7.11.10

Movimentos católicos ( LOC, Liga Operária Católica, e JOC, Juventude Operária Católica) condenam as políticas neo-liberais


A Liga Operária Católica/Movimento dos Trabalhadores Cristãos e a Juventude Operária Católica consideram «inadmissível que sejam os bancos e o poder económico a impor as regras dos financiamentos das dívidas públicas e privadas com as incertezas e as especulações que continuamos a assistir»

Os Movimentos Católicos condenam ainda as »políticas neo-liberais que visam o emagrecimento do Estado através dos cortes nas despesas sociais»

E acrescentam:

«Apesar das realidades, dos fazedores de opinião pública e das estruturas do poder nos fazerem crer que não há outro caminho, nós reafirmamos com convicção que é possível e viável outro modelo de desenvolvimento mais justo que visa em primeiro lugar a dignidade da pessoa e não o lucro. Provam-no a história do movimento operário, o contributo dos trabalhadores ...»





Comunicado da LOC/MTC – Liga Operária Católica Movimento de Trabalhadores Cristãos e da JOC – Juventude Operária Católica, sobre a conjuntura económica e social actual.


O momento que vivemos marcado principalmente: pelo trabalho precário e desemprego estruturante, geradores de muitas angústias e incertezas na vida dos trabalhadores, dos jovens e das famílias; pela situação económica e social e as políticas neoliberais que visam o emagrecimento do estado através dos cortes nas despesas sociais, motivaram uma reflexão conjunta da JOC – Juventude Operária Católica e da LOC/MTC – Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos, a qual tornamos pública.


Vivendo num tempo de grande evolução tecnológica e científica, com algum progresso económico e social, constatamos o acentuar escandaloso das desigualdades, que tem provocado um aumento da pobreza e da exclusão social. Sublinha-se ainda a baixa produtividade, a corrupção e a economia paralela como factores que agravam ainda mais a situação. Deste modo continuamos a assistir a um desenvolvimento económico sem regras nem ética, onde muita da riqueza criada vem da especulação financeira.


Constantemente é questionado o estado social e diminuídos os apoios, quando estes foram uma solução imediata para muitos homens e mulheres que, ao fim de muitos anos de trabalho produtivo e criador de riqueza se viram sem trabalho. Para milhares de trabalhadores e de outros cidadãos mais pobres, são o subsídio de desemprego ou o precário rendimento de inserção social que lhes permite continuar a sobreviver nesta sociedade.


Sentimo-nos indignados porque cresce na União Europeia da liberdade, da democracia e da carta social a ideia de que a imigração é também causa dos problemas económicos e do aumento dos conflitos sociais, levando a um crescente sentimento xenófobo, quando as realidades e as estatísticas comprovam o grande contributo dos imigrantes no desenvolvimento económico, no crescimento demográfico e na riqueza da diversidade cultural.


É inadmissível que sejam os bancos e o poder económico a impor as regras dos financiamentos das dívidas públicas e privadas com as incertezas e as especulações que continuamos a assistir. As principais vítimas destes usurpadores de riqueza não produtiva e insustentável, são os países que enfrentam actualmente dificuldades financeiras, com défices orçamentais e dívida pública, mas os mais sacrificados são os trabalhadores e as populações mais pobres.


Apesar das realidades, dos fazedores de opinião pública e das estruturas do poder nos fazerem crer que não há outro caminho, nós reafirmamos com convicção que é possível e viável outro modelo de desenvolvimento mais justo que visa em primeiro lugar a dignidade da pessoa e não o lucro. Provam-no a história do movimento operário, o contributo dos trabalhadores e a nossa fé sustentada no projecto de Deus para a humanidade.


Para alterar o actual modelo de desenvolvimento e criar uma nova ordem mundial, como referiu o papa Bento XVI aquando do despoletar da crise económica, necessitamos:

• De uma União Europeia forte, que aposte no desenvolvimento democrático, social e equitativo, como sempre foram os seus princípios; que crie regulamentação e vigilância sobre os capitais e as offshore; que se revejam também os altos salários e as reformas dos cargos públicos e privados.

• De concretizar uma democracia mais participativa, principalmente nas autarquias e nas comunidades, de forma a serem encontradas respostas concretas e eficazes para as dificuldades e pobreza com que nos confrontamos.

• De rever urgentemente os nossos níveis de consumo, tanto do estado, como dos privados e principalmente das famílias. Por isso reprovamos a medida tomada, que incentiva a abertura dos estabelecimentos comerciais ao Domingo.

Como movimentos operários cristãos propomo-nos:

• Incentivar as comunidades cristãs a terem mais presente na sua reflexão e acção pastoral aquilo que são as angústias e anseios dos trabalhadores, dos jovens e desempregados a fim de contribuírem, à luz do Evangelho e do Ensino Social da Igreja, para uma sociedade mais humanizada.

• Apelar aos militantes dos movimentos operários cristãos para participar nas estruturas sindicais, sociais e eclesiais, no sentido de fazer destes, espaços de denúncia e busca de propostas de acção que levem a uma transformação fazendo renascer a esperança dos trabalhadores.

• Sensibilizar os trabalhadores, jovens, desempregados e reformados a viverem efectivamente a sua cidadania em todas as possíveis expressões que contribuam para a dignificação da pessoa.

Lisboa, 29 de Outubro de 2010 As equipas executivas da JOC e da LOC/MTC

36º aniversário da Base-Fut (frente unitária de trabalhadores) é assinalado este fim de semana ( 6 e 7 de Novembro)



A Base-Frente Unitária de Trabalhadores comemora este fim de semana o seu 36º Aniversário (6 e 7 de Novembro) nas instalações do INATEL da Costa de Caparica. O local é precisamente o mesmo onde a BASE-FUT realizou em Novembro de 1974 o seu primeiro Plenário de Militantes, logo a seguir à Revolução do 25 de Abril de 1974.

Do Programa consta uma conferência, realizada ontem, sábado, pelas 15 horas sobre «Cidadania na inovação social e na acção política» estando convidados como animadores da mesma Mário Murteira, economista,Diana Andriga, jornalista e Bruno Morais Cabral dirigente dos movimentos de trabalhadores precários e trabalhador do sector do cinema.
No mesmo dia à noite houve uma homenagem ao sindicalismo autónomo e aos sindicalistas da BASE-FUT.


