16.12.07

Já querem privatizar as Faculdades de Medicina!

O Regime Jurídico para as Instituições do Ensino Superior (RJIES) chegou à Faculdade de Medicina (FML) como a todas as faculdades do país: sem discussão, sem levantar ondas, como se nada fosse. O facto de ser um regulamento ainda sem resultados práticos, com consequências que parecem ser todas a muito longo prazo, além de todo o contexto do movimento estudantil português, fizeram com que a contestação ao mesmo se cingisse a poucas pessoas.

O SALTA (Saúde, Alternativa e Acção) tenta promover a discussão com duas sessões de esclarecimento acerca do RJIES. Ambas têm poucos espectadores, mas elementos da direcção da AEFML participaram, tentando quebrar a discussão, dizendo por um lado que a passagem a fundação era impossível, mas parecendo defender uma eventual mudança de regime jurídico.


(...) Apesar de se ter chegado a algumas pessoas, a mobilização continua distante. Quando alguns que não queriam admitir o previsível chamavam esquizofrénicos a quem tentava informar e discutir a eventual passagem a fundação, a bomba cai: o director da faculdade dá uma entrevista ao semanário SOL, onde afirma já estar tudo tratado. Se é um consórcio ou fundação, ele não sabe. Mas que vai acontecer, vai. Na sessão solene de abertura do ano académico a cena repete-se: a palavra "fundação" é evitada com um jogo de cintura ágil, utilizando-se agora preferencialmente a palavra consórcio. Mas sempre sem especificar de que tipo. Pelos corredores do hospital corria o boato de que o director "queria algo".... Mas não eram ferrero rocher...

Caída a máscara, a faceta neoliberal do RJIES revela-se. Neste contexto, o SALTA aproveita para marcar uma RGA que emitirá uma opinião dos alunos acerca da possível privatização da FML. Os cartazes e panfletos para divulgar esta RGA têm agora um objectivo concreto: impedir a privatização. Não basta juntar gente e fazer coisas se não há um plano que chame as pessoas, que as alerte para a importância de agir. Que as alerte para o objectivo da sua acção. A RGA tem uma participação razoável, 100 pessoas inicialmente, com cerca de 70 no final, após algumas horas de discussão. O SALTA apresenta as suas razões contra a privatização do Ensino Superior. A discussão é produtiva e elucidativa: exceptuando a direcção da AEFML, que se absteve, todas as pessoas votam contra a privatização da FML.

A tomada de posição dos alunos votada em RGA chega ao director, que se apressa a desmentir os boatos "paranóicos" de privatização. Após sucessivas propostas, acede em fazer uma sessão de esclarecimentos. Exactamente um mês e uma semana depois de ter dado a entrevista. A notícia de tal sessão de esclarecimentos viajou rapidamente até à reitoria, tendo o reitor da UL apressado-se a dizer que gostaria de estar presente. E com ele vem o Charles Buchanan, director executivo da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) membro da assembleia estatutária da UL. Entretanto, as informações sucedem-se: já não é apenas a FLAD, uma fundação privada ligada a várias multinancionais que está interessada no nosso cantinho em Santa Maria. Aparentemente, os grupos Mello e Espírito Santo já foram contactados. Director apressa-se a desmentir que estes contactos estejam relacionados com a faculdade. As informações são contraditórias, a discussão escassa, mas as movimentações não.


O SALTA tem tentado agir com vários pressupostos: evitar a privatização da Faculdade de Medicina é uma luta que tem que ser feita com todos os estudantes, professores e outros elementos da escola que recusem a inevitabilidade liberalizante. A bandeira "anti–privatização" é algo de palpável e que chega às pessoas. Quando os nossos "representantes" (AEs) não defendem os direitos estudantis, neste caso, a escola pública, os movimentos devem fazê-lo intransigentemente. É preciso aproveitar o facto de mais pessoas se juntarem a nós por sentirem as consequências de uma medida com a qual não concordam para alertar para o seu contexto: esta medida existe devido ao RJIES, cuja revogação tem que ser um objectivo, e faz parte do plano traçado pelas superiores instâncias da OCDE e da UE e aplicado pelo Governo de serviço, o do PS/Sócrates.


(...)


Urge ainda uma mobilização dos movimentos estudantis e AEs contra o RJIES para uma acção conjunta, para que se chegue a mais gente e se explique que há uma alternativa ao que nos querem impor: é possível uma Escola pública, gratuita, democrática e de qualidade.

Texto retirado de:

MUT-MAIA promove vigília de Natal contra os aumentos dos preços dos bilhetes de transportes (20 Dez das 17h às 21h.)

Consultar:
http://mut-amp.blogspot.com/

Atelier de Marionetas com material reciclado



Nas férias do Natal vamos construir, brincar e criar o TEU Teatro de Marionetas. Para todas pessoas que gostam de teatro entre 6 e 112 anos, com Inês Clematis, que tem anos de experiência em Portugal e no estrangeiro com marionetas e outras artes.


Centro social do Gaia (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental)
Grupo desportivo da Mouraria
Travessa da Nazaré, 21
Lisboa

O Grémio Lisbonense tem a cabeça a prémio! Hoje é dia de protesto contra a iminência do despejo.

Dia 16 Dez., Domingo, a partir da 11h - um dia de protesto contra a iminência de despejo do Grémio Lisbonense

O GRÉMIO TEM A CABEÇA A PRÉMIO

Um dia inteirinho, cheio de actividades, músicos, artistas, Dj`s, campeonatos de snooker, bilhar e suéca.
Um dia de protesto, um dia de manifesto contra a acção de despejo.

