12.10.08

Jornada de protesto contra a exploração de Urânio no concelho de Nisa ( no dia 19 de Outubro)




O MUNN (Movimento Urânio em Nisa Não), com a colaboração da CMN (Câmara Municipal de Nisa), ADN (Associação para o Desenvolvimento de Nisa), Nisa.Com (Associação Comercial do Concelho de Nisa), Terra (Associação de Desenvolvimento Rural de Nisa), Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) e Comissão de Ex-trabalhadores da ENU (Empresa Nacional de Urânio), vai promover no próximo dia 19 de Outubro (Domingo), uma JORNADA DE PROTESTO contra a exploração de urânio no Concelho de Nisa.

Assim, entre as 9,30 h e as 11,30 h, no Cine Teatro de Nisa, irá decorrer uma Tribuna Cívica, com a participação da Comissão dos Ex-Trabalhadores da ENU e coordenada pelo CES - Universidade de Coimbra, onde reconhecidos juristas, prestigiados académicos e outras personalidades convidadas efectuarão o balanço e aprovarão conclusões relativamente à exploração de urânio em Portugal, a que se seguirá a Marcha da Indignação até à jazida de urânio situada entre as Freguesias urbanas da Vila de Nisa (Nossa Senhora da Graça e Espírito Santo) e a Freguesia de S. Matias.

Os objectivos de tal Jornada, além da sensibilização das populações locais e limítrofes para os riscos que a eventual exploração de urânio comportará, visam ainda prevenir o País e o Governo, por um lado para o grave impacte que daí ocorrerá, por outro para a incompreensível desconsideração humana que tal decisão pressuporá e, por último, para o facto do modelo de desenvolvimento, investimentos em curso e economia local do Concelho de Nisa e envolvente não serem compatíveis com a exploração de urânio ou quaisquer outras agressões ambientais.


Podem também assinar a Petição com os mesmos objectivos:
http://www.petitiononline.com/zplin/petition.html


Convocada manifestação de Professores para 15 de Novembro em Lisboa em defesa da escola pública e contra a degradação das condições de ensino


Acabou por ser convocada uma grande manifestaçção de professores para o próximo dia 15 de Novembro em Lisboa com vista a defender a escola pública e protestar contra a gradual degradação das condições de ensino resultantes da actual política de ensino e que se caracteriza por:


- Um Estatuto da Carreira Docente que menoriza e degrada a profissão;

- na divisão da classe docente em "categorias", e da forma como se processou;

- na imposição do novo modelo de gestão das escolas anti-democrático

- no novo estatuto do aluno que promove o facilitismo e a irresponsabilidade;

- na legislação sobre o ensino especial e da pseudo-inclusão que provoca;

- na predominância do burocrático sobre o científico e pedagógico;

- na carga horária com que cada professor se vê confrontado;

- na indignidade com que tenho sido tratado, depois de muitos anos de dedicação e trabalho

Local de concentração: Marquês de Pombal, Lisboa.

Dia e Hora: 15 de Novembro, às 14 horas.

Segue-se desfile pela Rua Braancamp, Largo do Rato, Rua de S. Bento, terminando a manifestação em frente da Assembleia da República.

É preciso mobilizar o maior número de professores...

TODOS SEREMOS POUCOS!


Passa esta mensagem a todos os teus contactos.

Vamos também solicitar a colaboração de outros movimentos e personalidades que têm dado o seu contributo à causa da Educação.




Professores de Portugal


Gente nobre e dedicada
Força fértil e vital


Desta Pátria sufocada

Acorrei todos à praça

Resgatar a Educação

Perdida na nevoaça

Do Outono da Nação



Está na hora de lutar

Com a nossa indignação

Está na hora de bradar

É preciso dizer NÃO



NÃO à condição servil

NÃO à vã mediocridade

NÃO à demissão de Abril

Aos chacais da liberdade

NÃO ao sonho amordaçado

NÃO ao silêncio da voz

NÃO à perda do legado

Da Escola de todos nós



Está na hora de lutar

Com a nossa indignação

Está na hora de bradar

É preciso dizer NÃO

( autor: Luís Costa)


Proposta aprovada na reunião da APEDE de 11/10/09:

· Escrever uma carta-tipo que possa ser assinada por qualquer pessoa, professor e não só, sendo que todos os signatários se encarregarão de a enviar aos principais órgãos de soberania, aos órgãos de comunicação com maior projecção e, claro está, ao Ministério da Educação. O objectivo desta iniciativa, muito mais eficaz do que as petições on-line, é que milhares de cartas, assinadas por diferentes pessoas, “inundem” os respectivos destinatários e chamem a atenção para a nossa causa. O conteúdo dessa carta deverá incidir na denúncia do actual quotidiano laboral dos professores, do seu cansaço e da sua desmotivação, expressos no enorme número de professores que andam a pedir mensalmente reforma antecipada, e deverá acentuar a desmontagem de toda a coerção legislativa sobre os professores que visa fabricar falso sucesso escolar com fins meramente demagógicos e eleitoralistas.


· Escrever uma carta aos encarregados de educação, a ser distribuída por intermédio dos presidentes das associações de pais das diferentes escolas, esclarecendo os motivos do descontentamento dos professores, salientando o impacto das actuais políticas educativas na degradação da qualidade do ensino, e deixando claro que a formação das crianças e dos jovens deste país necessita de uma classe docente motivada, socialmente reconhecida e com condições para exercer o seu trabalho de forma condigna.


· Contactar os vários grupos parlamentares, expondo-lhes a situação cada vez mais insustentável que se vive nas escolas.


· Aprofundar os contactos com outros movimentos independentes de professores com vista a criar uma plataforma para acções e iniciativas comuns.


· Articular os professores de diferentes escolas de uma mesma zona ou agrupamento, de modo a promover núcleos de acção transversais a vários estabelecimentos de ensino.


· Usar, como forma de resistência no interior das escolas, todos os mecanismos de questionamento relativos ao processo de avaliação do desempenho, suscitando nos órgãos próprios (departamentos e conselhos pedagógicos) questões como a que se prende com a necessidade de publicação em Diário da República da delegação de competências, ou a que diz respeito ao facto de a avaliação simultaneamente pedagógica e científica ser destinada apenas a alguns professores – excluindo os que irão ser avaliados por colegas de outros grupos de docência, não qualificados para avaliar a competência científica.


· Caso se venha a confirmar a informação de que o Ministério da Educação, através da DGRHE, irá centralizar informaticamente todo o processo de recolha de dados sobre a avaliação do desempenho, promover imediatamente acções de resistência e de recusa em colaborar com um procedimento que só virá desautorizar ainda mais as escolas e reforçar, de maneira intolerável, os mecanismos de pressão e de controlo sobre os professores.


· Associar a APEDE à iniciativa de uma manifestação para 15 de Novembro, em articulação com todos os movimentos de professores que se queiram juntar a esta acção, na base de um caderno reivindicativo próprio que, entre outros pontos, exija a suspensão do actual modelo de avaliação do desempenho para o ano lectivo de 2008-2009.

http://apede.pt/joomlasite/index.php

11.10.08

Reacção de Bansky à crise financeira do capitalismo: um mural em Wall Street dedicado aos tubarões da finança

Por estes dias surgiu em Wal Street um enorme mural com um desenho de Bansky, conhecido artista britânico pelos seus célebres grafittis e desenhos de rua, dedicado aos tubarões da finanças onde se pode ler a frase «Deixai-os comer crack» ao lado de um rato com as mãos ensanguentadas e um casaco confeccionado com dinheiro, transmitindo assim a ideia de ratos a abandonarem um navio (finanças) que se vai afundando, e que procuram salvarem -se a si e, sobretudo, ao produto da sua rapina, antes ... da catástrofe final.
http://www.banksy.co.uk/menu.html

Jornada internacional contra a vigilância-mania e a paranóia securitária sob o lema «Freedom not Fear» (pela liberdade sem medo)

«Descansa! Para garantir a tua segurança
andamos a vigiar-te...!!!!»
Pela Liberdade de Expressão, de comunicação e de reunião - sem medos nem interferências abusivas na esfera particular de cada indivíduo



Hoje, 11 de Outubro, decorre em várias partes do mundo, mas sobretudo nos países europeus, uma jornada internacional contra a paranóia securitária que se está a converter cada mais como uma autêntica «securitomania».

