15.3.07
Moradores do Alto da Damaia contra demolições iminentes
Publicidade subliminar, que é legal nos Estados Unidos, deixa a sua marca no cérebro humano
Pela primeira vez, foi possível obter provas concretas de que as imagens subliminares, praticamente invisíveis porque desfilam tão depressa que nem chegamos a ter consciência delas, podem ser registadas pelo cérebro humano.
Revolta operária em Santa Maria da Feira
Está por um fio a jornada de trabalho na empresa luso-alemã Rohde. Na unidade de Santa Maria da Feira, serão dispensados cerca de 1300 trabalhadores, e isso gerou uma situação de revolta que culminou ontem num plenário de trabalhadores.
“Em que é que esta greve me pode ajudar? Será que os alemães não se vão aproveitar das nossas suspensões de contrato?” São estas as questões que mais inquietam os cerca de 1300 trabalhadores da multinacional Rohde, em Santa Maria da Feira. Depois de anteontem terem sido confrontados com a “péssima” notícia de que a casa mãe, na Alemanha, entrou em processo de insolvência – dependente da banca alemã, ao qual a empresa contraiu um empréstimo para resolver toda esta situação –, os trabalhadores reuniram-se em plenário, ontem à tarde, para debaterem “o futuro”. Sem a presença da administração, com a qual se reuniram “no dia anterior mas da qual não saiu nenhuma medida de concreto”, os trabalhadores juntaram-se, às 15h30, no pátio comum da fábrica e reivindicaram os seus direitos. “Temos que tomar uma atitude. Há trabalhadores que querem deixar os seus postos de trabalho imediatamente, mas temos que trabalhar e mostrar que temos direitos”, anunciava uma das trabalhadoras, numa altura em que têm o salário do mês de Fevereiro em atraso. “Não entendemos que só paguem à Alemanha e nos deixem de mãos vazias, sem nada”, diziam. Um dado preocupante que se junta a uma nova data: 15 de Março (hoje), data limite dada pela comissão de trabalhadores para o pagamento do mês em atraso.
Manisfestação até Câmara local
“Caso não nos paguem, suspendemos os contratos e levaremos avante a greve da próxima sexta feira. Não baixamos os braços”, disse Fernanda Moreira. A coordenadora do Sindicato dos Operários da Indústria de Calçado, Malas e Afins dos Distritos de Aveiro e Coimbra é a cara do movimento que convocou este plenário e acrescenta que este será “um bom motivo para nos manifestarmos até à Câmara Municipal da Feira, onde seremos recebidos, por elementos da edilidade, às 11h15” de amanhã. E se essa reunião não der uma resposta coerente? “Aí, a partir de segunda feira, juntamo-nos à nossa colega Manuela e reduzimos a produção. Marcamos presença e aqui ficamos a mostrar o nosso descontentamento”, ressalva.O encerramento de outra unidade da mesma empresa ainda está presente em muitos deles. A 30 de Abril de 2006, a unidade de Pinhel encerrou as portas e deixou no desemprego 372 trabalhadores. Segundo fonte oficial, “a indústria não terá aguentado a concorrência de países com menores custos de produção, como a China, Indonésia e Índia.”
Novo plenário marcado
“Trabalho aqui há 27 anos e a minha mulher há 28. Agora vamos os dois para o desemprego.” Américo Campos não esconde a mágoa. “Vou aderir à greve de sexta feira e mostrar a esses “senhores ricos” que somos mais úteis do que simplesmente para pagar impostos. Não somos terra que eles possam pisar”.
Os trabalhadores e o sindicato do sector já acordaram novo plenário para a próxima segunda feira. Mas, para já, fica uma certeza: os salários não serão pagos hoje, conforme noticiado, “pois, caso contrário, já nos teriam dito alguma coisa e até agora nada”, refere uma das trabalhadoras à saída de um dos últimos dias de trabalho.
Fonte: jornal O Primeiro de Janeiro
14.3.07
14 de Março - Dia internacional de luta contra as barragens
Consultar:
http://www.mabnacional.org.br/
Na verdade ao longo das últimas décadas por todo esse mundo fora milhares de vales e habitats naturais têm sido destruídos para que no seu lugar se construam barragens e represas, provocando inclusivamente a deslocalização de milhares de pessoas. Construções desse género alteram o território, reduzem a diversidade biológica, obstaculizam a migração dos peixes e a navegação fluvial, diminuem o caudal dos rios, modificam o nível das camadas freáticas, alteram a composição das águas retidas e o microclima existentes. Aliás costuma-se dizer que quanto maior a barragem maior é do desastre, como é bem demonstrado nas barragens faraónicas recentemente construídas na China, mas também em Akosombo no Gana, Assuan no Egipto, e em Balbina no Brasil.
Desde os finais do século XIX a energia hidráulica é empregue para a produção da electricidade. Entre 1950 e 1986 construíram 31.059 barragens com mais de 15 metros de altura, a maior parte na China (18.587).
Em 1989 estavam em construção 45 barragens com mais de 150 metros de altura, 20 das quais na América latina e 15 na Ásia.
A produção hidroeléctrica supera hoje anualmente os 2.000 Twh, montante esse que representa 20% da produção mundial da electricidade.
