15.2.08

Panorama - 2ª Mostra do Documentário Português (15 a 24 de Fevereiro 2008 no Cinema São Jorge )


Começa hoje, dia 15 de Fevereiro, às 21h00, o PANORAMA - 2ª Mostra do Documentário Português. Este ano partindo da questão que cinema faz o documentário português?, o PANORAMA propõe cimentar-se como espaço de encontro e debate entre os filmes e as pessoas, uma troca de impressões e experiências que contribua para uma visão maior do documentário português.

A divisão da programação será novamente temática, propondo analisar as formas e as ferramentas dessa criação. Assim, essas ferramentas foram concentradas em três grandes núcleos o¬nde estão agrupados os 76 filmes seleccionados: a CÂMARA, o SOM, e a MONTAGEM.

http://www.videotecalisboa.org/



PROGRAMAÇÃO


15 FEVEREIRO SEXTA
21:00
PERCURSOS NO DOCUMENTÁRIO PORTUGUÊS: PAULO ROCHA
As Sereias, 2001, 31’
O sortilégio da cor, do som e dos movimentos da multidão nas noites únicas do São João da cidade do Porto ficaram na memória de PauloRocha desde a infância. Tendo rodado dezenas de horas «de São João», Rocha concretizará, para Porto – Capital Nacional da Cultura, a sua obra sobre esta festa popular, suportada por textos de Regina Guimarães.



A Ilha de Moraes, 1984, 35mm, versão português/japonês, legendada em português,102’
Na sequência do projecto de A ILHA DOS AMORES, Paulo Rocha roda este documentário, testemunho complementar da época, da vida, da obra e da personalidade do escritor Wenceslau de Moraes, português que escolheu o Extremo Oriente para viver e criar, até à sua morte em 1929.


16 FEVEREIRO SÁBADO
11:00
José Carlos Schwartz – a Voz do Povo (Adulai Jamanca) 52’
No início dos anos 70, num país fragmentado em dezenas de etnias e em plena guerra de independência, José Carlos Schwarz criou o primeiro agrupamento musical da Guiné-Bissau, o “Cobiana Djazz”. José Carlos cantava em crioulo e criou uma forma musical que ainda hoje unifica os guineenses. Este documentário conta-nos a história do poeta e fundador da música moderna da Guiné-Bissau, que morreu num acidente aéreo em 1977, com apenas 27 anos

A Festa (Joana Cunha Ferreira) 48’
Francisco Félix de Souza, Chachá I, morreu nonagenário em Ajudá, no ano de 1849, rodeado de uma extensíssima família de várias mulheres, filhos, filhas e corte. A sua fama como traficante de escravos já tinha atingido tais proporções que os abolicionistas ingleses acreditaram que, com a morte de Souza, acabaria o tráfico de escravos. Em 2004, Francisco Félix de Souza faria 250 anos. Em Ajudá, onde Francisco se instalou e enriqueceu, os mortos não são considerados mortos, vivem ao nosso lado enquanto quisermos. Ali, como aqui, enquanto houver quem nos recorde continuamos a ser e a nossa história a crescer

14:00
Evocação de Barahona Fernandes (José Barahona) 22’
" O professor Barahona Fernandes foi um ilustre psiquiatra português. Era também o meu avô Barahona. Este filme é sobre a memória e as recordações que guardo dele.”


Balaou (Gonçalo Tocha) 77’
Faz agora sete meses que a Blé, minha mãe, morreu. Estou em frente do mar de São Miguel nos Açores, a terra da família distante. Encontro a tia-avó Maria do Rosário, 91 anos, à procura do seu momento para partir. Fala-me de Deus. À sua volta, os bebés nascem. Todos passam pelo mar da ilha, negro, vulcânico. É aqui que encontro a Florence e o Beru, um casal francês que todos os anos cruza o Atlântico no Balaou, um barco à vela. Convidam-me a continuar a viagem com eles. Mando fora o bilhete de avião e faço-me ao mar alto. Dividido em três momentos e oito lições, BALAOU é uma viagem para aceitar o esquecimento das coisas.”

16:00
As Duas Faces da Guerra (Diana Andringa e Flora Gomes) 100’
Luta de libertação para uns, guerra de África para outros: o conflito que, entre 1963 e 1974, opôs o PAIGC às tropas portuguesas é visto, desde logo, de perspectivas diferentes por guineenses e portugueses. Mas não são essas as únicas "duas faces" desta guerra: mais curioso é que, para lá do conflito, houve sempre cumplicidade: "não fazemos a guerra contra o povo português, mas contra o colonialismo", disse Amílcar Cabral, e a verdade é que muitos portugueses estavam do lado do PAIGC. Não por acaso, foi na Guiné que cresceu o movimento dos capitães que levaria ao 25 de Abril. De novo duas faces: a guerra termina com uma dupla vitória, a independência da Guiné, a democracia para Portugal. É esta "aventura a dois" que queremos contar, pelas vozes dos que a viveram

18:00
Nikias Skapinakis: o teatro dos outros (Jorge Silva Melo) 60’
Um revisitação da obra do Pintor Nikias Skapinakis a partir da exposição “Quartos Imaginários”, 2006. O filme segue de perto o trabalho de um dos mais importantes pintores da segunda metade do século XX - Nikias Skapinakis, de ascendência Grega que começou a expor em 1948. É um clássico distante, cerebral, um pintor que trabalhou todos os géneros da academia, retratos, paisagens, naturezas mortas, nus – e que em todos deixou a sua pessoalíssima marca, a sua tenaz melancolia. Durante uma hora, visitamos este artista que pintou a desolada Lisboa sem esperança do Pós-Guerra.


Um Pouco mais Pequeno que o Indiana (Daniel Blaufuks) 78’
No Verão de 2004, por motivos que eu próprio não sei explicar, decidi atravessar a paisagem portuguesa. Tracei um mapa imaginário a partir de uma velha colecção de postais, que decidi levar comigo. Arranjei um velho Mercedes e saí de Lisboa.


21:00
O Casino (Hugo Maia) 13’
Lisboa, Abril de 2006. É inaugurado o Casino de Lisboa, numa cerimónia onde afluíram populares e convidados VIP, os primeiros assistindo na via pública ao que se passa e os segundos convivendo numa enorme tenda montada para o efeito; mas ambos esperando o momento em que o casino abrirá as suas portas. Qual a diferença de comportamentos entre os dois grupos presentes?


Arquitectura de Peso (Edgar Pêra) 24’
Respondendo ao desafio da Trienal de Arquitectura de Lisboa, o último filme - provocação de Edgar Pêra mostra quatro grandes obras públicas que “projectaram” Portugal na Europa: o Centro Cultural de Belém – onde há catorze anos Portugal presidiu à C.E.E.; o Parque da Nações – Palco da Expo ’98; Os Estádios de Futebol – para o Euro2004; e a Casa da Música – originalmente concebida para o Porto Capital Europeia da Cultura 2001. Recorrendo a imagens de arquivo e à música de Nel Monteiro, “Arquitectura de peso” é o resultado do confronto de um “tempo de antena musical popular” com o documentário de propaganda de arquitectura do Estado.

Ilha da Boa Vida (Mercês Gomes) 25’
Em Bombaim a rua é a casa dos seus habitantes: os inactivos, os que apesar de cercados tentam fugir, os que continuam a voltar. Neste documentário descobrimos as cenas da vida diária de Bombaim. Ao longo de um período de 24 horas de pura sensibilidade: madrugada, manhã, tarde, anoitecer, noite e novamente amanhecer. Sequência de fotografias em time-lapse, acompanhadas de som ambiente, retratam cenas do quotidiano de Mumbai e dos seus

Homens que são como Lugares mal Situados (João Trabulo) 21’
A partir de textos de Daniel Faria, Marguerite Duras e Serge Daney, “Homens que são como lugares mal situados” toma a forma de um poema visual cujo motivo é a viagem de um homem entre dois continentes


Paisagens Sonoras (Pedro Gil e José Leitão) 15’

SALA 2 DEBATE SOM com Joaquim Pinto

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17 FEVEREIRO DOMINGO
11:00
Pão Nosso (Camilo Azevedo e Sofia Leite) 50’
Pão Nosso é um documentário que fala dos gestos simples do quotidiano de quem faz pão, da Índia ao Eufrates, de Goa aos confins de Trás-os-Montes. Os seus protagonistas são as famílias que fazem e vivem do pão. Quando há milhares de anos o Homem aprendeu a transformar a colheita em pão, não sabia que tinha inventado uma das mais simples e poderosas criações - mostrando como são semelhantes as nossas civilizações: Hindu, Cristã e Muçulmana


Logo Existo (Graça Castanheira) 63’
minha mãe, Beatriz, teve um AVC aos setenta e três anos. Seis anos mais tarde, faleceu, vítima de um terceiro AVC. O convívio próximo com ela e com a sua doença, durante estes seis anos, deixou-me interrogações que agora, em “Logo Existo”, revivo e reorganizo. “Logo Existo” exclui intencionalmente a primeira palavra da expressão “Penso, logo existo”. O estudo da mente tem sido, ao longo dos últimos séculos, relegado para a religião e a filosofia. No entanto, nas últimas décadas, a neurobiologia rasgou horizontes neste campo. Este filme é sobre a procura de uma palavra que substitua este “pensar” cartesiano que há já três séculos definiu conceitos em torno da identidade humana sem nos fazer felizes. Fazer este filme tornou-se imperativo, porque existo.


14:00
Uma Vida Nova (Nuno Pires) 24’
Não tinham sequer 20 anos. José e Guiomar foram para França a salto nos anos 70, sem saber uma palavra de francês. Deixavam Portugal sob a ditadura, à procura de uma vida melhor, mas sem nunca esquecer o seu país de origem e sempre com vontade de voltar um dia. Trinta anos depois, decidiram regressar. Porquê agora? Alguns meses atrás, os seus dois filhos escolheram viver em Portugal. Portanto, José e Guiomar já não têm nada que os prenda a França. Mudar de vida outra vez, aos 50 anos, tem algo de assustador, mas eles preparam-se para esta mudança com a mesma coragem e a mesma esperança que tinham há trinta anos.Retrato intimista, diálogo entre um filho e os seus pais, este documentário tem também valor de testemunho sociológico abordando as questões da emigração e da integração da comunidade portuguesa em França


Longe de mim (Peter Anton Zoettl) 77’
Neti pede um visto para ir ter, junto com as suas duas irmãs, com a mãe que há muito vive em Lisboa. O Ministro dos Negócios Estrangeiros está a ser acusado de ter desviado 450.000 dólares. A brasileira Sol de Oliveira foi presa por imigração ilegal e está a esperar a sua extradição. Três histórias de vida que se parecem interligar numa pequena casa de madeira no bairro da Boa Morte, perto do centro da capital São-Tomense. A sorte de um é o azar do outro, e nenhum dos protagonistas parece ser o dono do seu destino...


16:00
O fole – um objecto do quotidiano rural (Carlos Eduardo Viana) 32’
O fole, cujo processo de fabrico se documenta, é um objecto que, apesar de hoje ser quase desconhecido, foi peça comum do quotidiano rural de São Lourenço da Montaria. A sua função era a de recipiente para o transporte de cereal, da casa para o moinho sob a forma de grão, regressando depois já como farinha, pronto para ser consumido. A aquisição de um fole para o Museu do Traje de Viana do Castelo (no âmbito da investigação molinológica que o núcleo dos moinhos da Montaria proporciona) foi o pretexto para o registo do processo – com os seus saberes e gestos específicos – que, apesar de se ter repetido inúmeras vezes ao longo dos tempos, corria o risco de se perder irremediavelmente


Nubai – O RAP Negro de Lisboa (Otávio Raposo) 65’
Cova da Moura, Arrentela e Porto Salvo. O rap negro da periferia forma um cordão à volta de Lisboa. Para apontar o dedo ao racismo, à exclusão, à violência policial, à pobreza. Vida de preto. “Hip hop é intervenção. Não quero ninguém a dançar, mas a pensar”, diz Jorginho, um dos oitos rappers entrevistados. Este documentário ouve o canto, solta a voz, não reprime os sonhos, os desabafos, o desejo de vingança, o diálogo-monólogo quase surreal. “Eu sonhei que estava a voar na Pedreira dos Húngaros”. O som do beat box e poesia em crioulo a reinventar a vida, para que um dia tenham o seu Malcolm X, os seus Panteras Negras. É o futuro. O hip hop é a arma.



