29.10.10

Semana de acção Lisboa 2010 / Week of Action against NATO in Lisbon (15-24 Nov.) - Call to Action

Come to Lisbon. Protest against the NATO summit in Portugal
Para além do site http://antinatoportugal.wordpress.com/ surgiu agora um novo website dedicado exclusivamente à semana de acção não violenta contra a guerra e contra a NATO, a decorrer entre 15 e 21 de Novembro, em Lisboa:


Semana de acção Lisboa [17-24 Nov]

A contestação à cimeira da NATO em Lisboa divide-se em quatro eixos fundamentais:
Uma contra-cimeira
Uma Praça da Paz (em local a designar)
Uma manifestação
Acções de desobediência não violenta

Apelamos a todos os amantes da paz e da liberdade e a todos os inimigos da NATO e da guerra para que utilizem toda a sua criatividade para, nos dias à volta da cimeira do senhores da guerra, em Lisboa, com acções não violentas, desmascararem a NATO, as suas guerras, os seus interesses e os seus beneficiários.

A partir do dia 17 de Novembro, há acções preparadas para as ruas de Lisboa. Nesse dia e em todos os seguintes haverá um ponto e uma hora de encontro. Aí, serão apresentadas as ideias de acção por quem as tiver. As outras pessoas serão convidadas a juntarem-se ás acções propostas.

A localização do ponto de encontro deverá ser comunicada na véspera, através duma notícia publicada no Indymedia (
http://pt.indymedia.org ). Estará também disponível no Posto de Informações da PAGAN para esses dias, situado na Rua do Salitre, 139 – 1º andar).

Mantém-te atento e vai preparando as tuas cenas.









Week of Action against NATO in Lisbon (15-24 Nov.) - Call to Action

The Anti-NATO activities are based in four main axis:

- A Counter Summit
http://www.no-to-nato.org/wp-content/uploads/program-nato-counter-summit
- Peace Square (place to be confirmed)
- One big demo
http://www.pazsimnatonao.org/2010/09/22/manifestacao-20-novembro/
- Non Violent Desobedient Actions

We call all the peace and freedom lovers and we call all the enemies of war and NATO to use their criativity in order to unmask NATO, its wars, interests and profiteers through non violent actions on the days of the summit of the War Lords, in Lisbon.

From November 17th onwards, there will be some prepared actions for the streets of Lisbon. On that day and on all the following days, there will be a meeting point and a meeting hour. There is where people can present their ideas for action. The others will be invited to join in any of the proposed actions.

The exact location of the meeting point will be revealed on the day before, through a post in the Indymedia (
http://pt.indymedia.org ). The same information will also be available in our InforPoint - Rua do Salitre, 139 – 1º andar).

Keep updated and start preparing your ideas.


Come to Lisbon.

Protest against the NATO summit in Portugal

From 19 to 21 November the NATO summit will take place in Lisbon, with Obama, the best known of the leaders, present.

The stated objective of the summit is the adoption of a new Strategic Concept – the seventh this the foundation of NATO – and with it, the ratification of the actions of NATO in the last years, especially in Afghanistan and Somalia; the more precise definition of NATO's actions in the coming years, especially in relation to Iran; and to guarantee the cohesion of its member states under the strict obedience to the decisions of the Pentagon.

The instruments included in this new Strategic Concept are, among others, the growing militarisation of the member states of NATO; the strengthening of military power, in spite of the recession and the impoverishment of the people on both sides of the Atlantic; the banalisation of the use of war as a way to control resources – especially energy – and their transport routes; the contempt for public opinion, which defends peaceful means for the solution of international problems; a return to the nuclear threat; and the growing expansion of its area of interventions.

Never has the war effort undertaken by the governments of NATO countries proven to be so inadequate to the real military threats to these countries; but not so surprising given the difficulties of the populations – unemployment, wage freeze, increased retirement age and reduced access to health and social support.

The Portuguese governments has threatened all those who question NATO, its activities and its existence, as criminals and prepares a real stage of siege and the suspension of freedoms and safeguards that exist in democratic societies.

In this framework, a broad coalition of organisations not only of the NATO countries decided to converge in Lisbon during the NATO summit to express their protest in front of this house of warlords, despite the threat of the Portuguese government, which simply echoes the words of command from Washington and Brussels.

During the NATO summit the following will take place in Lisbon:

  • a counter-summit, where dangers and disadvantages of NATO actions, and more, the danger inherent in the existence of NATO, will be exposed;
  • A demonstration open to all who want to peacefully demonstrate the need for the abolition of NATO, and for a world without wars and military threats;
  • Civil disobedience actions to promote the cause of peace and local awareness for the war policy conducted by NATO, particularly in Afghanistan.
  • All to Lisbon, to demand an end to NATO
  • All to Lisbon, to demonstrate the rejection of militarism
  • All to Lisbon, to fight for the withdrawal of NATO from Afghanistan
  • All to Lisbon, to demand a world of peace and renunciation of States to resort to war.

Ocupar Abril, Tomar de Assalto o mês de Maio é o novo projecto do núcleo do Norte da Associação José Afonso e aberto à adesão de todos os interessados

Clicar sobre a imagem para ler em detalhe o texto de cima

Associação José Afonso

Noite de Inquietação sobre a Nato na secção do Norte da Associação José Afonso (hoje à noite, às 21h30)



Associação José Afonso

27.10.10

A austeridade assimétrica e o Estado belicista ( texto de André Freire)

André Freire Nasceu em Lisboa a 25 de Abril de 1961. Fez a sua licenciatura em Sociologia, em 1995, na instituição onde actualmente é Professor Auxiliar no Departamento de Sociologia, e Investigador – o ISCTE. Prosseguiu os seus estudos numa outra instituição onde também é Investigador – o ICS-UL. Foi no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa que tirou o seu Mestrado em Ciências Sociais, em 2000, e o seu Doutoramento, quatro anos mais tarde, também em Ciências Sociais: Sociologia Política.
André freire publicou vários livros e artigos sobre opinião pública, atitudes políticas, comportamentos políticos e eleitorais, sistemas eleitorais, elites políticas e sistemas partidários. Os seus artigos foram publicados, entre outras, em revistas académicas como Análise Social, Sociologia, European Journal of Political Research, West European Politics, The Journal of Legislative Studies, Portuguese Journal of Social Science.

Biografia:
www.cies.iscte.pt/investigadores/ficha.jsp?pkid=5&a=-816410170&subarea=doutorados



A austeridade assimétrica e o Estado belicista
Por André Freire
Texto publicado no jornal Público de 25 de Outubro de 2010

Muitos portugueses encaram esta austeridade como profundamente (!) assimétrica, injusta e até ilegítima

Sob a pressão dos mercados internacionais e dos neoliberais que dominam a Europa, a que se somam os nossos erros e as fragilidades da nossa economia, somos mais uma vez (a enésima desde 2002) confrontados com a necessidade de mais austeridade para reduzir o défice orçamental e a dívida pública. Vale a pena recordar como chegámos aqui e reflectir sobre se existiriam alternativas às soluções de austeridade que nos estão a ser propostas e, em caso afirmativo, quais seriam elas.

