13.6.10

Futebol é o crack das massas


Se a religião é o ópio do povo,
então o futebol é o crack das massas ululantes dos estádios
e daqueles que tomam a sua dose diária à frente da televisão

A economia política do futebol



A economia política do futebol necessária para manter a sociedade do espectáculo e manter o povo sentado e calado ( ou, imbecilmente, eufórico).

Alguns dados:

Kaka/Brazil recebe 10 milhões Euros por ano


Messi/Argentina, recebe 10 milhões Euros por ano

Ronaldo/Portugal, recebe 13 milhões Euros por

Xaxi/Spain, recebe 7,5 milhõesEuros por ano

Buffon/Italy, recebe 5,5 milhões Euros por ano

John TerryEngland, recebe 8,5 milhões Euros por ano

Samuel Eto’o/Cameroon, recebe 10,5 milhõesEuros por ano

Thierry Henry/France, recebe 8 milhões Euros por ano

Fonte:Le Monde, 10 June 2010.

11.6.10

Fanfarras anarquistas estão a multiplicar-se e a gerar um verdadeiro movimento musical em vários países

A música é um excelente meio de expressão e de mobilização utilizado cada vez mais por vários colectivos anarquistas um pouco por todo o mundo. O som das trombetas parece ser particularmente envolvente para fazer mexer os corpos e espíritos. Quando ouve a música de inspiração anarquista, por mais breve que seja, o trabalhador assalariado, alienado no seu emprego e na sua submissão, parece que acorda e acusa quem o submete e explora.

São conhecidas algumas canções e músicas anarquistas desde as primeiras lutas sociais contra o capitalismo e o poder institucionalizado do capital. São canções de luta, de mobilização ou que retratam o quotidiano e o desespero e angústia de quem se sente oprimido.

Nos últimos anos têm aparecido em várias manifestações de rua e em diversos pontos do mundo uma nova e renovada forma de fazer musica de rua, uma música capaz de galvanizar a gente para as lutas sociais emancipatórias. Estamos a falar das fanfarras de rua constituídas por activistas sociais, em especial as fanfarras anarquistas que acompanham as manifestações e marcam presença nos locais onde se desenrolam acções directas.

Inclusivamente já existe um festival de fanfarras e grupos musicais de rua, constituído por activistas sociais, o Honk («festival of activist street bands») que este ano se realiza no próximo mês de Outubro nos Estados Unidos. Para mais informação, ver
http://honkfest.org/







Em Paris formou-se há anos atrás o FMI ( Front Musical d’Intervention), uma fanfarra anarquista que retomou as tradições populares de música de rua e de mobilização social e que serviu de inspiração para outras tantas iniciativas que acabaram por se espalhar por todas as cidades francesas. E se hoje, o FMI já faz parte da história recente, a verdade é que não há manifestação que se faça actualmente em França que não tenha um ou mais grupos e fanfarras a marcar presença.
http://fmi2.free.fr/Francais/Fanfares.htm

Exemplo disso é, no Québec, a fanfarra anarquista do Tint(A) anar , autoproclamada fanfarra anarquista do cosmos. Para saber mais desta fanfarra, ver aqui
http://tintanar.blogspot.com/

Ainda do Québec é a banda de rua, Semel Rebel:
http://www.semelrebel.com/

Outro exemplo é a fanfarra Le Chaotic Insurrection Ensemble / Ensemble insurrection chaotique que está organizada segundo princípios anarquistas que lutam por uma sociedade não-hierarquizada, livre de toda a opressão. Consultar o website deles:
http://chaoticinsurrectionensemble.org/

O último exemplo desta vaga que já se desenha como um verdadeiro movimento musical anarquista é a fanfarra de San Francisco, na Califórnia, a Brass Liberation Orchestra, fundada em 2002, que é uma fanfarra de rua, cujos propósitos declarados é dar apoio a causas sociais e políticas que visem a paz e a justiça social e racial. Trata-se de uma fanfarra multigénero/multiracial/multigeracional que se integra, segundo os próprios, nas lutas e culturas de esquerda.

http://brassliberation.org/


A última acção directa levada a cabo por esta última fanfarra, a que se refere os vídeos seguintes, foi de apoio aos trabalhadores/trabalhadoras dos hóteis que reivindicam contratos de trabalho justos e sistema de saúde satisfatórios. Os vídeos documentam a acção realizada no Westin St. Francis hotel, em San Francisco, e apelavam ao boicote aos hotéis que não respeitam os direitos laborais dos trabalhadores ao som de "Don't get caught in a bad hotel", uma adaptação da canção «Bad Romance» dos Lady Gaga.

Para saber mais da luta dos trabalhadores dos hotéis e a lista dos hotéis que devem ser boicotados por quem se deslocar a San Francisco, consultar:
www.sleepwiththerightpeople.org

BOICOTEM OS HOTÉIS QUE NÃO TÊM CONTRATOS DE TRABALHO JUSTOS PARA OS SEUS TRABALHADORES

When you come to San Francisco Don't Get Caught in a Bad Hotel! Queers supporting hotel workers in their quest for affordable health care and a fair contract.





TINT (A)NAR
FANFARE ANARCHISTE DU COSMOS







Projecção do filme The Shock Doctrine, de Michael Winterbottom, na livraria-bar Gato Vadio (no Sábado, 12 de Junho, às 22h15)




O filme The Shock Doctrine, de Michael Winterbottom, é um documentário inspirado no conhecido livro com o mesmo título da escritora e activista canadiana Naomi Klein, vai ser projectada neste Sábado na livraria-bar Gato Vadio às 22h15


Este documentário, baseado no controverso livro da escritora Naomi Klein (o livro No Logo, não menos popular do que o documentário The Take que realizou em 2004), expõe o modo de pensar dos estados pós-totais, o rastro do poder do dinheiro e os fios de marioneta por detrás das crises e guerras mundiais das últimas quatro décadas, afirmando que a história do livre-mercado contemporâneo, doutrinada pela Escola de Chicago de Milton Friedman, foi escrita e é escrita com terapias de choque e que os desastres naturais e as crises artificiais não são conspirações mas oportunidades para redefinir a economia de um país ou região, de modo a aumentar o controlo disciplinar sobre a sociedade e exponenciar os benefícios das corporações e senhores do grande capital. Por vezes, quando os primeiros choques não são bem sucedidos em eliminar a resistência, é empregue um terceiro choque: o eléctrodo na cela da prisão ou a arma Taser nas ruas.


