1.2.09

Basta de assassinatos políticos na Rússia! Em memória de Anastasia Baburova e de Stanislav Markelov.

Solidariedade com todos os defensores e activistas dos direitos humanos na Rússia

No passado dia 19 de Janeiro foram brutalmente assassinados o advogado e activista russo dos direitos humanos Stanislav Markelov e a jovem jornalista, e activista libertária, Anastasia Baburova que o acompanhava.

Estes assassinatos são apenas os últimos de uma longa lista negra que não pode ficar na impunidade nem no silêncio do mundo em geral. Nos últimos meses a frequência das agressões está a instalar um clima de intimidação e terror em toda a Federação Russa. Protestar ou mostrar alguma discordância tornou-se um acto de risco com consequências pessoais imprevisíveis.

O mundo não pode ficar na indiferença perante esta situação.

Stanislav Markelov era um dos raros advogados que defendia os activistas dos movimentos sociais, os sindicalistas e anti-fascistas, e deslocava-se a qualquer ponto da Federação Russa onda quer que sentisse que os direitos humanos não estavam garantidos. Tinha defendido Anna Politkovskaïa e tornou-se conhecido por ser um defensor da paz na Tchechénia.

Nastia era, por sua vez, uma activista libertária e os seus textos, como jornalista, mostravam o empenhamento pessoal nos temas anti-autoritários e nas acções de protesto do movimento social russo, tendo estado presente no último Fórum Social Europeu de Malmoe. Ela foi atingida mortalmente quando tentava travar o assassino de Stas Markelov

Hoje, dia 1 de Fevereiro, em Moscovo, mas também noutras cidades europeias, como Roma e Paris, realizaram-se concentrações em memória destes dois activistas, e como protesto ao crescendo clima de intimidação e de terror que se vive hoje na Federação Russa




Em Memória da activista libertária russa Anastasia Baburova, assassinada no passado dia 19 de Janeiro. VEJAM O VÍDEO:




Sobre Stanislav Markelov
http://avtonom.org/index.php?nid=2211


Sobre Anastasia "Skat" Baburova
http://avtonom.org/index.php?nid=2188

Anastasia tinha um blog. Alguns excertos traduzidos para inglês do seu blog, podem ser lidos aqui


Para saber mais:


“Stanislav Markelov, one of Russia’s most well-known human rights lawyers, was gunned down by an unknown assassin in downtown Moscow. This is the latest in a series of attacks on the country’s human rights and social activists. Markelov was murdered along with Anastasia Baburova, a young journalist and anarchist activist who was accompanying Markelov after a press conference at which Markelov discussed his plans for opposing and investigating the early parole of Colonel Yuri Budanov, who was convicted in 2003 of the murder of a young Chechen woman, Elza Kungayeva, and sentenced to ten years in prison.
Although, given the recent events surrounding the parole of the war criminal Budanov, the foreign and Russian press will inevitably focus on this connection, Markelov was a hero of the Russian social movements for his work on behalf of anti-fascists, migrant workers, union activists, and others. His murder clearly has to be seen in the context of the recent string of attacks on activists in these movements, which has received little coverage in the west and little more in Russia itself”.

Joaquim Roque, o último gaiteiro tradicional de Torres Vedras


Joaquim Roque
"O Último Gaiteiro tradicional de Torres Vedras"
Livro com CD e DVD, sobre a vida de um dos mais emblemáticos gaiteiros portugueses.


“Joaquim Roque: O Último Gaiteiro Tradicional de Torres Vedras” é um livro único em Portugal, da autoria da Associação Portuguesa para o Estudo e Divulgação da Gaita-de-Foles, sendo assinado por Francisco Pimenta e Henrique Oliveira. Editado pela Tradisom

O Gaiteiro
Joaquim Roque, de 72 anos, é o último guardião de uma estirpe de antigos gaiteiros estremenhos. Este livro relata as suas memórias de vida: desde a sua aprendizagem com os velhos mestres gaiteiros da Estremadura, à sua ligação duradoura e ininterrupta às importantes romarias da região, não esquecendo a presença frequente no Carnaval de Torres Vedras.
A figura de Joaquim Roque torna-se também especial por ser dos mais exímios gaiteiros de tradição oral actualmente em actividade em Portugal.

O Livro
A obra, de imagem cuidada, é ilustrada por uma fotobiografia deste tocador, conseguindo reunir imagens inéditas de investigadores de referência como Michel Giacometti, Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira e José Alberto Sardinha, finalmente dadas a conhecer.
Com Prefácio deste último investigador, o livro inclui um capítulo introdutório que a Associação autora da obra dedica à História da Gaita-de-fole em Portugal, com a publicação de imagens de iconografia inédita por si captadas ou especialmente cedidas por Museus Nacionais e Municipais, Arquivos Municipais e outras entidades, fruto da pesquisa da própria Associação.

CD e DVD
O livro é acompanhado por um CD contendo registos sonoros realizados a Joaquim Roque pela Associação Gaita-de-Foles e por José A. Sardinha, cujos fonogramas são assim tornados públicos, alguns, ao fim de 30 anos.
O livro contém ainda um DVD com um Documentário sobre a vida e a importância de Joaquim Roque como um dos derradeiros gaiteiros da Estremadura.

31.1.09

Freeport e corrupção: jornalistas descobrem em dias o que os magistrados não descobriram em 5 anos!


