26.3.08

Livro de memórias do cartoonista Vasco de Castro sobre as suas vivências nos anos 60 em Paris

Montparnasse
Até ao esgotamento das horas
de Vasco de Castro
Salamandra, 2ª edição

Sobre o Livro:
Que fazer quando se tem vinte anos, se está em Paris, de excelente saúde e encantado da vida? Vivez! Ah! Vivez donc! Et qu’importe la suite!, proclamava Blaise Cendrars na sua fúria de viver dos anos 20.
Nesta obra o autor descreve a experiência excessiva de um local eleito e de uma época singular – Montparnasse, anos 60 –, os rigores do exílio e a música permanente da «festa móvel», as sedes e fraternidades pícaras de uma fauna bizarra, delirante, patética e as entradas pela noite parnassiana dentro, até ao esgotamento das horas.



«O que faz com que estes relatos de Vasco se leiam como não houvesse a patine do tempo? Em primeiro lugar, a caracterização das pessoas e lugares. Veja-se como ele fala de Max: “Há pessoas que nasceram com a cara errada. Max exibia uma carantonha de assustar, as pestanas espessas, os maxilares de pele no osso e um tronco largo, de velho embarcadiço. Não era feio, era intenso. Mais chegado, sentia-se a bondade extrema daquele bicho de figura enorme como uma caricatura. Os olhos, sobretudo os olhos, e a voz, pausada e meiga, acariciavam com ternura os amigos com quem privava, poucos”.
Percebe-se agora como é que Vasco é um dos maiores desenhadores portugueses. Em segundo lugar, temos aqui um relato vigoroso do que fez uma juventude no exílio: ideologicamente plural, umas vezes feitos Fernão Mendes Pintosinhos, outras a resistir no desenrasca, outras a viver o reconhecimento. Vasco teve a lucidez de se deixar na penumbra, é o Vasco folião, engatatão, a esgotar as horas numa das regiões mais febris do mundo que ressalta nos seus registos. Podia ter ficado a nota de sinceridade das amizades com grandes artistas, ele trata tudo e todos por igual, artistas glorificados e artistas falhados, amantes sinceras e relações de ocasião. É a exaltação de Montparnasse e o seu modo de viver que ele cinzela, graceja, recorda com incontida nostalgia, sem ajustes de contas.
Em terceiro lugar, estão aqui algumas das lutas no exílio, o Maio de 1968 e alguma participação portuguesa, notas sobre a vida dolorosa dos emigrantes e a fúria de viver quando o mundo é descoberto e redescoberto todos os dias: o glorioso e o patético, a fraternidade e a canalhice, a crença generosa e as trafulhices políticas. Vasco desenhou em literatura Montparnasse, ícone de Paris, com primor, irreverência e irrestrita jovialidade. O que justifica ler-se Vasco como um desenho fadado à posteridade.»
Beja Santos, in O Primeiro de Janeiro




Breve História de Portugal
sugerida por Vasco de Castro

Há um maluco que anda à porrada com a mãe e funda um reino. Depois, um doido desenterra a amada putrefacta e coroa-a rainha. Não contente, senta-a no trono e obriga toda a gente a beijar-lhe o anel no dedo nauseabundo, apodrecido...
Tempos mais tarde, uns quantos loucos metem-se numas cascas de noz (a que, irresponsavelmente, chamaram naus) e zarparam mar adentro, sem sequer saberem o que procuravam. Qual ouro, qual fé?! O que os movia era a zoinice.
O poeta-mor da pátria veio a ser um tal zaragateiro, um gigolô com a mania dos duelos que pela espada perdeu um olho. O maior feito do homem foi quase morrer afogado para salvar uns papéis.
Vá-se lá saber porquê, a doidice, esse atributo único dos portugueses, convenceu-os de que tinham um império. Mas por pouco tempo. Um desvairado rapazolas, um tal D. Sebastião (que nem copular sabia... ou podia), preconiza um sintomático ataque suicida ao Norte de África. O doidivanas, que fez orelhas moucas às sábias advertências dos Reis de Espanha, ainda arrastou para a desgraça meia dúzia de parvos estrangeiros.
Mas a mania do império continuou e chegou até um tal Salazar. Este, azoratado de todo, queria defender a ilusão com um exército de fábula. Sozinho contra o mundo com uma tropa de farrapos e ninguém lhe tirava a cadeira...
Outro exemplo de delírio intelectual é o próprio Fernando Pessoa. Um doido varrido, mas não daqueles que se acham Napoleão. Mais refinado, inventou heterónimos com obra própria, que se correspondiam entre si e que se levavam a sério. Não é de manicómio?
Há que desconfiar deste país...








Texto e entrevista retirados de:
(a edição electrónica do EITOFORA, Jornal de Vilarelho, foi uma louca experiência editorial em Trás-os-Montesque durou de 1998 a 2001: http://www.trasosmontes.com/eitofora/index.html )




A verdade verdadinha é que rumámos a Fontanelas com o objectivo de entrevistar o sátiro Vasco de Castro. Queríamos gravar uma conversa interessante, cheia de ditos sarcásticos, registar respostas mordazes, prender na fita magnética revelações surpreendentes... É certo que tivemos tudo isso — a conversa interessante, os ditos sarcásticos, as respostas mordazes —, mas fomos vencidos pela irrequietude de Vasco, e, nas deslocações entre a sua casa, o ateliê e o "Zé", pouco ficou gravado. É o que dá fazer jornalismo com carácter diletante, com maior preocupação em desfrutar do entrevistado do que em cumprir os compromissos com os leitores. E se, de facto, desfrutámos longamente da visita, por outro lado não podemos (embora às vezes o quiséssemos) deixar de a compartilhar com V.as Ex.as, como manda a boa consciência profissional. O que vai ler (em excertos encadeados) foi, literalmente, a entrevista possível.


Era uma manhã de sol tímido, mas prometedor, a iluminar a verdura da paisagem sintrense. Pela Serra de Sintra andavam, não os queirosianos Carlos da Maia, João da Ega e Alencar, mas os repórteres do Eito à procura do caminho para Fontanelas, a aldeia-refúgio de Vasco de Castro. O instinto fez-nos preterir a paisagem-serrana-com-mar-à-vista a favor de um mais desolador e descampado trajecto saloio que quase nos levava à Ericeira. Os transeuntes a quem recorremos para descobrir a "estrada de Damasco" eram da tropa de ocupação ucraniana, pelo que mais depressa nos diriam o caminho de Kiev. De resto, o acolhimento, quando por fim chegámos a Fontanelas, também tinha sotaque de Leste.

Aqui o instinto funcionou. Na hora da escolha da tasca onde comer o cibo inclinámo-nos sem hesitações para «O Zé». Da excelência da escolha, por motivos gastronómicos e literários, soubemos mais tarde, quando descobrimos ser ali que o Vergílio Ferreira assentava arraiais e quando o Vasco nos confirmou serem o cozido à portuguesa e o cabrito estufado d’ «O Zé» as especialidades da terra. Tinham sido as nossas escolhas, que alarvemente degustámos regadas a abundante tinto. Mal sabíamos que nos esperavam horas «pantagruélicas», como o Vasco as definiu.

Fomos encontrá-lo deitado ao sol no selvagem jardim de sua casa.

Mas afinal quem é o Vasco de Castro? Tão-só um dos mais interessantes desenhadores satíricos que este país viu nascer. Mas o transmontano é mais do que isso (que já não é pouco): culto, divertido, generoso, acutilante, «leitor profissional» e atento, bon vivant, desalinhado, analista mordaz e expressivo (por palavras, trejeitos e peculiares interjeições...) e tudo o mais que define um carácter único.




TRÁS-OS-MONTES

De seu nome completo Agostinho Vasco da Rocha e Castro, nasceu em Agosto de 1935. A família paterna era da Bila (o epíteto carinhoso de Vila Real), «casa na Rua Central (onde agora é um banco), outra casa de família na Rua Direita, a farmácia Baptista, do meu tio-avô...» A mãe era do Castelo, freguesia de Telões, em Vila Pouca de Aguiar. Entre Vila Real e as aldeias do vale de Aguiar estão os «lugares ternos» da sua infância e adolescência, onde forjou um carácter de escarpas graníticas, de acutilância pétrea.

Ainda que tenha abandonado as transmontanas terras, a verdade é que estes lugares o marcaram. «Sempre senti uma lava granítica misturada com o meu sangue», assegura. Será por isso que alguns dizem, por vezes, que tem mau feitio. «Contesto em absoluto! Só que os maneirismos e farsas de outros costumes são-me, ou tento que sejam, alheios!». Trás-os-Montes estará hoje distante desse território «medieval» em que viveu. Mas sente-se «quase um ultra-transmontano, se isso quer dizer algo de preciso».

Sobre a ascendência de Vasco sempre se pode adiantar que houve avôs que «a seu tempo fizeram coisas... política, jornais, poesia...» Gente que partilhou da boémia literária com António Nobre e Afonso Duarte. Pelos jornais e pela literatura, iniciaria Vasco a sua carreira nas artes. O ambiente familiar era propício às leituras, ao contacto com as descobertas que elas proporcionam. Daí às primeiras escrevinhações vai um passo que o Vasco deu, novíssimo, com poemas e jornais familiares, e depois com jornais escolares. Imberbe, ainda iniciou um folhetim, «um pomposo "Mistério do Castelo de Aguiar"», que seria hoje obra de culto da mui bairrista intelligenzia aguiarense, caso tivesse passado do número dois... Mas, para gáudio dos mais ferrenhos desta tribo, ainda deixou registado no Vilarealense, aos treze anos, um texto «romântico-sentimental» sobre o "Vale de Aguiar". Passados os devaneios da primeira adolescência, fez-se correspondente do Mundo Desportivo. Não levava muito a sério o desenho, aquele que viria a ser, de um modo ou de outro, o seu métier, a sua fonte de rendimentos, embora já fosse rabiscando aqui e acolá e anunciando que era capaz de fazer melhor que muito do que via publicado. A primeira vez que gostou de algo pintado, di-lo ele num catálogo de 1987, «teria uns 16 anos, foi quando descobri o Picasso dos anos 40, de traço agreste e selvagem». Agreste e selvagem podem ser adjectivos para o traço de Vasco, um traço que passou por várias depurações e constitui hoje uma marca reconhecida, indelével.

