13.7.07

Ecologia libidinal: campanha por um Verão sem depilação


«Não há revolução sem revolução sexual»
(What’s the point of a revolution without general copulation, copulation, copulation?)
Peter Weiss, in Marat-Sade


Porque é que não fazemos amor na rua (Why don’t we do it in the road?)
The beatles, 1968




A depilação dos homens: mais um negócio em perspectiva?


Enquanto houver pêlos…os negociantes da depilação podem estar descansados que as suas receitas não correm perigo!

Nos últimos tempos assiste-se à afirmação de duas tendências: a depilação dos homens ( e de uma forma geral, a criação de uma procura de cosméticos para o público masculino) e a moda da depilação integral do púbis ( tanto das mulheres como dos homens).

Para além do evidente interesse comercial (para as empresas do ramo) a depilação dos homens procura ser justificada com «argumentos» artificialmente construídos e para superar certas contradições inerentes à depilação feminina.
Há alguns anos atrás, quando só as mulheres se sujeitavam à depilação, os que prescreviam aquela prática – os publicitários, os redactores de revistas femininas, e as empresas do sector – defendiam fundamentalmente que os pêlos eram anti-femininos e que urgia a sua eliminação. Os pêlos eram então vistos como um apanágio viril, sendo que a depilação serviria para reforçar a separação dos sexos. As mulheres, e só às mulheres, deviam rapá-los. Como é fácil de imaginar um argumento sexista como este não podia manter por muito tempo.
Apareceu então uma representação social no sentido de considerar o pêlo como algo de «sujo» - note-se que a referência à higiene e à saúde é um óptimo expediente para dar como indiscutível uma qualquer «justificação» . Fala-se a esse propósito de um fenómeno de naturalização: depilar-se torna-se um necessidade biológica.
Ora sabe-se que a naturalização ) a transformação de um arbitrário social numa necessidade natural) é um processo muito importante de reprodução ideológica.
Todavia esta construção higienista enfrentava uma contradição : os pêlos só eram sujos para as mulheres!!! ( os homens tinham certamente o direito de ser sujos)

As coisas mudaram e as mulheres passaram a pressionar os homens a que eles próprios passassem a depilar-se – facto a que certamente não é estranho o marketing dirigido àquelas. Incitar os homens a depilarem-se passou a ser visto como um passo mais na igualdade dos sexos!!! E não é difícil ver aí uma perversão do feminismo induzido pelos publicitários


A depilação integral: a neutralização da sexualidade!

Os Pêlos estão fisiologicamente ligados à sexualidade. Por isso mesmo, é que eles foram frequentemente alvo de censura tanto na pintura como no cinema.. Os pêlos são os sinais mais evidentes da maturidade sexual. Correspondentemente os estudos sociológicos têm demonstrado que o corte e a ocultação dos pêlos estão ligados à operação ideológica que pretende domesticar a sexualidade, maxime a sexualidade feminina. E não é por acaso que a actual tendência para a depilação genital integral vai a par com a generalização da difusão dos videos pornográficos. Na realidade os actores e as actrizes do género exibem púbis pelados para melhor «ver», isto é, para efeitos de eficácia cinematográfica. Mas o certo é que tais imagens são uma referência para os adolescentes e os mais sugestionáveis no que toca não só quanto à maneira como abordam a sexualidade mas também quanto à sua aparência corporal. Ora sabe-se como a pornografia é uma negação da sexualidade viva, uma vez que reduz o corpo a um objecto manipulável.

E é assim que se está a criar uma nova geração de jovens, sem pêlos nem aspirações eróticas: é a geração porno.

É para contrariar esta tendência que foi lançado um apelo por um Verão sem depilação

Consultar( em francês):





O que significa a ecologia libidal?

O conceito de ecologia libidinal tem por finalidade estabelecer um vínculo entre, por um lado, a psicanálise política, nomeadamente a que foi desenvolvida por via das teorias de Wilheilm Reich e Herbert Marcuse ( o chamado Freud-marxismo), e por outro, as reflexões ecologistas, sociológicas e económicas ( que constroem uma crítica ao crescimento económico), surgidas no fim dos anos de 1970 e que são hoje retomadas por uma plêiade de movimentos, desde os movimentos antiglobalização ao pensamento libertário.
Trata-se pois de uma ecologia no sentido em que pretende enfatizar a continuidade e a interdependência entre o ser humano e os outros sistemas vivos e não-vivos. E assume-se também como libidinal na medida em que a energia vital universal corresponde no homem à energia sexual ( libido)

Mas não se pense que se trata de mais uma ideologia. Por definição, uma ideologia é um sistema fundado num axioma de base que é inquestionável. Por exemplo: «Deus existe» (todas as religiões são ideologias), ou «a laei do mercado leva-nos à prosperidade» ( ideologia liberal). Ora é nossa vontade escapar a este esquema mental. Sem apriorismos predefinidos procuramos observar quais são os motivos de sofrimento humano e o estado do planeta para justificar a necessidade de transformações sociais e económicas para tornar possível o desenvolvimento das potencialidades de cada ser.

Por sua vez a psicanálise política é a aplicação da psicanálise para a análise dos fenómenos de sociedade. Com efeito, as relações sociais e o modelo de sociedade são uma resultante do psiquismo dos indivíduos que compõem uma sociedade, sendo aqueles condicionados e formados também pelo modelo social dominante.
E se a terapia individual pode tratar alguns pacientes, a verdade é que só um abordagem psicanalítica global da sociedade permitirá corrigir os males que sofrem a quase totalidade dos seus membros.
( ver a este propósito o livro La Psychanalyse politique, de Roger Dadoun, P.U.F., 1995 – tradução portuguesa, A psicanálise política de Roger Dadoun )

Carta Reivindicativa dos utentes dos transportes da Área Metropolitana do Porto

Manifestação 20 de Julho ( 17 h.) - em Costa Cabral/ Marquês de Pombal ( cidade do Porto)






Clicar por cima das imagens para ler melhor


Buzinão em defesa de serviços públicos em Coimbra (6ª Feira, 13 de Julho às 18h.)


Para além da população, são convidados a aderir ao buzinão, marcado para esta sexta-feira, dia 13, em Coimbra, os autarcas do distrito que de alguma maneira têm vindo a contestar o encerramento de serviços públicos

«Temos a certeza que há um enorme descontentamento que tem vindo a crescer em relação a tudo o que são encerramentos de serviços públicos». Por isso, e sabendo que estes encerramentos significam para as populações «uma perda enorme de qualidade de vida», está marcado um buzinão para amanhã, em Coimbra.
A iniciativa é do Movimentos de Utentes dos Serviços Públicos do Distrito de Coimbra, Movimento Nascer na Figueira, Comissão de Utentes do Hospital Pediátrico, Movimento dos Utentes da Saúde e Comissão de Utentes da Saúde de Penacova.

