4.2.10

Reviver a revolta do 3 de Fevereiro de 1927 no Porto


A 3 de Fevereiro de 1927 eclodia no Porto uma revolta militar republicana -participada por sectores civis armados -anarco-sindicalistas da antiga CGT, anarquistas, comunistas e outros - contra o regime saído do "28 de Maio", de 1926. A cidade do Porto, cercada pelas tropas do governo, começou a ser bombardeada do lado de Gaia.


Sob a ameaça de bombardeamento ainda mais intenso e pesado, com obuses, esboçaram-se duas posições: uma, a dos chefes políticos e militares republicanos (o chamado "reviralho"), de RENDIÇÃO; outra, a dos sectores civis, sobretudo dos libertários e PC.s, de um ATAQUE à baioneta contra as baterias governamentais da Serra do Pilar (Gaia) que invertesse a situação –até porque o movimento estava a ser secundado em Lisboa.


A pretexto de que "isso seria um banho de sangue", os chefes republicanos do Porto decretaram a rendição...O que se seguiu foi a repressão violentíssima da revolta -com fuzilamentos sumários e deportações para as prisões em África - que naturalmente se abateu sobretudo sobre os sectores civis armados.
Assinalando os 83 anos destes episódios -que constituíram a primeira grande acção de resistência contra a ditadura saída do 28 de Maio - e no sentido de não deixar branquear a MEMÓRIA HISTÓRICA SOCIAL (e a LIBERTÁRIA tampouco), a TERRA VIVA! AES vai levar a efeito as seguintes ACTIVIDADES:

Sessão de Informação/debate "O 3 de Fevereiro de 1927: lições históricas libertárias” -com audição do registo de depoimento de um participante, o anarco-sindicalista Manuel Reis (falecido em 2000) quinta, 4 de Fevereiro,21 h. nas instalações do Terra Viva!AES ( R. Caldeireiros, 213 , à Cordoaria)

"Trilha Histórica do 3 de Fevereiro"- percurso guiado a pé, entre a R. 31 de Janeiro e as Fontaínhas, e c/ oferta de folheto-guia e mapa assinalando os vários pontos importantes do levantamento de 3/2/1927
sábado, 6 de Fevereiro 10.30 h. Praça da Liberdade - junto à estátua


-Iniciativa: OFICINA HISTÓRIA VIVA e Círculo de Estudos Sociais Libertários da TERRA VIVA!AES
-Apoio: PAJ/IPJ para o ano de 2010. R.Caldeireiros, 213 -PORTO

+informações: 967694816 à SEDE: TERÇAS, QUINTAS e SEXTAS -15-19.00 h.

Próximas plantações no âmbito do Projecto Criar Bosques são já no dia 7/2/2010 em Grândola e na Serra de Montejunto

Para o dia 07/02/2010 (Domingo) está prevista a plantação de espécies autóctones em Grândola e Serra de Montejunto no prosseguimento do Projecto Criar Bosques:

No site http://criarbosques.wordpress.com/plantacoes/ encontra-se informação adicional sobre a iniciativa.

Contacto:
Paulo Monteiro - tlm 93 999 21 88
criarbosques.@quercusancn.pt


GRÂNDOLA

Data: 07-02-2010 (Domingo) Hora: 10:00
Local: Herdade das Sesmarias dos Nobres (freguesia de Azinheira dos Barros; concelho de Grândola) – Mapa (
aqui)
Encontro: Local da plantação.
Contactos: Dário Cardador (967 023 095;
dariocardador@gmail.com).
Obs1: Para quem vem de Lisboa na A2: sair na portagem seguinte à de Grândola e continuar na direcção Sul pelo IC1 durante 1,2 Km, onde se desvia à direita para a Herdade. Para quem vem de Lisboa pelo IC1: passar por Grândola (sem entrar), Canal Caveira, nó da A2 (após Grândola) e após 1,2Km virar à direita para a Herdade.
Obs2: É obrigatória a inscrição prévia.


SERRA DE MONTEJUNTO
Data: 07-02-2010 (Domingo) Hora: 10:00
Local: Casa da Serra (Vila Verde dos Francos, Alenquer)
Encontro: Casa da Serra – Mapa (
Aqui).
Contactos: Paulo Monteiro (93 999 21 88)
Obs:É necessária a inscrição por SMS (93 999 21 88) indicando o número de
voluntários.

3.2.10

Dia de luta dos estudantes do Secundário e do Básico promove manifestações e concentrações de alunos em todo o país para o dia 4 de Fevereiro


A convocatória é da Delegação nacional das Associações de Estudantes do ensino secundário e básico




Lisboa - dia 4 de Fevereiro em frente ao Ministério da Educação às 10h.

Porto - dia 4 de Fevereiro na Avenida dos Aliados às 9h30

A Luta esta a crescer...!


Não te baldes à Luta!


A algumas horas do Dia Nacional de Luta dos Estudantes do Ensino Secundário e Básico marcado pela Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico (DNAEESB) para o dia 4 de Fevereiro (5ªfeira) a DNAEESB dá nota:

1.Da crescente expressão Nacional que este protesto descentralizado no dia 4 já tem e vai ter, tendo a DNAEESB contactado e sido contactada com e por muitos estudantes e Associações de Estudantes (AAEE) que garantiram a sua adesão em massa ao dia de Luta, vindo estas informações da marcação de momentos de protesto de todos os distritos do país (incluindo ilhas), dando a total confiança de que esta será uma grande jornada de Luta dos estudantes, que vai levar às ruas de todo o país muitos milhares de estudantes em luta pelos seus direitos.

2. A preparação desta e de outras lutas tem sido acompanhada por um ataque aos direitos e liberdade dos estudantes e das suas AAEE, pondo em causa a já escassa democracia das escolas.

A DNAEESB tem informação do impedimento da realização de muitas Reuniões Gerais de Alunos (RGA) pelas direcções das escolas, um pouco por todo o país. Bem como tentativas de impedimento da distribuição de propaganda e entraves à actividade das AAEE.
Face a estes ataques os estudantes e as AAEE têm sido firmes na defesa dos seus direitos e da liberdade, levando a liberdade de reunião e de expressão mais longe, contribuindo para a organização, discussão e reflexão dos estudantes.
A DNAEESB alerta para que no dia 4 de Fevereiro a Liberdade de Manifestação seja salvaguardada por todos os intervenientes (Artigo 45º da Constituição da Republica Portuguesa) e que nenhum estudante, protesto ou manifestação seja impedido, reprimido ou silenciado.

3. A certeza de que esta jornada de Luta dos estudantes do Ensino Secundário e Básico vai trazer muitos milhares às Ruas de todo o país e certos de que a Luta pela Escola Pública, Gratuita, de Qualidade, Democrática e para todos vai continuar! E que os estudantes estão prontos para continuar!

http://dnaeesb.blogspot.com/




ESCOLAS que saíram à RUA com a LUTA dos Estudantes:


AE EB António Augusto Louro (Seixal)
AE EB Pinhal de Frades (Seixal)
AE EB2,3/S de Valença (Viana do Castelo)
AE ES Albergaria à Velha (Aveiro)
AE ES Alfredo da Silva (Barreiro)
AE ES Almeida Garrett (Porto)
AE ES Alves Redol (Lisboa)
AE ES Amora (Seixal)
AE ES André de Gouveia (Évora)
AE ES António Gedeão (Almada)
AE ES Arouca (Aveiro)
AE ES Cacilhas-Tejo (Almada)
AE ES Camilo Castelo Branco (Lisboa)
AE ES Carolina Michaellis (Porto)
AE ES Castêlo da Maia (Porto)
AE ES Clara de Resende (Porto)
AE ES Cristina Torres (Coimbra)
AE ES D.João II (Setúbal)
AE ES Daniel Sampaio (Almada)
AE ES de Ferreira do Alentejo (Beja)
AE ES de Mora (Évora)
AE ES de São João da Madeira (Aveiro)
AE ES Diogo de Macedo (Porto)
AE ES Dr. Pascoal de Melo (Leiria)
AE ES Emidio Navarro (Almada)
AE ES Esmoriz (Aveiro)
AE ES Fernão Mendes Pinto (Almada)
AE ES Filipa de Vilhena (Porto)
AE ES Fontes Pereira de Melo (Porto)
AE ES Francisco Simões (Almada)
AE ES Gabriel Pereira (Évora)
AE ES Gil Vicente (Lisboa)
AE ES Ginestal Machado (Santarém)
AE ES Gonçalves Zarco (Porto)
AE ES Henriques Nogueira (Torres Vedras)
AE ES Jorge Peixinho (Montijo)
AE ES José Afonso (Seixal)
AE ES João de Barros (Seixal)
AE ES João de Deus (Faro)
AE ES Leal da Câmara (Sintra)
AE ES Madeira Torres (Lisboa)
AE ES Manuel Cargaleiro (Seixal)
AE ES Manuel Teixeira gomes (Portimão)
AE ES Maria Lamas (Santarém)
AE ES Mem Martins (Lisboa)
AE ES Miraflores (Lisboa)
AE ES Moita (Setúbal)
AE ES Monte da Caparica (Almada)
AE ES Ourém (Santarém)
AE ES Padre António Vieira (Lisboa)
AE ES Pinhal do Rei (Leiria)
AE ES Pinheiro e Rosa (Faro)
AE ES Prof. Mendes dos Remédios (Portalegre)
AE ES Póvoa do Lanhoso (Braga)
AE ES Romeu Correia (Almada)
AE ES Ruy Luis Gomes (Almada)
AE ES Sampaio (Sesimbra)
AE ES Sebastião da Gama (Setúbal)
AE ES Águas Santas (Porto)
EB Quinta da Lomba (Barreiro)
ES Abel Salazar (Porto)
ES Alfredo dos Reis Silveira (Seixal)
ES Anselmo de Andrade (Almada)
ES António Nobre (Porto)
ES Augusto Cabrita (Barreiro)
ES Augusto Gomes (Porto)
ES Avelar Brotero (Coimbra)
ES Bocage (Setúbal)
ES Bordalo Pinheiro (Leiria)
ES Carlos de Amarante (Braga)
ES Casquilhos (Barreiro)
ES da Nazaré (Leiria)
ES de Ermesinde (Porto)
ES de Estremoz
ES de Fafe (Braga)
ES do Cerco (Porto)
ES do Entroncamento (Santarém)
ES Dom Manuel I (Beja)
ES Dª Maria I (Braga)
ES Fernando Namora (Coimbra)
ES Inês de Castro (Porto)
ES José Falcão (Coimbra)
ES Martins Sarmento (Braga)
ES Oliveira do Douro (Porto)
ES Padrão da Légua (Porto)
ES Rio Tinto (Porto)
ES Santo André (Barreiro)
ES Santo António (Barreiro)
ES Soares dos Reis (Porto)
ES São Pedro da Cova (Porto)

2.2.10

Caminhada pela Simplicidade Voluntária 2010 entre Viseu e Coimbra, de 21 de Março a 12 de Abril: por uma vida simples e solidária!









Por uma vida simples e solidária!

A ideia é criar um “espaço” de questionamento da vida moderna e do que realmente nos faz falta, e proporcionar a experiência de viver em harmonia com a natureza, ao seu ritmo, num ambiente de convivialidade.


Caminhar para deixar de correr!

Realizar-se á entre Viseu e Coimbra, com inicio a 21 de Março e termina a 12 de Abril .


Todos podem participar, é ABERTA e gratuita, passando por transportes públicos todos os dias, para que cada um caminhe o tempo que melhor se adapta a si.


Caminharemos com tudo o necessário á nossa sobrevivência, visitando quintas e projectos que partilham um espaço e um espirito connosco, por uma noite.

Por uma vida simples e solidária!

Construamos um novo presente.


http://caminhada2010.wordpress.com/

Apresentação do livro Mar das Especiarias de J. Magalhães de Castro em Lisboa (dia 4), Caldas S.Jorge(dia 6), Porto(dia7), Feira(dia 13), Gaia(dia 19)




Realizam-se durante o mês de Fevereiro várias sessões de apresentação do livro «Mar das Especiarias» de Joaquim Magalhães de Castro, viajante independente e escritor de narrativas de viagens.


Os locais e o calendário das apresentações:

Dia 4 de Fevereiro, Palácio da Independência, Lisboa, pelas 18:30.
Com apresentação do historiador Jorge dos Santos Alves, Universidade Católica.

Dia 6 de Fevereiro – Salão das Termas, Caldas de São Jorge, pelas 20:00.
Com apresentação do médico e escritor Miguel Miranda.

Dia 7 de Fevereiro – FNAC do Norte Shopping, Porto, pelas 17:00.
Com apresentação do historiador Jorge Fernandes Alves.


Dia 13 de Fevereiro – Biblioteca Municipal, Santa Maria da Feira, pelas 18:30.


Dia 19 de Fevereiro – Convento Corpus Christi, Gaia, pelas 18:30
Com apresentação do historiador Vítor Teixeira, da Universidade Católica do Porto.





MAR DAS ESPECIARIAS - INTRODUÇÃO

Quando, em 1511, Francisco Serrão e António Abreu aportaram nas ilhas a que dariam o nome de Molucas, ignoravam certamente o peso da herança que ali iriam deixar para as gerações vindouras. De mero entreposto comercial entre o Ocidente e o Oriente, porto de mar na Rota do Sândalo, as ilhas das Sundas Menores e do mar de Banda, na Indonésia, tornaram-se num dos mais fortes e singulares bastiões do legado deixado pelos portugueses na sua epopeia marítima. O resultado de apenas cento e cinquenta anos de convivência entre portugueses e indonésios traduz-se, hoje, na cumplicidade e no carinho demonstrados pelos habitantes destas outrora «Ilhas do Trato» na presença de um lusitano.
A língua, a música, a dança, os trajes, as lendas, a arquitectura, as manifestações culturais e religiosas, a patronímica e a toponímia são os testemunhos mais evidentes da herança aí deixada pelo povo português há mais de trezentos anos, a qual não só sobreviveu à posterior colonização e hegemonia marítima holandesa mas que, acima de tudo, resistiu ao tempo. As culturas locais de ilhas como Flores, Ternate, Amboíno,Timor, Solor e Adonara assimilaram de uma forma profunda e a níveis diversos a cultura portuguesa que ainda nos dias de hoje é respeitada e acarinhada como fazendo parte da sua identidade.
Ao longo das várias viagens que realizei pelo Sudeste asiático, um privilégio a que a minha residência em Macau permitiu, visitei alguns desses locais. Fi-lo, porém, numa perspectiva de viajante, sem qualquer preocupação que não a de simples observação e usufruto directo do que experienciava. Entre os meses de Junho e Setembro de 2005 desloquei-me, uma vez mais, à Indonésia, desta feita com um objectivo preciso.
Fora-me concedida uma bolsa de curta duração pela Fundação Oriente para investigar traços da presença portuguesa nos seus mais diversos aspectos. As expectativas que tinha dessa viagem foram largamente ultrapassadas, mas o visto indonésio, que era apenas válido por um mês, foi um factor limitativo. Vi-me obrigado a fazer duas deslocações a Timor para, em Díli, na Embaixada indonésia, renovar a autorização. Esse intervalo forçado, numa ilha com ligações geográficas e histórico-culturais à região anteriormente visitada, permitiu-me recolher novos dados que me levariam a locais na Indonésia que não estavam previstos na minha calendarização inicial.
E foi precisamente devido a essa interligação que decidi dedicar algumas páginas à parte ocidental de Timor, que apenas percorri de autocarro, e à sua capital, Kupang, onde permaneci alguns dias. Como material de apoio e, de certa forma, como guia de viagem utilizei o livro de António Pinto da França, Portuguese Influence in Indonesia, publicado em 1970, em inglês, pela editora Gunung Agung, Jacarta, e posteriormente reeditado, em 1985, pela Fundação Calouste Gulbenkian, em português. Outros dois livros, o Tratado dos Descobrimentos, da autoria de António Galvão, e o Tratado das Ilhas Malucas, de autor anónimo, orientaram e enriqueceram não só o meu percurso como também a observação e interpretação das realidades com que me fui confrontando.
Pode dizer-se que essas obras serviram de fio condutor a investigações que ultrapassaram o âmbito inicial a que me propunha. Em termos formais, optei pelo diário de viagem intercalado com reportagem jornalística de cariz histórico, precisamente para poder chegar junto de um público mais vasto. Registei depoimentos, fiz entrevistas. Fotografei. Filmei. Gravei canções, orações e discursos em português arcaico. Compilei listas de palavras portuguesas ainda hoje utilizadas nos dialectos locais e em bahasa, a língua oficial da Indonésia. Reuni documentos com tradições orais que remontam ao século XVI. Testemunhei cerimónias pascais. Enfim, contactei de perto com as comunidades de luso-descendentes e com todas as que a elas me conduziram. Fiquei surpreendido com a quantidade e diversidade de vestígios da passagem dos portugueses, sendo o mais notório a quantidade de apelidos e palavras cuja sonoridade me era muito familiar. Foi graças a elas que me acerquei do que mais me interessava nessa viagem: as pessoas. Estas receberam-me com a avidez de quem tem algo para mostrar e contar, melhor dizendo, algo para preservar, se bem que o fizessem de um modo quase inconsciente.
Houve, no entanto, quem demonstrasse ser guardião de uma memória ancestral e colectiva, naquilo que entendi ser uma questão de sobrevivência.
Por diversas razões, muitos locais ficaram por visitar, mormente nas Celebes e nas Molucas. Locais como as ilhas de Halamera, Morotai, Makian, Bachan, Seram, Banda, Tanimbar, bem como toda a região de Manado, a norte das Celebes, teriam revelado elementos para os quais iria preparado, e estou certo das muitas surpresas que me esperariam. A sua descoberta, porém, terá de ficar para uma nova deslocação àquele arquipélago, uma tarefa que dará, porventura, matéria para uma outra narrativa. Assim o espero. Quanto ao trabalho resultante dessa viagem, considero-o um exercício de resgate de um espólio, não material, mas temporal e espiritual, que nos pertence e do qual devemos estar conscientes. Compete-nos, pois, participar na preservação dessa memória da cultura lusa, que assume aqui uma das suas formas mais resistentes.


