5.9.08

1ª Conferência de estudos anarquistas (anarchist studies network) realiza-se nestes dias (4,5 e 6 de Set.) na Loughborough University (Reino Unido)


A 1ª Conferência da ASN ( anarchist studies network ) começou ontem ( 4 de Setembro) na Universidade de Loughborough, no Reino Unido, prolongando-se até amanhã, dia 6 de Setembro.

A ASN ( anarchist studies network), entidade promotora e organizadora da Conferência, é um grupo especializado da PSA, Political Studies Association do Reino Unido. O seu principal objectivo é promover e coordenar o estudo e a pesquisa sobre o anarquismo, enquanto ideologia política.

Estão confirmadas as presenças de
Ruth Kinna, editor da importante e conhecida revista “Anarchist Studies”;
David Graeber, antropólogo anarquista e autor de *Fragments of an Anarchist Anthropology*;
Sasha Roseneil, autora de *Common Women, Uncommon Practices: The Queer Feminisms of Greenham*;
Saul Newman, autor de *From Bakunin to Lacan: Anti-Authoritarianism and the Dislocation of Power*;
John Jordan, co-editor de *We Are Everywhere: The Irresistible Rise of Global Anti-Capitalism*, e co-fundador da Clandestine Rebel Insurgent Clown Army.

A realização desta Conferência insere-se precisamente nesses objectivos, promovendo a inter-comunicação entre os participantes, estimulando a criação e o desenvolvimento de redes, bem assim a compreensão do anarquismo. A Conferência está aberta a todos quantos se interessam pelos estutods anarquistas (anarchist studies)

O que são e como apareceram os «anarchist studies»?

No seguimento do colapso da União Soviética, e por sua causa, o desaparecimento de uma ordem mundial baseada na tensão entre o poder norte-americano e o soviético, um certo número de intelectuais proclamou ( mais uma vez) que a era das «ideologias» terminara, e que a democracia liberal e o capitalismo tinham ganho, não existindo outras opções políticas e económicas credíveis para o futuro. Muita energia fora despendida nos chamados «new social movements» que emergiram nos anos sessenta e setenta, e que acabaram por se institucionalizar, acomodando-se ao sistema, pelo que o ambientalismo e as outras formas de identidade política («identity politics») deixaram de constituir desafios radicais para o status quo, e muito menos para um verdadeiro «movimento» revolucionário.

Duas décadas depois esta cómoda perspectiva está ultrapassada.Cerca de um terço da população mundial vive em Estados fracassados ( «Failed states»); o direito e a ordem internacional caíram no descrédito; as tensões ligadas ao ecossistemas planetários não param de aumentar; o mercado global balança entre a exuberância irracional e uma crise larvar. Os senhores do mundo actual não se deslocam a nenhum lado sem um enorme aparato policial e militar; aonde quer que se desloquem, multidões de manifestantes irrompem e expressam a sua contestação. Muitos deles falam a este propósito não de um Movimento, mas de «um movimento de movimentos», que não se reconhecem na presente ordem mundial. Tornou-se também uma observação comum que, sob pena de uma total incompreensão do que está a acontecer, a novidade destas forças só pode ser devidamente compreendida através da sua ligação a uma antiga tradição política, que teria sido submergida por alturas da Revolução Russa e das primeiras conquistas do movimento sufragista das mulheres, e que se convertera a não mais que uma simples recordação ou epíteto: o anarquismo.

Não deixa de ser profundamente irónico que actualmente haja mais pessoas fora das academias do que dentro delas que se insiram dentro daquela tradição Não deixa de ser profundamente irónico que actualmente haja mais pessoas fora das academias do que dentro delas que se insiram dentro daquela tradição, e por outro lado, são cada vez em maior número as referências ao anarquismo, apesar de dispersas e muito discretas, no discurso académico.

Como quer que seja, o certo é que nas últimas duas décadas, académicos e investigadores têm pouco a pouco redescoberto o significado histórico do anarquismo que, tal como nos lembra Benedict Anderson aos seus colegas historiadores, foi o principal meio de oposição global ao capitalismo industrial, à autocracia, aos latifundiários e ao imperialismo.

Foi assim que os investigadores começaram a estudar a influência do anarquismo nas lutas de libertação nacional na Coreia e nas Filipinas, no movimento pelo controle de nascimentos desde Barcelona a Bóston, na história laboral da América Latina, na vida dos imigrantes judeus, no desenvolvimento e evolução da moderna sociologia e geografia, na Resistência Francesa, nos debates sobre a eugenia e o social Darwinismo, na arte moderna e na Escola Moderna, no cinema de vanguarda, na música popular, e nas próprias revoluções da Rússia, México e China.

Não falta, aliás, interesse em revisitar antigos documentos do pensamento de esquerda para entender a emergência de movimentos anarquistas, sacudindo o pó de velhas ideias, à procura de novas perspectivas e horizontes. Longe de constituírem os «rebeldes primitivos» com posições anti-intelectuais, a verdade é que os anarquistas têm produzido um riquíssimo discurso crítico relativamente a todos os aspectos da vida e do conhecimento, desde a economia até à linguística, da história social à teoria estética, passando pelo planeamento urbano e a ontologia – um verdadeiro património contra-institucional que só superficialmente tem sido investigado pelos académicos. Para além do aumento de teses e publicações académicas directamente vinculadas ao pensamento anarquistas, tem-se registado uma tendência dos estudiosos para se inspirarem naquelas ideias, encarando o seu trabalho como uma extensão da teoria e da prática anarquista. Para alguns deles, aquilo a que chamamos «estudos anarquistas» ( anarchist studies) não adopta necessariamente o anarquismo como o seu objecto de estudo, mas antes uma perspectiva para estudar o mundo e a realidade. Mais a mais, contributos anarquistas reapareceram em numerosos domínios do pensamento e da pesquisa, questionando e desafiando as ortodoxias estabelecidas. Provavelmente, contra todas as previsões, estamos assistindo à emergência de um novo paradigma anarquista na academia.

Para que esse paradigma possa desenvolver-se e ter futuro torna-se indispensável dar passos para a sua consolidação e conquistar espaços nas instituições existentes, ao mesmo tempo que tomar as cautelas devidas para não ser absorvido por aquelas insituições.


Assim, a Rede de Estudos Anarquistas ( Anarchist Studies Network) procura:

1) promover e fomentar um renovado interesse pelo pensamento anarquista estimulando o estudo do anarquismo como prática e teoria política modernas, através das várias áreas disciplinares, tanto dentro como fora da esfera académica
2) criação de um fórum interdisciplinar onde estejam presentes estudantes e professores, assim como investigadores independentes de todo o mundo
3) criação de uma plataforma que promova o anarquismo como concepção vital, viável e instrumento de análise, bem como um paradigma pedagógio para o século XXI.

Para concretizar tais objectivos a ASN ( anarchist studies network) procurará organizar seminários (a fim dos estudantes e investigadores académicos poderem apresentar os seus trabalhos) ; conferências anuais sobre o legado e o trabalho dos anarquistas, a história do anarquismo, a prática anarquista contemporânea, e o potencial contributo do anarquismo para as mudanças políticas e económicas; a ligação entre especialistas de várias áreas disciplinares de estudo, e o reforço do seu relacionamento com grupos existentes fora da esfera universitária, quer os que estejam virados para o activismo quer para os que se movem na vida intelectual pública; uma maior mais vasta coordenação dos projectos de pesquisa sobre o anarquismo, tudo isto como forma de revigorar o interesse pelo estudo do anarquismo nas universidades e instituições académicas.

Para esta Conferência vão ser apresentados trabalhos dentro dos seguintes tópicos e painéis

Anarchism and Political Science

Anarchisms

Anarchist Praxis

Anarchism and Pedagogy

Anarchism and Ethics

Anarchism and Political Economy

Anarchism and Representation

Anarchism and Psychoanalysis

The Possibility of an Anarchist Psychoanalysis

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TRABALHOS QUE VÃO SER APRESENTADOS:



Anarchism and Political Science

Painéis:

1) Anarchist Approaches in Empirical Political Analysis

Whilst anarchism is increasingly becoming a popular object of investigation – including studies of the key thinkers, ideas and empirical developments within the broad anarchist ‘movement’ – an alternative way in which to incorporate anarchist perspectives in contemporary study is to use anarchist ideas to inform analysis of empirical developments. Indeed, anarchist ideas, such as the inherently coercive nature of the state, the impossibility of representation, and the enhanced productivity achieved through mutual cooperation, are able to inform interesting lines of theory-building, empirical inquiry, and hypothesis construction, which might provide important insights into developments across the social and political world. Despite this, within many academic debates the anarchist perspective is almost entirely absent. This panel aims to bring together people interested in applying anarchist arguments to the study of empirical political phenomenon, and thereby facilitating the development of a more vibrant anarchist perspective within contemporary political analysis. As such, it might include papers providing anarchist perspectives on political behaviour, political institutions, comparative political analysis, international relations, and/or (international) political economy.

Trabalhos a ser apresentados neste painel:
Jean Allain, 'Anarchy and International Law: The Approaches of Hedley Bull and Noam Chomsky'
Polly Pallister-Wilkins, 'Building a New Theory in the Shell of the Old: How Anarchism Offers an Alternative to the Limits of Social Movement Theory'

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This panel stream will look at whether and how Proudhon's thought is still relevant to contemporary anarchist praxis in a number of different fields. Contributors to this panel stream expressed interest in this project in early 2007. The papers from these workshop session will be published to mark Proudhon's bi-centenary in 2009
Anarchisms

Painéis:

Religious anarchism, especially Christian anarchism, has been around for at least as long as “secular” anarchism. The academic literature tells us that Leo Tolstoy is its most famous proponent, but there are many others, such as Jacques Ellul or the Catholic Workers. There are also anarchists in other religious traditions, but these are almost completely omitted by anarchist literature.
One of the aims of this panel is to bring together enough religious anarchists – or people interested in it – in order to begin a conversation and an exchange of ideas on the topic. This would also work towards establishing the religious anarchist voice within anarchist academic writings. It is therefore both about bringing religious anarchists together as about placing religious anarchism on the broader map of anarchist thought and practice.
Although the literature tends to focus more on Christian anarchism, this predominance need not be repeated here – indeed, the more anarchists from other traditions, the better.
Contributions are also welcome from “practitioners” as much as from theorists. Both on the internet and in the streets, a number of people and groups have been discussing and exemplifying religious anarchism. Papers exploring this activity are welcome.
Also, although not the primary focus of the panel(s), papers on the often uneasy relation between religion and anarchism are also welcome.
Finally, please note that this list of subtopics is not exhaustive. If you are considering presenting a paper on an area of religious anarchism not discussed above, please do not hesitate to contact the convenor.
Trabalhos a ser apresentados neste painel:
Alex Christoyannopoloulos, 'Responding to the State: Romans 13, “render unto Caesar” and the question of civil disobedience'
Keith Hebden, 'Towards a subversive foreignness in Dalit theology'
John Rapp, 'Anarchism or Nihilism? The Buddhist-Influenced Thought of Wu Nengzi'

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2)
Libertarian Communism

Anarchism and Marxism are routinely depicted as being irreconcilable and hostile worldviews in introductory texts, histories of socialism, and in much of the dominant literature. While anarchists and Marxists share the end goal of a post-capitalist society defined in part by the common ownership of the means of production, the abolition of the wage system and the destruction of the state, differing perspectives on the role and nature of the state and the agents and the organizational forms required to carry out a radical social transformation are often cited as key areas dividing anarchists from Marxists both in theory and practice. A turbulent history between the two from the schism in the First International to the proletarian revolutions at the beginning of the 20th century, notably in Russia and Spain, would seem to further bolster the assertion that anarchism and Marxism are incompatible.
However, a cursory glance at radical social movements through the last century reveals a number of individuals and organizations that defy strict classification into either camp. Joseph Dietzgen, William Morris, Anton Pannekoek, Guy Aldred, Daniel Guerin, Maximilien Rubel, and Noam Chomsky, among others, have to varying degrees combined an anarchist critique of hierarchy and authoritarian social and political relations with a Marxist critique of the capitalist mode of production and alienated labour. Similarly, the anarchist/Marxist distinction has been blurred by organizations and radical social movements ranging from the Industrial Workers of the World and the Anti-Parliamentary Communist Federation to post-68 European autonomist social struggles and the Zapatistas. Recently, John Holloway, author of “Change the World Without Taking Power”, has stated that in the post-Soviet era “the old divisions between anarchism and Marxism are being eroded.”
The tendency for various anarchisms and marxisms to converge has been largely overlooked in the academic community. To these ends, the libertarian communist panel aims to investigate the intersections between historical and contemporary anarchist and Marxist currents including, but not limited to, anarcho-communism, revolutionary syndicalism, autonomist and libertarian Marxism, council communism, social ecology/communalism, and Situationism. Possible topics might include:
- anarchist and Marxist perspectives on revolutionary organization
- the work of Martin Glaberman, Cornelius Castoriadis, Maurice Brinton, and/or other heterodox Marxists emerging from post-WWII Trotskyism
- anarchism, autonomism, and class struggle organizing outside of the “point of production”
- the dialectic of spontaneity and organization in emergent social forms – councils, syndicates, communes, assemblies, informal workplace organization
- the history of the German autonomen
- anarchist and Marxist theories of the state and capital
- the work of Murray Bookchin
- theories of workers’ self-management and non-market socialism

