23.6.10

O advogado e a advocacia popular como prática contra-hegemónica do Direito (comunicação no CES em Coimbra, dia 28/6)


Advocacia Popular: práticas no uso contra-hegemônico do direito

Por Flávia Carlet, Universidade de Brasília

28 de Junho de 2010, 17:00, Sala de Seminários do CES, Coimbra

Entrada livre - Atribuição de certificado de participação


http://www.ces.uc.pt/eventos/evento237.php

Apresentação
A atividade consistirá na apresentação e discussão do projeto de investigação sobre os advogados populares no Brasil atuantes na defesa dos movimentos sociais de luta pela terra. A partir de suas percepções e vivências busca-se analisar os elementos caracterizadores desta pratica jurídica e suas especificidades, bem como compreender em que medida a advocacia popular tem contribuído para o uso contra-hegemônico do direito.


Nota biográfica
Mestranda em Direito pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade de Brasília - enfoque na linha de pesquisa “O Direito Achado na Rua”. Integrante da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (RENAP).


RENAP - Rede nacional de Advogados e Advogadas Populares


A RENAP é uma rede descentralizada, autônoma, organizada em nível nacional ( no Brasil) que congrega advogados e advogadas engajados ou próximos às causas dos movimentos sociais. Eles atuam de forma horizontal, sem hierarquia entre seus participantes, não havendo distinção de raça, sexo e religião, com o objetivo de prestar assessoria jurídica aos movimentos sociais, especialmente àqueles vinculados as questões de terra.

Os membros da RENAP não aceitam o sistema capitalista como modelo econômico opressor, nem o liberalismo burguês exacerbado como sistema sócio-político. Combatem as injustiças sociais sofridas por grande parte da população e lutam pela democracia, entendida como a concretização das liberdades individuais e materialização da igualdade de oportunidades

A advocacia popular está voltada, portanto, para os segmentos subalternizados e enfatiza a transformação social a partir de uma atuação profissional que humaniza o indivíduo, politiza a demanda jurídica e cria estratégias de luta e resistência, encorajando a organização coletiva

Sobre a figura do advogado popular a socióloga Mandach refere:«Ao mesmo tempo em que é um profissional e um opositor do sistema político vigente no exercício de sua atividade, ele atua dentro do sistema judiciário, conhecendo as regras do jogo e a utilização do ordenamento jurídico e suas práticas informais.

O advogado popular deve priorizar a defesa dos direitos e deveres coletivos, enfatizando os direitos e garantias fundamentais sustentados na Constituição Federal. Ao mesmo tempo em que se empenham na auto-aplicação de direitos garantidos pela Constituição, os advogados populares também recorrem aos Códigos Legalistas, ressalvando que o direito não tem seu fim exclusivamente na lei, se utilizando também das diversas relações humanas existentes na sociedade. Portanto, à medida que o advogado popular se apropria da linguagem do poder, atuando no campo jurídico e compartilhando valores de justiça social com grupos sociais marginalizados, fazendo valer direitos fundamentais, individuais e coletivos e conquistando agentes do sistema judiciário para aplicar estes direitos, se torna um importante mediador entre diferentes realidades e lógicas .

A RENAP congrega, hoje, centenas de profissionais da advocacia que atuam em todo o Brasil. A maioria deles está ligada aos movimentos de luta pela terra, embora existam também aqueles que atuam em movimento indígena, de mulheres, de proteção e defesa da criança e do adolescente, movimento de sem-teto, movimento sindical, etc. Os advogados populares ligados à RENAP são os que melhor representam o ideal “justiceiro” de advogados que atuam como intelectuais orgânicos da transformação social.

Esta rede não tem personalidade jurídica, possui coordenação informal e é constituída por
articuladores espalhados pela maioria das regiões do país, reunindo, anualmente, a maioria dos seus profissionais. A denominação Rede foi inspirada no fato de que os profissionais do Direito que a integram sentiam a necessidade de uma instrumentação ágil, como a do computador, para que, em tempo real, como é sempre o das demandas que solicitam os seus serviços, pudessem trocar entre si informações sobre os problemas que estivessem enfrentando, no sentido de melhor promoverem e assegurarem os direitos e interesses daqueles que procuram seus serviços

A Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (RENAP) apresenta-se como um importante mecanismo na construção de estratégias para a efetivação dos direitos humanos e sociais, atuando na proteção dos direitos civis e políticos, principalmente quando da sua violação resultarem profundas injustiças sociais.

Fonte da informação:
www.nepe.ufsc.br/controle/artigos/artigo78.pdf

20.6.10

Ecotopia Biketour 2010 começa no próximo dia 26 de Junho sob o lema da Justiça Climática





http://www.ecotopiabiketour.net/

O que é o Ecotopia Biketour?
É uma eco-comunidade móvel que se desloca em prol da sensibilização e defesa do ambiente. Este ano o lema é a justiça climática. Para saber mais:
http://www.ecotopiabiketour.net/about

Rota do Ecotopia Biketour de 2010:
A rota começará no northern Yorkshire, England ( a 26 Junho), atravessará o país de Gales para, depois, chegar ao continente europeu por via marítima, prosseguindo por França, Bélgica, Holenda até chegar ao destino, Colónia, na Alemanha, num total de 1500 Km ao longo de dois meses.


Para ver as datas e inciaitivas ao longo do percurso, consultar:
Junta-te a nós este verão: Vamos pedalar pela Justiça Climática!

Não estamos preocupados com as nuvens de cinza de vulcão se meterem no nosso caminho: vamos pedalar de North Yorkshire (Reino Unido), via Oxford, Bristol, Caen, Le Havre, Calais, Ostende e Bruxelas até Cologne (Alemanha). O percurso, de 1800km, irá seguir mobilizações pela Justiça Climática e demorará mais de 2 meses: de 26de Junho a 31 de Agosto de 2010.
Se te queres juntar a (uma parte) da biketour, estás convidado!
Preenche o formulário de registo aqui!

A Ecotopia Biketour não é apenas uma viajem a pedal por panoramas pitorescos, é também preenchida por acções e campanhas por mais justiça ambiental e social!

Vamos participar em campanhas em vários dos locais que passarmos: apoiar comunidades na linha da frente da reivindicação de terras contra industrias poluidoras; acabar com os mitos sobre a energia nuclear; participar em acções directas contra as industrias de carvão e petróleo; assinalar alternativas às expansões de auto-estradas; apoiar a transição para cidades livres de carros; ao mesmo tempo organizando nós mesmos a forma como queremos que problemas globais sejam resolvidos. Cada semana poderá haver workshops, discussões e (sem duvida) diversão e jogos.

As duas paragens mais longas serão no Climate Camp Francês em Julho e no Climate Camp Alemão em Agosto. Por todo o caminho espera conhecer, visitar e aprender das comunidades locais que agarram o desenvolvimento sustentável pelas suas próprias mãos: feito em casa, produção local, permacultura, energias renovaveis, reciclagem, preservação de reservas naturais... E vai haver muito mais: a Ecotopia Biketour é o que fizermos dela.

