1.12.08

Seminário no CES (3 e 4 de Dezembro em Coimbra): Circuitos de Dominação do Capital e o desafio da (Re)Invenção da emancipação no séc. XXI

O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES/UC) promove o Seminário "Circuitos de dominação do Capital e o desafio da (re)invenção da emancipação no século XXI", organizado por investigadores de pós-doutoramento. O objectivo é compartilhar análises e estudos produzidos nos percursos de investigação, trabalhando dois eixos:
1) a expansão do capital e suas configurações no âmbito do consumo e
2) as experiências emancipatórias, privilegiando alternativas de luta em diferentes domínios da vida social. Nesta partilha reflexiva, o colóquio pretende articular olhares de investigadores e de integrantes dos movimentos sociais, com o propósito de ampliar as vias de investigação.

GÉNESE E CONCEPÇÃO

Nos percursos do pós-doutoramento no Centro de Estudos Sociais – CES, neste ano de 2008, com a orientação científica do Professor Boaventura de Sousa Santos, temos trabalhado, de forma intensa e sistemática, o seu pensamento de diferentes ângulos, orientadas por questões-chave em nossos processos específicos de investigação. Mobiliza-nos o esforço de gestar uma "reflexão inovadora", em resposta às provocações do mundo que vivemos, perseguindo vias e pistas que este "pensamento em processo" está a abrir para pesquisadores/pesquisadoras que, neste momento da civilização do capital, ousam exercer o pensar e a crítica na busca de caminhos da (re)invenção da emancipação.

Estamos convictas de que é "dever de ofício" colocar em circulação as reflexões gestadas neste entrecruzamento dos nossos objetos de pesquisa com o pensamento emancipatório de Boaventura de Sousa Santos. Assim, estamos construindo este "Seminário Interno de Reflexão e Debates" como um espaço de compartilhamento do que estamos a produzir em nossos estudos e pesquisas, viabilizando oportunidades de socializar e ampliar reflexões, questões, inquietações e vias investigativas.

Para dar concretude a esta nossa pretensão de discutir, partilhar, movimentar produtos e processos na tessitura do conhecimento, procuramos articular olhares de outros/as pesquisadores/as que, no CES, estão a vivenciar o pós-doutoramento e o doutoramento. Desse modo, queremos contribuir para uma articulação teórico-analítica e troca de experiências entre nós, tendo, como fio condutor, a "reflexão inovadora" que, na sua inquietude, faz gestar caminhos e alternativas.

Neste sentido, o seminário proposto também tem a intenção de funcionar como uma ponte acadêmica entre as experiências de pesquisa dos pós-doutorandos e os estudantes dos programas de doutoramento promovidos pelo Ces – em particular o de Pós-colonialismos. Deste modo, pensamos corroborar as premissas colaborativas que norteiam a proposta inovadora do Centro de Estudos Sociais. Também buscamos, com este evento, promover maior integração entre os pós-doutorandos, oferecendo uma oportunidade para que apresentem seus objetos de pesquisa na perspectiva da emancipação social.

O evento, em termos gerais, tem uma estrutura diversificada, de modo a enriquecer as perspectivas de análise que provoca:
1. palestras sobre formas de dominação do capital e perspectivas de emancipação social (Alba Carvalho e Luciane Lucas dos Santos),
2. reflexões temáticas problematizadoras, que são relatos de experiência feitos por doutorandos (que tenham objetos de pesquisa em interação com os temas dos seminários), seguidos de perguntas à mesa
3. interpelação provocativa dos movimentos sociais (convite da cooperativa de consumo Mó da Vida) e
4. mesa com pós-doutorandos.
O seminário também conta com uma conferência de abertura. Acreditamos que, em função do momento e da temática proposta, seria oportuno iniciar o seminário com uma análise do contexto atual a partir de uma leitura marxista.

De fato, é este um Seminário Interno, momento preparatório de outros eventos de maior amplitude e publicização, no âmbito de nossos objetos específicos de investigação, ao longo deste ano de pós-doutoramento. É uma expressão do trabalho de sistematização analítica, a adentrar em questões e desafios no campo do "conhecimento-emancipação", em coerência com a perspectiva do CES, espaço por excelência, de produção do pensamento crítico.

Seminário
Circuitos de Dominação do Capital e o Desafio da (Re)Invenção da Emancipação no Séc XXI

Sala de Seminários do CES (2º Piso) / Conferência de abertura no Auditório da Faculdade de Economia (FEUC)

PROGRAMA

3 de Dezembro
O CAPITAL E SEUS ACTUAIS CIRCUITOS DE DOMINAÇÃO: UMA EXPANSÃO SEM LIMITES

9:30 - 10:00 – Abertura

10:00 - 11.30 – Conferência de abertura (Auditório da Faculdade de Economia - FEUC) (re-agendada para a primeira quinzena de Janeiro de 2009)
DE MARX A GRAMSCI: HEGEMONIA, MEMÓRIA E O REGRESSO DA POLÍTICA
Fernando Rosas Instituto de História Contemporânea – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa
Esta conferência foi adiada

11.30 - 12:15 – Debate
Alba Maria Pinho de Carvalho
Pós-Doutoranda CES
Nas últimas décadas do séc. XX e primeira do séc. XXI, vivemos um novo momento na civilização do capital: a mundialização com dominância financeira. A predatória expansão capitalista avança, parecendo não ter limites: o capital não poupa nada, nem ninguém. Torna redundante a vida de crescente contingente humano, violentando a natureza, pondo em risco a própria vida planetária.Nesta civilização mundializada do capital e sua lógica ilimitada de expansão afirmam-se novas formas de dominação social a assumir dimensões peculiares: são formas de dominação cada vez mais abstratas, impessoais, perversamente sutis, mas objetivamente generalizantes. É um padrão de dominação abstrata que envolve toda a sociedade, impondo-se àsdiferente “personas do capital”. Em verdade, é um metabolismo social que faz sentir seu peso, seu poder, seu domínio como uma força estrutural que se apresenta como alheia aos indivíduos. Tal força metabólica do capital impõe modos de vida, define formas de sociabilidade. Neste contexto mundializado, regido pela lógica da dominação abstrata do capital, difunde-se a instabilidade, a insegurança, como expressões de época.Na atual conjuntura de crise financeira americana que se espraia pelo mundo, expressa-se, com dureza, a insegurança como marca do sistema do capital no século XXI. Nos grandes centros de decisão econômica domina a incerteza, transformada em pânico. O fantasma do colapso revela o seu rosto. A crise americana é a crise no espaço da interpenetração financeira, produtiva, comercial à escala planetária, formando uma trama muito densa e abrangente.A crise aponta para mudanças, (re) colocando o “regresso do Estado” no centro da cena histórica e no foco das análises. Estamos ante uma “nova globalização pós-neoliberal”, no dizer de Boaventura de Sousa Santos (2008). Emergem novos regionalismos. Neste cenário de crises, abalos e redefinições impõe-se, com urgência, o desafio de (re) invenção da emancipação social.
Luciane Lucas dos Santos
Pós-Doutoranda CES
O consumo se configura, na sociedade contemporânea, como um importante marcador social. Se neste aspecto reside sua força, aí também se encontra seu ponto maior de crítica, já que a produção simbólica implícita nos atos de consumo fortalece e legitima uma produção capitalista do espaço. Em tempos de obsolescência material e simbólica, vivemos a mais-valia estética do signo. Nada é feito para durar, configurando-se a estética do descartável como dinâmica predominante na sociedade.Uma análise mais detalhada do consumo como fenómeno social nos mostra também que ele funciona como uma espécie de meta-monocultura, produzindo ausências que se naturalizam no discurso cotidiano. Há várias instâncias em que este fenómeno se produz, naturalizando mecanismos de apropriação e violência (tanto material como simbólica): o corpo, a saúde, a produção e uso do espaço. São múltiplas as dimensões em que a lógica do capital atua.Um dos cenários em que esta lógica pode ser percebida com relativa nitidez é o que corresponde à produção e circulação dos alimentos – hoje transformados em ativo financeiro. O par produção – consumo de alimentos constitui um bom exemplo de como, hoje, se produzem, legitimam e naturalizam ausências. Ao mostrar que a fome resulta menos da disponibilidade de alimentos do que de uma divisão desigual do espaço, buscamos evidenciar como o mercado transnacional de alimentos reproduz, neste sentido, um projeto neocolonial do espaço.

