9.6.08

O povo irlandês vai votar NÃO no referendo ao tratado de Lisboa em nome de todos os que rejeitam o liberalismo, o capitalismo e o militarismo europeu

Queridos amigos irlandeses,

Sou um cidadão de um estado membro da UE. No meu país não pudemos votar no futuro da Europa. Só vocês, amigos irlandeses, têm este direito e foram chamados a votar no “Tratado de Lisboa” a 12 de Junho.

Eu rejeito este Tratado por ser antidemocrático na concepção e no conteúdo.

Por favor, votem NÃO por mim como um primeiro passo para a construção de uma Europa comum social, ecológica, democrática e pacífica




AS PESSOAS ACIMA DOS LUCROS


...

POR UMA EUROPA PARA AS PESSOAS, E NÃO PARA OS LUCROS E A GUERRA



Paremos o Tratado da UE!

Levantemos as nossas vozes na Irlanda!


A 13 de Dezembro de 2007, os chefes dos estados e dos governos da UE assinaram o "Tratado de Lisboa"que esperam comece a vigorar a 1 de Janeiro de 2009. Este tratado controlará os futuros trabalhos da União Europeia e, tal como a Constituição Europeia recusada pelos votantes franceses e holandeses em 2005, iniciará, exactamente do mesmo modo, o caminho a uma Europa neo-liberal e de mercado livre. As necessidades sociais dos cidadãos europeus não são tidas em conta. Em vez de respeitar o desejo dos europeus de uma Europa democrática, social, pacifista e ecológica, este tratado faz com que o neoliberalismo se instale de pedra e cal nas as ordens de trabalho da UE.

Para que este golpe de estado tenha sucesso, todos os pedidos de referendos foram ignorados e os governos estão a optar pela desinformação em relação ao seu conteúdo.

Nós pedimos aos irlandeses para votarem contra este Tratado da UE.

Depositamos as nossas esperanças nos irlandeses e esperamos que os outros povos europeus se juntem a nós.

Dizemos SIM à Europa, mas queremos um novo começo. Queremos uma Europa pacífica, social, ecológica a democrática e dizemos NÃO à militarização da UE, à sua orientação neoliberal e à redução das liberdades democráticas.

Aspiramos a uma União Europeia do povo, pelo povo, para o povo, mas isso só se tornará possível quando a todos os cidadãos dos estados membros da UE for dado o direito de decidirem por si próprios se o Tratado de Lisboa deve ou não ser a base dos seus futuros governos.

Nós dizemos NÃO e pedimos-lhe

Um largo número de campanhas e alianças em muitos estados membros da UE pedem um referendo a Tratado de Lisboa. Abaixo está uma selecção dos manifestos e iniciativas mais importantes:


http://www.caeuc.org (Campaign against the EU constitution, Irland)


http://www.volxabstimmung.at (Plattform Volxabstimmung, Austria)

http://community.attac.at/5683.html (Attac, Austria)


http://community.attac.at/euattac (EU-Attac, Austria)

http://www.werkstatt.or.at (Werkstatt Frieden & Solidarität, Austria)

http://www.france.attac.org/spip.php?rubrique1040 (Attac, France)


http://www.iwantareferendum.com (British referendum campaign)


http://www.attac.de/lissabon (Attac, Germany)


http://www.imi-online.de (Informationsstelle Militarisierung, Germany)

http://www.eu-vertrag-stoppen.de (Bürgerinitiative, Germany)

http://www.mehr-demokratie.de (Mehr Demokratie, Germany)


http://www.erc2.org (European referendum campaign)

http://www.attac.at/eu-convention.html (European Attacs ´10 principles for a democratic Treaty)

http://www.europe4all.org (European Social Forum, Charter of principles for another Europe)

http://www.teameurope.info (TEAM the european alliance of eu-critical movements)

http://www.cr-tl.be/ (Collectif de Résistance au Traité de Lisbonne)













Websistes que defendem o NÃO no referendo irlandês ao Tratado de Lisboa de 2007 que se vai realizar no próximo dia 12 de Junho:



http://www.caeuc.org/

http://www.no2lisbon.ie/



http://www.people-before-profit.org/

http://www.people.ie/

http://www.cym.ie/

http://www.voteno.ie/

http://www.teameurope.info/

http://www.nationalplatform.org/wordpress/

http://www.politicsni.com/index.php?sid=b6f79a9fc507af57523d7468ab1f0eb8


Outra democracia é possível:
http://otrademocraciaesposible.net/es/index.php

Textos oficiais do Tratado de Lisboa:
http://eur-lex.europa.eu/en/treaties/index.htm

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Algumas razões contra o Tratado de Lisboa ( texto de Ilda Figueiredo)
retirado
daqui

O Tratado de Lisboa mantém todos os aspectos negativos das políticas neoliberais que já conhecemos, e agrava-as, dando-lhes uma visão ainda mais liberal, com os protocolos que são parte integrante do próprio Tratado. O Tribunal de Justiça Europeu, com as decisões que acaba de tomar contra o modelo sueco de negociação colectiva e sobre o caso Viking, torna clara a sua leitura contra direitos dos trabalhadores.


A fuga ao referendo sobre o Tratado de Lisboa, além de ser mais uma promessa não cumprida do PS, revela o receio das consequências do referendo e do voto dos cidadãos em Portugal e noutros Países da União Europeia. Sabem que o conteúdo do Tratado de Lisboa é a cópia da dita constituição europeia, a que mudaram o nome, apenas para ludibriar os cidadãos perante aquilo que é uma autêntica fraude política, tendo em conta os resultados dos referendos na França e na Holanda, em 2005.

Quando for publicado o texto consolidado do Tratado de Lisboa, poder-se-á constatar que, com excepção do nome e dos símbolos, as diferenças são mínimas, como já se pode verificar na versão provisória consolidada publicada pela Assembleia Nacional Francesa.

Este projecto de Tratado de Lisboa não devolve soberania aos Estados-membros e não inverte o processo de aproximação da União Europeia a um modelo neoliberal de capitalismo. Pelo contrário. Afecta a soberania do país em pontos centrais, aprofunda o centralismo das decisões em torno dos seis maiores países (Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Polónia e Espanha) e reduz ao mínimo os direitos sociais, como se pode constatar em diversos pontos, de que destaco os seguintes:

– Inscrição de um novo artigo que dá à União Europeia personalidade jurídica, tal como pretendia a dita constituição europeia, lançando as bases para a criação de um super-Estado, de que são indícios a criação do Presidente do Conselho Europeu, pondo fim às presidências rotativas, o Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança a quem se atribui a condução da política externa e de segurança comum da União.

- Novos artigos sobre política comum de segurança e de defesa onde se prevê, designadamente, que os Estados-Membros coloquem à disposição da União capacidades civis e militares de modo a contribuir para os objectivos definidos pelo Conselho, comprometendo-se a melhorar progressivamente as suas capacidades militares, cabendo à Agência Europeia de Defesa identificar as necessidades operacionais, promover as medidas necessárias para as satisfazer, contribuir para identificar e, se necessário, executar todas as medidas úteis para reforçar a base industrial e tecnológica do sector da defesa, acrescentando que os compromissos e a cooperação neste domínio respeitam os compromissos assumidos no quadro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

- Dá à União competência exclusiva em várias domínios, que inclui o estabelecimento das regras de concorrência necessárias ao funcionamento do mercado interno e a conservação dos recursos biológicos do mar no âmbito da política comum de pescas, além da política comercial comum, da União Aduaneira, da política monetária para os Estados-Membros cuja moeda seja o euro (actualmente 15 dos 27 que compõem a União) e de acordos internacionais.

- Prevê também competências partilhadas em áreas que afectam o quotidiano das pessoas, designadamente: mercado interno, política social, coesão, agricultura e pescas, ambiente, defesa dos consumidores, transportes, energia, espaço de liberdade, segurança e justiça, etc. e subordina-as às orientações da política de concorrência, como se prevê num protocolo onde se afirma que “o mercado interno inclui um sistema que assegura que a concorrência não seja falseada”, o que visa dificultar a defesa dos serviços públicos, das micro e pme, da economia social e dos trabalhadores.

