5.1.07
Refutation – filme realizado por Guy Debord
Duração: 20m. 46 s.
Ler texto publicado neste blogue sobre Debord
DEBORD - RÉFUTATION (1975)
Pierre Bourdieu, sociólogo de combate
Reproduz-se o artigo de Ana Navarro Pedro a propósito de Bourdieu, aquando do seu falecimento, no jornal Público de 25 de Janeiro de 2002
Pierre Bourdieu considerava a sociologia como "um desporto de combate". Com a sua teoria da prática introduziu dinamismo na sociologia contemporânea. Foi também um vigoroso opositor do liberalismo económico e da globalização.
O sociólogo francês Pierre Bourdieu, reconhecido mundialmente como uma das figuras mais importantes da sociologia contemporânea, professor catedrático da cadeira de Sociologia no prestigiado Collège de France, desde 1981, director da revista "Actes de la recherche en sciences sociales" e presidente do CISIA (Comité Internacional de Apoio aos Intelectuais Argelinos), Pierre Bourdieu deixa uma obra considerada como fundadora da sociologia crítica da modernidade.
Vigoroso opositor ao liberalismo económico e à globalização - mas ferrenho universalista - Bourdieu interveio também no terreno social, tornando-se assim num descendente da linhagem de intelectuais como Michel Foucault ou Jean-Paul Sartre. Paradoxalmente, este investimento militante tão típico dos intelectuais franceses valeu-lhe violentas críticas dos seus pares, que eclipsaram, nos últimos anos, a obra de um mais importantes pensadores da segunda metade do século.
O professor e investigador alargara o seu auditório nos anos 90, ao denunciar a miséria social, cultural e moral provocada pelo neo-liberalismo económico, e ao tomar claramente partido pelos movimentos grevistas de 1995, em França. Nessa altura, já era conhecido para além do estrito campo da sociologia universitária, com "A Miséria Humana", que encontrara um vasto público em 1993, e lhe valeu e um imenso sucesso de livraria. Nesse livro, o sociólogo afirma que a visão "matemática" da ciência económica introduz uma utopia que domina completamente o campo político. É, para Bourdieu, uma ideologia dominadora que faz aceitar a destruição das estruturas de integração e de protecção social.
Mas a notoriedade académica deste filho de camponeses do sudoeste da França começara muito antes, em 1964, com "Les héritiers", uma crítica do ensino superior em França.
Filósofo de formação
Filósofo de formação, amigo de Jacques Derrida, que conhecera nos anfiteatros da École Normale Supérieure, Pierre Bourdieu faz na Argélia as suas primeiras observações de sociologia, em finais dos anos 50, para onde fora destacado como professor.
Na homenagem que o diário "Le Monde" lhe prestou ontem, lê-se uma citação de um dos discípulos do sociólogo, Louis Pinto, autor de "Pierre Bourdieu et la théorie du monde social": "O seu contributo para a sociologia é antes de mais uma maneira nova de ver o mundo social." A "violência simbólica", tema central da obra de Bourdieu, "exerce-se através do jogo dos actores sociais" e não apenas como uma instrumentação ao serviço da classe dominante. De facto, Bourdieu, através da sua teoria da prática, conseguiu introduzir um dinamismo que a sociologia clássica nunca alcançou. Ou seja, as estruturas simbólicas só ganham significado quando são postas em prática.
Com "La Distinction" (1979) e "La Noblesse d'Etat" (1989), Pierre Bourdieu prossegue as suas reflexões sobre as práticas culturais dos franceses, os diferentes níveis de linguagem e os preconceitos socialmente determinados. Mas ao publicar "Sur la télevision" (1997), Bourdieu ganha violentas inimizades nos meios mediáticos franceses. Neste estudo, o sociólogo considera que os media estão cada vez mais submetidos a uma lógica comercial, dando a palavra apenas a "ensaístas palradores e incompetentes".
Os jornalistas vedetas da televisão verão nele, daí por diante, um "mandarim" universitário e impõem uma espécie de purgatório mediático a quem ousar defender alguma tese de Bourdieu. É verdade que há uma "escola Bourdieu", ou um colectivo "Bourdieu" de discípulos que se manifesta, de forma militante, na pequena editora "Liber Raison d'Agir". As publicações, baratas e cuidadas, pretendem tornar obras fundamentais acessíveis ao maior número possível de pessoas. Curiosamente, "Liber Raison d'Agir" triunfa no terreno da edição, nomeadamente com "Os Novos Cães de Guarda", de Serge Halimi. Que Bourdieu vença no "mercado" com métodos diametralmente opostos à pré-programação das vendas e dos sucessos de intelectuais desacreditados, enraivece os seus opositores. Afinal, quem é o dominante, quem é o dominado?
