18.7.09

Debate no Porto (dia 23/7) sobre "O Vale do Tua - A importância do Património no Desenvolvimento Regional"




A Associação dos Amigos do Vale do Tua, em colaboração com a Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto, promove um debate no Porto, no próximo dia 23 de Julho de 2009 (quinta-feira), às 21h00, subordinado ao tema "O Vale do Tua - A importância do Património no Desenvolvimento Regional".


A Linha do Tua, uma das maiores riquezas do Vale do Tua, é parte integrante da paisagem e uma das mais belas linhas ferroviárias da Europa.


Local de realização do debate:
Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto
Rua de Costa Cabral, Nº1037, Porto

Festival urbano pedras d'água (acontecimentos artísticos e laboratórios de investigação) em Lisboa ( de 16 a 18, e de 20 a 24 de Julho)




CRIADORES INVESTIGADORES 16, 17 e 18 de Julho


Ana Rita Teodoro
Vicente Instalação de Corvos em Origami
Dia 16, das 10h00 às 15h00

Rua da Madalena, percurso do eléctrico 28 até ao miradouro das Portas do Sol.


André Castro
Radio Fragments Instalação Áudio
Dias 16 e 17, das 18h00 às 22h00

Escadinhas do Marquês de Ponte de Lima.


Ana Mira
Largo Dança
Dias 16 e 18, às 18h00

Largo dos Trigueiros (ao Martim Moniz).


Olhares Nómadas na Ásia
Projecto Audiovisual Comunitário Mostra de Filmes Documentários

Dias 17 e 18, às 21h30
Jardim Privado, Rua dos Lagares, nº74-A, Mouraria.

Dia 18, às 13h00 – Alomoço Chinês (5 xau-xaus)
Encontro na porta principal do C.C. Martim Moniz.


Will Saunders
Snippets of a Labyrinth . Deambulações pela Mouraria Instalação Áudio
Dias 17 e 18, das 16h00 às 21h00

Sport Clube Intendente, Lg do Intendente, nº52, r/c-dtº.


Ana Martins
Solitude Dança
Dias 17 e 18, às 22h15

Antigo Convento da Rosa, Lg da Rosa, nº7, 3º.


Mariana Lemos
Cru Dança
Dias 17 e 18, às 17h00. por marcação: 91 803 01 69

Grupo Excursionista e Recreativo "Amigos do Minho",
Rua do Benformoso, nº244, 1º.


Carolina Höfs
Chão Dança
Dias 17 e 18, às 20h30

Creche da Costa do Castelo, Beco do Rosendo, nº11.


Ana Rita Teodoro
MelTe Corpo
Dia 18, a partir das 06h00 da manhã

Descida pela Encosta Sul de Alfama.


Margarida Agostinho
Espaço e Escrita
Dias 16, 17 e 18, das 11h00 às 22h30

Lugares dos Acontecimentos Artísticos.


Joana Louçã
Passeios Guiados pelo Percurso do Festival
Dia 16, das 17h30 às 19h15 Dia 17, das 16h30 às 18h00
Dia 17, das 20h30 às 23h00 Dia 18, das 11h00 às 14h30

por marcação: 91 803 01 69


Percurso pelo "Festival Sensorial"
Parceria com a "LisbonWalker" e a "Cabracega"
Dia 18, das 17h00 às 19h00 . por marcação: 91 803 01 69



Workshop de Escrita Criativa em Movimento
Palavras para uma bailarina em Alfama Parceria com a Associação "EscreverEscrever"
Dia 18, das 9h00 às 17h00 . informações/inscrições: www.escreverescrever.com

Alfama (das 9h00 às 12h00)
EscreverEscrever (das 14h00 às 17h00)


CONVERSAS E LABORATÓRIOS 20 a 24 de Julho


CONVERSAS

Reflexões sobre Arte e Cidade com os intervenientes do Pedras d’Água
Dia 20, às 18h30

Antigo Convento da Rosa, Lg da Rosa, nº7, 3º.



O Corpo e as Novas Comunidades "Palimpsestos Urbanos"
com Kuniichi Uno, Peter Pál Pélbart, José Gil;
moderação de Christine Greiner
Dia 22, às 18h30

Culturgest, Edifício sede da Caixa Geral de Depósitos




LABORATÓRIOS DE INVESTIGAÇÃO ARTÍSTICA NO "c.e.m."

Christine Greiner BR
Corpo/Teoria
De 20 a 24, das 10h00 às 12h00

Peter Pál Pélbart HU
Corpo/Filosofia
Dias 20,21 e 22, das 12h30 às 14h30

Kuniichi Uno JP
Corpo/Filosofia
Dias 23 e 24, das 12h30 às 14h30

Sofia Neuparth PT
Corpo/Dança
Dias 23 e 24, das 15h00 às 17h00



http://www.c-e-m.org/
http://www.c-e-m.org/?p=348
c.e.m - centro em movimento
Rua dos Fanqueiros, 150, 1°
1100-232 Lisboa, Portugal
+351 21 887 1917
O c.e.m. – centro em movimento é uma estrutura artística transdisciplinar que desenvolve, desde os anos 90, trabalho contínuo nas áreas da Formação, Investigação e Criação Artística, Comunidade e Networking a nível nacional e internacional.

Sedeada actualmente no coração de Lisboa, Baixa Pombalina, tem vindo a criar ligações fortes com as pessoas e lugares que atravessa diariamente.

A riqueza do cruzamento entre tipos de conhecimento como a Arte, Ciência e Filosofia abre novos campos de trabalho que nos permitem abrir o espectro de acção para além da criação e circulação de produtos artísticos.

Trabalhar com pessoas, com espaços (des)habitados, requer um novo conceito de intervenção que implica continuidade e investigação permanente. Implica por certo o compromisso de "estar lá", de acompanhar todo o processo desde a sua concepção, à implementação, realização e eco. O trabalho do c.e.m. – centro em movimento inscreve-se assim numa área que nutre a qualidade de existência do indivíduo, a sua relação com o meio envolvente, e a sua capacidade de reflexão e acção perante a realidade que ajuda a construir
A importância da criatividade para o desenvolvimento humano

A criatividade é uma das características do ser humano, é a sua capacidade inventiva, a sua sensibilidade, a importância que imprime às ligações que estabelece a vários níveis que lhe confere esta capacidade de gerar conhecimento, de gerar Cultura. Para o c.e.m. – centro em movimento, mais do que resgatar essa movimentação criativa, urge proporcionar uma ambiência que, ao invés de a sufocar, a potencie. É exactamente nessa forma de pensar e agir que as áreas artísticas surgem como motor essencial para o trabalho com pessoas de diversas idades, raças ou eficiências.

A abordagem do c.e.m. – centro em movimento é sempre feita do micro para o macro. Começamos sempre das pequenas movimentações, dos espaços próximos, do indivíduo e, a partir daí, criamos acções com pessoas no interior das escolas, das famílias ou dos espaços urbanos; fazemos o acompanhamento de indivíduos com deficiências profundas, dinamizamos espaços públicos, trabalhamos com minorias e contornamos obstáculos… São disso exemplo o projecto Memória com a colocação de relva no Largo do Camões, ou a edição da Revista per()to.


15.7.09

Jantar Popular e exibição do filme «Trouble:Teatime in Heiligendamm» (amanhã, dia 16/7 às 20h. no Centro Social do GAIA, na Mouraria)


Amanhã, dia 16 de Julho, 5ªfeira, há mais um Jantar Popular a partir das 20h no Centro Social do GAIA na Moraria, a que se segue um filme que até poderia ser passada à hora do chá, mas que desta vez, será a sobremesa: TROUBLE: Teatime in Heiligendamm. Um documentário realizado por 100 realizadores, e cuja distribuição (mindpirates) é livre para ser partilhada por todos. Este filme foi lançado agora na Cimeira do G8 em L'Aquia, Itália.

O filme é alemão com legendas em inglês

O Centro Social do GAIA na Mouraria fica nas instalações do Grupo Desportivo da Mouraria, na Travessa da Nazaré, 21, 2º.
A estação de metro mais próxima é a do Martim Moniz, que fica a cerca de 5-10 minutos. Também é fácil chegar ao Centro Social ou à Horta descendo a partir do Largo da Graça


Trouble is a documentary about the events surrounding the G8 Summit that took place in Heiligendamm Germany in June 2007. It received the 2008 Cinema for Peace Award for Best Documentary and was entered into competition at the Milano, Zurich and Braunschweig Film Festivals.
Trouble provides an interesting look at the various sides that come together during such political events: different opinions, motivations and sometimes, very different means of expressing these views.

