14.12.08

Sapatos iraquianos lançados contra Bush fazem do jornalista iraquiano Muthathar al Zaidi o herói do ano


O Herói do Ano: o jornalista iraquiamo Muthathar al Zaidi, quando era manietado pelos gorilas norte-americanos ( em baixo), depois de ter atirado os seus dois sapatos em direcção a Bush ( em cima)


Numa visita rápida ao Iraque por Georges W. Bush, realizada hoje, e durante uma conferência de imprensa em Bagdad, o jornalista iraquiano Muthathar al Zaidi descalçou-se e arremessou os seus dois sapatos em direcção ao Presidente dos Estados Unidos da América, e reconhecido criminoso de guerra, transformado agora em boneco de tenda de feira. Por pouco, os pobres dos sapatos não acertaram no alvo.

O corajoso jornalista ainda teve tempo, antes de ser retirado pelos gorilas ao serviço de Bush, em gritar: "This is a goodbye kiss, you dog," ( este é um beijo de adeus, seu cão).

Note-se que o arremesso de sapatos contra alguém, na cultura árabe, é uma das maiores ofensas pessoais.

Dois outros jornalistas iraquianos, presentes na sala, declararam pouco depois que a acção do seu colega revelara uma enorme coragem.





13.12.08

Não, estes bancos não estão em crise!



Não, este banco não está em crise,
Nem sequer está cotado na Bolsa

É um banco que aceita abraços das pessoas
E os partilha sem falar de hipotecas,
De créditos,
avales
e fianças
Só aceita beijos

Neste banco beijaram-se os amantes,
Os amigos,
os idosos
e os jovens,
nas tardes dos sábados
e aos Domingos a qualquer hora

Gosto dos bancos como este,
São feitos de madeira,
e estão rodeados de relva e flores.
São bancos inofensivos e sensíveis,
Que sorriem quando alguém se senta neles
E escutam pacientemente todas as palavras

Este é o género de bancos
Que deveriam povoar o mundo.

(adaptação de uma poesia de Maria Novo)


Georges Brassens canta
«Les amoureux des bancs publics » (Os amantes dos bancos públicos)



Sobre os bancos públicos e o espaço público, consultar::

http://bancspublics.canalblog.com/

Fotografias:
http://www.flickr.com/groups/bancspublics/

Rebelião de jardins
http://rebellionjardiniere.free.fr/

Robin das cidades (fr)
http://www.robinsdesvilles.org/spip.php?rubrique7

Espaço público republicano
http://www.robinsdesvilles.org/spip.php?rubrique7

Reclaim the streets
http://rts.gn.apc.org/





«Quando se suprimiu a rua, as consequências não tardaram: a extinção da toda a vida, a redução da cidade ao dormitório, o funcionalismo aberrante da existência…a rua é a desordem, e esta desordem existe, viva, informe. É surpreendente. Lugar da palavra, lugar de trocas para as palavras e para os signos tanto como para as coisas. »
(Henri Lefebvre, La révolution Urbaine, Paris; Gallimard; 1970)


Vivemos numa sociedade em que a estandardização e o mercantilismo têm a pretensão de substituir a criatividade, o sonho e a partilha







Livro de fotografias: o amor nos bancos públicos


Sonho com um banco público ... aqui



12.12.08

Greve geral e protestos na Grécia contra a violência policial e governo.Em Lisboa há manifestação em frente à embaixada grega no dia 13 de Dez às 17h.

MANIFESTAÇÃO EM LISBOA

Em LISBOA, sábado dia 13 de Dezembro as 17 h,em frente da EMBAIXADA GREGA,R. Alto Duque 13, queremos manifestar a nossa indignação pela violência policial.

Queremos apoiar as lutas pacíficas das pessoas que saíram na rua para dizer basta desta política.


Queremos demonstrar pacificamente a nossa vontade de uma sociedade nova, refutando a violência e as devastações.


Queremos falar com as pessoas para tentar dar uma informação quanto mais possível completa, objectiva e verdadeira.

PORQUE COSTRUIR UMA CONSCIÊNCIA CRITICA É O PRIMEIRO PASSO PARA SERMOS CIDADÃOS ACTIVOS.


Polícia grega assassina jovem anarquista em Atenas

Um jovem anarquista de 16 anos, Alexandros Grigoropulos, morreu, no pássado Sábado (6 de Dezembro), atingido por um tiro da polícia durante enfrentamentos entre as forças de segurança e um grupo de activistas no bairro de Exarhia em Atenas
O assassinato ocorreu na noite de sábado, quando um polícia, que segundo fontes bem informadas, está vinculado a grupos fascistas, estava numa viatura e disparou a sua arma, atingindo mortalmente o jovem Alexis


Mais informação consultar:

http://exarchialx.blogspot.com/
http://www.occupiedlondon.org/blog/
http://giantakos.blogspot.com/
http://garizo.blogspot.com/
http://anarchiststrategy.blogspot.com/
http://katalipsisxolistheatrou.blogspot.com/
http://directactiongr.blogspot.com/
http://www.toutsurlagrece.com/actualites/info.htm


O edifício do Eurobank em chamas, num destes dias de tumultos em Atenas




Declaração do Grupo surrealista de Atenas
O ESPECTRO DA LIBERDADE SURGE SEMPRE COM UMA FACA NOS DENTES



O nec plus ultra da opressão social está a ser atingido a sangue frio.
Todas as pedras arrancadas do pavimento e atiradas contra os escudos da políicia ou contra as fachadas dos templos comerciais, todas as garrafas flamejantes que traçam suas órbitas no céu nocturno, todas as barricadas erguidas nas ruas das cidades, separando a nossa área da deles, todos os caixotes do lixo do consumo que, graças ao fogo da revolta, tornaram-se Algo saindo do Nada, todos os punhos erguidos sob a Lua, são as armas dando carne, assim como a força verdadeira, não só à resistência como também à liberdade. E é precisamente o sentimento da liberdade que, nesses momentos, é a única coisa em que vale a pena apostar: aquele sentimento das manhãs esquecidas da infância, quando tudo pode acontecer, porque fomos nós, como seres humanos criativos, que despertámos, e não aquelas futuras máquinas humanas produtivas conhecidas como “sujeito obediente”, “estudante”, “trabalhador alienado”, “proprietário”, “mulher ou homem de família”. O sentimento de enfrentar os inimigos da liberdade – de não mais os temer.


É portanto com boas razões que estão preocupados, aqueles que desejam continuar com a sua azáfama como se nada estivesse a acontecer, como se nada tivesse acontecido. O espectro da liberdade surge sempre com a faca nos dentes, com a vontade violenta de quebrar as cadeias, todas aquelas cadeias que tornam a vida uma miserável repetição, servindo para reproduzir as relações sociais reinantes. No entanto desde Sábado, 6 de Dezembro, as cidades do país não estão a funcionar correctamente: nenhuma terapia de compras, nenhuma abertura de estradas para nos levar para o trabalho, nenhumas notícias sobre as próximas iniciativas governamentais de recuperação da economia, nenhuma mudança tranquila de uma telenovela para outra, nenhuma condução nocturna à volta da Praça Syntagma, etc, etc, etc. Estes dias e estas noites não pertencem aos mercadores, comentadores de TV, ministros e bófia: Estes dias e estas noites pertencem ao Alexis!

Como surrealistas estamos nas ruas desde o início, juntamente com milhares de outros, em revolta e solidariedade; pois o surrealismo nasceu com o hálito da rua, e não tenciona abandoná-la jamais. Após a resistência massiva ante os assassinos do estado, o hálito da rua tornou-se ainda mais cálido, mais hospitaleiro e criativo que antes. Não é da nossa competência propor uma linha geral ao movimento. No entanto assumimos a nossa responsabilidade na luta comum, já que é uma luta pela liberdade. Sem ter que concordar com todos os aspectos deste fenómeno de massas, sem sermos partidários do ódio cego e da violência pela violência, aceitamos que este fenómeno existe por um bom motivo.