Procurador-geral diz que Freeport está na moda, a procuradora diz que Sócrates não é suspeito!!!
Mas, curiosamente, e por uma grande coincidência, jornalistas descobrem em dias o que os magistrados não descobriram em 5 anos!

O «caso Freeport» está na moda, mas é um caso como tantos outros»(Pinto Monteiro dixit, PGR).


Será que as élites financeiras, económicas, políticas e partidárias vão deixar cair José Pinto de Sousa, primeiro-ministro de Portugal, e um dos seus elementos mais queridos, que conseguiu subir na vida à custa de tanto aprender como se enriquece misteriosamente, e como se sobe na hierarquia do aparelho de um Partido ou no poder do Estado?

Ou preferirão encobrir o caso para o povo não começar a pensar que o REI VAI NÚ....


Poema dedicado a Sócrates:


PENAS DE PINTO



Quem faz exame por fax
mesmo que seja d’inglês
aqui ele nunca terá a pax
vejamos já o que ele fez:

que a nossa justiça tarda;
e é um sistema vagaroso
uns projectos na Guarda
foram feitos pelo jeitoso!?

quem nos enfiou barrete
enfiou a ti e outro a mim
e recebe lá de Alcochete
quatro milhões em pilim?

lembra um dois mil e dois
não lembra, com certeza
já qu’os mamou e depois
deu em gesto de nobreza!

ele deu uma parte ao tio
e outra parte a seu primo
por certas coisas do Rio
não sei como ainda rimo!?

e à sua Mãe e a seu Pai
será que deu um milhão
como que esta gente cai
na esperteza dum papão?

e ingleses, os tais lordes
são gente fria e que mata
olha Pinto não engordes
cai mal o nó de gravata!

e cá só fazes promessas
fazes tu e o teu governo
gay Pinto não t’esqueças
vais a caminho d’inferno!

dizes que tens d’investir
veste um fato de forcado
para um bom toiro te ir
enfiar um e bem afiado!

lá na praça de Alcochete
causavas tanta sensação
todos tiravam um barrete
ai pela tua boa actuação!

pensas que lidar o touro
é coisa para homem forte
se o pensas eu te agouro
ai no governo, tua morte!

se morreres pela Pátria
vais ser Pinto um herói
te quer tua terra Mátria
nos cornos a ver se dói!

se gozas com o pagode
com quem não te fez mal
olha Pinto que ele pode
fazer-te o lindo funeral!

como um boi te enterra
o corno nesse corpo nu
pelos males desta terra
já não queres mais ser tu!

O Pinto perdeu as penas
e quis-se armar em galo
e nossas gentes serenas
só pensam em depená-lo!

José Silva


Retirado do excelente blogue:
http://raivaescondida.wordpress.com/









Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, a mãe do primeiro-ministro José Sócrates, comprou o apartamento na Rua Braamcamp, em Lisboa, a uma sociedade off-shore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, apurou o Correio da Manhã.


Em Novembro de 1998, nove meses depois de José Sócrates se ter mudado para o terceiro andar do prédio Heron Castilho, a mãe do primeiro-ministro adquiria o quarto piso, letra E, com um valor tributável de 44 923 000 escudos – cerca de 224 mil euros –, sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo um rendimento anual declarado nas Finanças que foi inferior a 250 euros (50 contos).


30.1.09

Não matem a Mata do Choupal (em Coimbra): subscreve a petição do Movimento Cívico Plataforma do Choupal



Existe uma Petição para subscrição pública,aberta a todos, promovida pela Plataforma do Choupal, em defesa da Mata do Choupal em Coimbra.

Entretanto, está convocada para o próximo dia 15 de Fevereiro entre as 11 e as 16 horas uma Grande Concentração no Choupal/Acção de Protesto em defesa da Mata do Choupal

O Movimento Cívico Plataforma do Choupal formou-se para defender a preservação da conhecida Mata do Choupal na cidade de Coimbra, parte integrante do seu património natural, e que corre o risco de ser duramente amputada por causa da construção do traçado do IC2 , que obriga a uma nova travessia do rio Mondego, e cujo projecto foi recentemente aprovado por um Secretário de Estado sem que antes tivesse sido realizado um verdadeiro impacto ambiental de mais aquela infra-estrutura rodoviária.
Na verdade, o Movimento Cívico repudia o facto de o Secretário de Estado do Ambiente ter emitido uma Declaração de Impacto Ambiental (DIA) favorável, contrariando as conclusões da Comissão de Avaliação (CA), que afirma que a construção da ponte e do viaduto sobre o Choupal terá efeitos “negativos significativos e permanentes” sobre os recursos hídricos, o ambiente sonoro e a componente biológica da Mata Nacional do Choupal.
Os cidadãos que subscrevem o documento consideram, também, que este traçado pelo centro da cidade degrada a qualidade de vida, deteriora a qualidade do ambiente urbano e, por via das emissões poluentes, acarreta riscos de saúde acrescidos para as populações.
Ontem, realizou-se uma sessão de apresentação pública da Plataforma em que forma intervenientes Jorge Paiva e Massano Cardoso, professores na Universidade de Coimbra, e o arquitecto Luís Sousa.

NÃO MATEM A MATA

Movimento Cívico Plataforma do Choupal

Por Coimbra, Pelo Choupal

http://www.plataformadochoupal.org/

O Movimento Cívico Plataforma do Choupal acaba de lançar uma petição-line contra o traçado do novo IC2 em Coimbra que prevê uma nova ponte sobre o rio Mondego e um viaduto sobre a Mata Nacional do Choupal, e que se reproduz a seguir:


Petição

Os cidadãos abaixo assinados manifestam a sua total oposição ao novo traçado do IC2 em Coimbra que prevê uma nova ponte sobre o rio Mondego e a Mata Nacional do Choupal.

