas no blog da campanha – www.correiopublico.net



22 de Abril - Quinta-Feira
18h15m - Concentração à porta da Estação
18h30m em ponto - Colocação das cartas no marco da estação
18h45m - Fim da acção

Local: Estação dos CTT dos Restauradores
Rua: Praça dos Restauradores, 58
Cidade/Localidade: Lisboa, Portugal




Para escrever a carta a morada do Gabinete do Primeiro-Ministro é:
Rua da Imprensa à Estrela, 4
1200-888 Lisboa


www.facebook.com/event.php?eid=116687645013909&ref=ts
http://www.correiopublico.net/


Pequeno manifesto contra a privatização dos CTT e restantes serviços públicos

Os dogmas ideológicos recentemente veiculados pela Comissão Europeia, contra todas as evidências da grave crise económica global que estamos a viver, pressionam os estados-membros para uma contenção rápida do déficit público e para a privatização generalizada das empresas na órbita do Estado.

O Governo Português, com o PEC que apresentou ao país, mostrou que partilhava da mesma visão.

Ao elencar uma extensa lista de empresas a privatizar, o Governo anunciou, satisfeito, que poderia arrecadar cerca de 6 mil milhões de euros e assim reduzir o défice em igual montante.
Para estes responsáveis, a apresentação de uma estatística do défice ao final do ano é tudo. O facto de o Estado perder instrumentos importantes para a concretização de políticas públicas, económicas, sociais e ambientais não é nada importante.

Mas se as privatizações degradam a democracia e atacam o serviço público, são também economicamente prejudiciais, pois as receitas extraordinárias conseguidas à custa da venda de activos que são de todos não compensam no médio prazo a perda de dividendos que esses activos geram.

Neste quadro, a privatização dos CTT é particularmente chocante.
Os CTT como empresa pública são uma importante fonte de receita para o Estado, contribuindo para reduzir o défice, mas ao mesmo tempo são um instrumento fundamental de integração e coesão territorial.

Os CTT têm sido reconhecidos, nacional e internacionalmente, como uma empresa-modelo do ponto de vista da gestão e da qualidade do serviço e nenhuma empresa privada prestará com a mesma qualidade ou o mesmo preço alguns dos serviços dos CTT, menos rentáveis mas socialmente fundamentais.

Hei, bispos e padres, deixem os miúdos em paz! ( ou a pedofilia como doença endémica da Igreja Católica: uma Igreja pedófila ou Igreja de pedófilos?)

A história e os casos por todo o mundo do abuso sexual de menores por membros da Igreja Católica
http://en.wikipedia.org/wiki/Catholic_sex_abuse_cases


Report by Commission of Investigation into Catholic Archdiocese of Dublin
http://www.justice.ie/en/JELR/Pages/PB09000504

A Research Study Conducted by the John Jay College of Criminal Justice
http://www.usccb.org/nrb/johnjaystudy/index.htm

Relatório da Igreja revela mais 11 mil casos de abuso sexual. AQUI NA BBC


Survivors Network of those Abused by Priests (SNAP)
http://www.snapnetwork.org/

http://www.childrenofpriests.org/web/


A pedofilia como doença endémica da Igreja Católica:
Uma Igreja pedófila ou uma Igreja de pedófilos?

O flagelo da pedofilia tornou-se uma verdadeira doença orgânica da Igreja Católica. Nas condições actuais não pode ser derrotada pela acção hipócrita de censura, reprovação e condenação do Vaticano. Aliás basta olhar para o que fez a Igreja a todos os padres e bispos pedófilos americanos para perceber como, de facto, não reconhece a pedofilia como um crime e um comportamento inaceitável e classifica-a apenas como mais um "pecado" a ser excluído com a confissão.

No catecismo recentemente actualizado a pedofilia não é sequer mencionada no rol dos pecados. Em qualquer caso, a pena máxima prevista é pedir perdão e se arrepender. Como se o perdão e o arrependimento pudessem curar o dano quase permanente que marca as vidas das crianças abusadas para sempre. Até agora, a Igreja preocupou-se apenas em ocultar ao mundo as suas culpas, sem, na verdade, as reprimir.

Porque, entre as muitas religiões que existem no mundo, apenas a Igreja Católica está fortemente afectada de forma massiva pela doença da pedofilia?

Em primeiro lugar pela satanização da mulher, do sexo e do corpo. A mulher, apesar do culto da Virgem Maria e tantas santas, é concebida como instrumento do Maligno para corromper o homem corrupto.

Em segundo lugar pelo o celibato obrigatório. Se os padres pudessem casar-se e constituir família, poderiam ter uma vida sexual regular com a mulher que amariam, e certamente se criaria um ambiente mais normal dentro da rígida hierarquia da Igreja. Dentro de um par de gerações, o fenómeno da pedofilia poderia reentrar na normalidade fisiológica do mundo secular.

Em terceiro lugar pela monossexualidade da estrutura da Igreja. Do Papa ao padre da igreja de bairro a Igreja é gerida apenas por homens. Se as mulheres fossem admitidas ao sacerdócio em todos os seus graus até ao papado, se houvesse uma verdadeira igualdade entre homens e mulheres dentro da igreja, certamente tudo iria mudar para melhor.

Mas isso não é possível e na fantasia da Igreja a figura de uma Papisa é vista como demoníaca. Lembramo-nos da história-lenda da papisa Joana assassinada por uma turba na alta Idade Média, por iniciativa dos cardeais do Idade Média.

Finalmente, devemos considerar que a Igreja vê a vida humana como processo de expiação e de redenção para a vida eterna. Uma espécie de antecâmara, como premissa, que deverá sofrer, sofrer tanta dor para ganhar o céu. Este ponto de vista distorce todos os valores em função de uma almejada vida eterna. Nesta distorção, a concepção demoníaca da carne em oposição ao "espírito", insinua-se a patologia pedófila.