Num encontro realizado ontem na esplanada do Café Santa Cruz, na Praça 8 de Maio, representantes daqueles movimentos anunciaram que a concentração da caravana automóvel far-se-á amanhã, às 18h00, na rotunda da Fucoli, junto ao Restaurante Porquinho. A caravana segue depois em direcção aos Hospitais da Universidade de Coimbra, Cruz de Celas, Praça da República, Avenida Sá da Bandeira, Rua da Sofia, Avenida Fernão de Magalhães, Portagem e termina o seu percurso ao fundo do Parque da Cidade. Francisco Queirós, da Comissão de Utentes do Hospital Pediátrico de Coimbra, disse que se trata de uma «manifestação pública contra a política de encerramentos dos serviços públicos».

Por sua vez, Silvina Queiróz, do Movimento Nascer na Figueira, explicou que a ideia do protesto «foi dar ainda alguma chama ao descontentamento generalizado dos cidadãos», atendendo a que devido à aproximação das férias as pessoas acabam por ficar mais desmobilizadas.
Silvina Queiróz sublinhou que muitos serviços públicos estão a encerrar e outros transferidos, com perdas de valências para as populações.

Entretanto, elementos dos movimentos distribuiram na Baixa de Coimbra convites à população, sensibilizando para a adesão à iniciativa.

Residência de Didgeridoo 2007 na aldeia de Campo Benfeito (Serra de Montemuro)


A aldeia de Campo Benfeito ( em plena Serra do Montemuro) abre mais uma vez as portas ao didgeridoo!


De 26 a 29 de Julho decorrem workshops (8 horas diárias), orientados por 3 grandes nomes do didgeridoo: o alemão Ansgar Stein (novamente presente nesta edição), Rob Mantz, da Nova Zelândia e Andrea Ferroni, de Itália.


A formação na área da Expressão Musical estará a cargo do português Carlos Adolfo.


Para além da oferta formativa, há vários atractivos, dos quais se destacam concertos, projecção de filmes e passeio pedestre.


A inscrição, limitada a 30 participantes, tem o valor de 125 euros, com alimentação e campismo incluídos, e pode fazer-se em www.e-fatt.com



A Associação Portuguesa de Didgeridoo, com o marcante apoio do Teatro Regional da Serra de Montemuro, tem a satisfação renovada de vos receber!

Dias: 27-28-29 Julho
Local: Aldeia de Campo Benfeito, Castro Daire
Duração: 3 dias
Preço: 125€

Formadores
Didgeridoo:
Rob Mantz ( Nova Zelandia - Reino unido)
Andrea Ferroni (Italia)
Ansgar Stein ( Alemanha)

Expressão musical:
Carlos Adolfo (Portugal)

Workshop inclui(it includes):
- Workshop didgeridoo + Expressão musical
- Acampamento
- Refeições (pequeno-almoço, almoço e Jantar)

E ainda ...
- Concerto
- filmes
- Certificado de Participação
- venda de didgeridoos, Cds, Livros...

Rob Mantz:




Teatro do Montemuro:

O teatro, uma ferramenta ao serviço dos contextos socio-educativos ( workshop no teatro do Montemuro)

Fonte: Teatro do Montemuro

Workshop - O Teatro, uma ferramenta ao serviço dos contextos sócio-educativos
Formador: Hugo Cruz
Dias 20, 21 e 22 de Julho de 2007
no Teatro do Montemuro


Destinatários
Educadores Sociais e de Infância, Psicólogos, Professores, Terapeutas Ocupacionais, Assistentes Sociais, Sociólogos, Animadores Sócio-Culturais, Actores, outros profissionais da área da educação, saúde, teatro e intervenção comunitária

Inscrições por telefone 254 689 352 até dia 15 de Julho
Valor de inscrição € 35
Mais informações e envio de intenção de inscrição para
nicdaire@gmail.com
ou
teatromontemuro@gmail.com

12.7.07

A Semana Negra em Gijón (Astúrias) faz 20 anos em 2007





A Semana Negra de Gijón nasceu há 20 anos com o propósito de ser um festival de tipo novo em que se misturassem elementos literários com elementos lúdicos para celebrar a cultura da rua.
A base foi sempre a literatura policial com conteúdo social a que se acrescentaram também iniciativas de carácter social, convivial e solidário. Ao fim de 20 anos o festival mantém-se irreverente como sempre
.

A edição deste ano começou no passado dia 6 de Julho e estende-se até ao próximo Domingo. A semana negra deste ano desmultiplica-se em vários acções e actividades no campo literário, musical, social e de intervenção social. Na quarta-feira houve, por exemplo, um mesa-redonda sobre a temática da Literatura e a Guerrilha.

Nesta quinta-feira o programa das festas era o seguinte:

10:00 Inicio de la distribución gratuita del número 7 de “A Quemarropa”
17:00 Tertulia . “Esa Maravillosa Novela , con Nerea Riesco, Raul Argemí, León Arsenal, Eduardo Monteverde, José Ángel Mañas, Alfonso Mateo Sagasta, Mauricio-José Schwarz, Fermín Goñi, Hernández Luna, Jesús Palacios, Pérez Valero, Elia Barceló, Juan Miguel Aguilera, Rafael Marín Trechera, Antonio Sarabia y Paco Ignacio Taibo II (Carpa de Encuentros)
18:00 Fallo del premio de relatos Nintendo (Carpa de Encuentros)
18:05 Presentación de “Trilogía parisina” de Goran Tocilovac por J.M. Fajardo (Carpa de Encuentros)
18:00 Presentación de “Putas es poco” de Hernán Migoya con Rafa González (Espacio AQ)
18:15 Presentación de “Y perdónanos nuestras culpas” de Claus Cornelius Fischer por Jesús Del Campo. (Con la colaboración del Instituto Goethe). (Espacio AQ)
18:45 Presentación de “Tiempo de Bastardos” de Paula Cifuentes por Jorge Iván Argiz (Carpa de Encuentros)
19:00 Fallo del concurso internacional gastronómico “Tortilla de patata”, jurados Alejandro Ortea, Lorenzo Lunar, Claude Mesplede (Carpa de Pachu Antuña)
19:15 Presentación de “Max: Mitos, realidad y Sueños” y “Wrightson: El espanto abisal” de Yexus por Rafa González y Ángel de la Calle (Espacio AQ)
19:30 Presentación de “El Honor de los Campeador” y “El Factor Hispano” de José Ángel Mañas y Antonio Leiva por Ángel de la Calle (Espacio AQ)
19:30 Presentaciónes Cruzadas: “El Imán y la Brújula” de JR Biedma y “El Misterio de la Casa Aranda” de Jerónimo Tristante por Cristina Macía (Carpa de Encuentros)
19:30 Presentación de “Los 70 a destajo” de José Ribas (Radio Kras)
20:00 Del Rosa al Negro: Mónica Montañes, moderan Ángel de la Calle y Miguel Cane (Espacio AQ)
20:30 Presentación de “El bulevar del miedo” de Juana Salabert, presenta Paco Ignacio Taibo II (Carpa de Encuentros)
20:30 Presentación de “Piero” de Edmond Baudoin, presenta Ángel de la Calle (Espacio AQ)
21:00 Del Rosa al Negro: Alejandro Casasola presentan Ángel de la Calle y Jorge Iván Argiz (Espacio AQ)
21:15 Charlando con Denise Mina, participan Cristina Macía y Paco Camarasa (Carpa de Encuentros)
21:30 Presentación de “Bajo la Piel” de Sergi Álvarez y Sagar Forniés, presenta Jorge Iván Argiz y Paco Ignacio Taibo II (Espacio AQ)
22:15 Charlando con Carmen Posadas, introduce Fernando Marías (Carpa de Encuentros)
22:45 Velada de Fotoperiodismo (Carpa de Encuentros)
22:30 Concierto Pepsi: Mota (Escenario central)
24:00 Creadores de película, con Alex de la Iglesia, Koldo Serra y Paco Plaza (Espacio AQ)



