9.7.07

Uma vaia monumental põe Sócrates a ridículo

Um espectáculo dentro de outro espectáculo!

O primeiro-ministro português, o ex-engenheiro José Sócrates, foi alvo de uma monumental vaia pelas 40.000 pessoas presentes na cerimónia-espectáculo da nomeação das sete maravilhas do mundo realizada no passado Sábado no estádio da Luz, em Lisboa.
A onda de assobios foi de tal ordem que foi motivo de galhofa geral dentro do recinto desportivo e passou a ser tema de conversa obrigatória em todo o país, desde os cafés aos media. Não só pelo ridículo da situação como pela desautorização popular lançada à figura do governante e líder do principal partido político português actualmente com maioria absoluta dos deputados no Parlamento.
A reacção popular condiz com a realização de uma grande manifestação de trabalhadores realizada na passada 5ª feira em Guimarães e a greve geral do dia 30 de Maio contra as políticas anti-sociais levadas a efeito pelo Governo Sócrates com efeitos desastrosos nas condições de vida da população em geral, em contraste com o chorudos lucros dos bancos e das principais empresas nas mãos dos grupos económicos que controlam a economia portuguesa.

Como dizia já o velho Eça:
"Este governo não cairá porque não é um edifício; sai com benzina porque é uma nódoa."

Não resisto a reproduzir aqui um excerto de um post acerca do mesmo assunto que encontrei no excelente blogue «estrelinha ajuizada» sob o sugestivo título «Monumental vaia – a 8ª maravilha»:


«Ontem José Sócrates em mais uma “Festa da Democracia” foi copiosamente vaiado no Estádio da Luz durante a gala das 7 Maravilhas do Mundo. À atenção do senhor Comissário Político do PS em Lisboa, perdão, do senhor Governador Civil, por mais esta manifestação ilegal. As câmaras de vigilância do estádio estavam ligadas? Vai dar muito trabalhinho identificar todos aqueles milhares que assobiaram. Não vão ser favas contadas como em Braga onde eram só meia dúzia de manifestantes, perdão, de “foliões”… (...)»


Aproveitamos para anexar uma fotomontagem que fomos retirar ao blogue O Bitoque, aproveitando o momento, para recomendar a sua consultar regular:

A estátua norte-americana também foi vaiada!

Mas não foi só Sócrates que foi vaiado. Também os Estados Unidos não passaram incólumes à crítica da assistência do espectáculo: quando foi mencionada a estátua da liberdade como uma das candidatas às setes maravilhas do mundo escutou-se de imediato uma enorme assobiadela, só ultrapassada pela que foi dirigida ao Sr. Sócrates. Este facto foi objecto de notícia no New York Times cujo autor associou inteligentemente a vaia à contestação e crítica do povo português ( não confundir com o servil e bajulador governo de Durão Barroso e acólitos) contra a invasão e a ocupação pelo exército dos Estados Unidos da América do território do Iraque.

(informação e vídeo obtido por via do blogue Renas e Veados )


Para assistir ao filme dos acontecimentos, nada melhor que ver este video:



A estátua da pseuda-liberdade americana que não foi aceite no concurso das sete maravilhas do mundo.




Climas, um filme de Nuri Bilge Ceylan vai passar em Barcelos ( 11 de Julho) por iniciativa do cineclube local

Cineclube de Barcelos: http://www.zoom.pt/


11 de Julho às 21:45 no Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos – sessão de cinema com o filme Climas, de Nuri Bilge Ceylan


Sinopse:
Isa e Bahar são duas figuras solitárias arrastadas pelo seu clima interior eternamente em mudança. E em perseguição de uma felicidade que já não lhes pertence. "Climas", Prémio da Crítica Internacional em Cannes, é a quarta longa-metragem de Nuri Bilge Ceylan e conta a história de uma ruptura sentimental, ao sabor das estações, a história de um canalha, que se inscreve na tradição de Bergman e Antonioni. O filme é protagonizado pelo próprio realizador e pela mulher, Ebru Ceylan.