Trabalhos a ser apresentados neste painel:
Patrick Baud, 'Reductionist Misreadings of Althusser in Richard Day and Saul Newman's Postanarchism(s)'
Martin Miller, 'Anarchists in the State: New Perspectives on Russian Anarchist Participation in the Bolshevik Government, 1917-1919'
Simon Boxley, 'Red, Black and Green: Dietzgen’s Philosophy Across the Divide'
Tom Purcell, 'Beyond subjective idealism and the negative scream: revolutionary subjectivity in Venezuela’s Bolivarian Revolution'
Abstracts
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Anarchist Praxis

Painéis:

What is the meaning of revolution today? From the French Revolution through much of the twentieth century, both the theory and practice of revolution was dominated by the assumption that the violent seizure of state power was the defining characteristic of revolutionary change. In recent years, this assumption has increasingly been called into question by a wide range of thinkers and activists from across the radical political spectrum. Yet only a small minority appear to recognise the extent to which recent developments were anticipated by the words and deeds of certain anarchist revolutionaries over a century ago. As a result, a rich and diverse corpus of anarchist revolutionary experience has been neglected, and its relevance to the contemporary world overlooked.
By way of contribution to the process of remedying this historical amnesia and generating fresh ideas rooted in critical reflection on the past, we invite paper proposals for a series of Anarchist Studies Network conference panels on the theme of "Re-Imagining Revolution". More specifically, the aim of the panels is to creatively re-imagine the concept of revolution in ways relevant to the times in which we live, with a particular emphasis on the distinctive contributions and limitations of anarchism - both classical and contemporary - and anarchist(ic) variants of contemporary counter-cultural social movements.
While there is no restriction on possible paper topics, proposals informed by feminist, anti-racist, ecological, pacifist, utopian, romantic, and non-Western anarchist perspectives are particularly welcome. So, too, are papers that promise to illuminate the relationship between the "personal" and the "political" aspects of revolutionary change; its joyous, witty, sensuous, playful, and aesthetic dimensions; the possibilities for combining revolutionary spontaneity and organisation; the conception of revolution as a process unfolding over time rather than a singular cataclysmic event; and the roles of direct action, prefigurative politics, non-violent struggle and organised non-cooperation, countercultural communal experiments and alternative lifestyles, affinity groups and networks, social centres and co-operatives, skill sharing and the practice of mutual aid, utopian imagination, Luddism, and the qualitative transformation of work in generating radically open-ended, popular, organic, constructive, and creative forms of revolutionary change.
Trabalhos a ser apresentados neste painel:
Eduardo Colombo, The Revolution, A concept dissolvable in postmodernity'
Benjamin Franks, 'Revolutionary Modesty'
Peter Seyferth, 'CrimethInc.’s Lifestyle Anarchism: Is it Revolutionary or Just a Petty-Bourgeois Prank?'
Stefano Boni, ' The ‘osmotic’ revolution: contemporary libertarian praxis in Tuscany (Italy)'
Marcelo Vieta, 'Autogestión in Argentina's Worker-Recuperated Enterprises: The Possibilities and Challenges for Self-Management'
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- What kind of long term grass roots activity is needed if people are to be successful in standing up for their collective interests against those of governments and capitalism? - How can communities develop alternative ideas, ongoing mutual aid and solidarity, strong grass roots organisation, and effective social movements capable of taking control over local decision-making and resources and creating an anarchist society? - What are the postive examples we can get inspiration from and learn from, and the potential pitfalls to avoid?

Trabalhos a ser apresentados neste painel:
Dave Morris and Nick Durie

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3 - Anarchism and Climate Change

Topics for discussion on ENERGY AND CLIMATE CHANGE for a panel session at the 1st ASN Conference.
1. CLIMATE CHANGE • IPCC report and scientific projections (general critic, climate debt from North to South) • Energy production and CO2 emissions (coal, oil) • Transport and CO2 emissions (bio fuels, hydrogen cells)
2. CAPITALIST PROPOSALS • Expansion of free market economy (Stern report) • International agreements on reduction of emissions (Kyoto protocol, Bali talks) • Proposals for energy production and CO2 emissions - Carbon technologies (carbon capture) - Efficiency increase of carbon fuelled plants - Efficiency increase in consumption - Transition to new technologies where associated costs are paid by the consumer (eco taxes, quotas, economic evaluation of environment) - Nuclear proposal to answer increase in energy demand
3. ECOLOGY AND THE COMMONS • Murray Bookchin and social ecology (authoritarian structures) • Joel Kovel and ecosocialism (production process) • Hugo Blanco and indigenous collectivism (ecocentric values)
4. RENEWABLE ENERGY SOURCES AND MICROGRIDS • Energy production from wind, sun, biomass, biogas, water • Characteristics of microgrids (autonomous electricity systems and decentralised networks) - Decentralised - Small scale, local and community based - Directly democratic planning - Easy to use technology, plug and play - DIY renewable energy sources - Consumer becomes producer
5. COMBINING SOCIAL JUSTICE AND ENVIRONMENTAL STRUGGLES • In the global north - Pressure against state and capital - Local self organised initiatives towards decentralised energy production • In the global south - Renewable energy production to help satisfy basic needs and strengthen the autonomy of local movements
• Unity of north and south through global decentralised solidarity networks (Peoples Global Action, Social Forums, Via Campesina, Other Campaign and the Sixth International, etc ) • Global exchange of technical knowledge, funds (north) and communal, ecocentric values (south)
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Anarchism and Pedagogy
Painel:

This panel will be both substantive, by focusing on the origins of anarcho-communism, and pedagogical in terms of thinking about strategies for teaching and research on anarchism.
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Anarchism and Ethics
Painéis:

1)Anarchist Ethics, Responsibility and Health

Anarchism as a creative political solution ought to have something serious to contribute on questions of health. This can be broadly construed in terms of ecological health or narrowly focussing on human health. Why is there not more explicit discussion on health in the context of anarchist thought?
In this panel we can use the opportunity to:
Explore the perspective provided by anarchist ideas on ethics and responsibility to see if they can be useful in pursuing the goal of individual health promotion in terms of but not restricted to the patient-led NHS model. Where anarchism promotes individual freedom, autonomy and responsible action in its ethical outlook, some key problems and challenges for discussion arise.
Firstly, such a stance, if used to support improving individual lifestyle choices, has to deal with the difficult issues of consumer choice.
Secondly the role of the state viewed by some forms of anarchism as fundamentally limiting human freedom, so how does this sit with the role of the state in the promotion of healthy lifestyles?
Thirdly, individual freedom in anarchist thought needs to be robust enough to dispense with consumer ‘freedom’, which is arguably at the root of many unhealthy lifestyles and behaviours. An emphasis on a responsible individualism however, can easily neglect the relationship between health and social responsibility.
A fourth is to see if an anarchist conception of individual responsibility with regard to the promotion of healthy lifestyle can be successful at the in-group/community level.
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2) Listening

Deleuze spoke of "the indignity of speaking for others." Resisting any clear distinction between the personal and the political, this panel aims to explore the dignity of listening to others speak for themselves(and of being listened to). Although not usually set out in these terms, listening can be understood as a key ethic/practice of anarchist(ic) traditions. For ecological anarchisms, including primitivist, permaculturist, pagan and those inspired by deep ecology, this is expressed through listening to the land, to acknowledging the connection between human and more than human worlds. In the Zapatista's Other Campaign, it is demonstrated through a focus on listening to the struggles of others and supporting their capacity for autonomy rather than electoral campaigns to become representatives. In anarcha-feminisms and radical psychologies, learning to listen to oneself, to acknowledge one's own emotions and needs, is crucial to unlearning a patriarchal hierarchy of the rational over the emotional and to resist individualising pathologisation. Listening is also central to anarchist cultural politics, and political culture, in areas such as music and storytelling. Proposals for papers and other forms of presentation on any aspect of listening in relation to anarchism are welcome.

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Anarchist thought and ethics has always been intimately interconnected, whether in the overt discussions of ethics found in the works of the classical anarchist such as William Godwin and Peter Kropotkin, or in the moral language which infuses the discussions and debate of contemporary activists in their assessment of agency, methods and goals.
The Anarchist Studies Network is organising a conference and invites submissions for panels on Anarchism and Moral Philosophy, whether in terms of meta-ethics (such what is the status of ethical judgements? From where do they derive?), normative ethics (such as what are the moral principles that distinguish anarchism from other movements? Is Nozickian libertarianism compatible with anarchism?) and applied ethics (when is direct action justifiable? Is the exploitation of animals more important than the exploitation of humans?).
Whilst this call for papers is directed at those thinkers with specialist interests in moral philosophy, in keeping with the openness and questioning of disciplinary and social divisions we also welcome submissions and contributions from who cross disciplinary boundaries and those outside of academia.

Trabalhos a ser apresentados neste painel:
Andrew Beck, 'Anarchism, Society and Knowledge: An Anarchist Ethical Approach to Learning'
Kory DeClark, 'Autonomy, Taxation and Ownership: An Anarchist Critique of Kant’s Theory of Property'
Niall Scott, Anarchist Ethics, Responsibility and Health'
Paul McLaughlin, 'In Defence of Philosophical Anarchism'
Seferin James, 'The Reduction and the State'
Sébastien Caré, 'Anarcho-capitalism and Moral Philosophy: Deontological versus Consequentialist Ethics'
Stephen Condit, 'ECOSOPHY AND THE ANARCHIST CHARACTER'
Benjamin Franks, 'Anarchism: Ethics and Meta-Ethics'
Matt Wilson, 'Freedom Pressed: Anarchism, LIberalism and Conflict'


Individual Paper Abstracts

Alex Prichard
'The Moral Sociology of War: A Tentative Vindication of Proudhon and Kropotkin'
This paper looks at recent developments in the evolutionary and social psychology of morality, to argue that many of Kropotkin and Proudhon's key assumptions about the nature of morality and of sociology have been borne out by contemporary analysis. My case study will be the literature on military psychology and post traumatic stress, non-firing in the military and military cultures. In each area we will see that Proudhon and Kropotkin were both remarkably perceptive. As Proudhon argued, transformations in military technology would clash with a basic human psychology and the 'reciprocal slaughtergrounds' of modern warfare would prompt new ways of legitimising and ordering social force. As military technology changes, so too will the social forces generated to restrain them. As modes of social force restrain military power, new forms of fighting will develop. Consistently high levels of non-firing and the persistence of 'buddy groups' within the military suggest that an appropriate methodological and normative approach to these issues can be found in Kropotkin’s theory of ‘mutual aid’. I will suggest that a more coherent attitude for anarchists vis-à-vis the military ought to be one of active campaigning for the health and human rights of individuals systematically trained and ordered to kill and be killed. What the modern literature suggests is that this training is vital to overcoming basic human resistance to killing and fighting. The paper will thus argue that a basic, if evolved, human nature informs our moral choices. However, following both Proudhon and Kropotkin, rather than assert whether this nature is either good or bad, this paper will suggest that a basic conception of morality, human reflex and mutuality can provide a more coherent basis for the critique of war, moral philosophy, domination and exploitation extant in contemporary (post)modern anarchist literature.

Andrew Beck
Anarchism, Society and Knowledge: An Anarchist Ethical Approach to Learning
In his work The Postmodern Condition: A Report on Knowledge Jean-François Lyotard comments on the nature of knowledge: “Knowledge in the form of an informational commodity indispensable to productive power is already, and will continue to be, a major—perhaps the major—stake in the world wide competition for power. It is conceivable that the nation-states will one day fight for control of information, just as they battled in the past for control over territory, and afterwards for control of access to and exploitation of raw materials and cheap labor” (5). He continues on later in the same work to emphasize that, “the question of the State becomes intimately entwined with that of scientific knowledge,” and that, “the question of the legitimacy of science has been indissociable linked to that of the legitimation of the legislator” (31, 8). Working with the ideas of Lyotard and other theories on the nature of learning and knowledge, and its relationship to society, I will argue that in an anarchist society a moral imperative exists for individuals to actively pursue knowledge of all types, and to facilitate the learning of others. This pursuit and support of learning is important both on the practical level as a mechanism that can function as a binding agent within a society, and on the sociopolitical level as a way for the public to reclaim the role as the legitimizer of knowledge and insure that an elite cannot be formed through controlling access to knowledge and education. In a society where intellectual activity has become an important element in production, allowing equal access to the education necessary for such work, is important yet insufficient. Unlike other means of production, such as a factory, knowledge is largely intangible and will quickly vanish if it is not passed on. Because of this, and its potential to be used as leverage to control or manipulate groups of people which do not possess it, when one learns they both preserve knowledge that is important for the community as a whole, and insure the inability of any individual, minority group to dominate other members of the society. These characteristics are at the root of the moral nature of learning.