Reproduzimos para os próximos dias o respectivo Programa:

Sexta-feira ( dia 13)
10:00 Inicio de la distribución gratuita del número 8 de “A Quemarropa”
10:30 Fallo de los premios Dashiell Hammett, Memorial Silverio Cañada, Espartaco, Rodolfo Walsh, Cuentos Ateneo Obrero/SN (Hotel Don Manuel)
17:00 Tertulia: “Irreverentes” con Rius, Ja, Jesús Palacios, Paco Alcazar, Roberta Gregory, Hernán Migoya, Juan Bas, Juan Gómez Jurado, Lorenzo Lunar, coordina Ángel de la Calle (Carpa de Encuentros)
18:00 Mesa Redonda: “¿Qué cuentan los narradores asturianos de ahora?” David López, Ignacio del Valle, Ricardo Menéndez Salmón y Miguel Barrero, coordina Ángel de la Calle (Carpa de Encuentros)
18:00 Presentación de "Deudas pendientes" de Antonio Jiménez Barca con Paco Ignacio Taibo II (Espacio AQ)
18:00 Nueva Narrativa Colombiana: Santiago Gamboa, Fernando Quiros, Antonio García-Ángel modera Paco Ignacio Taibo II (Espacio AQ)
18:45 Presentación de “Hacerse Nadie” de Jorge García y Fidel Martínez, introduce José Manuel Estébanez (Espacio AQ)
19:00 Mesa redonda: “Muchas maneras de acercarse a la literatura criminal sin ficción”. Víctor Ronquillo, Carles Porta, Amir Valle y Eric Frattini, modera Ángel de la Calle (Carpa de Encuentros)
19:00 Presentación Cruzada: “Demasiado Corazón” de Pino Caccuci y “Último acto en el Bósforo” de Celil Oker, presenta Paco Ignacio Taibo II (Espacio AQ)
20:00 Presentación y regalo de “Los otros”, el libro Pepsi- Semana Negra c on: Alfonso Mateo Sagasta, Juan Bas, Miguel Cane, Amir Valle, Raul Argemi, Eduardo Monteverde, Juan Hernández Luna, Adolfo Usero, Cristina Macía, Paco I. Taibo II, Edmund Baudoin, Eric Frattini, Mauricio-José Schwarz, Daniel Mordzinsky, Bef, Angel de la Calle, Farruqo, Carles Santamaría, Jorge Gonzalez, Carlos Portela, Fernando Iglesias, Javier Bauluz , Horacio Altuna, Marta Cano, Hunt Emerson, Arthur Suydam, Lorenzo Gómez, Dean Ormston, Sergi Álvarez, Sagar Fornies, Ignacio del Valle, Manuel Nonídez, Fermín Goñi, J.A. Mañas (Carpa de Encuentros)
20:00 Presentación de “Hotel Kafka” por Eduardo Vilas y Juan Madrid (Espacio AQ)
20:30. Firmas de “Los otros”, el libro Pepsi-Semana Negra (Espacio AQ).
20:30 Presentación de “Pájaro en mano” de Juan Madrid, presenta Paco Ignacio Taibo II (Carpa de Encuentros)
21:15 Charlando con Ben Pastor, modera Ricard Ruiz. (Carpa de Encuentros)
21:30 Nueva narrativa colombiana: Santiago Gamboa, Antonio García-Ángel, modera Paco Ignacio Taibo II (Espacio AQ)
22:00 Mesa redonda: Deporte y Cultura (Espacio AQ)
22:15 Mesa redonda: Fotoperiodismo, (Carpa de Encuentros)
22:30 Concierto: Sidonie (Escenario Central)
23:15 Audiovisual FP (Carpa de Encuentros)
00:00 Cina Palacios: “Anti killer” de Yegor Konchalovsky (Espacio AQ)
1:00 Recital de poesía: Ángel González, Luis García Montero (Carpa de Encuentros)


Sábado ( dia 14)

17:00 Tertulia: “Irreverentes”, participan Rius, Miguel Ángel Martín, Ja, Jesús Palacios, Paco Alcazar, Roberta Gregory, Hernán Migoya, Juan Bas, Lorenzo Lunar, Hunt Emerson, Martí Riera, Pepe Gálvez y Norman Fernández, coordina Ángel de la Calle (Carpa de Encuentros)
18:00 La novela policiaca en castellano: Juan Bas, Raúl Argemí, Juan Hernández Luna, Ignacio del Valle, Eduardo Monteverde, Lorenzo Lunar, Andreu Martín y Carles Quílez, coordinan Jesús Lens y Paco Ignacio Taibo II (Carpa de Encuentros)
18:00 Presentaciones Cruzadas: “La caraqueña del maní” de José Luis Muñoz y “Ley Garrote” Joaquín Guerrero Casasola, presentan Alejandro Gallo y Paco Camarasa (Espacio AQ)
19:00 Megamix Andreu Martín, con Jaume Ribera y Carles Quilez. Presentación de “El blues de la semana más negra”, coordina Cristina Macía (Carpa de Encuentros)
19:00 Presentación de “No a la guerra”, con Ángel de la Calle, Carles Santamaría y Farruqo presenta Norman Fernández (Espacio AQ)
20:00 Llegada al recinto de la manifestación de solidaridad con el pueblo saharaui.
19:30 Charlando Lorenzo Gómez con Molina (Espacio AQ)
19:45 Presentación de “Hate Jazz” de Horacio Altuna y Jorge González, presenta Norman Fernández (Espacio AQ)
20:00 Presentación de “Buscadores de Oro” y “Nadie Ama a un Policia” de Guillermo Orsi (Raúl Argemí y Alejandro Gallo) (Carpa de Encuentros)
20:00 Presentación de “El evangelio de Barrabás” de Francisco Galván, presenta Fernando Marías (Espacio AQ)
20:30 Presentaciones Cruzadas: “Al amparo de la Ginebra” de José Luis Serrano y “No envíes flores a mi entierro” de Ricardo Bosque; presentan Zeki y Jesús Lens (Espacio AQ)
20:30 Presentación del libro Irreverentes con Miguel Ángel Martín, Roberta Gregory, Ja, Rius, Paco Alcázar, Hunt Emerson, Martí Riera, presentan Pepe Gálvez y Norman Fernández (Carpa de Encuentros)
21:00 Premio especial del director de la SN, Premio especial del director de A Quemarropa (Carpa de Encuentros)
21:05 Presentación de “Hora Cero en Phonm Penh” de Christopher G. Moore, a cargo de Paco Ignacio Taibo II (Carpa de Encuentros)
21:00 FIRMAS del libro “Irreverentes” (Espacio AQ)
21:30 Charlando con Sara Figueiredo, interviene Ángel de la Calle (Espacio AQ)
22:00 Conferencia Fotoperiodismo (Carpa de Encuentros)
22:00 La investigación policiaca: Eduardo Collado, Eduardo Monteverde, Juan Bolea, Ricardo Magaz, José Ángel Jarné (con la colaboración de la Asociación de Escritores Noveles) (Espacio AQ)
22:00 Entrega de libros para la biblioteca del campo de Dajla (Carpa Saharaui)
23:00 Velada Fotoperiodismo (Carpa de Encuentros)
22:30 Concierto: Omar Sosa (Escenario Central)
24:00 CINE PALACIOS: “Soy el ángel de la muerte” de Nicolás Winding Refn y “Cuatro sentencias de muerte” de Jirí Svoboda (Espacio AQ)
1:00 Velada Saharahui (Carpa de Encuentros)