Os realizadores
http://trouble-der-film.de/g8/about-us/




http://trouble-the-movie.com/
http://trouble-der-film.de/g8/

http://mindpirates.net/

http://www.cinemaforpeace.com/

http://www.milanofilmfestival.it/2008/catalogo/colpe/trouble.php


Universidade de Verão de Tamera: «Global Grace Village–Criar modelos para um futuro sem guerra»( 29/7 a 9/8 na eco-aldeia de Tamera, em Colos,Odemira)




Vai realizar-se entre os dias 29 de Julho e 9 de Agosto a Universidade de Verão de Tamera, este ano direccionada para a necessidade de criar modelos para um futuro sem guerra.


A sobrevivência hoje em dia já não é uma questão privada, mas sim global.
A Terra foi feita como um paraíso. Mas os seres humanos esqueceram-se disto. Hoje, quando amplas partes da humanidade vive em sofrimento, e uma destruição que diariamente abrange cada vez mais seres, torna-se uma questão de sobrevivência lembrarmo-nos do grande sonho original de um planeta são, um lar para tudo o que vive.
Conhecemos a nossa força de realização? Sabemos o quanto pequenos grupos de pessoas conseguem alcançar quando têm uma clara visão do futuro? Quem quer terminar a Guerra precisa de uma Visão para a Paz.
Após três anos da experiência de Paz Monte Cerro, o Centro de Pesquisa de Paz Tamera convida a um Verão de criação de visões.

A visão da GLOBAL GRACE VILLAGE
Como será uma sociedade futura que não se baseie no medo, dominação e violência, mas sim na confiança? Que estruturas tecnológicas, ecológicas, arquitectónicas terá uma sociedade quando esta estiver em ressonância com a ordem cósmica da vida? Quando surgirão comunidades do futuro nas quais os filhos possam inteiramente confiar nos seus pais outra vez, e nos quais amantes nunca mais se tenham que abandonar? Que profissões existirão, e como as pessoas jovens poderão aprender a empenhar a sua grande força pela paz?
Chamamos a esta visão de paz GLOBAL GRACE VILLAGE. Acreditamos que o primeiro modelo de paz planetário, realizado em toda abrangência e profundidade, será uma contribuição decisiva para um futuro sem guerra.

Próximos passos da realização: Aldeia de Investigação de Paz Médio Oriente
De momento, em Tamera um grupo de Israelitas, Palestinianos e pessoas de outras nacionalidades preparam-se para o estabelecimento concreto de um primeiro modelo de paz. Após a Universidade de Verão, seguirão viagem para o Médio Oriente, para verificar se lá poderá surgir a primeira Aldeia de Investigação de Paz. Eles apresentarão o seu trabalho. Esperamos visitantes da Comunidade de Paz San José de Apartadó da Colômbia, e muitos outros hóspedes.

Visionários, cientistas, jovens activistas, indígenas, aventureiros do amor: Agora que as crises mundiais se sobrepõem umas às outras, em um momento no qual se revela a mudança de épocas que estamos a enfrentar, juntemo-nos para aprender a VER.


Inscrições e preços:
http://summeruniversity.tamera.org/su09/index.php?id=66


Consultar:
http://summeruniversity.tamera.org/su09/
http://www.tamera.org/
http://www.tamera.org/index.php?id=events


Uma nota para todos os jovens: Tamera abriu a possibilidade de um grupo de 30 jovens poderem participar na Universidade de Verão por um preço simbólico de 100 €. Este possibilidade destina-se apenas a jovens activistas com idades até 20 anos. Por favor submeta a sua candidatura até 30 de Junho. Uma vez preenchidos estes 30 lugares, pode ainda inscrever-se ao preço reduzido de 320 €. Por favor, envie a sua candidatura apenas se não puder participar aos preços normais.




Creating Models for a Future without War Invitation for the Summer University 2009 in Tamera






Participantes

Sami Awad, Palestine

Sami Awad is a teacher of non-violence, director of the Holy Land Trust in Bethlehem, Palestine. Sami comes from a Christian-Palestinian family from Jerusalem which was expelled from Jerusalem during the war in 1948. His uncle Mubarak Awad, a people?s leader in the spirit of Gandhi who lives in exile until today, became his role-model. As an adolescent Sami Awad engaged in the non-violent resistance of the first Intifada.
Several times he barely avoided being imprisoned, and in order not to go to prison he went to the US. There he studied peace research and conflict resolution. Back in Palestine he founded the Holy Land Trust in Bethlehem. With this organization he taught hundreds of groups and entire villages non-violent action, they also trained dozens of teachers in non-violence. He connects the teachings of Ghandi with those of Jesus and the non-violent traditions of the Palestinian society. In 2007, he stood for election as the mayor of Bethlehem.
More:
http://www.holylandtrust.org/




John Devaraj, artist, social activist, Bangalore, India

John Devaraj is wellknown beyond the borders of India as an artist and social activist with a big heart for street children. He founded the "Born Free Art School".
"We are committed to the idea to work in a creative way for world peace, for friendship and harmony and for the founding of communities where people are equal in a land that is called Gondwana."
His theater work with children has the main target to rise consciousness not by critic and blame but with the help of the inner images of fantasy.
During the Summer University he will train theater with the children and on August 6th, the Hiroshima Day, he will perform with them the musical "White Flowers".




Dieter Duhm, Portugal

Dr. Dieter Duhm, born in 1942, is psychoanalyst and sociologist and author of several books, among others, "The Sacred Matrix" and the left bestseller "Fear in Capitalism". In the German student movement of 1968, he was one of the main figures in the so-called ?emancipation debate? concerning the connection between political work and personal liberation. In spite of several offers to become a professor, Duhm left the university and his political work and became the initiator of the "Plan of Peace Research Villages and Healing Biotopes". Today, he prepares a centre for art and healing and has started to build up a global cooperative for a future without war.
More:
http://www.dieter-duhm.de/



Padre Javier Giraldo, Colombia

The Jesuit Padre Javier Giraldo, Bogotà, is a human rights activist. He has helped founding the Peace Community San José de Apartadó and protected and accompanied them from the beginning. He also contributes in creating the Farmers´ University of Resistance, an education initiative of peace villages and non-violent groups all over Colombia. In spite of many personal death threads he has received he has been working for peace and justice for the poorest in his country.



Vera Kleinhammes, Portugal

Vera Kleinhammes is one of the co-founders of the Peace Research Village Association. She is a graduate of the Peace School Mirja, Portugal and has been involved in peace work in crisis areas since she was 17 years old. Vera's focus lies strongly in developing educative models that support the principle of research and knowledge production in all aspects of peace work. She designs and leads workshops and courses within community settings, develops curriculums for encompassing peace studies, and study packs for youth and children.




Jürgen Kleinwächter, Germany

Physicist, Leader of the solar technology company Sunvention, Loerrach, Germany Juergen Kleinwaechter, physicist and inventor from Loerrach/Germany, has developed a variety of solar systems and components which he assembled to form an integral, multi-functional overall system ? the ?Solar Power Village?. This system, a symbiosis for plant growth and solar energy production, is designed in such a way that it can be constructed almost entirely in the user-countries.
The first 1:1 Solar Power Village Modelle is being developed in Tamera. Juergen Kleinwaechter is a reliable visionary and a realist of a Solar Age.
http://www.sunvention.com/
http://www.solarpowervillage.info/





Vassamalli Kurtaz, Todas, India

Vassamalli Kurtaz, member of the Tribe of the Toda in South India

For thousands of years the tribe of the Toda has been living in harmony with nature and their old tribal laws. Their traditions show what life in connectedness and harmony with nature can look like. Men and women have very different roles, yet they are absolutely equal in rights. It's the women in whose hands the community rests. However, slowly modern times are breaking in, in the form of eucalyptus reforestations which make the water for the herbs and the buffaloes -- the living basis of the Toda -- run scarce, and also by ?land stealing? by European multinationals, and in the form of cultural influence. Vassamalli Kurtaz is an impressive voice and time witness from one of the last ancient cultures, living in harmony with planet Earth.


Sabine Lichtenfels, Portugal

She is born in 1954, author, freelance theologian, peace activist and nominee for ?1000 women for the Nobel Peace Prize 2005?. Her spectrum of knowledge and activity comprises: international peace work, cooperation with the Plan of the Healing Biotopes, community knowledge, spiritual research, a new female consciousness, reconciliation between the genders, truth in love and eros. With her comprehensive knowledge and her radical commitment she is an ambassador for a global perspective for peace. She is founder of the GRACE Foundation for the humanization of money.
http://www.sabine-lichtenfels.com/
http://www.the-grace-foundation.org/

Benjamin von Mendelssohn, Portugal

Both during and after completing his degree in choreography, composition and performing arts, Benjamin was active in a number of social/political organisations whose aim was to contribute to a culture of peace. This included co-founding the Peace University, Berlin and Potsdam. Throughout this working period he increasingly realised that to bring about a culture of peace that is profoundly effective and sustainable the human and social issues between people and colleagues must become the core issue. In 1998 Benjamin joined the Peace School Mirja, Portugal to go into an intensive study on the social issues. He became vice-director of the Institute for Global Peace Work in 2002 and supported the build up of a strong international network and political office. As well as this he began focussing on Israel and Palestine and developing the idea of the Peace Research Village project in 2000. As a direct descendent of the Mendelssohn family, Benjamin works closely with the background of a German-Jewish identity and was therefore highly motivated to support innovative new peace initiatives in this Holy Land. In 2005 he founded and became director of the Peace Research Village Association.