Junta-te a nós, aparece, assina a petição... não deixes a associação mais antiga de Lisboa fechar!!!


Petição contra o despejo
http://www.PetitionOnline.com/GREMIO/


Horário
*3ª a Sábado
das 14h à 00h00 (ou mais tarde se houver festa),


Morada
Associação Grémio Lisbonense
Rua dos Sapateiros Nº 226 1º
porta em frente ao Animatógrafo
Telf: 21 3420266


Para consultar a programação de actividades do mês de Dezembro:
http://gremiolisbonense.blogspot.com/

Um Poeta a Mijar – novo livro de A.Pedro Ribeiro vai ser lançado no dia 21 de Dez. no bar Real Feytoria

"Um Poeta a Mijar" é o título do novo livro de A. Pedro Ribeiro, publicado pela Corpos Editora.

O livro vai ser lançado dia 21 de Dezembro, sexta, pelas 22, 30 horas no bar Real Feytoria, no Porto (à Ribeira).

"Um Poeta a Mijar" situa-se entre o surrealismo, o dadá e o beatnick, entre a mulher e os bares, entre o palco e a loucura.

"Um Poeta a Mijar" sucede a "Saloon" (Edições Mortas, 2007), "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro" (2006), "Sexo, Noitadas e Rock n' Roll" (2004), "Á Mesa do Homem Só. Estórias" (2001) e a "Gritos. Murmúrios" (1988).



A. Pedro Ribeiro nasceu no Porto em Maio de 1968, viveu em Braga, no Porto e na Trofa e actualmente reside em Vilar do Pinheiro (Vila do Conde). Diz regularmente poesia no norte do país, tendo actuado no Festival de Paredes de Coura de 2006 ao lado de Adolfo Luxúria Canibal e de Isaque Ferreira. Em 2005 alguns órgãos de comunicação social noticiaram uma candidatura sua à Presidência da República.
Integra as bandas Mana Calórica- www.myspace.com/manacalorica - e Las Tequillas.
Foi fundador e é colaborador da revista Aguasfurtadas.



BORBOLETAS

Borboletas na Internet disquete cassete sai e mete na Rosete que nos submete e promete ceias de Natal à entrada do centro comercial à saída do Telejornal cacetete tête-à-tête confidencial dá-me a tua morada a tua namorada o teu portal envia-me um postal uma queca no matagal uma mulher fatal e diz aos putos para parar com o cagaçal não me trates mal não me ponhas mole, ó Amaral.
Chiclete na net orgia na retrete revista coquete croquetes amor de trotinete atómica supersónica harmónica filarmónica filantrópica psicotrópica Mónica, volta aos meus braços aos meus cansaços aos meus bagaços aos meus palhaços em pedaços laços estilhaços calhamaços caracóis duquesa de Góis rouxinóis prato de rissóis cachecóis em Cascais aos casais jornais informais ais aias saias sais minerais saque no cais de embarque um traque no Iraque tic-tac xeque-mate Camarate serrote garrote pote pichote Senhora do Ó tende piedade do Tó que anda metido no pó Aniki-bobó às quartas-feiras dentro das eiras dentro das freiras dentro das frieiras na àgua das torneiras no universo dos Pereiras das colmeias e das onomatopeias ah já dá cá cara de amenduá meu xará vem cá saravá em Dakar junto ao mar
recomeçar dar as cartas cavalgar inventar assassinar penar pinar reinar alcatroar albatroz fêmea feroz fêmea atroz fêmea atrás fêmea com gás que leva e traz prazeres em ruínas suíças preguiças tesão que não sobe mulher que fode mulher que pede e escraviza e sodomiza Torre de Pisa rio Tamisa camisa falsa alça alce alface vegetal tribunal Cabral ao comité central ministros no bacanal com o teu soutien acampado na Lousã no comício do Louçã na casca da maçã a anciã masturba-se turva-se lava-se conserva-se foda-se! Latas de sardinhas minhas campainhas picuinhas lingrinhas xoninhas xanax pentax de alcoolemia cloreto de Eufémia mezinhas da Roménia Ofélia à janela Hamlet dentro dela omelete de cabidela cidadela sitiada aguarela sentinela ao relento rebento em movimento sedento sebento sardento sargento lá dentro whisky alento talento.


http://tripnaarcada.blogspot.com/

Morreu Jerry Ricks, bluesman conhecido por «Philadelphia», e um dos autênticos músicos de blues

Uma das últimas figuras do blues autêntico, guitarrista e cantor de 67 anos, conhecido pela alcunha de «Philadelphia», morreu na semana que ora termina, na Croácia. Nascido na Pensilvânia a 22 de mão de 1940 tornou-se um dos grandes nomes do chamado blues country, e tem cerca de 20 discos gravados, a maior parte deles em colaboração com outros músicos. Jerry empenhava-se a mostrar a origem do blues, nas comunidades negras da América do Norte

Philadelphia Jerry Ricks





Philadelphia Jerry Ricks in Rijeka-Croatia
Parte 1



Parte 2

Loja gratuita de Berlim faz 10 anos

Há dez anos a Loja Gratuita de Berlim abriu suas portas, em nome do anticapitalismo e da ecologia, para vender tudo o que está dentro das suas instalações.

TVs, sapatos e livros podem ser levados de graça; a ideia é ser uma alternativa ao consumismo.

Já na entrada, muito colorida, logo se percebe que este é um estabelecimento especial. Uma placa avisa: "Atenção: Você está abandonando o sector capitalista."

Na Loja Gratuita de Berlim, as pessoas entram sem dinheiro, mas podem levar uma televisão, um par de sapatos, alguns livros, uma geladeira ou duas entradas para um show, sem pagar um único centavo.