16.10 - 16.30 – Intervalo

16.30 - 17.00 – Reflexões temáticas problematizadoras

Da medicalização do corpo à mercantilização da vida
Alice Cruz
Doutoranda CES

O espaço da economia solidária em tempos de mundialização do capital
Vanderson Carneiro - Doutorando CES

17.00 - 17.20 - Interpelação Provocativa da Perspectiva dos Movimentos Sociais
Mamadou Ba
SOS Racismo

17.20 - 19.00 – Debate

4 de Dezembro

O DESAFIO DA (RE)INVENÇÃO DA EMANCIPAÇÃO NO SÉCULO XXI: EXPERIÊNCIAS E PERSPECTIVAS EM PROCESSO

10.00 - 10:50 – Conferência 1

EXPERIÊNCIAS EMANCIPATÓRIAS NA AMÉRICA LATINA: TESSITURAS DE UMA HEGEMONIA
Alba Maria Pinho de Carvalho
Pós-Doutoranda CES

10.50 - 11.40 – Conferência 2
Luciane Lucas dos Santos
Pós-Doutoranda CES
Alguns estudiosos têm argumentado que o consumo pode ser uma ferramenta de ação política. Neste sentido, consumidores teriam a oportunidade de exercer pressão sobre o mercado a partir de suas escolhas. Contudo, ao atrelar indivíduos e grupos a uma mais-valia estética do signo, o consumo capitalista suscita mecanismos permanentes de dominação. A questão que se coloca é: pode ser emancipatório? Com base na teoria das cinco ecologias de Boaventura de Sousa Santos, discutimos a possibilidade de uma sexta ecologia – a ecologia do consumo - como alternativa transgressora da lógica de mercado. Buscamos identificar em que medida um outro modo de constituição de sentido pode articular-se em torno de experiências de consumo não-capitalista – a exemplo das cooperativas de consumo, dos clubes de troca e do comércio justo. Tendo como foco de análise o mercado de alimentos, fundamentamos a perspectiva emancipatória do consumo, aqui, a partir de uma relação possível com a soberania alimentar.

11.40 - 11.50 – Intervalo

11.50 - 12.10 – Reflexões Temáticas Problematizadoras

As estratégias de poder das mulheres
Teresa Cunha
Doutoranda CES

12.10 - 12.30 – Debate

14.30 - 14.50 – Reflexões Temáticas Problematizadoras

O simbólico como espaço de emancipação
Karine QueirózDoutoranda CES

14.50 - 15.10 – Interpelação Provocativa da perspectiva dos Movimentos Sociais
Sandra SilvestreAcção para a Justiça e Paz - AJPaz

15.10 - 15.30 – Debate

15.30 - 15.45 – Intervalo

15.45 - 17.30 - Mesa de Debates com Pós-Doutorandos

CAMINHOS DA EMANCIPAÇÃO: PENSANDO ALTERNATIVAS

O Teatro como via de transgressão e narrativa emancipatória
José Simões de Almeida Junior

Escrita, Identidade, Deslocamento Subjectivo
Claudete Moreno Ghiraldelo

A Escrita como Possibilidade de (Re)Invenção Poética de Si
Marilda Ionta

Movimentos Culturais como via de contestação
Luciana Mendonça

A Boémia Literária e as Expressões Alternativas de Contestação da Cultura
Ulisses N. Rafael

17.30 - 18.30 – Debate

Indígenas, nativos, nações - curso no Centro de Estudos Sociais em Coimbra

Curso de Formação Avançada:
Indígenas, nativos, nações: identidades colectivas e classificações étnicas

4 a 6 de Dezembro de 2008, Centro de Estudos Sociais
Coordenação: Silvia R. Maeso

Organização: Núcleo de Estudos de Democracia, Cidadania Multicultural e Participação


Nas últimas décadas do século XX surgiram, em diferentes contextos, debates nas ciências sociais e humanas em torno ao sucesso histórico e a legitimidade política do Estado-Nação moderno. Partindo das perspectivas da sociologia das identidades colectivas e das teorias pós-coloniais tem vindo a ser propostas revisões de noções como as de Indígena, Nativo ou Nação e a sua vigência nas relações sociais e políticas contemporâneas.

Este curso de formação enquadra-se nesta diversidade de debates com a intenção de sugerir discussões em torno dos processos que, em contextos da América Latina, da África e da Europa, se desenvolvem nas narrativas sobre a tradição, a etnia, a raça e a pertença nacional, entre outras. Para além das críticas às posições essencialistas em torno das identidades, o curso pretende discutir a maneira como as relações sociais se constituem na tensão com estas múltiplas inscrições, as quais são em alguns casos reproduzidas, em outros negadas.

Dia #1
Quinta-feira, 4 Dezembro
[Faculdade de Economia, UC]

17.00 Apresentação

17.30
Estatuto dos Indígenas Portugueses das Províncias da Guiné, Angola e Moçambique
Formadora: Paula Meneses (CES)

Dia #2
Sexta-feira, 5 Dezembro
[CES]

10.30-12.00
A noção de “Índio” nos imaginários nacionais e nas relações quotidianas na região andina: Equador e Peru
Formadora: Silvia R. Maeso (CES)

12.00-12.30 Debate

15.00-16.30
Etnicidade e as ideologias da libertação nacional: o caso da Guiné-Bissau
Formador: Julião Sousa (CEIS20, Universidade de Coimbra)

16.30-17.30 Debate

Dia #3
Sábado, 6 Dezembro
[CES]

10.00-11.30
Aprendendo a ser Bascos: sociologia das identidades débeis
Formador: Gabriel Gatti (Universidade do Pais Basco)

11.30-12.30 Debate

14.30-16.00
Movimento dos Indígenas da República - França
Formador: Clemens Zobel (CES)

16.00-17.30 Mesa Redonda

Colóquio internacional anual da Sociedade P.-J Proudhon em Paris ( 6 de Dezembro de 2008)




http://societeproudhon.ouvaton.org/

Pierre-Joseph Proudhon (Besançon, 15 de Janeiro de 1809 — Paris, 19 de Janeiro de 1865) é considerado o fundador do anarquismo moderno. Filho de uma família humilde, começou a trabalhar muito cedo, o que lhe permitiu entrar em contacto com as ideias dos socialistas utópicos como Saint-Simon e Fourier. Mais tarde, tornou-se tipógrafo Em 1838, já diplomado pela faculdade de Besançon, foi para Paris, onde em 1840 publicou um livro que o tornou conhecido, o ensaio Qu'est-ce que la propriété?, onde afirma que « La propriété c'est le vol » (A propriedade é o roubo), e se declara anarquista, defendendo que a exploração da força de trabalho dos seres humanos era um roubo, e que cada pessoa deveria comandar os meios de produção que utilizasse. Num outro seu livro, Les confessions d'un révolutionnaire, defende que l'anarchie c'est l'ordre » (A anarquia é a ordem). Após tentar criar um banco para empréstimos sem juros, Proudhon lançou as bases de um sistema mutualista

O pensamento de Proudhon, assim como o de Fourier e Saint-Simon, era voltado para uma reorganização da sociedade, tendo como princípio a justiça. Essa justiça seria a base da harmonia social, mas também do pensamento humano e até mesmo das relações físicas

Textos de Proudhon:
http://classiques.uqac.ca/classiques/Proudhon/proudhon.html


A Sociedade P.-J Proudhon realizará o seu Colóquio internacional anual no próximo dia 6 de Dezembro de 2008 , em Paris; este ano o colóquio será sob o tema «Passagens utópicas, traços e práticas» (Passages utopistes, traces et pratiques)

Saint-Simon e Fourier tiveram , como se sabe, uma influencia decisiva e duradoura sobre Proudhon, o que não impediu deste ter criticado o utopismo deles. O Colóquio anual da Sociedade Proudhon tratará destas passagens utópicas, os seus traços e práticas.

