26.11.08

Hoje as manifestações de Professores são na região centro (Aveiro, Castelo Branco, Coimbra,Guarda,Leiria, Viseu e Lamego)


MANIFESTAÇÕES DISTRITAIS NA REGIÃO CENTRO - 26 de Novembro

MILHARES DE PROFESSORES UNIDOS!


Na região centro, nos seis distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra Guarda, Leiria e Viseu as manifestações realizam-se de acordo com o horário e localizações seguintes:


AVEIRO – LARGO DA ESTAÇÃO DA CP – 21H00
CASTELO BRANCO – FRENTE AO TRIBUNAL – 20H30
COIMBRA – PRAÇA DA REPÚBLICA – 20H30
GUARDA – GOVERNO CIVIL – 18H00
LEIRIA – CÂMARA MUNICIPAL – 17H30
VISEU – ROSSIO – 17H00
LAMEGO – SOLDADO DESCONHECIDO – 17H00



Os docentes rejeitam:

o A estratificação artificial e administrativa da carreira em duas categorias – Professores e Professores Titulares;

o Um modelo de avaliação do desempenho que não é justo, não é exequível, não é cientificamente rigoroso, que assenta os seus princípios nos resultados e não no processo de desempenho, que é bloqueador do funcionamento das escolas e que, não premiando o mérito absoluto dos docentes, visa atingir, exclusivamente, objectivos economicistas;

o A existência de barreiras artificiais no ingresso e na progressão na carreira;

o Horários de trabalho desligados da realidade do funcionamento das escolas, pedagogicamente incorrectos e que constituem um bloqueio das condições de trabalho de professores e educadores.

E repudiam a arrogância e teimosia política do Ministério da Educação e do Governo, que revelam incapacidade para interpretar as evidências que resultam da acção e da luta dos docentes portugueses, de que a Manifestação Nacional de 8 de Novembro, as centenas de escolas que suspenderam a avaliação do desempenho e o reconhecimento, pelos conselhos executivos, da necessidade urgente de suspender o processo, são um sinal inequívoco. Esta atitude compromete o processo de ensino e as aprendizagens dos alunos.

As alterações que o ME/Governo pretende introduzir no actual regime de concursos e colocações, não só agravam a já enorme instabilidade profissional e de emprego dos professores e educadores, como constituirão fortes mecanismos de atropelo à existência de critérios transparentes e objectivos em matéria de graduação profissional e, por essa via, de selecção dos docentes. A introdução dos resultados da avaliação do desempenho como factor de ponderação na graduação profissional, a obrigatoriedade dos docentes dos QZP concorrerem a outras zonas que não à que se encontram vinculados, o agravamento da situação profissional dos docentes sem componente lectiva distribuída, sujeitos a condições específicas por motivo de doença e com dispensa total da componente lectiva por motivo de incapacidade, a transferência compulsiva dos docentes de quadro de escola para quadro de agrupamento, a criação de bolsas de recrutamento que fogem à lógica da maior experiência e graduação profissional para os professores contratados são, entre muitos outros aspectos, motivos fundamentais da contestação dos docentes a esta nova regulamentação.


ESCOLAS QUE SUSPENDERAM A AVALIAÇÃO NA REGIÂO CENTRO


Coimbra

Escola Secundária D. Dinis – Coimbra
Escola Secundária de Tábua
Escola Secundária Infanta D. Maria
Escola Secundária de Cantanhede
Escola Secundária Jaime Cortesão
Escola Secundária José Falcão
Escola Secundária D. Duarte
Escola Secundária Fernando Namora
Escola Secundária de Arganil
Escola Secundária da Lousã
Escola Secundária / 3º CEB de Cristina Torres
Escola Secundária Bernardino Machado, Figueira da Foz
Escola Secundária c/ 3.º ciclo de Mira
Escola Secundária Avelar Brotero, Coimbra
Agrupamento de Escolas de Mira
Agrupamento de Escolas de Cantanhede
Agrupamento de Escolas Alice Gouveia
Agrupamento de Escolas Silva Gaio
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares
Agrupamento de Escolas de Martim de Freitas
Agrupamento de Escolas Inês de Castro
Agrupamento de Escolas de Penacova
Agrupamento de Escolas de S. Pedro d’Alva
Agrupamento de Escolas da Pedrulha
Agrupamento de Escolas da Carapinheira - Montemor-o-Velho
Agrupamento de Escolas de Penela
Agrupamento de Escolas Finisterra, Febres, Cantanhede
Agrupamento de Escolas Gândara-Mar, Tocha
Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho

Aveiro

Agrupamento de Escolas de Aguada de Cima
Agrupamento de Escolas de Cacia
Agrupamento de Escolas de Esgueira
Agrupamento de Escolas da Pampilhosa
Agrupamento de Escolas de Oliveirinha
Agrupamento de Escolas de Sever do Vouga
Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha
Agrupamento de Escolas de Aveiro
Agrupamento de Escolas de Avanca
Agrupamento de Escolas de Branca, Albergaria-a-Velha
Agrupamento de Escolas da Mealhada
Escola Secundária de Estarreja
Escola Secundária de Vagos
Escola Secundária Jaime Magalhães Lima
Escola Secundária Homem Cristo
Escola Secundária Marques de Castilho, Águeda
Escola Básica Integrada de Eixo, Aveiro

Castelo Branco

Escola Secundária c/ 3.º ciclo Amato Lusitano
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Campos Melo
Escola Secundária Frei Heitor Pinto
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Quinta da Lageosa (pararam todos os procedimentos)
Agrupamento de Escolas Paul - Entre Ribeiras
Agrupamento de Escolas Pedro Álvares Cabral
Agrupamento de Escolas João Franco
Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco
Agrupamento de Escolas da Sertã
Agrupamento de Escolas de Alcains
Agrupamento de Escolas de Penamacor
Agrupamento de Escolas da Serra da Gardunha
Agrupamento de Escolas de Mação
Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva
Agrupamento de Escolas de Tortosendo
Agrupamento de Escolas de Oleiros

Guarda

Agrupamento de Escolas de S. Miguel
Agrupamento de Escolas de Santa Clara – Guarda
Agrupamento de Escolas da Sequeira
Agrupamento de Escolas de Gouveia
Agrupamento de Escolas de Almeida
Agrupamento de Escolas de Tourais – Paranhos
Agrupamento de Escolas de Loriga
Agrupamento de Escolas de Manteigas
Agrupamento de Escolas do Sabugal
Agrupamento de Escolas de Vilar Formoso
Escola Secundária de Seia
Escola Secundária de Pinhel
Escola Secundária Afonso de Albuquerque

Leiria

Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo
Escola Secundária Domingos Sequeira
Agrupamento de Escolas do Avelar
Agrupamento de Escolas de Castanheira de Pêra
Agrupamento de Escolas de Pataias
Agrupamento de Escolas Marquês de Pombal
Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel

Viseu

Agrupamento de Escolas de Sátão
Agrupamento de Escolas de Mões – Castro Daire
Agrupamento de Escolas Azeredo Perdigão - Viseu
Escola Secundária de Mortágua
Escola Secundária/3CEB Egas Moniz - Resende
Escola Secundária Viriato – Viseu
Escola Secundária de Carregal do Sal
Escola Secundária de Santa Comba Dão
Escola Secundária de Tondela
Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique - Viseu
Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades
Agrupamento de Escolas de Vouzela
Agrupamento de Escolas de Resende
Agrupamento de Escolas de Silgueiros
Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal
Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim
Escola Secundária Alves Martins – Viseu
Agrupamento de Escolas de Castro Daire
Agrupamento de Escolas de Tabuaço
Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira
Agrupamento de Escolas de Castanheira de Pêra
Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel
Agrupamento de Escolas de Santa Comba Dão
Agrupamento de Escolas de Mundão
Escola Secundária Prof. Dr. Flávio de Resende (Cinfães)
Escola Secundária Emídio Navarro, Viseu



ONTEM REALIZARAM-SE MANIFESTAÇÔES EM VÀRIAS CIDADES DA REGiÃO NORTE


Os professores regressaram, esta terça-feira, aos protestos de rua. Milhares de docentes manifestaram-se em várias cidades do Norte do País. "Os professores já cá estão outra vez", era a frase de um cartaz exibido por um docente na manifestação da Praça da Liberdade, no Porto.
Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF e porta-voz da Plataforma Sindical, reiterou, no discurso que realizou no Porto, que apenas a suspensão do processo de avaliação voltará a trazer tranquilidade às escolas.

Viana do Castelo
Em Viana do Castelo, apesar do frio que se fazia sentir, mais de meio milhar de professores concentraram-se na Praça da República, onde aguardaram a chegada de mais docentes para se iniciar a marcha até à Câmara Municipal de Viana do Castelo percorrendo toda a Avenida dos Combatentes, uma das principais artérias da cidade, com bandeiras, tarjas e cartazes exigindo a suspensão do sistema de avaliação.

Bragança
Também na Praça Cavaleiro Ferreira, em Bragança os manifestantes concentraram-se para exigir a suspensão do processo de avaliação de desempenho. José Domingues, da Plataforma Sindical dos Professores, disse, ao JN, que praticamente "todos os professores do distrito", cerca de 2000, saíram à rua esta terça-feira.

