8.3.08

100.000 professores manifestantes indignados com a política para a educação de Sócrates e Maria Lurdes Rodrigues

Unidade, Indignação e Luta

próxima fase: Greve Geral às Avaliações!




8 de Março: viveu-se um ambiente de unidade e firmeza

na Marcha da Indignação dos Professores




Assim não se pode ser professor

A escola pública não aguenta esta política



Depois desta enorme mobilização,
e enquanto o Sócrates não mudar de política
é preciso não parar...


Greve Nacional às Avaliações


Videos-reportagem sobre a Marcha da Indignação dos Professores











Ser professor hoje é manifestar-se por uma educação pública, gratuita, universal e de qualidade

Hoje é a Jornada de Luta dos Professores

ESTE É O MOMENTO DE LUTAR

- Não faltes

....ou vais ter mais 48 anos de «azar»


Ser professor hoje é lutar contra o obscurantismo cultural que vai invadindo as escolas, o amorfismo acrítico e o conformismo acéfalo que se vai instalando nos espíritos, induzido pelo poder político e económico, pelos mass media e por instintos primários de sobrevivência (ou subsistência) social.

Ser professor hoje é lutar contra o processo de degradação da escola pública que os sucessivos governos têm promovido transformando-a no depósito da mão-de-obra barata para ser domesticada.

Ser professor hoje é protestar e ensinar a protestar contra as políticas governamentais que desmantelam os serviços públicos e degradam a qualidade de vida em sociedade em favor dos interesses empresariais do lucro fácil e rápido

Ser professor hoje é vir pr’á rua dizer NÃO aos sinistros personagens que povoam o ministério da (des)educação

Ser professor hoje é lutar contra a exclusão escolar e a escola falsamente inclusiva que vende gato por lebre.

Ser professor hoje é lutar pela real democratização do ensino através de uma educação de qualidade acessível a todos, e não pela simples massificação das escolas públicas.


Ser professor hoje é protestar contra as políticas mercantilistas que instrumentalizam a educação aos seus interesses e não a favor do interesse geral da sociedade

Ser professor hoje é contestar a mercantilização da escola e a transformação da educação num negócio de cifrões só acessível às famílias ricas


Ser professor hoje é ser capaz de educar para o activismo cívico e interveniente, para a construção de espíritos livres, críticos e insubmissos

Ser professor hoje é ser um indivíduo livre, crítico e empenhado pela justiça, pela liberdade e pela solidariedade entre todos os seres humanos.



Grande Manifestação Nacional de Professores
8 de Março
em
Lisboa, 14h30,
do Marquês de Pombal até ao Terreiro do Paço

7.3.08

A Casa-oficina de António Carneiro ao abandono no Porto !!!

O património ao abandono na cidade do Porto...


imagens retiradas do blogue http://abomporto.blogspot.com/



Já só restam as paredes e o telhado da Casa-Oficina António Carneiro, no Porto, figura cimeira da história da pintura portuguesa


A sua obra é marcada por uma extensa galeria de retratos - óleos, carvões e as celebradas sanguíneas - onde pontuam todos os membros da sua família; por uma produção paisagística que se afastava do naturalismo vigente da sua geração por lhe faltar o pitoresco e por abundar a atmosfera poética; por aspectos de uma pintura de história de que a obra "Camões lendo Os Lusíadas aos frades de S. Domingos" é exemplo, sem nela se esgotar; mas sobretudo por um misticismo simbólico de ambientes mágicos e indefinidos de que é momento maior o tríptico "A Vida". Foi, sem dúvida, esta a obra que lhe garantiu um lugar crucial na história da arte portuguesa, tão importante quanto isolado, já que o simbolismo que anuncia não terá continuadores.





António Teixeira Carneiro Júnior (Amarante, 16 de Setembro de 1872 - Porto, 1930).
Durante a sua vida foi um artista com grande sensibilidade, voltando-se mais para o sentimento do que para a razão, buscando mais emocionar do que explicar, dedicando-se acima de tudo à pintura de retrato traduzindo neles o estado psicológico do modelo. Por esse motivo muitos o chamam de “retratista de almas”. Dedicou-se ainda à pintura religiosa e histórica.
Aos 28 anos foi premiado na Exposição Universal de Paris, com a obra “A Vida” e a partir daí foi um suceder de prémios, tanto na Europa como nos EUA.
As suas principais influências foram Leonardo Da Vinci, da época Renascentista, Rembrandt na altura Barroca, assim como outros pintores do século XIX.
Ainda foi professor de Desenho na Escola de Belas-Artes no Porto e aí permaneceu até ao dia da sua morte em 1930


Obras

• A Vida - Esperança, Amor, Saudade (Tríptico) (1899 - 1901)
• Ecce Homo (1901)
• Auto-retrato (não datado) (1903 ?)
• Contemplação (1911)
• Praia com barcos (1911)
• Praia da Boa-Nova (1912)
• Praia com barcos (1917) (mesmo título de obra anterior)
• Pinheiros (1916)

Apresentação do último livro de Joaquim Castro Caldas na Ler Devagar a 8 de Março às 18h.



Apresentação de Mágoa das Pedras, o último livro de Joaquim Castro Caldas


Ler Devagar, Lisboa. Sábado, 8 de Março. 18:00


Com João de Sousa e Bibi Perestrelo





Mais informação:


Vigília pelo Grémio a 8 de Março, um mês depois do despejo do Grémio Lisbonense

Faz amanhã, Sábado, dia 8 de Março, um mês que o Grémio Lisbonense foi despejado!
As negociações com o senhorio começaram então e há duas semanas que aguardamos alguma resposta à proposta que lhe foi apresentada pela parte do Grémio, com apoio da Câmara Municipal de Lisboa.
Entretanto, para fazer notar que o Grémio ainda respira e que estamos atentos...
Convidamos todos a participar numa vigília que ocorrerá em frente ao Arco do Bandeira (Rossio), entre as 18h e as 20h de 8 de Março.


A festa segue no Grupo Desportivo da Mouraria/ Centro Social GAIA a partir das 22.30h


Travessa da Nazaré nº21 1º...


Sábado, 8 de março, às 10h. no Mercado do Bolhão


Recolha de Fundos para ACÇÃO JUDICIAL

Foi colocada uma acção judicial por parte do Grupo de Advogados da Plataforma, que incorpora todos os movimentos cívicos e pessoas singulares de preservação do Património Cultural, por forma a travar o processo de demolição do Mercado do Bolhão e sua transformação num shopping.
Desta forma, estamos todos a recolher fundos para fazer face às despesas da Acção Judicial.
Contribua!
Obrigado!
MONTEPIO GERAL
MIC- PORTO
NIB: 0036 0030 9910171807725


http://manifestobolhao.blogspot.com/

Quem é a actual ministra da educação que passou do anarquismo para a cadeira do poder mas que não pára de semear revolta e contestação ao poder?


Quem é Maria de Lurdes Rodrigues, a ministra da educação que passou do anarquismo para a cadeira do poder mas que não pára de semear revolta e contestação ao poder?


Excertos da entrevista e do artigo biográfico de Maria de Lurdes Rodrigues, que veio do anarquismo, fez a sua tese de doutoramento sobre a profissão de engenheiro, e chegou a ministra da educação pela mão do pseudo-engenheiro Sócrates, publicado na revista Pública de 18 de Dezembro de 2005 e da autoria do jornalista Adelino Gomes




Por que é que os professores não gostam da senhora?
Quem faz a pergunta à ministra da Educação é o efémero aluno de um seminário sobre Sociologia das Profissões à professora que na terceira aula havia comunicado, desolada, à turma, que fora convidada para integrar o elenco governativo. Ainda tentara, mas não havia nenhuma possibilidade legal de prosseguir aquele contacto semanal, durante o semestre, com os alunos. Alguns dos quais alimentavam a esperança de a ter como orientadora de tese, numa matéria de que foi pioneira e permanece a grande especialista, em Portugal.
"Se estivesse no lugar dos professores, também não gostava da ministra da Educação", responde Maria de Lurdes Rodrigues.

