13.3.09

Zeitgeist day (dia dedicado ao movimento Zeitgeist) vai ser assinalado em Portugal, na Casa Viva, a 15 de Março


Dia 15 de Março é o Z-Day, dia internacional de activismo a propósito dos filmes Zeitgeist e Zeitgeist Addendum, e é assinalado anualmente por todo o mundo. No próximo Domingo irá acontecer em Nova Iorque o evento principal, com live streaming pela internet (ver www.zeitgeistmovie.com ). No entanto, irão ocorrer em todo o mundo, várias iniciativas para divulgar este movimento, inclusivamente em Portugal. A ideia é desencadear uma consciência global sem precedentes, e abrir uma nova possibilidade para a humanidade!
http://reconstruindoamente.blogs.sapo.pt/

Programa do Zeitgeitsday (15 de Março) a ser assinalado na Casa Viva (Praça Marquês Pombal, 167, Porto)


15:00 - Inicio do evento
15:15 - Concerto da banda Xcons (
www.myspace.com/xconsmusic )
16:00 - Projecção do documentário Zeitgeist
18:05 - Concerto da banda Urban War (
www.myspace.com/urbanwarmusic )
19:00 - Projecção do documentário Zeitgeist Addendum
21:30 - Concerto da banda Plus Ultra (
www.myspace.com/soonplusultra )
22:15 - Slideshow digital - Apresentação do Movimento Zeitgeist




Zeitgeist é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época ou espírito do tempo. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo.


O conceito de espírito de época remonta a Johann Gottfried Herder e outros românticos alemães, mas ficou melhor conhecido pela obra de Hegel, Filosofia da História. Em 1769, Herder escreveu uma crítica ao trabalho Genius seculi do filólogo Christian Adolph Klotz, introduzindo a palavra Zeitgeist como uma tradução de genius seculi (Latim: genius - "espírito guardião" e saeculi - "do século").[1] Os alemães românticos, tentados normalmente à redução filosófica do passado às essências, trataram de construir o "espírito de época" como um argumento histórico de sua defesa intelectual.


Zeitgeist, the Movie é um filme de 2007 produzido por Peter Joseph, que apresenta uma série de teorias de conspiração relacionadas ao Cristianismo, ataques de 11 de setembro e a Banco Central dos Estados Unidos da América (Federal Reserve).[1] Uma versão remasterizada foi apresentada como um premiere global em 10 de novembro de 2007 no 4th Annual Artivist Film Festival & Artivist Awards.[ Zeitgeist:Addendum, uma sequência do filme, foi lançada em outubro de 2008.



O filme é dividido em três seções:
• Primeira parte: "The Greatest Story Ever Told" ("A maior história já contada")
• Segunda parte: "All The World's A Stage" ("O mundo inteiro é um palco")
• Terceira parte: "Don't Mind The Men Behind The Curtain" ("Não se importem com os homens atrás da cortina")


Em 2 de Outubro de 2008 foi lançado um segundo filme, continuação do primeiro, chamado Zeitgeist:Addendum, onde se trata da globalização, manipulação do homem pelas grandes corporações e instituições financeiras, e que apresenta sua visão da solução para o problema.


Estrutura do filme


Primeira Parte: The Greatest Story Ever Told (A maior história alguma vez contada)


A primeira parte do filme é uma avaliação crítica do cristianismo. O filme sugere que Jesus seja um híbrido literário e astrológico e que a bíblia trata de uma miscelânea de histórias baseadas em princípios astrológicos pertencentes a civilizações antigas (Egito, especialmente). A atenção do filme se foca inicialmente no movimento do Sol e das estrelas, fato este que é uma das características das religiões "pagãs" (pré-cristãs). É então apresentada uma série de semelhanças entre a história de Jesus e a de Hórus, o "deus Sol" egípcio que partilha de todos os predicados do messias cristão. Há referência sobre o papel de Constantino na formação da Igreja e seus dogmas.


Segunda Parte: All The World's a Stage (O mundo inteiro é um palco)


A segunda parte do filme foca-se nos ataques de 11 de setembro de 2001. O filme sugere que o governo dos Estados Unidos tinha conhecimento destes ataques e que a queda do World Trade Center foi uma demolição controlada pelo próprio Governo norte-americano. O filme assegura que a NORAD, entidade responsável pela defesa aérea dos Estados Unidos, tinha sido propositadamente baralhada no dia dos ataques com exercícios simulados em que os Estados Unidos estavam a ser atacados por aviões seqüestrados, justamente na mesma área dos reais ataques; mostra dezenas de testemunhas e reportagens que sugerem que as torres ruiram não por causa dos aviões, mas por explosões internas e sabotagens; demonstra as ligações entre a família Bush e a família Bin Laden, parceiros comerciais de longa data, entre outras teorias intrigantes e alarmantes acerca da política mundial actual.


Terceira Parte: Don't Mind The Men Behind The Curtain (Não se importe com os homens por detrás da cortina)


A terceira parte do filme focaliza-se no sistema bancário mundial, que supostamente tem estado nas mãos de uma elite de famílias burguesas que detém o verdadeiro poder sobre todos os países a eles associados, e na sua conspiração para obter um domínio mundial total eles tem modelado toda a mídia e cometido diversos crimes, muitos deles encenações para fins ocultos. O filme denuncia que a Banco Central dos Estados Unidos da América foi criada para roubar a riqueza dos Estados Unidos e também demonstra, como exemplo, o lucro que foi obtido pelos bancos durante a Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Guerra do Vietnã, Iraque, Afeganistão, e a futura invasão à Venezuela para obtenção de petróleo e comércio de armamento. O filme descreve a conspiração destes banqueiros, argumentando que o objetivo deles é o controle sobre toda a raça humana através da implantação de um chip localizador e identificador através do qual todas as operações e interações humanas serão realizadas, escravizando por fim a humanidade. Estão secretamente criando um governo unificado, com exército unificado, moeda unificada, e poder unificado, e que servirá apenas aos interesses dessa elite. Segundo o filme, o aspecto mais impressionante disso tudo é que tais mudanças serão aceitas pelo próprio povo naturalmente, pois está sendo manipulado pelos media





O Movimento Zeitgeist não é político. Não reconhece nações, governos, raças, religiões, credos ou classes. Chegamos à conclusão de que estas distinções são falsas e desactualizadas e estão longe de serem factores positivos ao verdadeiro potencial e crescimento humano colectivo. As suas bases estão na divisão do poder e estratificação, e não na união e igualdade, que são nossos objectivos. Embora seja importante entender que tudo na vida é uma progressão natural, devemos também reconhecer que a espécie humana tem a habilidade de retardar drasticamente e paralisar o progresso através de estruturas sociais obsoletas, dogmáticas, e, por conseguinte, em desarmonia com a natureza. O mundo que vemos hoje, cheio de guerras, corrupção, elitismo, poluição, pobreza, epidemias de doenças, abusos aos direitos humanos, desigualdade e crime, é o resultado desta paralisia.

Este movimento é sobre consciencialização, em defesa de um progresso evolucionário fluente, tanto pessoal como social, tecnológico e espiritual. Ele reconhece que a espécie humana naturalmente caminha para a unificação, derivada de um comunal reconhecimento de compreensões fundamentais e quase empíricas de como a natureza funciona e de como nós, humanos, nos adaptamos / somos parte deste descobrimento universal que chamamos de vida. Embora este caminho exista, infelizmente ele está obstruído e é desconhecido pela grande maioria dos humanos, que continuam a perpetuar comportamentos e associações ultrapassadas e, portanto, degenerativas. É essa irrelevância intelectual que o Movimento Zeitgeist espera superar por meio de educação e acções sociais.

O objectivo é revisar a sociedade no mundo de acordo com o conhecimento actual em todos os níveis, não apenas consciencializando sobre as possibilidades sociais e tecnológicas que muitos foram condicionados a pensar serem impossíveis ou contra a “natureza humana”, mas também para fornecer meios de superar os elementos que perpetuam estes sistemas obsoletos na sociedade.

Uma importante associação, de onde muitas das ideias deste movimento derivam, advêm de uma organização chamada “Projecto Vénus”, dirigida pelo engenheiro social e industrial Jacque Fresco. Ele trabalhou praticamente toda a sua vida para criar as ferramentas necessárias para auxiliar no projecto do mundo que poderia eventualmente erradicar as guerras, a pobreza, o crime, a estratificação social e a corrupção. As suas ideias não são radicais ou complexas. Elas não exigem uma interpretação subjectiva de sua formação. Neste modelo, a sociedade é criada como um espelho da natureza, com as variáveis pré-definidas, inerentemente.

O movimento em si não é uma construção centralizada.

Não estamos aqui para conduzir, e sim para organizar e educar.




Objectivos

Os Meios são o Fim

Pretendemos restaurar as necessidades fundamentais e a consciência ambiental da espécie revogando a maioria das ideias que temos de quem e o que realmente somos, juntamente com a ciência, a natureza e a tecnologia (em vez de religião, política e dinheiro) são a chave para o nosso crescimento pessoal, não só como seres humanos individuais, mas como civilização, estrutural e espiritualmente. As percepções centrais dessa consciência são o reconhecimento dos elementos Emergentes e Simbióticos das leis naturais e de como o alinhamento dessa compreensão como base para nossas instituições pessoais e sociais, a vida na Terra transformar-se-á em um sistema que crescerá continuamente, onde consequências negativas sociais como camadas sociais, guerras, preconceitos, elitismo e actividades criminosas serão constantemente reduzidos e, esperamos, venham a deixar de existir no comportamento humano.