A Loja Gratuita não é um local de trocas, e mantém sua posição contrária ao dinheiro e ao consumo.

"Qualquer pessoa pode vir e levar o que desejar", explica Bernd, um dos 15 voluntários que se revezam na loja.

Mas como os voluntários da Loja Gratuita dizem, alguns dos seus clientes estavam organizando rapidamente um lucrativo "mercado de bens usados" com os objectos que levavam. Por isso, o número de artigos foi limitado a três por cliente.


Um rapaz experimenta um par de botas. Parece novo. O cliente conta que sempre que visita a loja também traz artigos próprios.

"O problema nestas sociedades é que sobram muitas coisas e é difícil encontrar gente que precisa delas", explica.

O colombiano Juan Carlos conta que conseguiu na loja uma bicicleta para o seu filho, uma televisão, um computador e pratos para a sua casa.

"Encontra-se de tudo - os alemães são muito altruístas", afirma.

Para evitar que o local se converta num depósito de sucata, a Loja Gratuita não aceita qualquer presente.

Os computadores não devem ter mais de três anos, não se aceitam impressoras nem monitores grandes (embora alguns se acumulem num dos cantos do recinto). Todos os electrodomésticos devem estar a funcionar perfeitamente, a roupa deve estar lavada e em perfeito estado de conservação, os objectos devem estar inteiros e limpos.

A idéia é que o doador tenha respeito por quem levará as suas coisas e no pressuposto que poderá ser ele mesmo a buscar artigos no local. O princípio mostra como este é um lugar diferente de outros, mais tradicionais, onde "são doadas sobras".

A loja funciona num edifício ocupado na turbulenta época da queda do Muro de Berlim, por um grupo de activistas sociais que hoje lutam para tentar preservar a área de um comprador que deseja expulsá-los de lá.

Mas os voluntários dizem que não se renderão tão facilmente. A loja é um dos destaques da poderosa cena alternativa de Berlim, que há décadas busca formas de convivência diferentes dentro da sociedade tradicional.

Fonte: BBC

Não à barragem de Almourol




Basta de agressões aos nossos rios

A Câmara de Abrantes deliberou assumir uma posição negativa quanto à construção da Barragem de Almourol, se avançar como está previsto, a uma cota de 31 metros. Segundo Nélson de Carvalho, presidente da autarquia, “os impactos são muito grandes”.
Abrantes não quer que se construa a barragem de Almourol, no rio Tejo.

De acordo com o presidente da autarquia, Nélson Carvalho, “os impactos inventariados são muito sérios e existe um conjunto de questões que nos geram grande cepticismo, porque incidem sobre zonas sensíveis do concelho, afectando terrenos agrícolas, habitações e populações, para além de submergir o investimento feito no projecto Aquapolis”, exemplificando com as infra-estruturas de saneamento em Rio de Moinhos, Barreiras do Tejo e Rossio ao Sul do Tejo, que estão a cotas mais baixas do que a anunciada para a barragem (cota 31) e onde o nível freático, inevitavelmente, subirá.

“Este é um exemplo de um impacto muito significativo e ao qual não sabemos que resposta nos vão dar”, alertou o autarca. Segundo Nelson de Carvalho, “a Câmara colocou sobre a mesa uma espécie de caderno de encargos para quem lançar o concurso de impacto ambiental e foi garantido que as questões que preocupam iriam ser todas analisadas”. “Em todo o caso, o eventual investidor também pode entender que terá de gastar muito dinheiro para resolver todos os impactos causados pela barragem e que tal facto pode pôr em causa a sua rentabilidade”, admitiu Nelson de Carvalho, adiantando: “nesse caso temos um cenário de inviabilidade”.

Conto do comboio: actores lêem contos, poemas e notícias no comboio e metro da Área Metropolitana do Porto

Conto de Comboio visa "fomentar o gosto pela leitura


Quatro actores começam esta semana a ler contos, poemas e notícias em carruagens de comboio e metro da Área Metropolitana do Porto (AMP), num projecto experimental que se prolonga até 10 de Janeiro.

João Leal, produtor executivo da iniciativa, disse que o 'Conto de Comboio' visa "fomentar o gosto pela leitura", através de uma ligação próxima entre o actor/leitor e o passageiro.

A iniciativa vai decorrer fora das horas de ponta, entre o meio da manhã e o meio da tarde, nas viagens de maior distância e duração dentro da AMP, referiu João Leal.

Cada actor vai fazer por dia, de segunda a sexta-feira, quatro viagens de 27 a 53 minutos, entre as estações de Porto-S. Bento, Lousado, Vila das Aves, Valongo e Espinho (CP), e entre Porto-Trindade e Póvoa de Varzim (Metro do Porto).

Para se fazer ouvir, cada actor terá um sistema de amplificação, que, contudo, apenas será audível na carruagem onde estiver.

Margarida Fernandes, Rui Pena, Nuno Meireles e Gilberto Oliveira são os actores envolvidos neste projecto, que resulta de uma parceria entre o Conselho Metropolitano de Vereadores da Cultura da AMP e a associação cultural Causa.

'Crimes Exemplares', de Max Aub,
'Uma História de Leitura', de Alberto Manguel,
'Contos', de Anton Tchekov, 'Natal'
e 'O coração não sente o que os olhos não sentem', de Eça de Queiroz,
e 'Histórias de Mistério e Imaginação', de Edgar Alan Poe,
são alguns dos textos que vão ser lidos na primeira semana.