18:00
Auto das Velas (Filipa Serejo) 23’

Concierges (Andreia Barbosa) 52’
Concierges propõe uma imersão na rotina de três porteiras portuguesas a trabalhar em Paris. Todos os aspectos da vida quotidiana das personagens são submetidos ao olhar da objectiva: tarefas diárias, relações com os locatários, questões burocráticas, tempos livre, discussões à mesa, conflitos.
Os instantes de rotina destas três mulheres funcionam como pinceladas de um retrato da profissão de porteira e da comunidade emigrante à qual, em França, mais facilmente se associa essa profissão: a portuguesa. Ser porteira condiciona a visão que estas mulheres têm do país de acolhimento, assim
como os seus projectos de vida; por outro lado, ter uma porteira portuguesa condiciona a vida de prédio e de bairro em Paris. É nesta alquimia, nesta dependência, que vem ancorar-se o projecto Concierges.


Mulheres Traídas (Miguel Marques) 55’
Maria José Silva é uma figura ímpar da cultura portuguesa: realizadora, escritora, actriz e cantora, vive no Porto e faz cinema amador há mais de 20 anos. “Mulheres Traídas” é o seu mais recente filme, uma história de infidelidades contada na voz feminina. Este documentário acompanha de perto a rodagem, reflectindo sobre como a ficção se faz espelho de uma realidade social.


21:00
Uma História Fugaz (Miguel Clara Vasconcelos) 15’
Cátia é uma rapariga muito jovem mas com um passado difícil, que alimenta osonho de ser “Barmaid” ou modelo. Encontra um homem numa cadeira de rodas. Ambos participam num projecto de dança, mas o passado de Cátia é mais forte e ela é impedida de continuar com os ensaios

À Flor da Pele (Catarina Mourão) 64’
...rapazes e raparigas a crescer, a lutar…crianças que parecem adultos, adultos que parecem crianças…. Um país, mergulhado na recessão e apatia, à espera da vitória da selecção. Mas no fim nada mudou e a vida continua….

Mana (Márcia Santos) 40’
Lídia é uma jovem de 26 anos, que tem uma vida normal e amigos normais. Rotinas e detalhes complexos como toda a gente. Entre eles o facto de ser a minha irmã mais velha.


SALA 2 DEBATE MONTAGEM I com Luis Miguel Oliveira

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18 FEVEREIRO SEGUNDA
14:00
Baleia Branca – Uma ideia de Deus (João Botelho) 53’
A construção de Moby Dick no São Luiz Teatro Municipal.
De que se trata? Navegar, ao sabor do vento dos acidentes, que me agitará consoante a direcção em que soprar, ao lado de um desesperado e corajoso grupo de teatro que se atreve a pôr em cena uma das maiores obras literárias da civilização ocidental: a narrativa demencial e desmedida, a aventura sangrenta e sagrada da caça a Moby Dick, a baleia branca, criada pelo génio de Herman Melville.

Luzlinar e o Louva-a-Deus (Margarida Gil) 27’
A escultora Maria Lino regressa à sua terra natal depois de 27 anos no
estrangeiro. O que mudou ?


16:00
Movimentos Perpétuos (Edgar Pêra) 70’
Um documentário em 17 movimentos, em que os testemunhos e a guitarra definem o génio, a bravura e a modéstia de Carlos Paredes. Em Movimentos Perpétuos – Tributo a Carlos Paredes estabelece-se um diálogo entre uma guitarra e uma câmara de Super 8, numa estética que evoca a memória dos velhos filmes de família, plena de intimidade, revelada na partilha de pequenas histórias da vida. O concerto de Carlos Paredes no Auditório Carlos Alberto, no Porto, em 1984, é o ponto de partida para o desenrolar de histórias da prisão, resistência, sucessos e amadorismo, relatos marcados pela simplicidade e pela paixão.

18:00
Olho da Rua (Regina Guimarães) 6’

A Bagagem (Regina Guimarães e Saguenail) 87’
A partir de depoimentos de estudantes de humanidades recém-licenciados, uma reflexão acerca das noções de “trabalho” e “emprego”, tal como ecoam no Portugal de agora.

21:00
Lost in Art (Luís Alves de Matos e João Louro) 11’
Num mundo ao contrário, onde a arte oscila entre uma decoração política e uma conversa de iluminados, um personagem nos antípodas da arte procura desfazer a miragem e, de frente para os fantasmas, no centro do mundo, pensa no ruído que o poderá salvar.

Blind Runner, an artist under surveillance (Luís Alves de Matos) 58’

Neste filme um artista está sob vigilância 24 horas por dia. Através de uma circulação contínua de imagens e sons, o espectador torna-se um cúmplice e uma testemunha presente de todos os seus movimentos. Neste processo, interrogamo-nos não só sobre a razão desta perseguição feita ao artista, mas também sobre o significado e natureza do seu trabalho.

SALA 2 DEBATE MONTAGEM II com Pedro Marques

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19 FEVEREIRO TERÇA
14:00
Fernando Lopes Graça (Graça Castanheira) 52’
Ricardo Rangel, Ferro em Brasa (Licínio de Azevedo) 52’

16:00
Filhos do Tédio (Rodrigo Fernandes e Rita Alcaire) 48’
Rockumentário (Sandra Castiço) 40’

18:00
Sobre o Lado Esquerdo (Margarida Gil) 50’


A Terra antes do Céu (João Botelho) 63’
Do que se trata? Filmar um encontro de artistas para celebrar o génio do escritor. Filmar a criação da música de alguns compositores contemporâneos que se inspiraram nos seus textos mágicos ou as passagens do “Reino Maravilhoso” de Torga. E filmar a alma das pedras e dos montes e o coração e os olhos dos homens e dos animais do mundo que Torga inventou, desafiando-nos a todos nós e desafiando o próprio Deus.

21:00
U Omãi qe dava pulus (João Pinto Nogueira) 87’

SALA 2 DEBATE MONTAGEM III com Manuel Mozos

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20 FEVEREIRO QUARTA
14:00
A Casa Don Bosco (Manuel Monteiro Grillo) 44’
A Casa (Paulo Cartaxana) 51’

16:00
Fora da Lei (Leonor Areal) 84’
Teresa e Lena são duas lésbicas que tentaram casar, desafiando a lei. Mas o mediatismo do caso trouxe-lhes ainda mais dificuldades e discriminação. Estas duas mães - e duas filhas - são uma família de facto, mas fora da lei. Para elas, casa,escola e trabalho podem tornar-se grandes problemas. Um filme que mostra o peso da homofobia na sociedade.

18:00
Diferenças (Neni Glock) 56’
«Ex» (Miguel Clara Vasconcelo) 54’

21:00
Assembleia (Leonor Noivo) 26’
Lisboa Dentro (Muriel Jacquerod e Eduardo Saraiva Pereira) 56’
Segundo as autoridades, existem actualmente em Lisboa cerca de 10.000 prédios degradados. Um pouco por toda a cidade, estão em curso perto de 650 estaleiros. Ao serviço da Câmara Municipal ou das Sociedades de Reabilitação Urbana, arquitectos, juristas, assistentes sociais, vistoriam os imóveis em mau estado e encontram os proprietários, inquilinos e promotores. Em torno das casas, o filme testemunha o diálogo que se estabelece entre estes mundos diferentes.As cidades são feitas de pessoas e elas têm as suas histórias, as suas coisas para contar.


SALA 2 DEBATE CÂMARA I com Alberto Seixas Santos e João Pedro Rodrigues

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21 FEVEREIRO QUINTA

14:00
Excursão (Leonor Noivo) 24’
O Sonho de Dom Arménio (Rosa Branca Almeida) 26’

Quinta da Curraleira (Tiago Hespanha) 19’
Após a demolição das barracas e a construção dos novos prédios para orealojamento dos moradores do antigo bairro da Curraleira, sobrou um espaço vazio. Este filme é sobre esse lugar, sobre os encontros, as histórias e as actividades que o definem.

16:00
Encontros (Pierre-Marie Goulet) 105’
1957. Um grupo de camponeses de Peroguarda, no Alentejo, vai cantar ao Porto. O poeta António Reis, futuro realizador de Trás-os-Montes e Ana, ouve esses cantos. Conquistado, António Reis, toma o caminho de Peroguarda com um gravador. No seu encalço, outros jovens do Porto irão ao Alentejo ao longo dos anos seguintes. Entre eles, Luís Ferreira Alves, Alexandre Alves da Costa, José Mário Branco. – 1959. Michel Giocometti, começa uma pesquisa de 30 anos durante a qual recolherá a memória da cultura popular. Não tarda a descobrir a aldeia de Peroguarda. *1965. No Porto, o jovem poeta Manuel António Pina, e outros jovens aspirantes a poetas escolhem António Reis como referência. – 1966. O cineasta Paulo Rocha, um dos realizadores que iniciou o Cinema N decide rodar a segunda longa-metragem no Furadouro, situando a história no meio dos pescadores que na infância o haviam fascinado. Estas e outras pessoas fazem parte de uma tribo informal cujos membros se reconhecem quando se encontram.

18:00
Praia de Monte Gordo (Sofia Trincão e Óscar Clemente) 30’
Onde estão os touros (João Manso) 22’
Se esta Praça fosse uma Pessoa (Manuela Sans e Diogo Andrade) 22’
Beiras (Verónica Castro) 52’
O que eles chamam paraíso (Filipa Bravo, Cristina Nunes, Marco Cordeiro, Rita Cabral) 33’

21:00
Quem é que nós somos (Adriana Bolito) 13’
De Lábios Pintados (Nuno Alberto) 26’
Terceiro Bê (Maria Remédio) 28’

& Etc (Cláudia Clemente) 23’
A “&etc” foi criada em 1973. É uma pequena editora, que desde então e até aos dias de hoje se rege por parâmetros bastantes singulares – não tem fins lucrativos, não publica obras “comerciais”, edita autores desconhecidos. Tornou-se ao longo dos anos uma referência no panorama nacional, conhecida tanto pelo lado plástico/estético dos seus livros quadrados como pelos personagens que publicam, como por exemplo João César Monteiro, Adília Lopes ou Alberto Pimenta, alguns dos autores mais alternativos da actualidade. Victor Silva Tavares e Rui Caeiro, com mais de 60 anos, recordam aqui alguns episódios ao longo das três décadas de funcionamento desta editora.

No fundo da gaveta (Joana Pinho Neves) 20’

SALA 2 DEBATE CÂMARA II com Rui Poças

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22 FEVEREIRO SEXTA

14:00
Pausa para Café (Cláudia Rita Oliveira) 14’
Os cafés são espaços de tempo: tempo de espera, tempo de lazer, tempo de convívio, tempo de intervalo ou, simplesmente, tempo para beber um café.

Gestos em Cadeia (Carla Mota) 8’


Pátria Incerta (Inês Gonçalves e Vasco Pimentel) 52’
Durante 450 anos Goa fez parte do império colonial português, de costas voltadas para o resto da Índia. Os goeses foram forçados a engenhar todos os dias um novo acordo entre resistência e rendição. A memória da cultura portuguesa sobrevive em Goa e revela-se todos os dias nos detalhes da vida quotidiana. Mas confronta-se à vitalidade da cultura hindu, nunca enfraquecida, presente por toda a parte.
Pátria Incerta olha para um aspecto da colonização de que nunca ninguém fala: o génio que o povo colonizado revela ao produzir uma síntese civilizacional própria

16:00
Jardim (João Vladimiro) 80’
Sim, sei que as árvores não têm olhos, a água não tem boca e as pedras não têm ouvidos. Ainda assim, comunicamos. Neste Jardim em especial, acontecem longas conversas caladas, como dois velhos. Respira-se uma intimidade partilhada por pessoas, animais e plantas. Aqui, assisti aos primeiros passos de uma criança, à chegada de um pato mudo...

18:00
Rememorações (José Coimbra e Tiago Guimarães) 51’
Num mundo feito de palavras como será crescer e viver analfabeto? Conseguiremos nós, letrados, imaginar esse mundo? Propõem-se 5 olhares sobre o analfabetismo: o dos analfabetos, o de um pedagogo, o de um neurologista e o dos números estatísticos. A estes soma-se um 5º olhar, o de Platão.
Na aldeia de S.Miguel de Machede, perto de Évora, fomos à procura de quem não sabe ler nem escrever e daqueles que, em fase mais avançada da vida, decidiram recuperar a escolaridade perdida.


