23.1.08

Vigília de solidariedade com os imigrantes marroquinos detidos no CIT do Porto (hoje, 23 de Janeiro, das 18.30 às 22h)

Pela defesa dos direitos humanos.
Não às prisões administrativas.
Pois nenhuma pessoa é ilegal, nem deve estar presa sem culpa formada.


23 DE JANEIRO
Das 18h30 às 22h.

VÍGILIA JUNTO AO CENTRO DE INSTALAÇÃO TEMPORÁRIA DO PORTO.
Unidade Habitacional de Santo António
Rua Barão de Forrester, 186


Pela calada da noite, o Governo começou a expulsar os 23 imigrantes marroquinos que chegaram a Portugal. Do seu país estes imigrantes foram expulsos pela pobreza, no nosso foram recebidos como criminosos, presos num centro de detenção, privados da liberdade para novamente serem expulsos para o país de onde tiveram de sair. Estes imigrantes são vítimas das redes de tráfico e procuram apenas uma vida melhor. Como muitos portugueses procuraram e continuam a procurar noutros países.

Esta expulsão condena os imigrantes à miséria e a arriscar a vida novamente. Devolvê-los às redes de tráfico e de imigração ilegal que estes imigrantes ajudaram a denunciar é uma atitude criminosa do Governo e é uma forma cruel de os tratar, que incentiva estas redes ilegais.

Contra a crueldade da Lei

Pelos Direitos Humanos

Contra as redes clandestinas

Associações que convocam a vigília:
AACILUS, CASA VIVA, GAIA, OLHO VIVO, QUE ALTERNATIVAS, SOLIM, SOS RACISMO, TERRA VIVA!aes



Notícia que circulou ontem, via http://www.esquerda.net/ :

Seis dos 23 imigrantes marroquinos que desembarcaram em Dezembro no Algarve já foram deportados, sem que qualquer anúncio tivesse sido feito, nem mesmo aos advogados que estão a acompanhar o caso. A constatação foi feita pelo deputado José Soeiro ao visitar a Unidade Habitacional de Santo António, onde os cidadãos marroquinos estão detidos. Associações de Imigrantes têm marcada para sábado uma manifestação no Porto contra a detenção dos marroquinos, pedindo que lhes seja atribuída autorização de residência por motivos humanitários.
A visita de José Soeiro encontrou todo o tipo de entraves por parte do SEF, que de início negou a entrada do deputado, alegando que não tinha chegado a autorização do director nacional do SEF, porque o pedido fora feito tarde. Segundo o deputado, o Bloco de Esquerda comunicou ("porque não precisa requerer") segunda-feira ao director nacional do SEF, com conhecimento da directora da Unidade Habitacional, que iria visitar os imigrantes. José Soeiro salientou que os deputados não podem ser impedidos de aceder a instalações do Estado, a menos que sejam invocadas "grandes razões de segurança, o que não é o caso".
Horas depois, porém, a autorização chegou e o deputado pôde visitar os cidadãos marroquinos detidos. Foi logo à entrada que ele constatou, em conversa com os imigrantes, que seis deles já foram deportados, e quatro deverão sê-lo a qualquer momento. O próprio Soeiro informou do sucedido uma advogada que defende alguns dos imigrantes, um dos quais consta da lista de deportados. "Ela não tinha sido informada de nada e ficou revoltada, até porque o SEF não podia executar um acto administrativo sem a avisar, o que não foi feito", relatou Soeiro.
O deputado do Bloco suspeita que os entraves para a sua entrada no local estejam ligadas com o facto de as expulsões terem sido feitas às escondidas. "Não me espantaria que a intenção do SEF fosse expulsar todos antes de sábado, para esvaziar a manifestação."
José Soeiro encontrou os cidadãos marroquinos muito desiludidos. "Disseram-me que lhes deram falsas esperanças, para que é que era preciso detê-los este tempo todo se afinal iriam ser expulsos". Muitos deles têm familiares em Espanha que os aguardavam. O deputado do Bloco relatou que os imigrantes estão muito temerosos do tratamento que vão receber em Marrocos e garantem que, mesmo cientes de que correm risco de vida e que conhecem muitos casos de mortes na tentativa de travessia do estreito, vão voltar a tentá-la. "Não somos criminosos, só queremos trabalhar, era o que diziam o tempo todo", concluiu Soeiro.

22.1.08

Vidas por um Canudo (reportagem da TSF sobre a precariedade)

Vidas por um Canudo é uma grande reportagem de Maria Augusta Casaca com montagem e sonorização de Mésicles Helin.


Uma doutorada em biologia marinha a vender propriedades, uma arquitecta a servir às mesas num café, um licenciado em física em busca da "química" do primeiro emprego. São milhares os jovens que, concluída a formação superior, esbarram na realidade do mercado de trabalho.


Uma doutorada em biologia marinha a vender propriedades, uma arquitecta a servir às mesas num café, um licenciado em física em busca da "química" do primeiro emprego. São milhares os jovens que, concluída a formação superior, esbarram na realidade do mercado de trabalho.

Colocam os sonhos em banho-maria e lançam-se aos anúncios de jornal, enviam currículos, visitam os centros de emprego. A vontade de organizar a vida, sair de casa dos pais, constituir família acaba por falar mais alto e aceitam trabalhos para os quais têm demasiadas qualificações. Estudaram alhos mas são os bugalhos que lhes permitem pagar as contas.


Retirado de:

Documentário sobre Brad Will na Casa do Brasil a 25 de Janeiro às 21:00h


Documentário sobre Brad Will

Sexta-feira, 25 janeiro, às 21h,


na Casa do Brasil
Casa do Brasil: Rua São Pedro de Alcântara, 63 - 1º direito - Lisboa


Informação obtida no blogue


Mais informação:

Actividades do centro de cultura Gonçalves Correia em Aljustrel, no próximo Sábado ( dia 26 de Janeiro)

Em Aljustrel no Club Aljustrelense


Dia 26 de Janeiro (Sábado) pelas 17.00



Conversa

"Partes de uma cidade em Partes. Reflexão sobre a importância do espaço público participado no espaço urbano fragmentado"
por Patricia Colucas



Jantar Vegetariano


Concerto dos:

-My Rules (lisboa)

- Deeds of Sanity (Beja)

organiza: CCA Gonçalves Correia

Reedição do livro O Guardador de Retretes de Pedro Barbosa, um verdadeiro clássico da mui nobre e útil sciência da retretologia


«Poucas têm sido, na verdade, as obras que sacodem as almas e alargam o horizonte dos espíritos lusitanos. O Guardador de Retretes está seguramente entre essas poucas. Porque vem apresentar-nos e falar-nos de textos tradicionais marginais, tradicionalmente marginalizados, ocultados, recalcados pela cultura dominante; porque vem propor uma visão do homem português (ou simplesmente: do homem) que de modo algum coincide com a de nobres livros escritos por nobres sujeitos»
Arnaldo Saraiva





capa da 1ª edição do livro em 1976



A propósito da recente reedição do livro «Guardador de retretes» de Pedro Barbosa, pelas edições Afrontamento, que já é um clássico da tão afamada quanto estranha sciência da Retretologia, transcrevemos com a devida vénia a crónica de Ramiro Teixeira, com o título «Da desconstrução», publicada a 21 de Janeiro de 2008 no suplemento «Das artes e das letras» do jornal «O Primeiro de Janeiro»



Vulgo As Elucubrações Filosóficas em redor de uma nova e risocrónica sciência: A Retretologia, ou, mais vulgo ainda, preciosa recolha de inscrições espalhadas pelas portas e paredes das retretes dos cafés e de outros lugares públicos do género.
Uma recolha e um espólio espantoso sob a forma de ensaio.
Mas que, infelizmente, só carreou para o autor chatices e graves consequências. E de tal monta elas foram que, quando o autor apresentou tese de dissertação à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com um ensaio sobre Pirandelo, teve em desfavor cobrar uma bola preta, para espanto e escândalo da Universidade e do seu apadrinhador, que se havia deslocado da Itália para o efeito.
Foi coisa que fez correr muita tinta, que envolveu o Ministério, mais, dizem, as maçonarias, branca e negra, enfim, um agregado de forças que se serviu do acto para hostilizar parceiros de confraria diferente e com as quais o subscritor da tese nada tinha a ver. Segundo outros, porém, o caso da bola preta esteve directamente relacionado com a temática de O Guardador de Retretes, escrito que um mui digno académico não perdoou ao autor. Não, não estou a cometer nenhuma inconfidência – é só consultar os jornais da época…
Dir-se-á que são coisas da vida! – entendendo-se esta expressão como amostra de pulhices humanas. Se calhar, são! Mas há coisas da vida que eu nunca entendi. Por exemplo, o facto de Pedro Barbosa ter abandonado o curso de Medicina, no antepenúltimo ano, creio, para ingressar no de Letras!
Amor louco pela literatura? Parece que sim. Em particular pelo teatro. E pela poesia. E ainda pelo vocabulário infantil, que estudou e comparou com aspectos de linguagem automática gerada por computador, melhor, da ciberliteratura.
De forma que Pedro Barbosa, hoje licenciado em Letras pela Universidade de Coimbra e doutorado em Ciências da Comunicação (Semiótica) pela Universidade Nova de Lisboa, professor no Instituto Politécnico do Porto e na Universidade Fernando Pessoa, é seguramente um pioneiro de investigação no âmbito da arte gerada por computador e com tais resultados que as suas conclusões são já objecto de estudo em universidades da Itália, Brasil e Estados Unidos!
Mais de trinta anos decorridos sobre a primeira edição, eis que o «Guardador de Retretes» regressa à tona do presente, como quem iça das águas um barco naufragado...
Trata-se de uma metáfora que convém descodificar. Em sua crónica secreta, esta obra teve dezenas ou centenas de exemplares lançados ao rio Douro, mas que o rio devolveu em grande parte, depositando-os nas margens, para desespero de quem às águas os lançou...
Da metáfora passo à parábola do autor, que no Prefácio a dá passada num casarão que um dia:

“...foi assaltado por um magote de ratos empreiteiros: queriam reconstruir o casarão velho e fazer dele um casarão novo. Os ratos velhos, que o habitavam desde tempos imemoriais, conservando-lhe o mofo, refugiaram-se todos no sótão, espavoridos à luz súbita das portadas escandalosamente abertas para o dia. Escondidos, silenciosos, camuflados com as sombras entre as teias de aranha dos velhos forros, quase ninguém dava por eles...
Mas ainda as obras iam no início e já os ratos novos começavam a desentender-se (...) E entretidos com lutas intestinais, puseram-se todos a chiar uns para os outros (...) Entretanto as obras pararam. E os ratos velhos, sorrindo de ronha sabida ante a distracção dos ratos novos, foram descendo do sótão sorrateiramente e, pé ante pé, começaram a fechar de novo cautelosamente as janelas e as portas dos andares de cima, reassenhoreando-se das suas trevas. Quando os ratos novos deram por isso, era já tarde demais: encurralados no rés-do-chão, suspenderam o alarido e puseram-se à escuta, os bigodes murchos e as patinhas ansiosas no ar. Ouviram-se então pela primeira vez, a arranhar o tecto, as garras carcomidas dos ratos velhos que se banqueteavam trancados todos nos andares de cima: as portadas fechadas como dantes, aos pinotes, festejavam de novo a sua secular Solenidade das Trevas...” – após o que o autor indaga: “Fazemo-nos entender?”

Claro que sim! O casarão é a universidade e os ratos velhos são os catedráticos instalados em cima, com o poder suficiente (bola preta) para fecharem o acesso aos ratos novos...
Este livro foi publicado no tempo dos ratos novos (1976), época em que o seu autor, para não destoar, usava não só barbas a preceito, como se subscrevia do seguinte modo:
“Eu, cão vadio, viralatas intelectual e guardador de retretes, tenho a honra de ser, para vos servir (com a gratidão de uma esmola), ASOBRAB ORDEP” – que é o anagrama de Pedro Barbosa.
Logo no primeiro tempo de leitura deste texto se vislumbra a atitude burlesca de parodiar a seriedade do saber ensaístico pela sua aplicação na análise da outra paródia das estrofes, ditirambos, elegias, epístolas, epitáfios e outras liberdades poéticas, a par de máximas e asserções de carácter licencioso, político e social, inscritas nas portas das retretes, quer em Portugal, quer no estrangeiro!
Neste jogo burlesco ao redor de textos marginais, apresentados sob a fórmula de “A Retretelogia e Seus Parâmetros
Oníricolíricológicoscientíficosóficos”, Pedro Barbosa fez obra inédita e singularmente divertida, mas também séria na desconstrução que realiza sobre o saber académico “que só arrisca conhecer aquilo que já é conhecido”.
Nesta perspectiva, Pedro Barbosa não só arriscou trazer a público matéria jamais referenciada, como a dotou de personalidade própria ao exercer sobre ela uma atenção ensaística segundo os cânones académicos... Com isto, digamos que duplicou o carácter burlesco dos textos que apresenta, misturando, porventura, a teoria do prazer do texto (Barthes) com o outro prazer da defecação (“Aqui se caga / O que se aprende”; “Cago, logo existo”), paredes meias com a liberdade em sua mais genuína expressão, só comparável aos primórdios do nosso cancioneiro medieval, à marginalidade das cantigas de escárnio ou maldizer, ricas em heróis truanescos, desaires eróticos, vícios sociais, etc., tudo através de uma linguagem realista hoje considerada obscena (“Quando aqui vieres cagar / Não te esqueças do papel / Não faças do cu tinteiro / Nem dos dedos um pincel”; “ Ou te cagas ou te fodes / Lá dizia o velho Herodes / Mas como Herodes morreu / Quem se fode sou eu”; “Com camisa ou sem camisa / Seja vestido ou nu / O que a gente quer é vir-se / Seja na cona ou no cu”; “A diferença entre Portugal e uma lata de merda é só na lata”; “Cuidado com o cu / caiu um caralho à retrete!”
E por exemplos me quedo nestes... Mas não sem antes reproduzir o texto que se apresenta sob a forma de convite para o lançamento do título, quanto mais não seja porque me evita o registo da Ficha do mesmo:

“As Edições Afrontamento têm o prazer de convidar V.Exa. para o não-lançamento da 4ª edição do livro “O Guardador de Retretes”, de Pedro Barbosa (com posfácio de Manuel Frias Martins).
A sessão terá lugar no dia 30 de Novembro, pelas 21,30 horas, em sítio nenhum. Ninguém fará a apresentação da obra: o livro apresentar-se-á a si mesmo nas livrarias.”



capa da 2ª edição do livro nas edições & etc



Excerto do posfácio de Arnaldo Saraiva à 2º edição do livro O Guardador de Retretes, de Pedro Barbosa, lançada pela editora & etc, 1978 que fomos retirar aqui



ESCREVER / DEFECAR

A “diarreia da verborreia” que atacou tantos intelectuais ou nem isso depois do 25 de Abril não os levou apenas às retretes públicas ou privadas de comícios e de gabinetes: levou-os também às tipografias. Daí uma produção (evacuação) livresca e jornalística incríveis num pequeno país com cerca de 30 % de analfabetos, fora os outros.
E daí também o fedor de boa parte dessa “literatura” em que o arrivismo, o narcisismo, o saudosismo, o abranhismo, o obscurantismo, em vão se escondeu atrás da entoação heróica, da veemência ideológica, da linguagem didáctica, testemunhal ou coloquial. Alguns dos best-sellers de hoje entrarão pelo cano daqui a 3, 4, 5, 6, 7 semanas.
Poucas têm sido, na verdade, as obras que sacodem as almas e alargam o horizonte dos espíritos lusitanos. O Guardador de Retretes está seguramente entre essas poucas. Porque vem apresentar-nos e falar-nos de textos tradicionais marginais, tradicionalmente marginalizados, ocultados, recalcados pela cultura dominante; porque vem propor uma visão do homem português (ou simplesmente: do homem) que de modo algum coincide com a de nobres livros escritos por nobres sujeitos. De repente, a gente pergunta-se como é que tais textos puderam ser ignorados pelos etnógrafos, antropólogos, folcloristas, filósofos, linguistas e críticos portugueses. De repente, a gente vê como e onde se fomentam e se fundamentam belas teorias. Será a Igreja, mesmo a latina, mais frequentada do que a latrina? Será o escritório mais útil do que o cagatório? Será o palacete concebível sem a retrete?
Os textos recolhidos (alguns forjados, decerto) e “comentados” (ironicamente) em O Guardador de Retretes são exactamente textos de retretes, geralmente portuguesas, e até Portoguesas, mas também espanholas, francesas, inglesas e italianas.
O que os caracteriza é antes de mais isso mesmo: o serem textos necessariamente produzidos mas destinados a serem consumidos num lugar próprio (que alguns dirão impróprio – impropriamente). Isso os aproximará de outros textos existentes em espaços fechados (tabernas, corredores, túneis, salas), que, manuscritos ou não, levam o “autor” a evitar toda a (auto)censura, e exigem maior intimidade e proximidade do leitor do que os textos existentes em lugares abertos (graffiti, reclames, anúncios).
Em segundo lugar, trata-se de textos breves, redutíveis a formas ou fórmulas usadas na comunicação rápida, didáctica, simples e surpreendente: provérbios, aforismos, máximas, quadras, anedotas, piadas, adivinhas.
Em terceiro lugar, trata-se de textos sobre suportes especiais, que por isso mesmo exigem uma escrita e uma leitura invulgares: paredes, portas, cimento, madeira, azulejos, etc.; o modo de escrita aproxima-se por vezes da inscrição ou da incisão, o suporte está disposto verticalmente, os olhos estão como regra ao nível do texto ou são obrigados a “levantar-se”.
Em quarto lugar, trata-se de textos que tendem para o funcionamento bidimensional: como linguagem e como imagem. Textos-graffiti, mas não só: o desenho, sobretudo o icónico ou o indicial, complementa a mensagem verbal, por vezes reduzida ao mínimo.
Em quinto lugar, trata-se de textos anónimos ou colectivos; o que interessa não é o anonimato real (ou a assinatura heteronímica, por prudência ou por paródia), mas o anonimato conferido pelo leitor, que recebe o texto como subcorrente da doxa ou como anti-doxa, texto de um que é muitos, talvez até ele próprio, ou de muitos que são representados por um. O mesmo fenómeno se passa com os slogans e com os provérbios, que até podem ter autores individualizáveis.
Em sexto lugar, trata-se de textos abertos, in progress, que se sabe(m) provisórios incessantemente criticados, rasurados, refeitos, actualizados, acrescentados, amputados, apagados: as portas ou as paredes são verdadeiros palimpsestos. Ou são verdadeiros átomos de um Iivro-mosaico, infinito.
Em sétimo lugar, trata-se de textos nitidamente integráveis no “sermo humilis”, tão bem definido num estudo de Auerbach, que mostrou como ele se pôs na Idade Média ao serviço da luta antifeudal: temas “baixos”, personagens “pobres”, estruturas frouxas, grafias inseguras, “plebeísmos”, coloquialismos, aproximam tais textos de uma velha literatura culta e carnavalesca hoje mais divulgada, mas durante séculos e séculos clandestina: a de cómicos romanos, trovadores satíricos (de escárnio e maldizer), Rabelais, Bocage, etc.
Em oitavo lugar, trata-se de textos que privilegiam certos temas ou certos campos semânticos: o fescenino e o libertino, o político-social, o escatológico e, curiosamente, o literário ou metaliterário. Qualquer deles deu já origem a pequenas obras-primas, que passam ou deviam passar pelos textos clássicos no género.
Vejamos alguns exemplos, numa estrutura típica, a da quadra:

a)
Com camisa ou sem camisa
Seja vestido ou nu
O que a gente quer é vir-se
Seja na cona ou no cu

b)
Entre um pato e Salazar
Há uma diferença bruta
O pato é filho da pata
Salazar é filho da puta

c)
A cagar fiz um cigarro
A cagar o acendi
A cagar fumei-o todo
A fumar caguei pra ti

d)
És o poeta da merda
E de merda foste feito
Escolhe outra profissão
Que pra rimas não tens jeito

Por estes exemplos, que até nem são dos mais violentos ao nível da poética ou da psicossociologia, se vê que uma outra característica deve ser apontada a esses textos: a de provocarem o cómico, ou de se valerem dos ingredientes estilístico-semânticos que o produzem, e que não devem ser dissociados da situação em que se dão a ler (que, como já foi sugerido, pode não ser aquela em que eles foram criados, ou a única em que existem).
Estabeleceu-se assim uma relação entre defecar / rir, que apela necessariamente para outra: corpo / espírito. Mas essa relação, simultaneamente grotesca e trágica, não é a única que a literatura das retretes estabelece de uma forma tensa. Haverá que falar sobretudo, já que de literatura tratamos, da relação entre escrever / defecar. Em tão poucos textos nos aparece o cagatório como escritório, e o acto de expulsar as fezes identificado com o da expulsão das palavras. Actos de libertação, de catarse, de esvaziamento, eles implicam no entanto uma operação suja e fedorenta. A retrete (a escrita) transforma-se assim no lugar do convívio entre duas oposições que reciprocamente se suportam, se ironizam e se anulam. A escrita da merda confunde-se com a merda da escrita. O que disso resulta é a consciência maior do humano sem privilégios, logo a vitória sobre o tabu sócio-económico disfarçado em tabu estético ou em tabu moral.
Mas, abolindo o tabu, esta literatura representa uma verdadeira luta não só contra a censura, as censuras políticas, mas contra todas as censuras e contra todos os infantilismos político-sociais, e não só sexuais, sejam aqueles que não vêem o corpo, sejam aqueles que só vêem o corpo.
O Guardador de Retretes tem o mérito de não só coligir textos marginalizados mas também de ironicamente os justificar e os contrapor a toda uma literatura “nobre” que não ironiza menos – a começar logo pelo título parodiado do mestre Alberto Caeiro. Pedro Barbosa, ao contrário do vulgar turista, substituiu o museu pela retrete. Criou assim a desordem de que há abundantes imagens figuradas no seu livro, que é pena não se valha da fotografia e não tenha recolhido textos retretológicos em versões femininas.
Pedro Barbosa vem, assim, inesperadamente, alargar o honzonte do sentido português, e repetir de uma forma tão clara e portuguesa o que já Adorno deixou dito na sua Estética: que até hoje nada na humanidade foi verdadeiramente nobre.
… Ou que tudo é nobre: inclusive defecar. Inclusive escrever, e ler, na retrete.»

[in Arnaldo Saraiva (Porto, 1976), posfácio a Pedro Barbosa, O Guardador de Retretes: Lisboa, 2.ª ed., & etc, 1978]

Solidariedade com o povo da Palestina (debate e filme no Museu República e Resistência, dia 25 de Jan às 21h.)


Crise humanitária em Gaza
(cartoon de Latuff)





Apresentação pública dos objectivos do Comité de Solidariedade com a Palestina na Biblioteca- Museu República e Resistência ( 25 de Janeiro às 21h.)


Debate com Randa Nabulsi, delegada geral da Palestina em Portugal

Filme O Muro de Ferro, de Mohammed Alatar

Biblioteca-Museu República e Resistência, Espaço Cidade Universitária
Rua Alberto Sousa 10 A, Lisboa
(Metro Entrecampos ou Cidade Universitária)

O «Comité» está aberto a qualquer pessoa que defenda o fim da ocupação israelita na Palestina e que esteja solidária com a luta dos palestinos contra a colonização e a repressão de que são alvo, como definido na sua declaração de princípios.


Endereço:
CSP, Campo Pequeno 50 – 2.º Esq., 1000-082 Lisboa

Semana europeia de prevenção do cancro do colo do útero

Isto é consigo:

Posso prevenir o cancro do colo do útero. Vacine-se e informe-se!


Consultar:
http://www.passaapalavra.com/


O cancro do colo do útero é causado pelo papilomavírus humano e representa a segunda causa de morte por cancro na Europa em mulheres entre os 15 e 44 anos.

Em Portugal morre uma mulher por dia devido ao cancro do colo do útero e são diagnosticados por ano cerca de 950 novos casos.

Podemos fazer muito mais para prevenir este cancro.

Descubra o que pode fazer mais para prevenir o cancro do colo do útero
http://www.passaapalavra.com/

Proteja-se. Proteja as suas filhas.

Informe-se. Consulte o seu médico. E depois, passe a palavra.


O que é o cancro do colo do útero?
Ao contrário de muitos outros cancros, o cancro do colo do útero é causado por um vírus.


Papilomavírus Humano é um vírus frequente?
O Papilomavírus Humano é muito frequente, facilmente transmissível e pode passar totalmente despercebido a qualquer leigo. O Papilomavírus Humano afecta tanto as mulheres como os homens, e a maioria de nós tem contacto com este vírus pelo menos uma vez na vida. Qualquer pessoa que tenha tido alguma forma de contacto genital com um portador de Papilomavírus genital pode estar infectada. Isto significa que não é necessário ter relações sexuais para haver infecção1. Um único parceiro com Papilomavírus é suficiente para se ser infectada.

Ficou demonstrado que a maioria das pessoas contrai o Papilomavírus Humano na adolescência

21.1.08

Governo alemão pede boicote ao uso de telemóveis 'Nokia' ,

Quando é que o governo português fará o mesmo perante as deslocalizações das multinacionais instaladas em Portugal?


O Governo alemão e vários líderes políticos declararam "guerra" à Nokia, um dos maiores fabricantes de telemóveis do mundo. Em causa está a decisão da Nokia de deslocar para leste a fábrica de Bochum, no Oeste da Alemanha, onde trabalham 2300 pessoas.

Jürgen Rüttgers, presidente da região, pede explicações à Nokia: "É inconcebível receber 60 milhões de euros de subsídios regionais e 28 milhões das autoridades federais, em termos de ajuda à pesquisa e depois, mal acaba o prazo legal, dizer obrigado, vamos embora." O banco estatal da Renânia do Norte-Vestefália estuda a hipótese de pedir, em tribunal, a devolução dos 60 milhões de euros pagos em subsídios à Nokia.

A contestação já levou mesmo a alguns governantes a pedirem o boicote à Nokia. "Celulares da Nokia não entrarão mais em minha casa", afirma o presidente do Partido Social-Democrata, Kurt BeckBeck, citado pela imprensa alemã.

O ministro de Consumo, Agricultura e Pesca, Horst Seehofer, também anunciou que mudará o seu telemóvel em solidariedade com os trabalhadores de Bochum. Seehofer confirmou ainda que o seu ministério estuda a possibilidade de substituir todos os telefones oficiais. O ministro das Finanças, o social-democrata Peer Steinbrück, qualificou de "capitalismo de caravana" a decisão da empresa finlandesa.

As críticas fazem sentir-se nas ruas de Bochum. Diz um homem: "Se a Nokia vai agora para a Roménia e para a Hungria, ficam também com os subsídios comunitários que são pagos lá. É o cúmulo!"

Quanto aos subsídios comunitários que a Nokia recebeu, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, já disse que não vê qualquer irregularidade. No entanto, o Governo alemão vai pedir a Bruxelas para investigar o caso.
Noticia retirada dos jornais

Entrevista ao poeta António Pedro Ribeiro: A surrealizar por aí...

retirada do Jornal A Voz da Póvoa

António Pedro Ribeiro nasceu no Porto em Maio de 68. Vive em Vilar do Pinheiro. É Licenciado em Sociologia. Com Rui Soares, publicou o livro de poesia, “Gritos. Murmúrios” (Grémio Lusíada, 1988), seguiu-se “à mesa do homem só”, (Silêncio da Gaveta, 2001); sexo noitadas e rock n’roll, (Edição de Autor, 2004); Declaração de Amor ao Primeiro Ministro, (Objecto Cardíaco, 2006); Sallon, (Edições Mortas, 2007) e recentemente, Um poeta a Mijar, (Corpos Editora, 2007).

