15.3.08

Curso de Identificação de Flora Silvestre (Árvores e Arbustos) em Miranda do Douro ( 29 e 30 de Março)


http://www.aldeia.org/portal/PT/5/EID/82/DETID/1/default.aspx



As árvores e arbustos sustentam inúmeras espécies que aqui vêm assegurados abrigo, locais de reprodução e nidificação, alimento, e refúgio de predadores. Servem de corredor de comunicação nas paisagens entre diversos ecossistemas, aumentando desta forma a diversidade de aves nos terrenos agrícolas devido ao efeito de corredor de ligação.
Têm um papel insubstituível na salvaguarda da biodiversidade, são fonte de regeneração e oxigenação do ar que respiramos, e através da função sequestradora de dióxido de carbono contribuem em larga escala para a diminuição do aquecimento global.
Diminuem a erosão dos solos limitando a escorrência superficial e conservando a água subterrânea fundamental para inúmeras espécies vegetais, diminuindo também o risco de cheias sobretudo nas cidades.
Também as galerias ripícolas constituem uma parte essencial para o funcionamento dos ecossistemas fluviais, pela sua função de filtro biológico de nutrientes e de diversas substâncias poluentes, e pela retenção dos sedimentos da erosão hídrica, fomentando a biodiversidade e a produtividade biológica.
A sua importância em termos paisagísticos e como elementos perenes da estruturação do território é também inquestionável. Para defender e preservar este majestoso património natural é imperativo conhecê-lo.



Este curso pretende iniciar os participantes na identificação das principais famílias de árvores e arbustos autóctones, alertando para importância da sua preservação, bem como apresentar características gerais da ecologia das espécies como os mecanismos de propagação e adaptações ecológicas á perturbação. O curso tem previstas saídas de campo na região.




Links e blogs de interesse (árvores e arbustos) : aqui, aqui, aqui, aqui, e ainda em


http://en.wikipedia.org/wiki/Golden_plates


www.rjb.csic.es/floraiberica/floraiberica/introduccion.php


www.botanical-online.com/


http://www.pasoslargos.com/flora/nflora17.htm


http://arvoresearbustosfloridos.blogspot.com/


http://www.fotoplatforma.pl/pt/arvores_e_arbustos/


http://www.herbario.com.br/universi.htm


http://sombra-verde.blogspot.com/

Acção MayDay hoje, Sábado (15h.), junto do metro do Chiado

SÁBADO 15 Março - às 15h - no METRO Baixa Chiado/Brasileira
A PRECARIDADE CONGELA-NOS A VIDA


A Organização do MayDay 2008 apela à concentração do maior número de precári@s possível para a realização da acção PARAR A PRECARIEDADE - porque a precariedade congela a vida de muit@s de nós, nos call-centers, nas escolas, nos estágios, nos recibos-verdes, na ilegalidade sem direitos, no desemprego, nos contratos renovados de semana a semana...


Traz contigo um Pin, um Boné, um Jornal, uma T-shirt, um autocolante, uma mala, um saco, UM PAPEL! Qualquer coisa que tenha a frase que denuncie:


"A PRECARIEDADE CONGELA-NOS A VIDA"

"SOU UM TRABALHADOR PRECÁRIO"

Será feito um video da acção. Aparece e passa a mensagem!

Este Sábado o Precariado Rebela-se!

Os 50 anos de vida literária de Ana Hatherly (mostra documental evocativa na BNP de 3 a 31 de Março)


Poetisa, ensaísta e professora, Ana Maria Hatherly interessou-se fundamentalmente pela expressão poética ligada às artes visuais, a chamada Poesia Experimental, de que é um dos principais expoentes, ao lado de Melo e Castro. Com apurada formação musical, adquirida em Portugal e no estrangeiro, fez crítica musical e estudou arte cinematográfica. A sua multiplicidade de interesses culturais levou-a a uma convivência com diversas tertúlias intelectuais



A mostra documental, patente de 3 e 31 de Março, na Sala de Referência na Biblioteca Nacional em Lisboa, apresenta ao público exemplares significativos das obras impressas de Ana Hatherly e também documentos do seu espólio, que se encontra à guarda desta instituição, no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea (ACPC).


A realização da mostra, em quatro expositores, implicou um significativo esforço de selecção dos materiais que permitem espelhar a diversidade de áreas em que a autora se distingue: poesia, ficção, ensaio, tradução e pintura. Também são abrangidas as áreas de música, seu domínio artístico inicial e que estudou durante bastante tempo, e cinema, que estudou em Inglaterra e que lhe permitiu a realização de alguns filmes e a docência desta disciplina.


O primeiro núcleo mostra exemplares das obras mais representativas da sua obra poética inicial (ex. As aparências, de 1958) e ecos da recepção inicial da sua obra literária. Curiosamente, a primeira foi uma carta de Fernando Lopes Graça sobre o livro editado a que se juntam outras de Jacinto do Prado Coelho, Nelly Novaes Coelho, Angel Crespo, entre outras personalidades. É ainda exposto um estudo para uma capa, ilustrativo da sua aptidão para esta área artística.
O segundo núcleo é inteiramente dedicada à poesia experimental, género em que a autora se inscreve como uma das mais destacadas teorizadoras e críticas, juntamente com E. M. Melo de Castro, Herberto Hélder e António Aragão, organizadores dos dois cadernos antológicos de Poesia Experimental (de 1964 e 1966). Cartas de Mário Cesariny, Augusto de Campos, Dick Higgins, entre outros, são mostradas aqui.


A obra em prosa – e particularmente O Mestre – é representada, no terceiro núcleo, por diversas edições deste título, o manuscrito de “68 Sonhos”, incluído em Anacrusa, e vários testemunhos da recepção pública e crítica da sua obra (cartas de Maria Alzira Seixo, Ângelo de Sousa e Gillo Dorfles). Capas de obras traduzidas pela escritora indiciam também esta sua faceta literária.


A peça central do último núcleo é um ‘álbum de autógrafos’ - pertença do avô de Ana Hatherly, Cândido da Rocha Pereira (1865-1920) – que nele recolheu múltiplos testemunhos do seu tempo, destacando-se o fragmento de um autógrafo de Guerra Junqueiro. Esta recolha prosseguiu-a a autora, entre 1956 e 2001, junto do seu círculo de amizades e afinidades, juntando depoimentos de inúmeras personalidades da vida literária e artística do séc. XX em Portugal. Exemplares de 1909 do Jornal de Vianna, fundado e dirigido por Cândido da Rocha Pereira, diplomas (onde se encontra o da “London International Film School”, de 1975), prémios e distinções recebidos pela obra artística e literária, de que se destaca a Medalha de Mérito Linguístico e Filológico Oskar Nobiling, atribuída pela Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, em 1978, ilustram o seu percurso e as suas raízes.


Licenciada em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa e doutorada em Estudos Hispânicos pela Universidade de Berkley (Califórnia), membro fundador do PEN Clube Português (de que foi vice-presidente durante 10 anos e presidente entre 1992-1994), Ana Hatherly exerceu múltiplos cargos em associações literárias, revistas e instituições ligadas à literatura nas suas múltiplas formas, destacando-se ainda os seus estudos sobre o barroco (A Experiência do Prodígio conheceu várias edições e encontra-se esgotado). A par desta carreira literária Ana Hatherly tem, desde os anos 60, uma carreira de artista plástica, com um extenso número de exposições individuais e colectivas e com obras suas incluídas nas colecções dos principais museus portugueses e colecções particulares.



Sobre a escritora, mais info:


13.3.08

Conferência internacional sobre a Actualidade de Walter Benjamin ( 25 e 26 de Março na Fundação C. Gulbenkian, com entrada livre)


O pensamento de Walter Benjamin foi e continua a ser incontornável no panorama do pensamento europeu.
Dele herdámos não apenas um conjunto de conceitos que abriram, fixaram e definiram novos contornos para o pensamento actual, mas também uma visão que se configurou como decisiva, relativamente a questões como a técnica, a arte, a história, a política e a linguagem. O influxo do pensamento benjaminiano insinuou-se mais ou menos explicitamente em autores contemporâneos que, além de o lerem e analisarem atentamente, reinterpretaram-no de uma forma fecunda e que continua a marcar o panorama, não apenas da filosofia, como também das áreas mais díspares das várias ciências humanas.