Da sua época transmontana não se pode passar ao lado, por premonitório, dum episódio que lhe mereceu uma suspensão e consequente chumbo no liceu. Estava no sétimo ano e havia uma qualquer sessão solene com todos os alunos, os professores e o Governador Civil. Coisa pomposa, relacionada com a Mocidade Portuguesa. Na verdade, uma chatice que o Vasco quis aliviar com umas naives caricaturas dos professores. Só que os bonecos foram passando de mão em mão, e a estudantada, mal conseguindo reprimir o riso, acabou por denunciar, pelo burburinho, o atrevimento. O resultado foi uma suspensão de oito dias. «Como estava "tapado" às sessões da Mocidade Portuguesa, chumbei o ano por faltas».




Em que altura da vida é que teve a percepção de qual era o seu lado na política?

Na política? Nessas coisas não há assim um dia ou uma hora, como S. Paulo no caminho de Damasco. Não ouvi nenhumas vozes, nem caí do cavalo... Há uma série de sensações e emoções que, como camadas, se vão sobrepondo e cristalizando. Se quiser, apanhei isso em casa. De família. Havia a memória do meu avô e o meu pai que era anti-salazarista. Patológico, quase.

Já havia antecedentes, portanto.

Sim. Há uns genes dificilmente detectáveis, mas que se manifestam, e há coisas que a gente no mundo visível apanha, ouve e integra. Eu vivia num clima que era contra o sistema na altura estabelecido, que era uma coisa pavorosa. Em Vila Real, as coisas adquiriram vivência prática na luta contra a Mocidade Portuguesa e o reitor fascista que estava lá no liceu. Foi meu professor de inglês e de alemão, e tinha o descaramento de ir para as aulas fazer o elogio da Alemanha nazi! Isto dez anos depois de a Alemanha ter perdido a guerra e de se saber muito bem o que era o nazismo. Na altura reagi...

LISBOA

O jovem Agostinho Vasco chega a Lisboa em 1953 para estudar Direito — e, claro, fê-lo por linhas tortas. Os cinco anos da praxe ocupou-os em muito mais do que as sebentas e as aulas. Saiu de lá sem o curso, mas com largas experiências de vida fundadas no activismo estudantil. Mais do que decorar os alfarrábios, agitou culturalmente as hostes, organizando exposições e conferências, envolvendo-se nas artes cénicas. As razões do seu empenho nas actividades culturais a despeito dos calhamaços explica-as pela sensibilidade, ou antes, dizendo que «essas coisas não se explicam, sentem-se».

Como se envolve nas actividades políticas e culturais?

O meu primeiro "exercício político" foi aquele embate com o reitor fascista. Aliás, nazi. E aí tive a consciência que era um embate contra o poder. Contra o poder fascista. E depois quando vim para Lisboa, claro, continuei. Tive também actividade com alguma dinâmica nas sessões académicas de direito. Até inovei um bocadinho, porque tomei conta da secção cultural, onde estive durante dois anos seguidos. Fiz lá pela primeira vez exposições de pintura. Uma delas a desse grupo que agora foi tirado do esquecimento, o KWY, que eu conhecia muito bem. (Quando vim para cá tentei encontrar pessoas com quem me sentisse bem e desaguei rapidamente no Café Gelo. Já ouviram falar no Grupo do Café Gelo, o segundo fôlego do grupo surrealista? Bem, não era exactamente o grupo surrealista como era na primeira fase... O António Maria Lisboa já tinha morrido e quem lá estava como figura tutelar, de referência, era o Mário Cesariny.) Foi a segunda exposição que eles fizeram como grupo. Bom, ainda antes de se chamarem KWY, já que isso foi só em Paris. Na altura chamavam-se Nove Pintores.

Organizei várias exposições, criámos o grupo cénico de direito (que ainda existe), tivemos sessões de poesia, poesia ilustrada, discursos... Até levei lá o António Quadros!... Fez um discurso em nome da Filosofia Portuguesa...

Esse interesse pela cultura vem-lhe de onde?

Cultura?! Você pergunta-se porque se excita quando vê uma rapariga A e não lhe acontece o mesmo quando vê uma rapariga B? É genético, é natural, é normal, uma pessoa excita-se com essas coisas, os aspectos culturais, artísticos, a criação... Eu com dez anos já fazia jornais!...

Mas não teve um ambiente propício?

Sim. Houve o meu bisavô, o meu avô, o meu pai... Havia lá livros... Havia na minha família uma adoração quase religiosa pelo Camilo Castelo Branco. Ainda apanhei histórias sobre os distúrbios, as velhacarias e as coisas que o Camilo fazia lá por Vila Real. Velhacarias não, o termo tem de ser outro... Os desmandos! Eu cresci com o Camilo sempre por perto, e depois lia e gostava imenso...



A gente da sua geração seguiu outros caminhos...

Na minha geração senti-me sempre sozinho.

Mas alguns cresceram nos mesmos ambientes, com as mesmas influências...

Cada um é como é. Em Vila Real o convívio estava baseado em duas coisas: o gosto pelos copos (a boémia possível numa cidade pequenina, de província, fechada) e depois ir jogar futebol para o Calvário (risos).

O seu estilo de vida, que já se esboçara nos últimos anos de liceu em Vila Real, adquire em Lisboa uma forma que é algo mais do que um sfumatto. Aqui inicia a ruptura com qualquer exclusividade profissional. O que lhe apetece são as coisas fáceis, aquelas que lhe permitem experimentar tudo sem a nada se prender. O desenho, que pratica com iniciática assiduidade em publicações como Riso Mundial, Picapau, Cara Alegre, Parada da Paródia, Diário de Lisboa, República, Diário Ilustrado e Mundo Ilustrado, permite-lhe essa relação desprendida com o mundo laboral.

Vai tendo contacto com os desenhadores estrangeiros através dos jornais que vão chegando à capital. Autodidacta, estuda-os, aprende com eles. Começou aí o seu fascínio por Saul Steinberg.

O Steinberg é um génio absoluto, é, seguramente, o artista mais interessante, mais importante de toda a história da arte americana. Que, de resto, não tem história, começou nos anos 40/50... Uma pintura estilo folclórica, à Malhoa, ou menos que isso, à Rosa Ramalho... Depois mitificaram o Andy Warhol e outros... Gajos com uma obrazinha assim assim (e a do Warhol acho-a absolutamente medíocre, detestável, até). Tornaram-nos vedetas porque na América funciona o cacau, o dinheiro. Esqueceram os desenhadores porque os trabalhos eram em A4. Claro, não eram comercializáveis como os quadros de 3 por 4 metros...

A arte está pervertida por várias ideias. Uma delas é o comércio. A crítica, a história da arte, estão ao serviço desses interesses. E chega-se a extremos (estamos no plano zero da estética): esta matulagem com mentalidade de merceeiro chega a isto de dizer "a arte é aquilo que a certo momento se convencione que é arte!" Tudo é arte... É falso! É falso! Isto é falso! Em Paris fiz uma coisa, por irrisão, por gozo... Uma noite qualquer deu-me vontade de cagar e caguei ali no passeio. Com giz fiz um risco à volta e assinei. Olha: obra de arte! (risos) Isto é uma idiotia!... São estórias que a história lavará, saudavelmente.

Em Lisboa experimentou a pintura e foi-se envolvendo ou despoletando publicações culturais. De outubro de 1958 data o n.º 1 (e único) da Coordenada — Cadernos de Convívio literários com capa e coordenação de Agostinho [Vasco] de Castro e onde era redactor outro vilarrealense, o escritor António Cabral. No editorial pode ler-se que «Convívio é um encontro entre jovens escritores e artistas que, lutando até aqui isoladamente, pretendem unir-se para a expansão das suas obras e, juntamente com todos aqueles que se interessam pela cultura, lutar pela concretização de um programa de autêntica divulgação cultural, pondo de parte partidarismos políticos ou religiosos». Um programa actualíssimo, como se vê.

Diferente entre iguais, Vasco surgia aos olhos do Estado como um entre muitos: foi chamado para a tropa em 1960. Inventou padecimentos e conseguiu adiar a ida para Mafra por um ano. 1961 vê-lo-ia integrando um dos primeiros contingentes da guerra colonial se o rapaz não tivesse zarpado para Paris, a cidade-luz


MONTPARNASSE


Foi para Paris em busca de ar que respirar, para se «lavar de tudo o que era português e cheirava a bafio». Ali encontrou, como ele próprio diz, a sua pátria, encontrou «amigos, mulheres, a noite, o prazer, e as artes... todas!».


Em Paris cumpriu o desígnio de qualquer emigrante ou exilado. Experimentou os mais variados trabalhos até descobrir que tinha um modo de sobreviver sem vergar grandemente a espinha, sem vínculo efectivo a nenhum patrão: o desenho. Com este métier, que lhe era agradável, nada custoso, garantia o vil metal que lhe sustentava os dias, e, sem que o soubesse, iniciava a carreira (por mais que o termo lhe desagrade) que lhe há-de dar pôr o nome numa rua (a homenagem póstuma é um dos desportos nacionais...).

O Stuart Carvalhais tem o nome numa rua em Vila Real. O Vasco está-se a ver com o nome numa rua?


Como?! Não me goze... Não me goze... Nem me esteja a empurrar para o buraco, porra! (risos)


Não vê que em Oeiras até erguem estátuas contra a vontade dos artistas vivos? Quer-me parecer que o Vasco não se livrará de ter o nome numa rua de Vila Real. O problema vai estar em saber se será "Rua Vasco de Castro" ou "Rua do Vasco"...


Não goze comigo, por favor... Falemos de outra coisa.

Até poderia ter sido a escrita em jornais a salvá-lo de trabalhos mais árduos, mas não dominava suficientemente o francês. Por isso eram folhas rabiscadas o que levava debaixo do braço quando ia bater às portas das redacções dos jornais a oferecer os seus préstimos. Com bons resultados, porque o desenho beneficiava de muito prestígio nos jornais de França.


Paralelamente, ou principalmente, depois de se instalar em Montparnasse (bairro a que chamaria «mon village»), foi fazendo vida, descobrindo gente, conhecendo os lugares mais interessantes, fazendo activamente a oposição possível ao regime português, namorando uma filha de Sartre... Mas, para lá dos prazeres que obteve, do cinema que chegou a fazer, ou dos méritos do seu panfletarismo anti-salazarista, o que sobressaiu da sua cidadania parisiense foi a colaboração nos jornais franceses. E foram muitos aqueles onde deixou a sua marca: inicialmente L’Humanité, mas depois sucederam-se Le Monde, Figaro-Magazine, L’Unité, L’Actualité, France-Observateur e outros. No L’Unité, enquanto ilustrava a primeira página, François Miterrand escrevia uma nota de análise política e cultural na última, e, por isso, tiveram alguns contactos. Regista-se esta curiosidade pelo pícaro da visita de Miterrand a Portugal, quando este, a um Mário Soares algo incomodado, lhe pergunta se conhecia son ami Vasco...


