20.5.07

Swadeshi – o modelo económico de Gandhi como alternativa à globalização capitalista

Swadeschi é o nome do modelo económico que Gandhi propugnou para a Índia após a sua libertação do jugo colonial inglês.
Satish kumar, director do Schumacher College define o Swadeschi como uma «economia de permanência», um conceito que supõe, como é bom de ver, uma profunda transformação não só de carácter económico mas também político e social.
Gandhi foi um dos primeiros a lançar o alerta de que as nossas modernas economias, com todo o processo de globalização que lhes é inerente, estavam a ficar vulneráveis, quais megalópolis totalmente dependentes da produção exterior.
Nas economias hoje existentes os Estados não se cansam de manter uma Balança de Pagamentos com saldo positivo, por via do constante aumento de exportações, objectivo que é insustentável, uma vez que se traduz necessariamente num incessante aumento da produção e exploração de recursos humanos.
Em contrapartida, numa economia de swadeschi a sociedade estrutura-se em pequenas comunidades independentes e dotadas de autonomia política. Os habitantes destas comunidades são, por conseguinte, autónomos e geram, com o fruto do seu trabalho, os bens e os serviços que a comunidade consome. Deste modo, a produção não depende das forças do mercado, mas tão-só da procura local, pelo que a pressão sobre o meio ambienta é mínima. Apenas se recorre aos comércio exterior para aqueles bens e serviços que não podem ser produzidos dentro da própria comunidade.
Infelizmente Gandhi nunca teve oportunidade de concretizar os princípios da economia de Swadeschi pois foi assassinado seis meses depois da Índia ter chegado à independência política relativamente à potência colonizadora. Não obstante, a sua concepção de uma economia sustentável inspirou toda uma geração de filósofos e economistas, entre os quais se destaca E.F. Schumacher, o conhecido autor do não menos célebre livro «Small is beautiful», e que hoje está presente em muítissimas comunidades alernativas que vão florescendo por esse mundo fora.

http://en.wikipedia.org/wiki/Swadeshi

O jazz feminino de Rhoda Scott

O quarteto feminino de Rhoda Scott em Montségur (2004) com Julie Saury, Airelle Besson, e a surpreendente saxofonista Sophie Alour

Superbo.




O trio de Rhoda Scott Trio com Sarah Morrow (trombone) e Julie Saury ( bateria) numa gravação de janeiro de 2006 .

www.rhodascott.com

A voz e o canto de Bobby McFerrin («don't worry, be happy»)

Bobby McFerrin (nasceu em Nueva York, el 11 de Marzo de 1950) é um intérprete a capella largamente influenciado pelo jazz. É filho do famoso solista Robert McFerrin. A sua canção "Don't Worry, Be Happy", que aparece una banda sonora do filme de 1988 Cocktail protagonizada por Tom Cruise, foi um êxito clamoroso.
Também colaborou com inúmeras figuras do jazz. Mas é, sobretudo, conhecido pela sua capacidade vocal e pelas habilidades que consegue emprestar ao seu canto.
http://en.wikipedia.org/wiki/Bobby_McFerrin



Don't Worry Be Happy - Bobby Mc Ferrin





Bobby McFerrin - Ave Maria





Bobby Mcferrin improvisation with Richard Bona ( em Montreal)





Bobby McFerrin improvisation Montreaux

19.5.07

Troca de Roupa na Feira da troca de amanhã (20 de maio)


Olá trocadores!

A Feira da Troca acontece ao 3º domingo de cada mês a partir das 17H00 no parque infantil (perto do Rianço) em Messejana.


Amanhã, dia 20 de Maio, vamos organizar mais uma grande troca de roupa - para bebés, crianças, mulheres e homens!

Porque não trocar roupa que já não queríamos vestir ou usar por outra que nos desperte curiosidade e que nos possa ser útil?

www.reallifelog.com/trocar/

Morreu a escritora Eva Forest


Os escritores Eva Forest e Alfonso Sastre, um dos casais inseparáveis e mais marcantes do seculo XX e que juntos fizeram frente à repressão do Estado espanhol ao longo de toda a sua vida

A escritora e editora Eva Forest morreu hoje aos 79 anos de idade. O seu compromisso político levou-a, tal como ao seu companheiro e também escritor e dramaturgo Alfonso Sastre, a ser condenada ao mais absoluto dos ostracismos por parte dos meios culturais e intelectuais espanhois.

http://obloguedorubemtxu.blog.com/

http://www.sastre-forest.com/



A escritora e editora Eva Forest viveu uma vida marcada de injustiças, torturas e atentados aos direitos fundamentais. Nasceu em Barcelona em 1928 no seio duma família anarquista. O seu pai considerava a escola como uma instituição repressiva pelo que não passou por ela durante anos.

Impulsionada por uma necessidade vital de viajar foi viver para Madrid onde estudou medicina. No último curso de carreira, em 1955, conheceu Alfonso Sastre e casaram em Dezembro do mesmo ano.
Desde então, Eva Forest e Alfonso Sastre fizeram, um par inseparável.

O casal viveu momentos duros principalmente por causa da situação política do país basco. Em 1956 Alfonso Sastre foi processado e foram viver para Paris. Em 1970 Eva foi detida pela sua suposta colaboração com ETA e permaneceu quase très meses em prisão.
À sua saída do cárcere, continuou recolhendo testemunhos e trabalhando ao redor do estudo "Tortura y democracia". Em 1979 impulsou a criação do TAT (Torturaren Aurkako Taldea).

Em 1991 fundou a editorial Hiru.

A sua incansável actividade solidária e política levou-a a percorrer boa parte de Europa, Iraque, América latina ou Estados Unidos. O seu compromisso político levou-a a dar conferências sobre a tortura, por exemplo, na Universidade de Berkeley, enquanto ao mesmo tempo, como o seu companheiro Alfonso Sastre, foi condenada ao mais absoluto dos ostracismos por parte dos meios culturais e intelectuais espanhois.

A polícia protege-nos; mas quem nos protege da polícia? – conversas sobre violência policial


Encontro na esplanada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa na próxima 4ª feira, 23 de Maio, pelas 15h.30

Convidados para a conversa:
Vítor Serrão (prof. de arte da Fac. de Letras),
Paula Godinho (prof. de antropologia da Fac. de Ciências Sociais e Humanas),
Chullage (músico)

A organização é do Grupo Manifesto

Ver:
http://letrasemmanifesto.blogspot.com/

Um excelente espectáculo de Cabaret com a participação do Teatro Popular de Espinho


Venha conhecer o lado off do Cabaret

Já não precisa de ir a Lisboa ou ao Porto se lhe apetecer ver um espectáculo com muita música e boas canções, secundadas por cuidados momentos de dança e momentos de teatro.
Agora em Espinho, pode aproveitar um passeio à beira-mar e depois assistir a um musical radical, com poucos meios mas grandes doses de imaginação e criatividade.


Por isso, se quiser estar in, no próximo fim-de-semana de 18, 19 e 20 de Maio, terá de se deslocar ao Auditório de Espinho (Academia de Música de Espinho), é aí que estará tudo on para receber um espectáculo diferente, com cor, ritmo e movimento.

Uma viagem pelo imaginário do Cabaret

Já alguma vez foi ao Cabaret?