Em conclusão: sacerdócio para as mulheres e o pleno reconhecimento da igualdade de género, fim do celibato, reabilitação do corpo humano sobre o chamado "espírito", pode curar a Igreja de pedofilia. Mas é difícil imaginar uma reviravolta humanista e secular de um poder que vive e prospera graças a proibições que impõe ao sexo e é incapaz de encontrar no Evangelho a sua motivação profunda da verdade.

Retirado
daqui

16.4.10

Contra os efeitos da avaliação nos actuais concursos de professores - participa nas concentrações (dia 19 de Abril)

Participa nas concentrações de segunda-feira, 19 de Abril!

Contra os efeitos da avaliação nos actuais concursos, vão realizar-se na segunda-feira, dia 15 de Abril, a partir das 17h00, em Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Faro, concentrações de professores.

Na capital, a concentração decorrerá junto ao ME, na Av. 5 de Outubro, onde será entregue o Abaixo-Assinado ;
no Porto, junto à DREN;
em Coimbra, junto à DREC;
no Alentejo, junto à DREAlentejo;
e nem Faro, junto à DREAlgarve.

Participa!
E subscreve o Abaixo-Assinado!

As classificações atribuídas na Avaliação de Desempenho em 2009 não podem ser factor de Graduação Profissional para concurso

ABAIXO-ASSINADO

O processo de avaliação de desempenho dos docentes no ano lectivo 2008/2009 foi caótico e ferido de um enorme número de arbitrariedades. Nomeadamente os critérios para a atribuição das menções de Muito Bom e Excelente variaram de escola para escola, havendo aliás várias situações em que os docentes não foram sequer avaliados.

É inaceitável que uma situação que o próprio Ministério da Educação reconhece ter sido caótica conduza a situações de injustiça irreparáveis. O Ministério da Educação tem plena consciência do que se passou e sabe das injustiças que tal provocaria.

Porque acreditam que ninguém tem o direito de impor graves injustiças tendo plena consciência de que o está a fazer, os professores e educadores abaixo-assinados exigem ao Ministério da Educação que, para o concurso aberto no passado dia 12 destinado designadamente para contratação, não sejam tidas em conta para efeitos de graduação para concurso as menções atribuídas nas avaliações do ano de 2009.

BioAlpiarça - Encontro de Agricultura Biológica ( 20 de Abril, a partir das 15h.)


Programa do Encontro de Agricultura Biológica em Alpiarça (20 de Abril de 2010)

15h00 Inicio do Encontro


15h10 Palestra
“Rotação e associação de culturas em Agricultura Biológica”
Prof. Artur José Guerra Amaral*


15h50 Palestra
“Biodiversidade funcional em Agricultura”
Prof.ª Maria do Céu Godinho*


16h30 Intervalo
Prova de Produtos Biológicos


16h45 Palestra
“Fertilização em Agricultura Biológica”
Prof. António Mendes Marques*


17h25 Apresentação dos Agricultores Biológicos de Alpiarça

18h05 Debate

18h30 Encerramento do encontro

*Professores da Escola Superior Agrária de Santarém



Agricultores Biológicos presentes no encontro

África das Joaninhas
Agricultora: Patrícia Serôdio
Tlm. 912282232
Website:
www.africadasjoaninhas.com
Email:
africadasjoaninhas@gmail.com
Localização: Africas
Culturas: Olival, vinhas e produtos hortícolas



Alcobio
Agricultor: Libério Alcobio
Tlm. 933682106
Email.:
alcobio@sapo.pt
Localização: Casalinho
Culturas: , Produtos hortícolas em estufa e ar livre, produtos transformados


Bionasce
Agricultor: Joaquim Nascimento
Tlm. 964006032
Website:
http://bionasce.no.sapo.pt
Email.:
bionasce@gmail.com
Localização: Atela, Casalinho
Culturas: Arvores de fruto, olival e produtos hortícolas


Fernando Rosa Agostinho
Agricultor: Fernando Agostinho
Tlm. 932062045
Website:
http://bionasce.no.sapo.p t
Email.: bionasce@gmail.com
Localização: Africas, Casalinho
Culturas: Arvores de fruto, produtos hortícolas em estufa e ar livre

Horta em Casa
Agricultor: João Martins
Tlm. 919151353
Email.:
hortaemcasa@gmail.com
Localização: Casalinho
Culturas: Produtos hortícolas em estufa e ar livre

Quinta do Sol
Agricultor: Carlos Silva
Tlm. 919256030
Email.:
o_enviado@hotmail.com
Localização: Atela, Casalinho
Culturas: Olival e aromáticas

Vale de Oliveiras
Agricultor: Francisco Manso
Tlm. 919151353
Email.:
nogueira.manso@gmail.com
Localização: Frade de Baixo
Culturas: Olival e aromáticas

Movimento Popular de Desempregados e Precários (MPDP)

COMUNICADO DO MPDP-Movimento Popular de Desempregad@s e Precári@s

DESEMPREGAD@S e PRECÁRI@S ORGANIZÊMO-NOS !


ESTA CRISE e O ACTUAL PEC (“Plano de Estabilidade e Crescimento”) QUE O GOVERNO, A COMISSÃO EUROPEIA E O FMI NOS QUEREM IMPÔR, NÃO É SENÃO UM DOS MUITOS EPISÓDIOS DA HISTÓRIA DO CAPITALISMO – ELE e ELE$ . . .SÃO A CRISE!


A POBREZA E A MISÉRIA que alguns pomposamente dizem querer “combater” É TÃO SOMENTE O OUTRO LADO DA MEDALHA DA RIQUEZA E DA PERMANENTE ACUMULAÇÃO DE LUCROS CHORUDOS E DE PODER DE UMA MINORIA DE PRIVILEGIADOS (GESTORES, PATRÕES E POLÍTICOS PROFISSIONAIS).