Hoje, Domingo, realiza-se uma viagem cultural na margem sul com almoço de aniversário.


MEMORIAM

A BASE-FUT, UM MOVIMENTO AUTONOMO!

Na sequência das decisões atrás referidas, nas instalações da FNAT (hoje Inatel ) na Costa de Caparica, os dirigentes e animadores do CCO e os militantes da BASE, no Encontro Nacional realizado de 1 a 3 de Novembro de 1974 pronunciam-se pela criação da Base-Frente Unitária de Trabalhadores que definem como «Movimento autónomo em relação ás ideologias e organizações partidárias bem como a todas as formas de poder, seja ele político, religioso ou económico» que assume uma «intervenção política , que seja expressão das lutas diárias dos trabalhadores, intervenção distinta da dos partidos políticos mas de responsabilização e intervenção política autónoma dos trabalhadores» uma «intervenção sindical: que conduza a uma verdadeira unidade sindical, expressão da acção unitária dos trabalhadores» e uma «intervenção cultural que dê relevo à luta operária como o mais importante factor cultural dos trabalhadores...»

Fonte:
« O Centro de Cultura Operária»por Fernando Moreira de Abreu in A Igreja no Mundo Operário,contributos para a História da Liga Operária Católica 1936-1974.




Luta de Classes


Luta de classes

(recomendações para o seu uso)



1ª fase – tensão social

2ª fase social – realização de greves sectoriais

3ª fase – greve geral expropriadora

4ª fase – Autogestão generalizada = socialismo libertário/autogestionário

6.11.10

Protesto da Amnistia Internacional contra a ditadura chinesa é considerada pelo governo português como …contra-manifestação !!!



O Governo Civil de Lisboa proibiu a concentração pelos direitos humanos na China em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, promovida pela secção portuguesa da Amnistia Internacional, hoje, dia 6 de Novembro, sábado, e primeiro dia da vista do presidente chinês, Hu Jintao, a Portugal.

Apelidada de “contramanifestação” e por alegadamente ter sido pedida depois da manifestação da Associação de Comerciantes e Industriais Luso-Chinesa, para o mesmo local, a concentração da Amnistia Internacional foi enviada para a Torre de Belém

A Amnistia Internacional – Portugal deslocará por isso a sua manifestação pública de desagrado pela visita do presidente chinês para a Torre de Belém, hoje, dia 6 de Novembro.

http://www.amnistia-internacional.pt/

Para ler o despacho do Governo Civil de Lisboa a considerar a manifestação da Amnistia Internacional como contra-manifestação:
www.amnistia-internacional.pt/dmdocuments/GovernoCivilLisboa_01.doc
www.amnistia-internacional.pt/dmdocuments/GovernoCivilLisboa_02.doc

Bailado Moja Bieda, sobre a relação frustrada de Chopin e Maria Wodzinska, pela companhia de dança Teatro de Alaró

Hoje, 6 de Outubro de 2010, e a propósito do 200º aniversário do nascimento de Chopin, no Centro de Cultura Contemporânea Octubre de Valência, no sul do território do Estado espanhol, realiza-se o espectáculo de bailado "Moja bieda" (O Meu Infortúnio) pela companhia de dança Teatro de Alaró, que constituirá uma homenagem a Fryderyk Chopin, já que se trata de uma coreografia baseada na relação frustrada que aquele famoso compositor polaco teve com Maria Wodzinska, o seu grande amor, e que teve a oposição tenaz da família desta última.
A decepção causada e o amor frustrado parece ter inspirado a composição de alguns prelúdios por Chopin, como o Opus 28 que servirá de tema sonoro do bailado.


Octubre Centre de Cultura Contemporània
C/ Sant Ferran, 12 València 963157799
http://www.octubre.cat/




COMPANYIA DE DANZA DEL TEATRE D'ALARÓ
http://www.carlosmiro.com
http://www.teatredalaro.com


Aminetu Haidar, activista saharaoui dos direitos humanos, em Portugal ( 8,9 e 10 de Novembro, em Lisboa e Coimbra)


Aminettou Haidar, activista dos direitos humanos sahraoui, visita Portugal de 8 a 10 de Novembro de 2010, para participar numa série de actos públicos e contactos com organizações e instituições portuguesas.

A 14 de Novembro de 2009, Aminetu Haidar é expulsa do seu país ocupado (o Sahara Ocidental) pelas autoridades marroquinas quando regressava a El Aiun, depois de ter recebido em Nova Iorque o Prémio Robert F. Kennedy; distinção atribuída anualmente pela prestigiada fundação a defensores dos direitos humanos que se tenham distinguido pela sua coragem, pondo em risco as suas próprias vidas. Sobre Haidar pendia a acusação: ter escrito SAHARAUI no espaço reservado à nacionalidade do impresso de fronteira.

Após 32 dias de greve de fome, na inóspita aerogare de Lanzarote, Canárias, Aminetu fez vergar a prepotência da potência ocupante e congregou a simpatia e a solidariedade à resistência do seu Povo em todo o mundo.
Nos momentos mais dramáticos da longa greve de fome, José Saramago — preocupado com o débil estado de saúde de Aminetu —, escrevia à consciência mundial: “Aminetu não tem um problema. Um problema tem seguramente Marrocos. E pode resolvê-lo… terá que resolvê-lo. Não se trata apenas de um problema de uma mulher corajosa e frágil, mas sim o de todo um povo que não se rende já que não entende nem a irracionalidade nem a voracidade expansionista, que caracterizavam outros tempos e outros graus de civilização…”
Aminetu Haidar está agora em Portugal para agradecer a todos aqueles que, há um ano atrás, se solidarizaram com a sua luta.