Mas, por mais que a atmosfera de Paris estivesse nos antípodas da bolorenta existência portuguesa, não houve portuga que resistisse a um prometedor 25 de Abril. Vasco foi um deles. Regressou. De Montparnasse, son village, ficariam as surpreendentes (e deliciosas) crónicas no Diário de Notícias que escreveria mais tarde.


LISBOA


No catálogo Viagens aos Amares da China Vasco confessa que regressou ao país por ingenuidade. E, se ainda se envolveu nalguma militância política, rapidamente se encheu de frustrações e percebeu que, de algum modo, as suas coordenadas ideológicas o ostracizavam. Um novo exílio não tardaria. Mas, antes que a desilusão o tomasse de todo, fez o que sempre fez: jornalismo. Criou ou ajudou a criar jornais e suplementos com muita gente conhecida que ainda hoje se mantém no activo, embora dispersa; escreveu, desenhou... Satirizou. De relevo, para além das crónicas no Diário de Notícias (e do mais que a ignorância dos repórteres não permite realçar) são os perfis que fez para a extinta revista Mais sob o título genérico "Photomaton".

FONTANELAS


Cansado do ambiente lisboeta, refugiou-se em Fontanelas. Antes de tudo, «porque era campo». O transmontano regressa à serrania.


Na verdade, Fontanelas e arredores era campo, mas campo-perto-da-cidade. Como o próprio Vasco explica, «a Praia das Maçãs [ali perto] era um sítio muito cotado já na 1.ª República. Os nossos impressionistas, Malhoas e outros, faziam muitas pinturas da Praia das Maçãs. Colares [outra localidade próxima] era de certo modo um sítio snob». A inteligência, ontem como hoje, tinha ali a sua casinha de fim de semana. Acreditamos que não foram estas as razões que levaram Vasco para aquelas bandas (ele que já se manifestou ruidosamente contra a nova invasão de vip's), mas uma certa proximidade da Serra de Sintra, substituto possível do medieval Trás-os-Montes da sua infância.


Ali, em Fontanelas, Vasco conviveu com um dos mais importantes escritores portugueses do século XX (assumimos a responsabilidade da classificação) — Vergílio Ferreira. O escritor era um habitué do "Zé", onde tinha mesa marcada. No local há uma placa alusiva ao facto com uma reprodução da caricatura que Vasco lhe fez.


No retiro sintrense, Vasco de Castro regressou à pintura. Montou ateliê e soltou os pincéis. Fomos lá para ver os seus trabalhos, mas acabámos a provar um tinto de Fontanelas (arenoso, portanto). Entre dois goles falámos.

Picasso é, para mim, o pintor nuclear do século XX.


Também tem uma predilecção especial pelo Bacon, não tem?


Pois. O problema é o das grandes famílias. O Bacon é o Picasso com alucinógenos e com sexualidade homo.


E isso tem influência na pintura?


Claro. A sexualidade tem influência em tudo, também na pintura. Ainda há dias li uma frase do Picasso (daquelas coisas que às vezes são tiradas do contexto), que dizia: "A arte toda é sexual", ou coisa parecida.


Aquela "desfiguração", se assim se lhe pode chamar, que o Vasco usa nas suas pinturas à semelhança do Bacon é só uma inspiração estética ou é algo mais?


Uma pessoa quando faz qualquer coisa, pintura, desenho, seja o que for, preenche-a conforme a sua personalidade e a sua sensibilidade artística, de criador. Só as criancinhas fazem arte ingénua. O adulto já está informado de muitas coisas, portanto encontrou a sua família. Eu sou, se não é muita petulância, filho do Bacon e do Picasso.


Mas há uma intenção de desfigurar, ou de buscar a figura por trás de...


O problema da transformação... Toda a arte é transformação, é deformação... Há uma ideia absolutamente errada e bicharoca em termos estéticos de que a arte é a fidelidade ao real. Não é! O real é uma ficção... estética. Um quadro não é uma representação passiva do visível; é uma representação conforme a história estética, a sensibilidade, as capacidades, as ideias criadoras, o talento de alguém. Agora, o que devemos entender é que houve qualquer coisa, que tomou fôlego no século XIX, que é a transformação, o absurdo, e isso foi feito em primeira mão pelos desenhadores satíricos.


O desenho satírico é o estilete sobre o abcesso. A ver se a merda salta, o pus...



Nós temos defeitos genéticos, somos muito maneiristas. Temos a tendência normal de fazer o bonitinho, o amaciado. O desenho satírico tem de ser o mais cru possível, o mais fero... Claro que tem de ter algumas regras estéticas, estilísticas.


E como vê o desenho satírico actualmente em Portugal?


Eu acho que, de uma maneira geral, o desenho satírico cá é mais ilustração do que desenho satírico. Ilustração de uma ideia. Há uma ideia e há a ilustração daquela ideia. O desenho satírico tem a obrigação de ser ele mesmo a informação primeira, e não qualquer texto.

Antes que este relato se pareça com a crónica póstuma de Vasco de Castro, seja-nos permitido dizer que o transmontano exilou-se mas não se reformou. Dos desenhos e da vida. Todas as semanas, religiosamente aos Domingos, os desenhos de Vasco dizem-nos de Portugal (e do mundo) no jornal Público. Mas, para além disso, criou um site na Internet (www.vascoSATIRI.COM) onde mensalmente comenta a actualidade política e social sem os pruridos da imprensa diária. E, se é capaz de deixar o presidente da República pendurado nas exposições (como aconteceu na sua última, este ano, promovida pelo Museu da Imprensa), não se inibe de envergonhar os conterrâneos repórteres dando-lhes lições de como bem comer e melhor beber. Coisa que, o leitor sabe, não é fácil...


Vasco, que numa versão resumida da lusa história nos tinha alertado que «Portugal é um país de desconfiar», prepara novas actividades subversivas. A deontologia impede-nos de as anunciar. Mas têm a ver com a sua opinião sobre a actualidade política que transcrevemos no último trecho da entrevista.

Como é que vê a actualidade política uma pessoa que viveu o Maio de 68?


Lá estão vocês outra vez... Eh pá, tratem-me bem! Não me insultem (risos)!


Como é que se situa politicamente nos dias de hoje?


Bem, o melhor é bebermos mais um copo...

Bebemos. Vários.

NOTA: Parte dos dados biográficos desta reportagem foram retirados dos Catálogos Vasco — Viagens ao Amares da China (Prémio Stuart-Regisconta '87) e Vasco — Desenhos Satíricos, 1955 – 2000 (Museu Nacional da Imprensa).

Seminário sobre Construção e Recuperação de Edifícios em Taipa (4 e 5 de Abril em Almodôvar)


A Câmara Municipal de Almodôvar é a organizadora e anfitriã do Seminário Construção e

Recuperação de Edifícios em Taipa, que se realizará nos dias 4 e 5 de Abril de 2008 na sede do concelho de Almodôvar.

Objectivos:
Promover e divulgar a construção e recuperação de edifícios em taipa;
Contribuir para a formação dos diversos intervenientes na construção e recuperação deste tipo de construção;
Contribuir para um desenvolvimento regional sustentável;
Promover o uso de materiais tradicionais.

Programa:


Dia 4 de Abril:


10.00h – Recepção aos participantes
10.20h – Abertura do Seminário
António Sebastião - Presidente da Câmara Municipal de Almodôvar
10.30h – Arquitectura de Taipa
– Arqª Maria Teresa
– Arq.ª Mariana Correia
11.30h – Coffee break

12.00h – Materiais e o seu comportamento
– Engª Gorety Margalha
12.30h – Almoço
14.30 h – Arq.ª Catarina Pereira
15.00h – Conservação e Recuperação
– Arqª. Patrícia Bruno
15.30 h – Coffee Break
16.00 h – Engº Pedro Lança/ Sofia Soares
16.30h – Arqº Miguel Mendes
17.00h – Encerramento

Dia 5 de Abril


10.00h – Arquitectura de Taipa
– Arqº Quintino
– Arqª Teresa Beirão
– Arqº Costa Cabral
11.30h – Coffee Break
– Visita (como se fabrica adobe, mestre Manuel Catarina a fazer
demonstração)
12.30h – Almoço
14.30h – Visita guiada por a autora do estudo "taipa no Alentejo" Arqª Mariana
Correia .
16.00h – Encerramento dos trabalhos.
Nota: as visitas programadas dependem das condições meteorológicas.


Participação: 30 euros


Enviar a ficha de inscrição para o
Sector Cultural da Câmara Municipal de Almodôvar.

Contactos:
Câmara Municipal de Almodôvar
Rua Serpa Pinto
7700-081 Almodôvar
Telf. 286 660 600
Fax: 286 662 282
saeas@cm-almodovar.pt
http://www.cm-almodovar.pt/

Conversa com um militante da CNT francesa sobre Movimento Social Subúrbios e Sindicalismo em França


CONVERSA ( em português) COM GEORGES
militante anarco-sindicalista da CNT-Paris

sobre

MOVIMENTO SOCIAL SUBÚRBIOS E SINDICALISMO EM FRANÇA


28 Março - 6ª feira às 21 H


Local:
CREW HASSAN
Rua das Portas de Santo Antão, 159
Lisboa


Organização:

Manifestação contra a precariedade (Rossio, 28 de Março às 14h30) promovida pela Interjovem da CGTP

20.3.08

A esquizo-análise do capitalismo real e como subvertê-lo pela filosofia do desejo


Finalmente editada e vertida para português corrente uma das obras fundamentais do pensamento contemporâneo, o livro de G. Deleuze e F. Guattari, «Mille Plateaux». Dele emergem conceitos e instrumentos de análise para ajudar a analisar a esquizofrenia do capitalismo real e o modo como poderemos subvertê-lo criando um mundo mais livre e desejante. Trata-se de uma obra de leitura difícil, entre a filosofia e a análise social, resultado da frutuosa colaboração da parceria entre o Deleuze, filósofo, e o Guattari, psicanalista.

19.3.08

O Hot Clube de Portugal faz hoje 60 anos. Viva o jazz!







Foi a 19 de Março de 1948 que Luís Villas-Boas fundou o Hot Clube de Portugal abrindo um espaço próprio para ouvir a grande música que é o jazz com todas as variantes que ela é capaz de oferecer.
Vivia-se um ambiente de claustrofobia ditatorial e toda a novidade, mesmo de carácter musical, esbarrava contra a inércia larvar de um Portugal pasmado. Apesar disso nas décadas seguintes viveram-se por lá momentos únicos com alguns nomes do jazz a marcarem presença e um auditório a mostrar-se cada vez mais ansioso por novas formas expressivas na música mas também na sociedade e na vida em geral. Por lá passaram lendas como Louis Armstrong, Count Basie, Dizzy Gillespie, Sidney Bechet, Vinicius de Moraes, Dexter Gordon...

