

Os preconceitos sobre a anarquia e a religião são desmentidos pela História!

Anarquia e a religião – as ideias preconcebidas sobre ambas são desmentidas pela verdade histórica
Anarquia = em 150 anos de existência do anarquismo, a violência praticada pelos anarquistas existiu mais ou menos durante 10 anos ( por volta de 1890) e terá provocado algumas dezenas de mortos e feridos. No entanto, o preconceito sobre os anarquistas, associados à violência, e como alguém que coloca bombas é persistente ainda hoje!
Religião = ao longo de mais de 20 séculos de existência, as religiões provocaram centenas de milhares de mortos, guerras sem fim, massacres, genocídios que terão causado milhões e milhões de mortos e feridos. No entanto, a imagem feita e persistente de uma pessoa religiosa é a de um ser pacífico !!!
11.9.10
Edição em português do mês de Setembro do Le Monde Diplomatique já está nas bancas e livrarias
Sumário da edição do mês de Setembro de 2010 do Le Monde Diplomatique que se publica em Portugal pela mão da Cooperatica Outro Modo
• «Fotografias sem Luzes» (Serge Halimi)
AOS LEITORES
• «Nós, de Outro Modo» (Sandra Monteiro)
CRISE, II ACTO: Da Lógica do Caos Económico às Dinâmicas no Terreno Social (dossiê)
• «O “rigor” de que precisamos» (Laurent Cordonnier)
• Glossário (termos económicos)
• «Vitória de Pirro para a economia alemã» (Till van Treeck)
• «A pobreza das estatísticas» (Nuno Teles)
• «Aposentações, um tesouro inimaginado» (Bernard Friot)
• «Despertar sindical sob os pinheiros dos Landes» (Gilles Balbastre)
• «O livro de reclamações do povo chinês» (Isabelle Thireau)
AUSTERIDADE EUROPEIA, PROTESTO EUROPEU
• «O valor das manifestações transnacionais» (Hermes Augusto Costa)
DA TECNOLOGIA AO JORNALISMO
• «O WikiLeaks e os mitos da era digital» (Christian Christensen)
ESCALADA REPRESSIVA EM FRANÇA
• «Emergência social, excesso securitário» (Laurent Bonelli)
OUTRAS ECONOMIAS
• «Socialismo, a democracia em plenitude» (Jorge Bateira)
PRECARIEDADE EM PORTUGAL
• «Precariedade: modos de usar» (Ricardo Noronha)
QUE POLÍTICAS PARA O MAR?
• «O oceano só será uma oportunidade se o conhecermos» (Telmo Carvalho)
ELEIÇÕES NO BRASIL
• «Que balanço social para Lula?» (Geisa Maria Rocha)
GUERRA NO AFEGANISTÃO
• «De onde vem o dinheiro dos talibãs?» (Louis Imbert)
CENTRO DE ESPIONAGEM REVELADO
• «Aqui trabalham espiões israelitas» (Nicky Hager)
SÉRVIA, KOSOVO
• «Prodígios e vertigens da diplomacia sérvia » (Jean-Arnault Dérens)
REPORTAGEM NO LÍBANO
• «Nos campos de Bekaa» (Lucile Garçon e Rami Zurayk)
UMA RELAÇÃO ESPECIAL?
• «Londres reavalia a relação com Washington» (Jean-Claude Sergeant)
POLÍTICA E ALTOS SALÁRIOS
• «Estados Unidos: advogados tomam o poder» (Alain Audi)
• «Formação acelerada à francesa» (A.A.)
SOCIALISTAS PROCURAM PROJECTO
• «Os cuidados e descuidos do care» (Evelyne Pieiller)
CULTURA E POLÍTICA
• «Contestações em diálogo com Avatar» (Henry Jenkins)
PROJECTO 3 iii
• «Inovação + Independência = Identidade» (depoimentos de Mónica Bettencourt Dias, Patrícia Portela/Acácio Nobre e Paulo Catrica)
EXPOSIÇÃO POVO-PEOPLE
• «Curta viagem ao país do Povo» (Marcos Cardão)
• «O que é o Povo?» (Nuno Domingos)
ESCRITOS DO MÊS
• Paul Davidson, John Maynard Keynes (recensão crítica de Nuno Teles)
• Luciano Amaral, Economia Portuguesa: As Últimas Décadas (recensão crítica de José Miranda)
• Bruno Peixe Dias e José Neves (coord.), A Política dos Muitos (recensão crítica de José Nuno Matos)
• José Neves (coord.), Como se Faz um Povo (recensão crítica de Rahul Kumar)
Risoterapia massiva para esquecer o síndroma pós-férias

Está prevista para o próximo dia 18 de Setembro na cidade de Barcelona a realização de uma massiva sessão de risoterapia com o objectivo de promover o riso e a boa disposição para o reinicio do trabalho diário após o período de férias que coincide normalmente com o mês de Agosto.
A sessão convocada é aberta a todos, totalmente gratuita, e tem sido difundida sob o lema «quantos mais formos, mais nos riremos».
A risoterapia é uma técnica que visa gerar benefícios emocionais por meio do riso. Realiza-se por regra no âmbito de grupos reduzidos a fim de aproveitar o contágio entre as pessoas próximas, mas desta vez o convite é dirigido à população em geral da cidade de Barcelona e a justificação para o convite é feita pela necessidade de combater o conhecido ( e, por demais, reconhecido) síndroma do fim da férias.
Recorde-se que os especialistas aconselham que cada pessoa deve rir-se, pelo menos, 3 vezes em cada dia.
Rir aproxima-nos, torna-nos mais humanos. É uma linguagem universal e contagiante
10.9.10
Aversão ao serviço militar no Portugal do séc. XVIII - livro sobre a insubmissão à tropa e às ordens dos chefes militares