(…)

Algumas das suas decisões mais polémicas, tem consciência, estão a pôr em causa o quotidiano dos professores. Porque abalam um importante elemento da sua cultura profissional: o de, à medida que progridem na carreira, irem tendo menos aulas. "Acho que se justifica o desagrado dos professores com a ministra. Também me desagradaria a mim. Eu trabalhei, como professora, sempre muito. E muitos professores trabalham imenso."


(…)

A sucessão de cartões vermelhos que lhe levantaram nestes nove meses não parece impressioná-la muito. "Se não gostarem de mim, virá depois outro ministro que terá este trabalho feito", comenta, referindo-se em particular às medidas que levaram à greve. "A história política é feita assim. Os ministros que vêm cortam e depois pacifica-se para a frente. É irrelevante gostarem de mim muito ou pouco. Há uma primeira fase de grande perturbação e de incómodo. E depois vem a fase do ajuste", diz, no tom de voz macio e tranquilo mas definitivo, por vezes glacial, que lhe vamos conhecendo.

(…)

Professora desde 1986 no ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), onde se licenciou, doutorou e fez as provas de agregação, Maria de Lurdes Rodrigues presidia ao Conselho Científico desta escola quando recebeu o convite para ministra da Educação.
A escolha de José Sócrates surpreendeu muita gente, incluindo alguns amigos, que só dela souberam sobre a hora da sua divulgação pública.
A socióloga atingira o posto máximo da carreira docente. Muito elogiada, aliás, nos planos profissional e científico, sendo conhecida a qualidade das suas orientações de teses de mestrado e de doutoramento. "É tão exigente quanto apoiante do orientando", explica António Dornelas, antigo aluno, mais tarde colega na docência e amigo muito próximo, hoje.
Para além da obra seminal "Os Engenheiros em Portugal" (tese de doutoramento em 1996, publicada pela Celta três anos depois, e que constitui tema recorrente nos seus estudos), é autora ou co-autora de dezenas de trabalhos (individuais ou em parceria) nas áreas da Sociologia das Profissões e da Sociedade da Informação


(…)

Universitários que com ela ensinaram ou investigaram, no ISCTE e no CIES (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, de que foi coordenadora), apontam-lhe duas qualidades-chave: "Capacidade organizadora e de concretização" (António Firmino da Costa) e convicção, que a faz lutar pelas causas que abraça e saber "levá-las a bom "porto"" (Maria das Dores Guerreiro). Resume Maria Alexandre Lousada (Departamento de Geografia da Faculdade de Letras de Lisboa), uma das amigas mais próximas e constantes desde os tempos do jornal "A Batalha" e da revista "A Ideia", publicações ligadas ao anarco-sindicalismo e à área libertária: "Ela não se limita a estudar os dossiers e a avançar diagnósticos. Gosta de fazer. E não se intimida com obstáculos."
João Freire - um especialista em Sociologia do Trabalho, de quem a ministra foi assistente e que lhe orientou a tese de doutoramento, permanecendo como a grande figura de referência do seu percurso académico e também cívico - assinala o carácter decisivo de duas linhas de estudos por ela desenvolvidas antes, com a economista Manuela Silva e com o sociólogo Manuel Villaverde Cabral. Com a primeira, sobre empresários, o que a levou a cruzar "o conhecimento sociológico com a realidade económica"; com o segundo (que foi também seu professor, aliás "brilhante", segundo a própria), sobre atitudes sociais. "Aí radica" - pensa aquele professor jubilado do ISCTE - "a profunda convicção que ela ganha da importância da educação no desenvolvimento de Portugal."
A aposta de José Mariano Gago, que a convidou, em 1997, para presidir ao recém-criado Observatório das Ciências e das Tecnologias, marcou-lhe, provavelmente, o destino.
Porque saiu, cinco anos depois, carregada de elogios. Mariano Gago classifica de "feito notável" a construção do Observatório "praticamente do zero" e lembra que foi ela quem montou também "todo o secretariado técnico da Missão Interministerial para a Sociedade da Informação", permitindo que Portugal disponha "de dados fiáveis em matéria de Sociedade da Informação".

(…)


A passagem pelo Ministério da Ciência aproximou-a definitivamente do PS, com quem passou a colaborar, através de Mariano Gago, em grupos informais de estudo.
A sua intervenção no seminário Novas Políticas para a Competitividade, organizado pelo grupo parlamentar do PS em finais de 2002, pode qualificar-se, a essa luz, premonitória. Em 2001, um em cada dois activos que passaram pelo ensino secundário não o concluíram. "Só este número já justifica uma política maciça", alertou, chamando a atenção para o facto de um milhão e oitocentos mil activos terem ainda um nível de instrução inferior à escolaridade obrigatória.


(…)

O percurso pessoal e escolar de Maria de Lurdes Rodrigues ilustra alguns destes traços de personalidade. Em 1976, a meio do curso de Sociologia, parte para Moçambique com o marido. Tem 21 anos e quer ajudar a revolução. Permanece quatro anos. Primeiro em Maputo, no Ministério do Trabalho, onde trabalha na área da formação profissional; depois no Monapo (Nampula), num complexo fabril em que se extrai óleo de sabão a partir de copra e se descasca caju.
Responsável do sector social (creche, refeitório, cantina) e da formação profissional, desenvolve junto dos 2500 operários um programa de alfabetização em massa, que decorre à hora de almoço ("a empresa dava uma hora, os operários outra").
Vive a experiência intensamente, profissional e socialmente. Sente, muito directamente, o choque de culturas quando quer salvar um gémeo a quem a mãe abandonou, para que morresse, por ser o mais fraco, ou se confronta, quando nele pretende intervir, com o caso de uma menina "dada" aos 12 anos em casamento.
Decide que não ficará quando, com os 40 outros cooperantes portugueses, se vê forçada a assistir à aplicação "ao vivo" da lei do chicote, introduzida pelo regime de Samora Machel


(…)
Regressa a Portugal e ao ISCTE, a que alguns chamavam "a nossa pequena Nanterre", referindo-se ao encontro de uma geração vinda do antigo regime e do catolicismo com esquerdistas ("Não sei se é comum: nela vive-se uma plena autonomia, e há um grande acolhimento de ideias e experiências. Sinto saudades", diz a ministra).
Faz a tese de licenciatura vivendo no terreno a célebre greve dos Vidreiros da Fontela - carregada de "momentos de fortíssima expressão com um lado festivo muito sublinhado" - em meados da década de 80.
Reata entretanto o contacto, agora mais próximo no plano académico, com João Freire, com quem se cruzara na sede do jornal "A Batalha", órgão histórico do anarco-sindicalismo, e com Maria Alexandre Lousada, com quem colara etiquetas no jornal, em 1975. Na Biblioteca Nacional integra a equipa que pesquisa toda a documentação anarco-sindicalista em Portugal.
(…)
Confirma, corrigindo-a apenas em pequenos pormenores, a história que se conta sobre o dia em que, com outros colegas, fez uma espera a um professor porque este aderira a esse "partido burguês" que era o PS. Acha que não foi uma espera e que não empregou a palavra "burguês". E contextualiza o episódio: o professor era Serras Gago, com quem partilharia mais tarde o gabinete no ISCTE. Ele tinha abandonado o MES e aderido ao PS e os alunos queriam perceber as razões daquela mudança em alguém que lhes ensinava Sociologia Política e tanto discutia com eles sobre política.
(…)
Faça-se-lhe provocação semelhante, décadas depois, e pergunte-se o que leva uma anarco-sindicalista a entrar num governo burguês. A resposta sairá, sem tegiversações: "O desejo de conciliar interesses, em vez de ignorar que eles existem."

