16.7.07

O frango global: um livro sobre a produção industrial de aves


«Pode acontecer que, enquanto se come peito de frango em Colónia, alguém está comendo a cabeça do mesmo frango em Hong Kong e a coxa em Acra (Gana).»


Entrevista com Francisco Mari , um dos autores do livro «O frango global» (Das Globale Huhn, ed. Brandes & Apsel, 2007), que fomos buscar à Deutsche Welle


Com baixo teor de gordura e livre de tabus religiosos, a produção industrial de aves é o sector de carnes que mais cresce mundialmente. Carne magra do peito para europeus e norte-americanos, pés e cabeça para asiáticos, coxas para latino-americanos, entranhas para africanos.


O que é o "frango global"?

Mari: O "frango global" é o pioneiro da globalização na agropecuária. É líder no comércio de carnes. Em nenhum lugar a concentração internacional e a interdependência das empresas de agronegócios são tão grandes como na produção de aves. Em nenhum outro ramo da agropecuária a produção é tão globalmente homogénea como aqui.

Os frangos consumidos no Rio, Xangai ou Berlim provêm, em sua maioria, das mesmas matrizes originárias das poucas granjas de criação espalhadas pelo mundo. Mundialmente, existem somente algumas poucas raças que estão à disposição da produção industrial.

As partes dos frangos, produzidos e abatidos mundialmente com as mesmas estruturas industriais, são vendidas para Ásia, América do Sul e Europa, conforme o gosto do consumidor. Pode acontecer que, enquanto se come peito de frango em Colónia, alguém está comendo a cabeça do mesmo frango em Hong Kong e a coxa em Acra (Gana).

Qual é a peculiaridade do frango como exemplo de globalização?

Não existe até agora nenhum outro produto agropecuário, cujas etapas (criação, produção, processamento e comercialização) sigam, mundialmente, as mesmas regras. O "frango global" mostra a unilateralidade da agropecuária do futuro, pois as especificações de raças, tamanho de gaiolas em bateria, tempo de criação, aplicação de medicamentos, abate e preços são os mesmos em todo o mundo.

O sucesso do "frango global" explica-se também porque satisfaz os mais diferentes hábitos alimentares: carne magra de frango para as européias adeptas da dieta, pés de frangos tostados em Xangai ou uma boa coxa em um churrasco no Rio de Janeiro.

Dos cinco pintos no quintal de uma camponesa de Mali aos cinco milhões de uma fábrica de produção em massa na China, todos fazem parte do comércio globalizado de carne de frango e todos são afectados por epidemias. O surgimento mundial da gripe aviária afecta a todos.

Existe uma correlação entre epidemias, como a gripe aviária, e a globalização?

Sim, claramente. O comércio mundial de ovos para chocagem e de matrizes vivas para criação representam 5% de todas as taxas de frete aéreo. Este comércio global de produtos aviários é ideal para a propagação de epidemias. Milhões de toneladas de fezes de frango são jogadas no mar para produção de peixes. Aves migratórias comem estes peixes. Com grande probabilidade, esta é a origem da disseminação da gripe aviária na Ásia.

As fábricas de frangos com os seus milhões de aves são responsáveis por mutações perigosas como o vírus H5N1. As aves dos quintais de pessoas pobres não sofrem mutação tão facilmente. É o "frango global" que primeiro espalhou estes vírus perigosos por todo o mundo, tornando-os cada vez mais perigosos.

Quem são os perdedores e ganhadores do "frango global"?

Os que ganham são, com certeza, as grandes firmas de abate e as grandes empresas agropecuárias, e, naturalmente, a indústria de criação, de onde saem todos os pintos, e as fábricas de ração.

Os perdedores são os frangos locais. Principalmente os pobres camponeses dos países do Hemisfério Sul que vendiam seus animais normalmente vivos. São sobretudo milhões de mulheres asiáticas e africanas, que começaram a sua produção com algumas centenas de pintos.

Produzido em grandes gaiolas em bateria, o frango industrial é vendido em partes e, devido à aplicação tecnológica, é muito mais barato que os produzidos pelos pequenos camponeses. Cada vez mais a indústria obriga os camponeses a assumir este tipo de técnica, onde o excedente é comercializado entre os pobres.

Perdedor também é o consumidor que é obrigado a consumir um produto sem gosto, mas fácil de preparar e condimentado, geralmente, quimicamente. Perdedor também é o meio ambiente: no Brasil, florestas são devastadas para a plantação de soja, na Ásia, fezes de frango poluem esgotos e mares.

O Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de frango. Como é a relação entre a grande indústria e os pequenos avicultores?

Em apenas cinco anos, o Brasil duplicou sua produção avícola. A indústria levou milhares de camponeses a fazerem empréstimos e investirem na produção de aves. Para isto, indústrias fecharam contratos com os camponeses, obrigando-os a comprar pintos, ração e medicamentos da sua fabricação e a entregar-lhes os frangos a preços por ela estipulados. Assim funciona a produção agrícola em quase todo o mundo.

Os riscos de criação ficam por conta dos pequenos avicultores. Empresas de abate como a Sadia ou a Frangosul, no Sul do Brasil, cuidam do que vai acontecer depois. No Brasil, no entanto, tais empresas de abate fazem contratos injustos com preços fixos para os avicultores. Devido aos empréstimos adquiridos, nada mais resta a estes do que aceitar o preço imposto. Para baixar o preço, as empresas exigem um número cada vez maior de gaiolas, o que provoca cada vez mais dívidas.

Famílias inteiras trabalham na criação de frangos, não tendo mais tempo para a lavoura. Se, por medo da gripe aviária, por exemplo, os seus frangos não mais forem vendidos, os camponeses estão arruinados. Tudo isso é consequência da globalização. Há poucas semanas, presenciei em Santa Catarina uma barricada de pequenos avicultores que queriam chamar a atenção para sua situação desesperadora, exigindo contratos mais firmes com a indústria e créditos mais baratos do Estado.

Como os países mais pobres e os pequenos camponeses podem ser ajudados e por que escreveu O Frango Global?

Eu trabalho para o Serviço das Igrejas Evangélicas [de confissão luterana] na Alemanha para o Desenvolvimento (EED). Ajudamos muitas camponesas, na África, a construírem cooperativas de produção de frangos que não sobreviveram à concorrência das exportações de frango congelado da Europa, Brasil ou Estados Unidos.

Damos dinheiro e crédito para a execução de pequenos projetos e, ao mesmo tempo, os dizimamos através da exportação de nossos excedentes aos africanos. Tais países não podem proteger-se, porque as regras da Organização Mundial de Comércio os proíbem de aumentar a alíquota de importação de tais produtos.

Nós exigimos que existam mecanismos de proteção para os países mais pobres contra este comércio injusto com mercadorias subvencionadas ou excedentes da União Européia. É necessário que os governos de tais países apoiem os pequenos camponeses. Como vivenciei há pouco, o governo brasileiro tem um bom programa de apoio a pequenos avicultores. Cantinas públicas só são subvencionadas se comprarem produtos destes avicultores.

Isto também deveria ser permitido aos países africanos, onde 70% da população ainda vive da agropecuária e ela é tudo o que têm para sobreviver. Criar uma consciência de que estas pequenas estruturas camponesas têm que ser mantidas, mas que são ameaçadas pelo agronegócio é a meta de O Frango Global.

Fonte:
www.dw-world.de/dw/article/0,2144,2681702,00.html

Sumário da edição portuguesa do mês de Julho do Le Monde Diplomatique





ÍNDICE DE ARTIGOS

EDITORIAL

● «Kosovo» (editorial de Ignacio Ramonet)

DOSSIÊ: A União Europeia na Encruzilhada – Limites e Possibilidades do Projecto Europeu

● «Neoliberalismo e crise do projecto europeu» (João Rodrigues e Ricardo Paes Mamede)

● «Por uma Europa federal e democrática» (Pedro Nuno Santos)

● «A “Europa dos cidadãos” tem medo dos cidadãos da Europa» (António Figueira)

LISBOA

● «Lisboa: de capital acanhada a metrópole assanhada» (Duda Guennes)

ESCUDO ANTIMÍSSIL

● «A obsessão antimíssil dos Estados Unidos» (Olivier Zajec)

SUICÍDIOS E CANCROS PROFISSIONAIS

● «Morte e violência no trabalho» (Annie Thébaud-Mony)

● «Finalmente indemnizados» (A. T.-M.)

● «Deslocalização dos riscos» (A. T.-M.)

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS FRANCESAS

● «As ilusões perdidas da “esquerda de esquerda”» (Frédéric Lebaron)

PALESTINA

● «Como o mundo enterrou a Palestina» (Alain Gresh)

GEÓRGIA

● «O coqueteil explosivo dos “revolucionários” na Geórgia» (Vicken Cheterian)

● «Escalada militar no Cáucaso» (V. CH.)

ESTRATÉGIAS ISLAMITAS

● «A Al-Qaeda contra os talibãs» (Syed Saleem Shahzad)

● «Os xiitas: o novo inimigo» (A. G.)

● O takfirismo: uma ideologia messiânica (S. S. SH.)