A dominação masculina
A saída de "La Domination Masculine", em 1998, relança a polémica com mais virulência. Este estudo incide na "lógica da dominação" (racial, económica, sexual, etc.) em geral, mas escrutinando o caso particular das relações homens-mulheres. Bourdieu convida os leitores a ultrapassarem a alternativa clássica, nos trabalhos sobre a dominação, entre "coacção" e "consentimento", e a considerarem que a dominação masculina se perpetua porque as mulheres são educadas para interpretarem o mundo com os esquemas e as categorias sociais incorporadas no pensamento masculino.
No único documentário existente sobre Pierre Bourdieu, vê-se o sociólogo a intervir num dos subúrbios mais duros de Paris, explicando a uma audiência de adolescentes pouco simpáticos que "a sociologia é um desporto de combate... não para atacar, mas para se defender".
Um dos miúdos interpela violentamente Bourdieu, tratando-o de "mais um dos charlatões que vem ver a violência dos subúrbios". A sala assobia, aquiesce, torna-se ameaçadora. Pierre Bourdieu encaixa mal, não gosta, mas, em vez de dar graxa, para salvar a pele, passa um raspanete ao jovem, e mete a sala na ordem com a temática: "Sei muito mais do que vocês todos, o movimento operário rebentou por causa do anti-intelectualismo". Nos minutos seguintes, chega a ser injurioso. Pois bem, no fim, os miúdos aplaudiram-no.
De pé.
4.1.07
A Sociologia é um desporto de combate - La sociologie est un sport de combat (2001)
La sociologie est un sport de combat (2001) é um interesante filme dirigido pelo jornalista Pierre Carles onde se mostra o trabalho quotidiano do sociólogo francês Pierre Bourdieu. O filme, com uma duação de 2 horas e 26 minutos, percorre diversos lugares, situações e personagens que levam ao espectador a conhecer a perspectiva sociológica e a compreender o ofício de sociólogo e, para além disso, a tomar contacto com uma das principais figuras da sociologia contemporânea: Pierre Bourdieu.Consultar um óptimo website sobre Sociologia :
http://sociologiac.mitus-serveur.net/
Agostinho da Silva (entrevista de 1990)
Consultar: http://www.agostinhodasilva.pt/
Ler também os textos publicados neste blogue:
O anarquismo profético do prof Agostinho da Silva
O Não conformismo do Prof Agostinho da Silva
1ª parte
2ª parte
3ª parte
História da religião: 5000 anos de religião em 90 segundos
3.1.07
Como os ricos destroem o planeta

Acabou de sair em França um livro de Hervé Kempf, jornalista no jornal Le Monde, que promete fazer ondas. Tem como título «Comment les riches détruisent la planète» (Como os ricos destroem o planeta) e pretende fazer uma abordagem e um ponto da situação acerca da rápida degradação e esgotamento dos recursos naturais apontando o dedo aos principais responsáveis por esse estado: as classes e os países ricos do planeta.
Para o autor deste livro, muito bem documentado e com comentários muito incisivos, a crise ecológica não se resolverá senão atacando concomitantemente a crise social, uma vez que as duas estão intimamente ligadas. Pois hoje são os ricos que ameaçam o nosso planeta.
Na sua contracapa pode-se ler.
«Nós encontrámo-nos num momento da história que coloca à espécie humana um desafio radicalmente novo: pela primeira vez o seu prodigioso dinamismo enfrenta os limites da biosfera e põe em perigo o seu futuro. Viver este momento significa que devemos encontrar colectivamente os meios para orientar de outra maneira essa energia humana e essa vontade de progresso. Trata-se de um desafio magnifico, mas arriscado.
Ora uma classe dirigente, predatória e cúpida, rodeada de luxos e malbaratando o poder que possui, tornou-se de facto num obstáculo para a mudança de orientação que se impõe rapidamente. Não tem qualquer projecto, nem é animada por nenhum ideal, nem mesmo tem uma palavra mobilizadora. Depois de triunfar face ao sovietismo, a ideologia neo-liberal não sabe senão auto-celebrar-se. Quase todas as esferas do poder e de influência estão submetidas ao seu pseudo-realismo que pretende que qualquer alternativa seja vista como impossível que a única via imaginável é a que conduz ao crescimento de mais riqueza.
Esta representação do mundo não é só sinistra, mas também cega. Desconhece o poder explosivo da injustiça, subestima a gravidade do envenenamento da biosfera, promove o desaparecimento das liberdades públicas. É indiferente à degradação das condições de vida da maioria dos homens e mulheres, além de consentir na dilapidação das condições de sobrevivência das gerações futuras.