Foi editado mais um estudo muito interessante sobre a construção dos aparelhos institucionais do Estado no território português e a sua imposição às comunidades locais e à população em geral o que tinha por consequência a resistência destas últimas. Desta vez a atenção neste livro incide sobre as práticas de resistência à imposição do serviço militar obrigatório e a insubmissão às ordens dos chefes militares.
Insubmissão - Aversão ao serviço militar no Portugal do século XVIII
Autor:Fernando Dores Costa
Edição do Instituto das Ciências Sociais
Apresentam-se as muitas e variadas dificuldades com que, no Portugal do século XVIII, se confrontam as tentativas de organização de uma forma militar de acordo com as normas e os costumes do estilo militar europeu.
Fernando Dores Costa é doutorado em Sociologia e Economia Históricas pela Universidade Nova de Lisboa e investiga temas de história social portuguesa dos séculos XVII, XVIII e XIX desde há mais de vinte anos. Dedicou-se nos últimos à pesquisa sobre a história social do exército, as práticas de recrutamento, as resistências ao estilo militar e os modos de governo dos homens desde 1640 até ao início do século XIX. Colaborador do 2.º volume da Nova História Militar de Portugal (direcção de António M. Hespanha, Círculo de Leitores, 2004), publicou A Guerra da Restauração,1641-1668 (Livros Horizonte, 2004) e (em parceria) D. João VI (Círculo de Leitores, 2006). Trabalha presentemente sobre a Guerra Peninsular.
9.9.10
A CrewHassan está sem espaço - Festa Benefit no Ateneu de Lisboa (dia 11 de setembro)

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CREW HASSAN BENEFIT PARTY
Após 4 anos de actividades diárias na nossa sede na rua Portas de Santo Antão, a Crew Hassan vê-se obrigada a procurar outro espaço!
Por este espaço passaram workshops, aulas de capoeira,dança contemporanea,ensaios e gravações, exposições, performances, teatro, cinema alternativo,instalações artisticas, debates, e claro, uma dose diária de concertos e dj's.
Assim, para manter a nossa independência (pois relembramos que nunca recebemos qualquer verba de nenhuma instituição pública ou privada),procuramos uma nova sede para manter as nossas actividades! Para esta mudança precisamos de fundos e temos o contributo de vários artistas para este evento.
Como não somos da cultura da tristeza,mas sim da alegria,não vamos chorar sobre o leite derramado e enfrentamos o futuro com o mesmo empenho de sempre: Em Festa!!
Dia 11 de Setembro no Ateneu de Lisboa na mesma Rua que um dia também foi nossa, vamos festejar e angariar os fundos que nos ajudarão a encontrar uma nova sede onde prometemos continuar a abanar Lisboa!
A entrada custa 5 euros e dá direito a uma festa com muitos dos artistas que fazem parte da história da Crew Hassan: Musicos, Djs, Vjs, Performers etc..
Nomes já confirmados
Melo D, Selecta Lexo, Johnny (Cool Train Crew), Deni Shain (Fr), DJ 2old4school, Mike Stellar, Nuno Bernardino, Tony Montana, Mo'Junkie (Phonotactics), Dubadelic Vibrations, Kid Selecta, E.D.P., VJ X, Mystic Fyah, Mo'Junkie, Vítor Silveira
Jam session aberta com músicos!
CREW HASSAN BENEFIT PARTY
11 DE SETEMBRO
ATENEU DE LISBOA - A PARTIR DAS 22H
ENTRADA 5 EUROS
Mensagens de apoio:
- "se poderiamos viver sem a crew hassan??? podiamos, mas não era a mesma coisa" Dj Johnny (Cool Train Crew)
- "a vida nas cidades também se faz de espaços como o da crew hassan - espaços onde outra perspectiva da cultura é explorada. seria uma pena vê-la desaparecer." Rui Miguel Abreu, jornalista
Texto sobre a Cooperativa Cultural Crew Hassen
Também na Baixa, mas na de Lisboa, está localizado o espaço da CrewHassan (pronuncia-se croissant), cooperativa cultural formada em Maio de 2006.
Lupem-burguesia, parasitas e decomposição
Onde se situa hoje uma grande parte da burguesia? Na dependência do Estado.
A burguesia, que com a sua revolução, trouxe uma nova ordem económica mundial, uma nova relação de produção; que imprimiu alterações fundamentais na infra-estrutura e na super-estrutura; que enterrou um sistema feudal e aristocrata de esclavagismo das classes inferiores e de puro rentismo por parte das classes superiores; que revolucionou na ciência, na tecnologia, nos transportes, na maquinaria, etc., estará agora a sentir o fim do seu tempo? O projecto liberal-burguês mostra sinais de decomposição e de retorno a um modelo rentista e dependente e onde predomina a acumulação e parasitária de capital em detrimento da aplicação do capital em capital produtivo.
Ainda que se arvore dos ideais do liberalismo, da demissão do Estado em questões de mercado; ainda que permanentemente o projecto liberal-burguês e os partidos que o sustentam venham dizer que é preciso diminuir o peso do Estado na vida pública, o que é certo é que essa mesma burguesia se encontra e faz-se cada vez mais dependente dos Estados, o mesmo é dizer do dinheiro público, o mesmo é dizer do dinheiro dos trabalhadores em geral.
Este é um sinal de decomposição dessa ordem económica que a burguesia fundou: ao discurso do livre mercado contrapõe-se a necessidade de Parcerias Público Privadas para alimentar uma clientela burguesa; ao discurso da demissão do Estado da economia contrapõe-se o apelo da burguesia aos Estados para que estes salvassem o sistema bancário e a sua forma de vivência rentista baseada no casino das bolsas e do capital fictício; ao discurso da necessidade de menos Estado vemos uma burguesia a tentar acumular mais capital à custa dos Estados e das privatizações de sectores estratégicos, monopólios naturais e sectores que são garantidamente rentáveis.
Onde se situa hoje uma grande parte da burguesia? Na dependência do Estado. Vive à custa de injecções de dinheiro no sistema bancário, vive à custa da especulação sobre os défices; vive à custa dos negócios que os Estados e partidos da burguesia arranjam para si, como as parcerias público privadas e as privatizações “cirúrgicas” dos sectores que davam lucro ao Estado e agora passam a dar lucro à burguesia.
A burguesia, que desempenhou em tempos um papel revolucionário, mostra hoje que é necessário um novo salto qualitativo na história em direcção a uma nova sociedade. A mandriice, o rentismo, a improdutividade e a inacção feudal contra a qual a burguesia se rebelou é hoje a mandriice, o rentismo, a improdutividade e inacção que caracteriza grande parte dessa mesma burguesia. Todas elas resultantes de uma dependência absurda e parasitária em relação aos Estados e, determinante no novo imperialismo, o predomínio da financeirização do regime capitalista.
Podem dizer-nos que quem vive desta forma, quem acumula capital em dependência para com os Estados, quem vive do rentismo e do capital fictício são apenas pequenas camadas putrefactas ou decompostas da burguesia: os “lumpen-burgueses” que, à semelhança do lumpen-proletariado, faria parte de restos de uma velha sociedade encaixada na nova ordem de classes.
Mas esta “lumpen-burguesia” dependente e parasitária não é apenas uma minoria no projecto liberal-burguês e não se trata de representantes de uma velha sociedade; é sim, uma classe a regressar a modelos de acumulação e rentismo que existiram numa velha sociedade e que agora se recuperam como necessidade de uma burguesia que não consegue sobreviver sem os Estados e sem os seus partidos de Governo.
Podemos isolar uma “lumpen-burguesia” ou uma parte dessa ”lumpen-burguesia” da burguesia em geral, apesar de se saber que são co-proprietários de imensas empresas e multinacionais, nomeadamente pela via da detenção de acções, considerar que ela conforma uma “classe própria” dentro da classe burguesa global, apesar de ser numericamente menor, e dizer que é ela quem dita as regras aos governos predominantes no imperialismo global e é ela quem fez abortar ou tornar simbólicas as tímidas tentativas de regulação financeira global?
Se assim for poderemos colocar uma questão: perante um cenário em que esta parte ou esta “lumpen-burguesia” improdutiva e dependente se alastra: onde fica o problema da dialéctica? Se em termos de aplicação do capital em capital produtivo, burguesia e proletariado se encontravam numa relação dialéctica, em que um necessitava do outro (ainda que a relação de forças estivesse do lado da burguesia por deter o capital e meios de produção); que faz esta “lumpen-burguesia” para que seja necessária ao proletariado se nada produz e vive da dependência do Estado e do rentismo?
Neste caso a “lumpen-burguesia” necessita do proletariado porque necessita dos seus impostos para se manter como classe dominante e detentora do capital e do Estado como “plataforma funil” que encaminha os fundos à sua boca ávida e submete o proletariado. Mas qual é a relação dialéctica que o proletariado estabelece com esta classe, se ela se mostra inútil, se não cria postos de trabalho por ela, se depende do Estado e nesta dependência destrói o Estado social?
Poderemos afirmar que a “lumpen-burguesia” reconhece o extremo acirrar dessa contradição ao impor a aceleração do neoliberalismo, em particular na Europa?
Com este artigo não se pretende o encontrar de uma nova categoria social ou ideológica e sua definição, tão-só o espicaçar da interrogação dialéctica tão necessária aos novos tempos. Afinal, estes novos tempos vão tornando cada vez mais visível a necessidade de uma ruptura revolucionária.
Artigo de Moisés Ferreira
Oficina de Samba de Acção (17 e 18 de Setembro) no Contagiarte