Assim, trata-se de um encontro em que se procura levar a cabo a análise pertinente e polémica do seu pensamento, tentando diagnosticar a importância do pensamento de Benjamin na actualidade e repensar as questões, as consequências e o resíduo que dele permaneceu nos autores e temas actuais.



International Conference on Walter Benjamin
Lisbon, The Calouste Gulbenkian Foundation, March 25/26, 2008

Walter Benjamin’s thought has been and will remain paramount in European thought. He left us not only a set of concepts which opened, fixed and shaped new configurations for today’s thought, but also a vision which became decisive in areas such as art, technique, history, politics and language. The influx of the benjaminian thought became more or less explicit in contemporary authors who, more than reading and analysing him closely, have brought a fecund reinterpretation of his work, prolonging his legacy not only in philosophy, but in various areas of human sciences.
This conference will offer an opportunity to reclaim the controversial and pertinent analysis of his thought, trying to diagnose the importance of Benjamin’s thought in our days and to rethink the questions, consequences and traces of his influence in contemporary authors and issues.




PROGRAMA

25 de Março

09h30 Cerimónia de Abertura

10h00
Arno Münster
A relação entre Walter Benjamin e Hannah Arendt

11h00 Coffee-Break

11h15 Painel "A Obra de Arte"
Moderação por Maria Teresa Cruz

António Guerreiro
Mito e Poesia: elementos para uma poetologia benjaminiana

Bernardo Pinto de Almeida
Alegoria e imagem

José Bragança de Miranda
Arte e Distância

Manuel Gusmão
A Aura que apaga e acende


15h00 Danielle Cohen-Levinas
Trois figures de temporalités chez Benjamin : la main qui raconte, la main qui caresse, la main qui ramasse

16h00 Coffee-Break

16h30 Painel "Imagem, Linguagem e Memória"
Moderação por Paulo Filipe Monteiro

Jacinto Godinho
A experiência entre a imagem e a palavra

Maria Filomena Molder
Questões de método e estilo em Benjamin: o fragmento e a miniatura

Paulo Barcelos
Da política como anamnese: história e dever de memória em Benjamin e Lévinas

Teresa Cadete
Walter Benjamin a contrapêlo ou os demónios da História



Dia 26 de Março

9:30
Gèrard Bensusan
Rosenzweig and Benjamin

10:30 - 11:00 Coffee-Break

11:00 – 13:00
Painel «Técnica e Media»
Moderação por Maria Lucília Marcos

António Fernando Cascais
Automatismos, repetições, estranhezas

José Gomes Pinto
A realidade liberta da aparelhagem

Manuel José Damásio
A Concepção da Técnica no livro das Passagens

Nuno Lisboa
Gesto rememorativo face ao cinema

Pedro Andrade
Visibilidades e vigilâncias sociais em Walter Benjamin



14h30
Petar Bojanic
Event, violence, messianism

15h30 Coffee-Break

15h45 Painel "História, Política e Revolução"
Moderação por Maria Augusta Babo

José Augusto Mourão
O conceito de messianismo

Maria João Cantinho
Alegoria e história

Paulo Filipe Monteiro
Benjamin contra Zaratustra

Silvina Rodrigues Lopes
Em torno da problemática da decisão

Teresa Levy
Passagens por geografias espaço-tempo

17h45 Coffee-Break

18h00
Karl Solibakke
Divine Justice and Profane Power: Benjamin's and Kafka's Approach to Messianism



http://www.cecl.com.pt/


http://www.iwbg.uni-duesseldorf.de/Termine_english

A Conferência é aberta ao público e a entrada é gratuita, no limite dos lugares disponíveis na sala.

A revolta das palavras - filo-café em São João da Madeira ( 27 de Março no bar arte7)


Participantes:

Ana Mafalda Pinto (Braga, performance), Ângela de Almeida (Santa Maria da Feira, Fotografia), Apolinário (S. João da Madeira, Música), Bruno Resende (Porto, Fotografia), Emília (Braga, Poesia), Emídio Aguiar (S. João da Madeira, Pensamento) Filomena Tavares (S. João da Madeira, Poesia), Filomena Carvalho (Santa Maria da Feira, Poesia), Fábio Lopes (S. João da Madeira, Fotografia), Joaquim Fial (S. João da Madeira, Fotografia), Manuel (Braga, Poesia), Maria da Glória ( Vale de Cambra, Pintura), Mariana (S. João da Madeira, Dança), Mário Silva ( Oliveira de Azeméis, Performance), Pedro Afonso (Arrifana, Fotografia), Pedro Miguel Bastos (Arouca, Fotografia), Rosa Familiar (Santa Maria da Feira, Poesia), Salomé Pinto (S. João da Madeira, Pensamento), Sílvia Silva (Matosinhos, Poesia), Samar (Branca, Dança), Susana Paiva (Vale de Cambra, Performance), Tiago Moita (S. João da Madeira, Pensamento), Vítor Alves (S. João da Madeira, Performance), Victor José (Vale de Cambra, Poesia)


Informação recolhida via http://incomunidade.blogspot.com/

10.3.08

Pensar como uma Montanha, o livro de Aldo Leopold acabou de ser traduzido e editado em português


PELA PRIMEIRA VEZ EM PORTUGUÊS, UM DOS MAIS DEBATIDOS CLÁSSICOS DA ECOLOGIA E DA NATUREZA

Seis décadas passaram (1949-2008) sem que tivesse sido traduzida para português uma das obras mais importantes de sempre no domínio da ecologia e da natureza.

Com centenas de milhares de exemplares em várias línguas divulgados universalmente, A Sand County Almanac, de Aldo Leopold, é hoje um dos clássicos da natureza e da ecologia mais debatido em todo o mundo.


Edições Sempre-em-Pé
contacto@sempreempe.pt



Apresentação do livro no SÁBADO, 15 MARÇO , às 14:30

na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo

(Rua da Alegria, n.º 503, Porto, cruzamento com a Rampa da Escola Normal )


Será apresentado em diálogo entre o editor, José Carlos Costa Marques, e o professor Paulo Talhadas dos Santos, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e dirigente do FAPAS, o livro de Aldo Leopold, PENSAR COMO UMA MONTANHA (título original A Sand County Almanac), seguindo-se debate com os presentes





Debate «Refugiados no Sul, barreiras no Norte»(12 de Março no IFP, em Lisboa)


No âmbito dos encontros regulares realizados em parceria com o Instituto Franco-Português destinados a promover o debate sobre artigos do Le Monde diplomatique comuns à edição original francesa e à edição portuguesa, este mês propomos a discussão em torno da reportagem de Philippe Rekacewicz «Refugiados no Sul, barreiras no Norte» na edição de Março.


Poderá ler um excerto desta reportagem no
sítio Internet do jornal.



Sobre o mesmo tema, poderá também ler o artigo inédito da autoria de Jean Ziegler,
«Os refugiados da fome».



A gravíssima situação com que se confrontam as populações de muitos países em vias de desenvolvimento gerou,ao longo dos últimos anos, deslocações em massa de refugiados. Em
função das barreiras que são colocadas pelo Norte desenvolvido,a concentração de refugiados dá-se sobretudo nos países do Sul, o que cria um cenário de extrema precariedade que dificulta a resposta humanitária.

O debate contará com a presença da jornalista Diana Andringa, de Fernando Nobre, presidente da Assistência Médica Internaciona, le de Mónica Ferro, da Associação Portuguesa das Nações Unidas, e terá lugar na zona do bardo Instituto Franco-Português no dia 12 de Março, quarta-feira, a partir das 21h30.

A entrada é livre. Participe!