Com a crise do subprime, falou-se muito num regresso do Estado, numa falência do capitalismo desregulado, etc. A desregulação dos mercados de capitais tinha estimulado investimentos ruinosos, virtuais do ponto de vista da geração de riqueza mas muito concretos nas suas consequências. Infelizmente, conto-me entre os que já na altura consideraram que, sem a afirmação de alternativas, rapidamente voltaríamos ao mesmo (PÚBLICO, 21/4/2008). Durante a crise, o Estado regressou em força para salvar os bancos e minimizar as consequências sociais da sua irresponsabilidade: resvalaram de novo os défices e as dívidas. Salvas as sociedades financeiras com injecções maciças de dinheiro público, chegou a hora de pagar a factura. Mais uma vez, serão os assalariados a fazê-lo. Em vários países da Europa, muitos deles apontados no passado como o paradigma de sucesso a emular (o Reino Unido e o seu socioliberalismo da "terceira via", a Irlanda, a Islândia, etc.), vemos idênticos problemas de endividamento e duríssimos programas de austeridade. O Governo cometeu muitos erros e irresponsabilidades do ponto de vista financeiro, que estão com certeza também por detrás desta nossa crise, mas temos de reconhecer que o facto de a crise afectar tantos países da Europa (do Sul e não só) indica que a explicação não pode passar só pelos erros de Sócrates. Naturalmente, há ainda, e acima de tudo, as fragilidades da nossa economia, subjacente ao nosso gravíssimo défice comercial: uma especialização centrada no "trabalho intensivo" e que nos tornou um dos países mais prejudicados com o alargamento da UE a leste e com a liberalização mundial do comércio.

Recordada a genealogia da crise, e dando por adquirida a necessidade de responder com urgência à pressão dos mercados internacionais e da Europa, será que poderia existir pelo menos uma austeridade menos assimétrica do que a que nos propõem (e que mesmo assim aceitasse, nos limites do possível, o enquandramento internacional)? Recorde-se que as soluções que nos estão a propor assentam sobretudo no corte dos vencimentos dos funcionários públicos, no aumento do IVA e do IRS e nos cortes nos serviços públicos e nas prestações sociais. Haveria alternativas, sim, se tivéssemos simultaneamente um PS menos socioliberal e uma esquerda radical (BE e PCP) mais predisposta a firmar compromissos e a aceitar o enquadramento internacional. Ou seja, haveria alternativa se os orçamentos do PS em minoria não tivessem de ser sempre negociados à direita. Vejamos alguns exemplos cruciais.

Primeiro, poder-se-ia cortar menos no Estado social, cortando mais no Estado belicista: segundo o Stockholm International Peace Research Institute (http://www.sipri.org/), com 2 por cento de despesas militares face ao PIB, em 2008, Portugal gasta mais do que o conjunto dos países europeus (UE 26 + 3: Islândia, Noruega e Suíça): média de 1,59 por cento; esta posição portuguesa é recorrente, 1989-2008. Porém, em plena crise, o Governo não só avança com a compra de dois submarinos (caríssimos!), apesar de o vendedor estar a falhar redondamente em matéria de contrapartidas, como, além disso, não parece disposto a pô-los já à venda como sugeriu o economista Silva Lopes e está a propor o BE. Para grandes males, grandes remédios... Mais, em plena crise e com brutais sacrifícios pedidos à população, o mesmo Governo avança com a compra de carros de combate (5 milhões de euros) para a cimeira da NATO. Parece que caminhamos mesmo do Estado social para o Estado belicista...

Segundo, os patrões queixam-se muito de que pagam impostos muito elevados, mas a verdade é que, como cabalmente demonstrou João Ramos de Almeida, uma grande parte das empresas pura e simplesmente não paga impostos: 30 a 40 por cento das empresas, entre 1997 e 2007 (PÚBLICO, 9/8); e sabemos porquê: além dos benefícios fiscais, a dedução de toda a espécie de custos como prejuízos leva a que, durante anos a fio, grande parte das (grandes e pequenas) empresas ficticiamente não dê lucros (PÚBLICO, 9/8 e 13/10). Neste capítulo, as medidas propostas pelo Governo são de uma tibieza confrangedora, fazendo jus à ideia de uma austeridade profundamente assimétrica (PÚBLICO, 31/9 e 1/10).

Terceiro, o Governo devia reduzir drasticamente os pedidos de pareceres e estudos externos, mobilizando ao invés não só a própria administração mas também as universidades públicas: combateria o subaproveitamento do sector público e a drenagem sistemática de recursos.

Quarto, é preciso equidade nos sacrifícios que se pedem às pessoas, caso contrário estas consideram-nos ilegítimos: por exemplo, ninguém percebe que pessoas que estão ainda no activo estejam simultaneamente a receber uma ou mais reformas (ver José Vítor Malheiros, PÚBLICO, 12/10 e 19/10). Estão nesta situação vários políticos, a começar pelo mais alto magistrado da nação, e também vários dos economistas (pelo menos todos os que passaram pela administração do Banco de Portugal) que amiúde nos vêm dizer que é preciso reduzir os salários dos portugueses porque nós (não eles, claro) ganhamos muito... Porque nada disto tem sido feito, muitos portugueses (nos quais me incluo) encaram esta austeridade como profundamente (!) assimétrica, injusta e até ilegítima. Já para não falar dos seus efeitos recessivos, mas isso é também um problema europeu e a sua análise terá de ficar para um próximo artigo.

Público, 25.10.2010

Memórias de uma imprensa bem-comportada ( texto de José Vítor Malheiros)

Memórias de uma imprensa bem-comportada
Por José Vítor Malheiros

Esta crise seria uma ocasião excelente para os media provarem a sua utilidade

Os jornalistas realizam diferentes tarefas e preenchem diferentes funções sociais. Uma dessas tarefas consiste em produzir e difundir notícias. Outra função consiste em alimentar o debate de ideias no seio da sociedade.

Porém, aquilo que, aos meus olhos, é a função essencial do jornalista é o que se chama vulgarmente a “fiscalização dos poderes” e a que os anglo-saxónicos chamam de forma mais colorida a função de watchdog – servir de cão de guarda das liberdades cívicas, revelar as actividades de todos os poderes e de todos os poderosos e denunciar abusos.

Esta é a função que só os media levam a cabo de forma independente e constitui o coração do ethos jornalístico. Isto não quer dizer que não possa haver uma organização não-mediática que funcione dessa forma. Mas a prossecução desse objectivo de forma independente – sem qualquer agenda predefinida, sem defender interesses particulares – é a marca de água da actividade jornalística.

Tivemos há dias um exemplo de grande impacto do que pode ser esta fiscalização dos poderes com a publicação pelo site WikiLeaks de milhares de casos de abusos perpetrados pelas tropas americanas e iraquianas no Iraque.

Curiosamente, o líder do WikiLeaks, Julian Assange, não só não se considera um jornalista como recusa com veemência o rótulo, que considera “ofensivo”. Porquê? Porque Assange pensa que a esmagadora maioria da imprensa, premeditadamente ou não, não só não fiscaliza os poderes como colabora activamente com eles, escamoteando ou maquilhando as suas práticas mais criticáveis.

Um exagero? Talvez. Mas vale a pena, no actual panorama de crise e recessão, quando todos os portugueses têm uma lista de perguntas que gostariam de ver respondidas pelo Governo (sobre as empresas que não pagam impostos, sobre os impostos da banca, sobre a nacionalização do BPN, a política fiscal, o real funcionamento da economia, as razões para o optimismo com que nos regalaram nos últimos dois anos) podemos perguntar-nos a quantas dessas perguntas os media conseguiram responder. Ou quantos nomes foram responsabilizados. Ou quais foram as denúncias que vimos nas páginas dos jornais e nos ecrãs dos noticiários. Existem pequenas excepções singulares, mas contam-se pelos dedos de uma mão.

No geral, a imprensa limita-se a reproduzir os discursos existentes na cena política ou económica. Claro que isso significa citar o Governo e a oposição, os patrões e (esporadicamente) os sindicatos, mas a verdade é que isso é dramaticamente insuficiente. Mais do que saber qual é a mensagem que os protagonistas querem transmitir, o que os cidadãos gostariam de ter é um retrato fiel da situação.

