5.3.05
Jack Kerouac e a revolta beatnick
“On the road” o livro mais conhecido de Kerouac representa a transição entre duas épocas: o período cinzento dos anos 50 e o sopro da ventania da década de 60.O livro fez escola na América: partir ao acaso, ao encontro das aventuras da estrada, fugir ao remanso sufocante da casa, da família, dos bens materiais, do conformismo, escapar à domesticação, mas também ao ghetto, à célula comunista, à prisão mental, e partir à procura da sabedoria e da verdade. Na origem do movimento beatnick encontrámos um pequeno grupo de jovens escritores que frequentavam a boémia de Greenwich Village novaiorquina em 1943. Dele faziam parte Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs, Gregory Corso, Clellon Holmes, Carl Solomon, Lawrence Ferlinghetti, Barbara Guest, Denise Levertov, Frank O’Hara, John Ashbery, Keneth Patchen,...
A geração beat é uma expressão que engloba hipsters e beatnicks. De comum têm o jazz, a marijuana e a percepção da sociedade como uma prisão. Mas têm também diferenças. O hipster é o proletário avesso ao trabalho, lança-senos estupefacientes para melhor gozar a vida. É limpo, activo e faustiano. O beatnick vem da classe média, e não trabalha, atitude que desafia o conformismo dos pais. É desalinhado, contemplativo, místico e poético. O beatnick é mais sentimental que sexual, mais cerebral que corporal.
Uma caracterização como esta peca por falta de realismo. É que estas duas figuras - o hipster e o beatnick - misturam-se e confluem em doses diferentes em cada indivíduo em concreto. Houve hipsters que deram em beatnicks (os beatsters ), e beatnicks que evoluíram para hipsters (os hipnicks).
Kerouac distingue em “ The origins of the Beat Generation” dois estilos diferentes: « o “cool” é o tipo lacónico e barbudo, sentado à frente de uma cerveja, a falar em voz baixa, e rodeado de miúdas vestidas de preto que não abrem a boca; o “hot” é um tipo louco, inocente, de coração aberto e olhos brilhantes, conversador bebido, a saltar de bar em bar.» E continua: «Em 1948 os tipos “hot” andavam de carro de um lado para o outro, no estilo on the road, à procura de jazz frenético e estridente, executado por Willis Jackson ou Lucky Thompson, enquanto os tipos “cool” permaneciam imóveis num silêncio mortal face aos excelentes grupos de Lennie Tristano e Miles Davis» E conclui: « Claro está que a maioria dos artistas da geração beat eram tipos “hot”.
As primeiras manifestações literárias beat aparecem por volta de 1948-49 em S. Francisco pela mão de Kenneth Patchen, Kerouac, Ginsberg, Ferlinghetti e Gregory Corso. A poesia de gabinete dava lugar à poesia pulsional dos seus frenéticos e impulsivos fabricantes. Um outro grupo, de Nova Iorque, mais intelectualizado e moderado, aparece a dar réplica ao de S. Francisco. A ele pertencem Denise, O’Hara, Ashbery e Guest. De todos, Kerouac é o que ganhará mais destaque graças ao seu livro “On the Road”, e na poesia, Ginsberg é o poeta mais citado.
Jack Kerouac ficou também conhecido pela defesa da técnica de escrita designada por “ escrita automática”, algo parecido com a improvisação jazzística, ao utilizar espaços em branco a separa as frases em vez da tradicional pontuação, tal qual acontece no jazz entre dois compassos. Esse estilo ao retratar ritmos disjuntivos e sensações difusas, acaba por ser significativamente muito expressivo, e recorda a action painting de Pollock, e a energia orgástica de um Reich.
Há quem compare a geração beat americana, e o seu espírito inconformista, aos angry young man ingleses, e aos existencialistas franceses pós-45. A angústia e a revolta a todos agitou, promovendo uma sensibilidade específica e um estado de espírito singular.
Os autores beat alimentam-se de Rimbaud, Céline, Whitman, Ezra Pound, Hermann Melville, William Blake, e William Carlos Williams, todos considerados como poetas malditos. Recuperam o budismo zen, incorporam a sua lógica, a afirmação do não-sentido, da não-ordem, o fluxo e a imprevisibilidade das coisas na contra-cultura, que propõem, em alternativa ao império da mercadoria.
Outro dado incontonável deste movimento são as drogas. Estas são vistas como sinónimo de expansão da mente e do corpo, como desprogramadoras do quotidiano produtivista e do american way of life. Burroughs, por exemplo, explora muito este filão no seu livro “Naked Lunch”, e abre caminho às teorias de um Timothy Leary sobre os psicotropos e alucinógeneos.
A geração beat representou uma recusa ao caminho que a civilização americana: de um pequeno cenáculo de poetas e escritores boémios, a sensibilidade beat alastrou à sociedade no seu conjunto, deixa de ser uma experiência individual e converte-se numa linguagem colectiva, numa Contra-Cultura. Advém daí a enorme influência que os beat exerceram sobre a música e a arte dos anos 60, entre os grupos as tribos urbanas e o underground subsequente. Bastará apenas recordar a sua influência sobre músicos como Cage e Phil Glass, artistas como Warhol, e vocalistas como Janis Joplin e Bob Dylan. O estudo desta década não pode ser feito sem se mencionar o lastro deixado pela geração Beat, quiça a fonte de onde brotou muito do que se viu ( e ouviu) nos sixties.
A constelação Beat é multifacetada e os seus elementos tiveram destinos diferentes. Uns morreram alcoolizados (Kerouac), outros exilaram-se ( Burroughs e Bowles ), outros ainda mantêm-se no activo ( Ginsberg). E desencantem-se os que pensam a Beat como fenómeno do passado. Hoje, em plena vaga grunge, assiste-se a um renovado interesse pelo beat. Os seus livros, textos e poemas são de novo lidos e recitados nas caves novaiorquinas, e até os próprios estilistas se inspiram no look beatnik.
Nos últimos anos a América foi varrida por uma autêntica Kerouacmania, a propósito dos 25 anos da morte de Kerouac. Este foi içado a ídolo e vendido ao mundo como típico gadget norte-americano. Inclusivamente, o escritor já foi convertido no pai putativo do “street jazz”, uma mistura de saxe, contrabaixo e rap. E aproveitando todo este movimento, Ginsberg confessou, não há muito tempo, que os anos 90 lhe recordavam a década de 60, tal como os anos 80 se inspiraram nos anos 50.
Mas atrás das mercadoria e da caixa registadora, esconde-se a história eral e o homem concreto. E a verdade é que não têm faltado biografias e edições sobre Kerouac. Nelas se vê que foi um escritor prolixo, caseiro, a viver com a sua mãe. Fez longas viagens pela América, viveu durante algum tempo a boémia citadina, e até se inscreveu a dada altura como guarda florestal a fim de gozar de alguma êxtase contemplativa.
De origem canadiana, mais própriamente do Quebéc, Kerouac revê-se como um forasteiro, alguém com desejo de vaguear pela América profunda. Morreu a 21 de Outubro de 1969, alcoolizado, sózinho e convertido ao patriotismo balofo do americano médio ( na realidade, veio a apoiar a intervenção americana na guerra do Vietname ).
No livro “On the Road”, os dois personagens Dean Moriarty e Sal separam-se, com este a prenunciar o destino trágico de Dean. O escritor, personificação viva de Sal, nutria uma especial admiração por Dean, mas este era o oposto deste. Curiosamente , no entanto, soube identificar-se com ele na autodestruição e morte. Resta-nos agora o Kerouac, figura de proa da Contra-Cultura.
A Pulga, a minha querida livraria
Abriu recentemente na cidade do Porto a livraria vocacionada para literatura marginal “A Pulga, a Minha querida livraria», situada no Parque Itália, Rua Júlio Dinis, 752, 1º - loja 70.
Mais informações:
www.edicões-mortas.com
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4.3.05
OGMs, nocivos para consumo interno nos USA, foram despachados para a Guatemala!
Trata-se de um assunto altamente embaraçoso para o governo americano, segundo informa a conhecida revista nova-iorquina Village Voice. O milho transgénico norte-americano de nome Starlink que não cumoria com as condições exigidas para ser comercializado no mercado interno norte-americana acabou estranhamente por ser encontrado nos stocks do Programa alimentar mundial (PAM) das Nações Unidas que estava destinado a seguir para a Guatemala. Imediatamente os activistas dos países latino-americanos acusaram os Estados Unidos de empurrar os produtos alimentares para os pobres da Guatemala, segundo a mesma revista.
O Starlink é um produto da sociedade Aventis CropScience. As sementes desta variedade de milho transgénico estão programadas para gerar os seus próprios pesticidas. Só que o único problema desta «pequena maravilha tecnocientífica» é que o Starlink é altamente prejudicial para a saúde humana. Provoca reacções alérgicas e crises de asma. Por essa razão é que, no mercado interno norte-americano, o referido OGM só se destina a animais e ao fabrico de etanol. O que nem sempre aconteceu, informa Village Voice: há 5 anos atrás, os hipermercados foram obrigados a retirar alguns produtos à venda por se terem encontrado vestígios do Starlink em mais de 300 produtos diferentes feitos à base deste cereal transgénico, o que provocaou prejuízos de vários milhões de dólares à Aventis CropScience.
Village voice informa também que não é a primeira vez que os Estados Unidos empurram para os países subdesenvolvidos produtos alimentares considerados impróprios para o seu mercado interno. Já em 2002 o tinham feito, mas dessa vez o destino desses bens no âmbito do PAM tinha sido para a Bolívia !!!
O Starlink é um produto da sociedade Aventis CropScience. As sementes desta variedade de milho transgénico estão programadas para gerar os seus próprios pesticidas. Só que o único problema desta «pequena maravilha tecnocientífica» é que o Starlink é altamente prejudicial para a saúde humana. Provoca reacções alérgicas e crises de asma. Por essa razão é que, no mercado interno norte-americano, o referido OGM só se destina a animais e ao fabrico de etanol. O que nem sempre aconteceu, informa Village Voice: há 5 anos atrás, os hipermercados foram obrigados a retirar alguns produtos à venda por se terem encontrado vestígios do Starlink em mais de 300 produtos diferentes feitos à base deste cereal transgénico, o que provocaou prejuízos de vários milhões de dólares à Aventis CropScience.
Village voice informa também que não é a primeira vez que os Estados Unidos empurram para os países subdesenvolvidos produtos alimentares considerados impróprios para o seu mercado interno. Já em 2002 o tinham feito, mas dessa vez o destino desses bens no âmbito do PAM tinha sido para a Bolívia !!!
50 pequenas cidades do Estado de Vermont referendaram a favor da retirada das tropas americanas do Iraque
No âmbito de uma campanha contra a guerra e a ocupação do Iraque, pouco mais de 50 pequenas cidades do Estado norte-americano referendaram a favor da saída das tropas americanas daquele país, assim como por uma investigação sobre o uso e o envolvimento abusivo da Guarda Nacional de Vermont na guerra do Iraque às ordens do governo federal.
Os activistas anti-guerra esperam estender esta iniciativa a outros Estados. Recorde-se que em Novembro passado os eleitores de San Francisco já se tinham votado uma proposta no mesmo sentido e que visa exigir a retirada logo que possível das tropas norte-americanas do território iraquiano.
http://www.thenation.com/thebeat/index.mhtml?bid=1&pid=2234
http://www.mfso.org/
Os activistas anti-guerra esperam estender esta iniciativa a outros Estados. Recorde-se que em Novembro passado os eleitores de San Francisco já se tinham votado uma proposta no mesmo sentido e que visa exigir a retirada logo que possível das tropas norte-americanas do território iraquiano.
http://www.thenation.com/thebeat/index.mhtml?bid=1&pid=2234
http://www.mfso.org/
Que força é essa?
Autor, música e voz: Sérgio Godinho
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Construir as cidades para os outros
Carrejar pedras, desperdiçar
Muita força pr’a pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pr’a pouco dinheiro
Que força é essa
Que força é essa
Que trazes nos braços
Que só te serve para obedecer
Que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
Que força é essa amigo
Que te põe de bem com outros
E de mal contigo
Que força é essa, amigo
Não me digas que não me compreendes
Quando os dias se tornam azedos
Não me digas que nunca sentiste
Uma força a crescer-te nos dedos
E uma raiva a crescer-te nos dedos
Não me digas que não me compreendes
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Construir as cidades para os outros
Carrejar pedras, desperdiçar
Muita força pr’a pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pr’a pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Construir as cidades para os outros
Carrejar pedras, desperdiçar
Muita força pr’a pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pr’a pouco dinheiro
Que força é essa
Que força é essa
Que trazes nos braços
Que só te serve para obedecer
Que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo
Que força é essa amigo
Que te põe de bem com outros
E de mal contigo
Que força é essa, amigo
Não me digas que não me compreendes
Quando os dias se tornam azedos
Não me digas que nunca sentiste
Uma força a crescer-te nos dedos
E uma raiva a crescer-te nos dedos
Não me digas que não me compreendes
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Construir as cidades para os outros
Carrejar pedras, desperdiçar
Muita força pr’a pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pr’a pouco dinheiro
Louis Lecoin - Figura maior do pacifismo
Breve biografia de Louis Lecoin
Nascido no Cher, de uma família muito pobre, e de pais analfabetos, operário, jardineiro, empregado de construção civil, corrector de imprensa e, finalmente, jornalista, Louis Lecoin foi com toda a certeza uma das mais belas e impresssivas figuras da anarquia e do pacifismo da nossa época mais recente. Este homem combativo e generoso passou doze longos anos nas prisões francesas. Teve então ocasião de conhecê-las quase a todas: Dépôt, Santé, Clairvaux, Cherche-Midi, Poissy, Bicêtre, Albertville, e até vários campos de internamento. Em Monge, na região de Auvergne, no ano de 1918, até foi encarregado de partir pedra. Passou por todas as jurisdições : criminal, administrativa, militar, sem que jamais a sua consciência de homem livre e refractário se vergasse face ao poder. Em toda a sua vida nunca ele deixou de lutar contra a guerra e o espírito militar.
Quando jovem recruta, em Outubro de 1910, o seu Regimento foi enviado para reprimir a greve dos ferroviários. Lecoin recusa-se então a marchar contra os grevistas, o que lhe vale a sua primeira condenação. Seis meses de prisão. Desmobilizado em 1912, chega a Paris onde entra em contacto com os meios libertários. Torna-se secretário da Federação comunista anarquista desenvolvendo uma intensa actividade. Acusado de preparar a sabotagem da mobilização para a guerra, de incitação ao roubo, assassínio, pilhagem e associação de malfeitores ( esta última acusação será mais tarde retirada), não passou muito tempo para Lecoin ser preso e condenado a cinco anos de reclusão. À sua saída de prisão, a guerra ainda não terminara. Lecoin recusa-se por duas vezes o seu alistamento no exército. O que lhe valeu nova condenação. Pouco mais tarde, ele demonstrará toda a sua coragem e determinação por alturas de dois casos que tiveram grande impacte em França e no mundo.
Três anarquistas espanhóis, militantes da CNT; Ascaso, Durutti e Jover, tinham deixado Espanha para se refugiarem na Argentina. Daí tinham regressado a Paris com a intenção de prepararem um atentado contra o rei de Espanha Afonso XIII que acabara de anunciar uma visita oficial a França. Presos e inculpados por posse de armas proibidas, aqueles que em Espanha eram conhecidos pelos três mosqueteiros, arriscavam agora serem extraditados para o seu país, ao mesmo tempo que a Argentina também os reclamava acusando-os de assassinato. O ministro da justiça francês aprontava-se para os repatriar . Lecoin constituiu então em sua defesa um Comité do direito de asilo . Entretanto, a Liga dos direitos do homem foi também alertada. Édouard Herriot, encarregado do caso, conseguiu a prorrogação da extradição. “A justiça francesa derrotada por uma bando de ladrões” titulavam alguns jornais argentinos. Para evitar uma interpelação ao Parlamento, o governo Poincaré preferiu então libertar os três anarquistas espanhóis.
O outro grande combate conduzido por Lecoin - o movimento a favor de Sacco e Vanzetti – não conheceu infelizmente o mesmo desfecho: apesar de ter movido o céu e a terra, os dois italianos acabaram por ser executados em 23 de Agosto de 1927. Lecoin não podia deixar de passar esse momento para exprimir a sua mais profunda reprovação face ao acontecido.
Quinze dias depois da execução, A Legião Americana que reunia os antigos combatentes americanos da guerra de 14-18, realizava o seu primeiro congresso em Paris, no Trocadero. Lecoin decidiu fazer qualquer coisa a fim de despertar a opinião pública. Escutemo-lo a contar a sua intervenção:
“Era grande o meu desejo de denunciar esse falso ambiente de concórdia , de romper essa harmonia superficial, de lembrar aos congressistas o assassínio cometido no seu próprio país sem que eles tivessem feito coisa alguma.
Foi necessário enganar a vigilância dos polícias que me seguiam à perna já há algum tempo atrás e me espiavam durante a noite. Decidi sair antes do nascer do sol, saltando pela janela e enfiei-me numa rua paralela à minha.
Para entrar dentro da sala dos congressos tive de recorrer a alguns estratagemas. Cortei o bigode, coloquei uns óculos, cobri-me de condecorações e municiei-me com um convite oficial. A polícia observava a entrada. Oficiais da polícia fizeram-me uma saudação militar quando passei pela sua frente em direcção à sala principal.
Sem nada ter preparado encontrava-me no meio dos delegados do Massachusetts, província americana onde tinham morrido Sacco e Vanzetti. Mandei para trás das costas a ideia que a qualquer momento estes gorilas exercitarão a sua força muscular sobre as minhas costas.
O congresso vai começar. O presidente da Legião Americana prepara-se para falar...O silêncio é total...É então que eu me levanto e por três vezes grito com voz sonante: Viva Sacco e Vanzetti.
Estupor e incredulidade na tribuna oficial. Na sala, simplesmente curiosidade. Junto de mim os presentes não vacilam. Acabaram por me prender”
O prefeito da polícia local fica embaraçado. Como tratar com um recalcitrante desta espécie? Na expectativa do que decidirão sobre si, Lecoin é enviado para a Santé, onde irá fazer companhia a Doriot, Marty e Duclos. O juiz designado decide-se a acusá-lo por porte ilegal de uniforme e de condecorações. Mas Lecoin acaba por ser acusado de...apologia de homicídio! Porém, a pressão da opinião pública e a enormidade e ridículo duma tal acusação levou à libertação de Lecoin uma semana mais tarde.
Por ocasião da Guerra civil em Espanha, Lecoin formou o Comité pela Espanha Livre, mais tarde designado po Solidariedade Internacional antifascista (SAI). Em 1939, aquando da declaração de guerra, Lecoin com 51 anos já não podia ser mobilizável. Os seus amigos, em conjunto com ele, decidiram então preparar uma acção. Redigiram um panfleto, assinaram-no e imprimiram-no clandestinamente antes de distribuir os 100.000 exemplares pela população. Mais de trinta pessoas convidadas tinham aposto a sua assinatura No manifesto “Paix immédiate” entre os quais se contavam Alain, Marcel Déat, Henri Poulaille, Marceau Pivert, Henri Jeanson, Jean Giono. Infelizmente, alguns que assinaram o documento irão mais tarde dessolidarizarem-se com Lecoin de forma indigna.