Costas Athanasopoulos
Duty and Anarchism: Why the Anarchist has a duty to disregard the state.
The paper will investigate through a discussion of a recent exposition and critique of both political and philosophical anarchism (Knowles 2001 and forthcoming) why the anarchist core thesis may be regarded as problematic in making the claim that the citizen has no duty to obey the state. Through a more sympathetic reading of key texts from Kropotkin, Proudhon, Tolstoy, Sartre and Gandhi however, an alternative view of anarchism will be supported, according to which there are other (ethical) considerations besides citizenship which necessitate a different kind of duty for the anarchist: the duty to disregard the state when it comes to ethical choices and perspectives, which ultimately may lead to the political duty of disobeying the state law and of subverting social norms and customs.

Benjamin Franks
Anarchist Meta-Ethics

The distinction between the competing versions of anarchism, can often be identified through their distinctive normative ethical and meta-ethical approaches. Whilst individualist (or philosophical anarchism) appeals to deontological theories (such as Robert Wolff), social anarchism is often either consequentialist (Sergei Nechayev) or prefigurative, and the latter of these is consistent with practise-based virtue ethics. There are, however, important meta-ethical differences between different ethical positions, which have rarely been considered. There is a central tension between Moral Realist position (that moral statements are objectively verifiable based on universal standards (Smith, 2001:399-409), amoralist position (in which ethical theories are irrelevant to political debates) and a narrow subjectivist position (right and wrong just a matter of individual opinion). The latter has more recently been endorsed by theorists, such as Saul Newman, interested in the intersection of poststructuralism with anarchism (often referred to as postanarchists).
The strengths and weaknesses of these competing meta-ethical is assessed to show that neither moral realism, subjectivism or amoralism is sufficient for anti-hierarchical practices, and a modest (multi-)functionalism (a view that values can be assessed in relation to particular arenas, which intersect, and whose standards adapt) is proposed as an alternative.

Jones Irwin
Is Nietzsche an Anarchist? – Some Reflections on the Affinity Between Nietzschean Thought and Anarchism

Friedrich Nietzsche’s On the Genealogy of Morals polemically deconstructs the history of Western moralisms, and demonstrates much of their underlying hypocrises and implicit power plays. In this measure, at least this part of Nietzsche’s philosophical project can be seen as anarchist, and analogous to the critique which Bakunin puts forward of the residual power relations in the Marxist emancipatory project. For Nietzsche, the irony is that the philosophies which most claim to be virtuous and moral are those which precisely emasculate their own hidden will-to-power.
In this paper, I will take cognisance of this Nietzschean claim, which has also been central to the development of anarchist thought – a suspicion of authority, and especially when it presents itself as supposedly benevolent and good. Within a general anarchist tradition, the value of authority per se is contested and this can provide a crucial framework for understanding key elements of Nietzsche’s own work.
However, tensions in the affinity between Nietzschean thought and anarchism are also evident on both sides. From an anarchist perspective, certain motifs within Nietzsche’s texts such a the Eternal Return or the Ubermensch risk a falling back into metaphysics or mysticism while, from a Nietzschean perspective, the moral imperative of anarchism might be subjected to the same critique Nietzsche applies to other forms of ethics.
The paper will conclude with a reflection on how this debate is played out in a more contemporary setting, concerning both affinities and disaffinities in the respective influences of neo-Nietzscheanism and neo-anarchism on current French political theory.

Matt Wilson
Freedom, Conflict and Values.

Freedom is a central principle within all anarchist thought. Alexander Berkman's position is reasonably exemplary: “Anarchism means that you should be free; that no one should enslave you, boss you, rob you, or impose upon you. It means you should be free to do the things you want to do, and that you should not be compelled to do what you don't want to do.”
But to what extent is such a pure expression of freedom viable as a political and moral idea? It has been well noted that freedom is a complicated concept, open to numerous interpretations, as well as plain abuse. The distinctions between positive and negative freedom may add a little clarity, but even here anarchists disagree which form to support. David Graeber suggests anarchists follow negative freedom; Randall Amster believes they tend towards positive freedom. And even when a community of anarchists know - and agree on - what they mean when they talk of freedom, problems persist. How do we reconcile competing freedoms? Is freedom always to be treated as the highest good – over justice, or equality? If not, how do we find an appropriate balance? Are we free to cause harm? If not, who defines harm? And who does what to stop us harming?
Pressing questions indeed, which liberals and communitarians have written extensively about. The same, somewhat strangely, somewhat alarmingly, can not be said of anarchists, especially within contemporary, 'movement' focused anarchism. In fact, if we take a random sample of recent, and in other ways excellent, anarchist writing, such as those of Graeber or Uri Gordon, or collective publications like that of Trapese or Notes From Nowhere, we are likely to find very little – if anything – about the complexities of freedom, and how anarchists answer the many difficult questions that these complexities and difficulties raise. Where are the discussions about how we might deal with dangerous individuals, about who should be free – animals? unborn children?, about how to act when consensus cannot be reached, about positive and negative freedom, about genuine conflicts of freedom? Almost nowhere.
Why is this so? One reason is that anarchists are, by definition, committed to a libertarian ethos that rejects authority and coercion; however, the problems freedom throws at us make it all but impossible to apply these principles without certain clauses; discussing freedom, then, will inevitably turn at some point into discussing reasons for and ways of denying certain freedoms – something anarchists are extremely uncomfortable doing. This discomfort is laudable; it demonstrates a genuine commitment to libertarian principles; it is also, however, dangerous. By refusing to engage in discussions about the limits of freedom, anarchists perhaps hope to stick to an ideal, where compromise is seen as unacceptable. But ignoring a problem does not make it go away.
Anarchists also believe that, through consensus decision-making, most disputes will be resolved within communities; it is not our job to resolve these future problems in advance. If disputes can not be resolved, community members must be free to leave and join another group. Consensus has considerable potential, but is doubtful that it will be able to reconcile all differences. When it fails, the notion of relocation is, to be blunt, entirely unacceptable. People can not simply be expected to pack up and leave their communities, their friends, their homes, their jobs. Just as there are limits to freedom, so too are there limits to the viability of consensus.
It seems then that anarchists have generally neglected to consider the ways in which freedoms may by necessity be curtailed, either through conscious deliberation, or through the predominance of certain values or norms. If anarchism is to be a viable philosophy in an industrialised, plural world, it needs to come to terms with how to deal with these pressing issues. Anarchists already hold other values in high regard; equality, respect, justice, sustainability. These values need to be articulated more clearly and honestly; when we talk of diversity, we must recognise that not every belief is welcome; when we talk about freedom, we must recognise not every act is acceptable. Only other values can help us explain and explore these limitations to freedom; if they are not expressed, they will exist nonetheless, and they will be all the more illiberal as a result.

Paul McLaughlin
In Defence of Philosophical Anarchism

This paper will explore the historical relationship between anarchism and moral philosophy. It will trace the emergence of philosophical anarchism, as a specific moral position, through the Enlightenment tradition; and it will examine two associated assaults on this tradition – by Stirner and Marx – that led later anarchists, from Bakunin onwards, to distance themselves from philosophy as such (conceived as a methodology applied by specific social classes under specific social circumstances). It will also demonstrate the extent to which philosophical anarchism has been misrepresented by both its supporters (like Robert Paul Wolff) and its opponents (like John P. Clarke) in the twentieth century. Finally, a contemporary form of ‘weak’ but ‘engaged’ philosophical anarchism will be defended against the objections of activists and postmoderns.

Michael Vaughn, University of Warwick
“Was Bergson an Anarchist? The Metaphysics and Ethics of Creativity”

Working on Henri Bergson’s social thought, it is increasingly apparent to me that his is, in broad outline, an anarchist philosophy. However, as a philosopher whose research and writing was for the most part (at least on the face of it) engaging with the physical and life sciences rather than political sciences, the tone and emphasis of his work would bear little resemblance to that of canonical anarchist thinkers. That is to say, while Bergson’s metaphysics and his views on science are worked through in incredible detail, his ethics remain largely implicit.
What themes in Bergson suggest anarchism, then? First, he views nature and human nature as open, creative processes with their own emergent order. Second, he formulates a critique of the existing order, particularly the scientific, technological and moral order that doesn’t recognise the reality of creative emergence, and actually inhibits it through a mechanisation of nature and habituation of human nature. Third, he has a vision of an alternative “open society” where individuals participate in rather than seek to control natural processes and each other. Fourth, he has a highly developed methodology for going about realising this paradigm shift in the way we live (which in modern terms would be a shift towards sustainability, cooperation etc). And finally, he makes a clear distinction between ‘society’ as a natural emergent order and ‘the state’ as an imposed order that fails to follow what he calls the “articulations of the real” (on this last point he would incline towards social anarchism, his work on evolutionary biology suggesting that society is as natural and real as individuality and doesn’t have a voluntary or contractual origin).
Bergson’s metaphysics is based on the reality of change and creativity at the physical, biological, psychological and social levels. Events, physical or social, taken in their real complexity, are never ‘given in advance’. However, Bergson is not a radical libertarian and creativity does not mean anything goes. Metaphysical creativity as a kind of self organisation or continual emergence of order has real articulations. This provides Bergson with a basis on which to oppose both the technological reorganisation of the material world and the political reorganisation of society as fundamentally inappropriate to the creative, emergent nature of real organisation. What’s more, at all levels a centralised, premeditated, top-down organisation exerts a real inhibition on natural processes as we treat them according to our needs rather than according to their natures.
Interestingly, Bergson advocated a liberal democratic politics, emphasising equality. However, I would suggest that the notion of equality is incompatible with a complex, process-based ontology because equality precisely depends on an abstract universal law being imposed on every individual. Now this is the very opposite of an emergent order the very nature of which is to introduce real difference. In conclusion, I will indicate that this tension in Bergson’s thought (which seems to me to be present in much anarchist thought) between the ethics he appears to want and that which his metaphysics will allow him, may be resolved if there was a concept of equality that could be based on the really emergent qualitative differences, rather than an abstractly imposed quantitative identity, between individuals.

Dr Niall Scott
Anarchist Ethics, Responsibility and Health.
In this paper I will explore the perspective provided by anarchist ideas on ethics and responsibility to see if they can be useful in pursuing the goal of individual health promotion in terms of the patient-led NHS model. Where anarchism promotes individual freedom, autonomy and responsible action in its ethical outlook, some key problems arise. Firstly, such a stance, if used to support improving individual lifestyle choices, has to deal with the difficult issues of consumer choice. Secondly the role of the state viewed by some forms of anarchism as fundamentally limiting human freedom, so how does this sit with the role of the state in the promotion of healthy lifestyles? Thirdly, individual freedom in anarchist thought needs to be robust enough to dispense with consumer ‘freedom’, which is arguably at the root of many unhealthy lifestyles and behaviours. An emphasis on a responsible individualism however, can easily neglect the relationship between health and social responsibility. My second aim is to see if an anarchist conception of individual responsibility with regard to the promotion of healthy lifestyle can be successful at the in-group/community level.

Sébastien Caré
Anarcho-capitalism and Moral Philosophy: Deontological versus Consequentialist Ethics
The most important controversy among anarcho-capitalist theorists concerns the question of whether their doctrine should be based on deontological or consequentialist ethics. Right-based anarcho-capitalists, such as Murray Rothbard, claim that a stateless society is founded on natural law basis, more precisely on a nonaggression axiom according to which the only justification for the use of force is to deal with aggressive force initiated by someone else. However, consequentialists such as David Friedman argue that rights are merely human constructs created through contracts, and that a libertarian system can only come about by contract between self-interested parties who agree to refrain from initiating coercion against each other. In that perspective, an anarcho-capitalist society is justified by its advantageous consequences for all parties concerned.
The aim of this paper is to compare the two moral versions of anarcho-capitalism, notably their implications on the two different types of society they respectively lead to. Indeed, deontological anarcho-capitalism supposes that a universal system of rights (including the sovereignty of the individual and the principle of non-aggression) would spontaneously emerge from the different decisions of private courts. Rothbard holds that this legal code would be based on a widespread acceptance of the ethic of reciprocity that would pledge the courts to follow it. However, consequentialist anarcho-capitalism claims that there is not such thing as a universal set of rights that would transcend individual preferences. David Friedman rather proposes that “the systems of law will be produced for profit on the open market, just as books and bras are produced today”. In other words, people would have the law system they pay for, and laws would differ from place to place depending on the tastes of the people who would buy them. Friedman has then to aknowledge that unlibertarian laws may result from an anarcho-capitalist system, such as laws against drugs or homosexuality. But he thinks this would be rare, given that “if the value of a law to it supporters is less than its cost to its victims, that law […] will not survive in an anarcho-capitalist society”.
The confrontation of these two versions of anarcho-capitalism underlines their respective weaknesses, and the literally “precariousness” of anarcho-capitalism. Nothing, except the “prayer” of its theorists, can ensure that an anarcho-capitalist society would actually be libertarian and effectively maximize individual liberty.