Esta crise seria uma ocasião excelente para os media provarem a sua utilidade – para além do consabido “este disse, aquele disse”. Todos gostaríamos de saber o que aconteceu de facto com o PEC I e II. Quais são as contas reais do país. O que está a acontecer com as parcerias público-privadas (os factos e não as leituras ideológicas). Com as empresas que não pagam impostos. Com o off-shore da Madeira, com as mil e tal fundações privadas que recebem dinheiro dos nossos impostos, com os privilegiados que acumulam pensões e salários, etc. A verdade é que a maioria dos media se encontra ou acantonada num confortável conformismo ou numa quase paralisia imposta por uma draconiana redução de despesas, que impede qualquer actividade de investigação. Só que, sem essa investigação, sem essa função irreverente de watchdog, os media apenas repetem as versões que interessam aos poderes.

Sobrevivem, mas isso não é vida. A crise que os media estão a atravessar não é alheia a esta situação. Os media parecem empenhados em provar a sua irrelevância, sem perceberem que é esse o caminho que os está a levar à cova.

José Vítor Malheiros – “Público” 26 Out 2010

Documentário em francês sobre os anarquistas de hoje em dia

Diversamente do slogan punk «No Future», e dos messiânicos crentes dos amanhãs que cantam, os anarquistas de hoje em dia não formam uma geração adiada.

Eles procuram viver a anarquia no seu dia-a-dia, de forma pragmática, por via das relações inter-pessoais e no interior de grupos de afinidade, colectivos e associações, nos quais desenvolvem e seguem os princípios anti-hierárquicos e anti-autoritários que estão na base do seu ideário.

No documentário francês que se segue acompanhamos a vida quotidiana de alguns activistas anarquistas, Miriam, Rachel, Nicolas e Frédéric, todos eles procurando levar à prática as ideias e a revolta.

Sérgio Godinho é o poeta convidado da próxima sessão das Quintas de Leitura (amanhã, dia 28/10, no teatro do Campo Alegre, Porto)

Clicar por cima da imagem para ler em detalhe


Sérgio Godinho é o Poeta convidado da 108ª sessão ( dia 28 de Outubro) das "Quintas de Leitura", ciclo poético que se desenvolve já há alguns anos.

Relembramos que o espectáculo, intitulado "O sangue por um fio", para além de Sérgio Godinho conta com Isabel Fernandes Pinto, Rute Miranda e Miguel Ramos a lerem poemas do livro que dá nome à sessão, publicado em 2009 pela editora Assírio & Alvim.

Anabela Mota Ribeiro conversará com o Autor sobre este pequeno grande livro onde, segundo ela, "muitas coisas são ditas com uma exactidão e precisão de lâmina".

Tiago Manuel, responsável pela imagem da sessão, também participará nesta viagem de "fora para dentro dos olhos", surpreendendo-nos e emocionando-nos com as suas imagens microscópicas de corpos dissecados.

O habitual momento de performance será assinado pela "repetente" Sónia Baptista. Uma visão sensível e inesperada do universo poético de Sérgio Godinho.

A abrir a sessão, cumplicidades musicais pelo Ensemble Vocal Pro Musica - mais de 40 elementos em cena -, superiormente dirigido pelo maestro José Manuel Pinheiro.

http://quintasdeleitura.blogspot.com/


Teatro do Campo Alegre
Rua das Estrelas, s/n
4150-762 Porto


Informações e reservas:
226063000 - bilheteira
Horário:
Segunda: 14h00- 22h30
Terça a Sexta: 13h00-22h30
Fim-de-semana : 15h00-22h30
bilheteira@tca-porto.pt

Magusto solidário, concertos e danças tradicionais na Associação de Moradores de Massarelos ( dia 29 de Out., a partir das 20h.)




SEXTA FEIRA 29 de Outubro/ 20H00 - MAGUSTO SOLIDÁRIO
Local: Associação de Moradores de Massarelos, Rua D.Pedro V, nº 2, Porto
(junto ao rio Douro)

O CARDÁPIO para a festa contará com: Castanhas, Vinho Doce, Vinho maduro corrente, Cerveja, uma grande variedade de salgados, doces, quiches saborosas (normais e vegetarianas), bolos e muito mais, e tudo a 1€!

É a "festa da Castanha" com boa...
música e muito "conbíbio" à mistura!!!

A acompanhar a ementa relembramos o belo do Workshop às 20h00 e a participação solidária das mais simpáticas bandas:

* Capagrilos (um trio de malta muito catita que se juntou à pouco tempo para nos darem o que de melhor há na fusão do Folk),

* Elementos, o grupo que combina na perfeição a viagem pelo experimental, o folk e a World Music;

* Comvinha Tradicional, a "old school" do Folk por excelência, uns verdadeiros "Senhores" no fazer e no tocar o que há de Tradicional, sempre acompanhados daquela boa disposição que lhes é tão conhecida;

* e finalmente Pé na Terra, esse grande grupo que se prepara para o lançamento do novo álbum e com os quais é impossível ficar quieto! ;)

Os simbólicos 5€ para assistirmos a estas QUATRO bandas revertem na sua totalidade para a causa, bem como toda a receita obtida da comida e da bebida!!!

Contamos convosco fazer o maior magusto tradicional do Porto!

Concentração/Vigília de protesto contra as medidas de austeridade em frente à Ass. da República ( dia 3 de Novembro)


CONCENTRAÇÃO/VIGÍLIA DE PROTESTO CONTRA AS MEDIDAS DE AUSTERIDADE
Local:FRENTE À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010 15:30

Dia 3 de Novembro será votado em Assembleia da República o OE que deixará a maioria dos portugueses em graves dificuldades financeiras.

Não vamos permitir que nos puxem a corda que há muito trazemos presa ao pescoço em silêncio, como cordeiros mansos.

Vamos juntar o nosso protesto frente à Assembleia da República, dia 3 de Novembro, numa vigília/concentração, com início a partir das 15.30H.

Porque não nos podemos calar.

Porque não podemos aceitar a morte lenta a que nos condenam.

Porque não nos podemos acomodar.

Tragam as vossas vozes, a vossa indignação e a vossa imaginação.

Assembleia da República
Palácio de São Bento, R. da Imprensa à Estrela, 1249-068 LISBOA


http://www.facebook.com/#!/event.php?eid=122363297820765

26.10.10

Apresentação no Porto (dia 27 de Out) e Braga (dia 28) do livro Noente Paradise da cantora galega Ugia Pedreira que dará um concerto na Casa da Música


Ugia Pedreira, cantora galega, dá um concerto, juntamente com a sua banda, Marful, na Casa da Música no Porto, no dia 29 de Outubro às 22h.

Entretanto, no dia 27 de Out. ( 4ª feira), na Livraria Leitura (Rua de Ceuta 88, Porto), Ugia Pedreira apresentará o seu livro Noente Paradise, editado pela Através Editora, e que constitui o primeiro poemário daquela cantora galega.

A mesma apresentação repetir-se-á no dia 28 de Out. em Braga, em colaboração com o Centro de Estudos Galegos da Universidade do Minho.









O livro-CD Noente Paradise é um dos primeiros da colecçom ATRAVÉS DAS LETRAS. Quem procurar um poemário encontrará, se calhar, um livro de cançons. Se procurar cançons, é possível que se surpreenda ao ler um poemário ou um manual de baile, explica Martázul Busto, ao tempo que aclara que Noente Paradise é «um híbrido». Em sua opiniom, Ugia Pedreira «atirou ao público, desde antes dos remotos tempos de Chouteira, voz e olhadas, mesmo sinais. Agora atira-se ela sem mediaçom».