Members of the Peace Research Village Middle East Group

A group of Palestinians, Israelis and Internationals has formed to explore the possibilities of a Peace Research Village in the Middle East. They have participated in the community training and peace studies of Tamera for more than a year. Among others:
Aida Shibli (Palestine): A peace activist since the first intifada who protested against the occupation and worked to empower Palestinian women. After years of political activism she saw the essential need to campaign inner peace work and spirituality and to find the parallel lines between social suppression and political suppression. Together with her 8 year old daughter she is living in Tamera.
Uri Ayalon (Israel): As a journalist, pacifist, anarchist and non-violent activist against the politics of the Israeli government for many years he came to the conclusion that in order to really make a change it is not enough to fight the system but to create a new life. Taking part in the Grace pilgrimages through his country he came in touch with the changing power of spirituality, prayer and awareness. He is a co-worker of Tamera and a member of the core group of the PRV team.


Fernando Quiguanas, Colombia

Fernando Quiguanas is a young leader of the indigenous resistance movement in Colombia. Having grown up in the Nasa tribe, Colombia's biggest and most powerful indigenous tribe, Fernando has faced the cruelty of the civil war. His grandfather, a leader of the community, has taught him the tribal tradition and the knowledge of the connection to Mother Earth. His dream to liberate Mother Earth from possession and violence. In an interview he said: "I as a young person who has contact to the youth from the cities as well, know that a change is needed. We confront a massive wall. We as Nasa people must follow the way of the elders. Every young person´s life has its own unique sense. Resistance is our way of life. The resistance will exist until the sun will go out, for the spirits of the day and the night are with us."

Members of the Comunidad de Paz San José de Apartadó, Colombia

Located in one of the most violent areas of the world, the village of San José de Apartadó radically took a stand for peace in its commitment to being a village of non-violence, where no weapons are allowed. In 2007 the peace village received the Aachen Peace Award and was also nominated for the Nobel Peace Prize.
Tamera has been having a close relation with this peace village for years ? there were many mutual visits and aid actions. In 2007, two young inhabitants of San José participated in the GRACE pilgrimage through Israel-Palestine, and in 2008, the GRACE pilgrimage took place in the area around the Colombian Peace Village.
http://www.cdpsanjose.org/
http://www.sos-sanjose.org/

Starhawk, USA
Starhawk is a well known teacher in the modern earth-based spirituality, non-violent action and Permaculture. She is a veteran of the global peace movement, bringing the techniques and creative power of spirituality to political activism. She is a co-founder of ?Reclaiming?, an activist branch of modern Pagan religion, and the author of ten books, including The Spiral Dance: A Rebirth of the Ancient Religion of the Great Goddess, long considered the essential text for the Neo-Pagan movement and the now-classic ecotopian novel The Fifth Sacred Thing.
Starhawk is based in San Francisco and travel and take part in protest for peace and justice and in many different initiatives of building alternatives.
More: http://www.starhawk.org/
Lama Thubten Wangchen, Tibet/Spain

He was born in Tibet and fleet the country when he was five years old. At 16, he became a monk in the private monastery of the Dalai Lama in Dharamsala. For 11 years he studied Buddhism and became a lama, a teacher of the Dharma. In 1981, he visited Spain for the first time as a translator and in 1994, he inaugurated the "Casa del Tibet", a Tibetan cultural center in Barcelona he has led since.
Thubten Wangchen has a clear political voice and is one of the most important figures of the Tibetan exile community in Europe. After his visit in Tamera, he will a host a conference with the Dalai Lama in Geneva, Switzerland.
More: http://casadeltibetbcn.org/

Soname Yangchen, Tibet

Soname Yangchen, born 1973 in Tibet in the middle of the cultural revolution, daughter of a former monk, gave witness to the cruelty of the Chinese occupation when she was a child. In the age of 16 risked death in a freedom trek across the Himalayas, finally arriving in Dharamsala, home in exile of the Dalai Lama. Later she moved on to Europe where she became a wellknown singer of old Tibetan songs and wrote the bestselling book "Child of Tibet".

O local onde se situa Tamera é designado por "Monte do Cerro". Tem 1340 ha e fica na região do Alentejo, em Portugal - uma das regiões menos densamente povoadas da Europa. A forma da propriedade assemelha-se a uma águia que pousa, e por essa razão esse tornou-se o nosso logótipo. O local tem muitas pequenas lagoas e algumas nascentes de água fresca, florestas de eucaliptos e sobreiros, e prados. Os Verões são habitualmente quentes e secos, o Inverno é a estação das chuvas, apesar das mudanças climáticas e de terem existido algumas secas nos últimos anos.

A terra ainda sofre pela destruição das florestas e outros maus-tratos agrícolas em toda a região durante as últimas décadas. É o nosso desafio tornar o Monte do Cerro um paraíso natural outra vez. Tamera tem boas relações com os seus vizinhos, porque os Alentejanos são pessoas hospitaleiras e amigáveis. A terra e os seus habitantes passaram por grandes mudanças nas últimas décadas - ditadura, opressão, até fome, uma revolução não-violenta, integração na UE, e agora o imenso impulso da globalização. Muitos vêem Tamera como uma hipótese e um modelo para uma vida diferente.


Tamera - Healing Biotope 1
Monte do Cerro
7630 Colos
Odemira
Portugal


Tamera is a peace research village with the goal of becoming “a self-sufficient, sustainable and duplicatable communitarian model for nonviolent cooperation and cohabitation between humans, animals, nature, and Creation for a future of peace for all.".
It is also often called a “healing biotope.".Literally translated, "biotope" simply means a place where life lives.
In Tamera, however, “healing biotope” is also described as a “greenhouse of trust,” “an acupuncture point of peace,” and “a self-sufficient future community."

http://www.tamera.org/


Defendamos os Jardins do Palácio de Cristal ( comunicado público da associação Campo Aberto)


Campo Aberto opõe-se à adulteração dos jardins e sua transformação área de negócios, e lembra que existem alternativas

A 23 de Junho de 2009, o Executivo da Câmara Municipal do Porto aprovou uma intervenção no Pavilhão Rosa Mota com os votos favoráveis do PSD, CDS e PS. A notícia seria boa se estivesse meramente em causa a recuperação do espaço para utilização em eventos de lazer, desporto e cultura abertos à população. Mas o projecto envolve, além da recuperação do Pavilhão, a construção de um novo edifício que se estende desde aquele até à Capela de Carlos Alberto.

Com esta nova construção destrói-se de forma irreversível uma parte do jardim com cinco décadas: treze árvores adultas serão derrubadas (3 Sóforas e 10 Ciprestes-de-Leyland) e 17 outras estarão em risco de sobrevivência devido às obras (sete Cedrus deodara, um Castanheiro-da-Índia, um Liquidâmbar, dois Salgueiros, um Plátano, um Pinus radiata, um Acer campestre, um Acer negundo e duas Magnólias-de-Soulange). O lago (apelidado de “charco” pelo arquitecto José Carlos Loureiro, responsável pelo projecto) será rodeado por uma construção que descaracterizará a zona, transformando uma zona verde numa muralha de betão.

Nada justifica a construção de um edifício para congressos com cerca de 2500 m2 num dos mais extraordinários jardins de que a cidade dispõe. Existem aliás a curto espaço de tempo tanto a Exponor como o Europarque, com excelentes condições para o tipo de congressos que se pretende atrair. Se a existência de boas vias de comunicação é motivo para se encerrarem urgências hospitalares, cremos que o mesmo argumento justifica a não multiplicação de equipamentos com funções semelhantes num território como o da Área Metropolitana do Porto. Em alternativa, e apenas se isso se justificar em termos de procura, a Campo Aberto sugere a construção de um edifício de raiz numa área deprimida que precise de uma âncora ser recuperada. Não seria difícil imaginar, por exemplo, a demolição do silo-auto, um verdadeiro cancro no centro da cidade, ou a reconversão de prédios devolutos na rua Mouzinho da Silveira.

De notar que o projecto camarário não poderá avançar sem uma alteração do Plano Director Municipal, visto que este consagra os jardins do Palácio de Cristal (naturalmente) como zona verde pública. Trata-se de um processo algo moroso e que obriga à realização de uma fase de participação pública. Esta determinação do PDM não é um acaso: faz todo o sentido que as zonas verdes sejam sossegadas. O que o município pretende é uma adulteração profunda da razão de ser daquele espaço, transformando um local de lazer e descanso numa área de negócios. Os portuenses não merecem semelhante dislate!