Sam Clark
Anarchist Perfectionism: structure, history, prospects

Recent work in intellectual history and philosophy has uncovered and developed perfectionism as a strand of ethical thought distinct from utilitarianism, Kantianism, and virtue ethics. In this exploratory paper, I consider the structure, history, and prospects of a specifically anarchist perfectionism. I begin by describing perfectionism in general. The perfectionist claims: (1) that the right is the promotion of the good; (2) that the good is human flourishing; and (3) that human flourishing consists in the cultivation and use of certain social, aesthetic, emotional, rational, moral, and/or reflexive capacities. Next, I show, by investigating problems in interpretation and critique, that some classical anarchist thought can productively be understood as perfectionist. I concentrate on the roles that human nature and its development have played in anarchist thought, on the capacities anarchists have regarded as central to that nature, and on the social and material conditions of cultivation of those capacities. Finally, I make some suggestions about the possible shape and content of a revitalised anarchist perfectionism. The result of this work is both a distinctive understanding of the history of anarchist thought, and an anarchist ethic which we now may find attractive.

Seferin James
Problems with the Phenomenological Reduction and the State
Twentieth Century French Philosopher Jacques Derrida is not exactly known as an anarchist but this paper will argue that there is the possibility for a fertile crossover between Derrida's philosophy and anarchist politics. The promise of such a possibility for Derrida's philosophy is that it represents the most likely path for its effective politicisation. The promise of such a possibility for anarchism is that the difficulties facing activists in their desire for radical experience, as well as the problem of the state, can be effectively reformulated. It is therefore argued that there is good reason to explain Derrida's philosophy to anarchists and anarchism to Derrida's philosophy. This paper begins with an exposition of Husserl's phenomenological reduction and Derrida's critical engagement with the possibility of this methodology. This paper then argues that the phenomenological reduction is not confined to Husserl's philosophy but is actually a common, though perhaps unrecognised, abstract trope of thought in a number of politically relevant contexts. Derrida's problematisation of the phenomenological reduction offers a means of explaining some of the difficulties faced by feminists and anarchists seeking a radically different experience of life without patriarchy and authority. As well as explaining some of the problems faced by radical activists, Derrida's problematisation of the phenomenological reduction lends itself superbly to an ethical questioning of the state. This ethical argument suggested by Derrida's mode of thought is that attempts to instantiate a moral structure through the state necessarily involves an impossible attempt to suspend morality in relation to the state itself. This argument not only functions as a reformulation of the classic anarchist critique of sovereign authority, it also creates a way of effectively explaining the problem with the current extension of state power by understanding them as attempts to put morality even further out of play.

Stefan Riegelnik
The Failure of Moral Philosophy

Moral reasoning is reasoning about what one ought to do because it is morally right or wrong. This means it has to be shown on what conditions moral normative statements are justified. Since moral judgments are directed toward actual actions and decisions, reasoning about moral statements is not mere sophistry. Moral reasoning belongs to the realm of what is called practical philosophy, and philosophers in this branch seek to and answers to the question on what grounds moral judgments could be justified. Thus, David Hume asks [...]whether they [Morals] be derived from Reason, or from Sentiment; whether we attain the knowledge of them by a chain of argument and induction, or by an immediate feeling and innerer internal sense; whether, like all sound judgment of truth and falsehood, they should be the same to every rational intelligent being; or whether, like the perception of beauty and deformity, they be founded entirely on the particular fabric and constitution of the human species.(David Hume: An Enquiry into the Principles of Morals)
But moral philosophers have not been able to put moral judgments on a ground such that it could be understandable why persons necessarily have to follow certain norms. This is so because moral philosophy in all its varieties has not succeeded in showing that moral judgments are justified out of pure practical reasoning (Kant), basic intuitions (Moore), or sentiments people have as human beings (Hume). As a consequence, various theories have been defended that represent a kind of moral substitute, e.g. utilitarianism or contractualism. But all these theories fail in answering the free rider problem', and, more seriously, the necessity to participate in or to fulfill a contract'. Any contract that is supposed to constitute the interactions in a society as whole cannot but justified with reference to some higher-order-principle, which ultimately would be a moral norm. My skeptical attitude toward moral theories of any kind may provoke disagreement. But what I want to emphasize is, that even if moral judgments are shown to be true or justified, at the end it is always up to the particular person to decide whether to follow a norm or not.
Thus, first, I want to point out that morality cannot be used to induce changes in a society. In addition, I will show that the lack of justified normative statements means that no order or hierarchy in a society is morally justified. As a conclusion I want to question the relationship between moral philosophy and anarchism as it was prominently defended by Georges Sorel and sometimes hinted at by Peter Kropotkin.

Stephen Conduit
Ecosophy and the Anarchist Character
This paper suggests a possible foundation for a practical commitment to an ecologicalp hilosophy of anarchism and its requisite social structures in an indifferent or antagonistic environment. The paper assumes that anarchism is fundamentally if perhaps only inchoately a doctrine of ecological responsibility. Such responsibility can be formulated at a personal level as an ecosophy. Based on work by Naess, Drengson, Devall and Emerson, ecosophy is initially and tentatively imagined as a practical wisdom about life’s final causes as experienced in nature, with one’s own life as the realm of communal responsibility with nature, one of its purposes. The implications of the idea of ecosophy are correspondingly anarchist, and both are strengthened by making explicit their implicit commensurability. To do this requires a prefiguring commitment to ecosophical anarchist community, an immense ethical burden for its adherent. Thus there is a need to formulate traits of character, perhaps as virtues or as dispositions to virtue, which to the extent they can be acted on reciprocally with others similarly disposed, acquire external validity as experiences of ecosophical anarchist community before such a community exists or is even possible. The communal nurturing of these character traits may be evidence of its possibility. The character traits here briefly stipulated are: vulnerability, indeterminateness, purposiveness, economy, responsibility, communality, reflexivity and frugality. For each trait an ecosophical meaning is indicated, from which coherent, communally valid ecosophies might be inferred, and the idea of ecosophy made more explicit. This in turn can inform the formulation of an eco-anarchist doctrine which must be and can be justified as a mode of ecological responsibility. The argument is circular.

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Anarchism and Political Economy
Painel:

With a view to the forthcoming 1st Anarchist Studies Network Conference we would like to organise a workshop on syndicalism or more generally on issues related to anarchism and the labour movement. The theme will be understood in its broadest sense, with no specific geographical or period restriction. Possible topics (by no means exclusive) could include:
- the everyday practice of syndicalism in the workplace or the unions - the relationship of syndicalist militants with more reformist elements within the unions, in the workplace or during strikes, and with marxists - theories of syndicalism and their legacy - comparative studies of syndicalist movements or theories - biographies of prominent as well as lesser-known syndicalist militants - syndicalist networks - syndicalist papers - the transnational diffusion of syndicalism - strategies associated with syndicalism (sabotage, the general strike…) - syndicalism and parliamentary politics - syndicalism and war - syndicalism and marxism - syndicalism and councilism
Anarchism and Representation
Painel:

Since the 9/11 terrorist attacks in America, a worldwide movement has developed. Its activists run thousands of websites, have produced hundreds of books, DVDs and articles, and attend events as diverse as the Notting Hill carnival, the 2005 Anarchist Bookfair, Green Party conferences and Universities and colleges across the UK. Their influence, particularly amongst young people and many British Muslims, appears to be growing.
This movement denies any link between Islamist ideology and violence, and doesn’t prioritise opposing the ‘war’ on terror. Instead the 9/11 ‘truth’ movement denies the existence of Al-Qaeda, argues American and/or Israeli ‘inside’ involvement in 9/11, and regards conventional leftist and anarchist commentators on such events (e.g. Chomsky) as ‘gatekeepers’, protecting the guilty parties from the wider public.
The 9/11 ‘truth’ movement massively distracts from the issues facing all those struggling for a better world. Surely we need to criticise the US/UK governments for what they have actually done (bad enough) rather than imaginary crimes? By seeing all contemporary (and past) political events through their skewed view of 9/11, the ‘truth’ movement takes progressive forces down a cul-de-sac. We must resist their influence.

Trabalhos a ser apresentados neste painel:
Paul Stott, 'Half Truth Movement: How The 9/11 Cult Falsifies History'
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Anarchism and Psychoanalysis
Painel:

O que é uma cooperativa e quais são os princípios cooperativistas?


Uma cooperativa é uma associação autónoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais comuns, através de uma empresa de propriedade comum e democraticamente gerida.

As cooperativas são pessoas colectivas autónomas, de livre constituição, de capital e composição variáveis, que, através da cooperação e entreajuda dos seus membros, com obediência aos princípios cooperativos, visam, sem fins lucrativos, a satisfação das necessidades e aspirações económicas, sociais ou culturais daqueles.


As cooperativas, na prossecução dos seus objectivos, podem realizar operações com terceiros, sem prejuízo de eventuais limites fixados pelas leis próprias de cada ramo.

VALORES COOPERATIVOS

As cooperativas baseiam-se em valores de ajuda e responsabilidade próprias, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Na tradição dos seus fundadores, os membros das cooperativas acreditam nos valores éticos da honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação pelos outros.


PRINCÍPIOS COOPERATIVOS

Os princípios cooperativos são as linhas orientadoras através das quais as cooperativas levam à prática os seus valores.

1º PRINCÍPIO: ADESÃO VOLUNTÁRIA E LIVRE

As cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e dispostas a assumir as responsabilidades de membro, sem discriminações de sexo, sociais, políticas, raciais ou religiosas.

2º PRINCÍPIO: GESTÃO DEMOCRÁTICA PELOS MEMBROS

As cooperativas são organizações democráticas geridas pelos seus membros, os quais participam activamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Os homens e as mulheres que exerçam funções como representantes eleitos são responsáveis perante o conjunto dos membros que os elegeram. Nas cooperativas do primeiro grau, os membros têm iguais direitos de voto (um membro, um voto), estando as cooperativas de outros graus organizadas também de uma forma democrática.

3º PRINCÍPIO: PARTICIPAÇÃO ECONÓMICA DOS MEMBROS

Os membros contribuem equitativamente para o capital das suas cooperativas e controlam-no democraticamente. Pelo menos parte desse capital é, normalmente, propriedade comum da cooperativa. Os cooperadores, habitualmente, recebem, se for caso disso, uma remuneração limitada, pelo capital subscrito como condição para serem membros. Os cooperadores destinam os excedentes a um ou mais dos objectivos seguintes: desenvolvimento das suas cooperativas, eventualmente através da criação de reservas, parte das quais, pelo menos, será indivisível; beneficio dos membros na proporção das suas transacções com a cooperativa; apoio a outras actividades aprovadas pelos membros.

4º PRINCÍPIO: AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA

As cooperativas são organizações autónomas de entreajuda, controladas pelos seus membros. No caso de entrarem em acordos com outras organizações, incluindo os governos, ou de recorrerem a capitais externos, devem fazê-lo de modo a que fique assegurado o controle democrático pelos seus membros e se mantenha a sua autonomia como cooperativas.

5º PRINCÍPIO: EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO

As cooperativas promovem a educação e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos, dos dirigentes e dos trabalhadores, de modo a que possam contribuir eficazmente para o desenvolvimento das suas cooperativas. Elas devem informar o grande público particularmente, os jovens e os líderes de opinião, sobre a natureza e as vantagens da cooperação.

6º PRINCÍPIO: INTERCOOPERAÇÃO

As cooperativas servem os seus membros mais eficazmente e dão mais força ao movimento cooperativo, trabalhando em conjunto, através de estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais.

7º PRINCÍPIO: INTERESSE PELA COMUNIDADE

As cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentável das suas comunidades, através de políticas aprovadas pelos membros.



O refúgio ornitológico do estuário do rio Douro ( vulgo, o Cabedelo) passa a ser reserva natural. Salvem agora a Quinta Marques Gomes!

Agora só falta mesmo preservar e defender a bonita paisagem correspondente à Quinta Marques Gomes, junto ao Cabedelo, dos apetites imobiliários que não deixarão de passar ao lado mais esta oportunidade de fazer negócio à custa desta maravilha da natureza que é o estuário da foz do rio Douro.




Noticía do Jornal de Notícias:

O Refúgio Ornitológico do Estuário do Rio Douro, em Gaia, vai converter-se na primeira reserva natural local do país. A área protegida alarga-se à praia e a utilização indevida será mais fiscalizada com multas que podem chegar aos 37500 euros.

O novo regime jurídico de conservação da Natureza, publicado em Julho, abandonou a designação de refúgio ornitológico, mas dá às câmaras e às associações de municípios a possibilidade de classificarem áreas de interesse ambiental dentro do território que administram. Gaia aproveita, assim, para criar a primeira reserva natural local, por sugestão da Empresa Municipal do Parque Biológico de Gaia.