Junta-te a nós se:
A)consegues pedalar pedalar uma media de 50 km por dia (provavelmente com alguns dias a chover!)
B)Justiça social e ambiental interessam-te
C)e queres fazer parte de um grupo onde se usa o consenso como processo de decisão e
queres ajudar nas tarefas diárias tais como preparar refeições, limpar e arrumar os locais de descanso e puxar os atrelados.


Para participares tens de ler tudo sobre a Biketour no nosso website e preenche o formulário de registo logo que possas:
http://www.ecotopiabiketour.net/join-us/registration
Depois: descobre se precisas de um visa para algum dos países em que passamos: Reino Unido [uma zona de visa] e França, Bélgica, Holanda e Alemanha [zona de visa "Shengen"]. Contacta-nos, para sabermos como te podemos ajudar a pedir o teu visa.

Se usas o facebook, podes juntar-te ao evento aqui e à nossa página no facebook aqui... seguir-nos no Twitter é também possível!

Cada pessoa paga uma cota diária de 4 a 8 euros por dia (aqueles com uma situação económica melhor talvez um bocado mais do que aqueles com menos dinheiro). Esta cota deve ajudar a cobrir tudo - esforço para organização, vários eventos, acções, workshops, três refeições vegetarianas por dia e um sitio para montar a tenda.

Se te juntares ao inicio: vamo-nos encontrar na manhã de 25 de Junho em Londres.
À tarde podemo-nos juntar à Massa Critica Londrina.

O inicio a pedal da Biketour 2010 será em North Yorkshire na tarde de 26 de Junho, a localização exacta será anunciada em breve (quando encontrarmos um local apropriado para acampar dia 26 à volta de 100km a norte de York).

Podes também juntar-te a nós em qualquer outro ponto da nossa rota - mas por favor avisa-nos com antecedência onde e quando podemos esperar encontrar-te. O nosso itinerário está a ficar mais estável a cada dia que passa.

Há bastantes dicas e conselhos que podiamos dar para te preparares para a biketour, mas para manter este convite com um tamanho decente, é melhor tu entrares e pesquisares no nosso website e wiki para ver toda a informação que já está por lá.

Se tens alguma questão, pergunta!
Esperamos ver-te em breve!


Kaos no jardim é o tema deste ano do festival internacional de jardins de Ponte de Lima (28 de Maio a 31 de Outubro)

“O caos é impensável, já que a mistura é uma ordem e não há para o espírito do homem, ou no espírito do homem, nada que não seja relação. O que acontece é que chamamos desordem à ordem que nos não agrada, ao conjunto de relações em que não entendemos ou não aceitamos a relação connosco”. Agostinho da Silva



O Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima exibe, na edição de 2010, onze projectos subordinados ao tema “Kaos no Jardim”, tendo recebido 77 propostas provenientes de 15 países. A selecção final recaiu em projectos oriundos de Portugal (2), Áustria, Brasil, Espanha (2), França, Holanda, Irlanda, Itália e Sérvia.

O tema arrojado convida à concepção vanguardista dos 11 jardins seleccionados que formam um conjunto inovador que irá contribuir para novas percepções e entendimentos no que concerne às muitas formas de intervir nos espaços.

O certame já atingiu um nível de qualidade superior e que, para além do vanguardismo citado, apresenta um alto grau de criatividade e abordagens artísticas e conceptuais da mais elevada escala, como atestam os títulos das intervenções: Blank Garden (Portugal), Dark Rift / Fenda Escura (França), The Garden of Global Warning / O Jardim do Aviso Global (Irlanda), At The Beginning There Was... / E no princípio houve... (Áustria), El Kaos del Universo / O Kaos do Universo (Espanha), Kaleidoscope Garden / Jardim Caleidoscópio (China), EarthQuake / Terramoto (Espanha), The Butterfly Experience / A Experiência Borboleta (Holanda), O Jardim das Incertezas (Brasil), So That Tomorrow Might Be Not Looking Like Today / Para Que Amanhã Possa Não Parecer Hoje (Itália), Butterfly Effect / Efeito Borboleta (Sérvia) e Kaos Suspenso (Portugal).

http://www.festivaldejardins.cm-pontedelima.pt/


Os três labirintos que se inserem na zona do Festival procuram acrescentar um pouco mais de simbolismo a todos estes jardins, ao mesmo tempo que estimulam a criatividade.
As três formas diferentes dos labirintos têm cargas imaginativas distintas.

Labirinto do Conhecimento

Trata-se do primeiro labirinto com que o visitante se depara e que, ao percorrê-lo, terá a surpresa de poder visualizar o conjunto dos jardins a partir da torre mirante - e a partir daqui ter o conhecimento que lhe permite decifrar os enigmas destes espaços.

Labirinto da Sabedoria

O labirinto da sabedoria acumulada após a visita aos doze jardins. A descoberta deste caminho será também a descoberta da felicidade? Ou da angústia da realidade que construímos à nossa volta?
Serão os labirintos desenhos? Criações infantis? Estarão no nosso imaginário infantil como locais a desvendar, onde podemos vaguear e descobrir um rumo? Serão os labirintos flores desenhadas por crianças?

Pede-se a uma criança: Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase que não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era de mais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!
As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor; e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!

José de Almada Negreiros
A Invenção do Dia Claro - A Flor


Labirinto de Ariadne

O labirinto de Ariadne remete-nos para a mitologia Grega e para a lenda do minotauro, ou seja, para a história mitológica. É fundamental conhecer o passado para sabermos construir o nosso futuro de forma mais equilibrada e socialmente justa. Falta-nos muitas vezes este fio de Ariadne para conseguirmos ganhar as lutas do nosso quotidiano.
As roseiras deste labirinto tem os espinhos como carga simbólica principal.

Quando Teseu chegou a Creta para lutar com o Minotauro, Ariadne, filha de Minos e de Pasífae, viu-o e sentiu por ele um violento amor. Para lhe permitir descobrir o caminho no labirinto, onde se encontrava o Minotauro, deu-lhe um novelo de fio, que ele desenrolou, e que lhe indicou o cal7Jinho de regresso. Depois, fugiu com Teseu, para escapar à cólera de Minos. Contudo, não chegou a Atenas. Tendo feito escala na ilha de Naxos, Teseu abandonou-a, adormecida,ao mar. As explicações que se dão desta traição variam segundo os autores; Ou terá sido porque Teseu amava outra mulher que ele abandonou deste modo Ariadne ou, então, terá sido por ordem dos deuses, pois os destinos não lhe concediam que a desposasse. Mas Ariadne, quando acordou de manhã e avistou, desaparecendo ao longe, as velas da embarcação do seu amante, não se abandonou por muito tempo à dor. Logo de seguida, chegaram Dionísio e o seu séquito. Fascinado pela beleza da Jovem, o deus desposou-a e levou-a para o Olimpo. Como presente de núpcias deu-lhe um diadema de ouro, obra de Hefesto... Este diadema tornou-se depois uma constelação.