Desde que a gestão dos jardins do Palácio de Cristal foi retirada à Porto Lazer e de novo entregue ao Pelouro do Ambiente da Câmara as melhorias têm sido evidentes. Não se repetiram as podas violentas das tílias - contra as quais a Campo Aberto já se havia pronunciado -, novos arbustos e árvores têm sido plantados e criou-se um novo jardim (o Jardim das Cidades Geminadas). Com a infeliz ideia de construir um edifício em área ajardinada, a Câmara do Porto inverte a tendência de melhoria que se vinha verificando e demonstra um total desrespeito pelo património da cidade.

A Campo Aberto apela à Câmara Municipal do Porto para que tenha um pouco de bom senso e altere o seu projecto abolindo a construção de edifícios nos Jardins do Palácio de Cristal – mantendo, contudo, a renovação estrita do Pavilhão Rosa Mota. Apelamos ainda ao IGESPAR, no âmbito das suas competências, para que não aprove o projecto proposto pela autarquia e impeça assim a destruição de uma parte importante dos jardins.

Em qualquer dos casos, é imprescindível que o município seja coerente com a política de sustentabilidade a que recentemente se comprometeu, não deteriorando os espaços verdes da cidade e precedendo sempre qualquer alteração relevante de um amplo debate público.


Nota 1: a Campo Aberto disponibiliza detalhes sobre o projecto de intervenção na sua
página.


http://www.campoaberto.pt/2009/07/11/3303/



Campo Aberto - Associação de Defesa do Ambiente

Apartado 50524018-001 Porto
Rua de Santa Catarina, 730 - 2º Dto.4000-446 Porto

Elementos à Solta ( que junta Arte e Natureza): a 4ª edição realizou-se no passado fim de semana na aldeia de Cerdeira, na Serra da Lousã



Anualmente, em Julho, a 700m de altitude há uma Aldeia do Xisto – Cerdeira – que protagoniza uma exposição/encontro artístico – «Elementos à Solta».São convidados artistas para residir, expôr, trabalhar ao vivo e conviver com o público em cenário natural.


Foi a vontade de retirar as Artes dos recintos fechados, de «povoar» e realçar a beleza desta
Aldeia do Xisto recuperada, de voltar a colocar os materiais transformados perto das suas raízes, que levou Kerstin Thomas, uma alemã residente na aldeia há 20 anos, a conceber «Elementos à Solta».


«Elementos à Solta» nasceu num ambiente privilegiado: uma ALDEIA do XISTO recuperada, uma SERRA com fauna e flora endémica, MÚSICA e ARTE.Apesar de Natureza e Arte coexistirem desde sempre, raramente a Natureza é escolhida como cenário de mostra de trabalho. Museus e Galerias são normalmente os locais de eleição para mostrar o que o HOMEM concebe inspirado na NATUREZA – a ARTE. Aqui o MUSEU é ao ar livre!

Este ano, a 4ª edição dos «Elementos à Solta» aconteceu no passado fim-de-semana, 11 e 12 de Julho. Houve Música e a Arte a conviverem com a Natureza, para 2009, e realizaram-se diversos workshops, para além das habituais exposições, ateliers, e provas de chás biológicos e sal aromático. Não faltaram evidentemente os petiscos da Serra da Lousã, e um bar para servir os forasteiros

Este encontro artístico em cenário natural começava loga à entrada da aldeia com uma exposição colectiva dos artistas, e desenrola-se ao longo do percurso pela aldeia. Podia-se apreciar e adquirir obras artísticas em ferro, barro, madeira, papel e têxtil.


ARTISTAS PARTICIPANTES de 2009
AFONSO CANCELA * ANTÓNIO FERNANDES * FILOMENA ALMEIDA * GUIDA FONSECA * IDÁLIO DIAS * JOSÉ VICTOR * KERSTIN THOMAS * LUÍS PIRES * VANDA VILELA * VASCO BALTAZAR * VIRGÍLIO PEIXE * XANA MONTEIRO
Convidados especiais LUIS CORREA E NANCY RODRIGUEZ (CUBA)

Este ano, os Elementos à Solta inovaram e tinham à sua disposição 5 ateliers onde podia-se interagir com os artistas e com as matérias. Cerâmica, tecelagem, escultura em papel, ferro e madeira são as artes que se podia experimentar.

Quanto à música, a animação esteve a cargo da Astedixie Jazz Band Formada em 1998 com o objectivo de divulgar o dixieland, a Astedixie Jazz Band já percorreu inúmeros palcos por todo o país e no estrangeiro. Composta por 5 elementos e oriunda da Lousã, a Astedixie Jazz Band trouxe os sons característicos de New Orleans, provocando a boa disposição, característica deste estilo musical.
Trompete – Celso Gregório; Trombone – Zé Rui; Sousafone – Renato Correia; Banjo – Nuno Antão; Washboard – Rafael Ventura



Instrumentista, compositor e construtor de instrumentos, Fernando Meireles veio novamente este ano alegrar a aldeia com o som da Sanfona. Amante da música de cariz tradicional desde longa data e fundador do grupo «Realejo», Fernando Meireles é, neste momento, o maior impulsionador e o único construtor deste instrumento em Portugal.
http://www.myspace.com/manbellas

A Planta do Xisto também esteve presente nos Elementos à Solta. Nascidas na aldeia, estas plantas aromáticas, condimentares e medicinais são produzidas em Agricultura Biológica.
Pudemos provar e adquirir 100% natural – chás e sal aromático – ou, ainda, plantas em vaso.



Informações e fotografias : http://elementosasolta.blogspot.com/
Reportagem da 4ª edição dos Elementos à Solta ( em 2009)



14.7.09

Jornada de trabalho voluntário de reflorestação no Cabeço Santo, situado na Serra do Caramulo ( Sábado, dia 18 de Julho)




No próximo Sábado, dia 18 de Julho, realizaremos uma jornada de trabalho no Cabeço Santo, durante a qual teremos também a oportunidade de observar no terreno os últimos trabalhos realizados por várias equipas de profissionais e ficar com uma ideia mais clara dos desafios que aí se colocam. Os trabalhos a realizar serão leves, como cuidar das árvores plantadas este ano e cortar plantas de espécies invasoras com tesourões. O programa será contudo adaptado às condições meteorológicas que se apresentarem, pois que o objectivo desta jornada não é tanto a realização de trabalho mas, através de algum dele, dar uma ideia aos participantes do que é necessário fazer aqui para atingir os objectivos do projecto: recuperar áreas biologicamente degradadas para formações nativas próximas das que espontaneamente existiriam aqui.

O projecto oferece a alimentação para os inscritos até Quinta-feira à noite: almoço e lanche em forma de piquenique. Haverá um ponto de encontro junto à estação de caminhos de ferro em Aveiro às 8:30h, na sede da Quercus às 8:45h e no parque de merendas do Moinho de Vento às 9:30h. Devem trazer calçado e indumentária adequadas.

Entretanto, no terreno, as equipas continuam o seu trabalho. A equipa da Associação Florestal do Baixo Vouga deixou já as últimas (antigas) terras agrícolas de Belazaima-a-Velha e progride agora na margem direita do Ribeiro em direcção ao vale 5. A área é agora por vezes muito escarpada, colocando grandes desafios. Alguns locais são mesmo inacessíveis a homens a pé com motosserra na mão pelo que as acácias aí existentes terão de ser eliminadas por outros meios.

Outra equipa continua a trabalhar numa área de alguns hectares junto ao vale 7, a área que fica junto à Casa de Santa Margarida. Uma terceira equipa iniciou esta semana os trabalhos de limpeza do vale 3, logo à entrada da propriedade gerida pela Silvicaima. Finalmente uma quarta equipa trabalhou já numa área junto ao vale 6 e trata agora uma área com eucaliptos e acácias mais dispersos entre os vales 4a e 4b. Nesta área está a utilizar-se a técnica de pincelamento da superfície de corte.

A lenha que é possível retirar sem custos significativos começará também agora a sê-lo, já que a sua presença causa um grande estorvo aos trabalhos subsequêntes.