- Inscreve a restrita Carta dos Direitos Fundamentais mas sujeitando-a a uma leitura ainda mais restrita com anotações constantes do relatório de Giscard D´Estaing sobre os trabalhos da Convenção que aprovou a dita constituição europeia, direitos que ficam a quilómetros de distância da Constituição da República Portuguesa.

- Desvaloriza a participação de Portugal nas instituições europeias: menor peso no Conselho, onde a regra da votação é a maioria, alargando a co-decisão com o Parlamento Europeu, (onde seis potências terão a maioria dos deputados e Portugal perderá dois), perdendo-se também o direito a um Comissário permanente.

- Mantém todos os aspectos negativos das políticas neoliberais que já conhecemos, e agrava-as, dando-lhes uma visão ainda mais liberal, com os protocolos que são parte integrante do próprio Tratado. O Tribunal de Justiça Europeu, com as decisões que acaba de tomar contra o modelo sueco de negociação colectiva e sobre o caso Viking, torna clara a sua leitura contra direitos dos trabalhadores.

- Reforça poderes da Comissão e do Parlamento Europeu à custa da Assembleia da República, que perde poder de decisão em áreas fundamentais, aumentando apenas a sua intervenção como órgão consultivo, mas sem direito de veto das decisões comunitárias de que discorde.






Workers Solidarity Movement (Ireland)
http://www.wsm.ie/
Freedom without Socialism is privilege and injustice
Socialism without freedom is slavery and brutality

Sessão no dia 14 de Junho às 22h. da comunidade de leitores no bar-livraria Gato Vadio sobre o livro Libertação Animal de Peter Singer


Este livro é sobre a tirania dos animais humanos sobre os não-humanos. Esta tirania provocou e provoca ainda hoje dor e sofrimento só comparáveis àqueles resultantes de séculos de tirania dos homens brancos sobre os humanos negros. A luta contra esta tirania é uma luta tão importante como qualquer das causas morais e sociais que foram defendidas em anos recentes.(…)

Este livro não faz apelos sentimentais à simpatia por animais “fofinhos”. Não me choca mais a morte de cavalos ou cães com fins alimentares do que a morte de porcos para o mesmo fim. (…)

O título deste livro tem implícita uma ideia séria. É necessário um movimento de libertação que ponha fim aos preconceitos e discriminação baseados em características arbitrárias como a raça ou o género.”(…)

Peter Singer, in Libertação Animal, Via Óptima, 2008


Regressam os debates da Comunidade de Leitores Vadios a propósito da reedição do livro Libertação Animal de Peter Singer.

Sábado, 14 de Junho, 22h

Participação: Pedro Vilarinho (Activista dos Direitos dos Animais)
e João Torres (biólogo/investigador).

Entrada Livre

Libertação Animal, Peter Singer
Via Óptima

http://gatovadiolivraria.blogspot.com/

Calendário de Junho do Parque Biológico da Gaia


Calendário de Junho no Parque Biológico da Vila Nova de Gaia

9-Jun
10h/11h30 e 11h30/13h - Atelier "Ninhos e comedouros para aves"
14h/15h30 e 15h30/17h30 - Atelier " Experiências com a água"

11-Jun
10h/13h - Atelier "Dos cereais se faz a broa"
14h/16h30 - Atelier "Pegadas e sinais de animais"

12-Jun
10h/12h30 - Atelier "Paparoca da bicharada"
14h/15h30 e 15h30/17h30 - Atelier " Viver no campo"

13-Jun
10h/11h30 e 11h30/13h - Atelier "Geologia ambiental no Parque"
14h/15h30 e 16h/17h30 - Atelier "A vida na água"

16-Jun
10h/11h30 e 11h30/13h - Atelier "À descoberta das plantas"
14h//16h30 - Atelier "À roda da cozinha"

17-Jun
10h/11h30 e 11h30/13h - Atelier "Ninhos e comedouros para aves"
14h/17h - Atelier "Dos cereais se faz a broa"

18-Jun
10h/12h - Atelier "Pegadas e sinais de animais"
14h/15h30 e 16h/17h30 - Atelier "Experiências com a água"

19-Jun
10h/11h30 e 11h30/13h - Atelier "Viver no campo"
14h/15h30 e 16h/17h30 - Atelier "Texturas mágicas"

20-Jun
10h/11h30 e 11h30/13h - Atelier "À descoberta das plantas"
14h/15h30 e 16h/17h30 - Atelier "O Parque visto à lupa"

23-Jun
10h/11h30 e 11h30/13h - Atelier "Ninhos e comedouros para aves"
14h/15h30 e 16h/17h30 - Atelier "Experiências com a água"

25-Jun
10h/12h - Atelier "Pegadas e sinais de animais"
14h/15h30 e 16h/17h30 - Atelier "Iniciação à fotografia da natureza"

26-Jun
10h/13h - Atelier "Dos cereais se faz a broa"
14h/15h30 e 16h/17h30 - Atelier "Descobrir as borboletas do Parque"

27-Jun
10h/11h30 e 11h30/13h - Atelier "Geologia ambiental no Parque"
14h/16h - Atelier "Floresta, ciclo do carbono e alterações climáticas"

30-Jun
10h/12h30 - Atelier "Paparoca da bicharada"
14h/16h30 - Atelier "À roda da cozinha"





Noites dos Pirilampos
Dias 6 e 7, 13 e 14 e de 16 a 21 de Junho
Com entrada até às 22h00, há visitas guiadas nocturnas no Parque Biológico de Gaia.
No percurso será possível observar pirilampos e outros animais nocturnos, sob orientação de técnicos do Parque. Nessas noites há também observações astronómicas e o restaurante do Parque serve jantares
(reserva obrigatória).

Anilhagem de aves selvagens
Sábado, 7 e 21 de Junho
Os visitantes do Parque podem assistir de passagem pelo percurso de descoberta da natureza a parte desta actividade. As sessões de anilhagem decorrem nos primeiros e terceiros sábados de cada mês, da parte da manhã, se não chover. Sessões também abertas a voluntários que aceitem ingressar no programa de formação.

Exposição “Raízes Bibliográficas da História Natural de Portugal”
Em 17 de Junho abre a exposição sobre livros antigos, tendo como protagonista a “Flore portugaise ou description de toutes lês plantes que croissent naturellement au Portugal”. Trata-se de uma monumental flora, com 53 x 33 cm, 504 páginas e texto, 111 gravuras, algumas pintadas à mão, e um mapa de Portugal, que nunca foi encadernada, tendo sido editada em 28 tiragens.

Oficinas de Verão
A partir de 30 de Junho, das 9h00 às 17h30
Umas férias de Verão inesquecíveis para os seus filhos, cheias de actividades lúdico-pedagógicas em plena natureza são a proposta do Parque Biológico de Gaia para os mais pequenos. Ao longo das férias, estas actividades lúdico-pedagógicas dirigem-se a crianças e jovens entre os 6 e os 15 anos de idade.

Exposição das ilustrações de Roberto Chichorro
De 1 Junho a 15 Junho no miniauditório do Parque Biológico de Gaia.
Abertura da exposição das ilustrações de Roberto Chichorro e lançamento do livro “O Pássaro da Primavera”
Inauguração da Exposição: 18h00. Diariamente das 10h00 às 20h00.
Apoio: Gaianima.

“O Pássaro da Primavera” – Teatro Arado
De 2 a 6 de Junho, 10h30H e 14h30, m/3 anos.
Dias 7 e 8 de Junho: 16h30.
Marcações: Gaianima, 22 377 18 20.