Não deixemos este hálito flamejante de poesia atenuar-se ou extinguir-se.

Tornemo-lo numa utopia concreta: transformar o mundo e mudar a vida!

Nenhuma paz com a polícia e seus mandantes!


Todos para as ruas!

Aqueles que não sentem a raiva que se calem!


Grupo Surrealista de Atenas, Dezembro de 2008




COMUNICADO DE OCUPAÇÃO DA FACULDADE DE ECONOMIA


Na noite do sábado 6/12 um policia disparou a sangue frio contra Alexis Grigoropoulos de 15 anos, em Exarchia (Atenas).

Este facto fala por si só, como também os actos de resistência e revolta que se estenderam rapidamente essa mesma noite em Atenas e em todo o país. Este assassinato estatal em particular é a gota que fez transbordar o copo da violência e do terrorismo da cada dia que sofre cada vez com mais dureza nos últimos tempos grande parte da sociedade, através de despedimentos em massa, da degradação económica, do estado policial e do terrorismo psicológico que divulgam as notícias das oito. Este assassinato estatal em particular não foi um caso isolado.

Os que têm um mínimo de memória colectiva não esquecem nem o assassinato do Michalis Kaltezas de 15 anos em Novembro de 1985 às mãos do polícia Melista, nem os assassinatos mais recentes de Hraklis Maragakis de 23 anos por um guarda em Iraklio (Creta), de Maria Koulouri de 43 anos em Leukimi, nem os combatentes assassinados pelo regime democrático (Kumis, Kanelopulu, Tsironis, Temponeras etc).

Também não esquecemos a política assassina em geral do estado e do capital. Como são exemplo os «acidentes de trabalho», assassinatos diários nas galés do trabalho, como o exemplo mais recente do extermínio em massa de trabalhadores em Perama em Julho, os assassinatos e surras diários a incontáveis imigrantes anónimos desde as fronteiras do estado grego até aos calabouços da polícia, assim como os assassinatos dos detidos nas salas de torturas da democracia.

Este assassinato estatal em particular, no final recebe a resposta que lhes corresponde… Nas ruas das cidades que ardem às mãos de milhares de jovens, de trabalhadores, de desempregados e imigrantes que enfrentam as unidades de repressão e atacam os templos do consumo, os ladrões legais que se encontram nos bancos e os assassinos legais que se encontram nos quartéis da polícia.

Entretanto a luta estende-se na sociedade, com os cidadãos que atiram vasos aos policias, imigrantes que se confrontam com a polícia anti-motim nos seus bairros, estudantes que ocupam suas escolas e que saem e se confrontam nas ruas, os meios de comunicação que mudam o significado dos confrontos, que na verdade têm um carácter social e classista.

Enquanto que por um lado mostram as suas lágrimas de crocodilo pelo assassinato, por outra tentam voltar a sociedade contra os que lutam, apresentando os ataques contra os grandes armazéns e multinacionais como reacções extremistas que prejudicam o conjunto da sociedade.

Assim como não aceitamos este assassinato a sangue frio como um caso isolado de violência estatal, também não nos voltamos apenas contra a «má direita», mas também contra todos os governos e em geral contra o regime explorador e repressor da democracia burguesa.

Por isso não pedimos nenhuma demissão de ministros nem do governo nem esperamos nenhuma justificação institucional pelo assassinato. Não existe justificação para um assassinato, para nenhum assassinato estatal. Existe só a difusão da raiva, a agudização das respostas que se dão nas ruas, o nosso desejo que a raiva social-classista se volte total e subversivamente contra o sistema capitalista e as relações de poder, sobre as quais se constrói a realidade repressiva da qual todos nos damos conta.

Como parte do confronto social-classista, a ocupação da faculdade de economia (ASOEE) representa um espaço aberto para a informação e a configuração em comum do conjunto das actividades nas ruas. Ao mesmo tempo achamos que é importante a ocupação das instituições universitárias como um lugar de reorganização e autogestão de nossas forças frente à repressão estatal para que nesta luta que suscitou não fique ninguém isolado ante o estado.

-Solidariedade com os detidos nos confrontos dos últimos dias.

-Que nenhum assassinato estatal fique sem resposta.

-Com o passar dos anos o ódio aumenta, policias porcos assassinos.

Ainda não dissemos a última palavra, estas noites são de Alexis

Assembleia da ocupação da faculdade de economia 08/12/08



Sumário e editorial da edição de Dezembro do Le Monde Diplomatique ( versão em português), que já está disponível nas bancas dos jornais



Editorial
Um G20 inútil, por Serge Halimi

[...] Dois meses após a bancarrota de Wall Street, é inútil procurarmos neste texto do G20, mescla de banalidades e de chavões (mas também de reiteração do dogma), uma qualquer crítica às políticas baseadas nas desigualdades – e às instituições financeiras – que, por exemplo, levaram dezenas de milhões de pessoas a endividar-se para compensar o esboroamento contínuo dos seus rendimentos. Nem uma palavra, tão-pouco, sobre os paraísos fiscais, a não ser que estes últimos não devem temer como uma sentença de morte o anúncio de que vão ser estudadas certas disposições com vista a «proteger o sistema financeiro mundial das jurisdições não cooperantes e não transparentes que apresentem riscos de actividades financeiras ilegais» [...]



Destaques


Dossiê «Como responder à crise? Propostas para uma economia ao serviço dos cidadãos»
A impossibilidade de uma economia amoral, por José Castro Caldas


Com as ondas de choque da crise financeira chegam-nos apelos à «moralização do capitalismo» e ao «castigo dos culpados». Estas exortações, porque vêm de onde nunca antes vimos preocupações deste tipo, não podem deixar de suscitar estranheza. Não estará a moralidade a ser instrumentalizada, seja para desviar a indignação para o espectáculo de autos-de-fé judiciais, esvaziando-a, seja para legitimar uma «auto-regulação» fundada na «responsabilidade social» das empresas? [...]


Para uma resposta à crise, por Octávio Teixeira


[...] A economia deve estar ao serviço do desenvolvimento do Homem; não são os direitos, o nível de vida e o bem-estar dos trabalhadores que devem ser subordinados ao enriquecimento do capital e aos seus disparates que estão na base da crise.


Política de inovação: a crise como oportunidade, por Jorge Bateira


[...] Assim, num contexto de crise global do capitalismo neoliberal, o desafio que hoje se coloca a um governo de esquerda é enorme. Não se trata apenas de reinventar um Estado keynesiano que, nas condições do século XXI, recupere o controlo da economia e a subordine ao interesse público. Trata-se, ao mesmo tempo, de construir um Estado schumpeteriano que, assumindo-se como animador de processos de inovação, promova o desenvolvimento sustentável das nossas sociedades. Nada menos do que isto resultará. Mas, em tempo de crise de paradigmas, os cidadãos estão mais do que nunca receptivos a propostas políticas audazes.Dossiê «A crise do imobiliário»


Pulmão e elo frágil da economia mundial, por Akram Belkaïd


[...] O imobiliário estende a sua esfera de influência a vários domínios: a actividade económica «real», o crédito, o consumo das famílias e o destino das poupanças que estas destinam à constituição de um património. [...]


Febre da construção em Espanha, por José García Montalvo


[...] A par dos enormes lucros da especulação, as causas da formação deste cancro são múltiplas: expectativas irrealistas em relação à evolução futura dos preços do alojamento; perenidade de uma longa lista de mitos populares em relação a esta questão; subvenções públicas dadas à compra de habitações; e aumento das facilidades na concessão dos créditos. [...]


A crise e o processo de financeirização em Portugal, por Nuno Teles


[...] Os portugueses vivem hoje endividados durante metade das suas vidas, gerindo o seu dia-a-dia em função das variações da taxa de juro e da prestação a pagar ao banco. [...]