Estado de Sítio ( filme de Costa Gravas)
Duração do filme: 1h 54m.
ESTADO DE SITIO ( COSTA GAVRAS , 1973 )
Poesia Selvagem volta a estar online...
Este post serve para dar conta que o website poesia selvagem volta a estar operativo, com novo figurino e novos conteúdos, estando aberto a livre colaboração de todos. Com uma marca libertária muito forte o site promete ser um desafio à nossa imaginação. Já fui dar uma espreitadela e fiquei deslumbrado. Vejam também.
http://www.poesiasalvaje.org/aire/
Rali Lisboa-Dakar: Acelerar em áreas protegidas!!!
Os concorrentes do rali Lisboa-Dakar vão atravessar três zonas classificadas da Rede Natura 2000, no Alentejo e no Algarve
No percurso português do rali Lisboa-Dakar vai haver competições nas dunas alentejanas. Uma espécie de aperitivo para a aventura no deserto. No entanto, parte desse trajecto faz parte da Rede Natura 2000, uma rede ecológica da União Europeia que tem como objectivo assegurar a conservação dos habitats naturais e da fauna e da flora.
Mais a Sul, no Algarve, os carros, motas e camiões também vão atravessar outras duas áreas classificadas. O Instituto da Conservação da Natureza garante que os concorrentes nunca vão sair dos caminhos já existentes mas os ambientalistas não se conformam.
Fonte: Expresso
2.1.07
As Canções anti-Guerra ( Anti War Songs)
Agora a lista completa:
Masters of War - Dylan
Come you masters of war
A execução de Saddam Hussein foi mais um crime de guerra por parte do exército dos EUA
A propósito da farsa de julgamento de Saddam e do seu assassinato às mãos dos invasores norte-americanos o que é urgente e necessário dizer é tão simples como isto:
A execução do Presidente em exercício de um país invadido (como aconteceu com o Iraque) foi um crime de guerra gravíssimo segundo o direito internacional que deve ser imputado ao governo do exército invasor.

The US-orchestrated tribunal that sentenced President Saddam Hussein has no legal standing
The imminent execution of Iraq’s lawful president is testimony to the gutting of international law by the Bush administration and its criminal partners
President Saddam Hussein is a prisoner of war with protected status under international law.[i]
Further, he is the lawful president of the Republic of Iraq. He cannot be executed legally by the US occupation.
Under the Interim Constitution of Iraq of 1990 — which remains in force despite the illegal imposition of a permanent Iraqi constitution written by the United States — President Saddam Hussein, like heads of state worldwide, including in the US and Europe, is afforded sovereign immunity to prosecution.[ii]
That the US invaded Iraq illegally and established an illegal political process and a quisling Iraqi government only exacerbates the violation of President Saddam Hussein’s personal and sovereign rights and the affront to the whole of Iraq. His imminent execution is an attempt to establish, de facto, a global state of exception to law. Force cannot make just what law denies.
The US-led invasion of the Republic of Iraq was illegal and cannot be made legal by the execution of Iraq’s lawful president. The occupation is illegal and cannot survive by authoring new atrocities.
This mockery of law
The Iraqi Higher Criminal Court that passed a death sentence on President Saddam Hussein is a farce. Not only is it grounded on illegality (occupying powers under international law are expressly prohibited from changing the judicial structures of occupied states[iii]); the trial itself stands distinguished in legal history by its sheer number of due process and international standard of fairness violations.[iv]
These violations have included, often with systematic effect: American imposed censorship of court proceedings; withholding evidence from the defence; forcible ejection from court of defence lawyers and the placing of defence lawyers under house arrest; denial of defence counsel access to defendants; blatant lack of impartiality of court judges; overt political interference in the selection of court officials and the prejudicing of the trial and trial outcome by statements made by invested political figures — including George W Bush — affirming progress towards, or demanding, execution; the replacement of four of the five originally selected court judges; lack of equality of arms between the prosecution and the defence; refusals to accept key defence submissions, especially motions challenging the competence and legality of the court; violations of key fair trial principles and standards and international humanitarian law[v]; violation of Iraqi law[vi]; intimidation of witnesses; failure to ensure the security of the defence leading to the murder of three defence lawyers.
Created by Paul Bremer, the Iraqi Higher Criminal Court was never anything but a US-orchestrated puppet court.[vii] The imposition of a death sentence after an unfair trial stands in direct violation of international law.[viii]
The truth about this court
From day one, this court has been nothing but a smokescreen: an attempt to establish a veneer of legality to an illegal invasion of a sovereign state. From day one, the final conclusion — the illegal execution of Iraq’s lawful president — has been a fait accompli. The only question has been when.