(…)

A curiosidade jornalística é sustida, porém, à porta da esfera privada. "É uma mulher secreta", avisara um colega. "O que é que interessa isso para um perfil da ministra da Educação?", responde ela, recorrentemente, quando as perguntas versam amores (é divorciada), o bairro que habita, o curso que a filha frequenta, os restaurantes preferidos. Ainda deixa que se saiba que manteve os hábitos antigos, inclusive o de almoçar muitas vezes na Versalhes. Que vai jantar normalmente a casa, para onde leva trabalho, (…)




Fonte:

Começa hoje uma semana de luta dos trabalhadores da Administração Pública e que culminará com uma greve-manifestação nacional a 14 de Março

A Semana de Luta inclui protestos dos professores, dos trabalhadores da Administração Local, com uma concentração frente ao Ministério da Administração Interna.

Há também um encontro nacional de dirigentes e delegados sindicais do pessoal não docente dos ensinos básico e secundário, em Lisboa, com desfile para o Ministério da Educação.

Em comunicado, a Frente Comum refere que a jornada de protesto pretende a defesa do vínculo de nomeação de emprego público, contra o novo diploma dos vínculos, carreiras e remunerações, e a estabilidade de emprego, contra o despedimento dos trabalhadores com contrato individual.

Em cima da mesa estão outras questões como a defesa da revisão intercalar dos salários, contra o congelamento de escalões; a imposição de quotas no sistema de avaliação e o aumento da idade de reforma.

Para dia 14 de Março está agendada uma greve, convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública; e concentração dos trabalhadores da Administração Central, designadamente função pública, enfermeiros, estabelecimentos fabris das forças armadas e câmara de Lisboa.



• Em defesa do vínculo de nomeação de emprego público, contra o novo diploma dos vínculos, carreiras e remunerações

A intenção do Governo de destruir o vínculo de emprego público tem por base a pretensão de desmantelar o edifício legislativo que consagra todo o importante conjunto de direitos alcançados pelos trabalhadores da Função Pública, de desregulamentar as relações de trabalho no sector, a começar pelo direito a um emprego estável e a uma carreira e a um salário dignos. E ainda que o Presidente da República tenha reconhecido que o diploma legal “Continua a consagrar soluções… pouco claras e transparentes”, o que é meritório, também é uma verdade que não deixou de o promulgar, sem o recurso a nova fiscalização da sua constitucionalidade.

• Pela estabilidade de emprego, contra o despedimento dos trabalhadores com contrato individual de trabalho

A destruição do vínculo de emprego público e a proliferação do contrato individual de trabalho na Administração Pública têm associados a mobilidade especial e os despedimentos, como se prova pela alteração da Lei nº 53/2006, em vigor desde o passado dia 21 de Fevereiro. Hoje, trabalhadores com vínculo de emprego público e trabalhadores com contrato individual de trabalho estão lado a lado na mesma luta contra a mobilidade especial, pelo emprego e pelo direito ao trabalho.

• Pela revisão intercalar de salários, contra os brutais aumentos de produtos de primeira necessidade

Os aumentos salariais impostos pelos sucessivos governos, ao longo dos últimos anos e em particular pelo actual, degradaram progressivamente o poder de compra dos trabalhadores da Administração Pública, como se prova pelo que já se passou este ano, com um aumento de 2,1% e uma inflação que, segundo o Banco de Portugal, se situou em Janeiro, nos 2,7%.

• Contra o congelamento de escalões

É um verdadeiro escândalo o que se está a passar com a posição assumida pelo Governo, canalizada para os organismos, no sentido de impedir a mudança de escalão aos trabalhadores que tenham entretanto e desde 1 de Janeiro, perfeito o módulo de tempo para subirem de escalão, alegadamente porque irá entrar em vigor o novo regime de vínculos, carreiras e remunerações. Reafirmamos que até lá, se mantém em vigor o DL 353-A/89.

• Contra a injusta e irracional imposição de quotas no sistema de avaliação

Na linha de destruição de direitos fundamentais dos trabalhadores da Administração pública, o Governo PS/Sócrates, desvirtua aquilo que deve ser um sistema de avaliação de desempenho, como instrumento para a melhoria da qualidade dos serviços prestados e transforma-o num mecanismo de destruição do direito à carreira e de uma progressão salarial com critérios objectivos.

• Contra o aumento da idade de aposentação e a diminuição das pensões de reforma

As sucessivas alterações introduzidas no Estatuto da Aposentação dos trabalhadores da Administração Pública constituíram um violento e despudorado ataque aos direitos dos trabalhadores, impondo a alteração de regras consagradas em lei e quebrando as legítimas expectativas adquiridas aquando da admissão na função pública. Isto passou-se, não só com o aumento da idade para a aposentação, mas também com a redução do valor da pensão, provocada pela alteração das regras de cálculo. Com a alegação de que era necessário aproximar o regime de aposentação da função pública do regime de reformas do sector privado, retiraram-se direitos aos trabalhadores do primeiro sector, sem quaisquer vantagens para os do segundo.
Os trabalhadores da Administração Pública, independentemente do vínculo laboral que hoje os liga aos organismos do sector, têm sobejas razões para prosseguirem a luta, travando o passo a este Governo e às políticas que sucessivamente lhes destroem direitos e os colocam num plano de indignidade profissional e laboral inaceitáveis.


A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, perante este quadro decidiu dar continuidade à acção reivindicativa dos trabalhadores da Administração Pública, com a concretização de uma GREVE NACIONAL e de uma MANIFESTAÇÂO NACIONAL, no próximo dia 14 de Março, enquadrando estas duas acções na SEMANA DE LUTA DA FRENTE COMUM.


PELO VÍNCULO DE EMPREGO PÚBLICO
PELO DIREITO À CARREIRA
POR SALÁRIOS DIGNOS
PELA ESTABILIDADE DE EMPREGO
CONTRA OS DESPEDIMENTOS
PELO DESCONGELAMENTO DE ESCALÕES
CONTRA AS QUOTAS NO SIADAP
CONTRA O AUMENTO DA IDADE DE APOSENTAÇÃO E REFORMA
CONTRA A DIMINUIÇÃO DAS PENSÕES

6.3.08

A resistência feminina em meio operário (iniciativa para comemorar o 8 de Março)

A proposta deste ano para o Dia Mundial da Mulher ( 8 de Março) é para uma jornada de convívio com as mulheres da resistência na Margem Sul.


Vamos recordar as vidas dessas mulheres durante as greves de 1943, nas lutas eleitorais autorizadas durante um mês pelo Estado Novo, seguidas de prisões e repressão nos lugares de trabalho.

Vem a propósito citar Sónia Ferreira, uma das oradoras no colóquio e guia na visita à Cova da Piedade: «As mulheres são das principais protagonistas públicas das greves de 43. Elas incitam à adesão, encabeçam marchas de fome, assaltam locais para a apropriação de géneros e redistribuem-nos, atiram pedras, partem vidros, cortam fios telefónicos, assaltam comboios, gritam, insultam, barafustam, pedem e exigem, de forma clara, directa, pública e frontal».

Por isso, foram ameaçadas através de uma Nota da Repartição do Gabinete do Ministério da Guerra (exactamente, a repressão da greve foi uma acção militar comandada pelo major Jorge Botelho Moniz) de que quem abandonasse o trabalho seria incorporado «num batalhão de trabalhadores, subordinado à mais severa disciplina militar (…) independentemente do sexo».
Vamos ver os locais simbólicos onde os confrontos com os esbirros do fascismo foram mais fortes.

Vamos recolher os testemunhos das mulheres e dos homens que não viraram a cara à luta.

Vamos testemunhar, com a nossa presença, que não esquecemos.