Preso e encarcerado, Lecoin correu o risco de ser passado pelas armas tal era o desejo de èdouard Daladier. Com a derrota de 1940 os prisioneiros foram evacuados para diferentes campos e Lecoin deportado para a Argélia. Graciado pouco depois regressou a Paris a 3 de setembro de 1941.
Em 1948 aparece o primeiro número de Défense de l’Homme, revista que Lecoin decidiu criar. EM dezembro do mesmo ano, Lecoin publica aí um artigo intitulado “Amnistia para os nossos, amnistia para os deles, amnistia para todos”. Condenando os saneamentos selvagens do período pós-Libertação, assim como as perseguições que teimavam em continuar, o velho anarquista reivindica a libertação de todos os prisioneiros, inclusivamente os acusados de colaboracionismo. “ Jamais, dizia ele, me posso lançar sobre um homem ferido, sobre um homem dobrado por terra - se assim não fosse sentir-me-ia odioso”. O seu respeito pela vida e pela liberdade dos homens não tinha sentido único.
Contudo, o empreendimento mais extraordinário que este homem conseguia levar por diante, num esforço heróico, foi sem dúvida o Ter conseguido obter a elaboração e promulgação do estatuto de objectores de consciência.
Desamparado pela morte súbita da sua companheira, conhece o desespero. Por isso, e talvez “para se salvar a si mesmo” como confessou, Lecoin decide lançar-se numa campanha para o fim do encarceramento dos objectores de consciência. A defesa dos objectores começa no início de 1957. Mas a lei só será promulgada em 23 de Dezembro de 1963 após algumas peripécias dramáticas.
Quando o caso foi despoletado encontravam-se encarcerados 90 objecores. Os mais numerosos pertenciam às testemunhas de Jéhovah. Mas contavam-se entre eles dois ateus, dois católicos e dois protestantes. O alsaciano Edmond Scaguéné era o mais antigo com um total de nove anos de prisão.
Lecoin vendeu todos os seus bens para reunir o dinheiro necessário à fundação de um jornal. Recebeu uma ajuda financeira de alguns amigos, e alguns pintores ( entre os quais estavam Vlaminck, Bernard Buffet, Van Dongen, Atlan, Lorjou, Grau Sala, Kischka) presentearam-no com um quadro que ele leiloou. O semanário Liberté pode assim vir à luz do dia em 31 de Janeiro de 1958. O Comité de solidariedade aos objectores de consciência era composto das seguintes pessoas: André Breton, Ch.-Aug. Bontemps, Bernard Buffet, Albert Camus, Jean Cocteau, Jean Giono, Lanza del Vasto, Henri Monier, l’abbé Pierre, Paul Rassinier, o pastor Oser, Robert Treno. E como secretário geral: Louis Lecoin. Tendo como secretário adjunto, Pierre Martin. Todos os deputados receberam gratuitamente o Liberté, e uma maioria favorável ao estatuto legal dos objectores começou a esboçar-se no Parlamento.
Em 15 de setembro de 1958, o ministro do exército, antecipando uma eventual aprovação do estatuto, decide a libertação dos objectores que tenham cumprido cinco anos de prisão efectiva, dispensando-os do cumprimento do serviço militar. Nove objectores saíram em liberdade. Mas o assunto não estava ainda encerrado.
Louis Lecoin, Alexandre Croix e Albert Camus lançaram-se ao trabalho de elaborar um projecto de estatuto a fim de o apresentar ao governo. O projecto elaborado citava um texto de 1793, no qual o Comité de saúde pública – apesar de não ser fácil qualificar propriamente os Convencionais de pacifistas - reconhecia o direito à não-violência dos anabaptistas.
Contudo, a conjuntura política da época (guerra da Argélia, mal estar no exército) e uma surda oposição de certos políticos faziam emperrar as coisas. Cansado de falsas expectativas e de contínuos bloqueios, Louis Lecoin, com a idade de 74 anos, inicia uma greve de fome em 1 de Junho de 1962 depois de ter endereçado uma carta ao presidente da república.
Durante 22 dias o velho libertário recusar-se-á a alimentar-se enquanto não tivesse a certeza da entrega por parte do governo de um projecto de lei sobre os objectores. O seu estado de saúde degradou-se de tal forma que os seus amigos temeram pela sua vida e o próprio De Gaulle terá confiado aos seus próximos que não desejava ver morrer Lecoin.
Finalmente, no dia 23 de Junho, o pacifista, no limiar do estado de coma, é avisado que o governo vais entregar um projecto de lei, ansiosamente aguardado desde há 5 anos. O pequeno homem acabara de vencer o peso do poder e do militarismo. A História registará que um estatuto de objector de consciência foi estabelecido em pleno consulado do general De Gaulle. “Há generais muito particulares”, cantou o amigo Brassens.
Seguramente que o estatuto dos objectores, depois do crivo dos parlamentares, não correspondia aos desejos de Lecoin e dos pacifistas. As emendas introduzidas diminuiram consideravelmente o alcance inicial do projecto. Não obstante a vitória de Pirro, o certo é que de ora em diante o princípio era admitido, deixando-se de considerar os objectores como delinquentes.
Em 1964 formou-se um comité a fim de preparar uma sua candidatura ao Prémio Nobel da Paz, mas o velho anarquista decide retirar a proposta para não concorrer com o outro candidato, Martin Luther King. Lecoin não deixou de morrer a lutar. Um ano antes da sua morte, e como secretário do Comité para a Extinção das Guerras, ele dirigiu um telegrama de protesto ao Geberal Franco, por ocasião do processo de Burgos.
Excerto de Histoire de l’Anarchisme, de Jean Préposiet
3.3.05
Economia participativa e a gratuitidade
Campanhas pela gratuitidade dos transportes publicos, campanhas contra os cortes de electricidade por falta de pagamento da factura de electricidade, acções contra as taxas autárquicas de alojamento, ocupações de casas desabitadas, batalhas pelo acesso dos países mais pobres aos medicamentos que as respectivas populações mais carecem. Todas estas manifestações vieram reconduzir para o debate público o conceito de gratuitidade, tornado hoje um dos mais importantes cavalos de batalha dos movimentos anticapitalistas.
Sinal destes tempos foi o aparecimento em 1995 na editora Desclée de Brouwer do livro “Elogio da gratuitidade” do filósofo Jean-Louis Sagot Duvauroux, cuja obra está hoje livre de direitos de autor, razão pela qual pode ser encontrada gratuitamente na Internet.
O conceito de gratuitidade é importante para os anticapitalistas porque permite operar a ligação daquela com a propriedade e simultaneamente separar rendimento e trabalho. E não é por acaso que em Itália os “Invisíveis” (os antecessores dos Tute Bianche) tinham já multiplicado acções simbólicas neste campo - quer nos comboios e transportes públicos quer no Scala gratuito, em que o famoso templo de ópera abriu as suas portas numa noite de espectáculo aos desempregados e trabalhadores precários - defendendo então um rendimento socializado em que uma parte seria sob a forma monetária ( salário de existência) e a outra tomaria a forma de um acesso gratuito ao alojamento, à saúde, aos transportes, à electricidade, ao telefone, à formação permanente, à cultura e ao entretenimento.
Outra linha de investigação é realizada na América do Norte por iniciativa de uma equipe próxima de Noam Chomsky: Robin Hahnel, professor de economia da American University de Washington, em conjunto com Michael Albert, conhecido activista libertário, elaboraram um modelo económico a que chamaram Participatory Economics, ou também conhecido Parecon (Economia Participativa ou Ecopar) cujos propósitos, marcadamente influenciados pelo pensamento libertário, são extremamente ambiciosos “O Ecopar propõe um modelo económico em que são banidos quer o mercado quer a planificação central, bem como a hierarquia do trabalho e o lucro” esclarece Normam Baillargeon, professor na Universidade do Québec em Montreal que redigiu em 1999 um longo artigo sobre aquele modelo, na revista Agone.
Para Robin Hahnel e M. Albert o mercado está longe de ser uma “instituição socialmente neutra e eficiente”. Muito pelo contrário, dizem eles, a instituição mercado corrói a solidariedade, valoriza a competição, e não permite avaliar os custos e os benefícios sociais das escolhas individuais, além de pressupor a hierarquia no trabalho e a distribuição de forma muito imperfeita dos recursos disponíveis.
O Modelo Ecopar baseia-se na apropriação pública dos meios de produção, e num processo de planificação descentralizado e participativo protagonizado por conselhos de produtores e de consumidores.
(tradução de um texto publicado na edição do Le Monde de 21/01/2003)
Sinal destes tempos foi o aparecimento em 1995 na editora Desclée de Brouwer do livro “Elogio da gratuitidade” do filósofo Jean-Louis Sagot Duvauroux, cuja obra está hoje livre de direitos de autor, razão pela qual pode ser encontrada gratuitamente na Internet.
O conceito de gratuitidade é importante para os anticapitalistas porque permite operar a ligação daquela com a propriedade e simultaneamente separar rendimento e trabalho. E não é por acaso que em Itália os “Invisíveis” (os antecessores dos Tute Bianche) tinham já multiplicado acções simbólicas neste campo - quer nos comboios e transportes públicos quer no Scala gratuito, em que o famoso templo de ópera abriu as suas portas numa noite de espectáculo aos desempregados e trabalhadores precários - defendendo então um rendimento socializado em que uma parte seria sob a forma monetária ( salário de existência) e a outra tomaria a forma de um acesso gratuito ao alojamento, à saúde, aos transportes, à electricidade, ao telefone, à formação permanente, à cultura e ao entretenimento.
Outra linha de investigação é realizada na América do Norte por iniciativa de uma equipe próxima de Noam Chomsky: Robin Hahnel, professor de economia da American University de Washington, em conjunto com Michael Albert, conhecido activista libertário, elaboraram um modelo económico a que chamaram Participatory Economics, ou também conhecido Parecon (Economia Participativa ou Ecopar) cujos propósitos, marcadamente influenciados pelo pensamento libertário, são extremamente ambiciosos “O Ecopar propõe um modelo económico em que são banidos quer o mercado quer a planificação central, bem como a hierarquia do trabalho e o lucro” esclarece Normam Baillargeon, professor na Universidade do Québec em Montreal que redigiu em 1999 um longo artigo sobre aquele modelo, na revista Agone.
Para Robin Hahnel e M. Albert o mercado está longe de ser uma “instituição socialmente neutra e eficiente”. Muito pelo contrário, dizem eles, a instituição mercado corrói a solidariedade, valoriza a competição, e não permite avaliar os custos e os benefícios sociais das escolhas individuais, além de pressupor a hierarquia no trabalho e a distribuição de forma muito imperfeita dos recursos disponíveis.
O Modelo Ecopar baseia-se na apropriação pública dos meios de produção, e num processo de planificação descentralizado e participativo protagonizado por conselhos de produtores e de consumidores.
(tradução de um texto publicado na edição do Le Monde de 21/01/2003)
Aquilo que eles chamam «progresso»…!!!
Envenenada está a Terra que nos desterra
Em que o ar foi substituído pelo desaire
A chuva, pela chuva ácida
Os parques são agora chamados de parkings
E as sociedades são esquecidas a favor das sociedades anónimas
As empresas substituem as nações
Os consumidores falam mais alto que os cidadãos
As aglomerações escondem as cidades
E já não há pessoas, mas públicos.
A realidade é trocada pela publicidade
E as visões foram há muito ocupadas pelas televisões
E no êxtase deste estranho «progresso» civilizacional
Para elogiar uma flor passou a ser costume dizer-se: «parece de plástico»...!!!
Em que o ar foi substituído pelo desaire
A chuva, pela chuva ácida
Os parques são agora chamados de parkings
E as sociedades são esquecidas a favor das sociedades anónimas
As empresas substituem as nações
Os consumidores falam mais alto que os cidadãos
As aglomerações escondem as cidades
E já não há pessoas, mas públicos.
A realidade é trocada pela publicidade
E as visões foram há muito ocupadas pelas televisões
E no êxtase deste estranho «progresso» civilizacional
Para elogiar uma flor passou a ser costume dizer-se: «parece de plástico»...!!!
Os povos indígenas são os guardiães de Gaia
Costuma-se distinguir entre povos indígenas e povos tecnológicos.
Os povos tecnológicos possuem o conceito de propriedade privada como valor básico e nela incluem recursos, terras, mercadorias, etc.. A produção de bens é destinada para o mercado e venda, e não para o consumo pessoal. Registam-se produção de excedentes. A motivação principal e o lucro. Elaboram-se técnicas especiais para criar artificialmente as «necessidades»: são as técnicas de vendas e a publicidade. Torna-se imperativo o crescimento económico e maior produção que obriga ao uso crescente de recursos e à expansão de mercados.. Instala-se o sistema monetário que faz da moeda um valor abstracto. Existe ainda a concorrência e a competição para obter e conquistar lucros cada vez maiores. A remuneração salarial é feita segundo o trabalho. O horário de trabalho médio é de 8-12 horas. A Natureza é vista como um«recurso»
Os povos indígenas desconhecem a propriedade privada de recursos como a terra, a água, os minerais ou a vida vegetal. Desconhecem ainda a ideia da venda de terrenos ou da herança patrimonial. A produção limita-se aos bens necessários. Os objectivos da produção visam a subsistência e não existe a motivação para obter o lucro, nem se regista grande produção de excedentes. A economia é estável: não existe a noção de crescimento económico. O sistema de trocas baseia-se em valores concretos. A produção é colectiva e cooperativa. O horário de trabalho médio é de 3-5 horas. A Natureza é encarada como um «ser», e os indivíduos humanos fazem parte integrante da Natureza
Na Europa, mais propriamente na Escandinávia e na Rússia, vivem mais de um milhão de indígenas. O exemplo mais conhecido é povo saami (85.000 pessoas) que habitam em áreas da Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia. Mas a maioria dos indígenas encontram-se nos outros continentes. Existem variadas ONGs que estudam e defendem os povos indígenas. De entre as mais conhecidas destaca-se a Survival Internacional.
Os povos tecnológicos possuem o conceito de propriedade privada como valor básico e nela incluem recursos, terras, mercadorias, etc.. A produção de bens é destinada para o mercado e venda, e não para o consumo pessoal. Registam-se produção de excedentes. A motivação principal e o lucro. Elaboram-se técnicas especiais para criar artificialmente as «necessidades»: são as técnicas de vendas e a publicidade. Torna-se imperativo o crescimento económico e maior produção que obriga ao uso crescente de recursos e à expansão de mercados.. Instala-se o sistema monetário que faz da moeda um valor abstracto. Existe ainda a concorrência e a competição para obter e conquistar lucros cada vez maiores. A remuneração salarial é feita segundo o trabalho. O horário de trabalho médio é de 8-12 horas. A Natureza é vista como um«recurso»
Os povos indígenas desconhecem a propriedade privada de recursos como a terra, a água, os minerais ou a vida vegetal. Desconhecem ainda a ideia da venda de terrenos ou da herança patrimonial. A produção limita-se aos bens necessários. Os objectivos da produção visam a subsistência e não existe a motivação para obter o lucro, nem se regista grande produção de excedentes. A economia é estável: não existe a noção de crescimento económico. O sistema de trocas baseia-se em valores concretos. A produção é colectiva e cooperativa. O horário de trabalho médio é de 3-5 horas. A Natureza é encarada como um «ser», e os indivíduos humanos fazem parte integrante da Natureza
Na Europa, mais propriamente na Escandinávia e na Rússia, vivem mais de um milhão de indígenas. O exemplo mais conhecido é povo saami (85.000 pessoas) que habitam em áreas da Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia. Mas a maioria dos indígenas encontram-se nos outros continentes. Existem variadas ONGs que estudam e defendem os povos indígenas. De entre as mais conhecidas destaca-se a Survival Internacional.
Cantata da Paz
Autora: Sophia de Mello Breyner Andersen
Música e voz: Francisco Fanhais
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Relatórios da fome
O caminho da injustiça
A linguagem do terror
A bomba de Hiroshima
Vergonha de todos nós
Reduziu a cinzas
A carne das crianças
D’África e Vietname
Sobe a lamentação
Dos povos destruídos
Dos povos destroçados
Nada pode apagar
O concerto dos gritos
O nosso tempo é
Pecado organizado
Música e voz: Francisco Fanhais
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Relatórios da fome
O caminho da injustiça
A linguagem do terror
A bomba de Hiroshima
Vergonha de todos nós
Reduziu a cinzas
A carne das crianças
D’África e Vietname
Sobe a lamentação
Dos povos destruídos
Dos povos destroçados
Nada pode apagar
O concerto dos gritos
O nosso tempo é
Pecado organizado
Associação Para a Interdição dos Veículos Inutilmente Rápidos (APIVIR)
Em França foi criada no ano passado a Associação para a Interdição dos Veículos Inutilmente rápidos (APIVIR) por iniciativa, entre outros, do acidentólogo Claude Got e que visa obter a interdição de circulação dos veículos que possam ultrapassar os limites de velocidade legalmente fixados.
http://www.apivir.org/
http://www.apivir.org/
2.3.05
Ecologistas versus conservacionistas
Os ecologistas distinguem-se dos conservacionistas ( e preservacionistas) com quem têm apesar de tudo, muitas coisas em comum.
Para os primeiros as respostas aos problemas ambientais não passam apenas pela adopção de legislação e da criação de reservas e parques,ou aumentar o controle e fiscalização da poluição.
Os desequilíbrios e os graves problemas ambientais com que o planeta se defronta não se resolvem com simples preocupações em salvaguardar o que resta da natureza ou em prevenir riscos para a sobrevivência da vida. A exploração e a depredação da natureza levada a cabo pelo homem chegou a tal ponto que só uma inflexão e uma verdadeira mudança de atitude ( política, económica e individual) para com o meio ambiente poderá dar resposta à evolução suicidária deste capitalismo predatório.
Assim, e ao contrário do que defendem os conservacionistas, os ecologistas afirmam claramente que são imprescindíveis e fundamentais mudanças no modelo económico «produtivista» e industrial de forma a alterar substancialmente a relação entre o homem e a natureza que foi seguida até agora, e que implica necessariamente profundas mudanças na forma como a sociedade está organizada e se estrutura economicamente. Só assim será possível recentrar o homem dentro da natureza, e não concebê-lo como inimigo e dominador-explorador da natureza, superando algumas dualidades cartesianas e a ideologia dominante da razão economicista e produtivista.
Por isso mesmo é que os ecologistas contestam o darwinismo e a defendem o mutualismo, isto é, a teoria de afirma a interdependência de todas as coisas.
O fundador da economia, o liberal Adam Smith, assim como o famoso Malthus, acompanham Darwin nacrença comum que e competição e «a luta pela sobrevivência» são a tendência natural entre os seres vivos, e que explicaria o progresso industrial, tecnológico e humano.