Claro que, para muitos humanos, é uma possibilidade muito difícil de se considerar, uma vez que fomos condicionados pela sociedade a pensar que crime, corrupção e desonestidade são “como as coisas são”, que sempre haverá pessoas que querem abusar, ferir e tirar vantagem dos outros. A religião reforça fortemente essa propaganda, já que a mentalidade “nós e eles”, “bem e mal” promove essa falsa suposição.

A verdade é que vivemos numa sociedade que produz escassez. A consequência dessa escassez é que os humanos devem-se comportar de modo a se preservar, mesmo que isso signifique enganar e roubar para conseguirem o que querem. A nossa pesquisa concluiu que a escassez é uma das causas mais fundamentais de desvios de comportamento humano, além de levar a formas complexas de neurose. Uma análise estatística do vício em drogas, da criminalidade e da população carcerária demonstra que a pobreza e condições sociais não saudáveis são parte da experiência de vida das pessoas que adoptam tais comportamentos.

Seres humanos não são bons ou ruins... Eles são o resultado da experiência de vida que os influenciam, e estão sempre mudando, sempre em movimento. A “qualidade” de um ser humano (se existisse algo assim) está directamente relacionada a como foi criado e aos sistemas de crença aos quais ele foi condicionado.

Esse simples fato vem sendo gravemente ignorado, e hoje em dia as pessoas pensam primitivamente que competição, ganância e corrupção são elementos “embutidos” no comportamento humano, e portanto, precisamos ter prisões, polícia e consequentemente uma hierarquia de controle diferenciado para que a sociedade possa lidar com essas “tendências”. Isso é totalmente ilógico e falso.

O xis da questão é que para melhorar as coisas, você fundamentalmente precisa trabalhar nas raízes do problema. O actual sistema de “punição” usado pelas sociedades é ultrapassado, desumano e improdutivo. Quando um assassino em série é preso, a maioria das pessoas faz manifestações exigindo a morte dessa pessoa. Isso está errado. Uma sociedade realmente sã, que entende o que somos e como sistemas de valores são criados, pegaria esse indivíduo e aprenderia sobre os motivos por trás de seu comportamento violento. Essas informações passariam então por um departamento de pesquisa, que consideraria modos de evitar que factos como esse ocorressem através da educação.

É hora de pararmos de remediar. É hora de começarmos uma nova abordagem social, actualizada com os conhecimento actuais. Tristemente, a nossa sociedade é amplamente baseada em determinações e resoluções ultrapassadas e supersticiosas. É importante ressaltar que não há utopias ou conclusões. Todas as evidências indicam infinitas actualizações em todos os níveis. Por sua vez, são as nossas acções pessoais de todo dia que moldam e perpetuam os sistemas sociais que adoptamos. No entanto, paradoxalmente, são as influências do ambiente que criam as nossas perspectivas e, portanto, nossas visões de mundo. Logo, a verdadeira mudança nascerá não só do ajuste de nossas decisões e compreensões pessoais, mas também da mudança das estruturas sociais que influenciam essas decisões e compreensões.

Os sistemas elitistas de poder são pouco afectados por protestos tradicionais e movimentos políticos. Devemos dar um passo além dessas “rebeliões do sistema” e trabalhar com uma ferramenta muito mais poderosa: parar de apoiar o sistema, ao mesmo tempo em que propagamos o conhecimento, a paz, a união e a compaixão. Não podemos “lutar contra o sistema”. Ódio, ira e a mentalidade de “guerra” são um modo ineficaz de obter mudança, pois eles perpetuam a mesma ferramenta que os sistemas de poder corruptos estabelecidos utilizam para manter o controle.

Distorção e Paralisia

Precisamos entender que todos os sistemas são Emergentes e estão constantemente em evolução, juntamente com a realidade de que todos nós estamos Simbioticamente conectados à natureza e uns aos outros de modo simples, porém muito profundo, levando à percepção de que nossa integridade pessoal é equivalente à do resto da sociedade. Então, perceberemos o quão distorcido e invertido é a nossa sociedade actual e como sua perpetuação é a causa maior de sua instabilidade. Por exemplo, o Sistema Monetário é há muito tempo considerado uma força positiva na nossa sociedade graças à sua alegação de que produz incentivos e progresso. Na verdade, o sistema monetário tornou-se um veículo para a divisão e o controle totalitário.

Ele é a expressão máxima do lema “Dividir e conquistar”, pois em seu núcleo estão as suposições de que (1) Devemos lutar uns com os outros para sobreviver (2) Seres humanos precisam de um “estímulo” recompensador para fazer coisas significativas.

Quanto ao Número 1 (Devemos lutar uns com os outros para sobreviver), essa característica da competição no sistema é o que produz corrupção em todos os níveis da sociedade, pois parte do “nós contra eles”. Muitos argumentam que o sistema de “livre comércio” é bom... Mas ele é corrupto nos dias de hoje, graças a políticas ruins, favorecimento, auxílios financeiros, etc. Eles supõem que se um mercado livre “puro” fosse instituído, as coisas seriam melhores. Isso é falso, pois o que você está vendo hoje é o livre mercado em funcionamento, com todas as suas desigualdades e corrupção. Não há lei que vá impedir vendas privilegiadas, conspirações, monopólios, abuso de mão-de-obra, poluição, obsolescência calculada e coisas do tipo... Isso é o que o sistema baseado em competição cria com eficiência, pois é baseado na premissa de tirar vantagem dos outros para obter lucro. Ponto final.

Precisamos começar a abandonar esses ideais opressivos e caminhar em direcção de um sistema projectado para cuidar das pessoas... Não para forçá-las a lutar por sua sobrevivência. Quanto ao Número 2 (“Seres humanos precisam de um ‘estímulo’ recompensador para fazer coisas significativas), essa é uma perspectiva triste e incrivelmente negativa do ser humano. Supor que uma pessoa precise ser “motivada estruturalmente” ou “forçada” a fazer algo é simplesmente absurdo. Lembre-se de quando você era criança e não tinha a menor ideia do que fosse dinheiro.
Você brincava, era curioso e fazia muitas coisas... Por quê? Porque você queria. No entanto, conforme o tempo passa em nosso sistema, a curiosidade e auto-motivação naturais são extirpadas das pessoas, pois elas são forçadas a se ajustar a um sistema de trabalho especializado, fragmentado, quase predefinido para poderem sobreviver. Por sua vez, isso costuma criar uma revolta interior natural nas pessoas devido à obrigação, e foi assim que separamos os momentos de “lazer” e de “trabalho”. A preguiça que aqueles que defendem o sistema monetário (por alegar que ele cria estímulo) não reconhecem. Numa sociedade verdadeira, as pessoas seguem suas inclinações naturais e trabalham para contribuir para a sociedade – não porque são “pagas” para isso, mas porque têm uma consciência maior de que colaborar com a sociedade ajuda tanto a si próprias quanto a todas as outras pessoas. Esse é o estado elevado de consciência que esperamos transmitir. A recompensa por sua contribuição para a sociedade e o bem-estar daquela sociedade... o que, por consequência, é também o seu bem-estar.

Agora, colocando as coisas em perspectiva, é importante entendermos que nosso mundo é actual e inegavelmente conduzido por um pequeno grupo de homens dominadores em altos cargos nas instituições dominantes em nossa sociedade – Negócios e Finanças. O funcionamento do governo é regido pela influência e poder das corporações e dos bancos. O elemento vital é o dinheiro, que na verdade é uma ilusão e hoje tem pouca relevância para a sociedade, servindo como meio de manipulação e desunião num tipo de organização social que gera elitismo, crime, guerras e camadas sociais.

Ao mesmo tempo, as pessoas aprendem que ser “correcto” é o que lhes atribui valor como seres humanos. Este conceito de “correcto” está directamente ligado aos valores vigentes na sociedade. Logo, aqueles que aceitam o apoiam as visões do sistema social são considerados “normais”, enquanto aqueles que discordam são “anormais” ou “subversivos”. Seja isso o dogma de uma tradição social ou o alinhamento com uma religião mundialmente estabelecida, a base é a mesma: o Materialismo Intelectual. Quando percebemos que o conhecimento e, consequentemente, as instituições estão em constante evolução, vemos que qualquer sistema de crença que declare “saber” tudo, sem espaço para o debate, é uma perspectiva errónea. A religião, baseada na fé, é a grande agente de distorção, já que alega ter respostas definitivas sobre as origens mais complexas da humanidade, e isso simplesmente não é possível num universo emergente.

Compreendendo isso, percebemos então que as pessoas que foram condicionadas a aceitar completamente esses ensinamentos estáticos são tão perigosas quanto as Estruturas de Poder Estabelecidas, pois se tornam “guardiãs voluntárias do status quo”. Isso se aplica a todos os sistemas, principalmente ao político, ao financeiro e ao religioso. Uma vez que a identidade das pessoas se associa às doutrinas da ética de um País, Religião ou Empresa, torna-se muito difícil mudá-la, já que sua identidade está misturada às das ideologias que lhe foram impostas. Assim, eles seguem perpetuando a doutrina da instituição, simplesmente para manter sua integridade pessoal como eles a percebem. Precisamos quebrar esse ciclo, pois ele paralisa nosso crescimento não só como indivíduos, mas como sociedade.