GUERRA DO IRAQUE

● «Onde andam os pacifistas americanos?» (Alexander Cockburn)

CONFORMISMO

● «Individualismo de massas na Califórnia» (Christian Ghasarian)

POVOS INDÍGENAS

● «Viagem pela Venezuela índia» (Maurice Lemoine e Alexis Lemoine)

VIDEOJOGOS

● «Videojogos: guerras ao alcance de todos» (Tony Fortin)

EM DEBATE: Património

● «Deverão ser restituídos os despojos das expedições coloniais?» (Bernard Müller)

LEITURAS

● «A África para além dos preconceitos» (Augusta Conchiglia)

ESCRITOS DO MÊS

> John Kenneth Galbraith, Anatomia do Poder (recensão crítica de Edalina Sanchez);

> Fernando Correia e Carla Baptista, Jornalistas: do Ofício à Profissão (recensão crítica de Rogério Santos);

> Raimundo Narciso, Álvaro Cunhal e a Dissidência da Terceira Via (recensão crítica de Ivan Nunes);

> Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal - Tomo I (1935-1947) (recensão crítica de João Madeira);

> Lígia Amâncio, Manuela Tavares, Teresa Joaquim e Teresa Sousa de Almeida, O Longo Caminho das Mulheres – Feminismos 80 anos depois (recensão crítica de Inês Brasão).

15.7.07

Tom de Festa no ACERT em Tondela (18 a 21 de Julho)




Nas instalações do ACERT em Tondela ( distrito de Viseu) realiza-se nesta semana mais um Tom de Festa com vários concertos, vídeos, intervenções artísticas de rua, gastronomia regional, e sessões de música.


Um ocasião a não perder e uma oportunidade mais para visitar Tondela. Vão por nós!


O Programa das festas é o que se segue:

18 de Julho

SAM THE KID ( Portugal)


A história começa com um jovem lisboeta, Samuel Mira, que ouve no tema “93 ‘Til Infinity”, dos Souls of Mischief (1993), ecos do seu próprio futuro no mundo da música. O pontapé de saída deu-se com um conjunto de gravações, em formato cassete, minidisc e CD, ou mesmo com recurso à câmara de vídeo. Sam tentava então apanhar uma onda hertziana – o programa radiofónico “Repto”, de José Marinho – capaz de levar a bom porto as músicas que trazia na bagagem.

O álbum de estreia, “Entre(tanto)”, lançado como edição de autor em 1999, e com a participação de Xeg, NBC, Sanryse, Bomberjeck e Shaheen, teve uma produção caseira. Seguiu-se “Sobre(tudo)”, em 2002, onde intervieram DJ Cruzfader, GQ, NBC, Beto, Filhos de um Deus Menor e Regula, num projecto que encontrou grande aceitação.

Mas seria “Beats Vol. 1 – Amor”, inspirado na história vivida pelos seus pais, a torná-lo o alvo de todas as atenções numa época que, marcada pela emergência de nomes como os de Bullet, Chullage, Micro e Valete, se revelou decisiva para o hip-hop nacional. Gravado em casa com base num vasto arquivo de samples recolhidos em discos, vídeos, telenovelas e chamadas telefónicas, o trabalho não se cingiu, porém, àquele género musical, desbravando caminhos que despertaram o interesse de públicos mais heterogéneos.

Depois destas provas de talento, a recém criada Loop: Recordings, de Rui Miguel Abreu, propôs a Sam the Kid um contrato discográfico – o toque que faltava a um itinerário recheado de colaborações com outras formações, de colectâneas e de músicas para cinema. O seu mais recente CD, “Pratica(mente)”, apresentado em Dezembro de 2006, foi unanimemente considerado o melhor do ano pela crítica e pelos seus pares, constituindo o corolário de uma carreira em fulgurante ascensão



UXU KALHUS (Portugal)

Surpreendem com chotiças, círculos, corridinhos e mazurcas, entre outras viagens no limiar da pureza acústica e da potência eléctrica, com influências Afro-Jazz-Rock-Ska. De baile em baile (e, desde o ano 2000, já se contam quase duas centenas), Uxu Kalhus foram ensinando ao país a arte das danças tradicionais. Nestas festas, local onde cada participante descobre o seu espaço de realização no seio das mais variadas correntes criativas, introduzem o toque inovador da bateria, dos baixos jazzísticos e das guitarras. No álbum de estreia, “A Revolta dos Badalos” (edição de autor/Megamúsica), esta filosofia desdobra-se em composições originais (como valsas e marchas) e arranjos radicais de temas que até hoje não haviam saído do domínio folclórico (por exemplo, o malhão e o regadinho). A regra de ouro é romper, sem preconceitos nem limitações, os limites do convencional, privilegiando a energia e a improvisação em detrimento da música planeada e quadrada.

A pista abre com “Nova Babilónia”, onde ritmos árabes ondulam junto de sonoridades africanas, brasileiras e portuguesas, abolindo fronteiras continentais pelo fio condutor das canções. Quem quiser dar um pezinho de dança ao som de uma saborosa oferta musical, terá apenas de escutar “Erva Cidreira” e as faixas seguintes, nas quais confluem guitarras thrash-metal, drum’n’bass, funk, hip-hop, maracatú ou samba, com temperos medievais e barrocos.

E depois há também os sinais de uma portugalidade omnipresente, através de um fado no “Regadinho”, das marcas do ranascimento luso em “Maria de Ceição”, do imaginário algarvio na belíssima “Sariquitê” e das palavras de Camões em “Faca e Alguidar”. Ou não fosse a música lusa, à qual Uxu Kalhus se dedicam de forma plena, a única capaz de fazer “vibrar (…) a corda da identidade cultural”, activando uma “sensação estranha, quase mítica, mas de uma força e paixão avassaladora”.

Talvez assim se perceba o resultado explosivo dos concertos, palcos de revelação desta hiper-orgânica fusão de estilos, melodias e instrumentos, que está tão perto e tão longe dos ranchos folclóricos. Deste modo, o projecto só se completa ao vivo, em directo e a (muitas) cores, como as actuações em inúmeros eventos (Andanças, Entrudanças, edição de 2000 do Festival de Gennetines, em França, entre outros) têm demonstrado. E para que, nos espectáculos, o público se sinta ainda mais próximo dos artistas, estes não guardam os segredos para si: para além de promoverem oficinas de dança, de instrumentos e de música, incluíram no CD uma faixa multimédia que ensina as coreografias de grupo. Uma experiência ímpar no panorama nacional e internacional


19 de Julho


DOBREK BISTRO (Áustria)


Foi uma história de amor ao primeiro tom. O acordeonista polaco Krzysztof Dobrek e o violinista russo Aliosha Biz conheceram-se por acaso nos ensaios para o “Fiddler on the Roof”, no teatro de Viena. Refinaram a sua extraordinária parceria no Burgtheater Ensemble, acompanhando Maria Bill, e depois no Acoustic Drive Orchestra, até que conceberam a formação Dobrek Bistro, que passou a contar com o percussionista Luis Ribeiro e o contrabaixista Sascha Lackner. A palavra russa “bystro”, que significa “rápido”, encaixava plenamente nos espectáculos acelerados e virtuosos do grupo, bem como na elegância melancólica da “musette parisiense” tão admirada por Dobrek, compositor de todos os temas. E para este cozinheiro-chefe, a receita é simples: “A nossa salsa ouve-se como a música cigana, o Tango Vienense e o jazz judaico, além de que a “musette” possui um toque russo. Mais: podemos acrescentar que as sonoridades regionais se ouvem como um mundo vasto, que não nega as suas raízes culturais no Dobrek Bistro: Richard Schubert”.

Como definir o estilo? Chamar-lhe “étnico” seria redutor, enquanto as designações “fusion” ou “crossover” pecam pela simplicidade. Afinal, Dobrek Bistro ganha, pela sua identidade própria, o estatuto de um sabor único no mundo, pronto a ser consumido de forma tão frontal e improvisada como as suas peculiares melodias.


TOQUES DO CARAMULO (Portugal)

Recriações livres e dinâmicas decalcadas do espaço que lhes dá origem, os trabalhos dos Toques do Caramulo traçam um mapa musical que dilui os limites entre o ontem e o hoje. Visitando, por vezes, o livre território do jazz, juntam-lhe influências da folk céltica ou das danças do centro europeu.
O resultado é uma geografia artística única, que atribui novos lugares às canções cujas sonoridades habitam, há muito, o nosso imaginário colectivo. A estas memórias, adornadas com acordeão, contrabaixo, flautas, percussões e rabeca, acresce a inconfundível voz de Luís Fernandes, onde talvez se descubram ecos de Fausto, de Zeca Afonso ou até de Luís Represas, na época dos Trovante.
Estas inovações traduzem-se em espectáculos transbordantes de energia, capazes de contagiar o público com a sua extraordinária força criativa. No fundo, autênticas festas no palco animadas por um grupo que, desenvolvido em Águeda no seio da Associação d’Orfeu, realiza anualmente dezenas de concertos em Portugal e no estrangeiro


TALISMAN (Ucrânia, Moldávia, Bielorrússia, Alemanha)


Desenganem-se os que esperam encontrar neste espectáculo uma tendência para as típicas danças ou choros. Estes magníficos instrumentistas, com formação clássica, oferecem ao público um trabalho de significado contemporâneo.
Tudo começou com um encontro em palco entre Oleksandr Klimas e Vadim Kulitski, durante um concerto da banda gipsy “Loyko”, em Augsburgo, Alemanha. Entusiasmados com o estilo e o talento um do outro, os dois artistas pensaram de imediato em fundir o melhor das músicas cigana, clássica e avant-garde numa única tempestade musical, imprimindo-lhes também um toque de jazz, rock, flamenco e de estilos orientais.
Durante uma actuação no famoso Berliner Varieté Wintergarten, de Andre Heller, conheceram o extraordinário acordeonista Oleg Nehls, que viria a tornar-se o terceiro elemento do colectivo. Posteriormente, com a entrada do virtuoso guitarrista Tom Auffarth, completou-se a “equipa” que pretendia levar aos quatro cantos do mundo a New Gipsy Art.
No Verão de 2000, logo após a sua formação, Talisman revelou-se de imediato um sucesso na Festa Internacional do Danúbio, em Ulm, Alemanha, conquistando o público com uma sonoridade inovadora e contagiante. Sob a orientação do magistral violinista Oleksandr Klimas, o grupo deixa no palco, mediante as suas próprias composições, as impressões digitais dos actuais desenvolvimentos da música cigana. Com múltiplos concertos por todo o mundo, desperta os mais rasgados elogios da crítica, que salienta a maturidade e ousadia com que, numa trajectória de experimentalismos, vai mestiçando ritmos e expressões culturais. Do frio chega-nos, assim, um trabalho quente e festivo de onde brotam, como se de fatias do nosso quotidiano se tratassem, imagens e sensações dos dias que correm.