Ora o pensamento ecologista desenvolveu-se em grande medida como reacção a esta perspectiva. Considerar a competição como a força ubíqua que explica a evolução das espécies e a estrutura da biosfera é certamente um exagero. Daí a necessidade de uma visão holística e eco-sistémica que supere as concepções mais reducionistas, responsáveis pela multiplicação de especialistas que quanto mais afunilam o seu conhecimento especializado mais denunciam a sua incapacidade de entenderem a complexidade sistémica da vida.
Poema-Cigano
Nós, ciganos, temos uma só religião: a da liberdade
Em troca desta renunciamos à riqueza, ao poder, à ciência e à glória
Vivemos cada dia como se fosse o último
Quando se morre, deixa-se tudo: um miserável carroção como um grande império
E nós cremos que nesse momento é muito melhor ser cigano do que rei.
Nós não pensamos na morte. Não a tememos – eis tudo.
O nosso segredo está no gozar em cada dia as pequenas coisas que a vida nos oferece
e que os outros homens não sabem apreciar; uma manhã de sol, um banho na torrente, o contemplar de alguém que se ama
É difícil compreender estas coisas, eu sei
Nasce-se cigano.
Agrada-nos caminhar sob as estrelas.
Contam-se estranhas histórias sobre ciganos
Diz-se que lemos nas estrelas e que possuímos o filtro do amor
As pessoas não acreditam nas coisas que não sabem explicar-se
Nós, pelo contrário, não procuramos explicar as coisas em que acreditamos.
A nossa vida é uma vida simples, primitiva: basta-nos ter por tecto o céu, um fogo para nos aquecer e as nossas canções quando estamos tristes.
Vittorio Pasqualle Spatzo (poeta cigano)
Em troca desta renunciamos à riqueza, ao poder, à ciência e à glória
Vivemos cada dia como se fosse o último
Quando se morre, deixa-se tudo: um miserável carroção como um grande império
E nós cremos que nesse momento é muito melhor ser cigano do que rei.
Nós não pensamos na morte. Não a tememos – eis tudo.
O nosso segredo está no gozar em cada dia as pequenas coisas que a vida nos oferece
e que os outros homens não sabem apreciar; uma manhã de sol, um banho na torrente, o contemplar de alguém que se ama
É difícil compreender estas coisas, eu sei
Nasce-se cigano.
Agrada-nos caminhar sob as estrelas.
Contam-se estranhas histórias sobre ciganos
Diz-se que lemos nas estrelas e que possuímos o filtro do amor
As pessoas não acreditam nas coisas que não sabem explicar-se
Nós, pelo contrário, não procuramos explicar as coisas em que acreditamos.
A nossa vida é uma vida simples, primitiva: basta-nos ter por tecto o céu, um fogo para nos aquecer e as nossas canções quando estamos tristes.
Vittorio Pasqualle Spatzo (poeta cigano)
A sociedade industrial ameaça...a noite e as estrelas!!!
Para a maior parte da população dos países industrializados, e para uma boa fatia da população mundial a Via Lactea tornou-se invisível a olho nu!!! A responsabilidade pelo facto cabe inteiramente à poluição luminosa das nossas mega-cidades e à profusão de fontes artificiais de iluminação que tornam invisíveis as estrelas! Quem as quiser observar tem de se deslocar para o campo e a montanha, e mesmo assim a proliferação da luz eléctrica ( basta recordarmo-nos da rápida e fácil venda de materiais de iluminação para uso privado) ameaça perigosamente a observação do céu celestial, além de constituir um verdadeiro foco de perturbação para a fauna.
Para mais informações consultar o site da International Dark-Sky association:
www.darksky.org
Para mais informações consultar o site da International Dark-Sky association:
www.darksky.org
2 livros a ler
O primeiro livro a ler, sem demoras, é “Portugal, Hoje - O Medo de Existir” (edição da Relógio de Água) do filósofo contemporâneo português José Gil que nos fala do medo “…de existir, de afrontar as forças do mundo desencadeando as suas próprias forças de vida. Medo de agir, de tomar decisões diferentes da norma vigente, medo de amar, de criar, de viver...” A isto não é estranho, claro está, a grande noite ditatorial que entravou a sociedade portuguesa.
O autor, a dado passo do livro, escreve: “vive-se e pensa-se pequeno, a pequenez é a negação do excesso, e a nossa maneira de "estar certo" ou "ser certinho" - o nosso "justo meio". (...) Não vemos mais longe do que a ponta do nariz, quer dizer, mais longe do que as nossas fronteiras, a nossa região, a nossa cidade, a nossa família e, por fim, mais longe do que os limites do nosso corpo. Não vemos mais longe do que a vida imediata, colados a um falso presente sem passado”.
O outro é a biografia do livre pensador renascentista Giordano Bruno de autoria de Francesca Caroutch com o título “O Homem do Fogo” (edição Ésquilo), que foi condenado à morte na fogueira pela Inquisição clerical por ter ousado questionar a ideologia religiosa dominante e defender uma concepção holística do mundo, na sua pluralidade, sem centro nem periferia. E é com o mesmo arrojo que defende a sua visão do mundo que se dirige aos seus juízes:
“…Vós, que pronunciais essa sentença estareis, porventura, mais assustados do que eu, que a cumprirei…”
O pensamento de Bruno era holista, naturalista e espiritualista. Entre as suas ideias especulativas, destaca-se a percepção de uma sabedoria que se exprime na ordem natural, onde todas as coisas estão interligadas e se interrelacionam de maneira mais ou menos subtil (holismo); a pluralidade dos mundos habitados, sendo a Terra apenas mais um de vários planetas que giram em volta de outros sistemas, etc. Por tudo isso, por essa ousadia em pensar, Bruno - que estava séculos à frente do seu tempo - pagou um alto preço. Mas sua coragem serviu de mola e incentivo ao progresso científico e filosófico posterior.
Fiel aos seus ideais, mártir da liberdade de pensamento, Giordano Bruno morre queimado na pira da Inquisição em 1600, na cidade de Roma. Ridicularizou os milagres de Cristo e outras dogmas católicos, como a aceitação da virgindade de Maria. Antes de morrer cospe no crucifixo.
O autor, a dado passo do livro, escreve: “vive-se e pensa-se pequeno, a pequenez é a negação do excesso, e a nossa maneira de "estar certo" ou "ser certinho" - o nosso "justo meio". (...) Não vemos mais longe do que a ponta do nariz, quer dizer, mais longe do que as nossas fronteiras, a nossa região, a nossa cidade, a nossa família e, por fim, mais longe do que os limites do nosso corpo. Não vemos mais longe do que a vida imediata, colados a um falso presente sem passado”.
O outro é a biografia do livre pensador renascentista Giordano Bruno de autoria de Francesca Caroutch com o título “O Homem do Fogo” (edição Ésquilo), que foi condenado à morte na fogueira pela Inquisição clerical por ter ousado questionar a ideologia religiosa dominante e defender uma concepção holística do mundo, na sua pluralidade, sem centro nem periferia. E é com o mesmo arrojo que defende a sua visão do mundo que se dirige aos seus juízes:
“…Vós, que pronunciais essa sentença estareis, porventura, mais assustados do que eu, que a cumprirei…”
O pensamento de Bruno era holista, naturalista e espiritualista. Entre as suas ideias especulativas, destaca-se a percepção de uma sabedoria que se exprime na ordem natural, onde todas as coisas estão interligadas e se interrelacionam de maneira mais ou menos subtil (holismo); a pluralidade dos mundos habitados, sendo a Terra apenas mais um de vários planetas que giram em volta de outros sistemas, etc. Por tudo isso, por essa ousadia em pensar, Bruno - que estava séculos à frente do seu tempo - pagou um alto preço. Mas sua coragem serviu de mola e incentivo ao progresso científico e filosófico posterior.
Fiel aos seus ideais, mártir da liberdade de pensamento, Giordano Bruno morre queimado na pira da Inquisição em 1600, na cidade de Roma. Ridicularizou os milagres de Cristo e outras dogmas católicos, como a aceitação da virgindade de Maria. Antes de morrer cospe no crucifixo.
1.3.05
Forests forever
www.forests-forever.com
É um website dedicado às florestas e aos bosques de todo o mundo, desde a Califórnia até às massas florestais da Nova Zelândia, passando pelas selvas da Costa Rica e as coníferas da Europa Central.
Contém links, fotos, e informações várias sobre os bosques e florestas.
É um website dedicado às florestas e aos bosques de todo o mundo, desde a Califórnia até às massas florestais da Nova Zelândia, passando pelas selvas da Costa Rica e as coníferas da Europa Central.
Contém links, fotos, e informações várias sobre os bosques e florestas.
O Big Brother é italiano? As escutas telefónicas em Itália chegaram ao ponto máximo possível!!!
O principal operador italiano dos telemóveis, Tim, comunicou que não está em condições de assegurar mais escutas telefónicas requisitadas pelo Estado italiano (isto é, a polícia e congéneres) ) uma vez que o nº de escutas telefónicos em curso atingiu o limite de saturação, o que quer dizer que só na rede daquele operador 5.000 telefones estão submetidos a escutas telefónicas neste momento. Os responsáveis daquele operador de telefones móveis em Itália pediram, entretanto, à polícia e aos procuradores para moderarem a suas requisições.
Diz-se, entretanto, que os outros operadores, Vodafone e Wind, não estão longe de conhecer os mesmos problemas.
Não há muito tempo o ministro italiano do interior reconheceu que o número de escutas telefónicas não param de aumentar com os anos: 32.000 em 2001, 45.00 em 2002, 77.000 em 2003, mais de 100.000 telefones sob escuta em 2004.
Com estes números a Itália está em primeiro lugar nos países em que mais se recorre às escutas telefónicas: 72 cidadãos em cada 100.000 habitantes têm as suas comunicações telefónicas interceptadas
Diz-se, entretanto, que os outros operadores, Vodafone e Wind, não estão longe de conhecer os mesmos problemas.
Não há muito tempo o ministro italiano do interior reconheceu que o número de escutas telefónicas não param de aumentar com os anos: 32.000 em 2001, 45.00 em 2002, 77.000 em 2003, mais de 100.000 telefones sob escuta em 2004.
Com estes números a Itália está em primeiro lugar nos países em que mais se recorre às escutas telefónicas: 72 cidadãos em cada 100.000 habitantes têm as suas comunicações telefónicas interceptadas
A feitiçaria capitalista do «progresso»...e como desenfeitiça-lo!
Acabou de sair em França o livro da conhecida química e cientista belga Isabelle Stengers e de Philippe Pignarre, “ La sorcellerie capitaliste,pratiques de désenvouetement” ( “A feitiçaria capitalista, práticas de desenfeitiçamento” ), editado pelas edições La Découverte, cahiers libres.
O capitalismo é um sistema que permanentemente se reinventa e que têm conseguido encerrar os seus críticos em alternativas infernais ( a subida dos salários provocaria o aumento do desemprego…).
Como será possível ficarmos menos expostos e menos vulneráveis a este autêntico sistema-feiticeiro.
Uma questão serve de ponto de partida para a abordagem à actual realidade: não será que certas noções, vulgarmente partilhadas por muitos de nós, como é, por exemplo, a crença vulgar, e socialmente aceite, na ideia do «progresso» - não será que tais «ideias feitas» deverão ser postas em causa?
Denunciando os impasses dos partidos da esquerda assim como as insuficiências do movimento altermundialista de crítica à globalização capitalista, os autores formulam uma concepção que pretende desenvolver e promover um anticapitalismo pragmático
O capitalismo é um sistema que permanentemente se reinventa e que têm conseguido encerrar os seus críticos em alternativas infernais ( a subida dos salários provocaria o aumento do desemprego…).
Como será possível ficarmos menos expostos e menos vulneráveis a este autêntico sistema-feiticeiro.
Uma questão serve de ponto de partida para a abordagem à actual realidade: não será que certas noções, vulgarmente partilhadas por muitos de nós, como é, por exemplo, a crença vulgar, e socialmente aceite, na ideia do «progresso» - não será que tais «ideias feitas» deverão ser postas em causa?
Denunciando os impasses dos partidos da esquerda assim como as insuficiências do movimento altermundialista de crítica à globalização capitalista, os autores formulam uma concepção que pretende desenvolver e promover um anticapitalismo pragmático
A luta dos chapeleiros contra as máquinas capitalistas
( o luddismo em versão portuguesa)
Em 1891, António José de Oliveira Júnior, antigo operário, criou uma fábrica de chapéus de pêlo: Oliveira & Palmares.
No entanto ainda em 1910 o fabrico de chapéus em S. João da Madeira continua a ser feito pelas mãos dos operários. "Só a partir da crise provocada pela 1ª Guerra Mundial a indústria é orientada doutra forma. As empresas introduzem máquinas e, para tal, é necessário construir instalações adequadas e concentrar o pessoal nas fábricas. O crescimento da indústria levou alguns industriais a investirem na mecanização para assim poderem responder à solicitação comercial, para se afirmarem no mercado.
Para adquirir as máquinas os industriais deslocaram-se à Belgica e França. No fim do século outros países da Europa (França, Alemanha, Inglaterra, Itália) começam a exportar e há nova crise em Portugal. Esta é agravada pela dependência das matérias primas. Os operários temendo a perda juntam-se aos patrões para, junto do governo conseguirem alguns benefícios. Em 1892 criou-se uma pauta aduaneira que favorecia a indústria nacional (1986,Mónica,pág.64).
Segue-se um período de desenvolvimento a que se segue também um período conturbado com greves, por parte dos operários que temiam que as máquinas lhes tirassem o emprego.
As máquinas roubavam-lhes o saber e, com ele o poder.
Os operários chapeleiros, constituíam um grupo operário altamente qualificado. Maria Filomena Mónica, chama-lhes a aristocracia operária. Controlavam todo o processo de fabrico. Sem eles, não havia chapéus (1986,Mónica,op. cit.).
A mecanização permitiu que outros mais dóceis os viessem substituir. O autor de Unhas Negras - João da Silva Correia- narra como os gerentes das fábricas conseguiram acalmar os operários com a promessa de que não ficariam sem trabalho. Embora as máquinas dispensassem homens, como houve aumento na procura do produto e, consequentemente, aumento na produção de chapéus não foi necessário recorrer ao despedimento.
Após várias crises os chapeleiros não conseguem vencer a mecanização. Era muito difícil numa época em que o progresso era o futuro, segundo a análise do estudo feito por Maria Filomena Mónica.
http://www.cmsjm.pt/museu_industria_chapelaria/jornadas/comunicacoes/clotilde_oliveira1.htm
Em 1891, António José de Oliveira Júnior, antigo operário, criou uma fábrica de chapéus de pêlo: Oliveira & Palmares.
No entanto ainda em 1910 o fabrico de chapéus em S. João da Madeira continua a ser feito pelas mãos dos operários. "Só a partir da crise provocada pela 1ª Guerra Mundial a indústria é orientada doutra forma. As empresas introduzem máquinas e, para tal, é necessário construir instalações adequadas e concentrar o pessoal nas fábricas. O crescimento da indústria levou alguns industriais a investirem na mecanização para assim poderem responder à solicitação comercial, para se afirmarem no mercado.
Para adquirir as máquinas os industriais deslocaram-se à Belgica e França. No fim do século outros países da Europa (França, Alemanha, Inglaterra, Itália) começam a exportar e há nova crise em Portugal. Esta é agravada pela dependência das matérias primas. Os operários temendo a perda juntam-se aos patrões para, junto do governo conseguirem alguns benefícios. Em 1892 criou-se uma pauta aduaneira que favorecia a indústria nacional (1986,Mónica,pág.64).
Segue-se um período de desenvolvimento a que se segue também um período conturbado com greves, por parte dos operários que temiam que as máquinas lhes tirassem o emprego.
As máquinas roubavam-lhes o saber e, com ele o poder.
Os operários chapeleiros, constituíam um grupo operário altamente qualificado. Maria Filomena Mónica, chama-lhes a aristocracia operária. Controlavam todo o processo de fabrico. Sem eles, não havia chapéus (1986,Mónica,op. cit.).
A mecanização permitiu que outros mais dóceis os viessem substituir. O autor de Unhas Negras - João da Silva Correia- narra como os gerentes das fábricas conseguiram acalmar os operários com a promessa de que não ficariam sem trabalho. Embora as máquinas dispensassem homens, como houve aumento na procura do produto e, consequentemente, aumento na produção de chapéus não foi necessário recorrer ao despedimento.
Após várias crises os chapeleiros não conseguem vencer a mecanização. Era muito difícil numa época em que o progresso era o futuro, segundo a análise do estudo feito por Maria Filomena Mónica.
http://www.cmsjm.pt/museu_industria_chapelaria/jornadas/comunicacoes/clotilde_oliveira1.htm
Vietnamitas processam empresas químicas norte-americanas por causa do «agente laranja»
Um tribunal de Nova York decidirá proximamente sobre a procedência de uma acção apresentada por cidadãos vietnamitas contra 37 empresas químicas norte-americanas que directa ou indirectamente produziram o chamado «agente laranja). A acção judicial denuncia a conexão entre as deformações congénitas apresentadas ainda na actualidade por muitos jovens e recém-nascidos que, nascem sem olhos nem braçis, por efeito do «agente laranja» existente nos produtos desfolhantes que o Exército norte-americano espalhou pelas selvas vietnamitas durante toda a guerra do Vietname.
Os 100 anos do mítico IWW (Industrial Workers of the World)
A histórica organização sindicalista norte-americana, IWW ( Industrial Workers of the World), celebra este ano o seu centenário. Fundada em 1905 a IWW foi um importante meio de luta para muitos trabalhadores norte-americanos e o «terror» para as elites empresariais e políticas dos Estados Unidos, que tudo fizeram para neutralizar a sua força e o seu potencial organizativo. Estão previstas várias iniciativas para marcar a data.
Informações: www.iww.org
28.2.05
Dumping social e dumping ambiental
Fala-se em dumping social quando os preços baixos dos bens resultam do facto das empresas produtoras estarem instaladas em países onde não são cumpridos os direitos humanos mais elementares, assim como direitos dos trabalhadores internacionalmente reconhecidos, nomeadamente aqueles que estão previstos pela Organização Internacional do Trabalho, pelo que os custos sociais da mão-de-obra são extremamente baixos permitindo consequentemente uma descida artificial dos preços produzidos em condições laborais ilegítimas e que vão contra a dignidade humana.
Fala-se em dumping ambiental quando os preços baixos dos bens resultam do facto das empresas suas produtoras estarem instaladas ( ou terem-se instalado) em países cuja legislação não exige o cumprimento de normas de defesa do ambiente, nem seguem os habituais padrões de qualidade do ambiente existentes nos países desenvolvidos, pelo que tais empresas economizam custos ao não efectuarem investimentos no domínio ambiental a que estariam obrigadas se estivessem instaladas em países desenvolvidos.
Escusado é dizer que tanto o dumping social como o dumping ambiental constituem as razões mais fortes ( e frequentes) para a deslocalização das empresas, isto é, a transferência das suas instalações de fabrico e produção de uns países onde os direitos dos trabalhadores, a qualidade de vida e o ambiente são melhor salvaguardados para outros países onde tal não acontece.
