9.1.09

Polícia retira faixa com crítica à violência policial invocando motivos e recorrendo a meios de duvidosa legalidade

Segunda-feira, 5 de Janeiro, pelas 15h00, os Bombeiros Sapadores do Porto retiraram a faixa da fachada da CasaViva, a mando da Polícia de Segurança Pública. Foi levantado um Auto de Apreensão, destinado ao Ministério Público, cujo motivo de apreensão invocado é alegadamente o incentivo à violência !!!!!!!!!!


A actuação da PSP e os motivos invocados podem carecer de fundamento legal e os seus reponsáveis poderão vir a ser criminalmente punidos. Com efeito,

1º) Sabe-se que «comete o crime de prisão ilegal o agente policial que, sem estar munido de qualquer mandato de captura ou em presença de qualquer acto ilegal praticado pelo arguido, ordena a sua condução a uma esquadra da P.S.P., onde esteve detido por 15 minutos» (vidé acordão do Supremo Tribunal Administrativo)

2º)Por outro lado, é a Lei Fundamental que dispõe o seguinte quanto à liberdade de expressão:

«Artigo 37.º da Constituição da República Portuguesa (Liberdade de expressão e informação)

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.

2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficam submetidas aos princípios gerais de direito criminal, sendo a sua apreciação da competência dos tribunais judiciais.

4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos»

3º)Finalmente, o motivo alegado ( «incentivo à violência») para a apreensão da faixa é justamente o contrário àquele que é visado na mensagem da faixa: denunciar a violência policial...

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Texto sobre os factos ocorridos no passado dia 5 de Janeiro recebido por email:


Casa assaltada, faixas à mostra


Nas democracias policiais, a liberdade de expressão é um direito de todos os cidadãos. Também por isso lhes chamam democracias. Mas esse direito tem limitações, coisa lógica nesta sociedade onde se definiu que “uma liberdade acaba onde começa a do outro”, impedindo-se, assim, que se interpenetrem, que se prolonguem uma na outra. Pensamentos perigosos, que poderão constituir um qualquer crime se tornados públicos, e que, portanto, ficam por aqui. Já basta o que basta, dizia o outro, como sempre, cheio de razão. O que agora interessa, de facto, é que, em primeira instância, quem define as limitações das liberdades, e, por arrasto, as da liberdade de expressão, é a polícia. Também por isso lhes chamamos, a essas democracias, policiais.

Na Casa Viva, logo no primeiro dia oficialmente útil da semana, tivemos mais uma prova de que Portugal se insere dentro desta categoria de democracias. Por volta das 15h00 desse 5 de Janeiro, os Bombeiros Sapadores do Porto, a mando da Polícia de Segurança Pública, também presente, retiraram, assim, sem pedidos nem explicações, a faixa solidária com o movimento grego que a Casa vinha exibindo desde 20 de Dezembro. O motivo da apreensão, tal como informado no respectivo auto, é “incitava à violência, cometendo o crime contra a paz pública”. Não fosse o tal adjectivo que acompanha a nossa democracia e ter-se-ia tratado de um roubo. Afinal, uma faixa não publicitária numa fachada duma casa particular só pode ser retirada se tal for pedido pelo proprietário, o que não aconteceu. Mas o facto é que esse adjectivo está lá por alguma razão e, em estando, o acto de surripiar transforma-se em apreensão, os prevaricadores em sujeitos activos de acusação e as vítimas em réus.

Pode-se olhar para a faixa pelo ângulo que se quiser, mas é precisa muita liberdade de interpretação para nela ver um incentivo à violência. Mas, lá está, essa é apenas mais uma das liberdades das democracias policiais que, como todas as outras, tem uma definição e um âmbito dependentes do livre arbítrio dos agentes da Autoridade, gente que se costuma acusar de ser pouco dada a divagações poéticas, mas a quem não podemos deixar de gabar a capacidade de ler nas entrelinhas ainda mais do que os autores das linhas queriam fazer transparecer.

No processo de roubo/apreensão da faixa, os agentes acharam por bem deter três pessoas que saíam da casa a ver o que se passava do lado de fora do sítio onde lhes tinham oferecido guarida. Estavam, aparentemente, a utilizar de forma ilegal numa casa que não é deles. Mas houve queixa do proprietário? Falamos com ele e ele disse que não devia estar ninguém em casa. Falaram com ele?! Bem... a casa está em ruínas e não pode estar lá gente a viver! A Casa está em ruínas? Quem falou em ruínas? Então porque é que estão detidos? Não houve detenções, só os trouxemos à esquadra para assinarem o auto de apreensão. A uns gajos que não têm nada a ver com a casa nem com a faixa? Mais alguém dá a cara pela faixa? Claro que sim! Então já não estão detidos, podem sair os três e até voltar para a casa em ruínas onde, para além de não poderem estar por causa dessa sua – da casa – condição, não podiam estar por falta de autorização do proprietário.

Ora então cá temos os responsáveis pela faixa. Basta que um assine o auto de roubo/apreensão, que os outros já estão identificados de qualquer forma, apesar de nunca lhes termos controlado legalmente as identidades. Agora a coisa vai para o DIAP e já não é mais nada connosco, que vocês aparecem aqui aos magotes e a malta quer ver o discurso do Sócrates sem medo de que nos ocupem esta merda, perdão sr. ministro, esta esquadra, tão lindamente baptizada como sendo do Paraíso, apesar de, para tal, ainda faltarem os canais da Sport Tv, vá lá que nos resta a TVI e as novelas com gajas boas. Depois, daqui a 6 meses, 1 ano, ou dois, o DIAP lá decidirá se a queixa da PSP é válida e, se não for, a faixa será devolvida. No entretanto, a gente fica sem a faixa de que o agente não gostou e assim mesmo é que é numa democracia policial.

Ora, é provável que o DIAP considere que a faixa, de facto, mais do que um apelo à violência, é um grito contra a sua utilização por quem lhe detém o monopólio e que, como tal, o seu roubo/apreensão até pode, pelo menos em teoria, configurar um atropelo à liberdade de expressão. Pouco interessa. Não será por isso que a Casa será deixada em paz. Há a questão da ocupação ilegal. Ah, é verdade... o proprietário autoriza a ocupação do espaço. Mas há a questão das drogas. A questão das drogas? Sim, a casa está conotada com drogas. Conotada por quem? Pela polícia. Mas entraram lá ilegalmente para ver essa questão? Nem pensar... mas cheira muito a charro no passeio quando se passa por perto. O quê? É verdade... e, ainda por cima, entra lá gente com mau aspecto! Isso não é discriminação? A polícia não discrimina... limita-se a ver se determinada pessoa tem determinado aspecto e, se o tiver, fica imediatamente associada ao consumo de drogas. E isso não é discriminação? Não desconversem... é que há a questão da propriedade! Ah, é verdade... o proprietário autoriza a ocupação do espaço. Pois é... então, há a questão das drogas. E sabem quem vai sofrer com isso se não tomam cuidados?

Os processos de intimidação à divergência apertam-se. Espera-se que o medo de qualquer coisa, independentemente do que seja, impeça as pessoas de se manifestarem, de exporem opiniões, de se levantarem perante as injustiças dos poderosos. Depois de visitas policiais à Casa em dias de reuniões, depois de visitas regulares ao blog, veio o roubo/apreensão da faixa, um processo-crime sobre “os responsáveis pela faixa”, o reconhecimento policial de que já estamos todos fichados e as ameaças de que, ou atinamos, ou nos fecham a Casa e nos mandam de saco, por causa da questão da propriedade, aliás, por causa das drogas, aliás por qualquer coisa que lhes apeteça.