14.12.07

«Saí do curso de Economia, porque lá ensinavam-me a ser má…» (Esperanza Pedreño, actriz)

«Saí do curso de Economia, porque lá ensinavam-me a ser má; o ponto de encontro entre a oferta e a procura nunca foi o sítio ideal para um economista» - declara desassombradamente a actriz castelhana Esperanza Pedreño, de 33 anos, natural de Albacete, acerca dos três anos do curso de Economia que frequentou na Universdidade em Madrid e que abandonou para abraçar a arte dramática.


Palavras retiradas de uma sua entrevista concedida ao El Pais. Ver
aqui o texto completo.

Saíram da clandestinidade os ecologistas que realizaram em 1996 uma acção de sabotagem contra a construção da barragem de Itoiz ( Navarra)


Graças a um Acordão do Supremo Tribunal do Estado espanhol de 5 de Dezembro que lhes foi favorável, os cinco ecologistas que tinham participado numa acção directa contra a construção da barragem de Itoiz em 6 de Abril de 1996 puderam sair da clandestinidade em que viviam, desde que foram condenados há alguns anos. A decisão beneficiou um sexto activista, detido entretanto, que estava a cumprir a pena a que tinha sido condenado, e que recuperou imediatamente a liberdade.


Recorde-se que a 6 de Abril de 1996 oito membros do colectivo Solidários con Itoiz executaram uma acção que teria uma dimensão muito para além do alcance local que pretendiam dar à sua acção. Nesse dia os oito activistas cortaram com serras radiais os cabos que serviam para transportar materiais para a construção da barragem. Para que a acção fosse realizada tiveram de reter durante 5 minutos um dos guardas que vigiava as obras. Após a sabotagem, que obrigou à paragem das obras por longos meses, os oito ecologistas entregaram-se à Guardia Civil.
Três anos depois, e no culminar de um julgamento que as autoridades queriam que fosse exemplar, foram todos condenados a 4 anos e 10 meses de prisão por danos e detenção ilegal (sequestro)


Começou então um autêntico calvário para os oito jovens que optaram por escapar ao seu ingresso da prisão e passar à clandestinidade. Em 2001 Iñaki García Koch foi detido num controle de estrada e três anos depois acontecia o mesmo com Ibai Guerra. Ambos tiveram de cumprir a pena a que tinham sido condenados. Em Agosto passado foi a vez de um terceiro jovem activista ser detido, quando se aprestava a renovar a sua carta de condução.


Desde há 2 anos que o colectivo Solidários con Itoiz pedia a prescrição das penas uma vez que estas tinham uma dignidade penal menor e que podiam prescrever passados 5 anos desde a data da condenação. O Tribunal de Navarra rejeitou o pedido alegando que a prescrição a aplicar seria sobre o delito e não sobre a pena, pelo que só 10 anos depois se poderia invocar a prescrição.


Apresentado o devido recurso judicial ao Supremo Tribunal dessa decisão iníqua, soube-se agora do teor do Acordão deste tribunal superior do Estado espanhol e que vai no sentido de confirmar a tese dos oito activistas ecologistas de que as penas se encontram prescritas, decisão que foi bem recebida e que permitiu que os participantes da acção detidos recobrassem a sua liberdade, e os outros que viviam na clandestinade pudessem agora voltar à sua vida normal.


Fonte: aqui

Ver ainda:
www.sindominio.net/sositoiz/
www.antimilitaristas.org/article.php3?id_article=2014




Cada ser humano tem direitos - a propósito dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem


Violação universal dos direitos do homem

( e não só na China e no Zimbabwe, mas também nos Estados Unidos da América, Espanha e Grã-Bretanha)


ou respeito universal pelos Direitos do Homem?



No próximo ano de 2008 comemoram-se os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A esse propósito, e para além de muitas outras iniciativas que estão a ser preparadas, foi lançada uma campanha a nível mundial sob o lema Cada Humano Tem Direitos e que pretende recolher para cima de 1 bilião de assinaturas que sejam de apoio e adesão àquela Declaração de Direitos que, desgraçadamente, são diariamente violados um pouco por todo o lado.
Quem quiser assinar e aderir à Declaração Universal dos Direitos Humanos pode ir ao site
www.everyhumanhasrights.org

13.12.07

Pensar um mundo mais justo é construí-lo

Primeira página da edição de Dezembro de Tierra y Libertad,
periódico anarquista que pode ser lido online:

A via algarviana: uma rota pedestre que atravessa o Algarve




A via algarviana é uma rota pedestre entre o Baixo Guadiana ( Alcoutim) e o Cabo de S.Vicente com uma extensão de 240 Km atravessando o interior do Algarve, sobretudo ao longo da serra algarvia, constituindo-se como uma verdadeira espinha-dorsal dos percursos pedestres de toda a região algarvia.

Prevê-se igualmente que seja estabelecida uma ligação entre a Via Algarviana e o itinerário trans-europeu que liga a Grécia ao Sul de Espanha (Tarifa).