20 de Julho

Ivan Lins ( Brasil)


“A gente merece ser feliz” – assim se inaugura o mais recente álbum de Ivan Lins, “Acariocando”, que veio ao mundo em 2006. Frase que assenta como uma luva a este criador passional, compositor de renome e fiel seguidor das vontades do coração. E o coração mandou-o, qual pintor munido de uma paleta de sonoridades, desenhar um quadro chamado Rio de Janeiro. Obediente, Ivan esboçou pinceladas de melodias fascinantes, rabiscos de harmonias intricadas e traços de precisão técnica, sob o colorido pano de fundo da mais extrema liberdade formal.
A “cidade maravilhosa” fez-se música e a música fez-se carioca, ou não fosse o samba o ritmo de 7 das 14 faixas, e os parceiros convidados Abel Silva, Aldir Blanc, Chico Buarque, Ivone Lara, Nei Lopes e Paulo César Pinheiro, ilustres conterrâneos.
Quando se pensa que já se escreveu tudo sobre o Rio, ouça-se o tema “Acariocando”, que dá rosto ao CD, imbuído do mais puro jazz de Hamilton de Holanda. Escute-se “Renata Maria”, com letra do cúmplice Chico, onde a musa se confunde com a paisagem brasileira enquanto sai do mar. Aprecie-se a religiosa homenagem ao Carnaval em “Prece ao samba”. Sinta-se o clima guinguiano da valsa “Antídotos” e o delicioso funk “Ela é a própria vida”. Encontre-se em “Por sua causa” e “O tempo me guardou para você” duas belas canções de amor. E descubra-se o perfume de uma nova garota de Ipanema na bossa nova “Passarela no ar”: “Quando ela passa por mim / Rio de Janeiro demais / Mesmo se estivesse em Berlim / Eu veria logo os sinais / Seu andar é um jeito de ser”.
Rico em participações especiais, “Acariocando” foi produzido por Paulinho Albuquerque, velho companheiro de estúdio de Ivan. Pelo cuidadoso tratamento artístico de cada faixa e rigorosa selecção de músicos para cada género, torna-se numa preciosa ourivesaria de sons, pronta a partilhar com os espectadores deste Festival.

Biografia

Ivan Guimarães Lins, que o Rio de Janeiro viu nascer em 1945, aprendeu a tocar piano de ouvido aos 18 anos, adoptando o jazz e a bossa nova como áreas de eleição. Formado em Química Industrial na mesma época em que começou a participar em festivais de música (final dos anos 60), descobriu nos ritmos e sons a sua verdadeira vocação. Por esta altura, conquistou o segundo lugar no V FIC com o tema “O amor é o meu país”, que passou a ser reproduzido nos aviões da Varig.
O seu trajecto reservar-lhe-ia, contudo, voos ainda mais altos. Entre estes contam-se a gravação, juntamente com Ronaldo Monteiro, da canção “Madalena” de Elis Regina – o seu primeiro grande sucesso como compositor – e o convite para dirigir o programa “Som Livre Exportação”, da TV Globo. Deste período datam também os álbuns que o projectaram nacionalmente, como “Modo livre” (com o hit “Abre alas”), “Chama acesa”, “Somos todos iguais esta noite” e “Começar de novo”.
Com a década de 80 chega a vontade de se dedicar à carreira internacional, sobretudo nos Estados Unidos, onde artistas como Quincy Jones, George Benson, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Cármen MacRae e Barbra Streisand gravaram as suas canções. Chegou inclusive a lançar um disco em inglês, intitulado “Love dance”, pouco antes de apresentar, no Brasil, o CD “Amar assim”.
O início dos anos 90 coincidiu com o seu vigésimo aniversário enquanto artista, que motivou uma tournée comemorativa pelo seu país natal, acompanhada pela apresentação do trabalho “Ivan Lins: 20 anos”. Sucede-se a fundação da gravadora “Velas”, num projecto partilhado com Victor Martins, com o objectivo de dar a conhecer novos talentos (lembremos aqui Chico César, Lenine e Belô Veloso) e de resgatar as raízes da música brasileira. Nesta gravadora produziu as obras “Awa Yio” (obtendo grande êxito com a melodia “Meu País), “Anjo de Mim” e “Vivanoel – Tributo a Noel Rosa”.
Victor Martins, com quem escreveu a maioria das suas músicas, esteve igualmente a seu lado na digressão do seu trigésimo aniversário, em 2004, com o concerto “Abre Alas”. Em 2005 as vitórias surgem em catadupa: para além de inúmeras participações em festivais de jazz no Japão, México e Cuba, a par de um concerto com a Orquestra Metrópole da Holanda, recebeu o Grammy Latino pelo “Melhor Álbum do Ano” com o seu primeiro DVD oficial, “Contando Histórias”. Já o recente “Acariocando”, elogiado por personalidades de vários quadrantes artísticos, foi nomeado para o Grammy Latino na categoria de “Melhor Álbum de Intérprete e Compositor”e eleito pela revista “Isto é Gente” como um dos melhores discos de música popular brasileira de 2006.


PEDRO LUÍS FERRER (Cuba)


Não se considera um tradicionalista, mas antes um recriador da tradição. Pedro Luis Ferrer explora o labirinto das sonoridades do seu país, mesmo nos mais escondidos recantos, de onde desenterra o changüí, de Guantánamo, e os Coros de Clave, de Sancti Spíritus. Com três acompanhantes – Lena Ferrer, Mirza Sierra e Raulito Ferrer – reaviva instrumentos como o tres cubano, a guitarra e o cajón peruano, bem como claves, concerros, bongó, güiro e a marímbula, o primeiro baixo usado na ilha, actualmente em desuso.
Este espectáculo inscreve-se no percurso de formação musical autodidacta de um ícone do espírito contestatário dos anos 60.

Notas sobre um cantor “cem por cento cubano”

Nascido em Yaguajay, Cuba, em 1952, Pedro Luis Ferrer tem dado voz, ao longo dos últimos 30 anos, a verdadeiros hinos de denúncia social, sempre atentos às necessidades psicológicas e espirituais da sociedade cubana. Em meados da década de 60, fez parte do quarteto “Los Nova” e, em 1969, integrou o grupo de rock “Los Dada”. É a partir desta altura que inicia a sua carreira profissional.
Na sua discografia contam-se inúmeros álbuns, dos quais se destacam”Debajo de mi voz” e “Espuma y Arena”, repletos de melodias que ganharam grande popularidade, como “Inseminación Artificial”, “Como me gusta ‘hablar’ español” ou “Mario Agüé”. Nos Estados Unidos edita “Ciento por ciento cubano”, primeiro CD gravado no exterior.
A sua obra alimenta-se de fortes laços artísticos estabelecidos com diversos músicos seus conterrâneos. Com Victor Zayas, excelente pianista, principiou o trabalho de orquestração, enquanto o contacto com a estética de Changui e outros valores musicais surgiu de um encontro com o Conjunto Artístico das FAR, em Guantánamo. E não podemos esquecer a interpretação magistral da sua guaracha “Mario Agüé” pela magnífica Célia Cruz.
Porém, as incursões de Pedro Luis Ferrer vão muito além da terra natal. Angola, Alemanha, EUA, Finlândia, México, Noruega, Peru, Polónia, Suíça e Suécia foram somente alguns dos países aos quais este estudioso do passado musical cubano levou sonoros pedaços das suas origens.


21 de Julho


PANTEÓN ROCOCÓ (México)

Uma explosão de sons, danças, irreverência. Numa palavra: festa. Sem esquecer, porém, as mensagens ideológicas que, como notas soltas, se desprendem nas entrelinhas da pauta musical. De facto, o espírito e coerência deste projecto descobrem-se na união a movimentos de apoio às causas indígenas, estudantis, antifascista e de denúncia social, bem como na adesão a diversos eventos culturais.
Mas no palco a cantiga não é a única arma: esta talentosa formação de instrumentistas, da qual sobressai um vocalista carismático dotado de um extraordinário poder de comunicação com a assistência, faz-se sobretudo valer de uma presença forte e segura, quaisquer que sejam os eventos ou espaços geográficos. Incluindo secção de cordas, metais e percussão, o Panteón tem arrebatado o seu público devoto com códigos e movimentos contagiantes, bailes intermináveis e ritmos de fusão.
Actualmente com uma posição de destaque na cena musical mexicana, estes artistas já palmilharam países e continentes, num percurso marcado por longas digressões e participações em festivais internacionais (EUA, Colômbia, El Salvador, Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Holanda e Suíça), sempre animadas por um sentido de paz e resistência. O espectáculo no Tom de Festa marca o primeiro concerto em Portugal deste grupo totalmente livre do ponto de vista criativo e organizativo.