Elogio ao ! (Pedro Sena Nunes) 70’
O Bairro 25 de Abril da meia Praia fica entre a praia e a linha do comboio que nos leva à cidade de Lagos. Começou por ser um conjunto de palhotas construídas, improvisadamente, pelos “índios”vindos de Monte Gordo que desejavam apenas sobreviver ao sonho dourado que Lagos não conseguiu cumprir. Após o 25 de Abril, e através do plano arquitectónico Serviço de Apoio Ambulatório Local (S.A.A.L), as palhotas transformaram-se em casas construídas pelos próprios habitantes. Muitas das promessas políticas feitas há trinta anos continuam por cumprir. Como será viver hoje na Meia-Praia?

21:00
Piccolo Lavoro (António Nuno Júnior) 18’
O realizador Pedro Costa e a sua montadora trabalham na montagem de alguns extras para a edição DVD de “Onde Jaz o teu Sorriso?”

Grandes Esperanças (Miguel Marques) 74’
Entrar nos meandros da burocracia é uma aventura q.b. cómica. Grandes Esperanças dá-nos uma visão de conjunto e quase trágica dos processos de legitimação do indivíduo perante o Estado, mostrando como toda a nossa existência depende, do nascimento à morte, da Instituição que organiza a vida em sociedade e que aqui aparece na sua dimensão abstracta e coerciva. E só lhes vemos a ponta do iceberg.

22h30
Lançamento do livro: LER CINEMA: O Nosso Caso

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23 FEVEREIRO SÁBADO

14:00
Villa Meean (Ricardo Ferreira) 38’
Com este documentário pretendo dar a conhecer a realidade quotidiana dos habitantes de uma vila interior de Portugal, onde a lembrança de um passado feliz é tão forte como a autenticidade em que mergulham diariamente

Cantai Cantigas (Cláudia Tomaz) 50’
Trás-os-Montes. 2 viagens, Verão e Inverno, à procura de pessoas e cantigas.
Bruno, 8 anos, ‘canta com as cassetes’. Deolinda, ‘anda com as vacas’ e mostra o cemitério da aldeia que ‘‘tem muito que ver’. Ti Ana, de 90 anos, canta cantigas ao lume, com as vizinhas que pedem ‘cantai outra!’, cantigas de tradição oral, ensinadas pela avó, que contam histórias trágicas que por vezes lembram Shakespeare.

16:00
Pintura Habitada (Joana Ascensão) 60’
Filme sobre o trabalho de Helena Almeida, artista plástica que, desde o final dos anos 60, tem desenvolvido uma obra na qual explora os limites da autorepresentação e as fronteiras dos diferentes meios que utiliza, sejam eles a pintura, o desenho, a fotografia ou o vídeo. Pintura Habitada centra-se nas várias fases e elementos envolvidos no elaborado processo criativo através do qual Helena Almeida constrói os seus trabalhos, desde os primeiros estudos à exposição das obras acabadas.

18:00
8 Mulheres sobre Comer, Cheirar, Agricultura (Pedro Gil) 10’
8 mulheres falam sobre memórias, ideias à volta dos cheiros e sabores da agricultura. Vídeo que se insere dentro da série de vídeo-retratos de Pedro Gil, onde pessoas apresentam depoimentos ou uma acção sobre o tema.


Ballad of Technological Dependency (Cláudia Tomaz) 33’
Computadores, internet e telemóveis introduziram um novo estilo de vida e mudaram as relações humanas. Ballad of technological dependency é um documentário íntimo explorando relações entre pessoas e tecnologia. O filme é composto por 4 retratos de pessoas que falam, põem em acção, improvizam as suas histórias, questionam...


Alda (Miguel Coelho) 21’
Estados da Matéria (Susana Nobre) 14’

21:00
Pé na Terra (João Vladimiro) 20’
Vindo das altas terras da Serra, tio Zé cedo veio para Lisboa, transportando consigo um relacionamento muito próprio com a terra e com os homens. Foi nos escombros deixados pelas obras do metro que acabou por construir um pequeno mundo onde é Rei, obedecendo apenas ao espaço que o liberta.


A Casa do Barqueiro (Jorge Murteira) 61’
Paulinho faz da barraca sobre o rio a sua casa improvisada. Entre as margensdo Tejo é ele quem assegura a ligação. O filme acompanha o último Barqueiro durante quatro estações. No Inverno e no Outono, na primavera e no verão na mesa de sulipas, solitário. Agora já não há Barqueiro e a nova casa continua por estrear.

SALA 2 DEBATE CÂMARA III com João Mário Grilo

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24 FEVEREIRO DOMINGO

14:00
PERCURSOS NO DOCUMENTÁRIO PORTUGUÊS: PAULO ROCHA
Pousada das Chagas, 1971, 35mm, 17’
Uma encomenda da Fundação Gulbenkian, que deixa o realizador liberto de constrangimentos para registar, como queira, o Museu de Arte Sacra de Óbidos. Uma pesquisa estética, filmada na ferida que se rasga entre o cinema enquanto representação e o registo documentário de um espaço e do seu «espírito».


Máscara de Aço Contra Abismo Azul, 1987, 61’
Trabalho para a RTP, sobre duas telas de Amadeo de Souza Cardoso. Transformação do registo documental num outro «mundo», radical, em que a (des)montagem de parcelas dos quadros, fotografias e recortes de jornal, representação/interpretação de actores que neles se «imiscuem», formula uma nova proposta estética.

15:30
DEBATE COM PAULO ROCHA


17H
DEBATE FINAL: “QUE PANORAMA?” com programadores e os convidados Catarina Alves Costa, José Manuel Costa e Margarida Cardoso

21:00
PERCURSOS NO DOCUMENTÁRIO PORTUGUÊS: PAULO ROCHA
Mudar de Vida, 1966, 93’
Adelino, o personagem (principal?), entre duas mulheres, entre duas «vidas» (antes e depois da guerra colonial, em Angola), entre terra e mar (a ria…), um enredo de denúncia daquelas vidas de sobrevivência e da sobrevivência da guerra. Uma comunidade de pescadores, o ritmo, o esforço, o desassossego passado para a ficção sob olhar antropológico, quase documental, em que a representação não cobra tributo perante o realismo cru.

Certificado de precariedade para as empresas e organismos do Estado que se distinguem em espalhar a precariedade ( ver vídeo)

O PRECARIADO REBELA-SE!!


http://maydaylisboa.blogspot.com/

O grupo de preparação do Mayday Lisboa 2008 faz hoje o lançamento oficial do Certificado de Precariedade (CP), a ser atribuído a partir de agora às empresas e organismos do Estado que mais se distinguirem anualmente na promoção da precariedade laboral em Portugal.

Condições de candidatura:

Mantém trabalhadores indevidamente a recibos verdes?
Não renova contratos a “colaboradoras” grávidas?
Esquece-se do direito às férias ou dos subsídios de Natal e de Férias?
Gosta de saber que os trabalhadores da sua empresa não têm direito ao subsídio de desemprego?
Deixa o pagamento da Segurança Social por conta dos precários que explora na sua empresa?
Não tem “folgas” no seu dicionário?

PARABÉNS!

Se respondeu sim a alguma destas perguntas, pode candidatar-se já ao Certificado de Precariedade!




Certificação de precariedade
Estas são imagens recentes de apenas algumas das instituições em causa, já (con)decoradas com o Certificado de Precariedade!
(VER O VÍDEO)

Desconcerto Manifestação em defesa do ensino artístico especializado de qualidade para todos


"A definição da nobreza cultural é o pretexto para uma luta que, desde o século XVII aos nossos dias, não deixou de opôr, de maneira mais ou menos declarada, grupos separados em sua ideia sobre a cultura, sobre a relação legítima com a cultura e com as obras de arte, portanto, sobre as condições de aquisição, cujo produto é precisamente estas disposições: a definição dominante do modo de apropriação legítima da cultura e da obra de arte favorece, inclusive no campo escolar, aqueles que, bem cedo, tiveram acesso à cultura legítima, em uma família culta, foras das disciplinas escolares. [...] A negação da fruição inferior, grosseira, vulgar, venal, servil, em poucas palavras, natural, que constitui como tal o sagrado cultural, traz em seu bojo a afirmação da superioridade daqueles que sabem se satisfazer com prazeres sublimados, requintados, desinteressados, gratuitos, distintos, interditados para sempre aos simples profanos. É assim que a arte e o consumo artístico estão predispostos a desempenhar, independentemente de nossa vontade e de nosso saber, uma função social de legitimação das diferenças sociais" (Bourdieu, 2007 [1979]: 9, 10, 14).



Petições em defesa do ensino artístico especializado:

Mais uma Manifestação pelo Bolhão no dia 16, Sábado, a partir das 10h

Se puderes aparece com um sinal de "STOP" para demonstrares a tua posição relativamente à demolição do Mercado.

Se tiveres possibilidade compra um artigo no Bolhão para mostrares a tua solidariedade para com os comerciantes do bolhão.


COMUNICADO DE IMPRENSA
14 de Fevereiro de 2008

Manifestação pelo Mercado do Bolhão
O GAIA está contra o centro comercial


O GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental), organização não-governamental do ambiente, juntamente com outros colectivos (Terra Viva, Casa Viva, MIC), estudantes de arquitectura e cidadãos a título individual, está a organizar para o próximo sábado, dia 16 de Fevereiro, uma concentração PELO MERCADO DO BOLHÃO, que terá lugar a partir das 10h
(até às 13h) na entrada principal do mercado (Rua Formosa). O GAIA vai marcar presença com uma exposição satírica sobre a cidade do porto em vias de privatização. Vamos também ajudar na recolha de assinaturas e cantar e tocar músicas pelo Bolhão. Convidamos todos os orgãos de comunicação social a estarem presentes no local.

O GAIA, assim como os outros colectivos, incentivas todas as pessoas que estão igualmente contra a transformação do Bolhão num centro comercial a comprarem um artigo no mercado do Bolhão, num gesto de defesa do comércio tradicional e em apoio dos trabalhadoras e vendedeiras do Bolhão.

Enquanto associação ambientalista, o GAIA defende o comércio tradicional, que por comercializar principalmente produtos locais, é mais sustentável e responsável. Por isso é que estamos fartos de centros comerciais, que fomentam um consumo irresponsável e desenfreado e fazem competitividade ao comércio tradicional. Queremos um comércio mais justo e sustentável.

Concertos de solidariedade com o Grémio Lisbonense

Sábado, dia 16 de Fevereiro, a partir das 23h, no GAIA - Centro Social da Mouraria (obrigado amigos, por mais este apoio!)
Música pela noite dentro com PEDRO&DIANA; KISS-KISS BANG-BANG; CLAIRE DE LUNE e SELECTA ALICE.

Apareçam! Apoiem o Grémio!

Sexta, dia 22 de Fevereiro, às 23h, os KUMPANIA ALGAZARRA "dão força" ao Grémio, com o apoio do CLUBE FERROVIÁRIO DE PORTUGAL.
R. de Santa Apolónia, nº 59 - Lisboa. (Perto da Estação de Santa Apolónia...)

Milonga no Grémio Lisbonense (10-1-08)

14.2.08

Tráfico humano explora 2,5 milhões de pessoas por ano


Negócio gera lucros de mais de 21 mil milhões de euros

Cerca de 2,5 milhões de pessoas, em todo o Mundo, são vítimas anualmente de tráfico humano e de suas várias formas de exploração, trabalho forçado ou prostituição, segundo estimativas divulgadas ontem, no Fórum Global Contra o Tráfico de Pessoas das Nações Unidas (ONU), que decorre até amanhã em Viena, Áustria.

O evento reúne mais de mil especialistas, políticos, organizações não governamentais e vítimas de tráfico humano, com o objectivo de encontrar formas de combater este fenómeno que, segundo estimativas da ONU, produz lucros que ultrapassam os 31 mil milhões de dólares anuais (mais de 21 mil milhões de euros).

O crime em causa - que inclui o aliciamento, o transporte e o alojamento de pessoas sob o uso da força ou outras formas de coacção - afecta, sobretudo, pessoas com idades entre 18 e 24 anos, embora as estimativas apontem também que 1,2 milhões de menores sejam traficados.

A organização internacional adiantou que 95% das vítimas sofrem violência física ou sexual e que 43%, na sua grande maioria mulheres , são forçadas à prostituição. Segundo a ONU, cerca de 32 % das vítimas, principalmente raparigas e mulheres, são alvo de exploração laboral, sobretudo nos sectores têxteis, industriais e agrícolas.

Das 2,5 milhões de pessoas que anualmente são traficadas em todo o Mundo, cerca de 250 mil (10%) são oriundas da América Latina, sendo que 1,4 milhões (56%) são originárias da Ásia. Um total de 161 países são afectados por este tipo de crime, seja como países de origem, trânsito ou destino do tráfico de seres humanos.