SE OS TEMPOS SÃO DE “CRISE” – DESAFIEMOS E COMBATAMOS A” CRISE”!

- Apoiamos os trabalhadores “sem-abrigo”– como fizemos em Dezembro passado no antigo “mercado do Anjo”, juntamente com outros colectivos –TERRA VIVA!AES, AIT-SP, PLAT.ECONOMIA SOCIAL SOLIDÁRIA- (28 re-encaminhad@s para pensões e outros apoios da segurança social) e colectamos e distribuímos gratuitamente roupas a quem mais necessita (sextas de tarde na TERRA VIVA! AES –Rua dos Caldeireiros, 213 –à Cordoaria).

- Organizamos desde Fevereiro de 2009 a nossa “MESA COMUM” (jantares GRATUÍTOS -convívio/REUNIÃO DE DESEMPREGAD@S ), com apoio de VENDEDEIRAS E VENDEDORES solidári@s do BOLHÃO e de algumas padarias e mini-mercados), na TERRA VIVA AES – SEXTAS, 19.30 – 21.30

- Organizamos a nossa “BOLSA DE MULTISERVIÇOS” para apoiar a procura de trabalho de desempregad@s e precári@s e atendemos desempregad@s mais necessitad@s para encaminhamento de apoios sociais

- Queremos organizar a RECOLHA e RECICLAGEM de garrafas plásticas e outros materiais que possamos transformar em EQUIPAMENTOS e OBJECTOS ÚTEIS e criar outros projectos de combate ao desemprego.


SE OS TEMPOS CONTINUAM A SER DE DESIGUALDADE. . . LUTEMOS PELA IGUALDADE E PRATIQUÊMO-LA NÓS !

Organizamos e ajudamos a organizar Reuniões e Assembleias de desempregad@s e populares, onde tod@s e cada um/a de nós possa TER VOZ, exprimir o seu descontentamento e propor as suas ideias de acções a desenvolver, repartindo responsabilidades por tod@s, agindo directamente e não através de quaisquer “representantes”…


SE O DESÂNIMO E A PASSIVIDADE SE ALARGAM . . . ANIMEMOS E ACTIVEMOS AS GENTES! (É “O QUE FAZ FALTA!...”)

Estamos a organizar SESSÕES INFORMATIVAS em locais de maior desemprego, com apoio de associações populares locais, para que se crie uma Rede de Núcleos locais MPDP e CÍRCULOS DE ESTUDOS DE FORMAÇÃO SOCIAL (HISTÓRIA SOCIAL, ECONOMIA, ECOLOGIA SOCIAL, ORGANIZAÇÃO POPULAR…) – um já a funcionar, segundas às 18 h. na TERRA VIVA!AES .

-SE AOS DONOS DA FINANÇA E DO CAPITAL AGRADA QUE HAJA MUITO DESEMPREGO PARA PRESSIONAR @S TRABALHADORAS/ES EMPREGAD@S A ACEITAR CONDIÇÕES DE TRABALHO MISERÁVEIS E INDIGNAS – ESTRAGUÊMOS-LHES O JOGO : APOIEMOS TODAS AS LUTAS D@S TRABALHADORAS/ES COM EMPREGO PELA SUA DIGNIDADE ! . . . E UNIDOS VENCEREMOS!

-SE NÃO HÁ TRABALHO QUE CHEGUE …SE A SEMANA DE TRABALHO FÕR DE 30 HORAS (sem diminuição dos actuais MISERÁVEIS salários -os piores da Europa! ) , JÁ HÁ TRABALHO PARA TOD@S !


POR UMA SOCIEDADE LIVRE, ECOLÓGICA , DE IGUALDADE E SEM DOMINANTES E DOMINAD@S


contacta, inscreve-te e luta no MPDP M0VIMENTO POPULAR de DESEMPREGAD@S e PRECÁRI@S

email:
mpdp.porto@gmail.com
tel. 967694816/961449268


Terra Viva
2ªs e 6ªs-18.00 h.
R.Caldeireiros, 213 - Porto

1ªs Jornadas sobre a morte, do tabu ao conhecimento ( dia 24 de Abril, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto)


1as Jornadas sobre A MORTE / Do tabu ao conhecimento
Sábado, 24 de Abril de 2010
9:00 - 18:00
Local: Auditório 1 da Faculdade de Psicologia e das Ciências da Educação da Universidade do Porto

PROGRAMA

09:00 Abertura do Secretariado

PAINEL DA MANHÃ
Moderador: José Vinha (Jornalista)

09:45 ANSIEDADE FACE À MORTE
Professor Doutor João Paulo Pereira
Psicólogo
Docente do Instituto Superior da Maia

10:30 ÉTICA E DEONTOLOGIA NA DECISÃO DE MORRER
Professor Doutor Rui Nunes
Médico
Docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
Presidente da Associação Portuguesa de Bioética

11:15 Intervalo para café

11:30 A MORTE ASSISTIDA NA CULTURA OCIDENTAL
Professora Doutora Laura Santos
Filósofa
Docente da Universidade do Minho

12:15 A MORTE E OS SEUS RITUAIS
Professora Doutora Clara Saraiva
Antropóloga
Docente da Faculdade Ciência Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

13:00 Debate

13:15 Pausa para almoço


PAINEL DA TARDE
Moderador: Tito Couto (Jornalista)

14:30 A COMUNICAÇÃO DA MORTE
Professora Doutora Aurora Pereira
Enfermeira
Docente da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo

15:15 TEOLOGIA E MORTE
Mestre António Filipe Barbosa
Teólogo

16:00 Intervalo para café

16:15 NA LITERATURA INFANTIL TAMBÉM SE MORRE
Doutora Susana Quesado
Docente da Escola Superior de Educação - Jean Piaget
Docente do 1º Ciclo, do Externato Camões