Ritmos de Resistência
OFICINA DE SAMBA DE ACÇÃO
17 e 18 de Setembro
Local: Contagiarte, R. Alvares Cabral 372, Porto
Entrada Livre
A Resistência precisa de música!
contacta: RoRPorto@gmail.com
Contagiarte,
Rua Alvares Cabral 372
Ritmos de resistência?
Somos uma rede transnacional de bandas de samba-activista, fazemos uso dos ritmos em manifestação e acções directas.
Não tens de saber como tocar bem, mas sim ter vontade de ajudar a mudar o mundo de uma forma criativa e sem hierarquias.
Solidinner (11 de Set.) com a Plataforma Cargotopia que promove o Festival do Cais (25,25 e 26 de Set. em Vila Nova de Gaia)

Cargotopia, é uma plataforma que pretende criar respostas alternativas a temas políticos, sociais, culturais e ecológicos e realizar eventos em espaços não convencionais.
(Cargotopia is a platform of exchange between people from a very wide range of backgrounds to look for alternative answers towards social, political, cultural and ecological issues.)
No ano de 2008, destacou-se a participação da CARGOTOPIA na inauguração do Teatro Municipal de Lamego, com “Ardínia”, que se traduziu num de espectáculo de teatro de rua que contou com a participação de vários grupos locais. Salientam-se também as actividades que a CARGOTOPIA desenvolve desde a criação da plataforma em 2006, nomeadamente oficinas de navegação para jovens, em colaboração com o veleiro tradicional alemão Fridtjof Nansen. Em 2007 realizou o projecto de oficinas de navegação, com o agrupamento de escolas do Cerco, a bordo do veleiro Nordwest assim como residências e outras oficinas em Gaia e Setúbal. Em 2008, na Finlândia, colaborou na manutenção do veleiro cargueiro Estelle promovendo e um ciclo de forums e performances, apresentado em vários espaços nacionais e internacionais, que contaram com a presença de vários artistas.
Para este ano a plataforma Cargotopia, propõe um encontro, a realizar no Cais de Gaia, nos dias 24, 25 e 26 de Setembro. Tal como em anos anteriores será realizado um fórum sobre alternativas pedagógicas, arte social e comércio justo, além da apresentação de espectáculos e várias oficinas, ligadas a temáticas como ecologia, emigração e integração.
O encontro contará com a presença de participantes de países como Portugal, Brasil, Itália, Alemanha, Vietname, Áustria, Polónia, Argentina, México, França, Estados Unidos e Espanha.
O objectivo central deste encontro será o intercâmbio cultural e artístico entre os participantes e a comunidade portuguesa.
Festival do Cais (24 a 26 de Set.) promovido pela Cargotopia
Dia 24
TUNA MUSICAL DE SANTA MARINHA
20.h Abertura Oficial do CARGOTOPIA e Porto d’honra pela Niepoort
22.h Performance_TREN GO! SOUND SISTEM_Pedro Pestana_Portugal
Dia 25
14.h Oficinas de Escultura colectiva UNOPEZ_Dariusz Stachniak e Construção de Papagaios de papel_Escuteiros de St.Marinha_Centro Cultural Zé da Micha
15.h Performance_MADE IN TAIWAN_França-Portugal_Praça Douro Cais
16.h Performance_AIUÉ_Rosário Costa_Portugal_Centro Cultural Zé da Micha
17.h Performance_BAGAGEM DE MÃO_Joana Moraes _Portugal_Centro Cultural Zé da Micha
18.h Performance_STAR TIME_Eleonora Aira_Argentina_Praça Douro Cais
22.h Performance_GOLDEN RECORD_Roberta Vaz, Raquel Claudino, Anne-Maarit Kinnunen e Patrick Furness_Internacional_Tuna Musical de Santa Marinha
23.h Concerto Canal Zero_Portugal_Tuna Musical de Santa Marinha_entrada 5-
Dia 26
11.h Regata da Amizade pelo Sport Clube e Clube do Fluvial_no rio Douro
12.h Mareantes de Gaia _Portugal_Cais de Gaia
16.h Forum Cargotopia Ecologia, Navegação e Arte_Portugal, no Centro Cultural Zé da Micha
18.h Espectáculo de rua OLHOS NO HORIZONTE_Teatro Universitário do Porto na Praça Douro Cais e Plataforma CARGOTOPIA_Internacional, na plataforma do Sport Clube
18.45h Performance Butoh Caçador de Pérolas por Miltércio dos Santos_Brasil na plataforma do Sport Clube
21.h Filmmakers CARGOfilm Miguel Clara Vasconcelos, Rodrigo Areias, Miguel Lameiras, Ricardo Leite e Agnieszka Gawedzuka_Polónia e Portugal, no Centro Cultural Zé da Micha
22.h Performance Utopia Wall por Anke Kalk e Marie-Jolin-Koster_Alemanha
23.h Encerramento Oficial, na Tuna Musical de Santa Marinha
Permanentes no Centro Cultural Zé da Micha:
Instalação visual e sonora Somniciative por Christopher Reitmaier_EUA
Eco-Mercado e expresso lounge
Exposição fotografia e Grafismo_Nowhere por Agnieszka Gawedzka_Polónia Centro Cultural Zé da Micha
Residência de artistas da CargoCasa
Entretanto realiza-se uma residência para artistas, pedagogos, programadores, embarcadiços, historiadores de arte.filosóficos, realizadores e escritores que tenham um projecto em sintonia com a concepção da Plataforma Cargotopia.
The CARGOcasa artists’ residence
From 13 to 23 September 2010
CONTAGIARTE Oporto, Portugal
http://cargocasa.blogspot.com/
http://cargo-topia.blogspot.com/