O documentário The Shock Doctrine foi seleccionado no Berlin International Film Festival 2009 . Pela primeira vez exibido em Portugal.


2009
78 min

Michael Winterbottom (realizador de 24 Hour Party People, The Road to Guantanamo, In This World)



Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016
email: gatovadio.livraria@gmail.com
http://gatovadiolivraria.blogspot.com/

10.6.10

Reunião aberta sobre Espaços Sociais e Autónomos (11 de Junho, às 19h., no centro social da Mouraria)


O GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental - convoca uma reunião aberta a vários colectivos e associações com o tema: "espaços sociais eautónomos"!

A falta de espaços para reuniões de colectividades, realização de eventos ou de ponto de encontro do movimento social em Lisboa será o ponto departida da reunião, mas a i deia é partilhar experiências ou encontrar pontos em comum e partir para a acção!

Reunião aberta:Espaços sociais e autónomos
Procura de espaços para o movimento social: estratégias de acção!

Sexta-feira, 11 de Junho*às 19h Centro Social da Mouraria

Local: Travessa da Nazaré, 21, 2º
Metro: Martim Moniz;
Telefone 960239717

Disponíveis e traduzidas as conferências dadas em Serralves em 2007 por alguns dos principais pensadores contemporâneos (Agamben,Rancière,Sloterdijk)

Realizaram-se em 2007 no Museu de Serralves uma série de conferências sob o lema de «Crítica do Contemporâneo», e que foram divididas em 3 áreas: Política, Educação e Biologia.
Na série sobre política, as conferências realizadas estiveram a cargo de Giorgio Agamben, Jacques Rancière, Peter sloterdijk, e giacomo marramao
Na série sobre educação os conferencistas foram john r. jungck, william schmidt, tom schuller
Já na área da Biologia foi possível assistir às conferências de tim crow, jaume bertranpetit e francesc calafell, rosalind harding, michael krawczak
São essas conferências que se encontram agora disponíveis para consulta livre e com a vantagem de terem sido traduzidas para português.





Giorgio Agamben
Arte, Inoperatividade, Política
Art, Inactivity, Politics


Giacomo Marramao
De Weltgeschichte à Modernidade-Mundo.
O problema de uma esfera pública global
From Weltgeschichte to world-modernity
The Problem of a Global Public Sphere


Jacques Rancière
As Desventuras do Pensamento Crítico
The Misadventures of Critical Thinking

Peter Sloterdijk
A Natureza por Fazer.
O Tema Decisivo da Época Moderna
Nature-to be-made
The Crucial Subject of Modern Times

www.serralves.pt/fotos/editor2/PDFs/CC-CIS-2007-POLITICA-web.pdf




John r. Jungck
Fomentar o Fascínio e a Figuração: Interessar os Alunos por meio de umaEstética Alternativa
Fostering Figuring and Fascination: Engaging Learners through Alternative Aesthetics

Eric Mazur
Confissões de um professor convertido
Confessions of a converted lecturer

William Schmidt
Tópicos para conferência em Portugal
Talking points for Portugal speaking engagement

Tom Schuller
Os Benefícios Sociais de Aprender
The Social Benefits of Learning

www.serralves.pt/fotos/editor2/PDFs/CC-CIS-2007-EDUCACAO-web.pdf



Jaume Bertranpetit e Francesc Calafell
Entender a Diversidade Humana
Understanding Human Diversity

Tim Crow
As Origens Genéticas do moderno Homo Sapiens
The genetic origins of modern Homo sapiens

Rosalind Harding
A Diversidade Genética: uma perspectiva antropológica
Genetic diversity: an anthropological perspective

Michael Krawczak
A Diversidade Genética Humana: Uma Perspectiva Médica
Human Genetic Diversity: A Medical Perspective.

www.serralves.pt/fotos/editor2/PDFs/CC-CIS-2007-BIOLOGIA-web.pdf

A associação de ecologia social Terra Viva promove um campo holístico no Solstício do Verão 2010

CARVALHAL DE VALINHAS.MONTE CÓRDOVA -SANTO TIRSO
18,19 e 20 de JUNHO.2010

Sexta (fim de tarde),sábado e domingo, realiza-se o Campo Holistico do Solsticio.
Para te pré-inscreveres e participar bastará copiar a ficha de inscrição disponivel
AQUI e enviares para : terraviva@aeiou.pt - ou então apareceres na sede da Terra Viva! durante a semana (segundas,terças e quintas,entre as 15:30 e as 18:30 horas).Contudo a inscrição só fica validada se até dia 17 (quinta)nos contactares telefónicam. mencionando como e quando pretendes pagá-la (de acordo com a tua situação sócio-económica) ou enviando a taxa de inscrição respectiva para a n/conta, de acordo com os workshops em que pretendes participar.
(CGD Nib-003506510050460963022 )e guardando o comprovativo.