17:00 CUIDADOS PALIATIVOS E PREPARAÇÃO PARA A MORTE
Enf.ª Alzira David
Instituto Português de Oncologia do Porto

17:45 Participação Especial em Vídeo
João Paulo Rodrigues e Pedro Alves (Telerural)
Humoristas

17:50 Debate


18:00 Encerramento

http://milrazoes.blogs.sapo.pt/
http://milrazoes.no.sapo.pt/
http://milrazoes.no.sapo.pt/index_ficheiros/Page633.htm


E-mail:
milrazoes@sapo.pt
Telefone: (+351) 961 670 192
Apartado 2533
4401-401 VILA NOVA DE GAIA


MiL RAZõES… pretende levar os temas da saúde mental ao debate de toda a população, técnicos e não técnicos com o objectivo de informar, generalizar conhecimentos e conseguir o compromisso de todos na compreensão e na acção interventiva na doença mental, a qual afecta cerca de 12% da população mundial.

Os povos ou os Mercados? Os governos e a UE devem escolher! - é o Apelo Europeu lançado pela ATTAC e aberto à subscrição pública de todos.

O Banco Central Europeu (BCE) contra o Emprego

A ATTAC Portugal subscreveu o apelo europeu abaixo e convida todos os seus simpatizantes a fazê-lo individualmente enviando um email (escrito em inglês ou francês) para elgauthi@internatif.org e frederic.viale@free.fr


Os povos ou os mercados financeiros? Os governos e a UE devem escolher!

Apelo Europeu

Após terem sido salvos pelos Estados, eis que os bancos e os mercados financeiros atacam estes mesmos Estados. Os desequilíbrios anteriores à crise, e que conduziram a esta, não foram ultrapassados. Os Estados salvaram os bancos sem se munirem de meios para os controlar, restauraram o poder dos mercados financeiros renunciando à ideia de os regular sem desenvolverem fórmulas sociais e ecológicas vantajosas de produção, investigação e serviços e sem recuperar a justiça social e do trabalho ou aumentar as receitas públicas.

Para as populações, é a dupla penalização. Após anos de degradação devido às políticas neoliberais, sofrem os efeitos directos da crise financeira (desemprego, recessão) e são agora atingidos pela regressão social que os governos se propõem impor-lhes. Os mais vulneráveis - nomeadamente as mulheres, os jovens, os migrantes, os precários - já duramente atingidos ver-se-ão mergulhados em situações ainda mais dramáticas.

Os governos devem romper com a lógica: “A dívida para os Estados, o cinto apertado para os povos, os lucros para a finança”. É com outra lógica e outros princípios que será possível encontrar soluções.

A atitude dos principais responsáveis renovando a legitimação do pacto de estabilidade - no entanto fortemente criticada por todos eles no ponto mais alto da crise de tal forma é impraticável – e a estratégia de Lisboa é totalmente irresponsável e coloca em perigo mesmo a existência do euro e da UE. A UE exige que a Grécia restabeleça as suas finanças públicas de maneira brutal, enquanto que uma política de austeridade iria apenas aumentar o risco de recessão e reduzir as receitas fiscais. Quer assim fazer deste país um exemplo, que tem sido atacado pelos mercados após ter abandonado por vários Estados europeus particularmente tocados pela crise no FMI sem nenhuma medida de solidariedade. A solidariedade não existe na União. O acordo concluído o 26 de Março revela de novo, através do apelo dirigido ao FMI, a incapacidade da União Europeia de instaurar reais medidas de solidariedade na zona do euro.

Fazer crer às pessoas que os problemas seriam “nacionais” visa mascarar até que ponto a UE é hoje factor de crise e contribui para desenvolver as desigualdades no seu seio, nomeadamente pela aposta na concorrência fiscal e social entre os Estados. O risco de esta política brutal conduzir a divisões e à caça de `bodes expiatórios' no seio das sociedades da Europa é fácil de ver. Uma `nacionalização' dos problemas daria mais peso às correntes nacionalistas, às forças de direita populistas e extremistas já muito significativas na Europa, e a clivagens entre Norte e Sul, Leste e Oeste do continente. Fácil é constatar que as lógicas agressivas do capitalismo financeiro constituem ameaças para a democracia e a paz.

Enquanto signatários deste apelo europeu, consideramos que:

1- As populações não têm de pagar a crise dos mercados financeiros. É necessário libertar os Estados e as populações do torniquete da finança. A UE tem os meios para limitar a pressão sobre o seu território. É necessário terminar com a independência do Banco Central Europeu, as suas políticas restritivas, a proibição por si estabelecida de emprestar aos Estados-Membros. Os Estados devem poder contrair empréstimos em condições aceitáveis.

2- É necessário redimensionar a finança e os bancos, sujeitá-los a um controlo estrito e tributações significativas dos movimentos financeiros e dos grandes lucros para reduzir a nocividade destas actividades; reduzir as desigualdades e criar novas receitas públicas; tributar imediatamente os rendimentos dos agentes financeiros e dos grandes accionistas; criar pólos bancários públicos que cooperem à escala europeia; reorientar os créditos para actividades socialmente úteis e ecologicamente sustentáveis; suspender a directiva “sobre os direitos dos accionistas”; submeter o uso dos meios públicos a critérios democráticos, sociais e ecológicos e acompanhá-los de um reforço dos poderes públicos.

3- Os dogmas neoliberais veiculados pela União Europeia e pelos Estados devem ser definitivamente afastados. O orçamento europeu deve permitir mutualisar os meios mais significativos em prol da coesão e da redução das desigualdades entre regiões. É necessário romper com a estratégia de Lisboa, fonte de precarização do trabalho, privatização dos serviços públicos e da saúde, da mercantilização do conhecimento, da investigação e formação, da privatização das reformas.