Pedreira é umha artista polifacética. Tem musicado espectáculos teatrais, dirigido centros de folque com nomes cambiantes (aCentral), gerido, produzido, ordenado, desenhado... Com Noente Paradise cobre um espaço ainda nom explorado, o do papel. A cantora resgata as retóricas que arrouparam músicas eclécticas, marfulianas, nordestinas ou matraqueiras e acrescenta-lhes cantigas ainda nom musicadas, isto é, poemas à procura de melodias, recolhidos no CD que acompanha o livro.

É Noente Paradise «umha viagem polos mares do norte desde a entranha. Noente está nas praias do interior, segundo se passa por Cuba e se volta, sempre, a Galiza, à repetiçom da quotidiania delirante», conta Martázul Busto. «O paraíso está no vaivém contínuo da palavra ao som e do som ao texto».

Numha recente entrevista, Pedreira explica que no novo título da ATRAVÉS EDITORA há letras que compujo para grupos musicais e projetos como Nordestin@s, Marful, Descarga ao Vivo, GalegoZ, a Matraca Perversa... Segundo ela própria conta, «desde a adolescência fum escrevendo cançons ou poemas que fôrom tocados pola música». Perguntada acerca de se escrever poemas e cançons é o mesmo, a cantora reconhece que «interpreto e canto as minhas cançons-poemas. Como autora deles/as, é o espaço mais natural».

Nazaré contra a guerra, contra a NATO (colóquio no salão Mar Alto, dia 30 de Outubro às 16h.)


Sessão / Colóquio
Nazaré Contra a Guerra, Contra a NATO

Sábado, 30/10/2010 - 15:00

Local: Salão Mar-Alto, Nazaré

Colóquio sobre Mário Castelhano, uma vida militante pela liberdade, realiza-se no dia 30 de Out. às 16h. na Biblioteca-Museu República e Resistência


A Biblioteca Municipal República e Resistência e o Centro de Estudos Libertários promovem um Colóquio sobre Mário Castelhano.

A primeira sessão será no dia 30 deste mês pelas 16:00 h.

Local:
Câmara Municipal de Lisboa
Biblioteca-Museu República e Resistência
Rua Alberto de Sousa, 10 A, 1600-002 Lisboa
Telefone: 21 780 27 60
Fax: 21 780 27 88




Intervenções:
“Sindicalismo nos anos de promessa, controversias e repressão”, por Paulo Guimarães


“Resenha biográfica de Mário Castelhano”, por Luís Garcia e Silva




MÁRIO CASTELHANO
Mário Castelhano nasceu em Lisboa, em 1896 e faleceu no Tarrafal, Cabo Verde, a 12 de Outubro de 1940. Foi um destacado militante anarco-sindicalista dos anos 20 e 30. De origem modesta, começou a trabalhar aos 14 anos na Companhia Portuguesa dos Caminhos-de-Ferro, participado nas greves de 1911, 1918 e 1920, vindo a ser despedido pela sua participação na organização destas últimas greves. Passou então a ocupar-se em actividades de escrituração no Sindicato de Ferroviários de Lisboa, na Federação Ferroviária e na Confederação Geral do Trabalho. Membro da comissão executiva da Federação Ferroviária, ficou com o pelouro das relações internacionais e a responsabilidade de redactor-principal do jornal A Federação Ferroviária. Dirigiu também os jornais O Ferroviário e O Rápido. Participou na reorganização do Conselho Confederal da CGT, após o 28 de Maio de 1926, de onde saiu eleito responsável do novo secretariado e redactor-principal de A Batalha. Após a tentativa insurreccional de Fevereiro de 1927, a repressão policial acentuou-se, a CGT é ilegalizada e o jornal A Batalha assaltado, vindo Mário Castelhano a ser preso em Outubro do mesmo ano e deportado no mês seguinte para Angola, onde ficou dois anos. Em Setembro de 1930, foi enviado para os Açores e em Abril de 1931, para a Madeira, participando na insurreição desta ilha contra o Governo. Com a derrota deste movimento, foge da ilha, embarcando clandestinamente no porão do navio Niassa. Em 1933, estava de novo à frente do secretariado da CGT e faz parte do grupo que organiza o 18 de Janeiro de 1934. Preso a 15 de Janeiro, três dias antes do movimento, é condenado pelo Tribunal Especial Militar a 16 anos de degredo. Embarcou em Setembro de 1934, com destino à Fortaleza de S. João Baptista, em Angra do Heroísmo, e em Outubro de 1936, para o campo de concentração do Tarrafal, onde morreu. Foi condecorado postumamente com a Ordem da Liberdade.
Manuel Loff, Sofia Ferreira
Biografia retirada de: AQUI

Excerto do livro O segredo das prisões atlânticas, da autoria de Acácio Tomás de Aquino, onde se dá conta das condições que deram origem, no Tarrafal, ao agravamento de saúde e consequente morte de Mário Castelhano, secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho e Director do jornal A Batalha (órgão da CGT). Decorria o ano de 1940.