A prática do dumping está pois relacionada com a situação na qual produtos de um determinado país são introduzidos no comércio de outro país a um preço inferior ao valor ( preço) que seria normal se fossem respeitadas as normas laborais e ambientais. Assim o preço do bem importado é inferior ao preço do bem se este fosse fabricado no país cumpridor daquelas normas.
O dumping representa, por si mesmo, uma prática prejudicial e condenável, estando vinculado com outras práticas desleais de comércio como o underselling e o preço predatório.
Fala-se em dumping ambiental quando os preços baixos dos bens resultam do facto das empresas suas produtoras estarem instaladas ( ou terem-se instalado) em países cuja legislação não exige o cumprimento de normas de defesa do ambiente, nem seguem os habituais padrões de qualidade do ambiente existentes nos países desenvolvidos, pelo que tais empresas economizam custos ao não efectuarem investimentos no domínio ambiental a que estariam obrigadas se estivessem instaladas em países desenvolvidos.
Escusado é dizer que tanto o dumping social como o dumping ambiental constituem as razões mais fortes ( e frequentes) para a deslocalização das empresas, isto é, a transferência das suas instalações de fabrico e produção de uns países onde os direitos dos trabalhadores, a qualidade de vida e o ambiente são melhor salvaguardados para outros países onde tal não acontece.
A prática do dumping está pois relacionada com a situação na qual produtos de um determinado país são introduzidos no comércio de outro país a um preço inferior ao valor ( preço) que seria normal se fossem respeitadas as normas laborais e ambientais. Assim o preço do bem importado é inferior ao preço do bem se este fosse fabricado no país cumpridor daquelas normas.
O dumping representa, por si mesmo, uma prática prejudicial e condenável, estando vinculado com outras práticas desleais de comércio como o underselling e o preço predatório.
A bicicleta é subversiva!
A bicicleta é subversiva! Quem diria?...
(tradução livre do texto sob o título” Vicissitudes das bicicletas” de Fernando Buen Abad Dominguéz e editado em www.barriocarmen.net)
Apesar de marginalizadas pela cultura do automóvel, as bicicletas não desistem de se afirmarem nas sociedades ocidentais contemporâneas. É certo que não poucas vezes desempenham a função de simples brinquedo, há muito tempo guardado no mundo dos sonhos infantis, que é oferecido como prenda no Natal, por ocasião de outras festas…ou então, como simples artefacto desportivo capaz das maiores façanhas olímpicas ou de simples e relaxantes passeios matinais.
Espantosamente acabam sempre por ficar estacionadas nos mais estranhos lugares, talvez como recordação de uma certa culpa por uma vida e uma ginástica perdida. Mas a verdade é que a bicicleta contém todo um outro potencial nas específicas circunstâncias das nossas cidades em termos de distância, clima e educação. Na realidade, nas condições económicas, políticas e culturais que as sucessivas crises nos lançaram, assim como por imperativos de ordem ecológica, urbanística e de saúde pública, a bicicleta bem pode ser a resposta e solução para um sem número de problemas relacionados com os transportes.
Na balança das vantagens e inconvenientes das bicicletas move-se naturalmente toda a força de inércia que prende as pessoas anónimas a determinadas variáveis difíceis de se alterar. Mas não é menos verdade que na balança movem-se poderosíssimas inércias artificiais engendradas por projectos económico-ideológicos empenhados a impedir o desenvolvimento da mais barata solução do problema económico e social que é o transporte. Com efeito, o custo e as vantagens da bicicleta deixam os outros tipos de veículos a milhas de distância. O que a torna perigosa e subversiva.
Enquanto as grandes empresas de automóveis se embriagam com records de vendas dos seus veículos, e os políticos mancomunados com os empreiteiros se afadigam a esventrar as terras construindo auto-estradas, estradas principais e secundárias, a bicicleta aguarda a sua vez para pôr em cheque uma estrutura económica e social em vias de se desmoronar.
O maior desafio da bicicleta não é no entanto, só de carácter técnico ou económico. Ela enfrenta ainda o poderoso fetiche publicitário que converteu o automóvel em símbolo do status social, isto é, da condição social do seu proprietário ou usuário. Enfrenta pois o poder ideológico de um sinal de classe.
Por mais esforços que se façam a ideia da democratização do transporte automóvel e do desenvolvimento do transporte público têm minado o potencial da bicicleta, sem negar evidentemente as vantagens de um e do outro.
É bom que se note, porém, desde que Blanchard e Masurier idealizaram a sua Celerífiro em 1779, antecedente da bicicleta moderna, mais os contributos de Macmillan em 1839, até às bicicletas de carbono ultraligeiras para funções com alto rendimento, passando pelos tandem, side cars, triciclos, etc,etc, a procura de sistemas de transporte com custos baixos e com maiores benefícios inquestionáveis para a saúde, nunca parou. Imagine-se até que, recentemente, alguém inventou com algum laivo surrealista, bicicletas fixas com um só roda para efeitos de ginástica pessoal e de beleza física.
Com as suas vantagens e benefícios a frágil bicicleta questiona e interpela o urbanismo, a arquitectura, os programas políticos e até, pasme-se, a moral. Não foram poucas as objecções moralistas quando as mulheres pretenderam também andar de bicicleta Para os olhos dos conservadores da época era algo de obsceno ver uma mulher montada num meio de locomoção, desenvolvendo movimentos musculares a bordo de uma simples bicicleta.
Virtualmente todo o espaço pode ser utilizado por uma bicicleta, sem necessidade de reservar vias especiais para o seu uso. Desgraçadamente não existe qualquer regulamentação ou legislação que favoreça o uso da bicicleta. E isto apesar das virtualidades socializadoras que a bicicleta pode encerrar entre os seus utilizadores. Com efeito, a bicicleta estimula o passeio, facilita a circulação e o acesso a zonas saturadas de tráfico automóvel, diminui radicalmente os custos energéticos, os custos em estacionamentos e parkings, e elimina toda a burocracia que gira em torno do todo-poderoso carro. No fundo, a bicicleta é perigosa.
Uma boa bicicleta envolve sempre, pelo menos, duas pessoas. Uma cultura da bicicleta mobilizaria a história. Com tracção humana.
Consultar mais em :
www.barriocarmen.net/fernandobuenabad
(tradução livre do texto sob o título” Vicissitudes das bicicletas” de Fernando Buen Abad Dominguéz e editado em www.barriocarmen.net)
Apesar de marginalizadas pela cultura do automóvel, as bicicletas não desistem de se afirmarem nas sociedades ocidentais contemporâneas. É certo que não poucas vezes desempenham a função de simples brinquedo, há muito tempo guardado no mundo dos sonhos infantis, que é oferecido como prenda no Natal, por ocasião de outras festas…ou então, como simples artefacto desportivo capaz das maiores façanhas olímpicas ou de simples e relaxantes passeios matinais.
Espantosamente acabam sempre por ficar estacionadas nos mais estranhos lugares, talvez como recordação de uma certa culpa por uma vida e uma ginástica perdida. Mas a verdade é que a bicicleta contém todo um outro potencial nas específicas circunstâncias das nossas cidades em termos de distância, clima e educação. Na realidade, nas condições económicas, políticas e culturais que as sucessivas crises nos lançaram, assim como por imperativos de ordem ecológica, urbanística e de saúde pública, a bicicleta bem pode ser a resposta e solução para um sem número de problemas relacionados com os transportes.
Na balança das vantagens e inconvenientes das bicicletas move-se naturalmente toda a força de inércia que prende as pessoas anónimas a determinadas variáveis difíceis de se alterar. Mas não é menos verdade que na balança movem-se poderosíssimas inércias artificiais engendradas por projectos económico-ideológicos empenhados a impedir o desenvolvimento da mais barata solução do problema económico e social que é o transporte. Com efeito, o custo e as vantagens da bicicleta deixam os outros tipos de veículos a milhas de distância. O que a torna perigosa e subversiva.
Enquanto as grandes empresas de automóveis se embriagam com records de vendas dos seus veículos, e os políticos mancomunados com os empreiteiros se afadigam a esventrar as terras construindo auto-estradas, estradas principais e secundárias, a bicicleta aguarda a sua vez para pôr em cheque uma estrutura económica e social em vias de se desmoronar.
O maior desafio da bicicleta não é no entanto, só de carácter técnico ou económico. Ela enfrenta ainda o poderoso fetiche publicitário que converteu o automóvel em símbolo do status social, isto é, da condição social do seu proprietário ou usuário. Enfrenta pois o poder ideológico de um sinal de classe.
Por mais esforços que se façam a ideia da democratização do transporte automóvel e do desenvolvimento do transporte público têm minado o potencial da bicicleta, sem negar evidentemente as vantagens de um e do outro.
É bom que se note, porém, desde que Blanchard e Masurier idealizaram a sua Celerífiro em 1779, antecedente da bicicleta moderna, mais os contributos de Macmillan em 1839, até às bicicletas de carbono ultraligeiras para funções com alto rendimento, passando pelos tandem, side cars, triciclos, etc,etc, a procura de sistemas de transporte com custos baixos e com maiores benefícios inquestionáveis para a saúde, nunca parou. Imagine-se até que, recentemente, alguém inventou com algum laivo surrealista, bicicletas fixas com um só roda para efeitos de ginástica pessoal e de beleza física.
Com as suas vantagens e benefícios a frágil bicicleta questiona e interpela o urbanismo, a arquitectura, os programas políticos e até, pasme-se, a moral. Não foram poucas as objecções moralistas quando as mulheres pretenderam também andar de bicicleta Para os olhos dos conservadores da época era algo de obsceno ver uma mulher montada num meio de locomoção, desenvolvendo movimentos musculares a bordo de uma simples bicicleta.
Virtualmente todo o espaço pode ser utilizado por uma bicicleta, sem necessidade de reservar vias especiais para o seu uso. Desgraçadamente não existe qualquer regulamentação ou legislação que favoreça o uso da bicicleta. E isto apesar das virtualidades socializadoras que a bicicleta pode encerrar entre os seus utilizadores. Com efeito, a bicicleta estimula o passeio, facilita a circulação e o acesso a zonas saturadas de tráfico automóvel, diminui radicalmente os custos energéticos, os custos em estacionamentos e parkings, e elimina toda a burocracia que gira em torno do todo-poderoso carro. No fundo, a bicicleta é perigosa.
Uma boa bicicleta envolve sempre, pelo menos, duas pessoas. Uma cultura da bicicleta mobilizaria a história. Com tracção humana.
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A essência da guerra ( por Orwell)
«A essência da guerra é a destruição, não necessariamente de vidas humanas, mas do produto do trabalho humano. A guerra prefigura a forma ideal de despedaçar, de lançar na estratosfera ou de afundar nos abismos marítimos produtos que, de outro modo, poderiam servir para dar às massas um conforto excessivo, e por conseguinte, a longo prazo, torná-las extremamente lúcidas. Mesmo que o armamento não chegue a ser de facto destruído, o seu fabrico, ainda assim, ocupa, na prática, forças de trabalho sem nada produzir que possa ser consumido.
Se todos tivessem igual acesso ao lazer e à segurança, a grande maioria dos seres humanos, que normalmente vivem embrutecidos pela pobreza, instruir-se-iam e aprenderiam a pensar pela sua própria cabeça; a partir daí, cedo ou tarde concluiriam que a minoria privilegiada não desempenhava qualquer função, e acabariam com ela.»
George Orwell, 1984,ed. Antígona
Se todos tivessem igual acesso ao lazer e à segurança, a grande maioria dos seres humanos, que normalmente vivem embrutecidos pela pobreza, instruir-se-iam e aprenderiam a pensar pela sua própria cabeça; a partir daí, cedo ou tarde concluiriam que a minoria privilegiada não desempenhava qualquer função, e acabariam com ela.»
George Orwell, 1984,ed. Antígona
Cuidado! As palavras enganam....
Cuidado! As palavras enganam: ocultam a realidade...
Sim, é preciso ter cuidado com as palavras. As palavras podem induzir muitas vezes a enganos e levar a interpretações erróneas. Exemplos?
Por exemplo:
E se, afinal, os liberais no governo e no poder, em vez da Ordem Social que tanto gostam de falar, fossem os verdadeiros defensores da Desordem Social?
E se os anarquistas, apesar do aparente significado de anarquia ser sinónimo de desordem, serem eles realmente os arautos da Ordem Social?
E se os militares de todos os exércitos fossem os verdadeiros terroristas, aqueles que semeiam o perigo e a ameaça de terror sobre países e populações indefesas, enquanto os supostos terroristas, e acusados como tal, mais não fossem que simples campónios a defenderem, com machados e enxadas tecnologicamente actualizadas, as suas terras e os seus valores ancestrais?
E se os verdadeiros professores e pedagogos já não se encontrassem hoje nas escolas a ensinar alunos, mas antes nos balneários e nos relvados dos estádios a prepararem afanosamente os seus pupilos para serem cada vez melhores em cada semana, em cada prova e em cada teste que semanalmente os jogadores tiverem que se submeter? Enquanto nas escolas o que existem são sim autênticos treinadores e adestradores que domesticam os jovens na disciplina social da competição e do individualismo selvagem do mercado de trabalho?
E se aos que actualmente chamamos de desportistas não fossem aqueles que nós vemos na Sport TV, mas antes exímios actores do Espectáculo semanal e lucrativo , enquanto os verdadeiros desportistas, em vez de se encontrarem nos relvados, estão antes nas praias, nos jardins, nas ruas?
E se aquilo a que chamamos TV é, afinal, de contas uma verdadeira fábrica de cidadãos apáticos e estúpidos, tão sofisticada e tão poderosa, que mal a conseguimos associar à indústria e à produção em série, enquanto os recintos em que foram instaladas as modernas e tecnologicamente avançadas indústrias são verdadeiros parques tecnológicos de entretenimento para quem circular, dentro deles, diariamente.
E se os padres e moralistas fossem, afinal, os verdadeiros pecadores da imoralidade, enquanto as mulheres endiabradas e todos os homens acusados de blasfémia e que são condenados à excomunhão são os verdadeiros sacerdotes da Religião Celestial do Sublime, um ideal que todo o ser humano pretende alcançar?
Por tudo isso é que preciso, talvez, uma Revolução nas Palavras como condição prévia para a Revolução Social
Sim, é preciso ter cuidado com as palavras. As palavras podem induzir muitas vezes a enganos e levar a interpretações erróneas. Exemplos?
Por exemplo:
E se, afinal, os liberais no governo e no poder, em vez da Ordem Social que tanto gostam de falar, fossem os verdadeiros defensores da Desordem Social?
E se os anarquistas, apesar do aparente significado de anarquia ser sinónimo de desordem, serem eles realmente os arautos da Ordem Social?
E se os militares de todos os exércitos fossem os verdadeiros terroristas, aqueles que semeiam o perigo e a ameaça de terror sobre países e populações indefesas, enquanto os supostos terroristas, e acusados como tal, mais não fossem que simples campónios a defenderem, com machados e enxadas tecnologicamente actualizadas, as suas terras e os seus valores ancestrais?
E se os verdadeiros professores e pedagogos já não se encontrassem hoje nas escolas a ensinar alunos, mas antes nos balneários e nos relvados dos estádios a prepararem afanosamente os seus pupilos para serem cada vez melhores em cada semana, em cada prova e em cada teste que semanalmente os jogadores tiverem que se submeter? Enquanto nas escolas o que existem são sim autênticos treinadores e adestradores que domesticam os jovens na disciplina social da competição e do individualismo selvagem do mercado de trabalho?
E se aos que actualmente chamamos de desportistas não fossem aqueles que nós vemos na Sport TV, mas antes exímios actores do Espectáculo semanal e lucrativo , enquanto os verdadeiros desportistas, em vez de se encontrarem nos relvados, estão antes nas praias, nos jardins, nas ruas?
E se aquilo a que chamamos TV é, afinal, de contas uma verdadeira fábrica de cidadãos apáticos e estúpidos, tão sofisticada e tão poderosa, que mal a conseguimos associar à indústria e à produção em série, enquanto os recintos em que foram instaladas as modernas e tecnologicamente avançadas indústrias são verdadeiros parques tecnológicos de entretenimento para quem circular, dentro deles, diariamente.
E se os padres e moralistas fossem, afinal, os verdadeiros pecadores da imoralidade, enquanto as mulheres endiabradas e todos os homens acusados de blasfémia e que são condenados à excomunhão são os verdadeiros sacerdotes da Religião Celestial do Sublime, um ideal que todo o ser humano pretende alcançar?
Por tudo isso é que preciso, talvez, uma Revolução nas Palavras como condição prévia para a Revolução Social
27.2.05
As primeiras lutas ecológicas em Portugal
Apresenta-se a seguir uma breve listagem das primeiras lutas ecológicas que se travaram em Portugal:
*-As lutas travadas pelos agricultores e pela população local contra o projecto do complexo da Refinaria de Sines - elaborado pelo Gabinete da Área de Sines que reunia à época a nata dos tecnocratas do país - e a consequente urbanização e destruição dos ecossistemas locais e todo o habitat da região.
Tratava-se de um projecto gigantesco e megalómano aprovado pelo Governo fascista de Caetano em 20/4/1971
No jornal de Beja "O Camponês" escrevia-se no início de 1975: "Centenas e centenas de hectares das melhores terras com hortas, pomares e arrozais estão ao abandono há mais de 2 anos pela expropriação feita pelo Gabinete da Área de Sines. Camponeses, muitos dos quais com mais de 60 anos, que sempre e durante toda a sua vida trabalharam a terra, foram obrigados a deixá-la e procurar o sustento em trabalho como a construção civil, que está fora das suas possibilidades. Camponeses pobres, forçados pela chantagem e a pressão contínua, que os obriga a vender as suas terras por preços que não lhes permite adquirir sequer uma habitação condigna"
* As lutas das populações ribeirinhas do Rio Alviela, desde 1969, contra a sua poluição e a intoxicação alimentar de que são vítimas e a criação da C.L.P. A. (Comissão de Luta Contra a Poluição do Alviela) em Julho de 1973
* A contestação contra a eucaliptização da Serra da Ossa levada a cabo pela empresa de celulose Socel
* As lutas e contestação popular contra a poluição provocada pela celulose de Cacia e da poluição do Rio Vouga ( em 1958 500 habitantes de Cacia fizeram um abaixo-assinado).
* A contestação em 1973 da população de Constância e da Praia do Ribatejo contra a instalação da fábrica de Celulose Caima Pulp na confluência do Zêzere e do Tejo
* A contestação dos pescadores do Estuário do Sado contra a crescente poluição marítima
* Contestação popular da aldeia de Runa, Torres Vedras, antes do 25 de Abril, contra a a poluição do seu rio Sizandro.