Clínica Veterinária
Aberta ao público todos os dias úteis, das 14h00 às 20h00; aos Sábados das 10h00
às 12h00 e das 14h00 às 20h00. Tem serviço de urgência, 24 horas: Tel. 227 878
120. Informações ou marcação de consultas pelo tel. 227 878 120.
E-mail:
clinica@parquebiologico.pt

Hospedaria do Parque
Já é possível passar a noite no Parque! Reserve já!
Em plena natureza, com possibilidade de almoçar no self-service do Parque
Biológico.


Precisa de árvores e arbustos?
Já pensou nas plantações de árvores e arbustos a realizar no seu jardim?
Pode comprar as mais variadas espécies vegetais produzidas no nosso viveiro.

Receba notícias por e-mail
Para os leitores saberem das suas actividades a curto prazo, o Parque Biológico
sugere uma visita semanal a
www.parquebiologico.pt

A alternativa será receber os destaques, sempre que oportunos, por e-mail. Para isso, peça-os a
revista@parquebiologico.pt

Tem dúvidas?
Contacte, por favor, o GABINETE DE ATENDIMENTO:
dois telefones directos:
227878138, 227878137.
fax 227 878 128 ou
atendimento@parquebiologico.pt

Julho: algumas lembranças

Sábado no Parque, 5 de Julho

11h00/12h00 - Atelier "Descobrir as borboletas".
14h30/15h30 - Conversa do mês: FLORA PORTUGUESA EM PERIGO.
15h30/17h30 - Visita guiada pelos Técnicos do Parque e Percurso ornitológico.

Oficinas de Verão
Para crianças e jovens dos 6 aos 15 anos de idade.
Decorrem nas semanas de 30 Jun. a 4 Jul., 14 a 18 de Jul., 28 de Jul. a 1 de
Agosto, 11 a 14 de Agosto e 25 a 29 de Agosto, das 9h às 17h30.






JUNHO NO PARQUE DA LAVANDEIRA

Com a participação e colaboração de algumas instituições o Parque da Lavandeira oferece aos seus utentes o seguinte programa:

Yoga no Parque: A orientação é da responsabilidade da Dr.ª Luísa Bernardo que, colaborando com o Parque, em regime de voluntariado, viabiliza uma participação nesta actividade sem custos. Às quartas e sextas-feiras às 9h45. Podem participar todas as pessoas com mais de 16 anos que não tenham qualquer impedimento médico.

Yoga no Parque: Dia 7 de Junho, sábado, pelas 11h00, aula de yoga dada por instrutores da Universidade de Yoga, método DeRose.

Taichi, com o Prof. Pedro Coelho, 9h45/10h45, às quintas-feiras.

Xadrez às quintas-feiras, às 16h00, e aos sábados às 11h00.

Lançamento de papagaios-de-papel: dia 21, sábado, entre as 16h00 e as 18h00, pela Ilha Mágica.

As mulheres do campo vêm à vila: aos sábados, entre as 9h00 e as 13h00, venda de legumes sem pesticidas.

Jogos tradicionais: domingo, 1 de Junho, entre as 10h00 e o meio-dia, pela Gaianima.

Permanente Land Art Lavandeira 2007: Mostra de arte; instalações dos artistas Ângelo Ribeiro, Carlets, Cristina Ataíde, Fernando Saraiva, Joaquim Pombal, João Castro Silva, Josep Mates, Luís Pinheiro, Marisa Alves, Meireles de Pinho, Moisés Tomé, Paulo Neves, e outros! Sinalética de apoio da autoria de Ieta Design.

Contamos com a sua presença, entrada gratuita!

Para mais informações contacte os nossos serviços ou envie um e-mail:
lavandeira@parquebiologico.pt

O programa de Junho da Academia Problemática e Obscura ( em Setúbal) é dedicado à Guerra Civil de Espanha

A cooperativa cultural Prima Folia, e a sua Academia Problrmática e Obscura dedicam o mês de Junho à Guerra Civil de Espanha com um ciclo de cinema e colóquios.



Dia 12, às 21:30 horas – Ciclo de Cinema sobre a Guerra Civil de Espanha, passagem do filme, El Laberinto del Fauno, realizado por Guillermo del Toro de 2006, com a duração de 112 minutos.

Sinopse: Na década de 40 na Espanha pós-Guerra Civil, uma menina de dez anos muda-se com a mãe grávida para uma área rural no norte do país. A sua mãe acaba de casar com um oficial fascista. Lá, a menina passa a viver entre um mundo fantástico de sua criação e a dura realidade.

Dia 13, às 20:00 horas – Jantar Cultural do Ciclo da Guerra Civil Espanhola, O Fascismo e o Estado Novo, pelo Fernando Rosas.

Dia 19, às 21:30 horas – Ciclo de Cinema sobre a Guerra Civil de Espanha, passagem do filme, Libertárias, realizado por Vicente Aranda de 1996, com a duração de 125 minutos.

Sinopse: Em Julho de 1936 o exército espanhol amotina-se contra o governo da república. Desencadeia-se um grande movimento revolucionário contra os golpistas militares. A população mobiliza-se com a CNT à frente. Um grupo de mulheres oferece-se para avançar para a frente, e reivindicam um posto igual ao dos homens.

Dia 20, às 21:30 horas – Jantar Cultural do Ciclo da Guerra Civil Espanhola, Guerra Civil Espanhola, pelo João Madeira.

Dia 26, às 21:30 horas – Ciclo de Cinema sobre a Guerra Civil de Espanha, passagem do filme, Tierra y Libertad, realizado por Ken Loach de 1995, com a duração de 110 minutos.
Sinopse: Um jovem comunista inglês viaja até à Península Ibérica e une-se a um grupo de milicianos para lutar contra o franquismo nos tempos da Guerra Civil Espanhola.

Dia 27, às 20:00 horas – Ciclo da Guerra Civil Espanhola, Os Portugueses na Guerra Civil de Espanha, pelo Luís Farinha.

De um lado e de outro da fronteira era o mesmo o combate contra o fascismo que isolava a Ibéria do resto do mundo democrático. Republicanos, anarquistas, militares, comunistas partiram para a Guerra de Espanha com a mesma vontade e a mesma força com que combatiam a Ditadura de Salazar. Eram dois destinos paralelos, Portugal e Espanha. Receosos do futuro, os homens tinham abdicado da Liberdade para garantir a segurança, subvertendo a ordem constitucional e implantando uma Ditadura por iniciativa do Exército. A vitória dos Republicanos espanhóis seria também a vitória da República em Portugal. Por isso muitos opositores portugueses se juntaram aos combatentes da Democracia e da Liberdade em Espanha.

A confirmar dia ? - Passagem do documentário Spanish Earth por Joris Ivens de 1937 com a voz off de Ernest Hemingway, filmado em plena Guerra Civil, , mostra o dia a dia das gentes e a sua luta pela sobrevivência e pelos seus ideais.



http://www.primafolia.blogspot.com/



Contactos
Morada:
Rua Deputado Henrique Cardoso nº30/34
2900 Setúbal

Telemóvel:
963883143

E-mail:
primafolia@gmail.com

7.6.08

As lutas operárias e o COPCON - colóquio na associação José Afonso em Setúbal (21 de Junho às 21h30)


Colóquio "As lutas operárias e o COPCON"
21 De Junho de 2008 – 21:30 Horas

Local: Rua de Damão, 26 / 28 em SETÚBAL

Com a participação de:

Otelo Saraiva de Carvalho
João Madeira(Historiador)
Albérico Afonso (Professor da ESE de Setúbal)

A partir das 13 Horas na sede da Associação José Afonso, estará patente, uma exposição sobre “O 25 DE ABRIL” e o documentário “SETÚBAL ROUGE”.


Nota de esclarecimento:
COPCON: Comando Operacional do Continente, estrutura de comando militar para Portugal continental (enquadrado no Estado-Maior General das Forças Armadas) criada pelo MFA no período que se seguiu à revolução de 25 de Abril de 1974 e extinta após o 25 de Novembro de 1975.