4- A moeda única não deve ser um instrumento de concorrência; deve acompanhar-se de um `pacto de cooperação e de solidariedade' bem como de objectivos comuns em matéria de políticas industriais e investigação, cooperação entre serviços públicos, harmonização visando a subida dos salários e a protecção social, o que supõe fiscalidades convergentes, escolhas orçamentais compatíveis. Os dumpings fiscais, sociais e ecológicos devem ser banidos.

5- A UE e os seus Estados membros devem agir de maneira solidária a nível do continente e do planeta em prol de um novo tipo de desenvolvimento, ecologicamente sustentável, o que pressupõe uma mudança de orientação nas instituições internacionais e aquando da conclusão de acordos comerciais.

É tempo dos governos e da União Europeia pararem a espoliação das populações pelos bancos! Devem acabar de se comportar como aliados objectivos da finança!


http://blog.attac.pt/


http://www.speculand.com/ o blog da crise

Arte postal para Mumia Abu-Jamal


A Arte Postal nascida nos anos sessenta continua bem viva nos dias de hoje apesar do email e da internet. Se não vejamos esta campanha lançada em prol dum dos mais antigos prisioneiros políticos do mundo, o activista negro Mumia Abu-Jamal.

Embora também haja quem envie postais electrónicos como o que vai acima e recebi hoje por correio electrónico os puristas exigem que um postal seja mesmo um postal e circule pelo correio.

Então juntem-se à campanha e vejam se são capazes de fazer um verdadeiro postal e enviá-lo pelo correio até 24 de Abril dia em que Mumia completa 56 anos.

Arte postal para Mumia Abu-Jamal

Inundemos a Casa Branca com arte postal para Mumia!

O ex-Pantera Negra, jornalista e ativista negro estadunidense Mumia Abu-Jamal, "símbolo internacional contra a pena de morte", um dos mais conhecidos e estimados prisioneiro político do mundo pode voltar a ser condenado à morte. Exijamos um novo julgamento justo para ele! Mande a sua solidariedade num cartão postal! Mumia livre já!

Envie o seu cartão pessoal, “Arte postal para Mumia”, à Casa Branca, a qualquer hora, durante a semana de 24 de abril de 2010. Nesta data, 24 de abril de 2010, acontecerá o 56º aniversário de Mumia Abu-Jamal.

Endereço para o envio do postal:

Barack Obama

The Whitehouse, 1600 Pennsylvania Ave ., Washington, D.C. 20500 - USA.

Envie pinturas, gravuras, desenhos, colagens, esculturas, fotos, letras desenhadas artisticamente e tudo mais que sua criatividade permitir.

Porquê enviar os cartões artísticos para a Casa Branca?

A arte é uma forma de expressão que não precisa de tradução. Ao enviar o seu pedido criativo para a Casa Branca demonstrará o apoio a nível mundial que ele tem, e chamar a atenção para a prisão injusta de Mumia. Também para dizer ao governo dos EUA que estamos com Mumia e esperamos que ele não seja EXECUTADO! Queremos Mumia vivo e livre!

Se possível envie uma foto, cópia ou algum tipo de registro do seu trabalho para: "Art Show. Mumia lives in Solitary Confinement one hour from Pittsburgh". Todas as contribuições serão respondidas.

Endereço: Mailart 4 Mumia, 3807 Melwood Ave, Pittsburgh, PA 15213 – USA.

E-mail: mailart4mumia@gmail.com

Mumia Abu-Jamal é um ex-integrante do Partido dos Panteras Negras, se tornou jornalista na Filadélfia e ficou popular com o seu programa de rádio "A voz dos sem-voz". Já escreveu seis livros. Está há quase 30 anos em isolamento total no corredor da morte nos EUA, falsamente acusado pela morte de um agente policial.

Em 27 de março de 2008, o Tribunal Federal de Apelações dos EUA anulou a sentença de morte, convertendo-a em prisão perpétua. Em abril de 2009 o Supremo Tribunal Federal dos EUA recusou o último recurso legal de Mumia Abu-Jamal para um novo julgamento, restando apenas por decidir um pedido da acusação para o restabelecimento da pena de morte a Mumia, o que poderá levar à sua execução imediata.

A seguir uma pequena lista de sítios com a história de Mumia Abu-Jamal, atualizações e informações sobre o caso, o panorama jurídico, entrevistas em áudio, filmes, vídeos do YouTube, e ensaios radiofônicos de Mumia.

Jornalistas pró-Mumia Abu-Jamal (ótimo sítio, repleto de links para outros, áudio e vídeo na coluna do lado direito:
http://abu-jamal-news.com/

Liberdade para Mumia Coalition, NYC:
http://www.freemumia.com/

Liberdade para Mumia, San Francisco:
http://www.freemumia.org/

Educadores por Mumia:
http://www.emajonline.com/

The MOVE Organization:
http://onamove.com/

Rádio, informações e debates sobre Mumia, atualizado semanalmente:
http://prisonradio.org/mumia.htm

Filmes Online:

Framing an Execution: Mumia Abu-Jamal e os meios de comunicação (escrito por Danny Glover):

http://video.google.com/videoplay?docid=2537462601888502694#

"Um Caso de Dúvida Razoável, Documentário HBO:


www.youtube.com/watch?v=uT3ubcPE1aU

Entrevistas com Mumia, em vídeo:

From Death Row:
www.youtube.com/watch?v=KRGFZ1eLJO4

Mumia, sobre Partidos Politicos:
www.youtube.com/watch?v=v_hLAmMM_aE

Mumia, sobre Economia:
www.youtube.com/watch?v=kQjmHQU0VE4

Mumia, sobre Prisões:
www.youtube.com/watch?v=37u3sPHjrro

Mumia, Lutando Pela Minha Vida:
http://www.youtube.com/watch?v=OD130EKCOsE





Fonte: http://sol.sapo.pt/blogs/contramestre/default.aspx

Declaração conjunta quando se completam 7 anos da invasão e ocupação do Iraque

Declaração conjunta assinalando os sete anos da invasão e a ocupação do Iraque


Passaram em 20 de Março sete anos sobre o início da invasão e da ocupação do Iraque por parte dos EUA, da Grã-Bretanha e de um grupo reduzido de aliados.