7.9.10
Contra os mega-agrupamentos e o encerramento de escolas

«A forma como foi divulgada a lista de 701 escolas que, em princípio, já não abrirão em Setembro corresponde ao culminar de um processo marcado por uma atitude prepotente em que o desrespeito e a demagogia do ME e do Governo estiveram sempre presentes.
Fica claro, pela reacção de surpresa de diversos autarcas, que muitos municípios não deram o seu aval ao encerramento imposto e que, em inúmeros casos, as verbas que o governo transferirá ficam muito aquém do necessário. Exemplo disso, é o que já se conhece em Lamego, cuja câmara municipal terá de arcar com cerca de 80% da despesa acrescida com transportes.
Segundo o ME, as escolas a encerrar têm menos de 21 alunos, mas sabe-se que tal não corresponde à verdade. Só na região centro, mais de duas dezenas de estabelecimentos têm mais do que esse número de alunos.
Para que este processo fosse transparente – e não é! – a lista de escolas a encerrar deveria ter sido divulgada com diversos elementos que continuam a ser desconhecidos. Deveria, para além do nome da escola, ser referido o número de alunos, a taxa de insucesso verificada e a escola de acolhimento dos alunos. Isto, partindo-se do princípio de que, em todos os casos, havia acordo do respectivo município e dos pais, o que já se sabe não acontecer. Foram estes os dados que, há mais de dois meses, a FENPROF solicitou ao ME, mas, até hoje, não obteve resposta. Assim, em pleno mês de Agosto e a menos de 15 dias do início de um novo ano escolar, as direcções regionais de educação limitaram-se a informar quais as escolas que irão encerrar e nada mais, o que é manifestamente insuficiente.
Principais penalizadas com esta imposição, serão as mais de dez mil crianças que passarão, em Setembro a ter de frequentar outra escola, principalmente se não estiverem asseguradas deslocações de curta duração nas condições de segurança e conforto legalmente estabelecidas e se não houver uma resposta social adequada e de qualidade que assegure refeições gratuitas e ocupação dos tempos que medeiam entre o final das aulas e o regresso a casa.
Todo o discurso do ME em torno da qualificação do sistema e da promoção do sucesso, não passa de pura demagogia. Esta é uma medida que se enquadra na política economicista de um governo que decidiu encerrar serviços públicos, independentemente dos seus custos sociais e das consequências para o futuro de um país que, cada vez mais, assiste à desertificação de vastas zonas do território, como consequência desta política.
A FENPROF rejeita e reprova este encerramento de escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, cego e em massa, e estará atenta às condições de transporte e de acolhimento dos alunos deslocados. Por entender que decisões deste tipo exigem sempre um amplo consenso dentro da comunidade educativa, estará ao lado de quantos, por não terem sido ouvidos ou ter sido desrespeitada a sua posição, decidirem protestar e lutar contra o encerramento das escolas imposto pelo Governo.»
O Secretariado Nacional da FENPROF
19/08/2010
http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=399&doc=4966
Entretanto estão a multiplicar-se as tomadas de posiçao dos mais variados sectors ( professores, pais, câmaras municipais, políticos, sindicatos, etc) contra a implementação artificial dos mega-agrupamentos de escolas. Para ver apenas uma amostra dessas críticas, consultar:
http://www.fenprof.pt/?aba=27&cat=399&mid=115
Ao contrário do que se está a passar presentemente em Portugal, lá fora aposta-se no regresso a escolas mais pequenas !
A criação de grandes agrupamentos escolares que irá começar a tomar forma em Portugal no próximo ano lectivo está em queda noutros países, que já viveram a experiência e tiveram maus resultados.
Os novos agrupamentos, que juntam várias escolas sob uma mesma direcção, terão uma dimensão média de 1700 alunos, se bem que p número limite fixado foi de três mil estudantes !!!
Um estudo elaborado há uns anos pelo EPPI-Centre, de Londres, com base nas experiências dos países da OCDE, concluía que os alunos tendem a sentir-se menos motivados nas escolas maiores e que os professores se sentem menos felizes com o ambiente vivido nestas.
Na Finlândia, quase não existem escolas com menos de 21 alunos, mas 40 por cento têm menos de 50 estudantes e são apenas três por cento as que vão além dos 600. Outra norma obrigatória: para chegar à sua escola, as crianças não podem ser obrigadas a deslocar-se mais do que cinco quilómetros. Por cá, serão cada vez mais os alunos que terão de percorrer uma distância quatro vezes superior a esta
A Insurreição que vem, do comité invisível, já tem tradução em português nas edições antipáticas