Através de conferências, colóquios, manifestações, videoprojecções, exposições e concertos, e sob o lema « Freedom Not Fear», pretende-se sensibilizar a população em geral contra os sucessivos ataques que se vêm verificando contra os direitos e as liberdades civis e o medo que se vai artificalmante semeando junto das pessoas.

Uma larga coligação de colectivos e associações apelam à participação nesta jornada contra o controle social abusivo e atentatório das nossas liberdades que os governos e as multinacionais têm vindo a realizar sobre as nossas vidas.

A vigilância-mania propaga-se a grande passos. Governos e multinacionais registam, vigiam e controlam os nossos actos, os nossos gestos, de forma cada vez mais sistemática. O que quer que façamos, que digamos ou que transmitamos por qualquer via, assim como os locais para onde vamos, os nossos amigos, os grupos de pertença, etc, etc, tudo isso é religiosamente registado convertendo o governo de um país, de quem se esperava a normal administração da coisas públicas, num enorme aparelho de «big brother», e as empresas, em «little brothers» que acompanham tudo e todos, sem respeito da esfera individual de cada indivíduo e dos seus direitos e liberdades individuais.

A agenda das múltiplas reformas do sector da segurança interna revelam a convergência da polícia, das agências de informação, privadas e públicas, civis e militares, e ameaçam fazer desaparecer a separação e o equilíbrio dos poderes. Utilizando e abusando de métodos de vigilância em massa, intensificando a cooperação sem fronteiras entre as diversas agências do sector, o que se vai construindo são fortalezas e muros que excluem ( e lançam susoeitas) sobre tudo o que é diferente e sai fora do controle social dos poderes estabelecidos.

Sentindo-se constantemente espiados e vigiados, os cidadãos inibem-se na defesa dos seus direitos e na reivindicação dos seus legítimos interesses, pelo que a vigilância-mania é uma real ameaça às sociedades livres e democráticas. Ainda pior que isso essa paranóia securitária instila o medo e a desconfiança junto das populações que vão gradualmente cedendo as suas liberdades, sob o pretexto de que nada têm a esconder, a favor de uma mais que ilusória «segurança total», e que constitui o caminho mais directo para a sociedade totalitária de controle social, onde a liberdade é sacrificada em nome dessa ilusória «segurança totaL» que nunca chega.

O respeito pela vida privada, dos direitos e liberdade civis é uma componente essencial da dignidade humana e um padrão civilizacional de que não devemos desistir. Um sociedade livre exige e requer espaços e comunicações intransponíveis da esfera privada de cada invidíduo e cidadão.



1) Redução da vigilância e do controle

- supressão da conservação generalizada de «logs» nas nossas telecomunicações (retenção de dados)

- abolição da recolha arbitrária e generalizada dos nossos dados biométricos

- abolição da recolha arbitrária e generalizada dos nossos dados genéticos

-supressão da videoviglância permanente e das técnicas de detecção automática

- Supressão dos financiamentos para o desenvolvimento da novas técnicas de vigilância e de controle

-Não ao registo generalizado de todos os passageiros no transporte aéreo ( dados PNR)

- Não à troca de informações com os Estados Unidos e outros países que não assegurem uma protecção eficas dos dados

-Não à espionagem dos nossos computadores,ainda que à distância

- Não à vigilância e filtragem das comunicações da Internet (Protocolo Télécoms da EU)



2. Avaliação dos meios de vigilância existentes

- Pedimos um exame independente a todos os meios de vigilância, quer sobre a sua eficácia quer sobre os efeitos secundários negativos


3. Moratória para os novos meios de vigilância

- Após o rearmamento registado nos últimos anos, pedimos o congelamento imediato das novas leis securitárias que limitam as liberdades civis.


4) Garantia da liberdade de espressão, diálogo e de informação na internet

-Proibir a instalação de tecnologias de filtragem nas infraestruturas

- garantir de que só um juiz independente e imparcial possa declarar um conteúdo ilícito e solicitar a sua retirada da um website

- Criação de um verdadeiro direito de citação multimédia, tornado hoje indispensável no debate público nas democracias

- garantia da protecção dos espaços comuns de informação, diálogo e de expressão na Internet ( websites participativos, fóruns, blogs, etc) que estão ameaçados por leis e que forçam à auto-censura («chilling effect»)




A impunidade de Tony Blair passou por Lisboa ( excerto de uma crónica de Miguel Sousa Tavares)




Tony Blair veio fazer uma palestra a Lisboa, para a habitual plateia de decisores políticos e económicos. Depois de dez anos a governar a Inglaterra em nome dos trabalhistas, Blair é hoje um dos homens mais bem pagos da Europa, cobrando entre 125 mil e 250 mil euros por cada uma destas conferências, além do salário de luxo que recebe como consultor de um desses bancos americanos que agora estão no olho do furacão da crise financeira mundial. Também é enviado especial da ONU para o Médio-Oriente, mas, nessas funções, tem-se revelado bem menos empenhado e eficaz do que a fazer conferências. Como herança interna, Blair deixou um défice monumental nas contas públicas inglesas, arruinou o mítico Serviço Nacional de Saúde (ao ponto de ser o líder dos "tories", David Cameron, quem hoje faz o papel de defensor público do SNS), deixou umas centenas de mortos ingleses no Iraque e o país ligado ao desfecho da aventura de Bush (para a qual Blair foi o primeiro dos apoiantes), e, para rematar em beleza, deixou toda a economia inglesa refém da tragédia de Wall Street.

Seria de esperar da sua parte talvez alguma humildade, algum embaraço, quem sabe mesmo, alguma vergonha: afinal de contas, ele foi um dos principais responsáveis pelo estado do mundo e ainda anda a facturar fortunas a falar dos 'problemas' que ajudou decisivamente a criar! Mas, se alguém esperava tal coisa, esperou em vão. Descontraído e sorridente, Tony Blair puxou de umas notas avulsas e deu conta das suas recentes andanças pelo mundo: esteve em Pequim, nos Jogos Olímpicos, esteve no deserto, numa tenda com Kadhafi, esteve aqui e ali, derramando a sua vasta experiência sobre os 'problemas', para poder concluir em Lisboa que "os problemas são globais e precisam de soluções globais". Mais uns quantos lugares-comuns de profundidade semelhante e a repetição de que o trabalho tem de ser flexível e a Segurança Social tem de ser reestruturada. E pronto. Suponho que lhe terão batido palmas e agradecido


Excerto da crónica de Miguel Sousa Tavares publicada no jornal Expresso no passado dia 4 de Outubro

Manifestação anti-capitalista na City de Londres: porque é que somos nós a pagar os prejuízos dos banqueiros e a crise financeira?


O Capitalismo não funciona!





Uma manifestação com algumas centenas de activistas anti-capitalistas ( a maior parte deles, jovens estudantes) percorreu ontem a City ( centro financeiro de Londres) da capital inglesa. A manifestação atravessou vários diversos arruamentos parando em frente do Bank of England e de um reputado centro comercial ( o Royal Exchange). Não se registaram confrontos propriamente ditos com a polícia, se bem que por várias vezes a manifestação tivesse chocado com as linhas policiais que procuravam manter a manifestação o mais longe possível dos edifícios. No fim da manifestação houve lugar a várias intervenções de oradores, após as quais os manifestantes dispersaram-se.



Poetas Malditos ( de Adolfo Simões Müller )


Malditos poetas, que disseram tudo

e tudo tão bem dito!

Malditos poetas, que me deixam mudo,

sem um ai, uma súplica ou um grito!

Raios os partam, cada qual maldito!

Malditos, que roçaram no seu voo,

com asas de veludo

o infinito!