Note-se ainda que a construção de grandes barragens obrigou ao deslocamento de 16 milhões de pessoas na Índia, a 3 milhões na China e a um milhão no Sri Lanka. A resistência das populações conseguiu paralisar muitos projectos, mas não teve êxito em muitos outros. A barragem de Sardar Sarovar, no rio Narmada na índia é o episódio mundialmente conhecido da resistência da população das aldeias e das regiões que serão inundadas e submersas.
Consultar:
www.irn.org/dayofaction/
www.irn.org/dayofaction/index.php?id=background.html
Política & mentira
O ex-inspector da ONU Hans Blix, que chefiou a missão enviada ao Iraque em busca de armas de destruição maciça, revelou que o primeiro-ministro inglês, Tony Blair, falsificou os seus relatórios para poder justificar a invasão. O truque de Blair foi grosseiramente simples transformou os pontos de interrogação do relatório, manifestando dúvidas de que Saddam tivesse armas de destruição maciça, em pontos de exclamação! Bush, o cristão, fez o mesmo: mentiu, falsificou, inventou provas.
Tinariwen, a música rebelde dos touaregs
12.3.07
Quilombo de Conceição das Crioulas
A saga das mulheres negras brasileiras pela liberdade, dignidade e protagonismo é exemplificada na fundação do quilombo Conceição das Crioulas, no sertão pernambucano, onde seis mulheres criaram o povoado fundamentado nesses princípios no início do século XIX.Da lida na lavoura de algodão, o pequeno grupo deu origem a mais de 4 mil quilombolas que hoje lutam pela posse de mais de 17 mil hectares e desenvolvimento sustentável.
Da comunidade Conceição
A vocês quero falar
Onde o povo descobriu
Um jeito novo de trabalhar
Fugindo da escravidão
As crioulas aqui chegaram
Fiaram aquele algodão
E seu território compraram
Não sabiam que assim estavam
Fazendo seu artesanato
Povo simples de pequena cultura
O ofício que sempre desempenharam
Se antes alguém viu como insignificantes
Vejam agora um povo vitorioso
Que se assumem como negros
Bem felizes e importantes
Conceição das Crioulas é uma pequena comunidade no Pernambuco com cerca de 4 mil remanescentes de quilombos. Um detalhe: a grande maioria descende também de índios. Sua população vem resistindo à miséria ao longo dos anos. Ainda hoje, quando precisam de um médico ou algum outro serviço em Salgueiro, a cidade mais próxima, os moradores têm de pagar 9 reais pela viagem de ida e volta na carroceria de um caminhão, em cima da carga. O transporte sai só alguns dias por semana, pela manhã, e volta à tarde para a comunidade. A estrada é de chão batido e o lugar de difícil acesso. Para quem muitas vezes passa mais de um mês sem ver uma nota de 1 real, o preço da passagem é inacessível.A comunidade fica no chamado "Polígono da Maconha", onde persistem os casos de trabalho escravo em grandes propriedades que cultivam a erva e a grilagem de terras quilombolas.
Outro problema enfrentado pelos moradores de Conceição das Crioulas é o abastecimento de água. A lagoa de onde a população tira a água para consumo está praticamente seca. Os animais são raquíticos. Não há condições para plantar, mas as mulheres não esmorecem: saem de casa às 5 da manhã em direção a uma roça distante, onde, de forma comunitária, plantam milho e feijão de corda. Por volta do meio-dia elas estão de volta com sacos imensos e pesados nas costas. São mulheres de 50, 60, 70 anos que, ao chegarem da roça, passam a trabalhar como artesãs. Isso porque as mulheres da comunidade fazem do caroá, catulé (plantas típicas da região) e barri a matéria-prima para produzir bolsas, bonecas, tigelas e pratos.
Quilombo de mulheres
Mas se o cenário de seca impressiona quem chega a Conceição das Crioulas, a generosidade de seus moradores é um contraponto. Eles têm prazer em receber os visitantes em suas casas, oferecer com gosto um copo de umbuzeiro, contar como vivem, as dificuldades, as histórias quilombolas, a paixão pelo Esporte Clube Palmeiras - de cada 10 casas visitadas em Conceição das Crioulas, pelo menos 7 trazem na sala uma foto do time paulista.
A presença das mulheres na comunidade é histórica. Conceição teve início quando as escravas Francisca, Germana e Mendeira, fugidas dos Quilombos dos Palmares, em Alagoas, chegaram à região, no século 18. Daí em diante, é a força das mulheres que faz a diferença nesse distrito. Uma delas, Aparecida Mendes, coordenadora da Associação Quilombola de Conceição das Crioulas - fundada em julho de 2000 e formada por 10 associações de produtores e trabalhadores rurais vindos de diversas partes de Conceição -, roda o mundo levando a história de sua comunidade. Agora, o lugar está ganhando um presente valioso: a primeira biblioteca. Para isso, uma campanha está sendo realizada para que livros sejam mandados ao local, já que são pouquíssimos os exemplares por enquanto. Toda publicação é bem-vinda, mandam dizer os moradores.
História
Contam os mais velhos que, no início do século XIX, seis negras livres chegaram à região e arrendaram uma área de 3 léguas (1 légua = 6 km) em quadra. Com a produção e fiação do algodão que vendiam na cidade de Flores, conseguiram pagar a renda e ganharam o direito à posse das terras. Em 1802, as crioulas receberam a escritura com o carimbo da Torre, dezesseis selos, feita por José Delgado, escrivão do cartório de Flores.