* Contestação do povo de Maceirinha, Leiria, contra as poeiras de cimento que caíam ininterruptamente sobre as casas e a população vindas da fábrica de Cimento situada naquela localidade
*Contestação popular contra o complexo cimenteiro da vila de Souzelas, nos arredores de Coimbra
*Contestação popular contra a poluição por arsénico na Mina do Pintor em Nogueira do Cravo, entre Oliveira de Azeméis e S. João da Madeira
* Contestação luso-galega contra a celulose planeada para o município de Toén, Pontevedra nas margens do Rio Minho
* Contestação da população do Barreiro à poluição atmosférica provocada pelas industrias instaladas no concelho, com um abaixo-assinado de 1971
*Luta popular anti-nuclear em15 de MARÇO DE 1976 em Ferrel, Peniche, contra uma projectada central nuclear, luta prosseguida em 28 de Março de 1976 quando é criada a CALCAN ( Comissão de Apoio à Luta contra a Ameaça Nuclear)
*-As lutas travadas pelos agricultores e pela população local contra o projecto do complexo da Refinaria de Sines - elaborado pelo Gabinete da Área de Sines que reunia à época a nata dos tecnocratas do país - e a consequente urbanização e destruição dos ecossistemas locais e todo o habitat da região.
Tratava-se de um projecto gigantesco e megalómano aprovado pelo Governo fascista de Caetano em 20/4/1971
No jornal de Beja "O Camponês" escrevia-se no início de 1975: "Centenas e centenas de hectares das melhores terras com hortas, pomares e arrozais estão ao abandono há mais de 2 anos pela expropriação feita pelo Gabinete da Área de Sines. Camponeses, muitos dos quais com mais de 60 anos, que sempre e durante toda a sua vida trabalharam a terra, foram obrigados a deixá-la e procurar o sustento em trabalho como a construção civil, que está fora das suas possibilidades. Camponeses pobres, forçados pela chantagem e a pressão contínua, que os obriga a vender as suas terras por preços que não lhes permite adquirir sequer uma habitação condigna"
* As lutas das populações ribeirinhas do Rio Alviela, desde 1969, contra a sua poluição e a intoxicação alimentar de que são vítimas e a criação da C.L.P. A. (Comissão de Luta Contra a Poluição do Alviela) em Julho de 1973
* A contestação contra a eucaliptização da Serra da Ossa levada a cabo pela empresa de celulose Socel
* As lutas e contestação popular contra a poluição provocada pela celulose de Cacia e da poluição do Rio Vouga ( em 1958 500 habitantes de Cacia fizeram um abaixo-assinado).
* A contestação em 1973 da população de Constância e da Praia do Ribatejo contra a instalação da fábrica de Celulose Caima Pulp na confluência do Zêzere e do Tejo
* A contestação dos pescadores do Estuário do Sado contra a crescente poluição marítima
* Contestação popular da aldeia de Runa, Torres Vedras, antes do 25 de Abril, contra a a poluição do seu rio Sizandro.
* Contestação do povo de Maceirinha, Leiria, contra as poeiras de cimento que caíam ininterruptamente sobre as casas e a população vindas da fábrica de Cimento situada naquela localidade
*Contestação popular contra o complexo cimenteiro da vila de Souzelas, nos arredores de Coimbra
*Contestação popular contra a poluição por arsénico na Mina do Pintor em Nogueira do Cravo, entre Oliveira de Azeméis e S. João da Madeira
* Contestação luso-galega contra a celulose planeada para o município de Toén, Pontevedra nas margens do Rio Minho
* Contestação da população do Barreiro à poluição atmosférica provocada pelas industrias instaladas no concelho, com um abaixo-assinado de 1971
*Luta popular anti-nuclear em15 de MARÇO DE 1976 em Ferrel, Peniche, contra uma projectada central nuclear, luta prosseguida em 28 de Março de 1976 quando é criada a CALCAN ( Comissão de Apoio à Luta contra a Ameaça Nuclear)
Como é que os capitalistas se mantêm no Poder...ou como é que o Poder político-económico se reproduz.
Breve explicação sociológica sobre a Reprodução Social
As sociedades estão estratificadas em classes sociais de tal modo que se pode falar em pirâmide social, uma vez que a maior parte da população encontra-se na base da pirâmide, enquanto apenas um pequeno número de pessoas fazem parte da elite económica e política que governa a sociedade.
Perguntar-se-á então como é possível que esta estrutura de classes se mantenha ao longo do tempo sabendo que a maioria da população se encontra subordinada, se não mesmo submetida a um pequeno grupo de governantes.
A resposta é dada pela sociologia.
Com efeito, a classe dominante, que é minoritária, governa a sociedade e só se mantém graças à ideologia (= conjunto de ideias) dominante que consegue impor a todos os restantes elementos da sociedade. É essa ideologia dominante que explica e legitima o poder da elite económica e política.
Por exemplo: o antigo poder dos reis só se conseguia manter e reproduzir-se ao longo de séculos uma vez que a sua ideologia era interiorizada pelas classes inferiores, que faziam suas as idéias que lhe eram transmitidas e incutidas: nesse caso a explicação que era vendida às pessoas era que o rei é o soberano por efeito de um poder natural ou sobrenatural.
E as pessoas interiorizavam resignadamente essa ideologia dominante.
Hoje em dia passa-se a mesma coisa, apenas se mudou a fonte de legitimidade do poder.
Assim, só na medida em que a classe dominante consegue convencer as classes inferiores que só ela ( a classe dominante) pode ter poder económico e político, estará ela em condições de se manter no topo da pirâmide social.
Actualmente, a fonte de legitimidade que se pretende incutir para legitimar e justificar o poder das classes dominantes é o fato destas terem capital (= é a posse de capital que legitima o poder da elite económica) ou de terem sido eleitas democraticamente (= é o número de votos que confere legitimidade aos governos, sem cuidar evidentemente se os votos são ou não resultado de uma decisão esclarecida)
Esses critérios de legitimação para se ter poder económico ( = ter capital) e político (= ter votos) são perfeitamente arbitrários e aleatórios - sim, porque quem me garante que é quem tem mais dinheiro ou quem tem votos que está em melhores condições para governar????
E porque não mudar o critério para quem tem mais inteligência?
Ou para quem tenha mais músculos?
Ou para quem saiba fazer melhores poemas?
Só no dia em que as classes inferiores não aceitarem engolir resignadamente essa ideologia dominante é que a legitimidade política e económica das classes dominantes entrará em crise.
Nesse dia, provavelmente, qualquer outro grupo social que queira conquistar o poder terá que, simultaneamente, impor a sua ideologia, convencendo a população da base da pirâmide social da sua legitimidade em apoderar-se do poder.
Nesse momento aparecerá uma nova ideologia dominante, para servir de base e cimento à também nova classe dominante.
Há ainda , evidentemente, a hipótese libertária de cada um tomar em mãos a sua própria vida em cooperação com os seus e a natureza.
As sociedades estão estratificadas em classes sociais de tal modo que se pode falar em pirâmide social, uma vez que a maior parte da população encontra-se na base da pirâmide, enquanto apenas um pequeno número de pessoas fazem parte da elite económica e política que governa a sociedade.
Perguntar-se-á então como é possível que esta estrutura de classes se mantenha ao longo do tempo sabendo que a maioria da população se encontra subordinada, se não mesmo submetida a um pequeno grupo de governantes.
A resposta é dada pela sociologia.
Com efeito, a classe dominante, que é minoritária, governa a sociedade e só se mantém graças à ideologia (= conjunto de ideias) dominante que consegue impor a todos os restantes elementos da sociedade. É essa ideologia dominante que explica e legitima o poder da elite económica e política.
Por exemplo: o antigo poder dos reis só se conseguia manter e reproduzir-se ao longo de séculos uma vez que a sua ideologia era interiorizada pelas classes inferiores, que faziam suas as idéias que lhe eram transmitidas e incutidas: nesse caso a explicação que era vendida às pessoas era que o rei é o soberano por efeito de um poder natural ou sobrenatural.
E as pessoas interiorizavam resignadamente essa ideologia dominante.
Hoje em dia passa-se a mesma coisa, apenas se mudou a fonte de legitimidade do poder.
Assim, só na medida em que a classe dominante consegue convencer as classes inferiores que só ela ( a classe dominante) pode ter poder económico e político, estará ela em condições de se manter no topo da pirâmide social.
Actualmente, a fonte de legitimidade que se pretende incutir para legitimar e justificar o poder das classes dominantes é o fato destas terem capital (= é a posse de capital que legitima o poder da elite económica) ou de terem sido eleitas democraticamente (= é o número de votos que confere legitimidade aos governos, sem cuidar evidentemente se os votos são ou não resultado de uma decisão esclarecida)
Esses critérios de legitimação para se ter poder económico ( = ter capital) e político (= ter votos) são perfeitamente arbitrários e aleatórios - sim, porque quem me garante que é quem tem mais dinheiro ou quem tem votos que está em melhores condições para governar????
E porque não mudar o critério para quem tem mais inteligência?
Ou para quem tenha mais músculos?
Ou para quem saiba fazer melhores poemas?
Só no dia em que as classes inferiores não aceitarem engolir resignadamente essa ideologia dominante é que a legitimidade política e económica das classes dominantes entrará em crise.
Nesse dia, provavelmente, qualquer outro grupo social que queira conquistar o poder terá que, simultaneamente, impor a sua ideologia, convencendo a população da base da pirâmide social da sua legitimidade em apoderar-se do poder.
Nesse momento aparecerá uma nova ideologia dominante, para servir de base e cimento à também nova classe dominante.
Há ainda , evidentemente, a hipótese libertária de cada um tomar em mãos a sua própria vida em cooperação com os seus e a natureza.
24.2.05
Viver sem telemóvel, para salvaguardar o silêncio e a reflexão
Resistir às falsas urgências e temporalidades da vida moderna;
pela defesa do silêncio, da espera e para reinventar novos modos de vida alternativos à toda poderosa velocidade moderna.
Entrevista com o sociólogo Francis Jauréguiberry, sociólogo, investigador e professor na Universidade de Pau, França.
P -Qual é razão do seu interesse relativamente às pessoas não-utentes do telemóvel?
R – Sempre estive interessado em acompanhar e estudar todos aqueles que revelam uma vontade e um comportamento de resistência aos modos e às injunções sociais. Hoje em dia, perante a injunção generalizada de que tudo é comunicacional, alguns pessoas, em pouco número, é certo, mas de uma maneira muito significativa, rejeitam cair nessa tendência e nessa moda.
P – Nem todos os não utentes são pessoas idosas, é verdade?
R – Sim, é justamente isso que é extremamente interessante. Ao contrário de uma visão tecnicista que faz dos não utentes do telemóvel pessoas retrógradas, incapazes de acompanhar as inovações, eu tenho encontrado indivíduos que estão perfeitamente integrados no espírito dos tempo presente, que têm vidas muito activas, e que não sofrem de qualquer espécie de tecnofobia, tanto mais que muitos deles têm e utilizam os computadores ligados à Internet. Ora o que se passa é que é preciso ter algo mais que a simples vontade para rejeitar a posse e o uso de um telemóvel. A motivação tem de ser, pelo menos, muito forte. Aliás, não é propriamente o telemóvel, enquanto objecto, que é recusado por essas pessoas, mas sim a temporalidade que ele implica. Com efeito, para essas pessoas a paragem, o silêncio, a espera e o diferimento não são, de todo, aspectos negativos. Com o seu procedimento essas pessoas acabam por reintroduzir uma outra dimensão temporal ligada à maturação, à reflexão e á meditação. Muitos deles receiam que a imposição da urgência, da imediatidade venham a matar a imaginação, tal como a conversa da treta poderá substituir a troca recíproca. Não querem prejudicar o compasso de espera. E há até quem diga que o telemóvel não passa de um poderoso meio de controle. E isso não só a nível profissional como ainda na própria esfera pessoal.
P – O que é que se sabe acerca das consequências psicológicas dos telemóveis?
R – É difícil responder. Estou actualmente a fazer um estudo na Califórnia sobre os chamados «burn out», isto é, todos os que se vão abaixo por efeito de uma vida demasiado apressada, cheia de stress, e que encaram o seu dia-a-dia como se fosse um combate permanente. Certamente que não terá sido o telemóvel que esteve na origem daquele desenlace, mas foi, sem dúvida, um instrumento perfeito daquela vida conturbada que viveram. Curiosamente, quando essas pessoas se vão abaixo, elas cortam com o telemóvel. E para sair dele é indispensável retirarmo-nos do ritmo temporal, isto é, da temporalidade que ele é um simples espelho, e substituí-la por uma sincronia universal em busca de uma união em tempo real de todos os ramos da grande rede. É preciso aprender a seleccionar, a dizer não, a aceitar a solidão e o silêncio. Dá para pensar o facto de serem as pessoas que renunciam ao telemóvel, aquelas que atraem e são motivo dos nossos estudos.
(tradução da entrevista publicada no Le Monde2 de 19 de Fevereiro de 2005)
pela defesa do silêncio, da espera e para reinventar novos modos de vida alternativos à toda poderosa velocidade moderna.
Entrevista com o sociólogo Francis Jauréguiberry, sociólogo, investigador e professor na Universidade de Pau, França.
P -Qual é razão do seu interesse relativamente às pessoas não-utentes do telemóvel?
R – Sempre estive interessado em acompanhar e estudar todos aqueles que revelam uma vontade e um comportamento de resistência aos modos e às injunções sociais. Hoje em dia, perante a injunção generalizada de que tudo é comunicacional, alguns pessoas, em pouco número, é certo, mas de uma maneira muito significativa, rejeitam cair nessa tendência e nessa moda.
P – Nem todos os não utentes são pessoas idosas, é verdade?
R – Sim, é justamente isso que é extremamente interessante. Ao contrário de uma visão tecnicista que faz dos não utentes do telemóvel pessoas retrógradas, incapazes de acompanhar as inovações, eu tenho encontrado indivíduos que estão perfeitamente integrados no espírito dos tempo presente, que têm vidas muito activas, e que não sofrem de qualquer espécie de tecnofobia, tanto mais que muitos deles têm e utilizam os computadores ligados à Internet. Ora o que se passa é que é preciso ter algo mais que a simples vontade para rejeitar a posse e o uso de um telemóvel. A motivação tem de ser, pelo menos, muito forte. Aliás, não é propriamente o telemóvel, enquanto objecto, que é recusado por essas pessoas, mas sim a temporalidade que ele implica. Com efeito, para essas pessoas a paragem, o silêncio, a espera e o diferimento não são, de todo, aspectos negativos. Com o seu procedimento essas pessoas acabam por reintroduzir uma outra dimensão temporal ligada à maturação, à reflexão e á meditação. Muitos deles receiam que a imposição da urgência, da imediatidade venham a matar a imaginação, tal como a conversa da treta poderá substituir a troca recíproca. Não querem prejudicar o compasso de espera. E há até quem diga que o telemóvel não passa de um poderoso meio de controle. E isso não só a nível profissional como ainda na própria esfera pessoal.
P – O que é que se sabe acerca das consequências psicológicas dos telemóveis?
R – É difícil responder. Estou actualmente a fazer um estudo na Califórnia sobre os chamados «burn out», isto é, todos os que se vão abaixo por efeito de uma vida demasiado apressada, cheia de stress, e que encaram o seu dia-a-dia como se fosse um combate permanente. Certamente que não terá sido o telemóvel que esteve na origem daquele desenlace, mas foi, sem dúvida, um instrumento perfeito daquela vida conturbada que viveram. Curiosamente, quando essas pessoas se vão abaixo, elas cortam com o telemóvel. E para sair dele é indispensável retirarmo-nos do ritmo temporal, isto é, da temporalidade que ele é um simples espelho, e substituí-la por uma sincronia universal em busca de uma união em tempo real de todos os ramos da grande rede. É preciso aprender a seleccionar, a dizer não, a aceitar a solidão e o silêncio. Dá para pensar o facto de serem as pessoas que renunciam ao telemóvel, aquelas que atraem e são motivo dos nossos estudos.
(tradução da entrevista publicada no Le Monde2 de 19 de Fevereiro de 2005)
Uma montanha de lixo sepulta duas aldeias na Indonésia
Segundo uma notícia enviada ontem pela agência de notícias Reuters uma aldeia indonésia ficou soterrada depois de uma avalanche de lixo que se terá desprendido de uma enorme lixeira existente junto de duas pequenas povoações na província indonésia de Java Ocidental, e causado pelo menos 40 mortos e outro tantos desaparecidos.
O Exército espanhol recruta estrangeiros imigrantes por falta de interesse dos espanhóis na tropa
A partir do próximo mês de Abril imigrantes estrangeiros entrarão nas fileiras do exército espanhol nas Astúrias por manifesta falta de interesse revelado pelos jovens espanhóis em alistarem-se face à falta de efectivos que o Exército espanhol está sentindo segundo as palavras do general chefe da Região militar do Noroeste de Espanha, Juan Yague Martinez del Campo. O mesmo general revelou que mais imigrantes estrangeiros serão contratados nos meses seguintes para fazer face às necessidades de pessoal das Forças Armadas espanholas. Refira-se ainda que o Exército de terra na nossa vizinha Espanha conta actualmente com 49.00 elementos, muito abaixo dos 68.000 profissionais que deveria ter segundo a programação militar.
(informação veiculada pela Voz das Astúrias)
(informação veiculada pela Voz das Astúrias)
23.2.05
O conceito de «Desenvolvimento sustentável»
(origem e significado)
Nos anos 1980, surgiu um novo conceito que pretende defender o meio ambiente, ao mesmo tempo em que inscreve o homem no centro das suas preocupações.