Domingo ( dia 15)

12:00 Acto oficial de clausura de la XX Semana Negra. (Carpa de Encuentros)
14:00 Espicha de despedida en Avilés
18:00 Voces del Chamamé (Carpa de Encuentros)
19:00 Maratón Galáctico: proyección de los 6 primeros episodios del Capitán Galaxia, con el director Pablo Vara y el protagonista Juanjo Verga

Cada dia é publicado o «À Queima-Roupa», um jornal dando conta da jornada diária e desenvolvendo alguns temas abordados ou a abordar. Ver, por exemplo, o exemplar desta quinta-feira:
http://www.semananegra.org/AQ/AQ7.pdf





Festival de Teatro Clássico de Mérida - 12 de Julho a 26 de Agosto







Começa hoje mais uma edição do Festival de Teatro Clássico de Mérida, que se realiza habitualmente no antigo circo romano da cidade. Para este ano estão previstos os seguintes espectáculos (escusado será dizer que cada sessão tem um encanto e uma magia especial):


FEDRA (teatro)
Teatro Romano. 23 horas
Del 12 al 15 y del 17 al 22 de julio
Autor de la versión: Juan Mayorga
Director: José Carlos Plaza
Protagonizada por Ana Belén, Chema Muñoz, Fran Perea y Alicia Hermida
Una producción de Festival de Teatro Clásico de Mérida y Pentación

LOS PERSAS (teatro)
Teatro Romano. 23 horas
Días 26, 27, 28, 29 y 31 de julio y 1, 2 , 3, 4 y 5 de agosto
Autores de la versión: Pau Miró y Calixto Bieito
Director escénico: Calixto Bieito
Protagonizada por Natalia Dicenta, Rafa Castejón y Roberto Quintana
Una producción de Festival de Teatro Clásico de Mérida y Focus
Con la colaboración de Sagunt a Escena

LISÍSTRATA (teatro)
Teatro Romano. 23 horas
Del 9 al 14 de agosto
Homenaje al dramaturgo Manuel Martínez Mediero,
autor de la versión
Director escénico: Antonio Corencia
Intérprete principal: Miriam Díaz-Aroca
Una producción de Festival de Teatro Clásico de Mérida

ADIÓS, HERMANO CRUEL (danza)
Teatro Romano. 23 horas
Del 16 al 18 de agosto
Bailarines: Julio Bocca, Cecilia Figaredo, Victoria Balanza, Lucas Oliva, Lucas Segovia.
Guión: Elio Marchi
Música: Lito Vitale
Coreografía: Ana María Stekelmann
Dirección: Julio Bocca

ANDRÓMACA (teatro)
Teatro Romano. 23 horas
Del 23 al 26 de agosto
Empresa: Proteatro S.C.
Compañía Alcyone Teatro de Nicaragua
Autor de la versión: Charles Delgadillo Cuadra (sobre la idea de Eurípides)
Director: Alfredo Guzmán
Intérpretes principales: Magelda Campos, Zoa Meza y Amarilis Soza
Una producción de Festival de Teatro Clásico de Mérida


COMPANHIA NACIONAL DE DANZA 2 (danza)
Alcazaba. 23 h
13 y 14 de julio
Dirección artística: Nacho Duato
Dirección artística adjunta: Tony Fabre


EL BANQUETE DE ORFEO (concierto)
Alcazaba. 23 horas
Del 20 al 22 de julio
Homenaje a Claudio Monteverdi en el 400 aniversario del estreno de L´Orfeo
Escenas seleccionadas de la boda de Orfeo y Eurídice
Dirección: Óscar Gershensohn
Una producción de La Capilla Real de Madrid


EL GRAN CREADOR (teatro)
Alcazaba. 23 horas.
27 de julio
Creación colectiva de Companhia do Chapitô (Portugal)
Patrocinado por el Gabinete de Iniciativas Transfronterizas


METAMORFOSIS
(propuesta musical experimental)
Alcazaba. 23 horas
28 de julio
Spanish Percussion Group


LAS TROYANAS (teatro)
Alcazaba, 23 horas
29 de julio
Balbo Teatro. I.E.S. Santo Domingo, del Puerto de Santa María (Cádiz)

CUANDO UNO QUIERE
Y EL OTRO NO (flamenco contemporáneo)

Alcazaba. 23 horas
Del 3 al 5 de agosto
Dirección, creación e interpretación: Marco Vargas y Chloé Brûlé Dauphin
Al cante: Juan José Amador

ORESTIADA
Cenizas de Troya (teatro)
Alcazaba. 23 horas
Del 10 al 12 de agosto
Versión libre de Diana de Paco
Dramaturgia: Diana de Paco y Antonio Saura
Música original: Salvador Martínez
Dirección escénica: Antonio Saura
Interpretes principales: Ángeles Tendero, Julio Navarro Albero y Alfredo Zamora
Una producción de Alquibla Teatro S.L.


ANTÍGONA (teatro)
Alcazaba. 23 horas
Del 17 al 19 de agosto
Autor de la versión: Miguel Murillo
Director Escénico: Esteve Ferrer
Intérpretes principales: Eva Rubio, Miguel del Arco y Ana Pimenta.
Una producción de: Vaivén Producciones


ORIÓN 58 (danza)
Alcazaba. 23 horas
Del 24 al 26 de agosto
Dirección artística: Cesc Gelabert y Lydia Azzopardi
Concepto: Cesc Gelabert
Coreografía: Cesc Gelabert, con la colaboración de los bailarines
Compañía residente Teatre Lliure Barcelona
Una coproducción de Teatre Lliure y Gelabert Azzopardi


JARDÍN DE MITOS
(espectáculo infantil)

Foro Romano. 21:00 h
Días de representación: 16, 17, 18, 19, 23, 24, 25, 26, 30 y 31 de julio y 1 y 2 de agosto (3 episodios representados en cuatro días consecutivos cada uno)
Autor: Javier Llanos
Dirección: Juan Carlos Tirado
Intérpretes: Beli Cienfuegos, Nuria Cuadrado, Amelia David, Jhonny Delight, Francisco Quirós y Javier Llanos.
Compañía: TAPTC? Teatro
Una producción del Festival de Teatro Clásico de Mérida
Patrocinado por la Asamblea de Extremadura


ELECTRA (espectáculo multimedia)
Ribera del Guadiana (Molino de Pancaliente). 23,00 h.
Del 3 al 5 de agosto
Director escénico: Pizarro
Intérpretes: Elena Lucas, Juan Luis Leonisio, Javier de Torres, Tano Andrades, Amparo Vinagre y Leandro Alonso
Una producción del Festival de Teatro Clásico de Mérida, sobre un proyecto de la Liga de la Ciencia Pagana.
Patrocinado por el Gabinete de Iniciativa Joven


HITOS TEMÁTICOS
Un proyecto de Damián Galán, escenógrafo, y Mikelo, pintor.