Programa

9h30 Olivier CHAIBI, Jules Lechevalier et les essais de réalisation de l'utopie

10h00 Pascal KAEGI, Les utopies coloniales des saint-simoniens.

10h30 - 10h 45 Débat

10h45 - 11 h 00 Pause

11h00 Sophie DELVALLEZ, L’utopie des premières féministes

11h30 François FOURN, 1848-1849 en France : les utopies socialistes frappées de caducité ?

12h00 Débat

12h30 - 14 h00 Pause-repas

14h00 Gaetano MANFREDONIA, Proudhon utopiste ?

14h30 Philippe CHANIAL, Proudhon et le socialisme associationniste

15h00 Débat

15h15-15h30 Pause

15h30 Mimmo PUCCIARELLI, Les pratiques utopistes aujourd’hui sur la Croix- rousse

16h00 Bruno FRÈRE, Actualité de Proudhon dans les mouvements d’économie solidaire

16h30 Débat final

17h00 Assemblée générale de la Société P.-J. Proudhon

Entrée libre et gratuite

Local do Colóquio:
FIAP Jean Monnet (Foyer International d’Accueil de Paris),
30 rue Cabanis, 75014 Paris

CITAÇÕES:
«A anarquia é a ordem sem o poder»

«A república é uma anarquia positiva»

"Ser governado significa ser observado, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, cercado, doutrinado, admoestado, controlado, avaliado, censurado, comandado; e por criaturas que para isso não tem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude... Ser governado significa que todo movimento, operação ou transação que realizamos é anotada, registrada, catalogado em censos, taxada, selada, avaliada monetariamente, patenteada, licenciada, autorizada, recomendada ou desaconselhada, frustrada, reformada, endireitada, corrigida. Submeter-se ao governo significa consentir em ser tributado, treinado, redimido, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; tudo isso em nome da utilidade pública e do bem comum. Então, ao primeiro sinal de resistência, à primeira palavra de protesto, somos reprimidos, multados, desprezados, humilhados, perseguidos, empurrados, espancados, garroteados, aprisionados, fuzilados, metralhados, julgados, sentenciados, deportados, sacrificados, vendidos, traídos e, para completar, ridicularizados, escarnecidos, ultrajados e desonrados. Isso é o governo, essa é a sua justiça e sua moralidade! ... Oh personalidade humana! Como pudeste te curvar à tamanha sujeição durante sessenta séculos?"

«A Propriedade é o roubo»



A infância de Proudhon

Economista vai viver um ano sem o deus-dinheiro para desmistificar os valores do capitalismo, que está baseado na acumulação da moeda e do capital

O economista Mark Boley, de origem irlandesa, mas a viver na Inglaterra, pertencente ao movimento Free Economy, vai viver durante um ano sem dinheiro a fim de demonstrar que, ao contrário do que é consagrado pela economia capitalista, é possível viver sem o deus-dinheiro.

Boley viverá numa pequena caravana emprestada, perto de Bristol, no oeste da Inglaterra, apetrechado com um fogão a lenha e um chuveiro com painel solar.

Mark Boley tem o curso universitário de economia e confessa ser extremamente crítico relativamente à economia capitalista e ao seu poder destrutivo da natureza e das relações sociais entre as pessoas.

"As sociedades ocidentais lançam fora um terço da comida que consomem. Se as pessoas produzissem a sua própria alimentação, teriam muito mais cuidado. O mesmo acontece com a água, se nós é que tivéssemos que mantê-la limpa, não a sujaríamos", disse.

Para a sua alimentação ele prevê recorrer à plantações próprias assim como do que arranjar nas proximidades, dado que não faltarão toneladas de desperdícios de que se poderá aproveitar. È o próprio Boley que afirma: »a sociedade lança tanta comida no lixo que basta aproximarmo-nos dos supermercados para nos alimentarmos»

E acrescenta que a sua vida não se vai limitar apenas à alimentação pois «… há lançamentos de livros e inaugurações de exposições de arte suficientes para poder encher a barriga com sofás e bebida de graça".

Mark Boley faz parte da Freeconomy, um movimento que promove a troca e a eliminação do dinheiro como estilo de vida e cuja comunidade é composta já de muitos elementos de vários países.

O repto deste economista coincide com o "Buy Nothing Day" (dia sem compras) que é assinalado no mundo inteiro para chamar a atenção para os excessos da sociedade de consumo num mundo no qual milhares de pessoas morrem de fome todos os dias.

Como meio de transporte, Mark vai usar uma velha bicicleta com um carrinho, com a qual não afasta a possibilidade de "passar as férias de Natal com a família".

Movimento Free Economy:
http://www.justfortheloveofit.org/
http://www.justfortheloveofit.org/blog.php


Algumas ligações sobre o assunto:

Growing Real Organic Food in Urban Neighbourhoods
http://www.grofun.org.uk/

http://www.freecycle.org/

Imagine A World Without Money
www.countercurrents.org/steinsvold110708.htm

Mutualismo:
http://mutualist.blogspot.com/

O exemplo histórico de Peace Pilgrim que durante 28 anos atravessou os Estados Unidos a pé, sem dinheiro, para defender a paz:
http://www.peacepilgrim.net/

O caso dos Diggers
http://en.wikipedia.org/wiki/Diggers
http://www.diggers.org/kaliflower/dtf.htm

O movimento Tree Hugger:
http://www.treehugger.com/

Vagabundear:
http://www.vagablogging.net/

Conselhos:
http://kk.org/ct2/2008/02/freeconomy.php
http://kk.org/kk/


What is The Freeconomy Community ?

It's about making the transition from a money-based communityless society to a community-based moneyless society.
It's about helping others and providing an opportunity for others to help you.
It's about sharing the skills you have learnt through your life and learning those you haven't.
It's about sharing your tools so you all can have access to all the tools under the sun without it costing the earth.
It's about using any free space you have to either benefit positive, ethical and local projects, or to enable volunteers to keep doing their amazing work for free.
It's about sharing the land you don't need in order to facilitate a local food community.
It's about freeconnecting neighbours.
It's about learning to help each other again.
It's about getting ready for a post peak oil world.
It's about making dinner for a friend who was yesterday a stranger.
It's about keeping money out of the equation.
It's about communicating face-to-face and phasing out technological communication.
It's about putting the soul back into society.
It's about helping each other not for profit, but just for the love-ofit.






Guide to The Freeconomy Community



Reportagem

28.11.08

Dia Sem Compras (Buy Nothing Day) é já amanhã (29 de Novembro)


Texto do GAIA- Grupo de Acção e Intervenção Ambiental sobre o Dia Sem Compras (Buy Nothing Day) que é assinalado em todo o mundo no último Sábado de cada mês de Novembro ( este ano, calha no dia 29 de Novembro de 2008)



Dia 29 de Novembro celebra-se o Dia Sem Compras, internacionalmente conhecido como Buy Nothing Day.


O GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, como já o fez em anos anteriores, pretende que se assinale este dia como uma chamada de reflexão sobre o consumismo na sociedade moderna e as suas consequências nefastas sobre o ambiente e as populações no terceiro mundo.


12 por cento da população mundial vive na América do Norte e Europa Ocidental e é responsável por 60 por cento do consumo, mas um terço da humanidade que vive no Sul da Ásia e África conta apenas com 3,2 por cento.