O termo "desenvolvimento sustentável" teria sido utilizado explicitamente pela primeira vez no Building a sustainable Society, o manifesto do partido ecológico da Grã-Bretanha, escrito por Lester Brown, do Worldwatch Institute, em 1981. Seis anos depois, em 1987, a Comissão mundial sobre o meio ambiente e o desenvolvimento - presidida pelo Primeiro-Ministro da Noruega, Gro Harlem Brundtland - popularizou a ideia em seu relatório Our Common Future (O futuro de todos nós). Mas foi apenas em 1992 que os governos do mundo inteiro oficializaram o conceito de desenvolvimento sustentável, durante a Cúpula da Terra - Eco 92, realizada no Rio de Janeiro (Brasil). Em Agosto de 2002, a África do Sul recebe a Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável. Por ocasião da maior conferência organizada em nome das Nações Unidas, a comunidade internacional pretende fazer o balanço do estado do Planeta e dos seus habitantes, dez anos depois dos compromissos assumidos no Rio, e definir as políticas públicas globais para as quais esses compromissos podem ser implementados em escala internacional. Se devemos o conceito de desenvolvimento sustentável em grande parte a Lester Brown, este baseou-se, para construí-lo, nas propostas que Ignacy Sachs e Maurice Strong tinham elaborado, nos anos 1970, para o que eles chamaram na época de "eco-desenvolvimento". Sachs e Strong propunham, assim, uma abordagem voluntarista a fim de realizar simultaneamente desenvolvimento económico, equidade social e prudência ecológica. Nessa perspectiva, a intervenção institucional parecia fundamental, pois ela devia assumir acções destinadas a controlar a utilização dos recursos, a empregar técnicas "limpas" de produção, e a privilegiar as necessidades ao invés das procuras nos hábitos de consumo.Strong presidiu a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Stockholm, 1972), mas a ideia não chegou a firmar-se, especialmente devido à rejeição pelos países industrializados e os seus lobbies económicos, de um eventual controle de suas actividades. Foi o Clube de Roma que conseguiu fazer-se ouvir, particularmente através da publicação do relatório Os Limites do Crescimento, no qual argumentava que o mundo já tinha alcançado todo o crescimento necessário para proporcionar uma vida confortável e satisfatória aos seres humanos. Ele desaconselhava, assim, que se privilegiasse políticas orientadas para o crescimento, o Planeta não tendo capacidade para absorver maiores desenvolvimentos nesse sentido... Mas a Conferência foi finalmente encerrada com um compromisso a favor da preservação da natureza e da criação de várias agências nacionais e internacionais - dentre elas o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) - que permitissem atingir esse objectivo.O conceito de desenvolvimento sustentável foi popularizado e integrado na linguagem das Nações Unidas graças ao Relatório Brundtland, de 1987. Esse Relatório formulava a definição do conceito mais conhecida e ainda largamente aceite actualmente: "um desenvolvimento que responde às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de responder às suas". Ele estabelece também sete acções estratégicas a serem implementadas a fim de alcançá-lo: (i) aprofundar e melhorar o crescimento;
(ii) satisfazer as necessidades essenciais em termos de emprego, de alimentação, de energia, de água e de salubridade;
(iii) manter a taxa demográfica num nível sustentável;
(iv) conservar e valorizar os recursos naturais;
(v) reorientar a tecnologia para gerenciar os riscos; e (vi) integrar o meio ambiente e a economia aos processos de decisão.Em 1992, durante a Rio 92 - dirigida por Maurice Strong - esse projecto de desenvolvimento foi finalmente oficializado como cenário e eixo da política pública global. Nessa ocasião, a comunidade internacional, pela voz do maior número de Chefes de Estado e de Governos já reunido até então, adoptou principalmente uma declaração política enumerando 21 princípios que estabelecem os direitos e deveres das nações na continuidade do desenvolvimento humano e do bem-estar. Trata-se da Agenda 21, acompanhada de um plano de acção que visa fazer do desenvolvimento um procedimento social, económica e ecologicamente durável. Esse plano de acção constitui um programa que "reflecte um consenso mundial e um compromisso político no nível mais elevado da cooperação em matéria de desenvolvimento e de meio ambiente" (Agenda 21, Preâmbulo, Parágrafo 1,3).Três dimensões devem ser levadas em conta em toda estratégia de desenvolvimento sustentável:
(1) uma estratégia desse tipo pensa em termos propriamente "humanos": ela escolhe a equidade inter-estatal e inter-geracional.
(2) ela supõe também o reconhecimento de que as capacidades da economia industrial em satisfazer as necessidades humanas são limitadas pela natureza. Para que o desenvolvimento seja durável, é essencial que os recursos disponíveis sejam bem administrados, a fim de que se possa continuar a satisfazer as necessidades a longo prazo. Por este motivo,
(3) os esforços de desenvolvimento sustentável implicam a avaliação dos efeitos das actividades económicas sobre o meio ambiente, e deve buscar meios de financiamento e de melhoria das técnicas industriais que permitem preservar os recursos naturais.A chave do sucesso depende também da aplicação de três princípios que correspondem a cada uma das dimensões:
(i) o princípio de solidariedade entre as populações do mundo e entre gerações presentes e futuras; (ii) o princípio de precaução, que parte da constatação de que a Terra não sendo um laboratório, é obrigada a tomar medidas preventivas ou de abstinência quando os efeitos de uma acção sobre o meio ambiente não são conhecidos;
(iii) o princípio de participação do conjunto dos actores na tomada de decisões colectivas.Na Rio 92, a comunidade internacional também aprovou o princípio das responsabilidades comuns mais diferenciadas, em virtude do qual todos os países do mundo são responsáveis pela saúde do Planeta, mas têm papéis diferentes a desempenhar a esse respeito. Os países desenvolvidos, responsáveis pelo modelo dominante de desenvolvimento, devem fazer evoluir os seus modos de consumo e de produção, e transferir recursos, tecnologias "limpas" e capitais aos países em desenvolvimento (PED), de modo que estes possam encontrar por si mesmos o caminho para um desenvolvimento sustentável. Os PED, em contrapartida, devem aceitar transformar as suas economias e os seus modos de produção poluentes, apesar do custo elevado que isso possa significar.O conceito de desenvolvimento sustentável introduziu um sentimento de novidade na cena geo-política e intelectual internacional. De facto, a busca do desenvolvimento era tradicionalmente concebida como um esforço de industrialização e de mercantilização da economia, único modo de permitir às sociedades entrar na modernidade, melhorar as condições de vida dos seus membros, e dar aos seres humanos a possibilidade de controlar seu destino. Por seu lado, o desenvolvimento sustentável integra todas as dimensões da vida social, relacionando-as com o meio ambiente natural no qual elas se inserem. Essa abordagem integrada propõe, além disso, um diálogo intercultural susceptível de reconciliar os diferentes modelos de desenvolvimento, que desse modo se torna uma escolha política que as sociedades farão democraticamente e em coerência com suas próprias concepções sociais. O desenvolvimento sustentável - também definido de modo amplo - parece englobar o próprio sentido da vida. De facto, a agenda do desenvolvimento sustentável tornou-se tão vasta que se pode perguntar o que poderia ficar de fora dela. Debaixo desse guarda-chuva, vêm-se actualmente abordadas questões tão díspares quanto o papel das mulheres na sociedade moderna, o comércio internacional, a água potável, a redução da dívida externa, a desertificação e a desflorestação, a redução da pobreza ou a defesa dos Direitos Humanos e dos valores democráticos...
Texto extraído de:
http://www.mondialisations.org/php/public/art.php?id=3919&lan=PO
Nos anos 1980, surgiu um novo conceito que pretende defender o meio ambiente, ao mesmo tempo em que inscreve o homem no centro das suas preocupações.
O termo "desenvolvimento sustentável" teria sido utilizado explicitamente pela primeira vez no Building a sustainable Society, o manifesto do partido ecológico da Grã-Bretanha, escrito por Lester Brown, do Worldwatch Institute, em 1981. Seis anos depois, em 1987, a Comissão mundial sobre o meio ambiente e o desenvolvimento - presidida pelo Primeiro-Ministro da Noruega, Gro Harlem Brundtland - popularizou a ideia em seu relatório Our Common Future (O futuro de todos nós). Mas foi apenas em 1992 que os governos do mundo inteiro oficializaram o conceito de desenvolvimento sustentável, durante a Cúpula da Terra - Eco 92, realizada no Rio de Janeiro (Brasil). Em Agosto de 2002, a África do Sul recebe a Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável. Por ocasião da maior conferência organizada em nome das Nações Unidas, a comunidade internacional pretende fazer o balanço do estado do Planeta e dos seus habitantes, dez anos depois dos compromissos assumidos no Rio, e definir as políticas públicas globais para as quais esses compromissos podem ser implementados em escala internacional. Se devemos o conceito de desenvolvimento sustentável em grande parte a Lester Brown, este baseou-se, para construí-lo, nas propostas que Ignacy Sachs e Maurice Strong tinham elaborado, nos anos 1970, para o que eles chamaram na época de "eco-desenvolvimento". Sachs e Strong propunham, assim, uma abordagem voluntarista a fim de realizar simultaneamente desenvolvimento económico, equidade social e prudência ecológica. Nessa perspectiva, a intervenção institucional parecia fundamental, pois ela devia assumir acções destinadas a controlar a utilização dos recursos, a empregar técnicas "limpas" de produção, e a privilegiar as necessidades ao invés das procuras nos hábitos de consumo.Strong presidiu a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Stockholm, 1972), mas a ideia não chegou a firmar-se, especialmente devido à rejeição pelos países industrializados e os seus lobbies económicos, de um eventual controle de suas actividades. Foi o Clube de Roma que conseguiu fazer-se ouvir, particularmente através da publicação do relatório Os Limites do Crescimento, no qual argumentava que o mundo já tinha alcançado todo o crescimento necessário para proporcionar uma vida confortável e satisfatória aos seres humanos. Ele desaconselhava, assim, que se privilegiasse políticas orientadas para o crescimento, o Planeta não tendo capacidade para absorver maiores desenvolvimentos nesse sentido... Mas a Conferência foi finalmente encerrada com um compromisso a favor da preservação da natureza e da criação de várias agências nacionais e internacionais - dentre elas o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) - que permitissem atingir esse objectivo.O conceito de desenvolvimento sustentável foi popularizado e integrado na linguagem das Nações Unidas graças ao Relatório Brundtland, de 1987. Esse Relatório formulava a definição do conceito mais conhecida e ainda largamente aceite actualmente: "um desenvolvimento que responde às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de responder às suas". Ele estabelece também sete acções estratégicas a serem implementadas a fim de alcançá-lo: (i) aprofundar e melhorar o crescimento;
(ii) satisfazer as necessidades essenciais em termos de emprego, de alimentação, de energia, de água e de salubridade;
(iii) manter a taxa demográfica num nível sustentável;
(iv) conservar e valorizar os recursos naturais;
(v) reorientar a tecnologia para gerenciar os riscos; e (vi) integrar o meio ambiente e a economia aos processos de decisão.Em 1992, durante a Rio 92 - dirigida por Maurice Strong - esse projecto de desenvolvimento foi finalmente oficializado como cenário e eixo da política pública global. Nessa ocasião, a comunidade internacional, pela voz do maior número de Chefes de Estado e de Governos já reunido até então, adoptou principalmente uma declaração política enumerando 21 princípios que estabelecem os direitos e deveres das nações na continuidade do desenvolvimento humano e do bem-estar. Trata-se da Agenda 21, acompanhada de um plano de acção que visa fazer do desenvolvimento um procedimento social, económica e ecologicamente durável. Esse plano de acção constitui um programa que "reflecte um consenso mundial e um compromisso político no nível mais elevado da cooperação em matéria de desenvolvimento e de meio ambiente" (Agenda 21, Preâmbulo, Parágrafo 1,3).Três dimensões devem ser levadas em conta em toda estratégia de desenvolvimento sustentável:
(1) uma estratégia desse tipo pensa em termos propriamente "humanos": ela escolhe a equidade inter-estatal e inter-geracional.
(2) ela supõe também o reconhecimento de que as capacidades da economia industrial em satisfazer as necessidades humanas são limitadas pela natureza. Para que o desenvolvimento seja durável, é essencial que os recursos disponíveis sejam bem administrados, a fim de que se possa continuar a satisfazer as necessidades a longo prazo. Por este motivo,
(3) os esforços de desenvolvimento sustentável implicam a avaliação dos efeitos das actividades económicas sobre o meio ambiente, e deve buscar meios de financiamento e de melhoria das técnicas industriais que permitem preservar os recursos naturais.A chave do sucesso depende também da aplicação de três princípios que correspondem a cada uma das dimensões:
(i) o princípio de solidariedade entre as populações do mundo e entre gerações presentes e futuras; (ii) o princípio de precaução, que parte da constatação de que a Terra não sendo um laboratório, é obrigada a tomar medidas preventivas ou de abstinência quando os efeitos de uma acção sobre o meio ambiente não são conhecidos;
(iii) o princípio de participação do conjunto dos actores na tomada de decisões colectivas.Na Rio 92, a comunidade internacional também aprovou o princípio das responsabilidades comuns mais diferenciadas, em virtude do qual todos os países do mundo são responsáveis pela saúde do Planeta, mas têm papéis diferentes a desempenhar a esse respeito. Os países desenvolvidos, responsáveis pelo modelo dominante de desenvolvimento, devem fazer evoluir os seus modos de consumo e de produção, e transferir recursos, tecnologias "limpas" e capitais aos países em desenvolvimento (PED), de modo que estes possam encontrar por si mesmos o caminho para um desenvolvimento sustentável. Os PED, em contrapartida, devem aceitar transformar as suas economias e os seus modos de produção poluentes, apesar do custo elevado que isso possa significar.O conceito de desenvolvimento sustentável introduziu um sentimento de novidade na cena geo-política e intelectual internacional. De facto, a busca do desenvolvimento era tradicionalmente concebida como um esforço de industrialização e de mercantilização da economia, único modo de permitir às sociedades entrar na modernidade, melhorar as condições de vida dos seus membros, e dar aos seres humanos a possibilidade de controlar seu destino. Por seu lado, o desenvolvimento sustentável integra todas as dimensões da vida social, relacionando-as com o meio ambiente natural no qual elas se inserem. Essa abordagem integrada propõe, além disso, um diálogo intercultural susceptível de reconciliar os diferentes modelos de desenvolvimento, que desse modo se torna uma escolha política que as sociedades farão democraticamente e em coerência com suas próprias concepções sociais. O desenvolvimento sustentável - também definido de modo amplo - parece englobar o próprio sentido da vida. De facto, a agenda do desenvolvimento sustentável tornou-se tão vasta que se pode perguntar o que poderia ficar de fora dela. Debaixo desse guarda-chuva, vêm-se actualmente abordadas questões tão díspares quanto o papel das mulheres na sociedade moderna, o comércio internacional, a água potável, a redução da dívida externa, a desertificação e a desflorestação, a redução da pobreza ou a defesa dos Direitos Humanos e dos valores democráticos...
Texto extraído de:
http://www.mondialisations.org/php/public/art.php?id=3919&lan=PO
22.2.05
Defendamos a paisagem contra a poluição visual dos painéis publicitários!
Infelizmente já é um hábito, quando nos deslocamos para qualquer parte quer por afazeres profissionais quer por simples passeio, encontrarmos o nosso horizonte visual invadido por placards publicitários com dimensões gigantescas que não só nos agridem (obrigando-nos a ler a sua mensagem insidiosa) como nos impedem de fruir naturalmente a paisagem.
E como se isso não fosse suficiente acontece que não raras vezes a instalação, colocação e montagem desses painéis (também conhecidos por outdoors) não cumprem com as normas ambientais, as normas de licenciamento nem ainda as regras que regulam a actividade publicitária. Ou seja: são, pura e simplesmente, ilegais.
É invocando tais motivos que várias associações ecologistas, associações de defesa do consumidor e o novo movimento social contra as agressões da publicidade, de vários países, estão a denunciar e a promover o seu desmantelamento.
O caso mais conhecido é o notável trabalho desenvolvido pela associação francesa “Paysages de France” que, em diversas regiões francesas, têm obtidos sucessivas vitórias judiciais e administrativas contra a colocação abusiva desses placards conseguindo o seu desmantelamento e retirada definitiva, não se coibindo de demandar quer os grandes anunciantes quer as próprias autarquias e autoridades administrativas que, muitas vezes, fazem «vista grossa» face à intromissão visual desses elementos dentro da paisagem.
Intromissão e poluição visual que tanto se dá na paisagem urbana, peri-urbana ou mesmo rural. Na verdade, nas nossas estradas nacionais, e até mesmo nas estradas secundárias, estão a ficar enxameadas dos símbolos e sinais da sociedade de consumo e do desperdício em que vivemos , impedindo a natural fruição da paisagem, violentando-a com elementos estranhos e mensagens agressivas.
Só para termos ideia do que foi feito em França importa referir que a «Paisagens de França» conseguiu a desmontagem de painéis e outdoors instalados pelas empresas Avenir (grupo Decaux), Cora (grupo Casino), Clear Channel (que promove os hipermercados Auchan e Carrefour), Courtepaille, Campanile, Première Classe (grupo Envergure), MacDonald’s, e até o próprio Estado francês já foi condenado pelo não cumprimento das normas que regulam a fixação publicitária pelo Tribunal administrativo de Dijon.
Foi necessário, como se verifica, a intervenção judicial e cívica de uma associação ambientalista para travar a invasão publicitária nas paisagens visuais das nossas cidades e aldeias.
Talvez fosse oportuno e importante a constituição, quanto antes, de uma associação semelhante em Portugal para combater este tipo de poluição que desfeia e torna incaracterísticas as nossas paisagens.
O que não significa que, desde já, não se lancem os alertas e as denúncias contra a ocupação e montagem deste tipo de publicidade fixa nas margens das nossas estradas e nos edifícios que ladeiam muitas das vias públicas da nossa terra.
Para mais informações, consultar:
http://paysagesdefrance.free.fr/
E como se isso não fosse suficiente acontece que não raras vezes a instalação, colocação e montagem desses painéis (também conhecidos por outdoors) não cumprem com as normas ambientais, as normas de licenciamento nem ainda as regras que regulam a actividade publicitária. Ou seja: são, pura e simplesmente, ilegais.
É invocando tais motivos que várias associações ecologistas, associações de defesa do consumidor e o novo movimento social contra as agressões da publicidade, de vários países, estão a denunciar e a promover o seu desmantelamento.
O caso mais conhecido é o notável trabalho desenvolvido pela associação francesa “Paysages de France” que, em diversas regiões francesas, têm obtidos sucessivas vitórias judiciais e administrativas contra a colocação abusiva desses placards conseguindo o seu desmantelamento e retirada definitiva, não se coibindo de demandar quer os grandes anunciantes quer as próprias autarquias e autoridades administrativas que, muitas vezes, fazem «vista grossa» face à intromissão visual desses elementos dentro da paisagem.
Intromissão e poluição visual que tanto se dá na paisagem urbana, peri-urbana ou mesmo rural. Na verdade, nas nossas estradas nacionais, e até mesmo nas estradas secundárias, estão a ficar enxameadas dos símbolos e sinais da sociedade de consumo e do desperdício em que vivemos , impedindo a natural fruição da paisagem, violentando-a com elementos estranhos e mensagens agressivas.
Só para termos ideia do que foi feito em França importa referir que a «Paisagens de França» conseguiu a desmontagem de painéis e outdoors instalados pelas empresas Avenir (grupo Decaux), Cora (grupo Casino), Clear Channel (que promove os hipermercados Auchan e Carrefour), Courtepaille, Campanile, Première Classe (grupo Envergure), MacDonald’s, e até o próprio Estado francês já foi condenado pelo não cumprimento das normas que regulam a fixação publicitária pelo Tribunal administrativo de Dijon.
Foi necessário, como se verifica, a intervenção judicial e cívica de uma associação ambientalista para travar a invasão publicitária nas paisagens visuais das nossas cidades e aldeias.
Talvez fosse oportuno e importante a constituição, quanto antes, de uma associação semelhante em Portugal para combater este tipo de poluição que desfeia e torna incaracterísticas as nossas paisagens.
O que não significa que, desde já, não se lancem os alertas e as denúncias contra a ocupação e montagem deste tipo de publicidade fixa nas margens das nossas estradas e nos edifícios que ladeiam muitas das vias públicas da nossa terra.
Para mais informações, consultar:
http://paysagesdefrance.free.fr/
21.2.05
A Felicidade Interna Bruta deve substituir o Produto Interno Bruto (PIB)
A sociedade industrial impôs quase por toda a parte a noção de Produto Interno Bruto bem como o objectivo maior do crescimento económico, mas estes conceitos são vivamente criticados pelos ecologistas que defendem que tais termos pouco ou nada revelam sobre o bem estar das populações. Na verdade, a vida em sociedade não é um valor monetário e comparar os rendimentos de um índio Yanomani com os de um americano não tem qualquer sentido. Mudar o termómetro (isto é, mudar os critérios de avaliação do realidade existente) poderia sem dúvida contribui para mudar a visão do mundo de muita gente.