Vila Real
Já em Vila Real, cerca de três mil professores protestaram contra o modelo de avaliação, na Praça do Município, após se terem concentrado na Escola Secundária de São Pedro. De Chaves, saíram vários autocarros transportando docentes para esta manifestação.

Braga
A última concentração da noite teve lugar em Braga, onde apenas às 21 horas mais de cinco mil professores pediram, na Praça do Pópulo, o fim do modelo de avaliação. Maria de Lurdes Rodrigues, foi o alvo das críticas. Um cartaz avaliava, ironicamente, a ministra da Educação, a saber: 20 valores quanto à sua assiduidade em programas de televisão; 8 na oralidade; 0 na empatia e empenho.
Após as concentrações, os representantes dos professores entregaram aos respectivos governos civis um documento reivindicativo.

Fonte: JN

Opiário+Ode Triunfal de Álvaro de Campos por Nuno Meireles no Contagiarte (28 e 29 de Nov. às 22h45)

http://poesiaemvozalta.blogspot.com/


Contagiarte
Rua Álvares Cabral, 372
Porto

Extensão do Festival Contradança em Santa Maria da Feira (26,27,28 e 29 de Nov.) com a participação do Ballet Contemporâneo do Norte



Numa colaboração entre o Ballet Contemporâneo do Norte e a companhia ASTA da Covilhã, terão lugar no Cineteatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira, vários espectáculos de dança e teatro e movimento contemporâneos apresentando ao público feirense uma extensão do festival CONTRADANÇA.

Serão apresentados:
- NOCTURNO, pelo Ballet Contemporâneo do Norte, dias 26 e 27, pelas 21:30;
-Plagiai, dia 28, pelas 21:30H, pela ASTA
- Posso Avançar? Perguntou o Cavalo, dia 29, pelas 21:30H, pela ASTA, companhia de teatro/performance da Covilhã, organizadora do Festival.

O Ballet Contemporâneo do Norte colabora regularmente com o Festival Contradança e com a ASTA, tendo-se apresentado na Covilhã, no âmbito daquele festival, em 2006 (com o espectáculo Peepshow) e em 2008 (com o espectáculo Nocturno).

26 e 27 de Novembro
Nocturno
de Luís Carolino


Uma mulher da vida, um homem solitário e uma falsa suicida habitam um espaço vazio.
Nocturno assume-se como uma visita à vida destas três personagens guiada pela própria Morte, a quarta personagem em cena, que nos fala a todos na primeira pessoa; fala-nos de si, do seu «trabalho», e de como nos vê. Um olhar muito próprio, implacável, terrível, mas, ao mesmo tempo, quase maternal: uma reflexão sobre esse incrível e improvável grão de tempo que é a nossa vida, o tudo-nada durante o qual somos.

Nocturno é uma incursão no nosso lado mais escuro, não necessariamente o nosso lado mais negativo, apenas o mais privado e secreto; o lugar de todos os medos e todas as ternuras, o reino da sensibilidade, da intimidade; o sítio onde nos encontramos com nós próprios.
Uma certa e solitária melancolia encontra-se com o mal de vivre contemporâneo deste nosso mundo que parece ter perdido o pé.

Isto assusta-nos, muito, mas é preciso não ter medo.
Luís Carolino, Maio 2008




28 de Novembro
PLAGIAI

Preguiça Luxúria Avareza Gula Inveja Arrogância Ira

sinopse_
“A acção é uma loucura passageira” Paul Valéry


É muito mais fácil arrependermo-nos dos pecados que fazemos, do que daqueles que pensamos fazer. Por isso mesmo, acordaste sem te interessar onde estavas – algures entre o céu e a terra, entre as tuas sombras e a luz dos outros. Entre o que escondes desejar e o que te impõem aceitar. Entre a loucura da noite e os artifícios do dia.

Saíste! Convicto de que algo aconteceria. Até mesmo tudo podia acontecer. Tens a certeza de ir. Só não sabes se consegues voltar. Pecar é fácil. Frágil de ti mesmo, encontras nos espelhos dos outros a tua imagem, que tanto queres disfarçar. Ansiedade, desejo, angustia, vómito, adrenalina, sorrisos verdes, olhos vítreos, nuvens passageiras.

Foges, de ti… mais uma vez. Mas acabas sempre por transgredir… consciente ou não, já está. As coincidências não existem. Todos fazemos girar a vida.
Voltaste!
Mais uma vez te martirizas… tentas dormir… Uma vez mais, tentas redimir-te do que não tens certezas e não queres que amanheça.
Porque as nossas boas acções são, muitas vezes, piores que os nossos pecados…




29 de Novembro às 21h30
Posso Avançar? Pergunta o Cavalo.
ASTA_TeatrUBI


sinopse
Os intérpretes jogam diferentes jogos de crianças, de integração, de guerra, de culto. Jogam a ser eles e outros, a representar, a dançar. Jogam no seu caminho e na sua história. Em palco, sucedem-se ligações que estão relacionadas com diferentes características do jogo a jogar, como a seriedade e o compromisso que implica esse jogo. Tensão e competição caminham lado a lado em palco, que há-de ser o seu campo de acção e passatempo.


sobre o jogo
O jogo, como acção ou ocupação livre que se desenvolve dentro de limites temporais e espaciais estabelecidos, segundo determinadas regras absolutamente obrigatórias, ainda que livremente aceites. Tem um fim em si mesmo e é acompanhado de um sentimento de tensão e alegria, bem como a consciência de ser diferente em relação à vida quotidiana. Esta categoria, pode ser considerada como um dos elementos espirituais mais fundamentais da vida. E como função primária geradora de cultura, como o vê e desenvolve o grande historiador Johan Huizinga no seu livro “Homo Ludens


BALLET CONTEMPORÂNEO DO NORTE
Formado em 1995, como estrutura amadora, o Ballet Contemporâneo do Norte tem vindo a desenvolver uma extensa actividade na área da Dança Contemporânea. Os anos de 1996 e 1997 foram, para o BCN, de afirmação e desenvolvimento do talento e vontade existentes, o que conquistou a atenção das entidades oficiais, tanto locais como nacionais. Tendo, desde o início, contado com o apoio financeiro da Câmara Municipal de Estarreja, o BCN recebe, em 1997, um subsídio pontual do Ministério da Cultura (IPAE).

A partir de 1996 candidata-se aos concursos de apoio anual do Ministério da Cultura, e passa a ter um apoio anual do estado consignado em Protocolo com o IPAE, actualmente Direcção Geral das Artes. Este Protocolo passou a ser bianual em 2001/2002.


Com o espectáculo «Última Dança», de Elisa Worm, inspirado na vida e obra de Anton Tchecov, o BCN dá mais um passo em frente. Estreado a 17 de Abril de 1998, no Teatro Municipal Estarreja, este espectáculo foi posteriormente apresentado no Teatro Camões, Parque das Nações, EXPO 98, e, a 6 de Maio, novamente no Teatro Municipal de Estarreja, durante a visita ao concelho de Estarreja pelo então ministro da cultura Dr. António Maria Carrilho. Este foi um momento crucial na vida da companhia, tanto pelo desenvolvimento técnico e artístico revelado pelo espectáculo, como por ter sido a partir daqui que o BCN, por sugestão do Ministro, foi integrado no programa de itinerância do IPAE dando um novo impulso ao projecto. O BCN enceta assim as suas digressões pelo país e pelo estrangeiro.


A partir de Março de 1999 o BCN adquire por aluguer instalações próprias, o Espaço BCN em Estarreja, incluindo estúdios, salas de apoio e um auditório devidamente equipado graças a um apoio financeiro do Ministério da Cultura. Ao longo dos oito anos em que a companhia trabalhou no Espaço BCN foi possível, para além do desenvolvimento do trabalho criativo da própria companhia, levado a todo o país e, também, a vários países além fronteiras, desenvolver uma dinâmica de criação de públicos para os mais variados tipos de espectáculo — apresentados nos ciclos das 5as Feiras de Arte e Cultura e na Semana da Dança Contemporânea de Estarreja, a qual conheceu nove edições —, abrindo-se portas a uma série de espectáculos (dança, teatro, música, cinema, etc.), apresentados pelo BCN e por outras companhias convidadas para o efeito, ateliers, conferências e exposições, formando um público cada vez mais esclarecido e exigente. No contexto deste trabalho de formação de público, desde logo se deu particular ênfase aos espectáculos em horário especial para as escolas e terceira idade, espectáculos estes organizados em estreita colaboração com as escolas e as instituições de apoio à terceira idade locais, este trabalho junto da população escolar veio a provar ser de grande importância, estimulando desde muito cedo o apetite pelo espectáculo e o estabelecimento de hábitos e comportamentos face ao acontecimento artístico de carácter teatral.


Em Março de 2007, como resultado directo do progressivo desinteresse e desinvestimento financeiro por parte da autarquia local, levando ao estrangulamento financeiro do projecto, o BCN viu-se forçado a encerrar as suas instalações em Estarreja e procurar um novo local para se estabelecer e das continuidade às suas actividades.