A decisão foi tomada, esta semana, em reunião do Executivo e a classificação deverá tornar-se oficial no próximo mês de Novembro, desde que mereça o aval da Assembleia Municipal. Manter-se-á sob a gestão do Parque Biológico de Gaia, que terá de cuidar de uma área maior. A praia, muito procurada pelos surfistas, também será integrada na reserva natural local, delimitada pela nova estrada marginal e ciclovia (a língua de areia do Cabedelo também é abrangida).
As actividades tradicionais de pesca desportiva e profissional e de apanha de moluscos bivalves e de minhocas serão permitidas. Não é certo, para já, que a autorização se estenda ao surf. "Depois de criada a reserva natural, vamos elaborar as normas de acesso e estabeleceremos áreas onde poderão prosseguir com a actividade piscatória. Teremos de analisar se é possível manter uma zona para os surfistas. Nas reservas, a conservação da Natureza passa a a ser a prioridade e tudo o resto tem de submeter-se a isso", explica Nuno Oliveira, presidente da empresa do Parque Biológico.
Até ao final do ano, serão colocados as vedações, os passadiços e o observatório de aves. O parque destacará uma pessoa para informar e acompanhar os visitantes que estará no Cabedelo.





Sobre a Quinta de Marques Gomes:
Localização :Canidelo - Vila Nova de GaiaVila
(na rua que sobe da Afurada para Canidelo, em frente ao Cabedelo/Foz do Douro )


É uma área que merece ser preservada pela sua situação e riqueza ecológica, enquadrada em ambiente urbano. A Quinta Marques Gomes tem uma área de 36 ha, na sua maioria arborizada. Faz parte dos cerca de 100 ha da Baía de S. Paio/Lavadores, integrados na REN - Reserva Ecológica Nacional. Toda a área da Quinta é um espaço com condições naturais, únicas em toda a área Metropolitana do Grande Porto, indispensáveis ao equilíbrio ambiental e à qualidade de vida de toda a zona urbana do concelho. O espaço da quinta constitui um «pulmão» de toda a zona oeste de VN Gaia e do Porto que poderá e deverá ser preservado como zona verde, adaptando-o a parque ambiental municipal, onde toda a população possa desfrutar de momentos de convívio e de lazer. O papel preponderante na purificação do ar e a própria riqueza de toda a flora envolvente da quinta (diversas vezes local preferido para estudos de botânica) são só por si mais do que motivos válidos para que se lute pela sua preservação. As ameaças à preservação da Quinta Marques Gomes são verdadeiramente alarmantes e preocupantes, não existindo mais nenhuma área verde comparável nesta região. Sendo parte integrante da REN, a sua desflorestação e construção de zonas habitacionais são completamente proibidas. A CM de Gaia aprovou a urbanização de toda aquela zona verde, permitindo inclusivé a desflorestação de zonas com árvores centenárias, em favor da construção de habitações e de escritórios. Para tal projecto ser legalizado e arrancar de imediato, a CM de Gaia solicitou ao governo, através de requerimento, a desanexação da quinta do PDM. No entanto, desconhece-se o parecer do governo para esta situação. Para a preservação do espaço, deveria tornar-se uma área aberta ao público com um acesso relativamente controlado pois se o acesso for totalmente livre, sem qualquer vigilância, a riqueza natural que existe naquele espaço também vai estar um pouco ameaçada. Naturalmente as pessoas não terão noção da importância de certas espécies e poderão afectá-las. Penso que este espaço deveria ter uma gestão ao estilo de uma zona preservada tipo um parque biológico ou mesmo uma mata nacional (como acontece na Serra de Sintra), por forma a que a população possa usufruir desta zona mas a que, paralelamente, o ecossistema ali desenvolvido naturalmente se mantenha protegido. A existência de um posto informativo também será de importância para os visitantes da Quinta Marques Gomes. As utilizações da Quinta Marques Gomes poderão ser diversas, desde que haja vontade e querer por parte das entidades governamentais, quer regionais quer nacionais. Há diversos planos para que o excelente palacete, que é uma verdadeira marca histórica de Canidelo, seja restaurado de forma a que nesse mesmo local sejam instaladas entidades de apoio à juventude e/ou idosos. No que toca às extensas zonas verdes, a melhor ideia é sem dúvida criar um verdadeiro parque ambiental, aberto ao público e em moldes idênticos aos do Parque da Cidade do Porto. A preservação da Quinta Marques Gomes é primordial. Todos temos de lutar pela sua requalificação e contra a sua destruição.


Fonte: este último texto foi retirado do website da Associação Campo Aberto

XXII Congresso de Medicina Popular ( em Vilar de Perdizes, Montalegre) entre 4 a 7 de Seembro



Na conhecida aldeia de Vilar de Perdizes, concelho de Montalegre, no norte de Portugal, está a decorrer deste ontem o XXII Congresso de Medicina Popular, com a presença do seu fundador e principal figura, Padre Fontes, e que por estas alturas atrai para aquela aldeia muita gente interessada nas práticas e superstições populares relacionadas com o quotidiano do nosso povo. Trata-se, sem dúvida, de um acontecimento anual único, sendo oportunidade excelente para tomarmos contacto com alguns aspectos da cultura e mentalidade popular, fora todos os aproveitamentos comerciais e manipulatórios, que se podem observar, e que são inevitáveis neste tipo de evento.

PROGRAMA


Quinta-feira dia 4

21 h. – Abertura do XXII Congresso de Medicina Popular
- Abertura da Feira de Medicina Popular
- Apresentação da Escola de Música de Vilar de Perdizes e do Rancho Folclórico de Vilar de Perdizes

Sexta-Feira dia 5

10 h./13 h. - Passeio de Autocarro ao Ecomuseu - Pólos de Pitões e Tourém (C. M.) (inscrições obrigatórias no secretariado)
10 h. - Abertura da Feira de Medicina Popular

15 h. / 19 h. - Palestras “Medicina Popular”
21 h./24 h. - Palestras “Medicina Popular”

o Lava - pés e Defumadouros, Maria Escaleira
o Saberes, Sabores e Aromas das Plantas, Helena Costa
o A sua saúde , Jorge Lage
o Etnografia e Medicina Popular (tese de Mestrado), Paula Alexandra Gonçalves
o Medicina Popular a Caminho da Índia (tese de Mestrado), Inês Manso
o Osteopatia e Massagens, Fernando Correia
o (tema a apresentar), João Gonçalves da Costa

Concerto - “Emsemble de metais da Banda de Parafita (C. M.)
Bruxas e Diabos à solta (grupo de teatro)

Sábado dia 06

10 h. – Rota do contrabando (inscrições obrigatórias no secretariado)
- Disponibilidade de alguns Burros de raça Mirandesa (C.M.)
– Animação do Percurso – (Associação de defesa do Património de Vilar de Perdizes e C.M.)
- Abertura da Feira de Medicina Popular

15 h./19 h - Palestras “Medicina Popular”
21 h. / 24 h - Palestras “Medicina Popular”

o Magia da hipnose na cura, Anabela Moura
o Diferença do Oculto e Esoterismo, Mestre Alves
o Aloé e seus derivados, Ernesto Marques
o Ciências Ocultas, Eduardo Garcia
o Contacto com a Natureza e Equilíbrio Psicológico, João Sanches
o O Aloé e a cura das úlceras varicosas, Manuel Augusto Pinho
o Recados para mais saúde, Garruncho Martins

Animação:

Ronda típica da Meadela – Viana do Castelo (C.M.)
Jantar de Bruxas e Bruxedos (animação C.M.)
Cortejo de Bruxas e espectáculo “Danças com fogo” (C.M.)
Queimada Esconjurada pelo Padre Fontes & sua equipa (C.M.)

Domingo - dia 07

10 h. - Abertura da Feira de Medicina Popular
11 h. – Missa em memória dos participantes, rezada pelo Padre Fontes
12:00 h. Encerramento do Congresso com Escola de Música de Vilar de Perdizes
Piquenique na Sra. da Saúde

15 h. – Rancho de Vilar de Perdizes
- Animação na aldeia com o Grupo de Concertinas “ Rapazões da Venda Nova” (C.M.)



4.9.08

Já saiu o nº 3 da Erva Daninha, a fanzine do GAIA (grupo de acção e intervenção ambiental)



Amamos e adoramos ervas daninhas!

São lindas, maravilhosas, de daninhas têm pouco ou nada, são muito desvalorizadas pela maioria, mas são mais que úteis e cheias de propriedades terapêuticas por descobrir.

Aparecem assim, aparentemente do nada, mas na verdade, vêm para alertar para o que está em desequilíbrio e colmatam falhas nutricionais do solo, alimentando-o no que lhe falta...

A Erva Daninha nº 3 é uma publicação do GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental.

E acabou de sair com um novo formato, muitas páginas...muitos estranhas ligações críticas mas nada crípticas....

E, já agora, apoiem-na, para que a Erva Daninha resistir-resistir-resistir-resistir!

Para adquirir a Erva Daninha, desloca-te a uma banca do GAIA mais perto de Ti ou envia um mail para ervadaninha@gaia.org.pt

Consultar:


Para baixar o nº 3 da Erva Daninha:
http://gaia.org.pt/system/files/erva+daninha+3web.pdf
(pode demorar algum tempo)


Grupo de Acção e Intervenção Ambiental
http://gaia.org.pt/

Jantar popular no grupo desportivo da Mouraria (hoje, 5ªfeira, dia 4, às 20h.) em Lisboa

O Jantar Popular regressa depois do Verão.
Hoje, a partir das 20h, um menu que prepara também o regresso do Outono, com batatas assadas e Feijão de Fim de Verão.

A partir das 22h, um programa para começar em grande: um documentário chamado "Hortogonal", e foi filmado por Sara Correia e Daniel Melim, em várias hortas da nossa cidade.

Apareçam

Grupo Desportivo da Mouraria
Travessa da Nazaré, 21 - 1° 1100-368 Lisboa
Telef. 218 870 058
Fax. 218 870 058

Já saiu o nº 25 da Utopia – revista anarquista de cultura e intervenção


A Utopia- revista anarquista de cultura e intervenção atingiu o bonito número de 25 revistas publicadas com a saída do último e mais recente número, correspondente ao semestre de Janeiro-Junho de 2008, com um grafismo sóbrio e o formato de sempre.

São 96 páginas preenchidas com textos e material gráfico demonstrativos que é possível observarmos o mundo e analisarmos os fenómenos sociais com uma outra perspectiva daquela a que se está habituado, uma perspectiva libertária e emancipatória.

Esta última edição contém um dossier sobre o desporto, onde se destacam texto como «O Desporto como Miséria e Espectáculo na era da Globalização» de José Maria Carvalho Ferreira, e «A sociedade industrial dificulta a actividade física» de José Janela.
A revista recorda ainda os acontecimentos de Maio de 68 com um texto extremamente interessante de Henrique Garcia Pereira sobre «O Outono Quente no IST em 1968» , e um outro sobre os Provos, o movimento contra-cultural holandês surgido pela mesma época. Ainda é possível ler um curioso «Glossário básico do anarquismo» ( por José Tavares), notícias várias , crítica de livros, e notas sobre o desaparecimento de Albert Cossery, Francisco Gomez «Paço», e António Manuel Anica.

A revista é editada pela Associação Cultural A Vida e nos seus princípios editoriais pode-se ler:

«UTOPIA define-se como revista anarquista de cultura e intervenção, o que significa a reivindicação do património das ideias libertárias e do movimento anarquista, ainda que à luz de um pensamento próprio, activo e actual, e no respeito face a outras interpretações desse património.

Ao definir-se como de cultura e intervenção, UTOPIA pretende-se como um espaço de tolerância, diálogo e criação, procurando contribuir para o aperfeiçoamento dos homens e para o alargamento das suas possibilidades de expressão e de invenção.

Ao definir-se como de intervenção, UTOPIA pretende-se como um espaço de análise e debate dos fenómenos sociais e políticos das sociedades contemporâneas, procurando contribuir para a emancipação e a liberdade dos indivíduos e dos grupos sujeitos a quaisquer situações de opressão, repressão e intolerância, assim como procurará opor-se aos sistemas e mecanismos conducentes a manter situações de constrangimento e desvantagem social e económica de indivíduos e grupos em relação a outros, e ao Estado, entendido como um poder a que todos os homens devem obedecer mesmo que em desacordo com ele. Nesta intervenção, UTOPIA será a expressão de lucidez e de revolta, assumindo plenamente o carácter utópico das tarefas a que se propõe.»

O preço da revista é de 5 euros
e pode ser encontrada em livrarias como:

Em Lisboa:
Livraria Letra Livra – Calçada do Combro, 139, Lisboa
Livraria Ler Devagar (loja sedeada na galeria ZDB) – rua da rosa 145, Lisboa

No Porto:
Livraria Utopia - R. das Oliveiras,72,Porto

Contacto: CulturalAVida@sapo.pt

Eclipse Total : 5º Festival Artes do Palco( de 2 a 30 de Setembro no Teatro da Vilarinha, Porto)

Eclipse Total : 5º Festival Artes do Palco
Um produção da Eclipse Arte
Teatro da Vilarinha
Rua da Vilarinha, 1386 (junto ao Parque da cidade)
4100-513 Porto
tel. 226 108 924


O festival é qualificado pela organização como "um espaço de encontro de sensibilidades e de oportunidades de mudança, redefinição e estabilização de cursos de vida e uma oportunidade de vivência de uma arte alternativa que pela sua capacidade de integração de artistas e espectadores numa mesma plataforma contemporânea, busca a criação de veículos artísticos".