Dia 28 de Junho de 2008, pelas 21:30 horas,
CONCERTO no Fórum Luisa Todi - SETÚBAL

Com a participação de:

Teatro Fontenova, Tino Baz (da Galiza) e João Afonso / João Lucas (Projecto Redondo Vocábulo)
Bilhetes à venda no Fórum Luísa Todi e na Sede da AJA


Organizado por: Associação José Afonso.


Contactos:
associaçãojoseafonso@gmail.com
Telefone: 265185580
Telemóvel: 962439189

Festival Sons 08 em Janeiro de Cima, uma das mais bonitas aldeias de xisto ( 27 a 29 de Junho)




Numa das mais bonitas aldeias de xisto portuguesas, Janeiro de Cima, vai realizar-se nos próximos dias 27 a 29 de Junho um Festival de música e dança onde estão previstos concertos de música, oficinas ( fotografia, danças, etc), passeios, animação de rua, jogos tradicionais, desporto na natureza, etc.

A iniciativa é de um grupo de amigos que decidiu juntar-se para organizar um festival numa das mais bonitas Aldeias do Xisto. Queremos ajudar a divulgar a beleza natural da nossa região e sentimos que existe uma lacuna, no que toca a manifestações culturais desta ordem em todo o nosso concelho, daí propormo-nos a reinventar o rio, a água, a cultura folk local, nacional e internacional, criando um espaço que possa ser o precursor de novas dinâmicas e manifestações culturais.

http://www.sons-08.blogspot.com/




Para uma melhor visualizaçao da localização geografica, e como complemento do road book podem sempre consultar o google maps: aqui

Janeiro de Cima é uma freguesia portuguesa do concelho do Fundão. Esta aldeia é uma das 24 incluídas na Rede das Aldeias do Xisto. Situa-se nas margens do Rio Zêzere.

Programa

Sexta-Feira: 27 de Junho’08

17:00h Abertura da Recepção e Secretariado
Local: Rio

20:30h Jantar
22:00h A Barca do Tempo_Memórias Fluídas
23:30h Baile Concerto "A Velha Gaiteira"
01:30h Espaço de dança livre_DJ Xapas

Sábado: 28 Junho’08

09:30h Workshop de Fotografia e actividades de desporto de natureza
Local: Rio

09:30h Visita à Lavaria das Minas da Panasqueira
Encontro: Praia Fluvial da lavandeira

12:00 Almoço
Local: Bar do rio

15:00h Raid Fotográfico pela Aldeia.
15:00h Workshop Expressão pelo Corpo
Local: Largo da Rua da Procissão

15:00h Sessões de relaxamento
Local: Esplanada do Passadiço

15:00h Jogos tradicionais e Handcraft
15:00h Passeios de Barca
15:00h Workshop de dança
Local: Esplanada do Fiado Restaurante

19:00h Animação de rua – TOR

20:00h Jantar
Local: Bar do Rio

22:00 A Barca do Tempo_Memórias Fluídas

23:30h BaileConcerto _ TOR

01:30h Espaço de dança livre _ DJ Firestarter

Domingo: 29 Junho’08

09:30h Passeio pelo rio com exploração da fauna e flora
09:30h Actividades de desporto de natureza
Local: Rio

12:00 Almoço
Local: Bar do rio

15:00h Sessões de Relaxamento
Local: Esplanada do Passadiço

15:00h Workshop Expressão pelo Corpo
Local: Largo da Rua da Procissão

15:00h Workshop de dança
Local: Largo da Igreja Velha

15:00h Jogos tradicionais

15:00h Passeios de Barca

18:30h Baile Concerto_ Mosca Tosca

20:30h Jantar
Local: Bar do Rio

22:00h Animação


Há Arraial na Mouraria (festas populares em Lisboa a partir de hoje)

A recém-criada Associação Renovar a Mouraria está nas Festas de Lisboa,
por uma Mouraria renovada, florida, limpa, com fado e com guitarras,
com sabor a uma história secular e multicultural.

Junte-se a nós, neste projecto de revitalização urbanística, cultural,
social e turística da Mouraria, em redor dos antigos tanques de pedra,
com o castelo e as colinas de Lisboa
a fazerem-lhe boa companhia.


Largo da Rosa, junto ao Palácio da Rosa
a poucos metros da Rua do Capelão e
das Escadinhas da Nossa Senhora da Saúde,
a poucos metros da Igreja de S. Cristóvão, e da Rua das Farinhas.


Perto do Castelo, de Alfama, de todo o lado


Programa para hoje ( Sábado, 7 de Junho):
Couple Coffee



6.6.08

O espírito comunitário das ilhas e dos antigos bairros operários que ainda subsiste na cidade do Porto


Ilhas de afectos preservam espírito comunitário

Bairros de Entre Quintas, do Cruzinho e de S. Vítor são exemplos do espírito comunitário herdado dos operários do passado



Texto retirado daqui

Os dados conhecidos apontam para 1130 ilhas e 7654 casas repartidas pelas freguesias da cidade. A Rua de S. Vítor, no Bonfim, é a artéria com maior número de ilhas por metro quadrado. São locais de afectos: pelas pessoas e pelas memórias.



Um palmo de cimento separa as casas umas das outras. São quase todas minúsculas e habitadas, na sua maioria, por gente idosa. Que teima em ficar. Foi a única herança dos pais, é hoje a casa dos filhos e dos netos.


"Dantes, a gente repartia a nossa pobreza pelos vizinhos mais necessitados", recorda Conceição Fernandes, do Bairro de Entre Quintas, localizado junto da brazonada Casa Tait, ao Palácio de Cristal. Diante da roupa estendida a fazer lembrar um filme neorealista De Sicca, a moradora nem quer ouvir falar em mudar de sítio: "Esta ilha é a nossa maior riqueza. Os vizinhos fazem parte da família", responde diante da varanda debruada de margaridas de várias cores. "É o nosso jardim", diz.


No bairro do Cruzinho, ao Campo Alegre, feito de casas alinhadas ainda mora gente feliz. Já teve 47 habitações, hoje são 30, muitas delas a cair de podre. Causas? "O senhorio quer ver-se livre de nós. Não manda arranjar as casas e para ele tanto faz que entre água pelos telhados ou pelas paredes. Em dias de chuva ponho várias bacias na cozinha e no sótão. Vivo sem conforto", revolta-se Maria da Conceição Rodrigues, viúva, 78 anos. "Já tive de cortar a luz para evitar males maiores. A vistoria já cá veio, mas as promessas de casa decente foram sempre adiadas", diz, desconsolada.


A conversa estende-se a Maria Adelaide Mendes, 61 anos. "Nasci aqui e aqui espero viver ainda muitos anos. O bairro tem carácter, mas está muito degradado. Há muitas casas devolutas, em ruínas", confirma diante da janela decorada de flores, enquanto a irmã, Maria José Alves, recorda as brincadeiras de infância, a tranquilidade e o espírito do lugar onde toda a gente trata os vizinhos pelo seu nome. "É um bairro diferente e mantém ainda o perfume do passado", enaltece.


A Rua de S. Vítor ganha à légua o palmarés de ter mais ilhas por metro quadrado. Maria Luzia, 52 anos, divide a casa habitada há 46 pelas três filhas: Tânia, de 24, Patrícia, de 20 e Lucília, de 13. A cozinha é minúscula e a casa de banho fica no exterior. "Não temos banheira. Tomamos banho numa bacia", garante a mãe sob o olhar resignado de uma das filhas. "Gostava de fazer obras, mas não tenho dinheiro para mais. Não estica...", confessa.


Ao fundo da ilha, a rede de arame colocada no muro de pedras gastas pelo tempo deixa antever o Douro, mais as pontes de Maria Pia e de S. João. Fausto Leite nasceu e cresceu no Beco do Paço, ao Carregal ,e desloca-se a S. Vítor para acompanhar a mulher em cuidados pela mãe acamada. "Ainda existe convívio nas ilhas. Nos prédios a filosofia é outra", salienta Fausto.