Sempre a pensar no futuro artístico do projecto Ballet Contemporâneo do Norte, desde sempre se tentou estimular a apetência e o talento pela criação coreográfica de todos os membros da estrutura. Apostar no talento dos jovens bailarinos do BCN é apostar no futuro ao nível da criação artística na área da Dança Contemporânea concretizando, de facto, a ideia de descentralização da produção artística que o Ballet Contemporâneo do Norte tem vindo a pôr em prática: o Ballet Contemporâneo do Norte é um lugar de criação e experimentação, diálogo e discussão, intercâmbio de ideias e saber, tendo sempre como pano de fundo a Arte em geral e a Dança em particular.


O Ballet Contemporâneo do Norte está agora a fazer uma residência em Santa Maria da Feira com o apoio do Município local e da Feira Viva E.M. na expectativa de dar mais um salto na sua carreira, encetando um novo ciclo na sua vida.

25.11.08

Festa de beneficência no 27º aniversário da associação Terra Viva (no Sábado, dia 29 de Nov.)


27º ANIVERSÁRIO da TERRA VIVA !
http://terraviva.weblog.com.pt/


Rua dos Caldeireiros, n.º 213
4050-141 PORTO
(à Cordoaria, junto da Torre dos Clérigos)
telef: 223 324 001
terraviva@aeiou.pt

FESTA de BENEFICÊNCIA “S.O.S.TERRA VIVA
Sábado,29 de Novembro -2008


DIAPOSITIVOS DAS NOSSAS ACTIVIDADES – VÍDEOS DE TEMAS ECOLÓGICOS – MÚSICA AO VIVO – ESTÓRIAS CONTADAS – JANTAR VEGETARIANO“CAMPISTA” – “POÇÃO MÁGICA” – MÚSICA DO MUNDO – LEITURA DE POEMAS ECOLÓGICOS/SOCIAIS – CONVÍVIO – MESA DE DIVULGAÇÃO/INSCRIÇÃO NOS NOSSOS WOKSHOPS,GRUPOS DE TREINO E CÍRCULOS DE ESTUDOS - etc.,

Pois é…A “crise” maldita também nos toca!...Apesar de 27 anos depois –então como “grupo ecológico” , agora como “associação de ecologia social” – continuarmos com um leque muito diversificado de actividades (intervenção e projectos sociais, eco-escotismo, campos de férias juvenis, informática, passeios pedestres, formação de animadores juvenis, workshops diversos, círculos de estudos, biblioteca …) , continuamos a ter ciclicamente problemas para fazer face às despesas de manutenção do espaço da associação (renda, água, luz, telefone, internet….)que vamos mantendo no Centro Histórico do Porto desde há 5 anos.

E como neste momento somos todos voluntári@s, nem podemos continuar a fazer o que ao tempo dos projectos subsidiados fazíamos (“Escolhas” 1ª e 2ª geração, etc.) que era tirarmos parte dos ordenados de alguns de nós para pagar despesas da nossa sede…Agora, alguns vamos tirando aos subsídios de desemprego…e…não dá!

Daí que tenhamos agora resolvido avançar nesta iniciativa, dirigindo-nos a quant@s conhecem de alguma forma- ou desejem conhecer melhor- a nossa actividade (de inserção social, de sensibilização à Natureza -ainda existente, de difusão de ideias libertárias e alternativas, etc.) no sentido de nos auxiliarem a continuarmos, participando nesta iniciativa. Se ela resultar, apontamos para a sua realização, no mínimo bimensalmente!

Mas, sem dúvida, vemos nela também uma oportunidade para divulgar as nossas iniciativas e alargar o nosso número de associad@s, não concorrendo com o espaço de nenhuma outra colectividade ou associação mas sim complementando as suas outras iniciativas, nomeadamente no campo da sensibilização sócio-ambiental e no do estímulo à auto-formação sócio-política e à intervenção social /”cívica” de base .

Contando já à priori com a participação neste evento do cantor de intervenção TINO FLORES e do grupo de musica popular marroquina da associação imigrante “ESSALAM” –entre outras “surpresas”.
A entrada é livre, funcionando o nosso bar e as mesas de divulgação como outros meios para arrecadar os fundos necessários à nossa actividade.

O que é a aldeia sustentável? ( 29 e 30 de Nov. no centro social da aldeia das Amoreiras, em Odemira)

O que é a aldeia sustentável?

Centro de Convergência, 7630-513
Aldeia das Amoreiras, Odemira

Participa e contribui!

http://centrodeconvergencia.wordpress.com/


Calendário para os próximos dias das manifestações, concentrações e greves dos professores em luta



Concentrações e Manifestações regionais:

25 de Novembro - Norte:

Porto, 19h, Praça da Liberdade
Braga, 21h, Praça do Pópulo
Bragança, 19h, Praça Cavaleiro Ferreira
Viana do Castelo, 19h, Praça da República
Vila Real, 19h30, Praça Diogo Cão

26 de Novembro - Centro:

Aveiro, 21h, Largo da Estação
Castelo Branco, 20h30, Frente ao Tribunal
Coimbra, 20h30, Praça da República
Leiria, 17h30, Câmara Municipal
Lamego, 17h, Soldado Desconhecido
http://www.sprc.pt/default.aspx?id_pagina=601



27 de Novembro - Grande Lisboa:

Lisboa, 18h30, Ministério da Educação (Av. 5 de Outubro)
Santarém, 21h, Largo do Seminário
Setúbal, 21h, Governo Civil
Caldas da Raínha, 21h, Praça da Fruta

28 de Novembro - Sul:

Portalegre, 18h, Praça da República
Évora, 17h30, Praça do Sertório (junto à Câmara Municipal)
Beja, 17h30, Largo de S.João (frente ao Teatro Pax Júlia)
Faro, 20h30, Coreto do Jardim Manuel Bívar (junto à Marina)



3 de Dezembro
Greve Nacional dos Educadores e Professores


4 e 5 de Dezembro
Vígília permanente à porta do ME

6 de Dezembro
Encontro de Escolas em Luta
(Leiria, 10h, Teatro José Lúcio da Silva)

Greves regionais
9 de Dezembro Norte
10 de Dezembro Centro
11 de Dezembro Grande Lidboa
12 de Dezembro Sul

19 de Janeiro
Nova Greve Nacional

Concentrações distritais de professores: hoje é a vez do Norte (em Braga, Bragança, Viana do Castelo, Vila Real e Porto)





SUSPENDER COLECTIVAMENTE O PROCESSO DE AVALIAÇÃO

Suspender o processo de avaliação em curso é uma decisão da maioria esmagadora dos
professores e educadores. Uma vontade expressa de várias formas e, em particular, nas manifestações de 8 de Março e 8 de Novembro de 2008.


Já se deram muitos passos nesse sentido:

1. Os professores subscreveram documentos que entregaram aos conselhos pedagógicos e conselhos executivos;
2. As escolas dirigiram ao Ministério da Educação (ME) posições a exigir a suspensão;
3. As organizações sindicais apresentaram essa exigência ao ME e suspenderam a sua participação na Comissão Paritária;
4. A classe, na rua e em massa, afirmou publicamente a rejeição DESTE modelo de avaliação, exigindo OUTRO modelo que respeite a unidade da profissão, a qualidade do desempenho profissional e promova o aperfeiçoamento da escola pública.
5. Milhares de docentes recusaram já entregar os seus «objectivos individuais»;

Este é o momento de continuar este processo, levando todas as escolas a concretizar sem tibiezas a suspensão DESTE modelo de avaliação. Fazê-lo em segurança significa fazê-lo em unidade e em massa. A nossa melhor protecção é a acção colectiva.

Levar o Ministério da Educação (ME) a desistir DESTE modelo e a negociar OUTRO depende da acção forte e colectiva da maioria esmagadora dos docentes.

Nesta fase do processo, a acção de suspensão é política, não é jurídica. Depende da nossa recusa colectiva e solidária. Depende da unidade na acção. Agir juntos, protegendo-nos juntos:


Em reunião geral ou nos departamentos curriculares, decidindo parar todas as actividades relacionadas com o processo de avaliação, a começar pela entrega dos "objectivos individuais". Exige-se e aguarda-se por um OUTRO modelo.

Estas formas de recusa exigem envolvimento colectivo, unindo e não dividindo a classe. Esta acção de recusa deve ficar na história da nossa profissão como uma exemplar forma de acção firme, determinada e solidária. Não há aqui espaço para individualismos. Em cada escola é preciso convergir para a acção colectiva e levá-la por diante com determinação e firmeza. E responder a todas as pressões e ameaças com serenidade, confiança colectiva, determinação e solidariedade. Somos todos professores. Somos todos responsáveis pelo futuro da nossa profissão e da escola pública portuguesa. Agimos solidariamente.

Este é o tempo de percorrer este caminho. Não se esperem soluções milagrosas de juristas. O processo é político e faz-se porque o interesse da qualidade do ensino e o respeito exigido à profissão o impõem.


Pode haver levantamentos de processos disciplinares quando a acção é de meia dúzia. Não haverá seguramente processos disciplinares quando a acção é de toda uma classe profissional. Agir colectivamente faz-nos dar o salto do jurídico para o político. É esse salto colectivo que devemos dar agora.