Voz da Póvoa – Um Poeta a Mijar, continua a fazer declarações de amor ao primeiro ministro?

António Pedro Ribeiro – O surrealismo e o dadá continuam presentes e até a linha Beatnick. O poeta a mijar é no fundo um poeta que observa, está no mundo mas está deslocado do mundo de uma forma muito critica. Por um lado está a mijar e está-se a cagar, mas por outro está preocupado com um mundo que é feito de economicismos, materialismos e de castrações. O poeta coloca-se um pouco à margem, na posição de um certo voyeur, mas é aí que observa.

V.P. – Este livro continua a assumir o lado crítico na linha dos anteriores?

A.P.R. – O livro, Declaração de Amor ao Primeiro Ministro, tinha mais poder e era mais directo, mas penso que este é mais abrangente, porque vai buscar coisas que não estavam nos outros livros. Não sendo tão directamente politizado, acaba por ser mais critico porque vai buscar a fundo o que está mal na sociedade e até o amor continua presente, talvez menos por uma mulher como no Sallon, já o lado místico, como lúcifer, deus, o céu, continua muito presente.

V.P. – Nos livros aparecem sempre poemas que hibernavam nas gavetas?

A.P.R. – A escrita tem destas coisas, por vezes passo por certos períodos de espera e de silêncio e depois há outros em que escrevo bastante. Há também poemas que vão esperando por um livro que os acolha, mas nem sempre é assim, por vezes ficam esquecidos ou perdidos num qualquer sítio e depois por obra do acaso vão sendo recuperados à luz do dia que são os livros por onde passam a morar.

V.P. – O poeta volta a ser candidato, desta vez à Câmara do Porto...

A.P.R. – É uma forma de bombardear o sistema, é puro terrorismo poético. Não há qualquer inocência nesta candidatura, nem a intenção é provocar por provocar, é o tal lado surrealista que exige uma postura radical, que se tem mantido na minha escrita e que é coerente com a minha pratica. Depois a velha ganga marxista já não se aplica à sociedade de hoje, é preciso procurar outros caminhos, como o sentido de humor por exemplo.

V.P. – Pensa que este é um momento em que se exige uma viragem na sociedade?

A.P.R. – Já fui comunista, marxista-leninista e só marxista. Agora já não tenho a propor um modelo de sociedade, tenho é a certeza que este modelo não serve e portanto devo tentar ridiculariza-lo ao máximo. Neste momento estou afastado dos partidos e não acredito neles nem nos seus projectos. Não tenho uma solução para o problema, mas sei que isto não serve e o que posso fazer é escrever sobre isto e dizer que nada disto vai ao encontro da felicidade do homem.

V.P. – O poeta era capaz de escrever um livro em oposição a tudo o que escreveu?

A.P.R. – Se fizesse uma selecção de poemas de amor que nunca publiquei, alguns mesmo antigos, era capaz de ser diferente, não completamente porque o amor acaba por estar sempre presente em todos os meus livros. Este fala muito do palco, ou tudo o que se vive enquanto lá está, o declamador de poesia, o cantor ou o performer. Um palco onde Jim Morrison ou Ian Curtis eram feiticeiros que conseguiam transportar o publico para outra dimensão, é esta a minha homenagem.

A vida e o orçamento de uma família operária

O aumento do salário mínimo em 5,7%, acima da inflação esperada para este ano de 2008, parecia ser uma boa notícia para Maria G., mas depois de feitas as contas, rapidamente chegou à conclusão que esse aumento apenas lhe dará mais de 77 cêntimos mensais.

«O aumento do salário mínimo em 23 euros, é o maior de sempre», afirmou o primeiro-ministro José Sócrates, mas para a família de Maria, operária da indústria gráfica, que passará a ganhar 426 euros por mês, ele será praticamente absorvido pelas actualizações previstas para os preços dos bens e serviços.

A família vive no Pinhal Novo e o marido de Maria trabalha na zona de Loures, pelo que, «com os horários que tem e com a falta de ligações tem de utilizar o automóvel».

É necessário um apertar de cinto constante para fazer face às despesas mensais de uma família de quatro pessoas, onde os únicos «luxos» são o dinheiro gasto com a internet, um bem já indispensável para a educação dos filhos.

Apesar das dificuldades diárias, Maria G. não abdica da educação dos filhos, o mais novo a frequentar o 6º anos e o mais velho a frequentar o 9º anos de escolaridade. «Para que não fiquem como nós e tenham um futuro melhor», afirma. É por essa razão e face ao apertado orçamento familiar, sem grandes margem para extras, que a operária teve de recorrer à mãe em Setembro para conseguir comprar os livros escolares.

O marido trabalha na construção civil, em Lisboa e tem um ordenado de 600 euros, dos quais gasta quase 200 em combustível e portagens.

Os gastos mensais desta família passam este ano para 985,23 euros face a um rendimento global de 1026 euros.

Texto retirado do Diário de Notícias de 21 de Dezembro de 2008

20.1.08

Gesto cívico contra a demolição do mercado do Bolhão ( concentração em frente à Câmara do Porto, dia 21 de Jan. às 20.30)


Participe e apareça na segunda-feira, dia 21 de Janeiro às 20.30 em frente à Câmara Municipal do Porto para exercer o seu direito de indignação face à demolição de um edifício simbólico como é o Mercado do Bolhão.

Nessa noite irá ocorrer na Assembleia Municipal da Câmara Porto, aprovação do projecto de demolição do Mercado do Bolhão!

21 de JANEIRO (2ªfeira) , ÀS 20.30 EM FRENTE À CÂMARA

http://www.manifestobolhao.blogspot.com/


Convoca:
Movimento Estudantil Contra a Demolição do Bolhão



Nós,a Comunidade estudantil, não podemos deixar de manifestar, publicamente a nossa total discordância e solicitar às Entidades e Organismos de Tutela, que impeçam esse "acto de puro mercantilismo" que pode ser a Demolição do Mercado do Bolhão.


Contactar Daniela Teixeira - tel. 918545021 para mais informações e esclarecimentos

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Grupo de arquitectos e estudantes contra projecto aprovado pela Câmara (notícia RTP)


Um grupo de estudantes de arquitectura e arquitectos do Porto está contra o projecto aprovado pela Câmara do Porto para reconversão do mercado do Bolhão, que consideram revelar "um desrespeito absoluto pelo património histórico e cultural" da cidade.

No manifesto hoje divulgado, cujo primeiro subscritor é o arquitecto Joaquim Massena, o grupo considera que o actual projecto de reconversão vai "desactivar um dos mais emblemáticos símbolos do comércio tradicional da cidade (...) para dar lugar a mais um centro comercial".


O grupo lamenta que o projecto preveja a demolição de todo o interior do edifício, deixando apenas a fachada, preenchendo o interior com placas de betão até à cobertura.


Os subscritores do manifesto defendem que qualquer reconversão daquele espaço deve manter o seu interior aberto, assim como as suas características compositiva e funcional, permanecendo o seu terraço interior como mercado de bens alimentares perecíveis.


Querem ainda que a galeria no piso superior se mantenha aberta para o terraço e exigem a manutenção da estrutura da cobertura em madeira de Riga.


Joaquim Massena, mestre em Restauro e Reabilitação do património, foi o autor do projecto de reabilitação do mercado do Bolhão aprovado em 1998 pela Câmara do Porto, então presidida por Fernando Gomes, e pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).


Este projecto foi abandonado pela Câmara de Rui Rio, que lançou novo concurso público para a reconversão do edifício.


O consórcio vencedor prevê, segundo o projecto divulgado pela TramCrone, que o edifício mantenha manter a traça original exterior, assim como a partilha da área comercial tradicional com novas lojas, cerca de metade das quais de cultura, lazer e restauração.


O projecto prevê dois pisos subterrâneos para cargas e descargas e estacionamento, com capacidade para 216 automóveis, e um piso intermédio entre os dois actuais pisos comerciais.
A restauração e o comércio tradicional vão ficar instalados no segundo piso, com entrada pela Rua Fernandes Tomás, a céu aberto, mas com cobertura amovível para os dias de maior invernia, enquanto os pisos zero e um, ambos cobertos, vão receber lojas-âncora e de conveniência.


Nos torreões do edifício vão ser criadas pequenas habitações complementares ou serviços compatíveis, designadamente para utilização pelos comerciantes.


A Câmara do Porto vai ceder o edifício em direito de superfície por 50 anos, recebendo um milhão de euros no momento da emissão da licença de construção e uma percentagem dos resultados de exploração a partir do décimo ano.


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Transcrevemos a seguir o documento elaborado e enviado pelo Arquitecto Joaquim Massena, a 13 de Maio de 2007, para a Unesco, Assembleia Municipal do Porto, Ordem dos Arquitectos, alertando para a Demolição Tipológica do Mercado do Bolhão.

"Excelência,

O Coordenador e Autor do Projecto de Execução para a Reabilitação do Mercado do Bolhão, aprovado pela Câmara em Outubro de 1998, vêm recordar que este é um imóvel de Interesse Público, como tal não pode ser “demolido, alienado, expropriado, restaurado ou transformado sem expressa autorização do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico.