Clique aqui para ver o mapa com a localização doInstituto Franco-Português (Av. Luís Bivar, n.º 91, em Lisboa - junto ao Saldanha).

Ciclo de debates nas Faculdades promovidos pelos Precários Inflexíveis

O ciclo de debates nas faculdades promovido pelos Precários Inflexíveis e apoiado por movimentos de estudantes continua esta semana na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e para a semana na Faculdade de Medicina, também em Lisboa.


@s precári@s não se calam!




12/03 :: Faculdade de Letras :: 19:00 :: sala de exposições

Escola a crédito: estudar para a precariedade?


- Rui Tavares (Historiador)

- António Nóvoa (Reitor da Universidade de Lisboa) a confirmar

- Sofia Roque (PI e Manifesto)





19/03 :: Faculdade de Medicina :: 16:00 :: sala multiusos ::

A precariedade trata-nos da saúde!


- Isabel do Carmo (médica)

- Diana Póvoas (SALTA)

- Tiago Gillot (PI)

Nova reunião preparatória do May Day 2008 ( na Crew Hassan, dia 12, às 21h.)


Depois de alguma actividade inicial e de já termos reunido duas Assembleias, o MayDay Lisboa 2008 não pára!

As acções continuam e há mais a ser pensadas e preparadas! Há materiais para ir pensando e fazendo! Vamos começar a preparar o dia da parada e uma grande iniciativa para Abril!

Resumindo: é preciso cada vez mais gente para fazer uma grande parada MayDay!

Assembleia MayDay Lisboa 2008*

dia 12/03, às 21 horas, na Cooperativa Cultural Crew Hassan*
Rua das Portas de Santo Antão, 159 (perto do Coliseu)*


Não faltes!

http://maydaylisboa.blogspot.com/

Manifestação nacional dos trabalhadores da Administração Local ( 12 de Março)


Contra a política terrorista de Sócrates contra os direitos laborais, as carreiras profissionais, a liberdade sindical e os serviços públicos!


É possivel derrotar a ofensiva do governo!

No dia 12, em Lisboa, os trabalhadores da Administração Local dizem não à política terrorista de José Sócrates contra os direitos laborais, as carreiras profissionais, a liberdade sindical e os serviços públicos!
Porque é preciso derrotar a ofensiva de um Governo cada vez mais contra os trabalhadores, cada vez mais ao serviço dos poderosos e dos interesses dos grandes grupos económicos, os trabalhadores da Administração Local juntam a sua voz à de milhares de trabalhadores que levarão a cabo uma semana de luta de 7 a 14 de Março, com greves e manifestações dos diversos sectores da Administração Pública.

Contamos contigo! Juntos somos mais fortes!


Um Governo ao serviço do Capital

A crescente contestação ao governo PS de José Sócrates é o resultado do descontentamento provocado pelas medidas profundamente lesivas dos direitos dos trabalhadores e das populações em geral, que têm marcado a acção governativa de um executivo que claramente privilegia os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros, em detrimento dos trabalhadores e das populações.

Aumenta o desemprego e a precariedade laboral; os salários, particularmente os dos trabalhadores da Administração Pública degradam-se brutalmente, tanto quanto aumenta o custo de vida; os serviços públicos estão literalmente a saque e as populações são cada vez mais privadas de direitos sociais fundamentais, nomeadamente ao nível da saúde, da educação, da justiça e da segurança social.

Apostado em desmantelar a Administração Pública e entregar os serviços públicos essenciais à gula lucrativa do privado, em cumprir as instruções do grande capital na desregulamentação da legislação laboral e no enfraquecimento da capacidade reivindicativa dos trabalhadores e dos sindicatos, o Governo investe em todos os sentidos: contra os mais desprotegidos, contra os trabalhadores e as classes sociais mais pobres, contra as instituições e a democracia

Após o chumbo do Tribunal Constitucional, o diploma de vínculos carreiras e remunerações foi de novo aprovado pela maioria do Partido Socialista na Assembleia da República e promulgado pelo Presidente da República, embora com reservas de que transcreve o fundamental:


“O referido diploma suscita dúvidas em dois planos…”

“Assim, por um lado, o diploma em apreço continua a consagrar soluções que, por pouco claras e transparentes, podem criar dificuldades de percepção por parte dos respectivos destinatários, potenciando situações de conflitualidade no seio da Administração Pública.”

“Por outro lado, subsistem dúvidas quanto à remissão para simples portaria da regulação de matérias de carácter inovatório e ainda quanto à preferência concedida a pessoas colectivas na celebração de contratos de prestação de serviços, o que pode implicar uma excessiva e injustificada dependência da Administração Pública relativamente a grandes empresas privadas.”


Ofensiva violenta

O governo insiste nas intenções de aplicar de facto à Administração Pública os princípios da flexigurança, destruir por completo o sistema de carreiras dos trabalhadores e o vínculo público, generalizar o contrato individual de trabalho e a precariedade laboral, introduzir os despedimentos sem justa causa, a arbitrariedade e o compadrio.

O STAL assume desde já o compromisso de combater por todas as formas este hediondo instrumento de desmantelamento da Administração Pública e de perseguição aos seus trabalhadores, seja através da luta seja através do recurso às instancias institucionais, nomeadamente requerendo a sua inconstitucionalidade.

A imposição de uma actualização salarial de 2,1%, quando a inflação de 2007 foi de 2,5% e para 2008 diversas instituições, desde o Banco de Portugal à União Europeia, apontam valores claramente superiores, demonstra a total falta de honestidade do Governo, que novamente penaliza o seu poder de compra, já reduzido no últimos sete anos em mais de 10%.

Acrescem ainda medidas profundamente lesivas dos direitos e da própria dignidade dos trabalhadores, como o roubo que têm constituído as sucessivas alterações ao estatuto de aposentação.


Razões acrescidas na luta

No que particularmente concerne ao universo da Administração Local, os trabalhadores são confrontados:

Com tentativas de aprovação de quadros de pessoal de vínculo privado à margem de qualquer processo negocial

Com a aplicação irracional do SIADAP, sem critérios objectivos, em regra sem ter em conta a razão de ser dos serviços e muitas vezes ultrapassando todos os prazos legais;

Com o congelamento oportunista e ilegal das promoções, falta de regularizações de pessoal contratado, utilização de POC’s e abusos de vários tipos;

Com o desrespeito pelos direitos e pelas condições de segurança, higiene e saúde no trabalho;

Com o anúncio de transferência de novas responsabilidades para o Poder Local, o cerceamento da capacidade de decisão destes e a centralização do poder, face ao silêncio incompreensível da sua associação (ANMP) e a conivência subserviente de autarcas eleitos pelo PS, constituindo um inadmissível ataque ao Poder Local.

Com tentativas diversas para, unilateral e ilegalmente, serem impostos de forma prepotente pretensos «regulamentos» que sonegam o direito de negociação, criam arbitrariedade, desregulamentam de facto as relações laborais e atingem direitos imprescindíveis;

Com o crescimento do processo de empresarialização e privatização de serviços diversos, nos quais importa, para além do combate em defesa dos serviços públicos, garantir os direitos dos trabalhadores, com vínculo público e privado, nomeadamente através da exigência do direito à Contratação Colectiva e da eliminação de discriminações laborais;


Afirmar o protesto, intensificar a luta

A recente substituição de governantes não passou de um exercício de mera propaganda e cosmética governamental para esconder aquilo que se exige mas o Governo PS de José Sócrates não faz: Uma mudança efectiva de política, que respeite os trabalhadores e as populações, que garanta direitos laborais e sociais, que promova uma Administração Pública de qualidade ao serviço de todos.


http://www.stal.pt/artigo.asp?id=935

Pelo Direito à Água e em defesa da gestão pública da água

Em conjunto com a Associação Água Pública e a CGTP-IN, o STAL ( Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local) promove um abaixo-assinado em defesa da gestão pública da água, exigindo que sejam garantidas a qualidade e a igualdade no acesso a este bem público essencial. depois de preenchido, o abaixo-assinado deverá ser enviado ao STAL ou a qualquer uma das organizações proponentes.