As 2006 ends, the United States is desperate. Defeated militarily on the ground, long defeated politically and morally, the occupation is preparing to open the year 2007 with a barrage of atrocities, including the open murder of Iraq’s lawful president. This, like all other US-authored atrocities in Iraq, will not allow the US and its criminal partners to impose on Iraq a future that is contrary to the fundamental interests of the Iraqi people.
The imminent execution of President Saddam Hussein is a challenge to the world. Its occurrence would mark a watershed in the imposition by force of a global state of exception to law and to international standards of justice and due process.
States are obliged to protect international law and oppose acts that undermine it.[ix] International law is the arbiter and final guarantor of world peace. When states cannot or fail to act to protect it, or when they act resolutely to destroy it, it is the duty of citizens everywhere to oppose global tyranny by direct action.
Urgent action demands
We demand that legal institutions worldwide, governmental and non-governmental, act now to prevent the illegal execution of President Saddam Hussein.
We demand that all states and the United Nations speak up immediately and oppose and prevent the illegal execution of President Saddam Hussein.
We demand an immediate meeting of the UN Security Council in which must be affirmed the legal basis governing international relations and in particular the fundamental jus cogens norms of international humanitarian law.
We call upon the UN Working Group on Arbitrary Detention to defend its November 2006 conclusion that the detention of President Saddam Hussein is illegal and act to prevent his illegal execution.
We invoke the mandate afforded to the UN Special Rapporteur on Extrajudicial, Summary or Arbitrary Execution to intervene to prevent the illegal execution of President Saddam Hussein.
We call upon the Special Rapporteur on the Independence of Judges and Lawyers to defend his March 2006 conclusion that the Iraqi Higher Criminal Court is questionable, has limited competence and has given rise to serious breaches of international human rights principles and standards. We call upon the rapporteur to intervene to prevent the illegal execution of President Saddam Hussein — a further insult to justice.
We demand that the UN High Commissioner on Human Rights personally intervene to prevent this grave war crime from occurring. No one in authority can claim ignorance as to its imminence.
We affirm that international law is the bequest of generations and an expression of the development of human civilization and that people worldwide, individually and in groups, have a stake in protecting it, and the world peace that depends on it.
We call upon citizens and individuals everywhere to stand up in defence of international law and Iraqi sovereignty and act to prevent the execution of Iraq’s legal president.
The execution of Saddam Hussein would not only be a war crime against one individual and state. It would lend an illusion of legality to illegal acts — both the execution of a lawful president and the invasion and destruction of Iraq. It would be nothing less than a declaration of the death of international law, slain by this criminal Bush administration and its collaborators.
If the execution of President Saddam Hussein will not lead to an international or global war, it sows the seeds, in its overt illegality, and in conjunction with Washington’s exclusion of international law from international relations, for precisely this outcome.
Abdul Ilah Albayaty (BRussells Tribunal Advisory Committee)
Ian Douglas (BRussells Tribunal Advisory Committee)
Hana Albayaty (BRussells Tribunal Executive Committee)
Dirk Adriaensens (BRussells Tribunal Executive Committee)
Inge Van De Merlen (BRussells Tribunal Executive Committee)
[i] In January 2004 the US government officially recognized President Saddam Hussein’s prisoner of war status. See Article 3 The Hague IV Regulations, 1907: "The armed forces of the belligerent parties may consist of combatants and non-combatants. In the case of capture by the enemy, both have a right to be treated as prisoners of war." The Third Geneva Convention Relative to the Treatment of Prisoners of War, 1949, provides for the human rights to security of person, privacy, respect, humane treatment, and fair trial. Under international law, no special arrangements can be constituted that adversely affect the rights of persons. See Article 7 of The Fourth Geneva Convention Relative to the Protection of Civilian Persons in the Time of War, 1949.
[ii] See Article 40 of the Interim Constitution of Iraq (1990).
[iii] See Articles 43 and 55 of The Hague IV Regulations on Laws and Customs of War on Land, 1907; Articles 54 and 64 of The Fourth Geneva Convention Relative to the Protection of Civilian Persons in the Time of War, 1949.
[iv] For a full account of the illegality of the Iraqi Higher Criminal Court and the violations of international fair trial principles and standards witnessed during its proceedings see Iraqi Special Tribunal: A Corruption of Justice by Ramsey Clark and Curtis Doebbler (13 September 2006).
[v] Articles 70 and 65 of The Fourth Geneva Convention Relative to the Protection of Civilian Persons in the Time of War, 1949; Article 14 of the International Covenant on Civil and Political Rights. Article 14 of the International Covenant on Civil and Political Rights requires that courts be established under preexisting law.