MORREU MÁRIO CASTELHANO


Mário Castelhano, desde o seu internamento na Fortaleza de São João Baptista na Ilha Terceira, nos Açores, vinha sofrendo dos intestinos, mas como em Angra o médico assistente não recusava receitar especialidades farmacêuticas necessárias ao tratamento dos presos doentes ali enclausurados, a doença do Mário não se agravou.
Assim que foi internado no Campo de Concentração do Tarrafal, quer pela deficiente alimentação quer pela falta de medicação adequada para atenuar ou curar a sua enfermidade, lentamente o seu mal foi-se agravando, até que, nos primeiros dias de Outubro de 1940, Mário Castelhano baixa à enfermaria com febre intestinal.
Ao fim de vários dias, como a dieta a que estava sujeito não o alimentasse convenientemente, o médico Esmeraldo Pratas Pais receitou-lhe outra dieta, como melhor alimentação no seu entender: papas de farinha.
Assim que o Mário começou a ingerir esta nova dieta, o seu estado de saúde agravou-se ainda mais.
Como eu nessa altura estivesse atravessando uma crise de dores no lumbago, crise que frequentemente me imobilizava, e desejando a todo o custo que o director soubesse do estado em que se encontrava o Mário, expus ao camarada Manuel Pessanha o meu desejo, para que ele transmitisse ao Rosinha, então criado do director, e este assim fez. O Rosinha transmitiu o caso à mulher do director, dizendo-lhe que o Mário já o tinha salvado da morte, assim como outros camaradas, exaltando as suas qualidades, e que naquele momento estava muito mal.
O director assim que a sua mulher lhe transmitiu o que se passava com o Mário, chamou a Rosinha, para que lhe explicasse melhor o assunto. Ao mesmo tempo pergunta-lhe quem teria sido o preso que lhe dera esse recado. O Rosinha, por engano, segundo afirmou, em vez de citar o nome do Pessanha disse-lhe que fora Tomás de Aquino.
O director, durante o pouco tempo do seu reinado, manifesta para comigo uma certa aversão, sem eu saber o motivo, mas vai imediatamente à Vila e traz o médico consigo, a fim de assistir ao que me desejava dizer, e ouvir o que eu lhe dissesse.
Já depois de ter tocado o recolher, abriram a porta da caserna e um guarda chama por mim e indica-me para ir ao portão falar ao director.
Quando cheguei, o director mandou-me encostar a um dos fortins, o que me fez desconfiar que alguém ali se encontrava escondido.
- Então o que se passa com o Mário Castelhano?
Apesar de não ter sido quem falara ao Rosinha a propósito da doença do Mário, não tive dúvidas em lhe responder, como se de facto fosse a minha pessoa que o tivesse feito.
- Senhor director, é um facto incontestável que o Mário Castelhano, desde que o médico lhe receitou papas de farinha como dieta, o seu estado de saúde agravou-se consideravelmente!
- Mas o que são essas ampolas de comer?- pergunta-me.
O Rosinha em vez de dizer ampolas bebíveis disse de comer.
- Deve ser engano, senhor director, eu falei ao Rosinha foi em ampolas bebíveis e não de comer. Tais ampolas bebíveis creio que são aconselháveis para as infracções intestinais!
Com azedume interpela-me:
- Mas o que é que você percebe de medicina? Você está a chamar assassino ao médico?
- Eu não lhe estou a chamar assassino. Eu, mais os meus camaradas do acampamento, estamos dispostos a comprar os medicamentos necessários para salvar o Mário, caso a farmácia da Colónia não os tenha!
- Mas quem é que lhe disse que as papas lhe faziam mal? Volta o director a interrogar-me em termos de censura.
- São todos os componentes do acampamento. Especialmente os que acompanham mais de perto a evolução da sua doença!
- Diga lá um nome? E apresta-se para registar.
- Sou eu um deles; disse-lhe peremptoriamente.
O director mandou chamar o enfermeiro Virgílio de Sousa. Percebendo a sua intenção, interpus:
- Senhor director, eu não disse que fosse ele!
O guarda não chegou a chamar o Virgílio, porque ele logo quis admoestar:
- Você, há tempos, quando foi marcar a casa junto à minha residência, fez lá um comentário desagradável à minha pessoa... Você queria era já uma tareia!
Voltando-se para o guarda, ordena-lhe:
- Leva já este sacana para a "Frigideira".
Quando regressei de lá baixei á enfermaria, e assim que o médico viu que eu já podia pôr-me de pé, o director mandou formar os presos e chama por mim e o Virgílio de Sousa.
Na presença do médico, o director começa por enaltecer as qualidades dele, a quem estava confiada a vigilância da nossa saúde, para depois desdenhar miseravelmente da dignidade e da competência profissional do abnegado enfermeiro Virgílio de Sousa. A meu respeito, com desdém aludiu a que eu, profissionalmente, nem servente de pedreiro era.
Dali segui para a "Frigideira".
Daí a dois dias, a 12 de Outubro de 1940, morre o Mário Castelhano, nos braços do nosso camarada Américo Martins Vicente, o que nos causou profunda consternação.
Alguns camaradas, supondo que teria havido uma provocação por parte do Rosinha para me prejudicar, fizeram um inquérito, sendo ouvidos o Pessanha, o Rosinha e eu. Verificou-se que nada houve em desabono do Rosinha.
Com a perda do camarada Mário Castelhano, não só a Organização Libertária Prisional, como também a organização anarco-sindicalista perdeu um dos seus melhores elementos.
Mário Castelhano foi um dos militantes mais prestigiosos do movimento operário, carácter íntegro, dotado de uma inconfundível tolerância, mas energicamente combativo em todos os momentos cruentos da luta contra a tirania. Defensor acérrimo e convicto das suas ideias anarco-sindicalistas, pelas quais sempre denodadamente combateu, foi várias vezes preso e várias vezes deportado.
Foi secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho, Director do jornal A Batalha, órgão da CGT, e colaborador activo do movimento revolucionário e grevista do 18 de Janeiro de 1934. Faleceu vítima da infecção intestinal, sem qualquer assistência médica.
Os camaradas que nessa altura estavam no serviço de saúde, Virgílio de Sousa, Leonildo Assunção Felizardo, Silvino Leitão, Fernando Costa e Américo Martins Vicente, este como doente crónico, e sempre um abnegado auxiliar, tentaram por todos os meios ao seu alcance arrancar às garras da morte o moribundo Mário Castelhano, mas toda a sua boa vontade, saber e dedicação foram baldados, em consequência da falta de medicamentos, sonegados criminosamente pelo famigerado médico carcereiro Esmeraldo Pratas Pais.
A estes quatro camaradas atrás citados, como a outros que mais tarde se incorporaram no serviço de saúde, não podemos deixar de registar o nosso mais vivo reconhecimento pelo seu inexcedível e abnegado afã na assistência aos muitos doentes prostrados nos leitos e aos que necessitavam dos seus cuidados permanentes.
Continuam os castigos acintosos com pretextos forçados ou insignificantes.
Alpedrinha é castigado com três dias por discutir com um guarda por causa de um púcaro de água.
Os presos voltam a usar o cabelo comprido. Domingos Tavares, Gabriel Pedro e Francisco Miguel são castigados, respectivamente, com seis, quatro e dois dias por não tirarem o chapéu ao guarda Velhinho, e Manuel Gomes por não ouvir a ordem de "Tirar chapéus" é castigado com 10 dias. Damásio Pereira é punido com quatro dias por conduzir a cama para o depósito de doentes sem autorização do guarda.
O guarda Carlos Silva é agredido pelo director por ele participar do seu criado Rosinha, mas entretanto este e Tomás Garcia passam duas noites na "Frigideira".
O guarda Teixeira apreende um par de botas que José de Almeida estava fazendo sem autorização, sendo castigado com 10 dias, e António Gonçalves Saleiro "Viana" também com 10 dias por tentar encobrir, e é agredido na secretaria.
Jacinto Vilaça baixa à enfermaria com uma biliosa".

De Caras, filme de Tiago Afonso sobre Camilo Mortágua, vai ser apresentado hoje à noite na Casa da Achada às 21h30


De Caras - apresentação do filme de Tiago Afonso sobre Francisco Mortágua
Hoje, 3ª feira, 26/10/2010, às 21:30
Local: Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, Lisboa

Projecção e apresentação do filme De Caras (2010, 75 min.), a partir de uma longa entrevista com Camilo Mortágua, com a presença do realizador, Tiago Afonso, e do entrevistado.

«Arrasta-se há mais de três anos aquilo a que eu chamava o projecto LUAR. Hoje apresento-o na Casa da Achada com o título “De Caras”. O que começou por ser uma investigação e conjunto de entrevistas à volta da Liga Unida de Acção Revolucionária centrou-se numa só personagem: Camilo Mortágua.

Filme de enorme simplicidade formal, trata-se de um depoimento montado no qual a personagem fala sobre o seu percurso desde o início dos anos sessenta até aos dias de hoje tendo como momentos essenciais as acções da organização antifascista e a aventura da Torre Bela, ocupação e consequente autogestão da herdade dos duques de Lafões, que se transformou num dos ícones do PREC por ter sido registado em filme pelo recém falecido realizador alemão Thomas Harlan.

A segunda dimensão do filme, ao nível da imagem, são desenhos feitos por PAM a partir do depoimento, sendo que apenas um ou outro tem características de ilustração. A maioria tende para a dispersão. Trata-se de interpretações subjectivas de palavras bastante objectivas.

Desde o início que entendo que o sítio ideal para apresentar pela primeira vez este projecto é a Casa da Achada - Centro Mário Dionísio, não só por certas afinidades políticas, mas também por ter sido com estas pessoas (Mário Dionisenses) que dei os meus primeiros passos na descoberta da história recente, mas forçosamente esquecida por muitos deste nosso malfadado país à beira mar encostado.»

Tiago Afonso

25.10.10

Fotos das manifestações e da contestação social em França


Não à Reforma

Escutai a Cólera do Povo






No cartaz pode-se ler:

A mãe sexagenária diz para a filha adolescente:
-Na tua idade já eu trabalhava!

E diz a filha adolescente para a mãe:
- Eu, quando tiver a tua idade, ainda estarei a trabalhar!