Está já disponível graças às Edições Antipáticas a tradução para português do livro L´Insurrection qui vient do colectivo francês Comité Invisible e que foi oriiginalmente editado pelas Editions La Fabrique
“Este livro é assinado com o nome de um colectivo imaginário. Os seus redactores não são os seus autores. Limitaram-se a pôr um pouco de ordem nos lugares-comuns da época, naquilo que se sussurra nas mesas dos bares, por detrás das portas fechadas dos quartos. Não fizeram mais do que fixar as verdades necessárias, cujo recalcamento universal enche os hospitais psiquiátricos e os olhares de mágoa. Fizeram-se escribas da situação. É um privilégio das circunstâncias radicais que o rigor conduza logicamente à revolução. Basta falar daquilo que temos à frente dos olhos e não nos esquivarmos às conclusões.”
Como se faz um povo - seminário em Lisboa no dia 8 de Setembro com Tony Negri

MUSEU DA ELECTRICIDADE
Avenida Brasília Central Tejo
1300-598 LISBOA
Como se Faz um Povo é o tema de um Seminário integrado na exposição “Povo-People”, que se realiza a poucos dias do encerramento da exposição, é a oportunidade para apresentar e discutir os resultados dos trabalhos realizados e dar início a futuros debates.
Com:
António Guerreiro
Antonio Negri
Bruno Peixe Dias
Diana Andringa
Fernando Oliveira Baptista
João Pinharanda
José Manuel dos Santos
José Neves
Manuela Ribeiro Sanches
Nuno Nabais
PROGRAMA
10h15 Recepção dos inscritos
10h30 VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO
Com João Pinharanda e José Manuel dos Santos, respectivamente comissário artístico e comissário coordenador da exposição.
11h30 Debate: A HISTÓRIA E O POVO
Trinta e dois investigadores, entre os quais historiadores, antropólogos e sociólogos, realizaram trabalhos em torno das representações e práticas populares na História Contemporânea de Portugal. Esses trabalhos são ponto de partida para um debate que contará com as intervenções de Fernando Oliveira Baptista e de Manuela Ribeiro Sanches, assim como dos autores que participaram no livro Como se Faz um Povo – Ensaios em História Contemporânea de Portugal. A moderação do debate estará a cargo de José Neves, coordenador do livro e comissário científico da exposição.
Intervalo de Almoço
15h Conversa: O POVO FILMADO
A exposição “Povo-People” implicou um trabalho de pesquisa em arquivos de imagens em movimento que, do documentário à televisão, permitisse dar conta da história das práticas populares a nível da política, do trabalho ou dos lazeres, e de caminho permitisse questionar as mudanças nos modos de filmar o povo. Esse trabalho é o mote para uma conversa com Diana Andringa, comissária da exposição para o audiovisual e coordenadora da equipa que realizou os filmes.
16h15 Debate: A POLÍTICA DOS MUITOS
Na sua dimensão política, a palavra povo convoca o debate em torno dos sujeitos colectivos. A partir do livro A Política dos Muitos – Povo, Classes e Multidão, que reúne textos de autores como Eric Hobsbawm, Michel Foucault, Giorgio Agamben, Antonio Negri ou Jacques Rancière, António Guerreiro e Nuno Nabais intervêm num debate moderado por Bruno Peixe Dias, organizador do livro, juntamente com José Neves.
18h15 Conferência de Encerramento: ANTONIO NEGRI – ENTRE POVO E MULTIDÃO, O COMUM.
Nascido em Pádua em 1933, Antonio Negri é autor de inúmeros livros, tendo publicado recentemente Commonwealth. Com este livro, e depois de Império, uma das obras políticas que alcançou maior impacto no novo século, e de Multidão, Negri completou uma trilogia escrita em parceria com Michael Hardt e na qual os dois autores procuram construir uma nova gramática política, reactualizando experiências políticas e sociais dos anos 60 e 70 à luz dos actuais processos de globalização. Com tradução simultânea.
*Lotação limitada
Inscrições em:
fundacaoedp@edp.pt
210028130
BIOS
António Guerreiro é crítico literário e tradutor. Escreve semanalmente no semanário Expresso. Encontra-se a realizar uma tese de doutoramento na Faculdade de Letras sobre Walter Benjamin.
Antonio Negri é um investigador independente e autor de uma vasta obra, na qual se destacam a recente trilogia escrita com Michael Hardt (Empire, Multitude e Commonwealth), os estudos sobre Maquiavel, Espinosa e Marx, e os textos políticos dos anos 60 e 70
Bruno Peixe Dias é investigador da Númena – Centro de Investigação em Ciências Sociais e Humanas e do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.
Diana Andringa é jornalista e autora de vários documentários, o mais recente dos quais Tarrafal.
Fernando Oliveira Baptista é professor no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa e autor de vários livros sobre sociologia e economia rurais, entre os quais A Política Agrária do Estado Novo.
João Pinharanda é professor na Universidade Autónoma de Lisboa, consultor artístico da Fundação EDP e foi Director Artístico do Museu de Arte Contemporânea de Elvas, entre 2007 e 2010. Tem publicado vários textos sobre a História da Arte em Portugal.
José Manuel dos Santos é director cultural da Fundação EDP, colunista do jornal Expresso e Comissário Coordenador da Exposição “Povo-People”.
José Neves é professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador do Instituto de História Contemporânea da mesma universidade. É autor de Comunismo e Nacionalismo em Portugal – Política, Cultura e História no Século XX.
Manuela Ribeiro Sanches é professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigadora no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Recentemente organizou o volume Portugal não é um país pequeno. Contar a Império na pós-colonialidade.
Nuno Nabais é professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigador do Centro de Filosofia da Ciência da Universidade de Lisboa. É fundador e coordenador da Fábrica de Braço de Prata e autor de A Metafísica do Trágico. Estudos sobre Nietzsche.
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EXPOSIÇÃO POVO - People
A pergunta, «O que é o povo?» serviu de linha orientadora a esta exposição que propõe ao público/povo de hoje várias respostas possíveis através de uma nova reflexão visual, estética, simbólica, sociológica e política sobre a génese e a evolução do conceito de POVO.
o povo é sereno; o povo é quem mais ordena; ganharás o pão com o suor do teu rosto; casas do povo; se isto não é o povo, onde é que está o povo? ; queres fiado, toma… são alguns dos slogans e dizeres que grafitam os espaços do Museu da Electricidade, nos quais se exploram arquivos de som e de imagem, obras de pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo e cinema, textos literários, memórias e testemunhos populares e eruditos. Através do recurso a novas tecnologias, a exposição assume as características de uma «instalação» em permanente interactividade com o PÚBLICO – POVO. A Kameraphoto, colectivo de fotógrafos independentes, foi convidada a criar um mural dinâmico de fotografia.
POVOpeople oferece enquadramento para um projecto editorial, em parceria com a Tinta da China Edições, que se traduz no lançamento de três livros:
– Como se faz um povo Ensaios originais de investigadores portugueses acerca das práticas e representações populares, com apresentação de José Neves.
– A política dos muitos Antologia de textos teóricos de autores universais sobre os temas dos sujeitos colectivos (do POVO às «massas», entre outros).
– O que é o povo? Respondem… depoimentos de artistas, políticos, empresários, gestores, jornalistas e desportistas a propósito do conceito de POVO. À pergunta colocada respondem, entre outros, Aníbal Cavaco Silva, Frei Bento Domingos, Eduardo Lourenço, Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, Mário Soares, Paulo Teixeira Pinto, Vasco Graça Moura. Para além dos 40 depoimentos recolhidos, esta publicação contará com a participação de conceituados ilustradores. São eles Alice Geirinhas, João Fonte Santa, Henrique Cayatte, Luís Afonso e Cristina Sampaio.
A equipa de comissários reúne José Manuel dos Santos, Director Cultural da Fundação EDP (coordenação), José Neves, investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (comissariado científico), Diana Andringa (comissária para o audiovisual), e João Pinharanda, historiador e crítico de arte (comissariado artístico).
6.9.10
O astrofísico Stephen Hawking é peremptório: deus não criou o universo