A estrutura interna do Hot Clube com uma cave pequena estimulava a cumplicidade e a entrega a sensações entre os presentes que se acantonavam para ouvirem a estranha e deliciosa música dos negros... O nº 39 da Praça da Alegria era o ponto de passagem para quem habitava fora do provincianismo dominante. O Hot sempre teve, aliás, uma componente pedagógica, promovendo e organizando cursos de formação e divulgando o jazz.

O Hot Clube de Portugal tem na actualidade ao seu cuidado um vasto espólio que integra fundos doados por sócios , nomeadamente pelo seu sócio fundador Luiz Villas-Boas constituídos por discos, livros, gravações, jornais, cartazes, fotografias, etc. Estes documentos estão a ser tratados, catalogados e preparados para integrarem um futuro Museu do Jazz em Portugal.




Para comemorar o 60.° aniversário, o Hot Clube de Portugal tem um programa que ainda não está encerrado mas onde se destaca a exposição sobre o HCP, a realizar em Maio na Fábrica Braço de Prata. Quanto ao programa de festas e aos concertos, é este, por enquanto, o cardápio para os próximos tempos:

19 de Março Concerto no Cinema S. Jorge, com a Big Band do HCP, que tocará um inédito de Mário Laginha, com a colaboração da cantora Maria João.

20, 21 e 22 de Março às 23:00
Julian Argüelles Quartet
Julian Argüelles sax t
Bernardo Sassetti piano
Bernardo Moreira ctb
Alexandre Frazão bat


27, 28 e 29 de Março às 23:00
Sexteto de Zeca Neves "Future Now"
Jorge Reis sax alto
Nuno Ferreira guitar
Alexandre Diniz piano
Zeca Neves ctb;bx
Carlos Miguel bat
Sebastian Schiriff perc.


6 de Abril
Encerramento da 6.ª Festa do Jazz do São Luiz, em Lisboa, com a actuação da Big Band do HCP e convidados.

10 de Maio
Inauguração de uma exposição sobre o HCP, na Fábrica Braço de Prata, com a actuação do Septeto do Hot Clube de Portugal.

27/28 de Junho e 4/5 de Julho
Recriação dos ballroom dos anos 40, com a orquestra do HCP, no Teatro Municipal do São Luiz. Regresso à era das grandes orquestras de swing, com baile ao som de clássicos de Benny Goodman ou Duke Ellington.

Festas de Lisboa
Participação de combos de alunos do HCP nos elevadores da capital (datas por confirmar).

Website do Hot Clube:
http://www.hcp.pt/calendariogeral.asp





18.3.08

Trabalhadores em greve em Sines fizeram frente no passado dia 6 à repressão das forças da GNR

Gritando «25 de Abril sempre, fascismo nunca mais» e «a luta continua», os trabalhadores da ETAR da Ribeira de Moinhos não vergaram à carga da GNR.

Foi no passado dia 6 de Março e a greve durava já um mês .

As duas dezenas de trabalhadores da estação de tratamento de águas residuais - propriedade da Águas de Santo André (do grupo público Águas de Portugal), concessionada à Sisáqua (do grupo Consulgal/IPG, liderado por José Goes Ferreira, accionista de referência do Millenium BCP) - continuavam a bater-se pelos mesmos objectivos que já os levaram a fazer, no ano passado, 12 dias de greve: melhores salários, melhores condições de segurança e mais protecção para os trabalhadores de turno.


O piquete de greve tentou (e conseguiu) impedir que um camião de transporte de cereais fosse carregar lamas perigosas acumuladas na ETAR.

Como explicou o Sindicato da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Centro, Sul e Ilhas, aqueles trabalhadores ganham pouco mais que o salário mínimo nacional, e a exigência de uma remuneração mínima de 800 euros até fica abaixo do que na região recebem outros profissionais com funções semelhantes.
Mas, refere o Sinquifa/CGTP-IN, a Sisáqua é uma empresa intermediária, cujos lucros dependem da diferença entre o que recebe da Águas de Santo André e o que gasta com os trabalhadores... Razão mais que bastante para se compreender por que a concessionária persiste em manter os baixos salários, recusar dois operadores por turno e não melhorar as condições de trabalho e de protecção ambiental.

Já não é tão facilmente explicável a posição da Águas de Santo André e da holding Águas de Portugal, bem como do Governo. Perante os trabalhadores, a empresa até se comprometeu a pressionar a Sisáqua para que fossem satisfeitas todas as reivindicações dos operários, mas isso não teve consequências práticas.
Os serviços ditos mínimos, impostos por despacho dos ministérios do Trabalho e do Ambiente, apenas vieram agravar a tensão. A pressão exercida sobre os trabalhadores, mais recentemente, procurando responsabilizá-los pelos riscos ambientais ligados ao prolongamento do conflito, também não abre portas a uma solução.

Os trabalhadores e o sindicato exigem que a Águas de Santo André tome posse da ETAR e do pessoal, apoiados pelas autarquias locais de Sines e Santiago do Cacém, e os presidentes destes municípios exigem uma intervenção do ministro do Ambiente, mas este veio anteontem lavar as mãos nesta matéria.

Em tais circunstâncias, como referia o comunicado sindical no início da greve, só resta aos trabalhadores lutar. Contavam e contam com um movimento de solidariedade, que reuniu sexta-feira duzentas pessoas num jantar e que promoveu uma acção pública junto à ETAR.


A carga da GNR sobre os trabalhadores da Sisáqua foi repudiada pelos sindicatos que exigiram a imediata retirada da força policial e a averiguação do que ali ocorreu. O sindicato do sector notou que, «depois das cargas vergonhosas verificadas na Valorsul, a vergonha repete-se nas Águas de Santo André, curiosamente, outra empresa de capitais públicos», e considerou «sintomático que, mais uma vez, as forças de segurança se ponham ao lado dos patrões, contra os trabalhadores».


Note-se que face ao ocorrido o Ministério da Administraçâo Interna já solicitou um inquérito à Inspecção Geral da Administração Interna a fim de averiguar o abuso de poder e as ilegalidades cometidas pelas chamadas «forças da ordem» da GNR !

Fonte da notícia: jornal Avante



Ver o vídeo da carga da GNR sobre os valentes trabalhadores em greve em Sº André ( Sines)



Sessão sobre a vida, a obra e a época em que viveu Cesare Pavese ( hoje às 19h. no Instituto Italiano de Lisboa, com entrada livre)


As canções e o jazz dos anos Trinta e Quarenta, adaptadas por instrumentos populares como o acordeão e o clarinete, evocam os locais onde Pavese ambienta os seus romances.

As poesias de Lavorare stanca alternadas com as reflexões de Il Mestiere di vivere e com os últimos versos de Verrà la morte e avrà i tuoi occhi marcam o percurso de um homem que, nos seus versos e nos seus romances, representou as ansiedades e as esperanças de uma atormentada geração.

Participação de
Giorgio Merati – clarinete
Carmelo Torre – acordeão
Carlo Mega – representação e encenação


Sessão hoje, terça-feira, 18 de março de 2008, às 19h.
Local: IIC Lisboa

Entrada livre


Cesare Pavese (Santo Stefano Belbo, 9 de setembro de 1908 — Turim, 27 de agosto de 1950) foi um not´vael escritor e
poeta italiano.

"Cesare Pavese nasceu em Santo Stefano Belbo, nas Langhe (províncea de Cuneo) em 1908, tendo-se mudado ainda em criança para Turim, donde se ausentou sempre apenas durante pouco tempo: passou um ano na prisão em Barcaleone (Reggio Calabria), comprometido por amigos políticos; passou algum tempo em Roma em trabalho para o editor Einaudi, de quem foi um dos mais eficazes conselheiros editoriais; suicidou-se em Turim em 1950. A sua tese de licenciatura foi sobre Walt Whitman e já não era um desconhecido quando em 1936 publicou Lavorare stanca: tinha já publicado e continuaria a publicar estudos sobre literatura norte-americana clássica e contemporânea, reunidos num volume (La letteratura americana e altri saggi) publicado postumamente em 1951. Traduziu Daniel Defoe (Moll Flanders), Dickens, Melville (Moby Dick e Benito Cereno), Joyce (Dedalus), Sinclair Lewis, John dos Passos, Gertrude Stein."


Para mais informação:

http://www.centrostudipavese.it/

http://www.italialibri.net/autori/pavesec.html

http://www.parcoletterario.it/it/autori/pavese.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/Cesare_Pavese

http://it.wikipedia.org/wiki/Cesare_Pavese

Cursos de cultura italiana ( literatura, cinema, ópera e arte )


Instituto Italiano de Cultura de Lisboa
Rua do Salitre 1461250-204 Lisboa - Portugal
tlfs: 351 213884172 - 351 213882458
fax: 351 213857117


Horário Secretaria:
Manhã: de Seg a Sex das 09h30 às 12h00
Tarde: de Seg a Qui das 15h30 às 17h30


Horário Biblioteca
Manhã: de Seg a Sex das 10h30 às 13h00
Tarde: de Seg a Qui das 16h00 às 19h00



Curso de História do Cinema Italiano

Filmes e realizadores dos anos 70
O Curso visa ilustrar uma década de cinema italiano, o dos anos Setenta, uma época especial caracterizada por grandes mudanças políticas, culturais e sociais, das contestações estudantis à afirmação do aborto e do divórcio, da revolução sexual aos “anos de chumbo”, aos delitos e à mafia...

Encontramos tudo isto numa cinematografia um tanto opaca, marcada por um geral refluxo e por um novo conflito, o de ar televisivo recentemente liberalizado. O objectivo do curso é a revisão do contexto histórico, político, social e cultural da década em análise compltando-o com a análise de alguns filmes, dirigidos por realizadores consagrados como Antonioni, Rossellini, Fellini, Visconti, Pasolini, e também por realizadores principiantes como Moretti, Piscicelli, assim como por autores que contribuiram para a ampla afirmação de novos géneros cinematográficos como o “spaghetti-western”, o “poliziottesco”, o policial psicológico e o filme de suspense ou a comédia erótica do B-movie.