Exmo. Senhor Presidente da República
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
Exmos. Senhores Deputados à Assembleia da República
Exmo. Senhor Primeiro Ministro

Considerando que o processo de privatização da água em curso é uma grave ameaça ao acesso de todos à água, os abaixo assinados, exigem:


- A consagração da propriedade comum da água e da igualdade de direito ao seu usufruto como direito de cidadania.

-A garantia do acesso de todas as pessoas à água potável como serviço público.

- A manutenção dos serviços de água sob propriedade e gestão públicas e sem fins lucrativos.

-O enquadramento legal, institucional e de administração económica que garanta de facto o direito de cada pessoa à água, à saúde e à natureza.

- A gestão integrada da água como responsabilidade pública inalienável, assegurada por legítimos representantes dos cidadãos, visando a melhoria do bem-estar comum da população actual e das gerações vindouras.

-Serviços públicos de água competentes, transparentes e funcionais dotados dos recursos necessários.

- Uma gestão da água baseada num planeamento participado e democrático.

Promotores:
Associação Água Pública ;STAL ( Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local); CGTP-IN – Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses



http://aguapublica.no.sapo.pt/artigos.htm



Informação Complementar:

8.3.08

100.000 professores manifestantes indignados com a política para a educação de Sócrates e Maria Lurdes Rodrigues

Unidade, Indignação e Luta

próxima fase: Greve Geral às Avaliações!




8 de Março: viveu-se um ambiente de unidade e firmeza

na Marcha da Indignação dos Professores




Assim não se pode ser professor

A escola pública não aguenta esta política



Depois desta enorme mobilização,
e enquanto o Sócrates não mudar de política
é preciso não parar...


Greve Nacional às Avaliações


Videos-reportagem sobre a Marcha da Indignação dos Professores











Ser professor hoje é manifestar-se por uma educação pública, gratuita, universal e de qualidade

Hoje é a Jornada de Luta dos Professores

ESTE É O MOMENTO DE LUTAR

- Não faltes

....ou vais ter mais 48 anos de «azar»


Ser professor hoje é lutar contra o obscurantismo cultural que vai invadindo as escolas, o amorfismo acrítico e o conformismo acéfalo que se vai instalando nos espíritos, induzido pelo poder político e económico, pelos mass media e por instintos primários de sobrevivência (ou subsistência) social.

Ser professor hoje é lutar contra o processo de degradação da escola pública que os sucessivos governos têm promovido transformando-a no depósito da mão-de-obra barata para ser domesticada.

Ser professor hoje é protestar e ensinar a protestar contra as políticas governamentais que desmantelam os serviços públicos e degradam a qualidade de vida em sociedade em favor dos interesses empresariais do lucro fácil e rápido

Ser professor hoje é vir pr’á rua dizer NÃO aos sinistros personagens que povoam o ministério da (des)educação

Ser professor hoje é lutar contra a exclusão escolar e a escola falsamente inclusiva que vende gato por lebre.

Ser professor hoje é lutar pela real democratização do ensino através de uma educação de qualidade acessível a todos, e não pela simples massificação das escolas públicas.


Ser professor hoje é protestar contra as políticas mercantilistas que instrumentalizam a educação aos seus interesses e não a favor do interesse geral da sociedade

Ser professor hoje é contestar a mercantilização da escola e a transformação da educação num negócio de cifrões só acessível às famílias ricas


Ser professor hoje é ser capaz de educar para o activismo cívico e interveniente, para a construção de espíritos livres, críticos e insubmissos

Ser professor hoje é ser um indivíduo livre, crítico e empenhado pela justiça, pela liberdade e pela solidariedade entre todos os seres humanos.



Grande Manifestação Nacional de Professores
8 de Março
em
Lisboa, 14h30,
do Marquês de Pombal até ao Terreiro do Paço

7.3.08

A Casa-oficina de António Carneiro ao abandono no Porto !!!

O património ao abandono na cidade do Porto...


imagens retiradas do blogue http://abomporto.blogspot.com/



Já só restam as paredes e o telhado da Casa-Oficina António Carneiro, no Porto, figura cimeira da história da pintura portuguesa


A sua obra é marcada por uma extensa galeria de retratos - óleos, carvões e as celebradas sanguíneas - onde pontuam todos os membros da sua família; por uma produção paisagística que se afastava do naturalismo vigente da sua geração por lhe faltar o pitoresco e por abundar a atmosfera poética; por aspectos de uma pintura de história de que a obra "Camões lendo Os Lusíadas aos frades de S. Domingos" é exemplo, sem nela se esgotar; mas sobretudo por um misticismo simbólico de ambientes mágicos e indefinidos de que é momento maior o tríptico "A Vida". Foi, sem dúvida, esta a obra que lhe garantiu um lugar crucial na história da arte portuguesa, tão importante quanto isolado, já que o simbolismo que anuncia não terá continuadores.





António Teixeira Carneiro Júnior (Amarante, 16 de Setembro de 1872 - Porto, 1930).
Durante a sua vida foi um artista com grande sensibilidade, voltando-se mais para o sentimento do que para a razão, buscando mais emocionar do que explicar, dedicando-se acima de tudo à pintura de retrato traduzindo neles o estado psicológico do modelo. Por esse motivo muitos o chamam de “retratista de almas”. Dedicou-se ainda à pintura religiosa e histórica.
Aos 28 anos foi premiado na Exposição Universal de Paris, com a obra “A Vida” e a partir daí foi um suceder de prémios, tanto na Europa como nos EUA.
As suas principais influências foram Leonardo Da Vinci, da época Renascentista, Rembrandt na altura Barroca, assim como outros pintores do século XIX.
Ainda foi professor de Desenho na Escola de Belas-Artes no Porto e aí permaneceu até ao dia da sua morte em 1930


Obras

• A Vida - Esperança, Amor, Saudade (Tríptico) (1899 - 1901)
• Ecce Homo (1901)
• Auto-retrato (não datado) (1903 ?)
• Contemplação (1911)
• Praia com barcos (1911)
• Praia da Boa-Nova (1912)
• Praia com barcos (1917) (mesmo título de obra anterior)
• Pinheiros (1916)

Apresentação do último livro de Joaquim Castro Caldas na Ler Devagar a 8 de Março às 18h.



Apresentação de Mágoa das Pedras, o último livro de Joaquim Castro Caldas


Ler Devagar, Lisboa. Sábado, 8 de Março. 18:00


Com João de Sousa e Bibi Perestrelo





Mais informação:


Vigília pelo Grémio a 8 de Março, um mês depois do despejo do Grémio Lisbonense

Faz amanhã, Sábado, dia 8 de Março, um mês que o Grémio Lisbonense foi despejado!
As negociações com o senhorio começaram então e há duas semanas que aguardamos alguma resposta à proposta que lhe foi apresentada pela parte do Grémio, com apoio da Câmara Municipal de Lisboa.
Entretanto, para fazer notar que o Grémio ainda respira e que estamos atentos...
Convidamos todos a participar numa vigília que ocorrerá em frente ao Arco do Bandeira (Rossio), entre as 18h e as 20h de 8 de Março.


A festa segue no Grupo Desportivo da Mouraria/ Centro Social GAIA a partir das 22.30h


Travessa da Nazaré nº21 1º...


Sábado, 8 de março, às 10h. no Mercado do Bolhão


Recolha de Fundos para ACÇÃO JUDICIAL

Foi colocada uma acção judicial por parte do Grupo de Advogados da Plataforma, que incorpora todos os movimentos cívicos e pessoas singulares de preservação do Património Cultural, por forma a travar o processo de demolição do Mercado do Bolhão e sua transformação num shopping.
Desta forma, estamos todos a recolher fundos para fazer face às despesas da Acção Judicial.
Contribua!
Obrigado!
MONTEPIO GERAL
MIC- PORTO
NIB: 0036 0030 9910171807725


http://manifestobolhao.blogspot.com/

Quem é a actual ministra da educação que passou do anarquismo para a cadeira do poder mas que não pára de semear revolta e contestação ao poder?