Para variar, uma apresentação ilustra a evolução dos trabalhos (formato pdf, 9MB): trabalhos em curso .
Ou então nesta apresentação:


CONSULTAR O BLOGUE:

1ª Mostra de Cinema Documental de Montemor-o-Novo (de 16 a 19 de Julho)

A 1ª Mostra Documental de Montemor-o-Novo pretende afirmar-se como uma plataforma de projecção e debate consciencioso feito a partir do documento Cinematográfico. Nesta primeira mostra convergem diferentes pontos de vista sobre o mundo, a partir de um leque diversificado de filmes que atravessam um período situado entre os anos 60 e a actualidade.
Um olhar exterior sobre a nossa cultura a partir de documentários como "Luta de Classes em Portugal" de Kramer realizador que dedicou parte da sua obra ao estudo da sociedade Portuguesa ou "Torre Bela" de Thomas Harlen sobre a ocupação da Herdade da Torre Bela no Ribatejo através de um acutilante olhar político sobre uma época, uma utopia e as suas contradições.
Paralelamente a esta visão exterior sobre cultura Portuguesa uma outra de dentro para fora. Um olhar de realizadores Portugueses sobre o mundo onde se inclui um olhar profundo sobre Portugal, feito a partir de filmes como "Bab Sebta" de Frederico Lobo e Pedro Pinho, "Nhô Simplício" de Pedro Conceição, "Outside" de Sérgio Cruz, “Gosto de ti como és” e “Queria Ser” de Silvia Firmino, “Um Pouco Mais que o Indiana” de Daniel Blaufuks ou "Jumate Jumate" de Diogo Costa Amarante entre muitos outros...
“Uma câmara na mão, uma ideia na cabeça, uma história no coração"Miguel littin


16, 17, 18 e 19 de Julho

Cine Teatro Curvo Semedo


PROGRAMA

Quinta-Feira (16 Julho):
Noite:
Sessão de Abertura
21:00- Jumate Jumate 35m
21:45- Os Respigadores e a Respigadora 82m
23:15- Grandes Esperanças 74m


Sexta-Feira (17 Julho):
Tarde:
15:00- Queria Ser 55m
16:00- Mulheres Traídas 54m
17:00- Um pouco mais Pequeno que o Indiana 78 m
17:30 - Os Conceitos de Documentário, relativização e contexto histórico:

1º Painel
Documentarismo, sua história, tendências recentes.
O contexto português. O cinema documentário de vocação etnográfica e a sua ligação com a representação da cultura popular de matriz rural e a identidade nacional.

Cinematografia e Etnologia, o caso da Etno-ficção.
Orador: Catarina Alves Costa
19:00- WOLFRAM, a saliva do lobo 45m

Noite:
21:30-Mais Alma /Catarina Alves Costa – 70m
22:30-Orquestra Típica Fernandes Ferro Parque Urbano (Programação em parceria com a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo)
00:00- Festa Oficinas do Convento com DJ Ride

Sábado (18 Julho):
Tarde:
15:00 - Torre Bela 105m
17:00 - Cenas de luta de classes em Portugal 90m
18:30 - REFLEXÕES SOBRE PORTUGAL. UMA VISÃO PROCESSUAL:

2º PAINEL
Contextos sócio-políticos do país no período situado entre os anos 60 e a actualidade.
Reflexos de um país em mudança.
Imagens de um país: o documentário etnográfico como reflexo de políticas e mudanças.

ORADOR: Maria Clara Saraiva
Noite:
21:30 - Bab Sebta 110 m
23: 30- Nhô Simplício 68m
00:45 – Polar Performance

Domingo (19 Julho):
Tarde:
15:00-Resultado do Workshop com Frederico Lobo e Tiago Afonso.
15:30-Cinema Volante Apresenta (resultado de workshop)
16:00-Traces Sonores d'une écoute engagée 55m
17:00 -80000 Shots 50m
18:45-MOVIMENTAÇÕES NA ESTRUTURA SOCIAL E ESPACIAL

3ºPAINEL
A cidade contestada: movimentos sociais e reestruturação do espaço urbano.
Experiência urbana e Bairros populares.
Relação entre as transformações sociais e os modos de concepção e elaboração do espaço.
ORADOR: Teresa Fradique

Noite:
21:30 -Gosto de Ti como És 57m
22:30 - Outside 15m
23:00- Balaou 77 m

Nota: Programa sujeito a alterações

A precariedade: conversa em torno da realidade local (em Aljustrel, no Club Aljustrelense,no próximo Sábado, dia 18, às 17h.)




A Precariedade. Conversa em torno da realidade local.


Actualmente, cerca de 40% dos trabalhadores portugueses são precários. Recibos-verde, contratados a prazo, inscritos em empresas de trabalho temporário, desempregados. Todos eles trabalham, inclusive aqueles que têm o trabalho de ter de arranjar trabalho. Todos eles são particularmente explorados.

O aumento da precariedade laboral tende a ser legitimada por todo um novo discurso ideológico em torno da questão do trabalho. Entre os múltiplos conceitos desta novilíngua laboral, destacamos o de capital humano. Para o capitalismo, o trabalhador constitui essencialmente um capital que se apresenta numa forma humana. Por um lado, são as suas capacidades de criação e imaginação que alimentam a máquina de produção: algo que é visível no profissional de marketing que inventa slogans publicitários, no trabalhador do telemarketing que usa as suas capacidades de sedução e retórica para vender um qualquer produto, no pedinte que produz uma determinada narrativa de forma a obter esmola. Algo que sempre existiu, mas que tende cada vez mais a ser potencializado, não para o nosso próprio bem, mas para o bem de uns poucos.

Por outro lado, capital. Porque, tal como uma acção da bolsa de valores, tem um valor de mercado, atribuído consoante as suas características: se for inteligente e comunicativo terá um valor elevado, se for feio e tímido terá um valor não tão elevado. À semelhança das acções da bolsa, o seu valor sofre alterações: assim, se o trabalhador feio e tímido se tornar comunicativo e bonito, se demonstrar capacidade de se alterar com base nos critérios da empresa, o seu valor de mercado aumentará. Na era do capital humano, o trabalhador é apresentado como sendo o único responsável pela sua própria situação. Se ganha mal, é porque não se esforça; se se queixa de tal situação, é porque não é pró-activo (outros dos novos conceitos em voga); se se sente cansado, é porque poderia ser mais dinâmico. Em suma, é porque não se capitaliza a si mesmo, algo que passa por servir os responsáveis pela definição dos ditames da sua capitalização.

Esta estratégia acontece a uma escala planetária. No caso da região alentejana, a população trabalhadora apresenta um “valor específico”: vive numa região fustigada pelo desemprego e encontra-se disposta a fazer tudo por tudo para conseguir rendimento. Se actualmente, muitos call centers se deslocalizam para zonas do interior (Beja, Castelo Branco) onde as taxas de desemprego são mais elevadas, é porque sabem que vão encontrar pessoas com poucas alternativas de escolha.

O objectivo desta conversa é tentar compreender os contornos deste processo, tendo como princípio a ideia de que o verdadeiro valor das pessoas nunca passou, não passa e jamais passará pelo trabalho que são obrigadas a desempenhar.

Jantar e conversa sobre a FAI (Federação Anarquista Ibérica) no Club Aljustrelense ( dia 16 de Julho, às 21h.)



Jantar e conversa sobre

"F.A.I. - Federação Anarquista Ibérica. A sua história, presente e futuro"

por volta das 21.00 no Club Aljustrelense

www.nodo50.org/fai-ifa/

Concentração de professores e educadores não colocados no dia 16 de Julho (no cruzamento entre as Avenidas 24 de Julho e a Av. Infante Santo, às 14h30

O Ministério da educação voltou a mudar o local da reunião. Muda, por conseguinte, o local da nossa concentração. A reunião vai agora ser nas instalações da DGRHE, na Avenida 24 de Julho, à mesma hora (14h 30). A concentração dos professores e educadores não colocados neste concurso passa então para esse mesmo local.

Não há que enganar - A concentração passa para a Avenida 24 de Julho, no cruzamento com a Avenida Infante Santo, à mesma hora - 14h 30, e no mesmo dia - 16 de Julho (quinta feira).

Vamos lá estar a mostrar a nossa indignação com os resultados deste concurso e a exigir que já no próximo ano haja novo concurso - e não só daqui a 4 anos. E, novamente, a exigir respeito pelos professores e pela Educação! Contamos contigo!






Acção do actual Governo agrava instabilidade e desemprego docente
(comunicado da Fenprof)

A triste realidade destes concursos, a manipulação do ME e o esclarecimento cabal dos resultados, com apenas 1 por cento de professores colocados, estiveram no centro das atenções da conferência de imprensa que decorreu na tarde desta terça-feira, 7 de Julho, em Lisboa, por iniciativa da FENPROF. Presentes na Mesa, além de Mário Nogueira, Secretário Geral da Federação, os dirigentes Anabela Delgado (SPGL), Vitor Gomes (SPN), Anabela Sotaia (SPRC) e Antónia Fialho (SPZS), todos membros do Secretariado Nacional da FENPROF. Apresentamos já de seguida a declaração lida e comentada por Mário Nogueira neste encontro com os profissionais da comunicação social.


Era inevitável, como a FENPROF já tinha alertado: a instabilidade dos professores e o desemprego docente irão agravar-se já a partir de Setembro, como se confirmou após serem conhecidos os resultados dos concursos de professores para 2009/2010.

Quando, em tempo oportuno, a FENPROF alertou para este problema, membros da equipa do Ministério da Educação negaram, acusaram-na de mentir, emitiram comunicados a esse propósito e nem no dia em que foram divulgados os resultados souberam assumir uma postura eticamente correcta.

Perante a ansiedade dos professores
ME reteve listas e lançou-se no ilusionismo...