Dizem que tudo começou em volta de uma carroça roufenha que vendia vinho quente e dava música a quem passava nas ruas. Depois vieram as pernas alçadas do can-can, as barbas do Toulouse e outros senhores de talentos mil que tornaram famoso um certo moinho encarnado.
Pelo meio, o século mudou, e com ele as mentalidades. Vieram os 20’s e os costumes estalaram. Os ventos levantaram as saias, cortaram os cabelos e soltaram o desejo. A noite é o jazz, o charleston, as pernas loucas na pista de dança, a droga a correr entre as mesas, a criatividade desafiadora dos artistas de vanguarda.

Entretanto o Cabaret fez as malas e partiu para a Alemanha, onde caiu de amores por uns tais de B. Brecht e K. Weil, que lhe deram as suas melhores canções. Aí encontrou também um grupo de artistas desvairados, que com os seus gritos “Da-Da” acabaram por mudar para sempre a forma de encarar a arte.

Este espectáculo é também um desafio ao público para olhar em roda e até para entrar nos bastidores. Porque o Cabaret é a vida da bailarina que espera tímida a hora de entrar em palco, o barman que atende os pedidos sempre com um mordaz conselho de orelha, o pianista que caiu de amores pelo sorriso daquela rapariga de franja morena que se senta sempre na mesma mesa e no mesmo canto, o apresentador que não se contém na alta gabarolice dos seus fartos bigodes, o artista que delira no meio de mil e uma “cortesãs”. As que esperam um cliente num canto frio da noite, os que se escondem num vão de escada ou na gola de um sobretudo.

São as histórias de fora e de dentro, da rua, das luzes da ribalta e das sombras dos bastidores. Dos in, dos on e dos off…
- Damas e cavalheiros, o espectáculo vai começar...!

Um bom espectáculo fora dos grandes centros

Demonstrando que fora dos grandes centros se podem produzir espectáculos de qualidade, misturando música, dança e teatro, e porque nem só as grandes companhias de Lisboa fazem grandes produções, a Academia de Música, o TPE – Teatro Popular de Espinho / Cooperativa Nascente e o “Move’in-mento – Núcleo de Dança Contemporânea de Espinho (direcção artística de Eva Ramirez)”, decidiram construir de raiz um espectáculo de música, dança e teatro em torno do imaginário do “Cabaret”.

Um projecto multidisciplinar, para agradar a gregos e… a toda a gente

O espectáculo intitula-se “Off Cabaret” e tem concepção e direcção artística de António Paiva (elemento fundador do TPE, e encenador de grande parte dos trabalhos deste grupo); a direcção musical está a cargo de Francisco Seabra (docente da Academia de Música e pianista, tendo trabalhado vários anos com orquestras de casino e bares) e Jorge Prendas (também docente da Academia e membro do conhecido grupo “Vozes da Rádio”); as coreografias são da responsabilidade de Margarida Ferreira (bailarina do Move’in-mento e autora de várias coreografias já apresentadas ao público em Espinho e no resto do país).
Esta produção multidisciplinar conta ainda com a colaboração de vários agentes culturais concelhios, desde elementos de bandas rock do concelho, a jovens arquitectos e designers, e mesmo elementos de outros grupos de teatro ou de outras associações, que aceitaram o repto das entidades promotoras da iniciativa.

Uma galeria de sons, passos e personagens:
do Moulin Rouge a Brecht

Este projecto surge da vontade de aproveitar e criar sinergias entre agentes culturais espinhenses dos mais variados quadrantes e criar um produto de raiz com uma componente multidisciplinar que se apresenta como uma mais-valia para o produto final, na medida, em que não sendo uma peça de teatro, nem um concerto de música, nem um bailado, se serve das várias expressões artísticas para passar em revista o imaginário da noite e do “Cabaret”.
Com canções de Kurt Weil, Charles Trenet, Jacques Brel, entre outros, e textos de autores como por exemplo Brecht e Raul Brandão, inspirado pela história, pela pintura de finais de século XIX e de inícios do século XX e pelo percurso dos costumes da noite e do sentir, este é um espectáculo multifacetado que levará o público por uma viagem às várias faces do “Cabaret” e dos meandros da Noite.


Data(s) do evento
De 18-05-2007 a 20-05-2007

17.5.07

O velho ritual da praxe provocou em Coimbra mais um ferido e... muitos humilhados e ofendidos

Os estudantes mais velhos decidiram rapar os pêlos púbicos do caloiro num "julgamento" durante a Queima das Fitas a um estudante da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra que ficou ferido nos órgãos genitais, na sequência de um ritual da praxe académica designado como "o julgamento". Alegando ter sido vítima de uma agressão, o caloiro de Medicina apresentou queixa no Conselho de Veteranos (o órgão que regula a praxe na Academia de Coimbra) contra os alunos mais velhos, mas a queixa à polícia não está posta de lado.
O incidente terá ocorrido há cerca de uma semana, durante a Queima das Fitas de Coimbra, quando o aluno foi submetido, juntamente com outros colegas de Medicina, a um "julgamento".
Neste ritual, os caloiros são confrontados pelos estudantes mais velhos com "acusações" normalmente relacionadas com a sua conduta ou postura durante a praxe e submetidos às mais variadas penas. Neste caso, os estudantes mais velhos decidiram rapar os pêlos púbicos do caloiro, provocando um ferimento nos órgãos genitais que levou o aluno a dirigir-se, por precaução, ao hospital.
João Luís Jesus, do Conselho de Veteranos da Academia de Coimbra, tem estado em contacto com o aluno e não exclui a possibilidade de recurso às autoridades policiais. "Vamos ouvir e recolher depoimentos, para perceber como tudo ocorreu. Se estivermos perante uma agressão, aí aconselharemos o aluno a fazer queixa na polícia; mas também pode ter sido um acidente", admite.
Hoje em dia, o "julgamento" é pouco frequente na Academia, embora, segundo João Luís Jesus, "continue a ser levado a cabo pontualmente".
De acordo com código da praxe da academia, o "julgamento" tem que ocorrer obrigatoriamente numa República ou noutra casa de praxe autorizada e segue alguns preceitos que tornam o ritual "algo assustador", refere o veterano. "A sala onde decorre o julgamento tem que estar iluminada apenas com velas e apenas se vêem os olhos dos estudantes que fazem o ritual. Tem que haver camaradagem", declara, lembrando alguns casos "menos felizes" no passado. "Tivemos um caso em que vários alunos eram "condenados" em julgamento a passar uma hora dentro de um caixão. É preciso bom senso", apela.
O primeiro caso conhecido relacionado com praxes a chegar à justiça foi o de Ana Francisco. Em Fevereiro de 2003, a então caloira da Escola Agrária de Santarém denunciou uma sucessão de actos que considerou violentos.
O Tribunal de Santarém começou por pronunciar seis alunos. A advogada de defesa da jovem, Manuela Miranda, recorreu. E, em Março, diz a causídica, o Tribunal da Relação de Évora acrescentou mais um jovem à lista. Os sete arguidos estão acusados de coacção e ofensa à integridade física qualificada. O julgamento não está marcado. Ana estuda actualmente noutra escola.