Castellum Aquae: Turris Vitae
Acueducto Romano: Trágicas
Plaza de España: Matres Emeritensis
Anfiteatro Romano: Foso de la ignominia
Versura oriental del Teatro Romano: Heroídas
Patrocinado por Caja Madrid, Obra Social









Recital de ópera, de MONSERRAT CABALLÉ, MONSERRAT MARTÍ, ALBERT MONSERRAT y MANUEL BURGUERA, no piano.
( no passado Sábado, 7 de julho de 2007 no fenomenal Teatro Romano de Mérida )

Património com Jazz (concertos nos dias 4, 13, 20 e 28 de Julho em Barcelos)

Amanhã ( dia 13, pelas 22 h. ) no Museu de Olaria ( em Barcelos) um concerto com o saxofonista Stephen Gauci, o contra-baixista norueguês Ingebrigt e o baterista português Jorge Queijo.
Uma sessão a não perder.
(ENTRADA LIVRE COM RESERVA ANTECIPADA DE BILHETES)

Com o objectivo de promover e divulgar a cultura contemporânea de vanguarda, o património cultural e histórico de Barcelos e contribuir para a dinamização cultural da cidade, a Zoom- Associação Cultural, a Amimuola- Associação dos Amigos do Museu de Olaria e a Acib – Associação Comercial e Industrial de Barcelos apresentam o Património com Jazz, que se realiza de 4 a 28 de Julho.


PROGRAMA

4 de JULHO, 22:00> PAÇO DOS CONDES DE BARCELOS
GUNTER "BABY" SOMMER / RAYMOND MACDONALD
Gunter "Baby" Sommer (Alemanha)– percussão
Raymond MacDonald (Escócia)– saxofones

13 de JULHO> CLAUSTRO DO MUSEU DE OLARIA
21:30 INAUGURAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES:
“Rosa Ramalho: a colecção”
“Rosa Ramalho pela mão de João Freitas” Pintura
“Os Louceiros de Santa Comba: histórias que o barro escreve”

22:00 STEPHEN GAUCI / INGEBRIGT HAKER FLATEN / JORGE QUEIJO
Stephen Gauci (USA) - saxofone tenor
Ingebrigt Haker Flaten (Noruega) – contrabaixo
Jorge Queijo (Portugal)– bateria
(ENTRADA LIVRE COM RESERVA ANTECIPADA DE BILHETES)

20 de JULHO, 22:00> PAÇO DOS CONDES DE BARCELOS
LOUIS SCLAVIS / VINCENT COURTOIS DUO
Louis Sclavis (França)- saxofones e clarinete
Vincent Courtois (França)- violoncelo e electrónica

28 de JULHO PAÇO DOS CONDES DE BARCELOS
22:00
BEN STAPP TRIO
Ben Stapp (USA)– tuba
Paulo Curado (Portugal)- saxofones alto e soprano
Jorge Queijo (Portugal)- bateria

23:30
Exibição do filme de animação RENASCIMENTO, de CHRISTIAN VOLCKMAN

Reserva e venda bilhetes: Museu de Olaria, e através dos telefones: 253824741 e 917303594
Preços: Normal: 5 euros M/65 e Estudantes: 3 euros
Dia 13 – Entrada Livre com reserva antecipada de bilhetes

Mais informação
www.zoom.pt

Histórias da literatura de cordel - por Thomas Bakk, no Gato Vadio (14 de Julho às 21.30, Porto)


O Senhor dos Cordéis

Histórias de literatura de cordel escritas e contadas por Thomas Bakk,
no bar-livraria Gato Vadio,
dia 14 de Julho às 21h.30


Bar-livraria Gato Vadio
Rua do Rosário, 281 - Porto

Entrada Livre

Festa da Diversidade (13, 14 e 15 de Julho na Pr. do Comércio, Lisboa)

http://festadadiversidade.blogspot.com/

cartaz obtido via http://spectrum.weblog.com.pt/


FESTA DA DIVERSIDADE E DA IGUALDADE DE OPORTUNIDADES
13, 14 e 15 de Julho de 2007
Praça do Comércio - Lisboa


MÚSICA, DANÇA, ARTESANATO, GASTRONOMIA, EXPOSIÇÕES, WORKSHOPS, DEBATES E MUITAS OUTRAS ACTIVIDADES.....

Terrakota
Kumpania Algazarra
Gwana Bambara
Glória lopo
Chullage
Tucanas
Pé na Terra
Mistura Pura
Freddy Locks & The Groove Missions
e muitos outros



PROGRAMA CULTURAL
SEXTA
19h00-Kilate
19h30 -Red Chikas
20h00 - Pedrinhas de Arronches
20h20 Ballet Brasil
20h45-Grito silencioso
21h00-Gnawa Bambara
22h00-Glória Lopo
23h00-Chullage
00h30-Tucanas

SÁBADO
16h00 -Moulin Rouge
16h20 -Cantares Mistos de Beja
16h40 -Bazas d'lum
17h00 - hip-hop
17h20 - Raízes
18h00 - Chocolate lusófono
18h25 -Black Roses
18h45 -Schakas
18h55 -Lúmen G
19h05 -Netas di Bidinha cabral
19h15 -Terra Batida
19h25 -The Guibs Dancers
19h40 -As Estrelas do Mocho
19h50 -Geração Viva
20h15 - Batoto Yeto
21h45 -Pé na terra
22h45 -Mistura Pura
23h45 -Vera Cruz
00h45 -Freddy Locks & The Groove Missions

DOMINGO
16h00 - Dança Cigana
16h20 - Rancho folclórico
16h50 - Plural
17h10 - Dança
17h20 - Tarachinha
17h40 - Mães solteiras
17h50 - Afrostyle Models
18h15 - Nacia Gomi
18h25 - Hip hop
18h40 - As Rapicadas
18h50 - Cabo Djura
19h00 - O pôr do sol
20h00 -Recital poesia
20h15 -Focolitus
21h00 -Kumpanhia Al-gazarra
22h20 -Terrakota

Os movimentos sociais é o tema da escola de Verão na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas em Lisboa

Fonte: aqui


Escola de Verão discute movimentos sociais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de LIsboa

Responsável: Profª. Doutora Paula Godinho (FCSH)
Participantes: Drª Sónia Ferreira, Dr. Tiago Matos Silva
Local e data:
A3 - 30 de Julho a 2 de Agosto (18 h - 21 h)

Objectivos e Programa:
O presente curso pretende explorar a temática dos Movimentos Sociais, através de uma leitura antropológica/sociológica da acção colectiva no séc. XX. O curso estruturar-se-á em torno dos seguintes pontos:

Movimentos Sociais: perspectivas e leituras

- Enquadramento Teórico
• Os Movimentos Sociais como entidades anómicas: teoria funcionalista
• O paradigma marxista e o imperativo categórico da classe
• Os “novos” movimentos sociais: continuidade ou ruptura?