Lisboa, 31 de Julho de 2008
Joaquim Magalhães de Castro




PREFÁCIO

De 1965 a 1970 estive como Encarregado de Negócios na Indonésia. Era então muito jovem e daí a inesgotável vitalidade que me animava e a devastadora curiosidade que me roía. Foi nesse «estado de graça» que mergulhei na Indonésia, estabeleci contactos, fiz amigos, viajei tanto quanto pude até às mais remotas paragens do país. Cedo comecei a deparar-me com palavras de origem portuguesa, algumas de saboroso gosto arcaico, de nomes próprios e apelidos cujo número ia aumentando constantemente. Depois veio a descoberta de música de raiz portuguesa, de canções, de trajes, de ruínas, de canhões, de preciosos objectos de culto religioso, alguns ainda do século XVI, que nós deixámos espalhados por todo aquele imenso arquipélago. Mas ainda mais impressionante terá sido descobrir os imponderáveis. De como estava viva a memória, entre o povo indonésio, mesmo entre os mais simples, de Portugal e dos portugueses. Quando sabiam donde vínhamos, festejavam--nos como se acabassem de encontrar um amigo antigo que não viam há muito tempo e punham-se logo a falar de coisas que recordavam, de acontecimentos remotos, de recordações materiais que por lá haviam ficado. E este fenómeno revelava-se ainda mais extraordinário quando dávamos conta que os contactos estreitos entre portugueses e indonésios se haviam interrompido séculos atrás e que muito os holandeses se haviam esforçado, no passado, por apagar todos os vestígios portugueses quer de carácter material quer de carácter espiritual. Face à descoberta de todas essas coisas, que sabia inteiramente desconhecidas em Portugal e constituíam portanto material «virgem», fui caindo num maravilhamento e comecei a anotar e a fotografar sistematicamente quanto encontrava que tivesse a marca da nossa passagem pela Indonésia.

Falava tantas vezes destas minhas demandas a amigos indonésios que a certa altura me convidaram para fazer uma conferência sobre o tema, o que aceitei. Posteriormente, face ao texto que preparara e às fotografias de que dispunha, veio-me à ideia que poderia tentar a publicação de uma obra que registasse as descobertas que fizera. Falei com editores indonésios que logo se mostraram entusiasmados e conseguiu-se o mecenato da Fundação Calouste Gulbenkian para a publicação da obra e, em 1969, saiu assim a primeira edição da Influência Portuguesa na Indonésia em inglês. Seria mais tarde reeditada pela Fundação Gulbenkian também em inglês, depois, já em 2001, em nova edição indonésia e em língua indonésia e, finalmente, em 2004 em português na editora Prefácio.


Bem consciente de que a voragem do tempo tudo vai diluindo, tentei bem cedo que fosse enviado à Indonésia alguém mais preparado que eu para melhor investigar os vários aspectos da herança portuguesa que eu tinha assinalado. Baldados esforços. Mais tarde, só após encerrado com a Indonésia o conflito em torno de Timor e a partir de 2006, a recém-formada ALIAC (Associação Luso-Indonésia de Amizade e Cooperação) teve oportunidade de enviar àquele país quatro missões de peritos que foram estudar as seguintes áreas: Raízes portuguesas da música das Flores e de Tugu (Professor João Soeiro de Carvalho); Inventariação do património português subsistente em Sica e Larantuca na ilha das Flores (Senhora Dona M.ª Helena Mendes Pinto); Fortalezas e armaria portuguesas nas Molucas (Dr. Manuel Lobato); Comunidade de Tugu, nas imediações de Jacarta (Dr.ª M.ª de Jesus Espada).


Verificou-se, como já seria de esperar, que a erosão do tempo, agravada pela aceleração da História que a globalização acarretou, havia já tido efeito nocivo na herança e na influência cultural portuguesa que eu havia detectado na Indonésia quarenta anos atrás.

Face a este quadro, muito é de louvar a obra de Joaquim Magalhães de Castro, que agora se publica. Impulsionado por uma viva curiosidade, com um notável espírito de aventura, a minha obra acima referida a servir-lhe de guia, meteu-se a caminho através de longínquas regiões da Indonésia, onde ainda se viaja como em tempos remotos, na paixão de reencontrar os vestígios portugueses. Chegou mesmo a locais onde, para minha inveja, nunca consegui ir. O texto é construído de uma forma muito original, um misto de diário e entrevistas, que torna a obra muito viva e atraente. Com que prazer se navega neste mar das especiarias! Mas, acima de tudo, esta obra tem o grande mérito de mais uma vez chamar a atenção dos portugueses para um património precioso que lamentavelmente anda tão esquecido. Portugal ignora e menospreza o prestígio de que ainda goza na Ásia, difícil de explicar para país tão pequeno e séculos decorridos após a nossa presença naquele continente. Para além de nada fazermos para preservar laços milagrosamente prevalecentes, nós vimos perdendo também oportunidades e vantagens em termos económicos.

Lisboa, 16 de Dezembro de 2008
António Pinto da França



PREFÁCIO

O folhear das páginas do livro de Joaquim Magalhães de Castro Mar das Especiarias proporciona um impressivo relato das mil e uma aventuras deste português que, no despontar do Século XXI, se meteu intrepidamente pelo mar fora, seguindo as peugadas de muitos dos nossos antepassados, com o objectivo de encontrar vestígios por eles deixados no fabuloso arquipélago das especiarias que hoje constitui a República da Indonésia.


O autor confronta-se — e confronta-nos — ora com testemunhos vivos da nossa História ora com «estórias» que as brumas do tempo transformaram em quase realidade, permanecendo vivas no imaginário colectivo dos povos dessas longínquas paragens.

Partilhando as extraordinárias experiências do autor, o livro constitui um aliciante convite à aventura e à descoberta do que Portugal levou aos povos das ilhas indonésias — e do que também deles trouxe. Mas ainda nos interpela, como apelo à urgência de um trabalho técnico-científico de fundo, concertado entre especialistas indonésios e portugueses, que não deixe perder-se para sempre o que ainda resta dos traços daquelas decisivas passadas no processo de globalização económica e cultural de um mundo que, de repente, se tornara redondo...

Deliciam as conversas que espontaneamente suscitam comparações e conduzem à revelação de semelhanças em termos tão comuns como serdadu (soldado), almari (armário), kondi (conde), manina (menina), joget (joguete) ou tanjidor (aquele que tange um instrumento). Extasia o cuidado e empenho que Edmundus Pareira terá posto na redacção do discurso de boas-vindas ao Embaixador de Portugal em Jacarta!

Foi com indizível prazer, embora roída de saudades das paisagens e gentes da Indonésia, que devorei o relato do saltitar a que o autor se sujeitou, ao longo de quase sete mil quilómetros de mar e ilhas, transpondo inevitáveis e incontáveis dificuldades físicas e logísticas. Joaquim Magalhães de Castro foi muito além de anteriores cronistas, na insaciável curiosidade, na avidez de descobrir e na capacidade de registar. Ele faculta-nos hoje, quando estão prestes a completar-se 500 anos após a chegada dos primeiros portugueses àquelas paragens, um extensivo trabalho de recolha, não só dos testemunhos vivos do nosso ancestral destemor do desconhecido, como da nossa vocação para reconhecer o Outro e para estabelecer pontes de partilha de saberes, experiências e interesses.