Fonte: jornal Público




O MATA ( Movimento anti-tradição académica) já tornou público um comunicado que fui buscar ao saboroso blogue O Bitoque:


Começou por ser mais um caso público de praxe violenta. No dia seguinte passou a dois. No primeiro caso, um jovem estudante viu-se "imobilizado por colegas mais velhos e alguns começaram a rapar-lhe os pêlos púbicos com uma lâmina de barbear" do que "resultou o rompimento de parte do escroto do caloiro", segundo conta um jornal diário. O outro "para além de unhas negras, resultantes de apanhar com uma colher de pau" sofreu cortes no couro cabeludo com uma tesoura enquanto lhe cortavam o cabelo, segundo outro jornal diário regional. Um apresentou queixa ao Conselho de Veteranos (CV), o outro, junto das autoridades policiais.
José Luís Jesus, dotado do "nobre título" dux veteranorum da Universidade de Coimbra, garante-nos que os agressores "estão devidamente identificados"; que ainda "esta semana serão feitas todas as averiguações"; e que caso tenha havido abusos "o CV vai até às últimas consequências". Além de se fazer passar por uma autoridade para tratar o que as leis normais, iguais para toda a gente, deveriam resolver, este estudante acrescentou ainda, em declarações mais recentes: "já sabemos que é tudo mentira! Se o estudante tem um rompimento no escroto, foi porque fez outra coisa qualquer!" Parece incrível, mas é verdade: as "leis" da praxe são feitas para proteger e fomentar a barbaridade e não precisam de grandes averiguações para "julgar" e tomar as suas "decisões".
Surge então uma pergunta: Que entidade é esta, o "CV", e as pessoas que o constituem, os "duces", que se auto reveste do poder de identificar, averiguar, julgar e condenar situações nas quais não esteve directamente envolvida? O Estado reconhece-lhe esse direito?
É inaceitável que se pense que as pessoas que praticam as praxes podem ser as mesmas a fiscalizar os actos por si praticados, e ainda para mais consideradas idóneas. Como se pertencessem a uma instituição à parte, numa proposta de mundo à parte – a Universidade. É exactamente essa proposta de Universidade-fortaleza, fechada ao mundo, que recusamos.
A sociedade vai perdendo a ilusão de que as praxes não passam de um conjunto de brincadeiras menores e que até é normal que tenham instituições próprias que a regulem. Mas se por algum motivo não tivessem acontecido cortes no escroto ou no couro cabeludo, nódoas negras e hematomas, estes casos teriam sido notícia? O CV consideraria aquela praxe admissível?
O Conselho de Veteranos talvez responda sim a esta pergunta alegando, em defesa dos agressores, que o aluno aceitou ser praxado. E novas questões se colocam: em que condições aceitou ser praxado? Foi de livre e espontânea vontade que avançou para a praxe, com o conhecimento prévio do que lhe poderia acontecer? Não foi persuadido sob nenhuma forma, física ou psicológica (e o motivo da integração adapta-se perfeitamente a este tipo de persuasão) para se submeter à vontade dos praxantes?
Infelizmente, sabemos que a coragem de não aceitar e denunciar estas violências é quase sempre "premiada" com o abandono e a hostilização das vítimas e a cumplicidade com os agressores: o passado recente mostra-nos que os responsáveis pelas escolas e pelo ministério são os primeiros a contribuir para o clima do medo e da impunidade.
O Movimento Anti "Tradição Académica" não aceita esses poderes obscuros e sem qualquer legitimidade e considera que estes casos não são acontecimentos isolados mas que acontecem devido à própria natureza da praxe. Condenamos as violências inerentes às praxes quer se tornem em casos públicos ou não. Apelamos aos estudantes que rejeitem qualquer forma de praxe, bem como todas as imposições e os poderes absurdos de estudantes sobre estudantes disfarçadas de brincadeiras e "tradição". A lei da praxe não vale nada, nem pode sobrepor-se às leis do país e ao convívio entre estudantes sem imposições, sem chefes e sem violências.
Por último, mantemos a expectativa de que o Sr. Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Mariano Gago, mantenha o perfil de indignação que já demonstrou relativamente a situações semelhantes, esperando ainda pelo momento em que verdadeiramente coloque na agenda a reflexão e acção sobre este tema. Para ele, como para toda a comunidade escolar e sociedade em geral, desistir e abreviar responsabilidades seria uma atitude inaceitável. E speremos que, à semelhança do que aconteceu noutros casos como o de Ana Sofia Damião, não seja a própria instituição escolar a querer ocultar o que se passou para manter o bom nome da casa

O dia das Letras Galegas (17 de maio)

O dia 17 de Maio é o Dia das Letras Galegas. Um dia que serve para chamar a atenção para um das línguas periférias do Estado espanhol, a língua falada na Galiza e que partilha com o português a mesma origem, características e história. Um dia que visa também dar a conhecer a rica e imensa cultura galega, assim como as suas principais figuras: cada ano homenageia-se uma figura das letras galegas, escolha que cabe à Real Academia Galega, fundada em 1906.

Recorde-se que o fim do século XIX e o início do século XX assiste-se a.um processo de reafirmação da identidade galega, conhecido pela designação de «Rexurdimento». Após séculos de apagamento e de inanição letárgica, que ficaram conhecidos pela expressão «séculos escuros», a Galiza vive nesse período um movimento de redescoberta de uma matriz identitária. O renascimento galego resulta, em boa medida, das ondas de choque do Romantismo, no emergir de tendências historiográficas que visavam a reelaboração de matrizes culturais nacionais.
Em 1865, Manuel Murguía publicava o primeiro volume da sua História da Galiza. Também na Literatura, é na segunda metade do século XIX que encontramos três dos expoentes máximos da poesia e prosa escritas em galego: Rosalía de Castro, Curros Enríquez e Eduardo Pondal. Como acontece muitas vezes em tempos de indefinição político-cultural, também nos galegos aconteceu procurar na História os elementos identitários que conformavam uma especificidade linguístico-cultural. A este respeito, a poesia trovadoresca galego-portuguesa, que se concentra nos séculos XII, XIII e XIV, garante, por si só, um húmus sustentador de uma reapropriação da dignidade perdida da fala e escrita galegas. É verdade que, em razão da vitória franquista na Guerra Civil espanhola, o século XX não favoreceu a consolidação daquela tendência. Mas o renascimento galego era já um movimento imparável. Até certo ponto, a criação da Real Academia Galega é devedora daquele movimento de afirmação da cultura galega.

O ano do arranque do «Dia das Letras Galegas» e o dia escolhido para a sua festividade revelam uma intencionalidade plena de significado. O evento teve o seu ano inaugural em 1963, isto é, 100 anos depois da publicação da obra «Cantares Galegos», de Rosalía de Castro; e o dia escolhido, 17 de Maio, foi o dia em que o livro veio a lume. Como não podia deixar de ser, o nome de Rosalía de Castro impôs-se desde logo como centro absoluto de todas as comemorações, naquele 17 de Maio de 1963.