A ONU estima que o negócio clandestino de tráfico de pessoas e a sua consequente exploração laboral e sexual rendam anualmente lucros na ordem dos 31 700 milhões de dólares para as redes de tráfico ilegais. Só na América Latina e Caribe, o negócio rende 1300 milhões.




Consultar:
http://www.antislavery.org/



Governo australiano pediu desculpas formais pela exploração, raptos e roubos cometidos pelos sucessivos governos sobre os povos aborígenes


O Governo australiano pediu desculpa ontem, quarta-feira, no Parlamento, aos aborígenes pelos maus-tratos a que foram submetidos durante décadas.

Segundo um relatório dos anos 90, foram roubadas cerca de 100 mil crianças ao povo indígena da Austrália.
«Pedimos desculpas especialmente por termos retirado as crianças às famílias, às comunidades e ao país. Pela dor e sofrimento a que foram submetidas estas gerações roubadas, os seus descendentes e as suas famílias, pedimos perdão», frisou o primeiro-ministro. Kevin Rudd, vencedor das eleições de Novembro, depois de ter prometido na campanha apresentar as desculpas da nação à comunidade aborígene, pediu ainda perdão «pelo atentado à dignidade e a humilhação infligida a um povo orgulhoso de si mesmo e da sua cultura»."



Text of Rudd Government Apology Statement

Prime Minister Kevin Rudd's apology motion has been tabled in Parliament:

Today we honour the Indigenous peoples of this land, the oldest continuing cultures in human history.

We reflect on their past mistreatment.

We reflect in particular on the mistreatment of those who were Stolen Generations – this blemished chapter in our nation’s history.

The time has now come for the nation to turn a new page in Australia’s history by righting the wrongs of the past and so moving forward with confidence to the future.

We apologise for the laws and policies of successive Parliaments and governments that have inflicted profound grief, suffering and loss on these our fellow Australians.

We apologise especially for the removal of Aboriginal and Torres Strait Islander children from their families, their communities and their country.

For the pain, suffering and hurt of these Stolen Generations, their descendants and for their families left behind, we say sorry.

To the mothers and fathers, the brothers and sisters, for the breaking up of families and communities, we say sorry.

And for the indignity and degradation thus inflicted on a proud people and a proud culture, we say sorry.

We the Parliament of Australia respectfully request that this apology be received in the spirit in which it is offered as part of the healing of the nation.

For the future we take heart; resolving that this new page in the history of our great continent can now be written.

We today take this first step by acknowledging the past and laying claim to a future that embraces all Australian.

A future where this Parliament resolves that the injustices of the past must never, never happen again.

A future where we harness the determination of all Australians, Indigenous and non-Indigenous, to close the gap that lies between us in life expectancy, educational achievement and economic opportunity.

A future where we embrace the possibility of new solutions to enduring problems where old approaches have changed.

A future based on mutual respect, mutual resolve and mutual responsibility.

A future where all Australians, whatever their origins, are truly equal partners, with equal opportunities and with an equal stake in shaping the next chapter in the history of this great country.

V Edição do passeio de burro por montes e vales do nordeste transmontano ( 14 a 17 de Março)


A AEPGA ( Associação para o estudo e protecção do gado asinino) vai realizar entre os dias 14 e 17 de Março a V Edição do Passeio de Burro "Por Tierras de l Rei" que terá início em Fonte de Aldeia.

Convidámo-lo a vir comemorar connosco o início da primavera na companhia de um burrico e conhecer o planalto mirandês, as suas aldeias e gentes tão peculiares. Delicie-se com a gastronomia local e enamore-se pela música tradicional e as histórias antigas que lhe vão contar.

É com enorme prazer que desafiamos sócios e amigos a participarem nesta actividade, devendo proceder ao envio da ficha de inscrição por via postal ou via e-mail para a AEPGA, onde deve indicar as opções de participação pretendidas (alojamento).

Contamos consigo neste passeio por bonitas paisagens de Trás-os-Montes!


http://www.aepga.pt/portal/PT/60/default.aspx



Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino
webmaster@aepga.pt






Jovem recém-licenciado em Matemática acusa agente da PSP de o agredir dentro da esquadra continuadamente ao longo de 15 minutos

António Mota, recém licenciado em Matemática, declarou que foi agredido dentro da esquadra da PSP da Rua Gomes Freire por um agente policial, tendo ficado com o olho direito negro, e o maxilar dorido, depois de ter sido detido no decurso do despejo do Grémio Lisbonense, onde a polícia carregou sobre os manifestantes que protestavam em apoio ao Grémio.
Em declarações ao Diário de Notícias ele declarou:

"Três polícias meteram-me numa sala e fizeram-me sentar numa cadeira." António conta que dois deles saíram do quarto e deixaram-no com o terceiro: "Ele calçou umas luvas, tirou-me as algemas e deu-me um estalo."

Terá sido a primeira de muitas agressões, denuncia o jovem, que diz ainda ter caído "por diversas vezes" da cadeira. Entre "um estalo e outro", António recorda que ouviu várias ameaças do agente da PSP: "Ele dizia-me que me partia o nariz quando não estivesse fardado, que me arrancava a língua, que sabia onde eu morava e apontou-me com um lazer vermelho na cabeça, dizendo que da próxima vez não seria tão bonzinho."

De acordo com o recém licenciado, a agressão terá durado entre 15 a 20 minutos: "Depois de decidir que já me tinha batido o suficiente, o agente revistou-me e leu os meus direitos." Foi nessa altura que António terá sido autorizado a chamar um advogado e a receber assistência do INEM: "Antes de sair da esquadra fui informado de que iria ser formalmente acusado de ter agredido o agente que me bateu. Na segunda-feira seguinte, fiquei com termo de identidade e residência [TIR] e fui constituído arguido", conta o jovem que garante ter também apresentado na Polícia Judiciária uma queixa contra o polícia.

O historial da TCN- TramCroNe, a empresa encarregada em demolir e desfigurar o tradicional mercado do Bolhão

Texto retirado de: http://mruim.blogspot.com/


Só nos últimos 2 anos a multinacional TCN - TramCroNe deixou um rasto de suspeitas de corrupção e ilegalidades graves nos negócios que foi fazendo por todo o país!
Por detrás dos beijinhos e abraços que os responsáveis da TCN dão aos vendedores do mercado do Bolhão, esconde-se muita polémica e desconfiança em relação às "boas intenções" destes senhores...
É esta gente que se quer apoderar de um dos maiores simbolos do património da cidade do Porto!

Jornal Correio da Manhã - 2 Agosto 2006
PJ faz buscas a firma que negociou com os CTT

A Polícia Judiciária fez buscas às instalações da TramCroNe (TCN), em Lisboa, de onde levou “tudo o que dizia respeito” a Luís Vilar e Marcelo Nuno, antigos colaboradores da empresa e vereadores da Câmara Municipal de Coimbra. Vilar, pelo PS, actualmente com o mandato suspenso, e Nuno, pelo PSD, ambos líderes das concelhias dos respectivos partidos.

Jornal "O Mirante" - 31 Maio 2006
Bloco quer saber mais sobre os negócios da TCN

O Bloco de Esquerda quer saber mais pormenores acerca da empresa multinacional TCN que assinou um protocolo com as câmaras municipais de Santarém, Cartaxo e Rio Maior que visa a criação de uma Sociedade de Desenvolvimento Intermunicipal (SDI) (ver edição de O MIRANTE 12 Abril 2005).
Tanto na Assembleia Municipal do Cartaxo, por intermédio de Francisco Colaço, como na assembleia da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo (CULT), por Pedro Malaca, os bloquistas mostraram muitas reservas em relação à idoneidade da TCN Property Projects Portugal S.A.
Francisco Colaço requereu mesmo na última sessão da Assembleia Municipal do Cartaxo informações sobre os representantes legais da empresa, bem como o seu histórico comercial e negocial. Situação a que o líder do município, Paulo Caldas (PS), respondeu dizendo que o protocolo ainda estava pouco definido em termos de números.
O deputado do BE muniu-se de várias notícias recolhidas na Internet sobre negócios da empresa em Portugal que envolvem a construção de centros comerciais em Coimbra e na Guarda a envolver polémica com autarcas e eventuais violações de planos directores municipais.
O mesmo em relação a alegados benefícios para a multinacional na transacção de imóveis adquiridos e vendidos no mesmo dia com grandes margens de lucro, além de ”ligações perigosas” a autarcas e sociedades de construção.(...)

Correio da manhã - 27 Julho de 2006
Estado: compra e venda de imóveis
Comissões para partidos na PGR

Ruy Manuel Silva, empresário português residente em Inglaterra acusado de burla no caso da venda de um prédio dos CTT, em Lisboa, fez uma exposição à Procuradoria-Geral da República (PGR) em que dá a entender que os principais partidos políticos portugueses recebem comissões sempre que a empresa TramCroNe (TCN) intervém na compra de imóveis do Estado.

Jornal Notícias - 17 Março 2007
AEP rompe relações com TCN Portugal por causa da Exponor

A construção da nova Exponor no Europarque, em Santa Maria da Feira, pode estar por um fio. A Associação Empresarial de Portugal (AEP) cortou relações com a TCN Portugal, a principal parceira no investimento estimado em 850 milhões de euros. O fim do negócio, considerado Projecto de Interesse Nacional (PIN), fará mergulhar na indefinição o projecto da futura Exponor XXI, em Leça da Palmeira, em Matosinhos. As divergências começaram quando Júlio Macedo, presidente da TCN Portugal, veio a público acusar Ludgero Marques, responsável máximo da AEP, de estar a querer incluir no empreendimento a edificar nos terrenos do Europarque, na Feira, uma fábrica de painéis solares, da qual é administrador. As declarações caíram que nem uma bomba. Considerando não haver margem para negociar, o líder da Associação Empresarial rompeu com o representante da promotora imobiliária em Portugal. Os contactos estão, agora, a ser feitos directamente com os responsáveis da empresa-mãe, na Holanda. O JN sabe que dirigentes da AEP estiveram recentemente naquele país a tentar encontrar uma solução para o imbróglio.

ACTA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PEDRO DO SUL REALIZADA NO DIA 2 DE FEVEREIRO DE 2007 PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA:
"A Vereadora Dr.ª Fátima Pinho proferiu para a acta o seguinte:
“Gostaria de começar por manifestar o meu profundo descontentamento pela situação que o Sr. Presidente da Câmara e os Senhores Vereadores do PSD criaram na última reunião da Câmara Municipal, que teve lugar no dia 22 de Janeiro do presente ano. Durante essa reunião, os Senhores abandonaram a sala impedindo que os Vereadores do PS colocassem as suas dúvidas relativamente ao negócio, muito irregular, em nossa opinião, da venda de 39% do capital social da empresa municipal Termalistur a uma empresa de nome TramCroNe – Promoções e Projectos Imobiliários, S.A. (TCN). Na prática, o Sr. Presidente da Câmara e os Senhores Vereadores do PSD tentaram aquilo que vulgarmente se designa por “passar uma rasteira” aos Vereadores da oposição, de forma a poderem esquivar-se ás perguntas incómodas, mas mais do que legítimas, dos Vereadores do PS. Quando, no período de antes da ordem do dia, solicitei ao Sr. Presidente da Câmara que me permitisse colocar algumas questões relativas ao teor de uma notícia que dava conta da intenção da TCN de não ratificar o negócio que tinha assumido no dia 30 de Dezembro de 2006, com a Câmara Municipal, o Sr. Presidente aceitou e sugeriu que as dúvidas fossem colocadas no final da reunião, dado que iria incluir tal assunto na ordem de trabalhos. Qual não é o espanto dos Vereadores do PS quando, no final da reunião, o Sr. Presidente da Câmara afirmou que não iria pronunciar-se sobre novos e graves factos. Face a esta posição, fui obrigada a insistir e argumentar, de modo a que as dúvidas dos Vereadores do PS pudessem ser esclarecidas. Ao que tudo indica, o Sr. Presidente da Câmara sentiu-se muito ofendido quando afirmei que o Sr. Presidente e os Vereadores do PSD não estavam a gerir uma empresa privada mas sim uma Câmara Municipal, um município, logo deviam explicações ás pessoas, nomeadamente aos Vereadores da oposição. Disse também que estavam a ser pagos com o dinheiro dos contribuintes e que tinham o dever de esclarecer as nossas dúvidas. Disse apenas a verdade. Nada mais do que a verdade. Nestes assuntos não devem existir tabus. Disse o que naquela altura era necessário dizer. Os responsáveis políticos devem possuir estrutura para ouvir estas e outras verdades. A democracia funciona deste modo e quem não deve não teme."(...)