Esta história é contada nos mais diversos sítios, ligando a identidade da comunidade de Conceição das Crioulas à descendência das suas fundadoras, que através do trabalho tomaram a iniciativa de legitimar o terreno, antes mesmo dos homens que também aqui vieram.
Um deles de nome Francisco José, fugido da guerra, trouxe consigo uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Ao encontrar-se com as crioulas, tiveram a idéia de construir uma capela e tornar a santa sua padroeira. Surgia assim o nome do povoado: Conceição das Crioulas.
A identidade quilombola
A identidade de "remanescente de quilombos" está intrinsecamente relacionada à origem das crioulas e às relações de cooperação entre os sítios que formam a comunidade. A descendência de determinadas famílias tradicionais é sempre resgatada de forma a confirmar o pertencimento e a participação na história de Conceição das Crioulas.
Ao contrário de outras comunidades negras que ainda lutam pelo reconhecimento como "remanescente de quilombos", Conceição não se utiliza de elementos que reportem à condição de escravos. Sempre a imagem das crioulas lembra o poder da autonomia e a articulação entre os sítios, reforçando o sentido de unidade e sua capacidade política-organizativa.
Tudo isso torna o povo de Conceição ciente da sua condição e do seu papel na sociedade, trazendo comprometimento com a construção de um novo futuro para a comunidade quilombola.
A economia que vem da terra
Em meio a uma vegetação composta por árvores de pequeno e médio porte, como juazeiro, baraúna, jurema preta, aroeira, caroá, catulé, está o povoado de Conceição das Crioulas. Até 1987 o algodão foi o sustentáculo da economia quilombola, mas com o ataque da praga do bicudo e a entrada dos fios sintéticos, a população assistiu a sua decadência. Hoje, através de uma agricultura de subsistência, seus habitantes sobrevivem plantando milho, feijão, mandioca, jerimum e melancia. Há também pequenos criatórios de ovinos, caprinos, bovinos e suínos.
Com o sucesso da ação voltada para a valorização e desenvolvimento do artesanato, três recursos naturais ganharam destaque, como o caroá, o barro e o catulé.
O caroá é uma bromélia da espécie neoglaziovia variegata que fornece uma fibra para tecelagem. De caule curto, o caroá possui espinhos em sua borda, com folhas dispostas em roseta. Em meados do século XX, existiu uma fábrica de caroá em Conceição, mas foi desativada com a concorrência do sisal.
O barro está presente até os dias atuais nos utilitários do povo de Conceição. Até a década de 50, aproximadamente, usava-se apenas louças de barro. Muitas dessas peças eram vendidas em feiras e lojas da cidades circunvizinhas como Cabrobó, Floresta e Salgueiro, em pequenos povoados e por encomenda de famílias influentes. Conhecidas como louceiras, as mulheres que trabalham com o barro pertencem todas a mesma família consangüínea e agregados através do matrimônio.
Palmeira silvestre da espécie rhapis pyramidata, bem comum no sertão, o catulé fornece uma amêndoa de onde se extrai óleo. A sua palha é aproveitada no artesanato, transformando-se em chapéus, cestas, bolsas, etc. Em Conceição, a palha de catulé sempre esteve presente na produção de vassouras e esteiras, sendo considerada, até o momento, uma atividade tipicamente dos mais velhos.
Associação quilombola
Fundada em 17 de julho de 2000, a Associação Quilombola de Conceição das Crioulas é uma sociedade civil sem fins lucrativos formada por 10 associações de produtores e trabalhadores rurais provenientes dos diversos sítios que compõe o povoado.
Nascida da necessidade de intensificar a luta pelo bem comum de Conceição das Crioulas, a AQCC tem com objetivos o desenvolvimento da comunidade - levando em conta sua realidade e sua história, a valorização das suas potencialidades, a conscientização do povo negro da sua importância para construção de uma sociedade justa e igualitária, a quebra da barreira do preconceito e discriminação racial. No momento, o maior empenho da Associação Quilombola é a batalha pela posse da terra, com área aproximada de 17.000 hectares, numa perspectiva sustentável.
A estrutura de funcionamento se dá através da Coordenação Executiva e de comissões formadas pelas lideranças da comunidade e, até o momento, a ACQC vem se mantendo com o trabalho voluntário dos seus sócios, não possuindo recursos financeiros suficientes para a sua perfeita atividade
Mulheres Guerreiras
Mulheres guerreiras
Chegaram em Conceição
Pra conseguir a liberdade
Plantaram algodão
O grande sonho
Virou verdade
Com força e união
Conquistaram a liberdade
Então os fazendeiros
Ricos e opressores
Invadiram Conceição
Se tornaram dominadores
Mas o povo de Conceição,
Meu irmão
Demonstraram
Resistência
E continuam resistindo
A todo o tipo de violência
Hoje a comunidade
É organizada
Busca seus direitos
Com força e coragem
Durante muito tempo
A educação
Foi um forte instrumento
A favor da opressão
É por isso que
Defendemos
Uma educação diferente
Que inclua nos currículos
A história da gente
Ver e consultar:
http://www.conceicaodascrioulas.org.br/
Rancière, Sloterdijk e Agamben vão estar no Porto nas Conferências de Serralves
1 Mar - 13 Dez 2007 -
das 21:30 às 23:00 - Auditório de Serralves
A realização do programa de conferências de 2007 trará a Serralves figuras importantes, a nível mundial, da filosofia, da biologia, da educação e do pensamento político actuais. Autores que têm em comum o facto de elaborarem, nas respectivas obras, em termos analíticos e conceptuais, a matéria cultural, social e política com que estamos confrontados. O objectivo destas Conferências é o de trazer a Serralves uma série de discursos que possam entrar na categoria dos diagnósticos do presente. Na verdade, as obras dos convidados têm a característica de se confrontarem com a contingência dos acontecimentos do nosso tempo, procurando traçar uma cartografia das tonalidades afectivas, políticas e sociais que nos governam, ajudar a perceber as transformações, as inflexões e as linhas de fuga que ocorrem em vários planos da nossa realidade.Cada conferencista prossegue, à sua maneira, uma tradição de pensamento crítico que, nas últimas duas décadas, tinha entrado em declínio. É também esta exigência de um pensamento crítico que lhes trouxe um sucesso extra-académico e os tornou pontos de referência em universos culturais muito alargados.