O problema é que achamos que nós é que somos os atinados e não nos apetece, agora que os desvarios juvenis já passaram na sua maioria, desatinar e começar a comer tudo o que nos dão ou a baixar a cueca cada vez que nos tentam violentar. Para além de que a Casa, assim sem uma faixa, parece despida. E nós não queremos um processo-crime por atentado ao pudor.

Guerra em Gaza - Hipocrisia sangrenta ( artigo de José Goulão)

GUERRA EM GAZA

Hipocrisia sangrenta

Altos responsáveis de países que se consideram faróis da «civilização» multiplicam apelos à «contenção» e ao «cessar-fogo» em Gaza, como quem procura assim cumprir uma obrigação perante o «agravamento da crise» no Médio Oriente. A hipocrisia de presidentes, ministros, diplomatas ou porta-vozes é tão óbvia como de costume, mas ainda consegue ser chocante tendo em consideração a tragédia que vitima mais de um milhão de meio de pessoas amontoadas num pequeno território inóspito aferrolhado entre Israel, o Egipto e o Mediterrâneo.

Tais apelos baseiam-se na objectividade de um pretenso distanciamento entre as «partes em conflito», assim se exigindo uma rigorosa simetria de comportamentos como numa guerra convencional entre exércitos clássicos. Simetria, pois, entre civis indefesos e as forças armadas que ocupam o quarto lugar no ranking das mais poderosas do mundo; entre ocupados e ocupantes; entre morteiros mais ou menos artesanais e o poder de fogo dos F-16 e dos tanques de última geração; entre comunidades famintas sujeitas há anos a um feroz bloqueio de bens essenciais e uma nação estruturada apoiada sem limites pelo mais poderoso país do planeta; entre as vítimas e respectivos descendentes de uma limpeza étnica e os ses autores.

O Hamas quebrou a trégua e tem de pagar, devendo desde já sujeitar-se ao regresso ao cessar-fogo faça o inimigo o que fizer, sentenciam os diplomatas civilizados. Trégua que verdadeiramente nunca existiu, uma vez que foi desde logo desrespeitada pelo Estado de Israel ao violar um dos seus pressupostos essenciais: o fim do bloqueio humanitário a Gaza. Durante os últimos seis meses o cerco não apenas se manteve como se apertou.

Como movimento terrorista, o Hamas tem que pagar, dirão ainda e sempre os civilizados senhores do poder de distinguir os que são e os que não são terroristas, do mesmo modo que lançam guerras contra possuidores de armas de extermínio que nunca existiram.

O Hamas, porém, praticamente não era nada quando se iniciou a primeira Intifada palestiniana, em fins de 1988. Hoje, o papel dos serviços secretos de Israel na criação efectiva de um movimento islâmico, o Hamas, para dividir a resistência nacional palestiniana dirigida pela Organização de Libertação da Palestina (OLP) já nem é sequer um segredo de Polichinelo. Os interessados em aprofundar o assunto poderão começar por pesquisar através da obra de Robert Dreyfuss e começar a desenrolar o novelo. Descobrirão elementos muito interessantes e com flagrante actualidade. A verdade é que de grupinho divisionista e terrorista o Hamas se transformou num movimento que, tirando dividendos dos fracassos sucessivos do chamado processo de paz, boicotado por Israel e Estados Unidos e assumido pela Fatah como única opção estratégica, conseguiu ganhar as eleições parlamentares palestinianas em 2006. O Hamas cresceu com as estratégias militaristas em redor, como os talibãs no Afeganistão (agora controlando zonas a menos de 50 quilómetros de Cabul) ou o Hezbollah no Líbano, fruto das invasões israelitas da década de oitenta.

Reconhecer que o Hamas é agora uma realidade evidente no problema israelo-palestiniana não significa fraqueza, simpatia ou conivência com o terrorismo. É, prosaicamente, uma simples questão de senso comum.

As eleições de 2006, proclamaram os observadores internacionais, muitos deles oriundos das terras «civilizadas», foram livres e justas. Logo, ao Hamas coube formar governo – diz-se que é assim que funciona a democracia.

Engano puro. A chamada «comunidade internacional» decidiu não reconhecer o governo escolhido pela maioria dos palestinianos; nem sequer aceitou uma aliança entre o Hamas e a Fatah, que praticamente fazia o pleno da vontade dos eleitores. Pelo contrário, também não são segredo as diligências da administração de George W. Bush e do governo israelita de Ehud Olmert para lançar a guerra civil entre as duas principais organizações palestinianas – chegando, para isso, a fornecer armas à Fatah – fazendo simultaneamente por ignorar o acordo entretanto estabelecido pelos dois movimentos sob mediação do Egipto e da Arábia Saudita.

Este processo conduziu à divisão palestiniana: a Fatah na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, dependente do que Israel lhe permite ou não fazer; e o Hamas controlando Gaza, território dos seus principais feudos. Daí ao bloqueio a Gaza e, agora, à invasão, foi um pequeno salto.

O massacre está em curso, assistindo-se na comunicação social a tão curiosos como ridículos esforços para distinguir entre vítimas civis e militares. Em Gaza, para que conste, não há militares, a não ser os invasores. Existem restos da polícia autonómica, militantes do Hamas armados e organizados como milícias. O resto é milhão e meio de desempregados, famintos e humilhados. Tal é o inimigo de Israel que lançou alguns morteiros, por exemplo contra a cidade de Asqelon, que em 1948 se chamava Al-Majdal e era uma aldeia árabe cuja população, vítima da limpeza étnica em que assentou a criação do Estado de Israel, se refugiou em Gaza.

Os dirigentes de Israel asseguram que os «civis» serão poupados durante a invasão. Tal como aconteceu em 1982 em Beirute, onde os militares comandados por Ariel Sharon, fundador do partido de Ehud Olmert e Tzipi Livni, destruíram o sector ocidental da cidade, acabando por patrocinar os massacres de Sabra e Chatila. Ou em 1996, quando Shimon Peres, actual presidente israelita, foi responsável pelo massacre de Canan, também no Líbano, e mesmo assim perdeu as eleições parlamentares.

Gaza, ainda assim, será diferente de Sabra e Chatila. Agora, os soldados israelitas sujam mesmo as mãos com o sangue das populações indefesas – salpicando inevitavelmente os hipócritas que os defendem.

Por JOSÉ GOULÃO *
* Jornalista.

Os riscos e as ameaças dos telefones móveis (modelo de carta a enviar às pessoas dos nossos contactos a comunicar que desiste do seu telemóvel)

E se os telefones móveis se tornarem num escândalo sanitário?
Modelo de carta a enviar aos amigos e às pessoas dos nossos contactos a comunicar que desiste e abandona definitivamente o seu telemóvel:


Caros amigos,

Porque não gosto de ver todas essas antenas de rede telemóvel a desfigurar a paisagem urbana e o horizonte visual do espaço natural

Porque é-me desagradável estar permanentemente contactável

Porque estou farto de ser interrompido nas minhas conversas ou tempos de contemplação e reflexão pelos toques irritantes dos aparelhos de telefone portátil

Porque não suporto mais fazer parte daquele tipo de pessoas que, julgando-se nas suas próprias casas, não têm escrúpulo algum em tornar audíveis as suas conversas privadas

Porque não quero ter um ar de imbecil quando ando na rua a falar para o vazio ou, pelo menos, assim parece quando se dá uma conversação por via do telemóvel

Porque também não quero fazer-se passar por idiota quando ando na rua ou num espaço público a clicar nevróticamente nas teclas do aparelho electrónico que me serve de telefone.

Porque estou farto das interferências, dos barulhos e dos cortes nas conversações que frequentemente perturbam e impedem uma conversa por telefone.

Porque não aprecio a ideia de ser permanentemente geo-localizável, e poderem as minhas conversações serem gravadas e entregues à polícia pelas empresas operadoras das redes de telemóveis.

