29.10.09

Como puderam os economistas errar tanto? (texto de Paul Krugman, Prémio Nobel de Economia, sobre a cegueira dos economistas)

O Rei vai Nú , ou seja, os economistas (e a sua economia neoclássica) não entendem a actual realidade económica nem o capitalismo que era suposto serem os especialistas !!!....


A cegueira dos economistas...

"Poucos economistas perceberam a emergência da crise actual, mas essa falha de previsão foi o menor dos problemas. O mais grave foi a cegueira da profissão face à possibilidade de existência de falhas catastróficas numa economia de mercado. O papel da economia perdeu-se porque os economistas, enquanto grupo, se deixaram ofuscar pela beleza e elegância vistosa da matemática. Porque os economistas da verdade caíram de amores pela antiga e idealizada visão de uma economia em que os indivíduos racionais interagem em mercados perfeitos, guiados por equações extravagantes. Infelizmente, esta visão romântica e idílica da economia levou a maioria dos economistas a ignorar que todas as coisas podem correr mal. Cegaram perante as limitações da racionalidade humana, que conduzem frequentemente às bolhas e aos embustes; aos problemas das instituições que funcionam mal; às imperfeições dos mercados - especialmente dos mercados financeiros - que podem fazer com que o sistema de exploração da economia se submeta a curto-circuitos repentinos, imprevisíveis; e aos perigos que surgem quando os reguladores não acreditam na regulação. Perante o problema tão humano das crises e depressões, os economistas precisam abandonar a solução, pura mas errada, de supor que todos são racionais e que os mercados trabalham perfeitamente."
(Paul Krugman, New York Times de 2 de Setembro).

http://krugman.blogs.nytimes.com/





Como puderam os economistas errar tanto? (How Did Economists Get It So Wrong?)
Texto integral
de Paul Krugman publicado no New York Times


1. Confundindo beleza com verdade
É difícil acreditar agora, mas pouco tempo atrás os economistas estavam parabenizando a si mesmos pelo sucesso da própria profissão.
Este – suposto – sucesso era tanto teórico quanto prático, proporcionando à profissão uma era dourada.
Do ponto de vista teórico, eles pensaram ter resolvido suas disputas internas. Assim, num estudo publicado em 2008 intitulado “O estado da macro” (ou seja, a macroeconomia, o estudo de questões econômicas mais amplas, como as recessões por exemplo), Olivier Blanchard do MIT, atual economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, declarou que teríamos chegado a uma “ampla convergência de visões”.
E no mundo real, os economistas acreditavam ter tudo sob controle: o “problema central da prevenção das depressões foi resolvido”, declarou em 2003 Robert Lucas, da Universidade de Chicago, no seu pronunciamento presidencial endereçado à Associação Econômica Americana. Em 2004, Ben Bernanke, ex-professor de Princeton e atual presidente do Federal Reserve(o BC dos EUA), celebrou a era da Grande Moderação no desempenho econômico durante as duas décadas anteriores, a qual ele atribuiu, em parte, a melhores decisões tomadas na política econômica.
No ano passado, tudo desabou.
Na sequência da crise, as fissuras na profissão dos economistas aumentaram, tornando-se fendas jamais vistas antes. Lucas chamou os planos de estímulo do governo Obama de “charlatanice econômica”, e seu colega de Chicago, John Cochrane, diz que tais planos têm como base “contos de fadas” já descartados. Como resposta, Brad DeLong, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, escreveu sobre o “colapso intelectual” da Escola de Chicago, e eu mesmo já escrevi que os comentários feitos pelos economistas de Chicago são o produto de uma Idade das Trevas da macroeconomia, durante a qual foi esquecido um conhecimento adquirido a um custo muito elevado.
O que houve com a profissão dos economistas? E para onde ela vai a partir do ponto atual?


2. De Smith até Keynes, voltando ao princípio
O nascimento da economia enquanto disciplina costuma ser creditado a Adam Smith, que publicou A riqueza das nações em 1776. Nos 160 anos seguintes, um extenso volume de teorias econômicas foi desenvolvido a partir de uma mensagem central: confie no mercado. Esta era a premissa básica da economia “neoclássica” (batizada a partir dos economistas do fim do século 19 que refinaram os conceitos de seus predecessores “clássicos”).
Esta fé foi, no entanto, esmagada pela Grande Depressão. Ao final, a maioria dos economistas se voltou para as propostas de John Maynard Keynes, tanto para explicar o que acontecera quanto para encontrar uma solução para as depressões futuras.
Apesar do que dizem alguns, Keynes não queria que o governo administrasse a economia. Ele descreveu como “moderadamente conservador em suas implicações” o raciocínio publicado em 1936 na sua obra-prima, Teoria geral do emprego, do juro e da moeda. Keynes queria consertar o capitalismo, e não substituí-lo. Mas ele de fato desafiou a ideia de que as economias de livre mercado possam funcionar na ausência de um zelador. E ele defendeu uma intervenção governamental ativa – imprimir mais dinheiro e, caso necessário, gastar muito com obras públicas – para combater o desemprego durante os períodos de declínio.
A história da economia enquanto disciplina ao longo dos últimos 50 anos é, em boa medida, a história do recuo do keynesianismo e do retorno do neoclassicismo. A retomada neoclássica foi inicialmente liderada por Milton Friedman, da Universidade de Chicago, que afirmou já em 1953 que a ciência econômica neoclássica funciona bastante bem enquanto descrição da maneira pela qual a economia de fato funciona, fazendo desta teoria “ao mesmo tempo extremamente frutífera e merecedora de grande confiança”. Mas e quanto às depressões? O contra-ataque de Friedman a Keynes começou com a doutrina conhecida como monetarista. Os monetaristas não discordavam, em princípio, da ideia de que uma economia de mercado necessite de estabilização deliberada. Entretanto, os monetaristas afirmavam que uma forma bastante limitada e circunscrita de intervenção governamental – qual seja, instruir aos bancos centrais que mantenham em crescimento constante o suprimento de dinheiro do país (a soma do dinheiro em circulação e dos depósitos nos bancos) – seria suficiente para evitar as depressões.
Friedman combateu com grande credibilidade a ideia de iniciativas governamentais deliberadas para empurrar o desemprego até um patamar inferior ao seu nível “natural” (atualmente estimado em 4,8% para os Estados Unidos): de acordo com a previsão dele, medidas excessivamente expansionistas levariam a uma combinação entre inflação e alto desemprego – uma previsão confirmada pela estagflação da década de 1970, a qual contribuiu muito com o aumento da credibilidade do movimento antikeynesiano. Entretanto, a posição de Friedman acabou vista como relativamente moderada em comparação com a de seus sucessores.
Enquanto isso, alguns macroeconomistas enxergaram as recessões como algo positivo, parte do ajuste da economia às mudanças. E mesmo aqueles que não se dispunham a ir tão longe argumentavam que qualquer tentativa de combater um declínio econômico acabaria provocando mais males do que benefícios
Muitos macroeconomistas se tornaram novos keynesianos autoproclamados, que continuaram a acreditar num papel ativo desempenhado pelo governo.
Mas mesmo eles aceitavam a noção de que investidores e consumidores são racionais e os mercados em geral costumam acertar.
É claro, alguns economistas desafiaram o pressuposto do comportamento racional, questionaram a crença na confiabilidade dos mercados financeiros e sublinharam o longo histórico de crises financeiras de consequências econômicas devastadoras. Mas eles não foram capazes de avançar muito contra uma complacência difusa e, retrospectivamente, tola.


3. O cassino das finanças
Na década de 1930, os mercados financeiros, por motivos óbvios, não eram muito respeitados. Keynes considerava péssima ideia permitir que tais mercados – nos quais os investidores gastavam seu tempo correndo uns atrás do rabo dos outros – ditassem importantes decisões de negócios: “Quando o desenvolvimento do capital de um país se torna o subproduto das atividades de um cassino, é provável que o serviço resulte mal feito”.
Entretanto, perto de 1970, os debates sobre a irracionalidade dos investidores, sobre as bolhas e sobre a especulação destrutiva tinham virtualmente desaparecido do discurso acadêmico. A disciplina foi dominada pela “hipótese do mercado eficiente”, promulgada por Eugene Fama, da Universidade de Chicago, teoria que afirma a capacidade dos mercados financeiros de estabelecer com precisão o preço dos ativos exatamente no seu valor intrínseco como produto de todas as informações disponíveis publicamente.
E na década de 1980, os economistas financeiros, principalmente Michael Jensen, da Escola de Administração Harvard, argumentavam que devido ao fato de os mercados financeiros sempre acertarem ao definir os preços, o melhor que os caciques corporativos podem fazer, não apenas pelo seu próprio bem como pelo bem de toda a economia, é maximizar o preço de suas ações. Em outras palavras, os economistas financeiros acreditavam que deveríamos entregar o desenvolvimento do capital do país àquilo que Keynes chamara de “cassino”.
O modelo teórico desenvolvido pelos economistas financeiros ao suporem que cada investidor busca um equilíbrio racional entre o risco e a recompensa – o chamado Modelo de Precificação de Ativos Financeiros (CAPM, em inglês) – é de uma maravilhosa elegância. E para quem aceita suas premissas, o modelo é também muito útil. O CAPM não apenas ajuda a escolher o portfólio – ele ensina a atribuir preços aos derivativos financeiros, títulos sobre títulos, o que é ainda mais importante do ponto de vista da indústria financeira. A elegância e a aparente utilidade da nova teoria levou seus criadores a receberem uma sequência de prêmios Nobel, e muitos professores da faculdade de administração se tornaram cientistas brilhantes de Wall Street, recebendo cheques dignos deste centro financeiro.
Somos obrigados a reconhecer que os teóricos das finanças produziram boa quantidade de provas estatísticas, o que, de início, pareceu ser uma sólida base de apoio para suas hipóteses. Mas tais provas eram curiosamente limitadas. Os economistas financeiros raramente fizeram a pergunta, aparentemente óbvia (e de resposta difícil), de se os preços dos ativos faziam sentido quando eram levados em consideração fundamentos econômicos do mundo real, como a renda. Em vez disso, eles perguntavam apenas se o preço dos ativos fazia sentido em relação ao preço de outros ativos
Mas os teóricos das finanças continuaram acreditando que seus modelos estavam essencialmente corretos, e o mesmo pensaram muitas pessoas que tomavam decisões no mundo real. Entre estas pessoas estava Alan Greenspan, que na época era presidente do Fed e defensor de longa data da desregulamentação financeira, cuja rejeição dos apelos por um maior controle sobre os empréstimos subprime ou por medidas para combater o inchaço da bolha imobiliária se deveu principalmente à crença de que a ciência econômica financeira moderna tinha tudo sob controle.
Em outubro do ano passado, Greenspan admitia estar em estado de “choque e descrença”, porque “todo o edifício intelectual” tinha “desabado”.