">PortugalCentro - 23 Setembro 2006
A Comissão Regional aprovou, na terça-feira, o licenciamento comercial do Fórum Theatrum e chumbou os dois projectos do Guarda Mall e do Guarda Plaza. A decisão representa mais um revés para o empreendimento dos holandeses da TCN, sócios da Câmara (da Guarda) numa sociedade de capitais mistos criada para explorar o centro comercial projectado para a zona do mercado municipal. (...)

Trabalhadores da Câmara do Porto fazem piquenique na rua em protesto pelo fecho da sua cantina habitual

Contra o fecho da cantina dos Paços do Concelho, os trabalhadores da autarquia vão realizar hoje um piquenique nas traseiras da Câmara do Porto.

Os trabalhadores da Câmara do Porto vão voltar hoje a manifestar-se contra o encerramento da cantina do edifício dos Paços do Concelho. Um piquenique nas traseiras da autarquia é a forma de luta agendada para decorrer precisamente à hora de almoço, entre as 12h00 e as 14h30. “Vamos almoçar nas traseiras da câmara municipal.
A iniciativa visa chamar de novo a atenção para os problemas com que os funcionários se têm deparado ao não terem uma cantina onde recorrer nas proximidades do seu local de trabalho. Benilde Caldeira informou ainda que o vereador das Actividades Económicas e Protecção Civil e que é também o responsável pela Direcção Municipal de Recursos Humanos, Manuel Sampaio Pimentel, aceitou agendar uma reunião com os representantes dos trabalhadores, encontro que está marcado para a próxima sexta-feira, pelas 16h00.

Na altura em que estiver a acontecer a reunião, os trabalhadores vão também formar no exterior dos Paços do Concelho um cordão humano, a partir das 16h30, que só será desfeito “quando sair fumo branco do encontro”. Benilde Caldeira mostrou-se optimista num desfecho positivo, mas lembrou que a reunião já devia ter sido agendada há mais tempo.

A cantina encerrou há cerca de duas semanas, tendo os trabalhadores se mostrado desde logo surpreendidos com a decisão. Apesar de compreenderem os argumentos usados de que o espaço tinha falta de condições de funcionamento, nomeadamente técnicas, higiénicas e de segurança, os funcionários contestam o facto de não haver alternativas, dado que a prometida cantina para o Edifício dos Correios, junto à câmara municipal, ainda não foi criada. O projecto está concluído, mas falta abrir o concurso para a execução da obra.

Desde o fecho da cantina “cerca de 50 trabalhadores têm recorrido à cantina da Biblioteca de S. Lázaro que está agora entupida”, afirmou Benilde Caldeira, acrescentando que outros funcionários (especificamente as telefonistas) não têm essa possibilidade, porque o seu horário de almoço é apenas de meia hora. “Muitos trazem comida de casa, mas são sandes e coisas assim e não uma refeição quente”, lamentou. A representante da comissão de trabalhadores referiu ainda que na reunião com Sampaio Pimentel, os trabalhadores vão solicitar que a autarquia disponibilize pelo menos o transporte para a cantina do Carvalhido: “Para ir para lá de autocarro com um horário de almoço de uma hora não dá”, assegurou.

Fonte: jornal O Primeiro de Janeiro

Semana de solidariedade internacional com o povo basco (18 a 24 de Fev.)

Nota: este blogue solidariza-se com todas as vítimas dos actos violentos infligidos à integridade física de pessoas, quer elas sejam espanhóis ou bascos.
Defendemos os direitos dos povos à sua auto-determinação e independência e os direitos individuais.
Sempre nos manifestaremos contra a tortura, a censura e a supressão das liberdades fundamentais impostos pelos Estados, neste caso, pelo Estado espanhol sobre os bascos que lutam pela sua auto-determinação.






Concentração de protesto contra a repressão, tortura e censura, e a ilegalização de partidos políticos bascos em frente à Embaixada de Espanha ( Sábado, 23 de Fevereiro, 17 h.), na Avenida da Liberdade, em Lisboa


Hoje, dia 14 de Fev., há greve geral no país basco em protesto pelo Estado de Excepção imposto no País Basco pelo Estado espanhol
Ver:
http://www.labsindikatua.org/sarrera



Observatório dos direitos humanos no país basco
http://www.behatokia.info/


Vídeo das manifestações em Bilbao do passado Domingo contra as medidas e o Estado de Excepção imposto pelo Estado espanhol (nota: as referidas manifestações foram proibidas pelas instâncias políticas de Madrid do Estado espanhol)


Debate e concerto promovidos pelo SOS Racismo no Contagiarte (15 de Fev. às 22h30)

SOS RACISMO c/ Chullage + M.A. Projecto

Debate / Concerto / Festa World

15 de Fevereiro, Sexta 22h30


A SOS Racismo organiza no espaço Contagiarte um debate seguido de uma festa com o tema:
Os mass media na formação do racismo.

A actividade faz parte de uma série de eventos que a associação está a organizar na cidade do Porto, em vários espaços culturais.

Será apresentado um vídeo / documentário «Era uma vez um arrastão» seguido de um debate sobre o tema, com convidados.

No final do debate a noite segue com dois concertos com M.A. PROJECTO a abrirem para Chullage.

Seguir-se-á depois uma festa de sonoridades de sons do mundo.

R. Costa Cabral 372 (perto da Pr. Da República)
Porto

13.2.08

Quem ganha com as culturas transgénicas? ( comunicado da Plataforma Transgénicos Fora)


Venha connosco ao País Basco para o encontro ibérico de resistência aos transgénicos!

Descarregue agora a informação mais recente! Clique em
Programa e em Informação para obter todos os dados de que necessita!


Nos dias 15 e 16 de Março de 2008 vai ter lugar um encontro ibérico para articular lutas e estratégias nas campanhas a favor da agricultura e da alimentação livre de transgénicos.


O encontro está concretamente pensado para juntar os movimentos sociais contrários à engenharia genética na Península Ibérica e também organizações da area alimentar (agricultores/as, comunidades indígenas, grupos de agricultura urbana, etc) a nível mundial.


Neste sentido o encontro é uma iniciativa conjunta promovida inicialmente pelo sindicato agrário EHNE com a participação da Via Campesina, Greenpeace, GRAIN, Amigos da Terra, Ecologistas en Acción, Red de Semillas Resembrando & Intercambiando, Entrepueblos, COAG e a Plataforma Transgénicos Fora.


O encontro será no País Basco.


Mais info: aqui, aqui




Comunicado da Plataforma Transgénicos Fora
2008/02/13

No dia em que a indústria divulga o relatório anual mundial


QUEM GANHA COM AS CULTURAS TRANSGÉNICAS?

O cultivo de transgénicos a nível mundial está a conduzir a um aumento massivo do consumo de pesticidas e só as empresas que os vendem podem lucrar com tal situação. Isto mesmo foi
verificado num estudo agora disponível (1) que desmonta a realidade cor de rosa apresentada hoje em Bruxelas pelo ISAAA, uma organização que representa os interesses globais da indústria da engenharia genética.

De facto, até a indústria começa a reconhecer que o consumo de pesticidas está a aumentar. Em entrevista (2), uma representante da EuropaBio (associação europeia de bioindústrias) afirmou que se têm vindo a verificar "aplicações muito maiores de Roundup [herbicida], junto com uma série de outros químicos."

Os números do próprio governo americano mostram que, entre 1994 e 2005, o consumo de glifosato (o princípio activo do Roundup, o pesticida mais usado em transgénicos) aumentou 15 vezes. Só entre 2005 e 2006 a aplicação de glifosato em soja transgénica subiu 28%, tendo atingido o total de 44 mil toneladas em solo americano.

Apesar destas subidas o uso de outros pesticidas, ainda mais tóxicos e que as culturas
transgénicas prometiam evitar, não está a declinar. Nos Estados Unidos, o país que mais cultiva transgénicos em todo o mundo, a aplicação de 2,4 D (um herbicida altamente tóxico e um dos componentes do Agente Laranja, de má memória) em soja mais do que duplicou entre 2002 e 2006. A atrazina, proibida na União Europeia devido à sua toxicidade, aumentou 12% na culturas americanas de milho transgénico entre 2002 e 2005.

As perspectivas futuras apontam para uma situação cada vez mais grave: à medida que cada vez mais ervas daninhas se tornam resistentes aos mesmos herbicidas que as plantas transgénicas toleram, o cocktail químico necessário para as controlar vaiaumentando sempre mais em volume, toxicidade e número de ingredientes. (3)

Esta situação penaliza agricultores, o ambiente e toda a sociedade. Quem ganha? Porque os contratos de vendas de sementes transgénicas vinculam o agricultor a comprar os pesticidas à mesma empresa que produziu as sementes, quanto mais pesticidas as culturas transgénicas precisarem, mais as empresas beneficiam.

Notas:

1 - O relatório completo, realizado pela associação Amigos da Terra Internacional, está
disponível para descarregar em: aqui

2 - A entrevista integral está disponível em:
www.ethicalcorp.com/content.asp?ContentID=5684

3 - Para mais informação consultar por exemplo
southeastfarmpress.com/soybeans/122707-resistant-weeds/index.html


Para mais informações:
Dra. Margarida Silva, 91 730 1025

A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (ARP, Aliançapara a Defesa do Mundo Rural Português; ATTAC, Associação para a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda ao Cidadão; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; Colher para Semear, Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais; FAPAS, Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens; GAIA, Grupo de Acção e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; LPN, Liga para a Protecção da Natureza; MPI, Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente, QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza; e SALVA, Associação de Produtores em Agricultura Biológica do Sul) e apoiada por dezenas de outras.


Para mais informações
contactar
info@stopogm.net

Mais de 10 mil cidadãos portugueses reiteraram já
por escrito a sua oposição aos transgénicos.

Pensamento Crítico Contemporâneo ( conjunto de seminários sobre ideias e pensadores a realizar entre Março e Maio na Fábrica Braço de Prata)




O Le Monde Diplomatique (Edição Portuguesa) e a Númena organizam conjuntamente um seminário composto por uma série de sessões que decorrerão ao longo da primavera de 2008 (poderá aceder aqui ao programa e a outras informações).




PENSAMENTO CRÍTICO CONTEMPORÂNEO
SEMINÁRIO DE INTRODUÇÃO

FÁBRICA BRAÇO DE PRATA MARÇO/MAIO 2008 SÁBADOS das 17H-20H

O seminário pretende mapear algumas das principais problemáticas que desafiam um pensamento crítico contemporâneo. Para este efeito, ao longo das diferentes sessões, serão discutidas propostas de intelectuais cuja reflexão tem motivado importantes debates políticos (ver programa em baixo). O seminário destina-se ao público em geral. Mediante inscrição serão disponibilizados materiais comuns de leitura, dispensando-se qualquer tipo de formação académica prévia.

Inscrições:
cursopcc@gmail.com Tel.: 213 536 054
Atenção: Lugares limitados!

Preço do Curso: 25€ 15€ para Estudantes
Acesso a Todas as Sessões e a Materiais de Leitura
Preço por Sessão Avulso: 4 €

Organização:
Le Monde diplomatique – Edição Portuguesa
NÚMENA

Local de realização:
A Fábrica de Braço de Prata. Projecto das livrarias Eterno Retorno e Ler Devagar, a Fábrica Braço de Prata é uma livraria com 12 salas e 3 ateliers que ocupa uma área de 700m2. Fica situado em frente aos correios de Poço de Bispo. Mais informação em:
http://www.bracodeprata.org/.



PROGRAMA
sábados, das 17h às 20h.