Os workshops serão diversos:

FAZER TIPIS (aprender a fazer tenda índia c/ pano - cortar varas e montar tripé de sustentação - .entrada e chaminé – orientação ritual – decoração)
CONSTRUÇÕES E TÉCNICAS PRIMITIVAS ( instrumentos pedra e pau – principais amarrações e estruturas c/varas – uso de machado – esteira de ervas ou palha)
LAND-ART (Arte Efémera na Paisagem:- descoberta formas zoomórficas e antropomórficas- objectos e instalações c/ elementos naturais – mandalas
SAUNA RITUAL ÍNDIA (construção de estrutura de tenda de sudação e sua cobertura – recolha de seixos para “aquecer” - recriação de ritual índio )
DESENVOLVIMENTO PERCEPÇÃO SENSORIAlL (jogos de apuramento do tacto,olfacto e visão – camuflagem e” fusão”no terreno – expressão gráfica sensorial)
PLANTAS SILVESTRES MEDICINAIS E COMESTÍVEIS ( passeio de reconhecimento de espécies – recolha de algumas – utilizaç.1ºs socorros, sobrevivência e colin.ª)
PINTURA RITUAL FACIAL E CORPORAL ( índios americanos lakotas e cheyenes- das tribos celtas- pícteos e outros– de outros povos de sociedades orgânicas )
“DO-IN” E PRIMEIROS SOCORROS ( Técnica oriental milenar: -concentração/absorção de energia vital – principais pontos e meridianos – exercícios práticos )
TENSEGRIDADE -Exercícios de Introdução (segundo C.Castanheda)
"RODA MEDICINAL"TOTÉMICA (Lakotas)
ALFABETOS PROTO-HISTÓRICOS ( escrita ogâmica – alfabeto arbóreo druídico – runas - significados antropológicos)

TRAZ TENDA,SACO-CAMA, PROVISÕES PARA 2 DIAS (segundo o princípio da "Mesa Comum" poremos em comum o que temos e tentaremos remediar eventuais falhas - ninguém fica sem comer! ) E UTENSÍLIOS PESSOAIS E ACAMPA CONNOSCO (de acordo c/ normas básicas de relacionamento inter-pessoal, de preservação da Natureza e Autogestão assembleária).

NAS ASSEMBLEIAS DE CAMPO -A 1ªSERÁ NA MANHÃ DE SÁBADO - DEFINIREMOS A ORDEM DE REALIZAÇÃO DOS VÁRIOS WORKSHOPS DE ACORDO COM O CRITÉRIO DOS QUE ENVOLVEREM MAIS INSCRIÇÕES -OU DE OUTROS A DEFINIR NA ASSEMBLEIA

Debates à volta do "Fogo de Conselho" (nocturnos):
--Ecologia Social e movimentos sociais, --Ecologia social e práticas libertárias --Espiritualidade, Ecologia e intervenção social

...e CANTO ECOLÓGICO e SOCIAL (se tiveres algum instrumento musical traz também para animar a malta -nós trazemos os nossos cancioneiros com folhas extras para tod@s).

--> outras possibilidades de actividades extras:

-BANHOS NA CASCATA DA FERVENÇA (troço não poluído do rio Leça)
-VISITA AO CASTRO DE MONTE PADRÃO E SEU CENTRO INTERPRETATIVO
-VISITA À ALDEIA DE PEREIRAS

-->PARA CHEGAR AO LOCAL:
Camionetas do Porto na Estaç.camionagem da R.Faria Guimarães-Junto ao "JN" - de manhã e até às 16.00 h -apanhar a que vai pela Estr.Nacional até Santo Tirso e saír antes, no lugar de Carreira, junto ao desvio para Monte Córdova.Depois subir a pé os 2,5 Km.s até ao Carvalhal de Valinhas (depois da capela S.ra de Valinhas)que fica cerca de 2 Km.s antes da povoação de Monte Córdova.

Se se fôr de carro ou bicicleta, na estrada nacional para Santo Tirso - que vem do Porto e passa em Travagem, Alfena, Longra,Lamelas - virar depois de Lamelas à direita, em Carreira, em direcção a Monte Córdova e estacionar no pequeno parque ao lado do carvalhal, a seguir ao Coreto (junto à capela). Caso de dúvidas contactar 967694816

Apoios:
IPJ/ progr.PAJ 2010
Junta de freguesia de Monte Córdova

7.6.10

Sons & Ruralidades - Festival de ecologia, artes e tradições populares (10 a 13 de Junho, em Vimioso, Trás-Os-Montes)


O festival SONS & RURALIDADES pretende ser um novo modelo de festival cultural, superando o espaço e tempo do festival para revitalizar e regenerar a região rural do nordeste transmontano. Este festival faz parte de um programa de desenvolvimento para esta região, procurando que a arte e a cultura sejam a causa para a revitalização da região, procurando novas aproximações artísticas, sociais e económicas. Estimulando sinergias entre o património faunístico e florístico e o património cultural, material e imaterial. Pensando os humanos como parte da natureza e a biodiversidade como um todo. Criando novas oportunidades de criar e de reflectir colectivamente sobre o desenvolvimento local e proporcionando novas visões de futuro.

Para mais informações sobre este evento, poderá nos contactar através do e-mail burranco@gmail.com ou os telefones 966151131/960050722.



PROGRAMA


Quinta-feira, 10 de Junho
Vila de Vimioso

16.00h - 20.00h - Cinema Documentário “Olhar o Rural”

"Significado", A música portuguesa se gostasse dela própria, de Tiago Pereira. Sinopse: A propósito de quatro irmãos músicos, fundadores da Associação Cultural d'Orfeu localizada em Águeda, constrói-se uma génese da música tradicional portuguesa para em seguida se alargar a outros contextos e colocar-se a seguinte pergunta: como seria a música portuguesa se gostasse dela própria?