4. Ninguém poderia prever…
Em recentes e pesarosos debates econômicos, “ninguém poderia prever…” se tornou uma das principais frases de efeito multiuso. É o que dizemos em relação a desastres que poderiam ser previstos, deveriam ser previstos e de fato foram previstos por alguns economistas, os quais foram ridicularizados pelo seu esforço.
Tomemos como exemplo a aguda alta e queda no preço dos imóveis. Alguns economistas, principalmente Robert Shiller, de fato identificaram a bolha e alertaram para as dolorosas consequências do seu estouro. Ainda assim, em 2004 Alan Greenspan rejeitou comentários sugerindo que uma bolha imobiliária estivesse em formação: a existência de “uma aguda distorção nacional dos preços”, declarou ele, era “muito improvável”. O aumento no preço dos imóveis, segundo disse Bernanke em 2005, “reflete principalmente a solidez dos fundamentos econômicos”.
Como puderam eles deixar de reparar na bolha? É verdade que as taxas de juros estavam abaixo do normal, o que possivelmente explicaria parte do aumento nos preços. Pode ser também que Greenspan e Bernanke quisessem comemorar o sucesso do Fed em tirar a economia da recessão de 2001; admitir que boa parte deste sucesso se deveu à criação de uma monstruosa bolha teria esfriado as festividades.
Mas havia algo mais acontecendo: uma crença generalizada no princípio de que as bolhas simplesmente não se formam. O mais chocante, ao relermos as garantias de Greenspan, é que elas não foram feitas com base em provas – elas tinham como base a suposição, a priori, de que simplesmente não pode haver uma bolha no mercado imobiliário.
E os teóricos das finanças foram ainda mais inflexíveis neste ponto.
Em entrevista concedida em 2007, Eugene Fama, pai da hipótese do mercado eficiente, declarou que “a palavra ?bolha? me deixa louco”, e na sequência explicou por que podemos confiar no mercado imobiliário: “O mercado imobiliário apresenta menor liquidez, mas as pessoas são muito cuidadosas quando compram casas. Trata-se provavelmente do maior investimento que farão, e portanto elas pesquisam atentamente e comparam preços”.
De fato, os compradores de imóveis costumam comparar cuidadosamente o preço de suas potenciais aquisições com os preços de outras casas. Mas isto não nos diz se o preço dos imóveis se justifica.
Em resumo, a crença nos mercados financeiros eficientes cegou muitos economistas, se não todos, para a emergência da maior bolha financeira já vista. E a teoria do mercado eficiente também desempenhou um papel significativo na criação da bolha em primeiro lugar.
Agora que o verdadeiro risco associado aos ativos supostamente seguros foi revelado, os lares norte-americanos testemunharam a evaporação de US$ 13 trilhões no valor de suas propriedades. Mais de 6 milhões de empregos foram perdidos e a taxa de desemprego parece rumar para o nível mais alto registrado desde 1940. Assim, que tipo de orientação a ciência econômica moderna tem a oferecer diante do nosso apuro atual? Será que podemos confiar nesta orientação?


5. A querela do estímulo
Durante uma recessão normal, o Fed responde por meio da compra de notas do Tesouro – títulos de curto prazo da dívida do governo – que estejam em poder dos bancos. Isto provoca uma redução nas taxas de juros sobre a dívida do governo; investidores em busca de uma maior proporção de retorno procuram outros ativos, provocando uma redução nas demais taxas de juros ; e normalmente estas taxas de juros mais baixas provocam, afinal, uma reversão no declínio econômico. O Fed combateu a recessão que teve início em 1990 derrubando de 9% para 3% as taxas de juros para os títulos de curto prazo. Combateu a recessão que teve início em 2001 cortando as taxas de juros de 6,5% para 1%. E tentou lidar com a recessão atual baixando as taxas de 5,25% para zero.
Mas a taxa zero revelou-se alta demais para pôr fim à recessão. E o Fed não pode reduzir as taxas de juros para menos do que zero já que, com mais taxas próximas do zero, os investidores simplesmente açambarcam o dinheiro em vez de emprestá-lo. Assim, perto do fim de 2008, com as taxas de juros basicamente definidas como aquilo que os macroeconomistas chamam de “patamar menor ou igual a zero” enquanto a recessão continuava a se aprofundar, a política monetária convencional tinha perdido todo o seu poder de tração.
E agora? Esta é a segunda vez que os EUA enfrentam juros menores ou iguais a zero, sendo que a primeira vez foi a Grande Depressão. E foi precisamente a observação de que existe um limite inferior para as taxas de juros o que levou Keynes a defender um maior gasto governamental: quando a política monetária é ineficaz e o setor privado não pode ser convencido a gastar mais, o setor público deve assumir seu lugar no apoio à economia. O estímulo fiscal é a resposta keynesiana para o tipo de situação econômica semelhante a uma depressão – como a que vivemos atualmente.
Tal pensamento keynesiano forma a base das medidas econômicas do governo Obama. Cochrane, da Escola de Chicago, indignado diante da ideia de que os gastos governamentais pudessem aliviar a mais recente recessão, declarou: “Isto não faz parte daquilo que se ensina aos estudantes de economia desde 1960. Elas (ideias keynesianas) são contos de fadas que já foram desacreditadas pelas provas. Em tempos de crise, é muito confortável voltar aos contos de fadas que ouvíamos quando crianças, mas isto não faz deles menos falsos”.
Mas como destacou Brad DeLong, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, a posição atual da escola pode ser resumida também numa rejeição completa das ideias de Milton Friedman. Friedman acreditava que as medidas do Fed – e não as mudanças nos gastos governamentais – deveriam ser usadas para estabilizar a economia, mas nunca afirmou que um aumento no gasto governamental seria incapaz, sob quaisquer circunstâncias, de aumentar o emprego. Na verdade, ao relermos o resumo elaborado por Friedman em 1970 de suas próprias ideias, Contexto teórico para a análise monetária, o que mais impressiona é a aparência keynesiana do seu pensamento.
E Friedman certamente jamais comprou a ideia de que o desemprego em massa represente uma redução voluntária no esforço de trabalho e nem a ideia de que as recessões sejam de fato benéficas para a economia.
Ainda assim, Casey Mulligan, da Escola de Chicago, sugere que o desemprego esteja tão alto porque muitos trabalhadores tem optado por não aceitar empregos. Ele sugeriu, em especial, que os trabalhadores estejam optando por permanecerem desempregados porque isto melhora suas chances de receber a concessão de alívios para suas hipotecas. E Cochrane declara que o alto desemprego é, na verdade, algo positivo: “Precisamos de uma recessão. Pessoas que passam suas vidas martelando pregos em Nevada precisam de algo diferente para fazer.” Particularmente, acho que isto é loucura. Por que seria necessário o desemprego maciço em todo o país para tirar os carpinteiros de Nevada? Será que alguém é capaz de afirmar com seriedade que perdemos 6,7 milhões de empregos porque um número menor de americanos deseja trabalhar? Mas se partirmos do princípio que as pessoas são perfeitamente racionais e os mercados, perfeitamente eficientes, temos de concluir que o desemprego é voluntário e as recessões são desejáveis.


6. Falhas e atritos
A economia, enquanto ciência, enfrentou problemas porque os economistas foram seduzidos pela visão de um sistema de mercado perfeito e desprovido de atrito. Se a profissão almeja a redenção, ela terá de conciliar-se com uma visão menos deslumbrante – a de uma economia de mercado que apresenta muitas virtudes, mas que também está repleta de falhas e atritos.
Já existe um exemplo relativamente desenvolvido do tipo de ciência econômica que tenho em mente: a escola de pensamento conhecida como behaviorismo financeiro. Os adeptos desta abordagem enfatizam duas coisas. Primeiro, muitos investidores do mundo real em pouco se assemelham aos frios e calculistas investidores da teoria do mercado eficiente: eles são bastante sujeitos ao comportamento de manada, a surtos de exuberância irracional e a pânicos injustificados. Segundo, mesmo aqueles que tentam basear suas decisões no cálculo frio com frequência descobrem que não são capazes de fazê-lo, pois problemas de confiança, credibilidade e garantias reais limitadas os obrigam a seguir o restante da manada.
Enquanto isso, como fica a macroeconomia? Acontecimentos recentes refutaram de maneira bastante decisiva a ideia de que as recessões sejam uma resposta ideal à flutuação no ritmo do progresso tecnológico; uma visão mais ou menos keynesiana é a única possível no momento. Ainda assim, os modelos padronizados do novo keynesianismo não deixaram espaço para uma crise como a que estamos vivendo, pois estes modelos aceitaram de maneira geral a visão do setor financeiro promovida pela teoria do mercado eficiente.
Uma linha de pesquisas, cujos pioneiros foram o próprio Ben Bernanke e seu colega Mark Gertler, da Universidade de Nova York, enfatizava a maneira pela qual a falta de garantias reais suficientes pode prejudicar a capacidade das empresas de arrecadar fundos e buscar oportunidades de investimento. Uma linha de pesquisas parecida, em boa parte estabelecida por meu colega de Princeton, Nobuhiro Kiyotaki, em parceria com John Moore, da London School of Economics, argumenta que os preços de ativos como propriedades imobiliárias podem sofrer declínios autoacentuantes que, por sua vez, provocam uma depressão na economia como um todo. Mas até o momento, o impacto das finanças disfuncionais não esteve no centro nem mesmo da ciência econômica keynesiana. Isto, claramente, precisa mudar.