Malditos poetas: Eu os abençoo…


de: Adolfo Simões Adolfo Simões Müller (n. em Lisboa 18 Ago 1909, m. 17 Abr 1989)

Memórias de um anarquista japonês ( livro autobiográfico de Osugi Sakae)


Pacifista numa sociedade militarizada, feminista numa sociedade machista, Osugi Sakae ofendeu todas as autoridades, desrespeitou as leis, riu das tradições, lutou pela revolução e construiu a sua vida na medida certa para causar escândalo no Japão do início do século XX. É ainda hoje visto como um herói romântico combatendo a opressão das estruturas sociais e familiares existentes à época

Osugi fez observações sobre a sociedade japonesa de seu tempo com muito bom humor. Um humor que não poupava a ele mesmo, capaz de rir de si próprio. Por isso este livro com a sua biografia é mais do que a história da formação de um rebelde. É também um retrato do início do movimento socialista e anarquista no Japão.


Osugi Sakae (1885-1923) amava as greves mais pelo seu senso de solidariedade do que pelas vitórias sindicais, tendo afrontado séculos de dominação comportamental (familiar e social), no início do século XX, pois foi o precursor das liberdades sexuais, e desafiou ainda a rigidez da disciplina militar.

Morreu pela audácia revelada às mãos dos militares japoneses. Incidente Amakasu é o nome pelo qual ficou conhecido o assassinato de Sakae Osugi, Noe Ito, dois importantes anarquistas japoneses e uma criança, por forças militares daquele país. Um esquadrão de polícia militar liderado pelo oficial Masahiko Amakasu aprisionaram Sakae Osugi, Noe Ito, e o sobrinho de seis anos de Sakae. Em seguida, os três foram brutalmente espancados até a morte e seus corpos foram atirados dentro de um poço. Esta matança de anarquistas tão conhecidos juntamente com uma criança tão nova espalhou a surpresa e a revolta pelo Japão tornando-se um marco da brutalidade do governo japonês. Existe um filme de 1970, Eros Plus Massacre, que retrata os acontecimentos .

Após este episódio, a repressão foi acentuada e tornada cada vez mais brutal, e acabou evoluindo para uma marcha acelerada rumo à total militarização da sociedade japonesa que culminou na Segunda Guerra Mundial.

Osugi influenciou as revoltas estudantis dos anos 60 (no Japão!), onde novamente as ideias de combater a repressão política, económica e sexual e de lutar contra toda forma de hierarquia estava de volta, trazendo de volta a memória da figura, da acção e das palavras do "Anarquista Erótico" – como Osugi Sakae ficou conhecido.

Introduziu também o esperanto no Japão ao criar em 1906 a primeira escola dedicado ao ensino e aprendizagem daquela língua universalista. Foi ainda infuenciado pelo cristianismo, mas sempre negando a crença num deus transcendental e fora de si próprio até cortar radicalmente com toda e qualquer religião. Envolveu-se igualmente no movimento socialista japonês quando Kōtoku Shūsui e Sakai Toshihiko formaram a Sociedade dos Comuns ( Commoners' Society - Heimin-sha, em japonês), tendo escrito para o seu jornal « Common Peoples' Newspaper (Heimin shimbun)». Osugi era casado com Hori Yasuko, mas manteve uma relação com Kamichika Ichiko e Noe Ito na linha da sua filosofia do amor livre.


Não por acaso, um de seus textos, de Fevereiro de 1918, leva como título "Quanto a mim, prefiro o espírito" e a dada altura lê-se o seguinte:

"Eu gosto do espírito. Seja como for, geralmente detesto quando o espírito é transformado em teoria. Detesto porque nessa passagem para a teoria, ele frequentemente se torna servil, um colaborador em harmonia com a realidade social presente. Porque isso é uma fraude. Eu odeio o que os cientistas políticos e filósofos chamam democracia e humanismo. Fico doente só de ouvi-los. Eu odeio o socialismo também. E pela mesma razão, eu odeio um pouco o anarquismo. O que eu mais gosto é a acção cega da humanidade: a explosão de espírito."

Cronologia

• 1885 - January: Sakae Ōsugi born
• 1889 - December: Father transferred from Tokyo to Sendai
• 1891 - April: Enters elementary school
• 1895 - July: The first Sino-Japanese War begins; father dispatched to war zone
• 1897 - April: Advances to higher elementary school
• 1898 - April: Enters Shibata Middle School
• 1899 - Summer: Travels to Tokyo, Nagoya, and Osaka to visit relatives
• 1901 - April: Receives 30-day disciplinary confinement to Cadet School, probably for homosexual activity; November: Stabbed during fight with another cadet and expelled from Cadet School after returning to Shibata
• 1902 - January: Moves to Tokyo and enters Tokyo Academy; June: Mother dies; October: Enters fifth year at Junten Middle School
• 1903 - September: Enters Tokyo Foreign Language School, and experiments with Christianity; December (approximately): Begins to frequent the Heimin-sha
• 1904 - February: Russo-Japanese War begins; father dispatched to war zone
• 1905 - July: Graduates from Foreign Language School
• 1906 - March: Arrested in demonstration against increasing Tokyo trolly fare; June: Released on bail; September: Marries Hori Yasuko, and begins teaching Esperanto; November: Begins editing Katei zasshi, and charges filed against Ōsugi for writing "Shimpei shokun ni atau"
• 1907 - March: Charges filed against Ōsugi for writing "Seinen ni uttau"; May: Incarcerated in Sugamo Prison; November: Released from prison
• 1908 - January: Arrested for the Rooftop Incident, and incarcerated in Sugamo Prison; March: Released from prison; June: Arrested for the Red Flag Incident; September: Incarcerated in Chiba Prison
• 1909 - November: Father dies
• 1910 - November: Released from prison
• 1912 - October: Begins publishing Kindai Shisō
• 1914 - April: First meets Kamichika Ichiko; September: Stops publishing Kindai Shisō, and introduced to Itō Noe; October: Begins publishing Heimin shimbun
• 1915 - March: Stops publishing Heimin shimbun; October: Begins publishing second Kindai shisō; December: Begins affair with Kamichika Ichiko, and removed from control of second Kindai Shisō
• 1916 - January: Second Kindai Shisō ceases publication; February: Begins affair (perhaps) with Itō Noe; May: Itō Noe leaves husband, Tsuji Jun, for Ōsugi; November: Stabbed by Kamichika Ichiko
• 1917 - January: Hori Yasuko renounces ties with Ōsugi; September: First daughter born
• 1918 - January: Begins publishing Bummei hihyō; April: Stops publishing Bummei hihyō, and begins publishing Rōdō shimbun; July: Stops publishing Rōdō shimbun
• 1919 - May: Strikes policeman Andō Kiyoshi; July: Charged for striking policeman; October: Begins publishing Rōdō undō; December: Incarcerated in Toyotama Prison, and second daughter born
• 1920 - March: Released from prison; June: Stops publishing Rōdō undō; October: Goes to Shanghai to attend Congress of Far Eastern Socialists; December: Taken into temporary custody at founding meeting of Nihon shakaishgi dōmei in Tokyo
• 1921 - January: Begins publishing second Rōdō undō in cooperation with Bolshevik faction; March: Third daughter born; June: Stops publishing second Rōdō undō; December: Begins publishing third Rōdō undō
• 1922 - June: Fourth daughter born; September: Attends Osaka meeting to found national labor union; November: Invited to attend the International Congress of Anarchists in Berlin in early 1923; December: Departs for Europe
• 1923 - February: Arrives in France; May: Arrested at May Day demonstration in St. Denis; June: Deported from France; July: Arrives in Japan. Last issue of third Rōdō undō; September: Murdered together with Noe Itō and nephew in aftermath of the Great Kantō Earthquake.


O livro encontra-se à venda na
livraria-bar Gato Vadio ( na cidade do Porto:
Memórias de um Anarquista Japonês, Ósugi Sakae, Conrad 12€

7.10.08

Para acabar de uma vez por todas com o trabalho indecente ( assinem o Apelo a favor do trabalho decente e por uma vida decente)


O trabalho digno é o que permite uma vida digna.