Os signatários:

1. Não aceitam a amputação de parte da Mata do Choupal, património natural e cultural da cidade e do país e não concordam com o novo traçado do IC2 (volume de tráfego superior a 100 mil veículos /dia) pela proximidade a uma área de relevância ambiental tão sensível.

2. Consideram também que este traçado do IC2 pelo centro da cidade degrada a qualidade de vida das populações, deteriora a qualidade do ambiente urbano e, por via das emissões poluentes, acarreta riscos de saúde acrescidos para as populações.

3. Estranham e repudiam o facto de o Secretário de Estado do Ambiente ter emitido uma Declaração de Impacto Ambiental (DIA) favorável contrariando as conclusões da Comissão de Avaliação (CA), que afirma que a construção da ponte e do viaduto sobre o Choupal terá efeitos “negativos significativos e permanentes” sobre os recursos hídricos, o ambiente sonoro e a componente biológica da Mata Nacional do Choupal;

4. Lembram ainda que a Autoridade Florestal Nacional também emitiu parecer desfavorável devido à “afectação do Regime Florestal Total e incompatibilidade com a Lei de Bases da Política Florestal.”

Por tudo o que foi exposto, os signatários exigem a imediata revogação da DIA, a imediata suspensão do concurso público e uma discussão pública alargada no sentido de serem encontradas alternativas para este traçado do IC2.

Movimento Cívico Plataforma do Choupal
plataformadochoupal@gmail.com




Volta ao Choupal ( Coimbra) de bicicleta

Hoje há sessão pública (21h30) no salão paroquial de S. Mamede do Coronado(Trofa) promovida pela Associação para a protecção do Vale do Coronado

http://valedocoronado.blogspot.com

O Vale do Coronado situa-se no Grande Porto, estendendo-se pelos concelhos da Trofa e da Maia, ou seja, fica bem pertinho da cidade Invicta!

A Reserva Agrícola do Vale do Coronado corre o risco de ser destruída pela anunciada Plataforma Logística Maia-Trofa. Adivinha-se um dos maiores crimes ambientais da história do Grande Porto.

A tramóia está a ser preparada pelo Governo-que-pratica-a-deflação-da-felicidade-dos-Portugueses, em parceria com as Câmaras Municipais da Trofa e da Maia, o poderoso lobby do betão, transportes e restantes afiliados da Modernidade feita sob moldes irresponsáveis...
Cerca de 160 ha serão engolidos pela fúria do betão!



Sessão pública - 6ª feira, 30 de Janeiro, 21h30
no
Salão Paroquial de S. Mamede do Coronado (Trofa, Porto)

organização:
APVC - Associação para a Protecção do Vale do Coronado

Vídeo de Alerta e em defesa do Vale do Coronado

Projecção de Bab Sebta, seguida de conversa a propósito, na Casa Viva (dia 31 de Jan. às 16h.)


Amanhã, Sábado, 31 janeiro, pelas 16h00 vai ser projectado o filme BAB SEBTA, a que se segue uma conversa a propósito, com um dos realizadores e quem mais estiver.

BAB SEBTA significa em árabe a porta de Ceuta e é o nome da passagem na fronteira entre Marrocos e Ceuta. É o local para onde convergem aqueles que, vindos de várias partes de África, procuram chegar à Europa. O filme percorre quatro cidades ao encontro dos tempos de espera e das vozes desses viajantes.

CasaViva
Praça Marquês Pombal, 167 - Porto
http://casa-viva.blogspot.com/

Hoje há bicicletadas em Aveiro, Coimbra, Lisboa e Porto.

Como sempre há encontros/passeios de bicicletas na última sexta-feira de cada mês em Aveiro, Coimbra, Lisboa e Porto a partir das 18h.


• Aveiro - Encontro na Praça Melo Freitas (perto dos Arcos / Rossio)
• Coimbra - Encontro: Largo da Portagem, junto à estátua do Mata Frades
• Lisboa - Encontro: Marquês
Pombal, no início do Parque Eduardo VII
• Porto - Concentração na Praça dos Leões


...E porque talvez chova, aconselha-se que tragam impermeáveis. Tragam também as vossas luzes dianteiras e traseiras nas bicicletas, por questões de segurança

http://massacriticapt.net/




Entretanto, no dia 4 de Fevereiro às 22h., a Casa da Horta ( no Porto) vai passar o Filme Pedal.
O filme é um documentário sobre sobreviver nas estradas de Nova York, como mensageiro de bicicleta. Uma verdadeira batalha no transito para conseguir entregar as encomendas a tempo.
Realizado por: Peter Sutherland
Produzido por: Ana Lombardo
Tempo: 56min

http://www.powerhousebooks.com/titless06/pedal.html
http://www.petersutherland.net
http://www.nybma.com/cmwc2005




http://casadahorta.pegada.net/entrada/

Casa da Horta, Associação Cultural
Rua de São Francisco, 12A
4050-548 Porto
.
Email: casadahorta@pegada.net
Tel: 222024123 / 965545519
Horário:
Terça a Sábado das 12h as 24

29.1.09

Tear de Llerena, grupo de música tradicional galega, no Centro galego de Lisboa (workshop e concerto no dia 31 de Jan.)