Verdade e Transição

Uma vez que nós compreendamos que a integridade de nossa existência como pessoa está directamente relacionada à integridade da Terra, da vida e de todos os outros seres humanos, teremos então um caminho predefinido para nós. Além disso, quando percebermos que são a ciência, a tecnologia e, portanto, a criatividade humana que trazem progresso para nossas vidas, seremos capazes de reconhecer nossas verdadeiras prioridades para crescimento pessoal e social e para o progresso. Posto isso, podemos ver que a Religião, a Política e o sistema de Trabalho baseado em Dinheiro/Competição são modos desatualizados de operação social, e que agora precisam ser abordados e transcendidos. Nossa meta é um sistema social que funciona sem dinheiro ou política, ao mesmo tempo em que permite que as superstições percam terreno à medida que a educação avança. Ninguém tem o direito de dizer ao outro em que acreditar, pois nenhum ser humano tem a compreensão completa de nenhum assunto. Entretanto, se prestarmos atenção aos processos naturais da vida, podemos ver como eles se alinham à natureza e assim nosso caminho fica mais claro. Por exemplo, muitas pessoas estão preocupadas com o crescimento populacional, enquanto comentários assustadores de gente como Henry Kissinger sugerem que seja necessário algum tipo de “redução”. Porém, a pergunta principal continua sendo: o crescimento populacional é tão ruim assim? A resposta é: em uma perspectiva científica, o planeta pode aguentar muito mais pessoas se necessário, desde que haja investimentos em alta tecnologia. 70% do nosso planeta é coberto de água e cidades sobre o mar (um dos muitos projectos de Jacque Fresco) são o próximo passo. Por sua vez, a educação sobre o funcionamento da vida informará às pessoas sobre as consequências de seus interesses reprodutivos, e o crescimento populacional será reduzido naturalmente à medida que as pessoas percebam como elas estão ligadas com o planeta e com sua capacidade de sustentação.

Na verdade, o único verdadeiro “governo” que pode haver é o gerenciamento da Terra e de seus recursos. A partir daí, todas as possibilidades podem ser consideradas. Por isso, é necessária uma unificação intelectual entre os países, pois as informações mais valiosas que podemos ter como espécie são uma avaliação detalhada e completa do que temos nesse planeta. Assim como você avalia o solo e os recursos antes de plantar algo, precisamos fazer o mesmo com o planeta para otimizar aquilo que podemos fazer enquanto espécie, em termos de recursos.

Naturalmente, muitos que analisarem as idéias apresentadas acima vão perguntar: “Como podemos fazer isso, considerando o sistema de valores distorcidos em vigência? Como fazemos essa transição? Essa é a pergunta mais difícil. A resposta: temos que começar de algum lugar. Há muitas coisas que podem ser feitas por uma única pessoa ou comunidade que podem começar a moldar essa visão. O passo mais importante é a educação.

Em 15 de Março de 2009 (o Dia Z, como foi chamado em 2008) haverá uma série de acções mundiais para aumentar a consciência sobre esse caminho sociológico. Nossa esperança é termos encontros regionais em tantas cidades, estados e países quanto for possível. Nós aqui do zeitgeistmovement.com vamos trabalhar para oferecer material em todas as línguas que pudermos, e faremos o possível para ajudar cada subgrupo. Nós nunca pediremos dinheiro. Estamos aqui para ajudar, pois entendemos uma verdade central que está esquecida há muito tempo: quanto mais você dá, mais você recebe.


Zeitgeist Addendum 1/12
(legendado em português)











































Zeitgeist - The Movie - 1 of 13 (Introduction)


Zeitgeist - The Movie - Part 1 of 13



Zeitgeist - The Movie - Part 2 of 13


Zeitgeist - The Movie - Part 3 of 13



Zeitgeist - The Movie - 4 of 13



Zeitgeist - The Movie - 5 of 13


Zeitgeist - The Movie - 6 of 13


ZEITGEIST Full Version - Part 7 of 13



ZEITGEIST Full Version - Part 8 of 13


ZEITGEIST – The Movie 9 of 13



Zeitgeist - The Movie- 10 of 13



Zeitgeist - The Movie- 11 of 13


Zeitgeist - The Movie- 12 of 13


Zeitgeist - The Movie- 13 of 13

Conversa e debate sobre Direito à Habitação, antecedido por filme, promovido pelo GAFFE (grupo a formiga fora da estrada) amanhã (14 de Março, às 18h)

http://blogdogaffe.blogspot.com/


14 de Março (Sábado), às 18h00
no Beco de São Luís da Pena
(entre o Coliseu e a Casa do Alentejo, à Rua Portas de Santo Antão)



Debate sobre o Direito à Habitação com Américo Baptista (Membro da Comissão de Moradores do Bairro das Amendoeiras), Armandinho (Representante dos Moradores do Bairro do Fim do Mundo), Mariana (Participante no Movimento Sem Teto da Baía)

e projecção do filme "Dia de Festa" sobre o Movimento dos Sem Teto



Direito à Habitação

Enquanto os centros das cidades têm milhares de casas vazias, existem pessoas que não têm acesso a um direito elementar – o direito a uma habitação condigna (1). A política do betão, do camartelo e da especulação imobiliária tem imperado nas nossas cidades. “Limpa-se” os pobres dos centros das cidades expulsando-os para as periferias, desenraizando-os, destroem-se as casas e constroem-se condomínios privados como podemos ver no Bairro Alto. Os centros das cidades privatizam-se, espaços como o Grémio Lisbonense e como o mercado do Bolhão no Porto e o Teatro Sousa Bastos em Coimbra são apenas alguns exemplos de espaços que deixaram de servir o interesse público devido a interesses económicos. As construtoras, as imobiliárias e os senhorios têm levado a cabo uma acção concertada de subida do custo de habitação nas cidades, com a conivência das Câmaras. Comprar uma casa ou arrendar uma casa no centro de cidades como Porto, Coimbra ou Lisboa é cada vez mais caro, obrigando milhares de famílias a viver na periferia e a fazer movimentos pendulares diários de horas de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Esta divisão funcional do território dormir numa cidade e trabalhar noutra faz com que horas de vida de milhares de pessoas sejam passadas em transportes para trás e para a frente, em vez de as pessoas diariamente terem tempo para frequentar espaços de encontro, de convívio e discussão com as pessoas do seu bairro. Milhares de pessoas sem abrigo vivem em condições desumanas nas ruas sem um apoio mínimo do Estado, sendo apenas apoiados por associações e grupos que tentam minimizar as suas condições de vida altamente precárias, mas que não resolvem o seu primeiro problema estrutural – não ter direito à habitação.

No Brasil o problema da habitação é mais grave. Milhões de pessoas organizam-se em movimentos fortes com grande impacto na sociedade brasileira. Movimentos como o dos quilombolas, o dos indigenas, o dos sem terra e o dos sem tecto pôem em causa de diferentes formas a propriedade privada. O Movimento dos Sem Tecto no Brasil ocupa prédios que se encontram vazios para tentar resolver o problema da carência habitacional de milhares de famílias. Lutam pelo direito à habitação, levando a cabo uma luta com as mais diversas instâncias políticas, chegando muitas vezes a confrontos com a polícia para defender as casas ocupadas, que, provisoriamente, vão resolvendo o problema da falta de habitação das pessoas até serem expulsos e obrigados a ocuparem outro prédio. O movimento já conseguiu legalizar muitas das ocupações efectuadas.

Através da projecção do filme “É dia de festa” de Toni Venturi e de Pablo Georgieff e do debate Direito à Habitação, o GAFFE (Grupo A Formiga Fora da Estrada) pretende dar um novo impulso à discussão em torno do tema da habitação e procurar novos possíveis caminhos que urgem traçar no que toca à luta pela habitação em Portugal.

Simpósio Identidades Sociais e Diferenciação no ISCTE (20 e 21 de Março) organizado pelo centro em rede de investigação em antropologia (CRIA)

clicar por cima da imagem para ampliar e ler em detalhe

Organização - CRIA (centro em rede de investigação em antropologia)

O Centro em Rede de Investigação em Antropologia é uma unidade de investigação inter-institucional vocacionada para a investigação em antropologia social e cultural.
Em termos funcionais o CRIA está dividido em quarto pólos institucionais, localizados em quarto instituições de ensino superior (ISCTE, FCSH-UNL, FCT-UC, UM). Cada pólo desenvolve de forma autónoma as suas actividades promovendo também actividades conjuntas com outras unidades de investigação e ensino/formação. Os interesses científicos dos investigadores que compõem esta nova unidade de I&D serão agregados em quatro linhas temáticas:

1. “Identidades Sociais e Diferenciação/Social Identities and Differentiation”;
2. “Práticas e Políticas da Cultura/Culture: Practices, Politics, Displays“
3.“Migrações, Etnicidade e Cidadania / Migrations, Ethnicity, Citizenship”;
4.“Poder, Saberes, Mediações/Power, Knowledge, Mediations”.

As linhas de investigação permitem agregar e cruzar os interesses dos investigadores distribuídos pelos quatro pólos institucionais. Assim, promove-se o diálogo e a cooperação entre grupos e entre pólos de forma a criar uma plataforma multi-vocal que permita, por um lado, contribuir para o avanço do conhecimento em cada uma das quatro linhas temáticas e, por outro lado, promover o avanço do conhecimento na antropologia social e cultural de forma alargada.
A Antropologia Portuguesa tem participado de forma activa na revitalização e reorientação estratégica da antropologia internacional, contribuindo para o crescimento exponencial de actividades baseadas em relações institucionais existentes em território nacional, bem como para a cooperação inter-académica a nível internacional (que têm ocorrido sobretudo com instituições congéneres nos EUA, na Europa e no Brasil). Com base nestas relações institucionais pré-existentes, os investigadores que constituem o CRIA pretendem criar uma rede científica capaz de maximizar recursos e capacidades que estavam dispersas e conferir-lhes uma maior profundidade científica a nível teórico, metodológico e temático.
Durante os próximos anos a actividade do CRIA terá como principal objectivo promover o avanço e a internacionalização da Antropologia Portuguesa. Para que este objectivo se possa concretizar definimos como eixos de acção os seguintes:
a) Desenvolvimento de projectos de pesquisa teórica e aplicada;
b) Organização de eventos que promovam o debate científico e a difusão da pesquisa (congressos, seminários e conferências);
c) Edição de publicações científicas que permitam a difusão dos resultados de projectos de investigação a nível nacional e internacional;
d) Organização de cursos e de actividades relacionadas com a formação pós-graduada;
e) Encorajamento da colaboração internacional em rede, no desenvolvimento de projectos e grupos de investigação e de promoção científica;
f) Reforço das relações de cooperação com instituições congéneres, nacionais e internacionais;
g) Acolher estudantes do ensino superior, licenciados e investigadores de pós-graduação nas suas actividades de investigação e contribuir para a sua integração na comunidade científica.