Mais de uma década de história:

Inúmeros são já os trabalhos de uma banda que foi buscar o nome à obra teatral “El Cocodrilo Solitario del Panteón Rococó”, do mexicano Hugo Argüelles.
O álbum de estreia surge dois anos após uma demo inicial, em 1997, e transforma-se no disco independente mais vendido do México. Ao título, “A la Izquierda de la Tierra”, estava já subjacente a ideologia que logo se converteu no fio condutor de toda a caminhada artística do colectivo.
A internacionalização chegou com “Compañeros Musicales”, em 2002, onde se inclui um dos temas mais populares, “La Carencia”. Seguiu-se, em 2004, um trabalho gravado na Argentina, denominado “Tres veces Tres” e, um ano depois, um concerto por ocasião do décimo aniversário, registado no DVD comemorativo “10 años. Um Panteón Muy Vivo”. Um autêntico diário de bordo musical e visual que eternizou os êxitos e amigos conquistados ao longo de toda a viagem.



JON LUZ (Cabo Verde)


terra. Munido de uma picareta de sensações, desbrava mundos ocultos, misturando passado e futuro num mesmo horizonte de renovadas perspectivas. “Farrópe d’Poesia”, primeiro CD a solo, possui a marca indelével das origens. Com edição da Vachier & Associados e apoio do Instituto Camões, este trabalho já motivou várias digressões internacionais pela América do Norte, Europa, Brasil, Canadá e Cabo Verde. Nele Jon Luz vai desenrolando 13 temas da sua autoria, que mistura com outras vozes e figuras da actual cena musical. Aos duetos com Filipa Pais e Nancy Vieira aliam-se as participações nos coros de Lura e Marta Dias, bem como as contribuições de excelentes músicos como Yuri Daniel, João Lucas, Humberto Ramos, Tomás Pimentel, Paulo Temeroso, entre tantos outros.
Contudo, o percurso musical deste artista está recheado de muitas outras cumplicidades, das quais se destacam os nomes de Cesária Évora, Maria Alice, João Afonso e Tito Paris. Integrou ainda as bandas destes dois últimos e, juntamente com o seu conterrâneo, acompanhou Filipa Pais, Gil do Carmo e Sara Tavares. Em 2003, no âmbito de “Cantos na Maré”, partilhou o palco com Chico César (Brasil), Uxía Senle (Espanha), Manecas Costa (Guiné-Bissau) e Astra Harris (Moçambique).
O seu tema “Modje Trofel” integra o disco “Rogamar” de Cesária Évora que, quando questionada sobre a inclusão de obras cunhadas por criadores mais novos, respondeu: “Ao escolher uma canção, tanto a música como a letra têm que me agradar. E quando me apresentam uma música de um jovem compositor, o que eu exijo é que tenha qualidade. Tendo, eu canto-a se me agradar”.
Mas Jon Luz traz ainda mais surpresas na bagagem. Colaborou com a companhia portuguesa “Clara Andermatt”, fazendo parte do elenco do projecto de dança contemporânea “Uma História da Dúvida”. Fundou depois o “Trio Pontche” e dedicou-se à iniciativa “Morná Sanjon”, para além de ter escrito a banda sonora do espectáculo “Noite”, de Amélia Bentes. Um caminho que mostra quantos mundos da música tem a Música do Mundo, apontando novas perspectivas para o panorama cabo-verdiano dos nossos dias

Escrita na paisagem 07 - um Festival de perfomance e artes da terra ao longo do mês de Julho no Alentejo


Está a decorrer desde o início deste mês de Julho mais uma edição do «Escrita na Paisagem, Festival de Performance e Artes da Terra» que cruza as artes performativas e da terra com a paisagem alentejana.



Segundo se pode ler na sua apresentação este ano «o tema do Festival formula-se a partir de 3 palavras-chave: jogo , viagem, hospitalidade, uma tripla articulação de ideias nucleares da criação artística e do mundo contemporâneos com peculiar expressão no território alentejano.



Pelo quarto ano consecutivo, Escrita na Paisagem apresenta no Alentejo um programa intenso de criações nacionais e internacionais, frequentemente de estreias absolutas em Portugal



http://www.escritanapaisagem.net/2007/geral.html



Estarão presentes duas companhias de circo, relativamente às quais se diz na apresentação do festival: «As jovens companhias de Novo Circo Fil Rouge (Julho) e Galapiat (Setembro) mostram, com persistente clareza, que o jogo circense se cruza sempre com a viagem e a hospitalidade. Arte nómada, arte de dar e receber, a presença destas companhias resulta da cooperação com o Centro Nacional das Artes do Circo (CNAC), em França, razão pela qual, além dos excelentes espectáculos plenos de poesia e vibrantes de força, com eles desenvolvemos um processo de formação e sensibilização - o projecto Circo e Cidade, com vista a uma maior presença do circo novo entre nós. Quem neste contexto diz espectáculos e formação diz dar e receber, diz o jogo da viagem e as razões da hospitalidade.»





Também «a realização do encontro Literatura e hospitalidade, comissariado por Pedro Eiras e antecedido por uma maratona de leitura organizada em colaboração com a Biblioteca de Évora, em Abril último, ocupa um lugar de relevo, pois com viagem e hospitalidade buscam-se ainda outros destinos, integram-se outros viajantes e outros discursos. A sociologia, a antropologia, a literatura, a filosofia e o cinema são aqui convidados a cruzar connosco olhares, saberes e experiências, percorrendo as variações em torno de temas que hoje inquietam o mundo: o exílio, a ausência, as migrações, as línguas e as identidades.»





Para ver o programa completo:

http://www.escritanapaisagem.net/2007/geral.html

Encontro de sons e danças do mundo no Contagiarte


O Contagiarte não é um simples bar, é muito mais do que isso… é um espaço de sensibilização, formação e dinâmica cultural. Situado numa zona classificada no centro da cidade do Porto, o Contagiarte foi inaugurado em 11 de Dezembro de 2003 e tem-se vindo a tornar como espaço focal de divertimento e entretenimento na cidade do Porto frequentado diariamente por centenas de pessoas desta cidade e de cidades circundantes


O contagiarte, espaço de sensibilização, formação e dinâmicas culturais, para além de bar e um dos mais frequentados locais nocturnos da cidade do Porto, está localizado na Rua Álvares Cabral, 372 ( perto da Pr. Da República)


No Contagiarte, bar e espaço cultural da cidade do Porto vai decorrer a partir do dia 17 de Julho o II encontro de sons e danças do mundo, com bailes, concertos, workshops, convívio, alegria, etc. Este ano está previsto para o dia 19 um workshop de Pauliteiros de Miranda.



Cartas da actividades no Contagiarte para o mês de Julho

Este ano o encontro europeu Rainbow é na Bósnia(14 de Julho a 12 de Agosto)


O movimento - ou a família, como alguns gostam de dizer - Rainbow marcou para a Bósnia ( entre 14 de Julho e 12 de Agosto) o Encontro europeu do Verão de 2007, apontando para os dias 29 e 30 de Julho a realização da assembleia de todos os presentes no encontro.
Mais informações em:
http://eurogathering.rainbowinfo.net/

Entretanto também já está marcado o encontro Rainbow alemão que se realizará entre os dias 13 de Agosto e 13 de Setembro, e o local será muito provavelmente na Baviera
http://www.rainbowinfo.de/joomla/


Para saber mais:
http://www.hippierainbow.new.fr/

http://rainbowinfo.net/

http://welcomehome.org/



Vídeo sobre o encontro arci-íris (Rainbow) em Portugal realizado em Abril deste ano em Vilar de Ledras (Trás-os-Montes)

Nota: no documentário aproveita-se para aludir à história secreta do movimento hippie, nomeadamente as mortes de Lennon,Janis Joplin, Morrison e Hendriz e a conexão entre a CIA e o comércio de heroína com vista à destruição e eliminação do movimento hippy.

Pensa global, actua localmente
mas também...
Pensa global , e actua global






Documentários sobre outros encontros Rainbow






14.7.07

Exposição de pintura na BOESG ( biblioteca dos operários e empregados da sociedade em geral)

Desde 6 a 29 de Julho está patente uma exposição de pintura de Almeida Quadros, Manuel Almeida e Sousa e José Tavares na BOESG (Biblioteca dos Operários e Empregados da Sociedade Geral – Rua das Janelas Verdes, 13 – 1ºEsq. Lisboa).

Horário:
sextas-feiras das 18h - 20h, sábados e domingos das 16h - 20h



Manuel Almeida e Sousa
Nasceu – segundo os documentos do registo civil – em Cascais, no ano de 1947.
Perdeu a virgindade, à sombra de uma alfarrobeira, na Luz de Tavira.
Frequentou: o Café Gelo, A Brasileira, a Leitaria Garrett e a Cervejaria Trindade em
Lisboa, o Café Brisa e o Café Boca do Inferno em Cascais, para além de vários tascos.
Por acaso, passou pelo Conservatório Nacional e pela Faculdade de Letras.
Dos “compagnons de route” que mais o influenciaram perdeu-lhes o rasto…
Como “fazedor de coisas” são muitas as feitas: teatro principalmente, mas também
cinema, exposições, edições, poemas visuais e essas grandes loucuras chamadas
O Pasquim e a Livraria Galeria Elefante Circular ao Bairro Alto.
“- Ainda um dia serei notícia… mesmo que simples “poeta” da sílaba tónica, da palavra sem identidade e sem cartas de recomendação.”
Anónimo até à medula.
Caótico até aos tomates.