[vi] The Iraqi Higher Criminal Court is inconsistent with Iraqi law because it violates basic principles of international human rights law that are binding on Iraqi authorities according to Article 44 of the Interim Constitution of Iraq of 1990. Further, the court was formed in violation of processes set forth in Section IV, Articles 60 and 61 of the Interim Constitution and the Iraqi Law on Judicial Organization, the latter illegally annulled by Coalition Provisional Authority Order No 15 of 23 June 2003.
[vii] That the occupying power, through the Coalition Provisional Authority, created the Iraqi Higher Criminal Court (formerly the Iraqi Special Tribunal) is established by the fact that Order No 48, containing the statute of the court, had to be signed by Coalition Provisional Authority Administrator L Paul Bremer before it could enter into force.
[viii] See Article 6, paragraph 2, of the International Covenant on Civil and Political Rights that prohibits imposition of the death penalty when it does not apply "in accordance with the law in force at the time of the commission of the crime." The retroactive application of the death penalty violates the Iraqi Penal Code, which states in Article 1: "no act or omission shall be penalized except in accordance with a legislative provision under which the said act or omission is regarded as a criminal offense at the time of its occurrence." This arbitrary application of the death penalty is also a violation of the right to life in Article 6 of the International Covenant of Civil and Political Rights. See also Articles 2, 4 and 5 of the UN Safeguards Guaranteeing Protection of the Rights of Those Facing the Death Penalty.
[ix] Article 42(2) of the United Nations International Law Commission’s Draft Articles on State Responsibility, representing the rule of customary international law, prevents states from benefiting from their own illegal acts: "No State shall recognize as lawful a situation created by a serious breach …" (emphasis added); Section III(e), UN General Assembly Resolution 36/103 of 14 December 1962, "Declaration on the Inadmissibility of Intervention and Interference in the Internal Affairs of States".
1.1.07
A história do salariato
( documentário em francês)
Michel Foucault por ele próprio
Duração: 1h.02m.
Ler ainda este texto e outros dispersos ao longo do blogue (pesquisar no fundo da coluna do lado).
Michel Foucault Par Lui-Même (Arte)
Uma palavra de amizade aos que nos têm acompanhado.
Aos amigos(as) do mundo real, aos autênticos, aos que não nos abandonam nem nos traem, e lutam lado a lado, na mesma barricada, falo-lhes naturalmente quando os encontrar…
Aos amigos(as) do cyber-espaço, que espero sejam também feitos da mesma massa de autenticidade, gostaria de aqui me referir, ainda que de forma breve e alusiva. Estou-me a referir concretamente a todos aqueles que tiveram a atenção e a confiança em fazer um link ou uma referência ao Pimenta Negra.
Começaria por aqueles cujas actividades justificam o seu aparecimento na blogosfera, e que agradeço a ligação recíproca ao Pimenta Negra: a Livraria Letra Livre, a Livraria A Pulga, a Editora Deriva, o Teatro de Montemuro (blog Lobos no Fojo), e a Galeria Sargadelos ( com a cerâmica da nossa querida Galiza), a Galeria Margemd'Arte e a ex-editora Afrodite ( de que guardo uma boa memória dos tempos da luta anti-fascista)
Passava agora aos blogues cujos autores me estão mais próximos: desde logo, com o notável e sempre bem informado Ondas, a que se junta Francisco Trindade, o Bioterra, a Arqueologia das Palavras, a Citizen Mary, o Trip na Arcada, o Utopiar aqui, o Hop3.
Seguem-se aqueles por quem sentimos uma afinidade de ideais e que nos acompanham na senda por um mundo melhor, dentro dos quais se destaca o nosso companheiro e amigo Moésio Rebouças que, desde o Brasil, nos tem enviado preciosas informações, e a quem queremos enviar um abraço fraterno e esperar que continue com a sua acção. Referência pois para Aljustrel, para o seu Centro cultural Gonçalves Correia, para a Carbonária Anarca, para o BdeAnarquia, e para o F.A.L.A., Ad Loca Infecta, Ab Ignis Aurora et Lux, sem esquecer o agradecimento devido à revista Utopia pela remissão feita para o Pimenta Negra no seu último número do ano passado(2006). Uma menção especial também ao Abel Ortiz do Abajo el Trabajo (Salud !, companheiro)
Afins à nossa sensibilidade perante o mundo e a vida são também a InfoAlternativa, o Xatoo, o Investigando o Imperialismo, o Lapas do Almonda, o Cão de Guarda ( muito parado ultimamente), o núcleo de Sintra da Amnistia Internacional, o Tupiniquim, ao Esquerda Republicana, o Apocalipse Motorizado, A Sinistra Ministra, Muito Barulho
Guardados, bem guardados, estão aqueles que têm estado há mais tempo com o Pimenta Negra: falo concretamente da Fenixarte, do Matarbustos, o DesNorte ( com música clássica) a que se pode juntar o Desenvolvimento Ecológico ( e um agradecimento particular ao professor Jacinto Rodrigues por todo o seu trabalho de divulgação), a Ave do Arremedo, o Classe Aberta, Cabana do Viriasman, The Amazing Trout blog, Blue the life of waters, Cores da Terra, Aquecimento blogal e à Bolota Voadora.