Guardo como tesouro a recordação e as fotografias dos caminhos que percorri, das personagens com quem me cruzei, dos costumes e tradições que descobri ou reconheci, desde Lamno, na ponta do Aceh, em Samatra, a Atambua, em Timor Ocidental; passando por Java, Bali, Lombok, Sumbas, Celebes, Flores, Molucas e o Bornéu. Caminhos por onde Joaquim Magalhães de Castro se aventurou também, em deambulação que o levou muito mais longe e que explorou muito mais a fundo. A minha missão na Indonésia durou apenas quatro curtos anos, entre 1999 e 2003, com obrigações que me impediam o afastamento prolongado de Jacarta. O admirável relato das explorações de Joaquim Magalhães de Castro espicaça-me o desejo de um dia voltar, mais liberta e demoradamente, para desfrutar do prazer de me entranhar de novo no verde de palmeiras e arrozais, nos azuis de céus e mares, na altura fumegante dos vulcões e na planura das povoações acolhedoras, para saborear mais conversas com mulheres e homens de outras culturas e línguas que, contra ventos e marés, cuidam de preservar a memória que, sabem, lhes alargou os horizontes: a de Portugal e dos antigos portugueses.

Bruxelas, 29 de Janeiro de 2009
Ana Gomes
Eurodeputada e ex-Embaixadora de Portugal em Jacarta

Apresentação e debate sobre o projecto educativo da Escola da Ponte na Vila das Aves (dia 4 de Fev., às 21h30, na livraria-bar Gato Vadio)



Fazer a Ponte – projecto educativo da Escola da Ponte

Apresentação e debate com a presença de membros da Escola da Ponte

Quinta-feira, dia 4 de Fevereiro, 21h30

Gato Vadio


No passado domingo, a mais alta figura do Estado, ele próprio representante da democracia em que vivemos, reclamou da necessidade de plantarmos “a semente de um novo espírito de cidadania”. Falou também em “virtude da política democrática”. A 30 km do palco que serviu de base a mais um discurso de retórica, vivem e estudam 175 crianças, com idades entre os 5 e os 16 anos, que dariam uma lição sobre o que é a virtude real da democracia quando ela é realmente vivida e experimentada por todos num processo colectivo. Falamos das crianças que fazem a Escola da Ponte. Nenhum outro projecto escolar conhecido plantou tão duradouramente em Portugal “a semente de um novo espírito de cidadania” como a Escola de Vila das Aves. Onde estão as outras pontes pelas escolas do país? Por que razão não se plantam mais pontes na rede educativa?


A convite da Gato Vadio, a Escola da Ponte virá apresentar o seu projecto educativo e ajudar-nos a responder a algumas perguntas.

Um só exemplo deveria chegar para acabar com tanta retórica? Ou nós, sociedade, alunos e professores, temos medo da democracia e preferimos antes uma pálida representação dela?


A Escola da Ponte foi fundada em 1976. Encontra-se numa área aberta em Vila das Aves. Os alunos formam grupos heterogéneos, não estando classificados, agrupados ou distribuídos por turmas nem por anos de escolaridade que, na prática, não existem. Não há salas de aula mas sim espaços de trabalho, onde não existem lugares fixos. Essa subdivisão foi substituída, com vantagens, pelo trabalho em grupo heterogéneo de alunos. Do mesmo modo, não há um professor encarregado de uma turma ou orientador de um grupo; em vez disso, todos os alunos trabalham com todos os orientadores educativos.

Dos princípios fundadores que orientam a escola e todos aqueles que dela fazem parte, salientamos dois:

“A intencionalidade educativa que serve de referencial ao projecto Fazer a Ponte orienta-se no sentido da formação de pessoas e cidadãos cada vez mais cultos, autónomos, responsáveis e solidários e democraticamente comprometidos na construção de um destino colectivo e de um projecto de sociedade que potenciem a afirmação das mais nobres e elevadas qualidades de cada ser humano.”

“A Escola não é uma mera soma de parceiros hieraticamente justapostos, recursos quase sempre precários e actividades ritualizadas – é uma formação social em interacção com o meio envolvente e outras formações sociais, em que permanentemente convergem processos de mudança desejada e reflectida.”

Por sugestão da Escola da Ponte, pedimos às pessoas interessadas que enviem via email questões que gostassem de ver respondidas no dia da apresentação. Como o tempo não chegará para tudo, pensemos já em organizar uma visita à escola, visita, como habitualmente, guiada pelos alunos.


Sugestão de livros
Escola da Ponte– Formação e Transformação em Educação - Autor Prof.José Pacheco
A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir.- Autor Rubem Alves

Saber mais sobre a Escola da Ponte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_da_Ponte
http://www.eb1-ponte-n1.rcts.pt/html2/portug/local/local.htm
Projecto educativo da Escola da Ponte:
http://www.eb1-ponte-n1.rcts.pt/documen/projecto.pdf
http://amigosdaescoladaponte.blogspot.com/



Livraria-bar-Galeria Gato Vadio
http://gatovadiolivraria.blogspot.com/
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016
email: gatovadio.livraria@gmail.com

horário:
Tarde:
quinta a domingo das 15h - 19h30

Noite:
terça a domingo das 21h - 00h59

encerramos à segunda-feira

Jantar Popular e projecção do filme Jana Sanskriti, seguido da apresentação do grupo de teatro de intervenção no Centro Social do GAIA(dia 4, às 20h)



Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010, no Centro Social do GAIA:


20h - Jantar Popular

O que é o Jantar Popular?

- Um Jantar comunitário vegano e LIVRE DE OGMs que se realiza todas as Quintas-feiras no Grupo Desportivo da Mouraria

- Uma iniciativa inteiramente auto-gerida por voluntários do Centro Social do Jantar. Para colaborar, cozinhar, montar a sala basta aparecer a uma Quinta-feira a partir das 16h30.

- Um projecto autónomo e auto-sustentável. As receitas do Jantar Popular representam o fundo de maneio do Centro Social do GAIA que mantém assim a sua autonomia.

- Um jantar onde ninguém fica sem comer por não ter moedas e onde quem ajuda não paga. O preço normal são 3 euros.

- Um exemplo de consumo responsável, com ingredientes que respeitam o ambiente, a economia local e os animais.

- Uma oportunidade para criar redes, trocar conhecimentos e pensar criticamente



22h - "JANA SANSKRITI - Um Teatro em Campanha"
Filme de Jeanne Dosse (52min)
Hoje, mais de mil camponeses indianos decidiram não tolerar mais os problemas da sociedade indiana: o patriarcado, a corrupção e, pior ainda, a indiferença. Para essa luta, eles escolheram um instrumento inesperado: o teatro.


23h - Apresentação do Grupo de Teatro de Intervenção do GAIA.

Localização do Centro Social do GAIA:
http://gaia.org.pt/node/14965

Exposição «Zeca Afonso, andarilho, poeta e cantor» na junta de freguesia de Vila das Aves (Sto Tirso) de 3 a 20 de Fevereiro



Clicar por cima da imagens para ler em detalhe


Café com Contos (todas as 6ªs feiras de cada mês) é já no próximo dia 5 de Fevereiro às 21h. em Campo de Ourique ( Lisboa)



O Café com Contos do Quarto da Lua passou a ser todas as primeiras 6ª feira de cada mês, e já não as 4ª. isso para dar a possibilidade a mais pessoas de vir, para não por a pressa de um dia da semana numa iniciativa que é contraria por estatuto a pressa e para começar todos bem o fim de semana, com histórias e partilhas.



Rua Almeida e Sousa, nº25 cave

1350-007 Lisboa





“A nossa casa é todo o mundo, falta só pôr o telhado.”




Convidam-se todos, e aos amigos de todos, a participar no próximo Café com Contos, o de Fevereiro, que será dia 5 as 21h00 no Quarto da Lua, em Campo d'Ourique (ver abaixo o mapa do local, a partir do Rato, para não vos perder).


Como de costume será uma noite de contos e de partilha, de palavras e de gargalhadas para graúdos, apesar de, provavelmente, haver contos também chamados infantis, mas que afinal podem ser para graúdos na mesma.




Vamos contar histórias, todos os da equipa do Quarto da Lua, os astronautas, e também todos os do público que irão aceitar o desafio de montar naquela cadeira alta. por isso se têm contos, histórias e palavras para partilhar, força, apareçam! ... se têm medo das alturas (como a da cadeira) apareçam para ouvir os outros contos e para a companhia (na Itália dizem que "para a companhia casou-se até um padre!"

Livraria Letra Livre abre espaço na Galeria Zé dos Bois (ZDB), em Lisboa








Livraria Letra Livre na Galeria Zé dos Bois


Instalada num edifício do século XVIII no Bairro Alto, na rua da Barroca, a Galeria Zé dos Bois desenvolve actividades multidisciplinares da pintura ao teatro e à música.