Vamos recebê-la carinhosamente


Programa da visita
8 de Novembro, às 17h30
Encontro com Aminetu Haidar
Sessão de informação e trabalho com a activista saharaui Aminetu Haidar em Lisboa, no Terraço do Graal (Av. Luciano Cordeiro, 24-6º), às 17h30., por iniciativa da Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental, com o apoio da Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres e da Marcha Mundial das Mulheres.
http://marchamundialdasmulheres.blogspot.com/2010/11/no-proximo-dia-8-de-novembro-sessao-com.html


9 de Novembro
Por iniciativa da Faculdade de Economia, o Reitor da Universidade de Coimbra, Prof. Doutor Fernando Seabra Santos, entregará a Medalha da Universidade a Aminettou Haidar como reconhecimento pelo seu contributo para a defesa dos Direitos Humanos, numa cerimónia pública que terá lugar na Biblioteca Joanina em Coimbra

10 de Novembro, às 18:30
Local: Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa
Sessão pública e debate com Aminetu Haidar

José Gil alerta para o regresso do medo em Portugal em entrevista à rádio Antena 1



« O que está a aparecer, e já desde há meses para cá, a reaparecer em força, é o medo. É um outro tipo de medo. Agora é cada um por si. Não há entreajuda. Cada um por si, cada um tem de procurar escapar e fazer o melhor pela sua família e é tudo. Quer dizer, isto é muito mau para os sindicatos, é muito mau para a acção colectiva, mas explica precisamente esse facto. As pessoas respondem ‘Não, não me interessa’, porquê? Porque a crise é uma espécie de trauma que disperssa, atomiza a sociedade e rompe a coesão. A coesão corporativa, a coesão comunitária, a coesão profissional. Isto é a primeira reacção. Agora, não há só a primeira reacção, isto não vai ficar assim, e claro que não pode ficar assim. Não pode!»
José Gil, em entrevista à Antena 1


Entrevista a José Gil

O filósofo José Gil considera que os portugueses são cada vez mais egoístas, uma tendência que se acentuou depois de perceberem que têm que viver com a crise e com as medidas de austeridade.

Nesta entrevista conduzida pelo jornalista José Manuel Rosendo, o filósofo não hesita em falar no regresso do medo. Este facto influencia a acção colectiva e rompe a coesão comunitária, corporativa e profissional.

José Gil defende ainda que os novos gurus são os economistas, que ocuparam o lugar dos políticos, surgindo como detentores da visão do futuro. O filósofo refere ainda que a responsabilidade dos jornalistas no contexto actual é enorme, visto que é sobre o sistema mediático que assenta a possibilidade de uma nova coesão social.

José Gil aborda as sequelas do Estado Novo, o primado da Economia em detrimento da Política, e a necessidade de mudança. Fala também do Medo que está de regresso, da resposta (do Povo) que está para chegar e da responsabilidade dos jornalistas na consciência colectiva. Talvez seja um pregador no deserto, mas ajuda a pensar. O que por si só, neste deserto de Líderes e política de "mão na anca", já é bastante.


http://meumundominhaaldeia.blogspot.com/2010/11/antena-1-entrevista-jose-gil.html

Eu não te espero ! A população galega manifesta-se contra a visita do líder fundamentalista religioso Ratzinger

Eu não te espero!

A população galega manifesta-se contra a visita do líder fundamentalista religioso Joseph Ratzinger à Galiza e as despesas públicas feitas por causa da visita.



http://eunomteespero.blogspot.com/


Reportagem de uma manifestação contra a visita de Ratzinger à Galiza e o ambiente repressivo que se abate pelas ruas de Santiago Compostela para abafar a contestação social.


5.11.10

Dia de luta dos estudantes do ensino secundário e básico (10 de Novembro)


Delegação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico

CONTACTA-NOS!
Luís Encarnação (ES Gil Vicente, Lisboa - 919689794)
Inês Maia (ES Emídio Navarro, Almada - 961459829)

Escolas que saem à rua já esta Quarta-Feira!

ES de Vila Viçosa (Vila Viçosa)
ES de Vendas Novas (Vendas Novas)
ES Tomás Cabreira (Faro)
ES D. Manuel I (Beja)
ES José Afonso (Seixal)
ES Emídio Navarro (Almada)
ES Alfredo da Silva (Barreiro)
ES Santo André (Barreiro)
ES da Moita (Moita)
ES D. Pedro II (Moita)
ES Anselmo de Andrade (Almada)
ES de Seia (Guarda)
ES Pedro Nunes (Lisboa)
ES Eça de Queirós (Lisboa)
ES António Arroio (Lisboa)
ES Camões (Lisboa)
ES Maria Amália (Lisboa)
ES Gil Vicente (Lisboa)
ES Stuart Carvalhais (Sintra)
ES de Carcavelos (Carcavelos)
ES Alves Redol (Vila Franca deXira)
ES Reynaldo dos Santos (Vila Franca de Xira)
ES de Henriques Nogueira (Torres Vedras)
ES Rainha Dna. Leonor (Lisboa)
ES Padre António Vieira (Lisboa)
ES José Afonso (Loures)
ES José Cardoso Pires (Amadora)
EB 2/3 Maria Veleda (Santo António dos Cavaleiros)
ES Ginestal Machado (Santarém)
ES do Entroncamento (Entroncamento)
ES das Taipas (Guimarães)
ES Avelar Brotero (Coimbra)
ES José Falcão (Coimbra)
ES Cargaleiro (Seixal)
ES António Gedeão (Almada)
EB Monte da Caparica (Almada)
ES Monte da Caparica (Almada)
ES Romeu Correia (Almada)
ES Cacilhas-Tejo (Almada)

Nestas escolas os estudantes subscrevem o Apelo lançado pela DNAEESB e estão a preparar acções de Luta para o dia 10 de Novembro!


EM LISBOA:

A DNAEESB apela a todos as AE's e estudantes do distrito de Lisboa que no grande dia de Luta Nacional de 10 de Novembro, se concentrem pelas 10h no Saldanha, para que todos juntos tenhamos uma grande manifestação até ao Ministério da Educação!


Reunião aberta do FERVE (Fartos/as destes recibos verdes) no dia 8 de Novembro, no Porto



O FERVE estará activamente empenhado na mobilização para a GREVE GERAL de dia 24 de Novembro.
O PEC III representa mais um ataque ao valor do trabalho, camuflado pelo discurso do esforço colectivo, este programa pretende por os mais fracos a pagar uma crise que não criaram. A precariedade e o desemprego são o instrumento deste governo na defesa dos interesses dos banqueiros, gestores, grandes patrões e dos mais ricos, a nossa resposta é a unidade combativa que mobilize para uma paralisação geral do país no dia 24.