Todos os professores e todas as escolas que avancem com a suspensão do processo de avaliação podem contar com o nosso apoio e com o apoio dos nossos serviços.

Enquanto educadores e professores, todos temos uma palavra a dizer. Com determinação, sentido de responsabilidade, ética profissional e confiança.



Escolas que suspenderam ou pediram a suspensão
na Região Norte
(Última actualização - 11h41 de 24 de Nov.)

Área Sindical de Amarante
-
Agrup. Escolas Eiriz (Baião)
-
Agrup. Vertical Escolas Sudeste de Baião (Baião)
- Agrup. Escolas D. Manuel Faria e Sousa (Felgueiras)
- Agrup. Escolas Idães (Felgueiras)
- Esc. Sec. de Felgueiras (Felgueiras)
- Agrup. Escolas Mesão Frio (Mesão Frio)

Área Sindical de Braga
- Esc. Sec. Carlos Amarante (Braga)
- Esc. Sec. Maximinos (Braga)
- Agrup. Escolas de Real (Braga)
- Agrup. Escolas de Trigal Stª Maria (Tadim - Braga) - a suspensão foi decidida pela maioria, através da não entrega dos objectivos individuais
- Agrup. Escolas Amares (Amares)
-
Esc Sec. da Póvoa de Lanhoso (Póvoa de Lanhoso)
- Agrup. Escolas de Vila Verde (Vila Verde)
- Esc. Sec. Vila Verde (Vila Verde)
-
Agrup. Escolas de Moure (Vila Verde)
- Agrup. Escolas Prado (Vila Verde)
-
EBI Monsenhor Elísio Araújo (Pico de Regalados - Vila Verde)
-
Agrupamento Vertical de Escolas da Nascente do Este (Braga)
- Esc. Sec. D. Maria II (Braga)

Área Sindical de Bragança
-
Esc. Sec./3 Abade Baçal (Bragança)
- Esc. Sec. Miguel Torga (Bragança)
- Agrup. Escolas de Izeda (Izeda - Bragança)
- Agrup. Escolas de Vimioso (Vimioso)
- Agrup. Escolas Macedo Cavaleiros (Macedo C.)
-
Agrup. Escolas Paulo Quintela (Bragança)
- Agrup. Escolas Augusto Moreno (Bragança)


Área Sindical de Chaves
- Esc. Sec. Júlio Martins (Chaves)
- Esc. Sec. António Granjo (Chaves)
- Agrup. Vertical Nadir Afonso (Chaves)
- Agrup. Vertical Francisco G. Carneiro (Chaves)
- Agrup. Escolas de Vidago (Chaves)
- Esc. Sec. Bento da Cruz (Montalegre)
- Agrup. Escolas Baixo Barroso (Montalegre)
- Agrup. Vertical Ribeira de Pena (Ribeira de Pena)
- Agrup. Escolas de Cerva (Ribeira de Pena)
- Agrup. Escolas de Valpaços (Valpaços)


Área Sindical de Guimarães
-
Agrupamento Vertical de Escolas de Vizela (Vizela)


Área Sindical de Monção
-
Agrup. Escolas Deu La Deu Martins (Monção)
- Esc. Sec. de Monção (Monção)
-
Agrup. Escolas Arcos de Valdevez (Arcos de Valdevez)
- Agrup. Escolas Território Educativo de Coura (Paredes de Coura)


Área Sindical de Penafiel
- Esc. Sec. Lousada (Lousada)

Área Sindical do Porto
- Esc. Sec. Carolina Michaelis (Porto)
- Agrupamento Vertical Dr. Leonardo Coimbra (Filho) (Porto)
- Esc. Sec. Garcia da Horta (Porto)
- Esc. Sec. António Nobre (Porto)
- Agrup. Escolas Areosa (Porto)
- Agr. Escolas Irene Lisboa (Porto)
- Agrup. Vertical Escolas do Amial (Porto)
- Agrup. Vertical Clara de Resende (Porto)
- EB 2/3 de Francisco Torrinha (Porto)
- Agrup. Escolas Gomes Teixeira (Porto)
- Esc. Sec. Gondomar (Gondomar)
-
Agrup. Vertical Rio Tinto (Gondomar)
-
Agrup. Vertical "À Beira Douro" (Medas - Gondomar)
-
Agrup. Escolas Gueifães (Maia)
-
Agrup. Escolas Águas Santas (Maia)
- Agrup. Escolas Senhora da Hora (Matosinhos)
- Esc. Sec. Boa Nova (Leça da Palmeira - Matosinhos)
-
Abaixo-assinado da Esc. Sec. Arquitecto Oliveira Ferreira (Arcozelo - Vila Nova de Gaia)
-
Agrup. Vertical de Escolas de Valadares (Vila Nova de Gaia)
- Esc. Sec. Diogo Macedo (Olival - Vila Nova de Gaia)
- Agrup. Escolas Soares dos Reis (Vila Nova de Gaia)
-
Esc. Sec. Valadares (Vila Nova de Gaia)
- Esc. Sec. António Sérgio (Vila Nova de Gaia)
- Agrup. Vertical Escolas de Canelas (Vila Nova de Gaia)
- Agrup. Escolas Dr. Costa Matos (EB23 Teixeira Lopes - Vila Nova de Gaia)
- Departamentos da Esc. Sec. Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia)
- Agrup. Vertical Escolas D. António Ferreira Gomes (Ermesinde - Valongo)

Área Sindical da Póvoa de Varzim
-
Moção aprovada por Unanimidade na Esc. Sec. Eça de Queiroz (PDF) (Póvoa de Varzim); Texto aprovado pelo Conselho Pedagógico da E.S. Eça de Queiroz (PDF)
-
Esc. Sec. Rocha Peixoto (Póvoa de Varzim)
-
Agr. Escolas Dr. Flávio Gonçalves (Póvoa de Varzim)
- Agrup. V. de escolas de A-Ver-O-Mar (Póvoa de Varzim)
-
Esc. Sec. Alcaides de Faria (Barcelos)
-
Esc. Sec. Barcelinhos (Barcelos)
- Agrup. Escolas Abel Varzim (Vila Seca - Barcelos)
- Agrup. Escolas Manhente (Barcelos)
- Agrup. Escolas António Correia de Oliveira (Esposende)
-
Agrupamento das Marinhas (Esposende)
- Esc. Sec. José Régio (Vila do Conde)
-
Esc. Sec. Afonso Sanches (Vila do Conde)
-
Agrupamento Júlio Saúl Dias (Vila do Conde)


Área Sindical de Santa Maria da Feira
-
Agrup. Vertical Escolas Argoncilhe (Santa Maria da Feira)
- Esc. Sec. Santa Maria da Feira (Santa Maria da Feira)
- Agrup. Escolas Fernando Pessoa (Santa Maria da Feira)
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Esc. Sec. Dr. Gomes Almeida (Espinho)
-
Agrup. Escolas de Maceda e Arada (Ovar)
- Agrup. Escolas de Ovar-Sul (Ovar)
-
Agrup. Escolas Fernando Pessoa (Santa Maria da Feira)
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Agrup. Vertical de Escolas de Fiães (Santa Maria da Feira)

Área Sindical de S. João da Madeira
-
Agrup. Escolas Cucujães (Oliveira de Azeméis)
- Esc. Sec. Ferreira de Castro (Oliveira de Azeméis)
- Agrupamento Vertical Bento Carqueja (Oliveira de Azeméis)

Área Sindical de Viana do Castelo
-
Agrup. Escolas de Darque (Viana do Castelo)- Escola Secundária de Monserrate (Viana do Castelo)- Agrupamento de Escolas Coura e Minho (Caminha)- Agrup. Escolas Abelheira (Viana do Castelo)- Agrup. Escolas José de Brito (Stª Marta P.)- Esc. Sec. Santa Maria Maior (Viana do Castelo)- Agrup. Escolas Frei Bartolomeu dos Mártires (Viana do Castelo)
Área Sindical de Vila Nova de Famalicão
- Esc. Sec. Camilo Castelo Branco (Vila Nova de Famalicão)
- Esc. Sec. D. Sancho I (Vila Nova de Famalicão)
- Agrup. Vertical Escolas de Vale do Este (Arnoso - Vila Nova de Famalicão)
- Agrup. Escolas S. Martinho do Campo (Santo Tirso)
- Esc. Sec. D. Dinis (Vila Nova de Famalicão)
- Esc. Sec. Tomaz Pelayo (S. Tirso)
- Agrup. Vertical de Escolas Júlio Brandão (Vila Nova de Famalicão)

Área Sindical de Vila Real
- Agrup. Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral (Vila Real)
-
Esc. Sec. Camilo Castelo Branco (Vila Real)
-
Esc. Sec. S. Pedro (Vila Real)
-
Esc. Sec. Morgado de Mateus (Vila Real)
-
Agrup. Vert. Escolas do Pinhão (Alijó)
- Esc. Profissional do Rodo (Régua)
-
Abaixo-assinado do Agrup. Vertical Escolas de Sabrosa (Sabrosa) (PDF)

Trabalhadores dos CTT lutam pelos seus direitos e convocaram uma greve para os próximos dias 2,3,4 e 5 de Dezembro

Centenas de trabalhadores dos CTT concentraram-se no Sábado passado, 22 de Novembro, na Praça dos Restauradores, em Lisboa, contra o novo acordo de empresa que, dizem, lhes retira direitos e lhes está a ser imposto à custa de ameaças e pressões.