Nesta galeria a Livraria Letra Livre irá assumir um espaço livreiro nocturno dedicado à literatura, arte e ciências humanas, com especial destaque para as pequenas editoras independentes, mantendo os mesmos princípios de trabalho livreiro da Calçada do Combro.


Na Letra Livre - ZDB poderão os leitores encontrar as obras de referência e, ainda, os livros proibidos, esquecidos, esgotados e escondidos, os autores malditos e os clássicos, embora previsivelmente não encontrem lá as várias toneladas do lixo editorial actual, facilmente disponível em muitos outros lugares.


A Letra Livre - ZDB funcionará de 4ª a Sábado, das 18h às 24hPara abertura deste espaço no dia 4 de Fevereiro, às 21h, convidamos todos os nossos amigos e clientes.


http://www.letralivre.com/




Galeria Zé dos Bois
Rua da Barroca, 59
1200-049 Lisboa portugal

Ciclo de cinema sobre a expansão do betão ( 4, 11, 18 e 25 de Fevereiro, na Casa da Horta, com visita ao Vale do Coronado no dia 28)

A especulação imobiliária, a dificuldade para ter ou manter uma habitação digna, a necessidade dos vizinhos e vizinhas em associarem-se para poderem defender os seus direitos, o direito de defender o uso social e comunitário dos espaços da cidade… serão alguns dos temas abordados neste ciclo de cinema da Casa da Horta.

Apareçam e tragam um/a amigo/a!



Dia 4 de Fevereiro – quinta-feira – 21h45

Episódio “Não nos farão sair”, da série televisiva “Verão Azul”, de Antonio Mercero


60 min, original castelhano, legendado em português

“Verano Azul” é uma série da televisão espanhola, produzida no início dos anos 80 e que foi também transmitida em Portugal.

Uma série que narra as aventuras e desventuras de um grupo de jovens, Tito, Bea, Desi, Piraña, Pancho, Javi, Quique, Julia e Chanquete, que se conhecem durante as férias de Verão na cidade de Nerja, em Málaga. A adolescência, a ecologia, a velhice, a morte, os valores éticos, as relações familiares, etc., são alguns dos temas que fazem parte desta série. Na época, em Espanha a série rompeu com os padrões de televisão, falando abertamente questões delicadas como o divórcio e como a especulação imobiliária, por exemplo.

E é o episódio que retracta a especulação imobiliária que vamos projectar na Casa da Horta, abrindo o ciclo “A expansão do betão”. No episódio, a canção “Del barco de Chanquete no nos moverán…” teve tanto impacto que ainda hoje em manifestações espanholas se grita ao som dessa melodia!!!




Dia 11 de Fevereiro – quinta-feira – 21h45

A Tornallom, de Enric Peris e Miguel Castro, 2006

48 minutos, original valencià, legendado em português

“A Tornallom” é um documentário sobre a luta da horta de La Punta (Valencia, Espanha).

A cidade de Valencia continua a crescer de maneira irracional. A ampliação do porto marítimo pretende eliminar outra zona agrícola: “La Punta”, onde os moradores organizam-se e lutam por permanecerem na sua terra e preservarem o seu modo de vida. Depois de 3 anos de assédio e desgaste, decidem convidar jovens de diferentes colectivos da cidade a viver em “La Punta”, okupando casas que entretanto ficaram vazias.

“A Tornallom”, que na linguagem da agricultura significa intercâmbio de trabalho sem dinheiro, narra a luta que “novos moradores” e “moradores de toda a vida” empreendem em comum na defesa da “la huerta de La Punta”.



Dia 18 de Fevereiro – quinta-feira – 21h30

A estratégia do caracol, de Sergio Cabrera


107 minutos, original colombiano, legendado inglês

“La estrategia del caracol”, filme de 1993, dirigido e produzido pelo realizador colombiano Sergio Cabre, é uma comédia-dramática e um relato de ficção sobre a liberdade e a solidariedade, uma metáfora do mobbing imobiliário, inspirada num acontecimento real. O filme aborda o fosso entre ricos e pobres em Bogotá e as suas interacções num sistema social altamente estratificado. Muitas pessoas vivem numa casa okupada, e depois de vários anos de uma vida sossegada, o proprietário da casa quer desalojá-los. Os moradores tentam tudo o que podem para evitar o desalojo, mas sem sucesso. Mas um deles pensa numa maneira de salvar, pelo menos, a dignidade de cada um deles…

Info:
http://www.imdb.com/title/tt0109747

http://www.youtube.com/watch?v=kjXMCo-h2vo&feature=related




Dia 25 de Fevereiro – quinta-feira – 21h30

Visionamento de pequeno vídeo sobre o Vale do Coronado

Apresentação da APVC (Associação para a Protecção do Vale do Coronado)


A APVC é uma associação ambientalista, activa na Vila do Coronado (Trofa, Grande Porto), sem fins lucrativos, que promove acções de Educação e Sensibilização Ambiental.

O Vale do Coronado é um belo e fértil vale agrícola às portas do Porto, repartido entre os concelhos da Maia e, sobretudo, Trofa. No entanto, apesar desses terrenos estarem originariamente protegidos pela Reserva Agrícola Nacional, a administração central decidiu localizar aí uma plataforma logística de 160 hectares, que, a concretizar-se (incluindo as estradas de acesso), betonizaria o vale, destruiria diversas propriedades agrícolas em plena laboração e o modo de vida e de sustento de numerosos agricultores.

Venham conhecer a luta pela qual se debateu esta associação em torno da protecção do vale.




Dia 28 de Fevereiro – domingo – 10h30

Visita ao Vale do Coronado






Casa da Horta, Associação Cultural e restaurante vegetariano

Rua de São Francisco, 12A4050-548 Porto

(Perto da Igreja de São Francisco e Mercado Ferreira Borges)


Tel: 222024123 / 965545519


Horário:
Terça a Sexta das 16h ás 24h
Sábados das 12h ás 24h
Encerrado: segundas, domingos e feriados

1.2.10

Festa de encerramento da petição "Antes da Dívida Temos Direitos!" (dia 6 de Fev. no bar Labirintho, no Porto)


Festa de encerramento da petição "ANTES DA DÍVIDA TEMOS DIREITOS!" com balanço da iniciativa, conversa, música com Heidi M + D. Chica, performance e muito convívio

ONDE: Bar-Galeria Labirintho (Rua Nossa Senhora de Fátima ( à Rotunda da Boavista), no Porto
DATA: 6 Fev (Sábado) às 22h00


Precários/as Inflexíveis, APRE!, Plataforma dos/as Intermitentes do Espectáculo e FERVE juntaram-se para o lançamento da petição "Antes dívida temos direitos".


Esta petição, pugnando pela justiça nas contribuições para a Segurança Social e pelo fim dos falsos recibos verdes, foi lançada no dia 20 de Novembro, em Lisboa. Nesta festa, foram apresentados dois vídeos de divulgação da petição, que podem ser vistos aqui e aqui


Em pouco mais de dois meses, contactámos milhares de pessoas, juntámos mais de 10 mil assinaturas (online e em papel), entregámos um presente de Natal à Ministra do Trabalho e congregámos apoios à nossa petição de Carvalho da Silva, Sandra Barata Belo, Diana Andringa, Chullage e Miguel Guilherme.

Agora, vamos encerrar a recolha de assinaturas no Porto, numa festa onde haverá música, convívio e debate acerca das próximas etapas desta petição.


No dia 6 de Fevereiro, no Bar Labirintho, CONTAMOS CONTIGO!!

E traz um/a amigo/a também

(ENTRADA GRATUITA!)

www.antesdadividatemosdireitos.org

Situação do anarquismo no Chile (conversa, video e jantar vegan no espaço Musas, no dia 5 de Fev. às 20h30)





Sexta-feira, dia 5 de Fevereiro, às 20h30


Jantar vegan, Video e Conversa com companheiros chilenos sobre a História e Actualidade do Anarquismo no Chile



Apoio voluntário sugerido para o jantar: 4 euros.


A história do anarquismo no C hile, os sucessos mais notórios, a actualidade, centrada no último ano: debate, análise e perspectivas.


No Espaço Musas, R. Bonjardim, 998, ao cimo da Rua de Olivença.

Seminário Economia Organizada, com João Bernardo ( dia 5 e 6 de Fevereiro, 18h30)


Seminários Unipop
A ECONOMIA ORGANIZADA
com João Bernardo
Horário: dia 5, das 18h30 às 21h
dia 6, das 15h às 18h.