Pierre Grimal
Dicionário da Mitologia Grega e Latina.

2ª Okupação do coreto do Jardim da Estrela (26 e 27 de Junho)



2ª OKUPAÇÂO DO CORETO DO JARDIM DA ESTRELA
Sábado, 26 de Junho de 2010 desde as 15:00 até Domingo, 27 de Junho de 2010 às 23:00
Local: Jardim da Estrela em Lisboa


Música, convívio, e muito mais...num ambiente informal e descontraído

Seminário sobre O direito e as lutas pela terra no Brasil e no México (22 e 29 de Junho no CES em Coimbra)

Este ciclo temático no CES visa apresentar, a partir de investigações empíricas, o papel do direito e as dinâmicas das lutas agrárias e indígenas no Brasil e no México. O programa contempla dois seminários. O primeiro seminário procura dialogar sobre a possibilidade emancipatória do direito, com a participação de Boaventura Sousa Santos, Mariana Trotta Quintans, Fernanda Maria Vieira, Orlando Aragón Andrade e Maria Paula Meneses. No outro seminário, Angus Wright fala-nos sobre as diferentes formas de luta dos trabalhadores agrícolas face ao uso massivo de pesticidas que comprometem a sua saúde, ambiente e futuro económico. O ciclo destina-se a investigadores, estudantes e público em geral.

Programa

22 de Junho de 2010, 15:30, CES

Pode o direito ser emancipatório? Análises de continuidades e mudanças nas justiças criminal, agrária e indígena a partir de estudos do Brasil e do México
Procurando dialogar com a proposta de Boaventura de Sousa Santos, sobre as situações em que o direito pode jogar um papel emancipatório, este seminário apresenta os resultados de pesquisas empíricas em curso no Brasil e no México. As análises estarão centradas nas possibilidade do uso do direito como instrumento de emancipação social, para a promoção da cidadania e da participação.

Maria Paula G. Meneses, CES
Mariana Trotta Quintans (CES e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
Fernanda Maria Vieira (CES e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
Orlando Aragón Andrade (CES e Universidad Autónoma Metropolitana, Mexico)
Boaventura de Sousa Santos (CES)


Programa

15h30 – Apresentação - Maria Paula G. Meneses, CES

15h40 - Os conflitos de terra no judiciário na região norte do Brasil- Mariana Trotta Quintans (CES e CPDA/UFRRJ)

A América Latina é palco de fortes conflitos pela posse da terra. Para mediar estes conflitos, alguns países criaram estruturas específicas junto ao Poder Judiciário, como o Tribunal Agrário e os Juizados de Terras no Peru em 1969, o Tribunal Agrário na Venezuela em 1976, ou ainda os Juizados Agrários na Costa Rica, em 1982. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 estabeleceu no art.126 a criação de varas agrárias pelos Tribunais de Justiça para “dirimir conflitos agrários”. Diante desta previsão legal, a partir de 2001, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará começou a aprovar a criação de varas agrárias em diferentes municípios do Estado. Atualmente, o Estado se divide em cinco regiões agrárias, possuindo cada uma destas sedes a sua vara agrária (municípios de Altamira, Redenção, Marabá, Santarém e Castanhal). A primeira vara agrária foi instalada em 2002, na região sudeste paraense, na cidade de Marabá. A pesquisa de doutorado investiga a relação do poder judiciário e dos conflitos de terra no Brasil através do estudo destas vara especializada no sudeste paraense. Na pesquisa procura-se estudar como se dá a mediação dos conflitos coletivos pela posse da terra nesta nova esfera do judiciário, atráves de entrevistas com os atores sociais envolvidos nos conflitos de terra, da análise dos processos judiciais relativos a estes casos e da observação do funcionamento da vara agrária (com a participação em audiência). Esta apresentação dá conta dos resultados parciais desta investigação e os acúmulos teóricos e metodológicos apreendidos no estágio doutoral junto ao CES.

16h10 - O Sistema Judicial e a Criminalização da Luta pela Terra - Fernanda Maria Vieira (CES e CPDA/UFRRJ)

Em 2007, a partir de um dossiê elaborado pelo Batalhão da Polícia Militar, que se propunha a investigar as ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST e seus vínculos com as FARC na região Norte do Rio Grande do Sul, uma série de ações jurídicas foram desenvolvidas. Estas ações apontam para um conflito que ultrapassa a disputa entre os proprietários da fazenda e o MST, contando com a atuação significativa dos Judiciários Estadual e Federal de Carazinho e do Ministério Público Estadual e Federal, onde se destacam a ação penal com base na Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7170/83) - lei esta do regime de exceção-, e Ações Civis Públicas para impedir desde o funcionamento das escolas itinerantes do MST até o impedimento da permanência de acampamentos nos acostamentos das estradas públicas. O resgate da história, bem como a análise do discurso jurídico que gestou a ação penal (nº ação nº 2007.71.18.000178-3) com base na Lei de Segurança Nacional, revelam não apenas uma trajetória judicial, mas o conflito entre dois movimentos antagônicos (MST X FARSUL) e a rede complexa de poder que vai se estruturando na disputa pelo território.
Esta pesquisa recuperou a trajetória de vida dos agentes judiciais que atuaram nesses processos. Pretendemos assim apresentar no seminário uma análise parcial da fala dos operadores a partir dos marcos teóricos apreendidos nos seminários realizados no CES.


16h40 – Discussão

17h00 – De los jueces de tenencia a los jueces comunales. Transformaciones en el campo jurídico de las justicias indígenas en Michoacán, México - Orlando Aragón Andrade (CES e Universidad Autónoma Metropolitana, Mexico)

El proceso de oficialización de las justicias indígenas en México comenzó a partir de 1992, cuando por primera vez la constitución mexicana reconoció explícitamente la existencia de los pueblos indígenas. A partir de ese momento se desencadenaron una serie de reformas legales en los Estados de la República que tuvieron como finalidad materializar los nuevos derechos de los pueblos indígenas, entre ellos él de aplicar “su propia justica”. La forma en que la inmensa mayoría de las entidades federativas procesaron tal reconocimiento fue a través de la creación de juzgados incorporados y dependientes (tanto administrativa, como jurisdiccionalmente) de los distintos poderes judiciales y de la producción de marcos legales para la regulación de dichos juzgados y de la justicia que en ellos se aplica. Esta transformación ocurrió en Michoacán en 2007 con el establecimiento de los juzgados comunales y la desaparición de los juzgados de tenencia que hasta ese momento funcionaban, de facto, como la instancia de justicia indígena en la entidad, aunque no tuvieran reconocido legalmente el carácter de “indígena”. En este trabajo evalúo este proceso de mudanza y las implicaciones que tiene para la reconfiguración del campo de las justicias indígenas en Michoacán, México.