Num acto de cidadania manifesta com veemência, junto dos Órgãos de Soberania, o Horror que irá ser cometido na Cidade do Porto com a demolição tipológica do Mercado do Bolhão, um dos maiores símbolos e modelos da Terciarização e Comercialização, ainda patentes na nossa Cidade.

Porque a última Notícia pública, conhecida e não contestada pelos Órgãos Municipais, é a transmitida pelo Jornal de Notícias do passado dia 09/05/2007, onde refere que o Mercado do Bolhão será concessionado por um período de 50 anos e os dois concorrentes, apontam as seguintes opções programáticas:

• “O Grupo Amorim - transformando o Bolhão num centro comercial, com mercado tradicional no piso inferior, 41 milhões de euros”;

• “O Grupo TCN, TramCroNe - com o objectivo de juntar as valências de centro comercial e de habitação ao mercado tradicional, situado no piso superior, cujo valor é de 38,5 milhões de euros”.

Há um claro desrespeito, caso se observe a referida destruição tipológica, pelo Património Arquitectónico Edificado e o que ele representa na estrutura Cultural, Social e Económica da Cidade do Porto.

E, mais ainda, quando existe um Projecto Aprovado desde Outubro de 1998 por todas as Entidades, internas e externas à Câmara Municipal, Avaliado por um dos maiores Arquitectos Internacionais “Álvaro Siza Vieira” (conforme acta anexa) e submetido na Universidade de Alcalá Henares, em Madrid, aquando de Estudos Superiores sobre a Reabilitação do Património Natural e Edificado, desenvolvidos segundo o Autor e Coordenador deste Projecto e desta Exposição.

Considera, pela legitimidade que lhe é conferida através;

• Da Avaliação do Arquitecto Álvaro Siza Vieira;

• Dos Estudos Superiores na Universidade de Alcalá de Henares;

• Da elaboração do Projecto de Execução para a Reabilitação do Mercado do Bolhão, Aprovado em Outubro de 1998, cujo valor é de12,5 milhões de euros;

Propor:

A urgente implementação do Projecto de Execução Aprovado pela Câmara Municipal do Porto em 1998, para o manter vivo e reforçar o tecido Humano e Empresarial, na sua estrutura compositiva e de Jurisdição Municipal, legando aos Vindouros um dos maiores símbolos da Cidade, alegórico da Terciarização da Cidade Sec. XIX, sem comprometer o Bem Público nos próximos 50 anos.

Neste sentido requer a V.Ex.a, invocando todos os Diplomas Legais, Nacionais e Internacionais de Defesa e Salvaguarda do Património, que seja diligenciado o embargue da Concessão por 50 anos e todos os procedimentos que afectem o Património Humano e a composição funcional e estrutural do Mercado do Bolhão.

Pede DeferimentoPorto, 13 de Maio de 2007

O Coordenador Geral do Projecto de Reabilitação do Mercado do Bolhão e Autor do Projecto de Arquitectura

JOAQUIM ORLANDO FONSECA MASSENA,
arquitecto (Mestre em Reabilitação e Recuperação do Património, Reg. na Universidade de Alcalá, sob o nº 6641, a 10/Set/1997)Membro da OAP 3782/SRN


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LER:
Entrevista ao arquitecto Joaquim Massena no Jornal de Notícias

CONSULTAR:
Projecto do Arq. Joaquim Massena para a recuperação do Bolhão que foi aprovado pela Câmara em 1998: HTTP://WWW.JOAQUIMMASSENA.COM/

Estafeta contra a precariedade


A Interjovem, estrutura dos jovens trabalhadores da CGTP-IN, vai realizar uma Estafeta Contra a Precariedade – Lutar para Garantir a Estabilidade que teve início a 16 de Janeiro e prolongar-se-á até 15 de Fevereiro, onde entregará no Congresso da CGTP-IN, que se inicia nesse dia, o resultado desta iniciativa.

Esta iniciativa insere-se no seguimento do Ano de Combate à Precariedade no Emprego e tem como objectivo central o combate à precariedade no emprego por via da denúncia das situações de precariedade (contratos a termo certo e incerto, trabalho temporário, falsos recibos verdes, trabalho ilegal e clandestino) e a divulgação das reivindicações da CGTP-IN e também, preparar a mobilização para a Manifestação Nacional de Jovens trabalhadores que se vai realizar no dia 28 de Março de 2008.

A Estafeta teve o seu início no distrito de Braga no passado dia 16 de Janeiro, e prolonga-se até ao dia 15 de Fevereiro, sendo o percurso definido o seguinte:

DIA e LOCAL


17 Janeiro/08 - Vila Real
18 Janeiro/08 - Bragança
21 Janeiro/08 - Viana do Castelo e Guarda
22 Janeiro/08 - Porto e Viseu
23 Janeiro/08 - Aveiro
25 Janeiro/08 - Lisboa
28 Janeiro/08 - Coimbra
29 Janeiro/08 - Leiria
01 Fevereiro/08 - Castelo Branco
06 Fevereiro/08 - Faro e Portalegre
07 Fevereiro/08 - Évora
08 Fevereiro/08 - Beja
12 Fevereiro/08 - Setúbal
13 Fevereiro/08 - Lisboa


NÃO SOMOS DESCARTÁVEIS





Pela defesa do direito à negociação colectiva - dia de luta dos trabalhadores (24 de Janeiro)


24 de Janeiro - dia nacional de luta pela defesa do direito à negociação colectiva


Concentrações em frente às associações patronais ( durante a manhã do dia 24 de Janeiro) e em frente da sede da CIP, confederaºao patronal, e do edifício do Ministério do Trabalho ( durante a tarde do dia 24 de Janeiro)

Alastra a revolta popular contra o encerramento dos serviços públicos de saúde e a política de saúde do governo xuxialista de só-cretinos

Centenas de pessoas na Anadia estiveram ontem em vigília de protesto contra o encerramento dos serviços públicos de saúde. Os manifestantes exigiram a demissão do ministro da saúde.


Centenas de pessoas reuniram-se ontem à noite frente ao Hospital de Anadia e exigiram a demissão do ministro da Saúde, numa vigília de protesto pelo encerramento das urgências e pela morte do bebé que faleceu sexta-feira dentro de uma ambulância.

Segundo a GNR local, o protesto reuniu cerca de 200 pessoas, um número muito abaixo do indicado pelo Movimento de Utentes pela Saúde, organizador da vigília, que fala numa adesão superior a duas mil pessoas.

“Ministro vai para a rua, a luta continua” foi uma das palavras de ordem gritadas na concentração, que teve início cerca das 20h00 junto à Câmara Municipal, tendo seguido depois até ao Hospital da cidade.

“As pessoas estão muito revoltadas com o sucedido e os ânimos estão exaltados. Para as pessoas, o principal culpado é o ministro [Correia de Campos] e a política do Governo a nível da Saúde”, disse à Lusa José Paixão, do Movimento de Utentes pela Saúde, que tem promovido vários protestos contra o encerramento das urgências na cidade.

Durante o protesto, elementos da GNR e da organização da vigília tiveram de agir para impedir que alguns manifestantes mais agitados atingissem uma ambulância do INEM, mas não se registaram quaisquer incidentes.

Os populares colocaram flores, cartazes e lenços brancos frente ao Hospital, no local onde morreu o bebé de dois meses.

O bebé faleceu sexta-feira vítima de paragem cardio-respiratória, tendo sido assistido no acesso ao Hospital por uma ambulância de Suporte Básico de Vida (SBV) e por uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), onde foi transportado para o Hospital Pediátrico de Coimbra.


Entretanto, em entrevista à estação de rádio, Antena 1, o deputado do Partido Xuxialista , Manuel Alegre, afirmou que não se reconhece no actual Governo xuxialista de Só-cretinos e crítica sobretudo a política de Saúde em curso. O militante xuxialista afirma que as pessoas sentem-se abandonadas, já que a Esquerda moderna está a desmantelar o Estado social em vez de o reforçar.



SAÚDE: UM BEM SEM PREÇO


Amanhã vai ser lançada uma campanha com o lema «Saúde: um bem sem preço”, estando a primeira iniciativa marcada para as 13h30 em frente do Hospital Amadora-Sintra

19.1.08

Contra o Estatuto da Carreira Docente imposto pelo Ministério da Educação! Por um outro Estatuto que dignifique e valorize a profissão.

Vigília na 5 de Outubro ( em LIsboa) junto das instalações do Ministério da Educação:
Docentes contra o "ECD do ME", defendem um Estatuto que dignifique e valorize a profissão


A Vígilia de 18 de Janeiro, culminando a Semana de Luto e Luta dos educadores e professores portugueses contra o "ECD do ME" (publicado há um ano), além de ter aprovado a resolução que publicamos já de seguida, registou intervenções de representantes de organizações que integram a Plataforma sindical.

Intervindo em nome da FENPROF, Mário Nogueira sublinhou que "na Plataforma, espaço de unidade, há consenso para continuarmos a dar força à unidade que os professores terão de manter para combaterem, com eficácia, este estatuto e a política que o sustenta".

Um ano depois de ter sido publicado o "Estatuto do ME", aumentou o desemprego, "os professores estão sufocados por uma carga horária de trabalho muitas vezes burocrático" e "o grau de insatisfação nas escolas aumentou depois da divisão artificial dos professores em duas categorias hierarquizadas", observou o secretário-geral da FENPROF.