"Nos últimos seis meses tem havido um clima de terrorismo puro por parte da administração de pessoal", disse hoje à Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), Vítor Narciso, a estrutura sindical que convocou para esta tarde uma concentração de trabalhadores dos CTT em Lisboa contra o novo acordo de empresa (AE).

"A adesão individual [ao novo AE] tem sido conseguida através de ameaças, de fecharem os trabalhadores nos gabinetes, de ameaças de exoneração de chefias, de ameaças de represálias sobre familiares que também são trabalhadores, de deslocar [funcionários] para longe do seu local de trabalho", declarou o sindicalista, a propósito das adesões a título individual ao AE que, acusou Vítor Narciso, são ilegais.

"Há trabalhadores a assinar individualmente o acordo de empresa, inclusivamente nossos associados, não muitos, mas há. Os contratos de adesão individual são claramente ilegais ao abrigo do Código de Trabalho, da Constituição, das normas internacionais de trabalho, não têm nenhum valor ou efeito", explicou o representante do SNTCT.

Luísa Gonçalves foi uma dos muitos trabalhadores dos CTT que se deslocaram até aos Restauradores porque, também ela, sentiu necessidade de denunciar e manifestar-se contra as alegadas pressões da administração dos CTT.

"Estamos a lutar contra o assédio feito aos trabalhadores, porque chamam os trabalhadores individualmente e prometem-lhes coisas que depois não cumprem", disse à Lusa.

"Muitos venderam-se por 400 euros, que com certeza já não têm, e vão perder muito mais na sua vida profissional", lamentou Luísa Gonçalves.

Na passada quarta-feira, 19 de Novembro, o SNTCT interpôs uma providência cautelar contra o novo AE, por considerar que este foi apresentado unilateralmente, onde também foram expostas algumas denúncias relativas às eventuais ameaças e pressões praticadas pela empresa.

"Nunca deixámos de ter uma posição dialogante. Esta administração dos CTT claramente deixou de ter a nossa confiança. Qualquer coisa que se passe daqui para a frente tem que ter a intermediação de outros organismos, nomeadamente do ministro da tutela", afirmou Vítor Narciso.

Além da defesa do AE vigente desde 1981, a concentração de hoje, à qual se seguiu um desfile dos trabalhadores até à Praça do Comércio, teve também como objectivo a defesa do direito à negociação e a luta pela manutenção dos direitos e salários dos funcionários dos CTT.

Antonino Simões, trabalhador da empresa e representante sindical, considera inaceitável que há dentro da empresa trabalhadores discriminados em relação aos aumentos salariais.

"Mais de cinco mil trabalhadores dos CTT estão desde o dia 01 de Abril sem aumentos salariais. Uns tiveram um aumento de 2,8 por cento, estes cinco mil não tiveram qualquer aumento", denunciou o funcionário.

Antonino Simões queixou-se também daquilo que considera uma imposição unilateral por parte da empresa de um horário de trabalho alargado aos trabalhadores.

"Como é que é possível uma empresa, sempre que quiser e sem quaisquer regras, poder determinar se [um funcionário] trabalha mais três, quatro ou cinco horas?", questionou Antonino Simões, indignado.

Para os dias 02, 03, 04 e 05 de Dezembro está já convocada uma greve de trabalhadores dos CTT, mas Vítor Narciso admite que as formas de luta possam ir um pouco mais longe.

"Estamos já a pôr a hipótese de a partir dessa data voltar à luta com greves parciais, mas prolongadas", revelou o sindicalista que explicou que, a partir da segunda quinzena de Dezembro, é possível que os trabalhadores façam greves de duas ou três horas por dia, ao longo de vários dias, estando ainda por definir até quando se pode manter este tipo de greve.
Fonte: agências de informação

Encontro com Michel Butor ( no dia 28 de Nov. às 18h. no Institut franco-portugais em Lisboa)

Encontros com o escritor e ensaísta francês Michel Butor e leitura de alguns dos seus textos sobre as gravuras de Goya



Michel Butor foi professor de francês (língua estrangeira) em outros países, principalmente no Egipto e professor de filosofia na Escola Internacional de Genebra nos anos 1950. A partir daí, começa sua carreira universitária como professor de literatura, primeiro nos Estados Unidos e depois na França, na Universidade de Nice, e finalmente na Universidade de Genebra até sua aposentadoria em 1991.

Ele é conhecido dos leitores de língua francesa como romancista e, sobretudo, como autor da obra La Modification, romance escrito quase que inteiramente na segunda pessoa. Esta imagem do autor é um pouco injusta, na medida em que ele rompeu com a ideia de romance depois de escrever Degrès en 1960 e com a publicação de Mobile em 1962.

Depois de tentativas frustradas de conciliar a forma tradicional do romance com sua vontade de representar o mundo contemporâneo, acaba se ligando ao grupo do Nouveau Roman francês (representado por figuras como Nathalie Sarraute, Alain Robbe-Grillet, Claude Simon. Ele opta por formas experimentais de escrita a partir de Mobile, obra composta de recortes (enciclopédias americanas, descrições de automóveis, artigos de jornal, etc.), numa tentativa de dar conta da assustadora realidade americana.

Esta vontade de experimentar novos meios de representar o mundo a sua volta encontra-se sempre presente em suas obras, quer se trate de narrativas de viagem (Le Génie du lieu - O gênio do lugar), de narrativas de sonhos (Matière de rêves), ou das numerosas colaborações com pintores e artistas contemporâneos (reunidas na série Illustrations).

Michel Butor, após 40 anos, se coloca num espaço mais poético, lírico, em detrimento de uma abordagem mais romanesca. Atualmente ele é um dos escritores vivos de língua francesa mais conhecidos (na Europa, nos EUA, no Japão, na China, na Austrália, etc.), vivendo e trabalhando numa cidade da Haute Savoie.

Texto retirado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Michel_Butor


Lugar: Institut Franco-Portugais Morada:
Avenida Luís Bívar, 91 / 1050-143 Lisboa
Tel: (+351) 21 311 14 00

Lançamento da revista Detritos #2 no dia 29 de Nov. na Livraria Inc.(18h.) e no cinema Passos Manuel (22h.)


A Detritos é uma publicação semestral em torno das temáticas da escassez e do falhanço, do árido e do absurdo, da potência poética e de uma pobreza voluntária que reclama os direitos da não-sofisticação. Sob o signo da catapulta, põe em movimento os restos processuais com que se vai deparando, enquanto que na instauração de uma radical economia de meios a confrontação com os Deuses é finalmente levada a palco, no encenar de uma Vida vivida.

Lançamento da Detritos #02
Revista de Arte e Ensaio

29 de Novembro, Sábado, Porto

às 18h Livraria Inc. - Rua da Boa Nova 168, Porto
e às 22h no Cinema Passos Manuel

Sumário deste número:

O Abominável Homem das Letras - A. DaSilva O.
Desejo em Estrada - Susana Caló
Imagens da Moda - Pedro Bandeira
Da sustentabilidade à Ecologia Radical - Godofredo Pereira
O Humanista- Ricardo Tinoco
PMI - Axel Von Freyhold
Untitled - Carlos Lobo
Ontem - André Cepeda
Aloé - Ksénia Tinoco
O que é um Idiota? - Miguel Oliveira
Artur Barrio e a Política Afectiva do Lixo na Rua - Nuno Rodrigues
Actividades Urbanas Informais - Oliver Scheffler
A Evasão do Espectáculo - Bernardo Amaral

Programa

às 18h na Livraria Inc.

Eventos:
Apresentação da Revista
O homem-detritos fala ao Povo – A. DaSilva O.
Zonas de Guerra - Godofredo Pereira com acompanhamento de Carlos Lobo
Pintura Suicida - Miguel Oliveira
http://www.inc-livros.pt//

às 22-24h no Cinema Passos Manuel
Música: Caos
Debate: com A. DaSilva O., Pedro Bandeira, Godofredo Pereira, Ricardo Tinoco, Susana Caló, Miguel Oliveira e Bernardo Amaral.
http://www.passosmanuel.net/


Um evento Detritos. Revista de Arte e Ensaio
e Escuta - Associação Cultural.


Detritos
Revista de Arte e Ensaio
http://revistadetritos.com/
revistadetritos@gmail.com


A DETRITOS é uma plataforma activa da associação culural sem fins lucrativos:

Tertúlia no café Ceuta ( no Porto) sobre os Transgénicos (26 de Nov. às 18h30): OGMs, progresso ou ameaça?



ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS: PROGRESSO OU AMEAÇA?