Entrada limitada ao número de lugares disponíveis!
Inscrições: unipopeconomia@gmail.com

A ECONOMIA ORGANIZADA.
Na década de 1930, com o sistema financeiro em colapso, a indústria em crise e o comércio internacional em retracção, havia dois únicos lugares onde a economia crescia a alta velocidade, a União Soviética e a Palestina judaica. O caso da Palestina é pouco conhecido e o motivo do seu crescimento económico é muitíssimo interessante, mas de carácter estritamente político. Para o mundo eram os planos quinquenais soviéticos que importavam, numa demonstração cabal de que a organização centralizada da economia ultrapassava os problemas que o livre mercado era incapaz de solucionar. Enquanto os especuladores se punham em fuga ou se suicidavam e os patrões abriam falência, os burocratas e a tecnocracia mostravam como se podia dirigir com êxito a vida económica. Para quem o esqueça hoje, foi assim a década de 1930.


Mas os políticos e os gestores preocupados com a salvação do capitalismo hesitavam. Valeria a pena incorrer nos custos sociais de uma revolução − com o risco suplementar de ela vir a ser verdadeiramente revolucionária − para organizar centralizadamente a economia? A experiência do estado-maior alemão durante a primeira guerra mundial mostrara que era possível organizar a produção e o consumo partindo do terreno firme da ordem e sem pôr em causa a propriedade privada, e Lenin nunca escondeu o que a sua concepção de comunismo devia à economia de guerra do estado-maior alemão. Encontramos aqui os pólos que presidiram à tentativa de reconstrução do mundo na década de 1930.


Entre esses pólos proliferaram elementos intermédios, veiculando influências recíprocas. Foi neste meio que se gerou a noção de Economia Organizada. Era por definição um meio discreto, porque não se integrava nas principais forças políticas, e esta vocação de obscuridade correponde à forma de exercício do poder pelos gestores. Conviria estudar esses personagens dos bastidores, deslindar-lhes os percursos. Situados entre os dois pólos, quando não em ambos ao mesmo tempo, qualquer que fosse o rumo dos acontecimentos eles tinham representantes no lado vitorioso. Depois da guerra, foram eles quem fez o mundo.

JOÃO BERNARDO é autor de vários trabalhos, entre os quais se destacam, mais recentemente, Labirintos do Fascismo. Na Encruzilhada da Ordem e da Revolta (Porto, Afrontamento, 2003) e Capitalismo Sindical (São Paulo, Xamã, 2008), João Bernardo reside a maior parte do tempo no Brasil, onde tem sido conferencistas em diferentes universidades.

-----------------------------------------------------------

Dia 6, às 18h30, lançamento do livro com textos de
KARL MARX, CRÍTICA DO NACIONALISMO ECONÓMICO
Edições Antígona
Tradução de José Miranda Justo
Prefácio de José Neves

Debate a partir dos textos de Marx e com a participação de José Bragança de Miranda e José Luís Garcia

CRÍTICA DO NACIONALISMO ECONÓMICO.

Este volume inclui dois textos de Karl Marx: o primeiro é um dos seus escritos menos conhecidos, redigido em 1845, e, em rigor, uma crítica à obra de Friedrich List, O Sistema Nacional da Economia Política (1841). O segundo texto é o discurso proferido por Marx em Janeiro de 1848, «Discurso Sobre a Ques­­tão do Comércio Livre». Aqui, Marx procura desmontar o argumento de acordo com o qual o comércio livre, na medida em que aumentaria os salários e diminuiria o preço do pão, beneficiaria o partido dos trabalhadores. No início do século XXI, é digno de atenção o regresso a um Marx que censura o proteccionismo com tanto ou maior em­penho do que o que empresta à crítica do comércio livre.


CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO
Rua da Achada, n.º 11


Conversa sobre o México (narcotráfico, zapatismo, direitos humanos, emigração) na Casa do Brasil em Lisboa (dia 3 de Fev.) e em Setúbal (dia 5)


Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010 às 21:30 em Lisboa
Local: Casa do Brasil - Lisboa


Sexta-feira, 5 de fevereiro às 18h30 em Setúbal
Debate:“México, o Muro contra os direitos humanos”

Local: Bar Mama Rosa - Travessa dos Galeões, junto à doca de pescas em Setúbal, 18h30


À conversa com:
Javier Herrero, Mexico, activista em Chiapas nas comunidades do EZLN.


Elvira Delgado, Ilhas Canárias, activista em projectos de educação e membro do Comite de Solidariedade de Chiapas em Lanzarote.

http://sosracismoporto.blogspot.com/


Depois do debate no Porto, Elvira Delgado e Javier Herrero viajam a Lisboa. A mesma ideia, o mesmo convite para uma conversa aberta e esclarecedora sobre a situação actual do México. Narcotráfico, zapatismo, direitos humanos, imigração, neo-liberalismo... Uma conversa com dois activistas, com 9 anos de experiência e trabalho nas comunidades zapatistas.Aparece.

O muro real e virtual que se está a erguer na fronteira sul dos E.U.A. representa uma injustiça atroz, mas ao mesmo tempo flagrante, das políticas deste país com os seus vizinhos do sul.
Diariamente os recursos naturais dos países latino-americanos transformam-se em mais-valias económicas na bolsa de Wall Street, potenciando o crescimento económico do gigante do norte. No sul, as pessoas vão ficando mais pequenas, com menos direitos. Um deles é o direito de circulação, um direito negado, inversamente proporcional ao direito de circulação das referidas mercadorias.

O México, desde a assinatura do Tratado de Livre Comércio em 1994, tem vindo a transformar-se gradualmente num filtro de seres humanos que diariamente tentam alcançar a riqueza que lhes é roubada. O muro no sul dos E.U.A. é apenas a parede final. Antes disso estão os acordos de imigração que este país cumpre com xenófobo zelo para evitar a entrada de pessoas da América Central. Vejamos dados de 2006.

As autoridades mexicanas deportaram nesse ano 179 mil imigrantes, dos quais, 94% eram provenientes da América Central. Este pequeno isto que divide o norte e o sul do continente americano é um dos lugares no mundo onde o fosso entre ricos e pobres atinge níveis drásticos do ponto de vista social.

Cerca del 85% de los migrantes interpelados por la policía de fronteras de Estados Unidos son mexicanos. La pobreza, las desigualdades sociales llevan diariamente a incontables latinoamericanos a intentar una vida mejor en el "norte desarrollado", pero relatos como el de "Muros, abusos y muertos en las fronteras: Violaciones flagrantes de los derechos humanos de los migrantes sin documentos en camino a Estados Unidos" muestran que la realidad encontrada es otra.

"En Estados Unidos, la FIDH considera como una grave e inaceptable violación del derecho a la vida, la política de "prevention through deterrence" que consiste en llevar a los migrantes a atravesar zonas más peligrosas con el objetivo explícito de que las numerosas muertes disuadan a otros migrantes", dice el documento.

El relevamiento, elaborado por la Federación Internacional de Derechos Humanos (FIDH), fue entregado a autoridades mexicanas y estadounidenses, y revela que más de cuatro mil personas murieron en los últimos 12 años, intentando atravesar el muro que separa México de Estados Unidos. Ese número viene aumentando desde 2001. Solamente durante el año 2005, murieron 473 -260 en el desierto de Arizona.

En el informe, la Federación critica el hecho de que ambos países implementen legislaciones criminalizadoras y represivas que vulneran, entre otros, el derecho de los migrantes sin documentos a un proceso justo.
Estados Unidos gastó, desde 1994, más de 30.000 millones de dólares para construir en la frontera con México un muro real y virtual. "Ese dinero podría ser invertido en proyectos de desarrollo", dice la FIDH. Sólo en 2006, las autoridades mexicanas deportaron 179 mil extranjeros que estaban en el país de paso hacia Estados Unidos, de los cuales el 94% eran de América Central.

En territorio estadounidense, los policías de la patrulla deportaron 858 mil personas, de las cuales 514 mil eran mexicanos y otros 50 mil eran ciudadanos de los demás países centroamericanos. En ese sentido, la Federación dijo que tanto México como Estados Unidos deben aceptar el fracaso de sus políticas e "iniciar una reforma profunda de la legislación sobre migración".

La FIDH constató además que los migrantes, en tránsito por México, son víctimas de extorsiones, amenazas, agresiones, abuso sexual o violaciones y secuestros de migrantes, "tanto cometidos por las fuerzas públicas mexicanas como por los traficantes de migrantes". Situación que se perpetúa por la casi total impunidad y por la enorme corrupción.
Un "coyote" (pasador de migrantes) cobra cerca de $3.000 dólares para hacer la travesía de una persona sin documento hasta Estados Unidos. Con el aumento del precio -antes era de $250 dólares-, el negocio se volvió rentable y pasó a ser realizado por grupos de delincuentes más organizados. Así, los migrantes quedan más vulnerables de ser robados, explotados o abandonados en medio del desierto.