"Para que este mundo não se acabe", de João Botelho. Sinopse: "Para Que Este Mundo Não Acabe" revela a história de um «território de picos agrestes e vales férteis, de climas extremos habitado por dramáticas gentes que transportaram até hoje saberes, costumes e comportamentos comunitários notáveis e únicos"

"Fogo na Terra Fria", de Nadine Ribet. Sinopse: ”…As massivas de emigração, o êxodo rural e as transformações da agricultura libertaram inúmeros terrenos agrícolas, de tal forma que, sobre os antigos campos cultivados, brotam hoje tojos e giestas. Os braços da lavoura tornaram-se menos numerosos, e os moradores que ficaram ou que voltaram para aldeia devem agora lidar com o mato que se torna cada vez mais denso e se estende sobre o baldio. Para que os rebanhos possam ali pastar é preciso queimar…”


20h00 - JANTAR

21.30h - Noite de Fados (Espectáculo integrado na Feira do Livro de Vimioso)


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Sexta-feira, 11 de Junho
Vila de Vimioso

10.00h - Interpretação da Natureza (saída de campo)

“Ao longo do Rio Angueira descobri”… várias espécies de plantas autóctones e medicinais existentes em seu redor, cada passarinho que por ali passeava, cada insecto que vagueava, antigos açudes e moinhos desgastados pelo macerar dos grãos de trigo e milho… saída de campo orientada por Paulo Pereira

10.00h - Expedição fotográfica (saída de campo)

“Fotografia etnográfica pelas aldeias de Vimioso”, expedição fotográfica orientada por João Pedro Marnoto (www.jpmarnoto.com)

13h00 - ALMOÇO


14.30h - 17h30 – Tertúlia “Património Material e Imaterial: Identidade de um povo…de um lugar”


15.00h – Abertura da Feira e Mostra de Ambiente e Desenvolvimento Rural


17.30h-18.30h – Actividades da Feira: oficinas, colóquios, exposições, outros…

18.30h – Intervenção artística no largo da igreja com Jorge Ribeiro

20h00 – JANTAR

21h30 - Intervenção artística no largo da igreja pela LUD IN, http://ojogoaberto.blogspot.com

22.30h - Concerto com OLIVE TREE DANCE (http://olivetreedance.com/)

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Sábado, 12 Junho 2010
Vila Vimioso

10.00h - Interpretação da Natureza (saída de campo)

“Ao longo do Rio Angueira descobri”… várias espécies de plantas autóctones e medicinais existentes em seu redor, cada passarinho que por ali passeava, cada insecto que vagueava, antigos açudes e moinhos desgastados pelo macerar dos grãos de trigo e milho… saída de campo orientada por Paulo Pereira

10.00h - Expedição fotográfica (saída de campo)

“Fotografia etnográfica pelas aldeias de Vimioso”, expedição fotográfica orientada por João Pedro Marnoto (www.jpmarnoto.com) (a confirmar)

13h00 - ALMOÇO

15.00h - Abertura da Feira e Mostra de Ambiente e Desenvolvimento Rural

15.00h - Festival do Jogo (dinamização de jogos pela vila de Vimioso, tendo como base o improviso, a criatividade e a readaptação de tradições locais) – (LUD IN,
http://ojogoaberto.blogspot.com/ )

14.30h-17.30h – Encontro de organizações de ambiente e desenvolvimento rural “Desenvolvimento Ecológico e Social das regiões rurais”

17.30h – Cinema Documentário

- "No hia ma", de Alex Mogly. Sinopse : “…Este filme é um dos 8 filmes do projecto “Olhares nómadas em Ásia”, projecto audiovisual que propõe habitar e conectar realidades, num esforço de alargar o espectro de entendimento dentro e entre as comunidades e culturas. Integrando o processo criativo no quotidiano das pessoas. Uma viagem de 8 meses, do Japão até a Índia. De bicicleta, de camioneta, de comboio, a pé, á boleia, de canoa, ao encontro de comunidades, tribos, mosteiros, ong´s, aldeias e cidades. O encontro, as suas sementes, raízes e potenciais …”

19.00h - Intervenção artística no largo da igreja matriz pela LUD IN, http://ojogoaberto.blogspot.com

20.00h – JANTAR

22.00h – Concerto com Infussio (
http://www.myspace.com/infussio )


23.00h – Concerto com No Mazurka Band (
http://www.myspace.com/nomazurkaband )

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Domingo, 13 de Junho
Vila de Vimioso

10.00h – Feira de Burros

Gincana com burro
Caretos à solta
Jogos Tradicionais
Animação com música tradicional
Desfile de burros

Intervenções artísticas de:

Jorge Ribeiro
LUD IN

Ao longo do evento estarão patentes em diversos locais da vila de Vimioso exposições de fotografia sob o tema “Biodiversidade, História e Etnografia”

ALOJAMENTO

- Em Vimioso
Parque de Campismo de Vimioso
http://www.cm-vimioso.pt/turismo/pcampismo.html),

Telefone (+351) 273 511 034, e-mail: pcampismovms@gmail.com

- Em Miranda do Douro
Centro de Acolhimento Juvenil, Barrocal do Douro, tel. 273 430020/273 430025
(Nota: 16€/quarto, cada quarto tem dois beliches)

6.6.10

Entre Línguas - documentário sobre as regiões raianas na fronteira entre os territórios dos Estados português e espanhol


Entre Línguas - um filme-documentário de João Aveledo, Eduardo Maragoto, e Vanesa Vila-Verde sobre algumas regiões raianas na fronteira entre os territórios dos estados de Portugal e o de Espanha, e que acabou de ser lançado.

http://agal-gz.org/blogues/index.php/entrelinguas/


Ao longo da fronteira com Portugal, desde a Província de Zamora até a de Badajoz, existem quatro territórios que, por diferentes vicissitudes históricas, possuem actualmente soberania espanhola e conservam uns dialectos muito semelhantes ao galego. No transcurso do documentário Entre Línguas os vizinhos destas quase sempre pequenas vilas contam-nos como vivem a sua mais forte peculariedade e conversam sobre os motivos para continuarem a falar como ainda falam e cantam, ou todo o contrário.