Não será demais repetir que se tratou de um acto ilegal, não autorizado pela ONU, e que eram falsas todas as motivações enunciadas para o justificar.

Tratou-se de uma agressão pura e simples contra um estado soberano, cujas instituições eram reconhecidas internacionalmente, com assento na ONU.

A invasão e a ocupação subsequente provocaram um número enorme de mortos (militares e civis), não inferior a 1 milhão e 200 mil, e um número indeterminável de estropiados, de torturados, de violentados por todas as formas; provocaram a destruição quase total das infraestruturas económicas e materiais, das escolas, das universidades, do riquíssimo
património cultural da terra onde a civilização humana deu os primeiros passos; provocaram ainda uma enorme convulsão social, familiar, arruinando as estruturas de convivência e relacionamento entre as diversas componentes étnicas, culturais, religiosas da multicultural
sociedade iraquiana.

O país constitui hoje um protectorado dos EUA, que já anunciaram a sua retirada, mas condicionada à sobrevivência de um regime “amigo” e à permanência de bases militares estrangeiras.

Esta guerra inseriu-se numa série ininterrupta de guerras que, desde o fim da Guerra Fria, os EUA vêm promovendo, assumindo-se desde então como garantes da “segurança global”, ou seja, garantes do seu projecto imperial, convertendo a NATO, de aliança alegadamente defensiva, em braço armado desse projecto, à escala planetária.

Portugal não participou militarmente na invasão do Iraque, mas apoiou-a política e diplomaticamente, pela mão do governo Barroso, que depois enviou uma força da GNR e um representante junto da administração provisória da ocupação.

Posteriormente, no âmbito da NATO, Portugal tem vindo a envolver-se progressivamente em teatros de guerra alheios aos interesses portugueses, especialmente no Afeganistão, colaborando e participando em estratégias que contrariam os princípios constitucionais em que assentam (em que devem assentar!) as relações internacionais do Estado Português: procura
de solução pacífica para os conflitos, não ingerência nos assuntos internos de outros Estados, abolição do imperialismo e do colonialismo, dissolução dos blocos político-militares, reconhecimento do direito dos povos à autodeterminação e à independência, direito à insurreição contra todas as formas de opressão (art. 7.º da Constituição Portuguesa).

É no quadro destes princípios, que são imperativos, e não meras declarações retóricas, que as organizações signatárias, no espírito que tem presidido à actuação do Tribunal-Iraque português, entendem exigir ao Governo português:

1. A desvinculação frontal e expressa da política de colaboração com os ocupantes seguida quanto ao Iraque, e o seu empenhamento na promoção de uma política que devolva ao povo iraquiano a sua integral soberania;

2. A desvinculação da política de participação na ocupação do Afeganistão, com a retirada imediata de todas as forças militares para aí deslocadas;

3. A defesa empenhada, no âmbito de todos os fóruns internacionais, de políticas de apaziguamento dos conflitos, e de condenação do uso da força militar, nomeadamente no caso do Irão;

4. A condenação clara e firme da ocupação por Israel dos territórios “conquistados” em 1967, e do “sequestro” desumano e ilegal a que vem submetendo a população da Faixa de Gaza;

5. O reconhecimento do direito do povo palestiniano à insurreição contra a ocupação israelita, e a contribuição para a prestação de auxílio às populações palestinianas indefesas;

6. O reconhecimento de igual direito aos povos iraquiano e afegão contra a ocupação dos seus países conduzida pelos EUA;

7. O termo da utilização da base das Lajes para trânsito de pessoal e equipamento militar destinados aos teatros de guerra abertos pelos EUA no Próximo e Médio Oriente. A recusa de autorizar o alargamento do âmbito territorial e os fins de utilização da base, como pretendem as autoridades norte-americanas;

8. A colaboração plena na investigação dos chamados “voos da CIA” que cruzaram o espaço aéreo português ou que fizeram escala em Portugal, com vista à responsabilização, inclusivamente a nível criminal, de todos os que colaboraram ou participaram nessa prática ilegal;

9. A recusa de um conceito estratégico da NATO que de qualquer forma legitime esta organização a intervir militarmente contra as determinações estabelecidas pela Carta das Nações Unidas;

10. O cumprimento do preceito constitucional que preconiza a abolição dos blocos político-militares.

Março de 2010

Tribunal-Iraque (Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque)
Associação Abril
CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses)
Comité de Solidariedade com a Palestina
Comité de Solidariedade Mumia Abu-Jamal
CPPC (Conselho Português para a Paz e a Cooperação)
Fórum Pela Paz e Pelos Direitos Humanos
MDM (Movimento Democrático de Mulheres)
Mudar de Vida
Política Operária
Solidariedade Imigrante


(Declaração subscrita por diversas organizações portuguesas exigindo ao Governo uma mudança de política a respeito da situação de guerra que se vive no Próximo e Médio Oriente.

Esta declaração assinala os sete anos passados sobre a invasão do Iraque e sobre a tomada de Bagdad, ocorridas em 20 de Março e em 9 de Abril de 2003.