17h30 – Discussão

18h00 – Comentários Finais – Boaventura de Sousa Santos (CES)





29 de Junho de 2010, 15:00, CES
Seminário do Núcleo de Estudos do Trabalho e Sindicalismo
Sindicalismo, movimentos sociais e meio ambiente no Brasil e no México

Angus Wright, Universidade Estadual de Califórnia

Os trabalhadores e pequenos produtores agrícolas enfrentam graves problemas relacionados com o uso de tecnologias que afectam a saúde e a das suas famílias. Estas tecnologias, tais como o uso indiscriminado de pesticidas, são danosas à própria terra e consequentemente comprometem o futuro económico das comunidades que vivem dela. O desempenho do sindicalismo para enfrentar este desafio tem sido fraco. Para melhorar a situação, o sindicalismo rural no Brasil e no México, como em muitos outros países, tem que examinar suas próprias raízes ideológicas, a relação com o Estado, as alianças políticas, assim como a atitude em relação à tecnologia e identificar formas alternativas de luta. Entre os dois países obviamente existem semelhanças mas também diferenças significativas. Nesta conferência, serão enfatizados sobretudo os traços comuns. Apresenta-se também uma comparação entre o modo de actuação, as visões e as tácticas dos sindicatos rurais e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra no Brasil. Este movimento oferece uma experiência alternativa em todos os aspectos mencionados, apesar de não ser um sindicato.


Nota Biográfica
Angus Wright é historiador e Professor Emérito de Estudos sobre o Meio Ambiente da Universidade Estadual de California, Sacramento. É autor de The Death of Ramon Gonzalez: The Modern Agricultural Dilemma (2005 2nd ed., University of Texas Press), co-autor, com Wendy Wolford, de To Inherit the Earth: The Landless Movement in the Struggle for a New Brazil (2003, Food First! Books) e, com Ivette Perfecto and John Vandermeer, de Nature’s Matrix: Connecting Conservation, Agriculture, and Food Sovereignty (2009, Earthscan). Como historiador e cidadão, trabalha questões que interligam o meio ambiente, a reforma agrária, os trabalhadores agrícolas, e os movimentos sociais no campo.

Curso de Identificação, Biologia e Conservação de Aves de Rapina (24 a 27 de Junho de 2010,em Figueira de Castelo Rodrigo e Parque Natural do Douro)



As Aves de Rapina constituem um dos grupos mais fascinantes da avifauna portuguesa e há cada vez mais interessados em conhecê-las e estudá-las.
A ALDEIA, a Associação Transumância e Natureza e o Parque Natural do Douro Internacional organizam a 5ª edição de um curso que tem como objectivos contribuir para a divulgação e formação técnica sobre vários aspectos relacionados com a identificação, o estudo científico e a conservação das Aves de Rapina existentes em território nacional.
Esta iniciativa destina-se a quem se esteja a iniciar nestes temas, mas também a quem pretenda consolidar o seu conhecimento sobre estas aves. O curso terá um carácter principalmente prático, com uma forte componente de saídas de campo, para observação das aves, interpretação ecológica, identificação de ameaças, e análise a problemas de conservação e respectivas soluções.
Os formadores são técnicos que trabalham directamente nestas áreas, e que por um lado disponibilizarão conhecimentos e experiências e por outro, serão guias privilegiados a alguns dos recantos menos conhecidos do fabuloso espaço fronteiriço do Douro internacional


24 de Junho de 2010 – Quinta-feira
LOCAL: Casa da Cultura de Figueira de Castelo Rodrigo

15:00 - Abertura de secretariado, recepção e entrega de material aos participantes;
- Apresentação do curso e respectivo programa;

16:00 – Módulo I – Identificação (Teórico);

16:00 – Introdução à Ornitologia. António Luís;

16:45 – Técnicas de Observação e Identificação de Aves de Rapina. António Monteiro;
17:30 – Intervalo;

18:00 - Casos práticos de Identificação de Aves de Rapina do Parque Natural do Douro Internacional. Jorge Amaral;

18:45 - Variações na Plumagem e Determinação de Idade em Aves de Rapina;

19:45 – Discussão;

20:00 – Jantar (em Figueira de Castelo Rodrigo);
22:00 – Projecção de vídeos – Identificação de Aves de Rapina;


(Dormida: Figueira de Castelo Rodrigo)


25 de Junho – Sexta-feira
LOCAL (ponto de encontro): Praça da fonte luminosa, Figueira de Castelo Rodrigo. 9:00.

8:00 – 13:00: Módulo II – Identificação (Prático)

- Identificação de Aves de Rapina no Campo;
- Avaliação da importância de diferentes tipos de Habitats para as diferentes espécies;
- Interpretação de biótopos agrícolas, florestais, agro-florestais, estepários, aquáticos dentro do Planalto de Riba-Côa;
Itinerário em autocarro intercalado com pequenos percursos a pé (Figueira de Castelo Rodrigo, Nave Redonda, Mata de Lobos, Almofala, Vermiosa, Malpartida, Vale de Coelha, Vale da Mula, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo).

14:00 – Almoço no campo - Arribas do Rio Águeda, Santuário de Santo André das Arribas, Almofala;

16:00 – Módulo III – Metodologias de Censos (Prático)


- Métodos de Censo e Monitorização de Aves Rupícolas;
- Observação e contagem de Grifos em duas colónias importantes (Distribuição em 3 grupos);

Local: Arribas do Rio Águeda, Santuário de Santo André das Arribas. Almofala.
Aula de Conservação 1 (15 min): Campos de Alimentação de Aves Necrófagas.
Aula de Conservação 2 (15 min): Problemática do uso ilegal de veneno para as aves de rapina.

21:00 – Jantar em Figueira de Castelo Rodrigo

22:30 – Módulo III (cont.) – Metodologias de Censos (Prático)
- Métodos de Censo e Monitorização de Aves de Rapina Nocturnas;
- Pontos de escuta de aves de rapina nocturnas;

(Dormida: Figueira de Castelo Rodrigo)

26 de Junho - Sábado
LOCAL (ponto de encontro): Praça da fonte luminosa, Figueira de Castelo Rodrigo.

9:00 – 19:00: Modulo IV - Conservação (Prático)
- Continuação de Identificação de Aves de Rapina no Campo;
- Contacto com exemplos de acções de conservação de aves rupícolas;
- Contacto com exemplos de problemas de conservação;

Percurso em autocarro: Figueira de Castelo Rodrigo, Nave Redonda (paragem em montados de Nave Redonda), Barragem de Santa Maria de Aguiar.

Aula de Conservação 3: Problemática das linhas eléctricas para as aves de rapina;
Continuação do percurso (intercalado com pequenos passeios pedestres): Estepes de Mata de Lobos, Escalhão, Sapinha, Barca d´Alva, Ribeira de Mosteiro, Poiares, Penedo Durão.
Aula de Conservação 4: Ordenamento cinegético no PNDI;

13:00 – Almoço no campo (miradouro do Penedo Durão)

14:00 – Percurso pedestre no Penedo Durão;

15:00 – 20:00 – Percurso em autocarro: Penedo Durão, miradouro do Carrascalinho (Fornos), Lagoaça, Figueira de Castelo Rodrigo.
- Visita a exemplos de acções de conservação no âmbito do Plano de Emergência para a Recuperação de Aves Rupícolas (PEAR).