A polícia em moto para acompanhar os camiões de gasolina




O amor face à força policial





Assembleia Geral de estudantes numa Faculdade de Paris


Bloqueio na entrada de uma escola secundária





23.10.10

Declaração pública de Paulo Varela Gomes

Texto publicado no jornal Público de 23 de Outubro de 2010

Sobre Paulo Varela Gomes:
Licenciado em história pela Universidade Clássica de Lisboa (1978), mestre em história da arte pela Universidade Nova de Lisboa (1988), doutorado em história da arquitectura pela Universidade de Coimbra (1999). Docente do DARQ desde 1991, professor convidado do Dep. Autónomo de Arquitectura da Universidade do Minho desde 2001, docente convidado de outras universidades portuguesas e estrangeiras. A principal área de investigação e publicação tem sido a história da arquitectura e da cultura arquitectónica portuguesa dos séculos XVII e XVIII.


DECLARAÇÃO


As medidas que o Estado português se prepara para tomar não servem para nada. Passaremos anos a trabalhar para pagar a dívida, é só. Acresce que a dívida é o menor dos nossos problemas. Portugal, a Grécia, a Irlanda são apenas o elo mais fraco da cadeia, aquele que parte mais depressa. É a Europa inteira que vai entrar em crise.

O capitalismo global localiza parte da sua produção no antigo Terceiro Mundo e este exporta para Europa mercadorias e serviços, criados lá pelos capitalistas de lá ou pelos capitalistas de cá, que são muito mais baratos do que os europeus, porque a mão-de-obra longínqua não custa nada. À medida que países como a China refinarem os seus recursos produtivos, menos viável será este modelo e ainda menos competitiva a Europa. Os capitalistas e os seus lacaios de luxo (os governos) sabem isso muito bem. O seu objectivo principal não é salvar a Europa, mas os seus investimentos e o seu alvo principal são os trabalhadores europeus com os quais querem despender o mínimo possível para poderem ganhar mais na batalha global. É por isso que o “modelo social europeu” está ameaçado, não essencialmente por causa das pirâmides etárias e outras desculpas de mau pagador. Posto isto, tenho a seguinte declaração a fazer:

Sou professor há mais de 30 anos, 15 dos quais na universidade.

Sou dos melhores da minha profissão e um investigador de topo na minha área. Emigraria amanhã, se não fosse velho de mais, ou reformar-me-ia imediatamente, se o Estado não me tivesse já defraudado desse direito duas vezes, rompendo contratos que tinha comigo, bem como com todos os funcionários públicos.

Não tenho muito mais rendimentos para além do meu salário. Depois de contas rigorosamente feitas, percebi que vou ficar desprovido de 25% do meu rendimento mensal e vou provavelmente perder o único luxo que tenho, a casa que construí e onde pensei viver o resto da minha vida.
Nunca fiz férias se não na Europa próxima ou na Índia (quando trabalhava lá), e sempre por
pouco tempo. Há muito que não tenho outros luxos. Por exemplo: há muito que deixei de comprar livros.

Deste modo, declaro:

1) o Estado deixou de poder contar comigo para trabalhar para além dos mínimos indispensáveis. Estou doravante em greve de zelo e em greve a todos os trabalhos extraordinários;

2) estou disponível para ajudar a construir e para integrar as redes e programas de auxílio mútuo que possam surgir no meu concelho;

3) enquanto parte de movimentos organizados colectivamente, estou pronto para deixar de pagar as dívidas à banca, fazer não um, mas vários dias de greve (desde que acompanhados pela ocupação das instalações de trabalho), ajudar a bloquear estradas, pontes, linhas de caminho-de-ferro, refinarias, cercar os edifícios representativos do Estado e as residências pessoais dos governantes, e resistir pacificamente (mas resistir) à violência do Estado.

Gostaria de ver dezenas de milhares de compatriotas meus a fazer declarações semelhantes

Acção de teatro invisível sobre o desemprego na sala de espera de um centro de segurança social



Quebrando o Isolamento, Experimentando a Acção

Ensaio sobre o desemprego
na sala de espera de centro de segurança social



Na sequência de uma Oficina do Teatro Oprimido realizada nos dias 26, 27 e 28 de Setembro no Sindicato da Hotelaria do Sul, em Lisboa, realizou-se uma acção de teatro Invisível na Sala de Espera de um Centro da Segurança Social no dia 30 de Setembro. O vídeo que abaixo se reproduz dá conta dessa Acção de teatro Invisível.


A acção testemunhada neste vídeo realizou-se na manhã de 30 de Setembro de 2010, um dia após a divulgação do 3º pacote de medidas relativas ao Pacto de Estabilidade e Crescimento. Estava então a acabar o prazo para a entrega da prova de “condição de recursos” pelos beneficiários de prestações sociais. O PEC3 veio, entre outras medidas, anunciar aumento de impostos, um indicador de que sobreviver se tornará mais caro e mais difícil.

A iniciativa partiu dos/as participantes no “ensaio sobre o desemprego”, uma oficina de teatro forum/teatro do oprimido dirigida essencialmente a desempregados/as, mas também a trabalhadores/as precários/as. Pretendíamos realizar uma acção que ajudasse a dar visibilidade à burocracia que enfrentam as pessoas desempregadas, o pesadelo que é enfrentar uma máquina burocrática que nos olha com desconfiança. Resolvemos unir o útil, ao igualmente útil e necessário: alguns/mas de nós tinham de enfrentar a tal máquina burocrática, precisavam de ir recolher senha, esperar, e tentar não desesperar.

O vídeo não necessita de muitos comentários. As imagens e as palavras falam por si. Mas há algumas informações que podem ajudar a contextualizar. Segundo dados recolhidos no centro de atendimento em questão, a média de utentes em espera passou de 80 para 180 pessoas, após a entrada em vigor da exigência aos beneficiários de prestações sociais não contributivas, de prova de condições de recursos. Não temos dados sobre os tempos de espera, mas sabemos que muitos foram os dias em que às 10h/11h/12h, já não era sequer possível obter uma senha que habilitasse a ser atendido/a no mesmo dia







Oficina de Teatro d@ Oprimid@/Teatro Fórum
26, 27 e 28 de Setembro, Lisboa

Esta proposta de Oficina de Teatro do Oprimido foi elaborada na sequência da experiência do “Desempregados pelo trabalho justo” e, para defender a urgência de acção colectiva, parte-se da constatação do crescimento do desemprego, e do forte ataque de direitos e de dignidade a que têm sido sujeitas as pessoas desempregadas. O ambiente social é de pressão sobre quem tem trabalho, e de ostracismo relativamente a quem não o tem. O clima geral é o da promoção do medo, do salve-se quem puder, da acomodação. Neste contexto, e reconhecendo-se que há muito pouca reflexão sobre a experiência social do desemprego, pretende-se reunir pessoas que o vivenciam para ensaiar formas de o compreender, para ensaiar perspectivas de mudança. Pretende-se quebrar o isolamento – um dos principais obstáculos à construção de acção colectiva - e construir solidariedades, partindo de quem vive a experiência do desemprego.