Se é verdade que o PIB mundial (Produto Interno Bruto ou Produto Nacional Bruto) não cessou de crescer nos últimos 50 anos, o certo é que a desigualdade crescente da distribuição das riquezas e dos rendimentos entre os indivíduos assim como a super-exploração dos recursos naturais que acompanhou aquele desenvolvimento levou-nos a um impasse social e ecológico que não tardará a mostrar-se dramático.
O mundo está doente, mas os «especialistas» entretêem-se a fazer diagnósticos sobre o crescimento económico! Ora parece Ter chegado a hora de mudar de termómetro, o mesmo é dizer mudar de critérios e modos de avaliar a realidade.
O que é o efeito Kobe?
Imaginai por um segundo um tremor de terra que faça 5.000 vítimas, 33.000 feridos, prejuízos materiais incalculáveis, uma cidade inteira em ruínas...Escolher os termos para nos referirmos a uma tal acontecimento torna-se de crucial importância: falaríamos então de uma terrível catástrofe natural, e uma enorme tragédia de dimensões e consequências humanas terríveis... Falar assim significaria, no entanto, para uma perspectiva economicista, um grande equívoco. Com efeito, a tragédia de um tal cataclismo obrigaria à reconstrução do parque habitacional, das infra-estruturas, dos milhares de Km de redes eléctricas e de saneamento, etc,etc... o que tudo somado bem poderia significar na prática que o tremor de terra acabaria por ser visto – na óptica de uma pura perspectiva económico-contabilistica - como um verdadeiro negócio de milhões: Ou seja: um inesperado estimulante para o crescimento económico!!!
O Efeito Kobbe significa, justamente, que os acontecimentos mais destrutivos, de que se possa imaginar, podem, paradoxalmente, mostrarem-se como altamente positivos para o crescimento do PIB....
O PIB ou a ditadura do mais = melhor
O PIB foi criado na maior parte dos países no pós-guerra de 1945 a fim de preparar o plano de reconstrução desses países atingidos pelos efeitos da II Guerra Mundial e consistia na operação de medição, sob a forma monetária, da quantidade de bens ou serviços produzidos num certo país durante determinado período de tempo.
Ora o que o efeito Kobbe nos mostra é que nenhuma consideração qualitativa é feita relativamente ao carácter positivo ou negativo da produção. Quer sejamos vítimas de uma inundação ( excelente para o mercado da construção civil), quer de um acidente de carro ( óptima oportunidade para os sectores do automóvel e da saúde), ou ainda de um roubo ( um facto bom, sem dúvida, para o crescimento da indústria da segurança pessoal), em qualquer destas situações o PIB tem esta estranha característica de sempre contabilizar positivamente todas as despesas... Por outro lado, e não menos estranhamente, o PIB ignora e passa completamente ao lado dos actos humanos como a gratuitidade, o benevolato e o voluntariado, assim como os trabalhos caseiros....
Ou seja: quando as praias são invadidas de derramas de petróleo como aconteceu com o Prestige na costa da Galiza, as actividades de despoluição levadas a cabo por empresas privadas são contadas positivamente para o aumento do PIB, mas já a ajuda benévola de milhares de voluntários na limpeza das praias é vista como um facto altamente negativo, uma vez que impede a realização de maiores negócios às empresas de despoluição e limpeza.
Considerado por muitos economistas como o único critério para avaliar a situação económica de um país, o PIB ignora as múltiplas dimensões da economia real, escondendo as desigualdades e as assimetrias sociais entre a população, e os custos ecológicos sobre a natureza que sempre representa um investimento industrial ou algum empreendimento económico. A poluição que daí resulta, os riscos climáticos, a destruição dos ecossistemas, o desaparecimento gradual das espécies naturais, ou o esgotamente progressivos dos recursos – tudo isso é, completamente, ignorado e ocultado pelo PIB!!!
Face ao fracasso do PIB em dar conta da verdadeira realidade económica, social e ambiental, certos autores são da opinião que a ditadura do PIB é ilegítima sobre todos os planos: moral, filosófico e político. São por isso a favor da elaboração de indicadores alternativos da conjuntura económica e do estado do Planeta, bem assim como do nível e qualidade de vida dos indivíduos concretos.
Na Grã-Bretanha, os Amigos da Terra elaboraram o Index of Susteainable Economic Welfare (ISEW), calculando em cada ano um índice de bem-estar económico sustentável
( ver o site www.foe.co.uk/campaigns/sustainable_development/progress )
Se é verdade que o PIB mundial (Produto Interno Bruto ou Produto Nacional Bruto) não cessou de crescer nos últimos 50 anos, o certo é que a desigualdade crescente da distribuição das riquezas e dos rendimentos entre os indivíduos assim como a super-exploração dos recursos naturais que acompanhou aquele desenvolvimento levou-nos a um impasse social e ecológico que não tardará a mostrar-se dramático.
O mundo está doente, mas os «especialistas» entretêem-se a fazer diagnósticos sobre o crescimento económico! Ora parece Ter chegado a hora de mudar de termómetro, o mesmo é dizer mudar de critérios e modos de avaliar a realidade.
O que é o efeito Kobe?
Imaginai por um segundo um tremor de terra que faça 5.000 vítimas, 33.000 feridos, prejuízos materiais incalculáveis, uma cidade inteira em ruínas...Escolher os termos para nos referirmos a uma tal acontecimento torna-se de crucial importância: falaríamos então de uma terrível catástrofe natural, e uma enorme tragédia de dimensões e consequências humanas terríveis... Falar assim significaria, no entanto, para uma perspectiva economicista, um grande equívoco. Com efeito, a tragédia de um tal cataclismo obrigaria à reconstrução do parque habitacional, das infra-estruturas, dos milhares de Km de redes eléctricas e de saneamento, etc,etc... o que tudo somado bem poderia significar na prática que o tremor de terra acabaria por ser visto – na óptica de uma pura perspectiva económico-contabilistica - como um verdadeiro negócio de milhões: Ou seja: um inesperado estimulante para o crescimento económico!!!
O Efeito Kobbe significa, justamente, que os acontecimentos mais destrutivos, de que se possa imaginar, podem, paradoxalmente, mostrarem-se como altamente positivos para o crescimento do PIB....
O PIB ou a ditadura do mais = melhor
O PIB foi criado na maior parte dos países no pós-guerra de 1945 a fim de preparar o plano de reconstrução desses países atingidos pelos efeitos da II Guerra Mundial e consistia na operação de medição, sob a forma monetária, da quantidade de bens ou serviços produzidos num certo país durante determinado período de tempo.
Ora o que o efeito Kobbe nos mostra é que nenhuma consideração qualitativa é feita relativamente ao carácter positivo ou negativo da produção. Quer sejamos vítimas de uma inundação ( excelente para o mercado da construção civil), quer de um acidente de carro ( óptima oportunidade para os sectores do automóvel e da saúde), ou ainda de um roubo ( um facto bom, sem dúvida, para o crescimento da indústria da segurança pessoal), em qualquer destas situações o PIB tem esta estranha característica de sempre contabilizar positivamente todas as despesas... Por outro lado, e não menos estranhamente, o PIB ignora e passa completamente ao lado dos actos humanos como a gratuitidade, o benevolato e o voluntariado, assim como os trabalhos caseiros....
Ou seja: quando as praias são invadidas de derramas de petróleo como aconteceu com o Prestige na costa da Galiza, as actividades de despoluição levadas a cabo por empresas privadas são contadas positivamente para o aumento do PIB, mas já a ajuda benévola de milhares de voluntários na limpeza das praias é vista como um facto altamente negativo, uma vez que impede a realização de maiores negócios às empresas de despoluição e limpeza.
Considerado por muitos economistas como o único critério para avaliar a situação económica de um país, o PIB ignora as múltiplas dimensões da economia real, escondendo as desigualdades e as assimetrias sociais entre a população, e os custos ecológicos sobre a natureza que sempre representa um investimento industrial ou algum empreendimento económico. A poluição que daí resulta, os riscos climáticos, a destruição dos ecossistemas, o desaparecimento gradual das espécies naturais, ou o esgotamente progressivos dos recursos – tudo isso é, completamente, ignorado e ocultado pelo PIB!!!
Face ao fracasso do PIB em dar conta da verdadeira realidade económica, social e ambiental, certos autores são da opinião que a ditadura do PIB é ilegítima sobre todos os planos: moral, filosófico e político. São por isso a favor da elaboração de indicadores alternativos da conjuntura económica e do estado do Planeta, bem assim como do nível e qualidade de vida dos indivíduos concretos.
Na Grã-Bretanha, os Amigos da Terra elaboraram o Index of Susteainable Economic Welfare (ISEW), calculando em cada ano um índice de bem-estar económico sustentável
( ver o site www.foe.co.uk/campaigns/sustainable_development/progress )
livros
Não basta saber ler e escrever (...) Um espírito bem formado é um insatisfeito devorador de livros. Não apenas livros antigos, cheios de prestígio e exemplo, mas livros novos, correspondentes à nossa sede do século XX, aos nossos anseios, habilitando cada qual a tomar parte na solução dos problemas que afligem a Humanidade.
Aquilino Ribeiro
Aquilino Ribeiro
20.2.05
Junta-te aos marines: procuram-se novos recrutas para trabalhos sujos. Paga-se bem.
Os Marines dos EUA estão à procura de novos recrutas
O corpo de fuzileiros navais de EUA está à procura de novos recrutas para fazer o trabalho sujo dos ricos.
Ofereça-se para a Marinha e:
Assassine a seu bel prazer, antes de entrar para a faculdade.
Viaje para lugares exóticos e contamine os ecossistemas durante um bilião de anos com substâncias radioactivas.
Conheça pessoas indígenas desses lugares exóticos e assassine, torture, estupre, sodomize, mutile, roube, degrade, extorque e escravize as crianças deles/delas.
Saqueie museus e trafique objectos e artefactos inestimáveis.
Destrua sistemas de tratamento de água para rega, instalações de armazenamento de sementes, casas, escolas, hospitais, etc, e, depois, poderá vangloriar-se que é um grande filantropo que quer reconstruir aquele país.
Dispare para ambulâncias e para pessoas indefesas com bandeiras brancas.
Pratique tiro ao alvo em direcção a alvos humanos vivos! Ainda por cima, com munições grátis!
Detone bombas em bairros e urbanizações.
Alveje crianças, mulheres e velhos
Cometa crimes de guerra com a maior impunidade.
Torne-se um não-pensador, um robot.
Perca a sua individualidade.
Chame aos inimigos nomes e palavras racistas, sem medo de ser etiquetado de racista.
Desista dos seus direitos constitucionais.
Sujeite o seu corpo a injecções de vacinas experimentais.
Obtenha a sua foto de óbito e entregue na respectiva secção do jornal local da sua região.
Regresse a casa dentro de um caixão coberto com uma bandeira.
Receba um enterro grátis.
Seja ferido e fique numa lista de espera longa para tratamento.
Seja ferido e ouça o oficial médico a acusá-lo que está a fingir.
Receba tratamento psiquiátrico grátis por ter ido falar com o seu superior a dizer que viu os seus camaradas a serem mortos
Experimente o famoso stress post-traumático e cometa suicídio ou mate a sua mulher.
Tire proveito da miséria e das leis dos países estrangeiros e tenha sexo com prostitutas baratas com 10 anos de idade. Vanglorie-se disto com os seus amigos.
Aprenda a ser uma máquina de morte, de forma que, quando você adquirir essas competências, já poderá tornar-se num polícia-assassino, guarda prisional, autor de maus tratos sobre a sua mulher e filhos, ladrão e até capataz de alguma máfia.
O corpo de fuzileiros navais de EUA está à procura de novos recrutas para fazer o trabalho sujo dos ricos.
Ofereça-se para a Marinha e:
Assassine a seu bel prazer, antes de entrar para a faculdade.
Viaje para lugares exóticos e contamine os ecossistemas durante um bilião de anos com substâncias radioactivas.
Conheça pessoas indígenas desses lugares exóticos e assassine, torture, estupre, sodomize, mutile, roube, degrade, extorque e escravize as crianças deles/delas.
Saqueie museus e trafique objectos e artefactos inestimáveis.
Destrua sistemas de tratamento de água para rega, instalações de armazenamento de sementes, casas, escolas, hospitais, etc, e, depois, poderá vangloriar-se que é um grande filantropo que quer reconstruir aquele país.
Dispare para ambulâncias e para pessoas indefesas com bandeiras brancas.
Pratique tiro ao alvo em direcção a alvos humanos vivos! Ainda por cima, com munições grátis!
Detone bombas em bairros e urbanizações.
Alveje crianças, mulheres e velhos
Cometa crimes de guerra com a maior impunidade.
Torne-se um não-pensador, um robot.
Perca a sua individualidade.
Chame aos inimigos nomes e palavras racistas, sem medo de ser etiquetado de racista.
Desista dos seus direitos constitucionais.
Sujeite o seu corpo a injecções de vacinas experimentais.
Obtenha a sua foto de óbito e entregue na respectiva secção do jornal local da sua região.
Regresse a casa dentro de um caixão coberto com uma bandeira.
Receba um enterro grátis.
Seja ferido e fique numa lista de espera longa para tratamento.
Seja ferido e ouça o oficial médico a acusá-lo que está a fingir.
Receba tratamento psiquiátrico grátis por ter ido falar com o seu superior a dizer que viu os seus camaradas a serem mortos
Experimente o famoso stress post-traumático e cometa suicídio ou mate a sua mulher.
Tire proveito da miséria e das leis dos países estrangeiros e tenha sexo com prostitutas baratas com 10 anos de idade. Vanglorie-se disto com os seus amigos.
Aprenda a ser uma máquina de morte, de forma que, quando você adquirir essas competências, já poderá tornar-se num polícia-assassino, guarda prisional, autor de maus tratos sobre a sua mulher e filhos, ladrão e até capataz de alguma máfia.
100 exemplos de agressões militares norte-americanas
Breve História do Imperialismo Americano
Desde 1945 os Estados Unidos intervieram em mais de 20 países.
Desde a Segunda Guerra Mundial os Estados Unidos lançaram bombas em 23 países:
China 1945-46,
Coreia 1950-53,
China 1950-53,
Guatemala 1954,
Indonesia 1958, Cuba 1959-60,
Guatemala 1960,
Congo 1964
Peru 1965
Laos 1964-73,
Vietnam 1961-73
Cambodja 1969-70,
Guatemala 1967-63,
Granada 1983,
Líbano 1984,
Líbia 1986,
El Salvador 1980,
Nicarágua 1980,
Panamá 1989,
Iraque 1991-99,
Sudão 1998,
Afeganistão 1998
Jugoslávia 1999.
No pós Segunda Guerra os Estados Unidos ajudaram na perpetração de mais de 20 golpes de estado através do mundo; a CIA foi responsável pelo assassinato de meia dúzia de chefes de estado.
Eis um sumário da estratégia imperialista americana desde 1890:
Argentina -- 1980 - Tropas enviadas a Buenos Aires para proteger interesses económicos americanos.
Chile - 1891 -Fuzileiros Navais enviados para esmagar rebeldes nacionalistas.
Haiti - 1891 - Tropas americanas suprimiram revolta de operários negros na ilha Navassa, reclamada pelos Estados Unidos.
Havai- 1893 - Marinha enviada para suprimir o reinado independente; Havaí anexada aos USA
Nicarágua - 1894 - Tropas ocuparam Bluefields, cidade no Mar do Caribe, durante um mês.
China - 1894-95 - Marinha, Exército e Fuzileiros Navais desembarcaram durante a guerra sino-japonesa.
Coreia - 1894-96 - Tropas permaneceram Seul durante a guerra.
Panamá - 1895 - Exército, Marinha e Fuzileiros Navais desembarcaram no porto de Corinto.
China - 1894-1900 - Tropas ocuparam a China durante a Rebelião Boxer.
Filipinas - 1898-1910 - Marinha e Exército desembarcaram após a queda das Filipinas na guerra hispano-americana: 600-000 filipinos foram mortos.
Cuba - 1898-1902 - Tropas sitiaram Cuba na guerra hispano-americana: os Estados Unidos mantêm soldados na base militar de Guantanamo até hoje.
Porto Rico - 1898-até o presente - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana e lá permanecem até hoje.
Nicarágua - 1898 - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.
Samoa - 1899 - Tropas desembarcaram em consequência de batalha pela sucessão no trono.
Panamá - 1901-14 - Marinha apoiou a revolução quando Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocuparam a Zona do Canal desde 1901, quando teve início a construção do canal.
Honduras - 1903 - Fuzileiros Navais desembarcaram e intervieram na revolução.
República Dominicana - 1903-04 - Tropas invadiram para proteger interesses americanos durante revolução.
Coreia - 1904-05 - Fuzileiros Navais desembarcaram durante a guerra russo-japonesa.
Cuba - 1906-09 - Tropas desembarcaram durante uma eleição.
Nicarágua - 1907 - Tropas invadiram e impuseram um protectorado.
Honduras - 1907 - Fuzileiros Navais desembarcam durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.
Panamá - 1908 - Fuzileiros Navais enviados durante uma eleição.
Nicarágua - 1910 - Fuzileiros Navais desembarcam pela 2.ª vez em Bluefields e Corinto.
Honduras - 1911 - Tropas enviadas para proteger interesses americanos durante guerra civil.
China - Marinha e tropas enviadas durante repetidos combates.
Cuba - 1912 - Tropas enviadas para proteger interesses americanos em Havana.
Panamá - 1912 - Fuzileiros Navais ocupam o país durante eleição.
Honduras - 1912 - Tropas enviadas para proteger interesses americanos.
Nicarágua - 1912-33 - Tropas ocuparam o país e combateram guerrilheiros durante 20 anos de guerra civil.
México - 1913 - Marinha recolheu americanos durante revolução.
Rep. Dominicana - 1914 - Marinha luta contra rebeldes em Santo Domingo.
México - 1914-18 - Marinha e tropas intervêm contra nacionalistas.
Haiti - 1914-34 - Tropas ocuparam Haiti após uma revolução e lá se mantiveram durante 19 anos.
Rep. Dominicana - 1916-24 - Fuzileiros Navais ocupam o país durante oito anos.
Cuba - 1917-33 - Tropas desembarcam e permanecem durante 16 anos; Cuba torna-se protectorado económico.
1.ª Guerra Mundial - 1917-18 - Marinha e Exército combatem as potência do Eixo na Europa.
Rússia - 1918-22 - Marinha e tropas enviadas à Rússia Oriental para combater a Revolução
Bolchevista; o Exército realizou cinco desembarques.
Honduras - 1919 - Fuzileiros Navais em Honduras durante eleições.
Guatemala - 1920 - Tropas ocupam o país por duas semanas durante greve operária.
Turquia - 1922 - Tropas combatem nacionalistas em Smirna.
China - 1922-27 - Marinha e Exército deslocados durante revolta nacionalista.
Honduras - 1924-25 - Tropas desembarcam duas vezes durante eleição nacional.
Panamá - 1925 - Tropas enviadas para debelar greve geral.
China - 1927-34 - Fuzileiros Navais ficam estacionados durante sete anos através do país.El Salvador - 1932 - Navios de guerra deslocados durante revolta FMLN comandada por Marti.