Quem é Maria de Lurdes Rodrigues, a ministra da educação que passou do anarquismo para a cadeira do poder mas que não pára de semear revolta e contestação ao poder?


Excertos da entrevista e do artigo biográfico de Maria de Lurdes Rodrigues, que veio do anarquismo, fez a sua tese de doutoramento sobre a profissão de engenheiro, e chegou a ministra da educação pela mão do pseudo-engenheiro Sócrates, publicado na revista Pública de 18 de Dezembro de 2005 e da autoria do jornalista Adelino Gomes




Por que é que os professores não gostam da senhora?
Quem faz a pergunta à ministra da Educação é o efémero aluno de um seminário sobre Sociologia das Profissões à professora que na terceira aula havia comunicado, desolada, à turma, que fora convidada para integrar o elenco governativo. Ainda tentara, mas não havia nenhuma possibilidade legal de prosseguir aquele contacto semanal, durante o semestre, com os alunos. Alguns dos quais alimentavam a esperança de a ter como orientadora de tese, numa matéria de que foi pioneira e permanece a grande especialista, em Portugal.
"Se estivesse no lugar dos professores, também não gostava da ministra da Educação", responde Maria de Lurdes Rodrigues.

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Algumas das suas decisões mais polémicas, tem consciência, estão a pôr em causa o quotidiano dos professores. Porque abalam um importante elemento da sua cultura profissional: o de, à medida que progridem na carreira, irem tendo menos aulas. "Acho que se justifica o desagrado dos professores com a ministra. Também me desagradaria a mim. Eu trabalhei, como professora, sempre muito. E muitos professores trabalham imenso."


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A sucessão de cartões vermelhos que lhe levantaram nestes nove meses não parece impressioná-la muito. "Se não gostarem de mim, virá depois outro ministro que terá este trabalho feito", comenta, referindo-se em particular às medidas que levaram à greve. "A história política é feita assim. Os ministros que vêm cortam e depois pacifica-se para a frente. É irrelevante gostarem de mim muito ou pouco. Há uma primeira fase de grande perturbação e de incómodo. E depois vem a fase do ajuste", diz, no tom de voz macio e tranquilo mas definitivo, por vezes glacial, que lhe vamos conhecendo.

(…)

Professora desde 1986 no ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), onde se licenciou, doutorou e fez as provas de agregação, Maria de Lurdes Rodrigues presidia ao Conselho Científico desta escola quando recebeu o convite para ministra da Educação.
A escolha de José Sócrates surpreendeu muita gente, incluindo alguns amigos, que só dela souberam sobre a hora da sua divulgação pública.
A socióloga atingira o posto máximo da carreira docente. Muito elogiada, aliás, nos planos profissional e científico, sendo conhecida a qualidade das suas orientações de teses de mestrado e de doutoramento. "É tão exigente quanto apoiante do orientando", explica António Dornelas, antigo aluno, mais tarde colega na docência e amigo muito próximo, hoje.
Para além da obra seminal "Os Engenheiros em Portugal" (tese de doutoramento em 1996, publicada pela Celta três anos depois, e que constitui tema recorrente nos seus estudos), é autora ou co-autora de dezenas de trabalhos (individuais ou em parceria) nas áreas da Sociologia das Profissões e da Sociedade da Informação


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Universitários que com ela ensinaram ou investigaram, no ISCTE e no CIES (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, de que foi coordenadora), apontam-lhe duas qualidades-chave: "Capacidade organizadora e de concretização" (António Firmino da Costa) e convicção, que a faz lutar pelas causas que abraça e saber "levá-las a bom "porto"" (Maria das Dores Guerreiro). Resume Maria Alexandre Lousada (Departamento de Geografia da Faculdade de Letras de Lisboa), uma das amigas mais próximas e constantes desde os tempos do jornal "A Batalha" e da revista "A Ideia", publicações ligadas ao anarco-sindicalismo e à área libertária: "Ela não se limita a estudar os dossiers e a avançar diagnósticos. Gosta de fazer. E não se intimida com obstáculos."
João Freire - um especialista em Sociologia do Trabalho, de quem a ministra foi assistente e que lhe orientou a tese de doutoramento, permanecendo como a grande figura de referência do seu percurso académico e também cívico - assinala o carácter decisivo de duas linhas de estudos por ela desenvolvidas antes, com a economista Manuela Silva e com o sociólogo Manuel Villaverde Cabral. Com a primeira, sobre empresários, o que a levou a cruzar "o conhecimento sociológico com a realidade económica"; com o segundo (que foi também seu professor, aliás "brilhante", segundo a própria), sobre atitudes sociais. "Aí radica" - pensa aquele professor jubilado do ISCTE - "a profunda convicção que ela ganha da importância da educação no desenvolvimento de Portugal."
A aposta de José Mariano Gago, que a convidou, em 1997, para presidir ao recém-criado Observatório das Ciências e das Tecnologias, marcou-lhe, provavelmente, o destino.
Porque saiu, cinco anos depois, carregada de elogios. Mariano Gago classifica de "feito notável" a construção do Observatório "praticamente do zero" e lembra que foi ela quem montou também "todo o secretariado técnico da Missão Interministerial para a Sociedade da Informação", permitindo que Portugal disponha "de dados fiáveis em matéria de Sociedade da Informação".

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A passagem pelo Ministério da Ciência aproximou-a definitivamente do PS, com quem passou a colaborar, através de Mariano Gago, em grupos informais de estudo.
A sua intervenção no seminário Novas Políticas para a Competitividade, organizado pelo grupo parlamentar do PS em finais de 2002, pode qualificar-se, a essa luz, premonitória. Em 2001, um em cada dois activos que passaram pelo ensino secundário não o concluíram. "Só este número já justifica uma política maciça", alertou, chamando a atenção para o facto de um milhão e oitocentos mil activos terem ainda um nível de instrução inferior à escolaridade obrigatória.


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O percurso pessoal e escolar de Maria de Lurdes Rodrigues ilustra alguns destes traços de personalidade. Em 1976, a meio do curso de Sociologia, parte para Moçambique com o marido. Tem 21 anos e quer ajudar a revolução. Permanece quatro anos. Primeiro em Maputo, no Ministério do Trabalho, onde trabalha na área da formação profissional; depois no Monapo (Nampula), num complexo fabril em que se extrai óleo de sabão a partir de copra e se descasca caju.
Responsável do sector social (creche, refeitório, cantina) e da formação profissional, desenvolve junto dos 2500 operários um programa de alfabetização em massa, que decorre à hora de almoço ("a empresa dava uma hora, os operários outra").
Vive a experiência intensamente, profissional e socialmente. Sente, muito directamente, o choque de culturas quando quer salvar um gémeo a quem a mãe abandonou, para que morresse, por ser o mais fraco, ou se confronta, quando nele pretende intervir, com o caso de uma menina "dada" aos 12 anos em casamento.
Decide que não ficará quando, com os 40 outros cooperantes portugueses, se vê forçada a assistir à aplicação "ao vivo" da lei do chicote, introduzida pelo regime de Samora Machel


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Regressa a Portugal e ao ISCTE, a que alguns chamavam "a nossa pequena Nanterre", referindo-se ao encontro de uma geração vinda do antigo regime e do catolicismo com esquerdistas ("Não sei se é comum: nela vive-se uma plena autonomia, e há um grande acolhimento de ideias e experiências. Sinto saudades", diz a ministra).
Faz a tese de licenciatura vivendo no terreno a célebre greve dos Vidreiros da Fontela - carregada de "momentos de fortíssima expressão com um lado festivo muito sublinhado" - em meados da década de 80.
Reata entretanto o contacto, agora mais próximo no plano académico, com João Freire, com quem se cruzara na sede do jornal "A Batalha", órgão histórico do anarco-sindicalismo, e com Maria Alexandre Lousada, com quem colara etiquetas no jornal, em 1975. Na Biblioteca Nacional integra a equipa que pesquisa toda a documentação anarco-sindicalista em Portugal.
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Confirma, corrigindo-a apenas em pequenos pormenores, a história que se conta sobre o dia em que, com outros colegas, fez uma espera a um professor porque este aderira a esse "partido burguês" que era o PS. Acha que não foi uma espera e que não empregou a palavra "burguês". E contextualiza o episódio: o professor era Serras Gago, com quem partilharia mais tarde o gabinete no ISCTE. Ele tinha abandonado o MES e aderido ao PS e os alunos queriam perceber as razões daquela mudança em alguém que lhes ensinava Sociologia Política e tanto discutia com eles sobre política.
(…)
Faça-se-lhe provocação semelhante, décadas depois, e pergunte-se o que leva uma anarco-sindicalista a entrar num governo burguês. A resposta sairá, sem tegiversações: "O desejo de conciliar interesses, em vez de ignorar que eles existem."