O que se propõe é a realização um ensaio sobre o desemprego, em duas acepções do termo: ensaio enquanto esboço crítico; ensaio enquanto tentativa ou experiência de transformação social. Para isso será usado o método do teatro do oprimido, um método teatral que reúne exercícios, jogos e técnicas elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. O teatro é aqui encarado enquanto forma de conhecimento, enquanto instrumento de transformação da sociedade, o teatro na acepção mais arcaica da palavra: todos os seres humanos são actores, porque agem, e espectadores, porque observam. Com explica Augusto Boal, o teatro deve trazer felicidade, deve ajudar-nos a conhecermos melhor a nós mesmo e ao nosso tempo. (...) O teatro é uma forma de conhecimento e deve ser também ser um meio de transformar a sociedade. Pode nos ajudar a construir o futuro, em vez de mansamente esperarmos por ele. (Em Jogos para atores e não atores, de Augusto Boal). O objectivo imediato é o ensaio crítico, o empoderamento, a quebra de isolamento, mas objectivo mais vasto é o ensaio de acção colectiva.

http://ensaiosobreodesemprego.blogspot.com/

22.10.10

Oficina de Teatro do/da Oprimido/a na Escola Superior de Artes e Espectáculo no Porto (29, 30 e 31 de Outubro)


Oficina de Teatro d@ Oprimid@ no Porto
Organização de Gaiac (Agrupo de acção e intercâmbio artístico e cultural) e Grupo de Teatro legislativo Estudantes por empréstimo.
Mais info em: estetica.do.oprimido@gmail.com

dinamizada por
Olivar Bendelak, do CTO – Rio

29, 30 e 31 de Outubro 2010 na ESMAE, Escola Superior de Artes do Espectáculo, no Porto


Olivar Bendelak trabalha como o Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro e é um dos seus responsáveis, fazendo parte da sua equipa e elenco. Trabalhou activamente com Augusto Boal desde a década de 1990. Encenou vários grupos populares de Teatro do Oprimido: Grupo CORPO EnCENA, da comunidade da Pedreira em Costa Barros, que originou a primeira lei estadual do Teatro Legislativo; Grupo Marias do Brasil, em parceria com a Curinga Claudete Felix, formado por trabalhadoras domésticas que na luta pelos direitos da categoria fez apresentação no Congresso Nacional em Brasília. Foi um dos elementos da equipa do mandato de Augusto Boal, quando este foi eleito para a Assembleia dos Vereadores, no Rio de Janeiro. Olivar é desde 2000 o responsável pelo Teatro Legislativo no CTO-Rio.

Estética do Oprimido

é a mais recente pesquisa desenvolvida por Boal e a equipe do Centro de Teatro do Oprimido, é a seiva que alimenta a Árvore, desde as raízes passando pelo tronco, atravessando galhos e folhas. A Estética do Oprimido tem por fundamento a crença de que somos todos melhores do que supomos ser, e capazes de fazer mais do que aquilo que efetivamente realizamos: todo ser humano é expansivo. Trata-se do fundamento teórico e prático do Método do Teatro do Oprimido: através de meios estéticos – que proporcionam a descoberta das possibilidades produtivas e criativas, e da capacidade de representar a realidade produzindo Palavra, Som e Imagem – promover a sinestesia artística que impulsiona o autoconhecimento, a auto-estima e a autoconfiança; e o diálogo propositivo que estimula a transformação da realidade.”

2ª celebração da aldeia das amoreiras sustentável (23 e 24 de Outubro, em Odemira, Alentejo)



No fim-de-semana de 23 e 24 de Outubro o Centro de Convergência/ GAIA Alentejo apresenta a II Celebração da Aldeia das Amoreiras Sustentável, aberta a todas e todos aqueles que queiram festejar connosco!

Na Aldeia das Amoreiras, o Sábado começa com o já habitual Mercado de Produtos Locais (Largo da Amoreira às 10H), prosseguindo pela tarde com a inauguração da exposição biográfica de Salguery, mágico natural da Aldeia premiado internacionalmente, que estará presente para apresentar alguns Apontamentos Mágicos (Centro Social às 16H). Segue-se a apresentação dos resultados dos inquéritos, realizados no mês de Agosto a todos os habitantes da Aldeia das Amoreiras, ao longo da segunda fase do projecto Aldeia das Amoreiras Sustentável (Tenda junto ao Centro Social às 18H).

No Domingo convidamos todos os habitantes da Aldeia interessados em concretizar o sonho “Mais Espaços e Actividades para Crianças” para o encontro na Antiga Escola Primária, pelas 10H30.

Dia 24 reserva ainda a projecção dos documentários “Aldeia de Sonho” (realizado na Aldeia das Amoreiras) e “A Verdade Inconveniente” e o debate sobre Iniciativas de Transição, num evento de entrada livre a todos os habitantes e visitantes da Aldeia das Amoreiras (Sociedade Recreativa às 15h30).

Projecto Aldeia das Amoreiras Sustentável: Pretendemos facilitar a criação de uma estratégia de desenvolvimento sustentável para a Aldeia e capacitar a população para a auto-ajuda. Pretendemos também fazer educação ambiental e convidar pessoas experientes em Permacultura e outros domínios para ajudar a pensar e criar a Aldeia das Amoreiras Sustentável

Lançamento de Doutor Avalanche, o novo livro de Rui Manuel Amaral (amanhã, 23 de Out. às 18h30)




O lançamento no Porto de “Doutor Avalanche” terá lugar na Fnac do NorteShopping, sábado, dia 23 de Outubro, pelas 18h30.
A apresentação do livro será feita por Rui Reininho.
Mais informação:

Lançamento informal do nº 2 da revista de poesia Piolho ( amanhã, dia 23 de Out. às 16h. no café Piolho)


PIOLHO, revista de Poesia, número dois acaba de aparecer.

Uma edição Edições Mortas e a partir deste segundo número conta com a colaboração da Black Sun editores

PIOLHO, revista de Poesia, As Edições Mortas e a Black Sun editores têm o prazer de o/a convidar para o lançamento informal da revista de Poesia, Piolho, no próximo dia 23 de Outubro com inicio às 16h, no Café Piolho, local: Praça Parada Leitão nº45 Porto, Portugal

As Edições Mortas e a Black Sun editores têm o prazer de o/a convidar para o lançamento informal da revista de Poesia, Piolho,




Local: Praça Parada Leitão nº45

Portugal, os «mercados» e o empobrecimento generalizado

Portugal, os “mercados” e o empobrecimento generalizado
Ler o texto em:
www.slideshare.net/durgarrai/portugal-os-mercados-e-o-empobrecimento-generalizado

Sumário

1. Esperança que se some, revolta que aumenta

2. A soberania que emigrou para Bruxelas, Frankfurt, para os “mercados”

3. A delegação de poderes e a hierarquia de comando

4. O PEC III, a caminho do PEC IV, com o PEC V no horizonte. E o FMI?

5. Onde estão os ricos e quantos são?

População activa e inactiva
Composição da população activa
Composição da população inactiva
Repartição do rendimento gerado – 1
Repartição do rendimento gerado - 2
Desigualdades salariais

Este e outros textos em:
http://esquerda_desalinhada.blogs.sapo.pt/

Sessão de esclarecimento das amas da Segurança Social (amanhã, dia 22 de Outubro, às 17h 30, em Odivelas)

Sessão esclarecimento amas da Seg. Social - 23/10/2010 às 17.30h na Igreja de Patameiras – Odivelas

Na continuação da luta conjunta com as Amas da Segurança Social, vai realizar-se amanhã dia 23/10/2010 na Igreja de Patameiras – Odivelas, pelas 17.30h, a 2ª sessão de esclarecimento com a Presença da APRA (Associação Profissional do Regime de Amas), dos Precári@s Inflexíveis e o apoio das advogadas Mónica Catarino e Sara Dias de Oliveira.


A primeira reunião, ocorrida no Porto a 25/09/2010, permitiu que muitas amas tirassem as suas dúvidas e ficassem a conhecer muito melhor a realidade da sua situação ao nível legal. Desta forma, algumas amas já responderam ao nosso apelo e estão a contactar muitas outras amas para que todas tenham conhecimento e lutem pelos seus direitos, e inclusive já chegaram às mãos das nossas advogadas alguns processos para estas os avaliarem e poderem em conjunto com cada ama decidir a forma de actuação ao nível legal.