Porque lamento ter-me rendido aos diktats tecnológicos do sistema mercantil no domínio chamado erroneamente da «comunicação»

Porque não quero mais ser cúmplice da pilhagem de certos recursos naturais, fonte de guerras e de poluição em numerosos países.

E porque não estou mesmo nada interessado em contrair um cancro daqui a 10 ou 15 anos por efeito da sobre-exposição às ondas electromagnéticas

Decido, conscientemente, o seguinte :

1º Desembaraçar-me de uma vez por todas do meu telemóvel, medida que será irrevogável, e que começará a partir do dia …. ( indicar a data)

2º Assumir publicamente o compromisso solene de recusar no futuro a possuir ou utilizar por qualquer razão um aparelho de telefone móvel

E ainda consultar o livro de Etienne Cendrier, «E se o telefone móvel vier a tornar-se um escândalo sanitário?»

Sementeira de Carvalhos na Serra de Montejunto numa organização do FAPAS, aberta a todos os interessados em participar ( dia 11 de janeiro)


SEMENTEIRA de CARVALHOS-Cerquinhos na SERRA de MONTEJUNTO
Domingo, 11 de Janeiro 2009, 10h15-17h30


Deslocação em comboio de Lisboa até Castanheira de Ribatejo, e depois em autocarro da CM de Alenquer até Montejunto.

Inclui visita à Fábrica do Gelo (sec.XVIII) em Montejunto.

Grau de dificuldade: fácil (acessível a crianças a partir de 4 anos).

Para se inscrever na actividade:
Envie uma mensagem para
fapaslisboa@kanguru.pt , deixando o seu nome e contacto (email e telemóvel), indicando qual o ponto de encontro, o meio de transporte utilizado e o número de pessoas.
Participação: pode participar na actividade utilizando os transportes públicos com o FAPAS, ou com a sua viatura. Se tem acesso a transportes públicos, desaconselhamos a utilização da viatura, para evitar a emissão de gases com efeito de estufa. Entre Castanheira de Ribatejo e Montejunto o percurso é feito em autocarro da Camara Municipal de Alenquer.

Descrição da Actividade:
1. Deslocação em comboio entre Lisboa (Santa Apolónia) e Castanheira do Ribatejo (linha da Azambuja).
2. Deslocação em autocarro da CM de Alenquer entre Castanheira e a serra de Montejunto. Visita à Fábrica do Gelo em Montejunto (estrutura do Sec.XVIII). Merenda na Serra.
3. Sementeira de bolotas de carvalho-cerquinho: consiste na colocação de sementes directamente na terra, geralmente em grupos de cinco a dez em pequenos buracos abertos com enxada ou um sacho de jardinagem. Cada participante terá oportunidade de semear 100 a 500 bolotas.
4. Regresso em autocarro a Castanheira. Regresso a Lisboa (Santa Apolónia) de comboio.

Local: Serra de Montejunto (entre Cadaval e Alenquer)
Itinerário: Lisboa - Castanheira do Ribatejo - Abrigada (Alenquer) - Montejunto, regresso pelo mesmo percurso.
Transporte: De comboio entre Lisboa e Castanheira, em autocarro cedido pela CM Alenquer entre Castanheira e Montejunto.

Custo do transporte
Bilhete de comboio Lisboa (Santa Apolónia) - Castanheira do Ribatejo: 1,80 euros (só ida), 3,60 (ida e volta).
Crianças até 4 anos não pagam bilhete. Crianças entre 5 e 12 anos, e Reformados pagam meio bilhete.
Bilhetes inteiros comprados em grupo têm 10% de desconto (3,24 euros ida e volta).

Autocarro: cedido pela CM de Alenquer, mas temos que pagar as horas do motorista, por isso vamos cobrar 50 cêntimos (ida e volta) por cada participante adulto. Este valor pode ser descontado na compra de qualquer material do FAPAS (revista Tribuna da Natureza, Guias de Fauna e Flora, sacos de Pano), ou no pagamento da quota de quem se fizer sócio do FAPAS.

Horário e Pontos de Encontro:
1 - em Lisboa - às 10h15 no átrio da estação de Santa Apolónia (o comboio parte às 10h38). Para beneficiar do desconto de grupo tem que estar na estação antes das 10h20.
2 - em Castanheira do Ribatejo - junto à estação de comboios, às 11h10.
3 - na Abrigada (aldeia perto de Alenquer) - na entrada da Escola Secundária, às 11h30.
4 - em Montejunto - no parque de estacionamento junto ao Centro de Interpretação Ambiental, às 11h50

Regresso: final das actividades e partida de Montejunto prevista para as 15h30, apanhar o comboio em Castanheira às 16h52, chegada a Santa Apolónia às 17h23.

Nota: Pode apanhar o comboio numa estação intermédia entre Santa Apolónia e Castanheira. O comboio (destino: Azambuja) pára nas estações do Oriente (10h46), Moscavide (10h48), Póvoa (10h54), Alverca (10h58), Alhandra (11h02) e Vila Franca de Xira (11h05).

Equipamento aconselhado: Vestuário quente adequado às condições meteorológicas, calçado confortável e resistente, Mochila ou saco de pano para transportar as sementes. Utensílio para a sementeira - enxada, ou sacho/pá de jardinagem, se não tiver utiliza os do FAPAS. Luvas de protecção (de cozinha ou de jardinagem). Água e farnel para almoço na Serra.

CAMPANHA "Vamos Plantar Árvores Nativas"

O FAPAS organiza há vários anos sementeiras e plantações de árvores e arbustos nativos em diversas áreas naturais de Portugal. O Carvalho-cerquinho á uma árvore nativa cuja principal área de distribuição se encontra em Portugal, sendo por isso também designado "carvalho português". Outrora formava extensas matas na região Centro-Litoral, entre Figueira da Foz e Sines. Hoje encontra-se reduzido a pequenos núcleos muito dispersos ou árvores isoladas. Não tem nenhum estatuto de protecção.

A Serra de Montejunto é um maciço calcário situado entre Alenquer e o Cadaval, com a altitude máxima de 660 m. Em 2003 sofreu os efeitos de um incêndio que atingiu quase toda a serra, num total de 5.000 hectares. Na Serra pode-se visitar a antiga Fábrica do Gelo, estrutura do sec.XVIII que recolhia gelo para fornecer a Corte de Lisboa.

Conferência sobre globalização e modo de vida sustentável seguido de jantar vegetariano na Sociedade Portuguesa de Naturologia ( dia 10 de Jan.)




CONFERÊNCIA & JANTAR VEGETARIANO

Sábado, 10 de Janeiro de 2009 às 18h

GLOBALIZAÇÃO E MODO DE VIDA SUSTENTÁVEL
pelo Dr. Carlos Cupeto (Professor na Universidade de Évora)

Entrada Livre


20h Jantar vegetariano*

* A contribuição para o jantar é de 8€

http://spn.eco-gaia.net/



OBJECTIVOS DA S.P.N.:
A Sociedade Portuguesa de Naturalogia (S.P.N.) é uma associação sem fins lucrativos, reconhecida como Instituição de Utilidade Pública, que tem por fim promover a cultura integral da vida humana, ou seja, o desenvolvimento físico, mental e espiritual, através do Naturismo - do ideal aproveitamento dos bens da Natureza, da observância das Leis do equilíbrio ecológico e da sã profilaxia e cura da doença pelos princípios da Naturopatia e outras medicinas alternativas, incluindo uma alimentação sem sacrifício da vida animal.

Acção de solidariedade com a Palestina e de condenação da ofensiva israelita na Faixa de Gaza ( dia 10, às 15h. no Jardim Manuel Bívar, em Faro)

Acção de solidariedade

PELO FIM IMEDIATO DA AGRESSÃO POR ISRAEL NA FAIXA DE GAZA!

PELA RETIRADA, DESDE JÁ, DAS FORÇAS ISRAELITAS!