Entre línguas contém filmagens feitas ao lobgo de vários pontos da fronteira hispano-portuguesa, onde vivem falantes de uma variante do português «castelhanizado» ou dum castelhano aportuguesado. Os pontos e núcleos urbanos onde se realizaram as filmagens que compõem o documentário são : Calabor (Zamora); Alamedilla (Salamanca); Eljas, Valverde del Fresno, San Martín de Trevejo y Herrera de Alcántara (Cáceres); y La Codosera, Olivenza, San Benito de la Contienda y Táliga (Badajoz). Para ver o mapa destas regiões: AQUI

5.6.10

A luta de classes está de volta ( texto de Boaventura Sousa Santos)


Cidadãos europeus, Uni-vos!
(texto de Boaventura Sousa Santos, publicado na revisa Visão de 2 de Junho)

A luta de classes está a voltar, sob nova forma, mas com a violência de há cem anos: agora é o capital financeiro a declarar guerra ao trabalho

Os dados estão lançados, o jogo é claro e quanto mais tarde identificarmos as novas regras mais elevado será o custo para os cidadãos europeus. A luta de classes está de volta à Europa e em termos tão novos que os actores sociais estão perplexos e paralisados. Enquanto prática política, a luta de classes entre o trabalho e o capital nasceu na Europa e, depois de muitos anos de confrontação violenta, foi na Europa que ela foi travada com mais equilíbrio e onde deu frutos mais auspiciosos. Os adversários verificaram que a institucionalização da luta seria mutuamente vantajosa: o capital consentiria em altos níveis de tributação e de intervenção do Estado em troca de não ver a sua prosperidade ameaçada; os trabalhadores conquistariam importantes direitos sociais em troca de desistirem de uma alternativa socialista.

Assim surgiram a concertação social e seus mais invejáveis resultados: altos níveis de competitividade indexados a altos níveis de protecção social; o modelo social europeu e o Estado Providência; a possibilidade, sem precedentes na história, de os trabalhadores e suas famílias poderem fazer planos de futuro a médio prazo (educação dos filhos, compra de casa); a paz social; o continente com os mais baixos níveis de desigualdade social.

Todo este sistema está à beira do colapso e os resultados são imprevisíveis. O relatório que o FMI acaba de divulgar sobre a economia espanhola é uma declaração de guerra: o acumulo histórico das lutas sociais, de tantas e tão laboriosas negociações e de equilíbrios tão duramente obtidos, é lançado por terra com inaudita arrogância e a Espanha é mandada recuar décadas na sua história: reduzir drasticamente os salários, destruir o sistema de pensões, eliminar direitos laborais (facilitar despedimentos, reduzir indemnizações).

A mesma receita será imposta a Portugal, como já foi à Grécia, e a outros países da Europa, muito para além da Europa do Sul. A Europa está a ser vítima de uma OPA por parte do FMI, cozinhada pelos neoliberais que dominam a União Europeia, de Merkel a Barroso, escondidos atrás do FMI para não pagarem os custos políticos da devastação social.

O senso comum neoliberal diz-nos que a culpa é da crise, que vivemos acima das nossas posses e que não há dinheiro para tanto bem-estar. Mas qualquer cidadão comum entende isto: se a FAO calcula que 30 mil milhões de dólares seriam suficientes para resolver o problema da fome no mundo e os governos insistem em dizer que não há dinheiro para isso, como se explica que, de repente, tenham surgido 900 mil milhões para salvar o sistema financeiro europeu? A luta de classes está a voltar sob uma nova forma mas com a violência de há cem anos: desta vez, é o capital financeiro quem declara guerra ao trabalho.

O que fazer? Haverá resistência mas esta, para ser eficaz, tem de ter em conta dois factos novos. Primeiro, a fragmentação do trabalho e a sociedade de consumo ditaram a crise dos sindicatos. Nunca os que trabalham trabalharam tanto e nunca lhes foi tão difícil identificarem-se como trabalhadores. A resistência terá nos sindicatos um pilar mas ele será bem frágil se a luta não for partilhada em pé de igualdade por movimentos de mulheres, ambientalistas, de consumidores, de direitos humanos, de imigrantes, contra o racismo, a xenofobia e a homofobia.
A crise atinge todos porque todos são trabalhadores.

Segundo, não há economias nacionais na Europa e, por isso, a resistência ou é europeia ou não existe. As lutas nacionais serão um alvo fácil dos que clamam pela governabilidade ao mesmo tempo que desgovernam. Os movimentos e as organizações de toda a Europa têm de se articular para mostrar aos governos que a estabilidade dos mercados não pode ser construída sobre as ruínas da estabilidade das vidas dos cidadãos e suas famílias. Não é o socialismo; é a demonstração de que ou a UE cria as condições para o capital produtivo se desvincular do capital financeiro ou o futuro é o fascismo e terá que ser combatido por todos os meios.

Pelo fim do bloqueio a Gaza (comunicado distribuído hoje por várias associações, no dia de solidariedade mundial com a população martirizada de Gaza)




PELO FIM DO BLOQUEIO A GAZA

A solidariedade com a população de Gaza está hoje nas ruas em centenas de cidades de todo o mundo, numa acção global para travar o bloqueio e a impunidade dos crimes contra os direitos humanos.

Condenamos o bloqueio imposto à população da Faixa de Gaza de há 3 anos para cá, alegadamente por motivos de segurança, na realidade causando e agravando a cada dia a situação de extrema carência daquela população.

O recente ataque em águas internacionais à flotilha “Gaza Livre” pelo exército israelita, causando pelo menos 9 mortos e vários feridos entre os activistas que traziam ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza, representa mais uma violação inaceitável das convenções internacionais e dos direitos humanos. a começar pelo direito à vida d@s habitantes da Faixa de Gaza e d@s que @s tentam auxiliar. Não pode passar impune. Não podemos ficar indiferentes.