De maneira que o «Dia das Letras Galegas» conta já com 44 edições. Este ano, a escolha recaiu sobre Maria Mariño Carou (1907-1967). De origens humildes, Maria Mariño cedo abandonou a escola para trabalhar. Figura discreta e pouco ou nada dada à frequência de círculos literários-artísticos, a poetisa de «Palabra no tempo» ocupa na história literária galega do pós-guerra um lugar excêntrico. Não sendo alheia ao seu despertar para a escrita a amizade que cultivou com Uxío Novoneyra (1930-1999), a produção literária de Maria Mariño reduz-se à publicação de dois livros de poemas. «Palabra no tempo», de 1963 – o único publicado em vida da autora -, e «Verba que comeza», poemário póstumo que viria a lume em 1992. A publicação de «Palabra no tempo» resulta do estímulo e da promoção concedidas por Uxío Novoneyra, o poeta de «Poemas caligráficos», de 1979.
Nos seus versos, Maria Mariño condensa a tradição poética popular, na esteira de uma Rosalía de Castro, e um paisagismo em que as montanhas de Courel, perto de Lugo – onde se fixou a partir de 1947 -, são metamorfoseadas pela intuição poética. Por outro lado, encontramos na poesia de Maria Mariño uma reflexão sobra a íntima radicalidade da morte, a que não é com certeza estranha o facto de a poetisa se debater, pelos anos sessenta, com uma luta desigual com a leucemia. Morreria em 1967, com 60 anos de idade.
O estilo livre de Maria Mariño, a agramaticalidade temperada com um forte sentido lírico, logo despertaram a atenção do mundo literário galego. Para além do já referido Uxío Novoneyra, que lhe haveria de dedicar o belo poema «Elexía previa a Maria Mariño», também outros poetas e críticos haveriam de dedicar à sua poesia a atenção que ela merecia. Destacamos as análises feitas por Ramón Otero Pedrayo (1888-1976) – autor, aliás, do prólogo de «Palabra no tempo» –, e Xosé Luís Méndez Ferrín (1938), que lhe dedicará dois artigos na publicação «La Noche».
O «Dia das Letras Galegas» é motivo de celebração e de reconhecimento de figuras que, pela sua obra, souberam prestigiar a língua e cultura galegas. Escolher um autor é também um modo de promover a investigação à volta da sua obra. No caso de Maria Mariño Carou sabia-se que, para além dos livros acima referidos, existiam duas outras obras inéditas: «Más allá del tiempo» e «Los años pobres. Memorias de guerra e postguerra». A primeira conheceu agora publicação, no passado mês de Março. Os escritos de guerra e pós-guerra continuam inéditos.


(adptação de um texto de Fernando Martinho Guimarães)
retirado do blogue Incomunidades



http://www.17demaio.org/




O Dia das Letras Galegas é um dia de celebração em torno da língua galego-portuguesa. Começou a celebrar-se no ano de 1963, coincidindo com a celebração do centenário da primeira edição de Cantares Galegos, de Rosalia de Castro (17 de Maio). Cada ano subsequente tem vindo a ser dedicado a um escritor em língua galega:

1963 Rosalia de Castro
1964 Alfonso Daniel Rodríguez Castelao
1965 Eduardo Pondal
1966 Francisco Añón Paz
1967 Manuel Curros Enríquez
1968 Florentino López Cuevillas
1969 Antonio Noriega Varela
1970 Marcial Valhadares Nunes
1971 Gonçalo Lópes Abrente
1972 Valentím Lamas Carvajal
1973 Manoel Lago Gonzáles
1974 João V. Viqueira Cortón
1975 João Manuel Pintos Vilhar
1976 Ramón Cavanilhas
1977 Antón Vilar Ponte
1978 Antonio Lópes Ferreiro
1979 Manuel Antonio
1980 Afonso X de Leão e Castela, O Sabio
1981 Vicente Risco
1982 Luis Amado Carvalho
1983 Manuel Leiras Pulpeiro
1984 Armando Cotarelo valledor
1985 Antón Losada Diéguez
1986 Aquilino Iglesia Alvarinho
1987 Francisca Herrera Garrido
1988 Ramón Otero Pedraio
1989 Celso Emilio Ferreiro
1990 Luis Pimentel
1991 Álvaro Cunqueiro
1992 Fermín Bouza-Brei
1993 Eduardo Blanco Amor
1994 Luis Seoane
1995 Rafael Dieste
1996 Jesús Ferro Couselo
1997 Ángel Fole
1998 Martim Codax, Joham de Cangas e Meendinho (em conjunto, autores de diversas cantigas medievais)
1999 Roberto Blanco Torres
2000 Manuel Murguía
2001 Eladio Rodrígues
2002 Frei Martím Sarmiento
2003 Antón Avilés de Taramancos
2004 Jaquím Lourenço Fernándes
2005 Lourenço Varela
2006 Manuel Lugrís Freire
2007 María Mariño Carou

Colóquio Temático sobre Orientação Sexual -"LGBT:Cidadania Plena Para Tod@s"

O colóquio temático sobre Orientação Sexual, “LGBT: Cidadania Plena Para Todos”, inserido no âmbito do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos (AEIOT), realiza-se hoje, 17 de Maio de 2007, e terá lugar no Auditório III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) ao longo do dia.

Entrada livre


LGTB denomina o movimento de luta contra a discriminação e de defesa dos direitos das populações LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros).O objectivo desta iniciativa que está inserida no âmbito das actividades a serem desenvolvidas ao longo do ano de 2007 - Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para todos - é sensibilizar a população para os benefícios de uma sociedade mais justa e solidária


Programa completo: aqui

16.5.07

Luto nacional (22 e 23 de Maio)

Vista algo de cor preta...pendure algo desta cor na janela de sua casa... vamos conseguir!...

nos DIAS 22 e 23 Maio
( 2 dias)

TODOS DE LUTO
CONTRA A VERGONHA!


Sabemos que sair às ruas é complicado devido aos compromissos diários, então estamos propondo que nos dias 22 e 23 de Maio todos ao saírem de casa vistam camisas/blusas pretas, e se você não tem, amarre um lenço preto no pescoço ou braço


MELHOR AINDA:

Pendure um pano preto na sua janela em sinal de luto pela morte da dignidade dos políticos.

Isto vai ser um sinal de repúdio à palhaçada que virou a política.

DEMONSTRE sua indignação em todos as cidades !


Devemos ter vergonha de assistir à bandalheira de boca fechada e mãos atadas como um povo ignorante que não sabe como protestar!

Envie este texto ao maior número de pessoas.

Veja, analise e proteste !


Mais um roubo aos portugueses! Leiam até ao fim e divulguem. Isto não pode continuar!!!



Lista de Aposentados no ano de 2005 (Janeiro a Novembro) com pensões de luxo (mas em 2006 a lista continua imparável!): pode ser consultado em: http://www.cga.pt/publicacoes.asp?O=3



Janeiro
Ministério da Justiça
€5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura

Março
Ministério da Justiça
€7148.12 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
€5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5484.41 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Empresas Públicas e Sociedades Anónimas
€6082.48 Jurista 5 CTT Correios Portugal SA

Abril
Ministério da Justiça
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5338.40 Procurador-geral Adjunta Procuradoria-Geral República
Antigos Subscritores
€6193.34 Professor Auxiliar Convidado

Maio
Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
€5460.37 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5338.40 Procuradora-Geral Adjunta Procuradoria-Geral República
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura

Junho
Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro Supremo Tribunal Administrativo
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura

Julho
Ministério da Justiça
€5182.91 Juiz Direito Conselho Superior Magistratura
€5182.91 Procurador República Procuradoria-Geral República
€5307.63 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República

Agosto
Ministério da Justiça
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservadora Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5043.12 Notária Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5027.65 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5159.57 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€ 5173.46 Notário 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado

Setembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
€7284.78 Vice-Cônsul Principal Secretaria-Geral (Quadro Externo)
€6758.68 Vice-Cônsul mdash; Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro mdash; Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura
Ministério da Educação
€5103.95 Presidente Conselho Nacional Educação

Outubro
Ministério da Justiça
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República

Novembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
€7327.27 Técnica Especialista Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Tribunal de Contas
€5663.51 Presidente
Ministério da Justiça
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
€5015.16 Professor Coordenador Inst Superior Engenharia Lisboa

Boas Vidas!!!