Hoje há mais de um carro por cada 12 habitantes, em 1950 havia um carro por cada 50 habitantes. Os níveis de dióxido de carbono aumentaram 20 por cento em relação a 1958. O consumo anual de plásticos aumentou de 5 milhões de toneladas nos anos 50 para quase 100 milhões hoje. A distância percorrida dos alimentos que consumimos aumentou 25 por cento entre 1980 e 2001. Entre 2000 e 2005, à volta de 10 milhões de hectares de floresta foram perdidos por ano na América do Sul na qual se incorpora a floresta da Amazónia. A floresta é destruída primariamente para produções de gado e plantações de feijão de soja. Somente 20 a 25 por cento da soja brasileira é utilizada domesticamente; a sua maioria é exportada maioritariamente para consumo de gado.

Embora estes e outros factos assustadores, dados alarmantes, as corporações, na sua ganância, tentam a todo custo vender mais e mais produtos, e introduzir necessidades fúteis de consumo com a indústria da publicidade. Enchem-nos a vida com anúncios, tornou-se um verdadeiro substituto da religião e pregam das mais variadas formas.

O resultado desta gula por consumo está agora em todo o lado, com o crescente consumo há um crescente endividamento, porque estas empresas tentam a todo o custo vender produtos até a quem não tem crédito. O sistema está a aquecer demasiado e hoje temos os estados que se dizem rotos e a nadar em défices a tentar salvar instituições bancárias com garantias na ordem dos mil milhões de euros.

É tudo um pouco irónico, estamos a tapar furos num balão de ar com os dedos e um dia não haverá dedos para tantos furos. É necessário reconstruir a sociedade, e hoje nos debates televisivos e nos jornais pouco se fala sobre reais alternativas de base a este sistema caducado. Onde está a ênfase às alternativas emergentes? As eco-aldeias, o conceito de permacultura, os sistemas de troca directa e locais, as formas não hierárquicas de participação civil nos processos de decisão, o uso de transportes não poluentes, o vegetarianismo como forma de redução do consumo e não destruição das florestas?

No dia 29 o GAIA apela a outra forma de vida, queremos uma sociedade verdadeiramente democrática, em que tod@s têm direito a decidir sobre os problemas porque tod@s somos parte dele, e estamos fartos de ter corporações podres a decidir sobre tod@s nós e estamos fartos de estados marionetas das entidades bancárias e grandes empresas supranacionais.

Devemos reduzir o consumo ao essencial, viver a vida lá fora, receber o que o planeta tem para nos dar sem o destruir, o vento, o sol, as paisagens, as relações, as vivências.

Sair das televisões, dos shoppings, dos automóveis, vamos para as ruas e construir uma sociedade mais harmoniosa e justa.

Vamos recriar as relações, tanto sociais como a relação que temos com o nosso planeta que está em perigo.

Precisamos de respirar...

GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental
http://gaia.org.pt/

… e se aproveitássemos a crise para reflectir?





Ligações de interesse sobre o Buy Nothing Day:













Dia sem compras (Journée sans achat em França)







Buy nothing day







Student Project Video promoting Buy Nothing Day







The Good Consumer







Sugestão de programa para amanhã (29 de Novembro), no Dia Sem Compras ( Buy Nothing Day)


Programa do dia sem compras ( 29 de Novembro de 2008)

9h - Acordar habitual

10h - Pequeno almoço com o que tiver em casa.

11h - Meio da manha sem comprar. Se sair leve uma marmita

12h - Preparar um almoço caseiro ou num banco de jardim de maneira convivial

13h – Seguia-se o café.. mas não. É dia de experiência e reflexão, de poesia e não de compras supérfluas

14h - Perguntar a nós próprios porque raio não consumimos hoje.

14h01m - Responder. Pode-se sempre pedir a ajuda de alguém próximo

15h - Hora livre. Cada um não compra o que quiser

16h - Não comprar nada

17h - Ok.. se não há marmita comprar algo sem ser embalado. E que provenha de um comércio justo.

18h - Ainda há uns tempos havia sol. Arranjar entretenimento sem ter que comprar

19h - O jantar vai ser preparado com a descoberta de ingredientes não comprados e que fomos recolhendo nos últimos dias junto da mãe-natureza

20h - Ahh bem bom! Agora falar de barriga cheia e preparar a roupa de uma nova atitude para o dia seguinte.

21h - Ver um filme grátis sobre o consumismo, a sociedade de consumo e de desperdício em que actualmente vivemos


( retirado de um flyer do GAIA- Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, a ser distribuído amanhã)

Receita-Poupança ….para quem gosta de ser manipulado




RECEITA POUPANÇA ( ….para quem gosta de ser manipulado)

"Junta um quilo de produtos de pequenas lojas numa panela.Retira os Minipreços, descasca Continentes e tira a pele aos donos de Shoppings que acabam com o pão de cada dia dos comerciantes populares! Coloca um pouco de justiça e sal a cozer!

Numa frigideira (Made in China não fabricada por alguém que recebeu apenas 2 cêntimos), coloca óleo(com rótulo: não modificado geneticamente)e deixa apurar a cebola e o tomate apanhados da tua horta pela manhã!

Numa travessa de vidro( importada do Taiwan) espalha ao comprido os ingredientes anteriores e põe por cima rodelas de banana importada do Brasil e Ananás das Canárias ( que dá um sabor amargo aos produtores de fruta portuguesa)!

Leva tudo ao forno.E enquanto esperas, pensa na roupa que vais vestir no jantar( curiosidade: Portugal é o 2º país da Europa a gastar mais dinheiro em roupa)!

E para não pareceres mal, eis um conselho, leva vestido roupa da marca da Nike (que escraviza crianças) ou perfume da Calvin Klein (que testa em animais).

Ah...E... Sorri, pois, estás a ser manipulado!"


( texto retirado de um flyer do GAIA a ser distribuído amanhã, 29 de Novembro)

Feira de Trocas na Casa da Horta (dia 29 de Novembro) no Dia Sem Compras ( Buy Nothing Day)




Para celebrar o Dia Sem Compras, na Casa da Horta, das 18h às 20h vamos ter uma feira de trocas. Traz o que já não queres ou o que tens a mais e leva o que te faz jeito. (Se não quiseres trocar nada, podes sempre deixar na Prateleira Livre, onde mais tarde pode interessar alguém). Vamos ter também um local para poderes afixar os serviços que queres trocar (por exemplo, aulas de guitarra, sessões de yoga, cortar cabelo, etc).


No dia seguinte, aparece às 19h para veres o Documentário "Czech Dream".

"O festival de celebração da vida pela vida. Um dia para te desafiares a ti, à tua família e amigos a desligar o canal shopping e sintonizar para a vida.



A mensagem é clara: comprar menos, viver mais! Tentar uma vida simples por um dia, passando o tempo com aqueles que gostamos. também um dia de reflexão sobre asconsequências ambientais, sociais e éticas do consumismo. Os países desenvolvidos - que constituem cerca de 20% da população mundial consomem 80% dos recursos naturais do planeta, causando um nível desproporcionado de danos ambientais e uma injusta
distribuição da riqueza.



Como consumidores que somos temos que questionar os produtos que compramos e quem os fabrica, acerca da sua origem e processo de fabrico. Quais são os verdadeiros resíduos resultantes da sua produção? Quais as condições de trabalho e o nível de vida dos trabalhadores? O que nos leva a esta sede de comprar? Será a necessidade?


O Dia sem Compras pretende ser um dia que sirva de exemplo para uma mudança de consciência e até de estilo de vida, para um consumo mais responsável e racional. Um consumo focado nas verdadeiras necessidades e tendo em conta os aspectos sociais e ambientais inerentes à preservação da Terra e ao tratamento igual que todos os seres humanos merecem."