A ajuda humanitária é cada vez mais urgente para a sobrevivência da população de Gaza, reduzida por força do bloqueio económico e territorial à dependência quase total do auxílio externo. Com cerca de 1.5 milhões de pessoas a Faixa de Gaza é a área do mundo mais densamente povoada onde 8 em cada 10 palestinianos vive abaixo do limiar da pobreza.

Defendemos o fim das violações repetidas às convenções internacionais, aos acordos firmados, às resoluções das Nações Unidas por parte do Estado de Israel e o fim da insuportável negação diária dos mais básicos direitos humanos. Mas também queremos que termine a indiferença – quando não a conivência – da comunidade internacional, que as condena por palavras, mas aceita pela sua não-intervenção.

Contra o esquecimento, pelo fim do bloqueio de Gaza.

Subscrevem: APRE, Casa Viva, CNT-Porto, Comité de Solidariedade com a Palestina, Associação ESSALAM, FERVE, GAIA, Movimento Popular de Desempregados e Precários, Movimento de Solidariedade com a Palestina, PAGAN, Panteras Rosa, SOS Racismo, UMAR.


http://www.witnessgaza.com/

4.6.10

Estado de excepção - crónica de Manuel António Pina

Estado de excepção
Crónica de Manuel António Pina publicada no Jornal de Notícias de 3 de Junho de 2010

Um Estado de Direito caracteriza-se (ou caracterizava-se antes da fulgurante chegada do ministro Teixeira dos Santos à doutrina jurídico-política) pelo primado da lei. E pelo primado da Constituição sobre as leis comuns.

Soube-se ontem porém que, no particular entendimento de Teixeira dos Santos do que seja um Estado de Direito, uma coisa em forma de assim chamada "desafio dos mercados" ou o que Teixeira dos Santos acha que é o "bem público", ou até as conveniências práticas dos serviços do seu ministério, estão acima das leis e da Constituição.

A Constituição afirma solenemente que "ninguém pode ser obrigado a pagar impostos (...) que tenham natureza retroactiva"? Teixeira dos Santos puxa dos "mercados" e, em nome do "bem público", que entretanto definiu, e dos misteriosos "mercados", derroga, zás!, a Constituição.

Até porque respeitar a Constituição e a lei daria trabalho ("implicaria duas liquidações do IRS"), o que é "impensável". Na verdade não é "impensável". As cadeias estão cheias de gente que pensa que é mais fácil (e temos que reconhecer que é) não cumprir a lei do que ter trabalho.

Conferência de Edgard Leuenroth sobre o Movimento Operário, proferida em 1965 no Centro de Cultura Social em São Paulo



O tema da conferência é a história da organização operária em São Paulo.

Edgar Leuenroth foi um dos maiores nomes do movimento operário do Brasil. Para saber mais:

http://segall.ifch.unicamp.br/site_ael/
recollectionbooks.com


"...Mas é justamente por isso que devemos ir ao passado, porquê para se conseguir formular um juízo da situação do proletariado hoje, da organização dos trabalhadores e da sua situação atual na atividade sindical é preciso que se conheça o que se fez no passado. E o que resultou de tudo isso? Exatamente muitas das coisas, muitos dos defeitos, muitas das falhas do momento e que são resultantes da falta de conhecimento do que se fez no passado para o aproveitamento das experiências de todos os militantes desses anos todos que se passaram...(Edgar Leuenroth)"


Para consultar mais material sobre a história do movimento operário no Brasil:
Centro de Cultura Social de São Paulo - http://www.ccssp.org/ccs/

Um outro sindicalismo é possível: a tertúlia Liberdade organiza sessão sobre sindicalismo (dia 5/6 às 21h30 na Galeria Zé dos Bois, Lisboa)

Amanhã, sábado, dia 5 de Junho, pelas 21,30h, a Tertúlia Liberdade, promove uma sessão sobre o SOC (Sindicato dos Operários do Campo da Andaluzia) na Livraria Letra Livre, na Galeria Zé dos Bois, situada na Rua da Barroca, 5 no Bairro Alto.

Nessa sessão teremos oportunidade de mostrar fotografias do SOC e da sua actividade, que se estende pelos campos da Andaluzia, através da acção directa numa luta constante pelos 20.000 camponeses associados, com resultados assinaláveis e sem privilégios para os activistas.

Só assim tem sido possível, ocupar latifúndios, organizar cooperativas agrícolas e de habitação para os camponeses e introduzir uma dinâmica anti-capitalista nas zonas rurais. Iremos estabelecer um debate com todos os presentes para esclarecermos esta realidade tão desconhecida e tão diferente do que se passa por cá.

Faleceu Diego Gimenez Moreno, anarquista e ex-combatente na guerra civil espanhola

Morreu no passado dia 2 de Junho, aos 99 anos, o anarquista, ex-combatente da guerra civil espanhola e militante do Centro de Cultura Social de São Paulo, Diego Gimenez Moreno.
Nascido em 10 de abril de 1911, em Jumilla, província de Múrcia, Diego engaja-se aos 17 anos no movimento anarquista espanhol e em seguida na Guerra Civil. Ferido em combate, é hospitalizado e em seguida, com a vitória franquista, encarcerado no campo de concentração Mauthausen, na Áustria. Uma experiência que descreveu no seu livro Mauthausen – campo de concentração e de extermínio (São Paulo, Edições Hispanoamericanas, 1975, 236pp). Escapa para França, chegando em seguida ao Brasil em 1942, onde participa ativamente das atividades anarquistas na cidade de São Paulo.
Diego trazia um mundo novo em seu coração. Durante uma conferência no CCS pronunciada em 2001, declarou: “O patrão não se discute, suprime-se!”
Exemplo de uma existência libertária, deixa um enorme vazio; mas parte após ter semeado muitas primaveras.Mesmo subtraído ao olhar dos amigos, sua glória perdura na nossa memória, pois a recordação dos grandes homens não é menor que sua presença.