Quarta-feira, 26 de Novembro, às 18h30
Café Ceuta (rua de Ceuta 20/6, Porto)

Há investigação científica suficiente para o uso de OGM ser considerado seguro?
Os benefícios do uso de OGM para a sociedade superam os riscos e incertezas desta tecnologia?
Há participação e consciencialização da sociedade sobre as decisões que estão a ser tomadas?
Há rigorosa rotulagem dos produtos que contêm OGM?
Há alguma forma sustentável / rentável de practicar agricultura sem uso de OGM?
Valerá a pena investir nos OGM ou haverá melhores formas de investir os recursos existentes?

Venha debater estes e outros temas com Mariana Sottomayor
(Departamento de Botânica, Faculdade de Ciências do Porto), Margarida
Silva (Escola Superior de Biotecnologia, Universidade Católica
Portuguesa) e Arminda Deusdado (moderadora - programa Biosfera, RTP2)

Organização da Campo Aberto
Mais informações em
http://campoaberto.pt/node/2705

23.11.08

Apresentação, hoje, do livro «Europa e mais 3 poemas»(edição Letra Livre) de Rui Miguel Ribeiro na livraria-bar Gato Vadio




Apresentação do livro “Europa e mais 3 poemas”, de Rui Miguel Ribeiro (edição Letra Livre)

Leitura de poemas pelo autor.

Hoje, Domingo, dia 23 de Novembro, às 18h00 na livraria-bar Gato Vadio, na cidade do Porto
Local:
Rua do rosário, 281 – Porto
tel. 220131894

horário:
Tarde: quinta a domingo das 15h - 19h30
Noite: terça a domingo das 21h - 00h59
encerramos à segunda-feira

http://gatovadiolivraria.blogspot.com/

Como podem os professores de economia ensinar o modo de funcionamento dos mercados, quando os mercados, afinal, não funcionam ???

Explicar na sala de aula que os mercados funcionam está a tornar-se uma tarefa difícil, senão mesmo uma missão impossível, para os professores de economia: a actual crise financeira do capitalismo global mostra justamente como as teorias económicas dominantes não são validadas pela realidade.


Transcrevemos a seguir alguns excertos de um artigo publicado no suplemento de economia do jornalPúblico de 21 de Novembro sob o título «A crise não vai mudar o que se ensina nas salas de aulas. Não?”


«Empresas centenárias fecham portas, economias entram em recessão, e nas salas de aula das faculdades de economia parece continuar tudo na mesma. José Reis, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, identifica duas tendências. De um lado, o ensino que repete a teoria dominante ("a larga maioria"), do outro o que tenta estimular o pensamento crítico. Feitas as contas, "não é ousado supor que nas salas de aula continua tudo como dantes, alheio à crise e fechado de forma defensiva, face aos desafios do pensamento crítico", denuncia.

Nos intervalos, os alunos discutem cenários futuros, repletos de dúvidas quanto ao seu próprio papel. "Há uma enorme curiosidade para perceber o que aconteceu", revela António Gomes Mota, presidente da ISCTE Business School. "Creio que as notícias lhes estão a causar alguma ansiedade e perplexidade, pois não sabem o que vem aí. Não compreendem como acções desregradas de uma elite de especuladores financeiros podem ter causado um desastre global", conta por seu lado Sandro Mendonça, professor do departamento de economia do ISCTE.


No Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), perguntam-se se o que estão a aprender é correcto e útil. "São questões que nos preocupam também enquanto professores", admite o economista e docente António Mendonça.
Com a queda de bancos de investimento históricos e o desmoronar de economias, antes exemplares, reacendeu-se a discussão sobre as virtudes e defeitos do capitalismo e das correntes neo-liberais. Explicar aos alunos a ideia clássica de que "os agentes optimizam, os mercados harmonizam" fica mais difícil. "A evidência empírica diz o contrário, ou melhor, grita-o", alerta Sandro Mendonça. (…) "[No ISEG] questões como a eficiência dos mercados ou a mão invisível sempre foram abordadas como devem ser: como modelos teóricos de referência, importantes para a compreensão do funcionamento das economias, e não realidades objectivas e imutáveis ou ideais a atingir", explica
»

O actual modelo de avaliação de professores, se fosse aplicado numa empresa, levaria ao seu imediato encerramento


Sendo a actual responsável do Ministério da Educação uma suposta especialista em sociologia das profissões, com diploma de doutora tirado no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, e cuja formação superior foi monitorizada e avaliada pelo não menos especialista em Sociologia do Trabalho, João Freire, com uma longa bibliografia, e conhecendo o actual modelo de avaliação dos professores, é mais do que curial interrogarmo-nos se aqueles especialistas sabem realmente do que estão a falar quando tratam de organizações em geral, e neste particular, das escolas, e da principal actividade profissional que nelas decorre, o ensino-aprendizagem, exercida pelos professores, tal é o desfazamento entre a realidade organizacional que encontramos quer nas empresas quer nas escolas, e o modelo de avaliação, gizado num qualquer gabinete, por uma cabecinha pretensamente iluminada, para ser aplicado a milhares de escolas e estabelecimentos de ensino.

Vêm a este propósito um texto publicado na rubrica do Correio dos Leitores do Jornal de Notícias da edição do passado dia 21 de Novembro, e que transcrevemos, com a devida vénia, um breve excerto:.

«O modelo de avaliação dos professores tem, pelo menos, a virtude de avaliar o grau de dureza das cabecinhas que nos governam, expondo à saciedade todos os vícios do sistema.
Em primeiro lugar, o seu total desconhecimento do que é uma escola, para que serve e como funciona. Em segundo lugar, o seu total desconhecimento do que é uma empresa, como se organiza e quais são os seus objectivos.
Deste duplo desconhecimento, nasceu um projecto de avaliação que, se fosse aplicado numa empresas, levaria ao seu encerramento num ápice. Qual era a empresa que aguentaria ter a linha de produção parada vários meses todos os anos para que os trabalhadores, em vez de trabalhar, passassem os dias a discutir a inventar e discutir grelhas para se avaliarem uns aos outros?E qual era o trabalhador que aceitaria ser avaliado por um igual ( ou pior)?»

«O Monstro da 5 de Outubro» - texto de Carlos Fiolhais sobre a avaliação burocrática dos professores

Excelente texto de Carlos Fiolhais, retirado do blogue:


A palavra “monstro” para designar o Ministério da Educação é muito anterior ao mandato dos actuais ocupantes da Avenida 5 de Outubro. Numa entrevista ao “Expresso” o Eng.º Belmiro de Azevedo usou-a há anos sem papas na língua: “O Ministério da Educação sempre foi um monstro dentro de outro monstro que é a administração pública. Esse Ministério é o maior empregador nacional e deve possuir o maior teor de burocratas no sistema. Continua a gerir numa lógica de continuidade aquilo que existe, em vez de gerir numa lógica de base zero, por reformular o sistema por completo. Não têm existido verdadeiras reformas educativas.” Inquirido sobre a solução, respondeu: “Devia haver uma reforma que abrisse e descentralizasse o sistema de ensino. O Ministério devia ser um regulador, validador de currículos, da qualidade do exame e deixar o sistema funcionar, descentralizado.”

Mas o problema é que pouco mudou nos últimos tempos: o monstro continua monstruoso, com DREs, despachos, circulares, grelhas, etc. A pseudo-avaliação burocrática de professores que ele pretende impor a todo o país provém de uma velha e enorme máquina, que já devia ter sido esboroada. Parafraseando Kafka, burocrata é alguém “que escreve um documento de dez mil palavras e lhe chama sumário”. E os “sumários” não cessam de jorrar...

Os professores, que, na sua esmagadora maioria, marcharam em protesto em dois fins de semana sucessivos (num com e no outro sem sindicatos) pelas ruas de Lisboa, vieram dizer uma coisa muito simples: querem ensinar sem o monstruoso sufoco de que são vítimas. De facto, ensinar é o que sabem e gostam de fazer e é, aliás, o que é preciso que eles façam. O Ministério devia querer isso deles, mas a palavra parece banida do seu vocabulário. Se ele quisesse ensino, então precisaria mesmo deles, pois não há, obviamente, ensino sem professores.

Entre os professores, os melhores são os mais precisos. Para o seu apuramento é mister um processo de destrinça e de recompensa. Quero crer que a maioria dos docentes aceita um método de avaliação sério e competente, mas esse método terá pouco a ver com o caos que, burocraticamente, o monstro está a instalar nas escolas. Por outro lado, parece-me claro que os sindicatos não querem avaliação nenhuma, quanto mais não seja porque muitos dos seus dirigentes já não ensinam há muito tempo, e ficariam decerto chumbados se a qualidade do ensino fosse o factor decisivo na avaliação. O governo tem todo o direito de combater os sindicatos, cujos desígnios políticos estão bem à vista. Mas já não tem o direito de confundir reiteradamente os sindicatos com os professores e de agredir indiscriminadamente os segundos descarregando a sua raiva aos primeiros. Governo e sindicatos são dois monstros em luta pelo poder e nem professores nem alunos deviam ser vítimas dessa luta.

Certo é que muitos dos nossos melhores professores, para preservar a sua saúde mental, estão a abandonar a profissão, com manifesto prejuízo da qualidade do ensino público. O Ministério, ao deixar que os melhores mestres se afastem, comete um erro que irá custar caro ao nosso ensino, que irá custar caro a todos nós. Permite que o privado se distancie mais do público. Que os alunos mais desfavorecidos fiquem ainda mais desfavorecidos.