No número 68 do outro lado da rua existe outro corropio de casas e Julieta Lima, 73 anos, passa os dias a "fazer companhia" à irmã cega. "É a minha cruz", resigna-se. "Não tenho vergonha de viver aqui", atira a vizinha do lado, Teresa Pereira, enquanto dá mimos ao neto.


Fora de portas a agitação é outra. A catraiada ensaia passes de bola e a música pimba distrai as atenções de quem circula. Depois da Revolução Industrial, as fábricas foram demolidas e deram lugar a condomínios. Mas as ilhas continuam a povoar a cidade.

Hoje há a ante-estreia do filme Pas Perdus de Regina Guimarães e Saguenail na Videoteca de Lisboa

A Videoteca celebra o seu 17º aniversário com o lançamento de um livro e a ante-estreia de PAS PERDU (p&b, 40’), realizado por Saguenail


Hoje, dia 6 de Junho, pelas 21h30, na Videoteca Municipal de Lisboa, vai realizar-se a ante-estreia do filme Pas Perdus de Regina Guimarães de Saguenai.

Videoteca de Lisboa
Largo do Calvário, nº 2 - 1300-113 LISBOA
Telefone: 21. 361 02 20


http://www.videotecalisboa.org/
http://apordoc.org/index.htm?no=1000001


Ao mesmo tempo decorrerá o lançamento do Livro «LER CINEMA, O Nosso Caso, conversas e outros textos em volta de um certo cinema português »


A entrada é livre e a todos os presentes será oferecido um exemplar do livro.

Campos do Sul. Memória de uma Revolução. Transformações económicas e sociais 1974-75 (Exposição e Colóquio em Castro Verde a partir de 6 de Junho)


Com a organização e a produção do Instituto de História Contemporânea vai ser inaugurada, em Castro Verde, no Fórum Municipal, dia 6 de Junho (Sexta Feira), pelas 18.00h, uma exposição intitulada: “Campos do Sul. Memória de uma Revolução. Transformações económicas e sociais, 1974-75”.

Trata-se dum projecto que visa dar a conhecer o processo social e as alterações económicas ocorridas nos campos do sul no período subsequente ao 25 de Abril de 1974 e que, embora tendo como público-alvo a população em geral, dá uma particular atenção aos alunos dos ensinos básico e secundário, pelo que também foi elaborada com preocupações de carácter didáctico.

Do ponto de vista da sua estrutura, a exposição divide-se em três partes:
Na primeira, intitulada – “Anos 60: Êxodo Rural e Estrutura Económica e Social” –, apresentam-se os números do êxodo rural e referem-se os aspectos mais marcantes da estrutura económica do Alentejo nos anos 60: subida do preço dos salários, recuo da área semeada e intensificação da mecanização agrícola num contexto de decadência do latifúndio tradicional e de afirmação crescente do capitalismo agrário na região. A par deste aspecto, caracterizam-se as classes sociais em presença no quadro duma estrutura fundiária onde 2% das propriedades agrícolas existentes correspondiam a 57% da área total agrícola disponível.

A segunda, – “O 25 de Abril e o Movimento Social dos Assalariados Rurais” –, inclui informação sobre:
a) A nova realidade política e social emergente no Alentejo a seguir ao 25 de Abril (eleição para as comissões administrativas de câmaras municipais, juntas de freguesia e casas do povo; constituição de sindicatos agrícolas, ligas de pequenos agricultores e associações de agricultores);
b) Os conflitos sociais que se desenvolvem nos campos (primeiro caderno reivindicativo dos assalariados rurais, greve no concelho de Beja, assinatura das primeiras convenções de trabalho por concelho, distribuição dos trabalhadores rurais pelas herdades, assinatura dos primeiros contratos colectivos de trabalho, intervenções do Estado nas explorações agrícolas e primeiras ocupações de terras).
c) O movimento de ocupações de terras (fases do movimento, áreas ocupadas, legislação sobre a reforma agrária e acção dos 4º e 5º Governos Provisórios).

Na terceira parte, dedicada às “Novas Unidades de Produção Agrícolas”, para além da referência ao processo conducente à formação das UCP(s) e Cooperativas, apresentam-se as características destas novas entidades de gestão colectiva da terra.

A exposição tem a coordenação científica de Constantino Piçarra e João Madeira e a pesquisa de imagem da Susana Martins. É financiada pela ESDIME, no âmbito do projecto Leader +, e conta com o apoio das Câmaras Municipais de Castro Verde e Grândola. Para além destes apoios a exposição contou, ainda, com diversas colaborações, como o Diário do Alentejo, a Biblioteca Nacional, a Torre do Tombo, o Arquivo do Diário de Notícias, a Hemeroteca de Lisboa e alguns particulares com a cedência de fotografias.

Relacionado com esta temática, o Instituto de História Contemporânea organiza e promove no dia 7 de Junho, Sábado, em Castro Verde, no Fórum Municipal, pelas 10.00h, um Colóquio aberto a todos aqueles que nele queiram participar subordinado ao tema: “Campos do Sul. Memória. Presente e Futuro”.




Colóquio - Campos do Sul: Memória, Presente e Futuro ( 7/6/2008)

O Instituto Português de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (IHC) vai promover em Castro Verde, no Fórum Municipal, iniciativas em torno da temática “Campos do Sul – Memória de Uma Revolução”, abordando as transformações sociais e económicas em 1974 – 1975.
A participação é livre e aberta a todos os interessados.


10h00 - Abertura
Fernando Rosas - Presidente do Instituto de História Contemporânea
Fernando Caeiros - Presidente da Câmara Municipal de Castro Verde

10h30 -Pausa para Café

10h45 -O 25 de Abril nos Campos do Sul

Comunicações:

Constantino Piçarra (Instituto de História Contemporânea)

- A Reforma Agrária nos Campos do Sul, 1974-1975.

Aron Cohen (Universidade de Granada)

- O Impacto da Reforma Agrária em Portugal no Processo de Transição de Espanha para a Democracia. [Título Provisório]

Fernando Oliveira Baptista (Instituto Superior de Agronomia)

- A Reforma Agrária, 30 Anos Depois.

Moderador: João Madeira (Instituto de História Contemporânea)

12h00 - Debate

12h30 - Pausa para almoço

14h30 -Alqueva, Ambiente e Estrutura Fundiária

Comunicações:

Rita Calvário - Mestranda - (Faculdade de Ciências e Tecnologia)

- Ambiente e Sustentabilidade Agrícola.

Mesa redonda com os representantes dos partidos políticos com representação Parlamentar (PS, PSD, PCP, CDS/PP e BE).

Moderador: Constantino Piçarra (Instituto de História Contemporânea)
Local: Fórum Municipal


www.inesting.org/cm_castroverde/agenda/detalhe.asp?id=222

Sessão de cinema sobre consumo responsável (6 de Junho, às 15h na Casa do Infante)


No âmbito do projecto Consumo Responsável em Rede, a Reviravolta (Comércio Justo no Porto) vai realizar uma sessão de cinema sobre consumo responsável.


Após o visionamento, convidamo-la a participar num pequeno debate sobre o consumo responsável.

O objectivo é sensibilizar a sociedade civil para uma nova forma de encarar o consumo e o que isso pode significar em termos locais, globais e ambientais.

A sessão de cinema sobre Consumo Responsável vai ter lugar na Casa do Infante no dia 6 de Junho pelas 15 horas.