O TEAR DE LLERENA
No Sábado, 31 Janeiro - Centro Galego de Lisboa


O grupo galego "O Tear de Llerena" estará no dia 31 de Janeiro (sábado) no Centro Galego de Lisboa para a realização dum workshop de canto tradicional e pandeireta galega,destinado a todos os que queiram conhecer o instrumento e os distintos ritmos na música galega,como também para aqueles que já sabem tocar e que querem aperfeiçoar a sua técnica.

À noite, a partir das 21h30, haverá concerto e baile,sendo uma oportunidade a não perder para conhecer um pouco mais sobre a música tradicional galega,pela mão deste grupo que já tem uma vasta experiência na sua recolha e divulgação.

Para mais informações e inscrições até 29 de Janeiro, por favor contactar a Secretaria do Centro.
Xuventude da Galiza - Centro Galego de Lisboa
Rua Júlio de Andrade nº3, 1150-206 Lisboa


www.juventudedagaliza.com
centrogalegodelisboa@hotmail.com
Tlf: 21 885 36 80

www.teardellerena.com

Fonte da informação:
http://www.tradballs.blogspot.com/

Concerto (dia 31 de Jan.) comemorativo do 3º aniversário do programa «Jazz com Brancas» da Antena 2, animado por José Duarte




jazz com brancas
Programa de jazz na estação de rádio: rdp antena 2
E-mail:
jazz.brancas@programas.rdp.pt
Horários: segunda a sexta - 20.10h às 21.00h
Autor: José Duarte


Concerto comemorativo
Auditório Instituto Franco-Português Lisboa
Sábado 31 jan 09 às 21.ooh com Filipe de Melo e Júlio Resende, pianistas portugueses em solos absolutos cada um em sua parte do espectáculo


entrada e saída livres

Lugar: Institut Franco-Portugais
Morada: Avenida Luís Bívar, 91 / 1050-143
LisboaTel:
(+351) 21 311 14 00
Email:
infos@ifp-lisboa.com
Site:
http://www.ifp-lisboa.com/

José Duarte - biografia

José Duarte nasceu, em 1938, em Lisboa, no Bairro Alto muito perto do Conservatório...
Fundador do 'Clube Universitário de Jazz' – 1958, na Rádio, 'O jazz, esse desconhecido' – Rádio Universidade – 1958. O primeiro texto na imprensa escrita foi no 'Diário de Lisboa' – 1960, na Rádio, 'Cinco Minutos de Jazz' - Rádio Renascença (1966-1975) / Rádio Comercial (1984-1993) / RDP (desde 1993). Na Rádio Comercial (anos 80) foi o autor de 'Pão com Manteiga', 'À volta da meia-noite', ‘Abandajazz’ e 'A menina dança? ‘(na RDP desde 1993). Na RTP 2: 'Outras Músicas' - 1990 a 1993 / ‘Jazz a Preto e Branco’ – 2001.
É membro da Direcção da 'International Jazz Federation' - de 1975 a 1984, e membro do 'International Critics Jazz Poll' da revista n-a 'Down Beat' (desde 1975). Dos seus livros editados contam-se: 'João na Terra do Jaze' – 1981; 'Jazzé e Outras Músicas' – 1994; ‘Cinco Minutos de Jazz’ – 2000; ‘História do Jazz’ – 2000; ‘Jazz, Escute e Olhe – Portugal 1971-2001’ – 2001; ‘Poezz - jazz na poesia em língua portuguesa’ – 2004.
Fundador e Director da revista trimensal bilingue 'O Papel do Jazz' – de 1997 a 1998, e fundador e Redactor do site www.jazzportugal.ua.pt desde 1997.
Séries de Conferências: Ministerio da Ciência e Tecnologia - 'Internet na Escola'; Ministerio da Cultura - 'Capítulos do Jazz', 'Improvisando com...'; Bibliotecas Municipais – de Alfândega da Fé a Angra do Heroísmo. Na Fundação Calouste Gulbenkian: ‘Encontros de Literatura com Jazz’, 'Ler Jazz', ‘Discos são os Livros do Jazz’.
É membro dos júris do concurso de apoios a Festivais de Música – 1997, e dos Prémios ‘Almada’ e ‘Revelação Ribeiro da Fonte’ – de 2000 a 2004 do IA (ex-IPAE) / Ministério da Cultura.
Biodiscografias de portugueses no 'New Grove Dictionary of Jazz – second edition’ – 2001.
Na Universidade de Aveiro é Professor Auxiliar Convidado - Disciplinas de Opção Livre “História do Jazz” e “Audição Musical Comentada” (desde ano lectivo 2002-2003). É ainda organizador do ‘Centro de Estudos de Jazz’ da UA com seu acervo (desde 2002).
Desde 2003 é membro da IAJE - International Association of Jazz Education JJA - Jazz Journalists Association.
Distinções: 1 Outubro de 2004 (Dia Mundial da Música) pelo Ministério da Cultura - Medalha de Mérito Cultural; 20 Maio 2005 (80º aniversário da Sociedade Portuguesa de Autores) - Medalha de Honra. Em 2007, pela Câmara Municipal de Lisboa - Medalha Municipal de Mérito – Ouro.
De Maio a Dezembro 2005 foi coordenador e co-autor da colecção ‘Let’s jazz em público’ - 31 volumes cd/livro editados semanalmente pelo jornal diário Público com a colaboração escrita de 25 músicos portugueses de jazz.
A 21 Fevereiro de 2006 celebrou os 40 anos da primeira emissão da rubrica diária ‘Cinco Minutos de Jazz’ então na Rádio Renascença – concertos e caixa com quatro CDs.
2006-2008 - Coordenador para o Ministério da Cultura da organização de uma grande orquestra de jazz com jovens músicos alemães, portugueses e eslovenos (entre 20 e 30 anos de idade cronológica), ao abrigo da União Europeia e dos respectivos países presidentes em 2007 e primeiro semestre de 2008. Em 21 Janeiro de 2008, início de ‘Audição Musical Comentada’ na Academia de Amadores de Música.
De Junho a Setembro 2008 é coordenador e co-autor da colecção ‘Frank Sinatra - The Golden Years’ - 11 volumes cada com 2 cds e 1 livro editados semanalmente pelo jornal diário 'Correio da Manhã'.
Desde Janeiro de 2006 na RDP Antena 2, é autor e apresentador de ‘Jazz com Brancas’ (segunda a sexta às 20h00).