Mas nem tudo vai mal nesta nossa República (Pelo menos para alguns)



Com as eleições legislativas de 20/Fevereiro, metade dos 230 deputados não foram reeleitos. Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades. Sem, contudo saírem tristes ou cabisbaixos. Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (feita e aprovada por eles) a um subsídio que dizem de reintegração:
- um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo.

Desta maneira um deputado que tenha desempenhado as suas funções durante uma Legislatura recebe seis salários (20.694 euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários ( 68.980 euros).
Feitas as contas aos deputados que saíram, o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros.

No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma ( mesmo que não tenham 60 anos). Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos.
Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:
Almeida Santos.......................... 4.400, euros;
Medeiros Ferreira....................... 2.800, euros;
Manuela Aguiar.......................... 2.800, euros;
Pedro Roseta............................ .2.800, euros;
Helena Roseta........................... 2.800, euros;
Narana Coissoró……………….. 2.800, euros;
Álvaro Barreto............................ 3.500, euros;
Vieira de Castro......................... 2.800, euros;
Leonor Beleza………………….. 2.200, euros;
Isabel Castro............................. 2.200, euros;
José Leitão................................ 2.400, euros;
Artur Penedos............................ 1.800, euros;
Bagão Félix................................ 1.800, euros.

Quanto aos ilustres reintegrados, encontramos, por exemplo, os seguintes ex-deputados:
Luís Filipe Pereira . 26.890, euros / 9 anos de serviço;
Paulo Pedroso ........48.000, euros / 7 anos e meio de serviço
David Justino ..........38.000, euros / 5 anos e meio de serviço;
Mª Carmo Romão ... 62.000, euros / 9 anos de serviço;
Luís Nobre Guedes . 62.000, euros / 9 anos e meio de serviço.


A maioria dos outros deputados que não regressaram estiveram lá somente na última legislatura, isto é, 3 anos, foi o suficiente para terem recebido cerca de 20.000, euros cada .


É ESTA A CLASSE POLÍTICA QUE TEM A LATA DE PEDIR SACRIFÍCIOS AOS PORTUGUESES PARA DEBELAR A CRISE!...

MAS... HÁ MAIS !!!

Apesar de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado. A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.
A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado – técnico
superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas
habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.
A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.
O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.
Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.
A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.
Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate (!?) em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.
Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.

É BOM QUE TODOS SAIBAM COMO SE GOVERNA QUEM NOS GOVERNA.


Vamos dar um basta e reagir como gente grande dizendo um grande

BASTA!

Não se esqueça:

dias 22 + 23 de Maio BLUSA / CAMISA PRETA E PANO PRETO NA JANELA


Divulguem


Os cucos


Manifestação anti-touradas - 17 de Maio, às 19 h., em Lisboa


MANIFESTAÇÃO ANTI-TOURADAS - 17 DE MAIO às 19h, em frente à entrada principal do Campo Pequeno, em Lisboa


A ANIMAL e 26 Organizações da Europa, da América do Sul e da América Central organizam uma Grande Manifestação Internacional Contra as Touradas no próximo dia 17 de Maio às 19h. em frente à entrada principal do Campo Pequeno, em Lisboa.
Activistas de Espanha, França, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Alemanha, Venezuela, Equador, México, África do Sul e Zimbabué juntar-se-ão à ANIMAL nesta noite especial de protesto contra a barbárie das touradas e em defesa dos touros e cavalos vítimas da violência tauromáquica

Por Um Mundo Livre de Touradas


Touradas - Cultura de tortura, exploração e sofrimento


Surpreendemente, em pleno século XXI as touradas persistem em diferentes países, para vergonha de todos aqueles que dizem que vivemos num mundo evoluído e civilizado.

Estes espectáculos bárbaros mais não são que uma reminiscência da Idade Média.

No entanto, os mesmos continuam a existir devido aos poderosos lobbies que os apoiam. Estes lobbies mantêm este negócio sangrento por puro lucro, á custa da tortura, sofrimento e morte dos animais. Estes lobbies têm o apoio de governos nacionais e locais, recebem apoio financeiro de empresas que pretendem promover os seus produtos como tendo um "sabor cultural" e recebem também a promoção dada pelas chamadas revistas mundanas que gostam de mostrar aquilo a que eles chamam pomposamente de gente bonita , que assiste á tortura dos animais. Apesar do decréscimo de público nos últimos anos, esta minoria continua a enriquecer torturando touros e cavalos. São bem conhecidas as várias tentativas de expandir o seu sangrento e sujo negócio para outros países. Touradas de beneficência para angariar fundos para crianças de países do terceiro mundo, para angariar fundos para doenças incuráveis, etc, são outras tentativas de tentar dar a este espectáculo de tortura um ar de respeitabilidade. Se isto não fosse suficiente, também a Igreja Católica não condena estes espectáculos, pelo contrário, é comum que as touradas seja feitas em honra de santos e com a benesse dos membros do clérigo.

Não há justificação moral para recusar ter em consideração o sofrimento de um ser, seja ele animal humano ou animal não humano. Os animais são seres sensientes que experienciam alegria, felicidade, medo e dor do mesmo modo que os animais humanos. Ninguém tem o direito de os fazer sofrer para diversão. Se qualquer tortura infligida a um animal merece ser condenada, as touradas são a pior forma de tortura uma vez que são feitas em nome do entretenimento. Temos que acabar com toda a tortura praticada sobre os animais e terminar de uma vez por todas com estes espectáculos de brutalidade e violência. Quem tortura animais e lhes inflige sofrimento mais tarde ou mais cedo fará o mesmo com o seu semelhante.

Muito importante:

Se vier do Norte ou do Sul do país, a ANIMAL garante-lhe transporte *gratuito* (ida e volta) Itinerários disponíveis : Viana do Castelo , Braga , Porto , Aveiro , Coimbra , Santarém , Lisboa , Portimão , Faro , Lisboa
Por favor, inscreva-se *já* enviando uma mensagem com o seu nome e contactos para rita.silva@animal.org.pt (as inscrições para os autocarros são obrigatórias, embora gratuitas).
Atenção: os autocarros estão quase cheios, mas foi acrescentado mais um autocarro
para servir a região Norte, dada a adesão não perca o seu lugar nem esta oportunidade inscreva-se já!

Esta grande manifestação é exclusivamente organizada pela ANIMAL, com o apoio de Tyto Alba e em colaboração com a League Against Cruel Sports e o Comité Anti-Touradas da Holanda e Bélgica.


Importa salientar, com base em algumas negativas experiências passadas, que não serão admitidas nesta iniciativa quaisquer manifestações de violência física e/ou verbal, sendo esta uma manifestação inteiramente legal e não-violenta, cujo propósito é, exclusivamente, o de advogar o fim das touradas em Portugal e no mundo e o de dar voz aos touros e cavalos vítimas da horrenda brutalidade das touradas que precisam que todos nós falemos em seu nome e ergamos as nossas vozes e as nossas forças em sua
defesa de modo firme e sem hesitações, ao mesmo tempo que racional e sério, mostrando, através das nossas acções, a seriedade dos princípios morais que defendemos e com base nos quais as touradas devem ser para sempre abolidas na Terra.