Para poderem utilizar os números a seu bel-prazer e, dessa forma, manipular a realidade junto da opinião pública, o ME, em mais uma atitude reveladora de grande desrespeito pelos professores, reteve as listas de colocação durante várias horas, procurando, nesse período, criar uma ilusão: a de que este concurso, dado o número de colocações, significava mais emprego e mais estabilidade para os professores e as escolas, o que é mentira!

As colocações citadas pelo ME referem-se, quase todas, a transferências de docentes que já estavam colocados e que, pertencendo a quadros que foram extintos (Quadros de Zona Pedagógica), tiveram de concorrer para os quadros que, em sua substituição, foram criados (Quadros de Agrupamento). Isto é, dos 30.146 docentes que foram agora colocados, só 417 não pertenciam aos quadros, passando a integrá-los. É o mais baixo número de sempre. Menos de 1% dos cerca de 50.000 candidatos externos que apresentaram 65.464 candidaturas! (Aos quais ainda devem acrescentar-se cerca de 10.000 docentes portadores de habilitação própria que o ME impediu de concorrer.)

Depois de três anos sem concursos...

Era inevitável este resultado, como afirmámos antes. Isto porque os três anos em que não houve concurso para ingressar nos quadros não se destinaram a dar mais estabilidade aos professores, como afirmaram os governantes. Serviram, isso sim, para aprovar medidas no âmbito do Estatuto da Carreira Docente, do regime de concurso e do designado reordenamento da rede escolar que tiveram, por objectivo, reduzir o número de professores e educadores, empurrando para o desemprego milhares de contratados, alguns com muitos anos de serviço, e criando maior instabilidade aos que já se encontram nos quadros. Associada esta situação ao regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas (Lei n.º 59/2008, de 11 de Setembro), os professores e educadores que venham a celebrar novo contrato com o Estado estarão sujeitos a novas e mais cruéis condições de emprego precário.

Grandes prejudicados com tudo o que está a acontecer, serão, sem dúvida, os docentes, mas também a Escola Pública, a qualidade da educação e do ensino, as aprendizagens dos alunos. Esta é mais uma forte machadada deste Governo de maioria absoluta, numa Escola Pública que se pretende de qualidade.

Reduzir o número de professores
e provocar mais instabilidade:
objectivos do Governo Sócrates

As medidas concretas que levaram a que isto acontecesse são o aumento do horário lectivo de trabalho e do número de alunos por turma, a alteração do regime de reduções lectivas por antiguidade, o agravamento das condições de aposentação (mantendo milhares de docentes, por mais anos, no sistema e impedindo o seu rejuvenescimento), o encerramento de milhares de escolas do 1.º Ciclo, a alteração do regime de reduções horárias, nas escolas, para o desempenho de cargos pedagógicos, os cortes nos apoios dirigidos aos alunos com necessidades educativas especiais, a fusão dos QE e QZP dando origem aos Quadros de Agrupamento...em suma, medidas que tiveram por objectivo, precisamente, conseguir o que está a acontecer: despedir contratados, criar instabilidade nos docentes dos quadros e provocar aposentações antecipadas com claros prejuízos para os docentes, mas, também, para as escolas. Foi esta a encomenda feita pelo Governo à equipa ministerial e esta, correspondendo ao que lhe foi pedido, cumpriu. O resultado está à vista.

FENPROF desmonta equívocos
lançados pelo Ministério da Educação

Com o intuito de enganar quem estivesse menos atento ou dominasse menos bem a matéria, foram vários os equívocos que o Governo lançou na opinião pública a propósito dos números deste concurso. Por essa razão, a FENPROF não pode deixar de esclarecer:

1. Esta foi a primeira fase do concurso, é verdade, mas a única em que os docentes podem ingressar nos quadros. A partir de agora apenas haverá destacamentos, afectação de docentes (a escolas ou agrupamentos) que, sendo dos quadros (QZP), ainda não foram colocados e contratação;

2. Este é o pior concurso dos últimos anos no que respeita a ingresso em quadros. Quando o concurso era anual tivemos, em 2005, 2.918 entradas no quadro (260 no QE + 2.658 em QZP) e, em 2006, 3.107 (177 + 2.930). Este ano, 2009, depois de 3 anos sem concurso e com milhares de docentes a aposentarem-se ao longo desse tempo, ingressam nos quadros (de escola ou de agrupamento) apenas 417 docentes!

3. Estes 417 docentes, contudo, estão concentrados num número reduzido de grupos: Espanhol - 189; Informática - 84; Educação Moral e Religiosa Católica - 39; Electrotecnia - 27 e os restantes, de forma quase residual, em mais 5 grupos de recrutamento.
(Pela consulta das listas graduadas, confirma-se que muitos dos docentes sem colocação têm largos anos de serviço e experiência. Não tendo obtido lugar de quadro, continuarão a ver adiada por, pelo menos, mais quatro anos, esta possibilidade, apesar de serem necessários ao sistema)

4. Na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico não entrou ninguém nos quadros. No 2.º Ciclo do Ensino Básico apenas entraram docentes em Educação Moral e Religiosa Católica. No Ensino Secundário, mesmo em grupos, por norma, menos preenchidos (Físico-Química, Biologia/Geologia ou Inglês) também não entrou ninguém. Na Educação Especial não entrou nenhum docente, por concurso externo, no grupo EE1, o mais numeroso, e apenas 29 nos grupos EE2 e EE3, respectivamente, 19 para a deficiência visual e 10 para a auditiva.

5. Quanto à designada 2.ª fase do concurso não contempla qualquer entrada em quadro, como antes se referiu. Afirmar que serão colocados mais 38.000 contratados, para além dos quase 12.000 que falta colocar dos QZP, só pode ser feito por adivinhação, na medida em que as escolas ainda não procederam, porque tal não era possível, ao apuramento final das necessidades para se saber quantos e quando serão colocados mais docentes.

6. Algumas das notas que o ME introduziu na apresentação que fez e mantém disponível na sua página electrónica deveriam envergonhar o autor e os responsáveis políticos daquele ministério. Por exemplo, a Nota ao quadro "Comparativo de colocações - 1.ª fase; Representação gráfica". Diz o seguinte: "É notória desde 2005 a aposta na estabilidade das colocações. Em 2009 quadriplicou o número de docentes de QZP que foram colocados em Quadros de Escola".

Em primeiro lugar isso não é verdade, a esmagadora maioria destes docentes foi colocada em Quadros de Agrupamento (excepção para o Secundário); depois, esta colocação deveu-se, apenas, ao facto de terem acabado os QZP. O que o ME não refere é que todos os docentes que eram de QE, com excepção das Secundárias não agrupadas, passaram a pertencer a Quadros de Agrupamento. Ou seja, e essa é a verdade, passaram de uma situação de maior estabilidade para uma bastante mais instável. Situação essa que abrangeu um maior número de professores e educadores, pois a sua transferência para o QA fez-se automaticamente e não por via do concurso!

Reuniões com professores
contratados e desempregados

Perante esta situação, a FENPROF, para além da denúncia pública da situação e do comportamento reprovável do Ministério da Educação, irá promover reuniões com professores contratados e desempregados e aprofundar a luta:

- por melhores condições de trabalho nas escolas;

- pela criação de condições que promovam a qualidade do ensino, designadamente no que respeita ao número máximo de alunos por turma ou, no 1.º Ciclo do Ensino Básico, a criação de equipas educativas;

- pela viabilização dos projectos educativos apresentados pelas escolas, que se orientam para a promoção do sucesso e o combate ao abandono escolar, e que exigem a disponibilização de mais recursos humanos;

- pelo combate a todas as formas, directas ou indirectas, de privatização de respostas educativas, designadamente as que são dadas através das designadas actividades de enriquecimento curricular;

- por horários de trabalho que sejam pedagogicamente adequados;

- pelo rejuvenescimento do corpo docente das escolas e pela sua real estabilidade.

Nem "agência de emprego",
nem carrasco da Escola Pública!...

Se forem criadas essas condições que são fundamentais para um ensino melhor e de maior qualidade, estará, naturalmente, garantido mais emprego para os docentes.
Como a FENPROF tem repetido, o Ministério da Educação não tem de se comportar como agência de emprego para os professores, o que não pode é actuar como carrasco da Escola Pública, pondo em causa a qualidade das suas respostas educativas, apenas pela ânsia de reduzir, em milhares, o número de docentes, procurando, dessa forma, embaratecer o sistema.

Imposição nacional

Portanto, o que está em causa, neste confronto, não é só querer ou não querer que exista emprego para os professores, mas também, querer ou não querer que as escolas se organizem e funcionem melhor, querer ou não querer que o ensino tenha mais qualidade. Essa não é uma exigência exclusiva dos docentes portugueses. É uma imposição nacional.
O Ministério da Educação, pelas medidas que toma e pelas políticas que desenvolve, já mostrou não ser essa a sua principal preocupação.