No final de cada aula será projectado um filme

PROGRAMA

12 de Março de 2008
Apresentação do Curso
As histórias e os eventos importantes desta década

19 de Março de 2008
LE SVOLTE DEI MAESTRI E I PADRI: Luchino Visconti e a sua solidão
“Gruppo di famiglia in un interno” – 1974

2 de Abril de 2008
A “Trilogia da Vida” de Pasolini
A dilatação da dúvida – Antonioni “Professione Reporter” – 1975

9 de Abril de 2008
Inovação e engano de Fellini
O pôr-do-sol das ilusões dos irmãos Taviani “Roma” – 1972

16 de Abril de 2008
A procura obsessiva de Marco Ferreri e Bellocchio
O período criativo de Ettore Scola “I nuovi mostri” di Monicelli, Scola e Risi – 1977

23 de Abril de 2008
TRA LE NUOVE SFIDE DELLE “GIOVANI” LEVE: O início de Moretti e o Amelio televisivo
“Ecce bombo” – 1978

30 de Abril de 2008
De Citti a Piscicelli
“Immacolata e Concetta l’altra gelosia” di Piscicelli - 1979

7 de Maio de 2008
O cinema necessário de Carpi
“Corpo d’amore” - 1972

14 de Maio de 2008
IL CINEMA DI “GENERE”: A mistery story de Avati e Dario Argento
“La casa dalle finestre che ridono” di Pupi Avati - 1976

21 de Maio de 2008
A marcha do Ragionier Ugo...
“Fantozzi” di Luciano Salce - 1975

28 de Maio de 2008
O lado cómico do spaghetti-western
“Lo chiamavano trinità” di Enzo Barboni– 1970

4 de Maio de 2008
A génese do poliziottesco italiano
“Roma a mano armata” di Umberto Lenzi – 1976

N.B. Os títulos dos filmes poderão sofrer alterações

Docente: NEVA CERANTOLA de 12/03/2008 a 04/06/2008
Quarta-feira, 18h30-20h30
Sala Cinema (24 horas)
Preço: 180,00 Euros

Informações
Data: quarta-feira, 12 de março de 2008 - quarta-feira, 4 de junho de 2008
Horários: 18h30-20h30
Local: IIC Lisboa
Organização: IIC Lisboa




Curso de Literatura Italiana


A finalidade do Curso é aproximar o aluno aos clássicos da literatura italiana, através da leitura, análise e interpretação de textos poéticos e narrativos.

O programa prevê o estudo da lírica de Giacomo Leopardi (Recanati, 29 giugno 1798 – 14 Napoli, giugno 1837) e da poesia contemporânea de Giuseppe Ungaretti (Alessandria d’Egitto, 8 febbraio 1888 – Milano, 1 giugno 1970), Eugenio Montale (Genova, 12 ottobre 1896 – Milano, 12 settembre 1981) e Umberto Saba (Trieste, 9 marzo 1883 – Gorizia, 25 agosto 1957).
Serão também analisados alguns contos de Giovanni Verga (Catania, 2 settembre 1840 – Catania, 27 gennaio 1922), de Luigi Pirandello (Agrigento, 28 giugno 1867 – Roma, 10 dicembre 1936), de Cesare Pavese (Santo Stefano Belbo, 9 settembre 1908 – Torino, 27 agosto 1950) e de Antonio Tabucchi (Pisa, 24 settembre 1943).

Docente: GIANLUCA MIRAGLIA
de 10/03/2008 a 09/06/2008
Segunda-feira, 10h00-12h00
Sala Cinema (24 horas)
Preço: 180,00 Euros

Informações
Data: segunda-feira, 10 de março de 2008 - segunda-feira, 9 de junho de 2008
Horários: 10h00-12h00
Local: IIC Lisboa
Organização: IIC Lisboa
Em colaboração com:




Curso de História da Ópera

I GRANDI MAESTRI DEL XIX E XX SECOLO

A ópera lírica ocupa um lugar relevante no património cultural italiano e representa um capítulo importante na história da música globalmente entendida.

Basta dizer que è precisamente em Florença, Itália, que nasce a ópera lírica no século XVI e a partir daqui a arte do “bel canto” difundir-se-á por todo o mundo.

O curso tem a finalidade específica de fornecer aos interessados e apaixonados pela Ópera, uma satisfatória bagagem cultural que permita uma maior e melhor compreensão desta forma de arte musical e vocal através da análise dos temas principais ligados à Ópera lírica: a história da ópera, os estilos, os compositores, os intérpretes, etc.

Concretamente, neste curso as aulas abordarão os grandes compositores do século XIX e XX: Giuseppe Verdi e Giacomo Puccini.

Biografias, tramas, libretos, audição, perfil histórico e relacionamentos com temas inerentes ao mundo da Ópera.

Docente: GRAZIA DI VENERE de 12/03/2008 a 04/06/2008
Quarta-feira, 11h00-13h00
Sala Cinema (24 horas)
Preço: 180,00 Euros

Informações
Data: quarta-feira, 12 de março de 2008 - quarta-feira, 4 de junho de 2008
Horários: 19h00
Local: IIC Lisboa
Organização: IIC Lisboa



Curso sobre «As vanguardas artísticas italianas: o Futurismo »

O Futurismo surge em Milão em 1909 graças a um grupo de artistas e letrados. O manifesto teórico que redigiram é publicado em Paris no jornal “Le Figaro” no mesmo ano, porque a capital francesa é considerada o centro da cultura artística da época.

A situação artística italiana no início do siculo XX é bastante marginal em relação às grandes investigações que por toda Europa, e sobretudo em Paris, se estão a desenvolver.

Num clima estagnante e académico, onde os jovens artistas que desejam estar actualizados no seu tempo se devem mudar para Paris, a origem de um movimento de vanguarda como o futurismo assume o valor de uma verdadeira declaração de guerra, de uma total ruptura com o passado e de uma abertura para novos campos de pesquisa e de linguagens inéditas.

Os futuristas analisam e experimentam de forma radical as mais variadas linguagens e técnicas alcançando surpreendentes resultados na pintura, na escultura, na arquitectura, na poesia, no teatro, na música e também na fotografia.

Durante o curso será analisada a corrente futurista italiana nos seus diversos campos de intervenção, sem porém esquecer de olhar para as vanguardas artísticas que, paralelamente, nascem noutros países europeus.

Docente: ELISABETTA MAINO de 1/04/2008 a 24/06/2008
Terça-feira, 19h00-21h00
Sala Cinema (24 horas)
Preço: 180,00 Euros

Informações
Data: terça-feira, 1 de abril de 2008 - quinta-feira, 26 de junho de 2008
Horários: 19h00-21h00
Local: IIC Lisboa
Organização: IIC Lisboa

Ada - Festival em acção de artes performativas e de novos media ( 10 a 12 de Abril pelas ruas do Porto)


http://www.adafestival.com/
http://www.adafestival.blogspot.com/

AdA é um festival de artes performativas que cruzam a fronteira entre artes visuais, música, dança e teatro. A primeira edição deste evento acontecerá no Porto, Portugal de 10 a 12 de Abril de 2008.

O festival, acontecerá nas ruas, praças, parques e praias da cidade do Porto de 10 a 12 de Abril 2008 todos os dias das 10:00 às 23:00 no formato de uma viagem a pé.


O conceito deste Festival em Acção está aberto a diferentes perspectivas:

- Aberto a diferentes formas de expressão artística, porque as acções apresentadas demonstram abordagens distintas à performance, através da dança, teatro, musica e artes visuais;

- Aberto a um publico informal, porque grande parte das acções acontecerão em espaços públicos como ruas, praças, parques e praias, todas elas gratuitas e parte destas com a participação necessária do publico;

- Aberto a novas ideias e aos novos meios (new medias), porque acredita na arte enquanto linguagem universal em progresso permanente e a performance permite-nos expressar as nossas ideias de forma mais imediata;

- Aberto ao Mundo, porque que os participantes do festival têm origem em diferente países europeus, como Áustria, Espanha, Eslováquia, França, Itália, Holanda, Polónia, Suiça, Turquia e as próximas edições do AdA festival acontecerão nestes ou noutros países.

- E aberto ao pensamento critico e construtivo: recordando a historia, mapeando o presente e pensando nas futuras formas performativas e sobre o seu impacto na sociedade. É por este motivo que a conferência PAST/ACTION/CUT! e a exposição ACTION IN THE BOX farão parte do AdA festival


O programa do festival inclui mais de 30 acções e 48 participantes de 10 países Europeus .

Parte deste evento é a conferência PAST/ACTION/CUT ! sobre o passado, presente e futuro das artes performativas - com a participação de professores das artes visuais e performativas, de Espanha, Eslováquia e Portugal – que terá lugar no auditório da Reitoria da UP a 10 de Abril 2008 às 18:00h.

A exposição ACTION IN THE BOX mostra trabalhos de vídeo que exploram a relação entre a acção e a sua documentação e será inaugurada já a 27 de Março 2008 no espaço cultural do Plano B.

O encerramento desta exposição e de todo o festival acontecerá com um churrasco, djing e acções no interior e exterior do Plano B a 12 de Abril 2008 das 21:00 até tarde na noite, ou cedo de manhã.

AdA convida-vos a uma viagem de três dias de caminho explorando a cidade do Porto através de intervenções performativas e visuais de jovens artistas que trabalham nas áreas da dança, música, teatro e artes visuais. Esta é uma redescoberta da cidade, dos seus pontos-chave como a Praça da Liberdade e da Batalha, e das suas áreas naturais como o Jardim do Palácio de Cristal e a praia na Foz mas também pátios e caminhos escondidos na Ribeira.

As pequenas mostras ao ar livre serão gratuitas e contam com uma audiência activa!

O programa é compacto e colorido: desde a construção de pirâmides com cadeiras durante o tempo de fazer um café, à sinfonia musical feita com 10 quilos de batatas fritas, o desafio público para tocar a ponta do nariz com a língua, ou uma performance de seis escaladores unidos por uma corda.

Acções com humor vão encontrar temas poéticos como um concerto de piano para dez peixes de aquário, uma peça de teatro improvisado sobre viagens, ou esquiar na praia da foz, mas também temas sociais e dramáticos como o retrato coreográfico de Lucrécia Borgia, expressão corporal da violência doméstica, ou o questionamento do papel da mulher na sociedade.