Programa:

A resistência feminina em meio operário (8 de Março)

Reunião na Praça de Espanha [junto do Teatro da Comuna]

9h – Concentração

9h30 – Partida para o Jardim da Piedade (Cova da Piedade)

10h às 11h – Visita guiada aos lugares simbólicos e convívio com as antigas operárias

11h30 – Paragem no Seixal, com evocação do que foi o trabalho árduo e brutal na fábrica de cortiça da Mundet, feita por Edmundo Pedro e por uma trabalhadora

13h – Almoço no Seixal

15h – Chegada ao Barreiro e visita guiada

15h30 – Colóquio (a realizar na Sociedade De instrução e recreio barreirense “Os penicheiros”)

Abertura a cargo de Nuno Teotónio Pereira e do nosso anfitrião


Início das intervenções:

1. Sónia Ferreira resume a visita guiada à Margem Sul durante a manhã

2. Júlia Leitão de Barros – contextualização histórica e a propaganda do regime ditatorial

3. as mulheres do Barreiro – projecção de excertos da entrevista com Pepita, a viúva de Manuel Firmo, dirigente anarco-sindicalista

4. Projecção do documentário da CMB sobre o movimento grevista de 1943

18h – Debate e encerramento do colóquio

19h – Regresso a Lisboa

custo total – 25 euros

Manifesto Anti-Sócrates

Manifesto Anti-Sócrates

Uma geração que consente deixar-se governar por um José Sócrates é uma geração que nunca o foi.

É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos!

É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração!

Porra para o José Sócrates, porra!

PIM!

Uma geração com um José Sócrates a cavalo é um burro impotente!

Uma geração com um José Sócrates ao leme é uma canoa em seco!

O José Sócrates é um magano!

O José Sócrates é meio magano!

O José Sócrates saberá fazer jogging, saberá inglês técnico, saberá enhenharia sanitária, saberá fazer ceias para democratas como Hugo Chávez, saberá tudo menos governar que é a única coisa que ele finge fazer!

O José Sócrates pesca tanto de governação que até faz governos com homens da estirpe de Mário Lino que toma os portugueses por uma cáfila de camelos!

O José Sócrates é um habilidoso!

O José Sócrates disfarça-se mal!

O José Sócrates tem rabos de palha!

Não é preciso ir pró Rossio para se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!

Não é preciso disfarçar-se para se ser salteador, basta governar como o José Sócrates!

Basta não ter escrúpulos nem morais, nem políticos, nem humanos!

Basta andar com as modas da terceira via, com as políticas e com as opiniões!

Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar calções desportivos e olhos meigos!

O José Sócrates nasceu para provar que nem todos os que governam sabem governar!

O José Sócrates é um autómato que deita para fora o que a gente já sabe o que vai sair... Mas é preciso continuar a adormecer o Povo!

O José Sócrates é um fruste engenho dele próprio!

O José Sócrates em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.

Se o José Sócrates é português eu quero ser venezuelano!

O José Sócrates é a vergonha da política portuguesa!

O José Sócrates é a meta da decadência mental!

E ainda há quem não core quando diz admirar o José Sócrates!

E ainda há quem lhe estenda a mão!

E quem lhe lave a roupa!

E quem tenha dó do José Sócrates!

E ainda há quem duvide que o José Sócrates não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!

E fique sabendo o José Sócrates que se um dia houver justiça no mundo toda a gente saberá que o autor de O Príncipe é o José Sócrates que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Maquiavel.

E fique sabendo o José Sócrates que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.

Mas julgais que nisto se resume a politiquice portuguesa?

Não Mil vezes não!

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o Mundo!

O país mais selvagem de todas as Áfricas e Américas Latinas!

O exílio dos degradados e dos indiferentes!

A África reclusa dos europeus!

O entulho das desvantagens e dos sobejos!

Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

Porra para o José Sócrates, porra! PIM!



Texto roubado daqui:

http://socratinice.blogspot.com/2008/01/blog-post.html

Programação de Março do C.C.A. Gonçalves Correia ( em Aljustrel)



7 (sexta) a partir das 21.00

Lançamento da Revista BÍBLIA e concerto com GAZUA (power trio Punk Rock de Lisboa)Apresentação e leitura de textos da Revista Bíblia (nº27 e 28), espaço de experimentação nas tendências contemporâneas das artes visuais e da literatura desde 1996






13 (quinta) a partir das 21.00

Concerto PART TIME KILLERS (Punk-Rock melódico da Finlândia)www.myspace.com/parttimekiller


15 (sábado) a partir das 17.00

Conversa sobre a situação de António Ferreira Jesus.



Concerto PAYASOS DOPADOS (punk rock reggae core ska de Badajoz a Évora) + banda a confirmar…noite dentro punk-hardcore-crust dj’s…Janta vegetariana e bar benefit para projecto editoriais sobre a situação carcerária em Portugal.




22 (sábado) a partir das 21.00

Concerto ARTIGO 19 (Punk Acústico do Porto) e MÁRIO O TROVADOR (a viola e à voz subversiva de Cascais)2



9 (Sábado) a partir das 21.00

Concerto O CÃO (guitarras, batidas, noise e rock de Lisboa) + Drum’n’Bass NSKET (de volta ao Club…)





Adiantando… Abril19 (Sábado)

II Festival Anti-FascistaA partir das 17.00…. apresentação e conversa com o colectivo Acção Anti-Fascista.E noite adentro concerto com 5 bandas…

III Colóquio sobre «A Guerra na Antiguidade» (13 de Março)

O Centro de História da Universidade de Lisboa promove no próximo dia 13 de Março o III Colóquio “A Guerra na Antiguidade”.

A inscrição importa em 5€, com certificado, mas a entrada é completamente livre.

Listagem das comunicações:

- “A Anabasis de Xenofonte, meu primeiro livro de Guerra Antiga: de Aquilino a Roger Vailland” (João Medina);

- “A Regra da Guerra ou a «Ordem Militar» de Qumrân” (José Augusto Ramos);

- “Senaqueribe e Jerusalém (701 a.C.): «reciclagens» bíblicas da guerra psicológica assíria” (Francolino Gonçalves);

- “A crise política e militar de Šamaš-šumu-ukin no reinado de Assurbanípal” (Francisco Caramelo);

- “E a «Espada de Aššur» abateu-se sobre a Fenícia…” (António Ramos dos Santos);

- “A batalha contra os «Povos do Mar»” (Luís Manuel de Araújo);

- “A batalha de Ráfia (217 a.C.) e o «nacionalismo» egípcio do período ptolemaico” (José das Candeias Sales);

- “A guerra e as armas no Portugal pré-romano” (Ana Margarida Arruda);

- “«Nós matamos, possamos nós matar». O hoplita e a falange. O triunfo da infantaria simétrica no Mundo Antigo” (José Varandas);

- “Em honra de Ares. Do sacrifício humano como oferenda bélica no mundo greco-romano” (Nuno Simões Rodrigues);

- “As Termópilas (480 a.C.), entre o mito e a realidade: perspectivas” (André Oliveira Leitão);

- “Carros de combate na Antiguidade: de plataforma móvel de tiro a sinal de prestígio” (Pedro Gomes Barbosa);

- “Os soldados na Lusitânia romana, na guerra e na paz. Uma perspectiva histórico-epigráfica” (Amílcar Guerra);

- “Em busca do exército romano da conquista: indicadores indirectos no registo arqueológico” (Carlos Fabião);

- “Bellum atrox uictis et uictoribus: o flagelo das guerras civis na historiografia de Tácito” (Cristina Pimentel);

- “As armas ligeiras do exército romano: análise comparativa República/Império” (Miguel Sanches de Baêna);

- “Defesa, combate e objectivos imperiais na Hispânia tardia” (Adriaan de Man).

O Colóquio realiza-se no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e a data de início é às 9h.