O CRIA pretende ser a principal plataforma em Portugal dedicada à Antropologia Social e Cultural, liderando as actividades de investigação nesta área de estudos, estando organizado de forma a optimizar recursos materiais e intelectuais, e a promover novas oportunidades de pesquisa tanto a nível nacional como internacional.

12.3.09

Não à NATO, não à guerra ( apelo internacional para manifestações e acções de repúdio pelo 60º aniversário da NATO em Estraburgo, de 1 a 5 de Abril)



A OTAN ( NATO) prepara-se para celebrar o seu 60º aniversário nos próximos dias em Estraburgo, França. O encontro entre os máximos dirigentes políticos e militares daquela organização militar, surgida na época da guerra fria, está marcado para os dias 3 e 4 de Abril. Em resposta a esta cimeira, e na continuação da campanha europeia a pedir a abolição e dissolução da NATO, vários movimentos e organizações , da mais variada índole, estão a organizar várias iniciativas para aqueles dias, que vão desde grandes manifestações de repúdio, bloqueios, etc, até uma contra-cimeira, de que se espera a presença de Noam Chomsky, Bianca Jagger e Malalay Joya.

As manifestações já tem um calendário:
1 de abril - abertura das aldeias (ecológicas e autogestionadas) para os activistas
3 de abril – encontros e conferências. Bloqueio das vias entre Alemanha e França a fim de fazer com que o jantar de abertura em Baden-Baden (fronteira França-Alemanha) não aconteça.
4 de abril – Grande manifestação (prevê-se a participação de mais de 100.000 pessoas) de repúdio sob o lema «Não à NATO, Não à guerra», e bloqueio da sede da NATO para tentar evitar que alguém consiga entrar no edifício-sede daquela organização militarista
5 de abril - Continuação dos encontros e conferências entre activistas, e prevê-se ainda a realização de manifestações pela liberdade dos futuros detidos dos dias anteriores.

Escusado será dizer que a nossa segurança poderá estar em risco com a anunciada presença massiva de 15.000 polícias franceses e 15.000 polícias alemães.


Num documento estratégico inter-ministerial da OTAN chamado "Liberdade, segurança, confidencialidade - os casos internos da Europa em um mundo aberto" já se podem ver alguns dos pontos que serão discutidos durante a cimeira da cúpula dos dirigentes daquela aliança político-militar:
-maior segurança na internet com leis autorizando a retenção de informações e a criação de um programa internacional "Check the web";
-um acesso comum às bases de dados pelas diversas polícias europeias;
-uma reorientação acerca da "análise de riscos", com a finalidade de prever a dissidência, o crime e os conflitos sociais com a ajuda de ferramentas de segurança high-tech: vídeo segurança, satélites, controle de dna e biometria, desenvolvimento de programas de ionformática de captação de dados ou de antecipação de manifestações...;
-uma cooperação policial e entre fronteiras para combater a "imigração ilegal" e obrigar os países fora da União Européia a repatriar os seus cidadãos que estão em território europeu sem visto, e ainda a extensão do Sistema de Informação Schengen (SIS) com a recolha de dados biométricos e de impressões digitais d@s imigrantes no Sistema de Informação de Vistos (VIS); -a generalização dos passaportes com dados biométricos e chips para @s cidadãos da UE;
-a amplificação das prerrogativas e da ação da agência de polícia Europol e da agência "Frontex" que treina os policiais nas fronteiras;
-o reforço do programa internacional de pesquisa EU-SEC sobre a segurança durante os importantes eventos na Europa, assim como o grupo dos "Oficiais de Ligação" de diferentes países supervisionando as operações policiais durante encontros políticos (ou futebolíticos) internacionais e trocar informações sobre os agitadores em potencial;
-a construção da Força Policial Européia podendo assumir as funções de polícia para assegurar a ordem pública e responder às insurreições populares nos países mais pobres da UE.

Durante anos a fio tentaram-nos convencer que a NATO seria um bloco militar de defesa face à «ameaça» do bloco de Leste. A verdade é que hoje, o bloco de Leste despareceu e a NATO ainda subsiste, com a diferença de que agora, mais do nunca, está mais ameaçadora e perigosa . A NATO é um obstáculo à concretização a paz mundial. Com efeito, a NATO tornou-se, desde o fim da guerra fria, um puro instrumento ao serviço do expansionismo e do poderio da única super-potência, os Estados Unidos da América. Com os mais variados pretextos, inclusive justificando as suas intervenções armadas com base numa suposta «guerra humanitária», manipulando e instrumentalizando, sem pejo, as Nações Unidas e o sistema de direito internacional, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos está apostada em aumentar o domínio pelos recursos económicos de todo o planeta e a estender o seu poder por todo o mundo.

Na Europa, a NATO está a agravar as tensões e alimentando a corrida aos armamentos através da acumulação de um enorme arsenal nuclear, baseado na estratégia de um ataque nuclear inicial, a par de um suporte de um escudo anti-misseis. Por seu turno, a União Europeia está cada vez mais vinculada à NATO. A expansão desta para os países de leste e o desenvolvimento de operações militares por todo o mundo torna este um lugar cada vez mais perigoso para viver. Cada expansão das fronteiras da NATO aumenta a possibilidade de conflitos e guerras. Por isso, a nossa rejeição por soluções militares para cpnflitos regionais faz com que a NATO seja considerada parte do problema e não a sua solução.

Nos últimos dias a cidade de Estrasburgo já se prepara para o acontecimento: estendeu e ampliou o perímetro de segurança ( a zona vermelha), prepara-se para suspender e proibir os mais variados meios de transporte ( incluindo a navegação fluvial no Reno, e as atravessias ferroviárias do rio) durante os dias da cimeira, vai encerrar escolas e faculdades, terá pelo menos 10 helicópteros a fazer vigilância permanente, e já está a colocar obstáculos à montagem e organização das aldeias onde vão estar alojados os manifestantes anti-NATO.

A paranóia securitária chega ao ponto de, no lado alemão do Reno, os cerca 700 habitantes de Kehl, assim como os 240 residentes da cidade de Baden-Baden, que ficarão dentro da zona vermelha, só poderão sair das suas casas acompanhados de polícias !!!

Em suma, as zonas «securizadas» serão verdadeiras zonas ocupadas. E todo este aparato é bem demonstrativo que os poderosos do mundo, para se encontrarem entre si, têm de montar uma imensa fortaleza, securizar uma cidade inteira, a fim de se proteger da população, com medo daqueles que pretensamente os elegeram !!!

Apelo Não à NATO, Não à guerra

Por ocasião do 60º aniversário da OTAN(NATO) apelamos a todos para se manifestarem em Estraburgo (França) nos dias 3, 4 e 5 de Abril contra as agressivas políticas militares e nucleares da NATO, e bem assim a participarem na contra-cimeira por um outro mundo de paz e justiça. Assim :

-Declaramos o nosso repúdio pela visão maniqueista e perigosa da «guerra das civilizações», assim como a todas as respostas militares à crises mundiais e regionais.

- Declaramos a nossa rejeição a uma nova corrida de armamentos e recusamos viver sob a ameaça do recurso às armas nucleares.

-Declaramos inaceitável que as despesas militares absorvam o dinheiro que tanto é necessário para a satisfação das necessidades vitais das populações de todo o mundo, sobretudo num momento em que vários governos querem que sejam os povos a pagar os custos e os prejuízos da crise financeira a que levou o neo-liberalismo e a especulação dos últimos anos.

-Exigimos o encerramento das bases militares estrangeiras em todos os países

Para construir um mundo mais seguro e mais justo reivindicamos a desmilitarização e a democratização das relações entre os povos e o estabelecimento de novas formas de solidariedade e cooperação.

Demontrativo do falhanço das operações militares levadas a cabo pela NATO é a actual situação do Afeganistão, onde o balanço trágico da ocupação militar é revelador da falta de sentido das soluções militares, que devem ser substituídas por soluções políticas.

Programa :
-Contra-cimeira de 2 a 5 fr Abril
-Aldeia auto-gerida de 1 a 5 de Abril
- Grande manifestação a 4 de Abril
- Acções directas não-violentas
-Programa cultural

Solidariedade intergalática!