Agências apanhadas na sua própria armadilha, por Marc Endeweld


[...] Com a dispersão do conhecimento público e a falta de economistas independentes especializados, o mercado do sector imobiliário, apesar da importância estratégica que adquiriu, surpreende pela opacidade de que se reveste. [...]


O universo televisivo do «porno-imobiliário», por Aditya Chakrabortty


[...] Neste Verão, a BBC transmitiu uma série de programas em que o apresentador devia ajudar o vendedor a preparar as visitas de potenciais compradores. De cada vez, apareciam apenas um ou dois casais, que percorriam a casa distraidamente e voltavam a partir sem sequer tentarem saber o preço. [...]



Dossiê «Timor-Leste na encruzilhada do desenvolvimento»


Construir a ténue condição do temporário, por Maria Moita


[...] Acredito que os arquitectos têm um papel fundamental a desempenhar na edificação qualificada e que devem abordar o projecto numa perspectiva integrada dos aspectos construtivos, sociais e económicos, de forma a dar resposta às condicionantes dos projectos e às reais necessidades das pessoas, procurando a harmonia do projecto com o meio onde se insere e a valorização pessoal de cada um. Valores-base para a promoção do desenvolvimento das comunidades afectadas, neste caso por uma grave crise política.


Amnistias em Timor: entre justiça e reconciliação, por Angela Robson


[...] Após o voto maciço a favor da independência em 1999, soldados e milicianos apoiados pela Indonésia cometeram novos actos de violência. Cerca de mil pessoas terão sido mortas e três quartos dos edifícios destruídos. [...]


Outros artigos


A tormenta financeira vista de um paraíso fiscal, por Olivier Müller-Cyran


[...] A engenharia da evasão fiscal invadiu a marginal de Saint-Helier, capital da ilha de Jersey, massa de betão offshore flanqueada de falésias que mergulham na bruma. Dos 90 000 habitantes da pequena ilha anglo-normanda, mais de doze mil trabalham para a finança, ou seja, uma quarta parte da população activa. [...]


O Partido Democrata estará vinte anos no poder?, por Jerome Karabel


[...] Ainda que seja demasiado cedo para o afirmar com certeza, a chegada de Barack Obama à Casa Branca pode ser o início de um novo período propício aos democratas. [...]


Marx contra-ataca, por Lucien Sève


[...] Mas para lá das semelhanças óbvias, as diferenças de época tornam falaciosa qualquer transposição directa. É bem mais no fundo que se situa a actualidade de novo flagrante desta magistral «Crítica da Economia Política» que continua a ser O Capital de Marx. [...]


Artigos inéditos sobre temas tratados nesta edição (acesso livre no sítio Internet)
«A arte dos fundos de pensões em França», por Jean-François Couvrat
«Balcanização e pilhagem no Leste do Congo», por Delphine Abadie, Alain Deneault e William Sacher
«Perturbação entre os militantes no Líbano», por Vicken Cheterien

Lançamento da 3ª edição do livro «Pasteleira city» de Raul Simões Pinto

O lançamento da 3ª edição do livro "Pasteleira City" de Raul Simões Pinto vai realizar-se hpje, sexta feira, dia 12, pelas 21h30 no Auditório da Igreja da Pasteleira, ao bairro da Pasteleira, Porto.
Estão todos convidados para a sessão de lançamento.

http://edicoes-mortas.blogspot.com/

Apresentação e debate sobre a intervenção social e laboral dos libertários e o anarco-sindicalismo hoje ( no Terra Viva, dia 13 de Dez. às 15h.)




Anarco-Sindicalismo Hoje
Debate sobre intervenção social e laboral libertária
Apresentação da Associação Internacional d@s Trabalhador@s - Secção Portuguesa
http://ait-sp.blogspot.com/

Dia 13 de Dezembro - Sábado - 15 horas

Terra Viva!
Associação de Ecologia Social
Rua dos Caldeireiros, 213 (à Cordoaria) - Porto

Exibição do documentário «Surplus» na Casa da Horta (14 de Dez. às 21h30)

Surplus “Terrorized into being consumers” é o documentário que vai ser exibido na Casa da Horta no próximo Domingo, dia 14 de Dezembro às 21h30

Sinopse:
Surplus é uma intensa odisséia visual pela destrutiva cultura do consumismo.
O ponto de partida é o espanto diante da onda de protestos como as registradas em Génova em 2001. O documentário interroga-se sobre o porquê do estilo de vida consumista estar atiçando a ira da população em diversos pontos do planeta

Local:
Casa da Horta, Associação Cultural
Rua de São Francisco, 12A
4050-548 Porto
Perto da Igreja de São Francisco e Mercado Ferreira Borges.
Email:
casadahorta@pegada.net
Tel: 222024123 / 965545519

Parte 1



Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

11.12.08

Sessão de informação sobre a cidade verde de Auroville ( Índia) na Casa da Horta ( 11 de Dez. às 21h30)


Auroville, Tamil Nadu, na Índia
Cidade verde
Auroville (City of Dawn) é uma cidade experimental em Viluppuram distrito do estado de Tamil Nadu, na Índia, perto Puducherry ( Sul da índia) .
Tem sido descrita como uma metrópole New Age que tenta articular a vida ecológica com a vida espiritual

Sessão de informação sobre Auroville
11 de Dezembro - Quinta-feira- às 21h30

Apresentação de um documentário sobre esta cidade modelo, com 40 anos de existência, 2000 habitantes de 35 países diferentes.
Palestra de Perguntas e Respostas, com o tema: Viver em Comunidade.

Tiago Rouxinol e Ana Rute Costa acabam de chegar de lá e irão partilhar a sua experiência de mais de um ano a viver em Auroville, onde desenvolveram um novo modelo de Educação Integral-Criadores de Esperança.

Às 22h30m exibição do Documentário: Criadores de Esperança em acção-Thamarai Cultural and Social Center.

Às 23h - Concerto de músicas ao vivo com músicos convidados. Canções étnicas do Cd, “Shanti is Inside”, feito na Índia por Criadores de Esperança.


Auroville, também conhecida como "A Cidade do Amanhecer", é uma povoação internacional perto de Pondicherry, no sul da Índia, construída com o propósito de realizar a unidade humana na diversidade. Conta atualmente com cerca de 2 mil pessoas, um terço das quais indianas e as demais originárias de 35 países
Foi fundada dentro dos princípios da ioga integral, desenvolvida por Sri Aurobindo.


Local:
Casa da Horta, Associação Cultural
Rua de São Francisco, 12A
4050-548 Porto
Perto da Igreja de São Francisco e Mercado Ferreira Borges.
Email:
casadahorta@pegada.net
Tel: 222024123 / 965545519

Sessão com a poesia de Djuna Barnes na livraria-bar Gato Vadio (14 de Dez. às 18h.)


O crepúsculo do ilícito

Tu, de tetas escorridas,
Com toda a tua calma,
A tua roupa interior manchada de nódoas, os teus
Braços caídos.
E esses teus dedos saciados pendendo
Da palma das mãos.

Os teus joelhos um para cada lado
São como duas esferas pesadas;
As rodelas sobre os teus olhos parecem
Vagens de lágrimas;
Presas às tuas orelhas,
Duas enormes argolas de ouro, horríveis.

O teu cabelo sem vida, espalmado numa trança
À volta da cabeça.
Os teus lábios, alongados por palavras sábias
Mas nunca ditas.

E na vida que vives, já o esgar
Dos mortos.

Vêem-te sentada ao sol,
Adormecida;
Lembrando a suave graça que costumavas ter
E não conservaste,
Lamentam como em ti estão sepultados
Os altares da luxúria. (…)

Enquanto as outras definham na virtude,
Tu foste vida.

Ver-te-emos a olhar o sol
Por mais alguns anos,
Tendo sobre os olhos rodelas que parecem
Vagens de lágrimas;
E duas enormes argolas de ouro, horríveis,
Presas às orelhas.