- Enquadramento Metodológico
• A identidade enquanto conceito operatório
• A noção de Rede
Métodos: histórias de vida, pesquisa documental, …

- Media e Movimentos Sociais
• Televisão: os novos “media makers” e o activismo cultural
• Cinema: o “Third Cinema” e o activismo político
Internet: movimentos sociais em Rede

- Arte e Movimentos Sociais
• A arte ao serviço da acção colectiva
• Da vanguarda russa ao neo-realismo soviético
O PREC em Portugal


Destinatários: Alunos e público em geral

Avanca 07 – encontros internacionais de cinema, televisão, vídeo e multimédia (workshops de 25 a 29 de Julho)

Atenção: as inscrições para os workshops já estão abertas


Este ano em que se comemora a décima primeira edição e dez anos de festival, estão previstos 7 Workshops que orientados por 9 especialistas internacionais de reconhecida obra, fazem de novo deste evento o maior espaco europeu de workshops internacionais de Verão na área dos audiovisuais.

Boa parte dos participantes acampam no espaço do festival, contribuindo para um clima único que desde há dez anos se vive neste festival.

Os workshops do AVANCA'07 começam na quarta-feira dia 25 e decorrem até 29 do corrente mês.

Os workshops são os seguintes:

1 - O trabalho do actor e a memória do cinema
Com Hanna Schygulla (Alemanha)
e Alicia Bustamante (Cuba)

2 - Do desenvolvimento do argumento à realização
Com Svetozar Ristovski (Macedónia / Canadá)

3 - Construír a banda de ruídos de um filme
Com Marie-Jeanne Wyckmans (Bélgica)

4 - O documentário - espaço da manipulação, da verdade, do privado e do público,
Com Goran Radovanovic (Sérvia)

5 . Animar pintando
Com Vuk Jevremovic (Alemanha)

6 - Criação vídeo - da cultura POP à vídeo performance
Com Pascal Lievre (França)
e Benny Nemerofsky Ramsay (Canadá)

7 - Explorar a animação em Flash
Com Vitor Lopes (Portugal)

Informações e inscrições disponíveis em
http://www.avanca.com/



AVANCA 2006
Cine Clube de Avanca
3860-078 Avanca
tel. 234 884174 / fax 234 880658
festival@avanca.com

11.7.07

Identidade e mudança na sociedade em rede - video com Manuel Castells

Manuel Castells (Hellín, 1942) é um sociólogo espanhol. Entre 1967 e 1979 leccionou na Universidade de Paris, primeiro no campus de Nanterre e, em 1970, na "École des Hautes Études en Sciences Sociales". Foi nomeado em 1979 professor de Sociologia e Planejamento Regional na Universidade de Berkeley, Califórnia. Em 2001, tornou-se pesquisador da Universidade Aberta da Catalunha em Barcelona. Em 2003, juntou-se à Universidade da Califórnia Meridional, como professor de Comunicação. Actualmente Castells reside em Barcelona e Santa Monica, junto com a esposa Emma Kiselyova.


Teoria

Durante a década de 70, Castells teve um importante papel no desenvolvimento da sociologia urbana marxista. Enfatizou o papel dos movimentos sociais na transformação conflitiva da paisagem urbana.

Introduziu o conceito de "consumo coletivo" para compor um amplo alcance dos esforços sociais, deslocado do campo económico para o campo político pela intervenção do Estado. Ao abandonar as estruturas marxistas no início da década de 80, começou a se concentrar no papel das novas tecnologias de informação e comunicação na reestruturação econômica.

Nos meados da década de 90, a sua pesquisa desembocou num um sólido estudo, chamado "A Era da Informação", publicado como uma trilogia entre 1996 e 1998.


Sociedade em Rede

O primeiro volume da Trilogia, "Sociedade em Rede - A Era da informação: Economia, sociedade e cultura", mapeia um cenário mediado pelas novas tecnlogias de informação e comunicação - TICs - e como estas interferem nas estruturas sociais. O autor constrói o seu raciocínio partindo da história do forte desenvolvimento das tecnologias a partir da década de 70 e seus impactos nos diversos campos das relações humanas. Demonstra como as tecnologias, inicialmente impulsionadas pelas pesquisas militares, foram amplamente utilizadas pelo sector financeiros, justamente em um momento de necessidade de reestruturação do capitalismo. Aproveitando-se do processo de desregulamentação promovido pelos EUA e organismos internacionais, como Banco Mundial e FMI, o capital financeiro multiplicou a sua circulação entre os diversos mercados mundiais, em movimentos cada vez menos vinculados ao processo produtivo. As tecnologias também tiveram papel fundamental na reestruturação das empresas, que puderam horizontalizar as suas estruturas e, por meio de TICs de baixo custo, transnacionalizar a produção.
Ao analisar a questão da produtividade, Castells ressalta que a introdução das novas tecnologias somente começaram a ter efeito a partir do final da década de 1990, o que justificaria a ausência de aumento de produtividade no período 1970-80. Ressalta, também, o impacto dessa reestruturação do capital financeiro e da nova sociedade organizada em rede em relação ao trabalho.
Argumenta que, mais do que as novas tecnologias, as políticas empresariais e governamentais, bem como aspectos institucionais e culturais é que determinam os impactos na questão do emprego.
Sustenta, ainda, que há um processo tendente à dualização do trabalho, com aumento substancial dos trabalhadores de alto nível e também de nível de menor qualificação, havendo um claro achatamento dos empregados de padrão intermediário de conhecimento e rendimento.
Castell apresenta a sua formulação teórica que intitula "a cultura da virtualidade real", lembrando que as culturas consistemem processos de comunicação e que, sendo a comunicação baseada em sinais, não há separação entre "realidade" e representação simbólica. Isso é importante para destacar que as relações humanas, cada vez mais, se darão em um ambiente multimedia, cujos impactos ainda estão por serem estudados.

texto da
wikipedia. Ver também aqui

A obra e as canções de protesto de Victor Jara

Sobre a vida e a música do cantor chileno Victor Jara, e acontecimentos com ele relacionados, ver os posts deste blogue: aqui, aqui, aqui










Amanhã (12 de julho) há manifestação em Lisboa pela defesa dos serviços públicos

Pela defesa dos Serviços Públicos
e dos seus trabalhadores

A Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública promove amanhã, dia 12 de Outubro, uma manifestação nacional dos trabalhadores da Administração Pública, com concentração junto ao Ministério das Finanças, pelas 14.30, no Marquês de Pombal e desfile até à Assembleia da República


Esta acção de luta tem por objectivos a:

- Dignificação do estatuto sócio-profissional dos trabalhadores da função pública;

- Melhoria das condições de vida, com recuperação do poder de compra perdido ao longo dos anos;

- Melhoria da qualidade dos serviços e do atendimento à população;

- Contra a lei dos disponíveis/mobilidade/despedimentos e do trabalho forçado.