Mais recentemente estabelereceram ligações recíprocas os seguintes blogues: o Insónias, Almocreve das Petas (sempre muito bem documentado), Ultraperiférico, Luna, Fuga para a Vitória ( que terminou agora), Flórula Infame, Interstícios, o Populo, o Animot, Manuel Bancaleiro, Discurso dos Dias, Encosta dos Curiosos, Poema em forma de Nuvem, Under3blog, Incomunidade, Francisco Castelo (fotografia e arqueologia), Taborda
Receando não ter mencionado todos os que têm um link para o Pimenta Negra, pelo que peço desde já as minhas desculpas pela omissão, quero assim agradecer a vossa atenção e a vossa prova de confiança. Um abraços para todos(as).
E um Bom Ano Novo, com alegrias, sonhos, muitas leituras e outras tantas lutas,
MANIFESTO do blogue PIMENTA NEGRA
Pimenta Negra, um website de crítica social e contra-cultural
31.12.06
Algumas músicas para acabar o ano de 2006
Atenção: esta escolha esteve condicionada aos meios disponíveis na net; além disso, outras músicas e outros géneros musicais, desde os instrumentais até à música antiga, não são menos valiosos para quem gosta de música e dos sons.
Ma solitude ( G. Moustaki)
Ma solitude (G. Moustaki)
Pour avoir si souvent dormi
Avec ma solitude
Je m'en suis fait presqu'une amie
Une douce habitude
Ell' ne me quitte pas d'un pas
Fidèle comme une ombre
Elle m'a suivi ça et là
Aux quatre coins du monde
Non, je ne suis jamais seul
Avec ma solitude
Quand elle est au creux de mon lit
Elle prend toute la place
Et nous passons de longues nuits
Tous les deux face à face
Je ne sais vraiment pas jusqu'où
Ira cette complice
Faudra-t-il que j'y prenne goût
Ou que je réagisse?
Non, je ne suis jamais seul
Avec ma solitude
Par elle, j'ai autant appris
Que j'ai versé de larmes
Si parfois je la répudie
Jamais elle ne désarme
Et si je préfère l'amour
D'une autre courtisane
Elle sera à mon dernier jour
Ma dernière compagne
Non, je ne suis jamais seul
Avec ma solitude
Non, je ne suis jamais seul
Avec ma solitude
Where have all the flowers gone (Joan Baez)
WHERE HAVE ALL THE FLOWERS GONE
(letra de Pete Seeger)
Where have all the flowers gone?
Long time passing
Where have all the flowers gone?
Long time ago
Where have all the flowers gone?
Girls have picked them every one
When will they ever learn?
When will they ever learn?
Where have all the young girls gone?
Long time passing
Where have all the young girls gone?
Long time ago
Where have all the young girls gone?
Taken husbands every one
When will they ever learn?
When will they ever learn?
Where have all the young men gone?
Long time passing
Where have all the young men gone?
Long time ago
Where have all the young men gone?
Gone for soldiers every one
When will they ever learn?
When will they ever learn?
Where have all the soldiers gone?
Long time passing
Where have all the soldiers gone?
Long time ago
Where have all the soldiers gone?
Gone to graveyards every one
When will they ever learn?
When will they ever learn?
Where have all the graveyards gone?
Long time passing
Where have all the graveyards gone?
Long time ago
Where have all the graveyards gone?
Covered with flowers every one
When will we ever learn?
When will we ever learn?
Les anarchistes (Léo Ferré)
Les anarchistes (Léo Ferré)
Y'en a pas un sur cent et pourtant ils existent
La plupart Espagnols allez savoir pourquoi
Faut croire qu'en Espagne on ne les comprend pas
Les anarchistes
Ils ont tout ramassé
Des beignes et des pavés
Ils ont gueulé si fort
Qu'ils peuv'nt gueuler encore
Ils ont le cœur devant
Et leurs rêves au mitan
Et puis l'âme toute rongée
Par des foutues idées
Y'en a pas un sur cent et pourtant ils existent
La plupart fils de rien ou bien fils de si peu
Qu'on ne les voit jamais que lorsqu'on a peur d'eux
Les anarchistes
Ils sont morts cent dix fois
Pour que dalle et pour quoi ?