Crítica:
A confirmação - se fosse preciso, depois de "Clouds in May" e "Longínquo" - de que há aqui cineasta, Nuri Bilge Ceylan. "Climas" talvez seja o filme mais "antonioniano" ou mais "rosselliniano" do realizador turco - por causa do casal, da incomunicabilidade, da espera, em vão, por sinais... - mas é-o sem jogo referencial (ou reverencial).E há um suplemento de angústia e crueldade nestas paisagens de inverno que gelam as relações entre um homem e uma mulher: este homem e esta mulher são interpretados por Nuri Bilge Ceylan e Ebru Ceylan, o realizador e a sua esposa. Nuri não terá feito por acaso. Nem pode estar inocente da inquietação que assim provoca no espectador. Que pensará: uma ficção? O documentário de exposição de um divórcio? O anúncio de um divórcio que há-de vir? ( Vasco Câmara, Jornal Público)

Cineclube de Barcelos:
http://www.zoom.pt/

A ZOOM é uma Associação Cultural, sem fins lucrativos, com sede em Barcelos, tendo como actividade principal a exibição cinematográfica, com o objectivo de promover e divulgar o cinema, organizando mostras e ciclos cinematográficos (com destaque para o cinema português e europeu). Pretende ainda promover a realização e divulgação de projectos, actividades e produtos culturais, bem como formação, nas áreas da música, artes plásticas, fotografia, vídeo e multimédia.

Atenção mochileiros: abriu o Andarilho, um hostel na cidade do Porto para toda a gente

O Andarilho, o novo hostel na cidade do Porto


A cidade do Porto ( ou Oporto, como os anglo-saxónicos costumam dizer) já tem mais um local de alojamento com preço reduzido especialmente a pensar nos viajantes-mochileiros (backpackers) que passarem pela cidade.

O novo hostel chama-se simbolicamente Andarilho e situa-se na Rua Firmeza, nº 364 (
andarilhohostel@gmail.com), Porto.
Trata-se de um hostel espaçoso, com beliches, cozinha, sala de estar, esplanada, etc, condimentos suficientes para permitir uma grande autonomia aos viajantes.

Consultar:
http://www.andarilhohostel.com/


No Porto existem muitas pensões, residenciais, e albergues cujos preços são muito reduzidos. Outro hostel, vocacionado para viajantes independentes, situa-se na parte velha do burgo ( junto à torre dos clérigos):

Oporto Poets Hostel
Travessa do Ferraz, 13


Recorde-se que a rede de Hostels está implantada por muitos países e baseia-se em preços reduzidos e grande convivialidade entre os seus utilizadores.


Outros hostels em Portugal:

Rising Cock ( em Lagos)
Travessa do Forno, 14, Lagos
www.risingcock.com

Last Poets hostel ( em Lisboa)
Rua do Duque, 41
http://www.lisbonpoetshostel.com/index.php


Oasis Mansion ( em Lisboa)
R. de Santa Catarina, 24, Lisboa
www.hostelsoasis.com


Cascais beach hostel (em Cascais)
R. da Vista Alegre nº 10, Cascais
www.cascaisbeachostel.com


Alguns hostels em Espanha:

Los Amigos hostel ( em Madrid)
Campomanes, 6 – 4º izq
www.losamigoshostel.com

HelloBCN hostel ( em Barcelona)
Calle Lafont 8
www.hellobcnhostel.com

Home Guest-house ( em Barcelona)
Calle Hedilla, 58
www.likeathome.net

Pere Tarrés ( em Barcelona)
www.peretarres.org/alberg


Home hostel ( em Valência)
Plaza Vincent Iborra
www.likeathome.net



Lolo Urban House ( em San Sebastien/Donostia)
Boulverd, 26, 1º izq
www.enjoyss.com


Oásis ( em Sevilla)
Plaza de la Encarnacion, 29
http://www.oasissevilla.com/en/default.html


Oásis ( em Granada)
Placeta Correo Viejo, 3
http://www.oasisgranada.com/en/default.html



The Melting Pot Backpackers ( em Málaga)
Paseo de Salvador Rueda, 9

The Melting Pot Backpackers ( em Tarifa)
Calle Turriano Grácil, nº 5





Jardins botânicos existentes em Portugal

Jardins Botânicos são áreas protegidas, constituídas, no seu todo ou em parte, por colecções de plantas vivas cientificamente reconhecidas, organizadas, documentadas e identificadas, com a finalidade de estudo, pesquisa e documentação da flora regional, acessível ao público, servindo à educação, à cultura, ao lazer e à conservação do meio ambiente.