As vergonhosas demolições em Cascais que deixam pessoas e famílias desalojadas!

NÓS DENUNCIAMOS:

CASAS DEMOLIDAS SEM REALOJAMENTO


No Bairro do Fim do Mundo

- A Câmara de Cascais está agora, conjuntamente à Paroquia de São João do Estoril, a desalojar pessoas à força sem terem outra solução de habitação;
- As ultimas demolições do dia 22 de Março deixaram homens e mulheres na rua.
- No dia 6 de Março, vão nove casas que vão abaixo. Destes apenas dois agregados familiares ficarão sem condições de realojamento digno, porque tivemos uma pequena vitória na luta pelo direito à habitação, com o realojamento de 7 agregados familiares. Denunciamos a situação de dois casais que vão ver a sua casa demolida sem que seja respeitado o seu direito fundamental à habitação. A câmara não pretende realojar estas pessoas.

O bairro das Marianas foi demolido há três anos. O presidente da Câmara alega que resolveu a situação de todos mas moradores se encontram ainda em condição de habitação precária. Após a demolição do seu bairro, alguns moradores das Marianas tiveram que ir para o Bairro do Fim do Mundo.

DISCRIMINAÇÃO A CIDADÃOS NÃO NACIONAIS

DISCRIMINAÇÃO DAS PESSOAS SOLTEIRAS

A Câmara de Cascais alega que somente pessoas com família podem ter direito a alugar um alojamento social, esquecendo muitas vezes que o direito à habitação é um direito de todos. Em Cascais parece valer o lema "engravida que podes pretender ter direito à habitação!" Essa discriminação atinge nomeadamente os homens, trabalhadores da construção civil, que vivem separados da sua família.

PROPOSTAS DE ALOJAMENTO INACEITÁVEIS

Câmara só começou a propor algumas soluções para às mulheres solteiras, sob a nossa pressão. Só que essas soluções não são dignas e continuam a excluir os homens.

- Alojamento em pensão – a falta de vontade politica: Para as mulheres, a solução encontrada foi alojar em pensões. A Câmara paga 25 euros/por dia para manter os desalojados nas pensões. Já se passaram 40 dias desde o último despejo e, invés resolver de realojar, a câmara prefere desperdiçar dinheiro e deixar as pessoas em uma situação precária, uma vez na pensão as pessoas sofrem a pressão da câmara e recebem a ordem de sair de lá.

- Realojamento arbitrário e inadequado / manipulação mediática da parte da Câmara.
A frente da comunicação social, a câmara aponta casos "de pessoas que tinham direito ao realojamento e que não aceitaram", provocando assim a indignação da opinião publica. Na verdade, os casos referidos são situações muito mais complexas. Tratam-se de mulheres com familia, que sofreram pressão da parte dos funcionários para aceitar condições de realojamento indignas, inadequadas e inaceitáveis, como, por exemplo, um T2 para um agregado de 5 pessoas. Devido a situação de urgência na qual se encontravam e à pressão recebida, as pessoas se sentem obrigadas à aceitar ou assinar contratos.

AS FALSAS PROMESSAS

- Agua e luz: Nas últimas demolições, a Câmara cortou a água e a luz de várias casas. No seguimento da pressão dos moradores, foi prometido que estaria tudo restabelecido, no prazo máximo de 3 dias. No entanto, isso não ocorreu e, se hoje há água e luz, deve-se ao esforço dos moradores.

- Recenseamento: No início de Janeiro, foi acordado com a Cãmara que seria feito um novo levantamento dos moradores para se saber quais as reais necessidades de habitação. Isto seria feito com as técnicas da Câmara e com a comissão de moradores do bairro. Hoje, o recenseamento está feito pela comissão de moradores, ma sem nenhuma ajuda da Câmara, que parece ter esquecido o acordado.

- Os programas-fantasma: A Câmara apresentou uma proposta sem consistência, através do programa PROHABITA. As próprias técnicas admitiram que é somente uma intenção de candidatura ao programa, visto que o IHRU (órgão responsável pelo programa) não demonstrava muito empenho em concretiza-lo. Por outro lado, os critérios para que os moradores possam aceder ao programa são: planta do fogo onde pretende residir; fotos do fogo; contrato de arrendamento; entre outros requisitos. Se já sabemos de antemão que os imigrantes, na sua maioria é discriminada pelos senhorios, como seria possível candidatar-se com tais exigências? Isto é a estratégia do "empurra": a camara atira o problema ao IHRU, que também não parece preocupar-se. A comissão de moradores já solicitou ao IHRU duas reuniões para discutir o problema. Até hoje nunca houve resposta.

PRÁTICAS DE INTIMIDAÇÃO, CHANTAGEM E ABUSO DE PODER BUROCRÁTICO

- Práticas de intimidação e chantagem aos moradores, que são aconselhados a não participarem em reuniões de bairro ou a dar qualquer entrevista/relato à comunicação social, sob pena de perderem o direito ao realojamento. Noutros casos, os moradores são pressionados a aceitarem realojamento em habitações sem o mínimo de condiões de habitabilidade ou a irem morar com parentes, causando sobrelotação. Ou aceita ou vai para a rua!

- Exigências absurdas de documentação e justificativas: Aos moradores é exigido por vezes que comprovem 70% de incapacidade física para serem considerados doentes. As pessoas que se ausentam temporariamente para trabalhar perdem o direito a realojamento. Em Cascais, vale o lema "fique doente e não trabalhe e pode ter direito à habitação!"

- Eterna Burocracia : Os moradores dos bairros tem constantemente que apresentar imensa papelada burocrática para comprovar que residem no bairro. Há casos de pessoas que residem no bairro há 20 anos e mesmo assim ainda precisam comprovar residência, pagamentos de segurança social, comprovativos de renda, etc. Muitos moradores perdem dias de trabalho nas filas das lojas do cidadão para juntar toda documentação actualizada, ou seja: aos moradores todos os deveres e nenhum direito.


HABITAÇÃO SOCIAL OU NEGÓCIO IMOBILIÁRIO?

Nos prédios de habitação social que ficam ao lado do Bairro do Fim do Mundo a renda está a ser aumentada brutalmente: rendas de 25 euros podem chegar a 450 euros! Diversos moradores estão a receber cartas da empresa municipal de habitação EMGHA, com estes aumentos abusivos. Em alguns casos, é alegado que os moradores estarão a subalugar a casa ou acolheram, temporariamente, um parente. Em casos de falecimento, ou a família aceita ir para um fogo menor, ou terá de pagar a renda a preço de mercado. Há um caso de 4 filhos que vão perder a casa, pois sua mãe faleceu e era a única beneficária da habitação social. Em outros casos, ainda não há explicação para o aumento gritante da renda.

UM SANTO NEGÓCIO

Vale lembrar que o Bairro do Fim do Mundo está situado no terreno de propriedade do Centro Paroquial Património dos Pobres, e é este mesmo Centro Paroquial que pressiona a Câmara para que acelere as demolições no bairro, visto a urgência de construir uma nova Igreja.


Os moradores dos bairros em demolição são cidadãos que trabalham e pagam impostos. Trabalham nas obras, nas limpezas, na restauração, trabalhos duros para os quais recebem salários baixos. Outros são estudantes ou estão em situação de desemprego, de invalidez ou de reforma.


HABITAÇÃO PARA TODOS!