Na sequência do Caminho Moçarabe, um trilho histórico-cultural inaugurado em 1988 pela Associação Caminus mas que não havia tido qualquer continuidade, o objectivo fundamental continuava a ser a implementação de uma rota pedestre entre o Baixo Guadiana (Alcoutim) e o Cabo de S. Vicente (Sagres), atravessando todo o Algarve. A sua viabilidade efectiva passava pela definição de várias etapas, cada uma das quais poderia ser percorrida num só dia, com alojamentos disponíveis perto do final de cada uma delas.

http://www.viaalgarviana.org/

http://www.viaalgarviana.org/blog/

foto retirada do blogue http://darasola.blogs.sapo.pt/




Caminhada na via algarviana (Vila do Bispo, 20 de Janeiro)

No proximo dia 20 de Janeiro realizar-se-á mais uma caminhada pela futura Via Algarviana, desta feita no Concelho de Vila do Bispo, entre esta vila e o Cabo de S. Vicente.
O passeio, organizado pela Associação In Loco e a Almargem, tem uma extensão de 16km, mas desenvolve-se por um relevo pouco acentuado atribuindo-lhe um reduzido grau de dificuldade.
O itinerário percorrerá uma das zonas mais belas e naturais do Algarve, inserida no Parque Natural da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano, passando por locais com especial interesse biológico - devido à sua rica fauna e flora silvestre - histórico e cultural, destacando-se a visita aos menires de época pré-histórica e ao “Promontorium Sacrum” - Cabo de S. Vicente – lugar com história, onde a lenda e a realidade se misturam.
Todos interessados poderão participar, bastando para isso inscreverem-se junto da Almargem.
Mais informações em
http://www.almargem.org/.
Clicar por cima da imagem para a ampliar

12.12.07

Cambedo-Maquis: criado um blogue dedicado à resistência anti-fascista da população de Cambedo

Acabou de ser criado um blogue dedicado à aldeia do Cambedo da Raia e aos acontecimentos de 1946, precisamente hoje, dia 12 de Dezembro de 2007, em que faz 60 anos que foi lida a sentença do Tribunal Militar do Porto, que condenou e marcou para sempre gentes e amigos do Cambedo.


Recorde-se que Cambedo é uma pequena aldeia raiana no Norte e que foi o cenário de uma operação de grande envergadura das forças repressivas da ditadura franquista e salazarista contra a população local com o argumento que a aldeia apoiava e protegia os guerrilheiros anti-franquistas, o famoso Maquis, criado no período logo a seguir à guerra civil espanhola.


Consultar o novo blogue:


Recorde-se que já dedicamos ao assunto dois posts que podem ser consultados e lidos
aqui e aqui




Convite para um fim-de-semana de debates e acções na Casa-Viva(14, 15 e 16 de Dezembro)

LEMBRETE


Texto incluído no Convite dirigido para todos os interessados ( pessoas individuais e colectivos) se reunirem na Casa-Viva ( no Porto) no próximo fim-de-semana com vista à realização de debates e acções, e que já tinha sido publicado neste blogue há semanas atrás, para além de andar a circular pela Net durante as últimas semnas.



Informação suplementar: já saiu um novo número do Pica-Miolos, excelente publicação editada pelo colectivo da Casa-Viva. É gratuito e é distribuido na Casa-Viva, podendo ainda ser lido aqui:


CONVITE

Para contrariarmos a esperteza da raposa no galinheiro e não ficarmos cada um a seu canto a esgravatar terra

Às vezes acorda-se sorridente, bem disposto, radioso. Noutras manhãs, tudo é cinzento, triste, irritante. A malta da CasaViva também experimenta estes dois acordares e toda a variedade de outros amanheceres que estão entre um extremo e o outro. Mas incomodamo-nos sempre. Todos os dias.

Sempre que paramos este permanente bulir que nos ensinaram que é o verdadeiro viver. Nesses momentos, ficamos frequentemente cabreados. Existiriam, decerto, formas mais eruditas de colocar a questão, mas o que está dito dito está e pareceu-nos mais simples fazer este acrescento do que procurar um sinónimo para uma palavra cuja abrangência de conteúdo só é permitida por ter a sua origem na sabedoria popular.

Chateia-nos viver num planeta com tanto para partilhar e que apenas é explorado em proveito da espécie dominante, tornando a usurpação e o abuso nos conceitos por onde se começa a definição de ser humano.

Aborrece-nos que nos tomem por parvos quando nos tiram direitos e nos dizem que é para nosso bem, como se os direitos que nos tiram se evaporassem e não fossem, como dizia Lavoisier, apenas transformados em direitos de outros.

Apoquenta-nos que nos controlem, nos vigiem, nos fichem, nos transformem em conteúdos de bases de dados, nos gravem, nos chantageiem, nos cortem o direito a contestar, nos façam a todos bufos e polícias.

Indigna-nos que tudo seja mercadoria. Negociável, transaccionável, passível de ser transformado em lucro.

Não pode ser.

O capitalismo, já todos o sabemos, é apenas esta liberdade da raposa no galinheiro. Também não é segredo que a força do predador aumenta na proporção directa da desunião entre as presas. No entanto, mesmo possuindo o diagnóstico, nunca tratamos da maleita. E a responsabilidade de tentar a aproximação entre todos os que acreditam numa mudança organizacional radical é nossa, dos suficientemente vivos para darem umas bicadas na besta, de forma a que, de dispersas e curáveis, se tornem mais eficazes, provoquem gangrenas e acelerem a morte do carcereiro. De outro modo, continuaremos cada um no seu canto, a esgravatar terra como quem se deixa paralisar pelo medo, e a sair esporadicamente, aplicar uma bicada e recolher.

Já houve várias tentativas de união de esforços. Redundaram quase sempre em grandes exercícios de retórica sobre a maior validade da minha forma de luta em relação à tua. Na melhor das hipóteses, acabaram numa lista electrónica de discussão também electrónica que se foi silenciando com o tempo.

Mas a desistência não pode fazer parte do vocabulário de nenhum de nós. Se a coisa não tem funcionado, talvez seja hora de procurar métodos diferentes para a fazer progredir. E, a nós, parece-nos que não é na conversa formal que a união verdadeira cresce. É nas acções que nos sentimos mais próximos. É em ambientes mais descontraídos que nos sentimos mais preparados para falar uns com os outros. É na rua e na festa que se criam laços e se constroem afinidades, onde se forjam verdadeiras redes de interesses e participação.