(…)

A curiosidade jornalística é sustida, porém, à porta da esfera privada. "É uma mulher secreta", avisara um colega. "O que é que interessa isso para um perfil da ministra da Educação?", responde ela, recorrentemente, quando as perguntas versam amores (é divorciada), o bairro que habita, o curso que a filha frequenta, os restaurantes preferidos. Ainda deixa que se saiba que manteve os hábitos antigos, inclusive o de almoçar muitas vezes na Versalhes. Que vai jantar normalmente a casa, para onde leva trabalho, (…)




Fonte:

Começa hoje uma semana de luta dos trabalhadores da Administração Pública e que culminará com uma greve-manifestação nacional a 14 de Março

A Semana de Luta inclui protestos dos professores, dos trabalhadores da Administração Local, com uma concentração frente ao Ministério da Administração Interna.

Há também um encontro nacional de dirigentes e delegados sindicais do pessoal não docente dos ensinos básico e secundário, em Lisboa, com desfile para o Ministério da Educação.

Em comunicado, a Frente Comum refere que a jornada de protesto pretende a defesa do vínculo de nomeação de emprego público, contra o novo diploma dos vínculos, carreiras e remunerações, e a estabilidade de emprego, contra o despedimento dos trabalhadores com contrato individual.

Em cima da mesa estão outras questões como a defesa da revisão intercalar dos salários, contra o congelamento de escalões; a imposição de quotas no sistema de avaliação e o aumento da idade de reforma.

Para dia 14 de Março está agendada uma greve, convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública; e concentração dos trabalhadores da Administração Central, designadamente função pública, enfermeiros, estabelecimentos fabris das forças armadas e câmara de Lisboa.



• Em defesa do vínculo de nomeação de emprego público, contra o novo diploma dos vínculos, carreiras e remunerações

A intenção do Governo de destruir o vínculo de emprego público tem por base a pretensão de desmantelar o edifício legislativo que consagra todo o importante conjunto de direitos alcançados pelos trabalhadores da Função Pública, de desregulamentar as relações de trabalho no sector, a começar pelo direito a um emprego estável e a uma carreira e a um salário dignos. E ainda que o Presidente da República tenha reconhecido que o diploma legal “Continua a consagrar soluções… pouco claras e transparentes”, o que é meritório, também é uma verdade que não deixou de o promulgar, sem o recurso a nova fiscalização da sua constitucionalidade.

• Pela estabilidade de emprego, contra o despedimento dos trabalhadores com contrato individual de trabalho

A destruição do vínculo de emprego público e a proliferação do contrato individual de trabalho na Administração Pública têm associados a mobilidade especial e os despedimentos, como se prova pela alteração da Lei nº 53/2006, em vigor desde o passado dia 21 de Fevereiro. Hoje, trabalhadores com vínculo de emprego público e trabalhadores com contrato individual de trabalho estão lado a lado na mesma luta contra a mobilidade especial, pelo emprego e pelo direito ao trabalho.

• Pela revisão intercalar de salários, contra os brutais aumentos de produtos de primeira necessidade

Os aumentos salariais impostos pelos sucessivos governos, ao longo dos últimos anos e em particular pelo actual, degradaram progressivamente o poder de compra dos trabalhadores da Administração Pública, como se prova pelo que já se passou este ano, com um aumento de 2,1% e uma inflação que, segundo o Banco de Portugal, se situou em Janeiro, nos 2,7%.

• Contra o congelamento de escalões

É um verdadeiro escândalo o que se está a passar com a posição assumida pelo Governo, canalizada para os organismos, no sentido de impedir a mudança de escalão aos trabalhadores que tenham entretanto e desde 1 de Janeiro, perfeito o módulo de tempo para subirem de escalão, alegadamente porque irá entrar em vigor o novo regime de vínculos, carreiras e remunerações. Reafirmamos que até lá, se mantém em vigor o DL 353-A/89.

• Contra a injusta e irracional imposição de quotas no sistema de avaliação

Na linha de destruição de direitos fundamentais dos trabalhadores da Administração pública, o Governo PS/Sócrates, desvirtua aquilo que deve ser um sistema de avaliação de desempenho, como instrumento para a melhoria da qualidade dos serviços prestados e transforma-o num mecanismo de destruição do direito à carreira e de uma progressão salarial com critérios objectivos.

• Contra o aumento da idade de aposentação e a diminuição das pensões de reforma

As sucessivas alterações introduzidas no Estatuto da Aposentação dos trabalhadores da Administração Pública constituíram um violento e despudorado ataque aos direitos dos trabalhadores, impondo a alteração de regras consagradas em lei e quebrando as legítimas expectativas adquiridas aquando da admissão na função pública. Isto passou-se, não só com o aumento da idade para a aposentação, mas também com a redução do valor da pensão, provocada pela alteração das regras de cálculo. Com a alegação de que era necessário aproximar o regime de aposentação da função pública do regime de reformas do sector privado, retiraram-se direitos aos trabalhadores do primeiro sector, sem quaisquer vantagens para os do segundo.
Os trabalhadores da Administração Pública, independentemente do vínculo laboral que hoje os liga aos organismos do sector, têm sobejas razões para prosseguirem a luta, travando o passo a este Governo e às políticas que sucessivamente lhes destroem direitos e os colocam num plano de indignidade profissional e laboral inaceitáveis.


A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, perante este quadro decidiu dar continuidade à acção reivindicativa dos trabalhadores da Administração Pública, com a concretização de uma GREVE NACIONAL e de uma MANIFESTAÇÂO NACIONAL, no próximo dia 14 de Março, enquadrando estas duas acções na SEMANA DE LUTA DA FRENTE COMUM.


PELO VÍNCULO DE EMPREGO PÚBLICO
PELO DIREITO À CARREIRA
POR SALÁRIOS DIGNOS
PELA ESTABILIDADE DE EMPREGO
CONTRA OS DESPEDIMENTOS
PELO DESCONGELAMENTO DE ESCALÕES
CONTRA AS QUOTAS NO SIADAP
CONTRA O AUMENTO DA IDADE DE APOSENTAÇÃO E REFORMA
CONTRA A DIMINUIÇÃO DAS PENSÕES

6.3.08

A resistência feminina em meio operário (iniciativa para comemorar o 8 de Março)

A proposta deste ano para o Dia Mundial da Mulher ( 8 de Março) é para uma jornada de convívio com as mulheres da resistência na Margem Sul.


Vamos recordar as vidas dessas mulheres durante as greves de 1943, nas lutas eleitorais autorizadas durante um mês pelo Estado Novo, seguidas de prisões e repressão nos lugares de trabalho.

Vem a propósito citar Sónia Ferreira, uma das oradoras no colóquio e guia na visita à Cova da Piedade: «As mulheres são das principais protagonistas públicas das greves de 43. Elas incitam à adesão, encabeçam marchas de fome, assaltam locais para a apropriação de géneros e redistribuem-nos, atiram pedras, partem vidros, cortam fios telefónicos, assaltam comboios, gritam, insultam, barafustam, pedem e exigem, de forma clara, directa, pública e frontal».