Comissários: António Amorim, António Guerreiro e Manuel Costa
Coordenador: Rui Mota Cardoso
Política
29 Mar - 08 Mai 2007 - das 21:30 às 23:00 - Auditório de Serralves
O programa do ciclo de quatro conferências sobre questões actuais de teoria política parte da ideia de que a matéria política com que estamos hoje confrontados implica um pensamento crítico das categorias tradicionais e uma reflexão teórica que vai no sentido inverso à despolitização generalizada da sociedade contemporânea, a partir do momento em que a política ficou submetida à regra do espectáculo e do pragmatismo técnico-económico que a reduz a meros actos governativos de gestão e administração. Em função desta ideia orientadora, foram convidados quatro filósofos de enorme renome internacional: Jacques Rancière (França), Peter Sloterdijk (Alemanha), Giorgio Agamben (Itália) e Giacomo Marramao (Itália). Todos eles são pensadores eclécticos e movem-se no cruzamento de vários saberes e disciplinas; todos eles têm contribuído para tornar mais inteligível o tempo em que vivemos. Nas obras destes quatro filósofos, a reflexão política é indissociável, no mais alto grau, da análise das questões sociais, culturais, estéticas e éticas que dão uma configuração (sempre em movimento, difícil de apreender) ao mundo contemporâneo. O horizonte em que se move o pensamento destes filósofos não é o de uma disciplina académica bem delimitada, mas o de um saber que atravessa muitas fronteiras e procura chegar a uma legibilidade das condições e das regras em que vivemos, e das grandes transformações da ordem do «político» que se têm dado nas últimas décadas. Em suma: este ciclo de conferências é orientado por uma ideia de diagnóstico e de análise crítica do presente. Por isso, convidámos quatro filósofos cujo pensamento do político significa a decifração da linguagem, do «idioma», dos sinais que caracterizam e dão forma à sociedade contemporânea.
António Guerreiro, Comissário das Conferências do bloco "Política"
29 MAR > GIACOMO MARRAMAO (IT)"O Mundo e o Ocidente, hoje. Sobre as formas do conflito na era global."
12 ABR > JACQUES RANCIÈRE (FR)"As desventuras contemporâneas do pensamento crítico"
3 MAI > PETER SLOTERDIJK (AL)"A técnica na sua relação com o humano"
8 MAI > GIORGIO AGAMBEN (IT)"A teologia política e económica do nosso tempo"
Comissário: António Guerreiro
Moderador: Guilherme de Oliveira Martins
Educação
15 Mai - 26 Jun 2007 - das 21:30 às 23:00 - Auditório de Serralves
Há uma certa permanência de crises e de reformas em torno da educação à escala do planeta (e, já agora, do país). Com e sem resultados, a Educação não escapa à mudança que compõe todo o mundo.Caleidoscópio da história, dos países, das sociedades, das instituições, do indivíduo, de células e até mesmo de moléculas, a educação é um ser particularmente complexo. O tempo presente é propício para a abordagem dessa complexidade. Uma nova interdisciplinaridade gizada em novos tipos de parcerias científicas, resulta em conhecimentos sistematizados em torno das questões essenciais: desde logo, "como é que o ser humano aprende?". O conhecimento disciplinar acumulado e uma atitude transgressora de fronteiras entre disciplinas, sofisticaram os arsenais metodológicos para compreender a educação. Emerge o equívoco dos isolamentos, alimentado entre as comunidades de professores, de educadores e de investigadores. Compreende-se melhor a fisiologia da educação.O ciclo de conferências debate sobre educação apresentará quatro fotogramas da contemporaneidade da educação. Ilustrará o papel do professor na investigação sobre como ensinar o que os alunos tradicionalmente não aprendem. Apresentará a importância da complexidade do mundo real para simplificar o processo de aprendizagem. Visitará o que só a sociedade pode ensinar a um indivíduo e espreitará os ganhos em conhecimento que emergem da sistematização rigorosa de estudos educativos. Os fotogramas serão instantes em caminhos de fim desconhecido por onde agora se caminha. Serão expostos por quem sobre eles trabalha, reflecte e escreve. Por quem, ao transgredir a disciplina onde inicialmente foi treinado, contribuiu e contribui com novas críticas a um tema tão exaustivamente criticado.