O Centro de Cultura Social de São Paulo é o remanescente de uma prática comum do movimento libertário no Brasil. Tem como principal objetivo o aprimoramento intelectual, a prática pedagógica e os debates públicos. Para tanto lança mão de meios como palestras, cursos, seminários, filmes, peças teatrais, entre outros, além de manter um acervo de arquivo e biblioteca voltada principalmente para o anarquismo.
Desenvolve assim formas de ação e de formação de militantes e de livres pensadores, tendo sido comum a formação de diversos centros de cultura ou congêneres no primeiro meado do século XX.
A finalidade do CCS é, inclusive estatutariamente, estimular, apoiar e promover nos meios populares o estudo de todos os problemas que se relacionam com a questão social, não somente de cunho anarquista mas de maneira plural, havendo o especial cuidado de manter-se distante de qualquer instrumentação externa,seja de partidos políticos ou não.

All My Independent Women - exposição colectiva patente na Casa da Esquina em torno do livro Novas Cartas Portuguesas




Está patente na CASA DA ESQUINA, em Coimbra, até ao dia 18 de Junho, a quinta edição da exposição All My Independent Women.

Do encontro, por um lado com a Casa da Esquina e por outro com o livro Novas Cartas Portuguesas de Maria Velho da Costa, Maria Isabel Barreno e Maria Teresa Horta, surgiu a vontade de realizar pela quinta vez o projecto All My Independent Women, projecto artístico que procura problematizar as questões de género. A vontade de voltar a trabalhar com quem recebe o projecto de braços abertos e o nutre como seu, e de reler colectivamente esse livro, marco do feminismo em Portugal levou, assim, à recuperação da experiência colectiva das Cartas; aqui em Coimbra, e com cerca de 40 participantes procura-se a construção de uma nova subjectividade, procura essa que retoma a linha da paixão, paixão que será o próprio objecto e exercício, porque o objecto da paixão é mesmo pretexto, pretexto para nele ou através dele, definirmos, e em que sentido, o nosso diálogo com o resto.


EXPOSIÇÃO:
O projecto AMIW, mais do que uma mera exposição, é uma plataforma de pensamento feminista que se formaliza irregularmente em diversos pontos do país. A maioria dos projectos realizar-se-ão na Casa da Esquina, mas outros serão “fora de portas” e outros ainda acontecerão no ambiente virtual do Second Life. A exposição terá uma forte vertente internacional com a presença de artistas da Alemanha, Áustria, Itália e dos Países Baixos.
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PUBLICAÇÃO:
Aproveitar-se-á a ocasião para a edição de uma publicação da autoria de Carla Cruz e Virgínia Valente que introduz leituras e relacionamentos possíveis ao projecto AMIW e aos gestos de cada artista/performer/pensadora; cruzando contribuições visuais, cartas do livro Novas Cartas Portuguesas, e também ensaios e provocações escritas especificamente para o evento. Com a re-edição do pré-prefácio e prefácio de 1980 às Cartas, por Maria de Lourdes Pintasilgo.

PERFORMANCES (realizadas e a realizar):
21 Maio: CASA DA ESQUINA: 21H30 Carla Cruz: Que Quem Esteja Ferido Não Se Recolha, Antes Despeje o Seu Sangue no Mundo. // 22HOO Rita Rainho: Flexão I. QUEERemos.
29 Maio: TEATRO DE BOLSO: 21H30: Projecto Gentileza: Projeccão de Biting Song.
O5 Junho: TEATRO DE BOLSO: 21H30: Micaela Maia: Ela só queria ser arrebatada.
12 Junho: TEATRO DE BOLSO: André Alves: 21H30: Sentidos Privados.

CINEMA:
CASA DA ESQUINA: todas as Quintas às 21H30:
Durante o período do projecto a CASA DA ESQUINA em colaboração com as associações parceiras, promoverá um ciclo de cinema alusivo ao tema do feminismo como forma de pensar as questões de género não só históricamente mas também nos nossos dias.

DEBATES:
CASA DA ESQUINA: Sextas e Sábados – conversas em torno dos feminismos.
Uma série de encontros, mesas redondas e aulas abertas serão organizadas em colaboração com diversos grupos como a UMAR, o NIGEF, o Núcleo de Estudos de Democracia, Cidadania Multicultural e Participação do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, o Programa em Estudos Feministas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e a CASA DA ESQUINA em colaboração com a artista Carla Cruz, em torno da produção colectiva das Novas Cartas Portuguesas e da sua pertinência no contexto artístico/literário e político português - especificamente no trabalho de carácter feminista - 40 anos depois, das questões de género enquanto relação de poder na política, na sociedade e na cultura. Pretende-se também discutir o feminismo na sua essência e a sua pertinência no mundo actual no combate à discriminação de género.

CONTEXTUALIZAÇÃO:
Este projecto de divulgação e promoção de arte de cariz feminista/género foi iniciado em 2005 pela artista Carla Cruz. All My Independent Women surgiu do convite de Lígia Araão para expor no espaço SMS – Museu de Arqueologia da Sociedade Martins Sarmento em Guimarães. A proposta foi fazer uma exposição colectiva em torno de obras de artistas que trabalham numa perspectiva feminista ou sobre noções de género, obras que de alguma forma faziam parte do contexto da produção artística da artista. O Dicionário de Crítica Feminista, editado por Ana Gabriela Macedo e de Ana Luísa Amaral serviu de fio condutor da exposição. A exposição foi depois apresentada na livraria 100ª Página em Braga, a convite de Ana Gabriela Macedo para o lançamento do dito Dicionário; no espaço EIRA 33 a convite de João Manuel Oliveira, em Lisboa; e na Casa da Cultura da Trofa a convite de Antónia Serra. A ideia de refazer o projecto All My Independent Women surgiu da releitura do livro Novas Cartas Portuguesas de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa. Este mítico livro, marco da causa feminista em Portugal, é o ponto de partida para um projecto de novas criações que pretendem discutir a temática feminista tanto nos trabalhos de cada autor, como a perspectiva espacio temporal da história de Novas Cartas Portuguesas. Partindo deste livro e dos acontecimentos que o envolveram, estabelecemos uma reflexão sobre o feminismo em Portugal e a arte feminista, o projecto tomará a forma das propostas das(os) diversas(os) artistas convidadas(os), que passará pelas linguagens visual, performativa, sonora e escrita e acontecerá em vários espaços da CASA DA ESQUINA, espaços públicos e espaços parceiros nas cidades de Coimbra, Porto e até mesmo na realidade virtual da internet, nomeadamente do Second Life. Futuramente o projecto será apresentado em em Viena, Áustria, numa colaboração com a VBKÖ (Associação Austríaca de Mulheres Artistas) a convite de Rudolfine Lackner.