5.3.08

As casas ( poesia de Rui Belo)


Oh as casas as casas as casas
as casas nascem vivem e morrem
Enquanto vivas distinguem-se umas das outras
distinguem-se designadamente pelo cheiro
variam até de sala pra sala
As casas que eu fazia em pequeno
onde estarei eu hoje em pequeno?
Onde estarei aliás eu dos versos daqui a pouco?
Terei eu casa onde reter tudo isto
ou serei sempre somente esta instabilidade?
As casas essas parecem estáveis
mas são tão frágeis as pobres casas
Oh as casas as casas as casas
mudas testemunhas da vida
elas morrem não só ao ser demolidas
Elas morrem com a morte das pessoas
As casas de fora olham-nos pelas janelas
Não sabem nada de casas os construtores
os senhorios os procuradores
Os ricos vivem nos seus palácios
mas a casa dos pobres é todo o mundo
os pobres sim têm o conhecimento das casas
os pobres esses conhecem tudo
Eu amei as casas os recantos das casas
Visitei casas apalpei casas
Só as casas explicam que exista
uma palavra como intimidade
Sem casas não haveria ruas
as ruas onde passamos pelos outros
mas passamos principalmente por nós
Na casa nasci e hei-de morrer
na casa sofri convivi amei
na casa atravessei as estações
Respirei – ó vida simples problema de respiração
Oh as casas as casas as casas


Ruy Belo


Poeta e ensaísta português, natural de São João da Ribeira, Rio Maior. Licenciado em Filologia Românica e em Direito pela Universidade de Lisboa, obteve o grau de doutor em Direito Canónico pela Universidade Gregoriana de Roma, com uma tese intitulada «Ficção Literária e Censura Eclesiástica».
Exerceu, ainda que brevemente, um cargo de director-adjunto no então ministério da Educação Nacional, mas o seu relacionamento com opositores ao regime da época, a participação na greve académica de 1962 e a sua candidatura a deputado, em 1969, pelas listas da Comissão Eleitural de Unidade Democrática, levaram a que as suas actividades fossem vigiadas e condicionadas. Ocupou, ainda, um lugar de leitor de Português na Universidade de Madrid (1971-1977). Regressado, então, a Portugal, foi-lhe recusada a possibilidade de leccionar na Faculdade de Letras de Lisboa, dando aulas na Escola Técnica do Cacém, no ensino nocturno. Em 1991 foi condecorado, a título póstumo, com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant'iago da Espada.
Tendo sido, na sua passagem pela imprensa, director literário da Editorial Aster e chefe de redacção da revista Rumo, os seus primeiros livros de poesia foram Aquele Grande Rio Eufrates (1961) e O Problema da Habitação (1962). Às colectâneas de ensaios Poesia Nova (1961) e Na Senda da Poesia (1969), seguiram-se obras cuja temática se prende ao religioso e ao metafísico, sob a forma de interrogações acerca da existência. É o caso de Boca Bilingue (1966), Homem de Palavras(s) (1969), País Possível (1973, antologia), Transporte no Tempo (1973), A Margem da Alegria (1974), Toda a Terra (1976) e Despeço-me da Terra da Alegria (1977). O versilibrismo dos seus poemas conjuga-se com um domínio das técnicas poéticas tradicionais. A sua obra, organizada em três volumes sob o título Obra Poética de Ruy Belo, em 1981, foi, entretanto, alvo de revisitação crítica, sendo considerada uma das obras cimeiras, apesar da brevidade da vida do poeta, da poesia portuguesa contemporânea.
Apesar do curto período de actividade literária, Ruy Belo tornou-se um dos maiores poetas portugueses da segunda metade deste século, tendo as suas obras sido reeditadas diversas vezes. Destacou-se ainda pela tradução de autores como Antoine de Saint-Exupéry, Montesquieu, Jorge Luís Borges e Federico García Lorca.
Em 2001, publica-se Todos os Poemas

Obras poéticas
• Aquele Grande Rio Eufrates (1961)
• O Problema da Habitação (1962)
• Boca Bilingue (1966)
• Homem de Palavra(s) (1969)
• Transporte no Tempo (1973)
• País Possível (1973)
• A Margem da Alegria (1974)
• Toda a Terra (1976)
• Despeço-me da Terra da Alegria (1978).


Texto retirado de:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ruy_Belo


Programa da cooperativa cultural Prima Folia ( Academia Problemática e Obscura ) para o mês de Março em Setúbal

Prima Folia: programação cultural de Março

Programa da Academia Problemática e Obscura
Março de 2008

Rua Deputado Henrique Cardoso, 30-34, Setúbal

Dia 5, às 21:00 horas – Debate sobre os direitos dos animais e a saúde pública com Professor Doutor Francisco Assis-Costa e a Associação Sobreviver - Setúbal.
Com este debate pretende-se fazer uma reflexão conjunta sobre as implicações e consequências do desenvolvimento contemporâneo no meio ambiente, bem como, paralelamente, fazer uma recolha de solidariedade com a Associação Sobreviver, nomeadamente com comida, cobertores e estruturas móveis onde se possa transportar/alojar os animais.

Dia 6, às 21:00 horas – Apresentação do jornal Mudar de Vida com José Mário Branco.
O periódico "Mudar de Vida", pese o pouco tempo de existência, já se converteu num dos principais referenciais para as mentes inquietas e questionantes do nosso país. Nele encontramos, com franqueza e contundência, os temas debatidos sem preconceitos, que só a seriedade e honestidade dos seus colaboradores permite.

Dia 7, às 20 horas – Jantar Cultural "Ciclo Inezino", com Fernando Da Costa (Dramaturgo/Jornalista) e Regina Bronze (Medievalista).
Trata-se do segundo jantar deste ciclo, onde se procura explorar e questionar os mitos que habitam a cultura portuguesa, procurando confrontá-los de forma multidisciplinar, propondo, por um lado a sua exegese, e, por outro, vislumbrar a sua pertença a cada um de nós.

Dia 14, às 20:00 horas – Jantar Cultural Vegetariano, de Teresa Pontes, com passagem de um documentário, em colaboração da Associação Vegetariana Portuguesa e do GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental).

Dia 27, às 21:00 horas – Inauguração da exposição fotográfica de António Busca "Revisitar Abril, 30 anos depois", com música ao vivo.
Exposição fotográfica sobre as comemorações "oficiosas" dos 30 anos do 25 de Abril de 74, em Lisboa.

Dia 28, às 20 horas – Jantar Cultural "Ciclo Inezino", com João Aguiar (Romancista) e convidado a confirmar.
Trata-se do terceiro e último jantar deste ciclo, onde se procura explorar e questionar os mitos que habitam a cultura portuguesa, procurando confrontá-los de forma multidisciplinar, propondo, por um lado a sua exegese, e, por outro, vislumbrar a sua pertença a cada um de nós.

Cursos:

• Os muçulmanos na Península Ibérica e na região de Setúbal, por António Rafael Carvalho (Gabinete de arqueologia da C. M. Alcácer do Sal) – às Sextas, em horário a combinar conforme a disponibilidade.

• O Antigo Egipto, das imagens multifacetadas, por António Almeida (historiador) – aos fins de tarde, a combinar conforme a disponibilidade.

• Introdução à Fotografia, por João Paulo Marques (fotógrafo, ex-professor do IADE e antigo responsável pelo arquivo fotográfico da AMI) – aos Sábados, em horário a combinar conforme a disponibilidade.

Cursos - 50 € por módulo - correspondendo a mês, mês e meio de aulas (40€ folia divina).

Jantares – 10 € (8€ folia divina)
Fonte: aqui

Caminhada na Serra de Sicó promovida pela Ass. para a defesa do Vale do Bestança

Caminhada na Serra de Sicó
(Rodeando a Srª do Círculo)
8 de Março de 2008


O Núcleo de Coimbra da ADVB, no intuito de divulgar um pouco mais do nosso Belíssimo País realizará na Serra de Sicó a sua primeira caminhada da temporada.


A Serra de Sicó, a Sul de Coimbra , já no Concelho de Condeixa, é um Maciço Calcário, (onde podemos encontrar diversos Algares), que pelo Clima Mediterrânico, produz uma vegetação adaptada à escassez de água, e às elevadas temperaturas do Verão, ( Carrasqueiros, Tojos, Medronheiros, Urzes, Giestas, etc).