joseduarte@ua.pt



Poesia grega na sessão de hoje no café Progresso (21h30)


Poesia in Progress - Poesia Grega 5º feira 29/1 às 21.30

A próxima sessão de poesia terá como tema "A poesia grega" (antiga e moderna), e ocorrerá hoje, 5ª feira, dia 29/1, pelas 21,30, no Café Progresso ( no Porto), conforme cartaz anexo.

"Não aspires, minha alma, à vida eterna:
Mas vai esgotando o campo do possível"

Píndaro, in Píticas III

http://poesiaemvozalta.blogspot.com/
http://www.cafeprogresso.net/Index/

28.1.09

Curso Livre sobre Sexualidade & História (10 sessões na Fac. de Letras de Lisboa)

I CURSO LIVRE
7/01/2009 a 11/03/2009 (10 sessões)

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Anfiteatro III •18h00 –20h00


7 de Janeiro
Roma e a sua Moral da violação
Prof. Doutor Júlio Machado Vaz (Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar/Universidade do Porto)

14 de Janeiro
Na Pré-História do sexo: entre a natureza e a cultura
Prof. Doutor João Pedro Ribeiro (FLUL/UNIARQ) & Prof.ª Doutora Mariana Diniz (FLUL/UNIARQ)

21 de Janeiro
Assim na terra como no céu: a sexualidade no Antigo Egipto
Prof. Doutor Luís Manuel de Araújo (FLUL/CHUL)

28 de Janeiro
A sexualidade no Oriente pré-clássico e bíblico
Prof. Doutor José Augusto Ramos (FLUL/CHUL) & Prof. Doutor Francisco Caramelo (FCSH-UNL/CHAM)

4 de Fevereiro
Eurídice é morta. Parafilias e suas representações na mitologia grega
Prof. Doutor Nuno Simões Rodrigues (FLUL/CHUL)

11 de Fevereiro
O corpo e a sexualidade: entre Mouros e Cristãos
Prof.ª Doutora Maria Filomena Lopes de Barros (UE/CIDEHUS)

18 de Fevereiro
Sexualidade na Idade Média: o «fruto permitido» e o «fruto proibido»
Prof.ª Doutora Ana Maria Rodrigues (FLUL/CHUL)


25 de Fevereiro
Filhos da castidade e do pecado. Afectividade e enjeitamento na antiga sociedade portuguesa
Prof.ª Doutora Maria de Fátima Reis (FLUL/CHUL)


4 de Março
De Eva a Dánae: representações da sexualidade na Arte
Prof. Doutor Vítor Serrão (FLUL/CHUL) & Prof. Doutor Luís Urbano Afonso (FLUL/CHUL)

11 de Março
Sexualidade na época contemporânea: literatura licenciosa portuguesa dos séculos XVIII e XIX
Prof. Doutor António Ventura (FLUL/CHUL)



Sexualidade &História
I CURSO LIVRE
7/01/2009 a 11/03/2009 (10 sessões)
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Anfiteatro III •18h00 –20h00
Inscrição: 100 €
(alunos da Faculdade de Letras: 80 €)
Inscrições no Centro de História da Universidade de Lisboa
Coordenação:
Prof. Doutor António Ventura
Prof. Doutor Nuno Simões Rodrigues

Corpo de intervenção à solta procurado por cidadãos alarmados

clicar sobre a imagem para ampliar e ler em detalhe




A propósito da inqualificável acção violenta da polícia no passado dia 16 de Janeiro, em plena zona pedonal de Alamada, e como já devem saber, os agentes trataram de apagar fotos e filmes e/ou confiscar cameras.
Por isso há poucos registos do incidente.
Quem tiver fotos ou filmes do período da festa pedonal e da violência e confusão que lhe sucederam, por favor partilhem-nos! Publiquem nos vossos blogs, enviem para a imprensa,. ou até para o meu email.


Quem testemunhou os acontecimentos, por favor conte-nos o que viu, anonimamente ou não, faça comentários em blogs ou artigos ou mande-me um email!


Ainda pode ajudar da seguinte maneira:
- Participar o incidente à IGAI - Inspecção geral da Administração Interna: geral@igai.pt
- Se tiver ficado lesado de alguma maneira (perdeu camera, fotos, ficou ferido): pode apresentar queixa em qualquer esquadra da PSP


Em nome da cidadania e do respeito por todos

Juventude precária na rua? Da revolta grega à realidade portuguesa ( debate e filme no Café Aviz, Porto, no dia 29 de Janeiro às 21h.)