O texto foi enviado à imprensa, emissoras de rádio e de televisão; e ainda à Presidência da República, Governo, Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ministério da Defesa, Presidência da Assembleia da República e Grupos Parlamentares

15.4.10

Derivas de Maio organizam um ciclo de debates no dia 22/5 e trazem ao Porto o filósofo catalão Santiago López-Petit

Este ano, as Derivas são em Maio, que é um bonito mês. Na Esmae, para a Rua da Alegria, na cidade do Porto.

O tema: Com uma Faca nos Dentes, muito pela onda de António José Forte. Sinais dos tempos que correm.

Para além da política e da filosofia, vêm aí mais surpresas com a construção de pedagogias livres. No dia 22 de Maio.

Estas segundas derivas propõem-se debater a educação e a revolução. Um binómio nem sempre conjugado e que foi convenientemente separado à nascença. Mas nem sempre foi assim: em todas as revoluções dignas desse nome o amor, o quotidiano, a educação pertenciam às mesmas ondas de choque. Em cada inovação e transformação revolucionárias no campo livre da educação o Estado soube recuperá-las e cedê-las à sua classe e aos seus sequazes. Trata-se, portanto, de inventar caminhos impossíveis de serem recuperáveis, ou seja, de criar situações
verdadeiramente irreversíveis.


Nos campos da realidade e do quotidiano, pretende-se igualmente transformá-los de modo a criar objectos reconhecíveis pelos deprimidos do mundo inteiro; um modo moderno de superação niilista dos novos cadáveres esquisitos e das nossas máscaras acinzentadas em que nos tornámos.

Vamos promover estes e outros debates entre nós, que teimamos em realizá-los.

As Derivas de Maio convidam-no, e à Suzana Ralha, ao António Alves da Silva, ao Rui Pereira e ao Santiago López-Petit a passar pelo Café Concerto da ESMAE, no dia 22 de Maio, pela manhã e tarde de um sábado. A falarmos e a encontrarmos saídas.


«E se a Revolução significasse,
antes de tudo, Educação?»


Programa

9:30 – Entrega do certificado de presença
9:45 – Abertura
Moderação: António Luís Catarino
10:00 –– Suzana Ralha, Professora
11:30 – António Alves da Silva, Professor
Debate

12:30 – Intervalo para almoço

«Fazer o Pensar e Pensar o Fazer – Como atacar a Realidade?»
Moderação: António Luís Catarino
14:30 – Rui Pereira, Jornalista
15:00 – Santiago López-Petit, Filósofo. Universidade de Barcelona
Debate

16:00 –– Apresentação do livro de Santiago López-Petit, A Mobilização Global seguido de O Estado-Guerra e Outros Textos. Tradução e Comentários de Rui Pereira. Deriva Editores, 2010

17:00 – Projecção do Filme El Taxista Ful de Jordi Solé (Jo Sol)


Textos de Santiago López-Petit:

Outros textos -
AQUI e AQUI

De Bakunin a Lacan:anti-autoritarismo e a deslocação do poder(From Bakunin to Lacan:Anti-Authoritarianism and the Dislocation of Power)de Saul Newman

Ler o livro de Saul Newman, From Bakunin to Lacan: anti-authoritarianism and the dislocation of power - AQUI

Recensão crítica de Todd May do livro «De Bakunine a Lacan: anti-autoriatrismo e o deslocamento do poder» (From Bakunin to Lacan: Anti-Authoritarianism and the Dislocation of Power), de Saul Newman, retirada
daqui

1. O objectivo geral do novo livro de Saul Newman, From Bakunin to Lacan: Anti-Authoritarianism and the Dislocation of Power, é oferecer uma crítica aomodo pelo qual o poder, e especificamente o poder político, é comummenteconcebido. Ele evita a abordagem padrão a tais discussões que giram em tornode um abraço ou uma modificação de Marx, voltando-se, ao invés, à desprezadaarena do anarquismo e articulando-a com pensadores actuais associados pelotermo de “pós-estruturalismo”. Newman argumenta que o que ele chama de“local do poder”, a ideia de que o tratamento dado ao poder parecefrequentemente constrangê-lo conceptualmente à certa região ou tipo – e com efeito, essencializando o poder num tipo natural – interpreta mal, assim, a verdadeira operação do poder.

O poder, como muitos pensadores recentesargumentaram, é mais difuso e incircunscrito do que foram capaz de reconheceros tratamentos progressistas tradicionais ao tema, especialmente o Marxismo.


2. O livro inicia-se com um tratamento ao Marxismo, e mostra que, para osMarxistas, o local do poder é sempre na economia, e abordagens ao poder não-economicistas não são consideradas. A discussão foca aqui a ideia de que, umavez que os Marxistas pensaram frequentemente o estado como determinadopelo poder económico, não se embaraçaram, então, em assumir o controle doestado a fim de mudança nas relações económicas. As consequências de talpensamento, longamente criticado pelos anarquistas, manifestaram-se durantetoda a história de nosso século.

3. Anarquismo, em contraste, enxerga que o Marxismo perdeu devista o papel do poder de estado nas relações sociais. Infelizmente, osanarquistas parecem querer colocar todo poder no nível do estado, e assimmeramente substituir um local de poder pelo outro. Em sua visão, o estado é olocal do poder, e a resistência reside nos impulsos naturais de uma humanidadenão-contaminada por tal poder. Elimine o estado, e as deletérias relações depoder cairão por si mesmas.


4. Neste ponto, Newman volta-se para o anarquista Max Stirner, numa mistura interessante de explicações padrões, a fim de criticar o tipo de humanismoinerente ao pensamento de tantos outros anarquistas. Para Stirner, o humanonão é um recurso natural de resistência não-contaminada, mas antes é um localvazio, um projecto a ser realizado. Este projecto pode ser realizado igualmentepor meios opressivos ou não-opressivos. A questão é, então, como conceber opoder e a resistência se a nenhum deles é relegado a um local natural.