8 MARÇO >>
A Arte de Governo em Michel Foucault - Jorge Ramos do Ó (FPCE-UL)
Benedict Anderson e os Estudos sobre Nacionalismos - João Leal (FCSH-UNL)

15 MARÇO >>
E.P.Thompson e a Cultura Plebeia Fátima Sá (ISCTE)
Debord e o Estranho Jogo da Internacional Situacionista Ricardo Noronha (FCSH-UNL)

29 MARÇO >>
Gilles Deleuze e a Micropolítica Nuno Nabais (FL-UL)
Alain Badiou: Pode a Política Ser Pensada? Bruno Dias (NÚMENA)

5 ABRIL >>
Do Feminismo a Judith Butler Miguel Vale de Almeida (ISCTE)
De Edward Said aos Estudos Pós-Coloniais Manuela Ribeiro Sanches (FL-UL)

19 ABRIL >>
Rancière e a Partilha do Sensível Manuel Deniz Silva (FCSH-UNL)
Fredric Jameson e o Marxismo Dialéctico Miguel Cardoso (Birkbeck College – Universidade de Londres)

10 MAIO >>
James Scott e a Força dos Fracos José Manuel Sobral (ICS-UL)
Bourdieu, Classes e Gosto Nuno Domingos (SOAS – Universidade de Londres)

17 MAIO >>
Giorgio Agamben e o Homo Sacer António Guerreiro (FL-UL jornalista do Expresso)
Toni Negri e John Holloway: Comunismos pós-1989 José Neves (ICS-UL)

24 MAIO >>
Georg Simmel e os Estudos sobre Tecnologia José Luís Garcia (ICS-UL)
Jacques Derrida e a Política da Desconstrução Silvina Rodrigues Lopes (FCSH-UNL)

31 MAIO >>
Slavoj Žižek – Bem-vindos ao Deserto do Real Nuno Ramos de Almeida (comentador do RCP)
Dois Anarquismos, Chomsky e/ou Feyerabend Rui Tavares (EHESS-Paris cronista do Público)


http://www.numena.org.pt/
pt.mondediplo.com

Sobre Simone de Beauvoir,filósofa, activista, feminista e autora do livro «O Segundo Sexo»

texto retirado de:
http://pt.mondediplo.com/spip.php?article155





Simone de Beauvoir, «uma mocinha de unhas pintadas»
(inédito)
por
Sylvie Tissot

Mulher apaixonada e mulher infeliz, ao mesmo tempo autoritária e submissa, inteligente mas de sentidos à flor da pele, muito estilizada apesar do seu estranho penteado, devoradora de amantes e no entanto ligada para sempre a um único homem. De quem se trata? De Britney Spears, Rachida Dati, Carla Bruni? Não, este retrato é o que o semanário Le Nouvel Observateur [
1] apresenta de uma mulher que foi filósofa, intelectual comprometida e militante, e que para muita gente, em França e no estrangeiro, encarna o feminismo: Simone de Beauvoir. Para esse retrato ser traçado foram mobilizados os mesmos meios que a imprensa sensacionalista emprega, não faltando sequer a fotografia «chocante», neste caso um nu em plena capa. O dossiê, publicado por ocasião do centenário do nascimento de Simone de Beauvoir, é eloquentíssimo no que diz respeito às condições graças às quais uma mulher pode dar entrada, em França, nos nossos dias, no Panteão dos Grandes Homens.

A primeira condição para ali penetrar é que esteja… acompanhada por um homem. Beauvoir está sempre acompanhada ao longo de todo o dossiê do Nouvel Observateur. Este começa com o relato da ligação que ela teve com Claude Lanzmann, prossegue com Jean-Paul Sartre e termina com o amante americano Nelson Algren. Os primeiros parágrafos mostram uma mulher que vive uma relação intensa e conjugal (as cartas a Lanzmann são assinadas «Tua mulher»), cheia de gratidão por aquele amor inesperado («ela que já se considerava demasiado velha para o amor, chora então de amor e felicidade», escrevem as jornalistas a propósito de uma mulher de… 44 anos). Ou, para citar as palavras de Lanzmann, «uma mulher autêntica, completa».

Lanzmann – e as jornalistas – estarão mesmo a falar de Simone de Beauvoir? Da autora de «não nascemos mulher, tornamo-nos mulher», da que mostrou que ser mulher não remetia para nenhuma «natureza» que o predeterminasse? Parece que sim, mas o tom revela-se-nos logo: a verdadeira mulher não é a feminista nem a militante que muitos conhecem, é a «grande apaixonada», explica Arielle Dombasle, a quem recorreu o Nouvel Observateur (talvez por também ela ser aquilo que Beauvoir lhe parece ser acima de tudo: «mulher de um filósofo»).
É pois como se a vida amorosa de uma mulher que não se casou, não teve filhos e parece ter tido um certo número de amantes de ambos os sexos, se houvesse unicamente manifestado sob a tutela dos homens (as suas relações homossexuais são apenas evocadas como expressão da sua personalidade «manipuladora»), à maneira da paixão trágica e sobre o pano de fundo duma reconciliação tardia com a conjugalidade monogâmica (foi sepultada «levando num dedo o anel de prata que Nelson Algren lhe oferecera»).

A fotografia publicada na capa, tal como a insistência na vida amorosa de Beauvoir, é seguramente chocante. Como se a filósofa tivesse sido obrigada, antes de aceder à honra das revistas e à glória da celebração nacional, não apenas a dar provas do seu amor pelos homens, mas também… a despir-se. A mulher só é «verdadeiramente» mulher na medida em que for um corpo, e um corpo que não se recuse ao olhar dos homens – nem ao dos publicitários.

Mas esta fotografia desnudada só adquire todo o sentido quando relacionada com o dossiê de Agathe Logeart e Aude Lancelin e com a oposição radical, maniqueísta, em que ele assenta – entre, por um lado, a vida sexual e afectiva de Simone de Beauvoir, e, por outro lado, a sua vida intelectual e militante. «A companheira de Sartre declarou guerra ao patriarcado, mas também foi vítima da paixão», explica-se na introdução. De um lado, a Beauvoir formada em filosofia, autora d’O Segundo Sexo e Prémio Goncourt, militante feminista e de esquerda; do outro lado, a Beauvoir mulher e amante, empolgada pelo desejo e pelas paixões, duas realidades pensadas como antagónicas – como se a vida amorosa de Beauvoir, o seu companheirismo intelectual e o seu casal não exclusivo com Sartre nada tivessem a ver com o seu questionamento das normas conjugais e familiares.

O que diz respeito ao «privado» da vida de Simone de Beauvoir nunca é pensado como «político»; fica-se sempre pela oposição muito «tradicional» – e reaccionária – entre o afecto e o intelecto, entre o corpo e a mente [
2]. Esta oposição é sem dúvida um truque jornalístico, mas permite também reafirmar a distinção entre os âmbitos que seriam «naturalmente» ocupados pelos homens e pelas mulheres. Para os homens, a abstracção, para as mulheres, a paixão. De resto, a tentativa empreendida por Beauvoir de desconstruir nos seus livros, e de superar na sua vida, essa sacrossanta barreira é associada à intolerância, à secura e, finalmente, à infelicidade. Ainda no mesmo artigo, Beauvoir é apresentada como uma pessoa que «dá lições, fechada nas suas certezas»; é seguramente «sincera» no seu compromisso, mas «tão fria» que se torna a «Dama de Ferro sartriana».

Acentua essa oposição a ideia, implícita no dossiê, segundo a qual a «natureza» volta sempre ao de cima. Pois não foi sempre Beauvoir uma «jovenzinha fútil até à ponta das suas unhas pintadas»? Explicando Philippe Sollers que, com a sua voz, «empoleirada, desagradável, teimosa, didáctica, ela parecia negar a sua bela imagem». Está tudo dito: Beauvoir é mais encantadora no domínio da aparência, não no da linguagem articulada. Coisa que Arielle Dombasle confirma: «Escondida atrás de fatos grosseiros e turbantes austeros», ela era, mesmo assim, «uma mulher deslumbrante». Porque, naturalmente, seria impróprio que uma mulher célebre e francesa fosse feia e andasse vestida às três pancadas.

Depois, a profética audácia sollersiana enterra a Simone de Beauvoir intelectual e militante: «Ela ficará como uma grande epistológrafa». Decretando como superiores à sua obra teórica as obras-primas que são as suas cartas de amores, Sollers convida-nos a «(re)ler Beauvoir» a epistológrafa, a Beauvoir do segredo e do íntimo, dos sentimentos e das efusões: a Beauvoir, em suma, «sensual e divertida».

Deste modo, o dossiê em questão vem alimentar a temática favorita do backlash antifeminista [
3]: a luta das mulheres endurece-as, isola-as, torna-as infelizes. Esta conclusão vai sendo progressivamente exposta através da ideia de que a luta de Beauvoir é violenta. A «guerra» que ela levou a cabo vê-se reduzida a umas quantas reivindicações rapidamente evocadas: a recusa do «futuro másculo», o carácter não misto dos grupos feministas, a defesa do direito das mulheres à violência, a supressão da família em prol da comunidade… Em relação a estas coisas seria de esperar que houvesse algumas explicações, mas os leitores têm de contentar-se com uma simples enumeração, a que logo se segue esta desconcertante questão: «Lida e escutada, celebrada em todo o mundo, seria ela feliz?».

A resposta tão esperada é-nos fornecida umas páginas mais à frente por (mais uma vez) Arielle Dombasle, que vai ao ponto de celebrar o malogro da busca beauvoiriana de uma «liberdade que estava acima das suas forças». Concluindo a actriz-cantora com uma comovente visão de Beauvoir, que «ia sentar-se num banquinho, só, junto ao túmulo de Sartre […] chorando o amor de toda a sua vida». Seria pois esse trágico destino que faria de Simone de Beauvoir uma mulher excepcional. E porquê? Devido ao seu carácter ponderado, de forma completamente tautológica, quase excepcional, e nunca em ligação com a sua obra e a sua acção. Deste ponto de vista, o título do dossiê («Uma mulher escandalosa») é revelador, porque, embora as jornalistas citem as reacções indignadas de Albert Camus ou de François Mauriac após a publicação d’O Segundo Sexo em 1949 [
4], elas não consideram oportuno precisar quais são as teses que suscitaram a máscula indignação.

Beauvoir, em suma, entra no património nacional um pouco como Guy Môquet [
5] deu entrada no panteão sarkozista: como uma personagem mitificada e despolitizada, desligada de qualquer contexto social e de todas as relações de dominação [6]. Os conflitos são apagados em proveito duma celebração do génio nacional, em que Beauvoir é graciosamente convidada a participar. É aliás sintomático que o artigo dedicado à actualidade de Beauvoir inclua uma série de depoimentos de personalidades feministas contemporâneas, apresentadas como individualidades e nunca como actuantes nas lutas colectivas. A contrario, o maior realce é dado, em destaques, a Philippe Sollers ou Arielle Dombasle, celebridades que falam tu cá tu lá com Beauvoir mas pouco conhecidas pela sua obra filosófica – ou pelo seu empenhamento feminista.

Segundo expôs Roland Barthes, a descrição dos escritores ausentes reforça a imagem de pessoas «à parte», celebradas enquanto tais e nunca pela singularidade da sua produção e do papel que desempenharam [
7]. Não é pois surpreendente que o dossiê sobre Simone de Beauvoir termine com a homenagem do povo humilde e respeitoso, os criados de mesa do café parisiense La Coupole, que, «à passagem do cortejo fúnebre, formaram alas em sua honra».

Por SYLVIE TISSOT *

* Socióloga, membro do Colectivo das Feministas pela Igualdade (Collectif des féministes pour l’egalité).


Notas
[
1] «Simone de Beauvoir. La scandaleuse», Le Nouvel Observateur, Paris, 3-9 de Janeiro de 2008.
[
2] Michelle Le Doeuff, Le Sexe du savoir, Aubier-Montaigne, Paris, 1998.
[
3] Susan Faludi, Backlash: la guerre froide contre les femmes, Des Femmes, Paris, 1993.
[
4] Ler Sylvie Chaperon, «Le “Deuxième Sexe” en héritage», Le Monde diplomatique, Janeiro de 1999.
[
5] Alusão ao jovem militante comunista de 17 anos que em 1941 foi fuzilado pelos ocupantes nazis, juntamente com outros vinte e seis reféns, e que se tornou um símbolo da resistência antifascista em França. Em 2007, durante a campanha eleitoral, o candidato Nicolas Sarkozy referiu a «Carta de Adeus» de Guy Môquet como um documento que deveria ser lido a todos os alunos franceses do secundário enquanto testemunho do «amor pela pátria», eliminando a identidade política do autor e o contexto da época. (N. do T.)
[
6] Laurence De Cock-Pierrepont, «Des usages étatiques de la lettre de Guy Môquet», http://cvuh.free.fr/spip.php?article94.
[
7] Roland Barthes, Mythologies, Seuil, Paris, 1992 [1957]. Edição portuguesa: Mitologias, Edições 70, Lisboa, 1984.

Hortas Urbanas - curso promovido pela cooperativa Mó de Vida

Sábados: 10:00h - 12:15h.
Início: 16 de Fevereiro de 2008.
Mó de Vida, Calçadinha da Horta, 19, 2800-567 Pragal , Almada.

O curso tem como objectivo principal dar a conhecer as potencialidades e limitações das Hortas Urbanas, nas suas componentes ambiental e social, como meios de colectivização, produção e consumo alternativos.