Djuna Barnes, in O Livro das Mulheres Repulsivas, ed. &ETC, 2007, (tradução de Fernanda Borges)

Djuna Barnes (1892-1982) nasceu em 1892, em Cornwall-on-Hudson, Nova Iorque. Desde cedo, começou a publicar artigos de imprensa, com um cunho muito pessoal e totalmente alheios à chapa do convencional. Haveria de escrever para a Vanity Fair, a Charm e The New Yorker. Foi, aliás, na qualidade de jornalista, que – depois de ter passado por Nova Iorque – rumou a Paris, mesmo a tempo da tempestade modernista. Regressada à América, levaria uma vida de reclusão voluntária, no seu exíguo apartamento de Greenwich Village. Viria a morrer em 1982. Na sua obra avultam não só a poesia, mas também o teatro e a ficção, na qual merece destaque o romance Nightwood (que Eliot prefaciou), de 1936, publicado em Portugal pela Relógio d’Água com o título “O Bosque da Noite” .

Djuna Barnes
Sessão de poesia. Por Nuno Meireles e Júlio Gomes
Domingo, dia 14 de Dezembro, 18h
Gato Vadio, rua do rosário 281 Porto

10.12.08

Os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos: os direitos humanos são para serem cumpridos por todos, e em 1º lugar pelos Estados


Amnistia Internacional apela hoje aos governos para que o sexagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) seja uma data de acção e não apenas de celebração. “As mortes sem sentido em Bombaim, os milhares de pessoas em fuga do conflito na República Democrática do Congo, as centenas de milhares de pessoas encurraladas em condições extremas no Darfur, em Gaza, na zona norte do Sri Lanka, e uma recessão económica global que pode empurrar muitos milhões mais para a pobreza, criam uma plataforma premente para a acção no âmbito dos direitos humanos,” afirmou a Secretária-Geral da Amnistia Internacional, Irene Khan.

Face a este cenário do 60º aniversário da DUDH, a Amnistia Internacional alerta o mundo para os múltiplos desafios que enfrenta.

Ao denunciar os ataques terroristas no Mumbai, a Amnistia Internacional advertiu os governos no sentido de evitar atropelos aos direito humanos em nome da segurança. “Os governos têm o dever de proteger a população do terrorismo, mas prender pessoas indefinidamente sem acusação ou julgamento formal, perdoando ou infligindo tortura e corroendo o estado de direito não faz do mundo um sítio mais seguro”, afirmou Irene Khan.

Ao observar o impacto da crise económica global nos países mais pobres, que representa o risco de colocar milhões de pessoas em situação de pobreza, a Amnistia Internacional apelou aos governos para que estes protejam os direitos económicos e sociais com tanto vigor como protegem os direitos políticos e civis.

“O contributo da DUDH é a universalidade e a indivisibilidade. Os direitos humanos são universais – todos os indivíduos nascem livres e iguais em direitos e dignidade. Os direitos humanos são indivisíveis, todos os direitos, sejam eles económicos, sociais, civis, políticos ou culturais – são igualmente importantes não existe qualquer hierarquia de direitos”, sustenta Irene Khan.

“Apesar do progresso nas várias áreas que se fez sentir nas últimas décadas, a injustiça, a desigualdade e a impunidade persistem em demasiadas partes do mundo.
O problema real reside no facto dos governos fazerem promessas e adoptarem leis mas falharem no seu cumprimento”.

“Já é altura de os governos corrigirem seis décadas de falhas ao nível dos direitos humanos e do incumprimento das suas promessas”.

Seis décadas de sucessos nos direitos humanos incluem:

Tratados e leis nacionais para salvaguardar os direitos humanos.
Reconhecimento dos direitos das mulheres e das crianças
Criação do Tribunal Criminal Internacional e o julgamento de crimes de guerra e crimes contra a humanidade por tribunais internacionais e alguns tribunais nacionais
Constituição do Gabinete do Alto Comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas e, em alguns países, de comissões nacionais para os direitos humanos
Fim da pena de morte em mais de dois terços do mundo
Progressos no sentido do controle de armas
Fortes apoios aos direitos humanos por parte de sociedades civis, incluindo uma rede mundial de defensores dos direitos humanos e organizações de direitos humanos


Seis décadas de insucessos nos direitos humanos incluem:

Violações em massa dos direitos humanos e da lei humanitária nos conflitos armados
Aumento de ataques a civis por parte dos grupos armados e de terroristas
Violência contra mulheres e crianças, incluindo a recruta de crianças-soldado
Negação dos direitos económicos e sociais de milhões que vivem em situação de pobreza
Sistemas judiciais corruptos e injustos em muitos países
Recurso a tortura e outras formas de maus-tratos
Recusa de direitos a refugiados e migrantes
Ataques a activistas, jornalistas e defensores dos direitos humanos
Repressão de dissidentes em muitos países
Discriminação com base na etnia, religião, género e identidade

9.12.08

Passa hoje o 400º aniversário do nascimento de John Milton, republicano, herege, regicida e notável poeta inglês


«Give me the liberty to know, to think to believe, and to utter freely, according to conscience, above all other liberties.» John Milton

«Books are not absolutely dead things, but do contain a potency of life in them to be as active as that soul was whose progeny they are; nay they do preserve as in a vial the purest efficacy and extraction of that living intellect that bred them» John Milton


John Milton (9 de dezembro de 1608 - 8 de novembro de 1674) foi um representante do classicismo inglês e autor do célebre livro O Paraíso Perdido, um dos mais importantes poemas épicos da literatura Universal. Foi politico, dramaturgo e estudioso de religião.

Apoiou Oliver Cromwell durante o período republicano inglês. Porém foi preso e ficou cego. Na prisão, dita a sua obra prima, "O Paraíso Perdido", que conta a história da queda de Lúcifer, e foi publicado em 1667. Quatro anos mais tarde, lança o livro Paraíso Reconquistado, uma sequência do primeiro poema, trata da vinda de Cristo à Terra reconquistar o que Adão teria perdido.

Milton foi educado na St Paul's School, em Londres. Estava destinado originalmente a uma carreira eclesiástica, mas a sua independência de espírito levaram-no a desistir. Matriculou-se no Christ's College, Cambridge em 1625 e ali estudou durante sete anos, antes de tornar mestre em Artes cum laude (com louvor) a 3 de Julho de 1632. Em Cambridge, Milton foi tutor do teólogo americano Roger Williams em hebreu, por troca com lições em holandês.

Aparentemente, a sua experiência em Cambridge não foi a mais positiva, como se comprova nos seus escritos mais tarde sobre educação. Ao terminar os seus estudos, em discíplinas como teologia, filosofia, história, política,literatura e ciência, Milton foi considerado um dos mais bem preparados e educados poetas ingleses de sempre. Num poema em latim, provavelmente composto na década de 1630, Milton agradece ao seu pai todo o apoio que recebeu no seu período escolar.

Após terminar os seus estudos, em 1638, Milton realiza uma viagem por França e Itália, tendo tido oportunidade de conhecer o astrónomo italiano Galileu Galilei.

Em Junho de 1642, com 33 anos, Milton casa-se com Mary Powell, de 16 anos de idade. Um mês depois, ela visita os seus pais e não regressa. Nos três anos seguintes Milton publica uma série de panfletos defendo a legalidade e moralidade do divórcio. O primeiro, intitulado The Doctrine and Discipline of Divorce (A doutrina e disciplina do divórcio), no qual ele ataca a lei do casamento inglesa (a qual era uma quase completa transcrição das leis medievais da Igreja Católica, sancionando o divórcio apenas em casos de consaguinidade). Em 1645, Mary finalmente regressa. Em 1646, a sua família, tendo sido expulsa de Oxford por apoiar Carlos I durante a Guerra Civil Inglesa, muda-se, juntamente com o casal. Tiveram quatro filhos: Anne, Mary, John, e Deborah. A sua esposa Mary morreu a 5 de Maio de 1652, de complicações de parto, após o nascimento de Deborah a 2 de Maio, o que afectou profundamente Milton, como se torna evidente no seu 23º soneto. Em Junho, John morre com 15 meses; as suas irmãs sobeviem até à idade adulta. A 12 de novembro de 1656, Milton casa-se com Katherine Woodcock. Ela faleceu a 3 de Fevereiro de 1658, menos de quatro meses de dar à luz a sua filha Katherine, que igualmente faleceu a 17 de Março. A 24 de Fevereiro de 1663, Milton casa-se com Elizabeth Minshull, que dele cuidou até ao seu falecimento, a 8 de Novembro de 1674.