7. Recuperando Keynes
Eis o que acho que os economistas precisam fazer. Primeiro, eles precisam enfrentar a inconveniente realidade de que os mercados financeiros estão muito aquém da perfeição; que eles estão sujeitos a extraordinários delírios e à loucura das multidões. Segundo, eles precisam admitir que a ciência econômica keynesiana ainda é o melhor arcabouço teórico de que dispomos para compreender as recessões e depressões. Terceiro, eles terão de se esforçar ao máximo para incorporar as realidades das finanças à macroeconomia.
A visão que deve emergir conforme a profissão repensa seus fundamentos pode não ser muito clara; certamente não será arrumada; mas temos de manter a esperança de que ela terá a virtude de estar, ao menos, parcialmente correta.

Fonte: aqui

A colheita do milho como motivo de reencontro entre as pessoas

Onde se constroem relações com as pessoas, com tradições e belezas naturais.
Um espaço para viagens no tempo, para colaborações, imaginar e trabalhar com esforço e dedicação, lembrar os antepassados e preparar o terreno para as futuras gerações ... esperamos por si em Covas do Monte!

Mais uma vez a colheita do milho foi motivo de encontro em Covas do Monte.
Para alguns foi o regresso a um local que os marcou, para outros foi uma experiência nova. O interessante é irmos criando uma rede cada vez mais alargada de pessoas comprometidas com o local e as suas gentes.
Desta vez tivemos também a participação de pessoas da Associação "O Direito de Aprender" http://www.direitodeaprender.com.pt que para além de participarem nas actividades estiveram também com o interesse de compreender o processo e fazerem uma reportagem para a sua revista " Aprender ao Longo da Vida".
Na despedida os mais "repetentes" presentearam o mais novo habitande de Covas do Monte com uma cadeira de bébé. Será uma forma de ele começar a descobrir o mundo regressando sempre em segurança.Por mim espero encontrá-lo em Covas do Monte daqui a muitos anos!

Dar corpo a um Movimento Social em torno do Associativismo e da Democracia Participativa (encontro regional em S.Torcato, Guimarães, a 7 de Nov.)





No dia 19 de Setembro de 2009, um grupo de representantes de associações de várias localidades do país reuniu-se em Coimbra para debater o tema do Associativismo. Desta reunião ressaltou a ideia de gerar um movimento social em torno do associativismo e da democracia participativa, incluindo a organização de diversas iniciativas.


Nesta fase, estão a ser organizados encontros regionais com representantes de associações, apontando-se para a realização, em Novembro 2010, do Congresso do Associativismo e da Democracia Participativa, o qual deverá ter lugar em Tondela.


Brevemente será divulgado um Blog para potenciar a participação em torno deste movimento social.


Vamos dar início à organização de um encontro regional no Minho com representantes de diversas associações para apresentar e debater a ideia do Congresso do Associativismo e da Democracia Participativa que está previsto para Novembro de 2010, em Tondela

O encontro regional do Minho terá lugar no próximo dia 7 de novembro, pelas 15:00h, no Edifício da Casa do Povo de S. Torcato, Guimarães, sendo anfitriã a ADCL (Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Locais).

Para mais informações, podem contactar pelo 96 368 74 56 ou 96 586 79 32 ou 96 581 17 90.


O seguinte texto estrutura algumas ideias discutidas nessa reunião, as quais poderão servir de base para reflexão e debate, nos encontros regionais e noutras iniciativas a desenvolver.




texto de Rui D'Espiney

1.A Constituição da Republica Portuguesa contempla, quase diríamos com igual dignidade, a Democracia Representativa e a Democracia Participativa. Dela ressalta com clareza que uma e outra são estruturantes do funcionamento da nossa sociedade.

O Tratamento que lhe é dado, na prática, a cada uma destas formas de democracia é, no entanto, bem distinto:

- À Democracia Representativa são concedidas todas as condições de sustentabilidade suportadas que são, pelo orçamento de Estado, as várias despesas com o seu funcionamento (inclusive as efectuadas em ordem à competição entre concorrentes).

- À Democracia Participativa nenhum meio material é facultado. O Estado não contribui com um cêntimo para a sua viabilização.

Dito de outra forma garante-se a Representação mas não se investe na Participação e porque a Democracia Plena só existe quando uma e outra funcionam pode, de facto, dizer-se que a nossa Democracia está coxa.


2. Promover a Democracia passa, na verdade, por viabilizar as condições de exercício da Democracia Participativa, isto é, passa por proporcionar a sustentabilidade material das iniciativas e estruturas que promovem a participação de entre as quais se destacam as formas organizadas de DP que são as Associações. Não é, no entanto, isso que acontece: longe de serem encaradas como focos de promoção e produção de participação as Associações são tratadas enquanto meras empresas prestadoras de Serviços: apenas pelo que fazem e não pelo que são.

Em boa verdade acabam por ser tratadas pior que as empresas pois, ao contrário do que sucede com estas, o valor dos bens produzidas pelas associações não incorpora as despesas de funcionamento nem tão pouco, com frequência, de trabalho (o calculo do valor da hora do mecânico que nos arranja o automóvel inclui as amortizações e as despesas de logística da oficina; o funcionamento dos projectos desenvolvidos pelas associações não só não as inclui, na maioria das vezes, como exige, quase sempre, uma comparticipação nos gastos).


3. É tendo por propósito possibilitar que a Democracia Participativa se afirme como dimensão estruturante da vivência politica económica da nossa sociedade …

É tendo por propósito impor que o associativismo seja tratado e encarado como forma organizada (promotora e produtora) de Democracia Participativa…

É, enfim, tendo por propósito contribuir para que as associações se conscientizem quanto ao seu papel na promoção e produção de cidadania e na construção de uma sociedade democrática e solidária,

……. que nos parece fazer todo o sentido dar vida a um movimento social que chame a si:

- A clarificação e promoção dos princípios que o devem enformar e informar e que se podem traduzir em algumas palavras chave como: autonomia, participação sociabilidades, solidariedade, rebeldia e politicidade;

- A requalificação da Democracia Representativa que, nascida de movimentos sociais tende hoje a dissociar o politico do social, a incompatibilizar o nacional com o local e a contrapor representação e participação;

- A assumpção do carácter de alternativa social, cultural e económica que caracteriza grande parte das associações e iniciativas congéneres,

- A defesa da sustentabilidade económica do associativismo, enquanto condição necessária ao funcionamento da democracia como um todo.

A realização de um congresso programático do Associativismo e da Democracia Participativa coroará o desenvolvimento deste movimento, se funcionar como espaço de interpelação, de questionamento do poder politico, de auto-questionamento dos comportamentos e de revindicação.


4. Naturalmente, quer-se que este movimento não pense apenas para fora mas também para dentro. Um conjunto de questões endógenas a ele terão de ser, com efeito e necessariamente, objecto de reflexão no congresso e no próprio processo da preparação. Por exemplo:

- O que se entende ao certo por democracia participativa? O que faz dela um projecto e uma prática política e reivindicativa?

- O que é o Associativismo Cidadão? Quando é que este é ou não é componente da democracia participativa (isto, tendo-se presente que grande número de associações tende a mover-se por uma lógica empresarial e que há associações actuando em diferentes domínios que podem, ou não, ser pertinentes para a Democracia Participativa)?

- Como podem as associações aprofundar o exercício da cidadania? Como ultrapassar fenómenos de caciquismo e burocratização?

5. Mas se estas são questões, digamos comportamentais, que importa definir, espera-se que naturalmente do movimento nasçam ideias sobre os aspectos do relacionamento do associativismo com o Estado e a DR, tais como:

- A forma justa de ressarcimento pelos bens de interesse publico que produzem;

- As diferenças que apresentam face ao mundo das empresas e as implicações que daí resultam em termos de financiamento e fiscalidade;

- O lugar que devem ocupar (e não apenas as associações mas também as populações) nas audições politicas, nas concertações sociais e nas políticas orçamentais.


6. O lançamento deste movimento, que agora se inicia, fez-se numa reunião para a qual foi convidada cerca de uma dezena de associações escolhidas por meras razões de proximidade e conhecimento mútuo e tendo por leitmotiv imediato a situação de precariedade em que grande parte delas vive.

O objectivo desta reunião vai, no entanto, muito para além do seu âmbito e das intenções que a motivaram.

Em primeiro lugar, quer-se que ela seja o despoletar de um Movimento amplo e abrangente, procurando-se, nomeadamente, implicar, na promoção, mais regiões e domínios de acção. Nesse sentido as Associações, presentes na reunião havida, são chamadas a animar encontros a nível local/regional em que se impliquem todos os possíveis potenciais interessados.

Em Segundo lugar, quer-se que o movimento funcione como um processo de consciencialização, de definição de linhas de acção e de princípios orientadores: o Congresso deverá surgir como a consagração de uma caminhada.