Jardim Botânico do Porto
Departamento de botânica Dr. Gonçalo Sampaio
R. do Campo Alegre, 1991, Porto
http://www.fc.up.pt/bot/Jardim/jardim.htm


Jardim Botânico do Porto organiza ateliers este Verão para crianças

Jardim Botânico do Porto, que reabriu recentemente ao público depois de um ano de obras de requalificação, está a promover durante o mês de Julho, um conjunto de ateliers de Verão dirigidos a crianças. Estes Ateliers funcionam em dois turnos distintos consoante a idade dos participantes, das 9h30 às 12h30 (6 a 9 anos) e das 14h00 às 17h30 (10 a 12 anos), os ateliers pretendem dar a descobrir aos mais novos as vertentes botânica, histórica e literária do jardim.O primeiro atelier realizou-se entre o dia 2 e 6 de Julho e intitulou-se "Vamos Conhecer o Jardim Botânico". Como o nome indica, os participantes são motivados, sobretudo, para a observação da flora e fauna do jardim, de forma a descobrirem a vida que este encerra. De 9 a 13 de Julho, realiza-se o atelier "Um Conto no Jardim", no qual as crianças vão conhecer o conto "O Rapaz de Bronze", de Sophia de Mello Breyner Andresen, incluindo os cenários da história e a própria vida da autora. A escritora residiu na antiga Quinta do Campo Alegre, o actual Jardim Botânico do Porto, estando essa vivência bem presente na sua obra.
O último atelier designa-se por "Arte no Jardim" e vai ter lugar de 16 a 20 de Julho. O objectivo é identificar espaços e materiais do jardim, para que com eles os participantes concebam instalações a expor em diferentes cenários. As crianças são convidadas a explorar materiais recicláveis e a tirar partido dos elementos da natureza numa dinâmica artística.
O Jardim Botânico foi reaberto ao público em Maio último, depois de concluída a primeira fase do projecto de requalificação paisagística e infraestrutural de que está a ser alvo. Nos quatro hectares do jardim e respectivas estufas, os visitantes têm ao seu dispor espécies vegetais de inegável valor científico, desde plantas tropicais a cactos, roseirais e sebes de japoneiras, passando por exemplares raros de carvalhos, tulipeiras, magnólias e camélias. A antiga Quinta do Campo Alegre, integrada em 1951 na U.Porto e actualmente administrada pela sua Faculdade de Ciências, é ainda um lugar de referência na vida e obra dos escritores Sophia de Mello Breyner Andresen e Ruben A..


Jardim Botânico de Coimbra
Departamento de botânica da Universidade de Coimbra
Calçada Martins de Freitas – Arcos do Jardim – Coimbra
consultar aqui



Jardim Botânico d’Aguda
Calçada da Aguda, em Lisboa
www.isa.utl.pt/jardim



Jardim Botânico de Lisboa

Museu Nacional de História Natural/Jardim botânico
R. escola Politécnica 58, Lisboa
http://www.jb.ul.pt/



Jardim botânico da Madeira

Caminho do Meio – Bom Sucesso – Funchal
www.sra.pt/jarbot

Parques ecológicos/florestais e biológicos


Parque biológico da Gaia
Local: freguesia de Avintes, no concelho de Vila Nova de Gaia
http://www.parquebiologico.pt/



Parque biológico da Serra das Meadas
Parque Biológico da Serra das Meadas
Câmara Municipal de Lamego
Rua Padre Alfredo Pinto Teixeira. 5100
http://www.cm-lamego.pt/index_2.htm