O Eclipse Total apresenta-se ainda como "um espaço intensivo de criação e mostra de trabalhos elaborados pela equipa de criadores e produtores que dão o seu entusiasmo a esta iniciativa da Eclipse Arte".

Este ano, o festival agrega-se em torno do nascimento do movimento World Art - uma plataforma de intercâmbio cultural e artístico que pretende rodear os agentes envolvidos de condições dignas de trabalho.

Estas condições envolvem, salientam, "uma série de requisitos pré-estabelecidos, nomeadamente residência, alimentação ovo-lacto-vegetariana, capacidade de mobilização de artistas e públicos, visibilidade de trabalhos e condições de criação de riqueza e valorização dos objectos artísticos que se apresentam".

Estes objectos têm necessariamente um carácter transdisciplinar e uma linguagem universal.

Além dos espectáculos programados o festival prevê ainda várias oficinas de trabalho relacionadas com as artes de palco, assim como exposições.



ECLIPSE ARTE
ASSOCIAÇÃO CULTURAL
contacts: 351 96 014 01 82

sede: Rua Santa Joana Princesa, 35 4150–667 Porto

Espaço Eclipse Lisboa
Hiato - Espaço de Auto-Descoberta e Bem Estar
Rua Tenente Ferreira Durão , nº 68 Campo de Ourique

«Edificante» episódio duma rusga do SEF ( serviço português de estrangeiros e fronteiras) no comboio Vigo-Porto,em pleno território do…Estado espanhol

«Queixe-se que é para o meu chefe saber que eu ando a trabalhar» - desabafo de um inspector do SEF depois de ter sido interpelado a identificar-se perante um cidadão que pretendia queixar-se pela sua actuação.


O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal identifica passageiros do comboio Vigo-Porto estacionado na estação de Tui.

Não são apenas os emigrantes que tem queixas do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), a policia portuguesa que se ocupa da vigilância das fronteiras. Eu que sou cidadão comunitário, português de gema, lisboeta e branco, não obstante ter um «bronze» invejável que ganhei ao sol da Caparica, também acabei incomodado e alvo da arrogância desses agentes policiais. E para mais quando me encontrava ainda fora de Portugal e em território do Estado Espanhol. Passo a contar.

Vinha no comboio internacional procedente de Vigo com destino ao Porto na tarde do dia 20 de Agosto. O comboio parou em Tui, a cidade galega onde efectua a ultima paragem antes de atravessar o Rio Minho e entrar em Portugal. Após alguns minutos de espera nesta estação irrompem pelas carruagens uns senhores de colete verde que desatam a pedir a identificação a todos os passageiros. Uma rusga.

«Passaporte ou Bilhete de Identidade» gritavam arrogantemente aos viajantes. Quando percebi que eram agentes de autoridade portugueses recusei identificar-me. Afinal estava dentro de um comboio internacional ainda em território do Estado Espanhol. A minha recusa provocou a ira do inspector que brandindo o crachá de agente do SEF me ameaçou de detenção.

Perguntei-lhe se pedia contra mim alguma acusação ou se estava a cometer algum delito ao que ele respondeu que não acrescentando que tinha a obrigação de me identificar. Recusei mais uma vez e disse-lhe que apenas me identificaria a autoridades espanholas visto estar em território espanhol. E acrescentei com alguma irritação que ele não tinha autoridade para me identificar ou sequer incomodar em território estrangeiro.

O inspector secamente respondeu: «Sai comigo em Valença detido. E se quiser queixe-se às autoridades espanholas do que eu lhe estou a fazer». O revisor português, que já se encontrava no comboio, percebendo que o caldo se tinha entornado voltou cobardemente as costas e mudou de carruagem.

Nisto o comboio arranca, atravessa a fronteira e eu desço normalmente em Valença, meu destino naquela viagem. Mal ponho os pés em terra o inspector tenta lançar-me a mão e pede-me de novo a identificação. Faço-lhe o mesmo. Fiquei a saber que se tratava do inspector do SEF Edson Pinheiro.

Identifiquei-me dizendo-lhe que o fazia por já me encontrar em território português e que iria fazer relato do caso às autoridades espanholas. Respondeu com a mesma arrogância: «Queixe-se que é para o meu chefe saber que eu ando a trabalhar».

Pelos vistos o inspector do SEF Edson Pinheiro é um agente calaceiro que resolveu mostrar serviço naquela tarde da pior maneira. Incomodando os passageiros de um comboio internacional ainda estacionado em território estrangeiro.

3.9.08

Petição Contra a Chipação (colocação obrigatória de chips de vigilância nas matrículas dos veículos automóveis)




Foi lançada uma petição contra a chipação (colocação obrigatória de chips de vigilância nas matrículas dos veículos automóveis) que representaria, se for implementada, uma gravíssima intromissão na esfera privada e liberdade pessoal, traduzindo a emergência totalitária de uma «sociedade de controle» onde um Big Brother panóptico vigiará todas as deslocações dos automóveis com o pretexto estapafúrdio de garantir a segurança rodoviária….

Reproduz-se abaixo o teor da Petição, assim como o link onde poderá ser assinada.

PETIÇÃO

Foi recentemente anunciada a intenção do governo de criar o Sistema de Identificação Electrónica de Veículos (SIEV), que torna obrigatória a colocação de chips electrónicos nas matrículas de todos os veículos automóveis.

Estes chips, designados de Dispositivos Electrónicos de Matrícula, emitem um sinal (RFID), que é lido e identificado por leitores de vigilância presentes ao longo da estrada; permitindo a identificação de cada veículo que passa nas suas imediações.

Esta tecnologia dá duas capacidades aos serviços, estatais e privados, comissionados para operar o SIEV:
- controlar a circulação de automóveis nas vias sob monitorização, pela identificação de cada veículo;
- após detecção, fazer cobranças automáticas aos proprietários dos veículos pela circulação nessas vias.

As intenções do governo foram reforçadas a 18/06/2008, quando os votos solitários da maioria absoluta socialista no Parlamento fizeram aprovar o Decreto nº240/X, dando ao governo autorização para legislar sobre este assunto.
Como se procurará expor nos pontos abaixo, as premissas deste projecto são ambíguas e questionáveis:
- o SIEV parece ser inútil, até prejudicial, do ponto de vista da facilitação da vida do utente;
- o governo, e os seus parceiros privados neste projecto, passam a deter um poder excessivo e injustificado para controlar, e eventualmente taxar, os veículos;
- o direito à privacidade dos automobilistas é posto em causa;
- e, uma vez mais, pretende-se que os contribuintes portugueses sejam chamados a pagar um projecto governamental megalómano, dispensável, e potencialmente prejudicial para as suas liberdades e direitos elementares.

Analisemos mais detalhadamente o SIEV. As seguintes questões são fulcrais, e é essencial que sejam colocadas pelo público:


1) O SIEV não vai implicar apenas a colocação, intrusiva, de chips nas matrículas. Vai também forçar os contribuintes portugueses a verem o dinheiro dos seus impostos a ser gasto em todo um aparato infra-estrutural. E, como é de bom senso, o dinheiro público não pode ser gasto de um modo excêntrico e irresponsável pelos governantes. Assim, qual a necessidade real que justifica o dispêndio do dinheiro dos contribuintes neste sistema? Existe sequer uma necessidade real?


2) As necessidades alegadas pelo governo são listadas no Decreto nº240/X; e todas são frágeis e questionáveis:

2.1) “Fiscalização do cumprimento do Código da Estrada e demais legislação rodoviária”

Os sistemas de fiscalização existentes já cumprem estas funções eficazmente; como, aliás, é reconhecido internacionalmente. Senão, recorramos ao principal critério de eficácia neste campo – o da redução da sinistralidade rodoviária. Entre 2001 e 2007, Portugal reduziu a sua taxa de sinistralidade em 42% sendo, a par de França e Luxemburgo, considerado país-modelo pelo Conselho Europeu de Segurança Rodoviária.
Os sistemas actuais obtêm resultados inegavelmente bons e eficazes. Logo, não é razoável alegar que, para as mesmas funções, seja necessário adoptar toda uma infra-estrutura acessória que, além de dispendiosa, exercerá uma influência intrusiva e controladora sobre os indivíduos.

2.2) “Identificação de veículos para efeitos de reconhecimento de veículos acidentados, abandonados ou desaparecidos”

Os meios actuais já dão resposta a estas situações. Mas, e independentemente disso, seria irracional e absurdo alegar que, para precaver excepções, é legítimo controlar intrusivamente todos os veículos.

2.3) “Cobrança electrónica de portagens em conformidade com o Serviço Electrónico Europeu de Portagem bem como outras taxas rodoviárias e similares”

Repare-se que em Portugal já existe um sistema de cobrança electrónica de portagens – chama-se Via Verde. Como é natural e legítimo, a subscrição desse serviço foi sempre opcional. As pessoas que o vêm como vantajoso, subscrevem-no; e vice-versa. Não é nem o papel nem o direito do governo, o de procurar impor um sistema similar à Via Verde a todos aqueles que, por opção própria e legítima, optaram por não subscrever esse tipo de serviço.
Mas o ponto de maior interesse nesta alínea, é o modo como admite que o SIEV servirá para taxar o público – através da cobrança de portagens, mas também de «outras taxas rodoviárias e similares». Esta é, naturalmente, uma premissa perigosa. Como é demasiado evidente, dá ao governo – seja ao presente, seja a qualquer governo posterior – o espaço legal para aumentar taxas já existentes, ou mesmo para criar novas taxas; e para, depois, impor o pagamento destas taxas, com o SIEV.

Logo, nenhum destes motivos parece legitimar a implementação de um projecto dispendioso e intrusivo como o SIEV.
Mas as reservas em relação a este projecto não ficam por aqui, como os pontos seguintes procuram demonstrar.


3) Sendo um sistema de controlo/vigilância, o SIEV é, por definição, intrusivo na privacidade individual. Os dados recolhidos serão registados em bases de dados estatais e/ou privadas e submetidos a cruzamentos de informação, como é admitido pelo Decreto nº240/X; que estabelece que estas bases de dados serão partilhadas entre órgãos estatais, e cruzadas com outras bases, públicas ou privadas.
Mesmo assumindo que a primeira legislação aprovada pelo governo possa procurar salvaguardar a privacidade dos indivíduos – o que não é um dado adquirido –, o facto é que é criada toda uma infra-estrutura de controlo efectivo que, como tal, está sujeita a:
- Falhas potencialmente graves (p.ex., partilha ilegal de dados);
- Possíveis reenquadramentos legais no futuro, que o possam converter num sistema de controlo mais intrusivo do que aquele que já é pretendido.

O SIEV tem, claramente, um potencial de controlo demasiado elevado para que entidades estatais ou privadas, dele devam fazer uso. Não bastaria exigir que fosse bem utilizado por estas instâncias; é necessário antes que estas instâncias não possam sequer ter a possibilidade de usufruir desta caixa de Pandora.


4) O SIEV transformaria as estradas em gigantescas alfândegas de inspecção e vigilância indiscriminadas; fazendo dos automobilistas suspeitos até prova em contrário. E não é assim que funciona um Estado que se pretende livre e de direito.


Pelos motivos apresentados, o SIEV não parece ser apenas acessório e dispensável; mas também mais um encargo inútil para os contribuintes. E é um evidente tiro no escuro, que pode apresentar sérias implicações para as liberdades dos indivíduos. Não deve, portanto, ser levado a cabo.

Assim, enquanto cidadãos livres, consideramos que o governo tem de colocar um ponto final nas suas intenções, e parar este projecto de imediato. Não passá-lo intransigentemente; não perder mais o seu próprio tempo, e o do público, em campanhas de desinformação e de propaganda; e claro, não procurar passar o projecto de modo dissimulado, através de uma versão atenuada do mesmo.

Simplesmente, colocar um ponto final definitivo no SIEV.

Assinar a petição no seguinte endereço electrónico:

http://www.ipetitions.com/petition/siev/

2.9.08

A desigualdade social mata ( segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde)



O meio e o contexto social influenciam decisivamente a saúde de cada indivíduo, segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde agora divulgado

As diferenças quanto ao estado de saúde, bem assim quanto à esperança de vida, existente entre os cidadãos dos diferentes países, e inclusivamente dentro do mesmo país, são uma consequência do contexto social onde cada qual nasce, vive, cresce, amadurece e envelhece. Esta é a principal conclusão de um estudo elaborado pela Comissão sobre as condicionantes sociais da saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS) que analisou estes factores ao longo de três anos seguidos.

O relatório afirma que «a nefasta conjugação de políticas e normas económicas deficientes e de um má gestão são os responsáveis, em grande medida, pelo facto da grande maioria da população do mundo não gozar de um grau de saúde que seja biologicamente satisfatório».

E é a própria directora geral da OMS, Margaret Chan, que retira a conclusão mais óbvia: «a iniquidade sanitária é verdadeiramente uma questão de vida ou morte».