Obras Principais
• L'Allegro (1631)
• Il Penseroso (1633)
• Comus (a masque)(1634)
• Lycidas (1638)
• Areopagitica (1644)
• Paradise Lost (O Paraíso Perdido) (1667)
• Paradise Regained (Paraíso Reconquistado) (1671)
• Samson Agonistes (Sansão Guerreiro) (1671)


Para saber mais:

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John Milton, republican revolutionary
By Mick Brooks
retirado de:
http://www.socialist.net/john-milton-republican-revolutionary.htm

The greatest long poem in the English language is avowedly apolitical. Its purpose is to:

“...assert eternal providence

And justify the ways of God to men.”

It was written by Milton, a revolutionary republican, after the collapse of the English commonwealth and the restoration of the monarchy. It is called ‘Paradise lost’.

Marxists look at the English Revolution of 1640-1660 as a bourgeois revolution. By that we mean that it cleared the way for the development of capitalism in this country. That, of course, was not what motivated the revolutionaries. Cromwell and Milton were both burning with a sense of the justice, and indeed convinced of divine support for their cause. That was what made them such outstanding revolutionaries. It was Milton’s unflinching devotion to the ‘good old cause’, his total idealism, unwavering commitment to human freedom and hatred of tyranny in all its forms that makes him attractive to revolutionaries today. And Milton, as well as being the second greatest poet of the English language, remained a revolutionary by instinct till his dying day. He was born four hundred years ago on December 9th 1608.

One of the abiding principles that drove Milton on was his defence of freedom of religion. Since all the political debates were conducted in religious terms, he was actually defending the principle of freedom of thought and speech. Milton is often described as the puritan poet. If this is intended to characterise him as an orthodox Presbyterian or Calvinist, then that is quite wrong. The Presbyterians represented the conservative wing of the Parliamentary cause, a wing that was constantly trying to come to a compromise with King Charles (See http://www.socialist.net/oliver-cromwell-english-revolution.htm ).

Milton actually went blind while working to make the republic a success. When Milton made his international reputation as Commonwealth Secretary for Foreign Tongues it was as the man who stood before the world and justified the rightness and the necessity of the execution of the King. He was the great defender of regicide. Regicide was not generally supported among the Calvinists internationally. The Dutch and the Scots were appalled at the execution of the King. The reason was not far to seek. The Calvinist churches in Holland and Scotland, like any established church, were the foremost pillars of political authority. They supported the principle of monarchy. When Charles’ head was cut off, all political authority was challenged. As far as everyone knew this was unique, even impossible. Nobody had ever tried to do this before.

Milton hated monarchy as an impediment to free thinking and he hated the established church, whether High Anglican or Calvinist, for the same reason. The Presbyterians were trying to impose their own dogmas upon the people:

“New presbyter is but old priest writ large,” he warned after the victory of the Parliamentary cause. (‘On the new forcers of conscience under the Long Parliament’)

Since church or chapel was the main place where ordinary people got their information, and were handed down their opinions of what was right or wrong, any established church was a very effective form of thought control. They were natural enemies of independent thought. He commonly spoke of the salaried clergy, whom he despised, as “wolves.”

In a sonnet praising Cromwell for his military prowess against the cavaliers in 1652, he went on to appeal to him to preserve the principle of free thought and speech:

“...Yet much remains

To conquer still; peace hath her victories

No less renowned than war: new foes arise

Threatening to bind our souls with secular chains:

Help us save free conscience from the paw

Of hireling wolves, whose gospel is their maw.”

One of the gains of the Revolution was to break the stranglehold of the established church and of its thought police. Another and related victory was to destroy the King’s censorship. This resulted in a flood of pamphlets written by the common people, not only discussing and criticising every religious tenet and premise under the sun but also some advocating atheism, full democracy and communism. This is what happens when people are allowed to think for themselves, and Milton was all in favour of it. In the seventeenth century that was a very revolutionary position to adopt.

John Milton had links with the radical underground among the London poor and incorporated some of their beliefs in his own writing. Though his poems are well known and his pamphlets largely forgotten, he was a prolific pamphleteer and contributor to the free discussion allowed by the commonwealth. For instance in a pamphlet called ‘The Tenure of Kings and Magistrates,’ a defence of popular government, he held that, “All men naturally were born free.”

But he cannot be regarded as a consistent democrat. The reason for this is that the English Revolution was quite narrowly based. Apart from critical support from radical democrats (called the Levellers) among the urban poor till they were defeated by Cromwell in 1649, Parliamentary support was mainly based on ‘the middling sort.’ (See http://www.socialist.net/the-english-civil-war-and-the-levellers.htm) Milton saw huge swings in public opinion in his lifetime, including widespread support for the restoration, and perceived the common people as fickle. He at first supported Crowell dissolving Parliament and taking power into his own hands as Lord Protector for this reason.

Most people were illiterate and, in rural areas, isolated and influenced if not dominated by church and squire in their village. Milton, like other advanced thinkers on the Parliamentary side, was an advocate of extensive programmes of education, but he saw rural backwardness and prejudice as an obstacle to the triumph of his own beliefs and of popular rule.

Milton was at his best when he had his back to the wall. In 1659 and 1660 it became obvious that the monarchy would be restored with the return of Charles II. He chose this time to write six pamphlets against the principle of monarchy, thus putting himself in the firing line. Short of signing Charles’ death warrant, Milton was the man most associated with the supreme ‘crime’ of regicide. And the return of the King was a return to barbarism. The monarchists wreaked their revenge with the horrible torture of hanging, drawing and quartering. This involved, among other things, ripping out and displaying the entrails of the still-living victim.

When the King returned, Milton went on the run. We don’t know how a famous blind man could conceal himself for months in danger from the threat of assassination as well as of execution. His survival is a great tribute to his courage and that of the friends who sheltered him.

Milton accepted that the good old cause had been defeated, though it was a shattering blow to him. That is why he wrote ‘Paradise lost,’ to reconcile himself to the defeat of all his hopes. But he was utterly convinced he and the cause he had supported had been right, and remained defiant against the monarchist reaction to the end. His revolutionary instincts died hard. His sympathetic depiction of Satan in the early books of ‘Paradise lost’ as an intractable heroic rebel against the absolute monarchy of God in heaven was seen by many as undermining the supposed central message of the poem. William Blake, himself a revolutionary democrat and a big fan of Milton, wrote “He was a true Poet, and of the Devil’s party without knowing it.”

Finally he achieved a certain tranquillity and pride in his achievements and his place in history. His last major poem was about a blind man, a rebel badly treated by his own people. ‘Samson Agonistes’ gets his own back against the Philistines who had blinded him. Moreover in Milton’s version of the tale, only the wealthy establishment are crushed when he pulls the temple down around him, while the poor Philistines standing outside are spared.

The achievements and aspirations of the republicans were systematically falsified by the victorious monarchists. More than that, the revolutionary traditions of England were denied. The English Revolution became ‘the great rebellion’, while the ‘glorious revolution’ was the term used for the overturn in 1688. In fact 1688 marked the final victory of the capitalist oligarchy. The smooth transition from James II to William was only possible because the real revolution had fatally undermined the social foundations of the old order long before.