21:30 – Jantar em Figueira de Castelo Rodrigo;

22:30 – Sessão de identificação – projecção de fotos tiradas durante o curso.

(Dormida: Figueira de Castelo Rodrigo)


27 de Junho - Domingo
LOCAL (ponto de encontro): Praça da fonte luminosa, Figueira de Castelo Rodrigo.

9:00 – 13:00: Caminhada na Reserva da Faia Brava, ZPE Vale do Côa.
- Observação de aves;
- Visita aos principais locais do projecto de conservação de aves rupícolas na Reserva da Faia Brava (Associação Transumância e Natureza);
- A problemática dos incêndios rurais/florestais;
- A importância da agricultura tradicional na conservação da avifauna;

13:00 - Almoço: Hortas da Sabóia.

14:00 - 16:30 – Módulo V - Conservação (cont.): Apresentações sobre Problemáticas e Projectos de Conservação de Aves de Rapina em Portugal;

- Projecto Reserva da Faia Brava, ZPE Vale do Côa (Associação Transumância e Natureza). Alice Gama;
- Monitorização de Aves Rupícolas no PNDI. Jorge Amaral;
- O papel dos centros de recuperação na conservação de aves de rapina. Ricardo Brandão;
- Situação actual e conservação da Águia-real no PNDI. João Quadrado;

16:30 – Debate final;

17:00 – Encerramento.



Formadores:

António Espinha Monteiro. Licenciado em Biologia - variante Recursos Faunisticos e Ambiente, pela Faculdade de Ciências de Lisboa, tendo dedicado o estágio desse curso à biologia e ecologia do Abutre do Egipto na região do Alto Douro. Possui duas pós graduações: "Manejo e Conservacion de Recursos Naturais" (Universidade Salamanca), e Rcursos Florestais e Ambiente (Universidade Coimbra). Trabalha desde 1994 para o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, tendo entrado para os seus os quadros em 1997. Participou activamente no processo de criação do Parque Natural do Douro Internacional, tendo sido vogal da Direcção dessa Área Protegida entre 1998 e 2003. Presentemente desempenha as funções de técnico superior no Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Norte /ICNB.

Jorge Amaral. Licenciado em Engª dos Recursos Naturais e Ambiente pela Escola Superior Agrária de Castelo Branco, realizou estágio sobre Aves Nidificantes em quatro concelhos da Beira Alta, e estágio sobre a População de Águia-real no Parque Natural do Douro Internacional.Trabalha desde o ano de 2002 no Parque Natural do Douro Internacional, onde desempenha as funções de Técnico.

Alice Gama. Licenciada em Biologia pela Universidade de Aveiro. Assistente de projecto Talamanca Hawkwatch, realizando trabalho de investigação em Migração de Aves de Rapina no continente americano (2003-2006). Técnica de Conservação da Natureza e Educação Ambiental na Associação Transumância e Natureza, desde 2007.

Ricardo M. L. Brandão. Licenciado em Medicina Veterinária pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, com formação adicional em Biologia da Conservação. Coordenador do Programa Antídoto – Portugal desde 2003. Técnico Colaborador do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, no Parque Natural da Serra da Estrela, entre 2005 e 2008. Coordenador e Médico Veterinário do Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS), através da Associação ALDEIA, desde 2009.


Inscrições, preços e outras informações:
www.aldeia.org/portal/PT/5/EID/164/DETID/1/default.aspx

19.6.10

José Saramago (1922-2010) no seu livro A Caverna: o que importa é chegarmos à outra margem…


“Há quem passe a vida inteira lendo sem conseguir ir para além da leitura, ficam agarrados às páginas, não entendem que as palavras são só pedras colocadas para atravessarmos a corrente de um rio, e se estão ali é para podermos chegar à outra margem, pois o que importa é a outra margem”
José Saramago (1922-2010), de um excerto do seu livro A Caverna (2000)

A caverna (2000) é um livro de José Saramago em que o escritor disseca, através da história de pessoas comuns, o impacto destruidor da economia capitalista sobre as economias tradicionais e locais. Trata-se da história de uma família de oleiros que vê a sua vida transformada com a chegada de um grande centro comercial à cidade. Nesta sua obra, José Saramago denuncia o processo acelerado de desumanização que estamos a viver.

O próprio shopping center pode ser fisicamente comparado a uma caverna, mas a história vai além dessa comparação, apesar do evidente paralelismo com o mito da caverna de Platão.

O mito da caverna, também chamada de Alegoria da caverna,foi escrita pelo filósofo Platão, e encontra-se na obra intitulada A República (livro VII).
Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.

Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.
Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.

Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo então a autêntica realidade

Platão referia-se ao fugitivo que é capaz de fugir das amarras que prendem o homem comum às suas falsas crenças e, partindo na busca da verdade, consegue apreender um mundo mais amplo. Ao falar destas verdades para os homens afeitos às suas impressões, não seria compreendido e seria como tomado por mentiroso, um corruptor da ordem vigente.

O mito da caverna é uma metáfora da condição humana perante o mundo, no que diz respeito à importância do conhecimento filosófico e à educação como forma de superação da ignorância.

Educação para os Direitos Humanos


Numa época como a nossa em que muitos dos padrões culturais das sociedades modernas se encontram em acelerada fase de revisão e mudança, os direitos humanos permanecem um importante referencial para saber equacionar os problemas sociais contemporâneos.

Com efeito, mais que uma construção social, historicamente datada, os direitos humanos, e toda a sua evolução ao longo do tempo, têm simbolizado a caminhada civilizacional para uma vida humana com dignidade e justiça. Obviamente que os direitos humanos não estão imunes a debates e polémicas de carácter histórico-filosófico, político, e até jurídico, mas mantém-se como uma ferramenta indispensável para intervir socialmente nas mais variadas áreas sociais.

Para esta sua relevância terá contribuído indubitavelmente a luta secular que homens e mulheres travaram para o seu respeito e implantação no campo das ideias e do pensamento mais esclarecido, mas sobretudo na sua consagração em textos escritos, mormente sob a forma de leis gerais, aplicáveis universalmente.

Basta recordar o que representou historicamente a assinatura em 1215 pelo rei inglês João I (também conhecido por João Sem Terra) da Magna Carta onde um monarca soberano admite, pela primeira vez na história, limitar o seu poder absoluto, renunciar às sua prerrogativas, e sujeitar as suas decisões aos procedimentos impostos pelos textos legais escritos. Este facto histórico representou o declínio do absolutismo régio e um antecedente remoto das modernas declarações dos direitos humanos, uma vez que estes são vistos como direitos intocáveis, logo não sujeitos ao poder institucionalizado do Estado.