Existe, também uma resposta mais completa: o trabalho digno, enquanto conceito e programa, foi introduzido e, inicialmente promovido, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 1999. Integra quatro elementos essenciais: o emprego, os direitos, a protecção social e o diálogo social. O trabalho digno baseia-se na convicção de que estes quatro elementos são necessários para a criação de melhores perspectivas de progresso social e de desenvolvimento


Porque é o trabalho digno tão importante?

Qualquer pessoa no mundo, devia ter um emprego que lhe permitisse levar uma vida digna e que respondesse às suas necessidades essenciais e o emprego é fundamental para este objectivo. É necessário que os governos tomem medidas adequadas a favor dos milhões de mulheres e de homens, de jovens e de migrantes que trabalham ou que procuram emprego:

• Garantir que a protecção social e os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras sejam plenamente respeitados tanto na legislação do trabalho como na prática.
Os níveis de vida e as economias requerem um emprego produtivo com vista ao seu
desenvolvimento;

• Criar milhões de empregos dignos para as mulheres e os homens. Os empregos só podem ser melhorados se estiverem submetidos a normas e a direitos.
A protecção social assegura os trabalhadores e trabalhadoras a segurança de que tanto necessitam para poderem encarar o futuro com confiança.


Estas são as razões pelas quais devemos exortar todos os governos a uma maior criação de empregos, embora não de quaisquer empregos mas de empregos dignos para todos.


Muitas vezes, é a_rmado que os países não podem suportar salários justos ou melhores condições de trabalho; no entanto, os benefícios a longo termo ultrapassarão largamente os custos a curto prazo. É por isso que o trabalho digno constitui o melhor instrumento na luta contra a pobreza mundial.


Para a maior parte das pessoas no mundo inteiro a falta de empregos é sinónimo de pobreza.






Apesar do desenvolvimento económico mundial, a maior parte da população não vê qualquer melhoria nas suas vidas.

A par do desemprego aberto significativo, há muita gente subempregada ou que não é paga pelo trabalho executado. Metade dos trabalhadores no mundo ganha menos de 2 dólares por dia, 12,3 milhões de mulheres e homens trabalham em regime de escravidão, 200 milhões de crianças com menos de 15 anos trabalham em vez de irem à escola, 2,2 milhões de pessoas morrem anualmente devido a acidentes e doenças relacionados com o trabalho. Tanto nos países desenvolvidos, como nos países em vias de desenvolvimento, as pessoas trabalham mais por menos dinheiro e há cada vez mais pessoas – cuja esmagadora maioria são mulheres – forçadas a viverem na chamada economia informal, sem protecção social nem direitos e com empregos precários. Entretanto, as empresas utilizam a ameaça da externalização para reduzir os salários, e o “jogo de forças” pelos direitos, como o direito à negociação colectiva e à greve. Os sindicalistas que combatem estas tendências são despedidos, ameaçados, presos e mesmo mortos.

Só um sistema internacional baseado na solidariedade e no respeito pelos direitos das pessoas, como o prevêem as convenções das Nações Unidas e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), pode pôr termo a estas tendências. Apelamos aos nossos governos que assinem estas convenções, as implementem urgentemente e coloquem o trabalho decente no centro das suas decisões políticas. Em Julho de 2006, os governos presentes no Conselho Económico e Social das NU adoptaram uma Declaração Ministerial cujo primeiro artigo afirma: “Estamos convictos da necessidade urgente de criar um ambiente aos níveis nacional e internacional conducente à consecução do pleno emprego, produtivo, e de trabalho decente para todos, como suporte do desenvolvimento sustentável.” O seu apelo deve ser acompanhado pela ratificação e aplicação das normas da OIT, ao mesmo tempo, dado as agências internacionais utilizarem o novo pacote de instrumentos das NU para a integração do emprego e do trabalho decente, como o primeiro passo a favor de maior coerência e convergência políticas para a concretização da promessa de trabalho decente para todos.

Chegou a hora de começar a executar estas promessas

É nossa opinião que o trabalho decente é crucial para erradicar a pobreza, melhorar a vida das mulheres e dos homens e permitir às pessoas viverem em paz e com dignidade. Por isso, apelamos urgentemente aos decisores que se batam por:

1. Trabalho decente: Reafirmar a contribuição de empregos estáveis e de qualidade para uma economia sã e comunidades justas e equitativas, através da aplicação de estratégias inclusivas a favor do pleno emprego, produtivo, incluindo os que trabalham actualmente na chamada economia informal, que carecem de direitos e justiça para defenderem os seus interesses. Todas as pessoas têm direito ao trabalho, a boas condições de trabalho e a um rendimento suficiente para as suas necessidades económicas, sociais e familiares mais elementares, um direito que deveria ser concretizado através de salários que permitam viver decentemente.

2. Direitos: O direito dos trabalhadores a constituírem e aderirem a sindicatos e a negociarem colectivamente com o seu empregador é fundamental para a execução de um trabalho decente, devendo todas as organizações internacionais, governos e empresas mostrarem-se à altura das suas responsabilidades no respeito dos direitos humanos dos trabalhadores.

3. Protecção social: Reforçar e alargar a cobertura de protecção social garantindo acesso à segurança social, pensões, subsídios de desemprego, protecção de maternidade e cuidados de saúde de qualidade para todos. Estes benefícios devem estar disponíveis para todos, incluindo os trabalhadores da chamada economia informal.

4. Comércio: Mudar as regras comerciais injustas e assegurar a utilização de acordos comerciais como um instrumento que permita o trabalho decente, o desenvolvimento sustentável e a responsabilização dos trabalhadores, das mulheres, dos desempregados e dos pobres do mundo inteiro. Devem ser incluídos nos acordos comerciais mecanismos vinculativos para a promoção e aplicação do trabalho decente, incluindo as normas laborais básicas. Os governos devem deixar de concluir acordos comerciais que prejudiquem os pobres, criem desemprego e conduzam à exploração. As exigências das organizações dos trabalhadores e do resto da sociedade civil devem fazer parte da lista.

5. Dívida: Assegurar que as prioridades das instituições financeiras internacionais incorporem preocupações de índole social e ambiental. Em especial, é necessário pôr cobro às condições de empréstimo e de dívida que forçam os países a desregularem os mercados de trabalho, a reduzirem a despesa pública e a privatizarem os serviços públicos em detrimento das possibilidades de acesso e da qualidade. Todos os projectos financiados por estas instituições devem, na sua execução, aderir às normas laborais básicas.

6. Ajuda: Assegurar que os governos respeitem o seu compromisso de aumentar o nível da ajuda oficial dos países ricos ao desenvolvimento de, pelo menos, 0,7% do PIB. É indispensável financiamento adequado para o desenvolvimento, a fim de realizar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio das NU.

7. Migração: Assegurar que os trabalhadores migrantes não sejam explorados e gozem dos mesmos direitos que os outros trabalhadores, através da ratificação das convenções relevantes da OIT e da Convenção das NU de 1990 sobre a protecção dos direitos de todos os trabalhadores migrantes e membros das suas famílias.

Assinar aqui

Jornada de acção pela regularização dos(as) indocumentados (as) e contra a onda xenófoba ( dia 12 de Outbro às 15h. no Martim Moniz)

Pela regularização dos(as) indocumentados(as), contra a onda xenófoba e contra o Pacto Sarkozy

Associações convocam jornada de acção para domingo, 12 de Outubro, às 15h, no Martim Moniz


Nos dias 15 e 16 de Outubro, o Conselho Europeu reunirá os chefes de Estado e de governo dos 27 para ratificar o 'PACTO EUROPEU sobre IMIGRAÇÃO e ASILO', aprovado no conselho de ministros realizado a 25 de Setembro.

O Pacto proposto por Nicolas Sarkozy, no contexto da presidência francesa da União Europeia, visa definir as linhas gerais da UE nesta matéria e assenta em cinco pontos fundamentais: organizar a imigração legal, priorizando a adopção do “cartão azul”, para recrutamento de mão-de-obra qualificada; facilitar os mecanismos e procedimentos de expulsão e estabelecer nesse sentido parcerias com países terceiros e de trânsito; concretizar uma política europeia de asilo; reforçar o controlo das fronteiras; proibir os processos de regularização colectiva. Depois da aprovação da Directiva de Retorno, com o voto favorável do Governo português, estas medidas representam mais uma vergonha para a Europa.