Manuel Costa, Comissário das Conferências do bloco "Educação"
15 MAI > ERIC MAZUR (EUA)"Confissões de um conferencista convertido"
29 MAI > JOHN R. JUNGK (EUA)"Estéticas alternativas: Arte & Biomatemática"
12 JUN > TOM SCHULLER (FR)"Os Benefícios sociais do ensino"
26 JUN > WILLIAM SCHMIDT (EUA) "Research that informs policy"
Comissário: Manuel Costa
Moderador: Alberto Amaral
Biologia
18 Out - 13 Dez 2007 - das 21:30 às 23:00 - Auditório de Serralves
É hoje um lugar comum dizer-se que os recentes avanços da Biologia são tão profundos como aqueles que ocorreram na área da Física. Ainda que esta revolução pacífica continue em curso, é pertinente partilhar algumas reflexões sobre os resultados que modificaram irreversivelmente a forma de olharmos para nós próprios. Uma vez que a genética desempenhou um papel fundamental nos mais recentes avanços faz todo o sentido organizar um ciclo de conferências dedicado ao impacto da genética (I) na percepção que temos da nossa identidade como seres biológicos e sociais, (II) a forma como as diferenças genéticas se encontram distribuídas entre os indivíduos e entre os grupos, (III) aquilo que nos torna geneticamente diferentes e (IV) como evoluímos até chegarmos a este estado de humanidade. São estas as questões gerais a abordar pelos oradores convidados, todos eles com resultados publicados sobre estes temas, e todos eles simultaneamente hábeis comunicadores e profundos (mas não necessariamente ortodoxos) pensadores.
António Amorim, Comissário das conferências do bloco "Biologia"
18 OUT> JAUME BERTRANPETIT (ESP)"Diversidade genética humana"
15 NOV> MICHAEL KRAWCZAK (AL)"Diversidade genética humana: a perspectiva da medicina"
29 NOV> TIM CROW (REINO UNIDO)"As origens genéticas do Homo Sapiens moderno"
13 DEZ > ROSALIND HARDING (REINO UNIDO)
Comissário: António Amorim
Moderador: Manuel Sobrinho Simões
Filo-café no Porto no próximo dia 24 de Março. Inscrevam-se e apareçam.
Filo-Café: Ritos e Rituais
Sílvia Zayas
Alberto Augusto Miranda
Porque é que as religiões fazem a guerra?

A História mundial está aliás recheada de guerras por motivos religiosos e provocadas por dogmas ( crenças e afirmações consideradas irrefutáveis ) religiosos que são muitas vezes a causa de conflitos e de guerras protagonizadas por homens dogmáticos com muita pouca ginástica mental para descobrirem as raízes e a origem histórica assim como os contextos sociais dessas crenças e desses dogmas, as quais têm uma explicação histórica ligada à evolução das sociedades humanas.
10.3.07
A Europa tornou-se cristã por um simples capricho do Imperador Constantino
Um livro acabado de ser editado em França e cujo autor é Paul Veyne, QUAND NOTRE MONDE EST DEVENU CHRÉTIEN (ed. Albin Michel) desfaz quaisquer dúvidas caso ainda subsistissem: a Europa tornou-se cristã por uma contingência histórica, mais propriamente como resultado da vontade e de um mero capricho do Impereador Constantino. Um capricho de um poderoso Imperador, bem entendido. E que teve consequências históricas para o futuro ( até hoje, e o mais que se verá…). O capricho imperial foi ditado pela piedade: após a batalha da ponte Milvius a 28 de Outubro de 312 o Imperador Constantino persuadiu-se que o Deus único o tinha prendado com a vitória. Por causa desta forte impressão é que ele se tornou profundamente cristão, ao ponto de não admitir qualquer dúvida face a esta verdade face ao paganismo mairoritário. Note-se que nesta decisão não havia nenhum calculismo político, tanto mais que 90% dos habtantes do Império Romano eram então pagãos, sendo necessário muita determinação para ir contra a esmagadora maioria dos romanos, mesmo quando se tratava da palavra do Imperador.
Com esta tese o que se mostra é que sem a vontade e o capricho do Imperador Constantino não haveria lugar à cristianização da Europa. A escolha pessoal de Constantino provocou uma mudança radical no mundo europeu: enquanto em 312 o cristianismo era tolerado pelo gentio já em 324 quem se encontrava nessa situação era o paganismo. Mudou o Império mas também a Igreja, a qual se desenvolvera fora da esfera imperial e que agora assiste à intervenção pessoal do Imperador na gestão dos assuntos religiosos dentro da Igreja.
A esta mudança radical operada por um Imperador romano poder-se-ia opôr uma outra em sentido inverso. Foi justamente o que se passou com Juliano o Apóstata ( 361-363) que tentou descristinizar o Império mas a sua morte prematura deitou por terra aquela intenção.
O livro tem também o seu interesse porque aborda um sem número de questões como a natureza do antisemitismo cristão em comparação com o antijudaísmo pagão ( o pagão censurava ao judeu de ser o outro ao passo que o cristão condenava-o por ser só seu meio-irmão), as relações entre poder e vanguardismo, as ilusórias raízes cristãs da Europa, etc.