FENPROF RECLAMA NOVO CONCURSO
JÁ NO PRÓXIMO ANO

Perante o que antes se afirmou, a FENPROF reclama, desde já, a abertura de um novo concurso no próximo ano. Um governo que apenas permite a entrada de 417 professores nos quadros, mas, desde já, afirma que irá contratar 38.000 docentes é um governo que:

i) ou está a mentir;

ii) ou reconhece que não abriu o número de vagas que as escolas e os agrupamentos necessitavam.

Admitindo que não há governantes mentirosos, então é necessário que, no próximo ano, abra um novo concurso com vista a corrigir esta grave distorção.

O Secretariado Nacional da FENPROF
7/07/2009

Festa da Apenas livros: sessão com os poetas da Apenas ( dia 16 de Julho, na Biblioteca Municipal de Cascais - São Domingos de Rana)


Noites com poemas 2
16 de Julho de 2009
Biblioteca Municipal de Cascais - São Domingos de Rana
Sessão especial : Os Poetas da Apenas

17h30


· Estórias do Amanhecer
vários autores, dos 7 aos 17 anos


21h30


· Tríptico fálico, Vítor Vicente
· Llibretina de tornes, José Luis Campal
· Escrevo-te sobre o fogo, Artur Patrício
· Nevou este Verão, Maria Paula Raposo
· Sangue em flor, Fernando Botto Semedo
· O sol nos olhos, Manuel Filipe
· Chão de papel, Maria Estela Guedes
· Brinquedos de latão e sarampo, Luís Serra
· O Sol quando nasce, João Barbosa
· A alma desfeita em corpo, Floriano Martins
· Pedro e Inês ou As madrugadas esculpidas, João Rasteiro
· Requiem par'Imortais, João Pereira de Matos
· Cânticos de Zomba e Zurzimento, Jorge Castro
· O espantador, Ricardo Álvaro

Júlia Zulus (oboé) e Luís Morais (violino) interpretarão
obras de Mozart, Telemann e Bach




APENAS LIVROS
Alameda das Linhas de Torres, 97 3 Dto.
1750-140 Lisboa, Portugal
geral@apenas-livros.com
http://www.apenas-livros.com/


Fonte da notícia:

Encontros do pé na rua (artes circenses, teatro, música, dança, artesanato) em Penela ( de hoje, dia 14, até 19 de Julho)


A companhia de Teatro Encerrado para Obras tem o prazer de apresentar a 2ª Edição dos Encontros do Pé na Rua, evento pluridisciplinar que terá lugar na vila de Penela, entre 14 e 19 de Julho 2009.
O evento conta com a participação de mais de 3 dezenas de artistas e grupos nas áreas das Artes Circenses, Teatro, Música, Danças Tradicionais e Artes Plásticas. Oficinas, concertos, espectáculos de Teatro e Circo, conversas/debates, uma Gala, lindas paisagens, muita festa e muita amizade compõem o programa.
Na presente edição destacam-se as participações do malabarista alemão Matthias Romir e das bandas Mu e Bailebúrdia.


http://encontrosdopenarua.blogspot.com/

http://www.encerradoparaobras.com/



Encontros do Pé na Rua 2009 - PROGRAMA

14 de Julho (terça-feira)

> 11h00 – Conferência de imprensa – apresentação dos Encontros Pé na Rua – Clube Penelense

> 12h30 – Passe-calles a anunciar a abertura dos Encontros do Pé na Rua – Ruas de Penela

> 14h30 – Recepção aos participantes – Clube Penelense

> 17h00 – Arraial – Clube Penelense

> 22hoo – Matthias Romir “Life is (Short Stories) “– Castelo de Penela (Porta da Traição)

> 23hoo – Concerto pela Encerrado para Obras – Castelo de Penela (Porta da Traição)


15 de Julho (quarta-feira)

> 10h00/12h30 e 14h30/17h00 – Oficina de Dragões com Delphim Miranda – Clube Penelense

> 10h00/11h30 – Oficina de Acrobacia com Michel Kotenkoff - Pavilhão Multiusos

> 11h30/13h00 – Oficina de Maças (avançado) com Vasco – Pavilhão Multiusos

> 14h30/16h00- Oficina de Monociclo (avançado) com André Borges – Pavilhão Multiusos

> 16h00/17h30 – Oficina de Danças Africanas com Eva Azevedo – Clube Penelense

> 17h30/19h00 – Encontros do Fogo (preparação) – Praça do Pavilhão Multiusos

>22h0o – "Ponto.de.vista"– com André Borges e Jorge Lix- Castelo de Penela (Porta Traição)

> 22h3o – Port-folk – Castelo de Penela (Porta Traição)



16 de Julho (quinta-feira)

> 10h00/12h30 e 14h30/17h00 – Oficina de Dragões com Delphim Miranda – Clube Penelense

> 10h00/11h30 – Oficina de Passing com Bernardo Malabarista – Pavilhão Multiusos

> 14h00/16h00 – Conversa sobre Artes de Rua em Portugal – Clube Penelense

> 16h00/17h30 – Oficina de Equilíbrios com João Pinto “Rasta” – Pavilhão Multiusos

> 16h00/17h30 – Oficina de Capoeira com professor Gesso, Grupo Muzenza – Clube Penelense

> 17h30/19h00 – Encontros do Fogo (preparação) – Praça do Pavilhão Multiusos

> 21h3o – “Quesa-me Mucho” pela Encerrado para Obras – Castelo de Penela (Porta da Traição)

> 23h00 – Encontros do fogo com batucada – Castelo de Penela (Quintal das Lapas)


17 de Julho (sexta-feira)

> 10h00/12h30 e 14h30/17h00 – Oficina de Dragões com Delphim Miranda – Clube Penelense

> 10h00/11h30 – Oficina de Aéreos com Mila Xavier – Pavilhão Multiusos

> 11h30/13h00 – Oficina de Bouncing com Rafa – Pavilhão Multiusos

> 14h30/16h00 – Oficina de Danças de Leste com Diana Azevedo– Clube Penelense

> 16h00/17h30 – Oficina de Mimo com Sérgio Cardoso– Auditório Municipal de Penela

> 16h00/17h30 – Oficina de Danças Europeias com Rute – Clube Penelense

>17h30/19h30 Musicoterapia com Jöelle Ghazarian– Auditório Municipal

> 18h00/19h00 – Yoga do Riso com Jorg e Ana Banana – Castelo de Penela (Quintal das Lapas)

> 22h00 – Concerto com Baileburdia

> 00h00 "Artoche de Fogo e Tocha Humana" com Jorge Freitas e Nuno (Mu)

> 00h30 – Concerto com Mu – Pavilhão Multiusos

> Pela noite dentro – Noites folk com Dj Osga – Pavilhão Multiusos


18 de Julho (sábado)

> 7h77 – Oficina do que der e vier com o 1º a chegar – Castelo de Penela

> 10h00/12h30 e 14h30/17h00 – Oficina de Dragões com Delphim Miranda – Clube Penelense

> 11h30/13h00 – Oficina de Bolas Iniciado com Sara – Pavilhão Multiusos

> 14h30/16h00 – Siteswap (numerologia do malabarismo) com Rafael Aranda – Pavilhão Multiusos

> 14h30/16h00 – Oficina de Palhaço com José Fernando Ramalho “Côco” – Auditório Municipal de Penela

> 16h00/17h30 – Iniciação com 4 e 5 Bolas com Bernardo Malabarista – Pavilhão Multiusos

> 16h00/17h30 – Oficina de Danças Tradicionais Portuguesas com Liliana Pinto – Clube Penelense

> 16h00/17h30 – Oficina de Percussão Criativa com Osga – Castelo de Penela (Quintal das Lapas)

> 18h00/19h00 – Oficina de Didgeridoo com Osga – Castelo de Penela (Quintal das Lapas)

> 21h30 – Gala com apresentação de Osga – Auditório Municipal de Penela

> 00h07 – Tinto e Jeropiga seguido de palco aberto – Clube Penelense


19 de Julho (domingo)

> 8h88 – Oficina do sono com Abel Fantasma – espaço incógnito

> 15h00/16h00 – Pinturas faciais e modelagem de balões com Estela Lopes, Andreia Pena e Sara Fernandes – Clube Penelense

> 16h00 – Arruada pelas ruas da vila: percurso entre o Clube Penelense e o Castelo

> 17h00 – Olimpíadas do Malabarismo na Praça da República com coordenação de Rafa Malabarista

> 18h00 – Arraial na Praça da República

12.7.09

Somos filhos da madrugada ( José Afonso, in Canto Moço)


Canto Moço, por José Afonso

Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
A procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Năo soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
A procura de manhă clara

Lá do cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para năo se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Mensageira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo de uma montanha

Onde o vento cortou amarras
Largaremos p'la noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já năo espera
Fresca, brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca

Judith Reyes ( cantora mexicana) canta Gorilita Gorilón





Gorilita, gorilon


El gobierno de hoy en día
nos vigila el pensamiento,
éste no es el porfiriato
pero es parecido el cuento.