Programa de 9 a 13 de Abril 2008

10. Abril. 08 Quinta - Feira:

10:00-11:00 - Prç. Batalha (lado TNSJ) – Michaela Depetris (ITL) – Cadeiras (45m) [2]
11:00-11:30 - Prç. Batalha (esplanadas) - Anne Lienhardt & Mathilde Benignus (FR) – Voyage (25m) [3]
11:30-11:45 - Prç. Batalha (lado Igreja S. Ildefonso) - Maria João Floxo (PT) – A Máquina do Sexo (15m) [4]
12:00 - Cantina de FBAUP - almoço
14:00-14:45 - Percurso: Prç. Batalha – Rua 31 Janeiro – Estação S. Bento – Otávio Luiz (BR) - Débora de Castro (45m) [5]
15:00-15:30 - Prç. da Liberdade – Viera Kucera – Screen test poems (2h) [6]
15:45-16:30 - Campo Mártires da Pátria (Centro Português da Fotografia) – Sirin Kocak (TUR) - Baloons (40m) [7]
16:30-17:15 - Praça Gomes Teixeira – Manuela São Simão (PT) - Playing Artists (45m) [8]
18:00-20:00- Reitoria, Aula Magna - Conferencia “PAST/ACTION/CUT!”
20:00 - Concha d'Ouro Restaurante – jantar
22:00-22:45 - Praça de Gomes Teixeira – Nuno Oliveira (PT) – Reciclagem (40m) [9]
22:00-01:00 - Praça de Parada Leitão - Acção no interior (casa privada) público no exterior - Joanna Marquardt (POL) - Untitled [10]

11. Abril. 08 Sexta - Feira:

10:00-12:00 – Palácio Cristal, Praça do Rossio - Bartolomé Ferrando (ESP) - workshop de performance (1/2h) [11]
10:00-12:00 – Palácio de Cristal, em frente à Biblioteca – Viera Kucera (SUI)– (Repetição) Screen test poems (2h)
10:00-12:00 - Palácio de Cristal, largo da cafetaria - Daniela Krajcova (ESL) – (Antecipação) Portraits for free (2h)
12:15-12:30 - Cantina de Faculdade de Letras UP- Xavier Alcácer Sanchis (ESP) - Parapapa (15m) [12]
12:30 - Cantina de Faculdade de Letras - almoço
15:00-15:20 - Jardim Mota Galiza – Andrea Brandão (PT) – Take a chance on me (20m) [13]
15:45-16:30 - Palácio de Cristal, ringue – Manuel Espino (ESP) - Barra del 7 (45m) [14]
16:30-17:15 - Jardim Palácio Cristal, frente da praça do Rossio – Guillermo Lucas (ESP) - Distância (30m) [15]
17:15-17:30 – Palácio de Cristal, junto ao lago - Liliana Marques (PT) – Coração com Defeito (15m) [16]
16:30-19:00 – Largo da Maternidade - Sheila Toledo (ESP) – 102-07 Despejado (15m) [17]
17:00-20:00 – Largo da Maternidade – Cláudia Padoan (ESP) – Sem Titulo (40m) [18]
19:00 – Cantina de Faculdade da Farmácia - jantar
21:00-21:30 – Praça Carlos Alberto – Sara Stefanuci (ITL) – Tradiciones y performans (30m) [19]
21:45-22:30 – Campo Mártires da Pátria (CPF) - Dávid Pascual (ESP) – Concierto para 1 pianista y 10 peces (45m) [20]
22:30-23:15 – Jardim da Cordoaria – Gabriella Todaro (ITL) - Máscaras (40m) [21]

12. Abril. 08 Sábado:

10:00-10:15 - Terreiro da Sé – Mariana Amorim (PT) – Borgia (15m) [22]
10:15-11:00 – Percurso: Terreiro da Sé – Prç. Ribeira – Tania Garcia (ESP) – De vuelta a los sentidos (30m) [23]
11:00-11:30 - Prç da Ribeira – Daniela Krajcova (ESL) – Portraits for free (2h) [24]
11:30-12:00 - Prç. da Ribeira - João P. Correia & Susana Madeira (PT) – Casa me queres, Casa me feres (30m) [25]
12:00 - Ribeira almoço
14:30-14:45 - Rua Nova da Alfandega (frente da Igreja S. Francisco) – Mariana Amorim (PT) - Borgia (15m) [26]
15:00 - percurso de eléctrico - Igreja São Francisco – Passeio Alegre
16:00-16:15 - Praia da Foz – Michaela Nociarová (SLV) – Aquabela (15m) [27]
16:30-17:00 - Forte S. João Baptista da Foz – Stefan Papco (SLV) - Climbing Contest (30m) [28]
17:15-17:45 - Praia da Foz – Oto Hudec (SLV) - Skier (45m) [29]
20:00-22:00 – Rua Conde de Vizela, Plano B - churrasco
22:00-22:30 - Plano B - Mariana Amorim (PT) - Borghia (30m) [30]
22:45-23:30 - Plano B - Catarina Miranda (PT) - Please, carry me to the door! /VARIAÇÖES DE PENUMBRA (30m) [31]
23:30-24:00 - Plano B - Mathieu Bohet (FR) – Lizard (30) [32]
24:15-24:45 - Plano B - Alex Riener (AUS) – To Look On Time In Time (30m) [33]



A exposição ACTION IN THE BOX, redescobre a relação entre acção e a sua documentação apresentando vídeos de participantes do AdA festival em acção.

A acção, momento de expressão livre, capturado pela câmara, será colocada dentro da caixa: a caixa, o espaço da galeria muitas vezes denominado white cube, mas também a caixa como a tv, o computador ou o leitor de dvd.

ACTION IN THE BOX, estará aberta ao público de 27 de Março 2008 a 11 de Abril 2008, no espaço de exposições do Plano B. A inauguração será também o momento de apresentação das criações de Cristiana Rocha e Areias Movediças.

Através das obras a exposição vai explorar:
- a relação entre a acção directa e a sua existência no mundo digital
- a relação entre espaços informais para performance (p.ex. a rua) e o espaço das instituições culturais (p.ex. galerias, teatros)
- as questões como: Qual é a obra final? A acção naquele exacto momento? Ou, o vídeo/foto capturada durante a performance? Existem limites para a manipulação dos registos (imagem ou som)?


Estas ideias serão também discutidas na conferência PAST/ACTION/CUT! a 10 de Abril durante o AdA festival em acção.

A exposição ACTION IN THE BOX pode ser vista de 27 de Março a 12 de Abril 2008, no Plano B, Rua Cândido dos Reis.

Chã das Eiras - novo espaço de animação cultural no Porto apresenta a Kumpania Algazarra ( dia 20)




Programação para os próximos dias na CHÃ Das EIRAS

19 mar, qua
23h BASIC CONVENTIONS dj

20 mar, qui
23h00 KUMPANIA ALGAZARRA concerto + BOMBASTIC THURSDAYS (Portal do Reggae): Jah Vibration ft Romanu & Sattaman dj

21 mar, sex
23h00 DOPO + AQUAPARQUE concerto+ ET dj

22 mar, sáb
23h00 KAPATAZ concerto (apresentação do álbum Nada a Temer)+Kid Flames - Hipe - Ontem Soundsystem dj

23 mar, dom 18h00
MIGUEL MARTINS 3IO concerto

24 mar, seg 24h00 1000€ dj


A Eira é uma associação. Como tal, pretende e procura associados.
Fichas de inscrição na Rua Chã, 127; Porto
(secretaria e/ou bar, conforme as horas


http://chadaseiras.blogspot.com/
www.myspace.com/barrabassoundsystem
barrabassoundsystem@gmail.com
938612863 (Inês Guedes)
931147485 (Nuno Cabral)



Cha das Eiras
Porto, Sé - Rua Chã 127, Portugal

e-mail: barrabassoundsystem@gmail.com




OBJECTIVOS E ATRIBUIÇÕES da BSS (Barra Sound System)
BSS é uma Associação Cultural que visa organizar e promover encontros de âmbito cultural; promover acções de formação de jovens, tendo em vista a sua integração soció-profissional, nas áreas culturais; promover o intercâmbio e cooperação com associações e organismos, nacionais e estrangeiros, que prossigam os mesmos objectivos; promover intervenção sociocultural, tendo em vista a (re)inserção social de crianças, jovens e adultos, através de actividades, lúdicas, recreativas e pedagógicas


http://chadaseiras.blogspot.com/



Apelo para inundarem de emails o jornal Expresso em apoio à jornalista precária, dispensada, depois de ter pedido a sua passagem a efectiva

Apelo para inundarem de emails o jornal Expresso em apoio è jornalista precária que pediu a sua integração no quadro dos funcionários efectivos da empresa, e de seguida foi dispensada depois de 9 anos de trabalho a recibo verde! (mais informação aqui)


Até o Expresso, jornal da burguesia «esclarecida» (....!!!???...), recorre ao trabalho precário, violando a lei quando trata anos a fio como trabalhadores temporários ( ou com contrato a prazo) aqueles trabalhadores que efectivamente são trabalhadores a tempo inteiro.


Expressem a vossa indignação perante a perseguição a uma jornalista precária no semanário "EXPRESSO".



APELAMOS A UMA INUNDAÇÃO DE E-MAILS SOLIDÁRIOS PARA OS SEGUINTES ENDEREÇOS


Director director@expresso.pt
Multimédia
multimedia@expresso.pt
Cartas cartas@mail.expresso.pt
Cidadão Repórter
cidadaoreporter@expresso.pt


Exemplo de uma mensagem enviada em apoio à jornalista precária do jornal Expresso que foi dispensada só por ter pedido a sua integração nos quadros dos funcionários efectivos da empresa:

As situações de trabalho precário, são abusivas e atentatórias dos direitos dos trabalhadores. Muitas empresas utilizam estas artimanhas, para os seus desmandos e coação sobre o trabalhador.
Um jornal como o Expresso, apesar do prestígio da empresa, não se coibe de fazer o mesmo! A tão falada responsabilidade social, é apenas para " inglês ver ". Situações como esta deveriam ser penalizadas, mas infelizmente neste país kafkiano, tudo é permitido!
Os leitores, que julguem por si, eu já dispensei a leitura do Expresso há um ano, para mim perderam a credibilidade e seriedade e por isso, perderam um leitor assíduo! Manifesto-me solidário com a Isabel Oliveira a jornalista em causa, e com todos os outros que se encontram nas condições de trabalho precário, sendo na verdade trabalhadores a tempo inteiro das empresas aonde trabalham.
Atentamente,

Assinatura
(pode conter mais elementos de identificação, como profissão, etc)

Vamos defender o programa de rádio «Lugar ao Sul», dedicado à etnomusicologia e cultura popular

Ajude a defender o programa LUGAR AO SUL!
Ajude a defender o serviço público de rádio!
Exija que a taxa do audiovisual que lhe cobram na factura de eletricidade seja bem utilizada!
Não se acomode! Exerça o seu direito à indignação!
Nesse sentido, não deixe de escrever para os endereços abaixo apresentados!
joao.almeida@rtp.pt

Não é obrigatório que envie um texto muito elaborado. Uma mensagem com uma ou duas frases serve perfeitamente.
Por exemplo:

"Queremos o LUGAR AO SUL com duas horas!"