Um particular destaque será dado à aplicação da agricultura biológica, através da cooperação com experiências em curso. O conteúdo programático abrange os seguintes capítulos:

• escolha, preparação e enriquecimento natural dos solos;
• técnicas de compostagem (resíduos domésticos);
• adequação das culturas ao tipo de solo, ao clima, à altura do ano e à disponibilidade de água;
• sementeira e replantação;
• associação, forçamento e rotação de culturas;
• plantas de solos pobres;
• plantas resistentes ao frio ou ao calor;
• controlo natural de pragas;
• noções gerais de agricultura selvagem e permacultura;
• as hortas urbanas na Europa e em Portugal – experiências várias;
• o potencial das hortas urbanas na promoção do espaço público e da participação no
âmbito da Agenda 21 Local.

O curso inclui componente teórica e componente prática. Serão disponibilizados apoio bibliográfico genérico e orientação para a pesquisa em temas específicos. Métodos propostos: expositivo e activo.

CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO

Materiais necessários: caderno, sacho, vasos, terra vegetal (utensílios pessoais com utilização colectiva durante o respectivo curso).
Público-alvo: Interessados no tema.
Duração total: 9 h.
Preço: 75 Euros.
Nº mínimo de participantes: 7 / Nº máximo de participantes: 14.
Pré-incrição obrigatória.
Possibilidade de pagamento repartido em duas fases (primeiro pagamento 50% até o dia anterior ao início do curso e o segundo pagamento até data que cumpre a metade de horário do curso). Desconto de 20% para desempregados mediante apresentação de comprovativo.

INFORMAÇÕES

www.modevida.com
Tel. 212720641 (14h-20h)
Tlm. 966256402
E-mail1:
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E-mail2: paula.tavares@modevida.com




MÓ DE VIDA COOPERATIVA
Calçadinha da Horta, 19
2800-564 PRAGAL - ALMADA


A mó de Vida é uma Cooperativa de Consumidores. Organização laica e apartidária que procura contribuir para a criação de uma consciência crítica ao modelo de desenvolvimento vigente.

Que princípios defende?
Os verdadeiros valores do cooperativismo, que assentam na associação de pessoas para a criação de uma propriedade comum e democraticamente gerida.

A organização cooperativa defende os princípios de equidade e solidariedade.


Criação
A Mó de Vida foi a primeira Cooperativa de Consumidores criada em Portugal para desenvolver a actividade do Comércio Justo e Solidário. Consideramos que os princípios do Comércio Justo estão profundamente relacionados com os estabelecidos pelo movimento cooperativo, cuja prática teve início no século XIX.

A escolha da Margem Sul do Tejo para a implementação desta actividade não foi um acaso. O sul do Tejo foi o berço de experiências fundamentais para o desenvolvimento do cooperativismo em Portugal, registando, ainda hoje, uma forte representação do movimento, que aposta na modernização das suas estruturas e no trabalho que visa o consumo responsável, o respeito pelos direitos laborais e a preservação ambiental

12.2.08

Apresentação do livro Um poeta a mijar de A. Pedro Ribeiro na livraria Centésima Página em Braga ( 15 de Fev às 18h.30)


O livro "Um Poeta a Mijar" (Corpos Editora) de A. Pedro Ribeiro vai ser apresentado no próximo dia 15 de Fevereiro, sexta, pelas 18,30 horas na livraria "Centésima Página" em Braga. O evento conta com a presença do autor e do crítico literário Rui Lage.


"Um Poeta a Mijar combina poemas dada e surrealistas com textos beatnick, viagens pela cidade à noite com as subidas ao palco do espírito livre, a atmosfera dos cafés e dos bares com o misticismo e a loucura.


A. Pedro Ribeiro nasceu no Porto em Maio de 1968. Licenciou-se em Sociologia pela Faculdade de Letras do Porto e reside actualmente em Vilar do Pinheiro (Vila do Conde)."


http://www.centesima.com/



Livraria 100ª Página

Casa Rolão
Av. Central nº 118-120
4710-229 Braga
Tel. 253267647


Fax. 253267648
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HORÁRIO:
Segunda-feira a Sábado
das 09.00 às 19.30 horas

Weisman e cara vermelha, de George Tabori, estreia dia 13 nas Caldas da Rainha



Weisman e cara vermelha
de George Tabori

ESTREIA A 13 DE MARÇO DE 2008

É um recontro no deserto americano. O primeiro contendor, um judeu perdido com a sua filha deficiente; o segundo, um índio montado na sua mula em busca das eternas pradarias.
Do confronto entre ambos nascerá uma luta existencial para determinar qual dos dois povos mais sofreu… Uma fábula lúdica sob a forma de um western burlesco.
O humor de Tabori, ainda impregnado da sua Hungria natal, evoca, de modo mais visceral, o de Woody Allen.

Tradução: Carlos Borges
Direcção de ensaios: Isabel Lopes
Encenação: Fernando Mora Ramos
Interpretação: Bárbara Andrez, Carlos Borges, Fernando Mora Ramos e José Carlos Faria

Teatro da Rainha

Trav. do Acipreste, 20, 3º dto
2500 Caldas da Rainha
Portugal





Historial do Teatro da Rainha

O Teatro da Rainha, criado pelo cenógrafo José Carlos Faria, então membro da Casa da Cultura das Caldas da Rainha e pelo encenador Fernando Mora Ramos, ligado à companhia do CCE (Centro Cultural de Évora), surgiu em 1985, nas Caldas da Rainha, a convite da Casa da Cultura, então sedeada no espaço do antigo casino, defronte ao Hospital Termal.
A companhia estruturou-se nessa altura a partir de dois esteios de referência: por um lado a Casa da Cultura vinha desenvolvendo um trabalho teatral com enquadramento profissional, orientado por José Peixoto, professor do Conservatório Nacional; por outro, ao aceitar o convite da Casa da Cultura para criar um núcleo teatral profissional, estava-se em condições de fazer o balanço da primeira fase da descentralização teatral, a que tinha arrancado com a fundação do Centro Cultural de Évora. Para além destas fortes matrizes, condicionantes concretas do aparecimento da Rainha, há que referir a estadia de Fernando Mora Ramos em Itália, como bolseiro da Fundação Gulbenkian, no Piccolo Teatro de Milão, acompanhando o trabalho de Giorgio Strehler, momento de aprendizagem intensamente criativo que naturalmente se veio a reflectir nas opções e caminho da Rainha.
Nessa época o projecto teatral do Teatro da Rainha assumia um conjunto de rupturas, principalmente no domínio especificamente teatral e artístico. A prática de reportório, criticando a opção acrítica pelos clássicos em geral, quaisquer clássicos desde que a marca clássico fosse ostentada, assim como a rejeição de padrões de acção absolutamente obcecados pela quantificação e pela deificação do instrumento relatório (de repente era mais importante o relatório para a tutela do que a criação teatral em si, numa deriva burocrática e administrativa inconsequente), aliadas a um labor prático teatral, de trabalho criativo de ensaios, apostado no rigor e nas possibilidades ilimitadas duma poética da ficção realista, marcaram desde logo a diferença no panorama teatral português da década de 80.
Durante cinco anos desenvolveu pois a sua acção no espaço do Antigo Casino das Caldas, transformado em Casa da Cultura pelo 25 de Abril, espaço onde tinha sido construído um teatro de Câmara que dava directamente para o parque de Caldas da Rainha, cujas condições eram quase ideais, na época, para o labor de uma jovem companhia.
Realizou assim dezassete espectáculos, tendo percorrido o país em digressões constantes, característica marcante que assumiu desde que iniciou o seu projecto.
Juntaram-se entretanto ao projecto, ainda na fase de arranque, o encenador José Peixoto, a actriz Teresa Gonçalves e os actores José Eduardo e Victor Santos, integrando este último, ainda hoje, o elenco da companhia. Pelo lado da Casa da Cultura também o técnico António Plácido passou a trabalhar com a Rainha.
Pouco tempo depois seria a vez das actrizes Isabel Muñoz Cardoso, Isabel Leitão, assim como, mais tarde, a actriz Isabel Lopes, também tradutora e dramaturgista, ainda hoje elemento do núcleo duro do Teatro da Rainha, que integra também a responsável de produção e gestão, Ana Pereira, à época jovem estagiária da companhia.
Integraram ainda os quadros de trabalho da Rainha, o encenador Valentim Lemos – que encenou a farsa medieval “Amorosos”, de autor anónimo - , a mestra de costura Amélia Varejão e no elenco, Pedro Hestnes Ferreira, Rui Jacques, Ana Madureira, José Mora Ramos, Rosário Gonzaga, Vítor Zambujo, Waldemar de Sousa, entre outros.
Os espectáculos que o Teatro da Rainha realizou, foram objecto de um Prémio da Crítica, atribuído pela Associação Portuguesa de Críticos, “pelo conjunto da obra” e de diversas nomeações em diferentes categorias aos Prémios Garrett promovidos pela então Secretaria de Estado da Cultura .
Em 1988 passa a companhia regularmente subsidiada pelo Estado.
Durante os cinco anos referidos fez peças de Gil Vicente, Ângelo Beolco, Anrique da Mota, Marivaux, Goldoni, autores clássicos, mas também de Heiner Müller, Sean O’Casey, Christoph Hein, Beckett e Sarrazac, contemporâneos.
A política de reportório da companhia assentava numa forte relação com as características do elenco, as peças não eram portanto escolhidas em função das suas qualidades temáticas abstractas e indiscutíveis, assim como a companhia não assumia nenhuma vocação fabril industrial realizando espectáculos em série, sem recuo artístico e para cumprir um qualquer plano quinquenal.
Uma segunda característica do labor da Rainha assentava no enorme cuidado e amor com que as criações eram inventadas, trabalho esse resultado de práticas colectivas que superavam também o dirigismo vigente, na tradição francesa do “patron”.
Com os textos dos autores referidos e a convite das respectivas instituições, apresentou espectáculos no ACARTE, Fundação Calouste Gulbenkian (AQ, de Chistoph Hein), no Instituto Franco-Português (“O herdeiro Aldeão”, de Marivaux), no Teatro da Comuna (“O Falatório”, de Ruzante/Beolco), no auditório do BESCL em Lisboa (“O Fim do princípio”, de O’Casey), no Teatro Garcia de Resende, no Auditório Nacional Carlos Alberto (“Filoctetes” de Heiner Müller, etc.
De referir que em 1989 o Teatro da Rainha realiza em digressão pelo país cerca de 100 representações, no âmbito do Projecto de itinerância da SEC. Percorre então, para além do interior dos concelhos do Oeste, de igual modo Trás-os-Montes, Beira Interior, Algarve e Alentejo, e bem asim cidades como o Porto, Braga, Évora, Covilhã, Guarda, Viseu, Santarém, Coimbra, Faro, Beja, Setúbal e Almada, entre outras. Realiza também, a convite da Junta da Extremadura de Espanha e da Secretaria de Estado da Cultura, uma digressão pela raia espanhola, tendo assegurado a representação teatral portuguesa em Cáceres, no âmbito da Exposição Ibérica de Arte Contemporânea.
Em 1990, o Teatro da Rainha em confluência com o Centro Cultural de Évora, cria o CENDREV (Centro Dramático de Évora), fazendo parte da sua Direcção durante doze anos (até 2002, José Carlos Faria e Ana Pereira mantêm-se na direcção do CENDREV). Fernando Mora Ramos, que entretanto deixara o CRAE de Évora, criado por iniciativa governamental, e primeiro Centro Regional das Artes do Espectáculo, a fim de dirigir o DRAMAT/Centro de Dramaturgias Contemporâneas, no TNSJ, a convite de Ricardo Pais -1999), é substituído na direcção do CRAE por José Carlos Faria.
No âmbito da associação CENDREV, a equipa do Teatro da Rainha em Évora (Fernando Mora Ramos, José Carlos Faria, Isabel Lopes e Ana Pereira) relança a Escola de Formação Teatral (actores e “règisseurs”) – a qual funcionara exemplarmente, para trás no tempo (a partir de 1976), sob a Direcção de Luís Varela e com a colaboração de Christine Zurbach – e que passa a integrar o grupo de trabalho transnacional FIRCTE – Formação Inicial e Reconhecimento de Competências dos Técnicos do Espectáculo, coordenado pelo Institut del Teatro de Barcelona, congregando o CFPTS – Centre de Formation Professionel des Techniciens du Spectacle (Paris), TNS – Thêàtre NatIonal de Strasbourg, Scala de Milão, Conservatório de Madrid e Central School of Speach and Drama (Londres), cria a Revista Adágio, define, coordena e supervisa as linhas de força para a recuperação e reabilitação do Teatro Garcia de Resende, um dos melhores e mais significativos teatros “à italiana” da Europa bem como o programa para o novo edifício teatral (não construído), projectado pelos Arqºs Fernando Távora e Bernardo Távora, para as traseiras do TGR e realiza um intenso trabalho de criação e digressão modificando o panorama da estrutura. É o Teatro da Rainha, que entretanto era das companhias mais apoiadas pelo Estado, que investe em Évora esse seu estatuto de estrutura regularmente apoiada e os fundos respectivos.
Fernando Mora Ramos é então responsabilizado pelo espectáculo de estreia desta nova aposta, “A Ilusão Cómica”, de Corneille, justamente com cenografia de José Carlos Faria.
No CENDREV, a equipa da Rainha realizou um conjunto de espectáculos muito significativo, de que importa realçar para além de “A Ilusão cómica”, “Clérigos e almocreves”, de Gil Vicente, “O Homem, a besta e a virtude”, de Pirandello, “As manias da vilegiatura”, de Goldoni, “Um, nenhum e o homem da flor na boca”, de Pirandello e “Eu Feuerbach”, de Tankred Dorst, espectáculo que realizou uma digressão a Maputo e que tinha Mário Barradas como actor protagonista. Relevante, neste contexto, foi ainda o repto lançado por Fernando Mora Ramos a Jean-Pierre Sarrazac, de encenar “O lavrador da Boémia”, de Johannes von Saaz (com Fernando Mora Ramos e Gil Nave, cenografia de João Vieira, tradução de Isabel Lopes), espectáculo que realizou uma digressão nacional e se apresentou no TNSJ e no Teatro da Trindade.
Mantendo a sua autonomia jurídica, o Teatro da Rainha monta entretanto, a convite da Culturgest, “Esta Noite Improvisa-se”, de Pirandello, espectáculo integrado na Lisboa 1994, Capital da Cultura, assim como, no ano seguinte, realiza em Maputo, Moçambique, “De Volta da Guerra”, sobre texto de Ângelo Beolco, a convite da Cena Lusófona e em co-produção com o grupo de teatro moçambicano “Casa Velha”, montagem que realizaria uma digressão nacional em Portugal.
O espectáculo “De volta da guerra”, apresentado logo após o fim da guerra civil moçambicana, foi o primeiro frente a frente da população de Maputo com esta temática tão violenta e deprimente. Extraordinário foi verificar que, tal como no futebol, o açambarcamento dos bilhetes para o espectáculo e a sua venda no mercado negro traduziu o impacto produzido no público - o auditório de ar livre da Casa Velha, esteve sempre mais do que lotado.
Relançando a companhia autonomamente em 2002, o Teatro da Rainha volta à cena em Coimbra, numa parceria com o Museu Nacional da Ciência e da Técnica, regressando em Novembro de 2003 às Caldas da Rainha, a convite da autarquia, instalando-se no antigo edifício do pólo da UAL (Universidade Autónoma de Lisboa) de Caldas da Rainha.
Em 2004 o Teatro da Rainha assinala os 500 anos da primeira representação do “Auto de S. Martinho” de Gil Vicente no exacto local da sua criação original (Igreja de Nossa Senhora do Pópulo em Caldas, um dos raríssimos locais , senão o único, que acolheram a estreia de espectáculos Vicentinos onde as condições arquitectónicas do espaço não se alteraram ao longo dos séculos) e no qual, durante os três dias de apresentação, se reuniram mais de 800 pessoas.
Entretanto estabelece relações profícuas com alguns novos parceiros: O TNSJ (Teatro Nacional de S. João), a convite do qual estreou “Ella”, no Porto, as Câmaras de Caldas da Rainha (sede), Óbidos, Torres Vedras (com quem desenvolve um projecto formativo), a Odivelcultur (com quem coproduziu “Estação Inexistente” e “O coronel pássaro”, de Hristho Boytchev) e Tavira (cidade onde estreou “O Anel mágico).
Nestes últimos 5 anos a companhia montou 14 espectáculos, que mantém em reportório.
O Coronel Pássaro, de Hristho Boytchev, coproduzido pelo Centro Cultural de Belém/ Teatro da Malaposta/ Al-masrah, companhia algarvia, e estreado no pequeno auditório do CCB, é a sua mais recente produção.