RESOLUÇÃO:
Em 19 de Janeiro de 2008 perfaz um ano que foi publicado o actual estatuto da carreira docente.
Apesar de ainda não se aplicar em pleno, por se aguardarem algumas regulamentações e a aplicação de outras, o primeiro ano de vigência do ECD teve particulares repercussões nos seguintes aspectos:

- Divisão dos docentes em duas categorias hierarquizadas com o objectivo de garantir que, após a retoma da contagem de tempo de serviço, milhares e milhares de docentes estariam impedidos de progredir na carreira. O processo de divisão gerou profundas injustiças e está na origem de muitos conflitos que, entretanto, se instalaram nas escolas;

- Aumento brutal da carga horária dos docentes, obrigados a permanecer nas escolas muito para além do que o seu horário prevê (devido ao aumento do horário lectivo, à perversão da componente não lectiva de estabelecimento, ao número de horas que, em muitas escolas, esta prevê, à quantidade e duração de reuniões, às tarefas burocráticas impostas...). Esta situação retira disponibilidade e condições aos docentes para que desenvolvam, adequadamente, a sua componente individual de trabalho, com consequências negativas na sua actividade lectiva que deveria ser valorizada;

- Aumento do desemprego docente, com milhares de contratados a não obterem colocação em 2007/2008, devido à aplicação das novas regras estatutárias, designadamente as relativas a horários e condições de exercício da profissão.

De entre as matérias que dependem de regulamentação, destacam-se, pelas consequências negativas que se prevêem, as relativas à formação contínua e à avaliação do desempenho.
Quanto à formação contínua, as novas regras levarão a que esta, apesar de obrigatória e prevista no horário docente (componente não lectiva), seja remetida para períodos pós-laborais agravando, ainda mais, a carga horária dos professores e as suas condições de trabalho.

Já a avaliação do desempenho - por assentar em processos burocratizados, contrários à natureza da profissão docente, ofensivos dos princípios formativos que a deveriam configurar e estar essencialmente orientada para constranger a progressão na carreira docente - terá um impacto negativo cujas consequências se repercutirão, não só no desempenho dos docentes, como no funcionamento e organização das escolas.

Conscientes da necessidade de lutar contra o actual estatuto e de o alterar profundamente, os professores e educadores presentes na Vigília realizada junto às instalações do Ministério da Educação, em 18 de Janeiro de 2008, promovida pelas organizações sindicais de docentes, reafirmam:

- o seu profundo desacordo em relação ao estatuto da carreira docente imposto pelo Ministério da Educação e pelo Governo;

- a necessidade de serem urgentemente corrigidas todas as situações injustas, irregulares e ilegais que foram criadas pela aplicação deste estatuto;

- a sua inteira disponibilidade para, em unidade, continuarem a lutar contra o actual estatuto da carreira docente e pela sua substituição por outro que dignifique, valorize, considere e respeite os profissionais docentes.

Lisboa, 19 de Janeiro de 2008

Resolução aprovada por unanimidade e aclamação

100 000 autocolantes de luto

Quando, em 19 de Janeiro de 2007, foi publicado o Decreto-Lei n.º 15/2007, que contém o actual ECD, as organizações que se constituíram em Plataforma Sindical dos Docentes declararam a data como "Dia Nacional de Luto dos Professores e Educadores Portugueses". No momento em que se completaou o primeiro ano sobre a publicação daquele estatuto da carreira docente, as organizações sindicais desenvolveram várias iniciativas entre os dias 14 e 18 de Janeiro, culminando com a Vigília realizada entre as 16 e as 24 horas de sexta-feira, 18 de Janeiro.

A afixação nessa semana de 10.000 cartazes - em todos os estabelecimentos de Educação Pré-Escolar e Ensinos Básico e Secundário - de luto relacionados com a publicação do ECD do ME e a distribuição de cerca de 100.000 autocolantes de luto, aos docentes de todas as escolas portuguesas, foram duas das acções organizadas pela Plataforma.

Outra iniciativa foi a afixação, em todo o País, de pendões negros, neles constando a seguinte frase: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - MAIS DE 1.000 DIAS A ATACAR A ESCOLA PÚBLICA. Estes pendões foram colocados junto às escolas e em outros locais em que seja grande a afluência diária de pessoas. Alguns municípios mais "zelosos", como o de Guimarãs e o do Entroncamento, retiraram alguns dos pendões, não conseguindo, mesmo assim, anular o impacto desta acção de protesto e de divulgação da luta dos educadopres e professores junto da opinião pública.

A Semana de Luta incluiu ainda uma exposição subordinada ao tema "A Ministra vista pelos Professores". Com esta exposição pretende-se tornar pública a opinião dos professores e educadores em relação à actual ministra, e à sua equipa, que tem sido muito bem expressada em inúmeros cartazes, banda desenhada, cartoons, poemas - materiais que, na maior parte dos casos, têm circulado por correio electrónico. A exposição foi inaugurada no local da Vigília, na 5 de Outubro, antes das intervenções dos dirigentes sindicais. Posteriormente, percorrerá as diversas regiões do País.

O cantor Toni da Costa animou esta jornada, com canções bem conhecidas de todos.

"As organizações sindicais de professores e educadores pretendem deixar claro que não desistem da luta contra este estatuto da carreira docente e por um ECD que, efectivamente, valorize e dignifique a profissão e os profissionais docentes", sublinha a Plataforma Sindical dos Professores.


Retirado de:

18.1.08

O Fórum Social Mundial de 2008 será descentralizado para permitir a mobilização local

No Fórum Social Mundial de Nairobi de 2007 foi decidido realizar o Fórum Social Mundial seguinte de forma descentralizada e multipolar durante a última semana do presente mês de Janeiro . Para esse efeito foram realizados inúmeros encontros e reuniões nos últimos tempos para a preparação e organização de múltiplas iniciativas e acções a decorrer ao longo da última semana deste mês.

A ideia é permitir uma sensibilização local antes da realização do Fórum Social Mundial de 2009 que já está marcado para ter lugar em Belém, no Brasil.

O ponto alto será o dia da acção global que acontecerá a 26 de Janeiro com manifestações e acções um pouco por todo o mundo, nomeadamente no Brasil, na Índia, etc, a fim de reivindicar alternativas às políticas neo-liberais.

O dia 26 de Janeiro de 2008 será um entrelaçado de histórias de resistência ao modo de vida, modelo económico e formas de opressão dominantes hoje no mundo e também de idéias melhores para um mundo emconstrução. São histórias a serem contadas entre lugares distantes entre si.


No dia 22 de Janeiro estão previstas várias conferências de imprensa com difusão global a dar conta da mobilização social em curso nos múltiplos locais espalhados por todo o planeta:

Durban, South Africa
- Atlanta, USA
- Zurich, Switzerland
- Mumbai, India
- Rome, Italy
- Brussels, Belgium
- Sao Paulo, Brazil
- Rio De Janeiro, Brazil
- Erbil, Iraq (por confirmar))
- Seoul, Korea



Mais info:
www.wfs2008.net


Listagem de acções a serem realizadas em todo o mundo:


Espanha:


EM PORTUGAL:

Em Portugal estão previstas até agora a realização de acções em Penafiel e em Setúbal.


Fórum Social Mundial - Penafiel

http://fsm-penafiel.blogspot.com/



Um conjunto de pessoas e organizações tem reunido para preparar o Dia de Acção Global em Penafiel. Definindo como eixo temático a Pobreza/Globalização, que será desenvolvido por diferentes actores da região, e culminará no dia 26 de Janeiro, tal como no resto do Mundo, com uma diversidade de acções que se apresentam solidárias com milhares de mulheres e homens de todas as idades, organizações, redes, movimentos e sindicatos de todas as partes do planeta, aldeias e regiões, zonas rurais e centros urbanos, povos, culturas e crenças, unidos pela firme convicção que OUTRO MUNDO É POSSÍVEL.

Espaço de cidadania plural e diversificado o Fórum Social não pretende limitar-se a cumprir o papel marginal de consciência contestária das questões regionais e planetárias, afirmando-se antes por ser um projecto de esperança na certeza de que OUTRO MUNDO É POSSÍVEL . Em oposição à globalização do capital propomos a globalização do bem estar, um mundo de paz, solidário, sem fome nem pobreza, com um ambiente equilibrado e saudável que, estamos convictos, é possível e há-de acontecer.

Participemos na sua construção.