SOLIDARIEDADE E INDEPENDÊNCIA PARA O POVO PALESTINO
Uma acção de solidariedade com a Palestina e condenar a ofensiva israelita na Faixa de Gaza está agendada para o próximo Sábado, 10 de Janeiro, na cidade de Faro ( no Algarve)

10 de Janeiro ás 15h no Jardim Manuel Bívar
(Doca - Faro)

Organização:
Associação da Cultura Islâmica do Algarve (ACIA)
olidariedade Imigrante (SOLIM)
Bloco deEsquerda (BE - Delegação do Algarve)
Associação para o Aprofundamento da Cidadania (CIVIS)
Associação Cultural dos Marroquinos e Amigos de Marrocos (ACMAM)
Associação Recreativa e Cultural do Algarve(ARCA)

8.1.09

Todos à concentração-manifestação de hoje (18h.) em Lisboa de repúdio e de denúncia pela agressão israelita e pelo fim do massacre de Gaza


Contra a ofensiva dos soldados SS (soldados sionistas) sobre GAZA e o massacre da população palestiniana


PELO FIM IMEDIATO DA AGRESSÃO POR ISRAEL NA FAIXA DE GAZA!

PELA RETIRADA, DESDE JÁ, DAS FORÇAS ISRAELITAS!

PELO RESTABELECIMENTO DE UM CESSAR-FOGO!

SOLIDARIEDADE E INDEPENDÊNCIA PARA O POVO PALESTINO

«Eu não conheço nada de semelhante com o que se vive actualmente em Gaza. As pessoas falam do ghetto de Varsóvia como a situação mais parecida nos tempos modernos à que se vive hoje em Gaza»






Acções de protesto em Lisboa contra o massacre da população de Gaza


8 de Janeiro em Lisboa:
Concentração pelo fim do massacre a Gaza
A partir das 18h em frente do check-point que a embaixada israelita instalou na colonizada Rua António Enes, nº 16, a S. Sebastião, em Lisboa
Acção apoiada por:Associação Abril - Bloco de Esquerda - CGTP - Colectivo Abu-Jamal - Colectivo Revista Rubra - Comité de Solidariedade com a Palestina - CPPC - Fórum pela Paz - MDM - Monthly Review - MPPM - Plataforma Guetto - Política Operária - Shift - SOS Racismo - SPGL - Tribunal do Iraque


8 de Janeiro às 22h. no Púcaros bar, na cidade do Porto
Sessão publica,por iniciativa da secção norte da Associação José Afonso (a que se juntam outras organizações, entre elas o Tribunal-Iraque), subordinada ao tema “Palestina: o crime está em Israel”.
Púcaros Bar (Rua de Miragaia, 55, Porto - frente à Alfândega, debaixo das arcadas).








A evolução histórica da ocupação da Palestina pelo Estado de Israel
TELEVISÕES EM DIRECTO: Para acompanhar em directo pelas televisões online o que se passa em Gaza em cada momento:

- http://www.presstv.ir/watch_live5_us.aspx em directo

- http://www.webtvtube.com/tvchannel/109/Al-Jazeera-Arabic/




Fontes de informação palestinianas:

http://www.info-palestine.net/

http://www.gazatoday.blogspot.com/

http://desertpeace.wordpress.com/

http://electronicintifada.net/new.shtml

http://www.palestinechronicle.com/index.php

http://www.maannews.net/en/

http://english.aljazeera.net/

http://palestineblogs.net/ - Blogues pela palestina

http://windowintopalestine.blogspot.com/

http://lawrenceofcyberia.blogs.com/news/

http://www.rebelliousarabgirl.net/

http://a-mother-from-gaza.blogspot.com/

http://palestinevideo.blogspot.com/

www.palsolidarity.org/main/http://stoprapingpalestine.blogspot.com/


Fontes israelitas:

http://www.haaretz.com/

http://www.btselem.org/English/

http://awalls.org/ anarchists against the wall

http://ilanisagainstwalls.blogspot.com/







Five, six, seven, eight
Israel is a terror state




7.1.09

Procuram-se novos elementos para os Ritmos de Resistência, uma banda de samba de Lisboa formada por activistas sociais




A Banda de Samba de Lisboa procura novos membros!

*Tum Tum ta ta Tum Tum ta Tum Tum Tum ta ta Tum ta ta*

Já ouviste falar dos Ritmos de Resistência?
Gostarias de te juntar a nós?


A Banda de Samba de Lisboa procura novos membros!

Fazemos parte dos “Rhythms of Resistance”, uma rede internacional de bandas que partilham uma orientação política comum (baseada nosprincípios políticos da PGA- Peoples' Global Action) e que fazem uso dos seus ritmos em manifestações e iniciativas de acção directa.

Não pretendemos apenas criar festas ou pequenos Carnavais; confrontamos e criticamos os sistemas de dominação e apoiamos quem luta contra a exploração, discriminação e opressão, tentando transmitir uma energia de força solidariedade e acção criativa.

Os ensaios habituais têm lugar à 4ª feira às 18h no Centro Social daMouraria (CSM) – Grupo Desportivo da Mouraria, Travessa da Nazaré, nº12(metro Martim Moniz) e a primeira quarta de cada mês é dedicada à recepção de novas pessoas.

Aparece esta 4ª feira, 7 de Jan. às 18h, no CSM, para participares no nosso ensaio, ficares a conhecer-nos e quem sabe juntares-te a nós.

Senão puderes vir mas quiseres participar na banda ou tiveres sugestões de acções onde a banda possa participar envia e-mail parasambalisboa@gaia.org.pt.

*Tum Tum ta ta Tum Tum ta Tum Tum Tum ta ta Tum ta ta ta*

Ritmos de Resistência Lisboa:
http://gaia.org.pt/ritmosresistencia



Rhythms of Resistance:
http://rhythms-of-resistance.org/spip/

População da Peneda-Gerês contesta o plano estatal de reordenamento que privilegia o "eco-turismo" em detrimento das actividades humanas tradicionais

As populações locais do Parque nacional da Peneda-Gerês sentem-se ameaçadas pelo novo Plano de Reordenamento do território imposto pelo Estado pois a sua aplicação significaria o fim da pastorícia, das "vezeiras", da utilização dos baldios comunitários, etc... pois o objectivo que se pretende privilegiar é o maldito "eco-turismo", relegaando para segundo lugar, ou mesmo eliminando, as actividades humanas tradicionais. Para o efeito organizaram-se e criaram uma estrutura própria: a "Comissão Peneda-Gerês-Com-Gente".

"No dia 28 de Novembro de 2008, em Campo do Gerês, realizou-se uma reunião nela participando gente daquela freguesia, de Rio Caldo, Vilar da Veiga, Ermida, Germil, Covide, S. João da Cova, Louredo e Castro Laboreiro.
Nesta reunião decidiu-se o seguinte:Que a comissão passa a designar-se por Comissão Peneda-Gerês-Com-Gente.
A Comissão é constituída por:
- António Campos (Juiz da Vezeira da Ribeira)
- António Pires (Presidente da JF de Campo do Gerês)
- António Principe (Presidente da JF de Vilar da Veiga)
- Domingos Fujaco (Presidente da JF de Covide)
- Filipe Mota Pires (Comissão de Baldios de Vilar da Veiga)
- José Carlos Pires
- Luís Filipe Pires (Secretário da JF Campo do Gerês)
- Manuel António Sousa (Vezeira de Vilar da Veiga)
- Manuel Ferreira (Presidente da JF de Rio Caldo)
- Severino Fernandes (Vezeira de Rio Caldo)


São objectivos da Comissão fazer suspender o processo de revisão do Plano de Ordenamento do PNPG e iniciar um novo processo de revisão que possa
- Defender os direitos e interesses das populações locais, consagrados desde tempos imemoriais através de usos e costumes;
- Defender um plano de ordenamento que valorize o território e as populações locais;
- Ver reformulados os vectores do desenvolvimento sócio-económico do território.