Listagem de todas as criações da Rainha:
1985
“O falatório do ruzante de volta de guerra” de Angelo Beolco
“Farsa do hortelão” de Anrique de Mota
“Tantas maneiras de enganos” de Gil Vicente
“ A Q - A hora do lobo” de Christoph Hein
“O fim do princípio” de Sean O’Casey
1986
“O herdeiro da aldeia” de Marivaux
“Quem tem farelos” de Gil Vicente
“Filoctetes” de Heiner Müller
1987
“Os rústicos” de Carlo Goldoni
“Krapp – A última gravação” de Samuel Beckett
1988
“Menino-rei” de Jean-Pierre Sarrazac
“Físicos/Índia” de Gil Vicente
1989
“Os amorosos” – Farsas anónimas medievais
“Barry, ensaio no T zero” de Fernando Mora Ramos
“Arlequim polido pelo amor” de Marivaux
1994
“Esta noite improvisa-se” de Pirandello
1995
“De volta da guerra” de Ângelo Beolco
2002
“A última bobine” de Samuel Beckett
“Burlesco” de Karl Valentim / De Fillipo
2003
“Max Gerrick – nem uma coisa nem outra” de Manfred Karge
“Fradas?” de Gil Vicente
2004
“O fim do princípio” de Sean O’Casey
“Verão de S. Martinho” de Gil Vicente / Anrique da Mota
“Danos colaterais do amor e da guerra” de Bertolt Brecht e Kurt Weil
2005
“Dança da morte” de August Strindberg
“Desconcerto gin-fónico” de Mário Henrique Leiria
“Ella” de Herbert Achternbusch
“Médico à força” de Moliére
2006
“Estação inexistente” de Pirandello e Rocco D’Onghia
“ O anel mágico” de Carlo Goldoni
2007
“ O coronel pássaro” de Hristo Boytchev

1ªs Jornadas hispano-portuguesas «Memória e Resistência» ( 16 e 17 de Fev. em Beja)


Via http://naoapaguemamemoria2.blogspot.com/


Durante séculos, Espanha e Portugal viveram ignorando-se em cada lado da fronteira. Os interesses dos poderosos dividiram artificialmente os dois povos irmãos que compartilham uma cultura e sentimentos comuns.

Contudo, as ditaduras que os dois países sofreram provocaram uma corrente de solidariedade entre eles. Espanhóis e portugueses ajudaram-se mutuamente na luta contra as tiranias fascistas de Franco e Salazar e não foram poucos os opositores dos respectivos regimes que encontraram refúgio no outro lado da fronteira. Foi o caso de João Gonçalves Carrasco, da aldeia alentejana de Santana de Cambas que, apesar da sua extrema pobreza, socorreu muitos espanhóis que fugiam da repressão franquista. Ou o de Juan Rosa, de El Almendro, em Huelva, que acolheu refugiados portugueses que lutavam contra o regime salazarista.

Para honrar a memória destes homens e de todos os que sofreram nas duas ditaduras, o Foro por la Memoria de Huelva e a Cooperativa Cultural Alentejana organizam estas as 1ªs Jornadas Hispano-portuguesas "Memória e Resistência".

Programa

Sábado, dia 16 de Fevereiro de 2008

10h00 – Abertura: Fernanda Moral (Federación Foros Por La Memoria), Francisco Santos (Presidente da Câmara Municipal de Beja), Félix Ramos (Pres. Foros Por La Memoria), Álvaro Nobre (Presidente da Cooperativa Cultural Alentejana)

10h30m – Os Fascismos em Portugal e Espanha e Sua Herança: Miguel Urbano Rodrigues (escritor)

12h00 – O Norte de África no Início da Guerra Civil em Espanha: Francisco Sánchez Montoya (Premio Nacional Manuel Azaña de Investigación Historica)

15h30m – Apresentação da Exposição "A II República, Esperança de um Povo": Santiago Vega (Presidente Foro Por La Memoria de Segóvia)

16h30m – Projecção do Documentário "Os Cinco de Celorio", sobre exumação em valas comuns

17h30m – Debate: A Memória Histórica em Espanha e Portugal e a Luta Contra a Impunidade dos Crimes Franquistas: Miguel Muga (Presidente do Foro Por La Memoria Madrid), José Baguinho (Cooperativa Cultural Alentejana), Carlos Federico Castellanos (Foro Por La Memoria Andalucía), João Honrado (publicista)

23h00 – Bar Cais na Planície (Parque da Cidade de Beja) – Espectáculo Músicas de Abril, com Filipe Narciso (entrada livre)

Domingo, dia 17 de Fevereiro de 2008

10h30m – A Repressão dos Vencedores. Os Batalhões de Trabalhadores (1939-1945): José Manuel Algarbani (licenciado em História Contemporânea, professor da Universidade de Cádiz)

12h00 – Participação de Portugueses na Guerra Civil de Espanha: João Varela Gomes (coronel reformado)

13h30m – Em Baleizão: Homenagem às Mulheres e Homens Assassinados pela Defesa da II República Espanhola e da Liberdade em Portugal

Após o almoço (hora a combinar) - Em Santana de Cambas: Homenagem às Mulheres e Homens Assassinados pela Defesa da II República Espanhola e da Liberdade em Portugal

No próximo dia 16 há uma festa promovida pelo CALP (Círculo Anarquista Libertário do Porto)

de Cadência_ Festa Benefit para o Círculo Anarquis...

CALP • Círculo Anarquista Libertário do Porto - 2008

http://anarlibe.pegada.net/

Todos unidos contra o despejo do Grémio Lisbonense e a violência gratuita da PSP sobre cidadãos pacíficos


Hoje, dia 12 de Fevereiro, às 22h, na Associação 25 deAbril (Rua da misericórdia, em frente às traseiras do teatro Trindade), está marcado um encontro de sócios e amigos do Grémio com animação musical e algumas declarações de apoio

TODOS CONTRA O DESPEJO!!

No dia 13, 4ª feira, há uma concentrção pacifica junto ao Arco do Bandeira (Rossio), a partir das 17h, hora de início da reunião que decidirá o futuro do Grémio!!

A PRESENÇA DE TODOS É FUNDAMENTAL!


CONTAMOS CONVOSCO!!!!!!

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Depois da carga policial, António Mota foi o único cidadão que foi detido na sexta-feira. Ele diz ter sido agredido na esquadra da PSP. Entretanto, divulga-se a seguir as suas entrevistas

A entrevista do Tó (detido na manif contra o depejo do Grémio, espancado dentro da esquadra da polícia) à TvNET:

A entrevista à Rádio Clube Português:
http://radioclube.clix.pt/noticias/body.aspx?id=5100

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Sobre o Grémio Lisbonense, podem ainda ser consultados as seguintes fontes:



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Foi lançado um novo abaixo assinado, para todos aqueles que o quiserem imprimir e recolher assinaturas.
Este abaixo assinado é para ser entregue na reunião da próxima 4ª feira. Existe uma caixa de correio do Grémio Lisbonense na Crew Hassan (bem hajam pessoal!!), que fica na Rua das Portas de Sto Antão, 159 1º (rua do coliseu).
Entreguem as assinaturas até 3ª feira às 00h, hora de encerramento da cooperativa
.

O Abaixo-assinado:

Os abaixo-assinados vêm apresentar perante V. Ex.ª Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa a petição com os fundamentos seguintes:



1. O Grémio Lisbonense é uma associação histórica de Lisboa, um local por onde passaram figuras e momentos marcantes da nossa cultura.
2. O Grémio é património de todos e uma instituição de utilidade pública.
3. O Grémio é actualmente um espaço vivo que contribui decisivamente para a vitalidade da baixa pombalina, que não pode ser esvaziada e desertificada.
4. O Grémio é um edifício de reconhecido valor histórico, arquitectónico e cultural.
Neste sentido os abaixo-assinados apelam a V.ª Ex.ª que desenvolva todos os esforços no sentido da preservação do espaço, garantindo a sua abertura à cidade e permitindo a continuidade das actividades culturais, recreativas e de apoio social desenvolvidas actualmente pelo Grémio Lisbonense.

(não se esqueçam que têm que constar neste abaixo assinado o nome, o nº do BI ou Passaporte e a assinatura conforme o respectivo documento)

A todos um MUITO OBRIGADO
Viva o Grémio!