A Escola Infanta D. Maria, em Coimbra, que é a melhor escola pública de acordo com os "rankings" dos exames do 12.º ano, já decidiu suspender o processo de avaliação para não se degradar. Se todas as escolas seguissem esse exemplo, o actual impasse poderia cessar com a vitória das escolas e do ensino, e não dos sindicatos. O monstro da 5 de Outubro, por muitos tentáculos que estendesse, não conseguiria chegar a todo o lado e punir a esmo. De realçar que, ao arrepio de falsas divisões que foram cultivadas, os pais confiam nos professores e estão com eles. A Associação de Pais do D. Maria foi bastante clara: “Não queremos que esta escola perca a qualidade que tem”. Seria trágico se um processo que pretende assegurar a qualidade acabasse afinal com ela.

Subir na carreira já não interessa aos japoneses, que preferem ter qualidade de vida e bem-estar pessoal a venderem-se às empresas



Há uma nova geração de trabalhadores no Japão. Chamam-se "hodo-hodo zoku", têm entre 20 e 30 anos e, dizem os especialistas, estão a arruinar a competitividade japonesa.

Num país antes orgulhoso dos seus assalariados, motivados para o sucesso, há cada vez mais pessoas a prescindir de cargos com mais responsabilidades. O motivo? Querem ter tempo para a vida pessoal.

O "Wall Street Journal" conta o caso de Hidekazu Nishikido, um gestor de 24 anos que foi promovido recentemente. Depois de perceber que sairia todos os dias às dez da noite, disse ao patrão que não estava interessado em subir na carreira.

"O meu emprego é importante, mas não é o que me motiva", justificou. Um estudo da consultora Towers Perrin, citado pelo jornal norte-americano, revela que apenas três por cento dos
japoneses está verdadeiramente empenhado no seu local de trabalho.

"Vão arruinar o Japão com a sua ética de trabalho desleixada. Era suposto serem os líderes do futuro", lamenta o consultor de recursos humanos Yukiko Takita.

A Sanyo já veio dizer que está a ter dificuldades em preencher vagas para cargos de supervisão em fábricas fora do Japão. Na Intelligence, uma das maiores agências de recrutamento, regista-se uma subida de pedidos de emprego de pessoas que querem sair de posições exigentes.

A explicar a falta de ambição está a profunda crise dos anos 90. Os jovens assistiram à dedicação dos mais velhos nos seus empregos, ao mesmo tempo que as empresas cortavam custos e despediam em massa.

"São mais cautelosos e não dão tanto de si, mesmo que isso signifique ter um emprego menos prestigiante e um salário mais baixo", refere o investigador Chiaki Arai.

Excertos de um artigo publicado no suplemento de economia do jornal Público de 21 de Novembro sob o título « Subir na carreira não interessa aos japoneses ”

«Do Espaço e Tempo ao Espaço-Tempo, 100 anos depois de Minkowski» - palestras na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (26 de Nov.)

O Centro de Matemática da Universidade do Porto, o Centro de Física do Porto, a Delegação Norte da Sociedade Portuguesa de Física e a Delegação Norte da Sociedade Portuguesa de Matemática organizam um ciclo de palestras, que terá lugar na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, na quarta-feira 26 de Novembro de 2008 . Este ciclo terá duas partes — uma, a realizar durante a manhã, essencialmente dedicada a estudantes de ensino secundário e outra, a decorrer na parte de tarde desse dia, destinada a estudantes de ensino superior e professores interessados de qualquer grau de ensino.

Os professores interessados em inscrever as respectivas turmas deverão preencher o seguinte
boletim de inscrição

A 21 de Setembro de 1908 decorria em Colónia o 80º encontro da Associação Alemã de Cientistas e Médicos. Uma das conferências anunciadas para esse dia era de Hermann Minkowski, professor há vários anos no departamento de Matemática da Universidade de Göttingen. Pouco havia na sua carreira, que levasse a esperar que a palestra atraísse grande interesse por parte de não matemáticos, pois os seus trabalhos científicos eram quase todos da área da Teoria dos Números. O seu único artigo original ligado às ciências experimentais era sobre Física teórica e tinha sido publicado meses antes numa revista da sua Universidade. A palestra tinha no entanto um título intrigante e apelativo: Espaço e Tempo.



A palestra abriu com palavras que se tornaram famosas:

«Cavalheiros! Os conceitos de espaço e tempo que gostaria de desenvolver perante vós erguem-se do solo da Física experimental. Aí reside a sua força. As suas tendências são radicais. Doravante, o espaço só por si e o tempo só por si irão mergulhar totalmente na sombra e somente uma espécie de união entre os dois continuará a ser real.»

Minkowski acabara de anunciar o nascimento do espaço-tempo.

A história do conceito de espaço-tempo, fortemente ligada à história da Teoria da Relatividade, é fascinante, tal como o é o relacionamento entre Minkowski e o seu aluno Albert Einstein.



Programa:

10:00 Jorge Buescu - Poincaré, Einstein e a paternidade da Relatividade

11:10 Carlos Fiolhais - O problema do espaço-tempo e a recepção de Einstein e Minkowski em Portugal

14:00 José Carlos Santos - Minkowski, Geometria e Relatividade

14:50 Pedro Vieira - Paradoxos em Relatividade

15:40 Pausa

15:50 Carlos Herdeiro - Deformando o Espaço-Tempo de Minkowski

16:40 Orfeu Bertolami - A fórmula mística de Minkowski e o mistério do tempo

17:30 Pausa para café

17:45 Debate

Jornada de Reflexão sobre a Ecocrítica ( 25 de Nov. na Fac. de Letras do Porto)



Acerca da crítica literária e artística de um ponto de vista ecologista

Sobre o assunto, consultar o nosso post aqui

25 de Novembro, na Sala de Reuniões da Faculdade de Letras da Universidade do Porto


Entrada Livre

Programa
25 de Novembro

09h00 Recepção e secretariado / Accueil et secrétariat

09h30 Abertura / Ouverture

10h00 Maria Hermínia Amado (U. Aveiro): Prises de vue sur le paysage urbain et la nature de la modernité à la postmodernité dans quelques littératures de langue française: brèves réflexions autour d’ un programme d’études

10h30 Celina Silva (Faculdade de Letras – UP): Breve relance sobre alguns momentos e posturas do Ecocriticismo

11h00 Pausa para café / Pause-café

11h15 Montserrat López Mújica (UNED-Madrid / Colegio Brains - Alcobendas (Madrid): Lectura ecocritica de la novela Derborence de C.F. Ramuz

11h45 Nathalie Caradec (École Supérieure des Sciences Appliquées & de Technologie
- Bretagne): Approche de la forêt bretonne

12h15 Maria do Nascimento Carneiro (Faculdade de Letras – UP): Mettre du vert dans la littérature: magia da natureza na estética romântica

12h45 Isabel Aves (UTAD): “Have you ever tried to enter the long black branches of other lives?: a tentação do Outro. Um exercício de aproximação à Ecocrítica.

13h15 Almoço / Déjeuner

15h00 Ludovic Heyraud (Universidade Paul-Valéry Montpellier III): A reinvenção do Pantanal, abordagem ecocrítica do Livro de Pré-Coisas, do poeta brasileiro Manoel de Barros

15h30 Dolores Garrido (Escola secundária de Gondomar): A errância por uma nova Natureza em Le Clézio.

16h00 Isabel Ferraz Sousa (Inst. Politécnico de Viseu / FLUP doctorante): Christian Signol : des racines et des ailes

16h30 Pausa para café / pause-café

16h45 Fátima Outeirinho (Faculdade de Letras – UP): Viagem e temáticas ambientais em visões da Patagónia de Luis Sepúlveda e Mempo Giardinelli
17h15Corina Soares (U. Aveiro doctorante): La représentation littéraire de la nature chez Amélie Nothomb

17h45 Pedro Almeida / Maria Inês Castro (FLUP doctorants): Furacões de botas que esmagam a terra e outros zeugmas: Marthiya de Abdel Hamid segundo Alberto Pimenta sob uma perspectiva ecocrítica

18h15 Lúcia Bandeira (U. Aveiro doctorante): La description de la Nature: de la stylisque à l’engagement littéraire

18h45 Encerramento & Porto de honra / Clôture & Porto d’honneur

Filosofia da Educação e Fundamentos dos Direitos Ambientais - Seminário no dia 24 de Nov. na FLUP

24 de Novembro, 18h00,
Sala do Departamento de Filosofia (Torre B Piso 1) da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

O Research Group "Philosophy of Education and Contemporaneity" do Instituto de Filosofia (Unidade de I&D 502 /FCT) organiza no próximo dia 24 de Novembro o Seminário "FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO E FUNDAMENTOS DOS DIREITOS AMBIENTAIS" que irá ser conduzido pelo Prof. Doutor Emanuel Oliveira Medeiros (Universidade dos Açores).