Para mais informações sobre esta grande manifestação, por favor contacte rita.silva@animal.org.pt.




CIMEIRA INTERNACIONAL ANTI_TOURADAS (18 e 19 de Maio) em Lisboa ( no Carnaxide-Forum)

De17 a 19 de Maio, Lisboa será palco de Protesto e Cimeira Internacional Anti-Touradas dedicada a estabelecer as bases para um mundo livre de touradas. 26 organizações anti-touradas e de defesa dos direitos dos animais da Europa e da América Latina juntam-se em Lisboa para Cimeira Internacional Anti-Touradas, precedida de uma grande Manifestação Internacional Anti-Touradas

Lista dos participantes:


ANIMAL (Portugal)

ADDA - Asociación Defensa Derechos Animales (Spain)

FAADA - Fundación para la Adopción, Apadrinamiento y Defensa de los Animales (Spain)

Fundación Altarriba (Spain)

AnimaNaturalis Internacional (Spain)

PACMA - Partido AntiTaurino Contra el Maltrato Animal (Spain)

Stop Our Shame (Spain)

Plataforma Antitaurina de Manlleu (Spain)

Comité Radicalement Anti-Corridas (France)

Fédération des Liaisons Anti-Corridas (France)

OneVoice (France)

Ligue Française des Droits de l´Animal Elisabeth Hardouin-Fugier (France)

Société Protectrice des Animaux (France)

Comité Anti Stierenvechten The Netherlands

League Against Cruel Sports (UK)

WSPA - World Society for the Protection of Animals (UK)

Irish Council Against Bloodsports (Ireland)

International Movement Against Bullfights (UK-Portugal) *** Still to Confirm ***

Animals Count (UK)

SPEAK Political (UK)

Comité Anti Stierenvechten België (Belgium)

AnimaNaturalis Ecuador

Quito Anti Taurino & Protección Animal Ecuador

GARRA (Mexico)

Arnold Ricalde (Independent Politician and Anti-Bullfighting Campaigner - Mexico)

FAMPROA - Fundación Amigos Protectores de Animals (Venezuela)

ASOGUAU (Venezuela)

Stichting Dierenhulp Venezuela


http://www.iwab.org/intropor.html

15.5.07

O ocaso do reducionismo cientista


A propósito do livro «Um Universo diferente. A reinvenção da física na idade da emergência» de Robert B. Laughlin ( ainda não traduzido para português)

O prémio Nobel Robert Laughlin argumenta brilhantemente no seu último livro que as leis fundamentais da física emergem da organização colectiva

Não deixa de ser curioso que o termo reducionista tenha adquirido ultimamente uma conotação pejorativa – no sentido de algo como que simplista – já que todos os cientista se consideram a si mesmos como reducionistas no bom sentido da palavra e fazem gala disso mesmo: crêem que a forma de entender uma coisa complexa é decompô-la para compreender cada parte.
Os neurobiólogos tentam reduzir a mente humana aos seus circuitos componentes, os geneticistas esforçam-se em fragmentar estes nos genes que os desenham. Genes esses que, certamente, só podem ser compreendidos depois de se analisar os seus elementos químicos, cujas propriedades derivam das propriedades das suas peças físicas. Bem, e depois?
Se a ciência é inseparável do reducionismo, a mãe de todas as ciências – a física – é quase que inseparável daquele. Os físicos teóricos actuais procuram o mesmo que os filósofos antigos: a causa última dos fenómenos. O seu programa consiste em reduzir as moléculas em átomos, e estes em partículas, estas em quarks e estes a um princípio simples e autoevidente. A sua fé, se porventura alguma têm, é a de há um só istema de equações capaz de gerar todo o que existe – a teoria do todo – e não pensam em parar até conseguir o seu objectivo. Mas a pergunta subsistirá: seremos capazes de compreender tudo, quando o conseguirem fazer?
Robert Laughlin não só o nega categoricamente como defende no seu último livro «Um Universo Diferente» que o programa reducionista, a tal fé dos físicos, se baseia num gigantesco e pernicioso equívoco. Claro que não é o primeiro a sustentar essa tese, mas não é menos verdade que é dos primeiros que sabe do que fala. Sendo um dos melhores físicos teóricos do mundo, co-autor da descoberta de uma nova forma da matéria, e prémio Nobel de 1998, é pouco provável que o seu contundente ataque ao reducionismo científico possa ser vista como um desabafo filosófico resultante da ignorância.


A famosa observação do chanceler Otto Von Bismarck – com as leis passa-se o mesmo que com as salsichas: «é melhor não ver como são feitas» - tem também aplicabilidade para as leis da física, segundo Laughlin. Por muito elegantes e simples que sejam as leis de Newton ou as teorias de Einstein, nenhum físico as tomaria a sério se não fossem testadas com uma extraordinária precisão em centenas de experiências realizadas por sagazes e engenhosos investigadores.
Os físicos crêem que a velocidade da luz é uma constante fundamental da natureza – uma lei – pela simples razão que foi medida muitas vezes e o resultado é o que é, com um montão de decimais. É essa enorme precisão das experiências de medição que outorga às leis, ou às constantes, a credencial de «fundamentais».
As leis que operam à nossa escala são secundárias: derivam das fundamentais – reduzem-se a elas – e perdem a pureza e a precisão pelo caminho. Esse é, seguno o autor do livro, o grande esquema conceptual que qualquer físico tem no seu córtex cerebral.
O que é erróneo. A constante secundária que relaciona o volume, a pressão e a temperatura de um gáz , por exemplo, foi objecto de medição com uma precisão de uma milionésima. E o gáz não herdou esse comportamento exacto das leis fundamentais que regem os seus átomos constituintes, porque a constante perde a sua precisão com quantidades muito pequenas de gáz e acaba por se desintegrar porcompleto quando o sistema só tem uns poucos átomos. «A xtidão é também um fenómeno colectivo que surge de um princ´pio de organização», afirma Laughlin.
Mas isso é só princípio, porque o físico – que reconhece estar a propugnar por uma programa «radical» - mostra em seguida qu as mesmíssimas leis fundamentais, aquelas que o reducionismo científico descobriu no final da sua viagem ao interior da matéria, podem ser na realidade tão colectivas como as secundárias.
Se tivesse que definir o reducionismo com dois números não haveria melhor que a carga do electrão e a constante de Planck ( que relaciona o momento de uma partícula com a sua longitude de onda). Ambas se medem em electrões individuais com sofisticados instrumentos, mas nenhim deles dá um resultado tão preciso como um simples voltímetro aplicado a amostras de tamanho real, complexas quimicamente e cheias de toda a classe de impurezas.
Para o autor isso “prova a existência de importantes princípios de organização” inclusivé nestes domínios do reducionismo por antonomásia. No outro extremo da escala, o o actual modelo sobre a origem do universo – a inflação cósmica, ou o ban do Big Bang – “é emergentista por natureza e o fenómeno colectivo neste caso é o universo propriamente dito”.


A propósito danatureza colectiva das leis da física Robert Laughlin conta que certa vez numa conversa com o seu sogro lhe explicou como as leis da natureza emergem da organização colectiva e, como é possível, por conseguinte, que as leis relevantes à nossa escala quotidiana se possam descobrir, entender e aplicar sem necessidade de conhecer as suas componentes fundamentais. Face à descrença do sogro, para quem a organização derivava da existência das leis, Laughlin lançou-lhe a seguinte interrogação: «São os órgãos legislativos que fazem as leis, ou as leis que dão origem a esses órgãos?»