Queremos, portanto, convidar-vos para que apareçam na sexta-feira, dia 14 de Dezembro, e que só saiam daqui na segunda, dia 17.
Para esses dias, pensamos num programa de festas (1) que será próximo do seguinte:

Sexta, 14 de Dezembro
19h00 – 22h00 – Concertos / Festa
22h30 – Jantar
23h00 – Apresentação dos colectivos presentes (2)
Conversas

Sábado, 15 de Dezembro
09h00 – Pequeno-almoço, onde se combinarão as acções do dia
10h00 - ... - Acções (3)
19h00 - 20h00 – Concertos / Festa
20h30 – Jantar + Balanço do dia

Domingo, 16 de Dezembro
10h00 – Pequeno-almoço, onde se combinarão as acções do dia
11h00 - ... - Acções (3)
19h00 – Assembleia final e marcação de próxima jornada (4)


(1) O programa está longe de estar finalizado. As horas são meramente indicativas.

(2) Para não ser maçador, achamos que o melhor que há a fazer é cada colectivo apresentar-se, caso o queira, em formato imagem. Se assim for, é importante que nos façam chegar essa apresentação pelo menos uma semana antes do evento (até 9 de Dezembro). A ideia é, depois, discutirmos ao sabor do que a visualização das imagens nos fizer passar pela cabeça.

(3) A ideia são acções que impliquem pouca gente e pouca preparação no momento. Dessa forma, será possível apresentá-las ao pequeno-almoço e sair para a rua para as colocar em prática uma hora depois. Nós teremos meia dúzia de acções pensadas. Mas o ideal seria aparecerem mais, desde que tenham condições para se realizarem. Queremos dizer que não vale a pena, por exemplo, propor uma marcha com pancartas em punho se não se tiverem já as pancartas feitas. Cada pessoa ou colectivo apresentará uma ideia e dirá quantas pessoas são necessárias. Depois, cada um se juntará ao grupo que quiser, se houver gente e ideias suficientes. Se não houver, o mesmo grupo poderá tratar de mais do que uma acção.

(4) Era importante que toda a gente pudesse ficar até domingo à noite, porque a assembleia final, onde se poderão discutir formas de nos tornarmos mais presentes nas coisas que cada um dos outros organiza, e a marcação de uma próxima jornada de acções são coisas que precisam de toda a gente.

Nota final – Nestes dias era importante que a CasaViva fosse autogerida por todos os participantes. Portanto, que ninguém estranhe que se retire uns minutos de cada dia para organizar as várias coisas de que a Casa precise (quem cozinhe, quem limpe, quem lave, quem ...)

CasaViva
Pç marquês de pombal, 167 porto
casaviva167@gmail.com

Acção de protesto contra a Produção, Comércio e Uso de Pele e Pêlo (15 Dez a partir das 10h30 na Rua de Santa Catarina, Porto)

PORTO: SÁBADO, Entre as 10h30m e as 12h30m, na Rua de Santa Catarina, em frente à Loja de Peles "Beigel":

Acção de Protesto Contra a Produção, Comércio e Uso de Pele e Pêlo

Pela proibição da produção e comércio de pêlo, integrada num Código de Protecção dos Animais Moderno, Eficaz, Progressista e Justo


PARTICIPE – Junte-se à ANIMAL nesta Acção de Protesto – Por uma Melhor, Mais Justa e Mais Forte Protecção Legislativa dos Animais em Portugal que incorpore a Proibição da Actividade da Indústria do Pêlo no país

No final de Outubro de 2006, investigadores da ANIMAL entraram no mundo secreto da indústria de pêlo de coelho em Portugal. Veja aqui a perturbadora realidade das verdadeiras "vítimas da moda" em Portugal – e as suas ligações com Espanha e com a China – que os investigadores filmaram. (9 minutos)
Ouça "Skinned Alive", uma música dedicada a todas as vítimas da indústria do pêlo e da moda cruel (e daqueles que a apoiam), que faz um apelo a todas as pessoas que se preocupam com os animais explorados pelo seu pêlo (e com todos os outros) para agirem em defesa destes. Uma música bonita acompanhada de imagens fortes captadas dentro de quintas de coelhos em Portugal durante a investigação feita pela ANIMAL aos bastidores da produção e comércio de pêlo em Portugal.
Vocalista: Yael Dekelbaum, Vozes: Noa lembarski, Letra: Shiri Shemer e Jane Halevy, e Composição: Elad Elharar e Haim Kairy. (4 minutos)
Para visionar este vídeo, necessita de ter o Real Player, que pode descarregar gratuitamente a partir de http://www.real.com/ .

10.12.07

Movimento Porta 65 fechada: a luta contra a nova portaria do arrendamento jovem


Está lançada a contestação ao novo modelo de incentivo ao arrendamento jovem porta 65 recentemente aprovado, e que vem substituir o IAJ (incentivo ao arrendamento jovem) que foi anteriormente conhecido como IGAPHE.
O porta 65 introduz maiores dificuldades de acesso ao incentivo por parte dos jovens em relação ao IAJ. Estabeleceram-se rendas máximas muito abaixo do praticado no mercado, introduz-se um tecto máximo de apoio (o que quer dizer que já não basta preencher os critérios de acesso é preciso sujeitar-se a uma hierarquização) e introduzem-se perversidades como a hierarquização baseada no rendimento dos ascendentes.

Consulta todas as informações disponíveis no blogue:
http://porta65.blogspot.com/




Quem estiver interessado em participar em formas de luta mais activas contra o porta 65 jovem junte-se a


para nos organizarmos!

Vamos, pelo menos, revogar esta portaria!