Somos um grupo de pessoas que nasceram e vivem no território do PNPG


Debate sobre a linha do Tua em Bragança ( dia 17 de Jan. às 14h.) promovido pelo Movimento Cívico pela Linha do Tua



Debate - Linha do Tua
17 de Janeiro de 2009, Auditório Municipal Paulo Quintela, Bragança.
Organização: Movimento Cívico Pela Linha do Tua

Linha do Tua percorre um vale magnífico!
Qualquer que seja a estação do ano, o rio e a linha, lado a lado, permitem paisagens de sonho, quase irreais. Além do valor natural e histórico, é possível aproveitar todo o potencial da linha sem a destruir, contribuindo para o desenvolvimento e orgulho da população local.



Consultar:

Percursos a pé

Realiza-se no próximo Sábado o 1º módulo de formação em Direitos Humanos promovido pelo Observatório dos Direitos Humanos



Realiza-se no próximo Sábado, dia 10 de janeiro de 2009, a partir das 15h. o primeiro módulo de formação do Observatório dos Direitos Humanos, a ter lugar na sede do SOS Racismo na cidade do Porto.



Quem quiser comparecer, por favor confirme, enviando um mail para
dh.observatorio@gmail.com


http://www.sosracismoporto.blogspot.com/

http://observatoriodireitoshumanos.net/contactos.html


O Observatório dos Direitos Humanos (ODH) é uma frente de acção interassociativa que visa contribuir para a denúncia das violações dos direitos fundamentais em Portugal, bem como para a sua protecção e promoção.
O ODH não é uma instituição, mas sim o resultado de uma parceria alargada de diversas organizações sociais comprometidas com a defesa de um ou mais direito fundamental, que nasceu por iniciativa do Movimento Humanista a partir de uma proposta apresentada nas Jornadas da Não-Violência (Porto, 29/03/2008).
O ODH visa também potenciar a acção conjunta das organizações parceiras, facultando-lhes informação sobre os conflitos sociais e propiciando-lhes um âmbito comum para o intercâmbio e planeamento de campanhas e actividades.
Quais são os objectivos do ODH?
O ODH pretende monitorizar a situação dos direitos humanos em Portugal, denunciando os seus atropelos e promovendo o seu respeito, de forma a contribuir para a erradicação de todas as formas de violência (física, económica, racial, religiosa, sexual e psicológica) da sociedade portuguesa. Com a sua acção, o ODH pretende também difundir os direitos fundamentais, tratando de que os mesmos se incorporem na cultura portuguesa como valores centrais, orientando a conduta quotidiana de indivíduos e organizações

6.1.09

Objectores de consciência (refusenik) israelitas recusam-se a integrar o exército sionista de ocupação e são presos pela sua decisão corajosa


Entre a população israelita popularizou-se o termo refusenik (sarvanim, סרבנים, en hebreo ) para denominar os objectores e objectoras de consciência que se recusam a incorporar-se no Tsahal, o exército sionista de Israel, enquanto este continuar a ser um exército de ocupação, ou quando são enviados para os territórios palestinianos ocupados.

Claro que existem vários outros grupos, da mais variada natureza, que recusam a ocupação e a guerra movidos pelos seus princípios pacifistas. Mas o mais interessante é mesmo saber que uma quata parte dos jovens israelitas escapam, sob os mais diversos pretextos e subterfúgios, ao serviço militar, algumas vezes, com custos para a sua própria vida, ou da sua liberdade.


Quem são os Shministim?

Shministim significa jovens graduados em hebreu. O serviço militar é obrigatório após o ensino superior para os jovens israelitas. O Shministim são jovens israelitas que se recusam a servir no exército por causa dos 40 anos de ocupação de Israel sobre as terras palestinianas. Em 2008 estima-se que o seu n´mero tenha sido de uma centena, o que tem, normalmente, por consequência, a sua prisão. E aqueles que se recusam a vestir o uniforme militar dentro da prisão são metidos sózinhos em celas em isolamento absoluto. Depois de cumprida a punição, voltem a casa, e se recusarem a alistarem-se, pela segunda vez, são novamente detidos, e assim sucessivamente, conforme a vontade arbitrária das autoridades militares do exército israelita.

Jesse Bacon (justicelovejesse@gmail.com ) forma parte do "Shministim" que se recusam a entrar na máquina militar israelita. Ela própria afirma: « Estou muito orgulhosa da minha decisão em recusar-se a servir um exército que se diz humanitário e que tem fins defensivos, mas que faz sofrer diariamente um povo inteiro. Fui parar à prisão no dia 23 de Setembro. Cumpri 35 dias de detenção. Quando lerem as minhas palavras, o mais certo é eu estar novamente na prisão, junto de outros amigos, que serão detidos depois de estarem uma semana em casa, e voltarem a recusar a sua incorporação no exército.

Apoia os objectores de consciência israelitas enviando cartas de apoio dirigidas ao ministro israelita da defesa, tais como a que podes encontrar em,

WWW.December18th.ORG


Apoia os objectores de consciência israelitas



Outro refusenik é Michel Weksler (mweksler@gmail.com ) que declarou: "Eu era um comandante de tanques no exército israelita. Estive na prisão porque me neguei a ir para Gaza em 2002. Senti que era meu dever recusar ordens que eram claramente ilegais. Aliás, penso que as práticas de ocupação do exército israelita são nitidamente ilegais. Não é de admirar que o Tribunal Supremo Israelita tenha evitado sistemanticamente a pronunciar-se sobre o caso dos refuseniks. Os ataques com foguetes em Gaza são um erro, mas é ridículo da parte de Israel fazer-se de vítima em todo este círculo vicioso. Israel violou a lei internacional, mas também a lei israelita, com a forma como trata dos territórios ocupados. Note-se que essas pessoas vivem num limbo legal. Não são israelitas, nem pertencem a um Estado independente. Ainda por cima Israel está-lhes a negar os seus direitos como povo ocupado, como está previsto na Convenção de Genebra. O governo israelita tenta encobrir esta realidade referindo-se a essas pessoas como «cidadãos de Gaza», só que o povo bombardeado de Gaza não é cidadão de nenhum sítio, e esse é que é o problema: são pessoas sem estado e isto tem que terminar.

Outro caso ainda é o do capitão da Forças Aéreas israelitas, na reserva, Yonatan Shapira, que em 2003 liderou um grupo de pilotos da Força Aérea israelita que se negaram a participar em missões de ataque aos territórios palestinianos. É co-fundador dos Combatentes pelas Paz. Também ele declara: «Os grandes meios de comunicação estão empenhados a não dar uma visão real da situação. As pessoas precissam de ouvir, ver e ler os meios de comunicação alternativos. Se olhares o número de pessoas assassinadas em Gaza, o número de palestinianos mortos é enorme, mais de 400 em Gaza. Não podem sar, procurar alimentação, não têm água potável nem electricidade. Ainda por cima a Força Aéra israelita bombardei-os matando pessoas e crianças inocentes. Os mass media não falam disto. Apenas relatam que o Hamas lança foguetes contra cidades israelitas, o que pode matar pessoas.Mas as represálias israelitas e todo esse aparato não nos vai trazer mais segurança, mas antes pelo contrário. A raiz e a causa do conflito está sim no desenvolvimento da ocupação e na atitude do governo israelita em negociar com o Hamas a fim de acordar para uma completa retirada das fronteiras de 1967. Aliás, não noto da parte do governo israelita qualquer vontade de resolver o porblema. Por isso, quero gritar tão alto quanto possa e pedir ao mundo para que se una nesta luta a fim de evitar mais derramamento de sangue entre palestinianos e israelitas. Digo isto como judeu e israelita que quer continuar a viver neste maravilhoso mas triste pedaço de terra.»