Outro dado a reter do estudo é que o nível de riqueza dos países não é decisivo, pois países com rendimentos baixos como é o caso de Cuba, Costa Rica ou Sri Lanka conseguem bons níveis de saúde.

Para além das desigualdades no acesso à saúde, existe outra série de variáveis que influenciam também na saúde. A causa das doenças transmitidas pela água, por exemplo, não é a falta de antibióticos, mas sim muito simplesmente pela insalubridade da água. Assim também as causas para as cardiopatias não resultam da carência de unidades de cuidados, mas antes do modo de vida da população; tal como o flagelo da obesidade advêm do excesso de alimentos ricos em açúcares


Dados sintomáticos recolhidos no estudo mostram a conexão entre as diferenças sociais e as doenças:

Assim, por exemplo, em Espanha os problemas de saúde mental entre os trabalhadores variam consoante o seu estatuto laboral: nos trabalhadores com contrato fixo, a percentagem de quem sofre esse tipo de doença está entre 5% e 15%, enquanto nos trabalhadores precários, sem contrato, a percentagem de quem sofre desse tipo de debilidades está entre 25% e 35%

Na Indonésia as mulheres da classe baixa morrem entre 3 e 4 vezes mais durante o parto do que as mulheres das classes superiores

Na Austrália os aborígenes australianos vivem 17 anos menos que qualquer outro indivíduo do mesmo país.

Nos Estados Unidos da América as taxas de mortalidade entre brancos e afro-americanos são muito diferenciadas, e o seu reequilíbrio poderia representar 886.202 mortes a menos.

No Quénia a mortalidade infantil entre as crianças dos bairros de barracas de Nairobi é multiplicada por 2,5 comparada com a que se regista com as crianças dos outros bairros da mesma cidade

Na Bolívia os bebés de uma mulher boliviana não instruída tem 10% de probabilidade de morrer comparado com os 0,4% dos bebés das mulheres instruídas.



Fonte: Publico.es

O relatório do estudo realizado:



Saruul Agvaandorj, líder do movimento ecologista da Mongólia, foi libertada, depois de ter sido presa durante uma acção de protesto


Saruul Agvaandorj, líder do movimento ecologista da Mongólia foi libertada, depois de ter sido presa durante uma acção pacífica de protesto realizada no passado dia 5 de Agosto pedindo a libertação de mais 200 pessoas detidas no início do mês de Julho, pouco depois das eleições, realizadas a 29 de Junho, quando se manifestavam para denunciar os resultados eleitorais fraudulentos que levaram ao poder o actual governo.

Foi para pedir a libertação destas pessoas que Saruu Agvaandorj, líder do Movimento verde da Mongólia, assim como Arslan Gombosuren, dirigente da «Frente por uma sociedade justa» realizaram uma acção de protesto pacífica no dia 5 de Agosto. A sua detenção prolongou-se até ao dia 19 de Agosto, dia em que foram libertados.

Fonte:
http://asiangypsy.blogspot.com/
http://www.globalgreens.org/

1.9.08

Dicas para os 40.000 professores portugueses lançados no desemprego pelo governo de Sócrates, e que queiram ensinar no Reino Unido e na Irlanda

Texto e Informação útil retirada do blog:
http://www.profblog.org/


Foram mais de 50 mil os candidatos não colocados. Para quem quiser tentar a sorte fora do país, deixo umas dicas sobre como procurar emprego na área da educação, no Reino Unido.

1. Só vale a pena tentar, se for fluente no inglês falado e escrito. Se tiver feito o exame Toefl, o acesso fica muito facilitado. Se tiver o diploma Proficiency também fica com a vida facilitada.

2. Inscreva-se nos websites de oferta de emprego no Reino Unido. Um dos websites com mais ofertas de trabalho na área da educação é o educationjobs: http://www.education-jobs.co.uk/

3. Inscreva-se e envie o seu CV online no website click4teachers: http://www.click4teachers.co.uk/

4. Faça o mesmo no website ESLjobster: http://www.esljosly.co.uk/

5. E num dos maiores portais de oferta de emprego do Reino Unido: http://www.experteer.com/

8. E o eteach: http://www.eteach.cm/
Se a sua vocação para ensinar for superior ao desastre, não desanime. Se fala e escreve fluentemente inglês, lembre-se de que é fácil conseguir uma colocação numa escola inglesa, recorrendo a um destes websites. Se o seu inglês não for forte, ainda está a tempo. Inscreva-se numa boa escola de línguas e faça o exame Toefl. De seguida, concorra a uma das muitas milhares de vagas existentes no Reino Unido.




A Irlanda tem falta de professores e educadores. Se você não ficou colocado e não tem esperanças de o ser por pertencer a um grupo de recrutamento onde há muitos horários zero, pense na possibilidade de concorrer a um lugar de professor na Irlanda. Para além de ir ganhar o dobro, livrar-se-á da burocracia imposta por MLR às escolas e aos professores portugueses. Há dois requisitos que tem de cumprir para concorrer: ter uma licenciatura ou mestrado que dê habilitação profissional para o ensino e ser fluente em Inglês.

Tome nota destas dicas:

1. Vá ao website de oferta de emprego jobs.ie: http://www.jobs.ie/ e escolha uma das 111 ofertas.

5. Procure também em jobsearch: http://www.jobsearch.ie/

6. Não fique parado à espera que apareça uma vaga em Portugal. Se não tiver condições para concorrer a uma vaga de professor na Irlanda, comece a pensar em mudar de profissão.

7. Se o curso que tirou não lhe abre perspectivas de emprego e não quer sair de Portugal, pense na possibilidade de fazer uma reconversão profissional, frequentando um dos muitos cursos de reconversão profissisonal que as Universidades criaram para jovens licenciados sem trabalho.

8. Faça uma pesquisa dos cursos de reconversão profissional nas páginas web das Universidades ou dirija-se à Direcção Geral do Ensino Superior a pedir informações.
9. Se ousar ir ensinar para a Irlanda e for contemplado com um lugar numa escola de Dublin ou de Cork, não pense que vai ficar muito longe de casa. A Ryan Air faz voos para a Irlanda a muito baixo custo. Do Porto, pode fazer a viagem para Dublin por apenas 50 euros. Em algumas alturas do ano, por muito menos. Eu já consegui bilhetes por 10 euros! E lembre-se de que a viagem demora apenas uma hora. No fundo, se você for ensinar para a Irlanda, ficará mais perto de casa do que se for ensinar para o Algarve, tendo casa e família em Bragança.

Ciclo de cinema asiático na sede do SOS Racismo no Porto durante o mês de Setembro


Próxima sessão:
7 de Setembro - 17 horas
DOLLS de TAKESHI KITANO
Japão - 2002 - 113’ - cor


DOLLS reagrupa três histórias de amor inspiradas no Bunraku, teatro de marionetas japonês.
Na primeira história, Matsumoto e Sawako são um casal feliz, mas as pressões das respectivas famílias obrigam-nos a escolher um destino trágico. Para proteger Sawako, Matsumoto liga-se a ela para sempre, unindo os corpos com uma faixa vermelha. Erram sem destino. Procuram aquilo que esqueceram. Uma viagem que vai durar o tempo de quatro estações.
Na segunda história, Hiro, um yakuza, regressa a um parque onde costumava encontrar a namorada. Trinta anos antes, era pobre e viu-se obrigado a separar-se da bela rapariga para abraçar o mundo do crime.
Na terceira história, Hakuma, cujo rosto está coberto com faixas, passa muito tempo a olhar o mar. Pouco tempo antes, ela era uma grande estrela da música que passava a vida a dar autógrafos e a aparecer na televisão. Nukui é o seu maior fã e está disposto a prová-lo.
Três histórias inspiradas nas emoções eternas do teatro Bunraku. Três histórias delicadamente enlaçadas pela beleza da tristeza. Três histórias de amor imortal.

O Kitano de hoje tem tudo o que amamos: um artista que procura renovar-se, encontrar novas formas de contar, de gerir o tempo cinematográfico, procurando o esboço mais do que a pureza, a ingenuidade mais do que a inocência, e que abre o seu cinema ao espectador evitando cuidadosamente toda e qualquer psicologia. Quase deixando para trás as história de yakusas que o tornaram célebre, Kitano realiza com DOLLS um filme em que se unem a dor e a beleza – cenários e guarda-roupa criados por Yohji Yamamoto – ingenuidade e violência interiorizada dos sentimentos, menos excessos que habitualmente.
No Teatro Nacional do Japão, assistimos a uma representação de bunraku (o teatro de marionetas japonesas). A peça interpretada é do dramaturgo Monzaemon Chikamatsu (1653-1724), o Shakespeare nipónico. Conta a história de dois amantes malditos. Na vida de hoje, um homem e uma mulher, o olhar vago, erram sem destino aparente, atados um ao outro por uma corda vermelha. Ela ficou louca no dia em que soube que ele por interesse iria casar-se com outra. A sua deambulação vai durar quatro estações. Paralelamente, um velho yakusa, sentindo a morte aproximar-se, regressa pela primeira vez ao jardim público onde, cinquenta anos antes, a noiva prometeu esperá-lo todos os sábados no mesmo banco... Noutra história, uma cantora de variedades tem um acidente de carro. Desfigurada, retira-se de cena. Mas um fã comete um acto radical...
Através destas três histórias alternadas, sombrias mas coloridas, embaladas pelo vento (Kitano é o mestre do vento), o realizador nipónico conta-nos com uma grande simplicidade três histórias de paixões malditas, de fidelidade e de amor, três histórias que terminam sempre mal, como seria de esperar. Os amantes são como bonecos, marionetas privadas de liberdade nas mãos do amor louco que as une, apanhadas entre o desejo e a pressão social. A paixão é uma prisão. A única saída é a morte.




SOS RACISMO no Porto:
Rua do Almada, 254 - 3º Dtº - Sala 34
4050-032 PORTO
sosracismoporto@gmail.com


...em Lisboa
Quinta da Torrinha
Zona 1, Lote 11, Loja A
1750 Lisboa Ameixoeira

Tel: 217552700
Fax: 217552709

3ª fase de candidaturas ao apoio ao arrendamento jovem começou hoje, depois das críticas anteriores à redução dos apoios do governo

A 3ª fase de candidaturas ao Programa Porta 65 Jovem começou hoje (1 de Setembro) e vai até 15 de Setembro.

Recorde-se que na anterior fase de candidaturas, de 23 de Abril a 23 de Maio passado, foram submetidas 5.508 candidaturas, tendo sido aprovadas 4.156, donde ressalta um aumento global de candidaturas, em relação ao período de Dezembro, na ordem dos 54,68 % e um crescimento de novas candidaturas subvencionadas na ordem dos 169,17 %.

Mas a verdade é que o orçamento para o arrendamento jovem foi cortado entre 2007 e 2008 em mais de 50%, o número de candidatos foi drasticamente reduzido, e não existem alternativas para apoio ao arrendamento jovem e o governo falha clamorosamente todos os objectivos para a habitação jovem definidos na legislação e na constituição

Depois de críticas e protestos que se fizeram ouvir, o Governo acabou por aumentar os tectos máximos das rendas a apoiar, que nalguns casos subiram mais de 80 por cento, e a taxa de esforço (peso da renda no rendimento mensal).

Informações e contestação ao novo modelo de incentivo ao arrendamento jovem:

http://porta65.blogspot.com/


Artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa

1. Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar.

2. Para assegurar o direito à habitação, incumbe ao Estado:
a) Programar e executar uma política de habitação inserida em planos de ordenamento geral do território e apoiada em planos de urbanização que garantam a existência de uma rede adequada de transportes e de equipamento social;
b) Promover, em colaboração com as regiões autónomas e com as autarquias locais, a construção de habitações económicas e sociais;
c) Estimular a construção privada, com subordinação ao interesse geral, e o acesso à habitação própria ou arrendada;
d) Incentivar e apoiar as iniciativas das comunidades locais e das populações, tendentes a resolver os respectivos problemas habitacionais e a fomentar a criação de cooperativas de habitação e a autoconstrução.
3. O Estado adoptará uma política tendente a estabelecer um sistema de renda compatível com o rendimento familiar e de acesso à habitação própria.
4. O Estado, as regiões autónomas e as autarquias locais definem as regras de ocupação, uso e transformação dos solos urbanos, designadamente através de instrumentos de planeamento, no quadro das leis respeitantes ao ordenamento do território e ao urbanismo, e procedem às expropriações dos solos que se revelem necessárias à satisfação de fins de utilidade pública urbanística.
5. É garantida a participação dos interessados na elaboração dos instrumentos de planeamento urbanístico e de quaisquer outros instrumentos de planeamento físico do território.

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Aproveitamos o ensejo para reproduzir o comunicado do Movimento Porta 65 Fechada do passado mês de Julho, quando foram conhecidos os resultados da segunda fase de candidatura ao programa Porta 65 Jovem


COMUNICADO DE JULHO DO MOVIMENTO PORTA 65 FECHADA


Porta 65 Jovem é embuste!