En 2000, el censo de Estados Unidos reveló que más de 11 millones de habitantes del país son latinoamericanos -9 millones de los cuales son mexicanos. Sin embargo, la discriminación racial contra esas personas, especialmente las que viven en la frontera, es una constante. El aumento del flujo migratório, según la Federación, está directamente relacionado con la globalización neoliberal, que agravó las desigualdades.

América Central tiene 35 millones de habitantes, 19 millones de los cuales son considerados pobres -8 millones viven con menos de 1 dólar por día. Son esas personas, en su mayoría, las que ponen en riesgo sus vidas para intentar suerte en Estados Unidos. El Tratado de Libre Comercio de América del Norte (NAFTA, sigla en inglés), según la FIDH también es un promotor de esas migraciones, pues aumentó todavía más las desigualdades económicas entre México y Estados Unidos. Además de haber contribuido al aumento de la desigualdad interna mexicana.

"Se estima que entre 1994 y 2004, 1,3 millones de campesinos mexicanos abandonaron sus tierras debido al aumento masivo del trigo y del maíz proveniente de Estados Unidos con precios subsidiados. Muchos de ellos (los campesinos) integran las cifras de migrantes rumbo al Norte", precisó el informe.

31.1.10

Bolhão 2008, filme realizado por Tiago Afonso, estreia no cinema Passos Manuel no dia 4 de Fevereiro às 18h.




Cinema Passos Manuel: Estreia de «Bolhão 2008», com realização de Tiago Afonso.

ESTREIA no dia 4 de Fevereiro 2010 às 18h00 no Cinema Passos Manuel (no Porto)


DENTRO DO BOLHÃO
MANDAM OS QUE LÁ ESTÃO!



APARECE E DIVULGA!

Projecção seguida de conversa/ entrada gratuita


BOLHÃO 2008
um filme de Tiago Afonso
produção Hélastre/ Bando à parte

Filmado ao longo do ano 2008, acompanhando a tentativa de entrega do mercado à gestão privada e o debate público que suscitou, o filme procura dar voz àqueles que vivem e trabalham no Bolhão.

Manifestação nacional dos trabalhadores da Administração Pública realiza-se em Lisboa no dia 5 de Fevereiro




O Plenário de sindicatos da Frente Comum convocou uma Manifestação Nacional da Administração Pública para o próximo dia 5 de Fevereiro, em Lisboa, e decidiu promover uma campanha de esclarecimento junto da opinião pública e dos trabalhadores.



http://www.fenprof.pt/
http://www.stal.pt/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1



Moção aprovada no Plenário da Frente Comum realizada a 8 de Janeiro


OS TRABALHADORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NÃO TÊM DE PAGAR A CRISE


A luta desenvolvida pelos Sindicatos da Frente Comum e pelos trabalhadores da Administração Pública contra o brutal ataque às suas condições de vida e de trabalho e a retirada de direitos, no activo e na aposentação, foi determinante para a retirada da maioria absoluta ao arrogante anterior governo do PS.


Os trabalhadores têm, agora, melhores condições para contrariar a política anti-laboral levada a cabo nas últimas três décadas pelo PS/PSD/CDS, que o PS extremou e concretizou com a aprovação de diversos diplomas, que violam grosseiramente direitos fundamentais consagrados na Constituição da República e que conduziram:
- Ao aumento da precariedade e da instabilidade no emprego;
-À destruição do vínculo público e à introdução da possibilidade de despedimentos;
-À destruição das carreiras profissionais e da evolução salarial;
- À utilização das quotas no sistema de avaliação, impedindo a evolução salarial mesmo de quem tenha desempenhos positivos e permitindo a sua utilização como fundamento de despedimentos; - À retirada dos direitos de aposentação;
- À retirada de direitos, particularmente decorrente do novo regime de vínculos, carreiras e remunerações e do contrato de trabalho em funções públicas;
- À polivalência e colocação na mobilidade especial, com diminuição drástica da remuneração;
À degradação dos salários e das pensões de aposentação.


É, pois, necessário potenciar as novas condições criadas e desenvolver a luta contra a política de direita e pelos nossos objectivos fundamentais.

E não aceitamos a invocação da crise, crise do capitalismo, da qual os trabalhadores não têm responsabilidade, como justificação para o empobrecimento dos mesmos, enquanto é, de facto, factor de agravamento ainda maior do fosso entre ricos e pobres e da distribuição do rendimento nacional a favor do capital.

As invocadas dificuldades da crise deixam de existir quando se trata de pôr à disposição dabanca milhares de milhões de euros; ou para que a EDP, privatizada, enquanto aumenta o preço da electricidade em 2,9%, com a anuência do Governo, destine 748 milhões de euros dos 835 arrecadados nos primeiros 9 meses de 2009, para os respectivos accionistas, sendo de referir que os estrangeiros detêm 49% do capital.

A invocação da crise serve assim para drenar os parcos recursos dos trabalhadores e da generalidade da população para os bolsos dos grandes capitalistas, especializados na sua aplicação em “negócios de casino” e outras engenharias que se cruzam com a criminalidade financeira. Ao contrário, o aumento o poder de compra dos trabalhadores é fundamental para
promover o consumo interno e, assim, o desenvolvimento da economia nacional.

Perante o exposto, os trabalhadores, reunidos em plenário, decidem:

1. Saudar os trabalhadores da Administração Pública pela sua participação persistente e empenhada na luta em defesa dos seus direitos e de uma administração eficaz e de qualidade ao serviço das populações;

2. Definir como objectivos centrais da luta a desenvolver:

- Salários e pensões dignos, com reposição do poder de compra perdido;
- Avaliação e Desempenho:
# Suspensão imediata do SIADAP por inaplicável e imposto, sendo redutor de uma verdadeira avaliação, quer dos serviços públicos, quer dos dirigentes e dos trabalhadores, tendo-se revelado não um instrumento de avaliação, mas sim de repressão;
#Negociação com os Sindicatos da Frente Comum de um sistema de avaliação, efectivo, que garanta a valorização dos serviços públicos e dos trabalhadores e permita o efectivo reconhecimento e valorização do trabalho prestado;
#Criação de uma norma transitória até à publicação de novo diploma, que: (1) confira o direito à passagem para a ou as posições remuneratórias imediatamente seguintes da categoria de origem, por cada período de 3 anos do exercício de funções, correspondendo uma alteração a cada um desses períodos; (2) mantenha, designadamente, as progressões para
posição remuneratória mais favorável já verificadas ao abrigo do SIADAP, não decorrendo deste processo qualquer penalização.

-Manutenção do horário de 35 horas semanais e 7 diárias, contra a adaptabilidade e a
flexibilidade;
- Revogação e/ou alteração das normas mais gravosas da nova legislação da Administração Pública, com a reposição do vínculo de nomeação a todos os trabalhadores da AP;
- Reposição das condições de aposentação anteriores a 2004.


3. Participar na Manifestação Nacional dos Trabalhadores da Administração Pública, no próximo dia 5 de Fevereiro, pelas 15H00, com concentração nos
Restauradores e deslocação para o Ministério das Finanças e empenhar-se activamente na mobilização dos trabalhadores;


4. Participar na vigília, durante uma semana, frente à Assembleia da República, no período de discussão e votação do Orçamento de Estado (mês de Março);

5. Manifestar disponibilidade para participar na campanha de informação da opinião pública, sobre as funções sociais do Estado e os objectivos dos trabalhadores, com distribuição de jornais, comunicados, tarjetas e faixas, em todo o país.

Novo Plenário dos professores das actividades de enriquecimento curricular (AECs) realiza-se já amanhã, 2ª feira (dia 1 de Fevereiro), pelas 19h

Novo plenário de professores das AECs em Lisboa
Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010 pelas 19:00
Local: Rua Fialho de Almeida, 3 - metro São Sebastião

No passado dia 25 realizou-se um plenário de professores das Actividades de Enriquecimento Curricular (AECs) por iniciativa conjunta do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, Precários Inflexíveis e Movimento Escola Pública.
Foi um plenário que apontou caminhos: mobilizar para pensar uma intervenção que supere o medo e responda à mancha de precariedade que se instalou na "Escola a tempo inteiro", feita à custa de milhares de professores sem direitos, quase sempre sem contratos de trabalho, mal remunerados e tantas vezes sem pagamentos ou com pagamentos em atraso.


Do anterior plenário saíu ainda o seguinte texto, para suportar a convocatória da nova assembleia de dia 1 de Fevereiro:

A Escola a Tempo Inteiro tem sido uma bandeira deste e do anterior governo, concretizada através das denominadas actividades de enriquecimento curricular, como uma resposta para as famílias. Desde o início que a sua implementação não corresponde a uma resposta de qualidade. Este modelo não serve às famílias, não serve ao país nem serve a quem em primeira mão deveria servir, às crianças.