Casa da Horta, Associação Cultural
http://www.casadahorta.pegada.net/
casadahorta@pegada.net
Tel: 222024123 / 965545519 / 937267541 / 916472466
Rua de São Francisco, 12A
4050-548 Porto
(Perto da Igreja de São Francisco e Mercado Ferreira Borges)

O antropólogo Claude Lévi-Strauss, um dos principais nomes do pensamento e das ciências sociais, faz hoje 100 anos

Claude Lávi-Strauss, figura maior da antropologia, numa das suas raras declarações em 2005 para a televisão, disse:
«O que eu vejo hoje são as ameaças actuais como o desaparecimento assustador das espécies vivas, quer elas sejam vegetais ou animais, e o facto da espécie humana viver no mundo actual numa espécie de regime de envenenamento interno – se assim posso falar. Um mundo que estou a acabar de viver, e que eu não amo.»

Outras citações:

«O sábio não é o homem que fornece as verdadeiras respostas, mas aquele que põe as verdadeiras questões»

«A humanidade é constamente influenciada por dois porocessos, um que tende a instaurar a unificação, e outro que visa manter ou restabelecer a diversificação»

«Característca do pensamento selvagem é de ser intemporal»


»Nada mais parecido com o pensamento mítico, que a ideologia política»


Grande nome da antropologia, Claude Lévi-Strauss (n. em Bruxelas, 28 Novembro de 1908) é um representante do pensamento estruturalista, e por isso mesmo exerceu uma grande influência em todas as ciências sociais das últimas décadas. Formado em direito, depois em filosofia acabando por doutorar-se em Letras, Lévi-Strauss lança-se na etnografia em 1939, quando estava noo Brasil a dar aulas, e parte à descoberta dos índios Mundé e Tupi Kawahib. Durante a Ocupação alemã da França, ele vive nos Estados Unidos, onde convive com o antropólogo Franz Boas e o linguista Roman Jakobson, que vão influenciar profundamente o seu pensamento.e lançar as raízes do estruturalismo. Disso é ilustração a sua obra Antropologia Estrutural onde se estuda minuciosamente as relações sociais a fim de se compreender os mecanismos formais e as estruturas inconscientes. As suas análises tendem a demonstrar que o pensamento pré-lógico não é feito ao acaso, mas antes orientado segundo um eixo diferente do modo de pensar ocidental.Autor de outras valiosas obras e uma considerável bibliografia, o pensamento de Claude Lévi-Strauss, que completa hoje 100 anos, tornou-se indispensável para a compreeensão do homem.


OBRAS:
• La Vie familiale et sociale des Indiens Nambikwara, Paris, Société des américanistes, 1948.
• Les Structures élémentaires de la parenté, Paris, PUF, 1949 ; nouv. éd. revue, La Haye-Paris, Mouton, 1968.
• Race et histoire, Paris, UNESCO, 1952.
• « Introduction à l'œuvre de Marcel Mauss », dans Marcel Mauss, Sociologie et anthropologie, Paris, PUF, 1950.
• Tristes Tropiques, Plon, Paris, 1955.
• Anthropologie structurale, Paris, Plon, 1958 ; nombreuses rééd. Pocket, 1997. (ISBN 2-266-07754-6)
• Le Totémisme aujourd'hui, Paris, PUF, 1962.
• La Pensée sauvage, Paris, Plon, 1962.
• Mythologiques, t. I : Le Cru et le Cuit, Paris, Plon, 1964.
• Mythologiques, t. II : Du miel aux cendres, Paris, Plon, 1967.
• Mythologiques, t. III : L'Origine des manières de table, Paris, Plon, 1968.
• Mythologiques, t. IV : L'Homme nu, Paris, Plon, 1971.
• Anthropologie structurale deux, Paris, Plon, 1973.
• La Voie des masques, 2 vol., Genève, Skira, 1975 ; nouv. éd. augmentée et rallongée de « Trois Excursions », Plon, 1979.
• (en) Myth and Meaning, Londres, Routledge & Kegan Paul, 1978.
• Le Regard éloigné, Paris, Plon, 1983.
• Paroles données, Paris, Plon, 1984.
• Histoire de Lynx, Paris, Pocket, 1993. (ISBN 2-266-00694-0)
• Regarder écouter lire, Paris, Plon, 1993. (ISBN 2-259-02715-6)
• Saudades do Brasil, Paris, Plon, 1994. (ISBN 2-259-18088-4)
• Le Père Noël supplicié, Pin-Balma, Sables, 1994 (ISBN 2-907530-22-4)
• Œuvres, préface par Vincent Debaene ; édition établie par Vincent Debaene, Frédéric Keck, Marie Mauzé, et al., Paris, Gallimard, « Bibliothèque de la Pléiade », 2008. (ISBN 978-2-07-0118021) (Ce volume réunit Tristes tropiques ; Le totémisme aujourd'hui ; La pensée sauvage ; La voie des masques ; La potière jalouse ; Histoire de lynx ; Regarder écouter lire avec une bibliographie des oeuvres de et sur Claude Lévi-Strauss).



Filme acabado de estrear refaz expedição de Claude Lévi Strauss para encontrar os índios Nhambiquara nos anos 30 no Brasil na semana em que o antropólogo completa cem anos de idade

Lévi-Strauss tem também laços muito importantes com o Brasil - ele realizou várias expedições para encontrar índios na Amazónia e no Mato Grosso e foi professor na Universidade de São Paulo nos anos 30. De volta à França, Lévi-Strauss escreveu um dos mais belos livros já feitos sobre o Brasil - Tristes Trópicos. Algum tempo depois, ele publicou também um livro de fotos com um título explícito - Saudades do Brasil

O antropólogo e realizador brasileiro Marcelo Fortaleza Flores exibiu esta semana no canal France 5 um filme que narra uma das famosas exppedições Claude Lévi-Strauss para encontrar os índios Nhambiquara. Em francês, o filme se chama « Lévi-Strauss auprès de l'Amazonie » e em português « Trópico da Saudade ».

« Se tivesse desejado estudar minha própria sociedade, teria me tornado um especialista em ciência política ou sociologia. Se me tornei antropólogo, é porque outras sociedades me interessavam mais do que a minha » - Claude Lévi-Strauss




Entrevista a Claude Lévi Strauss (1972), parte 1




Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6


Parte 7



Bourdieu fala de Lévi-Strauss

27.11.08

Debate-tertúlia: Para uma educação livre ou ministeriada? ( no Domingo, dia 30 de Nov., às 17h30 no bar-livraria Gato Vadio, no Porto)


Prometeu agrilhoado é uma imagem terrífica e espantosa para permanecer solidamente à entrada de uma Universidade. Trata-se da escultura que supervisiona o campus da U. do Minho, mas poderia estar em qualquer outro centro de ensino.

Mensagem insidiosa? Metáfora escultural da velha palmatória? Bicada-Punição ministerial? O que pode pensar o aluno do (deste) sistema de educação? A escola e a universidade estão pensadas hoje em dia para que o aluno se liberte do pesadelo prometeico?

Os professores do ensino básico e secundário enfrentam actualmente não o pesadelo, mas a realidade política de uma mentalidade preocupada não com o ensino, os alunos, as escolas, os professores, mas com os números, as estatísticas, os índices, a produtividade. Esta visão mercantilista da educação dificilmente pode ter como finalidade estimular a criatividade, a independência, a capacidade crítica e o desenvolvimento global dos alunos. Fazer da escola um comércio passa por cima da possibilidade de imaginar sujeitos livres, cidadãos autónomos, conscientes socialmente e capazes de ver além do estreito funil de tornar cada aluno um mero grão na engrenagem de um sistema de produção em série.

Perante a política educativa das últimas décadas que argumentos temos à vista para refutar que, na sua essência, ela está orientada de tal modo que à medida que o aluno avança do básico à universidade ele passa a ser uma mera mercadoria?

E, suprema ironia deste sistema de educação, à vista estão os factos: quantos alunos que cumpriram o seu percurso escolar vieram parar à linha de caixas do Jumbo? Ao call-center da PT? Ao fato-de-treino da Ikea? Aos subúrbios de Londres ou ao aeroporto de Barcelona? Ou, simplesmente, ao desemprego com canudo. E quem poderá avaliar esta concepção ministerial falhada da Educação?