6 de Junho 2008
15:00
Casa do Infante
Rua da Alfândega
4050PORTO
Tel.: 222060400


http://www.consumoresponsavel.com/



Links úteis



Consumo Responsável e Educação do Consumidor


www.consumidor.pt
www.consumoresponsable.com
www.consumosustentavel.com
www.e-cons.net
www.europe.eu.int/pol/cons/index_pt.htm
www.mugarikgabe.org
www.opcions.org
www.setem.org



Dimensão ética do Consumo
Comércio Justo e Consumo Responsável
www.cidac.pt
www.coresdoglobo.org
www.reviravolta.comercio-justo.org



Cooperativas de Consumidores
www.consumo-pt.coop
www.hispacoop.es



Turismo Ético e Solidário
www.modevida.com
www.tourismconcern.org.uk
www.ten-tourism.org



Agricultura Biológica
www.agrobio.pt



Defesa do Consumidor
www.deco.proteste.pt



Sociedade de Consumo
www.adbusters.org
www.antipub.net/association
www.apap.co.pt
www.apan.pt
www.behindthelabel.org
www.briefing.iol.pt
www.consumidor.pt
www.deco.pt
www.icap.pt
www.nologo.org
www.seguranet.crie.min-edu.pt/segura/index_jovens.htm



O poder do consumidor
www.cidac.pt
www.consumoresponsable.com
www.econs.net
www.setem.org



Mudanças de hábitos de consumo
www.consumoresponsable.com/guias
www.consumosustentavel.com
www.deco.proteste.pt
www.generation-europe.eu.com
www.lipor.pt
www.mugarikgabe.org
www.opcions.org
www.setem.org
www.valormed.pt
www.valorsul.pt



Energia
www.eco.edp.pt
www.ecocasa.org
www.energysavingtrust.org.uk
www.quercustv.org/spip.php?article89



Vestuário/calçado
www.behindthelabel.org/video.php
www.cleanclothes.org
www.cleanupfashion.co.uk
www.globalexchange.org/campaigns/sweatshops
www.pangea.org/setem
www.setem.org



Alimentação
www.dgs.pt
www.foei.org
www.foodfirst.org
www.obesidade.online.pt
www.spcna.pt
www.speo-obesidade.pt
www.stopogm.net
www.worldhunger.org



Higene Doméstica e pessoal
www.apequimica.pt/reach.htm
www.archivo.greenpeace.org/toxicos/html/affect.html
www.cosmeticsdatabase.com
www.greenpeace.org
www.lesstoxicguide.ca
www.panda.org/about_wwf/what_we_do/policy/toxics/index.cfm
www.opcions.org



Saúde
www.mindfreedom.org
www.infarmed.pt
www.obesidadeonline.pt
www.portaldasaude.pt
www.who.int



Resíduos
www.acrplus.org
www.eunaofacolixo.com
www.inresiduos.pt
www.zeroresiduos.info
www.aguaonline.co.pt
www.pontoverde.pt



Fileiras



Fileira Metal
www.fileirametal.pt
Plastval (Fileira do plástico)
www.plastval.pt
Recipac (Fileira do papel/cartão)
www.recipac.pt
Embar (Fileira da madeira)
www.embar.pt



Consumo Responsável na Escola
www.abae.pt/eco-escolas.php
www.agenda21local.info/index.php
www.aspea.org
www.bcn.es/agenda21/A21_ESCOLAR.htm
www.consumosustentavel.com
www.eb1-ponte-n1.rcts.pt
www.quercus.pt

O Plátano de Portalegre, que é uma das mais famosas árvores do país, está a ser alvo de trabalhos de conservação


Uma das mais famosas árvores do País, o Plátano da cidade de Portalegre, que está a celebrar 170 anos de existência, está a ser sujeito a uma operação de conservação, manutenção, limpeza e tratamentos fitossanitários.

O plátano plantado há 170 anos, em Portalegre, apresenta a maior copa da Península Ibérica. Com o seu crescimento o plátano pode, a curto prazo, condicionar a circulação de camiões no centro da cidade.


Os serviços de arboricultura da Fundação Serralves iniciaram por isso uma rectificação nas borrachas que apoiam os ramos para que não danifiquem a casca das ramificações da árvore, que estava a ficar ferida.


Desafiando a passagem do tempo, a árvore, que foi mandada plantar no rossio de Portalegre pelo botânico José Maria Grande, há 170 anos, cresceu e desenvolveu-se, sendo já necessários 18 suportes para os seus largos ramos.


Considerado de interesse público, o plátano do centro de Portalegre, no Jardim do Tarro (ou Jardim da Avenida da Liberdade), apresenta actualmente uma copa com cerca de 34 metros de diâmetro médio.

A operação de manutenção da árvore, considerada emblemática da história de Portugal, integra-se nas comemorações do Dia Mundial do Ambiente.

Referência Bibliográfica:

«O mais célebre plátano do país é o de Portalegre, que se situa num jardim desta cidade, cuja sombra é muito apetecível principalmente no Verão. Esta árvore que foi plantada em 1838 junto a uma linha de água, tem hoje o tronco em grande parte soterrado, em virtude dos aterros sucessivos para nivelamento do actual arruamento (Av. da Liberdade). Está considerado de interesse público por decreto publicado em "Diário do Governo".
Do tronco que presentemente é muito curto, com 5, 26 m de P.A.P., saem inúmeras pernadas que formam uma copa larga e densa, com 27 m. de diâmetro.
É de notar que este plátano, segundo Sousa Pimentel, em 1894 tinha 3 metros de P.A.P. e a copa 24 m. de diâmetro.»

Ernesto Goes- in Árvores Monumentais de Portugal ,1984

Caminhada no Trilho dos Currais em Terras do Bouro ( dia 7 de Junho)


O município de Terras de Bouro vai comemorar o Dia Mundial do Ambiente com a caminhada no trilho dos Currais, a realizar no próximo sábado (dia 7 de Junho), com partida e chegada ao Vidoeiro (Vila do Gerês).
O evento é organizado pela autarquia que coloca à disposição dos caminheiros um percurso pré-definido e circular que possibilitará a visita a vários currais dos Baldios do Vilar da Veiga: Curral da Espinheira, da Carvalha das Éguas, da Lomba e do Vidoeiro, revivendo as tradições comunitárias da vezeira em que é possível, ainda, encontrar o gado bovino, levado para a serra em 15 de Maio, bem como as cabanas ou casarotas para abrigo dos "vezeiros", tendo como palco a beleza das pastagens verdejantes, a flora autóctone e os miradouros sobre o vale do Cávado, nomedamente o da Pedra Bela que inspirou Miguel Torga a escrever o poema "Pátria", excelente atractivo para ocupação de uma manhã do fim-se-semana.


Com estas iniciativas o município pretende também reforçar a procura que os trilhos pedestres no concelho têm registado, proporcionar aos cidadãos a actividade física e de lazer em contacto com o património cultural e ambiental de Terras de Bouro e assinalar a efeméride. Em suma, trazer mais visitantes ao concelho, de modo especial ao Gerês, combatendo a sazonalidade e dar a conhecer os tesouros escondidos que o concelho de Terras de Bouro encerra.


As inscrições são gratuitas e podem ser efectuadas até ao início da actividade, embora seja aconselhável que os interessados façam a inscrição junto da Divisão Cultural do Município, pelo telefone 253/350010, nos postos de turismo ou através do e-mail, ddsc@cm-terrasdebouro.pt podendo, ainda colher informações em www.cm-terrasdebouro.pt onde constam o pormenores de todas as caminhadas.



O Trilho dos Currais, inserido na temática “tradições comunitárias”, percorre uma área de singular beleza natural da Serra do Gerês.


Percorre-se ao longo de três currais do Baldio de Vilar da Veiga: o Curral da Espinheira, o Curral da Carvalha das Éguas e o Curral da Lomba do Vidoeiro, constituindo um percurso de pequena rota (PR) cuja distância a percorrer é de 10 km, sendo o grau de dificuldade médio a elevado.
Inserido no âmbito Cultural e Paisagístico, o Trilho dos Currais proporciona um contacto directo com o espírito e tradições comunitárias locais, a partir da organização silvo-pastoril na forma de vezeira.


Esta prática comunitária, peculiar da Serra do Gerês, decorre de Maio a Setembro, sendo o gado bovino da comunidade encaminhado pelos caminhos carreteiros até à serra alta, onde se situam os currais.