PROGRAMA

De 10 a 30 de Janeiro – Exposição de Pintura de Sofia Guimarães no Museu de Arte Sacra

13 de Janeiro (Domingo), às 21:30h, BAR EP na Rua do Paço
Noite de poesia e música com Micaela, Gil e Fernando Soares

15 de Janeiro (Terça-Feira), Biblioteca Municipal de Penafiel
Leitura de Contos para alunos da Escola Básica n.1 de Penafiel

18 de Janeiro (Sexta-feira), 21:30h, BAR do LAGO no Jardim do Sameiro
Noite de poesia e música com Ana Ribeiro, Ana Afonso, Micaela Barbosa e Afonso Leal, com acompanhamento musical de José Ramalho

19 de Janeiro (Sábado), 16:00h, CAFÉ SOCIEDADE na Praça Municipal
Tertúlia sobre a Pobreza com Pd. Mário Oliveira, Zeferino Lopes, Pe. Crespo, Alice Teixeira, Isabel Saro e Cristiano Ribeiro

26 de Janeiro – Dia de mobilização e acção global
10:00h - Jogo de treino de hóquei em patins no Pavilhão Desportivo de Santiago das escolinhas de iniciados.
10:30h – Marcha pela Paz, no Parque da Cidade
A partir das 14:30 e durante toda a tarde – Actuação de grupos de animação pelas ruas centrais da cidade de Penafiel celebrando o dia de Acção Global.
14:30h – Conferência “Educar para a diversidade”, na sede da delegação de Penafiel do Sindicato dos Professores do Norte, com Henrique Mani e Sandra Gaspar, profs e investigadores da Escola Superior de Educação do Porto.
14:30h – Exposições/Debate/Música no Café Cantinho, Largo da Ajuda
- Exposição de trabalhos dos alunos da Escola Básica 1 de Penafiel sobre o tema “Solidariedade”;
- Exposição de trabalhos dos alunos da Escola Secundária 1 de Penafiel sobre o tema “Direitos Humanos”;
- Debate sobre “Os Direitos Humanos” com a presença de um membro da Amnistia Internacional
- Actuação do Grupo de Cavaquinhos de Alpendurada
- Actuação do Grupo JARMUSICA de Novelas
- Canto e dança por alunas da ES1 de Penafiel
15:30h – O “Ioga e a Paz”, no “Health Club” do Edifício Penafiel, Av. José Júlio, com o Prof. Gonçalo Correia
17:00h – Convívio musical na Sala 2 do “Cinemas de Penafiel”, na Av. José Júlio
19:30h – Jantar de convívio no Café Faria, Av. José Júlio
Marcação : 935980401
21:00 h – Projecção de vídeo sobre o “Fórum Social Mundial”, produzido pela Novelartecine, no “Cinemas de Penafiel”, Av. José Júlio
21:30h – DEBATE “A GLOBALIZAÇÃO E A POBREZA”, na sala 2 do “Cinemas de Penafiel”, Av. José Júlio, com os seguintes oradores : Padre Jardim Moreira, Ana Gomes, João Teixeira Lopes, Manuel Carvalho da Silva (não confirmado), Paulo Esperança e Boaventura de Sousa Santos (não confirmado).




Semana de Acção Global - Plataforma em Setúbal


23/1 - Ambiente
10h - Recolha de lixo ( ponto de encontro na Academia Problemática e Obscura, na R. Deputado Henrique Cardos, à Fonte Nova)
14h- execução de peça com o lixo recolhido, na Praça de Bocage
21.30h- Projecção de documentários, na Associação José Afonso, na Rua de Damão (Praça do Brasil).

24/1 - Pobreza, exclusão e desperdício
20h- Jantar de sopa respigada, seguido de documentário "A Respigadora" e exposição "Lixo do Luxo do Lucro", no Espaço Lança – Neocirka, sito na Estrada da Graça, perto da antiga fábrica Vasco da Gama.

25/1 - Guerra
14h- – Acção cénica, sobre a ligação entre o petróleo e a guerra, na Praça de Bocage.
21:30 h- projecção do documentário "A caminho de Guantánamo", seguido de debate, no Teatro de Bolso-TAS

26/1 – Dia de Mobilização e Acção Global
14h– Concentração na Praça de Bocage, com bancas, música e animações.
21:30 h- projecção de documentários e filmes de produçãp local, seguidoade debate sobre formas de intervenção, na Academia Problemática e Obscura, Rua deputado Henrique Cardoso n. os 30-34 ( à Fonte Nova).

Outro mundo é possível

Procurando responder à convocatória lançada pelo Fórum Social Mundial, pretendemos, em conjunto e com a maior abrangência possível da sociedade civil sadina, ser parceiros de um movimento – plataforma, com vista a efectuar, ao longo dos dias 23, 24 e 25, algumas acções, culminando, no próximo dia 26 de Janeiro de 2008, com o "Dia de Mobilização e Acção Global". Uma jornada de reflexão sobre os caminhos que têm vindo a ser trilhados pela globalização neo-liberal e seus efeitos na sociedade em geral e, em Setúbal, em particular.
Como todos sabemos, este esforço reúne o contributo de milhões de mulheres e homens, organizações, redes, movimentos, sindicatos de todo o mundo, independentemente das idades, povos, culturas e crenças, unidos pela convicção que a globalização económica, desprovida de humanidade, é exclusiva e criminosa.
Unem todas estas organizações o comum desejo de se manifestarem, liminarmente, contra a pobreza, contra a fome, contra os desastres ambientais, contra a exploração, contra a exclusão, contra a negação dos direitos humanos e contra a guerra, porquanto são portadoras de sofrimento, pobreza, ingerência, destabilização física e psicológica, bem como a morte.

Plataforma social de Setúbal:
- Associação dos Bombeiros Voluntários de Setúbal

- Associação de Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado

- Associação José Afonso

- Bloco de Esquerda (núcleo de Setúbal)

- Café Experimental – Comércio Justo

- Cáritas Diocesana de Setúbal
- Clube de Campismo de Setúbal

- Espaço Lança – Neocirka

- Juventude Socialista
- Lebres do Sado

- Precários Inflexíveis

- Prima Folia – Cooperativa Cultural, CRL

- Reciclarte

- SOS Racismo

- TAS

- Teatro Estúdio Fonte Nova

- Tribunal do Iraque
Informação: aqui

17.1.08

Até que enfim! 27 processos contra a RTP por causa de falsos recibos verdes! Agora é só seguir este exemplo para acabar com esta nódoa social

Os cinco produtores e a assistentes de programas com quem a RTP/Porto trabalha a recibo verde entregaram no Tribunal de Comércio de Gaia acções judiciais com vista à sua integração nos quadros da empresa.

Em declarações à agência Lusa, o advogado dos queixosos, Luís Samagaio explicou que, na ausência de uma resposta por parte da administração da RTP – que tinha até terça-feira para impedir este desfecho – os processos seguiram, conforme o previsto. De acordo com o advogado, o gabinete de apoio ao novo conselho de administração da RTP contactou-o na sexta-feira solicitando um prazo suplementar relativamente à entrega destes processos junto das instâncias judiciais, inicialmente marcado para segunda-feira. Segundo o advogado, a nova administração pediu este tempo adicional para se “inteirar” da situação dos trabalhadores.

Estas acções somam-se às 22 que estão já a decorrer no tribunal respeitantes a operadores de imagem, áudio, mistura de imagem, controlo e iluminação. Os queixosos exigem “integração nos quadros e o pagamento retroactivo dos valores correspondentes aos subsídios de Natal e de férias a que entendem ter direito desde que começaram a prestar serviço para a RTP”, explicou o advogado.

Entretanto, na “audiência de partes” de conciliação marcada segunda-feira para um grupo de 10 dos 22 técnicos cujos processos já “correm” no tribunal de Gaia, a RTP solicitou que o processo fosse suspenso por 30 dias para que a nova administração se possa inteirar da situação dos trabalhadores. Os outros 11 já passaram por esta fase, encontrando-se a aguardar julgamento, sendo que um deles está já marcado para 1 de Abril, explicou.

Segundo Luís Samagaio, serão cerca de 50 a 60 trabalhadores que a RTP/Porto mantém nesta situação, nunca tendo aceite a hipótese de diálogo, tendente à integração nos quadros dos trabalhadores. Inclusivamente, referiu, “estranhamente”, a RTP/Porto abriu em Dezembro um concurso externo para a contratação de 15 vagas para técnicos “a tempo inteiro”, às quais os trabalhadores “a recibo verde” concorrerem e até agora sem qualquer resposta”. “Parece-me inacreditável que a RTP queira contratar fora aquilo que tem dentro e não aproveita”, frisou.


Noticia retirada daqui

Workshop de Clown Army em Lisboa ( 20 de Janeiro, a partir das 14h.) no centro social da Mouraria


Inscrevam-se o mais rapidamente possível, pois há limite de
participantes!

Olaré-i-i!

Meninos e meninas, senhoras e senhores, o Exército está aí e aqui é mesmo uma brincadeira. Oferecemos treino em pilotar aviões com o poder da mente, conduzir tanques que atiram flores e usar armas de gargalhada maciça.

Aprenderão a defender a vossa Pátria: o Mundo inteiro, e com enormes sorrisos na cara avançarão sem medo contra todas as formas de opressão.

Juntos batalharemos pela libertação de todos os sorrisos escondidos, todos os abraços aprisionados e todas as gargalhadas abafadas. Como se isto tudo não bastasse oferecemos ainda, por cada iniciativa, uma remuneração bastante acima da média: uma enorme dose de alegria.

Somos Clandestinos e por isso temos de andar disfarçados com os nossos uniformes militares super coloridos, com narizes e muitas vezes com a cara pintada.

Somos Insurgentes: não nos calamos, não paramos de gritar, nem de correr, nem de pular até o Mundo estar um pouco mais feliz.

E somos Rebeldes porque nos levantamos contra toda a opressão, começando no nossopróprio Exército. Aqui ninguém dá ordens, ninguém manda, a não ser no seu nariz.

Somos o CIRCA – Clandestino Insurgente e Rebelde “Clown Army”!

Junta-te a nós. Inscreve-te no Workshop!


WORKSHOP
20 de Janeiro, a partir das 14h
Centro Social da Mouraria (Lisboa)

INSCRIÇÕES:
clownarmylisboa@riseup.net

Solta o palhaço clandestino, insurgente e rebelde que há em ti.