Em terceiro lugar, quer-se assegurar que o Movimento e as suas propostas ganhem visibilidade, o que passa por um forte investimento na divulgação das suas propostas e dos seus sucessos através, nomeadamente, de um Blog.


7. A utilidade de fixar metas aponta para a necessidade de desde já se agendar a data da realização do Congresso do Associativismo e da Democracia Participativa, sugerindo-se, para tal, a primeira quinzena de Novembro 2010. Deverá ter lugar em Tondela.

A próxima reunião promotora será no ISCTE no dia 21 de Novembro de 2009, a partir das 14h30, reunião onde se deverá contar com mais participantes: In Loco Associação de Chãos, UMAR, …

Até lá, espera-se, serão realizadas as varias reuniões das locais/regionais previstas: em Viseu, promovida pela ACERT, a ADRL e o Olho Vivo; em Gouveia, organizada pelo GAF; no Minho sob a responsabilidade da ADRL e da AJD; em Lisboa/Setúbal, dinamizada pelo ICE; no Porto da Iniciativa da Gesto e em Évora a partir da Pé de Chumbo.

Aguardam-se propostas de associações que assumam a dinamização de reuniões em Trás-os-Montes, no Algarve e no Nordeste Alentejano.

Pode ser um impulso a este processo a oficina que se realizará em Águeda no dia 23 de Novembro e que, prevê-se, se abrirá à participação de associações da Região Centro.


Rui D'Espiney

WORKSHOP sobre Associativismo, Participação, Democracia e Sustentabilidade em Águeda (a 23 de Nov.)

WORKSHOP sobre Associativismo, Participação, Democracia e Sustentabilidade

Data: 23 de Novembro de 2009
Local: Parque Alta Vila (Águeda)
Dinamizador: Dr. Rui D’Espiney (ICE)
Entidade promotora: Centro Social Infantil de Aguada de Baixo e Instituto das Comunidades Educativas (ICE)


PARTICIPAÇÃO GRATUITA

O porquê desta iniciativa:
A maioria esmagadora das associações confrontam-se com uma precariedade permanente, com a dificuldade de conseguir assegurar a sua sustentabilidade. Com esta questão surge o conceito de democracia participativa.
A Constituição da República Portuguesa contempla quase de igual modo a Democracia Representativa e a Democracia Participativa, havendo, no entanto um tratamento bem distinto. Enquanto que na primeira são concedidas todas as condições de sustentabilidade suportadas pelo orçamento de Estado, na segunda nenhum meio material é suportado. No entanto, ambas são estruturantes do funcionamento da nossa sociedade.
Promover a Democracia passa por viabilizar as condições do exercício da Democracia Participativa, isto é, passa por proporcionar a sustentabilidade material das iniciativas e estruturas que promovem a participação, de entre as quais se destacam as Associações. Mas, longe de serem encaradas como focos de promoção e produção de participação, as Associações são tratadas enquanto meras empresas prestadoras de serviços: apenas pelo que fazem e não pelo que são.
É tendo por propósito contribuir para que as associações se conscientizem quanto ao seu papel na promoção e produção de cidadania e na construção de uma sociedade democrática e solidária que surge esta iniciativa.

OBJECTIVOS
Promover a reflexão conjunta sobre princípios-chave para o exercício da cidadania;
Promover a reflexão sobre a requalificação da Democracia Representativa;
Criar movimento social no sentido da conscientização;
Promover a defesa da sustentabilidade económica do associativismo, enquanto condição necessária ao funcionamento da democracia como um todo;
Implicar as associações nos domínios de acção;
Promover o associativismo como espaço de cidadania e forma organizada da democracia participativa;

PROGRAMA
Período da manhã (10h – 13h)
O que se entende por democracia participativa?
O que faz dela um projecto e uma prática política reivindicativa?
Pausa para almoço (13h – 14h30)

Período da tarde (14h30 – 17h30)
O que é o Associativismo Cidadão?
Quando é que este é uma componente da democracia participativa?
Como podem as associações aprofundar o exercício da cidadania?
Plenário


FICHA DE INSCRIÇÃO (Participação gratuita)

Nome: _________________________________ ________________________________________
Profissão: ______________________________ ________________________________________
Instituição/ Serviço:____________________ ________________________________________
Telefone: ______________________________
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Centro Social Infantil de Aguada de Baixo
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p: 234667009 f: 234667009
Website - não disponível ou em actualização
Email Centro Social Infantil de Aguada de Baixo


Carta de intenções do Centro Social
Objectivos:
Promover a inserção social de pessoas/famílias estigmatizadas, socialmente desfavorecidas e
marginalizadas; promover a igualdade de oportunidades e a inclusão social de crianças e jovens
socialmente desfavorecidos, com dificuldades de aprendizagem e/ou risco de abandono escolar,
prevenindo a marginalidade e marginalização.

Grupo-Alvo:
Famílias/pessoas socialmente desfavorecidas; crianças, adolescentes e jovens provenientes
destas e outras famílias também elas socialmente desfavorecidas; comunidade em geral através
de acções de sensibilização.

28.10.09

Festa de solidariedade, jantar e concerto de Tino Flores para ajudar o espaço Musas ( 31 de Out. a partir das 15h30 no Hostel Andarilho)


Tino Flores participa numa festa de solidariedade com o Espaço Musas (por causa da situação criada pelo incêndio) que se vai realizar no hostal "O Andarilho" ( na Rua Firmeza, no Porto), no próximo sábado, dia 31, a partir das 15h30, embora o concerto possa ocorrer mais tarde.
Depois vai haver um jantar (com opção vegetariana) com o custo de 5 euros, que revertem integralmente para o Musas.



Aparece, fazes-nos falta!

(A entrada é livre, o jantar custa 5€)

Para encontrar o Local da Festa de Solidariedade:
Sair na paragem do bolhão, dirija-se à Rua de Santa Catarina, suba, virando no primeiro cruzamento à direita, entre na rua da Rua da Firmeza e suba, 30 metros sensivelmente. Estamos no topo esquerdo da rua da Firmeza (porta castanha/amarela).
Mapa:

Marketing de guerrilha nas Caldas da Rainha a favor da Campanha de Apoio aos Sem Abrigo


Trabalho para projecto de design gráfico - MARKETING DE GUERRILHA

na ESAD das Caldas da Rainha em Junho de 2009.

A acção foi polémica e causou bastante impacto:
http://www.recortes.pt/V/GazetaCaldas/principal/2009/06/26

Video "A Casa do Zé"





A primeira emissão da Radio Casa Viva vai ser este Sábado a partir das 17h.



http://radiocasaviva.blogspot.com/
http://badmoodradio.blogspot.com/
Vai já ser este sábado, dia 31 a partir das 17hrs, que vai começar a primeira emissão on-line da RADIO CASA VIVA, e será emitida em streaming, através da
BADMOOD RADIO.

O programa vai ser variado, com musica, conversas, informação, noticias, activismo, politica, humor... e tudo o mais que nos apetecer para ouvires a rádio.

Clicka nos links correspondentes ao player de audio que utilizas. (aconselhamos o VLC, pois é o player que melhor funciona) depois há-de aparecer uma janela a perguntar se queres guardar ou abrir o ficheiro. Escolhe abrir com (o teu player de audio) ou guardar para puderes ouvir a rádio sempre que quizeres sem teres que vir ao site clickar nos links...
WINAMP
REAL AUDIO PLAYER
QUICKTIME
WEB PROXY

Podíamos também meter um link para o windows media player... mas a microsoft não nos agrada nada... por isso... se só estiveres a usar o windows media player... não te garantimos que funcione... mas aconselhamos a usares por exemplo o VLC

Greenpeace Portugal vai estar hoje (28 de Out. às 19h.) na Casa da Horta para projectar um filme sobre a destruição dos oceanos, seguindo-se um debate


Desde o dia 16 de Outubro, que a Greenpeace está na estrada para sensibilizar consumidores para as ameaças que os ecossistemas vulneráveis em alto mar enfrentam e pressionar os retalhistas a tomar a liderança e parar de comercializar espécies de peixe de profundidade.

Estão convidados a assistir a este filme que será projectado na Casa da Horta quarta-feira dia 28 de Outubro às 19h. A seguir à projecção teremos um pequeno debate.


Vídeo com Sigourney Weaver alerta para a destruição dos oceanos

“O oceano profundo é o maior ecossistema do planeta, porém, continua amplamente inexplorado. Quanto mais desvendamos os seus mistérios, mais descobrimos o quão único este mundo estranho realmente é”. Sigourney Weaver apoia este vídeo que alerta para a ameaça da pesca industrial a grande profundidade e insta os governos de todo o mundo a adoptar medidas concretas e urgentes que defendam a vida marinha nas profundezas dos oceanos.


Casa da Horta, Associação Cultural e restaurante vegetariano
Rua de São Francisco, 12A
4050-548 Porto
Perto da Igreja de São Francisco e Mercado Ferreira Borges.
Email:
casadahorta@pegada.net
Tel: 222024123 / 965545519
Horário:Terça a Sábado das 12h as 24

27.10.09

Debate sobre o Bio-Poder, antecedida com a projecção do filme Hunger, de Steve McQueen, na livraria-bar Gato Vadio ( dia 31 de Out. às 22h.)


Debate sobre o Bio-Poder, antecedida com a projecção do filme Hunger, de Steve McQueen, na livraria-bar Gato Vadio ( dia 31 de Out. às 22h.)