Outro facto histórico, representativo da luta pelo respeito dos direitos humanos que assiste a qualquer ser humano, é a famosa controvérsia que estalou em Valladolid em 1550-51, envolvendo teólogos, juristas e políticos sobre a verdadeira natureza dos indígenas americanos, onde se digladiavam duas teses e concepções diametralmente opostas: por um lado, os partidários da dominação colonial espanhola, que encaravam os indígenas como seres inferiores; e por outro, aqueles que, como Bartolomé de las Casas, considerado o pioneiro dos direitos humanos, defendiam a natureza humana dos índios, e a necessidade de os respeitar como pessoas.

Mas foi a Declaração Americana da Independência de 1776 que consagrou explicitamente a ideia que todo o ser humano é portador de um conjunto de direitos humanos que o poder político deve respeitar.

Nas últimas décadas os direitos humanos ganharam uma visibilidade reforçada graças à acção das organizações não-governamentais e muitos activistas sociais espalhados por todo o mundo que não desistem de difundir e recordar a necessidade de se salvaguardar e garantir os direitos humanos em todas as circunstâncias.

É justamente como resultado deste activismo que surgiu, depois da 1ª geração de direitos humanos da época do racionalismo iluminista do século XVIII, quando se consagraram os principais direitos civis e políticos, uma 2ª geração de direitos humanos, voltada agora para o reconhecimento universal de um importante conjunto de direitos sociais e económicos de toda e qualquer pessoa. Finalmente, nos últimos anos irrompe uma 3ª geração de direitos humanos, onde os direitos sociais colectivos como o direito à paz, ao desenvolvimento e ao ambiente, passam a ser também considerados como direitos humanos, com a mesma dignidade que os restantes.


Nunca é demais salientar o relevo e a importância de que se revestem os direitos humanos. Pena é que sejam, ainda hoje, tantas vezes desprezados e esquecidos. Talvez seja altura, por isso, de os incluir transversalmente no currículo das nossas escolas, e promover uma verdadeira educação para a cidadania global.

AAS

Celebração do solstício na Carrapateira, em Aljezur, na costa vicentina (21 de Junho)


Esperamos por vocês na horta do Monte da Cunca, na Carrapateira, por volta das 17h30 onde a partir de aí caminhamos mais ou menos 10 min. para o local da celebração.
Convidamos-te a celebrar connosco a chegada do Verão

Programa:
Chi Qong
Sungazing
Fogo Sagrado
Cantar e Dançar
Pular a Fogueira

Para quem quiser pernoitar há a possibilidade de acampar ou de dormir ao relento (tragam sacos-de-cama ou mantas) debaixo um céu de estrelas inesquecível!

ou para quem preferir o conforto pode alugar um dos apartamentos do Monte da Cunca (convém reservar) que são super lindos (parecem de contos de fadas)

Pedimos que tragam comida para partilhar e se puderem alguma lenha para a manutenção do Fogo durante toda a celebração.

A Entrada é livre e gratuita

Por se tratar de uma celebração em que pretendemos abraçar a energia desse momento tão especial do ano, agradeçemos que deixem alcool e afins em casa, sff.

para mais info contactar
Patrícia 960 265 210
Ana 934 240 466

p.s. na manhã seguinte quem gostar pode se juntar para ajudar a colher a Erva de São João (Hipericão) uma planta com excelentes propriedades medicinais

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina - ver AQUI

Na Cividade de Cossourado, um antigo castro em Paredes de Coura, celebra-se hoje o solstício de Verão

Desde tempos imemoriais, o homem procura comungar com a natureza. No Solstício, os celtas celebravam o casamento da Mãe Terra com o Pai Sol.

A CIVIDADE convida-vos a juntar-vos a esta comunhão, num cenário mágico feito de luz e vento e complementado por ancestrais pedras e eterno verde.

Recriando os tempos em que o castro d’A Cividade era habitado, transformamos este cume num espaço perfeito para festejares o início do Verão!

Vamos receber-te com trajes a rigor, música celta, cavalos, luzes, numa envolvência natural que te vai cativar. Onde os sabores, os sons, as imagens e as emoções se vão confundir à medida que o Sol vai desaparecendo e a noite vai passando

http://www.acividade.org/solsticio2010/#
http://www.acividade.org/blog/?p=131

Celebração pagã do solstício de Verão no Alandroal (19 de Junho)


Realiza-se hoje a celebração Pagã do Solsticio de Verão, no Santuário da Rocha da Mina, Alandroal, no Sábado 19 Junho 2010.

Às 15h no Fórum Cultural Transfronteiriço do Alandroa realizam-se duas palestras temáticas - "O EndoVellico" por Isobel Andrade, e " Solstícios, dos costumes antigos ancestrais à actualidade. ..", por Ana Madeira.

Depois às 18h será a partida da Vila para a Rocha da Mina, (transporte próprio)

- 19h (Rocha da Mina) Pagani Celtici Solsticium - cerimónia Pagã (Paganismo Ibérico)

- 20h30 - Feira de Verão nas margens da Lagoa do Lucefecit.

Noite com Gastronomia Regional, Música, Danças e Fogueira Solsticial

Não necessita reserva presença.

Para tornar o paganismo acessível às pessoas que genuinamente procuram um encontro espiritual baseado nos Antigos Deuses e na Natureza.

Solstício do Verão vai ser celebrado no Monte dos Tambores, aldeia das Chãs, em Vila Nova Foz Côa (dia 21 de Junho, às 20h.)

O Solstício do Verão vai ser celebrado na próxima segunda feira ao pôr-do-sol, entre as 20:00 e as 20:45, num antigo altar de pedra em Chãs, concelho de Vila Nova de Foz Côa.

Pelas 18:30, um cortejo alegórico partirá, com várias personagens, em representação dos antigos sacerdotes druidas, do adro da aldeia, até ao local das celebrações, ao som de gaiteiros de Miranda - Anda Camino.

O ato será antecedido com leitura de poemas e rituais de xamanismo, dedicados à cura da terra, ao som de tambores e gaitas de foles e interpretações de viola de arco pelo actor e músico, João Canto e Castro.

A Pedra do Solstício, situada nos arredores da aldeia de Chãs, no monte dos Tambores, trata-se de um imponente bloco granítico arredondado, com três metros de diâmetro, que se supõe ter sido posto de observação astronómico e local de culto, desde o neolítico e calcografia, por antigos povos que habitaram esta área.

O local fica a curta distância de outro templo solar, o Santuário da Pedra da Cabeleira, onde são celebrados os Equinócios, ambos os locais sobranceiros a alguns dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade

Segundo estes "adoradores do Sol", há já quem classifique aqueles alinhamentos sagrados como o "Stonehenge português", visitado por inúmeros especialistas e investigadores.

Para o professor catedrático e investigador, Moisés Espírito Santo, que considera que "os livros de história têm ignorado a cultura dos nossos antepassados lusitanos, procurando fazer crer que estes eram uma horde de selvagens, atrasados e ignorantes", estes santuários revelam antes, um povo "libertário e ocioso da sua independência e cultura, e que se opôs aos seus colonizadores".