No seu novo livro, o astrofísico Stephen Hawking defende que não há lugar para Deus nas teorias do universo e que este é fruto de um feliz acaso
"Não há lugar para Deus nas teorias da criação do universo." A frase contundente aparece no novo livro do físico Stephen Hawking, The Grand Design, em que o britânico defende que é provável que o universo tenha nascido do nada.
Sapatos e Ovos contra o criminoso de guerra Tony Blair em visita a Dublin



Entrevista à activista Kate O'Sullivan que no passado dia 4 de Setembro tentou deter Tony Blair, quando este compareceu ao lançamento de um seu livro numa livraria em Dublin. Infelizmente a polícia irlandesa preferiu deter temporariamente aquela cidadã em vez de prender o reconhecido crimioso de guerra ex-primeiro ministro britânico, Tony Blair.
Lisboa precisa de espaços autónomos

As geografias autónomas podem ser definidas como "espaços onde há um desejo de constituir uma forma de política, identidade e cidadania não-capitalista e colectiva, que se desenvolve a partir de uma combinação da resistência e criação e do questionamento e desafio das leis e normas sociais dominantes" (http://www.autonomousgeographies.org/ ).
Estes espaços, fora da lógica especulativa do mercado, permitem e incentivam o confronto de ideias e a criação livre. São espaços onde os sonhos de cada um podem ser trabalhados, articulados e experimentados, sem o peso da burocracia e as limitações criadas pelo sistema monetário aos estratos sociais menos privilegiados.
A Câmara Municipal de Lisboa pouco ou nada tem feito para promover o uso de edifícios devolutos, os quais poderiam dinamizar a cidade quando transformados em espaços emancipatórios auto-geridos. Pelo contrário, tem apoiado a lógica da especulação imobiliária, como no caso do Grémio Lisbonense, onde foi complacente com as manipulações legais do proprietário para desalojar uma associação centenária com vista a instalar um hotel de luxo. Com Santana Lopes, construiu um parque de estacionamento para desalojar a Kasa Enkantada e com Carmona Rodrigues desalojou a okupa da rua do Passadiço.
Contudo, experiências recentes como a Severa, o Regueirão dos Anjos ou a Terra de Ninguém, bem como a tentativa de encontrar um novo espaço para o Centro Social do GAIA, constituem exemplos de como, apesar das dificuldades, a mercadoria não consegue invadir todas as esferas da vida. Mesmo no seio da sociedade capitalista, é possível construir espaços onde os seus princípios são substituídos pela solidariedade, cooperação e horizontalidade entre pessoas.
Um pouco por todo o mundo, multiplicam-se as lutas em defesa dos espaços autónomos. Alguns casos incluem os centros sociais okupados Køpi 137 em Berlim, ou o Can Masdeu em Barcelona, muitas das quais atingem dimensões transnacionais, num contexto global de luta contra a precariedade e contra a opressão dos movimentos sociais.
Fonte: http://pt.indymedia.org/conteudo/editorial/2248
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GAIA Lisboa precisa de sede
O núcleo de Lisboa da associação GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental) procura um novo espaço para a associação! Nos últimos três anos o GAIA contou com um espaço na Mouraria, alugado ao GDM (Grupo Desportivo da Mouraria), onde desenvolveu um projecto de um centro social e ambiental onde se desenvolveram diferentes actividades, abertas a todos: biblioteca, horta popular, jantares populares, grupo de teatro, núcleo de línguas, centro de explicações, filmes, debates, oficinas, educação ambiental, loja grátis, entre outros.
No entanto, com a recente mudança de direcção do GDM, o panorama alterou-se e a nova direcção diz que precisa de mais espaço para estender as modalidades desportivas, o que inclui recuperar as salas que o GAIA alugava, tal como o escritório, a sala de reuniões, a biblioteca e a loja grátis.
Assim sendo estamos à procura de um novo espaço para o GAIA, incluindo um escritório e, na situação ideal, um espaço mais amplo com condições para assegurar as actividades do GAIA. Estamos dispostos a negociar os requisitos deste espaço e estamos também abertos a partilhar espaços com outras associações, com vista a poupar recursos e ao mesmo tempo criar as sinergias necessárias para a construção de um movimento social mais forte.
Lisboa precisa de espaços sociais não formatados, de espaços livres para criar pensamento, modos de vida mais participativos, activos e justos. O GAIA pretende activar-se dentro destes espaços! Activa-te também: vem criar espaço livre!
Espalha a mensagem entre os teus contactos!
Para mais informações, contactar: lisboa@gaia.org.pt
Activismo social através da convivialidade comensal: comida e política numa zona temporária vegana