O Seminário decorrerá na Sala do Departamento de Filosofia a partir das 18 horas.


http://web2.letras.up.pt/ifilosofia/?pagina=apresentacao –
portal do instituto da filosofia da Fac. de Letras da UP

Acaba hoje a semana de Jazz da Universidade do Porto para fins didácticos e de divulgação

Na sequência do enorme sucesso da 1ª. edição de "O Jazz visto por dentro" , a U.Porto está a organizar mais uma série de concertos de Jazz que estão a decorrer no Teatro do Campo Alegre e no e-learning Café do Pólo da Asprela desde os dias 20 até hoje, 23 de Novembro


20 de Novembro - CONCERTO JAZZ no E-learning Café - 21h30
Entrada livre
Neste concerto foram apresentadas composições de dois artistas inovadores e essenciais na história do jazz: John Coltrane e Charlie Parker. Ambos desenvolveram técnicas inéditas no jazz, deixaram uma herança de composições e um vocabulário musical pessoal primordiais para o jazz dos nossos dias.
No final do concerto pretendeu-se criar um diálogo dinâmico entre os músicos e o público sobre o estado do jazz em Portugal e reflectir sobre o que é, e como é, ser músico em Portugal.

MÚSICOS:
Virxili Aguin - GUITARR A
Fernando Bouzon - SA XOFONE
João Cação - CONTR ABAIXO
Michael Lauren - BATERIA
MICHAEL LAUREN_ Coordenador do Curso de Jazz da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE) irá liderar esta sessão em palco constituída por estudantes da ESMAE.

21 de Novembro - concerto dos BANSURICOLLECTIF - no E-learning Café - 21h30
Entrada livre
O BansuriCollectif foi formado no início de 2007 pelo contrabaixista Rui Salgado.
Depois de preparar o repertório para apresentar em clubes de jazz de Antuérpia e Bruxelas, o grupo preparou uma tournée em Portugal com o objectivo de, por um lado, dar a conhecer a sua música ao público português e, por outro, apresentar oficialmente o concerto como Recital Final na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE) do Porto, onde Rui Salgado terminou os seus estudos em Contrabaixo - Jazz.
Em Maio de 2008 o BansuriCollectif ganha o conhecido concurso de jazz JAZZ MARATHON, tendo actuado na Grand Place de Bruxelas ao lado de Magic Malik, Nelson Veras, Peter Hertmans e da Bruxelas Jazz Orchestra. Como consequência deste prémio, o grupo foi convidado a actuar nos dois mais importantes clubes de jazz de Bruxelas: Sounds e Jazz Station. O grupo vai gravar o seu primeiro álbum no início de 2009.
www.myspace.com/bansuricollectif


22 E 23 DE NOVEMBRO no Teatro do Campo Alegre

O JAZZ, desde as suas origens no RAGTIME e no BLUES até ao estilo de fusão JAZZ-ROCK ELÉCTRICO do final dos anos 60, tem sido uma forma de arte evolutiva. Cada período estilístico contou com músicos inovadores e compositores criativos que transformaram a expressão musical. Novas técnicas instrumentais e sistemas de composição e de arranjo foram constantemente desenvolvidos de forma a dar resposta à necessidade de se ouvir algo fresco, exigente e vital. Contudo, é importante recordar que estes estilos musicais também fazem parte de uma continuidade e que muitas vezes só mais tarde é que existe a percepção do que mudou.
O jazz é a história de artistas criativos empenhados em conceber algo original, seja por resposta aos acontecimentos políticos e sociais da época, seja simplesmente por opção estética. O jazz não se desenvolveu no vazio, e não existe uma só linha evolutiva. Os músicos influenciaram-se mutuamente e muitos percursos estilísticos sobrepuseram-se e coexistiram.
Esta conferência musical multimédia dividir-se-á em duas partes, apresentando uma perspectiva cronológica da evolução do jazz americano e colocando em destaque os músicos inovadores de cada período. E como pode ser o jazz definido? "O Grove Dictionary of Jazz" afirma: "Uma música criada fundamentalmente pelos negros americanos nos inícios do séc. XX através de uma amálgama de elementos retirados da música europeia-americana e da música tribal africana". É um bom ponto de partida. (Michael Lauren)

22 de Novembro - CONCERTO JAZZ no Teatro Campo Alegre - 18h
PROGRAMA:

RAGTIME
SCOTT JOPLIN - Maple Leaf Rag
NEW ORLEANS - THE BRASS BAND
TRADITIONAL - Free As A Bird
Just a Closer Walk With Thee
CHICAGO - DIXIELAND
LOUIS ARMSTRONG - Royal Garden Blues,
West End Blues
STRIDE PIANO
JAMES P JOHNSON - You've Got To Be Modernistic
SWING AND THE RISE OF THE "BIG BAND"
FLETCHER HENDERSON - Christopher Columbus
DUKE ELLINGTON - Mood Indigo,
Rockin 'n Rhythm
COUNT BASIE - Jumpin' at the Woodside
GLENN MILLER - Moonlight Serenade
TRANSITION TO BOP
COLEMAN HAWKINS - Body and Soul
BEBOP
CHARLIE PARKER - Moose The Mooche

23 de Novembro - CONCERTO JAZZ no Teatro Campo Alegre - 18h
PROGRAMA:
BEBOP
CHARLIE PARKER - Moose The Mooche
DIZZIE GILLESPIE - Night In Tunisia
THELONIOUS MONK - Ruby My Dear
RHYTHM AND BLUES
LOUIS JORDAN - Let The Good Times Roll
COOL
MILES DAVIS - Boplicity
HARD BOP
HORACE SILVER - Sister Sadie
TRANSITION TO FREE JAZZ
ORNETTE COLEMAN - Lonely Woman
POST BOP
CHARLES MINGUS - Goodbye Pork Pie Hat
JOHN COLTRANE - Resolution
FUNKY JAZZ
LEE MORGAN - Sidewinder
AVANTE GARDE - FREE JAZZ
White paper
MODERNISM
WAYNE SHORTER - Go
ELECTRIC JAZZ
MILES DAVIS – Stuff

Sessões de cultura científica no Museu da Ciência em Coimbra (25 a 29 de Nov.)


O Museu de Ciência da Universidade de Coimbra promove, entre os dias 25 e 29 de Novembro, o programa Cultura Científica no Museu da Ciência.

CULTURA CIENTÍFICA NO MUSEU DA CIÊNCIA


25 - 29 NOVEMBRO 2008
Na semana da Ciência e da Tecnologia, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra promove sessões de Ciência ao Vivo para alunos de todos os níveis de ensino e Conversas com Cientistas dirigidas a alunos a partir do 9º ano.

No dia 29 de Novembro, a entrada é gratuita.

CIÊNCIA AO VIVO
25 a 28 de Novembro
10h00-16h00
Contacto directo com algumas experiências espectaculares que permitem aos jovens participantes a observação de determinados fenómenos facilmente explicáveis pela ciência.
1h30 (inclui visita às exposições)
3 euros/aluno Marcação prévia


CONVERSAS COM CIENTISTAS
25 a 28 de Novembro
Durante as tardes da Semana da Cultura Científica, alunos do 3º ciclo do ensino básico e secundário vão ter a oportunidade de conhecer de perto o trabalho de alguns cientistas e deste modo visitar os bastidores da ciência que se faz em Portugal.
16h00-17h30
Gratuito Marcação prévia

25 de Novembro
Investigação num Centro de Biotecnologia
André Valente, Biocant
Novos materiais: adesivos para cirurgia
Paula Ferreira, Dep. Eng.ª Química, FCTUC

26 de Novembro
Poluição - têm os chapins algo a dizer?
Cláudia Norte, Dep. Zoologia, FCTUC
A atmosfera como cintilador cósmico
Luís Pereira, Dep. Física, FCTUC

27 de Novembro
Terapia genética: ficção científica ou realidade?
Ana Luisa Cardoso, Centro de Neurociências e Biologia Celular
Células estaminais no cérebro adulto
Fabienne Agasse e Liliana Bernardino, Centro de Neurociências e Biologia Celular

28 de Novembro
Nanotecnologias para preparação de pensos biomédicos
Lino Ferreira, Centro de Neurociências e Biologia Celular
Geometria e moléculas ao espelho
Daniel Pinto, Dep. Matemática, FCTUC

SÁBADOS NO MUSEU
29 de Novembro
15h00-16h30
ÀS VOLTAS COM AS CORES
Quantas cores tem a tua cor preferida? Descobre as cores escondidas na tinta de um marcador e percebe que a luz branca, afinal, contém todas as cores do arco-íris.
A partir dos 5 anos
Gratuito Marcação prévia

NOS PASSOS DE MAGALHÃES (último episódio)
29 de Novembro
15h00-16h00
Quando Magalhães chega às Filipinas constata a verdadeira dimensão da Terra. E descobre uma verdade terrível. Será que Magalhães não pode regressar à Europa? Será que procura a morte na batalha de Mactan? Das Filipinas a Sevilha, Gonçalo Cadilhe regressa ao ponto de partida.
Gratuito



http://www.museudaciencia.pt/

Museu da Ciência
Laboratorio Chimico
Largo Marquês de Pombal
3000-272 Coimbra
T: 351 239 85 43 50
F: 351 239 85 43 59
geral@museudaciencia.pt