O tratamento securitário das migrações, a definição de critérios discriminatórios para acesso ao trabalho, o aprofundamento da criminalização da migração, da militarização e externalização das fronteiras através do FRONTEX e a perseguição dos(as) cerca de 8 milhões de indocumentados(as) que vivem e trabalham na Europa - a quem é oferecida a expulsão como única saída -, são medidas que visam consolidar uma Europa Fortaleza, da qual não podemos senão nos envergonhar.

Em Portugal, a recente onda de mediatização da criminalidade e as recentes declarações de responsáveis governamentais que trataram os(as) como imigrantes bodes expiatórios para o aumento da criminalidade, abrem espaço para as pressões xenófobas e racistas, e criam um ambiente propício para a desresponsabilização do Governo.

Em causa está a necessidade de regularização de dezenas de milhares de imigrantes que defrontam sérias dificuldades em regularizar a sua situação. São homens e mulheres que procuraram fugir à miséria, fome, insegurança, obrigados a abandonar os seus países como consequência do aquecimento global e outras mudanças climáticas, ou que muito simplesmente tentaram mudar de vida, mas a quem não foi reconhecido o direito a procurar melhores condições de vida.

Tratam-se de pessoas que não encontraram outra opção senão o recurso à clandestinidade, muitas vezes vítimas de redes sem escrúpulos, e que se confrontam com uma lei que diz cinicamente que 'cada caso é uma caso', fazendo da regra a excepção e recusando à generalidade dos(as) imigrantes o reconhecimento da sua dignidade humana. Destaque-se a situação dos imigrantes sem visto de entrada, a quem a lei recusa qualquer oportunidade de legalização.


Solidários(as) com a luta que se desenvolve na Europa e no mundo contra as politicas racistas e xenófobas, também por cá vamos lutar pela regularização de todos imigrantes, sem excepção, cada homem/mulher - um documento.

É uma luta emergente contra as pretensões de expulsão dos(as) imigrantes, contra a vergonha de uma Itália que estabelece testes ADN como instrumento de perseguição dos ciganos(as), contra as rusgas selectivas, arbitrárias e estigmatizantes, contra a criminalização dos(as) imigrantes, contra a ofensiva das políticas securitárias e racistas, alimentadas pelo tratamento jornalístico distorcido feito por alguns meios de comunicação social.

Cientes de que está criado um ambiente de perseguição aos imigrantes na Europa, e rejeitando as pressões racistas e xenófobas dos Governos de Sarkozy e Berlusconi, organizações de imigrantes, de direitos humanos, anti-racistas, culturais, religiosas e sindicatos, decidiram marcar para o próximo dia 12 de Outubro, domingo pelas 15h, no Martim Moniz, uma jornada de acção pela regularização dos indocumentados(as), contra a onda de xenofobia e contra o Pacto Sarkozy.


ORGANIZAÇÕES SIGNATÁRIAS:
Acção Humanista Coop. e Des.; ACRP; ADECKO; AIPA – Ass. Imig. nos Açores; APODEC; Ass. Caboverdeanade Lisboa; Ass. Cubanos R.P.; Ass. Lusofonia, Cult. e Cidadania; Ass. Moçambique Sempre; Ass. dos Naturais do Pelundo; Ass. dos Nepaleses; Ass. orginários Togoleses; Ass. R. da Guiné-Conacri; Ass. Olho Vivo; Ass. Recr. Melhoramentos de Talude; Ballet Pungu Andongo; Casa do Brasil; Centro P. Arabe-Puular e Cultura Islâmica; Colect. Mumia Abu-Jamal; Khapaz – Ass. de Jovens Afro-descendentes; Núcleo do PT-Lisboa; Obra Católica Portuguesa de Migrações; Solidariedade Imigrante; SOS Racismo.

solidariedade_imigrante@hotmail.com
Solidariedade Imigrante - Associação para a Defesa dos Direitos dos Imigrantes
Rua da Madalena, nº8 - 2º andar 1100 - 321 Lisboa
Telefone/Fax: 218 870 713

Artes da Lua d’Outono ( 10, 11 e 12 de Out. em Coimbra)

Para celebrar as borboletas
e a risada das crianças

O artes da lua d'outono, na sua 2ª edição em Coimbra, é um encontro de famílias, que se organiza num espaço aberto, plural e auto-organizado, de entrada gratuita, de quem pensa criticamente o mundo que habita e quer participar na sua construção, através de acções criativas, sustentáveis e participadas.

O nosso desafio, como grupo de projecto, é a criação de uma rede de apoio para que este evento seja concretizado apenas com práticas de entre-ajuda, troca de apoios, trabalho voluntário e donativos, das pessoas e organizações que acreditam e partilham de uma mesma visão do mundo, do ser humano e da relação entre os seres.

Este evento tem em vista contribuir para a germinação de projectos nas áreas da educação , expressão , desenvolvimento pessoal e estilos de vida sustentáveis.

O bem estar colectivo da comunidade do artes é o resultado da contribuição de cada pessoa .
O evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra e da Rádio Universitária de Coimbra.


A Visão que nos guia

Desejamos manifestar uma sociedade pacífica e criativa, na qual o trabalho mais valorizado e recompensado – e a principal prioridade social – seja o desenvolvimento integral do ser, nas suas dimensões física, mental e espiritual ; uma sociedade organizada em círculo, no qual as “crianças” e “jovens” participam com as “pessoas adultas” na construção do mundo de que fazem parte e onde se pratica o Amor, a Tolerância, a Consciência e a Responsabilidade Individual pelo Bem-Estar Colectivo.

Os objectivos

O artes da lua d’outono pretende constituir um momento de encontro entre famílias e juntar protagonistas para a partilha, sobretudo com quem está fora dos circuitos alternativos e demontra interesse por projectos e experiências do que em Portugal se faz nas seguintes áreas:
* educação integral e libertadora,
* vida comunitária,
* produção artesanal e ecológica,
* medicinas naturais e tradicionais,
* maternidade natural, consciente e intuitiva,
* desenvolvimento pessoal,
* protagonismo infanto-juvenil,
* espiritualidade infantil,
* culturas marginais,
* sustentabilidade.

Este ano terão lugar no artes da lua d'outono um

Encontro de Educação Integral e Intuitiva,
um Encontro de Fadas,
Palhaç*s e Feiticeir*s,
e um Mercadilho do Artes.


A Organização

Começou por ser um projecto do Colectivo Germinal, que hoje se expandiu para uma iniciativa organizada por vários indivíduos e colectivos que dele querem fazer parte. Caso queiras participar e colaborar na realização deste projecto, contacta-nos.

A organização do artes da lua d’outono conta unicamente com o trabalho voluntário dos elementos do grupo de projecto e de uma equipa alargada de apoio.

As receitas têm origem em patrocínios seleccionados, donativos dos visitantes, aluguer simbólico de espaços no Mercadilho e da zona para acampar, bem como nos lucros da cozinha comunitária. Os lucros no final de cada edição revertem para a realização da seguinte.

A história

Há 7 anos atrás, se a memória não nos falha, o Germinal agilizou a estrutura para a realização, no Parque de Campismo aberto de Montemor-o-Velho, o artes da lua de maio, como um encontro de alternativas e de estilos de vida sustentáveis. Todo o encontro foi realizado com o espírito de entre-ajuda do grupo de apoio do Colectivo, de entrada livre e com uma sopa da pedra para quem não tivesse moedas para comprar as refeições, a única entrada de dinheiro no evento.

Com a realização do Vida Verde e encontros afins, pareceu ao Colectivo que o acontecimento do artes da lua deixava de fazer sentido. Porém, permanecia a vontade de se envolver e promover o encontro de espíritos livres.