O Centro Social da Mouraria encontra-se situado no Grupo Desportivo da Mouraria, que por sua vez está integrado no bairro da Mouraria.


Centro Social de Mouraria
Travessa de Nazaré 21, 2º - Lisboa
Metro: Martim Moniz

Mais infos sobre o CIRCA:
www.clownarmy.org

16.1.08

A rebeldia anestesiada ou o abuso de psicofármacos nas crianças e jovens

Histórias de Uma Rebeldia Anestesiada

Nota prévia: consideramos do maior interesse esta temática sobretudo quando se pretende denunciar uma galopante tendência de controle social da rebeldia natural das crianças e dos jovens e a sua crescente «domesticação» e «imbecilização» pelos mais diversos poderes fácticos


Debate aberto a profissionais da saúde, pais e educadores


HUMANISTAS DENUNCIAM ABUSO DE PSICOFÁRMACOS EM CRIANÇAS E JOVENS


No próximo sábado, dia 19 de Janeiro, às 16h, o Movimento Humanista promove um debate sobre a crescente prescrição de psicofármacos a crianças e jovens, sob o título de “Histórias de uma rebeldia anestesiada”.


Este debate terá lugar no Clube Literário do Porto e contará com a participação da pedopsiquiatra Zulmira Correia, da psicóloga Vânia Martins e do porta-voz do Novo Humanismo em Portugal, Luís Filipe Guerra.


O objectivo é promover a reflexão sobre o aumento de diagnósticos de hiperactividade e défice de atenção em crianças e adolescentes, bem como sobre os perigos implicados na crescente prescrição de psicofármacos a esta população para responder a estas dificuldades.


Este evento marca também o arranque de uma campanha de denúncia e esclarecimento sobre as múltiplas formas de violência exercidas actualmente sobre os jovens, e que culminará a 2 de Outubro, Dia Mundial da Não-Violência.


O Clube Literário do Porto situa-se na R. Nova da Alfândega, número 22, nesta cidade.


Mais informações:
Carla Romualdo -
carla.romualdo@gmail.com




Informação e cartaz retirado de:
http://culturanoporto.canalblog.com/

Exposição de Graça Morais, pintora de Vila Flor, do Nordeste transmontano


A exposição «Graça Morais na Colecção da Fundação Paço d’Arcos» abriu no dia 12 de Janeiro e estará patente até 30 de Abril na Galeria do Palácio, instalada na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.
A mostra, que engloba mais de 120 trabalhos – incluindo pintura, desenho e azulejo – abrange as diversas fases da obra da artista (de 1982 a 2007), um dos nomes mais proeminentes da pintura portuguesa


http://gracamorais.blogspot.com/

GRAÇA MORAIS: RETRATO DE MULHER


Nasceu em Vieiro, freguesia de Freixial, concelho de Vila Flor, em 17.3.1948. Diplomou-se em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto e fez a sua primeira exposição em 1971 (colectiva) e em 1974 a primeira individual. Ajudou a fundar o Grupo Puzzle.


Em 1975 era tida como pintora neo-figurativa, situando a sua temática entre as memórias da aldeia onde nasceu, as pessoas e os artistas plásticos. A sua pintura sofreu a influência de várias correntes de pensamento, nomeadamente por Chagall e Francis Bacon. Foi a partir de 1976 que esteve em Paris e de lá trouxe a fineza artística que desde aí não mais largou, fazendo dela um percurso invejável. É inegavelmente uma estrela de primeira grandeza no firmamento nacional. Radicou-se em Lisboa, depois de ter começado a sua vida profissional por Guimarães, como professora do Ensino Secundário.

Rente à terra, os corpos. Curvados, agachados, agarrados ao chão. Nele se fundem, inteiros. O seu peso toma-se linha de horizonte.
Os rostos também são de terra. Lavrados em espessos sulcos à feição do tempo. São rostos de mulheres, afilados e macios pássaros que, insistentemente, nos olham, do sacrário da sua pintura. E, entre eles, ou em todos eles, acharemos os traços do auto-retrato da pintora. É que Graça Morais, 48 anos, expõe-se nas linhas que desenha.


O gesto é-lhe sereno e o modo simples. Uma certa timidez acaba por tolher-lhe as palavras. Esconde as mãos, talvez para evitar o nervosismo que lhe dá cabo das unhas. E porque é no silêncio mais imperturbável que se pode escutar o que nela se convulsiona. Sem dúvida, uma pulsão de terra.


Foi em Paris, onde esteve como bolseira da Fundação Guibenkian, entre 1976 e 1978, que sentiu a necessidade de retratar figuras de mulheres. As que povoaram a sua infância transmontana - «Se calhar, foi para matar saudades», afirma Graça, «mas acho que foi depois de ter visto ‘A Árvore dos Tamancos’, que me deu urna enorme vontade de voltar ao mundo rural.»


Assim fez. Em 1981, voltaria, com a filha Joana - actualmente a estudar cinema em Londres - à aldeia natal. Lá ficou dois anos. O que procurava nesse regresso? Não o consegue explicar. «Precisava» - afirma simplesmente. «Não conseguia estar noutro sítio. De vez em quando, precisamos de ter um encontro forte connosco. E esse encontro tem de ser feito em lugares muito autênticos, onde estamos entregues a nós próprios e podemos ir ao fundo das questões. Porque não podemos enganarmo-nos.»


Desse encontro «forte» consigo, com as suas raízes e com o mundo, renasceu a sua pintura. Foi o regresso ao «ventre». Da terra. «É uma sorte ter-se uma terra. E eu tenho-a» - diz ela.

retirado de:
http://www.bragancanet.pt/filustres/gracamorais.html

Ver ainda:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gra%C3%A7a_Morais

Em funcionamento o blogue da BOESG - Biblioteca dos Operários e Empregados da Sociedade Geral

A BOESG (Biblioteca dos Operários e Empregados da Sociedade Geral) já tem um Blogue onde podem ter acesso a toda informação sobre as actividades da biblioteca!




Próxima actividade na BOESG:
- Oficina de Somaterapia - Domingo, 20 de Janeiro13h


com João da Mata, escritor, somaterapeuta, psicólogo, mestre em Filosofia e doutorando em SociologiaEconómica/UTL.




É necessário efectuar inscriçãoInscrições:

João da Mata


Tm.: 916759883




15.1.08

O maestro israelita Daniel Barenboim tornou-se cidadão palestiniano num gesto em prol da paz


O famoso pianista israelita que sempre apelou ao fim da ocupação da Palestina e foi fundador, com Edward Said, da West Eastern Divan Orchestra, composta de jovens músicos árabes, palestinianos e israelitas, acabou de adoptar a nacionalidade palestiniana.

Daniel Barenboim, pianista e chefe de orquestra israelita de fama mundial, adoptou a nacionalidade palestiniana e declarou pensar que a sua rara e nova qualidade poderia ser um exemplo para a paz entre os dois povos.

«É uma grande honra ter recebido um passaporte», disse ele no domingo passado, depois de um recital de piano em Ramallah, a cidade da Cisjordânia onde ele durante alguns anos promoveu os contactos entre jovens músicos árabes e israelitas.

«Aceitei, também porque acredito que os destinos do povo israelita e do povo palestiniano estão inextricavelmente ligados» disse Barenboim. «Sejamos nós abençoados ou malditos, temos de viver uns com os outros. E eu prefiro a primeira (proposta)».
«O facto de um cidadão israelita poder receber um passaporte palestiniano mostra que isso é realmente possível», continuou.
O antigo ministro palestiniano da Informação, Mustafa Barghouti, que ajudou a organizar o concerto de domingo, disse que o passaporte tinha recebido a aprovação do governo anterior, ao qual tinha pertencido e que foi substituído em Junho.
Questionado sobre as declarações de George W. Bush na semana passada aquando da sua visita à região, dizendo que uma paz poderia ser celebrada este ano, Barenboim avisou contra o perigo de criar demasiadas esperanças, acresecentando : «Actualmente, até as pessoas obtusas dizem que a ocupação deve parar», disse Barenboim.

Consultar:
http://palestinavence.blogs.sapo.pt/

Daniel Barenboim (Buenos Aires, 15 de Novembro de 1942) é um pianista e maestro de ascendência judaica, nascido na Argentina e com a nacionalidade israelita, que acabou de adquirir agora o passaporte e a nacionalidade palestiniana.
Consagrou-se como pianista mas é tornou-se conhecido como maestro, ocupação esta pela qual é mundialmente famoso. Em 1999, em colaboração com seu amigo Edward Said, intelectual estadunidense de origem palestina, fundou a orquestra West-East Divan, baseada na iniciativa de reunir jovens músicos árabes e israelenses para a realização de concertos e de diálogos culturais entre as duas partes. Pela realização desse trabalho, recebeu, juntamente com Said, o Prêmio Príncipe das Astúrias em 2002. No ano de 2001, criou uma grande polémica ao reger uma obra do compositor alemão Richard Wagner, que era anti-semita, em Israel.
Barenboim já dirigiu a Orchestre de Paris e é o actual diretor musical da Orquesta Sinfónica de Chicago e da Ópera Estatal de Berlim. Já foi laureado com diversos péêmios e méritos, como o Prêmio Wolf e o Grammy



http://www.danielbarenboim.com/


Chopin Waltz Op.64 No.1 "Minute Waltz", Daniel Barenboim