APOIOS:
CES, CMC, FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN, GESTO COOPERATIVA CULTURAL, REPÚBLICA MARIAS DO LOUREIRO, TEATRO DE BOLSO, UMAR, UC.

Conversa sobre Mulheres e Resistência na Casa da Esquina ( dia 5 de Junho, às 18h., Coimbra)


A Casa da Esquina, em Coimbra, promove no próximo sábado pelas 18h a conversa MULHERES E RESISTÊNCIA com

Shahd Wadi (investigadora),

Margarida Viegas (República Rosa Luxemburgo)
e Fátima Cavalho (Sindicato dos têxteis).

Já pelas 21:30 teremos a performance de Micaela Maia "Ela só queria ser arrebatada".

Esperamos a vossa presença!

Casa da Esquina
R. Aires de Campos 6
3000 Coimbra

Deliberação fria versus deliberação quente: o caso do debate público sobre a auto-estrada de Génova (Conferência no CES em Coimbra / dia 8/6)

Conferência - Deliberação fria vs. deliberação quente: O caso do debate público sobre a auto-estrada de Génova

Luigi Bobbio, Universidade de Turim, Itália

8 de Junho de 2010, 15:00, Sala de Seminários do CES, Coimbra

Entrada livre – Os participantes terão um certificado de participação


Apresentação

A maioria dos democratas deliberativos sugere que a deliberação deverá ser efectuada em espaços protegidos, entre cidadãos aleatoriamente seleccionados, de modo a assegurar uma abordagem fria e racional da questão e garantir que os participantes representam a comunidade em geral. Pelo contrário, o modelo de debate público francês sobre infra-estruturas de grandes dimensões baseia-se em reuniões abertas e na participação colectiva. A participação é desequilibrada. O confronto quente tende a prevalecer sobre a deliberação. No entanto, o instrumento parece conseguir apresentar todos os argumentos relevantes sobre a infra-estrutura (“faire le tour des arguments”) e permitir alguma discussão sobre a respectiva validade.

O dilema entre a deliberação quente e fria será abordado através da análise do primeiro caso de debate público de “estilo francês” que teve lugar em Itália, sobre o projecto de uma auto-estrada em Génova. Irei considerar as características do instrumento com base nesta experiência: o conflito que originou o debate, a independência da comissão responsável pela execução, a organização do processo e a transparência da informação, a mobilização das comunidades locais, o desequilíbrio da participação dos cidadãos, o dilema entre o “como" e o “se” do projecto, e entre a deliberação e o confronto, e, finalmente, o resultado do debate. Por último, irei discutir os prós e contras deste mecanismo em comparação com os mecanismos inspirados pela deliberação fria.


Referências

Bobbio, L. (2010), “Il dibattito pubblico sulle grandi opere. Il caso dell’autostrada di Genova”, Rivista Italiana di Politiche Pubbliche, n.1.

Fung, A. (2003), “Survey article: Recipes for public spheres: Eight institutional design choices and their consequences”, The Journal of Political Philosophy, 11, pp. 338-367.

Fourniau, J.-M. (2001), “Information, Access to Decision-making and Public Debate in France: the Growing Demand for Deliberative Democracy”, Science and Public Policy, 28, 6, pp. 441-445.

Hendriks, C. M. - Dryzek, J. S., Hunold, Ch. (2007), “Turning Up the Heat: Partisanship in Deliberative Innovation”, Political Studies, 55, pp. 362–383


Sobre o exemplo em análise, ver: AQUI

Textos e Mitos da Antiguidade Clássica - curso de Verão na Fac. de Letras da Universidade de Lisboa


Para saber mais informações sobre este e outros cursos de Verão promovidos pelo Centro de Estudos Clássicos da Fac. de Letras da Universidade de Lisboa:

www.fl.ul.pt/unidades/centros/cec/Verao2010.html

3.6.10

Pic-Nic global pelo decrescimento, pela igualdade social e sustentabilidade ecológica, e por uma vida simples e solidária ( dia 6, em Lisboa e Lagos)

Foto da Conferência pelo Decrescimento económico e pela igualdade social e sustentabilidade ecológica realizada em Barcelona no passado mês de Março


No próximo dia 6 de Junho ( Domingo) realiza-se a nível global um Pic-Nic pelo Decrescimento Sustentável e por uma vida simples e solidária por decisão da 2ª Conferência Internacional do Decrescimento económico e pela igualdade social e sustentabilidade ecológica ( The 2nd international conference on economic degrowth for ecological sustainability and social equity) realizada em Barcelona no passado mês de Março.





Em Portugal a acção global pelo Decrescimento vai ter duas realizações, uma em Lisboa e outra no Algarve.


ALGARVE
Mata de Barão São João
Lagos
A partir das 14h


LISBOA
Em Belém, na zona arborizada em frente aos Pastéis de Belém, em Lisboa
A partir das 15h


Tragam comida para partilhar, pratos, talheres (sem ser de plástico por favor) e vontade de conversar