Apresentação e coordenação da sessão a cargo de Rossana Mendes
Sábado, dia 31 de Outubro, 22h

Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016
email:
gatovadio.livraria@gmail.com

http://gatovadiolivraria.blogspot.com/



Vencedor já de inúmero prémios, entre os quais o Caméra d'or em Cannes e Melhor Realizador Estreante nos British Independent Film Awards, “Hunger” é uma experiência visceral, graficamente violento, de uma beleza visual tão desarmante quanto o conteúdo traumático que retrata, um olhar claustrofóbico e arrojado, sem concessões.

O foco de “Hunger” é o relato (mais emocional que factual) dos últimos tempos de vida de Bobby Sands, um activista do IRA que foi preso aos 27 anos por posse de arma e condenado a 14 anos de prisão. Em 1981, iniciou uma greve de fome com o objectivo de melhorar as condições para os prisioneiros do IRA, entre as quais recuperar o estatuto de presos políticos, poderem livremente agrupar-se com outros prisioneiros, terem direito a visitas semanais e envio/recepção de correio e não serem forçados a usar a farda de reclusos. Ao final de 66 dias, a greve de fome reclamou-lhe a vida.

Apesar de ser este o centro e sentido do filme, Sands só surge como protagonista a meio da história. Antes disso, acompanhamos alguns detalhes do quotidiano de um guarda prisional (Stuart Graham), um homem cuja decência parece ficar fechada do lado de fora do estabelecimento prisional Maze em Belfast. Aí acaba de dar entrada um novo recluso, Davey (Brian Milligan), colocado numa cela mínima onde já se encontra Gerry (Liam McMahon), que veste na pele o empenhado no protesto de sujidade ("Blanket and No-Wash Protest") que teve início em 1976.

McQueen faz-nos sentir os odores fétidos dos dejectos, faz-nos escutar o rufar ensurdecedor dos bastões da polícia de intervenção nos escudos, para logo nos fazer sentir na carne as pancadas sobre os presos, quando os arranca brutalmente das celas para os lavar e revistar, violando-os sem misericórdia. McQueen move-se no limite do suportável, ao mesmo tempo que a câmara de Sean Bobbitt capta o abjecto e o belo, confundindo-os numa mesma “tela”. E, de repente, dou por mim a pensar em Guantanamo... O ser humano contra si mesmo. No meio destes guardas, McQueen tem a cuidado de observar um com atenção, acompanhando o seu choro escondido, numa explosão de humanidade. E com uma simples imagem, consegue captar a complexidade do conflito entre a responsabilidade individual e a responsabilidade colectiva.

É então que suavemente e sem alarido, o que quer dizer com violência e sangue, somos apresentados a um Bobby Sands (Michael Fassbender) de límpido e resoluto. O filme, que até aí tinha sido parco em diálogos, privilegiando o aspecto visual, é “interrompido” por um take único de 20 minutos de uma densa conversa entre Sands e um padre (Liam Cunningham). Depois da montagem ritmada que o antecedeu, este é o tempo de respiro e contextualização, do que passou e do que está para vir. Sands está disposto a usar o corpo como a última fortaleza, comprometendo-se com a sua causa como mártir, mas não como vítima. Este diálogo parece continuar muitos outros anteriores, e os dois discutem religião, família e nacionalismo. Apesar do entendimento e respeito mútuo, a recusa do padre em aceitar a greve da fome como uma arma, reduzindo-a a um simples suicídio, abre entre eles um fosso inultrapassável. Este tempo e este espaço, filmado a contra luz, é absorvente e esgotante, ao mesmo tempo.

A terceira parte de “Hunger” centra-se na degradação física de Sands, cujo impacto é tão forte como a resistência do seu espírito é inabalável. E McQueen não pestaneja um único segundo, mostrando-nos tudo sem pudor (temo em pensar naquilo que fica por ver).

McQueen não está interessado nos crimes que Sands terá cometido em nome da causa republicana. Aliás, num outro pequeno detalhe o IRA (Irish Republican Army) é posto num contraponto de equilíbrio com o seu equivalente unionista, o UDA (Ulster Defence Association). Apesar dos apontamentos em voice over de discursos de Margareth Thatcher, “Hunger” não é um filme político, o que interessa a McQueen é a motivação de Sands, a determinação de acreditar em algo até às últimas consequências.

Michael Fassbender entrega-se a este papel da mesma forma que Sands: com um compromisso total. A sua interpretação vai muito além da perda de peso, é sobretudo o seu olhar lúcido e crente que nos ataca e nos comove. Também Liam Cunningham e Stuart Graham estão particularmente fortes, este último misturando iguais doses de inquietude e resignação. É dele o gesto mais pesadamente simbólico deste filme.

A cuidada a encenação deste filme não está desligada da colaboração do dramaturgo irlandês Enda Walsh na escrita do argumento. E se “Hunger” não é de todo um documento histórico, é sem dúvida um documento emocional vestido de imagens poéticas e belíssimas composições. Insuportavelmente bonito.
( texto retirado de
http://cinerama.blogs.sapo.pt/ )

Sessões de cineclube e outras actividades em Viana do Castelo por iniciativa da associação AO NORTE

AO NORTE - Associação de Produção e Animação Audiovisual promove sessões de cineclubismo nos próximos dias 29 e 30 de Outubro, para além de uma exposição e lançamento de um livro de BD:


Dia 29 de Outubro no cinema verde viana ( sempre às quintas-feiras pelas 21h45)

Dia 29 - DUPLO AMOR, de James Gray
(Two Lovers, EUA, 2009, 110', M/12)

Dia 30 de Outubro, lançamento do livro de BD número # 05 da Colecção O Filme da Minha Vida, FITZ…, de Filipe Abranches, inspirado no filme Fitzcaraldo, de Werner Herzog.
14:00h Exibição do filme no Auditório GDCTENVC
17:15h Inauguração de exposição dos desenhos originais, lançamento do livro e encontro com Filipe Abranches.

Dia 30 no Auditório do Grupo Desportivo e cultural dos Trabalhadores dos ENVC
LARGO DAS ALMAS > SEXTAS-FEIRAS > 21h45
ENTRADA LIVRE

Projecção do filme AMARCORD, de Federico Fellini
(Amarcord, Itália/ França, 1973, 118', M/12)


A AO NORTE – Associação de Produção e Animação Audiovisual foi fundada em Dezembro de 1994 e é uma associação sem fins lucrativos. Tem por fim a produção e a divulgação audiovisual, bem como a cooperação para o desenvolvimento, na área do ensino, educação e cultura, designadamente através da divulgação das realidades dos países em vias de desenvolvimento junto da opinião pública.

A sua actividade estrutura-se em três vertentes principais: a divulgação de cinema, a produção de documentários e a formação.

AO NORTE
Associação de Produção e Animação Audiovisual
Praça D. Maria II, 113, R/C
4900-489 Viana do Castelo
Portugal

Tel./ Fax (00351) 258 821 619

ao-norte@nortenet.pt


http://www.ao-norte.com/index.htm

Galeria Santa Clara em Coimbra: leitura de contos de autores clássicos russos; colóquio sobre Gógol (dia 31 Out.), e outras actividades


Galeria Santa Clara
Rua António Augusto Gonçalves, 67
3040-241 Santa Clara
Tel 239441657,
Coimbra, Portugal


A Galeria Santa Clara existe desde Junho de 1993 e é uma “empresa social”.A receita da sua actividade deve permitir que ela se mantenha e possa assumir os seus compromissos para com as pessoas que aqui desenvolvem algum tipo de actividade e para com as empresas a quem solicita produtos ou serviços.
O nosso objectivo é aproximar a arte das pessoas e contribuir para o enriquecimento da comunidade.Achamos fundamental fazer coisas para os que nos rodeiam mas também com os que nos rodeiam.A casa onde funciona a Galeria Santa Clara tem uma cave que funciona como auditório, um rez-do-chão com 3 salas diferentes, um primeiro andar e uma esplanada com parte coberta e parte descoberta, virada para a cidade e para as ruínas do Convento Velho de Santa Clara.As parcerias com outras instituições, públicas ou privadas, associações, autarquias, escolas ou empresas, são fundamentais, quer em projectos próprios quer em projectos externos.
Preocupamo-nos com os nossos vizinhos e tentamos integrá-los nas nossas iniciativas.A colaboração e apoio dos amigos interessados e o “amor à camisola” das pessoas que trabalham connosco são uma boa ajuda.Sendo as expressões artísticas variadas e interligadas, promovemos exposições, instalações, vídeo, cinema, concertos, realizando mostras de trabalho de jovens artistas a par de outros já reconhecidos.
Pequenos contos de grandes clássicos - Leitura de contos curtos de autores clássicos russos por Rui Manuel Amaral - dia 31Out - sáb - 22H


"Conversas completas de Nikolai Gógol" - Nina Guerra e Filipe Guerra em torno de Nikolai Gógol e dos clássicos russos - 31 Out. – sáb - 18H


Nikolai Gógol nasceu a 20 de Março de 1809 na província de Poltava (Ucrânia), no seio de uma família de médios proprietários rurais. Partiu jovem para Petersburgo, a fim de fazer carreira. Passou grande parte da sua vida em viagens pelo estrangeiro e pela Rússia. Depois de uma lenta agonia, morreu a 4 de Março de 1852, num estado de ascese e em grande sofrimento.É autor de várias obras-primas da literatura universal, entre as quais “Almas Mortas”, “O Inspector-Geral”, “Tarás Bulba”, “O Nariz”, “O Capote” ou “O Retrato”, todas elas traduzidas para português por Nina Guerra e Filipe Guerra.A barriga é a heroína das suas histórias, o nariz é o herói. (…) Ninguém ingurgitara uma tão grande quantidade de macarrões ou comera um tão grande número de tortas de cereja [ao longo da vida] como este homem franzino. (…) O seu grande nariz pontiagudo era dum tal comprimento e duma tal mobilidade que na sua juventude ele era capaz (pois tinha talentos de contorcionista amador) de fazer com que a ponta e o lábio inferior se tocassem numa careta de gula. (…) O que é um facto é que o comprido e sensível nariz de Gógol descobriu novos odores na literatura (que conduziam a um novo frisson). Como diz o provérbio russo “o homem que tem o nariz mais comprido vê mais longe”; e Gógol via com as narinas.Vladimir Nabokov, Nikolai Gógol, pp. 12-15, Assírio & Alvim, 2007 (tradução de Carlos Leite).