www.CombatantsForPeace.org



Name: Raz Bar-David Varon
Age: 18
Why I am one of the Shministim:
“I wasn’t born to serve as a soldier who occupies another, and the struggle against the occupation is mine too. It is a struggle for hope, for a reality that sometimes feels so far away. I have a responsibility for this society. My responsibility is to refuse.”
First Sentence: 3rd - 21st Nov. 2008 (18 days)
Second Sentence: 24th Nov. - 30th Nov. 2008 (currently in prison)


In a brief statement made on the day of her arrest, Raz said:

“I have witnessed this army demolishing, shooting and humiliating people whom I did not know, but have learnt to respect for their ability to go on dealing with these horrors on a daily basis. There’s supposed to be a good reason for all of this. This reason is supposed to be my defense. I feel like screaming: ‘This does not defend me! It hurts me!’ It hurts me when people, Palestinians, are being so brutally assaulted, and it hurts me when they later turn their hatred towards me because of it. I wasn’t born to serve as a soldier who occupies another, and the struggle against the occupation is mine too. It is a struggle for hope, for a reality that sometimes feels so far away. I have a responsibility for this society. My responsibility is to refuse.”

http://december18th.org/2008/11/24/raz-bar-david-varon/#more-56




Name: Omer Goldman
Age: 19
Location: Tel-Aviv
Why I am one of the Shministim:
“I believe in service to the society I am part of, and that is precisely why I refuse to take part in the war crimes committed by my country. Violence will not bring any kind of solution, and I shall not commit violence, come what may.”
First Sentence: 22nd Sept. - 10th Oct. 2008 (18 days)
Second Sentence: 12th - 24th Oct. 2008 (10 days)


Omer Goldman, has had to confront the values of her own family. She is the daughter of the former deputy head of Mossad, the Israeli intelligence service and who is still considered one of the most powerful men in the Israeli security system. Omer, without her father’s permission visited a Palestinian town in the West Bank and at a check-point, alongside Palestinians, her supposed enemies, was fired upon by Israeli soldiers, “We were sitting by the roadside talking and soldiers came along and after a few seconds they received an order and fired gas grenades and rubber bullets at us. Then it struck me, to my astonishment, that the soldiers were following an order without thinking. For the first time in my life, an Israeli soldier raised his weapon and fired at me.”

Although, not surprisingly, her father does not support her decision to refuse, he still supports her as a daughter. “He and I have very similar characters. I, too, fight to the end for what I believe in. But we are opposites ideologically.”

In her declaration of refusal she stated:

“I refuse to enlist in the Israeli military. I shall not be part of an army that needlessly implements a violent policy and violates the most basic human rights on a daily basis.

Like most of my peers, I too have not dared to question the ethics of the Israeli military. But when I visited the Occupied Territories I realized I see a completely different reality, a violent, oppressive, extreme reality that must be ended.

I believe in service to the society I am part of, and that is precisely why I refuse to take part in the war crimes committed by my country. Violence will not bring any kind of solution, and I shall not commit violence, come what may. “


Name: Sahar Vardi
Age: 18
Location: Jerusalem
Why I am one of the Shministim:
“I realize that the soldier at the checkpoint is not responsible for the wretched policy of the oppressor towards civilians, I am unable to relieve that soldier of responsibility for his conduct … I mean the human responsibility of not causing another human being to suffer.”
First Sentence: 25th - 31st Aug. 2008 (6 days)
Second Sentence: 12th - 30th Oct. (18 days)
Third Sentence: 3rd - 21st Nov. 2008 (18 days)


Sahar was the third conscientious objector, and the first woman, to be imprisoned among this years group of high school seniors, who signed a collective declaration of refusal to serve in the Israeli army of occupation.

While she stresses the importance of resisting the occupation of Palestine as a motive for her refusal, Sahar’s conscientious objection is also rooted in a wider pacifist position.

During her sentence Sahar refused to wear a military uniform in prison, and subsequently spent the duration of her detention in solitary confinement. The Isolation Wards of military prisons in Israel are often the cite of various minor or less minor forms of abuse, so Sahar needs your support.

In a letter to the Minister of Defense, declaring her refusal to serve in the military, She wrote:

“I have been to the occupied Palestinian territory many times, and even though I realize that the soldier at the checkpoint is not responsible for the wretched policy of the oppressor towards civilians, I am unable to relieve that soldier of responsibility for his conduct … I mean the human responsibility of not causing another human being to suffer.

The bloody times in which I live (consisting of assassinations, aggression, bombings, shootings) results in increasing numbers of victims on both sides. It is a vicious circle that emanates from the fact that both sides elect to engage in violence. This choice I refuse to take part in.”

A peaceful demonstration was organized in support of Sahar before her first sentence in military prison on August 25, 2008. About 80 people joined the demonstration, and were met by a small counter-demonstration organized by a pro-military group. The pro-military group confronted the original protesters aggressively and head-butted one of the demonstrators and drove a motorcycle into the crowd.

http://december18th.org/2008/11/23/shministim-statement-1/#more-5

Julgamento de 16 anarquistas judeus contra o Muro construído pelo Estado de Israel




16 activistas pertencentes ao colectivo «Anarchists against the Wall» compareceram ontem num tribunal israelita que decidiu a sua libertação mediante uma caução, excepto para dois outros activistas internacionalistas que vão continuar detidos.

Transcreve-se a seguir um pequeno texto que prolonga, de alguma maneira, a luta do colectivo ««Anarchists against the Wall»


SIM À VIDA DOS DOIS POVOS


Num texto publicado no passado dia 30 de Dezembro, «On Gaza», a activista anti-globalização norte-americana Starhawk escreve:

«Eu sou judia, de nascimento e de educação, nasci seis anos depois do fim do Holocausto, e fui educada no mito e na esperança de Israel. O mito diz que «durante dois mil anos andamos errantes por todo o mundo, perseguidos, quase fomos destruídos pelos nazis. Mas de todo esse sofrimento resultou, pelo menos, uma coisa boa, a pátria, para a qual nós regressamos, e que é o nosso país, onde podemos estar em segurança, soberanos e fortes». Trata-se de uma história emocionante e galvanizadora. Só tem um erro: esquecer-se dos Palestinianos.»

Na verdade, o conto deve esquecê-los, porque se admitíssimos que a nossa pátria pertencia a um outro povo, lá se ia a bonita história. O resultado disso tudo é uma espécie de cegueira psiquíca a propósito dos Palestinianos. Se defendeis realmente Israel, o Estado judeu, como a pátria dos judeus, então não podeis aceitar que os Palestinianos sejam uma realidade. De resto, Golda Meir já dizia:«Quem são os Palestinianos? Eles não existem». E hoje ouvimos isto: «Não há parceiros para fazer a paz. Não há ninguém com quem falar».

Perante esta cegueira, só existe uma alternativa para a comunidade internacional, onde as decisões dependem ainda dos governos ocidentais: ou obrigar os israelitas a verem os Palestinianos; ou então a corroborar essa cegueira («claro que não, com certeza que vocês tendes toda a razão, essa gente não existe, mas mesmo assim lançai algumas bombas para terem a certeza, e para os tranquilizar», caucionando e encoragando um sociocídio. Tudo indica que esles já fizeram essa escolha.»


http://www.awalls.org/
http://haaretz.com/hasen/spages/1052261.html








Texto completo de Starhawk:

On Gaza
by Starhawk




All day I've been thinking about Gaza, listening to reports on NPR, following the news on the internet when I can spare a moment. I've been thinking about the friends I made there four years ago, and wondering how they are faring, and imagining their terror as the bombs fall on that giant, open-air prison.