Do programa consta ainda uma romagem à "Pedra Fernando Assis Pacheco", onde será depositada uma coroa de flores, e um espectáculo, pelas 22:00, com animação do grupo musical - Toca a Cantar.

O verão começa segunda feira, dia 21 de Junho, às 11:28, naquele que será o dia maior do ano, em termos de horas de Sol




http://ostemplosdosol.blogspot.com/

O Solstício do Verão, ocorre em Portugal às 12.29 horas do dia 21 de Junho, segunda-feira. Assinala o começo do Estio, que termina a 23 de Setembro. E vai ser festejado, ao pôr-do-sol, com música celta, louvores e rituais às forças da natureza, numa zona castreja, em Chãs, concelho de Foz Côa, com a já tradicional cerimónia mística, junto a um dos calendários pré-históricos, que estão alinhados com o inicio das estações do ano

Pelas 20.45 horas, os participantes na acção podem testemunhar a passagem dos raios solares sobre o eixo da Pedra do Solstício, numa imagem de grande simbolismo histórico e místico Trata-se de um imponente bloco granítico de forma arredondada, com três metros de diâmetro e a configuração do globo solar e da esfera celeste, que se supõe ter sido posto de observação astronómico e local de culto por antigos povos que habitaram a área -Desde o neolítico e calcolitico, civilizações de que existem abundantes vestígios - Porém, observado de perfil voltado a ponte, o referido monumento assume a estranha forma de um curioso busto humano.

Ergue-se sobranceiro ao Vale da Ribeira Centieira, em cujo curso, a jusante, se situam as gravuras dos Piscos, um dos principais núcleos da arte rupestre paleolítica, Património da Humanidade.

O sol, ao pôr-se a vários quilómetros no horizonte - na margem oposta ao vale, sobranceiro ao monte dos Tambores, estende os seus raios em perfeito alinhamento com a crista de uma gigantesca estrutura megalítica e no mesmo enfiamento de um pequeno círculo cavaco na rocha, proporcionando uma imagem de raro esplendor e significado.

O acto será antecedido com leitura de poemas, rituais de xamanismo, dedicados à cura da terra, por Maria Margarida Barros, o som de tambores e gaitas de foles e interpretações de viola de arco pelo actor e músico, João Canto e CastroAs cerimónias evocativas do Solstício de Verão estão agendadas para as 18.30, com o desfile do cortejo alegórico druida, que partirá, do adro da aldeia, até ao local das celebrações, ao som de gaiteiros de Miranda, os “Anda Camino” – As festas em sudação ao dia maior do ano, pretendem evocar antigas tradições ligadas aos ciclos da Natureza e ao culto solar

Do programa, consta ainda uma homenagem ao poeta Fernando Assis Pacheco, com a deposição de uma coroa de flores -transportadas pelos “sacerdotes druidas” - e a leitura de poemas por João Canto e Castro, junto a uma pedra onde o poeta e jornalista se deixou fotografar, num gesto de enorme alegria, pela sua visita ao local, um mês antes da sua morte e da última reportagem, pela revista Visão, às gravuras do Vale do Côa - A romagem ao pequeno altar, pretende ao mesmo tempo lembrar todos aqueles que foram tocados pela inspiração poética das musas ou da linguagem e o brilho do Leão dos Céus

Casa da Achada - programação de Junho de 2010



Actividades para hoje e proximos dias


19 de Junho, sábado, às 19:00h
Itinerários – 2: uma conversa com Cláudio Torres
Tondela. Flausino Torres. Exílio. Bucareste. Uma máquina de escrever. História de Arte. Rádio Bucareste. Desenhos. Praga 68. Lisboa. 25 de Abril. Faculdade de Letras. Mértola. Guadiana. Arqueologia. Museus. Islamismo. Unesco. Prémios.Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc.
Exposição de desenhos de Cláudio Torres: «Salazar 40 anos?»


20 Junho, domingo, das 15:30h às 17:30h
Oficina de Fotografia: Achar a Achada
Com orientação de Catarina Costa Alves e Vera Correia.
Exposição das fotografias da oficina
Em conjunto, construir e inaugurar a exposição «Achar a Achada».


21 Junho, segunda-feira, às 18:30h
Leitura colectiva, com projecção de imagens, do capítulo «Nos umbrais da solidão» . Quem lê é João Paulo Esteves da Silva.


21 Junho, segunda-feira, às 21:30h
Continuação do ciclo «Filmes proibidos antes do 25 de Abril» com a projecção de Jules e Jim de François Truffaut (1962, 105 min.). Legendado em português.

17.6.10

Repensar a anarquia: anarquismo, relações internacionais e política mundial (Rethinking Anarchy: Anarchism and World Politics): colóquio na Universidade de Bristol, 17 e18 de Junho

Realiza-se na Universidade de Bristol nos dias 17 e 18 de Junho de 2010 o colóquio internacional promovido pela rede de Estudos Anarquistas e com apoio do International Politics Research Group, pertencente ao Department of Politics, da University of Bristol, subordinado ao tema «Repensar a anarquia: anarquismo e política mundial (Rethinking Anarchy: Anarchism and World Politics). O colóquio destina-se a debater os textos escritos anarquistas e a sua abordagem à anarquia, à política internacional e ao capitalismo global.

Falar-se-á, pois, não só do tema principal, a anarquia, mas também da história da política internacional no pensamento anarquista quer no campo das Relações Internacionais quer ao nível da teoria política e disciplinas conexas.

Questões a serem tratadas serão, por exemplo: o que há de específico no pensamento anarquista que os académicos da Relações Internacionais não valorizam? O que é isso de um mundo sem soberanos? Que desafios lança o pensamento anarquista às concepções tradicionalistas das Relações Internacionais? O que é que o pensamento anarquista pode trazer à nossa compreensão meta-teórica ou conceptual da política internacional?

Mas as abordagens mais empíricas a partir da perspectiva anarquista não deixarão também de ser convocadas ao longo do colóquio. O que significa que temas/questões como a guerra, o Estado, o colonialismo, o imperialismo global, os movimentos sociais, o défice democrático nas organizações internacionais, mas também nas organizações laborais, e até no quotidiano, as catástrofes climáticas e o desencantamento económico do mundo, serão objecto da atenção entre os participantes, através de estudos e análises que porventura já tenham produzido, e que servirão de temas de debate.

Procurar-se-á ver o que é que a análise anarquista poderá trazer para o estudo, conhecimento e debates nestas áreas, e ver em que medida a anarquia poderá ser uma solução válida a essas questões.

Outro ponto de abordagem será a crítica ao legado euro-cêntrico, sexista e racista, dentro e fora do pensamento anarquista, para se averiguar os contributos de uma descentralização da política e das vozes soberanas do patriarcado, ou a chegada da fase pós-colonial, poderão trazer ao pensamento anarquista contemporâneo acerca da política mundial.