Como se depreende, o percurso decorrerá à “volta” da Srª do Círculo, que se situa num maciço assimétrico de apenas 400 m, mas de onde se pode observar todo o vale do Mondego, a Figueira da Foz, e nos dias mais límpidos, uma grande faixa do Oceano Atlântico. A Capela da Srª do Círculo, foi “grosseiramente” modernizada, mas ainda se pode observar o círculo de pedra que a protege, e que estará na origem do nome. A festa realiza-se no 2º Domingo Pascal.


No trajecto passaremos pelo Casmilo, aldeia antiga tipicamente serrana, provavelmente do século xv, e onde na Idade do Ferro terá existido um Castro. Nas imediações, encontram-se uns campos de Lapiás dos mais espectaculares de toda a Serra.


Visitaremos o Vale Buracas, reentrâncias horizontais, algumas de razoável dimensão, e onde ainda hoje se abrigam pastores e rebanhos, e turistas menos precavidos.


Rumaremos a Sul, passando pelo Cadaval Grande, (mais uma povoação no sopé do Monte da Srª do Círculo), donde subiremos para fecharmos o círculo e a caminhada.


Programa

• Encontro dos participantes na Capela da Srª da Círculo às 9h 15 min.
• Início da caminhada às 09h 30 min, prevendo-se o final da caminhada às 17h 30 min, dependendo como é evidente das “pernas dos caminheiros”.
• Extensão da caminhada de aproximadamente 18 Km, podendo ser considerada de dificuldade média alta. (Para o pessoal que apresente evidentes sinais de cansaço, “arranja-se um desconto “a estes 18 Km”).
• Jantar, a partir das 19 horas.



Como chegar à Srª do Círculo

Saída na A1 em Condeixa “apanhar” o IC2, ou Est. N 1 para Sul, (na direcção de Condeixa e Pombal).
Passar na periferia de Condeixa, sempre na EN 1, ignorar a saída à direita para Soure e Penela, e quando forem percorridos aprox. 4,4 Km, no fim de uma pequena descida, virar à direita para ARRIFANA.
Percorrido mais 1 Km, dentro de Arrifana, virar à esquerda para (Peixeiro, Furadouro e Casmilo). Entraremos numa pronunciada subida, onde se passará por Picota, e também ao lado de Peixeiro.
Quando se percorrerem 8,9 Km, encontraremos a placa de Furadouro , e aos 10,3 Km, virar-se -à à direita para a Srª do Círculo.
Finalmente, aos 11,4 Km depois de saírem da A1, virar à esquerda, e percorridos mais 0,9 Km, chegaremos ao local de encontro.
Quem sair de Coimbra pelo IC2 ou EN1, passa a saída para Antanhol, a saída para Cernache, e quando passar a saída da A1 de Condeixa, desconta aprox 300 metros (distância Da Portagem à EN1) e segue todo o resto do percurso.
Quem fizer a abordagem de Sul para Norte pela EN 1, vira para a Arrifana, e segue também o resto do itinerário.
Há no entanto variadas opções para chegar à Srª do Círculo, que qualquer GPS, lhes poderá indicar...



Responsabilidades dos participantes
• Material individual, necessário às condições e exigências do percurso.
• Condição física e estado de saúde adequado às exigências da caminhada.
• Seguro de acidentes pessoais.
• Almoço de Sábado.


A ADVB (Núcleo de Coimbra) não se responsabiliza por qualquer acidente que possa provocar danos físicos, morais ou psicológicos nos participantes ou em terceiros.



NOTAS
1. Recomenda-se o uso na caminhada de um calçado com um piso aderente e rijo, pois atravessaremos locais com piso muito irregular e escorregadio. Como passaremos por zonas de tojo e silvas, aconselha-se a protecção da zona dos tornozelos, (Botas, meias altas e calças).
2. No trajecto não existem cafés ou similares, devem portanto os pedestrianistas, munir-se de água suficiente para a caminhada, principalmente se estiver um dia quente.




Responsabilidades da organização

• Jantar de Sábado.



Inscrição (até 5 de Março)
• Caminhada - 5 euros (crianças e sócios da ADVRB com as cotas em dia, grátis)
• Refeição com pagamento no local devendo ser confirmada previamente


Mais informações
Para mais informações e inscrições, que deverão efectuar-se até 5 de Março, contactar Vaz Pedro (917619080), Jorge Ventura (968013140) ou José Sampaio (917535075).

http://www.bestanca.com/actividades/






Actividades calendarizadas para 2008

8 de Março Caminhada na Serra de Sicó (Núcleo de Coimbra)

29 de Março Caminhada "A Sagração da Primavera"

25, 26 e 27 de Abril Caminhada a Santiago de Compostela

27 de Maio Caminhada no Vale do Bestança com os alunos da EB 2-3 da Vila de Cinfães

31 de Maio Caminhada em Penacova nas margens dos rios Alva e Mondego (Núcleo de Coimbra)

21 de Junho Apresentação do Boletim Cultural "Prado" - Casa da Cultura de Cinfães

5 de Julho TransMontemuro - Fora de estrada entre o vale do Bestança e o vale do Paiva, com travessia da serra de Montemuro

19 e 20 de Julho Descida do Bestança

26 de Julho Descida do Mondego em canoa (Núcleo de Coimbra)

6 de Setembro Caminhada em Espadanedo "O erguer do Arco"

20 de Setembro Caminhada na serra do Buçaco (Núcleo de Coimbra)

25 de Outubro Caminhada da castanha

8 de Novembro Caminhada no Vale do Sousa (Org. AARIS - Associação dos Amigos do Rio Sousa)

13 de Dezembro Caminhada e Ceia de Natal





Outras Actividades

Impedir a construção de mini-hídricas no Vale do Bestança

Edição do Boletim cultural "Prado" e outras publicações em livro

Realização de exposições fotográficas e temáticas

Inventariação da biodiversidade do Vale do Bestança

Cooperação com as escolas do concelho em matéria de formação e educação ambiental

Recuperação do Património natural e edificado no Vale do Bestança

Criaçõo do Museu Etnográfico do Vale do Bestança




Candidatura de projectos a fundos comunitários
A Associação para a Defesa do Vale do Bestança estabelece protocolos de cooperação com a Câmara Municipal de Cinfães, Agrupamento vertical de Escolas de Cinfães, Juntas de Freguesia do Vale do Bestança, AARIS - Associação dos Amigos do Rio Sousa; Associação de Promoção e Defesa da Ribeira de Tendais; Associação Cultural Serpa Pinto; Escola Secundária de Cinfães, estando receptiva a outras parcerias no sentido da promoção turística e ambiental do vale do Bestança e do concelho de Cinfães.

4.3.08

Concessões do governo não satisfazem o Movimento Porta 65 Fechada que promete continuar a lutar pela concretização prática do direito à habitação

http://porta65.blogspot.com/
http://porta65fechada.net/moodle/
Contactos email: porta65fechada@gmail.com


Apesar das concessões do governo que, face ao rotundo fracasso das suas medidas que criavam dificuldades insuperáveis ao arrendamento jovem, aceitou rever alguns pontos da sua legislação, o Movimento Porta 65 Fechada divulgou um comunicado em que promete continuar a lutar, apesar daquelas concessões e recuos governamentais, de forma a que os jovens trabalhadores em início de vida possam ter acesso à habitação digna naquilo que é um direito fundamental consagrado na Constituição da República e que tem sido progressivamente posto em causa pelos sucessivos governos.