Engels tried to revive the old submerged English revolutionary tradition. He wrote in the ‘Northern Star’ (the organ of the British Chartists, the mass working class movement for democracy) in 1847 in reply to Louis Blanc, a French radical who claimed all revolutionary ideas came from France: “And, as far as ideas are concerned, those very ideas, which the French philosophers of the 18th century — which Voltaire, Rousseau, Diderot, D'Alembert, and others, did so much to popularise — where had these ideas first been originated, but in England? Let us not forget Milton, the first defender of regicide.”

A Carbonária - uma récita-atentado no Estúdio Zero (12 e 13 de Dez.)

A CARBONÁRIA
Uma récita-atentado de
Ana Deus, António Preto e João Sousa Cardoso
A partir de: "Porque Morreu Eanes" de Álvaro Lapa

Estúdio Zero
12 e 13 de Dezembro - 22h00
http://estudio0.blogspot.com/


A Carbonária é um trabalho concebido e interpretado por Ana Deus, António Preto e João Sousa Cardoso, motivado pelo episódio histórico do assassinato do Rei em Portugal e do papel activo das organizações de inspiração republicana, entre as quais a Carbonária Portuguesa, no acontecimento.

Esta "récita-atentado" é uma proposta performativa que cruza a evocação da instauração da República no nosso país com uma reflexão sobre o Portugal contemporâneo. Os três autores (e performers) escolheram trabalhar a obra "Porque Morreu Eanes" do escritor Álvaro Lapa (1978), um texto construído a partir da técnica do "cut up", popularizada por Brion Gysin e William S. Burroughs.

O espectáculo, produzido em dois períodos de residência artística (nos Laboratoires d'Aubervilliers, em Paris, e no Estúdio Zero, no Porto), investiga a exploração das formas visíveis na obscuridade (necessária à conspiração política) e a experimentação sonora da palavra, através da voz e do recurso a meios rudimentares operados em cena.

A Carbonária propõe, no cruzamento de diversas formas disciplinares (teatro, canto, artes visuais e literatura), a revisitação do texto de Álvaro Lapa, numa adaptação assumidamente livre. E com isso, pensar o país. Hoje.


Datas e horário: 12 e 13 de Dezembro, às 22h00
Local: Estúdio Zero - Rua do Heroísmo nº 86
4300 - 254 Porto
Telefone/225 373 265

Co-produção: Três Quatro Lente / As Boas Raparigas... (2008)


Locais onde a peça tem sido, e irá ser, representada:

29 Novembro - Teatro Municipal de Bragança (Bragança)
4, 5 e 6 Dezembro - Casa Conveniente (Lisboa)
11 Dezembro - Teatro Sá da Bandeira (Santarém)
12 e 13 Dezembro - Estúdio Zero (Porto)
9 e 10 Janeiro – Oficina Municipal de Teatro (Coimbra)

8.12.08

Il n’y a plus rien – por Léo Ferré





Ecoute, écoute... Dans le silence de la mer, il y a comme un balancement maudit qui vous met le coeur à l'heure, avec le sable qui se remonte un peu, comme les vieilles putes qui remontent leur peau, qui tirent la couverture.

Immobile... L'immobilité, ça dérange le siècle. C'est un peu le sourire de la vitesse, et ça sourit pas lerche, la vitesse, en ces temps. Les amants de la mer s'en vont en Bretagne ou à Tahiti... C'est vraiment con, les amants.
... / ...
Te marie pas !
Tu peux tout faire :
T'empaqueter dans le désordre, pour l'honneur, pour la conservation du titre...

Le désordre, c'est l'ordre moins le pouvoir !

Tu as droit, Citoyen, au minimum décent
A la publicité des enzymes et du charme
Au trafic des dollars et aux traficants d'armes
Qui traînent les journaux dans la boue et le sang
Tu as droit à ce bruit de la mer qui descend
Et si tu veux la prendre elle te fera du charme
Avec le vent au cul et des sextants d'alarme
Et la mer reviendra sans toi si tu es méchant

Les mots... toujours les mots, bien sûr !
Citoyens ! Aux armes !
Aux pépées, Citoyens ! A l'Amour, Citoyens !
Nous entrerons dans la carrière quand nous aurons cassé la gueule à nos ainés !
Les préfectures sont des monuments en airain... un coup d'aile d'oiseau ne les entame même pas... C'est vous dire !
... / ...
Mon fils, il faut lever le camp comme lève la pâte
Il est tôt Lève-toi Prends du vin pour la route
Dégaine-toi du rêve anxieux des biens assis
Roule Roule mon fils vers l'étoile idéale
Tu te rencontreras Tu te reconnaîtras
Ton dessin devant toi, tu rentreras dedans
La mue ça ses fait à l'envers dans ce monde inventif
Tu reprendras ta voix de fille et chanteras Demain
Retourne tes yeux au-dedans de toi
Quand tu auras passé le mur du mur
Quand tu auras autrepassé ta vision
Alors tu verras rien
... / ...
Monsieur !
Madame !

Laissez donc ces gens-là tranquilles
Ces courbettes imaginées que vous leur inventez
Ces désespoirs soumis
Toute cette tristesse qui se lève le matin à heure fixe pour aller gagner VOS sous,
Avec les poumons resserrés
Les mains grandies par l'outrage et les bonnes moeurs
Les yeux défaits par les veilles soucieuses...
Et vous comptez vos sous ?
Pardon.... LEURS sous !

Ce qui vous déshonore
C'est la propreté administrative, écologique dont vous tirez orgueil
Dans vos salles de bains climatisées
Dans vos bidets déserts
En vos miroirs menteurs...

Vous faites mentir les miroirs
Vous êtes puissants au point de vous refléter tels que vous êtes
Cravatés
Envisonnés
Empapaoutés de morgue et d'ennui dans l'eau verte qui descend
des montagnes et que vous vous êtes arrangés pour soumettre
A un point donné
A heure fixe
Pour vos narcissiques partouzes.
Vous vous regardez et vous ne pouvez même plus vous reconnaître
... / ...
Et vous comptez vos sous
En long
En large
En marge
De ces salaires que vous lâchez avec précision
Avec parcimonie
J'allais dire "en douce" comme ces aquilons avant-coureurs et qui
racontent les exploits du bol alimentaire, avec cet apparat vengeur
et nivellateur qui empêche toute identification...
Je veux dire que pour exploiter votre prochain, vous êtes les
champions de l'anonymat.

Les révolutions ? Parlons-en !
Je veux parler des révolutions qu'on peut encore montrer
Parce qu'elles vous servent,
Parce qu'elles vous ont toujours servis,
Ces révolutions de "l'histoire",
Parce que les "histoires" ça vous amuse, avant de vous interesser,
Et quand ça vous intéresse, il est trop tard, on vous dit qu'il s'en prépare une autre.
Lorsque quelque chose d'inédit vous choque et vous gêne,
Vous vous arrangez la veille, toujours la veille, pour retenir une place
Dans un palace d'exilés, entouré du prestige des déracinés.
Les racines profondes de ce pays, c'est Vous, paraît-il,
Et quand on vous transbahute d'un "désordre de la rue", comme vous dites,
à un "ordre nouveau" comme ils disent, vous vous faites greffer au retour et on vous salue.

Depuis deux cent ans, vous prenez des billets pour les révolutions.
Vous seriez même tentés d'y apporter votre petit panier,
Pour n'en pas perdre une miette, n'est-ce-pas ?
Et ces "vauriens" qui vous amusent, ces "vauriens" qui vous dérangent aussi,
on les enveloppe dans un fait divers pendant que vous enveloppez les "vôtres" dans un drapeau.