Festa de Homenagem a José Carvalho, militante revolucionário assassinado há 20 anos por um bando nazi (30 de Out. às 21h30)


Vinte anos depois do assassinato, a APSR organiza uma festa/concerto de homenagem a José Carvalho, com seis bandas rock e um vídeo evocativo do Zé da Messa. O encontro é na sexta-feira, 30 de Outubro, às 21h30 na Caixa Económica Operária, em Lisboa.


No dia 28 de Outubro de 1989, um bando nazi de cabeças-rapadas assassinava José Carvalho à porta da sede do PSR, onde decorria um concerto antimilitarista.


José Carvalho - o "Zé da Messa", como era conhecido por todos - fez parte da Comissão de Trabalhadores da Messa, a empresa de máquinas de escrever que em tempos foi o maior empregador no concelho de Sintra, com mais de mil e quinhentos trabalhadores. Em 1985 fechou portas, deixando centenas de pessoas com salários em atraso. Nos anos seguintes, o Zé da Messa foi um dos activistas que organizaram a luta pelos direitos destes trabalhadores.

Dirigente do PSR desde o fim dos anos 70, José Carvalho foi um dos impulsionadores do trabalho antimilitarista do partido, após ter participado nos SUV - Soldados Unidos Vencerão, um movimento de militares pela democracia nos quartéis constituído em 1975. Doze anos mais tarde, foi um dos responsáveis pela organização dos concertos do bar das Palmeiras, que envolveu dezenas de bandas rock contra o serviço militar obrigatório. Foi num destes concertos que viria a ser assassinado pela extrema-direita.

Vinte anos depois, a Associação Política Socialista Revolucionária organiza uma festa/concerto de homenagem a José Carvalho, com seis bandas rock e um vídeo evocativo do Zé da Messa.

A festa/concerto terá lugar no dia 30 de Outubro, na Caixa Económica Operária, em Lisboa, a partir das 21h30, com as bandas Albert Fish, Ex-Votos, Dalailume, Revolta, Gazua e Peste & Sida.

26.10.09

O Espião na Máquina do Café ou o fim da privacidade no actual estado de hipervigilância pró-governamental





Espião na Máquina do Café

O fim da privacidade tal como a conhecemos
Estamos a entrar num novo estado de hipervigilância, que corre o risco de nos fazer entender a privacidade como algo obsoleto. À medida que recorremos cada vez mais à tecnologia para fins laborais e de lazer, a nossa actividade electrónica deixa para trás pegadas digitais que podem ser utilizadas para seguir os nossos movimentos. Nos automóveis, nos telefones, até mesmo nas máquinas de café, minúsculos computadores comunicando sem fios através da Internet podem servir de testemunhas em miniatura, formando redes poderosas cujo comportamento emergente pode ser muito complexo, inteligente – e invasivo. A questão reside em saber até que ponto representam uma violação da privacidade.


Poderão estas redes inteligentes ser utilizadas por governos, criminosos ou terroristas para nos destruir a privacidade ou cometer crimes? Ou valerá a pena abdicar da nossa privacidade em troca dos enormes benefícios das novas tecnologias?

Realista, profunda e informada, a obra O Espião da Máquina do Café expõe a verdade acerca da invasão da nossa privacidade por parte de tudo o que possa imaginar, desde circuitos fechados de televisão até blogues, e explora o que podemos fazer – se pudermos fazer algo – para impedir que a privacidade desapareça para sempre na era digital


O Espião na Máquina do Café
de Kieron O'Hara e Nigel Shadbolt
Edição Plátano

Outubro é o Mês das Bibliotecas Escolares porque ler é para já


Desde o ano passado que se comemora o Mês Internacional da Biblioteca Escolar por decisão da IASL em Dezembro de 2007.
Neste mês as bibliotecas escolares têm por norma organizar um conjunto de actividades, envolvendo toda a escola e a comunidade em que esta se insere, de modo a torná-las mais conhecidas e a motivar toda a comunidade escolar para a sua utilização.
As equipas devem usar todos os meios ao seu alcance para fazerem a divulgação da biblioteca: a internet (sítio, blogue, facebook, twitter, listas de difusão, recursos disponibilizados pela IASL, etc.), os média locais, o trabalho em parceria com outras instituições, o convite a personalidades, a utilização de espaços fora da biblioteca na escola ou fora da escola, etc..
Os portais das Redes de Bibliotecas Concelhias devem ser a interface de eleição para a divulgação das actividades realizadas nas respectivas escolas e o rosto das realizações em parceria programadas para este mês/dia.
A Rede de Bibliotecas Escolares decidiu, por sua vez, que a última segunda feira do mês de Outubro seria o dia em que as actividades a realizar encontrariam a sua principal expressão. O dia 26 de Outubro será, por excelência, o dia das bibliotecas escolares em Portugal.

http://www.iasl-online.org/events/islm/



http://www.rbe.min-edu.pt/




Ler, é para já! é um programa dirigido a jovens e adultos com poucos hábitos de leitura que necessitam de aumentar os níveis de literacia e de consolidar as aprendizagens necessárias à qualificação profissional.

Pretende-se motivar para a leitura por prazer e contribuir para criar leitores autónomos, propondo a utilização dos recursos das bibliotecas.


O programa tem como objectivos:
motivar para a leitura;
incentivar o prazer da leitura;
contribuir para desenvolver leitores confiantes e competentes;
desenvolver competências necessárias às exigências profissionais do mundo actual;
contribuir para o pleno exercício da cidadania.
Uma vez que se dirige a um público específico, os critérios adoptados para a selecção das obras devem permitir:
a identificação imediata com as obras propostas;
a escolha de autores contemporâneos, novidades, best sellers...;
a valorização dos interesses e gostos particulares;
a selecção de obras acessíveis, preferencialmente de dimensão reduzida e de fácil leitura.
O Professor Bibliotecário deverá desenvolver um conjunto de acções para fomentar a utilização da biblioteca, tendo sempre em consideração as necessidades sentidas por este público (EFA, CEF, Turma+, Currículos Alternativos e CNO) e a especificidade de cada contexto, procurando as soluções mais adequadas a cada caso.


Sugestões de actividades para os mediadores de leitura.
Actividades:
Organizar uma visita à biblioteca [
PDF]
Organizar uma visita à livraria [
PDF]
Organizar diários de leitura [
PDF]
Organização de conferências, exposições, sobre temas relevantes para este público [Brevemente disponível]

Materiais disponíveis :
Apresentação periódica de lista de livros [
PDF]
Sinopses das obras
Guião elementar de pesquisa de informação
Guião para validar sítios Web [
PDF]
Sugestão de fundo documental a adquirir pela BE

Gestão: o novo fascismo



Cada vez mais as empresas são exemplo de uma prática ditatorial, esmagadora das liberdades, da crítica, da expressão e dos indivíduos que, se acontecesse cá fora, na rua, no espaço público, todos julgaríamos inaceitáveis. Dentro da empresa, em nome da competitividade ou por medo do desemprego, aceitamos o fascismo.


Gestão: o novo fascismo
Excertos da crónica de José Vítor Malheiros publicada no jornal Público

As histórias que ficámos a saber sobre a France Telecom nos últimos dias são terríveis: trabalhadores obrigados a mudar constantemente de posto e de funções contra sua vontade em nome da “flexibilidade”; a quem são impostos objectivos irrealistas e que são penalizados por não os atingir; destruição sistemática de equipas de trabalho e do espírito de equipa em nome da “adaptabilidade”; empregados que se vão buscar à casa de banho porque ultrapassaram os dez minutos da pausa-chichi; esquemas de “auto-avaliação” que apenas servem para intimidar os trabalhadores e para os obrigar a reconhecer que falharam e a aceitar penalizações; total ausência de discussão ou sequer de explicação dos objectivos da empresa, sempre impostos de cima; pessoas mantidas isoladas por medidas de “mobilidade” que destroem as relações pessoais entre trabalhadores; obrigadas a competir com os colegas para evitar a “redundância” e o despedimento; com medo da delação dos colegas e das punições dos capatazes, desconfiadas.

As histórias falam de medo, de isolamento, humilhação, perda de auto-estima, de sentido e de identidade, falam de morte. E, no entanto, repito, nada disto é novo, nada disto é diferente. Cada vez mais as empresas se parecem mais com isto, cada vez mais este discurso da competitividade desumana ganha direito de cidade, cada vez mais o stress e o burnout se consideram como o preço justo a pagar pelos elos mais fracos da cadeia, cada vez mais o discurso da “aposta no capital humano”, da “promoção da criatividade” e da “prioridade à inovação” esconde uma prática esclavagista, desumana, repressiva, atentatória dos direitos, da liberdade e do espírito humano. Cada vez mais as empresas são exemplo de uma prática ditatorial, esmagadora das liberdades, da crítica, da expressão e dos indivíduos que, se acontecesse cá fora, na rua, no espaço público, todos julgaríamos inaceitáveis. Dentro da empresa, em nome da competitividade ou por medo do desemprego, aceitamos o fascismo.