O FERVE realizará uma reunião aberta no próximo dia 8 de Novembro, pelas 21:30, na sede do SOS Racismo - Porto (Rua do Almada, 254 - 3º Dtº - Sala 34)

A presença de tod@s é importante para discutirmos um plano de mobilização para a Greve Geral. A reunião será seguida por uma colagem de cartazes pela cidade.

No caminho para a greve geral (festa e concentração amanhã, dia 6/11, às 16h30) no Largo Camões

No caminho para a Greve Geral é uma festa e uma concentração de apelo à participação de tod@s na paralisação de dia 24 de Novembro.

Teremos música, protesto, bancas de várias associações/movimentos e mic aberto!

No caminho para a Greve Geral multiplicam-se as iniciativas de apelo à Greve, como a Manifestação Nacional da Frente Comum em Lisboa, também no dia
6 de Novembro, com a qual estamos solidári@s. Porque sempre estivemos inequivocamente com a mobilização dos trabalhadores para a Greve Geral , porque deste o primeiro momento a divulgámos (ver cartaz aqui) e porque queremos uma Festa/Concentração onde todos possam participar, alterámos a hora deste evento para as 16h30.
Tod@s à Greve!

Crescem portanto as iniciativas a caminho da Greve Geral. O tempo é pouco, mas todas acrescentam para essa mobilização decisiva no próximo dia 24, na qual o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras enfrentam a austeridade e exigem um futuro.

Vê evento no Facebook aqui.


Amanhã na festa/concentração "A Caminho da Greve Geral", as Dras. Mónica Catarino e Sara Dias de Oliveira, assim como vários outros Advogados solidários, estarão no Largo Camões às 16h30 para tirar todas as dúvidas jurídicas aos precários e às precárias.

Manifestação dos trabalhadores da Administração Pública ( 6 de Novembro). Todos à manifestação!


MANIFESTAÇÃO NACIONAL - 6 DE NOVEMBRO

GREVE GERAL - 24 DE NOVEMBRO

Depois das grandes manifestações de 29 de Setembro, mesmo com dezenas de milhares de trabalhadores na rua, o Governo tenta nova afronta e avança com novas medidas de ataque.

Se já com o PEC I e II a luta estava a engrossar, é hora de responder a este novo e brutal ataque de forma inequívoca: Chega de nos irem aos bolsos, vão buscar o dinheiro onde ele existe!

E dado que a cada PEC o Governo diz que chega, mas já vamos no terceiro, se não dermos resposta, podemos contar com o PEC IV.

Todos à Manifestação e à Greve Geral!

Não aceitamos estar sempre a pagar uma crise que não tem fim!

Governo anuncia PECIII – Menos salários, mais cortes, mais impostos e despedimentos

Confirmando o que sempre afirmámos – a política de direita e os PEC's não resolvem a crise – O governo anunciou novas medidas de austeridade contra os trabalhadores e contra os trabalhadores da Administração Pública em especial.
Governo quer diminuir ainda mais os salários e prepara milhares de despedimentos

Salários: todos têm redução de salário

O Governo anunciou cortes entre 3,5 e 10% para salários superiores a 1500€.
O aumento de 1% para a CGA faz com que os trabalhadores da Administração Pública descontem ainda mais para a protecção social (12,5%) que os restantes trabalhadores (11%). Logo, TODOS OS TRABALHADORES que descontam para a CGA (mais de 600 mil) VÃO TER REDUÇÃO NO SEU SALÁRIO em pelo menos 1%.

IVA: Mais 2% de aumento

Não só há a redução objectiva dos salários como há o aumento do IVA – aquilo que todos pagamos por cada compra que necessitamos de fazer. O salário diminui e as contas aumentam!

ADSE: Redução das comparticipações

Ao invés de melhorar a comparticipação na saúde, e apesar de se pagar cada vez mais, o Governo quer reduzir os gastos com a ADSE, ou seja, vai ser mais difícil e mais caro o acesso aos cuidados de saúde.

Milhares de Despedimentos na calha:

As medidas anunciadas fazem prever que haja muitos milhares de despedimentos: redução do número de contratados e extinção/fusão de serviços – qualquer destas medidas visa reduzir o número de trabalhadores, ou seja, implementar um grande número de despedimentos.
Estes despedimentos (já há quem fale em 35 mil) atingem não só os trabalhadores como implicam destruição de serviços como escolas, serviços de saúde, entre outros, que não têm trabalhadores para poderem funcionar.

Milhões para a banca = roubo nos salários
Política militarista= aumento do défice

Não é verdade que não seja possível reduzir o défice de outra forma – basta que em vez de vir sistematicamente assaltar os trabalhadores se ponha os verdadeiros responsáveis pela crise a pagar – os grandes interesses financeiros, a banca e os mercados bolsistas.

Só com uma política que ponha esta gente a pagar os impostos que deve e a contribuir para a riqueza do país, será possível equilibrar as contas sem atacar os trabalhadores.
Estes sectores, que conseguem continuar a lucrar mesmo em tempo de crise, fortemente apoiados pela Comissão europeia e pelas organizações de suporte à supremacia dos mercados aplaudem as medidas de Sócrates pois são os únicos que estão bem à custa do empobrecimento de quem trabalha.
É claro que tal como para o Orçamento de Estado e para os outros PEC's, o Governo, apesar dos desentendimentos encenados, vai conseguir que PSD e a direita aprovem estas medidas, com a “mediação” do Presidente da República.
Temos de dizer basta e fazer o que pudermos para derrotar esta política. Os trabalhadores já demonstraram que unidos e em luta podem alterar o rumo que nos querem impor.

Outubro 2010
A Direcção Nacional da FNSFP É hora de lutar!
Todos à Manifestação e todos à Greve Geral!

http://www.fnsfp.pt/portal/


LOCAL DE CONCENTRAÇÃO DOS PROFESSORES:
os professores concentrar-se-ão na Rua Joaquim António de Aguiar, na esquina com a Rua
Artilharia 1 e aí integrarão a manifestação que se dirigirá depois para os Restauradores.

3.11.10

Movimentos dos trabalhadores precários apelam à greve geral de 24 de Novembro

Apelo conjunto dos movimentos de trabalhadores precários à Greve Geral

Nós, movimentos de trabalhadores precários, apoiamos a convocação da Greve Geral no próximo dia 24 de Novembro. Reforçamos o apelo da CGTP, à qual se juntou já a UGT e todo o movimento sindical. Apelamos à mobilização do conjunto da sociedade portuguesa, para exigir outras saídas e dar prioridade às vidas concretas de milhões de pessoas.