Os vezeiros - proprietários do gado - acompanham durante dias ou semanas o gado, consoante o número de cabeças que possuem, transportando os utensílios para a alimentação e estadia nas cabanas dos currais.


A manutenção destas estruturas comunitárias é assegurada anualmente. Todos os anos, previamente à subida do gado para a serra, no dia dos cubais, os proprietários limpam os caminhos carreteiros, arranjam as cabanas e as fontes.


Trilho dos Currais ( características):

Extensão: 10 Km


Duração:4 Horas


Dificuldade:Médio a Elevado


Local: Serra do Gerês - PNPG


Parque de Campismo do Vidoeiro - Gerês


EN-308-1




Geologia e Geomorfologia


A monotonia geológica materializa-se pelo granito do Gerês, muitas vezes interrompida por sistemas de filões quartzosos, os quais, normalmente, apresentam uma orientação aproximada de nordeste-sudoeste.
O aspecto geomorfológico geral da região caracteriza-se pela existência de vertentes íngremes e linhas de água bem definidas, localizadas na encosta esquerda do vale do Rio Gerês.
A morfologia deste vale está relacionada com a existência da falha geológica que se prolonga entre o Gerês e o Lóbios. Sobre essa falha actuaram agentes erosivos, ao longo de muitos milhões de anos, dando origem a este pronunciado vale


Fauna

Ao calcorrear este trilho de admiráveis paisagens naturais, observam-se os animais em pastoreio; as cabras, as vacas e os cavalos, as aves de rapina e outros animais selvagens.
As aves são de fácil observação e destacam-se na paisagem natural. Desta espécie podem ser observadas a águia-de-asa-redonda, o falcão-peregrino (Falco peregrinus) o peneireiro (Falcus tinnunculus) e a gralha-de-bico-vermelho (Pyrrochorax pyrrochorax).
Destaca-se, ainda, o corço (Capreolus capreolus), o lobo (Canis lúpus), o javali (Sus scrofa) e o esquilo. Devido aos seus hábitos mais esquivos, torna-se difícil a sua observação, contudo deve-se dar atenção aos seus indícios - as pinhas roídas, os dejectos, as tocas, as pegadas, os vestígios de alimentação - que traduzem a sua presença.


Flora

O trilho dos Currais é rico em valores florísticos, quer ao nível arbóreo, quer arbustivo. Na área envolvente do trilho estão representadas as espécies de resinosas: Pinheiro silvestre (Pinus Sylvestris), Pinheiro bravo (Pinus pinaster), e Pinheiro negral (Pinus nigra). Das folhosas destacam-se os carvalhos (Quercus robur) e (Quercus pyrenaica), o Azevinho (Ilex aquifolium), o Medronheiro (Arbutus unedo), a Pereira brava (Pytrus pyraster), o Padreiro (Acer pseudoplatanus) e o cornogodinho (Sorbus ocuparia).
A sua composição florística diversifica-se conforme a altitude e os microclimas. À medida que se sobe em altitude as espécies de matos tornam-se dominantes.
Observam-se os Tojais (Ulex minor) e (Ulex europaeus), a Torga (Calluna vulgaris), Carqueja (Chamaespatium tridentatum) e as Urzes (Erica arbórea) e (Erica cinerea), encontrando-se em zonas de maiores altitudes, o Zimbro (Juniperus).

4.6.08

A história esquecida da mulher na música


Texto de João-Maria Nabais

Publicado no suplemento das Artes e Letras do jornal O Primeiro de Janeiro do dia 2 de Junhi de 2008
Ver aqui




Preâmbulo


Ao longo da História da Humanidade, a acção e o trabalho da mulher foram subalternizados e de certo modo negligenciados, já que estava obedientemente dependente sob a sombra tutelar omnipresente do homem. Durante muitos séculos, sempre estiveram destinados ao homem todos os ofícios mais condizentes com o fenótipo da sua estrutura morfológica, de início, representada na figura do nómada, do caçador-recolector (recolhendo o seu sustento da Natureza), do guerreiro, cavaleiro ou militar, evoluindo à posteriori para tarefas remuneradas no círculo exterior à família. Assim, desde tempos imemoriais, a ocupação da mulher resumia-se sobretudo à sua função de cônjuge, mãe e dona de casa.




Após um longo e lento processo evolutivo, desenvolvido ao longo de milhares de anos, a matriz primacial, para a sua emancipação, vai radicar na Revolução Francesa e nos acontecimentos daí decorrentes com a proclamação dos princípios universais de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, simbolicamente, imortalizados pela imagem de uma mulher, decidida e corajosa, disposta a saltar da tela, representada no quadro A Liberdade Guiando o Povo, pintado em 1830 por Eugène Delacroix. Em paralelo, a seguir à Revolução Industrial, muitas mulheres passam a exercer uma actividade laboral, embora a um nível remuneratório inferior à do homem. Lutando contra essa discriminação, algumas na viragem para o século XX, encetam outras formas de luta, ex. greves reivindicativas, tanto nos EUA como na Europa que vão levar à sua emancipação, drasticamente acentuada a seguir à última Grande Guerra.


A partir de agora, o papel feminino no mundo globalizado pós-guerra, produz uma mudança decisiva nos hábitos e nas tendências do costumado núcleo familiar, tornando-se a mulher maioritária em vários segmentos da sociedade moderna, tanto ao nível do ensino, da educação (basta ver a larga percentagem de mulheres a frequentar os cursos médios-superiores, em múltiplos ramos e especialidades e, o número igualmente elevado de licenciadas que todos os anos saem das nossas universidades, à conquista do mercado livre de trabalho, hoje cada vez mais restrito e competitivo, mesmo naquelas profissões que até há bem pouco tempo, estavam só destinadas a homens), bem como em lugares de chefia e mesmo na política. Hoje, apesar de serem maioria em muitas das profissões mais importantes, a discriminação (já para não falar do crónico problema da inserção sócio-laboral dos deficientes) mantém-se a nível salarial, na segurança do emprego, no rendimento de substituição na doença, na percentagem de desempregados ou nos casos em situação de reforma.



(...)


A linha do tempo no universo musical

Pode-se dizer que a música tem origem nos primórdios da civilização. A palavra Música deriva da arte das musas, numa referência à mitologia grega, verdadeiro marco da antiguidade clássica donde deriva toda a cultura ocidental.


Já na Pré-História, o ser humano comunicava com a ajuda de sinais sonoros recorrendo a paus, ramos, troncos, pedras, osso, etc., para tentar imitar os sons que diariamente ouvia na natureza, incluindo os gritos e cantos emitidos por pássaros e outros animais.


É a partir deste momento singular quando, intencionalmente, o Homem começa a produzir sons que se inicia a longa caminhada da História da Música. Os primeiros vestígios podem-se encontrar nas pinturas rupestres, onde aparecem desenhados os mais antigos apetrechos rudimentares de música, em cerimónias e ritos sociais, na evocação das forças da natureza, no culto dos mortos, na caça e na exaltação à guerra tribal, isto é, seria uma música de carácter mágico-religioso e ritualista. Primeiramente, usaria a voz e outros sons pela percussão de partes do corpo, ex. batendo as mãos e os pés, mas ao longo dos tempos, foi construindo outros utensílios, ex. à base de madeira, para acompanhar essas músicas e danças primitivas, cada vez mais elaboradas de modo, a melhor agradar aos deuses.


Nas primeiras grandes civilizações, a música induzia uma acção positiva em muitas das actividades sociais, outras vezes, era empregue como consolo ou necessidade lúdica.
Um bom exemplo é o Egipto dos faraós, em que a música e a dança acompanhavam de perto a vida do dia-a-dia, sendo a maioria dos personagens mulheres. A harpa, a lira e um género de alaúde eram muito usados, tanto na corte soberana como auxiliar e suporte no trabalho dos campos. A música sendo considerada de origem divina, estaria muito ligada ao culto das múltiplas divindades presentes.