Por isso, foram ameaçadas através de uma Nota da Repartição do Gabinete do Ministério da Guerra (exactamente, a repressão da greve foi uma acção militar comandada pelo major Jorge Botelho Moniz) de que quem abandonasse o trabalho seria incorporado «num batalhão de trabalhadores, subordinado à mais severa disciplina militar (…) independentemente do sexo».
Vamos ver os locais simbólicos onde os confrontos com os esbirros do fascismo foram mais fortes.

Vamos recolher os testemunhos das mulheres e dos homens que não viraram a cara à luta.

Vamos testemunhar, com a nossa presença, que não esquecemos.

Programa:

A resistência feminina em meio operário (8 de Março)

Reunião na Praça de Espanha [junto do Teatro da Comuna]

9h – Concentração

9h30 – Partida para o Jardim da Piedade (Cova da Piedade)

10h às 11h – Visita guiada aos lugares simbólicos e convívio com as antigas operárias

11h30 – Paragem no Seixal, com evocação do que foi o trabalho árduo e brutal na fábrica de cortiça da Mundet, feita por Edmundo Pedro e por uma trabalhadora

13h – Almoço no Seixal

15h – Chegada ao Barreiro e visita guiada

15h30 – Colóquio (a realizar na Sociedade De instrução e recreio barreirense “Os penicheiros”)

Abertura a cargo de Nuno Teotónio Pereira e do nosso anfitrião


Início das intervenções:

1. Sónia Ferreira resume a visita guiada à Margem Sul durante a manhã

2. Júlia Leitão de Barros – contextualização histórica e a propaganda do regime ditatorial

3. as mulheres do Barreiro – projecção de excertos da entrevista com Pepita, a viúva de Manuel Firmo, dirigente anarco-sindicalista

4. Projecção do documentário da CMB sobre o movimento grevista de 1943

18h – Debate e encerramento do colóquio

19h – Regresso a Lisboa

custo total – 25 euros

Manifesto Anti-Sócrates

Manifesto Anti-Sócrates

Uma geração que consente deixar-se governar por um José Sócrates é uma geração que nunca o foi.

É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos!

É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração!

Porra para o José Sócrates, porra!

PIM!

Uma geração com um José Sócrates a cavalo é um burro impotente!

Uma geração com um José Sócrates ao leme é uma canoa em seco!

O José Sócrates é um magano!

O José Sócrates é meio magano!

O José Sócrates saberá fazer jogging, saberá inglês técnico, saberá enhenharia sanitária, saberá fazer ceias para democratas como Hugo Chávez, saberá tudo menos governar que é a única coisa que ele finge fazer!

O José Sócrates pesca tanto de governação que até faz governos com homens da estirpe de Mário Lino que toma os portugueses por uma cáfila de camelos!

O José Sócrates é um habilidoso!

O José Sócrates disfarça-se mal!

O José Sócrates tem rabos de palha!

Não é preciso ir pró Rossio para se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!

Não é preciso disfarçar-se para se ser salteador, basta governar como o José Sócrates!

Basta não ter escrúpulos nem morais, nem políticos, nem humanos!

Basta andar com as modas da terceira via, com as políticas e com as opiniões!

Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar calções desportivos e olhos meigos!

O José Sócrates nasceu para provar que nem todos os que governam sabem governar!

O José Sócrates é um autómato que deita para fora o que a gente já sabe o que vai sair... Mas é preciso continuar a adormecer o Povo!

O José Sócrates é um fruste engenho dele próprio!

O José Sócrates em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.

Se o José Sócrates é português eu quero ser venezuelano!

O José Sócrates é a vergonha da política portuguesa!

O José Sócrates é a meta da decadência mental!

E ainda há quem não core quando diz admirar o José Sócrates!

E ainda há quem lhe estenda a mão!

E quem lhe lave a roupa!

E quem tenha dó do José Sócrates!

E ainda há quem duvide que o José Sócrates não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!

E fique sabendo o José Sócrates que se um dia houver justiça no mundo toda a gente saberá que o autor de O Príncipe é o José Sócrates que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Maquiavel.

E fique sabendo o José Sócrates que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.

Mas julgais que nisto se resume a politiquice portuguesa?

Não Mil vezes não!

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mais atrasado da Europa e de todo o Mundo!

O país mais selvagem de todas as Áfricas e Américas Latinas!

O exílio dos degradados e dos indiferentes!

A África reclusa dos europeus!

O entulho das desvantagens e dos sobejos!

Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

Porra para o José Sócrates, porra! PIM!



Texto roubado daqui:

http://socratinice.blogspot.com/2008/01/blog-post.html

Programação de Março do C.C.A. Gonçalves Correia ( em Aljustrel)



7 (sexta) a partir das 21.00

Lançamento da Revista BÍBLIA e concerto com GAZUA (power trio Punk Rock de Lisboa)Apresentação e leitura de textos da Revista Bíblia (nº27 e 28), espaço de experimentação nas tendências contemporâneas das artes visuais e da literatura desde 1996






13 (quinta) a partir das 21.00

Concerto PART TIME KILLERS (Punk-Rock melódico da Finlândia)www.myspace.com/parttimekiller


15 (sábado) a partir das 17.00

Conversa sobre a situação de António Ferreira Jesus.



Concerto PAYASOS DOPADOS (punk rock reggae core ska de Badajoz a Évora) + banda a confirmar…noite dentro punk-hardcore-crust dj’s…Janta vegetariana e bar benefit para projecto editoriais sobre a situação carcerária em Portugal.




22 (sábado) a partir das 21.00

Concerto ARTIGO 19 (Punk Acústico do Porto) e MÁRIO O TROVADOR (a viola e à voz subversiva de Cascais)2



9 (Sábado) a partir das 21.00

Concerto O CÃO (guitarras, batidas, noise e rock de Lisboa) + Drum’n’Bass NSKET (de volta ao Club…)





Adiantando… Abril19 (Sábado)

II Festival Anti-FascistaA partir das 17.00…. apresentação e conversa com o colectivo Acção Anti-Fascista.E noite adentro concerto com 5 bandas…

III Colóquio sobre «A Guerra na Antiguidade» (13 de Março)

O Centro de História da Universidade de Lisboa promove no próximo dia 13 de Março o III Colóquio “A Guerra na Antiguidade”.

A inscrição importa em 5€, com certificado, mas a entrada é completamente livre.

Listagem das comunicações:

- “A Anabasis de Xenofonte, meu primeiro livro de Guerra Antiga: de Aquilino a Roger Vailland” (João Medina);

- “A Regra da Guerra ou a «Ordem Militar» de Qumrân” (José Augusto Ramos);

- “Senaqueribe e Jerusalém (701 a.C.): «reciclagens» bíblicas da guerra psicológica assíria” (Francolino Gonçalves);

- “A crise política e militar de Šamaš-šumu-ukin no reinado de Assurbanípal” (Francisco Caramelo);

- “E a «Espada de Aššur» abateu-se sobre a Fenícia…” (António Ramos dos Santos);

- “A batalha contra os «Povos do Mar»” (Luís Manuel de Araújo);

- “A batalha de Ráfia (217 a.C.) e o «nacionalismo» egípcio do período ptolemaico” (José das Candeias Sales);

- “A guerra e as armas no Portugal pré-romano” (Ana Margarida Arruda);

- “«Nós matamos, possamos nós matar». O hoplita e a falange. O triunfo da infantaria simétrica no Mundo Antigo” (José Varandas);

- “Em honra de Ares. Do sacrifício humano como oferenda bélica no mundo greco-romano” (Nuno Simões Rodrigues);

- “As Termópilas (480 a.C.), entre o mito e a realidade: perspectivas” (André Oliveira Leitão);

- “Carros de combate na Antiguidade: de plataforma móvel de tiro a sinal de prestígio” (Pedro Gomes Barbosa);

- “Os soldados na Lusitânia romana, na guerra e na paz. Uma perspectiva histórico-epigráfica” (Amílcar Guerra);

- “Em busca do exército romano da conquista: indicadores indirectos no registo arqueológico” (Carlos Fabião);

- “Bellum atrox uictis et uictoribus: o flagelo das guerras civis na historiografia de Tácito” (Cristina Pimentel);

- “As armas ligeiras do exército romano: análise comparativa República/Império” (Miguel Sanches de Baêna);

- “Defesa, combate e objectivos imperiais na Hispânia tardia” (Adriaan de Man).