Além das reivindicações conjunturais e da luta unida dos professores contra as decisões do governo actual, não devemos – professores, alunos, pais, cidadãos – reflectir sobre a orientação geral do sistema educativo? Se os professores não querem uma ministra a vigiar e punir o seu desempenho quotidiano, pode um aluno continuar com um prometeu agrilhoado no seu imaginário?

Debate - Para uma educação livre ou ministeriada?
Domingo, 30 de Novembro, 17h30

Convidados:
António Magalhães (professor universitário/Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U. do Porto)
António José Silva (professor do ensino secundário)

Café-Livraria-Bar Gato Vadio
Rua do Rosário 281
Porto

Nota: o texto é apenas um ponto de vista para estimular a reflexão e vincula apenas os Vadios…

Hoje os professores manifestam-se em Lisboa, Setúbal, Santarém e Caldas da Rainha num protesto nacional descentralizado


Protesto Nacional Descentralizado
27 de Novembro - Região de Lisboa

Lisboa - 18h30
Setúbal - 21h00;
Santarém - 21h00;
Caldas da Rainha - 21h00



Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Viseu e Lamego acolheram, ontem, o firme protesto de 23 000 docentes no segundo dia de concentrações. Nesta quinta-feira, será na Grande Lisboa (uma das acções é frente ao ME, às 18h30) e depois, a fechar, na sexta, dia 28, será no Alentejo e no Algarve.

Os professores regressaram aos protestos de rua, concretizando, assim, uma decisão tomada na histórica manifestação nacional de 8 de Novembro.


Milhares de docentes manifestaram-se, na terça-feira, em várias cidades do Norte do País (só no Porto, estiveram concentrados 10 000) e depois, ontem, quarta-feira, na região Centro, em defesa da sua dignidade profissional e de uma escola pública de qualidade.

SIMPLEX? Não obrigado. SUSPENSÃO!

Abaixo-assinado Nacional da plataforma estudantil dos alunos do ensino secundário e básico, que vão sair à rua no dia 4 de Dezembro


Abaixo-Assinado NACIONAL da Plataforma Estudantil
(o nosso objectivo é recolher 10.000 assinaturas; ajuda-nos a cumprir este objectivo, solicita o Abaixo-Asssinado pelo nosso mail: plataformaestudantil@gmail.com )



Os estudantes abaixo-assinados, considerando que as medidas educativas aplicadas pelo Ministério da Educação não têm vindo a corresponder aos anseios da esmagadora maioria dos estudantes portugueses, uniram-se, mais uma vez, para numa só voz mostrar a profunda insatisfação da massa estudantil.

Neste sentido, nós, estudantes do Ensino Básico e Secundário, expressamos o nosso desagrado pelas seguintes razões:•

- O novo Estatuto do Aluno pelo reforço exagerado que dá aos poderes das direcções das escolas, pela minimização do papel dos encarregados de educação na resolução dos problemas dos seus educandos e pela facilidade na suspensão, expulsão ou transferência de escolas dos estudantes ditos "indisciplinados";

- O novo Modelo de Gestão das Escolas nomeadamente pela substituição das direcções colegiais e a criação da figura do Director, a diminuição da participação dos estudantes no novo Conselho Geral, o fim da eleição directa do Conselho Pedagógico e a possibilidade da Ministra da Educação poder demitir as direcções das escolas se assim entender;

- O novo Regime de Faltas que consideramos ser demasiado inflexível pois os estudantes perdem o direito à "falta" numa série de situações como a morte de parentes ou amigos, a participação em actividades associativas ou até mesmo uma simples indisposição. A juntar a isto, o facto de sermos obrigados a realizar uma prova de recuperação quando é atingido o número máximo de faltas (número reduzido e com pouca distinção entre faltas justificadas e injustificadas) a determinada disciplina que pode pôr em risco o prosseguimento dos estudos;

- A falta de condições materiais e humanas que se traduz na inexistência de complexos gimnodesportivos, salas de convívio, materiais didácticos e, principalmente, na insuficiência de professores e funcionários em dezenas de escolas;

-O Modelo de Avaliação Escolar que no nosso entender dá demasiado peso aos exames nacionais e esquece o papel preponderante que deve ter a avaliação contínua.

Por tudo isto, acreditamos que a actual Ministra da Educação não reúne mais condições para desempenhar o cargo pois existe sobre a mesma uma profunda desconfiança e insatisfação por parte da massa estudantil. Neste sentido, exigimos:

- A imediata demissão da Ministra da Educação;


- O direito a uma participação efectiva dos estudantes no geral e das Associações de Estudantes em concreto na definição da política educativa.

Os primeiros subscritores:
Mafalda Girão (estudante da Esc. Sec. Maria Amália); Tiago Flôr (Comissão de Luta dos Estudantes da Camilo); Miguel Dores (eleito no Conselho Geral da Esc. Sec. Padre Alberto Neto); Vera de Sousa (Comissão Coordenadora da Plataforma Estudantil "Directores NÃO!"); Tiago Fernandes (Comissão de Luta da Luísa de Gusmão / eleito no Conselho Geral); Pedro Faria Vaz (estudante do ensino recorrente na Esc. Sec. de Miraflores); Tiago Marques (Presidente da Associação de Estudantes da Esc. Sec. de Murça); Inês Simão (activista da Plataforma Estudantil "Directores NÃO!"); Pedro Feijó (estudante do Liceu Camões); Sara Solano (subdelegada de turma da Esc. Sec. de Camilo Castelo Branco); Diogo Mendes (Presidente da Assembleia Geral dos estudantes da Esc. Sec. da Tábua); Luís Baptista (Porta-voz da Plataforma Estudantil "Directores NÃO!"); Rita Prates (estudante da Esc. Sec. de Linda-a-Velha);Rodrigo Rivera ( estudante ensino recorrente no Liceu Camões); Gonçalo Roque (delegado de turma da Esc. Sec. Amélia Rey Colaço); Manuel Reis (estudante da Esc. Sec. de Setúbal); Tiago Ramalho (Presidente da Associação de Estudantes da Esc. Sec. Daniel Sampaio); Ricardo Peres (estudante do ensino recorrente na Esc. "Os Mestres"); Hugo Garrido (Vice-Presidente da Associação de Estudantes da Esc. Sec. de Camilo Castelo Branco); Stephanie Cosgrove (representante dos estudantes no Conselho Pedagógico na Esc. Sec. Luísa de Gusmão); Madalena Mateus (Vice-Presidente da Associação de Estudantes da Esc. Sec. de Camilo Castelo Branco); Andreia Lopes (Vice-Presidente da Associação de Estudantes da Esc. Sec. de Murça); Tiago ribeiro( Representante dos Estudantes da Sec. de Paredes);

Abaixo-Assinado Nacional:
• Se queres participar na recolha de assinaturas do Abaixo-Assinado Nacional solicita-o atravéz do nosso email:
plataformaestudantil@gmail.com

• Depois de recolhidas as assinaturas enviar para - Centro Nacional de recolha do Abaixo-Assinado Nacional : Calçada do chafariz Nº8 1ºEsq. 2795-187, Linda-a-Velha




Dia 4 de Dezembro - Ensino Secundário sai à rua

Dia Nacional de Luta dos estudantes do ensino secundário e básico - 4 de Dezembro - Todos à rua


Manifesto da Delegação Nacional das Associações de Estudantes das Escolas do Ensino Básico e Secundário às associações de estudantes e a todos os estudantes das escolas do país


Colegas,
A Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico (DNAEESB) é uma estrutura informal, eleita no Encontro Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário. Os seus objectivos são ajudar a concretizar as conclusões aprovadas pelas AE’s no Encontro.