Há dois anos atrás identificámos o tema da alternativa educativa à escola oficial, por parte das famílias e profissionais, como uma necessidade que poderia ser objecto de um novo artes. Por outro lado a valorização do trabalho artesão passou a ser também uma vontade. E pela celebração do equinócio, em Setembro de 2007, realizou-se o artes da lua d'outono, que incluia um Encontro de Educação Alternativa e uma Feira de Artesanato.

Porque a Educação Alternativa pode ser qualquer uma que se apresente como uma opção em relação à escola tradicional, quisemos começar a definir os nossos ideias. Este anos de 2008 escolhemos a Educação Integral e Intuitiva, mas para o ano será diferente. Quem sabe Educação Livre.

Já durante a preparação do artes de 2008 surgiu a visão de um encontro organizado com as crianças. Um dia. O Encontro das Fadas, Palhac*s e Feiticeir*s começou, assim, por ser uma forma de chamá-las. E no processo de compreender quem são, descobrimos que afinal precisamos de conhecer melhor estes seres mágicos, pois são muito mais profundos do que parecem por aí.


PROGRAMA

Programa de Animação

Sexta-feira Dia 12

21h Oficina- Danças Tradicionais
Rute Mar
21h Espaço Chill Out
Reggae Phylosophy & Friends
22h30 BAILE
ManξBelas


Sábado Dia 11

14h Encontro de Malabares
15h Performance- Tosta Mista – Malabarista Cómico
Tosta Mista
21h Performance- O que lhes havemos de fazer
Não Sei Teatro
21h30 Performance/Oficina- Círculo de Percurssão
Kula
21h Espaço Chill Out
Innyanga, Italdread Soundsystem, Reggae Phylosophy
23h Concerto
ArtesJahnasce

Domingo Dia 12

18h Espectáculo
Teatro Pim!
22h30 Concerto
Urban Triβ
24h Salão de Dança
Reggae Phylosophy & Friends



Programa Cultural

Sexta-feira Dia 10
16h Oficina- Artistas Respigadores
Claudia e Pedro (a confirmar)
17h Oficina- Auto-Massagem
Rafael Nóbrega

Sábado Dia 11

10h- Tai Chi Chuang
Anabela Cudell
11h Oficina- Dança Natural
Beatrix
12h Círculo- Barragens: Alternativas para quê
Plataforma Sabor Livre
16h Círculo- Somos o que comemos: Alimentação e consumo local
GAIA
17h30 Oficina- Viagem de som
Projecto Sonotizarte

Domingo Dia 12

10h- Tai Chi Chuang
Anabela Cudell
11h Oficina- Teatro do Oprimido
Luísa Conceição
12h Oficina- Regressäo e Hipnose
Rafael Nóbrega
16h Oficina- Dança da Essência
Claudia Bonina
16h Oficina- Yoga do Riso
Vanessa Correia



Encontro de Fadas Palhaços e Feiticeiros

Sexta-feira Dia 10

16h Oficina- Fadas Palhac*s e Feiticer*s
Ana Penitência
18h Oficina- Construção de um altar e de mandalas
Luísa Martins


Sábado Dia 12

10h- Yoga com Crianças
Secção Exp Yoga
11h Oficina- Fadas Palhac*s e Feiticer*s
Ana Penitência
11h Oficina- Artes Circenses: Andas, equilibrismo e mimo
Michel
16h Oficina- À descoberta do Ser Sensível
Luisa Martins
16h Oficina- Malabarismo de Palmo e Meio
Bernardo
18hCírculo- Poções mágicas e Remédios Santos
Luisa Martins
18h Espectáculo- Estórias do Primeiro Dia
Teatro Encerrado para obras


Domingo Dia 12

10h- Yoga com Crianças
Secção Exp. Yoga AAC
11h Espectáculo- A Polegarzinha
Casa das Fadas
16h Circulo- Enconto d*s Pequen*s Feiticeir*s
Kikas
17h- Performance Final
Fadas Palhac*s e Feiticeir*s
18h Oficina- Astrologia: O Sol a Lua e as Estrelas
Anabela Cudell



Encontro de Educação Integral e Intuitiva

Sexta-feira Dia 10

18h Círculo- Contadores de Estórias
Diana Almeida


Sábado Dia 11

12h Círculo- Ideias Pedagógicas de Mestres e Aprendizes
Maria José Araújo
16h Círculo- Mapa das alternativas escolares em Portugal
Victor Andrade
15h Espaço Aberto- Círculos paralelos segundo interesses
Auto-organização


Domingo Dia 12

10h- Yoga com Grávidas
Alekssandre
11h Círculo- Cuidados naturais com bebés
Raquel Amaral
16h Círculo- O Apoio à família antes e depois do parto
Doula Sara
18h Espaço Aberto- Cículos Paralelos segundo interesses
Auto-organização
21h30 Círculo- Contadores de estórias
(a confirmar)

Oficina de montagem de cozinhas solares (25 de Out. nas Termas da Azenha, concelho de Soure)


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6.10.08

Orações Capitalistas, por Paul Lafargue


Credo

Creio no Capital que governa a matéria e o espírito;

Creio no Lucro, seu filho legítimo, e no Crédito, o Santo Espírito, que dele procede e é adorado conjuntamente;

Creio no Ouro e na Prata que, torturados na Casa da Moeda, fundidos no cadinho e batidos na balança, reaparecem ao mundo como Moeda legal e que, consideradas demasiado pesadas, depois de terem circulado sobre toda a terra, descem às caves do Banco para ressuscitar como Papel-moeda; creio na Renda a cinco por cento, a quatro e a três por cento igualmente e na Cotação autêntica dos valores; creio no Grande Livro da Dívida Pública, que garante o Capital contra riscos do comércio, da indústria e da usura; creio na Propriedade individual, fruto do trabalho dos outros, e na sua duração até ao fim dos séculos; creio na Eternidade do Assalariamento que desembaraça o trabalhador das preocupações com a propriedade; creio no Prolongamento da jornada de trabalho e na Redução dos salários e também na Falsificação dos produtos; creio no dogma sagrado: COMPRAR BARATO E VENDER CARO; e igualmente creio nos princípios eternos da nossa muito santa igreja, a Economia política oficial.

Amém.



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Oração dominical

Capital nosso que estais neste mundo, Deus todo-poderoso, que altera o curso dos rios e fura as montanhas, que separa os continentes e une as nações, criador das mercadorias e fonte de vida, que comanda os reis e os súbditos, os patrões e os assalariados, que vosso reino se estabeleça sobre toda a terra;

Dai-nos muitos compradores que adquiram nossas mercadorias, tanto as más como as boas;

Dai-nos trabalhadores miseráveis que aceitem sem revolta todos os trabalhos e contentem-se com o mais vil salário;

Dai-nos tolos que creiam em nossos prospectos;

Fazei com que nossos devedores paguem integralmente suas dívidas [1] e que o banco desconte nossos papeis;

Fazei com que Mazas [2] não se abra jamais para nós e afastai-nos da falência;

Concedei-nos rendimentos perpétuos.

Amém

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[1] O Padre nosso dos cristãos, redigido por mendicantes e vagabundos para pobres diabos esmagados por dívidas, pedia a Deus a remissão das dívidas: dimite nobis debita nostra, diz o texto latino. Mas quando proprietários e usurários se converteram ao cristianismo, os pais da igreja traíram o texto primitivo e traduziram impudentemente debita por pecados, ofensas. Tertuliano, doutor da Igreja e rico proprietário, que sem dúvida possuía créditos sobre uma multidão de pessoas, escreveu uma dissertação sobre a Oração dominical e sustenta que era preciso entender a palavra dívidas no sentido de pecados, as únicas dívidas que os cristãos absolvem. A religião do Capital, progredindo em relação à religião católica, devia reclamar o pagamento integral das dívidas pois o crédito é a alma das transacções capitalistas.
[2] Mazas: nome de uma prisão francesa no século XIX.
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Paul Lafargue é o autor de "Direito à preguiça" e de "A religião do capital", genro de Marx, 1842-1911. Estes textos estão contidos em "A religião do capital", livro de 1887.
A obra completa (63 páginas, em francês) pode ser descarregada no sítio web da Universidade de Quebec .