CONSULTAR:

Discurso no mercado do desemprego ( por Samith Al-Qassim, poeta palestiniano)

DISCURSO NO MERCADO DO DESEMPREGO

"Talvez eu perca — se desejares — a minha subsistência
Talvez venda as minhas roupas e o meu colchão
Talvez trabalhe na pedreira... como carregador... ou varredor
Talvez procure grãos no esterco
Talvez fique nu e faminto
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Talvez me despojes da última polegada da minha terra
Talvez aprisiones a minha juventude
Talvez me roubes a herança dos meus antepassados
Móveis... utensílios e jarras
Talvez queimes os meus poemas e os meus livros
Talvez atires o meu corpo aos cães
Talvez levantes espantos de terror sobre a nossa aldeia
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação das minhas veias
Resistirei
Talvez apagues todas as luzes da minha noite
Talvez me prives da ternura da minha mãe
Talvez falsifiques a minha história
Talvez ponhas máscaras para enganar os meus amigos
Talvez levantes muralhas e muralhas em meu redor
Talvez me crucifiques um dia diante de espetáculos indignos
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação das minhas veias
Resistirei
Ó inimigo do sol
O porto transborda de beleza... e de signos
Botes e alegrias
Clamores e manifestações
Os cantos patrióticos arrebentam as gargantas
E no horizonte... há velas
Que desafiam o vento... a tempestade e franqueiam os obstáculos
É o regresso de Ulisses
Do mar das privações
O regresso do sol... do meu povo exilado
E para os seus olhos
Ó inimigo do sol
Juro que não me venderei
E até a última pulsação das minhas veias
Resistirei
Resistirei
Resistirei "


Samih Al-Qassim
(poeta palestiniano proibido de exercer a profissão docente pelos israelitas)


http://en.wikipedia.org/wiki/Samih_al-Qasim

Retirado do blogue:
http://daliedaqui.blogspot.com/

A escola deve educar para a desobediência …para formar rebeldes competentes (palavras de Laborinho Lúcio, magistrado e ex-ministro da Justiça)

A escola actual deveria educar para a "desobediência" no sentido em que deve estimular nos alunos o desenvolvimento de pensamento crítico, defendeu esta semana Álvaro Laborinho Lúcio.

O ex-ministro da Justiça, magistrado judicial, e antigo director do Centro de Estudos Judiciais (CEJ), instituto onde são formados em Portugal os juízes e magistrados, e actual membro eleito da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, falava esta semana em Faro, durante a sessão comemorativa do Ano Europeu da Criatividade e Inovação, que se assinala em 2009, quando proferiu aquelas enfaticamente palavras.

"Numa sociedade em que se pretenda que seja um instrumento de criatividade, a escola deve ser também um instrumento para o desenvolvimento económico, cidadania e democracia", afirmou.

Durante a palestra "Pelos caminhos da criatividade - entre a razão e a emoção", Laborinho Lúcio falou ainda do conceito de "rebeldes competentes" e do facto de não haver "nada melhor" para formar a desobediência que a arte e a criatividade.

"A escola de hoje deve ensinar a pensar, escolher e agir", resumiu, sublinhando que as escolas devem educar para o fomento do pensamento crítico dos alunos, formando assim "rebeldes competentes".

Já no seu livro «Educação, Arte e Cidadania», Álvaro Laborinho Lúcio, citando o livro de José Manuel Pureza, «Por um contrato Socio-Educativo Pela Cidadania, Qualidade e Avaliação da Educação», CNE, editado em 2002, tinha valorizado a desobediência na formação e educação, uma vez que o mandamento fundamental da educação para a cidadania democrática é educar para a desobediência crítica, o que implica que a escola deixasse de ser um armazém de crianças e jovens a quem se ministram apressadamente programas e currículos e se transformasse num espaço de crescimento mútuo e de partilha, onde a arte e a criação marcassem presença destacada.


Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1368618&idCanal=58
http://barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=31245
educação artística ( texto de Laborinho Lúcio)


"O progresso é uma consequência da desobediência e da rebelião... "
Oscar Wilde


"Qualquer pessoa que tenha lido a história da humanidade aprendeu que a desobediência é a virtude original do homem"
Oscar Wilde

A desobediência de Adão e Eva às ordens que lhes foram dadas...

11.3.09

O GAIA e o activismo de acção directa vão ser amanhã (dia 12, entre as 15h. e 16h30) tema de um programa da TSF



http://gaia.org.pt/

Amanhã, dia 12 de Março de 2009, entre as 15h e as 16h30 a estação de rádio TSF vai falar, durante o programa «Mais cedo ou mais tarde», sobre o GAIA (grupo de acção e intervenção ambiental) e o activismo de acção directa em Portugal com uma entrevista em directo a Inês Barros no Centro Social da Mouraria

Consultar: http://tsf.sapo.pt/blogs/maiscedo/default.aspx

São raros os grupos que em Portugal se dedicam à acção directa.

O GAIA, Grupo de Acção e Intervenção Ambiental é um deles, «com uma forte componente activista, recorrendo a acções directas, criativas e não-violentas, promovendo o trabalho a partir das bases. Aborda a problemática ecológica através de uma crítica ao modelo social e económico que explora e prejudica o planeta, a sociedade e as gerações futuras».

Inês Barros, do Centro Social da Mouraria (que pertence ao GAIA), vai estar em directo ( entre as 15h e as 16h30 na TSF).

Escutar a TSF - http://tsf.sapo.pt/paginainicial/

Aviso Público da Casa Viva



Estavam à nossa espera. O blog anunciava o início da festa às 11h00, mas passava do meio-dia quando começamos a montar bancas, mesas, cadeiras, bancos, cavaletes, xadrez, livros, pincéis e papéis na praça do marquês. Apareceram de imediato. PSP, dois agentes, um dos quais graduado. O mesmo que comunicou ao primeiro que abordou que ali não podíamos estar, por se tratar de um evento anunciado, o blog que haviam consultado assim o confirmava e tal carece de licença, coisa de que não dispúnhamos.

“Evento” … o termo, e respectiva definição, desenrolou uma conversa de mais de uma hora. Sobre este e outros conceitos não se chegou a consenso algum. Ficou o aviso: “sujeitam-se a que apareça a polícia municipal e apreenda todo o material que aqui se encontra”. Pretendíamos, apenas, provocar um encontro numa praça da cidade, um encontro para distribuir informação, conversar, jogar xadrez ou jogar à petanca, pintar, fotografar, ler, estar. Regado com alegria de palhaços e almoço popular. Tudo isso aconteceu.

Pelas 16h30, quando a também anunciada polícia municipal surgiu, recolhíamos já à CasaViva, um espaço de propriedade privada mas porventura dos mais públicos na verdadeira acepção da palavra. A fachada exibia então um Aviso Público: A censura é sempre mais violenta do que qualquer faixa. Ao contrário da autoridade, a CasaViva não censura, não criminaliza, não mata. (*)

Como a realidade lá fora é outra e porque o desconhecimento da lei não é desculpa para poder prevaricar no que à mesma diz respeito, com a colaboração do referido simpático agente no seu esclarecimento, elaborou-se o possível Manual de Frequência do Espaço Público:

1- Não se pode montar bancas de informação, com ou sem rodas, mesmo que não existam transacções comerciais. Pode distribuir-se propaganda desde que autoportante e, em caso de cansaço físico, só se pode sentar e/ou pousar essa informação em mobiliário municipal por poucos segundos, talvez um minuto, a lei parece não ser muito precisa.

2- Não se pode trazer um sofá para a praça e confortavelmente sentar-se ao sol a ler um livro, mas pode-se trazer uma cadeirinha, cuja dimensão parece que a lei também não refere com precisão, nem o tempo em que essa cadeirinha poderá estar a incomodar no espaço público. Segundo o agente graduado, a grande diferença entre um sofá e uma cadeirinha, numa praça, é o facto de o sofá provocar os transeuntes a questionarem-se do porquê de tal mobiliário "anormal". Está a dizer-me, então, que a lei existe para defender as pessoas de se interrogarem sobre o que as rodeia? "Sim.” E que, portanto, a lei existe para normalizar as pessoas impedindo-as de exercerem o seu espírito crítico? "Sim.”

3- Pode-se ter um cavalete para qualquer cidadão pintar, mas se for mesa, nem que seja para crianças, já não pode ser.

4- Pode-se ter e estar a jogar xadrez num tabuleiro desde que não incorpore uma mesa.

5- Para se realizar um encontro com mais de três pessoas, este não pode ser anunciado na Internet, pois será considerado organizado e portanto carece de autorização do Governo Civil. Mas se esse ajuntamento já tem história, é tradição, já pode livre e espontaneamente acontecer, conforme comprova o ajuntamento dos senhores do jogo da sueca, diariamente na praça do marquês. E para ser considerado tradição não chega ter como antecedentes só dois outros encontros, não se sabe se os nossos recentes três já serão suficientes.

5.1- Se o encontro for numa praça, por mais que seja um local de estar, é preciso ter cuidado quanto ao fim a que se destina, para não pôr em risco o que ela por definição não é, corredor de circulação pedonal. Ficai os interessados também a saber que, se corredor fosse, teria de se chamar Stª. Catarina e ser ocupada na altura em que está vedada ao trânsito automóvel. Se assim for, já isto e muito mais poderá acontecer e mesmo que bloqueie a passagem de um transeunte desinteressado não carece de autorização do Governo Civil.

5.2- Se clandestinamente organizar qualquer coisa, evite chamar-lhe evento, escamoteie o facto de ser organizado, mesmo que o não seja e verifique se está numa praça e se na sua fronteira existe algum edifício do qual possa sair gente considerável que necessite atravessá-la, como, por exemplo, uma igreja. Pois é, parece que o espaço público, apesar de assim se manter nomeado e além de cada vez mais parco nas nossas cidades, está cada vez mais parecido, nas suas limitações, com o espaço privado.

6- Embora o que dizem que a lei diz, não diz se o que no dicionário quer dizer é o que a lei diz. Para quem necessite ou deseje frequentar o espaço público, fique a saber que um dicionário de 2009 diz o seguinte:

“Evento”, do latim eventu, acontecimento.

“Organização”, acto ou efeito de organizar, preparação, planeamento, disposição que permite o uso e funcionamento eficiente, relação de coordenação e coerência dos diversos elementos que formam um todo.