O último Encontro decorreu no passado mês de Fevereiro, na Escola Secundária Leal da Câmara, em Sintra e as conclusões, para além da eleição da DNAEESB, foi no sentido de lutar contra as políticas de ensino deste Governo, Destacamos as principais reivindicações apresentadas pelas Associações de Estudantes:


-o fim do Estatuto do Aluno e do seu Regime de Faltas;
-o fim do Regime de Autonomia e Gestão das Escolas, que trazem directores e empresas para gerir as escolas;
-o fim dos exames nacionais, que funcionam como filtro entre quem segue para o ensino superior e quem fica mais um ano no secundário;
-a melhoria das condições materiais e humanas das escolas;
-a efectiva aplicação da Educação Sexual nas escolas;


Este início de ano lectivo ficou marcado por grandes lutas estudantis, nomeadamente o dia 5 de Novembro, surgido de um apelo de uma Associação de Estudantes da Delegação, a AE Gonçalves Zarco, que juntou por todo o país mais de 30 000 estudantes.

A luta continuou e o governo foi obrigado a recuar: já veio dar o dito por não dito e decidiu “esclarecer” os estudantes sobre o regime de faltas: quem está doente não tem que fazer o exame de recuperação(!).


Para a DNAEESB, esta posição do governo mostra que tremeu perante a luta dos estudantes e tenta acalmar o descontentamento com medidas de fachada. No nosso entender, é todo o Regime de Faltas e todo o Estatuto do Aluno que tem de acabar. Para além disso, os problemas das escolas não se esgotam no Estatuto. Continuam a haver escolas degradadas, sem aquecimento, sem equipamentos, existem empresas a entrar nos órgãos de gestão das escolas, directores a serem “eleitos”, pavilhões e campos de futebol a serem alugados à hora em que os estudantes não podem jogar…


Por isso, a Delegação apela às Associações de Estudantes e aos estudantes que façam do próximo dia 4 de Dezembro um grande Dia Nacional de Luta, para derrotarmos estas políticas.


A Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário


Contactos:
André Martelo (AE José Afonso - Seixal) – 967650704
Diana Simões (AE Leal da Câmara - Sintra) - 933545386
Nicole Santos (AE Gonçalves Zarco) - 934542030
dnaeesb@gmail.co

Bicicletadas do mês de Novembro realizam-se amanhã (dia 28) em Aveiro, Coimbra, Lisboa e Porto

Como sempre, na última Sexta-Feira de cada mês realizam-se as já habituais Bicicletadas (Massa Crítica) em dezenas cidades de todo o mundo, incluindo algumas cidades portuguesas, a saber:

·
Aveiro - Início de encontro na Praça Melo Freitas (perto do Rossio) a partir das 18h30, saída às 19h00.

· Coimbra - Concentração no Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades.

· Lisboa - Concentração na Marquês
Pombal, no início do Parque Eduardo VII.

· Porto - Concentração na Praça dos Leões.


Para saber mais, obter informações, fazer amigos e ver fotos :


http://massacriticapt.net/

Cicloficina (ferramentas para a promoção do uso quotidiano da bicicleta) já realizou a primeira sessão em Lisboa no passado dia 16 de Novembro

Email: cicloficina.lisboa@gmail.com

http://cicloficina.wordpress.com/

Próxima sessão da Cicloficina: 21 de Dezembro de 2008, na Crew Hassan, entre as 14h30 e as 16h30.

Última sessão realizada: 16 de Novembro ( ver as fotografias desta sessão,
aqui)

O que é a Cicloficina?

É uma iniciativa informal, e aberta a todos os que nela queiram colaborar. É um serviço de assistência técnica simples prestado à população ciclista, e funciona apoiado no tempo, dedicação e mais valias dos voluntários que a fazem acontecer.

Qual o objectivo da Cicloficina?

# 1 - Promoção do uso quotidiano da bicicleta, dando-lhe visibilidade.
# 2 - Animação da rua e da vida colectiva do local onde decorre a Cicloficina.
# 3 - Aumento das interacções e fortalecimento das relações da comunidade.
# 4 - Empoderamento dos utilizadores de bicicleta, ensinando-os a regular, ajustar, afinar e manter as suas bicicletas, de modo a aumentar a sua autonomia, a sua segurança e o seu conforto, com vista a fomentar um maior uso da bicicleta na cidade.

Quem faz a Cicloficina?

Voluntários. É um evento realizado a nível individual e num tom informal. Ciclistas, pessoas com apetência e à vontade com bicicletas, ferramentas, mecânica, disponibilizam-se a ajudar outras com menos experiência, recursos ou vocação para essas lides. Quem estiver interessado em colaborar basta aparecer, e/ou entrar em contacto para o mail cicloficina.lisboa@gmail.com.

Quando e onde é que acontece?

Sempre que haja voluntários disponíveis. Apontamos para procurar garantir uma regularidade mensal: no terceiro domingo de cada mês, entre as 14h30 e as 16h30. Cada sessão será anunciada e confirmada previamente no site. O local é num espaço cedido pela Crew Hassan, na sua sede, na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa (ver localização no mapa aqui). Outras iniciativas que entretanto vão surgindo noutros pontos do país partilhando este conceito/identidade “Cicloficina” poderão definir dias e horas diferentes, e poderão incluir diferentes actividades da de Lisboa.

O que fazem na Cicloficina?

Depende de projecto para projecto (e do seu estado de desenvolvimento), dos voluntários, das condições logísticas, dos apoios, etc. No mínimo, fazem-se coisas simples como mudar uma câmara de ar ou remendar um furo, encher os pneus, afinar os travões ou as mudanças, regular a altura do selim, apertar umas porcas e parafusos, etc. Não se fazem geralmente substituições de peças (salvo talvez umas câmaras de ar ou uns cabos de travão) ou reparações mais avançadas, para isso poderemos encaminhá-lo para uma oficina de bicicletas devidamente equipada e profissionalizada. Consoante as circunstâncias poderão haver workshops de recuperação de bicicletas (ex.: pegar em peças disponíveis e (re)construir uma bicicleta que poderá ser vendida ou doada a alguém), e estes poderão ter ou não um ênfase na formação - aproveitar o processo para ensinar outras pessoas a fazer este tipo de coisas.
É uma oportunidade de aprender e conversar com outros ciclistas sobre estas pequenas afinações, para conseguir fazê-las sozinho posteriormente. Outros assuntos relacionados com a utilização regular da bicicleta como meio de transporte surgem também facilmente à conversa.

Quanto custam os serviços?

Nada. É um serviço gratuito assegurado por trabalho voluntário. Só se houver pequenas peças (parafusos, câmaras de ar, remendos, cabos, etc) que seja necessário usar é que poderá haver lugar a alguma compensação, mas isso será visto na altura.

A Cicloficina não prejudica as empresas que operam oficinas de bicicletas profissionais?

Não. Durante a Cicloficina apenas são feitos pequenos serviços muitos simples ao alcance de qualquer utilizador de bicicleta, e que não ameaçam as oficinas profissionais. A Cicloficina complementa os serviços comerciais, e o seu papel de divulgação e promoção do uso da bicicleta beneficia as empresas do ramo ao expandir a sua base potencial de clientes (mais pessoas a andar de bicicleta mais vezes). Estes utilizadores recorrerão depois às lojas e oficinas normais para serviços especializados e para procurar melhorias de equipamento para uma melhor experiência de utilização da bicicleta, que serão estimulados a valorizar.

Quando surgiu a Cicloficina?

Em Fevereiro de 2007 um grupo de cidadãos iniciou o projecto em Lisboa. A Cicloficina começou a funcionar na Rua dos Bacalhoeiros em colaboração com a Associação Bacalhoeiro, a Junta de Freguesia da Sé e a FPCUB. Essa parceria tinha como objectivo ocupar a rua, que tinha sido fechada ao trânsito recentemente, e dar um uso ao espaço e uma ocupação às crianças da Freguesia, ajudando-as a arranjar as suas bicicletas. O projecto acabou por se desvanecer porque um dos seus principais impulsionadores e voluntários, o António Cruz, deixou Lisboa e pouco a pouco todos os outros foram desistindo. À falta de um esforço constante de divulgação da Cicloficina no Bacalhoeiro, esta acabou mesmo por parar. Para um pouco mais de história, espreite este post do Ricardo.
Em Novembro de 2008 a Cicloficina Lx foi reavivada e esperamos conseguir mantê-la, com maior ou menos regularidade, por muito mais tempo. A ideia é expandir o conceito para outras zonas do país. Usando o mesmo nome, logo e conceito, poderão surgir iniciativas similares em diversos locais, promovidas informalmente por indivíduos ou integradas em outros projectos, entidades, associações…

O projecto usufrui de alguns apoios extra-voluntários?