Juventude precária na rua?
da revolta grega à realidade portuguesa

quinta-feira :: 29 Janeiro 2009 :: Café Aviz :: filme e debate
(R. de Aviz, no centro do Porto)

21h :: Filme
“Revolta na Grécia”, de Tiago Afonso

22h :: conversa com
José Soeiro (sociólogo)
Cristina Andrade (fundadora do FERVE - Fartos dEstes Recibos Verdes)

Desemprego, precariedade, exploração, insegurança e incerteza são a marca da relação dos jovens de hoje (e não apenas dos jovens) com o mercado de trabalho. Mas a precariedade é também imposta como um novo modo de vida ao qual não se pode fugir: o mundo dos biscates, do trabalho temporário, do desemprego, dos contratos a prazo ou dos falsos recibos verdes significa não apenas um trabalho sem direitos mas uma vida congelada.
Foi também isto, a par de uma violenta repressão policial e de um ataque ao ensino público, que esteve na origem da revolta dos jovens gregos, que desde Dezembro vêm pondo em causa o poder naquele país.
Por cá, também a geração 500 euros se tem feito ouvir através de múltiplas acções. Com um filme de Tiago Afonso sobre os acontecimentos na Grécia e os testemunhos de José Soeiro, que esteve naquele país a acompanhar os protestos e de Cristina Andrade, fundadora e activista do FERVE (Fartos d’Estes Recibos Verdes), esta conversa, pretende pensar a partir de exemplos concretos os caminhos da luta dos desemprecários na Europa e imaginar alternativas libertadoras.

Debate: Perspectivas sobre Media e Intervenção Policial (29 de Janeiro às 21h30 na Casa do Brasil)


Debate: Perspectivas sobre Media e Intervenção Policial
Casa do Brasil
29 de Janeiro (quinta-feira), às 21h00

Intervenientes:
António Alves (colectivo Mumia Abu-Jamal),

Renato Teixeira (jornalista),
Cay Cay (Assoc. Laços de Rua)


http://www.blogdogaffe.blogspot.com/

http://www.casadobrasil.info/


O evento é organizado pelo GAFFE (Grupo A Formiga Fora da Estrada)

27.1.09

Jantar Popular na Casa Viva ( 1 de Fevereiro, às 20h. seguido de filme e tertúlia sobre o protocolo de Quioto)

Este Domingo na CasaViva (Praça do Marquês nº167), vamos ter um Jantar Popular apareçam!

Para mais Informações:
porto@gaia.org.pt -

Tlm - 965545519


18h Vem aprender uma receita VGT
19h Jantar "Caril de Grão de Bico com Passas
21h30 Documentário "Green Gold" seguido de Tertúlia sobre o Protocolo de Quioto

Crise económica - Mudar consciências ( sessão da Alternativa Libertária no dia 31 de Janeiro às 15h.)


Face à actual crise económica do capital, que os diversos poderes pretendem fazer recair sobre nós e cujos efeitos os comentadores das mais diferentes cores epaladares fazem recair sobre as populações, apenas se diferenciando por mais oumenos intervenção estatal para promover a defesa do sistema capitalista, a Tertúlia Liberdade e a Alternativa Libertária decidiram unir esforços e apelar a uma posição e intervenção bem diferentes.


Na sequência do encontro que promovemos em Dezembro passado no Museu da República e Resistência vamos organizar uma sessão no próximo sábado 31 de Abril, na AssociaçãoAbril/Casa do Brasil.


Desta vez iremos apresentar propostas práticas à apreciação dospresentes, para podermos encontrar caminhos de saída para o atoleiro em que o iníquosistema do domínio e da exploração nos mergulhou. Agimos sem desajustadas e falsas pretensões vanguardistas ou hegemónicas, neminterferências partidárias ou de outra ordem. Queremos contribuir para uma saídacomum de uma crise de que não somos responsáveis e nos recusamos a pagar.Defendemos a auto-organização das populações e acreditamos na conhecida máxima "aemancipação dos trabalhadores terá de ser obra dos próprios trabalhadores", por issote convidamos a participar neste encontro.
Vem ter connosco no sábado 31,


Aguardamos o teu contributo na sede da Associação Abril,
Rua S.Pedro de Alcântara, 63-1º, dtª.


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Os motins na Irlanda prenunciam tempos de revolução contra o capitalismo que levou o país à bancarrota

O governo da Islândia tinha uma fé tão grande no Mercado e no Capitalismo que até vendeu, há alguns tempos atrás, os genes e o código genético dos islandeses, a uma multinacional de biogenética!!!
Vejam o que são capazes, esses fanáticos do liberalismo!



A Islândia, país de 320.000 habitantes, é um dos países mais afectados com a crise do capitalismo financeiro. De uma situação invejável de crescimento, colocada no top dos países com a sua economia completamente liberalizada e globalizada, e vista como exemplo de prosperidade capitalista, a economia islandesa viu-se de um dia para o outro, no passado mês de Outubro, na bancarrota financeira, sob o peso insuportável das suas dívidas. A população responsabiliza o governo pela situação a que se chegou, e as perspectivas negras para os próximos tempos, com desemprego e recessão.