“Praça”, do latim platêa, praça pública, lugar amplo, zona de estar, geralmente rodeado de edifícios [o que quer dizer que as ruas que a ladeiam são a área de circulação desse espaço].

“Rua”, do latim ruga, sulco, caminho, via ladeada de edifícios, zona que privilegia a circulação.

7- Mesmo assim se a sua acção levar os transeuntes a saírem das suas vidas pacatas, questionando-se na sua realidade e na do mundo que os rodeia, já corre sérios riscos de apreensão de todo o material por parte da polícia municipal e, no mínimo, são necessárias identificações dos provocadores dessa acção. Corre ainda um outro risco, o dessa acção ser considerada crime contra a paz pública, isto se subjectivamente tornar viável a hipótese de um cidadão, e basta um, com “um nível cultural baixo”, mais uma definição em que a lei peca por falta de precisão, interpretar mal a acção e desta forma sentir-se impelido à violência; pode vir a ser acusado de terrorismo, o que não será forçosamente mau se desejar alguma projecção nos média, desde que arranje um bom advogado para não acabar a gozar a sua glória aos quadradinhos.

Querem melhor e mais genuína, vindo de quem vem, explicação da lógica das leis? São estes os nossos sete pecados mortais a acrescentar às razões que contribuem para esvaziar o espaço público, torná-lo mais inseguro e, portanto, necessariamente mais policiado, violento e repressivo, em cidades cada vez mais elitistas de gente que se auto-enclausura em condomínios fechados que proliferam como cogumelos. Esta chama-se Porto Vivo, até podia ser vip mas é zip (zona de intervenção prioritária): um somatório de casas devolutas a recuperar para uma população influente, endinheirada, a bem de uma cidade chique, cuja alma é empurrada para os subúrbios. Porque a alma é a gente que lá nasceu, cresceu e viveu, com conta na mercearia, que pode contar a história daquela esquina, que conhece o vizinho que lá viveu antes, o barbeiro que já fechou e as vendedeiras do Bolhão de geração em geração. É a morte da cidade Aniki Bobó.

Tudo isto obriga a uma actualização de conceitos, pois praça, rua, casa, espaço público e privado já não são o que eram e nem um gajo que queira ser “um cidadão exemplar” sabe como agir. Portanto, já sabem, quando saírem de casa deixem o espírito crítico na gaveta da mesinha de cabeceira senão sujeitam-se a que, em Portugal, hoje e amanhã… a autoridade vos tente amordaçar.


fui ao jardim do DIAP giroflé flé flá


Um apelo em forma de relato

O segurança do DIAP, que mais não é do que o homem que aponta o nome de quem sabe ao que vai e orienta quem não sabe, disse-nos que a 1ª secção, na verdade a primeira de que nos lembramos, era do outro lado da rua. Do outro lado da rua, a menina que nos atendeu, e que tratava, de facto de coisas da 1ª secção, informou-nos que tínhamos acertado à primeira, senão na secção, pelo menos no edifício. Mas, onde tínhamos escolhido subir as escadas para o que nos parecia a entrada principal, e que o era, de facto, deveríamos ter decidido descer para o que parecia uma arrecadação, mas que era, na realidade, a secretaria, ou seja, o local onde nos indicariam definitivamente a secção a que nos deveríamos dirigir, assim como o respectivo piso.

Voltamos a atravessar a rua, onde se esqueceram de desenhar uma passadeira, quiçá um viaduto para peões, para facilitar as viagens de um edifício para o outro, ambos do DIAP em tête-à-tête na rua, nem de propósito, da Constituição. O moçoilo que nos atendeu solícito deixava o telefone tocar, afinal ele estava embrenhado no seu computador a ver se descobria para onde nos mandar e ia agora um gajo, só por ser ao telefone, passar à frente de quem lá estava presente, quem quer que seja que tente mais tarde e pode ser que tenha a sorte de, nesse preciso momento, ele não estar com outro caso entre mãos. Neste, o número do processo que a 7ª esquadra da Polícia de Segurança Pública do Porto tinha dado ao caso da apreensão da faixa não aparecia em lado nenhum. Subam ao 2º piso e, na 5ª secção, peçam para ver se o processo agora não tem o número tal, foi o melhor que se arranjou. Assim fizemos.

E, de facto, segundo nos informou a funcionária que preferia ter feito ponte naquela véspera de Carnaval, o processo da faixa estava apenso a um outro processo. Já receberam outra notificação, não é verdade? Não era. Não importa! O que importa é que foi tudo arquivado. Um momento... Não importa?! Então há um processo, que até foi arquivado, valha-nos isso, calcula-se que por falta de validade e/ou viabilidade, sem que os alegados proto-arguidos tenham sido notificados, e não importa?! Faça lá o favor de nos dizer que processo é esse. Nem imaginam a pilha de documentos que tenho lá dentro, não tenho tempo para procurar isso, ainda por cima hoje que tenho a fezada de bater o meu record no tetris. Não disse tanto, claro está, alguma coisa tê-la-á apenas pensado, façam o favor de a considerar pura especulação nossa ao olharmos para a cara que nos lançou a funcionária que preferia ter feito ponte naquela véspera de Carnaval.

Bem, então se se arquivou o processo da faixa, se se descobriu que não havia justificação para levar a coisa a tribunal, se se achou, realmente, que a nossa mensagem não apelava à violência... queremos a faixa de volta. O quê?! É verdade. Queremos a faixa. Vão ter que pedi-la e, depois, o magistrado decide se a entrega ou não. Como é que é? Escrevem um papelito a fazer o vosso pedido e logo se vê se é atendido ou não. Então tiram-nos a faixa por considerarem que é prova de crime, decidem que, afinal, não há crime e podem recusar-se, se lhes apetecer, a devolver a faixa? É assim mesmo.

Adiante. Não tem, por acaso, uma minuta que nos possa orientar? Mas vocês vão mesmo pedir a devolução da faixa? É convosco, mas pode dar azo a que haja um processo contra vocês. Por pedirmos a devolução da faixa? Vocês vão-se identificar e, assumindo a autoria, já há sobre quem fazer cair as responsabilidades. Mas a autoria já foi assumida na 7ª esquadra e, de certeza, isso fez parte das alegadas provas que algum magistrado viu antes de arquivar o caso... Afinal vocês querem a faixa ou querem um processo?, enervou-se a funcionária que preferia ter feito ponte naquela véspera de Carnaval. Nós queremos a faixa.

Se bem que um processo até vinha a calhar. Porque, se é vergonhoso, que se apreendam livros com nus nas capas, não o é menos que se retire, no dia a seguir a balear-se um puto à queima-roupa, uma faixa por ter escrito que a bófia dispara. Este ataque à liberdade de expressão e o processo que foi a nossa experiência no DIAP são reveladores de que se decidiu, sabe-se lá quem e sabe-se lá quando, que se permite que a polícia mate e se proteja censurando. Vá lá que em Braga censurou e não se protegeu matando. Mas nunca fiando...

Nesse caso, a coisa foi mediatizada, o Ministério Público entrou em cena e o rapaz dos livros tem conhecimentos, dinheiro e paciência para levar a coisa a tribunal. No nosso caso, a mediatização foi impossível, não só pela nossa consciente falta de esforço, mas também porque a faixa ligava o papel dos média à impunidade com que a polícia dispara. O Ministério Público arquivou o caso sem se preocupar em averiguar se houve algum delito contra a liberdade de expressão. Triste a sina de quem tem que viver num sítio onde o controlo do MP sobre a legalidade do trabalho dos seus subordinados está dependente da agenda mediática.

Resta-nos, portanto, se quisermos que isto não passe impune, ter a iniciativa de processar a polícia por atentado à liberdade de expressão. A questão é que não somos como o rapaz dos livros e não temos conhecimentos, dinheiro ou paciência para tal. Portanto, se fores ou conheceres alguém que possa tratar disso, estás a arranjar uma forma de garantir que a autoridade tem que começar a ter mais cuidado antes de entrar a abrir e a censurar o que lhe apetece. Fala connosco.

Doutra forma, o mais provável é que não aconteça mais nada em relação a isto, para além da devolução da faixa, que faremos por recuperar.

Irish Day é já no Sábado (14 de Março) e vai haver em Lisboa workshop e baile de danças irlandesas



IRISH DAY
(Comemoração do St Patrick's Day,
com workshop de dança irlandesa e noite de baile)


Programa:

Sábado, 14 março - das 15H às 18H
Workshop de Danças Irlandesas
monitora Meabh Felton (irlanda)

Casa da Comarca da Sertã
rua da madalena, Lisboa

Inscrições prévias até às 17 horas, sexta dia 15 Março

Enviar nome, contactos e o nome do workshop em que se inscreve para:

inscricoes.tradballs@gmail.com

Workshop só se realiza com mínimo 10 inscritos. (e máximo de 20)

(Aconselhamos a trazerem roupa e sapatos confortáveis)


Bailes / Concertos

sábado, 14 março

22h00 - Cobblestones (portugal)
00h00 - Cairde (irlanda)

Clube Oriental, Poço do Bispo, Lisboa


Preços:
Workshop - 10 euros

Workshop + Baile - 13 euros
Baile - 7 euros


Fonte: www.tradballs.blogspot.com/

Seminário sobre a Palestina - Conhecer para agir (14 de Março) - Solidariedade com o povo da Palestina



Seminário a 14 de Março, 10:30/18:00, no Auditório da Associação 25 de Abril, em Lisboa

A recente agressão do Estado de Israel ao povo palestiniano de Gaza convoca-nos a todos na exigência cívica de não ficarmos nem calados nem quietos. Este seminário, promovido conjuntamente por Amnestia Internacional, ATTAC Portugal , CIDAC, Fórum pela Paz e pelos Direitos Humanos e Graal, é um contributo para que se promova um conhecimento mais profundo e partilhado sobre este conflito e as suas raízes