José Tavares
Não há a mínima
dúvida,nasceu............vive…… .
É tratador de cavalos e artista elástico desde 1974

Almeida Quadros
Nasceu em Gôje, concelho de Penalva do Castelo, em 1959.
Dedicou-se à pintura desde cedo.
Viveu em Lisboa entre 1983 e 1986, período em que o contributo de Hélder Fernandes foi muito importante na sua formação.
Autodidacta.

Festival na aldeia abandonada do Trebilhadouro (27, 28 e 29 de Julho)

Clicar por cima da imagem para poder ler melhor o programa para este ano

http://www.trebilhadouro.web.pt/

Nota: a aldeia abandonada do Trebilhadouro fica situada no concelho de Vale de Cambra.


Ler sobre este festival os nossos anteriores posts: aqui , aqui,


Andanças 2007 em São Pedro do Sul ( aldeia dos Carvalhais)

http://www.pedexumbo.com/

O Andanças é provavelmente o espaço onde é possível aprender maior variedade de danças por metro quadrado...
Contudo, no Festival existe a clara noção de que existe mais vida para além da dança, por isso cresce a oferta de actividades paralelas. Enfim, cada um é convidado a desenhar o seu próprio programa, o seu próprio Andanças.

Programa para este ano de 2007 ( 30 de Julho a 5 de Agosto)
www.pedexumbo.com/minisites/andancas07/pt/programacao.html


Videos sobre edições do Andanças dos anos anteriores





Intercéltico em Sendim ( Miranda do Douro) – 3,4 e 5 de Agosto

Mais um ano e mais um Intercéltico nas terras de Miranda, em Sendim nos dias 3,4 e 5 de Agosto.
O programa para este ano:

3 de Agosto
Trasga ( Miranda)
Tradere ( Castilla y Leon)
Solas (EUA/Irlanda)

4 de Agosto
Dazkarieh (Portugal)
Four men and a dog (Irlanda)
Keoa Junquera (euskadi)
Jambrina & Madrid ( Castilla e Leon)
Banda de Gaitas de Origueira ( Galiza)

Outras iniciativas e informações, consultar:
http://www.intercelticosendim.com/

videos dos Dazkarieh ( banda portuguesa de música folk)





Festival das músicas do mundo (20 a 28 de Julho em Sines)


http://www.fmm.com.pt/index.htm


Trinta e três concertos dos cinco continentes, em Porto Covo e Sines, compõem o programa do festival das músicas do mundo de 2007 em Sines.


Eleitos na última edição dos mais prestigiados prémios de “world music” do mundo - os BBC Radio 3 World Music Awards - como melhor grupo das Américas, melhor artista africano e revelação de 2006, Gogol Bordello (EUA/Ucrânia), Mahmoud Ahmed (Etiópia) e K’Naan (Somália) são três destaques do programa da nona edição do Festival Músicas do Mundo, uma organização da Câmara Municipal de Sines, que se realiza entre 20 e 28 de Julho, no concelho de Sines.

Bellowhead, o mais importante grupo da folk britânica do séc. XXI, Rachid Taha, uma das maiores figuras da música com raízes no Magrebe, e Darko Rundek, o grande cantautor croata, são outros três espectáculos em evidência entre 32 que fazem o programa mais extenso de sempre do maior festival português deste género.

Repartido por quatro palcos, um na aldeia de Porto Covo (junto ao Porto de Pesca) e três na cidade de Sines (Castelo, Avenida da Praia e Centro de Artes), o FMM 2007 será uma das maiores festas da diversidade da música alguma vez realizadas no nosso país.

Programa completo:
http://www.fmm.com.pt/programa/index.htm


13.7.07

Ecologia libidinal: campanha por um Verão sem depilação


«Não há revolução sem revolução sexual»
(What’s the point of a revolution without general copulation, copulation, copulation?)
Peter Weiss, in Marat-Sade


Porque é que não fazemos amor na rua (Why don’t we do it in the road?)
The beatles, 1968




A depilação dos homens: mais um negócio em perspectiva?


Enquanto houver pêlos…os negociantes da depilação podem estar descansados que as suas receitas não correm perigo!

Nos últimos tempos assiste-se à afirmação de duas tendências: a depilação dos homens ( e de uma forma geral, a criação de uma procura de cosméticos para o público masculino) e a moda da depilação integral do púbis ( tanto das mulheres como dos homens).

Para além do evidente interesse comercial (para as empresas do ramo) a depilação dos homens procura ser justificada com «argumentos» artificialmente construídos e para superar certas contradições inerentes à depilação feminina.
Há alguns anos atrás, quando só as mulheres se sujeitavam à depilação, os que prescreviam aquela prática – os publicitários, os redactores de revistas femininas, e as empresas do sector – defendiam fundamentalmente que os pêlos eram anti-femininos e que urgia a sua eliminação. Os pêlos eram então vistos como um apanágio viril, sendo que a depilação serviria para reforçar a separação dos sexos. As mulheres, e só às mulheres, deviam rapá-los. Como é fácil de imaginar um argumento sexista como este não podia manter por muito tempo.
Apareceu então uma representação social no sentido de considerar o pêlo como algo de «sujo» - note-se que a referência à higiene e à saúde é um óptimo expediente para dar como indiscutível uma qualquer «justificação» . Fala-se a esse propósito de um fenómeno de naturalização: depilar-se torna-se um necessidade biológica.
Ora sabe-se que a naturalização ) a transformação de um arbitrário social numa necessidade natural) é um processo muito importante de reprodução ideológica.
Todavia esta construção higienista enfrentava uma contradição : os pêlos só eram sujos para as mulheres!!! ( os homens tinham certamente o direito de ser sujos)

As coisas mudaram e as mulheres passaram a pressionar os homens a que eles próprios passassem a depilar-se – facto a que certamente não é estranho o marketing dirigido àquelas. Incitar os homens a depilarem-se passou a ser visto como um passo mais na igualdade dos sexos!!! E não é difícil ver aí uma perversão do feminismo induzido pelos publicitários


A depilação integral: a neutralização da sexualidade!

Os Pêlos estão fisiologicamente ligados à sexualidade. Por isso mesmo, é que eles foram frequentemente alvo de censura tanto na pintura como no cinema.. Os pêlos são os sinais mais evidentes da maturidade sexual. Correspondentemente os estudos sociológicos têm demonstrado que o corte e a ocultação dos pêlos estão ligados à operação ideológica que pretende domesticar a sexualidade, maxime a sexualidade feminina. E não é por acaso que a actual tendência para a depilação genital integral vai a par com a generalização da difusão dos videos pornográficos. Na realidade os actores e as actrizes do género exibem púbis pelados para melhor «ver», isto é, para efeitos de eficácia cinematográfica. Mas o certo é que tais imagens são uma referência para os adolescentes e os mais sugestionáveis no que toca não só quanto à maneira como abordam a sexualidade mas também quanto à sua aparência corporal. Ora sabe-se como a pornografia é uma negação da sexualidade viva, uma vez que reduz o corpo a um objecto manipulável.

E é assim que se está a criar uma nova geração de jovens, sem pêlos nem aspirações eróticas: é a geração porno.

É para contrariar esta tendência que foi lançado um apelo por um Verão sem depilação

Consultar( em francês):





O que significa a ecologia libidal?

O conceito de ecologia libidinal tem por finalidade estabelecer um vínculo entre, por um lado, a psicanálise política, nomeadamente a que foi desenvolvida por via das teorias de Wilheilm Reich e Herbert Marcuse ( o chamado Freud-marxismo), e por outro, as reflexões ecologistas, sociológicas e económicas ( que constroem uma crítica ao crescimento económico), surgidas no fim dos anos de 1970 e que são hoje retomadas por uma plêiade de movimentos, desde os movimentos antiglobalização ao pensamento libertário.
Trata-se pois de uma ecologia no sentido em que pretende enfatizar a continuidade e a interdependência entre o ser humano e os outros sistemas vivos e não-vivos. E assume-se também como libidinal na medida em que a energia vital universal corresponde no homem à energia sexual ( libido)

Mas não se pense que se trata de mais uma ideologia. Por definição, uma ideologia é um sistema fundado num axioma de base que é inquestionável. Por exemplo: «Deus existe» (todas as religiões são ideologias), ou «a laei do mercado leva-nos à prosperidade» ( ideologia liberal). Ora é nossa vontade escapar a este esquema mental. Sem apriorismos predefinidos procuramos observar quais são os motivos de sofrimento humano e o estado do planeta para justificar a necessidade de transformações sociais e económicas para tornar possível o desenvolvimento das potencialidades de cada ser.

Por sua vez a psicanálise política é a aplicação da psicanálise para a análise dos fenómenos de sociedade. Com efeito, as relações sociais e o modelo de sociedade são uma resultante do psiquismo dos indivíduos que compõem uma sociedade, sendo aqueles condicionados e formados também pelo modelo social dominante.
E se a terapia individual pode tratar alguns pacientes, a verdade é que só um abordagem psicanalítica global da sociedade permitirá corrigir os males que sofrem a quase totalidade dos seus membros.
( ver a este propósito o livro La Psychanalyse politique, de Roger Dadoun, P.U.F., 1995 – tradução portuguesa, A psicanálise política de Roger Dadoun )

Carta Reivindicativa dos utentes dos transportes da Área Metropolitana do Porto

Manifestação 20 de Julho ( 17 h.) - em Costa Cabral/ Marquês de Pombal ( cidade do Porto)






Clicar por cima das imagens para ler melhor


Buzinão em defesa de serviços públicos em Coimbra (6ª Feira, 13 de Julho às 18h.)