Um livro a ler, sem mais delongas, de um dos mais importante historiadores do Império Romano
Reproduzimos a seguir uma breve resenha do livro retirada da revista Lire
Christianisme, la Genèse
Paul Veyne éclaire d'un jour nouveau les raisons de la conversion de l'Empire romain au christianisme
Dans des pages intimidantes, Edward Gibbon, l'immortel auteur de l'Histoire du déclin et de la chute de l'Empire romain (Bouquins/ Robert Laffont), nous explique comment et pourquoi notre monde est devenu chrétien. Sur le comment, tout le monde s'accorde. Le 29 octobre 312, l'empereur Constantin se convertit au christianisme. La veille, sous le signe, non de la croix comme on le retient communément, mais du chrisme - monogramme formé des deux premières lettres entrelacées du mot grec Khristos (Christ) - il avait vaincu, à la bataille du pont Milvius, Maxence, son païen de concurrent. Sur le pourquoi, Edward Gibbon suggère que l'empereur Constantin attendait du christianisme qu'il fournisse «les assises métaphysiques de l'unité et de la stabilité de l'Empire». La christianisation de l'Empire romain serait donc le fruit d'un calcul, qui se serait d'ailleurs révélé être un mauvais calcul, puisque, toujours selon Gibbon, c'est à l'influence du christianisme qu'il faut imputer la chute de l'Empire.
Un best-seller qui prend aux tripesCette thèse, et quelques autres encore, Paul Veyne, avec le phénoménal brio qu'on lui connaît, va les mettre en charpie. Tout d'abord, pour retenir la thèse de la conversion par calcul, il aurait fallu qu'il y eût un intérêt proprement politique à l'association de deux puissances, celle de l'Empire et celle de l'Eglise. Or, en 312, le christianisme n'est pas une puissance. Il touche à peine 10% du monde romain. S'il a gagné quelques franges des couches élevées de la société romaine, il reste pour la grande majorité des patriciens et surtout pour les lettrés un kit de croyances, au mieux insolites, au pire navrantes. N'imaginons pas un instant que le christianisme tire de son monothéisme une quelconque supériorité morale ou philosophique. D'abord, parce que le monothéisme chrétien est, avec son Père, son Fils et son Saint-Esprit, un bien curieux monothéisme. Il est, plus sûrement, nous dit Paul Veyne, un «polythéisme moniste». Et puis, surtout, le monothéisme n'impressionne guère. On se demande pourquoi diable il constituerait un «progrès» de la raison et, sur ce point, Paul Veyne souscrit à l'aphorisme de Spinoza: «Il est aussi naïf et superstitieux de croire sans raison qu'il n'y a qu'un seul dieu que de croire qu'il y en a plusieurs.»
Si, en ce début du IVe siècle, le christianisme est là, et même bien là, nul n'est en mesure d'imaginer sa gloire future. Si Constantin se convertit, ce n'est pas sous l'effet d'une anticipation visionnaire, c'est, tout simplement, par conviction. Car il y a de quoi vouloir être embarqué dans cette étrange religion dont le fondement est cette «passion mutuelle de la divinité avec l'humanité ou plus exactement avec chacun d'entre nous», cette religion «originale, pathétique, dynamique, qui ne laisse personne indifférent», bref, cette religion dont le succès peut être comparé à celui d'un best-seller qui «prend aux tripes» ses lecteurs. D'autres facteurs ont aussi joué. En 312, le christianisme est toujours une religion «nouvelle». Elle a la fraîcheur des commencements, elle a les séductions des avant-gardes. Le christianisme, en somme, est «moderne» et Constantin cède à la tentation de l'être.
Les métamorphoses d'une «secte pour virtuoses» Telles sont donc les solides et bonnes raisons, selon Paul Veyne, de la conversion de Constantin. Mais il ne nous plante pas là. Pour que cette conversion produise les conséquences historiques bouleversantes que nous savons, il faut encore qu'adviennent une série d'événements que nulle nécessité n'a commandés. Il faut que les successeurs immédiats de Constantin soient, eux aussi, chrétiens. Il faut que Julien l'Apostat ne dispose que de trop peu de temps pour restaurer le paganisme et ses promesses de liberté. Il faut, surtout, que le successeur de Julien, le païen Sallustius, d'abord choisi par les clans de l'armée, renonce au trône et qu'avec Jovien, Valentinien, Gratien puis Théodose s'engage la prodigieuse métamorphose d'une «secte pour virtuoses» en «religion pour tous», la «christianisation des masses» étant désormais assurée par le «vertueux devoir de faire comme tout le monde».
On a compris qu'il faut lire Paul Veyne pour au moins trois raisons. Parce qu'il n'a pas son pareil pour transformer l'érudition la plus haute en un récit haletant. Parce qu'il nous délivre de la pesante chape des causes profondes et des nécessités supposées de leurs effets. Enfin, parce qu'il exécute au passage quelques grands lieux communs, telle cette séparation entre Dieu et César que nous devrions au christianisme alors que «l'on n'avait pas attendu le Christ pour savoir que Dieu et César faisaient deux». Un bijou de livre.
Os livreiros propõem agitação cultural para enfrentar a crise
Juan Miguel Salvador tinha um sonho aos 20 anos: viver rodeado de livros. «E como era jovem e inconsciente, meti-me na aventura de abrir uma livraria», graceja agora, vinte anos depois, aquele que é dono da livraria Diógenes em Madrid. Apesar da crise do sector, e do encerramento de 75 livraria por ano, ele não se arrepende.