Nós, precárias e precários, cerca de um terço de todos os trabalhadores, somos particularmente prejudicados pela nossa condição. A nossa capacidade de mobilização depara-se muitas vezes com a chantagem e a arbitrariedade nos locais de trabalho e nas relações laborais. Trabalhadoras/es a recibos verdes, contratados a prazo, intermitentes, desempregados, bolseiros, temporários, temos todas as razões para participar neste protesto e tudo faremos para contribuir para uma mobilização que precisa de criar pontos de encontro para ser forte e inequívoca.

Uma mobilização contra as mentiras e as falsas inevitabilidades. Em Portugal, como em muitos outros países europeus, a factura da crise está a ser paga pelos mais fracos. A ganância e a irresponsabilidade do sistema são a origem e o combustível da crise que estamos a atravessar. A austeridade é dirigida a quem trabalha e, em particular, pesa mais sobre quem já está em dificuldades, enquanto os privilegiados continuam a salvo. Porque não tem de ser assim, é preciso afirmá-lo em conjunto.

A austeridade não é solução, porque é contra a vida das pessoas. Sabemos que a austeridade não tem fim à vista. Esta é a nova política para nos pôr a pagar os erros e as exigências de uma minoria. Mas, mais do que isso, é a forma como nos estão a levar os salários, os apoios sociais, os serviços públicos e os direitos. A austeridade é a precariedade acelerada, para toda a gente, e é ainda mais brutal. Porque não tem de ser assim, é preciso afirmá-lo em conjunto.

Os trabalhadores precários sabem bem o que é a austeridade. O desemprego e a precariedade andam de mãos dadas, atingindo cada vez mais pessoas e sectores da sociedade. A crise é a chantagem que precariza ainda mais as relações laborais e pressiona o conjunto dos trabalhadores: quem é precário aceita cada vez mais precariedade perante o receio de cair no desemprego, quem cai no desemprego sabe que a precariedade o espera. A austeridade é a resposta contrária à vida das pessoas: quanto mais precário, menos apoios sociais; quanto menos direitos, maior a perseguição. A austeridade escava ainda mais fundo o que a precariedade já aprofundava: a desigualdade, a discriminação e a injustiça social. Tiram-nos tudo. Sem trabalho, sem saber, sem ciência, sem cultura, sem arte, sem lazer, ficamos sem nada. Mas não nos resignamos. Porque não tem de ser assim, é preciso afirmá-lo em conjunto.

A resposta do conjunto dos trabalhadores e do conjunto da sociedade é a única forma de contrariar este caminho. Juntamo-nos, portanto, ao apelo para uma grande mobilização na Greve Geral do próximo dia 24 de Novembro.


FERVE – Fartos/as d’Estes Recibos Verdes
Plataforma dos Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual
Precári@s Inflexíveis

Acção dos Precários Inflexíveis no centro comercial Vasco da Gama

Os Precários Inflexíveis realizaram no domingo, 31 de Outubro de 2010, uma acção de contacto com os trabalhadores, na sua maioria precários, do Centro Comercial Vasco da Gama.
O panfleto de mobilização para a Greve Geral foi distribuído no local de trabalho.
A acção realizada pretendeu chamar à atenção as vidas precárias e a exploração de todos os dias dos precários.

Concerto benefit anti-Nato na Casa Viva ( 6 de Novembro, a partir das 18h.)


Concertos de bandas de Metal e Punk na Casa Viva em prol de mobilização e angariação de fundos para a semana (15 a 21 de Novembro) de acções não violentas contra a cimeira da NATO, em Lisboa.
Iniciativa da PAGAN - Plataforma AntiGuerra AntiNATO

Local: Casa Viva
Praça marquês pombal, 167 - Porto

Plataforma das Artes - os profissionais da cultura e das artes voltam à luta


COMUNICADO DA PLATAFORMA DAS ARTES, 30 OUTUBRO 2010

A criação artística é um serviço público de valor inestimável.

A Constituição Portuguesa defende o direito consagrado à criação e fruição artísticas, direito que os autores, criadores e demais profissionais das artes desde sempre têm vindo a garantir aos cidadãos.

O investimento empenhado no bem imaterial constituído pela livre criação é essencial ao desenvolvimento de uma sociedade avançada, muito para além de uma limitada visão contabilística. Em última análise, a continuada deficiência de investimento nesta componente essencial da cultura é um gravíssimo atentado ao futuro do país.

É justamente nos momentos de grave crise que não se pode capitular à tentação do desinvestimento. Por isso é com a maior das apreensões que a Plataforma das Artes constata o que parece ser um definitivo abandono.

Há que clarificar que:

- o financiamento da produção cinematográfica e audiovisual provém de verbas autónomas, geradas a partir de receitas de publicidade que flutuam com o estado do mercado;

- o financiamento do Ministério da Cultura (MC) à criação no âmbito das artes performativas e visuais constitui apenas cerca de 50% do total do orçamento gerido pelos agentes no terreno; mas sem esse investimento do estado central, que representa, em números de 2010, apenas 0,03% do OE, todas as receitas complementares ao sector desaparecem, principalmente no actual quadro de retracção e de cortes orçamentais às autarquias e redução do poder de compra da população em geral;

- além do património imaterial insubstituível gerado pela criação artística, este sector devolve ao Estado, na forma de IVA, uma parte considerável das verbas públicas nele investidas;

- a criação artística significa mais de 12 mil postos de trabalho directos (com base em dados de 2006, divulgados em estudo encomendado pelo MC) e um incalculável número de postos de trabalho indirectos, cidadãos que sofrerão, como todos, os agravamentos de impostos e taxas sociais acrescidos da reconhecida e generalizada precariedade e intermitência das suas relações laborais.