Avec l'amour au poing
Sur la table ou sur rien
Avec l'air entêté
Qui fait le sang versé
Ils ont frappé si fort
Qu'ils peuvent frapper encor
Y'en a pas un sur cent et pourtant ils existent
Et s'il faut commencer par les coups d'pied au cul
Faudrait pas oublier qu'ça descend dans la rue
Les anarchistes
Ils ont un drapeau noir
En berne sur l'Espoir
Et la mélancolie
Pour traîner dans la vie
Des couteaux pour trancher
Le pain de l'Amitié
Et des armes rouillées
Pour ne pas oublier
Qu'y'en a pas un sur cent et pourtant ils existen
tEt qu'ils se tiennent bien le bras dessus bras dessous
Joyeux, et c'est pour ça qu'ils sont toujours debout
Les anarchistes
Look What They've Done to My Song ( Melanie Safka)
Look What They've Done to My Song (Melanie Safka)
Look what they've done to my song, Ma
Look what they've done to my song
Well it's the only thing I could do half right
And it's turning out all wrong, Ma
Look what they've done to my song
Look what they've done to my brain, Ma
Look what they've done to my brain
Well they picked it like a chicken boneA
nd I think I'm half insane, Ma
Look what they've done to my song
I wish I could find a good book to live in
Wish I could find a good book
Well, if I could find a real good book
I'd never have to come out and look at
What they've done to my song
La la la...
Look what they've done to my song
But maybe it'll all be all right, Ma
Maybe it'll all be OK
Well, if the people are buying tears
I'll be rich some day, Ma
Look what they've done to my song
Ils ont changé ma chanson, Ma
Ils ont changé ma chanson
C'est la seule chose que je peux faire
Et çe n'est pas bon, Ma
Ils ont changé ma chanson
Look what they've done to my song, Ma
Look what they've done to my song
Well they tied it up in a plastic bag
And turned it upside down
Look what they've done to my song
Ils ont changé ma chanson, Ma...
Look what they've done to my song, Ma
Look what they've done to my song
Well it's the only thing I could do all right
And they turned it upside down
Look what they've done to my song
El Desierto (Lhasa de Sella)
El Desierto (voz de Lhasa de sella)
He venido al desierto pa irme de tu amor
Que el desierto es más tierno y la espina besa mejor
He venido a este centro de la nada pa gritar
Que tú nunca mereciste lo que tanto quise dar
Que tú nunca mereciste lo que tanto quise dar
He venido al desierto pa irme de tu amor
Que el desierto es más tierno y la espina besa mejor
He venido a este centro de la nada pa gritar
Que tú nunca mereciste
He venido yo corriendo olvidándome de ti
Dame un beso pajarillo no te asustes colibrí
He venido encendida al desierto pa quemar
Porque el alma prende fuego cuando deja de amar
Porque el alma prende fuego cuando deja de amar
He venido yo corriendo olvidándome de ti
Dame un beso pajarillo y no te asustes colibrí
He venido encendida al desierto pa quemar
Porque el alma prende fuego
He venido yo corriendo olvidándome de ti
Dame un beso pajarillo y no te asustes colibrí
He venido encendida al desierto pa quemar
Porque el alma prende fuego cuando deja de amar
Porque el alma prende fuego cuando deja de amar
He venido al desierto pa irme de tu amor
Que el desierto es más tierno y la espina besa mejor
He venido a este centro de la nada pa gritar
Que tú nunca mereciste lo que tanto quise dar
He venido yo corriendo olvidándome de ti
Dame un beso pajarillo y no te asustes colibrí
He venido encendida al desierto pa quemar
Porque el alma prende fuego
A minha cidade - Porto

Os autocolantes da nossa Revolução de Abril
Por isso é que vale bem uma ( ou várias) visitas.
Ver aqui.
E com a devida condescendência do autor do blogue reproduzo a seguir dois autocolantes que se revestem de um significado especial para mim...

30.12.06
Acções de rua contra a agressão publicitária
Contra a invasão da publicidade no espaço público, a publicidade sexista, e a manipulação mental feita pelas empresas publicitárias que arrecadam milhões com esta poluição mental e visual.
Existem vários colectivos anti-publicidade desde as feministas ( que visam sobretudo a publicidade sexista), os ecologistas (que defendem as paisagens naturais e querem salvaguarda-las da intromissão publicitária), até aos activistas não-violentos que levam a cabo acções de desobediência civil à imagem de Gandhi, os anarquistas e libertários, e finalmente os auto-designados «electrões livres» que pretendem investir com arte o espaço público
Ver o vídeo (em francês) que mostra acções de rua em Paris contra os placards publicitários que representam uma invasão do espaço público pela publicidade agressiva e psicologicamente violenta.