O Colóquio realiza-se no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e a data de início é às 9h.

As vergonhosas demolições em Cascais que deixam pessoas e famílias desalojadas!

NÓS DENUNCIAMOS:

CASAS DEMOLIDAS SEM REALOJAMENTO


No Bairro do Fim do Mundo

- A Câmara de Cascais está agora, conjuntamente à Paroquia de São João do Estoril, a desalojar pessoas à força sem terem outra solução de habitação;
- As ultimas demolições do dia 22 de Março deixaram homens e mulheres na rua.
- No dia 6 de Março, vão nove casas que vão abaixo. Destes apenas dois agregados familiares ficarão sem condições de realojamento digno, porque tivemos uma pequena vitória na luta pelo direito à habitação, com o realojamento de 7 agregados familiares. Denunciamos a situação de dois casais que vão ver a sua casa demolida sem que seja respeitado o seu direito fundamental à habitação. A câmara não pretende realojar estas pessoas.

O bairro das Marianas foi demolido há três anos. O presidente da Câmara alega que resolveu a situação de todos mas moradores se encontram ainda em condição de habitação precária. Após a demolição do seu bairro, alguns moradores das Marianas tiveram que ir para o Bairro do Fim do Mundo.

DISCRIMINAÇÃO A CIDADÃOS NÃO NACIONAIS

DISCRIMINAÇÃO DAS PESSOAS SOLTEIRAS

A Câmara de Cascais alega que somente pessoas com família podem ter direito a alugar um alojamento social, esquecendo muitas vezes que o direito à habitação é um direito de todos. Em Cascais parece valer o lema "engravida que podes pretender ter direito à habitação!" Essa discriminação atinge nomeadamente os homens, trabalhadores da construção civil, que vivem separados da sua família.

PROPOSTAS DE ALOJAMENTO INACEITÁVEIS

Câmara só começou a propor algumas soluções para às mulheres solteiras, sob a nossa pressão. Só que essas soluções não são dignas e continuam a excluir os homens.

- Alojamento em pensão – a falta de vontade politica: Para as mulheres, a solução encontrada foi alojar em pensões. A Câmara paga 25 euros/por dia para manter os desalojados nas pensões. Já se passaram 40 dias desde o último despejo e, invés resolver de realojar, a câmara prefere desperdiçar dinheiro e deixar as pessoas em uma situação precária, uma vez na pensão as pessoas sofrem a pressão da câmara e recebem a ordem de sair de lá.

- Realojamento arbitrário e inadequado / manipulação mediática da parte da Câmara.
A frente da comunicação social, a câmara aponta casos "de pessoas que tinham direito ao realojamento e que não aceitaram", provocando assim a indignação da opinião publica. Na verdade, os casos referidos são situações muito mais complexas. Tratam-se de mulheres com familia, que sofreram pressão da parte dos funcionários para aceitar condições de realojamento indignas, inadequadas e inaceitáveis, como, por exemplo, um T2 para um agregado de 5 pessoas. Devido a situação de urgência na qual se encontravam e à pressão recebida, as pessoas se sentem obrigadas à aceitar ou assinar contratos.

AS FALSAS PROMESSAS

- Agua e luz: Nas últimas demolições, a Câmara cortou a água e a luz de várias casas. No seguimento da pressão dos moradores, foi prometido que estaria tudo restabelecido, no prazo máximo de 3 dias. No entanto, isso não ocorreu e, se hoje há água e luz, deve-se ao esforço dos moradores.

- Recenseamento: No início de Janeiro, foi acordado com a Cãmara que seria feito um novo levantamento dos moradores para se saber quais as reais necessidades de habitação. Isto seria feito com as técnicas da Câmara e com a comissão de moradores do bairro. Hoje, o recenseamento está feito pela comissão de moradores, ma sem nenhuma ajuda da Câmara, que parece ter esquecido o acordado.

- Os programas-fantasma: A Câmara apresentou uma proposta sem consistência, através do programa PROHABITA. As próprias técnicas admitiram que é somente uma intenção de candidatura ao programa, visto que o IHRU (órgão responsável pelo programa) não demonstrava muito empenho em concretiza-lo. Por outro lado, os critérios para que os moradores possam aceder ao programa são: planta do fogo onde pretende residir; fotos do fogo; contrato de arrendamento; entre outros requisitos. Se já sabemos de antemão que os imigrantes, na sua maioria é discriminada pelos senhorios, como seria possível candidatar-se com tais exigências? Isto é a estratégia do "empurra": a camara atira o problema ao IHRU, que também não parece preocupar-se. A comissão de moradores já solicitou ao IHRU duas reuniões para discutir o problema. Até hoje nunca houve resposta.

PRÁTICAS DE INTIMIDAÇÃO, CHANTAGEM E ABUSO DE PODER BUROCRÁTICO

- Práticas de intimidação e chantagem aos moradores, que são aconselhados a não participarem em reuniões de bairro ou a dar qualquer entrevista/relato à comunicação social, sob pena de perderem o direito ao realojamento. Noutros casos, os moradores são pressionados a aceitarem realojamento em habitações sem o mínimo de condiões de habitabilidade ou a irem morar com parentes, causando sobrelotação. Ou aceita ou vai para a rua!

- Exigências absurdas de documentação e justificativas: Aos moradores é exigido por vezes que comprovem 70% de incapacidade física para serem considerados doentes. As pessoas que se ausentam temporariamente para trabalhar perdem o direito a realojamento. Em Cascais, vale o lema "fique doente e não trabalhe e pode ter direito à habitação!"

- Eterna Burocracia : Os moradores dos bairros tem constantemente que apresentar imensa papelada burocrática para comprovar que residem no bairro. Há casos de pessoas que residem no bairro há 20 anos e mesmo assim ainda precisam comprovar residência, pagamentos de segurança social, comprovativos de renda, etc. Muitos moradores perdem dias de trabalho nas filas das lojas do cidadão para juntar toda documentação actualizada, ou seja: aos moradores todos os deveres e nenhum direito.


HABITAÇÃO SOCIAL OU NEGÓCIO IMOBILIÁRIO?

Nos prédios de habitação social que ficam ao lado do Bairro do Fim do Mundo a renda está a ser aumentada brutalmente: rendas de 25 euros podem chegar a 450 euros! Diversos moradores estão a receber cartas da empresa municipal de habitação EMGHA, com estes aumentos abusivos. Em alguns casos, é alegado que os moradores estarão a subalugar a casa ou acolheram, temporariamente, um parente. Em casos de falecimento, ou a família aceita ir para um fogo menor, ou terá de pagar a renda a preço de mercado. Há um caso de 4 filhos que vão perder a casa, pois sua mãe faleceu e era a única beneficária da habitação social. Em outros casos, ainda não há explicação para o aumento gritante da renda.

UM SANTO NEGÓCIO

Vale lembrar que o Bairro do Fim do Mundo está situado no terreno de propriedade do Centro Paroquial Património dos Pobres, e é este mesmo Centro Paroquial que pressiona a Câmara para que acelere as demolições no bairro, visto a urgência de construir uma nova Igreja.


Os moradores dos bairros em demolição são cidadãos que trabalham e pagam impostos. Trabalham nas obras, nas limpezas, na restauração, trabalhos duros para os quais recebem salários baixos. Outros são estudantes ou estão em situação de desemprego, de invalidez ou de reforma.


HABITAÇÃO PARA TODOS!