Sessão de informação sobre as lutas anarquistas contra os Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver em 2010 no Canadá



Como resposta ao apelo internacional para a Acção Directa e Solidariedade, em 29 e 30 de Outubro, contra os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 no Canadá, o Centro de Cultura Libertária irá organizar uma sessão de informação sobre tema. Essa informação terá por base os vários textos e vídeos disponíveis sobre esta questão, tendo um maior enfoque sobre as temáticas da gentrificação, nacionalismo, colonialização, destruição ambiental ou criminalização da pobreza, todas elas questões levantadas pela realização das Olimpíadas de Vancouver. Esperamos que esta sessão possa motivar um debate sobre os temas nela postos em causa. Contamos com a vossa presença.

Mais informação:

http://victoriatorch.wordpress.comv/

http://no2010.com/

http://contrelesolympiquesde2010.anarkhia.org/

http://www.olympicresistance.net/

http://www.2010watch.com/

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis nº121 1ºdt. - Cacilhas
ateneu2000@yahoo.com
http://culturalibertaria.blogspot.com/





O Realejo, antiga companhia de teatro do Porto


Consultar: http://realejoteatro.blogspot.com/


Um blogue para fazer a história do grupo de teatro O Realejo foi agora criado e pretende ser um "armazem" de textos, noticias, recortes de jornais, fotografias, etc. sobre a actividade do grupo de teatro O Realejo que durante a década de 80 teve actividade, como companhia profissional, na cidade do Porto.


O Realejo e a rua
O Realejo sempre prezou a rua como espaço teatral e utilizou-a como forma de divulgação dos seus espectáculos. Procurava-se encontrar o público no seu quotidiano, motivando-o para o teatro e para o levar às salas em geral e à nossa em particular. A Praça da Ribeira, a Praça da Liberdade e a Estação de S. Bento na cidade do Porto foram os espaços preferenciais.

Cronologia dos espectáculos do Realejo

Um Serão em nossa companhia (C.C.) - Março 1979
Sementiga Plum... ou em terra de olhos quem tem rei é cego (C.C.) - Março 1980
Viagem dum homenzinho, mala na mão, cheia de sonhos e objectos (C.C.) - Setembro 1981
Subsídio de Natal (C.C.) - 1 Dezembro 1981
A Porta - um salto no escuro (C.C.) - Fevereiro 1982
Nó Cego (C.C.) - Junho de 1982
Abeliomonstro (C.C.) - Novembro 1982
No alto mar (Slawomir Mrozek) - Novembro 1983
O Pranto de Maria Parda (Gil Vicente) - Fevereiro 1984
Memória no Espelho... ou Isabel nunca mais esqueceu estas palavras (C.C.) - Maio 1984
Com papas e bolos se enganam os tolos (C.C.) - 28 Fevereiro 1985
Cozido à portuguesa - Fevereiro 1986
Jorge (Anthony West)

25.10.09

Mata da Albergaria e as suas cores outonais, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG)


Situada entre as Caldas do Gerês e a Portela do Homem, a Mata da Albrgaria é uma valiosa Reserva Biogenética, reserva botânica esta que alberga um importante carvalhal em estado natural, pelo que, embora possa ser percorrida a pé, está sujeita a medidas especiais de protecção. O caminho que atravessa a mata e acompanha a via romana estende-se ao longo da margem esquerda da albufeira de Vilarinho das Furnas, terminando em Campo do Gerês. Além do seu valor ecológico, possui importante valor histórico, pois são visíveis neste local restos de uma Geira Romana, com os seus marcos miliários.

Localização- Campo do Gerês
4840-030 CAMPO DO GERÊS
Distrito: Braga
Concelho: Terras de Bouro
Freguesia: Campo do Gerês


A Mata da Albergaria é constituída predominantemente por um carvalhal secular que inclui espécies características da fauna e da flora geresianas. Guarda também um troço da Via Romana - Geira - com as ruínas das suas pontes e um significativo conjunto de marcos miliários. A baixa presença humana nesta mata não rompeu, até há poucos anos, o frágil equilíbrio do seu ecossistema, cuja riqueza e variedade contribuíram para a sua classificação pelo Conselho da Europa, como uma das Reservas Biogenéticas do Continente Europeu. É também, nos termos do Plano de Ordenamento do Parque, classificada como Zona de Protecção Parcial da Área de Ambiente Natural.



Mata da Albergaria - Pontos de Interesse ( a partir da cabana de controlo, quem vem das Caldas do Gerês)


1,6 Km - Ribeiro Sarilhão.
2,1 Km - Cabana do Guarda e placa a indicar que entrou na "Mata de Albergaria". (Não poderá parar ou estacionar o carro ao longo da mata, entre as cabanas de controlo)
3,3 Km - Ao lado esquerdo encontra uma grande mancha de Azevinho, espécie protegida logo, não estragar.
4,0 Km - Ponte de madeira sobre o ribeiro do Pedrado. Junto a ela alguns marcos milenares.
5,5 Km - Mais marcos milenares à direita. 5,8 - Fonte da Balsada ao seu lado direito.
6,4 Km - Ponte de madeira sobre o Rio Macieira. 6,6 - Casa da Albergaria.
6,9 Km - Cruzamento, siga pela estrada de "Portela do Homem" (3Km).

Poderá ainda aventurar-se por terras galegas e ir até "Torneros", uma nascente de água quente. Para isto siga até à fronteira e atravesse-a sem problemas. Siga a estrada, agora já na Galiza e ao fim de mais 3 km encontrará ao seu lado esquerdo mais marcos milenares e um bom pedaço da antiga estrada Romana (Geira). Siga novamente pela mesma estrada até chegar a "Torneros", primeira povoação Galega. Atravesse a ponte e vire à direita até chegar a uma espécie de piscina. Trata-se de uma nascente de água quente que se mistura com o rio. Aproveite para descontrair e passear. O regresso é feito pelo mesmo caminho


O Parque Nacional da Peneda-Gerês, é o único parque nacional de Portugal e situa-se no extremo nordeste do Minho, fazendo fronteira com a Galiza, abrangendo os distritos de Braga (concelho de Terras de Bouro), Viana do Castelo (concelhos de Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca) e Vila Real (concelho de Montalegre) numa área total de cerca de 72 000 hectares.
É uma das maiores atracções naturais de Portugal, pela rara e impressionante beleza paisagística e pelo valor ecológico e variedade de fauna (veados, cavalos selvagens, lobos, aves de rapina) e flora (pinheiros, teixos, castanheiros, carvalhos e várias plantas medicinais). Estende-se desde a
serra do Gerês, a Sul, passando pela serra da Peneda até à fronteira espanhola.
Inclui trechos da estrada romana que ligava Braga a Astorga, conhecida como
Geira
A natureza e orientação do relevo, as variações de altitude e as influências atlântica, mediterrânica e continental traduzem-se na variedade e riqueza do coberto vegetal: matos, carvalhais e pinhais, bosques de bétula ou vidoeiro, abundante vegetação bordejando as linhas de água, campos de cultivo e pastagens. As matas do Ramiscal, de Albergaria, do Cabril, todo o vale superior do rio Homem e a própria Serra do Gerês são um tipo de paisagem que dificilmente encontra em Portugal algo de comparável.
Estas serranias já foram solar do Urso pardo e da Cabra montesa. O Lobo vagueia num dos seus raros territórios de abrigo. A Águia-real pontifica no vasto cortejo das aves. Micro-mamíferos vários, caso da Toupeira-de-água, diversidade de répteis e anfíbios e uma fauna ictiológica que inclui a Truta e o Salmão enriquecem o quadro zoológico.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_da_Peneda-Ger%C3%AAs


Geologia, hidrologia e clima do PNPG

O PNPG caracteriza-se por ser uma zona em que o relevo fortemente acidentado e os pronunciados declives, bem como os inúmeros afloramentos rochosos, são as marcas dominantes.
Trata-se de uma região essencialmente granítica, fortemente fracturada, se bem que se verifica também a presença de uma importante mancha de rochas metasedimentares (xistos) e de depósitos de origem glaciar, como moreias ou blocos erráticos.
É uma zona montanhosa, com altitudes que chegam até aos 1545m, em Nevosa (Serra do Gerês), de fortes declives, onde a presença de diferentes níveis de chãs é frequente.
A grande quantidade de vales e corgas é aproveitada pelos rios, dando lugar a uma rede hidrográfica de grande densidade, composta por um conjunto de afluentes e subafluentes que correm, de um modo geral, por vales agudos de encostas escarpadas.
A área do PNPG faz parte das áreas de influência dos rios Minho, Lima, Cávado e Homem – como os mais importantes – que compartimentam o maciço granítico, individualizando as diferentes serras: a Serra da Peneda, definida pelos rios Minho e Lima; a Serra Amarela, definida pelos rios Lima e Homem e a Serra do Gerês, definida pelos rios Homem e Cávado.
A temperatura média anual é de 13ºC devido à influência oceânica, com amplitudes térmicas elevadas. As temperaturas mais elevadas dão-se no trimestre Julho/Setembro, enquanto que as mais baixas correspondem ao trimestre Dezembro/Fevereiro. O período de risco de geadas é elevado durante praticamente todo o ano.Todas as variáveis caracterizadoras do clima da região sofrem modificações com a alteração da altitude e da zona: à medida que caminhamos para o interior produz-se uma continentalização do clima, com uma diminuição das precipitações e um aumento das amplitudes térmicas diárias; por sua vez, ao aumentar a altitude, produz-se um aumento das precipitações e uma diminuição das temperaturas.
A localização deste território (entre o oceano Atlântico e os ambientes climáticos do interior da Península) e a configuração do relevo condicionam, assim, as características climáticas da região e determinam o tipo de clima existente, o que, por sua vez, condiciona tanto o manto vegetal e as características dos solos como a maneira de estar e o modo de habitar das gentes.