Após o falhanço da primeira fase de candidaturas o mesmo cenário volta a repetir-se na segunda fase: a esmagadora maioria dos jovens ficou fora da Porta 65.

4100 candidaturas aprovadas são sinais mais que evidentes de que há problemas graves no acesso ao programa. Neste momento, mais de 20.000 jovens, segundo dados do próprio IHRU, deveriam ter condições para se candidatar a apoios ao arrendamento, tal como é consagrado na Constituição, mas desde a sua implementação, apenas pouco mais de 5.000 conseguiram passar o crivo do Porta 65 Jovem, um programa que foi concebido de raiz para diminuir e dificultar o acesso a esses apoios. Desde há um ano, quando o programa Incentivo ao Arrendamento Jovem suspendeu novas candidaturas, que os jovens portugueses se vêm confrontados na prática com a quase total ausência de apoios no acesso à habitação. A propalada bolsa de habitação não existe e está contemplada na própria legislação do Porta 65!!, o mercado de arrendamento está longe de ser equilibrado e a única via de acesso é cortada por esta política antes de haver alternativas.


Confrontados com os números tão baixos apresentados pelo Porta 65 Jovem, o Movimento Porta 65 Fechada exige que seja feita uma avaliação urgente do programa que corrigir as falhas profundas que levaram a esta situação calamitosa. Têm que ser retiradas conclusões sérias dos fracos resultados do programa. Não aceitamos que o Secretário de Estado João Ferrão continue a fingir que está tudo bem, debitando para a imprensa informação irrelevante e enganadora para esconder o fracasso do Porta 65 Jovem no que deveria ser o seu objectivo primordial: apoiar os jovens no acesso à habitação, ao invés de promover um simples corte no orçamento

4100 candidaturas aprovadas é um resultado extremamente negativo e quem disser o contrário está certamente a mentir ou não tem noção da realidade da falta de acesso à habitação que os jovens enfrentam.

Estes são os vergonhosos resultados que o IHRU e o Programa Porta 65 Jovem apresentam, continuando a ignorar os milhares de jovens que ficam fora da Porta 65 e demonstrando que o mesmo foi criado apenas com o intuito de reduzir as despesas no apoio aos jovens, um corte que ascende a 70% do orçamento do IAJ (Incentivo ao Arrendamento Jovem), no ano de 2007. Com as dificuldades impostas ao simples acto da candidatura o Movimento Porta 65 Fechada teme que a lógica distorcida imposta leve a um maior corte no orçamento no próximo ano e estará atento a esta situação.

O Movimento considera que as regras deste concurso excluem quem mais precisa deste apoio. É paradigmático o caso das mulheres que tiveram filhos no ano de 2007 serem por norma impedidas de se candidatar por não poderem declarar o subsídio de maternidade como rendimento. A agravar esta situação está o facto de, frequentemente, as jovens mulheres que trabalham a recibos verdes, muitas vezes "falsos" recibos verdes, serem despedidas assim que se aproxima a altura do parto. Existem ainda casos de pais que são excluídos do Porta 65 por terem filhos, quando facilmente ficariam no primeiro escalão se concorressem sozinhos. Os jovens têm vindo a ser excluídos também por erros burocráticos e administrativos totalmente que lhes são totalmente alheios. Este programa é desfasado do tempo uma vez que a situação de estabilidade dos jovens é uma condição de acesso quando se sabe que esta é cada vez uma realidade distante.

O Movimento está empenhado em lutar contra o modelo do Porta 65, reivindicando a sua alteração profunda, procurando contribuir de forma positiva para a criação de políticas eficazes que consigam apoiar as famílias jovens e os jovens trabalhadores em início de carreira, criando condições mínimas para a sua inclusão e afirmação no mercado de trabalho e na sociedade.

O Movimento Porta 65 Jovem lança ainda um alerta à população em geral para o facto de o governo ter anunciado recentemente a intenção de alterar os regimes de apoio à habitação social para modelos semelhantes ao do Porta 65 Jovem, o que aos nossos olhos, considerando a situação de caos e precariedade agravada infligida aos jovens através da implementação deste programa, é visto com grande preocupação.

O programa Porta 65 Jovem é um claro retrocesso nas políticas de habitação do estado que vem agravar as condições de extrema precariedade vivida pelos jovens que estão a dar os primeiros passos no mercado de trabalho. Este programa continua a vedar o acesso à habitação à maioria dos jovens candidatos e reduzirá drasticamente o valor e a duração dos apoios concedido aos jovens seleccionados, pondo em causa os objectivos que supostamente pretende alcançar.


Movimento Porta 65 Fechada

31.8.08

Morreu Joaquim Castro Caldas, um dos raros poetas que teimava confundir a vida com a poesia

Faleceu hoje de madrugada, com 52 anos de idade, o poeta Joaquim Castro Caldas, que se tornou conhecido por divulgar, sentir e viver a poesia nas ruas ( em Paris, por exemplo, onde declamava poesia nos jardins e nas praças a troco de dinheiro), nos cafés e bares ( nas célebres noites de poesia às segundas-feiras no bar Pinguim, no Porto), e nas escolas de todo o país como declamador convidado.
Castro Caldas publicou 11 livros de poesia ao longo da sua vida. O último foi editado ainda este ano pela Deriva com o título «Mágoa das Pedras». Alguns dos outros livros são: "Português Suave", "Berlindes e abafadores", "Convém avisar os ingleses", "Só cá vim ver o Sol", "Colheita da época" e "Há".

Joaquim Castro Caldas é como alguém já escreveu «uma das últimas vozes da poesia em que o risco é companheiro da entrega à vida na sua dimensão mais intensa»

No seu último livro «Mágoa das Pedras ( editado pela Deriva) pode-se ler:

«Joaquim Castro Caldas, 52 anos, à parte dezenas de ofícios para sobreviver no Norte de África, na Europa, em Portugal e outros sítios esquisitos, desde que tem memória e se conhece que não fez nem faz outra coisa senão arte embrionária e terminal, entre centenas de aventuras, do luxo à valeta, vadio num longo percurso involuntariamente polémico de ida e volta fala-escrita ou vice-versa e documentado por registos corpo a corpo, terra a terra, sem objectivos d revelação concreta. Nada mais que esqueleto e artista, intérprete da vontade do pássaro, marginalizado irritantes porque em paz, claridade, sequer interessado em dar-se por anarka»


Num seu outro livro, «Convém Avisar os Ingleses», lê-se na contracapa:

«Nasceu em 1956, Lisboa, actor de poesia, saltimbanco, lunático praticante, diseur a tempo inteiro, teatro de vez em quando. Escola Ave-Maria, Colégio Militar, Conservatório Nacional, escola da morte e da vida, muita estrada no coração, na cabeça e no corpo. Com este, apenas 8 livros editados. A ver vamos. »




Poesia de Joaquim Castro Caldas

Devolução dos Cravos

um menino uma vez
o tal que há em nós
sujo de liberdade
todo na ponta dos pés
tentou enfiar um cravo
no cano de uma G-3

hoje um homem talvez
menino velho sem voz
democrata que se farta
mete o cravo na culatra
e puxa-a de pé atrás
com medo que o seu país

(do livro "Convém Avisar os Ingleses", Quasi Edições, 2002)




um sms

no tempo dos badalos, nos dentes do cocheiro as cartas eram sangues, levavam febrões de cavalos e freios nos segredos, atravessavam nevões e suores para mudar de mãos às descobertas e revoluções, eram sustento de escravos e romances de cortesãs, mote de folguedos e duelos afãs, as saias do mulherio armavam partos e escondiam medos, perguntava-se pelos amores e estimava-se por nós. hoje para chegar a tempo manda-se um silêncio a dizer morri, vivalma, nada, e deixam-se uns gemidos na bolsa marsupial dos cangurus, alguém é pago para ir lá buscá-los, não há órgãos, mãos e olhos, esporas e poros.

(do livro “Mágoa das Pedras”, edição Deriva, 2008

Exposição sobre as minas de Trás-os-Montes no Museu do Ferro em Torre de Moncorvo


Desde o dia 6 de Agosto encontra-se patente no Museu do Ferro em Torre de Moncorvo uma exposição fotográfica intitulada «Escombros» dedicada às Minas transmontanas, de autoria de José Luís Gonçalves, numa inestimável contribuição dos seus promotores para o levantamento da arqueologia industrial daquela região do nordeste português.

O mesmo Museu do Ferro promoveu ainda no passado dia 10 de Agosto um Encontro dos Antigos Trabalhadores da ex-Ferrominas, a empresa mineira de explorou as minas de ferro de Moncorvo, entre 1951 e 1986, que foi extinta em 1992 e integrada na EDM (Empresa de Desenvolvimento Mineiro), a actual proprietária do depósito mineral de Moncorvo.

Aproveitando o contexto desta Exposição, o Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, apresentará uma base de dados sobre Minas de Trás-os-Montes e Alto Douro, que estará disponível no Centro de Documentação do Museu.




MUSEU DO FERRO e da REGIÃO DE MONCORVO
Largo Dr. Balbino Rego
tel. 279252724

email: parmoncorvo@gmail.com

(tem visitas guiadas e um acervo valioso sobre a indústria mineira)





EXPOSIÇÃO «ESCOMBROS - MINAS TRANSMONTANAS»

A Exposição "Escombros - Minas transmontanas" resultou de um trabalho fotográfico de José Luís Gonçalves, realizado em 2005, num momento em que praticamente todas as minas de Trás-os-Montes se encontravam inactivas, com infra-estruturas em ruínas, mas ainda com muitos vestígios do que se pode considerar Arqueologia Industrial e Mineira. A opção fotográfica a preto & branco ajuda a salientar esse olhar trágico, hoje de desolação e silêncio, com a natureza já a cobrar os seus direitos, em sítios onde outrora se ouviu o ruído das máquinas, as explosões e a vozearia humana. Era esse o cenário quotidiano, feito de esforço insano, para retirar às entranhas da terra a riqueza mineral que fez a fortuna de alguns e deu para o remedeio de muitos outros.
Obviamente as minas representadas são uma pequena parte do vasto panorama mineiro de Trás-os-Montes, mas aí se encontram algumas das principais, com destaque para Argoselo (concelho de Vimioso), que já tiveram direito ao cinema, através do filme "A sombra do Abutre" de Leonel Vieira, Ervedosa (concelho de Vinhais), Jales, de que se volta a falar, na expectativa de uma nova "febre do ouro", Portelo e Coelhoso no concelho de Bragança, e as famosas minas de Ferro de Torre de Moncorvo. Aí se exploraram diversos minerais, desde o volfrâmio, ouro, chumbo, chelite, ferro.
Perante os problemas ambientais e sanitários de algumas dessas minas, a EDM (Empresa de desenvolvimento Mineiro), uma das patrocinadoras desta iniciativa, encetou trabalhos de recuperação ambiental em várias minas trasmontanas, entre as quais, algumas das que figuram nesta mostra. Assim, tendo, inclusivamente, já mudado a paisagem de algumas destas minas, podemos considerar que o olhar fotográfico de José Luís Gonçalves, como trabalho datado, se reveste também de alguma historicidade.
José Luís Gonçalves, o autor desta exposição, nasceu no Porto, em 1985, tendo passado a maior parte da sua vida em Bragança, onde concluíu o ensino secundário. Em 2003 ingressou na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, onde se licenciou em Design e Multimédia. Trabalha presentemente em Coimbra, na área de comunicação e multimédia.

GEOLOGIA NO VERÃO EM MONCORVO

Entretanto, entre os dias 26 de Agosto e 4 de Setembro de 2008, estão previstas várias acções em redor da geologia do concelho de Torre de Moncorvo, promovidas pela associação do Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo, em colaboração com o Museu do Ferro, e no âmbito do programa Ciência Viva/Geologia de Verão 2008.



Acção sobre O Trabalhar do Ferro no séc. XVIII - a Água como força motriz

Data: 2 de Setembro às 15:00 I

Descrição: Observação de vários pontos de interesse geológico, e explicitação da sua importância relativamente à actividade humana, ao longo dos tempos.

Ponto de encontro: Museu do Ferro e da Região de Moncorvo – Largo Balbino Rego, junto à Igreja Matriz





Acção sobre a Falha da Vilariça - Implicações Tectono-estruturais e o seu aproveitamento pelo Homem ao longo dos tempos

Data: 4 de Setembro às 15:00

Descrição: Observação de vários pontos de interesse geológico, e explicitação da sua importância relativamente à actividade humana, ao longo dos tempos.

Ponto de encontro: Museu do Ferro e da Região de Moncorvo – Largo Balbino Rego, junto à Igreja Matriz


Acção sobre as minas de Ferro de Moncorvo - Contextualização Geológica, Industrial e Humana
Data: 6 de Setembro às 15:00 Inscrição opcional

Descrição: Observação de vários pontos de interesse geológico, e explicitação da sua importância relativamente à actividade humana, ao longo dos tempos.

Ponto de encontro: Museu do Ferro e da Região de Moncorvo – Largo Balbino Rego, junto à Igreja Matriz