O objectivo é estabelecer parcerias com outras entidades, mas neste momento ainda está tudo numa fase muito embrionária.


ENTREtanto MIT 2008 Valongo – Mostra Internacional de Teatro tem ainda mais espectáculos até ao dia 29 de Nov.

O ENTREtanto MIT Valongo – Mostra Internacional de Teatro, co-organizada desde 1998 pelo ENTREtanto TEATRO e pela Câmara Municipal de Valongo, com o apoio do Ministério da Cultura – Direcção Geral das Artes, pretende contribuir através do intercâmbio cultural e da troca de experiências, para a crescente intensificação criativa e difusão da actividade teatral nacional e internacional em Valongo e área metropolitana do Porto.
Nesta 11ª Edição o MIT conta com a participação de projectos de Alemanha, Espanha, França, Brasil e ainda com representações nacionais

Local dos espectáculos:
Fórum Cultural de Ermesinde,
Parque Urbano Dr. Fernando Melo Teatro

Contactos:
Centro Cultural de Campo
Tv. S. Domingos 4440-191 Campos
VALONGO
Tel/Fax: +351224211565 7 +351 964751300


Os espectáculos ainda a realizar no âmbito deste Festival:

27.11.2008
“O Pranto de Maria Parda” - Homenagem à Actriz Maria do Céu Guerra
Padecia neste tempo o reino de Portugal calamitoso aperto de fome. Porque, quanto mais corria o ano de 22, em que vamos, tanto maior era o trabalho...


28.11.2008
“Chovem Amores na Rua do Matador” - TRIGO LIMPO teatro ACERT / Portugal

Um texto de José Eduardo Agualusa e Mia Couto… Baltazar Fortuna regressa a Xigovia para matar… saudades. Pretende reencontrar os seus ex-amores:...


28.11.2008
“Foledad” - Café-Teatro

Com um cenário próprio e uma história paralela, Foledad consiste num repertório de temas originais que percorre distintas linguagens musicais...


29.11.2008
“Caravan Cabaret” - Baal17 AL-MaSRAH Teatro/ Portugal
Uma caixa de surpresas; um refúgio para proscritos; a estação terminal dos artistas que nenhum espectáculo quer. Bailarinas expulsas dos melhores...


29.11.2008
“Meia Dioptria Nunca Fez Mal a Ninguém.” - Festa
Sinopse:
Olhares atentos, dispersos, sedutores, embalados, disfarçados ou curiosos… Para ampliar… meia dioptria nunca fez mal a ninguém.Uma noite com SpontoG, ao som de Rock, Pop, Afro, Ska, Disco, Funk, House, World-Music, Portuguesa e Brasileira.Uma proposta graduada para o encerramento de mais um ENTREtanto MIT Valongo.

Local:Fórum Cultural de Ermesinde

Formação Interdisciplinar em Estudos Teatrais

O Centro de Estudos Teatrais da Universidade do Porto oferece a sua primeira formação interdisciplinar, de acordo com a relação fundacional entre as três áreas científicas que são sua matriz desde 2006. Direito, Letras e Arquitectura organizam-se em módulos autónomos, procurando um diálogo articulado entretanto ensaiado na actividade investigativa do Centro, no sentido de desenvolver a nível nacional, com destacada participação estrangeira, as potencialidades dos Estudos Teatrais na Universidade do Porto. Dinâmico na consciência de novas possibilidades entre escolas, atento às interpelações, hoje, da nossa cidade, o curso de Estudos Teatrais tenta uma Teoria do Drama, esboça um actual e futuro jurídico do exercício profissional, explora o texto dramático em si e nas suas projecções espectaculares, reflectirá dinâmicas da cenografia. Professores das Universidades de Nova Iorque, Londres, Bristol, Paris, Grenoble partilham, assim, na Universidade do Porto, as suas melhores experiências, desenhando connosco roteiros próximos.

MÓDULOS DO CURSO:

- Módulo A (Martial Poirson - U.Grenoble) - Atelier “classiques”: le théâtre de répertoire à l´épreuve de la scène contemporaine.

- Módulo B (Glória Teixeira - U.Porto, Regina Redinha - U.Porto) - Direito a) Fiscalidade, Gestão e Segurança Social. b) Direito do Trabalho.

- Módulo C (Jorge Croce Rivera - U. Évora) - Verdade, representação e subjectividade.

- Módulo D (Armando Nascimento Rosa) - Imaginação Simbólica e Mitanálise em Teatro - Modos de comunicação teatral.

- Módulo E (José Manuel Martins - U. Évora) - Representação e realidade: O teatro de Pasolini entre o Enigma e o Mistério.

- Módulo F (Nuno Pinto Ribeiro) - O Mago, o Judeu e o Mouro: algumas projecções de mitos do Ocidente no drama de William Shakespeare e dramaturgos seus contemporâneos.

- Módulo G (Cristina Marinho) - Clássicos da literatura Europeia: Anfitriões.

- Módulo H (Awam Kapwa - U.NIorque) - Postcolonial Studies General Topic - Drama and Ist Modernities.

Program 1 - Colonial places, Postcolonial Spaces: The Politics of Drama and Performance;

Program 2 - Ethics and Subjectivity: Performance, Activism and Citizenship;

Program 3 - Drama, Performance and Inventions of Antiquity.

- Módulo I (Martin White - U.Bristol) - Performing Theatre History a) Development of theatre history; b) Theatre studies and performing studies; c) Archives and documents; d) Resuscitating and paste performance; e) Enacting historical practices: documentation and dissemination.

DURAÇÃO: De Janeiro a Dezembro de 2009.

Inscrições de 1 de Out. a 30 de Nov.

Mais informações: seciricup@reit.up.pt

XII VerTeatro - Festival de teatro de Paranhos ( próximas sessões nos dia 28 e 29 de Nov.)




XII VERTEATRO - Festival de Teatro de Paranhos
Local: Auditório Horácio Marçal - Junta de Freguesia de Paranhos (na cidade do Porto)

PROGRAMAÇÃO

Dia 7 de Novembro - 22h00 - Orfeão do Porto - Auditório Horácio Marçal

Dia 8 de NOvembro - 22h00 - Noite de Canto e Poesia - Luis Carvalho e Carlos Andrade - Casa da Cultura de Paranhos

Dia 14 - 21h30 - Fama Produções - "Sarilhos e Cadilhos", baseado na série "Sai de Biaxo" - Auditório Horácio Marçal

Dia 15 - 21h30 - Companhia Teatral 26 de Janeiro - "Um Porto de Camilo" - Adaptação Teatral e Encenação de Alfredo Correia do romance de Camilo Castelo Branco "O que fazem as Mulheres" - Auditório HOrácio Marçal

Dia 21 - 15h00 - Grupo Cénico S. Joanino - "Bela Princesa do Norte" de Manuel Ramos Costa (espectáculo infantil) - Auditório Horácio Marçal

Dia 22 - 21h30 - Passagem de Nível - "Fotos do Fogo", a partir de Mário de Carvalho e outros autores - Auditório Horácio Marçal

Dia 28 - 21h30 - Grupo Dramático Flor de Infesta - "A última viagem do Ripert" - Baseado na obra de Campos Monteiro - Auditório Horácio Marçal

Dia 29 - 21h30 - Teatro Independente de Londres - "Tchekhov II - "O Aniversário no Banco" e "O pedido de casamento" - Auditório Horácio Marçal