PROGRAMA DO COLÓQUIO


Day 1: Thursday 17th June, 2010. Registration from 9:00am 12:00pm-12:45pm Lunch

12:45pm-1:00pm

Introduction to the ‘The Outwrite Exhibition: A Look at Internationalist Feminisms and Global Solidarity in the 1980s’
Curated by Anna Feigenbaum (American University, Richmond) and Terese Jonsson (London Metropolitan)


Session 1 1:00pm-2:30pm

Chair: Luke Ashworth (Limerick)

Alex Prichard (Bristol) ‘David Held is an Anarchist. Discuss.’
2:30-2:45 – Tea and Coffee Break

Session 2 2:45pm-4:15pm

Chair: Adam Goodwin (Ottawa)


4:15pm-4:30pm – Tea and Coffee Break

Session 3 4:30pm-6.00pm

Chair: Alex Prichard (Bristol)



End Day 1

Day 2: Friday 18th June Session 4 9:00am-10:30am

Chair: Shannon Brincat (Queensland)



10:30am-10:45am Tea and Coffee Break

Session 5 10:45am-12:15pm
Chair: Steve Hobden (UEL)
Carl Levy (Goldsmith’s) ‘Anarchism on the Potomac, when Cheney met Ravachol: the historiography of anarchism and securocrats since 9/11’

Paul Stott (UEA) ‘Anarchism, terrorism studies and Islamism’


12:15pm-1:15pm (Lunch)

Session 6 1:15pm-2:30pm

Chair: Carl Levy (Goldsmith’s)



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Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa (19 de Junho, às 17h. no Jardim do Príncipe Real)



Manifesto da 11ª Marcha do Orgulho de Lisboa 2010

Todos os anos, ao longo do mês de Junho, muitas cidades do mundo organizam eventos que celebram o Orgulho LGBT, entre os quais uma marcha, chamada Marcha do Orgulho. Portugal teve a sua primeira Marcha do Orgulho LGBT em Lisboa no ano de 2000, decorrendo em 2010 a sua 11ª edição. Este ano, a sua comissão organizadora integrou 18 associações, sinal inequívoco do seu crescimento.

Os seus objectivos são vários:

- Assinalar o dia 28 de Junho de 1969, pois foi nessa data que, na cidade de Nova Iorque (EUA), no bar Stonewall Inn, homossexuais e transsexuais resistiram, pela primeira vez na História, às habituais rusgas policiais, à discriminação e à violência. A data de 28 de Junho é, por isso, fundamental para o movimento de defesa dos direitos das pessoas LGBT, sendo marcada por diversas Marchas e Prides a nível mundial desde então.

- Ocupar o espaço público com a diversidade de identidades de género e de orientações sexuais que nos caracteriza enquanto seres humanos porque, felizmente, somos todos/as muito diferentes entre nós e as identidades, as relações humanas e os afectos não obedecem a regras alheias, arbitrárias e injustas.

- Contrapor à vergonha que muitos/as querem impor às pessoas LGBT o Orgulho, pois só assim é possível resistir a séculos de opressão e discriminação e lutar por sociedades mais livres, mais iguais, em que a nossa diversidade seja respeitada e valorizada.

- Celebrar o recente direito adquirido de igualdade no acesso ao casamento civil, tudo o que já foi conseguido e continuar a mobilizar-nos para que mais seja possível alcançar, até chegarmos a uma cidadania plena. A mudança não acontece sozinha, por si, com o tempo. Os avanços legais, sociais e culturais que conseguimos deveram-se sobretudo à mobilização colectiva, à denúncia e à participação.

- Recordar que, no Portugal de 2010, há ainda muito caminho a percorrer na luta contra a discriminação com base na orientação sexual e na identidade de género. A lei perpetua a exclusão de casais de pessoas do mesmo sexo no que se refere à adopção e tarda em reconhecer formas de coparentalidade. Portugal nega às muitas crianças geradas e/ou criadas por gays e lésbicas o reconhecimento das suas famílias. Mulheres solteiras e mulheres lésbicas estão impedidas de aceder a técnicas de procriação medicamente assistida. Permanece ausente uma lei de identidade de género que proteja pessoas transgénero e transsexuais. Uma efectiva mudança social e cultural resta ainda por fazer.

- Promover e respeitar a diversidade sexual como valor humano porque boatos, anedotas, mexericos e controlo social continuam a contrariar o direito à felicidade de todas/os. A violência psicológica e física exercida sobre pessoas LGBT é uma realidade, como o demonstram os casos de bullying nas escolas ou os ataques e assaltos em vários pontos do país.

- Denunciar o facto de, pelo mundo fora, existirem sete países em que a homossexualidade é punida com pena capital e que em 93 outros qualquer pessoa pode ser julgada e punida com multa ou prisão por ser lésbica, gay, bissexual ou transgénero.


Saímos à Rua porque muitos/as de nós, amigos/as, colegas, familiares, pessoas ao nosso lado, vivem a discriminação todos os dias, mesmo que num silêncio imposto pelo medo, pela solidão ou pela vergonha. Por isso, importa denunciar, olhar nos olhos, ocupar o espaço. Fazemos da nossa cidadania uma bandeira contra a homofobia, a lesbofobia, a bifobia e a transfobia.

Por nós, por todas/os!


O percurso será:

01) Pç. do Príncipe Real - troço a partir do ISCEM (entroncamento com a Cc Patriarcal)
02) R. D. Pedro V
03) R. S. Pedro de Alcântara
04) R. da Misericórdia
05) Lg. do Chiado
06) R. Garrett
07) R. do Carmo
08) Pç. D. Pedro IV (Rossio) - troço entre a R. do Carmo e a R. da Betesga
09) R. da Betesga
10) Pç. da Figueira (atravessada na diagonal entre a R. da Betesga e a R. D. Duarte)
11) R. da Palma (troço do Hotel Mundial)
Chegada à Pç. Martim Moniz e concentração

Toca no bicho (serious experimental arraial fest) entre os dias 23 e 24 de Junho (das 16h até às 4h.)


Dia 23 de junho de 2009 a TOCA realiza a sua quarta intervenção aberta , TOCA NO BICHO (serious experimental arraial fest).
Estão previstas em média a actuação de 10/12 projectos para completar 12 horas seguidas de som no espaço do jardim/horta, casa numero 61, rua das Oliveiras.
(após todas as negociações, contratações e confirmações, os projectos/bandas serão anunciados)


2000 metros quadrados foram lavrados para que ressoem cordas, baterias e alfaces. Durante este dia faremos barulho contra o mercado do sistema capital, de gentes formatadas e treinadas para o aborrecimento geral, para provar que quando criamos, nesse ínfimo momento estamos mais próximos e se nos juntarmos outros espaços serão abertos, novos dias, fábricas, pessoas e jardins reutilizados e vividos. O festival tem inicio ás 16 horas de dia 23 e termina ás 4h de dia 24, pretende ser uma livre fusão abusiva entre as nuances do electroacustico, improviso, psicadélico, riot, macumba, folk não conformista, grind, arraial, jazz, experimental, noise, drone, stonner, sendo aberto a qualquer proposta.

TOCA
Rua das oliveiras, n 61, Porto