Flora do PNPG

O coberto vegetal das Serras do Gerês, Amarela, Peneda e Soajo e dos planaltos da Mourela e Castro Laboreiro é dominado por quatro unidades distintas: carvalhais, formações arbustivas (matos), lameiros e vegetação ripícola.
Os carvalhais, com grande expressão na área, ocupam parte dos vales dos rios Ramiscal, Peneda, Gerês e Beredo.
A descrição destes carvalhais que albergam inúmeras riquezas do património florístico esteve na base do estabelecimento de uma Aliança, por Braun-Blanquet, Pinto da Silva & Rozeira (1956), a Quercion occidentale, dominada por carvalho-negral (Quercus pyrenaica Willd) e por carvalho alvarinho (Quercus robur L.). Esta Aliança engloba, na área do PNPG, duas associações definidas pelos mesmos autores: a Rusceto-Quercetum roboris, que ocorre em altitudes mais baixas e em vertentes mais expostas à insolação, e a Myrtilleto-Quercetum roboris, de características mais atlânticas.
Pela abundância, destaca-se na primeira das associações citadas o carvalho-alvarinho, o sobreiro (Quercus suber L.), a gilbardeira (Ruscus aculeatus L.), o padreiro (Acer pseudoplatanus L.) e o azereiro (Prunus lusitanica L. lusitanica), enquanto que na Myrtilleto-Quercetum roboris dominam o carvalho-alvarinho e o carvalho-negral acompanhados pelo arando (Vaccinum myrtillus L.), o medronheiro (Arbutus unedo L.) e o azevinho (Ilex aquifolium L.).
Em altitudes superiores verifica-se a presença de manchas florestais dominadas por carvalho-negral atribuíveis, possivelmente, a Holco-Quercetum pyrenaica Br.-Bl., Pinto da Silva e Rozeira (1956), integrável, de acordo com Rivas-Martínez, na Aliança Quercion robori-petraea Tx. 1937.
Os matos dominantes na zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês são os tojais (caracterizado pela presença de Ulex minor e Ulex europaeus), os urzais (dominados por Erica umbellata e Calluna vulgaris), os matos de altitude (com a presença de zimbro-rasteiro Juniperus comunnis ssp. Alpina e Erica australis ssp. aragonensis) e os matos higrófilos compostos por Erica tetralix, U. minor, E. ciliaris, Drosera rotundifolia, Pinguicula lusitanica, Viola palustris ssp. juressi e Molinia caerulea, entre outras.
A vegetação ribeirinha merece destaque não só pela componente florística mas igualmente pelo importante papel que desempenha na estabilização das margens dos cursos de água onde a elevada velocidade da água está associada o forte poder erosivo.
Ocorrem nos cursos de água do Parque Nacional da Peneda Gerês várias plantas consideradas como merecedoras de especial protecção: Woodwardia radicans, Salix repens, Betula pubescens, Spiraea hypericifolia ssp. abovata, Circaea lusitanica, Angelica laevis.
Os lameiros ou prados de lima são prados semi-naturais cuja vegetação se insere na Classe Molinio-Arrhenatherea Tx. 1937. Apresentam composição variável consoante o teor de humidade no solo.
Das 627 espécies referidas para a área em Serra & Carvalho (1989), destacam-se, no âmbito deste relatório, exclusivamente aquelas que “pelas suas características e pelo seu estatuto carecem de medidas de protecção imediata”.Pela contínua procura verificada na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês optou-se por inserir nesta lista as espécies actualmente alvo de maior pressão pelo seu interesse medicinal: o androsemo (Hypericum androsaemum), a betónica bastarda (Melittis melissophyllum) e a uva-do-monte (Vaccinium myrtillus).




Fauna do PNPG

Pela associação de uma notável riqueza florística com uma fisiografia singular para Portugal, existe no Parque Nacional da Peneda-Gerês um conjunto de habitats naturais que suportam uma diversificada comunidade faunística.As condições climatéricas desta área protegida, caracterizada por regimes pluviométricos elevados e amplitudes térmicas moderadas, proporcionam uma grande produtividade primária e permitem a manutenção de variados habitats com uma grande diversidade de espécies animais.
Dos invertebrados, grupo até agora pouco conhecido no PNPG, destacam-se, pela sua importância em termos de conservação, duas espécies de borboletas (Euphydryas aurinia e Callimorpha quadripunctata), um escaravelho (Lucanus cervus) e um gastrópode (Geomalacus maculosus).Até ao momento foram recenseadas 235 espécies de vertebrados, o que é bem representativo da diversidade faunística deste grupo, nesta área protegida. Do total, 204 são protegidas ao nível nacional e internacional por convenções e legislação específica. Setenta e uma pertencem à lista de espécies ameaçadas do Livro Vermelho de Vertebrados de Portugal.
Nos cursos de água de montanha e de planalto, onde foram inventariadas 4 espécies de peixes, salientam-se a truta-do-rio (Salmo truta), como a mais abundante e característica, e a enguia (Anguilla anguilla) pelo seu estatuto de conservação, “Comercialmente ameaçada”. Destacam-se ainda outras espécies associadas aos cursos de água, como a toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus), a lontra (Lutra lutra), o melro-de-água (Cinculus cinculus), o lagarto-de-água (Lacerta schereiberi), a rã-ibérica (Rana iberica) e a salamandra-lusitânica (Chioglossa lusitanica). Relativamente à avifauna, estão identificadas 147 espécies.
A diversidade deste grupo varia consideravelmente ao longo do ano e entre diferentes habitats presentes no Parque, pelo facto de muitas destas espécies serem migradoras. Salientam-se pelo seu estatuto de conservação e/ou pela reduzida área de distribuição em Portugal a águia-real (Aquila chrysaetus), a gralha-de-bico-vermelho (Pyrrhocorax pyrrhocorax), o bufo-real (Bubo bubo), o falcão-abelheiro (Pernis apivorus), o cartaxo-nortenho (Saxicola rubetra), a escrevedeira-amarela (Emberiza citrinella), o picanço-de-dorso-ruivo (Lanius collurio), e a narceja (Gallinago gallinago) que tem no PNPG o único local de reprodução conhecido para Portugal.
Conhecem-se 15 espécies de morcegos no PNPG, dos quais 10 têm estatuto de ameaça. Destes, 5 estão classificados como em perigo de extinção: morcego-de-ferradura-grande (Rhinolophus ferrumequinum), morcego-de-ferradura-pequeno (Rhinolophus hipposideros), morcego-de-ferradura-mediterrânico (Rhinolophus euryale), morcego-rato-grande (Myotis myotis) e morcego-lanudo (Myotis emarginatus).
O esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris), espécie cuja distribuição era, até há pouco tempo, marginal e pouco conhecida em Portugal, é uma singularidade da fauna de mamíferos do Parque, apresentando populações em franca expansão geográfica.
Salienta-se ainda a ocorrência de espécies com particular importância em termos de conservação da natureza, como a marta (Martes martes), o arminho (Mustela erminea), as víboras (Vipera latastei e Vipera seoanei) e o lobo (Canis lupus), espécie estritamente protegida pela Convenção de Berna e considerada em perigo de extinção em Portugal.O corço (Capreolus capreolus), emblema do Parque Nacional, encontra-se aqui bem representado, com diversos núcleos populacionais em situação favorável.



Habitats do PNPG

Entre os habitats mais característicos do PNPG pode destacar-se:
- o carvalhal, floresta mista de árvores de folha caduca e de folha persistente, onde podemos encontrar espécies emblemáticas da flora, como o azevinho e a orquídea e da fauna, como o corço, a víbora-de-seoane ou a víbora-cornuda;
- os bosques ripícolas, com a presença do teixo, do amieiro, do freixo e do feto-do-gerês, mas também da lontra, do lagarto-de-água, da salamandra-lusitânica ou do sapo-parteiro;
- as turfeiras e matos húmidos, habitats raros e vulneráveis que se desenvolvem em solos encharcados, propícios à existência das bolas-de-algodão, da orvalhinha e da pinguícula, ao nível da flora, e da narceja, do pato-real, da salamandra-de-pintas-amarelas ou do tritão-de-ventre-laranja, ao nível da fauna;
- os matos de substituição, piornais, urzais, carquejais, tojais e giestais, que ocupam antigas áreas de carvalhal, onde podemos encontrar o alho-bravo, a arméria, o lírio-do-Gerês, ou o narciso, mas também o lobo-ibérico, a águia-real, o bufo-real ou a cabra-montesa.


http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007-AP-Geres?res=1024x768

Algumas ligações para consultar:


Percursos pedestres: ver
aqui

Miradouros e Parques de Merenda no PNPG

Miradouros
Território de Melgaço:
Castro Laboreiro
Território de Arcos de Valdevez:
Portela de Tibo
Coto Velho (com sinalização interpretativa)
Território de Terras de Bouro:
Boneca
Junceda
Mirante Novo
Mirante Velho
Fraga Negra
Malhadoura
Território de Montalegre:
Salas
Sinalização interpretativa no Planalto da Mourela (Lama Cova)

Parques de Merenda

Território de Melgaço:
Área de lazer das Veigas (Castro Laboreiro)
Lamas de Mouro

Território de Arcos de Valdevez:
Sr.ª da Paz (Adrão)
Mezio

Território de Ponte da Barca:
Srª da Madalena (fronteira da Madalena)
Corujeiras (Paradamonte)

Território de Terras de Bouro:
Vidoeiro (Gerês)
Pedra Bela
Chelo
Chã do Arado (Ermida)

Território de Montalegre:
Batoca (Pincães)
Carvalhal (Pincães)
Barca (Cabril)
Sr.ª das Neves (Cabril)
Encruzilhadas (Xertelo)
Além do Rio (Barragem de Paradela)
Pitões das Júnias