A forma como estas actividades estão organizadas significa mais escolarização, em espaços que por vezes não são os mais adequados.

O Ministério da Educação foi de uma grande irresponsabilidade ao lançar medidas sem ter em conta as situações e as condições em que estas decorreriam. Desde o início que o ME colocou uma venda nos olhos e teima em não querer ver a situação caótica estabelecida. As regras não existem, nem na contratação do pessoal que assegura estas actividades, na maior parte docentes, nem nos pagamentos, ou na falta deles, nem tão pouco nas condições de trabalho. Ficam estes docentes e técnicos sujeitos ao despotismo e autoritarismo de empresas criadas à pressa para o efeito, sem o mínimo de preparação nem de preocupação com a qualidade da oferta.

Uma responsabilidade primeira que deveria ser a do ME, é delegada às Câmaras Municipais que, por sua vez, delegam em empresas ou associações de pais. De mão em mão é muito pouco o que chega a quem realmente assegura o funcionamento das AEC’s. Ninguém fiscaliza nem regula este trabalho de grande precariedade, mão-de- obra barata e com a qual o ME, sem escrúpulos, apregoa a sua escola a tempo inteiro.

Exigimos:
- Fim do recurso aos Recibos Verdes
- Melhoria das condições de trabalho - materiais pedagógicos, espaços adequados
- Fim dos atrasos nos pagamentos
- Fiscalização das condições de trabalho e salariais por parte das entidades competentes
- Colocação dos/as docentes das AEC´S através de procedimentos concursais

Ciclo de Cinema «Incorporações», por iniciativa da Escola da Noite no Teatro da Cerca de São Bernardo em Coimbra


A Escola da Noite acolhe entre 1 de Fevereiro e 29 de Março o ciclo de cinema "Incorporações", uma cuidadosa selecção de filmes a passar no bar do Teatro da Cerca de São Bernardo, proposta pelo Núcleo de Estudos sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, na qual os espectadores têm oportunidade de ver ou rever, em sessões comentada, filmes emblemáticos como "Freaks", de Tod Browning, "Fahrenheit 451", de François Truffaut, ou "A Águia das Estepes", de Akira Kurosawa, entre outros."Incorporações" decorre sempre às segundas-feiras, às 21h30 e a entrada nas sessões é livre.



Os novos olhares da Sociologia sobre o Corpo. A (des)construção social e as múltiplas performances do corpo quando analisado na sua relação com a ciência e a tecnologia, a sexualidade e o crime, a politica e a biologia, a discriminação e a aberração, o material e o espiritual. Ciclo de Cinema organizado pelo Núcleo de Estudos sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.



Programa
1 de Fevereiro segunda -feira 21h30
Irmãos Inseparáveis [Dead Ringers] de David Cronenberg, 1988

8 de Fevereiro segunda -feira 21h30
Gattaca de Andrew Niccol, 1997

15 de Fevereiro segunda -feira 21h30
Aberrações [Freaks] Tod Browning , 1932

22 de Fevereiro segunda -feira 21h30
Diva et les Gangsters de Jean-Jacques Beineix, 1981

8 de Março segunda -feira 21h30
Fahrenheit 451 de François Truffaut, 1966

15 de Março segunda -feira 21h30
O Lado Selvagem [Into the Wild] de Sean Penn, 2007

22 de Março segunda -feira 21h30
A Minha Vida sem Mim [My Life Without Me] de Isabel Coixet, 2003

29 de Março segunda -feira 21h30
A Águia das Estepes [Dersu Uzala] de Akira Kurosawa, de 1975



A Escola da Noite
Teatro da Cerca de São Bernardo
Cerca de São Bernardo
3000-097 COIMBRA

telf 239 718 238
fax 239 703 761
tlm 966 302 488

e-mail
isabelcampante@aescoladanoite.pt
site
www.aescoladanoite.pt
blog
http://weblog.aescoladanoite.pt

Programa das actividades para o mês de Fevereiro na Casa da Achada - Centro Mário Dionísio


FEVEREIRO 2010 - ACTIVIDADES NA CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO

No dia 2 de Fevereiro - Um cesto de cerejas – conversas, memórias, uma vida, de Francisco Castro Rodrigues e com introdução, organização e notas de Eduarda Dionísio, será apresentado na Casa de Teatro de Sintra (Chão de Oliva) na próxima terça-feira dia 2 de Fevereiro, às 21h, numa sessão organizada pela Associação Alagamares em colaboração com o Centro Mário Dionísio.Na sessão «Um cesto de cerejas – um livro, uma conversa» participarão a escritora Filomena Marona Beja, Eduarda Dionísio e Francisco Castro Rodrigues.



CONTINUA ABERTA AO PÚBLICO A EXPOSIÇÃO «50 ANOS DE PINTURA E DESENHO (1943-1993)» com obras de Mário Dionísio e de artistas seus amigos que lhe foram oferecidas (Abel Salazar, Pomar, Resende, Pavia, José Júlio, Portinari, Vieira da Silva e outros).

Horário de abertura da zona pública da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio:

Seg., Qui., Sex. das 15h às 20h.

Sab. e Dom. das 11h às 18h.



1. Aos Domingos, das 15h30 às 17h30

FAZER O QUE PRESTA A PARTIR DO QUE NÃO PRESTA – Oficina para crianças e suas famílias, orientada por Eupremio Scarpa.

A partir dos 6 anos. Máximo de participantes: 10. Inscrições abertas. Entrada livre.

7, 14, 21, 28 de Fevereiro



2. Às Segundas, das 18h30 às 19h30, continua

UMA HORA DE LEITURA DE «A PALETA E O MUNDO» de Mário Dionísio, incluída no Ciclo A PALETA E O MUNDO.

O capítulo «Tu próprio és o assunto», sobre Ingres e Delacroix, será lido por José Manuel Mendes e o capítulo «Outros homens, outros assuntos», sobre Daumier, Millet, e outros, por Diana Dionísio, com projecção das imagens referidas no texto e comentários.

Sem inscrições. Entrada livre. A leitura continua nos próximos meses.

1, 8, 15, 22 de Fevereiro



3. Às Segundas, às 21h30, continua o ciclo de cinema

FILMES DE QUE MÁRIO DIONÍSIO FALOU, com filmes apresentados e comentados

1 de Fevereiro: Fahrenheit R de François Truffaut, apresentado por João Rodrigues

8 de Fevereiro: Pedro o louco de Jean-Luc Godard, apresentado por Vítor Silva Tavares

15 de Fevereiro: Oito e Meio de Federico Fellini, apresentado por Paulo Rocha

22 de Fevereiro: Cléo de 5 à 7 de Agnès Varda, apresentado por Seixas Santos

Entrada livre. O ciclo continua em Março e primeira semana de Abril.



4. Sábado 20 de Fevereiro, às 16h

CLUBE DE LEITURA DA ACHADA, orientado pela escritora Filomena Marona Beja. Os encontros realizam-se ao sábado à tarde, de três em três semanas.

Entrada livre.



5. Sábado 27 de Fevereiro às 15h

DA ÁRVORE DO MUNDO, sessão com Regina Guimarães, sobre o 5º capítulo da Introdução de «A Paleta e o Mundo» cujo assunto é a relação da Arte com a Natureza.

É a 5ª sessão de debate mensal do CICLO A PALETA E O MUNDO. Os capítulos anteriores estiveram a cargo de Luís Miguel Cintra (Arte e Público), Rui-Mário Gonçalves (Arte e Ciência), Margarida Acciaiuoli (Arte e História), Manuel Gusmão (Arte e Mundo).

Entrada livre.



6. Sexta, 19 de Fevereiro às 18h

Lançamento do livro de Saguenail e Bárbara Assis Pacheco Déchanter/Abyme, seguido da projecção do filme de Saguenail Pas Perdus, com Leonor Keil e Sérgio Marques e as vozes de Luís Miguel Cintra e João Paulo Costa.

Entrada livre.



7. Ainda a confirmar:

Sábado, 20 de Fevereiro às 18h30

«DIREIS QUE É NÃO É POESIA» - 1

Textos de Mário Dionísio, músicas a partir de textos de Mário Dionísio



Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, nº 11 r/c - 1100-004 Lisboa
tels: 21 8877090
e-mail:
casadaachada@centromariodionisio.org
página:
http://www.centromariodionisio.org/
notícias:
http://noticias.centromariodionisio.org/
mapa:
http://www.centromariodionisio.org/localizacao.php