A sua aposta para renovar o mercado consiste na agitação cultural e na novidade tecnológica. Diógenes é uma das 30 livrarias que acabam de implantar o novo sistema informático CEGAL (Confederacion Espanola de Grémios y Asociaciones de Libreros) na Internet e que constitui a primeira base bibliográfica do género e que foi apresentada no XX Congresso Nacional de Livreiros que terminou ontem em Madrid.
O objectivo da rede é inovar e superar os prejuízos. O segredo consiste em partilhar as fichas informatizadas de todos os livros existentes e que se possam vender. Caso um cliente procure um exemplar de uma obra que só existe num certo estabelecimento, o programa identifica-o e faz o pedido.
Outra das propostas de difusão livreira é a que é protagonizada pela livraria Rafael Alberti em Madrid: «Isto não é um mero estabelecimento comercial onde se vendem livros, mas sim um espaço de convivência em torno da leitura e do pensamento. Alarga-se assim o leque de pessoas que acorrem à livraria.», declara Lola Larumbe, responsável pela livraria onde autores e leitores se encontram regularmente para a realização de tertúlias literárias.
A livraria Sintagma, no El Ejido, também realiza encontros com grandes autores, que se alternam com outros menos conhecidos. O seu responsável – Prémio Livreiro Cultural 2006 – afirma: «O nosso segredo é tornar participantes os clientes neste nosso projecto».
A aposta utópica chega de Málaga onde o veterano livreiro Francisco Puche propõe as «livrarias solares» onde só existam materiais reciclados e se utilizem as energias renováveis, como acontece com a sua Livraria Prometeo: «Falámos muito de crise, mas a mais grave de todas é a ecológica e o petróleo»
Fonte: El País de 10 de Março de 2007
http://www.traficantes.net/
http://www.libreriaalberti.com/
http://www.libreriaproteo.es/
Micro-crédito pela Internet a favor dos artesãos pobres: agora também tu podes ajudá-los!

Quem torna possível esta pequena maravilha é uma organização não-lucrativa sedeada na Califórnia que apenas se oferece como mediadora dos intervenientes.
Consultar:
http://www.kiva.org/
http://www.kiva.org/about/how/
Para os interessados inserimos um artigo do New York Times sobre o assunto:
Web-Based Microfinancing
The idea of microfinancing — small-scale loans to the entrepreneurial-minded poor — reached the front page this fall when the Bangladeshi economist Muhammad Yunus and his Grameen Bank won the Nobel Peace Prize. But now the San Francisco-based nonprofit Kiva.org may have taken the idea a step further: with just a few clicks of the mouse, most everyone can become a microfinancier. At Kiva.org, a schoolteacher in Kansas can partner with an expert seamstress in countries like Kenya, Mexico and Ecuador to jump-start a tailor shop.
The founders Matthew Flannery, a Stanford graduate, and his wife, Jessica Flannery, a Stanford M.B.A. candidate, came up with the idea for Kiva, which means “unity” in Swahili, after spending time in East Africa. They noticed that many people there had no access to affordable credit. By contrast, Kiva.org offers loans to handpicked microfinance institutions at zero percent interest. These microfinance institutions, in turn, screen local applicants and lend money to individuals at an average interest rate of about 19 percent, lower than the 35 percent worldwide average for microfinance loans.
On Kiva.org, a Web site that includes photos of loan recipients and stories about them, lenders can choose aspiring small-business owners and make their own loans. (The current average is about $70.) Since it went online last year, Kiva.org has worked with more than 20 microfinance institutions around the world and enabled more than $1 million in loans for more than 2,000 businesses. (Across the entire microfinance industry, recipients of loans meet their repayment obligations more than 95 percent of the time.)
Jessica Flannery says that one of the earliest small loans helped a Ugandan fish seller take a bus to the Nile River and buy fish for a fraction of the price she previously paid a distributor. “A $10 bus ticket,” Flannery notes, “separated her from vastly expanding her profit.”
9.3.07
Já nas bancas a edição portuguesa do Le Monde Diplomatique do mês de Março
Voos secretos da CIA – por Ignacio Ramonet
Dossier:
Do Indígena ao imigrante
- O «grémio da civilização»: do indígena ao imigrante – por Miguel Bandeira Jerónimo e Nuno Domingos
- O luso-tropicalismo: um mito persistente – por Cláudia Castelo
- A Lusofonia, outra forma de colonialismo – Alfredo Margarido
-Os «enteados da naçã» - por Bruno Peixe Dias e Tiago Ralha Farinha
- Como se constrói um imigrante – Por Ana Bigote Vieira Hugo Maia
A Espanha atormentada pelo seu passado – por José Manuel Fajardo
O mapa escolar e as desigualdades sociais – Jean-Christophe François e Franck Poupeau
Israel-Palestina: chegou a hora de um Estado binacional – por Leila Farsakh
A obstinação da Casa Branca no Iraque - doutrina de contra-insurreição e escalada para protelar o desastre – põe Ibrahim Warde
Manual do soldado perfeito – Helena Cobban
Os Estados apoderam-se da arma petrolífera – por Jean-Pierre Séréni
A batalha do gás na Europa – por J.P.S.