The Israeli ambassador speaks movingly of the terror felt by Israeli children as Hamas rockets explode in the night. I agree with him-that no child should have her sleep menaced by rocket fire, or wake in the night fearing death.

But I can't help but remember one night on the Rafah border, sleeping in a house close to the line, watching the children dive for cover as bullets thudded into the walls. There was a shell-hole in the back room they liked to jump through into the garden, which at that time still held fruit trees and chickens. Their mother fed me eggs, and their grandmother stuffed oranges into my pockets with the shy pride every gardener shares.

That house is gone, now, along with all of its neighbors. Those children wake in the night, every night of their lives, in terror. I don't know if they have survived the hunger, the lack of medical supplies, the bombs. I only know that they are children, too.

I've ridden on busses in Israel. I understand that gnawing fear, the squirrely feeling in the pit or your stomach, how you eye your fellow passengers wondering if any of them are too thick around the middle. Could that portly fellow be wearing a suicide belt, or just too many late night snacks of hummus? That's no way to live.

But I've also walked the pock-marked streets of Rafah, where every house bears the scars of Israeli snipers, where tanks prowled the border every night, where children played in the rubble, sometimes under fire, and this was all four years ago, when things were much, much better there.

And I just don't get it. I mean, I get why suicide bombs and homemade rockets that kill innocent civilians are wrong. I just don't get why bombs from F16s that kill far more innocent civilians are right. Why a kid from the ghetto who shoots a cop is a criminal, but a pilot who bombs a police station from the air is a hero.

Is it a distance thing? Does the air or the altitude confer a purifying effect? Or is it a matter of scale? Individual murder is vile, but mass murder, carried out by a state as an aspect of national policy, that's a fine and noble thing?

I don't get how my own people can be doing this. Or rather, I do get it. I am a Jew, by birth and upbringing, born six years after the Holocaust ended, raised on the myth and hope of Israel. The myth goes like this:
"For two thousand years we wandered in exile, homeless and
persecuted, nearly destroyed utterly by the Nazis. But out of that
suffering was born one good thing-the homeland that we have come back
to, our own land at last, where we can be safe, and proud, and
strong."
That's a powerful story, a moving story. There's only one problem with it-it leaves the Palestinians out. It has to leave them out, for if we were to admit that the homeland belonged to another people, well, that spoils the story.

The result is a kind of psychic blind spot where the Palestinians are concerned. If you are truly invested in Israel as the Jewish homeland, the Jewish state, then you can't let the Palestinians be real to you. It's like you can't really focus on them. Golda Meir said, "The Palestinians, who are they? They don't exist." We hear, "There is no partner for peace," "There is no one to talk to."

And so Israel, a modern state with high standards of hygiene, a state rooted in a religion that requires washing your hands before you eat and regular, ritual baths, builds settlements that don't bother to construct sewage treatment plants. They just dump raw sewage onto the Palestinian fields across the fence, somewhat like a spaceship ejecting its wastes into the void. I am truly not making this up-I've seen it, smelled it, and it's a known though shameful fact. But if the Palestinians aren't really real-who are they? They don't exist!-then the land they inhabit becomes a kind of void in the psyche, and it isn't really real, either. At times, in those border villages, walking the fencelines of settlements, you feel like you have slipped into a science fiction movie, where parallel universes exist in the same space, but in different strands of reality, that never touch.

When I was on the West Bank, during Israeli incursions the Israeli military would often take over a Palestinian house to billet their soldiers. Many times, they would simply lock the family who owned it into one room, and keep them there, sometimes for hours, sometimes for days parents, grandparents, kids and all. I've sat with a family, singing to the children while soldiers trashed their house, and I've been detained by a group of soldiers playing cards in the kitchen with a family locked in the other room. (I got out of that one-but that's another story.)

It's a kind of uneasy feeling, having something locked away in a room in your house that you can't look at. Ever caught a mouse in a glue trap? And you can't bear to watch it suffer, so you leave the room and close the door and don't come back until it's really, really dead.

Like a horrific fractal, the locked room repeats on different scales. The Israelis have built a wall to lock away the West Bank. And Gaza itself is one huge, locked room. Close the borders, keep food and medical supplies and necessities from getting through, and perhaps they will just quietly fade out of existence and stop spoiling our story.

"All we want is a return to calm," the Israeli ambassador says. "All we want is peace."

One way to get peace is to exterminate what threatens you. In fact, that may be the prime directive of the last few thousand years.

But attempts to exterminate pests breed resistance, whether you're dealing with insects or bacteria or people. The more insecticides you pour on a field, the more pests you have to deal with-because insecticides are always more potent at killing the beneficial bugs than the pesky ones.

The harshness, the crackdowns, the border closings, the checkpoints, the assassinations, the incursions, the building of settlements deep into Palestinian territory, all the daily frustrations and humiliations of occupation, have been breeding the conditions for Hamas, or something like it, to thrive. If Israel truly wants peace, there's a more subtle, a more intelligent and more effective strategy to pursue than simply trying to kill the enemy and anyone else who happens to be in the vicinity.

It's this-instead of killing what threatens you, feed what you want to grow. Consider in what conditions peace can thrive, and create them, just as you would prepare the bed for the crops you want to plant. Find those among your opponents who also want peace, and support them. Make alliances. Offer your enemies incentives to change, and reward your friends.

Of course, to follow such a strategy, you must actually see and know your enemy. If they are nothing to you but cartoon characters of terrorists, you will not be able to tell one from another, to discern the religious fanatic from the guy muttering under his breath, "F-ing Hammas, they closed the cinema again!"

And you must be willing to give something up. No one gets peace if your basic bargaining position is, "I get everything I want, and you eat my shit." You might get a temporary victory, but it will never be a peaceful one.

To know and see the enemy, you must let them into the story. They must become real to you, nuanced, distinctive as individuals. But when we let the Palestinians into the story, it changes. Oh, how painfully it changes! For there is no way to tell a new story, one that includes both peoples of the land, without starting like this:
"In our yearning for a homeland, in our attempts as a threatened and
traumatized people to find safety and power, we have done a great
wrong to another people, and now we must atone."
Just try saying it. If you, like me, were raised on that other story, just try this one out. Say it three times. It hurts, yes, but it might also bring a great, liberating sense of relief with it.

And if you're not Jewish, if you're American, if you're white, if you're German, if you're a thousand other things, really, if you're a human being, there's probably some version of that story that is true for you.

Out of our own great need and fear and pain, we have often done great harm, and we are called to atone. To atone is to be at one-to stop drawing a circle that includes our tribe and excludes the other, and start drawing a larger circle that takes everyone in.

How do we atone? Open your eyes. Look into the face of the enemy, and see a human being, flawed, distinct, unique and precious. Stop killing. Start talking. Compost the shit and the rot and feed the olive trees.

Act. Cross the line. There are Israelis who do it all the time, joining with Palestinians on the West Bank to protest the wall, watching at checkpoints, refusing to serve in the occupying army, standing for peace. Thousands have demonstrated this week in Tel Aviv.

There are Palestinians who advocate nonviolent resistance, who have organized their villages to protest the wall, who face tear gas, beatings, arrests, rubber bullets and real bullets to make their stand.

There are internationals who have put themselves on the line-like the boatload of human rights activists, journalists and doctors on board the Dignity, the ship from the Free Gaza movement that was rammed and fired on by the Israeli navy yesterday as it attempted to reach Gaza with humanitarian aid.

Maybe we can't all do that. But we can all write a letter, make a phone call, send an email. We can make the Palestinian people visible to us, and to the world. When we do so, we make a world that is safer for every child.

Below is a good summary of some of the actions we can take. Please feel free to repost this. In fact, send it to someone you think will disagree with it.