Parque ecológico do Funchal
Jardins do Monte - Estrada Regional 103, nº 259
Consultar: aqui, aqui, aqui


Parque Florestal de Monsanto
Localização: Auto-Estrada de Lisboa-Cascais; Estrada do Alvito; Estrada 24 de Janeiro; Estrada da Serafina; Estrada de Montes Claros; Pina-Manique; C.R.I.L. ( Sector Ocidental da Cidade de Lisboa)
http://www.cm-lisboa.pt/monsanto/?id_categoria=13

7.7.07

Hoje há noite dos vadios: comunidade de leitores reúne-se logo no bar-livraria Gato Vadio

A Comunidade de Leitores do bar-livraria Gato Vadio está de volta: logo à noite vamos falar do livro «Ismael», de Daniel Quinn (edição da Via Óptima).

Conversa aberta onde serão abordados temas da mais variada ordem relacionados com o ambiente, a sustentabilidade, o Homem, a comunidade, etc...
Convidamos a todos para estarem presentes para esta conversa.
Entrada livre.
Apareçam

Gato Vadio,bar-livraria na Rua do rosário 281, Porto

O livro «Ismael» é um soco no estômago atestado da Civilização. Atinge as suas falsas-evidências. Derruba as suas gloriosas conquistas. Abanão que nos confronta com verdades que facilmente pomos à borda do prato. Exemplos: a produção alimentar mundial ultrapassa as necessidades actuais da humanidade apesar de milhões de pessoas passarem fome; ou, a extinção diária de mais de cem espécies como se isso nada tivesse a ver connosco, como se não dependesse da nossa atitude face ao mundo e ao outro.
Daniel Quinn (1935, Nebraska/EUA) crê que o homo sapiens sapiens , o supra-sumo Homem civilizado desta História auto-biográfica que ele próprio ditou/dita, conseguiu a proeza não só de destruir povos e culturas, espécies animais e vegetais, como de continuar irremediavelmente a destruir a Terra – há ainda quem acredite que esta História não terá um fim?
Este livro que inspirou o álbum Yield dos Pearl Jam e que muita tinta tem feito correr, descreve-nos como a Civilização à má-fila, da paulada ao napalm, do gás à bomba atómica, passando pelas armas virtuais da hipocrisia maciça, vai evoluindo malhando, isto é, fazendo seu mais um quinhão do mundo, ora por causa do repolho e da broa, ora mais comummente por causa do poder e da glória. Nesta macacada, é inquietante a questão que o escritor norte-americano deixa em aberto: será o Homem o primeiro ser vivo a parar a evolução das espécies? Ou seja, pelo andar da carruagem não haverá um homo sapiens sapiens sapiens a rir-se de nós e da nossa primitividade.
Seremos assim tão broncos?

Ismael – Como o mundo veio a ser o que é, Daniel Quinn ( ed. Via óptima)

Leia o livro escolhido, apareça e traga as suas ideias.


Caso não leia o livro, apareça na mesma, mas se não trouxer ideias pagará um imposto de leitura!

2ª Marcha LGBT do Porto realiza-se hoje


Hoje, sábado, dia 7 de Julho de 2007, realiza-se a 2ª Marcha LGBT do Porto. LGBT - Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trangénero.

http://marcha.orgulhoporto.org/

A Marcha parte da Praça da República, às 15:30 e termina na Av. dos Aliados.


Manifesto 2007

Igualdade de Direitos Aqui e Agora

"2007 é o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Tod@s (AEIOT) que pretende a luta transversal contra as várias discriminações, marcando as especificidades de cada uma.