Recorde-se que tal era era a crença nas virtualidades do mercado global pelo governo da Islândia que este há alguns anos atrás assinou um tratado com uma multinacional de biogenética pelo qual se vendiam os genes e as características genéticas da população!!!


Neste momento, não há dia em que não se realizam manifestações e meetings de protesto junto do Parlamento em Reykjavik e o ambiente tenso prenuncia grandes transformações sociais e políticas naquele país. No fundo, trata-se da derrocada de todo um sistema económico ( capitalismo) em que assentava a sociedade, um sistema que mostra agora todas as suas fragilidades, um sistema injusto para as populações, mas que só agora os islandeses se deram conta.





Começou a revolução

26.1.09

O que é uma crise capitalista?


Desde logo, vejamos o que não é uma crise capitalista:

Haver 950 milhões de famintos em todo o mundo não é uma crise capitalista

Haver 4.750 milhões de pobres no mundo não é uma crise capitalista

Haver 1.000 milhões de desempregados espalhados por todo o mundo não é uma crise capitalista

Haver mais de 50% da população mundial no subemprego ou que trabalhe em condições precárias não é uma crise capitalista

Haver 45% da população mundial sem a acesso directo a água potável não é uma crise capitalista
Haver 3.000 milhões de pessoas sem serviços sanitários mínimos não é uma crise capitalista

Haver 113 miçhões de crianças sem acesso à educação e 875 milhões de adultos analfabetos não é uma crise capitalista

Morrerem 12 milhões de crianças todos os anos por doenças que são perfeitamente curáveis não é uma crise capitalista

Morrerem 13 milhões de pessoas morram em cada ano por causa da deterioração do meio ambiente e das mudanças climáticas não é uma crise capitalista

Haver 16.306 espécies em vias de extinção, das quais uma quarta parte são mamíferos não é uma crise capitalista



Tudo isto, como se sabe, já havia antes, e não gerou nenhuma crise capitalista.

Pode ser tudo, mas não é, segundo os economistas e «especialistas» na matéria, uma crise capitalista.

O que é, então, uma crise capitalista? Ou, dito por outras palavras, quando é que começa a sentir-se uma crise capitalista?

A crise capitalista aparece quando os lucros esperados, e que são o fim e a razão de ser das empresas capitalistas, não são alcançados. Aí sim, quando os lucros já não são tão elevados como se esperava, fala-se então de uma crise capitalista.

Ou seja, a crise capitalista surge quando os factos associados aos indicadores sócio-económicos acima referidos sobre a fome, a pobreza, o desemprego, a precariedade, a escassez de água potável e de apoio sanitário, mostram que não são suficientemente maus e negativos para garantir a rentabilidade dos investimentos e do capital dos poderosos grupos e empresas multinacionais, pelo que a manutenção da rentabilidade desses conglomerados empresariais exigirá ainda uma maior degradação das condições sociais de vida das populações como meio para garantir as tão almejadas taxas de lucro das grandes empresas mundiais, que são quem verdadeiramente dominam o mundo, segundo a lei que as governa, isto é, a maximização do lucro e a capitalização dos ganhos.

NOTA FINAL:

Curiosamente, dizem os «donos» deste mundo que quem não pensa em função da maximização dos lucros e da acumulação do capital, esses são pessoas sonhadoras, irresponsáveis, líricas, idealistas subversivos…

Mas, afinal, quem se mostra verdadeiramente fanatizado pelo fundamentalismo do lucro e do capital, longe das realidades e das necessidades das populações, quem tem sido responsável pelo crescimento insustentável e desigualitário, quem se revela completamente viciado na roleta desta economia de casino como é o capitalismo, são essas figuras pardas, cínicas e sombrias que nos governam, exploram e oprimem.

Na Tasca do Jaime ainda se ouve o genuíno fado vadio da Lisboa popular



Em boa hora o blogue Farpa Kultural recordou-nos há algumas semanas atrás a Tasca do Jaime, ali para os lados da Graça. Um local onde subsiste ainda o espírito do fado popular, aquele que é cantado à desgarrada e que fala dos dramas, anseios e tragédias das gentes do povo com a linguagem crua do fado vadio. Aos fins de semana, depois do almoço, podemos ali encontrar populares anónimos a mostrar os seus dotes fadistas, num ambiente único, das gentes humildes da cidade. É o próprio dono que dá o nome à casa, Tasca do Jaime. E é geral a opinião de que se trata de uma pessoa simpática, amigo do seu amigo, que faz juz ao ambiente descontraído e de boa disposição que se pode encontrar naquele recanto da Lisboa antiga.
Os petiscos e os condimentos adjacentes não ficam atrás, e constituem o salvo conduto garantido para uma boa refrega. Não faltam também as fotografias, as recordações e os elementos decorativos para criarem o ambiente tradicional do fado. E lá vão aparecendo os espontâneos, novos e antigos, eles e elas, a exibirem em versos as mágoas e os anseios próprios da gente que vive o Fado.

Uma tasca que, por enquanto, ainda não foi objecto de nenhuma OPA da indústria do show bizz. Até quando?

Tasca do Jaime
Rua da Graça, 91 - em Lisboa, naturalmente
Sábados e Domingos, das 16h. às 20h.








25.1.09

Pan-Amazónia é o território e o protagonista no Fórum Social Mundial 2009

De 27 de Janeiro a 1 de Fevereiro a cidade de Belém deixa de ser a capital do Pará para se tornar o centro de toda a Pan-Amazónia, uma vez que durante aqueles seis dias decorrerá ali a 9ª edição do Fórum Social Mundial que prestará uma atenção especial às questões da Amazónia.