Se amenaza al estudiante
con la represión al día
y el prestigio de la escuela
en manos de la policía.


Uno y uno suman dos,
dos y uno suman tres!
Gorilita, gorilón! Qué feo te ves!
Uno y uno y otro más,
salta y brinca para atrás!
Gorilita, gorilón, qué feo estás!

Es derecho ciudadano
apoyar a un compañero,
en esto que no se matan
policías ni granaderos.

Porque con los estudiantes
¡ay de aquel que mal se enreda!
Echenle, échenle muchachos
y ninguno retroceda!

Uno y uno suman dos...

El gobierno que ahora
manda soldadotes a mi escuela,
me reprime y me sofoca
y l sangre me rebela.

Gobiernito, gobiernito,
de la negra tradición,
se parece al que mi abuelo
le hizo una revolución.

Uno y uno suman dos...


http://www.geocities.com/yellymar/

9.7.09

Vídeos e debate sobre a obra e o pensamento de M. Foucault na livraria-bar Gato Vadio ( neste Domingo, dia 12, às 17h.)


GATO VADIO - Livraria. Atelier de Design. Café-bar
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016
email: gatovadio.livraria@gmail.com
http://gatovadiolivraria.blogspot.com/

Hoje à noite há cinema e café zapatista na livraria-bar Gato Vadio ( documentários sobre Chiapas, no México, e sobre os povos indígenas do Peru)


Hoje, quinta-feira, dia 9 de Julho, às 22h. na Livraria-bar Gato Vadio ( na Rua do Rosério nº 281, Porto), vai passar o filme A Placed Called Chiapas (México), integrado no ciclo de cinema dedicado à América Latina que está a decorrer naquele espaço. Entretanto, antes do filme, vai ser exibido um pequeno vídeo sobre o Massacre em Bágua, A Selva não se vende, a Selva defende-se. Ao longo da noite haverá ainda Café Zapatista e debate!


Livraria-bar Gato Vadio
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016


Na Amazónia peruana vivem, desde milénios, mais de 1500 comunidades nativas, que habitam em cerca de 10 milhões de hectares. Sem contar com os grupos chamados de não contactados, que por decisão própria vivem afastados de todo o contacto com o homem branco ocidentalizado.

Além do mais, conta com áreas naturais protegidas pelas leis nacionais e internacionais, tomando em conta que são uma garantia para o frágil equilíbrio ecológico da terra e património com a maior diversidade do planeta em termos biológicos e culturais.

O desenvolvimento sustentável, conceito usado pelos governos auto-proclamados desenvolvidos, para uma responsável e racional exploração de recursos, brilha pela sua total ausência. Na Amazónia peruana, a negligência usada em nome do progresso social, tecnológico e económico de um país, promove a escandalosa devastação dos territórios das comunidades indígenas, da sua cultura e do modo de vida indígena. E alimenta a base da exploração com que se sustentam os aparelhos de Estado e as multi-nacionais.

Tecnocratas e capitalocratas mutilam o património da Amazónia, convertendo as florestas em produção permanente. Lotes de hidrocarbonetos e recursos minerais que são leiloados em milionárias concessões petro-mineiras para as maiores corporações internacionais.

Petrobras, Barret, Burlington, Pluspetrol, Ramshorn, Oxy, Nocol, Repsol, Hess, Loon, Sapet, Hunt Oil, Pan Andean, True energy e outras mais, podem agora usufruir de mais de 70 % da selva amazónica peruana em concessões para a exploração de todos os tipos, incluindo a maior parte dos territórios indígenas outrora legalmente considerados intangíveis.
No seguimento do Tratado de Livre Comércio assinado com os EUA, pouco antes de George Bush sair da presidência, o governo peruano aprovou e executou os Decretos Legislativos que provocaram o protesto e descontentamento popular, que se estenderam por todo o país, especialmente em Loreto, San Martín, Amazonas, Ucayali, Huánuco, Cuzco e Madre de Dios.

Alterações na lei que permitem o acesso à Amazónia Peruana ainda não capitalizada das multinacionais petroleiras e mineiras e de empresas dedicadas a produção de biocombustíveis.
As comunidades nativas (awajún-wampis, kichuas, arabelas, huaronis, pananujuris, achuar, murunahus, entre outras) uniram-se e reagiram contra o pacote legal por considerar que ele afecta os seus direitos e ameaçam o ecossistema da Amazónia, onde vivem.

Além do mais, o governo decidiu promulgar essas leis sem consultas, desrespeitando o Convénio 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que obriga à auscultação das comunidades nativas antes da definição de uma norma legal que possa afectá-los, transformando as leis em inconstitucionais.

A negativa do governo em derrogar as leis tornou impossível o diálogo com os indígenas e os protestos converteram-se em greves por tempo indeterminado que duram por mais de 60 dias, bloqueio das principais estradas e vias que ligam o país, ocupação de locais estratégicos, exigências e reclamações.

Como resposta, numa tentativa de calar a voz indígena, no início de Junho, o governo de Garcia suspendeu as Liberdades Civis, declarou estado de emergência e enviou militares para actuar sobre os protestos na região de Bagua.

A intervenção militar resultou em confrontos sangrentos (5 de Junho), onde morreram cerca de 30 indígenas. A polícia foi acusada de recolher e queimar corpos para esconder a chacina e de disparar de helicóptero para os indígenas armados com lanças. Estima-se que mais de 50 pessoas tenham sido mortas neste massacre.

Devido às proporções trágicas e ao mediatismo do conflito, uma semana após o massacre, o Congresso aceitou revogar dois dos decretos presidenciais questionados pelos indígenas, levantando os bloqueios dos protestantes.

De nada serviu para interditar as aspirações petroleiras, pois 13 dias depois do massacre, o governo de Alan Garcia deu luz verde para que uma empresa anglo-francesa perfure a Amazónia peruana em busca de petróleo.

O projecto da empresa Perenco está localizado numa região habitada por duas tribos de índios isolados. O projecto é considerado a maior descoberta de petróleo do Peru nos últimos 30 anos. A empresa Perenco, que é uma das maiores abastecedoras de petróleo do Reino Unido, negou anteriormente que índios isolados vivessem na região.

Se estas leis se mantêm, em curto prazo, as terras amazónicas passarão para as mãos das corporações petroleiras, mineiras, de água, madeireiras, produtoras de biocombustíveis, e a médio prazo, a Amazónia estará irreversivelmente destruída e as populações indígenas destroçadas.

A luta contra estas leis, é uma luta pela sobrevivência das comunidades amazónicas e da sua cultura.



A Place Called Chiapas
Nettie Wild,

Documentário (México)

Chiapas e a resistência Zapatista

Em 1993, o governo federal mexicano assinou o acordo de comércio livre da América do Norte (NAFTA) com os EUA e anunciou ao povo mexicano que a penetração livre das corporações americanas na economia promoveria um inusitado e exótico salto do México do 3º para o 1º mundo.


Depois de o povo indígena ter lutado durante anos para ganhar representação política e justiça económica, em resposta ao acordo e à linha dura do mercantilismo, uma facção político-militar, liderada por um homem misterioso conhecido apenas por subcomandante Marcos, insurgiu-se numa insurreição armada na região de Chiapas no dia 1 de Janeiro de 1994, dominando quatro municípios e cerca de 650 ranchos privados, que historicamente tinham provocado a deslocação de nativos.


As acções do exército Zapatista de libertação nacional (EZLN) em protesto contra a ratificação do acordo NAFTA, exigiam o "controlo sobre as nossas vidas e a nossa terra" como forma de garantir a autonomia e a sobrevivência das comunidades indígenas.


Como resposta receberam as investidas do exército federal. Em 1999 ....ambas as facções acordaram um desconfortável cessar-fogo e trégua. Pese embora, um quarto do exército mexicano continue ainda hoje instalado nas redondezas das comunidades Zapatistas, fazendo um cerco às aldeias e cidades da cultura indígena de Chiapas.


Instando os cidadãos a uma guerra pacífica, o subcomandante Marcos usa os media como misseis de longo alcance para manter afastados os 30.000 militares mexicanos que rodeiam o território Zapatista. As suas comunicações no mundo virtual, desafiam o governo mexicano e desmascaram o sistema capitalista internacional.

A sua poesia e a sua retórica, corteja os mexicanos com sonhos de uma nova democracia.
Com o intuito de realizar um documentário sobre esta revolução na zona de Chiapas, Nettie Wild, esteve lá nove meses, numa das zonas mais pobres do México, e seguiu as actividades dos rebeldes zapatistas e do grupo paramilitar opositor Partido Paz e Justiça.


"A place called Chiapas" ganhou o prémio de melhor documentário em 1998 no festival internacional de Los Angeles.
A Place Called Chiapas


Nettie Wild
1998
tempo: 89 min
México