2010 – ano caótico e desestruturante do tecido profissional artístico

Em 2010 foi pela primeira vez posto em causa, de forma retroactiva, o cumprimento de contratos assinados com o estado, tendo sido, no caso particular dos agentes financiados pelo ICA, pagas tranches de financiamento já afectadas de redução de 10%. Em Julho os apoios pontuais da DGArtes para o 1º semestre estavam ainda em fase de audiência prévia, não eram conhecidos os resultados dos apoios anuais 2010 e os concursos para apoios pontuais do 2º semestre não tinham ainda sido anunciados. Neste quadro, e na sequência da constituição da Plataforma das Artes enquanto interlocutor alargado junto da tutela, a Ministra da Cultura garantiu publicamente, a 12 de Julho, várias medidas para a sua correcção. Mas anunciou, com o 2º semestre já em curso, que não existiriam apoios pontuais.

Agora, findo o mês de Outubro, há apoios pontuais de 1º semestre e anuais da DGArtes que ainda não foram pagos, a discussão da Lei do Cinema tem sofrido atrasos que comprometem irremediavelmente a sua entrada em vigor em 2011.



As Artes e o MC em 2011

Na noite de 15 de Outubro o governo entregou a sua proposta de OE para 2011 na AR. E essa é a única informação formal de que dispomos sobre a acção que o governo pretende desenvolver no domínio da Cultura e das Artes.

Pela proposta de OE 2011 somos informados que não foi executado em 2010 cerca de 17% do orçamento do MC, um corte real de sensivelmente 40 milhões de euros dos previstos 236,3 milhões no OE respectivo, confirmando o desinvestimento que temos denunciado. O governo projecta para 2011 um aumento de 2,9% sobre o orçamento da Cultura executado em 2010; no entanto isto representa um corte à partida de cerca de 15% levando o orçamento do MC para 0,3% do OE. Se o governo pretende em 2011 realizar a mesma taxa de execução orçamental de 2010 o corte duplicará. Este é de facto o mais baixo orçamento para a cultura desde que existe MC. Cada vez mais longe a meta do 1% para a cultura dos programas eleitorais e do governo; longe está o reconhecimento do erro de não investir na cultura.

É anunciada uma redução de 10% no orçamento PIDDAC da DGArtes (passando a 19,8 milhões de euros), organismo que executa todos os anos integralmente estas verbas de investimento, sendo por isso um corte real. Simultaneamente ao anunciado corte, no texto do Relatório da proposta de OE, é mencionado o reforço do apoio por parte da DGArtes à internacionalização das artes e à rede de teatros e cine-teatros, sem explicar claramente de onde virão essas verbas. Se forem, no todo ou em parte, retiradas do PIDDAC já reduzido, implicam obrigatoriamente mais um corte nas verbas disponíveis para o programa de apoio às artes e por isso redução efectiva do número de estruturas e criadores, redução efectiva da produção artística nacional disponível para internacionalização e para circulação na rede de teatros nacionais.

Os 20% de aumento do orçamento do ICA anunciados, não são correctos. As contas desse aumento foram feitas com o valor da execução de 2010 com 20% das receitas próprias do ICA cativas, como estavam à data de apresentação da proposta de OE. Assim o crescimento para este ano é de facto de 0%, sendo mesmo de prever um decréscimo devido à recessão do mercado de publicidade e à diminuição absoluta da publicidade nas Televisões em substituição de outras formas de inserção (internet, por exemplo).

A única rubrica do orçamento do MC que parece de facto ser aumentada é a do Fundo de Fomento Cultural, uma rubrica com movimentação discricionária e pouco transparente.

O facto de o Ministério não ter até agora considerado necessário estabelecer diálogo com os representantes do sector antes da aprovação do OE, ou seja, antes de todas as decisões tomadas, retira necessariamente credibilidade a qualquer iniciativa apresentada no futuro. No actual contexto de crise, uma prática governativa responsável obrigaria ao estabelecimento de diálogo e procura de soluções comuns.

Este cenário de silêncio e incongruências leva a Plataforma das Artes a reivindicar um esclarecimento urgente, capaz de traduzir o OE 2011 em medidas concretas que identifiquem claramente a proposta do Governo em relação à Cultura.

De que forma será reconhecida a importância estratégica do investimento nas estruturas e criadores independentes como agentes do desenvolvimento cultural do país e como parceiros do estado?
De que forma serão preservados mecanismos de renovação do tecido cultural e o apoio directo à criação artística?
De que forma será promovida a distribuição da oferta de produção artística pelo todo geográfico nacional?
A verba inscrita no Relatório da proposta de OE 2011 como “Apoio às Artes” – 13,1 milhões de euros, valor amplamente noticiado e nunca formalmente negado ou corrigido – é um lapso? Qual o valor real?
Qual será a verba a consignar ao apoio à internacionalização da produção artística nacional anunciada no mesmo Relatório? Qual a sua proveniência? E o novo programa para a Rede de Teatros e Cine-teatros? Vai ser implementado? Com que verbas?


Haverá ganho para os cofres do estado a curto prazo (a crise obriga a resultados imediatos) da fusão dos Teatros Nacionais/OPART? Será possível, com um macro-organismo, manter carreiras e tabelas remuneratórias distintas e específicas de cada um dos organismos pré-existentes? No caso particular do Teatro Nacional de S. João não fica o MC e o país mais pobre no objectivo da descentralização de pólos de decisão e dinamização? Tudo isto foi ponderado?
Tem o governo noção de que qualquer corte no financiamento público deste sector significará longos períodos sem emprego para trabalhadores que não têm sequer acesso a protecção social para essa eventualidade?


Qual o impacto real destas ou outras medidas no âmbito da produção e difusão das artes e do Ministério da Cultura como um todo na redução da dívida pública? Foi ponderado esse impacto – obrigatoriamente da ordem das centésimas percentuais do OE face ao iníquo valor do orçamento do MC – e o resultado previsível de aniquilamento de todo um sector?


A Plataforma das Artes, pretendendo apenas reagir e agir após conhecer os reais projectos do governo para o sector, exige da tutela o esclarecimento formal necessário em tempo útil, reconhecendo-nos na prática como os parceiros que somos na concretização das políticas públicas do Ministério da Cultura.

Em nome de milhares de cidadãos profissionais das artes, em nome do direito constitucional à criação e à fruição artística, diversa, plural e distribuída pelo todo nacional, em nome da importância nuclear da arte na cultura e da cultura no desenvolvimento do país, a Plataforma das Artes manifesta a sua disponibilidade para audiência com o Ministério da Cultura antes da discussão na especialidade do OE 2011.