5. Michel Foucault começa tal processo através da análise dos meios polimorfos pelos quais o poder opera. Entretanto, ele vacila, pois, ao enxergar o poder emtodo lugar, parece prescindir da possibilidade de contextualizar a resistênciasem retornar a um lugar externo ao poder e não-contaminado por ele. Tal lugarseria tão essencialista como aquele oferecido pelo anarquismo.

6. Deleuze e Guatarri, ao buscarem novas categorias conceituais para o poder,minam a ideia de locais distintos para o poder e a resistência, especialmentecom o seu conceito de “máquina de guerra”. Entretanto, ao contrapor o desejo ao social, acabam retornando a muitas categorias que sua obra propõe-se a resistir.

7. Derrida, ao deslocar muito da estrutura oposicional que caracteriza o pensamento político (e outros), oferece uma abertura para re-conceber o poder ea resistência. Se o poder e a resistência estão entrelaçados a ponto de prescindir de uma separação em dois locais distintos, então um pensamento que envolve categorias derrideanas, como differance e infra-estrutura, pode ser mais apropriado para compreender tal operação. Derrida, entretanto, não oferece um tratamento ao sujeito da resistência, ao actor político.

8. Aqui, finalmente, Lacan, o verdadeiro herói do livro de Newman, se torna relevante. Para Lacan, o poder contém a sua própria falta. O significante é internamente fendido, permitindo que a resistência ocorra no poder e não fora dele. Se o sujeito lacaniano é incrustado no e resistente ao poder em sua estrutura mesma, então ambos poder e resistência existem sem locais distintos e essenciais, são dispersos e polimorfos, e podem ser pensados sem os problemas que caracterizaram os tratamentos dados desde Marx até Deleuze e Guatarri.
Um pensamento pós-anarquista, que leva a sério o impulso anti-autoritário do anarquismo, ao passo que se livra do tratamento humanista ao poder e a resistência, se iniciaria a partir daqui.

9. Newman acredita que ao usar um framework lacaniano, também utilizado na obra de Ernesto Laclau, em sua discussão sobre a lógica do significante vazio,pode ao mesmo tempo abraçar uma ética da crítica e evitar qualquer carácter essencializante aos quais os termos da crítica poderiam prestar-se. Se isto soa à abordagem desconstrutiva da linguagem de Derrida, a verdade é que Newman busca alcançar uma abordagem ao pensamento progressista que parta do anarquismo e do pós-estruturalismo, e não do Marxismo, e que enxerga nos impulsos por trás desses movimentos não somente uma abordagem para conceber o poder, mas também, indissociavelmente, uma abordagem à linguagem.

10. Há diversos aspectos de From Bakunin to Lacan que particularmente o recomendam. Em primeiro, diferente de tantas explicações referentes aos pensadores citados, o livro é claro e coerente. As visões sumárias que providencia de filósofos tão difíceis como Lacan e Deleuze são ambos acurados e legíveis. É uma virtude difícil de se alcançar em tal trabalho. Em segundo, Newman afunilou uma vasta gama de visões num programa único de teoria política. Não se lê o livro como um conjunto de capítulos desconectados, mas como um movimento progressivo por sobre diversas visões em direcção a uma abordagem teórica coerente sobre a concepção de política. Finalmente, em contraste com minha própria obra, que focava Foucault, Deleuze e Lyotard em contraste a Derrida e Lacan, o livro de Newman busca articular um anarquismo alinhado a elementos desconstrutivos do pensamento francês actual.


11. A questão que resta para mim é se tal intento foi conseguido. Eu acredito que não, sobretudo pelas razões que motivaram o meu afastamento de Derrida e Lacan, num primeiro momento. Eu não estou convencido de que ao utilizar uma abordagem desconstrutiva à linguagem e à política, haveria lugar para o tipo de acção colectiva que parece necessária para o sucesso político. Indeterminação, no meu entender, é uma base fraca para o pensamento e para a organização política. Ele tende a afastar as pessoas e não juntá-las.

Eu entendo que Newman põe em causa, e correctamente, que juntar também traz o risco de abraçar de novo conceitos essencializantes e formas autoritárias de poder. Para mim, parece que uma abordagem política adequada não pode se furtar a esse risco; sua tarefa é articular uma concepção de linguagem que enxergue o significado – e as categorias políticas que daí ascendem – como determinado, mas contingente, e não como necessariamente indeterminado.

A escolha, em suma, me parece não residir unicamente entre a indeterminação derrideana/lacaniana (ou uma determinação sempre ameaçada) e a determinação autoritária essencializante.

Uma terceira possibilidade, e na minha opinião a correcta, seria uma determinação contingente, uma determinação que pode flutuar ao redor das margens, ser criticada e alterada pela crítica genealógica ou outra crítica, mas que retenha seu poder de providenciar o tipo de margem ética que Newman busca (mas me parece não encontrar) em Derrida e Lacan.

12. Dito isto, recomendo altamente o livro a pesquisadores do pensamento progressista. Newman, para mim, parece estar correcto em seu alvo, em enxergar o anarquismo e não o Marxismo como o ponto de partida apropriado para a teoria política progressista; e nisso seu trabalho, além disso, está em consonância com a tendência actual dos movimentos anti-globalização ao redor do mundo. A questão de saber se se há-de escolher Foucault/Deleuze/Lyotard ou Derrida/Lacan como herdeiros e modificadores do pensamento anarquista clássico continua em aberto. De qualqiuer forma, Newman mostra através desta sua obra que adoptou uma perspectiva interessante e original, enraízada no local correcto, o que não pode ser negado.



Todd May é Professor de Filosofia na Clemson University. Escreveu extensivamente sobre o pensamento de Michel Foucault e Gilles Deleuze.




Saul Newman: Postanarchism between Politics and Anti-Politics