No dia 28 de janeiro de 2009, segundo dia do FSM 2009, ocorrerá o Dia da Pan-Amazónia, sob o lema "500 anos de resistência, conquistas e perspectivas afro-indígena e popular"

500 anos de resistência afro-indígena e popular



Durante aqueles seis dias, Belém, a capital do Pará, no Brasil, assume o posto de centro de toda a região para abrigar o maior evento altermundista da actualidade que reúne activistas de mais 150 países num processo permanente de mobilização, articulação e busca de alternativas por um outro mundo possível, livre da política neoliberal e todas as formas de imperialismo.

Composta por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, além da Guiana Francesa, a Pan-Amazónia é conhecida pela riqueza da maior biodiversidade do planeta e pela força e tradição dos povos e das entidades que constroem um movimento de resistência na perspectiva de um outro modelo de desenvolvimento.

Muito mais que um território para abrigar o FSM, a Amazónia, representada por seus povos, movimentos sociais e organizações, será a protagonista no processo e terá a oportunidade de fazer ecoar mundialmente suas lutas, além de tecer alianças continentais e planetárias.

A escolha da Pan-Amazónia

O Conselho Internacional do FSM, composto por cerca de 130 entidades, escolheu a Pan-Amazónia para sediar o FSM 2009 em reconhecimento ao papel estratégico que a região possui para toda a Humanidade. A região é uma das últimas áreas do planeta ainda relativamente preservada, num espaço geográfico de valor imensurável por sua biodiversidade e que agrega um conjunto amplo e diverso de movimentos sociais, centrais sindicais, associações, cooperativas e organizações da sociedade civil que lutam por uma Amazónia sustentável, solidária e democrática, articuladas em redes e fóruns, construindo esse amplo movimento de resistência na perspectiva de um outro modelo de desenvolvimento.

Esse esforço traduzir-se-á na estrutura do evento com um dia inteiro dedicado à temática pan-amazónica – O Dia da Pan-Amazónia. Nesse dia, os testemunhos, painéis, conferências, discussões, marchas e alianças entre os povos da Pan-Amazónia e o mundo concretizarão a 5a edição do Fórum Social Pan-Amazónico (FSPA). Será um dia inteiro dedicado à temática regional, no qual os povos e movimentos da Pan-Amazónia poderão dialogar com o mundo e tecer alianças planetárias, em busca de uma outra Amazónia.

O protagonismo defendido e clamado pelas organizações Pan-amazónicas se dará por meio da participação massiva de representações do povos, movimentos sociais, organizações e entidades representativas da sociedade civil e do diálogo e convergências que serão estabelecidos com os movimentos e experiências de todo mundo.

Realizar-se-ão neste âmbito Encontros Sem-Fronteiras e as Caravanas Fluviais e Terrestres. Tal decisão materializa o desejo expresso de fazer do FSM 2009 um espaço onde os povos da Pan-Amazónia tenham vez e voz.






Os dez objectivos orientadores das acções do 9º FSM (Fórum Social Mundial)

As diversas actividades autogestionadas do FSM serão realizadas em torno de um entre os 10 objectivos a seguir, propostas por organizações, grupos de organizações e redes durante o processo de inscrições para o evento.
Os objectivos foram definidos após a realização de uma ampla consulta pública às diversas organizações e entidades participantes do processo FSM.

1-Pela construção de um mundo de paz, justiça, ética e respeito pelas espiritualidades diversas, livre de armas, especialmente as nucleares;

2-Pela libertação do mundo do domínio do capital, das multinacionais, da dominação imperialista patriarcal, colonial e neo-colonial e de sistemas desiguais de comércio, com cancelamento da dívida dos países empobrecidos;

3-Pelo acesso universal e sustentável aos bens comuns da humanidade e da natureza, pela preservação de nosso planeta e seus recursos, especialmente da água, das florestas e fontes renováveis de energia;

4-Pela democratização e descolonização do conhecimento, da cultura e da comunicação, pela criação de um sistema compartilhado de conhecimento e saberes, com o desmantelamento dos Direitos de Propriedade Intelectual;

5-Pela dignidade, diversidade, garantia da igualdade de género, raça, etnia, geração, orientação sexual e eliminação de todas as formas de discriminação e castas (discriminação baseada na descendência);

6-Pela garantia (ao longo da vida de todas as pessoas) dos direitos económicos, sociais, humanos, culturais e ambientais, especialmente os direitos à alimentação (com garantia de segurança e soberania alimentar), saúde, educação, habitação, emprego, trabalho digno e comunicação;

7-Pela construção de uma ordem mundial baseada na soberania, na autodeterminação e nos direitos dos povos, inclusive das minorias e dos migrantes;

8-Pela construção de uma economia democratizada, emancipatória, sustentável e solidária, com comércio ético e justo, centrada em todos os povos;

9-Pela construção e ampliação de estruturas e instituições políticas e económicas (locais, nacionais e globais) realmente democráticas, com a participação da população nas decisões e controle dos assuntos e recursos públicos.

10-Pela defesa da natureza (Amazónia e outros ecossistemas) como fonte de vida para o Planeta Terra e aos povos originários do mundo (indígenas, afro-descendentes, tribais, ribeirinhos) que exigem seus territórios, línguas, culturas, identidades, justiça ambiental, espiritualidade e bom viver.