Neste momento muitos contactos estão a ser realizados. Em breve haverá novidades.

http://forumdacasa.com/discussions




Entretanto existe uma petição aberta a pedir a revogação da nova Portaria, e que aberta à subscrição:


Porta 65 Fechada - petição


Exmo Sr. Presidente da República
Exmo Sr. Primeiro - Ministro
Exmo Sr. Ministro de Estado e das Finanças
Exmo Sr. Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional

No passado dia 30 de Novembro de 2007 foi publicada a portaria nº 1515-A/2007 que regulamenta o programa de apoio financeiro Porta 65 — Arrendamento por Jovens. O Porta 65 vem substituir o extinto IAJ (incentivo ao arrendamento jovem).

Com este novo programa o acesso dos jovens à habitação retrocede passos de gigante (como já tinha acontecido com o fim do crédito jovem bonificado), uma vez que só é acessível se se cumprirem valores de RMA (rendas máximas admitidas) que estão claramante abaixo das rendas praticadas actualmente. A título de exemplo não se poderá candidatar quem, em lisboa, tiver um T0/T1 alugado por mais do que 340€ Ou T2/T3 por mais de 550€.
Claramente o objectivo de incentivar os jovens a arrendar casa está em causa!
Os efeitos previsíveis deste programa são empurrar os jovens para as periferias, diminuir os direitos no que toca à habitação, promover economias paralelas com recibos passados abaixo do valor real, reduzir em escala inimaginável o esforço orçamental para apoiar os jovens e a habitação, promover a precariedade e dependência dos jovens

Os abaixo-assinados exigem:

1- A revogação imediata da Portaria nº 1515-A/2007 e criação de uma nova Portaria com valores de RMA adequados à realidade.

2- A reformulação de toda política de habitação, com especial enfoque para a dirigida aos jovens, no sentido do cumprimento por parte do Estado do artigo 65 da Constituição Portuguesa “Todos têm direito para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar.”; e do artigo 70 “os jovens gozam de protecção especial para efectivação dos seus direitos económicos, sociais e culturais, nomeadamente: c) No acesso à habitação”.

3- A divulgação da lista de casas para arrendamento que têm renda menor ou igual que a RMA definida pela Portaria 1515-A/2007

http://www.petitiononline.com/porta65/petition.html





Faz passar a mensagem
ASSINA A PETIÇÃO




COMUNICADO


Lisboa, 10 de Dezembro de 2007

O programa Porta 65 Jovem – Incentivo ao Arrendamento Jovem, foi lançado oficialmente e aberto a candidaturas no passado dia 3 de Dezembro.
Depois de um lançamento envolto em euforia, resultado de uma operação de marketing muito bem montada, de onde resultaram uma miríade de notícias desinformadas por parte de alguma comunicação social, o Porta 65 Fechada congratula-se com as primeiras notícias que dão outra perspectiva do assunto e que o Porta 65 Fechada já vem alertando há algum tempo. O Porta 65 Fechada enfatiza ainda a reacção em bloco por parte da oposição na Assembleia da República no dia 07 de Dezembro de 2007. Realçamos ainda a atenção que tem sido dedicada a este assunto na blogoesfera.

Entre as críticas efectuadas nestes últimos dias na comunicação social, (todas elas já referidas pelo Porta 65 Fechada) contam-se:
• Rendas máximas admitidas muito acima do valor real
• Redução significativa das verbas atribuídas;
• Redução da duração do apoio;
• Redução do número de beneficiários;
• Metodologia de cálculo das rendas máximas desfasada da realidade uma vez que parte da média das rendas praticadas em cada região, onde se incluem muitas rendas congeladas.

Para além destas preocupações o Porta 65 Fechada considera que este novo programa poderá ter implicações como (mais sugestões):
• aumento da precariedade na já precária situação dos jovens;
• abandono e degradação dos centros urbanos;
• diminuição (ainda mais acentuada) da natalidade;
• diminuição da qualidade de vida e da possibilidade, consagrada na constituição, de ter uma habitação digna.

Várias preocupações têm sido também levantadas relativamente à possibilidade de inconstitucionalidade de alguns aspectos deste novo programa. Apesar de ainda não ser possível confirmar esta situação, o Porta 65 Fechada está atento e a trabalhar nesse sentido. O Porta 65 Fechada considera ainda que o parâmetro Rendimento dos Ascendentes considerado no novo programa poderá conduzir a uma situação de injustiça social, uma vez que segundo este parâmetro dois jovens nas mesmas circunstâncias poderão ter prioridades de acesso distintas.

Numa altura em que a Flexisegurança e a necessidade de mobilidade no mercado profissional, repovoação e dinamização dos centros das cidades, invadem a nossa comunicação social, este é um programa que vai contra estas pretensões, deixando os jovens numa situação cada vez mais comprometedora

Atenco no Porto: filme (dia 13, às 22.30) e palestra (dia 17) com uma delegação da Frente de pueblos en defesa de la tierra(México)


No próximo dia 17 (segunda-feira), uma delegação da 'Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra' (México) vai estar na cidade do Porto, para uma palestra sobre o brutal genocídio praticado pelo governo mexicano em 2006 na cidade de Atenco


A palestra vai decorrer nas instalações da associação Terra Viva,
Local: Rua dos Caldeireiros, 213 (junto à Torre dos Clérigos) às 21.30h.

A anteceder esta visita, vai ser promovida uma sessão de divulgação no JUP-Jornal Universitário do Porto, já na próxima 5ª feira (dia 13), com a projecção do documentário 'Atenco-Romper el Cerco', uma exposição intitulada 'Atenco Libre' e alguns petiscos mexicanos vgt para aguçar o apetite!