Tese de Mestrado sobre Activismo social através da convivialidade comensal: comida e política numa zona temporária vegana (Activism through Commensality: Food and Politics in the Temporary Vegan Zone)
Para consultar a tese de Mestrado: ver AQUI
Excerto inicial de apresentação da tese escrita:
Os problemas actuais do sistema alimentar global de produção, distribuição e consumo industrial de carne e o seu impacto nocivo no meio ambiente levaram investigadores e instituições como a FAO a concluir que a ingestão de menos carne e a adopção de uma dieta alimentar vegetariana – ou mesmo «vegana»1 – reduziria o impacto das emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE).
Do ponto de vista temático, o presente estudo etnográfico/dissertação tem como base o trabalho de campo que efectuei em 2009, observando e participando, ao longo de quatro meses, nas actividades de um grupo de activistas ambientais sediado em Lisboa. O estudo teve como objecto o «Jantar Popular»2 (JP) que o GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, uma ONGA3 – faculta todas as quintas-feiras, à excepção do mês de Agosto.
Esta organização pretende a mudança social através de «acções directas», de que o JP é exemplo, propondo a alternativa de uma dieta alimentar «vegana» como estratégia política para contrariar as pressões do sistema alimentar global corporativo relativamente à nossa dieta alimentar. No JP, o GAIA encontrou a ferramenta perfeita para exercer activismo político através da comensalidade. Quando as pessoas comem juntas, comungam em torno da comida.
Paralelamente, o JP torna-se uma Zona Vegana Temporária (ZVT), na senda da «communitas» de Victor Turner, ou seja, como lugar onde as pessoas podem transcender a sua experiência quotidiana da alimentação.
Em suma, esta dissertação aborda o Jantar Popular na sua vertente de refeição ritualizada em que a comida exprime as escolhas políticas e culturais em termos de dieta alimentar dos participantes, desenvolvendo e reforçando simultaneamente a noção de que estes comungam de uma mesma crença.
O termo «vegano/a», traduzido directamente do Inglês (vegan) refere-se a um estilo de vida e a uma dieta alimentar que implica o não consumo de produtos ou alimentos provenientes de animais vivos ou mortos (carne, lã, pele, mel, leite, ovos, por exemplo). Apesar de a palavra não ter sido ainda oficialmente adaptada à grafia e à fonética portuguesas, optou-se pelo termo que a organização objecto de estudo neste trabalho (GAIA) utiliza .
Marinaleda - Uma aldeia andaluza que é um modelo de cooperação e de autogestão contra todos os centralismos
Marinaleda = 2600 habitantes,Marinaleda= 0 banqueiros
Marinaleda = 0 Promotores imobiliários
Marinaleda = 0 Especuladores
Marinaleda = 0 polícias
Marinaleda = 0 desempregados
O município de Marinaleda tem uma longa tradição de luta travada pelos jornaleiros rurais o que explica o actual modo de vida existente naquela comunidade andaluz.Em Marinaleda não há desemprego, nem guarda municipal, nem muito menos pároco.
Marinaleda está governada desde 1979 pelo Colectivo de Unidad de los Trabajadores - Bloque Andaluz de Izquierdas (CUT), partido de esquerdas e andalucista. No ano de 1986 o CUT, juntamente com outras organizações, criaram a Izquierda Unida, movimento que desde então governa o municipio.
http://www.marinaleda.com/inicio.htm
Marinaleda - Uma aldeia andaluza que é um modelo cooperação e de autogestão
por Mohamed Belaali
"Avenida da Liberdade", "Rua Ernesto Che Guevara", "Praça Salvador Allende, "Paz, Pão e Trabalho", "Desliga a TV, acende a tua mente", "Uma utopia rumo à Paz", etc são os nomes de ruas, de praças e dos slogans de uma aldeia andaluza não longe de Córdoba e de Sevilha que o visitante estrangeiro descobre no fim de uma estrada sinuosa em meio a campos de oliveiras, de trigo cortado e seco ao sol.
A rua principal da pequena aldeia com cerca de 3000 habitantes conduz directamente ao ayuntamiento dirigido por Juan Manuel Sánchez Gordillo, que ganhou todas as eleições por uma ampla maioria e isto desde há mais de trinta anos.
Juan Manuel é um homem simples que recebe os visitantes no seu gabinete, que ostenta um grande retrato de Ernesto Che Guevara, espontaneamente e naturalmente sem agendamento nem protocolo. Ele não hesita em deixar o seu gabinete para mostrar as casas brancas situadas em frente ao edifício e construídas colectivamente pelos próprios habitantes em terras oferecidas quase gratuitamente (15,52 euros por mês) pela comuna. Esta põe igualmente à sua disposição a ajuda de um arquitecto e de um mestre-de-obras. A região contribui com o grosso do material de construção. Promotores imobiliários, especuladores e outros parasitas não têm aqui lugar. A habitação deixa assim de ser uma mercadoria e torna-se um direito.
Juan Manuel fala com entusiasmo e orgulho das numerosas realizações dos habitantes do seu município, com números e gráficos para confirmar.
O empregado do café "La Oficina", um pouco afastado do ayuntamiento, relativiza um pouco as afirmações daquele dirigente mas confirma, no essencial, os avanços sociais da aldeia, nomeadamente a concessão dos terrenos àquelas e àqueles que precisam de uma habitação, primeira preocupação dos espanhóis. Ele confirma também a ausência total da polícia, símbolo da repressão estatal. Com efeito, os habitantes não experimentam qualquer necessidade de recorrer aos seus "serviços". Aqui os problemas de criminalidade, de delinquência, de vandalismo, etc estão ausentes. Eles pensam gerir e resolver eles próprios os problemas que possam surgir entre si. De qualquer forma, desde a partida para a reforma do último polícia, não consideraram útil substituí-lo.
Frente ao "La Oficina" ergue-se um edifício sobre o qual se pode ler "Sindicato de Obreros del Campo" e "Casa da Cultura". Mas esta grande sala serve igualmente como café, bar e restaurante. É um lugar de inter-relacionamento, debates, festa e convivialidade. É ali também que se encontram, a partir da madrugada, os trabalhadores agrícolas para um pequeno-almoço colectivo antes de partirem juntos para uma jornada de trabalho de 6h30 nos campo de "El Humoso", a 11 quilómetros da aldeia.