Programa:

Das 10:30 às 12:30 horas

As Origens do Conflito Israelo-Palestiniano
O nacionalismo judaico
O nacionalismo palestino
O papel das instituições internacionais e das potências estrangeiras na criação e na gestão do conflito
Conferencistas: Jorge Martins, Tariq Al-Khudayri, José Manuel Pureza

Das 14:00 às 15:45 horas

O Conflito Hoje - no contexto regional e internacional
As forças locais, regionais e globais deste conflito
As dimensões económicas, sociais e políticas do conflito para a paz na região e no mundo
O papel da ONU, da União Europeia e a posição do Estado português. As alianças geoestratégicas do Estado de Israel
Conferencistas: José Goulão, Domingos Lopes, António Louçã

Das 16:00 às 17:30 horas

Ser Solidário em Portugal
As experiências positivas da solidariedade - testemunho de casos e de associações
Como ser solidário com o povo palestiniano, hoje, em Portugal - contributos para agir
Conferencistas: Luís F. Paulo, Vítor Nogueira, Isabel A. Magalhães

10.3.09

Tibet: 50 anos de resistência (1959-2009)

10 MARÇO 2009 - HOMENAGEM AOS TIBETANOS MORTOS DESDE 1959 PELAS AUTORIDADES CHINESAS + TIBETE LIVRE

Frente à Embaixada República Popular da China
(R. S. Caetano, 2 - Lapa, em Lisboa)


http://grupodeapoioaotibete.blogspot.com/

http://www.freetibet.org/

http://www.studentsforafreetibet.org/

http://blog.studentsforafreetibet.org/

Campanha pelas 1000 pessoas desaparecidas no Tibet
http://www.freetibet.org/campaigns/missing-1000



10 facts about Tibet

1. The invasion of Tibet began in 1949. Chinese occupation has resulted in the death of over one million Tibetans, the destruction of over 6,000 monasteries, nunneries and temples, and the imprisonment and torture of thousands of Tibetans.


2. The Dalai Lama*, Tibet's political and spiritual leader, fled Tibet in 1959 to Dharamsala, India, followed by over 100,000 Tibetans and established the Tibetan Government-in Exile. In 1989, he was awarded the Nobel Peace Prize for a steadfast dedication to non-violence.

3. Tibet, before occupation, was a nation with an established sovereign government, currency, postal system, language, legal system, and culture. Prior to 1950, the Tibetan government also signed treaties with foreign nations. The Chinese government claims that Tibet has always been part of China, yet its invasion of Tibet resembles imperialist aggression that China accuses other powers of exhibiting.

4. The "Tibetan Autonomous Region" (TAR) is not Tibet, nor is it autonomous. The Chinese government has divided historical Tibet into one region and several prefectures and counties, with the TAR encompassing only the central area and some eastern regions of Tibet.
5. The basic freedoms of speech, religion, and assembly are strictly limited, and arbitrary arrests continue. There are currently hundreds of political prisoners in Tibet, enduring a commonplace punishment of torture.


6. The Chinese government increasingly encourages Han Chinese to migrate to Tibet, offering them higher wages and other inducements. This policy is threatening the survival of Tibetan people. Tibetans are becoming a minority in the TAR. Yearly, thousands of Tibetans still flee from Tibet, making the treacherous journey over the Himalayas into a world of exile.

7. Historical Tibet was a vast country, with an area roughly equal to Western Europe. Tibet is the source of five of Asia's largest rivers, which provide water for two billion people. Tibet's fragile environment is endangered by Chinese strip-mining, nuclear waste dumping, and extensive deforestation.

8. The Chinese government claims to have “developed” Tibet, with “developments” mainly benefiting the new majority Chinese, not Tibetans. China, neglecting education and healthcare, has spent millions of dollars building infrastructure; many roads, buildings, and power plants directly support heavy militarization, allowing China to maintain Tibet as a police state.

9. The Chinese government aggressively seeks foreign investment for its “Go West” campaign, with use of these international funds to develop Tibet as a resource extraction colony and consolidate regional control. Foreign investments in Chinese companies legitimise China's colonisation and exploitative projects that harm Tibet.

10. The United Nations and international community have done very little to address the core issue of China’s illegal occupation of Tibet. China represents an enormous market and cheap labour force, and its associated businesses have such a strong lobby that officials are reluctant to take substantive measures. Since western countries adopted policies of so-called “constructive engagement” with China in the 1990s, the human rights situation in Tibet has only deteriorated.


The Yes Man, uma hilariante comédia sobre o neo-liberalismo,na livraria-bar Gato Vadio, seguido de debate (15 de Março,às 15h30)

The Yes Man - exibição do filme seguido de debate com Jorge Valadas

Domingo, dia 15 de Março às 15h30


Local: livraria-bar Gato Vadio
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016
email: gatovadio.livraria@gmail.com
Gato Vadio

Entrada Livre


“Não há crise”, a expressão passou de moda...
É a crise financeira dos “maus financeiros especuladores” que arrasta a economia para a crise ou foi ela apenas um sinal precursor dum desequilíbrio profundo do sistema capitalista, inerente à organização social do mundo em que vivemos?
A famigerada “mão invisível” reguladora da “economia” regulou o quê? E porque razão ela não regula mais? Voltara ela a “regular”?
O desmoronar do edifício da “economia” dos velhos centros vai deixar indemnes as periferias ou vai pelo contrário arrasta-las na sua queda?
De Shanghai a Nova Iorque, de Estugarda a Atenas, da Guadalupe à Islândia, de Alcabideche a Ermesinde : imagens de desastre, de ilusões, de submissões, de revoltas e de esperanças.
“Prepare for the worst, hope for the best!”, propunham os sindicalistas revolucionários norte-americanos nos anos vinte. A fórmula mantém-se actual nestes tempos de tempestade.
Conversa informal e não acabada à volta de um filme, reservada aos que pensam que o pessimismo deve ser deixado para tempos melhores.



Filme – 15h30
"The Yes Men" (78min)
http://theyesmen.org/


Sinopse:
Os Yes Men infiltram-se na OMC contra a qual militam. Participam nas conferências internacionais e aproveitam para levar às suas consequências extremas as teorias liberais com o objectivo de despertar as consciências". Este filme foi premiado com o “prémio do público” no Festival de Berlim.

The Yes Men é formado por dois activistas da culture jamming (Jacques Servin e Igor Vamos, conhecidos pelos pseudónimos de Andy Bichlbaum e Mike Bonanno) que já se fizeram passar por figuras importantes de empresas como McDonalds, Down Química, etc. Em Novembro do ano passado distribuíram, nas ruas de Nova York, um milhão de exemplares falsos do New York Times, cuja manchete era “Iraq War Ends”. Denunciam o neo-liberalismo através da caricatura e praticam o que eles chamam "correcção de identidade", fingindo ser pessoas poderosas e porta-vozes de organizações proeminentes.



A trailer for The Yes Men Fix The World
(dir. Andy Bichlbaum, Mike Bonanno 2009),
the sequel to The Yes Men (Christ Smith, Sarah Price, Dan Ollman 2004).







3ª Assembleia MayDay do Porto é hoje à noite. E em Lisboa a próxima Assembleia MayDay é já amanhã (dia 11/3 às 21h.)

O MayDay é uma parada de pessoas contra a precariedade no trabalho e na vida no dia 1 de Maio. Desde a estreia em Milão (2001), têm-se repetido em várias cidades por todo o mundo. Em 2007, a iniciativa MayDay chegou a Lisboa, repetindo-se em 2008, assim como será em 2009. Chegou agora a vez, em 2009, do Porto.


Em LISBOA:

Próxima assembleia já está marcada para:
4ª feira, dia 11 de Março, 21:00

na Associação Solidariedade Imigrante
(Rua da Madalena, 8 - 2º - Lisboa

Metro: Terreiro do Paço; Mapa)

Consultar:
http://maydaylisboa2009.blogspot.com/

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No PORTO:

3ª Assembleia MayDay Porto
Data: 10 de Março, terça-feira, às 21h30

Local: Maus Hábitos (Rua Passos Manuel, 178, 4º andar. Porto)

Contamos contigo e traz um amigo/a!



Acção de divulgação do MAYDAY Porto 2009 - a força da nossa voz

Quinta-feira, 12 de Março, Praça da Batalha, 17h30

Na próxima quinta-feira, a força da voz dos precários vai sair à rua.

Vamos percorrer Santa Catarina. Temos a voz e a música do Paulo Praça e todas as vozes que se juntem. Vamos mostrar como a precariedade nos congela a vida. Vamos contactar com as pessoas e provar que não temos vocação para o silêncio. Vamos anunciar o MAYDAY Porto 2009 – a parada dos precários que acontece pela primeira vez nesta cidade.

Às 17h30 do dia 12 de Março (Quinta-Feira), encontramo-nos em frente ao cinema Batalha.

Dali, faremos o caminho das ruas.