Para além da população, são convidados a aderir ao buzinão, marcado para esta sexta-feira, dia 13, em Coimbra, os autarcas do distrito que de alguma maneira têm vindo a contestar o encerramento de serviços públicos

«Temos a certeza que há um enorme descontentamento que tem vindo a crescer em relação a tudo o que são encerramentos de serviços públicos». Por isso, e sabendo que estes encerramentos significam para as populações «uma perda enorme de qualidade de vida», está marcado um buzinão para amanhã, em Coimbra.
A iniciativa é do Movimentos de Utentes dos Serviços Públicos do Distrito de Coimbra, Movimento Nascer na Figueira, Comissão de Utentes do Hospital Pediátrico, Movimento dos Utentes da Saúde e Comissão de Utentes da Saúde de Penacova.

Num encontro realizado ontem na esplanada do Café Santa Cruz, na Praça 8 de Maio, representantes daqueles movimentos anunciaram que a concentração da caravana automóvel far-se-á amanhã, às 18h00, na rotunda da Fucoli, junto ao Restaurante Porquinho. A caravana segue depois em direcção aos Hospitais da Universidade de Coimbra, Cruz de Celas, Praça da República, Avenida Sá da Bandeira, Rua da Sofia, Avenida Fernão de Magalhães, Portagem e termina o seu percurso ao fundo do Parque da Cidade. Francisco Queirós, da Comissão de Utentes do Hospital Pediátrico de Coimbra, disse que se trata de uma «manifestação pública contra a política de encerramentos dos serviços públicos».

Por sua vez, Silvina Queiróz, do Movimento Nascer na Figueira, explicou que a ideia do protesto «foi dar ainda alguma chama ao descontentamento generalizado dos cidadãos», atendendo a que devido à aproximação das férias as pessoas acabam por ficar mais desmobilizadas.
Silvina Queiróz sublinhou que muitos serviços públicos estão a encerrar e outros transferidos, com perdas de valências para as populações.

Entretanto, elementos dos movimentos distribuiram na Baixa de Coimbra convites à população, sensibilizando para a adesão à iniciativa.

Residência de Didgeridoo 2007 na aldeia de Campo Benfeito (Serra de Montemuro)


A aldeia de Campo Benfeito ( em plena Serra do Montemuro) abre mais uma vez as portas ao didgeridoo!


De 26 a 29 de Julho decorrem workshops (8 horas diárias), orientados por 3 grandes nomes do didgeridoo: o alemão Ansgar Stein (novamente presente nesta edição), Rob Mantz, da Nova Zelândia e Andrea Ferroni, de Itália.


A formação na área da Expressão Musical estará a cargo do português Carlos Adolfo.


Para além da oferta formativa, há vários atractivos, dos quais se destacam concertos, projecção de filmes e passeio pedestre.


A inscrição, limitada a 30 participantes, tem o valor de 125 euros, com alimentação e campismo incluídos, e pode fazer-se em www.e-fatt.com



A Associação Portuguesa de Didgeridoo, com o marcante apoio do Teatro Regional da Serra de Montemuro, tem a satisfação renovada de vos receber!

Dias: 27-28-29 Julho
Local: Aldeia de Campo Benfeito, Castro Daire
Duração: 3 dias
Preço: 125€

Formadores
Didgeridoo:
Rob Mantz ( Nova Zelandia - Reino unido)
Andrea Ferroni (Italia)
Ansgar Stein ( Alemanha)

Expressão musical:
Carlos Adolfo (Portugal)

Workshop inclui(it includes):
- Workshop didgeridoo + Expressão musical
- Acampamento
- Refeições (pequeno-almoço, almoço e Jantar)

E ainda ...
- Concerto
- filmes
- Certificado de Participação
- venda de didgeridoos, Cds, Livros...

Rob Mantz:




Teatro do Montemuro:

O teatro, uma ferramenta ao serviço dos contextos socio-educativos ( workshop no teatro do Montemuro)

Fonte: Teatro do Montemuro

Workshop - O Teatro, uma ferramenta ao serviço dos contextos sócio-educativos
Formador: Hugo Cruz
Dias 20, 21 e 22 de Julho de 2007
no Teatro do Montemuro


Destinatários
Educadores Sociais e de Infância, Psicólogos, Professores, Terapeutas Ocupacionais, Assistentes Sociais, Sociólogos, Animadores Sócio-Culturais, Actores, outros profissionais da área da educação, saúde, teatro e intervenção comunitária

Inscrições por telefone 254 689 352 até dia 15 de Julho
Valor de inscrição € 35
Mais informações e envio de intenção de inscrição para
nicdaire@gmail.com
ou
teatromontemuro@gmail.com

12.7.07

A Semana Negra em Gijón (Astúrias) faz 20 anos em 2007





A Semana Negra de Gijón nasceu há 20 anos com o propósito de ser um festival de tipo novo em que se misturassem elementos literários com elementos lúdicos para celebrar a cultura da rua.
A base foi sempre a literatura policial com conteúdo social a que se acrescentaram também iniciativas de carácter social, convivial e solidário. Ao fim de 20 anos o festival mantém-se irreverente como sempre
.

A edição deste ano começou no passado dia 6 de Julho e estende-se até ao próximo Domingo. A semana negra deste ano desmultiplica-se em vários acções e actividades no campo literário, musical, social e de intervenção social. Na quarta-feira houve, por exemplo, um mesa-redonda sobre a temática da Literatura e a Guerrilha.

Nesta quinta-feira o programa das festas era o seguinte:

10:00 Inicio de la distribución gratuita del número 7 de “A Quemarropa”
17:00 Tertulia . “Esa Maravillosa Novela , con Nerea Riesco, Raul Argemí, León Arsenal, Eduardo Monteverde, José Ángel Mañas, Alfonso Mateo Sagasta, Mauricio-José Schwarz, Fermín Goñi, Hernández Luna, Jesús Palacios, Pérez Valero, Elia Barceló, Juan Miguel Aguilera, Rafael Marín Trechera, Antonio Sarabia y Paco Ignacio Taibo II (Carpa de Encuentros)
18:00 Fallo del premio de relatos Nintendo (Carpa de Encuentros)
18:05 Presentación de “Trilogía parisina” de Goran Tocilovac por J.M. Fajardo (Carpa de Encuentros)
18:00 Presentación de “Putas es poco” de Hernán Migoya con Rafa González (Espacio AQ)
18:15 Presentación de “Y perdónanos nuestras culpas” de Claus Cornelius Fischer por Jesús Del Campo. (Con la colaboración del Instituto Goethe). (Espacio AQ)
18:45 Presentación de “Tiempo de Bastardos” de Paula Cifuentes por Jorge Iván Argiz (Carpa de Encuentros)
19:00 Fallo del concurso internacional gastronómico “Tortilla de patata”, jurados Alejandro Ortea, Lorenzo Lunar, Claude Mesplede (Carpa de Pachu Antuña)
19:15 Presentación de “Max: Mitos, realidad y Sueños” y “Wrightson: El espanto abisal” de Yexus por Rafa González y Ángel de la Calle (Espacio AQ)
19:30 Presentación de “El Honor de los Campeador” y “El Factor Hispano” de José Ángel Mañas y Antonio Leiva por Ángel de la Calle (Espacio AQ)
19:30 Presentaciónes Cruzadas: “El Imán y la Brújula” de JR Biedma y “El Misterio de la Casa Aranda” de Jerónimo Tristante por Cristina Macía (Carpa de Encuentros)
19:30 Presentación de “Los 70 a destajo” de José Ribas (Radio Kras)
20:00 Del Rosa al Negro: Mónica Montañes, moderan Ángel de la Calle y Miguel Cane (Espacio AQ)
20:30 Presentación de “El bulevar del miedo” de Juana Salabert, presenta Paco Ignacio Taibo II (Carpa de Encuentros)
20:30 Presentación de “Piero” de Edmond Baudoin, presenta Ángel de la Calle (Espacio AQ)
21:00 Del Rosa al Negro: Alejandro Casasola presentan Ángel de la Calle y Jorge Iván Argiz (Espacio AQ)
21:15 Charlando con Denise Mina, participan Cristina Macía y Paco Camarasa (Carpa de Encuentros)
21:30 Presentación de “Bajo la Piel” de Sergi Álvarez y Sagar Forniés, presenta Jorge Iván Argiz y Paco Ignacio Taibo II (Espacio AQ)
22:15 Charlando con Carmen Posadas, introduce Fernando Marías (Carpa de Encuentros)
22:45 Velada de Fotoperiodismo (Carpa de Encuentros)
22:30 Concierto Pepsi: Mota (Escenario central)
24:00 Creadores de película, con Alex de la Iglesia, Koldo Serra y Paco Plaza (Espacio AQ)



Reproduzimos para os próximos dias o respectivo Programa:

Sexta-feira ( dia 13)
10:00 Inicio de la distribución gratuita del número 8 de “A Quemarropa”
10:30 Fallo de los premios Dashiell Hammett, Memorial Silverio Cañada, Espartaco, Rodolfo Walsh, Cuentos Ateneo Obrero/SN (Hotel Don Manuel)
17:00 Tertulia: “Irreverentes” con Rius, Ja, Jesús Palacios, Paco Alcazar, Roberta Gregory, Hernán Migoya, Juan Bas, Juan Gómez Jurado, Lorenzo Lunar, coordina Ángel de la Calle (Carpa de Encuentros)
18:00 Mesa Redonda: “¿Qué cuentan los narradores asturianos de ahora?” David López, Ignacio del Valle, Ricardo Menéndez Salmón y Miguel Barrero, coordina Ángel de la Calle (Carpa de Encuentros)
18:00 Presentación de "Deudas pendientes" de Antonio Jiménez Barca con Paco Ignacio Taibo II (Espacio AQ)
18:00 Nueva Narrativa Colombiana: Santiago Gamboa, Fernando Quiros, Antonio García-Ángel modera Paco Ignacio Taibo II (Espacio AQ)
18:45 Presentación de “Hacerse Nadie” de Jorge García y Fidel Martínez, introduce José Manuel Estébanez (Espacio AQ)
19:00 Mesa redonda: “Muchas maneras de acercarse a la literatura criminal sin ficción”. Víctor Ronquillo, Carles Porta, Amir Valle y Eric Frattini, modera Ángel de la Calle (Carpa de Encuentros)
19:00 Presentación Cruzada: “Demasiado Corazón” de Pino Caccuci y “Último acto en el Bósforo” de Celil Oker, presenta Paco Ignacio Taibo II (Espacio AQ)
20:00 Presentación y regalo de “Los otros”, el libro Pepsi- Semana Negra c on: Alfonso Mateo Sagasta, Juan Bas, Miguel Cane, Amir Valle, Raul Argemi, Eduardo Monteverde, Juan Hernández Luna, Adolfo Usero, Cristina Macía, Paco I. Taibo II, Edmund Baudoin, Eric Frattini, Mauricio-José Schwarz, Daniel Mordzinsky, Bef, Angel de la Calle, Farruqo, Carles Santamaría, Jorge Gonzalez, Carlos Portela, Fernando Iglesias, Javier Bauluz , Horacio Altuna, Marta Cano, Hunt Emerson, Arthur Suydam, Lorenzo Gómez, Dean Ormston, Sergi Álvarez, Sagar Fornies, Ignacio del Valle, Manuel Nonídez, Fermín Goñi, J.A. Mañas (Carpa de Encuentros)
20:00 Presentación de “Hotel Kafka” por Eduardo Vilas y Juan Madrid (Espacio AQ)
20:30. Firmas de “Los otros”, el libro Pepsi-Semana Negra (Espacio AQ).
20:30 Presentación de “Pájaro en mano” de Juan Madrid, presenta Paco Ignacio Taibo II (Carpa de Encuentros)
21:15 Charlando con Ben Pastor, modera Ricard Ruiz. (Carpa de Encuentros)
21:30 Nueva narrativa colombiana: Santiago Gamboa, Antonio García-Ángel, modera Paco Ignacio Taibo II (Espacio AQ)
22:00 Mesa redonda: Deporte y Cultura (Espacio AQ)
22:15 Mesa redonda: Fotoperiodismo, (Carpa de Encuentros)
22:30 Concierto: Sidonie (Escenario Central)
23:15 Audiovisual FP (Carpa de Encuentros)
00:00 Cina Palacios: “Anti killer” de Yegor Konchalovsky (Espacio AQ)
1:00 Recital de poesía: Ángel González, Luis García Montero (Carpa de Encuentros)


Sábado ( dia 14)

17:00 Tertulia: “Irreverentes”, participan Rius, Miguel Ángel Martín, Ja, Jesús Palacios, Paco Alcazar, Roberta Gregory, Hernán Migoya, Juan Bas, Lorenzo Lunar, Hunt Emerson, Martí Riera, Pepe Gálvez y Norman Fernández, coordina Ángel de la Calle (Carpa de Encuentros)
18:00 La novela policiaca en castellano: Juan Bas, Raúl Argemí, Juan Hernández Luna, Ignacio del Valle, Eduardo Monteverde, Lorenzo Lunar, Andreu Martín y Carles Quílez, coordinan Jesús Lens y Paco Ignacio Taibo II (Carpa de Encuentros)
18:00 Presentaciones Cruzadas: “La caraqueña del maní” de José Luis Muñoz y “Ley Garrote” Joaquín Guerrero Casasola, presentan Alejandro Gallo y Paco Camarasa (Espacio AQ)
19:00 Megamix Andreu Martín, con Jaume Ribera y Carles Quilez. Presentación de “El blues de la semana más negra”, coordina Cristina Macía (Carpa de Encuentros)
19:00 Presentación de “No a la guerra”, con Ángel de la Calle, Carles Santamaría y Farruqo presenta Norman Fernández (Espacio AQ)
20:00 Llegada al recinto de la manifestación de solidaridad con el pueblo saharaui.
19:30 Charlando Lorenzo Gómez con Molina (Espacio AQ)
19:45 Presentación de “Hate Jazz” de Horacio Altuna y Jorge González, presenta Norman Fernández (Espacio AQ)
20:00 Presentación de “Buscadores de Oro” y “Nadie Ama a un Policia” de Guillermo Orsi (Raúl Argemí y Alejandro Gallo) (Carpa de Encuentros)
20:00 Presentación de “El evangelio de Barrabás” de Francisco Galván, presenta Fernando Marías (Espacio AQ)
20:30 Presentaciones Cruzadas: “Al amparo de la Ginebra” de José Luis Serrano y “No envíes flores a mi entierro” de Ricardo Bosque; presentan Zeki y Jesús Lens (Espacio AQ)
20:30 Presentación del libro Irreverentes con Miguel Ángel Martín, Roberta Gregory, Ja, Rius, Paco Alcázar, Hunt Emerson, Martí Riera, presentan Pepe Gálvez y Norman Fernández (Carpa de Encuentros)
21:00 Premio especial del director de la SN, Premio especial del director de A Quemarropa (Carpa de Encuentros)
21:05 Presentación de “Hora Cero en Phonm Penh” de Christopher G. Moore, a cargo de Paco Ignacio Taibo II (Carpa de Encuentros)
21:00 FIRMAS del libro “Irreverentes” (Espacio AQ)
21:30 Charlando con Sara Figueiredo, interviene Ángel de la Calle (Espacio AQ)
22:00 Conferencia Fotoperiodismo (Carpa de Encuentros)
22:00 La investigación policiaca: Eduardo Collado, Eduardo Monteverde, Juan Bolea, Ricardo Magaz, José Ángel Jarné (con la colaboración de la Asociación de Escritores Noveles) (Espacio AQ)
22:00 Entrega de libros para la biblioteca del campo de Dajla (Carpa Saharaui)
23:00 Velada Fotoperiodismo (Carpa de Encuentros)
22:30 Concierto: Omar Sosa (Escenario Central)
24:00 CINE PALACIOS: “Soy el ángel de la muerte” de Nicolás Winding Refn y “Cuatro sentencias de muerte” de Jirí Svoboda (Espacio AQ)
1:00 Velada Saharahui (Carpa de Encuentros)


Domingo ( dia 15)

12:00 Acto oficial de clausura de la XX Semana Negra. (Carpa de Encuentros)
14:00 Espicha de despedida en Avilés
18:00 Voces del Chamamé (Carpa de Encuentros)
19:00 Maratón Galáctico: proyección de los 6 primeros episodios del Capitán Galaxia, con el director Pablo Vara y el protagonista Juanjo Verga

Cada dia é publicado o «À Queima-Roupa», um jornal dando conta da jornada diária e desenvolvendo alguns temas abordados ou a abordar. Ver, por exemplo, o exemplar desta quinta-feira:
http://www.semananegra.org/AQ/AQ7.pdf





Festival de Teatro Clássico de Mérida - 12 de Julho a 26 de Agosto







Começa hoje mais uma edição do Festival de Teatro Clássico de Mérida, que se realiza habitualmente no antigo circo romano da cidade. Para este ano estão previstos os seguintes espectáculos (escusado será dizer que cada sessão tem um encanto e uma magia especial):


FEDRA (teatro)
Teatro Romano. 23 horas
Del 12 al 15 y del 17 al 22 de julio
Autor de la versión: Juan Mayorga
Director: José Carlos Plaza
Protagonizada por Ana Belén, Chema Muñoz, Fran Perea y Alicia Hermida
Una producción de Festival de Teatro Clásico de Mérida y Pentación

LOS PERSAS (teatro)
Teatro Romano. 23 horas
Días 26, 27, 28, 29 y 31 de julio y 1, 2 , 3, 4 y 5 de agosto
Autores de la versión: Pau Miró y Calixto Bieito
Director escénico: Calixto Bieito
Protagonizada por Natalia Dicenta, Rafa Castejón y Roberto Quintana
Una producción de Festival de Teatro Clásico de Mérida y Focus
Con la colaboración de Sagunt a Escena

LISÍSTRATA (teatro)
Teatro Romano. 23 horas
Del 9 al 14 de agosto
Homenaje al dramaturgo Manuel Martínez Mediero,
autor de la versión
Director escénico: Antonio Corencia
Intérprete principal: Miriam Díaz-Aroca
Una producción de Festival de Teatro Clásico de Mérida

ADIÓS, HERMANO CRUEL (danza)
Teatro Romano. 23 horas
Del 16 al 18 de agosto
Bailarines: Julio Bocca, Cecilia Figaredo, Victoria Balanza, Lucas Oliva, Lucas Segovia.
Guión: Elio Marchi
Música: Lito Vitale
Coreografía: Ana María Stekelmann
Dirección: Julio Bocca

ANDRÓMACA (teatro)
Teatro Romano. 23 horas
Del 23 al 26 de agosto
Empresa: Proteatro S.C.
Compañía Alcyone Teatro de Nicaragua
Autor de la versión: Charles Delgadillo Cuadra (sobre la idea de Eurípides)
Director: Alfredo Guzmán
Intérpretes principales: Magelda Campos, Zoa Meza y Amarilis Soza
Una producción de Festival de Teatro Clásico de Mérida


COMPANHIA NACIONAL DE DANZA 2 (danza)
Alcazaba. 23 h
13 y 14 de julio
Dirección artística: Nacho Duato
Dirección artística adjunta: Tony Fabre