É altura de exigirmos que nos tratem com mais respeito e consideração!

Muito obrigado pela sua colaboração. E passe palavra!

Informação sobre o Programa de rádio Lugar ao Sul:
www.alquimista.net/htm/public2.htm#lugar


Informação sobre o Assunto:

A Antena 2 acaba de ser objecto de mais uma remodelação na sua grelha de programas, apesar de ainda há poucos meses a actual direcção ter afirmado que a mesma estava estabilizada. Deduz-se, portanto, que esta súbita mudança resulta de algum "puxão de orelhas" do novo conselho de administração aos inquilinos da direcção de programas pelo facto das "reformas" introduzidas no canal com o consequente acréscimo orçamental não terem correspondido a um aumento de audiências, que era o objectivo n.º 1 da anterior administração que mandatou e deu carta branca à actual direcção. Olhando para a nova grelha, fica bem à vista o desinvestimento em programas de autor e a opção por simples alinhamentos musicais alargados, certamente muito mais baratos, mas completamente aleatórios e sem a mínima coerência editorial (ao contrário do que acontecia no espaço "Até Bach", cuja extinção se lamenta), sendo que agora os programas de autor são transmitidos, na sua maioria, ao fim-de-semana e uma única vez.
O que, deve dizer-se, é uma decisão perfeitamente errada e falha de razoabilidade: não por passarem ao fim-de-semana mas pela simples e óbvia razão de não serem repetidos noutro horário, de modo a ficarem ao alcance de pessoas com diferentes disponibilidades de escuta. Neste aspecto, mudou-se de cavalo para burro! E, já agora, quanto custou a campanha que anda aí a correr com música de Bach?

Ora, um dos programas de autor que podia ouvir-se ao fim-de-semana, mais concretamente ao sábado, era justamente o aclamado e premiado Lugar ao Sul, da autoria de Rafael Correia que, e inexplicavelmente, foi agora eliminado da grelha. Porquê? Não foi certamente por falta de audiências pois é sabido que o programa tem um auditório vasto e fiel. E também não foi, com certeza, devido às reclamações dos ouvintes mais ortodoxos da rádio clássica que acham que o programa não é adequado ao canal. Porque se fosse este o motivo, por maioria de razão teriam também desaparecido os programas "Império dos Sentidos", "Raízes", "Fuga da Arte" e "Vias de Facto", que foram alvo de uma contestação bem superior e que apesar disso continuam em antena.
E diga-se, em abono da verdade, que aqueles programas, em especial os dois últimos, são claramente bem mais aberrantes na Antena 2 do que o "Lugar ao Sul", no qual Rafael Correia incluía por vezes justamente música de compositores eruditos (Vivaldi, Mozart, etc.).
E tratando-se de um programa de inegável interesse cultural – do ponto de vista antropológico, etnomusical e de diversas formas da literatura tradicional – a sua exclusão do canal cultural da RDP só se explica à luz da conhecida hostilidade de Rui Pêgo face ao programa, que assim desautoriza o seu adjunto João Almeida que nele apostara em Janeiro de 2006.
É bom não esquecer que uma das primeiras medidas de Rui Pêgo, no início do seu mandato como director de programas das antenas nacionais da RDP, em 2005, foi precisamente a amputação do "Lugar ao Sul" em metade do seu tempo de emissão nas manhãs de sábado da Antena 1. Em face dessa infeliz e descabida decisão, a inclusão de meia hora (depois alargada para um hora) de "Lugar ao Sul" na grelha da Antena 2 teve o mérito de vir ao encontro dos desejos do vasto auditório do programa, mitigando, de alguma forma, o corte sofrido na Antena 1.
Nesta ordem de ideias, a medida agora tomada por Rui Pêgo não pode deixar de ser encarada como uma atitude desrespeitosa e revanchista face aos inúmeros ouvintes do programa e, igualmente, ao emérito profissional que é Rafael Correia.
Ora, a mim enquanto ouvinte que contribui com a taxa do audiovisual e com impostos para o chorudo salário que Rui Pêgo recebe no fim cada mês, cumpre-me lembrar-lhe que não é pago para ter na rádio pública (apenas) os formatos ao jeito do seu umbigo e mandar às urtigas os programas e autores que não aprecia, ainda que tenham o afecto do público. E sendo o "Lugar ao Sul" um programa de grande popularidade e agrado, abrangendo todos os estratos sociais, e sendo, ao mesmo tempo, um exemplo paradigmático de serviço público – duas coisas que nem sempre andam a par – não posso deixar de apresentar o meu veemente protesto por mais este vil ataque.
Agora, o mínimo que se deve exigir é que o "Lugar ao Sul" volte a ter duas horas de emissão nas manhãs de sábado da Antena 1. Como aliás sempre teve, antes de Luís Marques, com o aval de Almerindo Marques, ter tomado a desastrosa decisão de colocar um indivíduo como Rui Pêgo na direcção da estação de serviço público.

Nota: Existe um grupo na internet destinado a congregar os ouvintes do "Lugar ao Sul" e, bem assim, os amantes de música portuguesa e de poesia (popular e erudita): o Grupo de Amigos do LUGAR AO SUL.

"Seja bem-vindo quem vier por bem!"


Retirado daqui

17.3.08

Festa das 12 Primaveras do GAIA (21 de Março, a partir das 15h.)

clicar sobre a imagem para ler melhor



Teatro,
Pic-Nic,
Exposições,
Videos/acções,
Músicas e Concertos
e
Jantar Popular Vegan



Local: Centro Social do GAIA, sedeado no Grupo Desportivo da Mouraria
Travessa da Nazaré, 21 - 1º, Lisboa

Os Senhores da Guerra (letra e música de Pedro Osório para o grupo Outubro)

Dedicada aos quatro canalhas, criminosos de guerra, Blair, Aznar, Bush e Durão Barroso, o quarteto que há 5 anos atrás preparou e executou a invasão do iraque, aqui fica a letra de uma canção do Grupo Outubro, que embora feita há mais de vinte anos, lhes assenta como uma luva.




Os senhores da guerra

Letra e música: Pedro Osório

Os senhores da guerra
São os reis da competência
Matam dez mil homens
Sem problemas de consciência

Se não fosse a economia
De mercado concorrente
Decerto os senhores da guerra
Não matavam tanta gente

A guerra é um bom negócio
Que não se pode perder
As armas só dão lucro
Se houver a quem as vender
E todos nós tarde ou cedo
Temos de morrer

Os senhores da guerra
Fazem contas cuidadosas
Deixam dois por cento
Para obras caridosas

Calcula-se o rendimento
Em função do investido
O lucro é de 3000 dólares
Por cada corpo abatido

Biafra ou Palestina
Bangla Desh ou Polinésia
O Chile ou a Argentina
A Coreia ou a Indonésia
Fornecem carne p'ra canhão
Em primeira mão

Os senhores da guerra
São pessoas respeitáveis
Vão passar as férias
Em montanhas saudáveis

Mergulham as carnes tenras
Em piscinas de água quente
Enquanto os seus mercenários
Matam muita muita gente

E cada nova guerra
Que conseguem fabricar
Será mais um mercado
P'ra morrer e p'ra pagar
Até que o dia chegará
Em que a bomba rebentará
Nas suas mãos
E a guerra terminará.

16.3.08

Concentração e vigília pelo Tibete ( 19 de Março, a partir das 18h30, em Lisboa)






Concentração e Vigília em frente à Embaixada da República Popular da China, 4ª feira, 19 de Março, a partir das 18.30 (R. São Caetano, 2, Lisboa, à Lapa)


Perante os graves acontecimentos que ocorrem em Lhasa e noutros pontos do Tibete, em que já perderam a vida mais de 100 pessoas, só possíveis devido a quase 60 anos de brutal ocupação, opressão e violação dos direitos humanos por parte do governo chinês, convocamos todos para uma concentração e vigília de solidariedade com o povo tibetano, a favor do fim da repressão e da violência e do respeito pelos direitos humanos no Tibete.


Apelamos a todos os órgãos de comunicação social que nos ajudem a divulgar esta iniciativa e a todas as organizações cívicas e humanitárias que se juntem a nós.

Quando os governos, as Nações Unidas e os poderosos deste mundo permanecem indiferentes, desprezando as causas humanitárias em prol dos interesses económicos, cabe aos cidadãos indignarem-se e solidarizarem-se com os seres humanos como nós que estão a ser violentados e oprimidos. Exijamos do nosso governo, que ocupa a Presidência da União Europeia, que exorte a comunidade internacional a mobilizar-se.


Recordamos que está on line uma Petição para que a Assembleia da República aprove, de acordo com os princípios fundamentais consagrados na Constituição da República Portuguesa, uma moção de censura à sistemática violação dos Direitos Humanos e das Liberdades Política e Religiosa no Tibete, por parte do Governo Chinês.


Esta petição já excedeu numa semana as 1600 subscrições e, com a ajuda de todos, chegará às 4000, o que tornará obrigatória a sua discussão na Assembleia da República.

http://www.PetitionOnline.com/Tibete08/petition.html




Não faltes ! Traz uma vela e um Amigo !
Auxilia na divulgação desta mensagem !

Ontem por Timor, Hoje pelo Tibete !


ORGANIZAÇÃO: Grupo de Apoio ao Tibete

grupodeapoioaotibete@gmail.com

União Budista Portuguesa Tel: 21 363 43 63
(www.uniaobudista.pt )

CONTACTO (Media):
Tm: 91 811 30 21

APOIO:
Amnistia Internacional - Secção portuguesa

http://www.freetibet.org/

Protestos e Manifestações no Tibete






Marcha em frente do edifício da ONU






Campanha mundial pelo Tibete






Entrevistas




A precariedade congela-nos a vida‏ (vídeo da última Acção MayDay 2008 de Lisboa)

No passado Sábado durante a tarde houve mais uma acção de antecipação do MayDay-2008 de Lisboa: os precários saíram à rua e congelaram...

Foi às 15:30 frente ao Centro Comercial do Chiado, às 16 frente à Brasileira e às 16:30 frente ao MacDonald's do Rossio. Foram acções rápidas que congelaram os precários e as pessoas que passavam na rua que perguntavam o que se passava, algumas identificaram-se.