Starhawk

Retirado
daqui

5.1.09

Em defesa do direito à água - Seminário Internacional no dia 10 de Janeiro organizado pela Fundação Nova Cultura da Água




Seminário Internacional - EM DEFESA DO DIREITO DA ÁGUA
10 Janeiro - Auditório A. Sedas Nunes
Org. Fundação Nova Cultura da Água
Apoios: ICS e Le Monde Diplomatique‏


Programa

10.30 Sessão de abertura

Rui Cortes
Professor Catedrático da UTAD. Membro da Direcção da FNCA

11.00 Painel I: O Direito à Água e a Nova Cultura da Água

Pedro Arrojo
Professor Titular no "Departamento de Análisis Económico" da "Faculdad de Ciencias Económicas y Empresariales" da "Universidad de Zaragoza". Membro Fundador e Primeiro Presidente da FNCA. Recebeu em 2003 o Prémio Goldman do Ambiente (considerado como o Prémio Nobel do Ambiente) correspondente à região europeia.

Riccardo Petrella
Economista, Docteur honoris causa em diversas Universidades, é professor Convidado da Universidade de Louvain e Professor de Ecologia Humana na Accademia di Architettura de Mendrisio. Fundador do Grupo de Lisboa (1992), proclamou o « Manifesto da Água » e fundou em 1997 um Comité internacional para um Contrato Mundial da Água.

14.15 Painel II: Gestão privada e gestão pública de sistemas de água e saneamento

Emanuele Lobina
Com formação em Ciência Política e Direito Comercial Internacional. Investigador senior no domínio dos serviços públicos, nomeadamente no abastecimento de água e saneamento, na "Public Services International Research Unit" na University of Greenwich"

Susana Neto
Engenheira Civil, Mestre em Planeamento Regional e Urbano, Membro da FNCA. Colaborou no Grupo Coordenador do SIGRHID (1986) e fez parte da Equipa de Projecto do Plano Nacional da Água entre 1997 e 2001, no INAG, tendo nesse período integrado igualmente a equipa de coordenação dos Planos de Bacia Hidrográfica, no INAG.

Jaime Morell
Ingeniero de Caminos, Canales y Puertos. Presidente do Consorcio Provincial de Aguas de Sevilla. Professor da Universidade de Sevilha.

Francisco Braz
Presidente da Direcção do STALSindicato dos Trabalhadores da Administração Local

Lucrécio Costa
Doutorado em Engenharia Civil, Professor. Presidente do Conselho de Administração da Empresa Pública de Água de Luanda EPAL E.P.

16.30 Painel III: Em Portugal onde estamos e para onde vamos? Que fazer?

João Bau
Investigador Coordenador. Presidente do Conselho de Administração da EPAL (Lisboa) nos períodos 1975-1980 e 1996-2000. Administrador da AdPÁguas de Portugal no período 1996-2002. Deputado Municipal em Lisboa. Deputado Metropolitano na Área Metropolitana de Lisboa

Luísa Tovar
Engenheira Civil, Mestre em Engenharia do Ambiente. Presidente da Direcção da Associação "Água Pública".

18.00 Sessão de Encerramento

Leandro del Moral
Doutorado em Geografia. Professor Titular do Departamento de Geografia Humana da Universidade de Sevilha. Presidente da FNCA.
João Bau
Em representação da Comissão Organizadora.


manifesto
Seminário Internacional Em Defesa do Direito à Água


O "direito à água" está em debate na cena internacional, desde que o Conselho dos Direitos do Homem das Nações Unidas tomou conhecimento, em Setembro de 2007, de um relatório redigido pela Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos do Homem relativo ao acesso equitativo à água potável e ao saneamento.

Este debate tem lugar num momento de reconhecida gravidade da actual crise económica, social e ambiental que enfrentamos à escala planetária, e que exige uma viragem radical do processo civilizacional. No que diz respeito à água sabe-se que, desde 1950 até à presente data, o seu consumo à escala mundial mais do que triplicou. Em paralelo, surgiram problemas relativos à crise ecológica dos ecossistemas aquáticos, verificou-se uma exploração insustentável de muitos aquíferos, ocorreram problemas por vezes muito graves de degradação da qualidade das águas, constatou-se a ocorrência de conflitos sociais ocasionados pelo desrespeito de direitos do homem (nomeadamente por ausência de serviços essenciais prestados pela água e pela deslocação forçada de populações devido à construção de grandes obras hidráulicas), constatou-se a existência de ineficiências e de irracionalidades do ponto de vista económico na gestão das águas e tornaram-se patentes problemas de governabilidade, por falta de transparência e de participação dos cidadãos. Em suma, tornou-se evidente a crise dos modelos de gestão da água predominantes no século passado. E esta crise tem óbvias implicações no que concerne à relação dos seres humanos com a água de que dispõem e às relações entre os seres humanos por causa da água.

Sabe-se que a água é essencial à vida e à saúde das pessoas. Que sem ela não é possível uma vida digna. Mas a realidade dos dias de hoje, também no domínio do abastecimento de água e do saneamento, nos apresenta um quadro preocupante. De acordo com dados das Nações Unidas cerca de 1,1 mil milhões de pessoas no mundo (ou seja, 18% da população total) não têm acesso, actualmente, a água potável para beber e cerca de 2,6 mil milhões de pessoas (ou seja, 42% da população) não têm acesso a serviços de saneamento. Apesar de, entre 1990 e 2002, se constatar que mais de 2400 milhões de pessoas passaram a ter acesso a água potável.

Em 2000, com a Declaração do Milénio, foram definidos os Objectivos do Milénio, cujo Objectivo 7: assegurar a sustentabilidade ambiental, estabelece como meta a redução para metade da população sem acesso a água potável e a sistemas de saneamento de águas residuais. No Relatório de Progresso de 2008 reconhece-se que a manter-se o actual ritmo não se atingirá a meta referente ao acesso a sistemas de águas residuais. A crise financeira e económica agravada pelo chamado "Crash de Setembro" poderá vir a dificultar ainda mais esta tarefa.

É portanto indispensável a definição de uma nova estratégia de longo prazo para a gestão dos recursos hídricos (à escala mundial, à escala nacional e à escala regional e local), que respeite os direitos dos cidadãos e que promova a sustentabilidade dos ecossistemas, a conservação da água, a gestão da procura. Mas o que se constata é que existe actualmente uma falta de consenso em relação aos princípios e aos valores éticos que devem presidir à concepção e implementação das políticas da água.

Que visão, que valores, que estratégias devem ser adoptadas? E que visão, estratégias e políticas devem ser adoptadas para o sector do abastecimento de água e saneamento neste início do século XXI em Portugal?

Não será com uma estratégia que assente em soluções neoliberais, sem sensibilidade social, que teremos êxito na superação das actuais dificuldades. Pelo contrário. E em contraponto às soluções neoliberais, vem-se afirmando uma nova cultura da água. Que reconhece o "direito à água", condição necessária à garantia do direito à vida, assumindo-o como uma responsabilidade colectiva. É esta a visão dos que defendem uma gestão pública de qualidade, assente nos princípios da ética social, solidariedade e igualdade.

Entendemos que:
1) Defender o reconhecimento da água como um bem comum, património da Humanidade;
2) Defender o reconhecimento do direito à água como um direito humano;
3) Defender o financiamento colectivo e solidário do serviço do abastecimento de água e saneamento;
4) Defender que a propriedade e a gestão dos serviços devem ser públicas e rejeitar a mercantilização da água.

São os princípios vitais para a superação da actual crise.

Estas problemáticas colocam-se hoje com pertinência, a nível mundial mas também, e com especial acuidade, em Portugal. São elas que motivam a Fundação para a Nova Cultura da Água a organizar no ICS em Lisboa a 10 de Janeiro de 2009 este Seminário, aberto a todos e todas que queiram participar, para debater ideias, experiências e propostas de acção.