Tradução encontrada em

Entrevista ao Jornal de Notícias de Jorge Valadas, autor do livro «A Memória e o Fogo»


"É a podridão que mantém o regime"

Jorge Valadas, ensaísta português radicado em França que viveu por dentro o Maio de 68, traça um retrato impiedoso e polémico do século XX nacional em "A memória e o fogo"


O conformismo não encontra lugar na vida e na obra de Jorge Valadas, autor do recente ensaio "A memória e o fogo" (edição Letra Livre), uma incursão desassombrada pelo século XX português.

Nascido em Lisboa há 63 anos, exilou-se em Paris após ter desertado da Guerra Colonial. Desde 1972 tem publicado vários ensaios de índole libertária nos quais a inquietação está sempre presente, como em "O tigre de papel" e "Crónicas portuguesas" (assinados com o pseudónimo de Charles Reeve). Reside entre Paris, Nova Iorque e Tavira.

Analisando o seu percurso, há uma palavra que nos ocorre: insubmissão. As convenções nada lhe dizem?

Não possuo património genético de insubmissão, mas carrego um património cultural dos meus anos de adolescência no salazarismo tardio, sistema opressor e asmático. Como outros, fui o produto dessa dinâmica. Hoje onde estão os que partilharam essa dignidade ? Algures… Poucos, os mais visíveis mediaticamente, venderam o que melhor havia neles para aceitarem a normalização, em nome do sacrossanto realismo democrático.

À distância de 40 anos, como vê o Maio de 68, em que participou?

Há que fazer uma revelação: o Maio de 68 ainda não acabou, ou melhor, está ainda para vir! Foi um movimento de subversão dos valores e das hierarquias, criado pela vibração da vida quotidiana. Foi um desejo de um mundo novo, de viver de uma outra maneira. Nada a ver com reivindicações quantitativas negociáveis. Em Maio de 68 não me lembro de ter uma única vez olhado para o relógio. Era um presente intenso e que durava.

Optou por uma profissão - electricista - que não lhe manietasse a independência crítica. Foi uma escolha ditada pela consciência?

As circunstâncias lá me levaram. A deserção, o exílio, a recusa de optar pelo estatuto de refugiado político, controlado pela Polícia francesa... Enfim, a necessidade de trabalhar para sobreviver. O ofício de electricista deu-me a prova quotidiana que todo o trabalho manual é também trabalho intelectual. Para conceber e realizar uma instalação, o canalizador deve ter capacidades de abstracção e síntese que não são assim tão afastadas das de um universitário banal. Também percebi que o trabalho dito manual me mantinha o espírito livre e motivado para pensar outras questões. Assim foi.

A leitura do nosso século XX em "A memória e o fogo" distancia-se, pela crueza, do que estamos habituados a encontrar. A história social lusitana ainda é ignorada?

Se a minha leitura é assim tão insólita, isso levanta outra questão: por que razão esta história é evitada fora de alguns círculos confidenciais, universitários e outros? Tenho para mim que este silêncio faz parte da obra de reconstrução de um passado conveniente e desinfectado. A que Ministério Público convém que se saiba que houve em Portugal, nos primeiros quartéis do século XX, um forte movimento anarco-sindicalista, portador de um projecto utópico de igualdade social e universalista?

No livro, afirma que "a vida actual carrega um passado em ruínas". A tendência actual acentuar-se-á no futuro?

A fase actual do capitalismo caracteriza-se pela extracção de lucros fenomenais que são orientados para os sectores especulativos, alimentando redes corruptas. Onde funciona, o neoliberalismo significa o empobrecimento das sociedades, com uma riqueza cada vez mais concentrada. Lê-se hoje nos jornais que, em Portugal, 35% dos pobres é gente que trabalha! Precisa de explicação?

A arrogância atribuída às principais forças políticas é um resquício do passado?

As necessidades políticas do neoliberalismo requerem um controlo cada vez mais apertado de sociedades onde as desigualdades aumentam. Por exemplo, o PS renascido dos anos salazaristas ganhou o seu lugar ao sol, não na luta contra o Antigo Regime mas na sua acção contra as tendências radicais. É o partido do 25 de Novembro de 1975. Esta génese marca o partido e os seus 'aparatchiks' até aos dias da corte do vice-rei Sócrates.

Alguns dos problemas que aponta a Portugal são extensivos à realidade europeia, mais a sua "democracia mercantil". Os burocratas de Bruxelas são um óbice ao desenvolvimento e justiça social?

A Europa é este espaço capitalista que a queda do Muro de Berlim impôs como necessidade dos centros do capitalismo. Não foi difícil convencer o pessoal das terrinhas da periferia que a sua conversão em europeus ia trazer-lhes vantagens.

As tentativas de manipulação acontecem todos os dias. Ainda embarcamos em futebóis e esquecemo-nos do essencial?

O patriotismo efémero do futebol é uma última bóia de salvação num país que se afoga. Mais do que um resíduo do sebastianismo, essa histeria exprime algo de mais concreto, de mais real e imediato, a compensação de um grande vazio, a consciência que se vive numa sociedade que já não tem os meios de existir na forma clássica de Estado-Nação. Reduzida a um golfe para ricos rodeado de subúrbios feios, tristes e cinzentos. Não é manipulação, é desespero de uma sociedade sem fôlego que não acredita em nada.

Acredita que o regime irá cair de podre?

Não sou determinista e a política do pior não me convém. Mas é inegável que a vida política é um campo de podridão. Hoje, sem corrupção e especulação não há municípios, não há políticos, não há Estado. Os regimes mantêm-se de pé porque são podres. Cabe a cada um recusar as regras do jogo, não o praticar. Investir as energias e os desejos fora desse campo contaminado, em todas as actividades colectivas e individuais onde ainda se manifestem os valores do tal futuro que mostrou a cara em Maio de 68, no desejo de uma outra vida.

Terra e Liberdade - o filme de Ken Loach ( na 3ª feira, dia 7,às 22h, na Casa-Viva)




Land and Freedom ( Terra e Liberdade)
3ª feira , 7 setembro às 22h00
entrada livre

Casa-Viva
Praça marquês de pombal, 167 - no Porto

Land and Freedom, de Ken Loach (ficção)


Na Primavera de 1936, David, um jovem comunista desempregado de Liverpool, decide juntar-se às brigadas internacionais que lutavam com os republicanos contra o fascismo na guerra civil espanhola. Acaba a lutar ao lado da milícia do POUM (Partido Obrero de Unificación Marxista) e participa directamente no processo revolucionário catalão. Com o fim da aliança entre comunistas e anarquistas, o idealismo de David é severamente posto à prova.

Esta obra de Ken Loach é uma adaptação do famoso diário de luta de George Orwell, Homenagem à Catalunha, onde, pela primeira vez fora de Espanha, se desmistificou o papel do Partido Comunista espanhol naquela que foi a maior e mais importante batalha ideológica do século XX na Europa.