Recorde-se que após um surto de contestação e várias manifestações que criticaram a famigerada legislação que penalizava o arrendamento jovem o Governo aceitou introduzir alterações legislativas, aceitando o aumento do tecto máximo dos arrendamentos permitidos, em especial para T0 e T1, e da taxa de esforço exigida aos jovens, que passará de 40 para 60%
Segundo dados agora divulgados das 3.561 candidaturas analisadas pelo IRHU (Instituto de Habitação e da Reabilitação urbana) apenas 1554 receberam subsídio, o que só confirma o regime restritivo e altamente penalizador do quadro legal aprovado, e que urge ser revisto.


Movimento Porta 65 Fechada congratula-se com alterações mas afirma que pecam por tardias e que muitos dos problemas ficam por resolver


O Movimento Porta 65 Fechada, que congrega cidadãos afectados e/ou preocupados, com o novo regime de apoio ao arrendamento jovem (Porta 65 Jovem) congratula-se com as recentes declarações de responsáveis da Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades onde se apontam as principais alterações ao programa Porta 65 Jovem
(ver http://porta65.blogspot.com/ ).


Esta é a prova de que as reinvidicações pelas quais o movimento se tem batido há mais de três meses eram de elementar justiça e que os critérios definidos eram absurdos e representam o falhanço total desta política.

Consideramos falta de honestidade política não admitir os erros cometidos (e comprovados por força das circunstâncias) tal como foi veiculado pelo Secretário de Estado.


As alterações propostas pecam por tardias uma vez que a vida de milhares de jovens foi já gravemente prejudicada, e os efeitos prejudiciais desta lei poderiam ter sido minorados se se procedesse a uma avaliação rigorosa e a um trabalho sério antes da publicação apressada da portaria. (Relembramos que a portaria original foi publicadamente no dia imediatamente antes à da abertura do período de candidaturas)


Esperamos pelas propostas concretas e que serão publicadas na próxima semana para averiguar quais os impactes reais destas alterações, uma vez que os dados relativos às novas Rendas Máximas Admitidas não foram divulgados e são o factor de ponderação para todos os outros parâmetros. No entanto existem ainda muitos pontos que não sofreram alterações e que merecem a nossa total desaprovação.


Na realidade o orçamento dedicado ao apoio ao arrendamento jovem caiu de 64 milhões de euros em 2007 para 36,2 milhões em 2008 sendo que, destes 36,2 milhões 16,9 serão para antigos beneficiários que este ano ainda beneficiaram do IAJ. Contas feitas restam apenas 19,3 milhões para o Porta 65 Jovem! Com estas restrições é claro que o número de beneficiários irá descer significativamente.

Além disto, o número de anos de possível apoio desceu dos cinco para os três anos, a possível comparticipação também desceu de um máximo de 75% para 50% da renda, institui-se um decréscimo ao longo dos três anos que pode levar a comparticipação ao valor de apenas 10%.

O Movimento Porta 65 Fechada continuará a sua luta para que os jovens trabalhadores em início de vida possam ter acesso à habitação digna naquele que é um direito fundamental consagrado na Constituição da República e que tem sido progressivamente posto em causa pelos sucessivos governos.

3.3.08

Acção de Reflorestação na Serra da Aboboreira nos dias 14,15 e 16 de Março (as inscrições estão abertas para todos os interessados)


Para ajudar a manter a floresta viva, o GAIA propõe um programa de re-florestação da Serra de Aboboreira nos dias 14, 15 e 16 de Março.

Nesse fim de semana pretende-se reunir um grupo interessado em plantar árvores, em conhecer pessoas novas e em explorar o mundo rural.

A Serra de Aboboreira é partilhada pelos concelhos do Marco de Canaveses,de Baião e de Amarante. A zona de acampamento e de florestação encontra-se situada no Concelho do Marco, mais precisamente na Freguesia da Folhada.

Nos últimos anos a Serra de Aboboreira tem sido assolada por incêndios florestais e pela indústria da madeira motivo pela qual a biodiversidade tem sido gravemente afectada.

O principal intuito desta acção de reflorestação consiste em contrariar a devastação da floresta portuguesa incentivando a população portuguesa a preservar as suas serras com a plantação de espécies de árvores autóctones.

O Marco de Canaveses encontra-se na linha do Douro. Estão-se a planear duas partidas a sair da estação de S. Bento:

partida chegada

Sexta 17h05 18h18

Sábado 09h55 11h26


O regresso está planeado para Domingo no comboio das 18h32 com chegada ao Porto às 20h10

O preço do bilhete de ida e volta: 4,10€.

O GAIA, juntamente com a Junta de Freguesia da Folhada, assegura o almoço e jantar de Sábado e o almoço de Domingo, no entanto, todos os géneros alimentares são bem-vindos.

Existe uma área confortável para acampar, água corrente e WCs

Junta-te a nós e com a participação da população local poderemos iniciar um ciclo de acções de re-florestação que manterão a nossa floresta viva.


Conselhos práticos:
prepara o lanche
roupa leve quente e impermeável
calçado confortável
chapéu
tenda, saco-cama e colchonete

Para mais informações contacta-nos por e-mail ou por telemóvel 934310410


http://gaia.org.pt/

A programação de Março dos cineclubes do norte de Portugal

Vê cinema de qualidade e de autor através dos cineclubes da tua região!

PARA FUGIR ÀS SALAS ( e pipocas nauseabundas) DENTRO DOS SHOPPINGS COMERCIAIS


Informação recolhida via http://cinehighlife.blogspot.com/


Cineclube Guimarães

Dia 06 - CLIMAS, de Nuri Bilge Ceylan
Dia 09 - CONTROL, de Anton Corbijn
Dia 13 - NATUREZA MORTA, de Jia Zhang-Ke
Dia 16 - CENSURADO, de Brian de Palma
Dia 18 - BREVE ENCONTRO, de David Lean*
Dia 20 - A PORTA DA FORTUNA, de Emanuele Crialese
Dia 23 - O SONHO DE CASSANDRA, de Woody Allen
Dia 25 - DOURO, FAINA FLUVIAL, de Manoel de Oliveira*

* CICLO DE CINEMA GUIMARÃES ANOS 60: UM NOVO OLHAR, OUTROS FILMES


Cineclube Ao Norte

Sessões Especiais
Dia 07 - O DIREITO DO MAIS FORTE À LIBERDADE, de R.W. Fassbinder
Dia 12 - SERENATA À CHUVA, de Gene Kelly e Stanley Donen
Dia 14 - MAMÃ KÜSTER VAI PARA O CÉU, de R.W. Fassbinder
Dia 21 - O CASAMENTO DE MARIA BRAUN, de R.W. Fassbinder
Dia 28 - LILI MARLEEN, de R.W. Fassbinder

Sessões Cineclubistas


Dia 06 - DAQUI P'RA FRENTE, de Catarina Ruivo
Dia 13 - A MORTE DO SR. LAZARESCU, de Cristi Puiu
Dia 20 - MADONAS, de Maria Speth
Dia 27 - 12:08 A ESTE DE BUCARESTE, de Corneliu Porumboiu



Cineclube de Joane

Dia 04 - NO DIRECTION HOME, de Martin Scorsese
Dia 05 - VELVET GOLDMINE, de Todd Haynes
Dia 06 - CONTROL, de Anton Corbijn
Dia 20 - O ASSASSÍNIO DE JESSE JAMES PELO COBARDE ROBERT FORD, de Andrew Dominik
Dia 25 - LÁGRIMAS E SUSPIROS, de Ingmar Bergman
Dia 27 - CRISTÓVÃO COLOMBO - O ENIGMA, de Manoel de Oliveira

'Alphaville' de Godard no cineclube da Escola das Artes (dia 5 de Março)

Alphaville, de Jean-Luc Godard (1965)
Vencedor do Urso d'Ouro (Berlim)


Sessão às 18h30
5 de Março de 2008-03-03
Na Escola das Artes da UC (pólo da Foz)
Auditório 4

Entrada Livre


Escola das Artes da U.Católica (Pólo Foz)
Rua Diogo Botelho, 1327
Porto