(tradução de uma recensão crítica do livro que foi pubicada na babelia, suplemento semanal do jornal El Pais)


Consultar:

www.britannica.com/eb/article-9117789/Robert-B-Laughlin


www.brainyquote.com/quotes/authors/r/robert_b_laughlin.html

eskesthai.blogspot.com/2005/12/laughlin-reductionism-emergenence.html

14.5.07

Curso-Oficina sobre contra-publicidade pelo colectivo ConsomeAtéMorrer de Madrid


O colectivo madrileno ConsumeHastaMorir (Consome até Morrer) realiza no dia 21 de Julho de 2007 uma oficina sobre Contra-publicidade.
A oficina insere-se nos cursos de Verão da Universidade Autónoma de Madrid (UAM), e mais concretamente no Curso «Nuevos retos en la comunicación ambiental: de la publicidad a la educomunicaión»


Dia: 21 de Julio 2007

HORA: 16:30
LUGAR: UAM , Colmenar (Madrid)
Como chegar: buses 827 828 cercanias: tres cantos

Okupação em Coimbra

JANTAR VEGANO na QUARTA - 16 DE MAIO, 20H, 0€


Edifícios esquecidos,
edifícios abandonados,
edifícios que morrem lentamente.

Pessoas que correm
alienadas em frente da TV,
afogados nas suas casas.

Humanos-robot
Não-humanos!

Edifícios vivos cheios de sol e histórias antigas,
Edifícios que esperam silenciosos…

Pessoas que estão fartas da miséria.
Pessoas que querem viver diferente.



No dia 29 de Abril foi okupado em Coimbra um espaço abandonado outrora pertencente aos antigos hospitais da universidade. O objectivo é a criação de um espaço diferente, de debate e convivência num ambiente anti-capitalista e anti-autoritário.

Tendo como base a Liberdade, queremos a criação de relações mais humanas, mais humanizadas. Em oposição à vivência fria e estéril que o capitalismo e o estado nos tentam impor, queremos a livre cooperação entre indivíduos, queremos construir um lugar que seja uma ilha no meio do cinzentismo desta cidade, que seja um lugar de conhecimento fora do shopping académico. Um espaço popular autogestionado, organizado colectiva e horizontalmente através de assembleias, sem comités nem delegados, sem líderes nem liderados.

Existem milhares de edifícios desabitados, a ruir, à mercê da especulação imobiliária. Edifícios trancados e emparedados, só à espera da tua imaginação. O facto de escolhermos um edifício abandonado é para nós um imperativo, pois nunca poderíamos existir num espaço onde tivéssemos de pagar. Queremos uma existência sem a mediação do dinheiro e do lucro, um espaço de resistência e liberdade.


Não queremos que seja um espaço baseado nas relações sociais que nos são impostas, pelo contrário, esta é uma tentativa de reaproveitamento de um espaço para viver, para gritar, para amar, para destruir e esmagar tudo o que nos oprime.



JANTAR VEGANO QUARTA 16 DE MAIO, 20H, 0€

ASSEMBLEIA TODAS AS SEGUNDAS, 22H

(alta universitária, atrás do departamento de arquitectura, coimbra)
Fonte: Indymedia

Colóquio sobre o tema «O amor e a Amizade em...»

O amor em…
...Homero,
...Platão,
...Sófocles,
...Eurípedes,
...Ovídio,
...Petrónio,
...Jean Jouffroy


Symbolon I - O Amor e a Amizade em ...
(colóquio na Faculdade de Letras do Porto - 30 de Maio)

30 de Maio, 2007
Entrada Livre

O Departamento de Estudos Portugueses e Estudos Românicos, por iniciativa dos docentes da área de Estudos Clássicos, vai realizar no próximo dia 30 de Maio, na Faculdade de Letras, um colóquio subordinado ao tema O Amor e a Amizade.
Este encontro científico, o primeiro de uma série a realizar anualmente, sob a designação geral Symbolon, tem por objectivo criar um espaço de divulgação do trabalho de tradutores e investigadores que, dessa maneira, têm permitido o acesso aos símbolos do mundo moral, político e religioso da Antiguidade Greco-Latina, fórmulas ou conceitos que ainda hoje conformam, de modo mais ou menos reconhecível, a cultura europeia.
Prevêem-se encontros breves, de um dia apenas, sobre as ideias morais e retóricas que vieram a configurar uma verdadeira teoria das virtudes e dos vícios, marco indelével na vida intelectual e espiritual do Ocidente. O tema da sessão de 30 de Maio será tratado em vários autores clássicos por especialistas que neles têm trabalhado, na Universidade do Porto e em outras universidades portuguesas


Programa
10h15 Abertura
10h30 O Amor e a Amizade em...
Ovídio, Carlos Ascenso André (Univ. de Coimbra)
Petrónio, Delfim Leão (Univ. de Coimbra) J
ean Jouffroy, Manuel Ramos (Univ. do Porto)
Debate
12h30 Almoço
15h30 O Amor e a Amizade em...
Homero, Frederico Lourenço (Univ. de Lisboa)
Platão, Maria Teresa Schiappa (Univ. de Coimbra)
Debate
Intervalo
17h00 O Amor e a Amizade em...
Sófocles, Marta Várzeas (Univ. do Porto)
Eurípides, Jorge Deserto (Univ. do Porto)
Debate
18h30 Encerramento

Para mais informações:
Gabinete de Eventos e Relações com o Exterior Faculdade de Letras da UP
Tel.: 226077123 Fax.: 226077173

Imaginarius - festival internacional de teatro de rua ( 17 a 19 de Maio) em Santa Maria da Feira

http://www.imaginarius.pt/index.php?id=2

Pelo sétimo ano consecutivo o Imaginarius – Festival internacional de teatro de rua apresenta-se em Santa Maria da Feira ( uma cidade a escassos 30 Km do Porto) para alterar a normalidade do quotidiano, reinventando os espaços urbanos e proporcionando a todos uma oportunidade de encontro com o teatro e com a arte. A direcção artística pertence à associação «Sete sóis sete luas» e é uma momento excelente para a promoção da cultura e das artes de rua.


Ateliês para adultos e crianças
Três companhias internacionais de teatro de rua vão promover ateliês em Santa Maria da Feira, antes e durante o Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua, dando corpo à vertente formativa do festival. As companhias italianas Pippo Delbono e Colombaioni e a francesa Cacahuète vão desenvolver acções de formação junto de público adulto e infantil, com ou sem experiência na área do teatro. As inscrições são gratuitas.