Fizemos isto porque a precariedade congela a vida de muitas pessoas, todos aqueles que não sabem se terão rendimento amanhã, na próxima semana ou daqui a seis meses, aqueles que são forçados a imigrar clandestinamente, trabalhar clandestinamente e viver clandestinamente, aqueles que são forçados a endividar-se perante a banca, aqueles que têm de esconder a sua orientação sexual.

A precariedade congela a vida dos que querem ter uma vida minimamente digna e não podem.

Fizemos isto porque a vida é poder, força, energia, reflexão, amor, ódio, imaginação e acção. E isto nunca poderá ser congelado.


O precariado rebela-se!!!


Acçao do grupo Mayday na baixa de Lisboa.


Expressem a vossa indignação perante a perseguição a uma jornalista precária no semanário "EXPRESSO".

Comunicado da Comissão de Trabalhadores do semanário Expresso:

A Comissão de Trabalhadores tomou conhecimento das circunstâncias em que a nossa camarada Isabel de Oliveira, jornalista da política, foi dispensada (de respeitar hierarquias e cumprir agenda), terça-feira à tarde, por decisão do director do jornal.
O motivo alegado foi a quebra de lealdade para com a direcção e o editor da área. Em causa está o envio de uma carta à administração, na qual Isabel Oliveira expôs o seu caso e pediu a regularização da sua situação.

A jornalista em causa, paga através de recibos verdes há pelo menos oito anos, tinha uma área atribuída (fazia a cobertura do Bloco de Esquerda) e estava integrada na agenda da redacção.
Questionou, por diversas vezes, a não regularização da sua situação, isto é, a integração no quadro da empresa, a última das quais através de uma carta enviada à administração do jornal.

A Comissão de Trabalhadores considera que, no caso em apreço, Isabel Oliveira já deveria ter sido integrada no quadro. A sua situação foi, por diversas vezes, abordada nas reuniões entre a CT e a Administração. Nunca foi afastada a hipótese de integração no quadro, apenas adiada.

A dispensa da jornalista é, na opinião da CT, uma situação inaceitável e porque diz respeito a todos os trabalhadores, convocamos o Plenário de Trabalhadores para dia 18, terça-feira, às 15 horas, no anfiteatro da empresa.

Expresso, 12/03/2008
A Comissão de Trabalhadores"


APELAMOS A UMA INUNDAÇÃO DE E-MAILS SOLIDÁRIOS PARA OS SEGUINTES ENDEREÇOS:

Director
director@expresso.pt


Cidadão Repórter cidadaoreporter@expresso.pt

Para mais info:

Direito à Educação (Curso de Pós-Graduação na Fac. de Direito da Universidade de Lisboa)



ORGANIZAÇÃO
INSTITUTO DE CIÊNCIAS JURÍDICO-POLÍTICAS DA
FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Cidade Universitária, Alameda da Universidade, 1649-014 LISBOA

COORDENAÇÃO
PROF. DOUTOR PEDRO BARBAS HOMEM
PROF.ª DOUTORA CARLA AMADO GOMES

DATA DE 15 DE ABRIL A 1 DE JULHO DE 2008

INFORMAÇÕES

1)O curso destina-se a licenciados em Direito e a outras pessoas titulares de licenciatura compatível.
2)Inscrição: Desde já até 7 de Abril de 2008
3)O Curso é ministrado no regime de conferências. Estas terão lugar entre 15 de Abril e 1 de Julho de 2008. O horário previsto é o seguinte: 18.30 horas às 21.30 horas. Será respeitado o calendário escolar fixado pelo Conselho Directivo.
4)Aos alunos que participem em 2/3 das conferências será atribuído um certificado de presença.
5)Aos alunos que o pretendam será ainda assegurado um certificado de conclusão do curso. Neste caso, o regime de avaliação é composto de duas provas: 1.º, apresentação de um trabalho original no domínio do direito da educação sobre um tema escolhido pelo candidato; 2.º, o trabalho será submetido a uma prova pública de discussão. A realização do trabalho será acompanhada pelo coordenador do curso. O júri será constituído por docentes da Faculdade de Direito e docentes do curso.


TEMAS E CONFERENCISTAS

15/04/08

1.CONSTITUIÇÃO DA EDUCAÇÃO
- Prof. Doutor Jorge Miranda (Faculdade de Direito de Lisboa).

2. DIREITO INTERNACIONAL DA EDUCAÇÃO
– Mestre Jaime Valle (Faculdade deDireito de Lisboa).

22/04/08

3.POLÍTICA COMPARADA DA EDUCAÇÃO
- Prof. Doutor Charles Glenn
(Presidente da Boston School of Education; Vice-presidente da OIDEL – presença por confirmar).

4.ENQUADRAMENTO JURÍDICO DO SISTEMA EDUCATIVO
– Prof. Doutor António Pedro Barbas Homem (Faculdade de Direito de Lisboa).

29/04/08

5.LIBERDADES FUNDAMENTAIS NA EDUCAÇÃO
– Dr. Pedro Delgado Alves (Faculdade de Direito de Lisboa).

6.ENQUADRAMENTO JURÍDICO DO SISTEMA EDUCATIVO
- Prof. Doutor Pedro Romano Martinez (Faculdade de Direito de Lisboa).

06/05/08

7.ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE NO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO
- Prof.Doutor Pedro Barbas Homem (Faculdade de Direito de Lisboa).

8. ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE NO ENSINO NÃO SUPERIOR
–Mestre Ana Neves

13/05/08

9. ORGANIZAÇÃO DO ENSINO PÚBLICO BÁSICO E SECUNDÁRIO
- Prof. DoutorJorge Bacelar Gouveia (Faculdade de Direito da Universidade Nova).

10. MENORES EM RISCO
– Doutor António Duarte Fonseca (Director Adjunto do Centro de Estudos Judiciários).

20/05/08

11. AUTONOMIA NORMATIVA DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS
- Prof. Doutor PauloOtero (Faculdade de Direito de Lisboa).

12.ORGANIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR PARTICULAR E COOPERATIVO
- MestreJoão Atanásio (Faculdade de Direito de Lisboa).

27/05/2008

13.ORGANIZAÇÃO DO ENSINO PARTICULAR E COOPERATIVO
- Mestre RodrigoQueirós e Melo (Universidade Católica Portuguesa).

14.ESTATUTO DOS ALUNOS
– Dra. Dinamene Freitas (Faculdade de Direito deLisboa).

03/06/08

15.DIREITOS EDUCATIVOS E ACESSO AOS TRIBUNAIS
– Prof.ª Doutora CarlaAmado Gomes (Faculdade de Direito de Lisboa).

16.EDUCAÇÃO E FISCALIDADE
- Prof. Doutor Saldanha Sanches (Faculdade deDireito da Universidade de Lisboa).

17/06/08

17.REGIME DISCIPLINAR DOS PROFESSORES
– Mestre Pedro Madeira de Brito(Faculdade de Direito de Lisboa).

18.PODER PATERNAL E EDUCAÇÃO
- Prof. Doutor Jorge Pinheiro

24/06/08

19.DIREITO À EDUCAÇÃO E CIDADANIA
- Prof. Doutora Maria da Glória Dias Garcia (Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa).

20.RELAÇÃO JURÍDICA DE ENSINO NÃO SUPERIOR NO CONTEXTO DAS ESCOLAS PRIVADAS
– Dr. Diogo Gonçalves

21.INTERNACIONALIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR
- Prof. Doutora MargaridaSalema d’Oliveira Martins (Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa).

22. Consolidação e codificação do Direito da Educação – Professores Doutores António Pedro Barbas Homem e Carla Amado Gomes (Faculdade de Direito de Lisboa).

Informações:
As sessões realizam-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em sala a determinar.
Propina: 800,00 Euros (pagando-se 50% no momento da inscrição e 50% até dia 30 de Maio de 2008).
Para quem efectuar o pagamento integral do curso no acto da inscrição haverá uma redução de 10% no valor total do curso.
Os alunos de cursos de mestrado, doutoramento e pós-graduação da Faculdade, inscritos no actual ano lectivo 2007-2008, beneficiam de uma redução de 20% da taxa de frequência.

Contactos:
Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
- Dra. Telma Oliveira, 2.ª a 6.ª feira das 11h30 às 13h30 e das 14h30 às 19h30.
Telefone: 217 820 265 – Tml.: 933 469 330 – Fax.: 217 950 303
E-mail: icjp@fd.ul.pt
http://www.fd.ul.pt/institutos/ICJP.asp1

15.3.08

Realizam-se hoje um pouco por todo o mundo manifestações contra a ocupação e a guerra no Iraque pelo exército dos Estados Unidos da América


http://www.5yearstoomany.org/

http://www.resistinmarch.org/

http://theworldagainstwar.org/

http://www.stopwar.org.uk/


Quando se assinala o 5º aniversário da invasão e ocupação do Iraque pelo exército dos Estados Unidos da América a mando de Bush, em concertação com os criminosos de guerra como Aznar, Blair, Durão Barroso e Berlusconi, realizam-se hoje um pouco por todo o mundo manifestações e marchas contra a guerra e pela retirada imediata das tropas ocupantes norte-americanas do território iraquiano e do Afeganistão.



Madrid

Assembleia Pública e debate sobre transportes na Junta de Freguesia da Senhora da Hora (18 de Março às 21h30)

O MUT-AMP convida a população a participar num Debate sobre transportes públicos de passageiros, a realizar no dia 18 de Março de 2008, pelas 21h30, na Sede da Junta de Freguesia da Sra. da Hora

Com o Metro de Superfície pretendeu-se substituir o comboio da linha da Póvoa e na da Sra. da Hora criou-se um interface da Linha Azul até Matosinhos, da Linha Vermelha até à Póvoa de Varzim, da Linha Verde até à Maia e da linha Lilás até ao Aeroporto. A Estação do Metro da Sra. da Hora carece de infra-estruras adequadas à importância e ao número de passageiros que movimenta. Para que esta Estação sirva os utentes com qualidade e dignidade, propomos:• Estação com cobertura total idêntica à da Estação do Aeroporto;• Parques de estacionamento de automóveis em quantidade ajustada ao número de utentes;• Sanitários públicos de acesso gratuito;• Linhas de autocarros da STCP que liguem a Sra. da Hora às freguesias do Concelho de Matosinhos, à Maia, a Gondomar e ao Porto;• Inclusão da Sra. da Hora na 1.ª coroa tarifária cujas fronteiras seriam entre a Fonte do Cuco e Vila Nova de Gaia;• Sistema de bilhética simplificado com os movimentos e demais Informação visível para o utente;

O MUT-AMP convida a população a participar num Debate sobre transportes públicos de passageiros, a realizar no dia 18 de Março de 2008, pelas 21h30, na Sede da Junta de Freguesia da Sra. da Hora