O Portugal do PS/PSD não é um bom sítio para se nascer: há mais de 20 anos que há uma constante quebra de nascimentos

A triste herança do rotativismo dos governos PS e PSD = Portugal é hoje um dos sete países do mundo com a população mais envelhecida



Os indicadores demográficos do INE mostram uma grande quebra do nº de nascimentos relativa ao ano de 2006: nasceram apenas 105.351 bebés, menos 4106 do que no anterior ano de 2005, confirmando uma tendência constante desde os últimos 20 anos.
No ano passado o número médio de filhos por mulher fértil ( a taxa de fertilidade) passou de 1,41 para 1,31 ( a taxa média europeia é de 1,52)
Este decréscimo da taxa de natalidade começou em 1987 ao mesmo tempo que se assiste a uma tendência paralela que vai no sentido de retardar a maternidade: enquanto anteriormente a maternidade incidia no grupo etário entre os 20 e 24 anos, nos anos de 2005 e 2006 a maternidade passou a ser o fenómeno que incide principalmente sobre – vejam lá!!! - o grupo etário dos 30 aos 34 anos…!!!
Segundo os entendidos na matéria isto faz de Portugal o país onde a fecundidade é uma das mais baixas do mundo, o que não vai deixar de ter efeitos desastrosos no futuro: não só o país está rapidamente a envelhecer-se – a um ritmo mais acelerado do que qualquer outro país europeu – fazendo com que seja um dos sete países mais envelhecidos do mundo, como a população portuguesa tende a diminuir em termos absolutos ( a manter-se esta tendência o país perderá em 2050 um quarto da sua população, o que significa que apenas seremos então 7,5 milhões).

Com estes números conclui-se facilmente que as gerações não são substituídas: para que isso acontecesse seria necessário que cada mulher portuguesa tivesse 2,1 filhos, o que está longe de acontecer como se poder constatar.

O ano com piores resultados já tinha sido 1995 ( com 107 mil bebés), em contrastes com os anos pós-II Grande Guerra: em 1948 nasceram 220.981 crianças em Portugal, seguido de 1962 com 220.981 ( o que correspondia a 3,20 filhos por mulher)
Recorde- se que segundo a ONU, o mundo terá hoje 6,7 mil milhões de pessoas; cerca de 420 milhões dos quais terão mais de 65 anos.

O Naadam começa hoje na Mongólia

Naadan é o mais conhecido e um dos mais antigos festivais do mundo A sua origem perde-se nos tempos primordiais quando as tribos nómadas da Ásia central começaram a usar os cavalos e a domesticá-los. Realiza-se na Mongólia entre os dias 11 e 13 de Julho, e tem com cenário principal a sua capital, Ulaanbaatar ( ou Ulan Batar). O festival é também conhecido como Eriin Gurvan Naadam ( ou seja, os três jogos masculinos – luta livre mongol, corrida de cavalos e arco-e-flecha). Hoje não só as mulheres também participam nesses jogos, como o festival perdeu a sua conotação religiosa, tendo o dia do seu início se tornado feriado, a fim de comemorar a independência do país em 1921, e a expulsão dos chineses do território.
Um dos pontos altos dos 3 dias de festas são as corridas de cavalos, montados por jovens, e que se realizam ao longo de 30 km.

Outro evento digno de registo é o Festival do Dia dos Nómadas que se realiza no Outono, a 17 e 18 de Setembro, todos os anos numa reserva natural da Mongólia, a Gun-Galuut, na província do Tuv. Ao longo destes dois dias de festas celebram-se as tradições nómadas através de mais de 10 jogos que envolvem homens, mulheres, crianças e famílias inteiras.



Literatura mongol

Já agora recordamos que o rico património cultural dos mongóis abarca um extenso conjunto de contos épicos, relatos de aventuras de heróis e vilões, originalmente transmitidos por via oral, assim como crónicas da vida e do tempo do famoso Genghis Khan,, escritas por volta do ano de 1240 sob o titulo a «História secreta dos Mongóis» . O seu folclore e costumes fazem também parte desse importante legado.


No século XIX destacam-se os poetas mongóis como D.Ravjaa (1803-1856), V.Injinash (1837-1892), B.Gulrans (1820-1861), Gelegbalsan (1846-1923) and R.Khishigbat (1899-1916), sendo a literatura mongol contemporânea representada pelos poetas e escritores como D.Natsagdorj, Ts.Damdinsuren, B.Renchin, S.Buyannemekh, D.Tsevegmed, D.Namdag, Ch.Lodoidamba, B.Yavuukhulan, Ch.Chimed, L.Tudev. D.Purevdorj.

O escritor mais conhecido é, no entanto, Galsan Tschinag, que vive actualmente na Alemanha. Ele descende de uma importante tribo, os Tuva, que não conheciam a escrita e que tradicionalmente viviam nas montanhas. O seu livro mais conhecido é «Karawane», justamente sobre os usos e costumes do seu povo.

Calcula-se que as obras de mais de 100 autores mongóis estejam hoje traduzidos em mais de 20 línguas.


Sobre a História da Mongólia e dos Mongóis:
http://www.mongols.com/

Para quem quiser conhecer mais:

http://mongoluls.net/

http://www.mongolianmatters.com/

http://www.ub-mongolia.mn/index.php


Notícias da Mongólia:
http://www.mongoliatoday.com/


Viajar pela Mongólia: aqui, aqui, aqui











9.7.07

Uma vaia monumental põe Sócrates a ridículo

Um espectáculo dentro de outro espectáculo!

O primeiro-ministro português, o ex-engenheiro José Sócrates, foi alvo de uma monumental vaia pelas 40.000 pessoas presentes na cerimónia-espectáculo da nomeação das sete maravilhas do mundo realizada no passado Sábado no estádio da Luz, em Lisboa.
A onda de assobios foi de tal ordem que foi motivo de galhofa geral dentro do recinto desportivo e passou a ser tema de conversa obrigatória em todo o país, desde os cafés aos media. Não só pelo ridículo da situação como pela desautorização popular lançada à figura do governante e líder do principal partido político português actualmente com maioria absoluta dos deputados no Parlamento.
A reacção popular condiz com a realização de uma grande manifestação de trabalhadores realizada na passada 5ª feira em Guimarães e a greve geral do dia 30 de Maio contra as políticas anti-sociais levadas a efeito pelo Governo Sócrates com efeitos desastrosos nas condições de vida da população em geral, em contraste com o chorudos lucros dos bancos e das principais empresas nas mãos dos grupos económicos que controlam a economia portuguesa.