Darfur, um «genocídio ambíguo» - por Gérard Prunier
Kapuscinski, ao serviço do mundo – por Marta Lança
Independência do Kosovo: uma bomba-relógio – por Jean-Arnault Dérens
O santuário Yasukuni ou a memória selectiva do Japão – por Tetsuya Takahashi
Ambiguidades nipónicas e ambiguidades europeias – por Émilie Guyonnet
O indivíduo e o individualismo – por Évelyne Pieiller
Literatura indiana: 4 milénios de empenhamento social – por Tirthankar Chanda
Das Vedas ao Kamasutra … - por T.C.
As faces plurais de edição –por Nuno Medeiros~
Lei da IVG: e agora? – por Ana Matos Pires
Escritos do mês: recensões críticas de livros
Debates durante o mês de Março com o apoio do Le Monde Diplomatique
16 de Março, às 21h.30 na livraria Ler Devagar, R. da Rosa 145
Tema: Do Indígena ao Imigrante
Participantes: Alfredo Margarido, Bruno P. Dias, Cláudia Castelo, Hugo Maia, Miguel B. Jerónimo, Nuno Domingos
28 e 29 de Março, às 21h e 15h. respectivamente, no auditório da Faculdade de Ciência e Tecnologia-Universidade Nova de Lisboa
Tema: Alterações climáticas e a questão energética.
Encontro em parceria com a associação ecologista GAIA
A fortuna dos bilionários cresce sete vezes mais que a economia mundial !
Juntos, o património dos bilionários saltou de US$ 2,6 triliões em 2005 para US$ 3,5 triliões no ano passado – um aumento de 35%, revelou a revista.
Parte do aumento explica-se pelo número recorde de bilionários no mundo.
A publicação identificou 946 pessoas com contas bancárias com recursos acima de US$ 1 bilhão, incluindo 178 pessoas que entraram pela primeira vez na lista.
Isto quer dizer que 20% dos bilionários do mundo alcançou este status pela primeira vez em 2006.
"Foi um ano cheio de trabalho para os caçadores de fortuna da Forbes", escreveram as editoras Luisa Kroll e Allison Fass na matéria que apresenta os ricaços.
"Mercados de acções aquecidos, combinados com preços ascendentes nos mercados imobiliário e de commodities expandiram as fortunas de Mumbai a Madrid."
Os países emergentes, como o Brasil, colaboraram com mais pessoas para a lista. O número de brasileiros chegou a 20, mas apareceram também russos (19), indianos (14), chineses (13) e espanhóis (10), além de bilionários de primeira viagem do Chipre, Omã, Roménia e Sérvia.
Novamente, como nos últimos 12 anos, a lista foi encabeçada pelo CEO da Microsoft, Bill Gates, detentor de um património de nada menos que US$ 56 biliões
O investidor internacional Warren Buffet ficou em segundo lugar, com US$ 52 biliões. Mas ele perdeu espaço para o mexicano Carlos Slim, dono da telefónica América Movil e o homem mais rico da América Latina.
A performance da América Movil e a força dos mercados accionários fizeram Slim ficar US$ 19 bilhões mais rico no ano passado, elevando sua fortuna para US$ 49 biliões e encostando em Buffet e Gates.
"Estas pessoas ganharam dinheiro com tudo, desde mídia e imóveis a café, comida chinesa e álcool combustível." – disseram as jornalistas
Segundo a Forbes, o bilionário de 2006 tem em média 62 anos – dois a menos que no ano anterior – sendo que os novos membros do clube têm em média 55 anos.
A revista identificou 33 bilionários abaixo de 40 anos, que comandam US$ 118 biliões. Cerca de metade deles herdou sua fortuna.
O mais jovem bilionário é o chinês William Ding, 36, criador do portal de Internet NetEase
Fonte: BBC
Cem ideias para criar um mundo de paz

Os Crimes contra a Paz e os Princípios de Nuremberga
Principle I
Any person who commits an act which constitutes a crime under international law is responsible therefore and liable to punishment.
Principle II
The fact that internal law does not impose a penalty for an act which constitutes a crime under international law does not relieve the person who committed the act from responsibility under international law.
Principle III
The fact that a person who committed an act which constitutes a crime under international law acted as Head of State or responsible Government official does not relieve him from responsibility under international law.
Principle IV
The fact that a person acted pursuant to order of his Government or of a superior does not relieve him from responsibility under international law, provided a moral choice was in fact possible to him.
Principle V
Any person charged with a crime under international law has the right to a fair trial on the facts and law.
Principle Vl
The crimes hereinafter set out are punishable as crimes under; international law:
a. Crimes against peace:
i. Planning, preparation, initiation or waging of a war of aggression or a war in violation of international treaties, agreements or assurances;
ii. Participation in a common plan or conspiracy for the accomplishment of any of the acts mentioned under (i).
b. War crimes:
Violations of the laws or customs of war which include, but are not limited to, murder, ill-treatment or deportation to slave-labor or for any other purpose of civilian population of or in occupied territory, murder or illtreatment of prisoners of war, of persons on the seas, killing of hostages, plunder of public or private property, wanton destruction of cities, towns, or villages, or devastation not justified by military necessity.
c. Crimes against humanity:
Murder, extermination, enslavement, deportation and other inhuman acts done against any civilian population, or persecutions on political, racial or religious grounds, when such acts are done or such persecutions are carried on in execution of or in connection with any crime against peace or any war crime.
Principle VII
Complicity in the commission of a crime against peace, a war crime, or a crime against humanity as set forth in Principles VI is a crime under international law.