Vous vous croyez toujours, vous autres, dans un haras !
La race ça vous tient debout dans ce monde que vous avez assis.
Vous avez le style du pouvoir
Vous en arrivez même à vous parler à vous-mêmes
Comme si vous parliez à vos subordonnés,
De peur de quitter votre stature, vos boursouflures, de peur qu'on vous montre du doigt,
dans les corridors de l'ennui, et qu'on se dise : "Tiens, il baisse, il va finir par se plier, par ramper"
Soyez tranquilles ! Pour la reptation, vous êtes imbattables ; seulement, vous ne vous la concédez
que dans la métaphore... Vous voulez bien vous allonger mais avec de l'allure,
Cette "allure" que vous portez, Monsieur, à votre boutonnière,
Et quand on sait ce qu'a pu vous coûter de silences aigres,
De renvois mal aiguillés
De demi-sourires séchés comme des larmes,
Ce ruban malheureux et rouge comme la honte dont vous ne vous êtes jamais décidé à empourprer votre visage,
Je me demande comment et pourquoi la Nature met
Tant d'entêtement,
Tant d'adresse
Et tant d'indifférence biologique
A faire que vos fils ressemblent à ce point à leurs pères,
Depuis les jupes de vos femmes matrimoniaires
Jusqu'aux salonnardes équivoques où vous les dressez à boire,
Dans votre grand monde,
A la coupe des bien-pensants.

... / ...

Et ce rien, on vous le laisse !
Foutez-vous en jusque-là, si vous pouvez,
Nous, on peut pas.
Un jour, dans dix mille ans,
Quand vous ne serez plus là,
Nous aurons TOUT
Rien de vous
Tout de nous
Nous aurons eu le temps d'inventer la Vie, la Beauté, la Jeunesse,
Les Larmes qui brilleront comme des émeraudes dans les yeux des filles,
Le sourire des bêtes enfin détraquées,
La priorité à Gauche, permettez !

Nous ne mourrons plus de rien
Nous vivrons de tout

Et les microbes de la connerie que nous n'aurez pas manqué de nous léguer, montant
De vos fumures
De vos livres engrangés dans vos silothèques
De vos documents publics
De vos réglements d'administration pénitenciaire
De vos décrets
De vos prières, même,
Tous ces microbes...
Soyez tranquilles,
Nous aurons déjà des machines pour les révoquer

NOUS AURONS TOUT ...

Apresentação da Campanha Sementes Livres no Porto ( 10 de Dez. das 18h. às 20h); segue-se lançamento do fanzine Erva Daninha e jantar livre de OGMs




Apresentação da Campanha Sementes Livres no Porto

ENCONTRO DA CAMPANHA SEMENTES LIVRES 10 de Dezembro

18.h às 20.h
Conversa com o João Martins (GAIA) sobre OGM e a Campanha Sementes Livres de Transgénicos

Local: Sede do GAIA ( na Rua de S.Francisco nº12, Porto)

e a partir das 20h
Lançamento da fanzine 'ERVA DANINHA' e
Jantar Livre de OGM

7.12.08

ETNIAS – Festival de Músicas do Mundo no Contagiarte (11, 12 e 13 de Dezembro)


http://www.contagiarte.pt/

Contagiarte
R. Alvares Cabral 372
Porto

Os ritmos e culturas que não queremos ver perdidos, tesouros da humanidade, traduz-se, para nós, no Etnias, um festival assente numa programação que celebra as sonoridades e danças das culturas dos povos do mundo. O Etnias celebra também o aniversário do Contagiarte, foi este o evento que abriu as portas a um espaço cultural que se transformou num dos mais
emblemáticos da cidade e do país.
A edição deste ano, que se prolonga por três dias ( 11, 12 e 13 de Dezembro), conta com os OliveTreeDance (étnico), Atlântida (fusão/worldmusic), Duo Leandro Ferrer e António Dias (jazz manouche), Ma (performance com influências Butoh), Semente (afro), Anaidcram (indiana) e Madandza (afro).

O ministério da educação é um sério candidato a ganhar um dos prémios precariedade 2008 por causa das actividades de enriquecimento curricular





A grande Gala dos Prémios Precariedade 2008 realiza-se já a 13 de Dezembro no Ateneu Comercial de Lisboa, altura em que serão revelados os vencedores dos 5 Prémios Precariedade 2008 que visam distinguir os maiores responsáveis pela precariedade laboral.

O Ministério da Educação, e a sinistra figurinha que o dirige, é um sério candidato a um dos prémios – o Prémio da Ficção Contemporânea – pela obra realizada no âmbito das actividades de enriquecimento curricular que veio a semear a precariedade por todas as escolas básicas, e a multiplicar por milhares os contratados a recibo verde a troco de alguns patacos.

Até lá, vale a pena
votar no site dos Prémios Precariedade.

Consultar:
http://www.premiosprecariedade.net/



Divulga-se aqui, mais uma vez, uma das mais escandalosas situações que se passam em Portugal, perpetradas pelo actual governo. Trata-se das actividades de enriquecimento curricular em que esta ministra costuma vangloriar-se, só que nunca diz à custa de quê, e de quem...

MAIS UM TESTEMUNHO SOBRE A PRECARIEDADE NO ENSINO FOMENTADA E PROMOVIDA PELA ACTUAL MINISTRA DA EDUCAÇÃO:
Retirado daqui

«Sou professora de Inglês e Francês do 3º ciclo e Secundário, mas devido à ausência de vagas neste sector encontro-me a leccionar a disciplina de Inglês ao 1º ciclo, no âmbito das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC).

Quando o Ministério da Educação se vangloria de ter conseguido implementar o conceito de "escola a tempo inteiro", apresentando-o como um dos aspectos mais positivos da sua política educativa, não posso deixar de me sentir revoltada. Talvez, a maior parte das pessoas desconheça que "a escola a tempo inteiro" é assegurada por professores das Actividades de Enriquecimento Curricular (Inglês, Educação Musical, Actividade Física Desportiva e outras) que, para além de, muitas vezes, não terem condições físicas dignas para o exercício da sua função (espaços e material), encontram-se a trabalhar a recibos verdes. Cumprimos um horário de trabalho bem definido e estamos incluídos numa estrutura hierárquica (como os outros professores), mas não temos direito a qualquer tipo de subsídio (férias, Natal, maternidade) e todas as faltas (mesmo as que se devem a doença) são descontadas no "ordenado".

De referir que esta situação de precariedade é fomentada pelo Governo, pela maneira como estruturou a implementação destas actividades. Em primeiro lugar, as autarquias recebem uma verba para a sua promoção (que ultrapassa os 250 euros por aluno se conseguirem promover, no mínimo, as actividades de Inglês, Educação Musical e Actividade Física Desportiva). Em seguida, abrem um concurso destinado a escolher a(s) empresa(s) que, naquele concelho, as vão explorar e que, por conseguinte, receberão essa verba do Ministério da Educação. Por sua vez, as empresas escolhidas pela autarquia "contratam" os professores ( a recibos verdes, claro) e distribuem-nos pelas escolas do concelho. Daqui resulta uma grande discrepância nos ordenados dos professores das AEC: há professores a ganhar 8 euros à hora e outros a ganhar 15, conforme a empresa que os "contrata".

Quem ganha neste processo? As empresas que conseguem subtrair alguns dividendos das verbas atribuídas para a promoção das AEC (só assim se explica a discrepância nos ordenados dos professores e o interesse massivo de várias empresas em promover as AEC) e o Estado que se "iliba" das responsabilidades para com estes profissionais.

Como se não bastasse, este modelo ainda nos sujeita à desonestidade dos responsáveis de algumas destas empresas, que retêm por alguns meses as verbas concedidas pelas Câmaras para o pagamento dos nossos "ordenados", obrigando-nos a "pedinchar" o que é nosso por direito, como me aconteceu no ano passado.