Esta terra andaluza, hoje trabalhada colectivamente, é testemunha de um passado carregado de acções, ocupações, manifestações, greves, marchas e processos nos tribunais. E é graças a esta luta muito dura e realmente popular que esta terra (1200 hectares) foi arrancada a um aristocrata da região, o Duque do Infantado. Nesta Andaluzia profunda as mulheres, apesar dos pesos sociais e dos preconceitos, desempenharam um papel determinante neste combate para que a terra pertença àquelas e àqueles que a trabalham.
Hoje "estas terras não são a propriedade de ninguém e sim de toda a comunidade de trabalhadores", como dizem os habitantes da aldeia.
Mas para estes operários, não se trata apenas de recuperar as terras, mas também de construir "um projecto colectivo no qual um dos objectivos é a criação de empregos e a realização da justiça social".
Foi assim que nasceu o conjunto das cooperativas que produzem e distribuem uma série de produtos agrícolas de grande qualidade que exigem ao mesmo tempo uma mão-de-obra abundante: azeite, conservas de alcachofras, pimentão vermelho, favas, etc. Os produtores directos destas riquezas trabalham de 2ª feira a sábado com um remuneração diária de 47 euros, qualquer que seja o seu posto ou seu estatuto. O excedente que resta é re-investido na empresa comum na esperança de criar mais empregos e permitir assim que todos trabalhem conforme o seu projecto colectivo. Eles tentam por a economia ao serviço do homem e não ao serviço do lucro. O desemprego aqui é quase inexistente, ao passo que ultrapassa os 25% da população activa na Andaluzia e 20% em toda a Espanha!
Em "El Humoso" as operárias e os operários falam com uma certa emoção da sua cooperativa, do seu trabalho, dos seus produtos, da solidariedade e da convivialidade que reinam entre eles. Mas evocam igualmente o temor de ver a sua unidade estalar por causa dos seus inimigos que pensam ser numerosos na região e mesmo em toda Espanha. Nos seus relatos revela-se muita convicção e muita humanidade.
Manolo, um operário da cooperativa, fala com carinho, como se se tratasse de uma pessoa, da máquina de extrair o azeite da azeitona, de que ele cuida. Não hesita em explicar o seu funcionamento, a manutenção de que precisa, etc a todos os visitantes. Fala igualmente com respeito do seu companheiro de luta, o presidente Juan Manuel que considera como "el ultimo" desta categoria de homens capazes de arrostar um tal desafio e de conjugar num mesmo movimento pensamento e prática. Manolo evoca também a vida ascética do autarca da aldeia, as prisões e as perseguições judiciais que sofreu e o atentado do qual escapou. Com insistência, Manolo convida o visitante a retornar à cooperativa no mês de Dezembro ou Janeiro para admirar o trabalho de extracção do azeite.
Mas na aldeia não há nem hotel nem pensão para uma eventual estadia. Entretanto, a municipalidade põe graciosamente à disposição dos visitantes pavilhões os quais podem igualmente, se quiserem, partilhar o alojamento de alguns habitantes por uma quantia simbólica como em casa de António na avenida principal da aldeia. António acolhe calorosamente seus convidados com os quais gosta de falar da originalidade da sua aldeia e parece feliz por viver ali: "agora, dizia ele, vivemos em harmonia aqui".
Vivem igualmente em harmonia com os habitantes da aldeia os trabalhadores imigrdos, também eles contratados pela cooperativa de "El Humoso". Segundo diz o empregado do café da delegação sindical estes homens e mulheres fazem parte integrante da comunidade dos trabalhadores e participam como os outros nas decisões tomadas em assembleias-gerais. Com efeito, estas famosas assembleias fazem-se numa grande sala junto à delegação sindical onde ao lado das cadeiras brancas de plástico há toda espécie de louça e de toalhas armazenadas, provavelmente à espera de uma próxima festa popular. A sala é também ornamentada por um imenso e esplêndido quadro no qual se podem ver homens e mulheres em linhas cerradas antecedidos por dois homens e uma mulher com uma criança nos braços, todos a marcharem para a mesma direcção. "Hoje às 20h30, assembleia-geral na delegação sindical", diz a menagem difundida incansavelmente por uma camioneta que percorre todas as ruas da aldeia, convidando os habitantes à reunião para decidir os seus assuntos.
Eles organizam também os chamados "Domingos vermelhos" em que voluntários encarregam-se gratuitamente, entre outras coisas, de limpar e embelezar a sua comuna: manutenção dos passeios e jardins públicos, plantação de árvores, etc. A aldeia é não só uma das mais seguras como também a mais limpa da região!
A aldeia é relativamente rica em equipamentos colectivos em comparação com as comunas vizinhas. Os habitantes podem banhar-se durante todo o Verão na piscina municipal pela módica quantia de três euros. O infantário para crianças não lhes custa senão 12 euros por mês, refeições incluídas. O complexo desportivo "Ernesto Che Guevara", bem conservado, permite-lhes que pratiquem vários desportos como futebol, ténis ou atletismo.
Durante o Verão, os habitantes assistem regularmente à projecção de filmes ao ar livre no parque natural. Debates, conferências, filmes e apoio aos povos oprimidos, nomeadamente aqueles que estão injustamente privados do seu território, fazem parte da vida cultural e política da aldeia. Juan Manuel usa muitas vezes, ostensivamente, o lenço palestino.
O desporto, a cultura, as festas etc são direitos abertos a todos, tal como o trabalho e a habitação. O desenvolvimento tanto material como intelectual de cada indivíduo é, aqui, a condição do desenvolvimento de todos.
Vá a Marinaleda ver e verificar a realidade desta "utopia". Vá ao encontro destes homens e destas mulheres admiráveis que conseguiram construir, graças ao seu trabalho diário e às suas convicções – e em meio a um oceano de injustiças, desgraças e servidão – uma sociedade diferente. O capitalismo, pelas suas crises repetitivas e o perigo que representa para o homem e a natureza, não tem futuro. O exemplo concreto e com êxito de Marinaleda mostra que uma outra sociedade é possível.
XXIV Festival da Poesia no Condado (4 de Setembro de 2010) em Salvaterra de Minho
http://www.scdcondado.org/index.htm
Poesia dita
XXIV Festival de poesia do Condado com música portuguesa