Companhias participantes
Companhia Doedel
Companhia Pippo Delbono
Companhia Colombaioni
Compagnie Off
YDreams
Companhia Puja!
Companhia Dynamogène
Companhia Tatamata Teatro
Companhia Popol
Companhia Batchata
Companhia Persona
Boban i Marko Markovic Orkestar
Companhia Arra
Companhia Teatro de la Saca
FIAR / O Bando (Co-produção)
Companhia Circolando


PROGRAMA

17 maio

11h00
colombaioni [itália]
"colombaioni em concerto"
local rossio
duração 90 min

15h00
encontro com júlio machado vaz e ana mesquita
"amor e casamento"
local biblioteca municipal

21h30
cacahuète [frança]
"market platz 2"
local bombeiros - tribunal
duração 70 min

colombaioni [itália]
"colombaioni em concerto"
local rossio
duração 90 min


dynamogène [frança]
"monsieur culbuto"
local itinerante - centro histórico
duração 45 min [x2]


popol [frança]
"operação caracol"
local itinerante - centro histórico [início no tribunal]
duração 30 min [x3]


tatamata teatro [itália - sérvia]
"o homem orquestra e a bailarina"
local rua dos descobrimentos
duração 40 min


ydreams [portugal]
"wall tv [instalação interactiva]"
local largo gaspar moreira
duração até ao final da programação diária


exposição projectada
"o amor que se casa"
local igreja da misericórdia
duração até ao fim da programação diária



22h00

batchata [bélgica]
"anjo"
local biblioteca municipal
duração 40 min


doedel [holanda]
"a fábrica"
local zona envolvente piscinas
duração 30 min


persona [portugal]
"azert"
local antigas instalações da cooperativa agrícola
duração 50 min


22h45
teatro de la saca [espanha]
"führer"
local alameda do tribunal
duração 55 min


companhia doedel com fanfarras da feira
"parada inauguração instalação donzela"
local tribunal - castelo
duração 60 min

joana vasconcelos [portugal]
"donzela" [instalação - inauguração]
local castelo
duração 30 min



01h00
curta-metragem "azert"
local biblioteca municipal
duração 30 min


18 maio

10h30

filme de pippo delbono
"guerra"
local biblioteca municipal
duração 61 min


11h00
colombaioni [itália]
"colombaioni em concerto"
local rossio
duração 90 min


21h30
pippo delbono [itália]
"barboni"
local matadouro - centro criação artes de rua
duração 90 min


dynamogène [frança]
"market platz 2"
local bombeiros - tribunal
duração 70 min


colombaioni [itália]
"colombaioni em concerto"
local rossio
duração 90 min


dynamogène [frança]
"monsieur culbuto"
local itinerante - centro histórico
duração 45 min [x2]


"operação caracol"
local itinerante - centro histórico [início no tribunal]
duração 30 min [x3]


"o homem orquestra e a bailarina"
local rua dos descobrimentos
duração 40 min


fiar/o bando (co-produção) [portugal]
"arestas"
local zona envol. piscinas [junto à última ponte]
duração 45 min


circolando [portugal]
"charanga"
local anfieatro da praça gaspar moreira
duração 45 min


ydreams [portugal]
"wall tv [instalação interactiva]"
local largo gaspar moreira
duração até ao final da programação diária


exposição projectada
"o amor que se casa"
local igreja da misericórdia
duração até ao fim da programação diária


22h00
batchata [bélgica]
"anjo"
local biblioteca municipal
duração 40 min

doedel [holanda]
"a fábrica"
local zona envolvente piscinas
duração 30 min
persona [portugal]


"azert"
local antigas instalações da cooperativa agrícola
duração 50 min



"as girafas - opereta animalesca"
local tribunal - piscinas
duração 60 min


23h30

mécanique vivante com margarida guerreiro e custódio castelo [frança/portugal]
"o canto das sirenes encontra o fado"
local zona envolvente piscinas
duração 60 min

zenildo barreto [brasil]

"parque árvores queimadas" [inauguração]
local zona envolvente piscinas



00h30
filme de federico fellini
"i clowns"
local rossio
duração 93 min

curta-metragem "azert"
local biblioteca municipal
duração 30 min



19 maio

11h00
colombaioni [itália]
"colombaioni em concerto"
local rossio
duração 90 min



18h30

filme de pippo delbono
"guerra"
local biblioteca municipal
duração 61 min


19h00

casamento católico
local igreja matriz

21h30

pippo delbono [itália]
"barboni"
local matadouro - centro criação artes de rua
duração 90 min


cacahuète [frança]
"market platz 2"
local bombeiros - tribunal
duração 70 min


colombaioni [itália]
"colombaioni em concerto"
local rossio
duração 90 min


dynamogène [frança]
"monsieur culbuto"
local itinerante - centro histórico
duração 45 min [x2]


popol [frança]
"operação caracol"
local itinerante - centro histórico [início no tribunal]
duração 30 min [x3]


tatamata teatro [itália - sérvia]
"o homem orquestra e a bailarina"
local rua dos descobrimentos
duração 40 min


arra [itália] "repugno"
local praça da república
duração 20 min


fiar/o bando (co-produção) [portugal]
"arestas"
local zona envolvente às piscinas [junto à última ponte]
duração 45 min


circolando [portugal]
"charanga"
local anfieatro da praça gaspar moreira
duração 45 min


casamento ortodoxo
local igreja misericórdia



ydreams [portugal]
"wall tv [instalação interactiva]"
local largo gaspar moreira
duração até ao fim da programação diária


exposição projectada
"o amor que se casa"
local igreja da misericórdia
duração até ao fim da programação diária

22h00

batchata [bélgica]
"anjo"
local biblioteca municipal
duração 40 min

doedel [holanda]
"a fábrica"
local zona envolvente piscinas
duração 30 min


persona [portugal]
"azert"
local antigas instalações da cooperativa agrícola
duração 50 min



22h30

parada teatro e casamento e casamento das árvores
local tribunal - piscina
duração 60 min



23h30
puja! [espanha - argentina]
"k@osmos"
local zona envolvente às piscinas - orfeu
duração 40 min


00h30
boban i marko markovic orkestar [sérvia]
concerto de encerramento
local zona envolvente às piscinas
duração 60 min

filme de federico fellini
"i clowns"
local rossio
duração 93 min
curta-metragem "azert"
local biblioteca municipal
duração 30 min



ateliês

ateliês da companhia colombaioni
"
"clownjogo" [para crianças]
dias 14 a 16 maio - manhã
local rossio (local do espectáculo)
nº máx. participantes 15 a 20 alunos por dia
duração 01h30
destinatários escolas eb1


"os palhaços que somos" [para adultos]
dias 14 a 16 maio - final da tarde
local rossio (local do espectáculo)
nº máx. participantes 15
duração 04h00
destinatários adultos, com ou sem experiên. na area



ateliê da companhia cacahuète
dias 14 a 19 maio - final da tarde
local biblioteca municipal
nº máx. participantes 15
destinatários público em geral



ateliê de pippo delbono
“o teatro do corpo"
dia 16 maio [18h00 › 21h00]
dias 17 a 21 maio [15h00 › 19h00]
local matadouro - centro de criação de artes de rua
nº máx. participantes 20
destinatários pessoas com experiência de teatro




Iniciativas


inclusão pela arte


teatro fórum
teatro fórum
"o que é que se passa?"
dia 17 maio
hora 15h00
local eira do orfeão da feira
duração 90 min



ateliê teatro e desenvolvimento comunitário
dia 18 maio
hora 14h00 › 18h00
local junta de freguesia de santa maria da feira


cerimónia de entrega de diplomas aos participantes no projecto donzela
dia 18 maio
hora 18h00
local castelo de santa maria da feira



"assalto à escola"
dias18 e 19 maio
hora 21h00
local escola eb1, nº2 santa maria da feira
duração 45 min


o imaginário infantil
dia 17, 18 e 19 maio
hora todo o dia
local saída da auto-estrada, junto ao feira nova

Vídeo promocional





Um vídeo de uma anterior edição do Imaginarius