Embora este ano a minha situação seja um pouco melhor, não deixa de ser curiosa. Devido aos problemas causados pela empresa que nos "contratou" o ano passado, a escola onde trabalho decidiu assumir a contratação dos professores das AEC. Perante isto, pensámos que a nossa situação de precariedade seria revista e que teríamos direito ao almejado contrato, visto estarmos a trabalhar directamente com um organismo público (que, segundo percebi pelas declarações do Governo, não pode ter trabalhadores a recibos verdes). Claro que tal não se verificou: agora passamos recibos verdes à escola. Quando a escola contactou o Ministério para pedir esclarecimentos sobre a nossa situação, o Ministério "empurrou" a responsabilidade dos contratos para a autarquia onde a escola se encontra; quando a escola contactou a autarquia, esta "empurrou" para a DREL que diz não ter nada a ver com a nossa situação. Extraordinário, não é?

Continuamos cada vez mais numa situação de "falsos recibos verdes", porque o Ministério parece não querer cumprir as obrigações legais para com quem assegura as AEC (professores e auxiliares, cuja situação é ainda mais aflitiva). O mais preocupante no meio disto tudo, é, portanto, não sabermos como proceder para os "forçar" a cumprir a lei.

Sei que depois de um escândalo na comunicação social, os colegas dos cursos das Novas Oportunidades viram a sua situação revista, mas não vejo ninguém falar dos professores das AEC. »

Greve dos trabalhadores de limpeza do município de Lisboa está marcada para os dias 8, 9 e 10 de Dezembro contra a privatização deste serviço público

A Câmara Municipal de Lisboa prepara-se para entregar à iniciativa privada funções de Limpeza Urbana na Baixa Pombalina e na área da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais. Está também em negociação com as Juntas de Freguesia de Benfica, Marvila e Alcântara para “transferir” competências nesta área.
Os trabalhadores da limpeza do município de Lisboa estão contra mais este plano de destruição de serviços públicos e nos dias 8, 9 10 e 11 de Dezembro irão realizar uma greve para defesa dos seus direitos e do serviço público de limpeza.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos faz 60 anos no próximo dia 10 de Dezembro

Há 60 anos a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos

A 10 de Dezembro de 1948 a Assembleia Geral das Nações Unidas adoptou e proclamou solenemente a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Infelizmente os governos dos Estados que a assinaram não a cumprem na sua integralidade pelo que se pode dizer que os direitos humanos ainda são uma utopia por que vale lutar



Filme da animação que fala dos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.






Que imagem te pode abrir os olhos para a necessidade de defender os direitos humanos?
What Image Opened Your Eyes to Human Rights?






KEY DATES

1948
• The Universal Declaration of Human Rights adopted by the General Assembly of the United Nations

1951
• The Convention Relating to the Status of Refugees is adopted

1961
• Peter Benenson launches an “Appeal for Amnesty” with the publication of “The Forgotten Prisoners” in the Observer newspaper, later published in various newspapers around the world. So begins Amnesty International

1963
• The International Secretariat, Amnesty International’s headquarters, is established in London

1964
• The United Nations grants Amnesty International consultative status

1965
• The International Convention on the Elimination of All Forms of Racial Discrimination is adopted

1966
• The International Covenant on Civil and Political Rights and the International Covenant on Economic, Social and Cultural Rights are adopted
• The Optional Protocol to the International Covenant on Civil and Political Rights is adopted enabling the Human Rights Committee to receive and consider complaints from individuals

1967
• The Protocol to the Convention Relating to the Status of Refugees is adopted, ensuring protection for refugees around the world into the future


1972
• Amnesty International launches its first worldwide campaign to abolish torture

1973
• The UN General Assembly adopts the first ever resolution (Resolution 3059) denouncing torture, following Amnesty International’s campaign

1975
• The UN General Assembly unanimously adopts the Declaration against Torture and other Cruel, Inhuman or Degrading Treatment or Punishment, as campaigned for by Amnesty International

1977
• Amnesty International is awarded the Nobel Peace Prize for “having contributed to securing the grounds for freedom, for justice, and thereby also for peace in the world”
• Amnesty International holds a conference which results in the Stockholm Declaration on the death penalty, calling on all governments “to bring about the immediate and total abolition of the death penalty”

1978
• Amnesty International wins UN Prize in the Field of Human Rights Human Rights award for “outstanding contributions in the field of human rights”

1979
• The Convention on the Elimination of All Forms of Discrimination against Women is adopted

1980
• The first UN thematic mechanism, the Working Group on Enforced or Involuntary Disappearances is created
• Amnesty International launches its first campaign against the death penalty

1983
• More than one million signatures handed to the UN on Human Rights Day in a global appeal for a universal amnesty for all prisoners of conscience

1984
• The Convention against Torture and Other Cruel, Inhuman or Degrading Treatment or Punishment is adopted
• The Safeguards guaranteeing protection of the rights of those facing the death penalty is adopted

1988
• The Body of Principles for the Protection of All persons under Any Form of Detention or Imprisonment is adopted

1989
• The Convention on the Rights of the Child is adopted
• The Second Optional Protocol to the International Covenant on Civil and Political Rights aiming at the abolition of the death penalty is adopted , at the same time Amnesty International launches its second campaign against the death penalty

1990
• The International Convention on the Protection of the Rights of All Migrant Workers and Members of their Families is adopted
• The Basic Principles on the Use of Force and Firearms by Law Enforcement Officials are adopted

1993
• The World Conference on Human Rights adopts the Vienna Declaration and Program for Action confirming that “all human rights are universal, indivisible and interdependent and interrelated”
• Establishment of the Office of the High Commissioner on Human rights, after persistent campaigning by Amnesty International

1995
• The Fourth World Conference on Women adopts the Beijing Declaration and Platform for Action confirming that “women’s rights are human rights”

1997
• Amnesty International’s Secretary General brings human rights concerns to the attention of the UN Security Council for the first time, under the “Arria Formula”

1998
• The Rome Statute of the International Criminal Court is adopted after persistent campaigning by Amnesty International
• The Declaration on the Right and Responsibility of Individuals, Groups and Organs of Society to Promote and Protect Universally Recognised Human Rights and Fundamental Freedoms (Declaration on Human Rights Defenders) is adopted by the General Assembly

1999
• The Optional Protocol to the Convention on the Elimination of All Forms of Discrimination Against Women is adopted to enable the Committee on the Elimination of Discrimination against women to receive and consider by individuals or groups
• Amnesty International starts global campaign to prevent the proliferation of small arms

2000
• The Optional Protocol to the Convention on the Rights of the Child on the Involvement of Children in Armed Conflict is adopted
• The Optional Protocol to the convention on the Rights of the child on the sale of children, child prostitution and child pornography is adopted
• UN Security Council resolution 1325 on women, peace and security is adopted in a landmark decision recognizing women’s unique role in conflict-resolution and peace-building, following intense lobbying by Amnesty International and women’s groups

2002
• The Optional Protocol to the Convention against Torture and Other Cruel, Inhuman or Degrading Treatment or Punishment is adopted
• The International Criminal Court is established with its official seat in The Hague

2004
• Amnesty International launches a global campaign to stop violence against women

2005
• The Basic Principles and Guidelines on the Right to a Remedy and Reparation for Victims of Gross Violations of International Human Rights and Serious Violations of International Humanitarian Law are adopted

2006
• The International Convention for the Protection of All Persons from Enforced Disappearance is adopted
• The Convention on the Rights of Persons with Disabilities and its Optional Protocol are adopted
• The UN Human Rights Council is established to replace the Commission on Human Rights
• The General Assembly vote overwhelmingly to start work toward an International Arms Trade Treaty, as promoted by the Control Arms campaign

2007
• The General Assembly adopts the UN Declaration on the Rights of Indigenous Peoples
• The General Assembly adopts the first-ever resolution calling for a global moratorium of the use of the death penalty

2008
• WE HOPE: The General Assembly adopts the Optional Protocol to the International Covenant on Economic, Social and Cultural Rights, enabling the Committee to receive and consider complaints from groups and individuals



Sugestões para a educação os direitos humanos:
www.hrea.org/erc/Library/First_Steps/index_eng.html