Ao longo dos tempos, a música vai conquistando o seu espaço, com a aquisição de novas ferramentas: o órgão nas igrejas; o alaúde, a charamela (flauta rústica), a cítara, a sanfona, o realejo, a rabeca, o saltério, integrados na música popular profana. É na época dos menestréis e trovadores que se acentua o aperfeiçoamento da escrita musical. Surge na Idade Média, por esta altura, uma mulher notável que se destaca do panorama musical, sendo considerada uma das mais importantes compositoras de todos os tempos, o seu nome Hildegarda, natural de Bingen, uma monja beneditina alemã, mística, filósofa, visionária, escritora (escreve também sobre medicina natural, tratamentos de diversas doenças, alimentação, pedras preciosas, etc.) e compositora, conhecida como a Sibila do Reno. A sua música, preservada ao fim de novecentos anos está hoje disponível em CD, sendo objecto de larga difusão.


Com a Renascença, o homem assume o seu papel de protagonista nas Artes Humanitatis. A Europa inicia assim, uma longa caminhada para a secularização, ou laicização que vai levar ao afastamento da Igreja dos caminhos do poder e do controlo do saber. Até ao século XVI, a história musical progride quase exclusivamente no plano vocal. A música depressa irradia, com a ajuda preciosa da impressão musical. Maddalena Casulana (c.1544-c. 1590), alaudista e cantora do Renascimento tardio, será a primeira compositora a ver a sua obra (essencialmente madrigais) impressa e publicada nos anais da música ocidental.


A transição para o Barroco é um tempo de grande criatividade. A música instrumental apelando a novas sonoridades atinge um nível equiparado à da polifonia vocal religiosa. Há um progresso na prática do fabrico e na arte, com a manufactura de novos instrumentos de corda, tais como: o violoncelo, violino, viola da gamba, de arco e contrabaixo. Muito se deve este aperfeiçoamento, a Antonius Stradivarius, célebre luthier1 italiano. As peças orquestrais adquirem uma dificuldade técnica superior e ganham um renovado e maior esplendor. Os instrumentos de tecla acompanham a mesma evolução e o cravo tal como o violino alcançam o seu estatuto de solista. Surge a Ópera e o Ballet.


Neste tempo, há algumas poucas mulheres que se destacam, entre elas Francesca Caccini (1587-c.1640), mais conhecida, entre outros motivos, por ser a primeira compositora de sempre, a escrever uma ópera (talvez, a figura musical feminina mais importante entre os séculos XII e XIX), e Leonora Duarte (1610-1678), solista, também ela compositora, natural de Antuérpia, duma próspera família de genealogia sefardita portuguesa fugida à inquisição.




A importância e o papel das mulheres na música, dita clássica


“… Desejo mostrar ao mundo, a errónea presunção, tanto como pode a arte musical, de que só os homens possuem os dons da arte e do intelecto e de que estes dons nunca são atributos da mulher… “ (Maddalena Casulana)


Com o Humanismo, a datar dos séculos XIV-XV, a Europa é agitada por um amplo movimento de renovação cultural - o Renascimento, assente na redescoberta e reinterpretação da cultura clássica greco-romana.


As artes começam a centrar de novo, o ideal de harmonia, equilíbrio e beleza no corpo humano. E quem mais, senão a mulher para protagonizar esse modelo e arquétipo de serenidade e perfeição, isto é, a emoção estética do belo. Daqui a sua influência nas ciências e nas artes. A mulher torna-se a musa inspiradora tanto para poetas, músicos e artistas como em poemas (madrigais) e canções. A música passa a fazer parte da sociedade artística e intelectual desse tempo.


Através de pintores como Giorgione, Jan van Hemessen, Caravaggio, Jan Vermeer, Antoine Watteau, François Boucher, Fragonard, a figura feminina começa ser representada muitas vezes em lugar de destaque, cantando ou tocando vários instrumentos.


Até aqui, era crença assente que a mulher não possuía as qualidades emocionais e intelectuais obrigatórias para apreender a luz do conhecimento, sendo até considerada nociva essa mesma aprendizagem, porque podia desviá-la da sua função primacial de mulher e mãe.


Além do mais, as mulheres não eram bem aceites, sendo consideradas pessoas pouco dignas, se fizessem parte como solistas ou intérpretes, em espaços onde ate aí os homens tradicionalmente dominavam, como seriam as orquestras e os salões de ópera, melhor dito, a arte da música estava-lhes vedada como modelo respeitável de profissão. Este espírito vigente, ao atravessar transversalmente toda a história da música, anula a esperança de uma possível carreira, o que explica os poucos nomes que se distinguiram no panorama musical feminino até ao passado século.


Segundo consta, a própria Luísa Todi, já famosa além-fronteiras, ao voltar a Portugal em finais de setecentos, precisou de uma autorização especial, pois por cá, era ainda proibido às mulheres actuar em público. Essa liberdade, só irá verdadeiramente acontecer, em plenitude, na sequência do 25 de Abril.


Com o advento do século XIX e do Romantismo, os músicos tornam-se livres de tutelas, passando a ser também respeitados no seu estatuto profissional, ao adquirir o direito de auferir um salário justo e adequado durante as suas tournées anuais. Alguns passam a ser venerados como as actuais estrelas de cinema e da pop-music.


A mulher começa, gradualmente, a ter um papel mais participativo na música sendo agora, socialmente, melhor aceite, num período de maior liberdade na expressão de paixões e sentimentos. No entanto, as suas próprias composições têm dificuldade em chegar às salas de concerto e as obras quase nunca são publicadas.


Vários nomes sobressaem, numa listagem de mulheres compositoras que viveram nos últimos 250 anos, feita por Diana Ambache (a única mulher da Grã-bretanha, a fundar e a dirigir a sua orquestra clássica de câmara), tais como: Marianne Martinez (1744-1812), Louise Farrenc (1804-1875), Fanny Mendelssohn (1805-1847), Ethyl Smith (1858-1944), Nadia Boulanger (1887-1979), Germaine Tailleferre (1892-1983).


Além destas, é justo sublinhar a pessoa de Clara Schumann - “No que à arte diz respeito, você é suficientemente homem” (Joseph Joachim e o seu pensamento sobre Clara Schumann) -, ela própria proveniente de uma família de músicos, que vai conquistar uma emérita carreira de pianista, concertista e compositora alemã, após estar casada com o grande músico e criador romântico Robert Schumann, até à morte trágica deste num hospício para loucos em 1856. É uma das mais conhecidas intérpretes de sempre, ao mesmo tempo que teve de lutar contra a natural resistência e misoginia do espírito dominante à época - para a mulher estava destinada o cuidar da casa, aprender a bordar e costurar, além da educação dos filhos; aquelas poucas que não professassem num convento, o máximo a que podiam aspirar era dar lições de piano aos filhos das elites.


Com o apoio incondicional do seu amigo de longa data, Johannes Brahms, compõe uma série de peças para piano, orquestra, música de câmara e lieders, sendo uma das mais admiráveis executantes do repertório romântico. É hoje pacífico aceitar como um dos maiores talentos musicais desde o tempo em que viveu.


Já nessa altura e ainda hoje, embora menos, o universo profissional da música tal como uma arte apolínea tem sido dominada pelo homem, o que cria as maiores dificuldades de afirmação à mulher, mesmo que demonstre boas qualidades técnicas e especial sensibilidade interpretativa. Presentemente, o panorama musical está mudar, vendo-se até uma coisa impensável há uns anos atrás, mulheres na direcção orquestral.


E os últimos estudos mostram que as mulheres consomem cada vez mais cultura em relação aos seus parceiros e competidores mais directos, os homens. Lêem mais, são assíduas frequentadoras do teatro, do cinema, e vão mais vezes a museus e exposições e, estão mais atentas às últimas novidades.


1 Derivação da palavra francesa luthier (fabricante de instrumentos de corda), de luth (alaúde) mais o sufixo, -ier. (Dic. António Houaiss).