Este documento foi elaborado a partir de reunião realizada a 30 de Outubro de 2010, em que participaram profissionais independentes e de várias estruturas das diversas áreas de actividade artística e de vários pontos do país.

A Plataforma das Artes é composta pelas seguintes organizações:

APR - Associação Portuguesa de Realizadores

Plataforma das Artes Visuais

Plataforma do Cinema

Plataforma do Teatro

PLATEIA - associação de profissionais das artes cénicas

REDE – associação de estruturas para a dança contemporânea


Ciclo de documentários sobre América Latina na Casa da Horta ( 4, 11, 18 e 25 de Novembro, e 2/12)

Ciclo de Documentários da América Latina

Na Casa da Horta todas as quintas-feiras a partir de 4 de Novembro até dia 2 de Dezembro a partir das 22h vamos ter ciclo de documentários sobre a America Latina.

O programa:

4 de Novembro – Quinta – 22h – Un Poquito de tanta Verdad
No verão de 2006 um levante popular não violento explode no estado mexicano de Oaxaca. Alguem fala duma nova Comuna de París, outras pessoas falam da primeira revolução de Sudamérica do siglo XXI. Mas o mais importante deste levantamento popular foram as novas formas de organização social que apareceram e o uso dos medios de comunicação: de facto este movimento que juntou professores, donas de casa, camponeses, estudantes e trabalhadores tomou 14 radio emisoras e uma emissora de televisão e usou-os para organizar, movilizar, e difundir o mensagem da sua luta por justiça social, económica e cultural.


11 de Novembro – Quinta – 22h – Suite Habana
Um dia qualquer na vida de dez habitantes da cidade de Havana em Cuba. O dia-a-dia da cidade, mostrando a diversidade dos grupos sociais que existem e que formam várias cidades em uma só.

18 de Novembro – Quinta – 22h – El origen de las FARC

25 de Novembro – Quinta – 22h – La Vida Loca
O documentário La Vida Loca é o último trabalho do fotojornalista francês Christian Poveda. Um filme chocante que mostra a realidade das maras, gangues de jovens salvadorenhos. O interesse de Poveda era investigar a motivação desses jovens, como a falta de esperança e a cultura da violência. O filme custou-lhe a vida: Poveda acabou assassinado possivelmente por integrantes desses grupos.

2 de Dezembro – Quinta – 22h – Apagay Vamonos
Apaga y Vámonos é a história filmada do assédio ao povo mapuche-pehuenche e do fim progressivo de suas comunidades pelas mãos de Endesa-Espanha e pelo próprio governo chileno. Os mapuches que resistiram durante trezentos anos à colonização espanhola e que sobreviveram à República do Chile, se veem perseguidos pela democracia, que permite que sejam inundados seus territórios, seus cemitérios, suas casas, seu passado.

http://casadahorta.pegada.net/entrada/

Casa da Horta, Associação Cultural
Rua de São Francisco, 12A
4050-548 Porto
(perto da Igreja de São Francisco e Mercado Ferreira Borges)
Tel: 222024123 / 965545519

2.11.10

Concentração/Vigília de protesto no dia 3 de Novembro, às 15h30, frente à Assembleia da República


CONCENTRAÇÃO/VIGÍLIA DE PROTESTO, DIA 3 DE NOVEMBRO, 15.30H, FRENTE À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Irá decorrer amanhã, dia 3 de Novembro, frente à Assembleia da República, pelas 15.30h, uma concentração de protesto contra as medidas de austeridade anunciadas pelo governo e previstas para o Orçamento de Estado de 2011.

A concentração foi mobilizada por um grupo de cidadãos na rede social facebook fora do âmbito de qualquer estrutura partidária, organização ou sindicato.



• Consideramos que as medidas propostas pelo governo colocam em situação de extrema vulnerabilidade económica milhares de portugueses.
• Entendemos que as mesmas se regulam por um princípio de profunda injustiça social, uma vez que proporcionalmente e efectivamente penalizam com maior impacto os estratos sociais mais desfavorecidos.
• Acreditamos existirem alternativas às medidas propostas, se para tal existir vontade política.
• Consideramos que os cidadãos portugueses não podem, nem devem ser penalizados por uma crise da qual não são responsáveis.
• Exigimos a moralização da despesa pública, nomeadamente no que respeita a gastos de representação do Estado, atribuição e acumulação de reformas e pensões milionárias, eliminação de organismos públicos redundantes e inúteis.

Iremos deixar no local, como testemunho da nossa presença, a oferta ao governo e parlamentares, das nossas carteiras velhas e vazias; simbolizarão elas o estado actual da esmagadora maioria dos portugueses.



Partimos para a convocatória desta concentração por acharmos indigno que nenhuma voz se levantasse contra a ratificação de um OE punitivo e severamente lesivo para a maioria dos portugueses, os quais, não são efectivamente responsáveis pela crise com que actualmente nos brindam.

Temos consciência de que o dia e a hora do protesto levanta dificuldades a uma grande adesão; também sabemos que o facto de não possuirmos uma estrutura sindical ou partidária por trás se traduz numa série de limitações logísticas.

Consideramos, no entanto, que chegou o momento e a hora de dar voz ao cidadão, sem porta-vozes nem mediadores.

Compete a cada um de nós decidir; decidir se prefere calar e consentir ou ajudar a criar uma sinergia de mudança. Temos de começar por algum lado!

Entre todos os que possuem flexibilidade de horários, desempregados, estudantes, professores, reformados, poderemos com certeza reunir uma voz bem audível, em representação de todos os que, por variadíssimas razões, não se puderem deslocar.

Muitos de nós irão levar apitos, bombos, tampas de tachos, cartazes e faixas.

Venham mais cinco!

Amanhã, às 15.30h, frente à AR, não permitam que os portugueses fiquem conhecidos como os carneiros mansos desta europa.

Como alguém disse e muito bem: “um povo de carneiros tem governos de leão”.

Esperamos por todos os que se quiserem juntar, amanhã, 15.30h, frente à AR.

Até amanhã!


http://www.facebook.com/event.php?eid=122363297820765

Congresso do Associativismo e da Democracia Participativa (13 e 14 de Novembro)

http://movimentodoassociativismo.blogspot.com/

«A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, (...) visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa »
Artigo 2º da Constituição da República Portuguesa.