EL BANQUETE DE ORFEO (concierto)
Alcazaba. 23 horas
Del 20 al 22 de julio
Homenaje a Claudio Monteverdi en el 400 aniversario del estreno de L´Orfeo
Escenas seleccionadas de la boda de Orfeo y Eurídice
Dirección: Óscar Gershensohn
Una producción de La Capilla Real de Madrid


EL GRAN CREADOR (teatro)
Alcazaba. 23 horas.
27 de julio
Creación colectiva de Companhia do Chapitô (Portugal)
Patrocinado por el Gabinete de Iniciativas Transfronterizas


METAMORFOSIS
(propuesta musical experimental)
Alcazaba. 23 horas
28 de julio
Spanish Percussion Group


LAS TROYANAS (teatro)
Alcazaba, 23 horas
29 de julio
Balbo Teatro. I.E.S. Santo Domingo, del Puerto de Santa María (Cádiz)

CUANDO UNO QUIERE
Y EL OTRO NO (flamenco contemporáneo)

Alcazaba. 23 horas
Del 3 al 5 de agosto
Dirección, creación e interpretación: Marco Vargas y Chloé Brûlé Dauphin
Al cante: Juan José Amador

ORESTIADA
Cenizas de Troya (teatro)
Alcazaba. 23 horas
Del 10 al 12 de agosto
Versión libre de Diana de Paco
Dramaturgia: Diana de Paco y Antonio Saura
Música original: Salvador Martínez
Dirección escénica: Antonio Saura
Interpretes principales: Ángeles Tendero, Julio Navarro Albero y Alfredo Zamora
Una producción de Alquibla Teatro S.L.


ANTÍGONA (teatro)
Alcazaba. 23 horas
Del 17 al 19 de agosto
Autor de la versión: Miguel Murillo
Director Escénico: Esteve Ferrer
Intérpretes principales: Eva Rubio, Miguel del Arco y Ana Pimenta.
Una producción de: Vaivén Producciones


ORIÓN 58 (danza)
Alcazaba. 23 horas
Del 24 al 26 de agosto
Dirección artística: Cesc Gelabert y Lydia Azzopardi
Concepto: Cesc Gelabert
Coreografía: Cesc Gelabert, con la colaboración de los bailarines
Compañía residente Teatre Lliure Barcelona
Una coproducción de Teatre Lliure y Gelabert Azzopardi


JARDÍN DE MITOS
(espectáculo infantil)

Foro Romano. 21:00 h
Días de representación: 16, 17, 18, 19, 23, 24, 25, 26, 30 y 31 de julio y 1 y 2 de agosto (3 episodios representados en cuatro días consecutivos cada uno)
Autor: Javier Llanos
Dirección: Juan Carlos Tirado
Intérpretes: Beli Cienfuegos, Nuria Cuadrado, Amelia David, Jhonny Delight, Francisco Quirós y Javier Llanos.
Compañía: TAPTC? Teatro
Una producción del Festival de Teatro Clásico de Mérida
Patrocinado por la Asamblea de Extremadura


ELECTRA (espectáculo multimedia)
Ribera del Guadiana (Molino de Pancaliente). 23,00 h.
Del 3 al 5 de agosto
Director escénico: Pizarro
Intérpretes: Elena Lucas, Juan Luis Leonisio, Javier de Torres, Tano Andrades, Amparo Vinagre y Leandro Alonso
Una producción del Festival de Teatro Clásico de Mérida, sobre un proyecto de la Liga de la Ciencia Pagana.
Patrocinado por el Gabinete de Iniciativa Joven


HITOS TEMÁTICOS
Un proyecto de Damián Galán, escenógrafo, y Mikelo, pintor.

Castellum Aquae: Turris Vitae
Acueducto Romano: Trágicas
Plaza de España: Matres Emeritensis
Anfiteatro Romano: Foso de la ignominia
Versura oriental del Teatro Romano: Heroídas
Patrocinado por Caja Madrid, Obra Social









Recital de ópera, de MONSERRAT CABALLÉ, MONSERRAT MARTÍ, ALBERT MONSERRAT y MANUEL BURGUERA, no piano.
( no passado Sábado, 7 de julho de 2007 no fenomenal Teatro Romano de Mérida )

Património com Jazz (concertos nos dias 4, 13, 20 e 28 de Julho em Barcelos)

Amanhã ( dia 13, pelas 22 h. ) no Museu de Olaria ( em Barcelos) um concerto com o saxofonista Stephen Gauci, o contra-baixista norueguês Ingebrigt e o baterista português Jorge Queijo.
Uma sessão a não perder.
(ENTRADA LIVRE COM RESERVA ANTECIPADA DE BILHETES)

Com o objectivo de promover e divulgar a cultura contemporânea de vanguarda, o património cultural e histórico de Barcelos e contribuir para a dinamização cultural da cidade, a Zoom- Associação Cultural, a Amimuola- Associação dos Amigos do Museu de Olaria e a Acib – Associação Comercial e Industrial de Barcelos apresentam o Património com Jazz, que se realiza de 4 a 28 de Julho.


PROGRAMA

4 de JULHO, 22:00> PAÇO DOS CONDES DE BARCELOS
GUNTER "BABY" SOMMER / RAYMOND MACDONALD
Gunter "Baby" Sommer (Alemanha)– percussão
Raymond MacDonald (Escócia)– saxofones

13 de JULHO> CLAUSTRO DO MUSEU DE OLARIA
21:30 INAUGURAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES:
“Rosa Ramalho: a colecção”
“Rosa Ramalho pela mão de João Freitas” Pintura
“Os Louceiros de Santa Comba: histórias que o barro escreve”

22:00 STEPHEN GAUCI / INGEBRIGT HAKER FLATEN / JORGE QUEIJO
Stephen Gauci (USA) - saxofone tenor
Ingebrigt Haker Flaten (Noruega) – contrabaixo
Jorge Queijo (Portugal)– bateria
(ENTRADA LIVRE COM RESERVA ANTECIPADA DE BILHETES)

20 de JULHO, 22:00> PAÇO DOS CONDES DE BARCELOS
LOUIS SCLAVIS / VINCENT COURTOIS DUO
Louis Sclavis (França)- saxofones e clarinete
Vincent Courtois (França)- violoncelo e electrónica

28 de JULHO PAÇO DOS CONDES DE BARCELOS
22:00
BEN STAPP TRIO
Ben Stapp (USA)– tuba
Paulo Curado (Portugal)- saxofones alto e soprano
Jorge Queijo (Portugal)- bateria

23:30
Exibição do filme de animação RENASCIMENTO, de CHRISTIAN VOLCKMAN

Reserva e venda bilhetes: Museu de Olaria, e através dos telefones: 253824741 e 917303594
Preços: Normal: 5 euros M/65 e Estudantes: 3 euros
Dia 13 – Entrada Livre com reserva antecipada de bilhetes

Mais informação
www.zoom.pt

Histórias da literatura de cordel - por Thomas Bakk, no Gato Vadio (14 de Julho às 21.30, Porto)


O Senhor dos Cordéis

Histórias de literatura de cordel escritas e contadas por Thomas Bakk,
no bar-livraria Gato Vadio,
dia 14 de Julho às 21h.30


Bar-livraria Gato Vadio
Rua do Rosário, 281 - Porto

Entrada Livre

Festa da Diversidade (13, 14 e 15 de Julho na Pr. do Comércio, Lisboa)

http://festadadiversidade.blogspot.com/

cartaz obtido via http://spectrum.weblog.com.pt/


FESTA DA DIVERSIDADE E DA IGUALDADE DE OPORTUNIDADES
13, 14 e 15 de Julho de 2007
Praça do Comércio - Lisboa


MÚSICA, DANÇA, ARTESANATO, GASTRONOMIA, EXPOSIÇÕES, WORKSHOPS, DEBATES E MUITAS OUTRAS ACTIVIDADES.....

Terrakota
Kumpania Algazarra
Gwana Bambara
Glória lopo
Chullage
Tucanas
Pé na Terra
Mistura Pura
Freddy Locks & The Groove Missions
e muitos outros



PROGRAMA CULTURAL
SEXTA
19h00-Kilate
19h30 -Red Chikas
20h00 - Pedrinhas de Arronches
20h20 Ballet Brasil
20h45-Grito silencioso
21h00-Gnawa Bambara
22h00-Glória Lopo
23h00-Chullage
00h30-Tucanas

SÁBADO
16h00 -Moulin Rouge
16h20 -Cantares Mistos de Beja
16h40 -Bazas d'lum
17h00 - hip-hop
17h20 - Raízes
18h00 - Chocolate lusófono
18h25 -Black Roses
18h45 -Schakas
18h55 -Lúmen G
19h05 -Netas di Bidinha cabral
19h15 -Terra Batida
19h25 -The Guibs Dancers
19h40 -As Estrelas do Mocho
19h50 -Geração Viva
20h15 - Batoto Yeto
21h45 -Pé na terra
22h45 -Mistura Pura
23h45 -Vera Cruz
00h45 -Freddy Locks & The Groove Missions

DOMINGO
16h00 - Dança Cigana
16h20 - Rancho folclórico
16h50 - Plural
17h10 - Dança
17h20 - Tarachinha
17h40 - Mães solteiras
17h50 - Afrostyle Models
18h15 - Nacia Gomi
18h25 - Hip hop
18h40 - As Rapicadas
18h50 - Cabo Djura
19h00 - O pôr do sol
20h00 -Recital poesia
20h15 -Focolitus
21h00 -Kumpanhia Al-gazarra
22h20 -Terrakota