2.ª Guerra Mundial - 1941-45 - Militares combatem potências do Eixo Roma/Berlim/Tóquio.No Dia "D", 6/6/1944, americanos e seus aliados invadem a França somente porque perceberam que os russos estavam ganhando a guerra sozinhos. Estrategicamente, a invasão foi contra a Rússia.
Jugoslávia - 1946 - Marinha na costa do país em resposta a um avião americano abatido.
Uruguai - 1947 - Bombardeiros enviados para um show de força militar.
Grécia - 1947-49 - Operações dos Estados Unidos garantem vitória da extrema direita nas "eleições".
Alemanha - 1948 - Militares destacados durante o Bloqueio de Berlim; ponte aérea durou 444 dias.
Filipinas - 1948-54 - CIA dirige guerra civil contra a revolta Filipino Huk.
Porto Rico - 1950 - Militares ajudam a esmagar rebelião de independência em Ponce.Guerra da Coreia - 1951-53 - Militares intervêm na guerra.
Iraão- 1953 - A CIA orquestrou o derrube de Mossadegh, democraticamente eleito, e restaurou o Xá no poder.
Vietname - 1954 - Os Estados Unidos oferecem armas aos franceses na batalha contra Ho Chi Minh e os vietnamitas.
Guatemala - 1954 - A CIA derruba Arbenz, democraticamente eleito, e impõe o Coronel Armas no governo.
Egipto - 1956 - Fuzileiros Navais enviados para evacuar estrangeiros depois que Nasser nacionalizou o Canal de Suez.
Líbano - 1958 - Marinha apoia o Exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.
Panamá - 1958 - Tropas desembarcam após demonstrações dos panamenhos ameaçando a Zona do Canal.
Vietname - 1950-75 - Guerra do Vietname.
Cuba - 1961 - A CIA dirigiu a fracassada invasão da Baía dos Porcos, pretendendo derrubar Fidel Castro.
Cuba - 1962 - Marinha isola Cuba durante a crise dos mísseis.
Laos - 1962 - Militares ocupam Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.Panamá 1964 - Tropas enviadas e panamenhos mortos enquanto protestavam contra a presença americana na Zona do Canal.
Indonésia - 1965 - CIA orquestrou golpe militar.
Rep. Dominicana - 1965-66 - Tropas enviadas durante eleição nacional.
Guatemala - 1966-67 - Boinas Verdes invadem o país.
Cambodja - 1969-75 - Militares enviados depois que a guerra do Vietname se expandiu ao Cambodja.
Oman - 1970 - Fuzileiros Navais desembarcam preparando invasão ao Irão
Laos - 1971-75 - Americanos bombardeiam a região rural durante guerra civil do Laos
Chile - 1973 - CIA orquestrou o golpe que matou o Presidente Allende, eleito democraticamente, e ajudou na instalação do regime militar sob o General Pinochet.
Cambodja - 1975 - 28 americanos mortos na tentativa de resgatar a tripulação do Mayaquez, que tinha sido sequestrada
Angola - 1976-92 - CIA ajuda rebeldes da África do Sul na luta contra Angola marxista.
Irão - 1980 - Fracassou a tentativa americana de resgatar 52 reféns mantidos na Embaixada Americana em Teerão
Líbia - 1981 - Caças americanos abateram dois caças líbios.
El Salvador - 1981-92 - CIA, tropas e assessores colaboram na luta contra a FMLN.Nicarágua - 1981-90 - CIA e NSC dirigem a guerra contra os sandinistas.
Líbano - 1982-84 - Fuzileiros Navais ocuparam Beirute durante a guerra civil. 241 fuzileiros foram mortos em atentado ao quartel americano; Reagan retirou suas tropas para o Mediterrâneo.
Honduras - 1983 - Tropas enviadas para construiu bases em regiões próximas à fronteira.
Granada - 1983-84 - Invasão americana derrubou o governo Maurice Bishop.
Irão - 1984 - Caças americanos abatem dois aviões iranianos no Golfo Pérsico.
Líbia - 1986 - Aviões americanos bombardeiam alvos em Trípoli e cercanias.
Bolívia - 1986 - Exército americano ajuda tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína.
Irão - 1987-88 - Estados Unidos intervêm ao lado do Iraque na guerra contra o Irão
Líbia - 1989 - Marinha abate mais dois jactos líbios.
Ilhas Virgens - 1989 - Tropas desembarcam durante revolta popular.
Filipinas - 1989 - Força Aérea deu cobertura ao governo durante golpe.
Panamá - 1989-90 - 27.000 americanos desembarcam para destituir o Presidente Noriega;
mais de 2.000 civis panamenhos mortos.
Libéria - 1990 - Tropas entraram no país para evacuar estrangeiros durante guerra civil
Arábia Saudita - 1990-91 - Tropas americanas destacadas para a Arábia Saudita, que era base militar na guerra contra o Iraque.
Kuwait - 1991 - Tropas intervieram no Kuwait para repelir Saddam Hussein. Mais de 130.000 iraquianos trucidados.
Somália - 1992-94 - Tropas ocupam o país durante guerra civil.
Bósnia - 1993-95 - Força Aérea bombardeia a "zona proibida aos aviões" durante guerra civil na Jugoslávia.
Haiti - 1994-96 - Marinha e tropas americanas bloqueiam o país contra contra o governo militar do Haiti.CIA restaurou Aristide no poder.
Zaire - 1996-97 - Fuzileiros Navais enviados à área dos campos de refugiados Hutus, onde a revolução congolesa começou.
Albânia - 1997 - Tropas deslocadas durante evacuação de estrangeiros.
Sudão - 1998 - Mísseis americanos destruíram centro industrial farmacêutico onde se supunha que componentes do "gás nervoso" eram fabricados.
Afeganistão - 1998 - Mísseis lançados contra supostos campos de treinamento de terroristas.
Jugoslávia - 1999 - Bombardeios e ataques com mísseis efectuados pelos Estados Unidos e OTAN conjuntamente, durante onze semanas contra Milosevic; não é conhecido o número de inocentes massacrados.
Iraque - 1998-2001 - Mísseis lançados contra Baghdad e outras grandes cidades iraquianas durante quatro dias.Jactos americanos patrulham a "zona proibida aos aviões" e prosseguem os ataques contra alvos iraquianos desde dezembro de 1998.
Estes 100 exemplos de intervenção militar americana não incluem as ocasiões em que os Estados Unidos:
(1) deslocaram militares para policiar os mares;
(2) mobilizaram a Guarda Nacional;
(3) enviaram navios de guerra às costas de numerosos países em demonstrações de força;
(4) enviaram tropas adicionais a regiões onde os americanos já estavam estacionados;
(5) realizaram operações secretas onde forças americanas não estavam diretamente subordinadas ao Comando Americano;
(6) usaram reféns para resgatar unidades;
(7) usaram pilotos americanos para tripular aviões estrangeiros;
(8) realizaram treinamento militar e programas de assessoria militar que não envolviam combate directo.
Desde 1945 os Estados Unidos intervieram em mais de 20 países.
Desde a Segunda Guerra Mundial os Estados Unidos lançaram bombas em 23 países:
China 1945-46,
Coreia 1950-53,
China 1950-53,
Guatemala 1954,
Indonesia 1958, Cuba 1959-60,
Guatemala 1960,
Congo 1964
Peru 1965
Laos 1964-73,
Vietnam 1961-73
Cambodja 1969-70,
Guatemala 1967-63,
Granada 1983,
Líbano 1984,
Líbia 1986,
El Salvador 1980,
Nicarágua 1980,
Panamá 1989,
Iraque 1991-99,
Sudão 1998,
Afeganistão 1998
Jugoslávia 1999.
No pós Segunda Guerra os Estados Unidos ajudaram na perpetração de mais de 20 golpes de estado através do mundo; a CIA foi responsável pelo assassinato de meia dúzia de chefes de estado.
Eis um sumário da estratégia imperialista americana desde 1890:
Argentina -- 1980 - Tropas enviadas a Buenos Aires para proteger interesses económicos americanos.
Chile - 1891 -Fuzileiros Navais enviados para esmagar rebeldes nacionalistas.
Haiti - 1891 - Tropas americanas suprimiram revolta de operários negros na ilha Navassa, reclamada pelos Estados Unidos.
Havai- 1893 - Marinha enviada para suprimir o reinado independente; Havaí anexada aos USA
Nicarágua - 1894 - Tropas ocuparam Bluefields, cidade no Mar do Caribe, durante um mês.
China - 1894-95 - Marinha, Exército e Fuzileiros Navais desembarcaram durante a guerra sino-japonesa.
Coreia - 1894-96 - Tropas permaneceram Seul durante a guerra.
Panamá - 1895 - Exército, Marinha e Fuzileiros Navais desembarcaram no porto de Corinto.
China - 1894-1900 - Tropas ocuparam a China durante a Rebelião Boxer.
Filipinas - 1898-1910 - Marinha e Exército desembarcaram após a queda das Filipinas na guerra hispano-americana: 600-000 filipinos foram mortos.
Cuba - 1898-1902 - Tropas sitiaram Cuba na guerra hispano-americana: os Estados Unidos mantêm soldados na base militar de Guantanamo até hoje.
Porto Rico - 1898-até o presente - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana e lá permanecem até hoje.
Nicarágua - 1898 - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur.
Samoa - 1899 - Tropas desembarcaram em consequência de batalha pela sucessão no trono.
Panamá - 1901-14 - Marinha apoiou a revolução quando Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocuparam a Zona do Canal desde 1901, quando teve início a construção do canal.
Honduras - 1903 - Fuzileiros Navais desembarcaram e intervieram na revolução.
República Dominicana - 1903-04 - Tropas invadiram para proteger interesses americanos durante revolução.
Coreia - 1904-05 - Fuzileiros Navais desembarcaram durante a guerra russo-japonesa.
Cuba - 1906-09 - Tropas desembarcaram durante uma eleição.
Nicarágua - 1907 - Tropas invadiram e impuseram um protectorado.
Honduras - 1907 - Fuzileiros Navais desembarcam durante a guerra de Honduras com a Nicarágua.
Panamá - 1908 - Fuzileiros Navais enviados durante uma eleição.
Nicarágua - 1910 - Fuzileiros Navais desembarcam pela 2.ª vez em Bluefields e Corinto.
Honduras - 1911 - Tropas enviadas para proteger interesses americanos durante guerra civil.
China - Marinha e tropas enviadas durante repetidos combates.
Cuba - 1912 - Tropas enviadas para proteger interesses americanos em Havana.
Panamá - 1912 - Fuzileiros Navais ocupam o país durante eleição.
Honduras - 1912 - Tropas enviadas para proteger interesses americanos.
Nicarágua - 1912-33 - Tropas ocuparam o país e combateram guerrilheiros durante 20 anos de guerra civil.
México - 1913 - Marinha recolheu americanos durante revolução.
Rep. Dominicana - 1914 - Marinha luta contra rebeldes em Santo Domingo.
México - 1914-18 - Marinha e tropas intervêm contra nacionalistas.
Haiti - 1914-34 - Tropas ocuparam Haiti após uma revolução e lá se mantiveram durante 19 anos.
Rep. Dominicana - 1916-24 - Fuzileiros Navais ocupam o país durante oito anos.
Cuba - 1917-33 - Tropas desembarcam e permanecem durante 16 anos; Cuba torna-se protectorado económico.
1.ª Guerra Mundial - 1917-18 - Marinha e Exército combatem as potência do Eixo na Europa.
Rússia - 1918-22 - Marinha e tropas enviadas à Rússia Oriental para combater a Revolução
Bolchevista; o Exército realizou cinco desembarques.
Honduras - 1919 - Fuzileiros Navais em Honduras durante eleições.
Guatemala - 1920 - Tropas ocupam o país por duas semanas durante greve operária.
Turquia - 1922 - Tropas combatem nacionalistas em Smirna.
China - 1922-27 - Marinha e Exército deslocados durante revolta nacionalista.
Honduras - 1924-25 - Tropas desembarcam duas vezes durante eleição nacional.
Panamá - 1925 - Tropas enviadas para debelar greve geral.
China - 1927-34 - Fuzileiros Navais ficam estacionados durante sete anos através do país.El Salvador - 1932 - Navios de guerra deslocados durante revolta FMLN comandada por Marti.
2.ª Guerra Mundial - 1941-45 - Militares combatem potências do Eixo Roma/Berlim/Tóquio.No Dia "D", 6/6/1944, americanos e seus aliados invadem a França somente porque perceberam que os russos estavam ganhando a guerra sozinhos. Estrategicamente, a invasão foi contra a Rússia.
Jugoslávia - 1946 - Marinha na costa do país em resposta a um avião americano abatido.
Uruguai - 1947 - Bombardeiros enviados para um show de força militar.
Grécia - 1947-49 - Operações dos Estados Unidos garantem vitória da extrema direita nas "eleições".
Alemanha - 1948 - Militares destacados durante o Bloqueio de Berlim; ponte aérea durou 444 dias.
Filipinas - 1948-54 - CIA dirige guerra civil contra a revolta Filipino Huk.
Porto Rico - 1950 - Militares ajudam a esmagar rebelião de independência em Ponce.Guerra da Coreia - 1951-53 - Militares intervêm na guerra.
Iraão- 1953 - A CIA orquestrou o derrube de Mossadegh, democraticamente eleito, e restaurou o Xá no poder.
Vietname - 1954 - Os Estados Unidos oferecem armas aos franceses na batalha contra Ho Chi Minh e os vietnamitas.
Guatemala - 1954 - A CIA derruba Arbenz, democraticamente eleito, e impõe o Coronel Armas no governo.
Egipto - 1956 - Fuzileiros Navais enviados para evacuar estrangeiros depois que Nasser nacionalizou o Canal de Suez.
Líbano - 1958 - Marinha apoia o Exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil.
Panamá - 1958 - Tropas desembarcam após demonstrações dos panamenhos ameaçando a Zona do Canal.
Vietname - 1950-75 - Guerra do Vietname.
Cuba - 1961 - A CIA dirigiu a fracassada invasão da Baía dos Porcos, pretendendo derrubar Fidel Castro.
Cuba - 1962 - Marinha isola Cuba durante a crise dos mísseis.
Laos - 1962 - Militares ocupam Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao.Panamá 1964 - Tropas enviadas e panamenhos mortos enquanto protestavam contra a presença americana na Zona do Canal.
Indonésia - 1965 - CIA orquestrou golpe militar.
Rep. Dominicana - 1965-66 - Tropas enviadas durante eleição nacional.
Guatemala - 1966-67 - Boinas Verdes invadem o país.
Cambodja - 1969-75 - Militares enviados depois que a guerra do Vietname se expandiu ao Cambodja.
Oman - 1970 - Fuzileiros Navais desembarcam preparando invasão ao Irão
Laos - 1971-75 - Americanos bombardeiam a região rural durante guerra civil do Laos
Chile - 1973 - CIA orquestrou o golpe que matou o Presidente Allende, eleito democraticamente, e ajudou na instalação do regime militar sob o General Pinochet.
Cambodja - 1975 - 28 americanos mortos na tentativa de resgatar a tripulação do Mayaquez, que tinha sido sequestrada
Angola - 1976-92 - CIA ajuda rebeldes da África do Sul na luta contra Angola marxista.
Irão - 1980 - Fracassou a tentativa americana de resgatar 52 reféns mantidos na Embaixada Americana em Teerão
Líbia - 1981 - Caças americanos abateram dois caças líbios.
El Salvador - 1981-92 - CIA, tropas e assessores colaboram na luta contra a FMLN.Nicarágua - 1981-90 - CIA e NSC dirigem a guerra contra os sandinistas.
Líbano - 1982-84 - Fuzileiros Navais ocuparam Beirute durante a guerra civil. 241 fuzileiros foram mortos em atentado ao quartel americano; Reagan retirou suas tropas para o Mediterrâneo.
Honduras - 1983 - Tropas enviadas para construiu bases em regiões próximas à fronteira.
Granada - 1983-84 - Invasão americana derrubou o governo Maurice Bishop.
Irão - 1984 - Caças americanos abatem dois aviões iranianos no Golfo Pérsico.
Líbia - 1986 - Aviões americanos bombardeiam alvos em Trípoli e cercanias.
Bolívia - 1986 - Exército americano ajuda tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína.
Irão - 1987-88 - Estados Unidos intervêm ao lado do Iraque na guerra contra o Irão
Líbia - 1989 - Marinha abate mais dois jactos líbios.
Ilhas Virgens - 1989 - Tropas desembarcam durante revolta popular.
Filipinas - 1989 - Força Aérea deu cobertura ao governo durante golpe.
Panamá - 1989-90 - 27.000 americanos desembarcam para destituir o Presidente Noriega;
mais de 2.000 civis panamenhos mortos.
Libéria - 1990 - Tropas entraram no país para evacuar estrangeiros durante guerra civil
Arábia Saudita - 1990-91 - Tropas americanas destacadas para a Arábia Saudita, que era base militar na guerra contra o Iraque.
Kuwait - 1991 - Tropas intervieram no Kuwait para repelir Saddam Hussein. Mais de 130.000 iraquianos trucidados.
Somália - 1992-94 - Tropas ocupam o país durante guerra civil.
Bósnia - 1993-95 - Força Aérea bombardeia a "zona proibida aos aviões" durante guerra civil na Jugoslávia.
Haiti - 1994-96 - Marinha e tropas americanas bloqueiam o país contra contra o governo militar do Haiti.CIA restaurou Aristide no poder.
Zaire - 1996-97 - Fuzileiros Navais enviados à área dos campos de refugiados Hutus, onde a revolução congolesa começou.
Albânia - 1997 - Tropas deslocadas durante evacuação de estrangeiros.
Sudão - 1998 - Mísseis americanos destruíram centro industrial farmacêutico onde se supunha que componentes do "gás nervoso" eram fabricados.
Afeganistão - 1998 - Mísseis lançados contra supostos campos de treinamento de terroristas.
Jugoslávia - 1999 - Bombardeios e ataques com mísseis efectuados pelos Estados Unidos e OTAN conjuntamente, durante onze semanas contra Milosevic; não é conhecido o número de inocentes massacrados.
Iraque - 1998-2001 - Mísseis lançados contra Baghdad e outras grandes cidades iraquianas durante quatro dias.Jactos americanos patrulham a "zona proibida aos aviões" e prosseguem os ataques contra alvos iraquianos desde dezembro de 1998.
Estes 100 exemplos de intervenção militar americana não incluem as ocasiões em que os Estados Unidos:
(1) deslocaram militares para policiar os mares;
(2) mobilizaram a Guarda Nacional;
(3) enviaram navios de guerra às costas de numerosos países em demonstrações de força;
(4) enviaram tropas adicionais a regiões onde os americanos já estavam estacionados;
(5) realizaram operações secretas onde forças americanas não estavam diretamente subordinadas ao Comando Americano;
(6) usaram reféns para resgatar unidades;
(7) usaram pilotos americanos para tripular aviões estrangeiros;
(8) realizaram treinamento militar e programas de assessoria militar que não envolviam combate directo.
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