JUP - local:Rua Miguel Bombarda, 187 - Porto

Ambas as iniciativas têm entrada livre.


Os membros da FPDT, que encontram-se na Península Ibérica durante este mês de Dezembro para receber o Premio Internacional de Direitos Humanos Ayto de Siero del 2007.


Passem a mensagem! APAREÇAM

Morreu Stockhausen, o compositor do Quarteto de Cordas para helicópteros

O compositor alemão Karlheinz Stockhausen, um dos primeiros compositores a fazer música electrónica de forma artística, morreu na quarta-feira, aos 79 anos de idade. Uma das composições mais conhecidas de Stockhausen é "Quarteto de Cordas para Helicópteros".

Stockhausen qualificara os atentados do 11 de Setembro contra as torres gémeas como a maior obra de arte imaginável

(Quote - Stockhausen on the 9/11 attack:
'What has happened is — now you all have to turn your brains around — the greatest work of art there has ever been. That minds could achieve something in one act, which we in music cannot even dream of, that people rehearse like crazy for ten years, totally fanatically for one concert, and then die. This is the greatest possible work of art in the entire cosmos. Imagine what happened there. There are people who are so concentrated on one performance, and then 5000 people are chased into the Afterlife, in one moment. This I could not do. Compared to this, we are nothing as composers... Imagine this, that I could create a work of art now and you all were not only surprised, but you would fall down immediately, you would be dead and you would be reborn, because it is simply too insane. Some artists also try to cross the boundaries of what could ever be possible or imagined, to wake us up, to open another world for us.' )
Karlheinz Stockhausen, Hamburg 2003




Karlheinz Stockhausen nasceu a 22 de Agosto de 1928 na cidade de Colónia, na Alemanha.

A sua vida foi muito semelhante à dos jovens alemães da sua geração, obrigados a começar tudo do zero depois da Segunda Guerra Mundial. Com a morte dos pais, viu-se obrigado a tocar em bares para estudar Música, Literatura e Filosofia na Universidade de Colónia, pedindo transferência, mais tarde, para a Universidade de Bonn, onde frequentou os cursos de Fonética e Comunicações.

Depois, de 1952 a 1953, estudou em Paris com o compositor Olivier Messiaen, professor de nomes da música nova como Pierre Boulez e Iannis Xenakis.

Nos anos sessenta Stockhausen foi decisivo para o movimento “Fluxus”, tendo como principal objectivo abolir os limites tradicionais entre arte e sociedade. O músico trabalhou por isso com outros artistas de vanguarda como Nam June Paik e Allen Ginsberg.

Nos anos 70, Stockhausen começou a trabalhar no ciclo de ópera épico Licht (Luz), cuja apresentação integral aconteceu em outubro de 2004. A obra consiste de sete partes intituladas como os dias da semana. O ciclo completo dura mais de 29 horas, representando a composição mais longa da história da música. Luz não só extrapolou os limites usuais da performance musical, mas também os financeiros.


Karlheinz Stockhausen compôs 316 obras e publicou dez volumes dos seus “Texte zur Musik”, que reúnem esboços e explicações sobre as suas próprias obras, de acordo com uma biografia elaborada pela Gulbenkian.

As suas primeiras 36 partituras foram publicadas pela Universal Editions, em Viena, mas desde que foi fundada em 1975, a Stockhausen-Verlag tem publicado todo o seu trabalho.

Em 1991, a Stockhausen-Verlag começou também a editar CDs: a colecção Stockhausen Complete Edition, que inclui todas as partituras, livros e CDs que Stockhausen produziu, ainda segundo a Gulbenkian.


Em 1977, Stockhausen começou a compor a obra de teatro musical mais longa da história da música: “Licht (Luz) - Os Sete Dias da Semana”, que tem 29 horas de duração. “Quinta-Feira” dura 240 minutos, “Sábado” dura 185 minutos, “Segunda-Feira” dura 278 minutos, “Terça-Feira” dura 156 minutos, “Sexta-Feira” dura 290 minutos, “Quarta-Feira” dura 267 minutos e “Domingo” dura 298 minutos.

As composições de “Point Music”, como “Kreuzspiel”, de 1951, “Spiel” para orquestra, de 1952, e “Kontra-Punkte”, de 1952-53, deram a Stockhausen um reconhecimento internacional. Desde então, as suas obras foram consideradas extremistas por uns e admiradas por outros. O músico conseguiu integrar também “objectos musicais instituídos” como hinos nacionais ou folclore de múltiplos países.


Em 1995, ele transformou uma praça em Amsterdam em heliporto, onde quatro helicópteros alugados por Stockhausen participaram da estréia da excêntrica obra Helikopter-Quartett (Quarteto para Helicópteros). O quarteto de cordas Arditti tocou dentro dos helicópteros. A apresentação aérea foi transmitida em som e imagem na sala de concertos.


Para além de ter sido várias vezes professor convidado em estabelecimentos de ensino na Suíça, nos Estados Unidos da América, na Finlândia, na Holanda e na Dinamarca, Stockhausen foi nomeado Professor de Composição no Conservatório de Colónia em 1971.

Em 1996 foi homenageado com um doutoramento honorário pela Universidade Livre de Berlim e em 2004 recebeu outro doutoramento honorário da Queen’s University de Belfast. É membro de 12 Academias Internacionais para as Artes e Ciências


.Logo após o 11 de setembro de 2001, Stockhausen qualificou os atentados em Washington e Nova York como a maior obra de arte imaginável – uma observação que desencadeou indignação internacional e severas críticas.




"Helicopter String Quartet"