Como dizia já o velho Eça:
"Este governo não cairá porque não é um edifício; sai com benzina porque é uma nódoa."

Não resisto a reproduzir aqui um excerto de um post acerca do mesmo assunto que encontrei no excelente blogue «estrelinha ajuizada» sob o sugestivo título «Monumental vaia – a 8ª maravilha»:


«Ontem José Sócrates em mais uma “Festa da Democracia” foi copiosamente vaiado no Estádio da Luz durante a gala das 7 Maravilhas do Mundo. À atenção do senhor Comissário Político do PS em Lisboa, perdão, do senhor Governador Civil, por mais esta manifestação ilegal. As câmaras de vigilância do estádio estavam ligadas? Vai dar muito trabalhinho identificar todos aqueles milhares que assobiaram. Não vão ser favas contadas como em Braga onde eram só meia dúzia de manifestantes, perdão, de “foliões”… (...)»


Aproveitamos para anexar uma fotomontagem que fomos retirar ao blogue O Bitoque, aproveitando o momento, para recomendar a sua consultar regular:

A estátua norte-americana também foi vaiada!

Mas não foi só Sócrates que foi vaiado. Também os Estados Unidos não passaram incólumes à crítica da assistência do espectáculo: quando foi mencionada a estátua da liberdade como uma das candidatas às setes maravilhas do mundo escutou-se de imediato uma enorme assobiadela, só ultrapassada pela que foi dirigida ao Sr. Sócrates. Este facto foi objecto de notícia no New York Times cujo autor associou inteligentemente a vaia à contestação e crítica do povo português ( não confundir com o servil e bajulador governo de Durão Barroso e acólitos) contra a invasão e a ocupação pelo exército dos Estados Unidos da América do território do Iraque.

(informação e vídeo obtido por via do blogue Renas e Veados )


Para assistir ao filme dos acontecimentos, nada melhor que ver este video:



A estátua da pseuda-liberdade americana que não foi aceite no concurso das sete maravilhas do mundo.




Climas, um filme de Nuri Bilge Ceylan vai passar em Barcelos ( 11 de Julho) por iniciativa do cineclube local

Cineclube de Barcelos: http://www.zoom.pt/


11 de Julho às 21:45 no Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos – sessão de cinema com o filme Climas, de Nuri Bilge Ceylan


Sinopse:
Isa e Bahar são duas figuras solitárias arrastadas pelo seu clima interior eternamente em mudança. E em perseguição de uma felicidade que já não lhes pertence. "Climas", Prémio da Crítica Internacional em Cannes, é a quarta longa-metragem de Nuri Bilge Ceylan e conta a história de uma ruptura sentimental, ao sabor das estações, a história de um canalha, que se inscreve na tradição de Bergman e Antonioni. O filme é protagonizado pelo próprio realizador e pela mulher, Ebru Ceylan.



Crítica:
A confirmação - se fosse preciso, depois de "Clouds in May" e "Longínquo" - de que há aqui cineasta, Nuri Bilge Ceylan. "Climas" talvez seja o filme mais "antonioniano" ou mais "rosselliniano" do realizador turco - por causa do casal, da incomunicabilidade, da espera, em vão, por sinais... - mas é-o sem jogo referencial (ou reverencial).E há um suplemento de angústia e crueldade nestas paisagens de inverno que gelam as relações entre um homem e uma mulher: este homem e esta mulher são interpretados por Nuri Bilge Ceylan e Ebru Ceylan, o realizador e a sua esposa. Nuri não terá feito por acaso. Nem pode estar inocente da inquietação que assim provoca no espectador. Que pensará: uma ficção? O documentário de exposição de um divórcio? O anúncio de um divórcio que há-de vir? ( Vasco Câmara, Jornal Público)

Cineclube de Barcelos:
http://www.zoom.pt/

A ZOOM é uma Associação Cultural, sem fins lucrativos, com sede em Barcelos, tendo como actividade principal a exibição cinematográfica, com o objectivo de promover e divulgar o cinema, organizando mostras e ciclos cinematográficos (com destaque para o cinema português e europeu). Pretende ainda promover a realização e divulgação de projectos, actividades e produtos culturais, bem como formação, nas áreas da música, artes plásticas, fotografia, vídeo e multimédia.

Atenção mochileiros: abriu o Andarilho, um hostel na cidade do Porto para toda a gente

O Andarilho, o novo hostel na cidade do Porto


A cidade do Porto ( ou Oporto, como os anglo-saxónicos costumam dizer) já tem mais um local de alojamento com preço reduzido especialmente a pensar nos viajantes-mochileiros (backpackers) que passarem pela cidade.

O novo hostel chama-se simbolicamente Andarilho e situa-se na Rua Firmeza, nº 364 (
andarilhohostel@gmail.com), Porto.
Trata-se de um hostel espaçoso, com beliches, cozinha, sala de estar, esplanada, etc, condimentos suficientes para permitir uma grande autonomia aos viajantes.

Consultar:
http://www.andarilhohostel.com/


No Porto existem muitas pensões, residenciais, e albergues cujos preços são muito reduzidos. Outro hostel, vocacionado para viajantes independentes, situa-se na parte velha do burgo ( junto à torre dos clérigos):

Oporto Poets Hostel
Travessa do Ferraz, 13


Recorde-se que a rede de Hostels está implantada por muitos países e baseia-se em preços reduzidos e grande convivialidade entre os seus utilizadores.


Outros hostels em Portugal:

Rising Cock ( em Lagos)
Travessa do Forno, 14, Lagos
www.risingcock.com

Last Poets hostel ( em Lisboa)
Rua do Duque, 41
http://www.lisbonpoetshostel.com/index.php


Oasis Mansion ( em Lisboa)
R. de Santa Catarina, 24, Lisboa
www.hostelsoasis.com


Cascais beach hostel (em Cascais)
R. da Vista Alegre nº 10, Cascais
www.cascaisbeachostel.com


Alguns hostels em Espanha:

Los Amigos hostel ( em Madrid)
Campomanes, 6 – 4º izq
www.losamigoshostel.com

HelloBCN hostel ( em Barcelona)
Calle Lafont 8
www.hellobcnhostel.com

Home Guest-house ( em Barcelona)
Calle Hedilla, 58
www.likeathome.net

Pere Tarrés ( em Barcelona)
www.peretarres.org/alberg


Home hostel ( em Valência)
Plaza Vincent Iborra
www.likeathome.net



Lolo Urban House ( em San Sebastien/Donostia)
Boulverd, 26, 1º izq
www.enjoyss.com


Oásis ( em Sevilla)
Plaza de la Encarnacion, 29
http://www.oasissevilla.com/en/default.html


Oásis ( em Granada)
Placeta Correo Viejo, 3
http://www.oasisgranada.com/en/default.html



The Melting Pot Backpackers ( em Málaga)
Paseo de Salvador Rueda, 9

The Melting Pot Backpackers ( em Tarifa)
Calle Turriano Grácil, nº 5