Mais uma vez relembramos que para que as advogadas possam averiguar os diferentes casos, é necessário que cada ama envie para a APRA a seguinte documentação:
- Cópia de todas as cartas recebidas da segurança Social;
- Cópia de contrato de prestação de serviços (caso exista);
- Cópia dos 3 primeiros e 3 últimos recibos verdes passados à entidade para a qual trabalham;
- Cópias dos acordos de pagamento da Segurança Social;
- Regulamentos, avaliações e ordens escritas;
- Nome, morada, contactos, NIF, nº de contribuinte;
- Breve resumo escrito da sua situação enquanto ama.


Se és ama da Segurança Social, se tens contacto ou conheces alguma, passa a mensagem!
Fonte: AQUI

Poema de agradecimento à corja , de Joaquim Pessoa

O Zé povinho, burro de carga dos ricaços, guiado pelos políticos vendidos ao poder económico


Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa

Biografia
Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948.
Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa.
O primeiro livro de Joaquim Pessoa foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada.
Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de capazes de comunicar com um vasto público.

A sua produção poética assumiu desde o momento da sua aparição, a década de 70, um compromisso ideológico e social, firmando como missão a denúncia satírica da imbecilidade e da miséria humanas. Filho do estilo livre e arrebatado de Álvaro de Campos, posto agora ao serviço de uma praxis cívica, a sua poesia, cultivando também a expressão do erotismo, não recusa ser datada, indignando-se permanentemente com a alienação do Homem, nunca perdendo a convicção de que "tudo/ ainda depende de nós".

Bibliografia: "O Pássaro no Espelho", "A Morte Absoluta", "Poemas de Perfil", "Amor Combate", "Canções de Ex cravo e Malviver", "Português Suave", "Os Olhos de Isa", "Os Dias da Serpente", "O Livro da Noite", "O Amor Infinito", "Fly", "Sonetos Perversos", "Os Herdeiros do Vento", "Caderno de Exorcismos", "Peixe Náufrago", "Mas.", "Por Outras Palavras", "À Mesa do Amor", "Vou me Embora de Mim".

20.10.10

O cúmulo das pensões de Cavaco Silva, Presidente da República de Portugal, um mau exemplo para os portugueses


Este nosso Portugal é um país em que infelizmente os cidadãos são carneirinhos, obedecem cegamente aos decisores políticos do Bipartido PS/PSD. Por isso, mereciam uma resposta adequada da população a exemplo do que está a acontecer em FRANÇA.

OS POLÍTICOS PS/PSD COMEM TODOS DO MESMO TACHO, MAS PEDEM SACRIFÍCIOS AOS OUTROS...

Até este cavalheiro...

O EXEMPLO PRESIDENCIAL, ANÍBAL CAVACO SILVA

Actualmente recebe três pensões pagas pelo Estado:

4.152,00 - Banco de Portugal.

2.328 ,00 - Universidade Nova de Lisboa.

2.876,00 - Por ter sido primeiro-ministro.

9.356,00 - TOTAL ( 1 875 709 $ 60 )

Podendo acumulá-las com o vencimento de P. R.


Porque será que não se cortaram estes PRIVILÉGIOS que este e outros ECONOMISTAS (e que passaram por governos e Banco de Portugal) acumulam descarada e vergonhosamente e ainda têm a desfaçatez e distinta lata de ir para as Televisões recomendar cortes nos salários de quem vive apenas do seu trabalho, redução de pensões (para os outros, claro!), para quem tem APENAS UMA pensão que lhe dê para viver com dignidade!!!!!!!!!

Afinal quem estará a provocar a "famigerada" falência da Segurança Social apregoada por esses senhores???

Novo livro do padre Mário, «O Novo Livro da Sabedoria», é lançado amanhã na Unicepe ( dia 21 de Out. às 21h.)


Apresentação de 'O Livro da Sabedoria', do Padre Mário de Oliveira - 21 de Outubro, quinta-feira, 21 horas , na UNICEPE, no Porto

A apresentaçãodo novo livro do Padre Mário, editado pelo ediumeditores, será feita por António Figueiredo de Oliveira.

Autor do Livro “Fátima Nunca Mais” e de outras obras polémicas, o Padre Mário de Oliveira bate-se por um cristianismo e por uma Igreja que sejam Boa Notícia para a Humanidade.

Sobre a obra:
Para estes novíssimos Tempos que são os nossos, de prolongada e generalizada Escolaridade Obrigatória, em que abundam, como cogumelos depois das chuvas, tantos Mestres e tantos Doutores, tantos Economistas e tantos Engenheiros, tantos Deputados e tantos Ministros, Tantas Leis e tantos Polícias, tantos Filósofos e tantos Psicólogos, tantos Biblistas e tantos Teólogos, tantos Cientistas e tantos Pastores de Igreja, tantos Gurus e tantos Astrólogos, tantos Ateus e tantos Agnósticos, tantos Crentes e tantas Fés, tantos Craques de Futebol e tantos Estádios de Futebol, tantos Milhões Acumulados /Concentrados e tantos Povos Crucificados, faz falta, como o pão para a boca, uma Palavra fecundamente Maiêutica como esta.

O Livro da Sabedoria, que a Edium Editores aqui dá à luz, é o mais recente trabalho do conhecido e saudavelmente não-alinhado Padre Mário de Oliveira, o mesmo Autor de Novo Livro do Apocalipse ou da Revelação (Setembro 2009).

Esta sua Obra Maior, de alcance universal, chega na Hora H.
Ponham sabiamente de lado Preconceitos e Boatos, postos cirurgicamente a circular contra o Autor e mastiguem cada um dos muitos versículos com que se tecem os 50 capítulos deste Livro, todo ele escrito de raiz para esta Hora.
Quem sabe se, ao procedermos assim, ainda vamos a tempo de Mudarmos de Ser-Viver-Actuar na História e, desse modo, garantimos Futuro ao nosso Presente, gritantemente à beira de Implosão?!


UNICEPE - Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRL
Praça de Carlos Alberto, 128-A
4050-159 PORTO
Telefone (351) 222 056 660
Unicepe@net.novis.pt
http://www.unicepe.blogspot.com/
http://www.unicepe.com/

Visita guiada à Mouraria (dia 23 de Outubro, às 10h.)


Sábado, 23 de Outubro, entre as 10:00 - 11:30

Visita guiada à Mouraria

Da sua origem à actualidade multicultural e bairrista – 900 anos de história - Percurso pela freguesia de São Cristóvão e São Lourenço.

Sem reservas. Basta aparecer. Partidas garantidas. Boa disposição garantida.

Walking Tours – no need to book – Just turn up.

Encontro: Às 10 h no largo Martim Moniz, junto à Igreja da Sra. da Saúde.

Preço: 7 euros por adulto.



O movimento Renovar a Mouraria surgiu da iniciativa de um grupo de moradores e amigos da Mouraria, bairro histórico de Lisboa, com o objectivo de chamar a atenção dos responsáveis políticos e sociais para a situação em que o bairro se encontra.



Cicloficina no Porto, todas 5ªfeiras da terceira semana de cada mês


Cicloficina - todas as vésperas da penúltima 6ª do mês

Local: Casaviva, Porto
Praça Marquês de Pombal, 167 - porto

Têm uma bicicleta em casa, mas não está boa para andar?
Gostavam de conhecer malta que gosta tanto de biclas como vocês?
Querem aprender a sujar as mãos e fazer as vossas próprias afinações e reparações?
A Cicloficina é isto tudo e muito mais, um punhado de utilizadores de bicicletas no dia-a-dia que aparece uma vez por mês na CasaViva para fazer coisas simples como mudar uma câmara de ar ou remendar um furo, encher os pneus, afinar os travões ou as mudanças, regular a altura do selim ou apertar umas porcas e parafusos.

http://cicloficina.wordpress.com