Iniciativa e programação:
www.cinemacomunitario.blogspot.com

Ciclo de cinema italiano (de 9 a 29 de Outubro no cine-estúdio do teatro do Campo Alegre)


Ciclo de Cinema Italiano
De 9 a 29 de Outubro de 2008

No Cine-Estúdio do Teatro do Campo Alegre

SENTIMENTO Luchino Visconti M/12Q - Quinta, 09 Outubro
O LEOPARDO Luchino Visconti M/12Q - Sexta, 10 Outubro
A DOCE VIDA Federico Fellini M/12 - Sábado, 11 Outubro
AMARCORD Federico Fellini M/12 - Domingo, 12 Outubro
FELLINI 8 E 1/2 Federico Fellini M/12 - Segunda, 13 Outubro
DECAMERON Pier Paolo Pasolini M/16Q - Terça, 14 Outubro
CONTOS DE CANTERBURY Pier Paolo Pasolini M/16Q - Quarta, 15 Outubro
AS MIL E UMA NOITES Pier Paolo Pasolini M/16Q - Quinta, 16 Outubro
BLOW UP - HISTÓRIA DE UM FOTÓGRAFO - Michelangelo Antonioni M/12 - Sexta, 17 Outubro
PROFISSÃO: REPÓRTER Michelangelo Antonioni M/12Q - Sábado, 18 Outubro
O ÚLTIMO TANGO EM PARIS Bernardo Bertolucci M/18 - Domingo, 19 Outubro
O MONSTRO Roberto Benigni M/12 - Segunda, 20 Outubro
ABRIL Nanni Moretti M/12 - Terça, 21 Outubro
APAIXONADAS Tonino de Bernardi M/16 - Quarta, 22 Outubro
RESPIRO Emanuele Crialese M/12 - Quinta, 23 Outubro
A JANELA EM FRENTE Ferzan Ozpetek M/12 - Sexta, 24 Outubro
A MELHOR JUVENTUDE (parte 1) Marco Tullio Giordana M/12 - Sábado, 25 Outubro
A MELHOR JUVENTUDE (parte 2) Marco Tullio Giordana M/12 - Domingo, 26 Outubro
CANTANDO POR DETRÁS DAS CORTINAS Ermanno Olmi M/12Q - Segunda, 27 Outubro
BOM DIA, NOITE, Marco Bellocchio M/12 - Terça, 28 Outubro
O ODOR DO SANGUE Mário Martone M/16 - Quarta , 29 Outubro

Preço Único - 3,50€ Sessões às 18h30 e 22h00

5.10.08

O Migalhães


O Migalhães

Lá vem pelo avelar
O filho do Zé João
Vem do centro escolar
Cansado de palmilhar
A caminho da povoação

Não há médico na aldeia
E a antiga escola fechou
Não tem carne para a ceia
Nem petróleo para a candeia
Porque o dinheiro acabou

O seu pai foi para França
Trabalhar na construção
E a mãe desta criança
Trabalha na vizinhança
Lavando pratos e chão

Mas o puto vem contente
Com o Migalhães na mão
E passa por toda a gente
Em alegria aparente
De quem já sabe a lição

Um senhor muito invulgar
Que chegou com mais senhores
Veio para visitar
O novo centro escolar
E dar os computadores

E lá vem o Joãozinho
No seu contínuo vaivém
Calcorreando o caminho
Desesperando sozinho
À espera da sua mãe

Neste país de papões
A troco de dois vinténs
Agravam-se as disfunções
O rico ganha milhões
E o pobre Migalhães

poema de Luís Costa

Retirado
daqui

A domesticação da sociedade … e dos professores ( artigo de José Gil). Até quando?

«Como foi possível passar da contestação à obediência, da revolta à «servidão voluntária» como lhe chamava La Boétie? Indiquemos um só mecanismo que o Governo utiliza: a ausência total de resposta a todo tipo de protesto. Cem mil pessoas na rua? Que se manifestem, têm todo o direito – quanto a nós continuaremos a enviar-lhes directivas, portarias, regulamentos a cumprir sob pena de…(existe a lei). Ausentando-se da contenda, tornando-se ausente, o poder torna a realidade ausente e pendura o adversário num limbo irreal.»
(...)

«No processo de domesticação da sociedade, a teimosia do Primeiro-Ministro e a teimosia da sua Ministra da Educação são técnicas terríveis de dominação, de castração e de esmagamento, e de fabricação de subjectividades obedientes. (...)»


(excertos de um texto de José Gil publicado na edição de 2 de Outubro de 2008 da revista Visão)

Nota: José Gil (nasceu em 1939) é um filósofo e ensaista português. Os seus trabalhos são em língua francesa e portuguesa. Estudou em França, nomeadamente com o filósofo Gilles Deleuze. Leciona filosofia na Universidade Nova de Lisboa e no Colégio International de Filosofia (Collège International de Philosophie) em Paris.


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Imagem retirada do excelente blogue
http://bioterra.blogspot.com/

«Os professores contam!» é o lema deste dia mundial do professor



"OS PROFESSORES CONTAM!" é o lema com que se comemora, em 5 de Outubro, este ano, o Dia Mundial do Professor. Os professores contam. Sem eles não há Escola, não há Educação, não há desenvolvimento. Os professor querem exercer com eficácia a sua profissão e exigem que o governo reconheça o seu importante papel social.

O Governo não pode:

- destruir a carreira docente;

- agravar as condições de trabalho;

- aumentar os horários;

- impor mecanismos absurdos de avaliação do desempenho;

- afastar os professores dos centros de decisão;

- elevar os índices de precariedade e desemprego;

- atacar a dignidade de ser professor.

O GOVERNO TEM DE RESPEITAR OS PROFESSORES!
Em 5 de Outubro, o Mundo celebra a profissão docente, porque OS PROFESSORES CONTAM!




A UNESCO começou a comemorar o "World Teachers' Day" em 1993. Este dia representa a convicção da contribuição vital que a profissão de professor tem para a Educação e o Desenvolvimento.
Apesar dos investimentos que a Comunidade Internacional tem feito nesta área, a UNESCO estima que são precisos mais 18 MILHÕES de Professores e Educadores em todo o mundo, para garantir até 2015 uma educação básica universal para todas as crianças do Planeta.
A falta de Profissionais qualificados é o principal problema - também por isso, as actividades comemorativas centram-se na Formação de Professores - por todo o mundo, organizações profissinais de professores chamam a atenção para a necessidade de garantir formação adequada aos PROFESSORES - because teachers matter!

Bute (Bicicletas De Utilização Estudantil) na Universidade do Porto, e não só…


A Universidade do Porto convida toda a comunidade académica a adquirir gratuitamente a sua ''BUTE''- bicicleta de utilização estudantil.

Inscreve-te e recebe a tua!

Vai a
www.sas.up.pt e envia a tua inscrição para bute@sas.up.pt até ao dia 26 de Outubro de 2008.

A Universidade do Porto, em parceria com a empresa Ideia Biba vai distribuir, nos próximos 4 anos, 4.000 bicicletas. Até ao final deste ano lectivo pelo menos um quarto deste número já terá sido atingido. O objectivo deste programa é aumentar o uso da bicicleta como meio transporte por parte da Comunidade da Universidade do Porto, promovendo a preservação ambiental e os hábitos saudáveis.

As BUTE serão entregues após um período de candidatura, efectuado mediante o preenchimento de uma ficha de inscrição que está disponível em www.sas.up.pt e que deverá ser envidada para bute@sas.up.pt. Todas as candidaturas que não sejam enviadas por este processo serão rejeitadas.

A U.Porto fará a entrega das primeiras 500 BUTE destinadas a todos os estudantes, docentes e funcionários da U.Porto ainda no mês de Novembro. As restantes BUTE´s serão distribuídas a partir de Dezembro em acções a anunciar. As necessidades individuais de entrega evidenciadas na ficha de inscrição serão tidas em conta.

A listagem de todos os candidatos será colocada em
www.sas.up.pt até ao dia 31 de Outubro.

A distribuição das BUTE é realizada de acordo com um contrato a assinar entre o candidato, a U.Porto e a Ideia Biba, que se encontra disponível em:
www.sas.up.pt

Para mais informações consulta o Regulamento de utilização.


Depois de tere sido já implementado na Universidade do Minho ( em Braga) um projecto semelhante está a decorrer também no Instituto Politécnico do Porto e ainda nas Universidades de Aveiro e Lisboa.

Começa hoje o ciclo de cinema da América Latina com o filme Zapatista (na sede do Porto da SOS Racismo, às 17h)


ZAPATISTA (2001)

Produção e direcção: BIG NOISE – http://www.bignoisefilms.com/
Duração: 54m

Entrevistas a: Zack de la Rocha, Noam Chomsky, Mumia Abu Jamal, Daryl Hannah… Zapatista é a versão definitiva da insurreição de Chiapas. É a história de um levantamento de indígenas maias, armad@s de paus e palavras, contra uma milícia do primeiro mundo. É a história de um movimento global que deteve 175 mil soldados federais, transformando a cultura política mexicana e internacional para sempre

Mais info:
http://www.sosracismoporto.blogspot.com/