Inscrições para o congresso do Associativismo e da Democracia Participativa que se realizará nos próximos dias 13 e 14 de Novembro, no edifício do ISCTE, sito na Av. das Forças Armadas, 1649-026, Lisboa, e que pretende potenciar o associativismo e aprofundar a democracia participativa.

A inscrição pode ser efectuada pelo correio para a seguinte morada:
AJD, Lugar da Igreja, 4905-254 Deão, Viana do Castelo

Juntamente com a inscrição, deve ser enviada cópia do talão de pagamento da inscrição.
Ou então enviar para o email: associativismo.cidadao@gmail.com

NIB para transferência bancária:
0010 0000 6389 7110 0036 3

Nota 1: Para efectuar a inscrição basta fazer chegar os dados e o comprovativo de pagamento.
Nota 2: duas pessoas por entidade inscrita.


Elementos da Comissão Promotora
Organizações:
ACERT (Tondela) / ADCL (S. Torcato, Guimarães) / ADRL (Vouzela) / AJD - Associação Juvenil de Deão (Viana do Castelo) / ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local / Base-Fut / d'Orfeu (Águeda) / GAF – Grupo Aprender em Festa (Gouveia) / ICE - Instituto das Comunidades Educativas (Setúbal) / IN LOCO / KRISCER (Coimbra) / OLHO VIVO / Panteras Rosas / PROACT / QUERCUS / Solidariedade Imigrante / SOS Racismo


PROGRAMA PROVISÓRIO

Dia 13 - Novembro, SÁBADO

11:00h - ASSEMBLEIA DE ABERTURA
DEMOCRACIA PARTICIPATIVA:
- linhas orientadoras do congresso;
- intencionlaidades do movimento da democracia participativa (Carmo Bica; Jean-Louis Laville)

14:30h - 16:30h – TERTÚLIAS propostas pela comissão organizadora ou pelas associações que o queiram fazer

17:00h - 19:00h - PLENÁRIO INTERCALAR (sínteses e debate)

Dia 14 - Novembro, DOMINGO

9:00h - 11:00h – TERTÚLIAS

11:30h - 13:30h - PLENÁRIO INTERCALAR (sínteses e debate)

15:00h - 17.30h - ASSEMBLEIA DELIBERATIVA
– linhas de acção para os documentos a produzir: documento base/linhas orientadoras do Movimento; caderno revindicativo (Rui d'Espiney, Fernando Ilídio, um elemento da Solidariedade Emigrante a convidar).

1.11.10

“Regresso ao campo”, os neo-rurais em Portugal, num documentário de Paulo Silva Costa

Como é a vida dos neo-rurais portugueses? Porque se decide ir viver para o campo?... Um documentário de Paulo Silva Costa, transmitido já duas vezes na RTP1

João Carvalho viveu onze anos em Londres. Teve êxito, mas fartou-se do frenesim citadino e dos horários das 9 às 5.

Optou por uma existência mais simples. Veio viver com a mulher e o filho recém-nascido para uma casa abandonada que descobriu através da internet e que comprou na Benfeita, em Arganil

Está a reconstruir a casa pelas suas próprias mãos. Só usa ferramentas manuais, e o mínimo de cimento ou de combustíveis fósseis.

O casal é vegetariano. Por isso, quando chega a hora de almoço, a mulher, Claire, tem apenas de descer às hortas abandonadas mais próximas para colher a próxima refeição. Também já fizeram vinho e cinquenta litros de azeite.

João desistiu propositadamente de uma vida com torradeiras e aquecimento eléctrico. Podia tê-la sem dificuldade, mas quer "viver com menos", como diz.

Claire e João são um exemplo de um grupo de novos rurais com crescente implantação nalguns partes esquecidas de Portugal, como é o caso da serra da Lousã ou do barrocal algarvio.

Os primeiros destes neo-rurais eram estrangeiros. Vinham de uma Europa Central então ameaçada por Chernobyl, à procura do últimos redutos naturais do Continente. Este movimento da populacão iniciou-se de resto já há décadas na Europa, mas só há pouco tempo ganhou alguma relevância social em Portugal.

Por cá, desde os anos quarenta do século passado que as migrações eram em direcção às cidades. Foi este êxodo rural que transformou Portugal num pais macrocéfalo, com um interior cada vez mais desertificado e a população concentrada no Litoral e sobretudo na área da Grande Lisboa.

"As pessoas abandonaram as áreas rurais e foram para as cidades à procura de trabalhos menos duros fisicamente, com remunerações mais elevadas ou pelo menos mais regulares, e à procura de melhores oportunidades para os filhos" - explica a geógrafa Teresa Alves, professora do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa.

Ir para a cidade era então visto como uma ascensão social, qualquer que fôsse a vida das pessoas lá.

Mas o mundo rural mudou muito nos últimos trinta anos. Os tractores substituiram o trabalho braçal, e os subsídios comunitários tornaram mais fácil viver no campo. Hoje em todo o lado há supermercados, a toda a parte se chega num instante graças às auto-estradas, e a internet tornou possível viver no campo mas trabalhar em funções que outrora só na cidade se podiam exercer.

Valorizaram-se também socialmente modos de vida desprezados num passado recente. E iniciou-se outra migração interna, a mudança para o campo dos ex-citadinos...

Agora, os geógrafos até já distinguem diferentes grupos destes "neo- rurais": há os que partem por motivação ecológica, os que na reforma regressam à terra natal, aqueles que se dedicam ao teletrabalho, e até os desempregados por causa da crise...

São algumas dessas pessoas que fizeram a opção de ir viver para o campo que o documentário vai encontrar.

Constata-se que os novos rurais portugueses são muitas vezes os netos ou os filhos dos que partiram para as cidades no século passado. Querem mudar de vida, tal como os seus pais e avós, mas têm outros valores.

"Valorizam o seu próprio tempo e modos de vida mais solidários" - conclui Teresa Alves - "e vão á procura de actividades em equilíbrio com a natureza. Também são pessoas que têm uma cultura de território, e que buscam um lugar específico onde possam ser felizes".

Um documentário de Paulo Silva Costa, com imagem de Rui Lima Matos, genérico de Pedro Cerqueira, edição de João Gama, sonorização de Luís Mateus e produção de João Barrigana