Aparece!


http://www.maydayporto.blogspot.com/


À FORÇA DA NOSSA VOZ - Paulo Praça


poema, valter hugo mãe

música, paulo praça

vídeo, miguel clara vasconcelos


Encontro nacional de professores em luta (dia 14 de Março, em Leiria)


PARA FAZER O BALANÇO DA LUTA DOS PROFESSORES

PARA PENSAR EM NOVAS FORMAS DE LUTA QUE POSSAM DERRUBAR AS POLÍTICAS DO MINISTÉRIO

PARA QUE ESSAS POLÍTICAS SEJAM DERROTADAS NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES


O encontro é promovido por vários movimentos de professores e de defesa da escola pública.Depois de um cordão humano que ajudou a recolocar na praça pública a longa luta dos professores, importa agora não desmobilizar, aproveitar a corrente e lançar novas propostas de acção.Até ao final do ano lectivo ainda muita tinta vai correr. Os professores não podem ser espectadores de outros palcos, à espera de uma benesse caída do céu.
Ou seja, não podemos ficar sentados à espera até ao dia das eleições.Deste governo já não temos nada a esperar. Deixou as escolas mergulhadas no caos e não se pode dizer que tenha conseguido quebrar a espinha aos professores. De recuo em recuo, transformou o seu modelo de avaliação numa farsa que não engana ninguém.
Mas seja qual for o próximo Governo, as suas políticas serão condicionadas pelo que todos juntos formos ainda capazes de fazer este ano lectivo. Essa é a chave da vitória.
Acreditamos que é essencial um novo grande momento de expressão da força unida dos professores ainda este ano lectivo.
Por isso, convidamos tod@s @s professores e professoras a comparecerem no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, no próximo dia 14 de Março. Para debater alternativas e deliberar em conjunto.


CENTRO DA NOSSA LUTA É O ECD

Embora haja outras matérias que merecem a nossa contestação determinada, convém não esquecer que O CENTRO DA NOSSA LUTA É A REVOGAÇÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE, de que decorre a divisão da carreira em duas categorias e o actual modelo de avaliação de professores. É este "documento" que está na base de toda a instabilidade que se vive na escola pública. Ou lutamos agora, firmes e determinados, ou os sacrifícios da nossa luta serão em vão.



CAMPANHA "ESCOLAS DO LADO CERTO"

Colega,Só a resistência interna, traduzida na recusa em entregar os objectivos individuais e em participar em qualquer acto relacionado com este modelo de avaliação, permite parar, definitivamente, a implementação desta avaliação absurda e injusta.Se a tua escola ainda não assinou nenhuma Moção neste sentido, está na hora de o fazer.Vais sentir orgulho de ver a tua escola/agrupamento integrada nesta campanha pela dignidade, pela razão e pela justiça!Na história da humanidade, este foi sempre o LADO CERTO!Acompanha e participa
AQUI




CAMPANHA "PROFESSORES DO LADO CERTO"

Milhares de professores NÃO entregam os seus Objectivos Individuais, recusando este modelo de avaliação e resistindo com coragem, coerência e determinação às ameaças, intimidações e pressões. É este o LADO CERTO!Acompanha e participa
AQUI



PRA CÁ DO MARÃO... NÃO HÁ MODELO DE AVALIAÇÃO!

A média de adesão à greve, no distrito de Vila Real, é superior a 95%, com inúmeras escolas paradas a 100%.A esmagadora maioria das escolas/agrupamentos do distrito, para não dizer a totalidade, recusa a entrega dos OI e suspendeu a participação em qualquer acto relacionado com o modelo de avaliação.


Movimentos de professores


Manifestação pelos direitos dos(as) imigrantes (dia 15 de Março, às 15h. no Martim Moniz, em Lisboa)


Manifestação luta pelos direitos e pelo respeito dos imigrantes


no dia 15 de Março às 14h30


no Martim Moniz (frente C. C. da Mouraria)




Poesia - Manifestos por A.Pedro Ribeiro na livraria-bar Gato Vadio (dia 14 às 18h.)

Poesia – Manifestos
por A. Pedro Ribeiro

Apresentação a cargo de A. Da Silva. O

Sábado, dia 14 de Março, 18h

Gato Vadio

Entrada Livre
Rua do rosário, 281 – Porto
telefone: 22 2026016



“Nestes tempos de crise das bolsas, dos bancos, dos negócios, nestes tempos de falência, de desemprego em massa, em que a vida perde o seu valor, a mensagem de Nietzsche e de Jim Morrison ganha uma actualidade única. Ao homem-mercadoria, ao homem-percentagem, ao homem-número, ao homem vencido, há que opôr o homem criador, o homem que diz sim à vida, não à vidinha da submissão, não à vidinha da rotina, não à vidinha do rebanho, mas sim à vida plena, à vida alegre, à vida autêntica. É possível passar do sub-homem ao super-homem se acreditarmos que, como disse Jim Morrison, isto não passa de um jogo, de um jogo imbecil. Se num desafio de futebol um jogador, uma estrela qualquer, decidir, de repente, pontapear a bola para fora e, pura e simplesmente, abandonar o campo toda a gente vai dizer: ponham esse palhaço na rua! Mas ele responde: ora, isto não passa de um jogo, da merda de um jogo, não sei porque lhe dão tanta importância. E o que temos de fazer é isso: abandonar o jogo, deixar que façam de nós escravos, imbecis. Temos de fazer alguns sacrifícios, seguir a nossa via ("solitário, segue o caminho que conduz a ti mesmo", diz Nietzsche), descurar a sobrevivência, abandonar a máquina mas o ganho será muito superior: tornar-nos-emos livres, poetas, filósofos, super-homens. Temos de nos juntar, fazer a revolução, mas não uma mera revolução política como a de 1917, como a de 25 de Abril, uma revolução global do espírito, das consciências. Teremos de ser até algo irracionais contra a pretensa racionalidade das bolsas, dos bancos, das empresas, da economia. TEmos de derrubar todos os governos. Destruir para construir. Começar do zero. Não ouçamos os jogos eleitoralistas e tácticos dos partidos políticos, dos sindicatos e das outras organizações. Sejamos nietzscheanos, morrisonianos. Punhamos à prova os limites da realidade. SEjamos doidos! Sejamos poetas! Superemos o homem, superemos o real. Construamos a vida. Sejamos afirmadores da vida. Afastemos a morte! Afastemos Deus, o capital e o dinheiro! Brindemos a Dionisos. Construamos o Céu na Terra, o Paraíso na Terra. O mundo é nosso. Não há regras. Não há limites. Queimemos o dinheiro! Queimemos a economia! Calemos para sempre os economistas. Sejamos, como disse Nietzsche, "decifradores de enigmas". Tornemo-nos deuses em vez de carneiros. Demos caos ao caos.”
A. Pedro Ribeiro

Mudar de Rumo - manifestação por mais emprego, salários e direitos ( dia 13 de Março, às 14h30 nos Restauradores)


13 MARÇO
Manifestação Nacional promovida pela CGTP-IN
Lisboa. Restauradores. 14h30

CGTP e MURPI dirigem apelo a todos os aposentados para a jornada 13 de Março:

Professores aposentados:


Os trabalhadores da Administração Pública vão estar em luta no próximo dia 13 de Março, ao participarem na Manifestação convocada pela CGTP-IN, sob o lema MUDAR DE RUMO.
Como refere o Aviso Prévio de Greve já emitido por esta Federação, os objectivos fundamentais para esta nova acção de luta dos trabalhadores da Administração Pública são os seguintes:

PELA VALORIZAÇÃO DOS SALÁRIOS;
PELO VÍNCULO DE NOMEAÇÃO PARA TODOS;
PELA REVOGAÇÃO DO REGIME DE CONTRATO DE TRABALHO EM FUNÇÕES PÚBLICAS;
POR CARREIRAS PROFISSIONAIS DIGNAS;CONTRA O NOVO CÓDIGO DO TRABALHO;
PELO DIREITO AO TRABALHO CONTRA A MOBILIDADE E A PRECARIEDADE;
CONTRA O SIADAP, POR UMA AVALIAÇÃO JUSTA E SEM QUOTAS.

Programação do cinema comunitário na Casa Viva (filmes a 12 de Março às 22h, e a 21/3 às 16h)


Em Março o cinema comunitário é dedicado ao tema da Escravatura e Racismo.

Desde 1415 que Portugal desempenhou um papel central no mercado da escravatura tal como no desenvolvimento do corpo teórico da ideologia racista. Com o recente aumento de crimes raciais e explosão emigratória, o tema assume novos contornos e importância.
Para melhor perceber a problemática será projectado a trilogia da História do racismo, uma produção transmitida na BBC 4 em 2007, durante as celebrações dos 200 anos da abolição da escravatura.

Data: Quinta-feira, 12 de Março. Às 22h. Entrada livre

Local: Casa Viva

“A cor do dinheiro” (58mins/inglês)


Na primeira parte desta míni série documental o mercado da escravatura é analisado pelo ponto de vista económico, estudando como cada império moldou as instituições económicas de forma a explorar todo o potencial do escravo; como algumas instituições bancárias nasceram exclusivamente do mercado da escravatura; como surgiram os primeiros conceitos de raça e racismo; e como os filósofos do iluminismo (Kant, locke e Hegel) justificaram uma hierarquia racial.



“O fardo do homem branco ou o inferno do homem de cor” (58mins/inglês)

Analisando alguns dos crimes do imperialismo ocidental, este documentário reflecte sobre o impacto do Darwinismo no discurso racista, com particular interesse nos Darwinistas Sociais e no notório livro de Thomas Carlyle, “Discurso ocasional sobre a questão do Negro”, que transformou o discurso racista no que hoje reconhecemos.



Data: Sábado, 21 de Março. Às 16.30. Entrada Livre
Local: Casa Viva

“Um Legado Selvagem” (58mins/inglês)


Na última parte da trilogia da história do racismo analisa-se a era pós abolição da escravatura, onde emergiram diferentes correntes politicas e sociais que exigiam a manutenção de uma hierarquia racial.


Debate

Depois dos filmes haverá um debate com convidados sobre racismo nos dias de hoje. Como se manifesta no dia a dia? Como se institucionalizou na nossa sociedade contemporânea? Quais são as suas novas vertentes?