Paco Ibañez canta em memória de José Couso

No dia 8 (20 h.) de cada mês há sempre uma concentração em frente da embaixada dos Estados Unidos da América, em Madrid, a exigir que se faça Justiça.
2007 será outro ano de luta a reclamar e exigir que se faça justiça!
http://www.josecouso.info/
A galopar (poema de Rafael Alberti, e voz de Paco Ibañez)
Foucault e Chomsky debatem o poder e o funcionamento das nossas sociedades
Infelizmente a linguagem utilizada é o francês e o inglês. De qualquer modo serve para despertar o interesse pelas suas obras e pensamento.
Curiosa e importante é a maneira como os dois abordam a questão da suposta «natureza humana» e do poder. Para um o poder está centralizado, para o outro o poder é difuso. Mas ambos questionam a legitmidade desse mesmo poder.
29.12.06
Viver a Utopia

Vídeo-documentário da TVE ( televisão espanhola), realizado em 1997, por Juan Gamero, e durante o qual se explica o ideal anarquista vivido durante a revolução espanhola de 1936.
Trata-se de um notável documentário falado em castelhano que aborda de uma forma objectiva a realidade do anarquismo espanhol naquela época, bem assim a filosofia e as práticas libertárias.
Duração do vídeo: 1 hora e 34 minutos.
A vida depende da agitação que é realizada por alguns indivíduos excêntricos. Em homenagem a essa vida, a essa vitalidade, a comunidade deve aceitar certos riscos, deve admitir uma porção de heresia. Deve viver perigosamente, caso queira viver.
Herbert Read.
Herbert Read (inglês, 1893-1968) foi um poeta e crítico inglês. A sua experiência na frente da I Guerra Mundial impregna grande parte da sua vida. Na sua faceta de crítico de arte ganhou prestígio e destacou-se como defensor da tese da importância da arte para a educação e a aprendizagem, e cujas obras se tornaram de leitura obrigatória quer na área da educação quer na arte em geral.
Anarquismo y poesía (fragmento), por Herbert Read
" Aunque ello pueda parecer fuera de razon a quienes esten ajenos al quehacer poetico, el poeta exige un tipo de sociedad en el que el recogimiento, el retiro, sea un derecho natural. Exige la posibilidad de meterse entre la muchedumbre y salir de ella con la misma facilidad con que entra y sale de su casa. Acusa al mundo moderno de haber invadido su rincon de soledad, de haberlo llenado de preocupaciones y de rumores, de haber introducido en el la politica y las guerras totalitarias. En consecuencia, el poeta se ve obligado a exigir, por razones poeticas, que se transforme el mundo. Y no cabe afirmar que tal exigencia sea desmedida: constituye la condicion primera de su existencia.
(...)
Resulta muy dificil para el artista aceptar en el seno de la sociedad esta tarea, que no le comporta agradecimiento alguno: mantenerse aparte y, sin embargo, actuar como intermediario; comunicar a la sociedad algo que le es tan esencial como el pan y el agua y, sin embargo, poder hacerlo solo desde una posicion de aislamiento y desapego. La sociedad nunca llegara a comprender y amar al artista, porque nunca llegara a estimar su indiferencia, su asi llamada objetividad. Mas el artista debe aprender a amar y comprender a la sociedad que lo rechaza. Debe aceptar tan dura experiencia y apurar, como Socrates, la copa mortal. "
Retirado de:
Hoje nova Bicicletada no Porto e Lisboa

A propósito passam-se dois videos transmitidos pelos dois principais canais de televisão portugueses sobre a MASSA CRÍTICA e o meio alternativo de deslocação dentro da cidade.
Reportagem 'de Bicicleta Para o Trabalho' (SIC - 28 Maio 2006)
Reportagem 'uso da bicicleta no dia-a-dia' (RTP - 24 Maio 2006)
28.12.06
Para combater o frio, vai um pezinho de dança?
( situada atrás da Igreja do Marquês ( à Pr. do Marquês de Pombal, no PORTO)
Concertos e danças de músicas étnicas e tradicionais:
SEXTA-FEIRA, 29 DEZEMBRO
22H00 Mú
24H00 Monte Lunai
SÁBADO, 30 DEZEMBRO
18H00 Mosca Tosca acústico (bar)
22H00 Zef
23H45 Show de Dança Oriental
24H00 Uxu Kalhus
18H00 Uxu Kalhus acústico (bar)
22H00 Naragonia (Bélgica)
24H00 Zef (França)
16H00 Naragonia