E vale a pena marcá-las: a orientação sexual é a única das categorias enquadradas no Ano Europeu que em Portugal ainda gera discriminação na própria lei. Em Portugal o AEIOT não pode ser por isso uma excepção num quadro de negligência dos direitos das pessoas LGBT. Pelo contrário, é fundamental que haja medidas que marquem uma verdadeira mudança de atitude do Estado português face às pessoas LGBT – e que a homofobia deixe finalmente de estar consagrada na lei.
É que Portugal é, desde 2004, o único país europeu cuja Constituição proíbe explicitamente a discriminação com base na orientação sexual. Foi com base numa disposição constitucional semelhante que a África do Sul eliminou recentemente a discriminação no acesso ao casamento para gays ou lésbicas – eliminada por vontade política em países como a Bélgica ou o Estado Espanhol. É com base no mesmo princípio que reclamamos em 2007 o fim da discriminação no acesso ao casamento civil.
Como qualquer outro casal, um casal de pessoas do mesmo sexo deve poder ser livre de escolher a forma do compromisso que pretende assumir, com o conjunto de direitos e deveres inerentes. Mas esta é sobretudo uma clara reivindicação de igualdade perante a lei. A manutenção da discriminação na lei é um atentado à dignidade de gays e de lésbicas que é inaceitável para qualquer pessoa que se preocupe com os direitos civis e que põe em causa a qualidade da democracia portuguesa. Alertamos por isso os partidos e o Governo: a nossa dignidade não é negociável e a igualdade não é adiável.
Da mesma forma, o Estado deve reconhecer que a parentalidade de gays ou de lésbicas já existe, por mais que a legislação em vigor tente negá-lo. É o próprio interesse das crianças que determina que uma criança criada por um casal de dois homens ou de duas mulheres possa ver legalmente reconhecidas ambas as figuras parentais, pelo que a lei não pode continuar a promover o absolutismo da filiação biológica. Mais: casais de pessoas do mesmo sexo não podem continuar a ser automaticamente excluídos do acesso à adopção. Crianças institucionalizadas têm direito ao carinho, a uma casa e à educação de pessoas ou casais que possam e queiram dar-lhos, sem cedências a preconceitos que se sobrepõem afinal ao bem-estar das crianças. É inadmissível que o Estado continue a tentar promover uma "esterilização social" de gays e de lésbicas, como fez ao impedir a possibilidade de acesso à inseminação artificial para mulheres solteiras e para casais de lésbicas – no mesmo país que mostrou no dia 11 de Fevereiro o respeito pelo direito das mulheres a decidirem como e quando têm filh@s.
A cidadania plena de gays e lésbicas só acontecerá com o fim da discriminação na lei e também a nível institucional, em todas as áreas em relação às quais o Estado tem responsabilidades. Um exemplo gritante de discriminação institucional é o facto de homossexuais masculinos continuarem impedidos de dar sangue, com o preconceito a sobrepor-se a qualquer critério objectivo e a colocar mesmo em risco – para toda e qualquer pessoa que necessite de uma transfusão – uma triagem correcta da qualidade do sangue.
Mas também a cidadania das pessoas transexuais não é reconhecida pelo Estado português. Espanha aprovou este ano uma lei de protecção do direito à Identidade de Género em que as pessoas transexuais podem mudar o nome e o sexo nos seus documentos de identificação sem terem, para isso, que atravessar um longo e doloroso percurso médico e judicial. Em Portugal, a alteração nos documentos está condicionada pela realização de uma operação cirúrgica de reatribuição de sexo pela qual se espera normalmente demasiados anos, situação que é agravada ainda pelo poder injustificável da Ordem dos Médicos na aprovação da cirurgia. A discordância entre corpo e documentos causa assim uma quase impossibilidade de acesso ao emprego e é pretexto para discriminações quotidianas. Além disso, as pessoas transexuais que têm filhos são duplamente discriminadas, ao serem impedidas de alterar o seu nome e sexo nos documentos mesmo após esta cirurgia, com base na mesma regra homófoba que impede o registo de uma criança com dois pais ou duas mães. Porque o Estado não pode continuar a ignorar activamente a existência das pessoas transexuais, é fundamental preencher a lacuna legal no reconhecimento da identidade de género, bem como a introdução explícita da categoria “identidade de género” nas provisões de não-discriminação da Constituição, do Código do Trabalho e do Código Penal.
Mas num país em que continua a haver crimes como os de Viseu em 2005 ou o que vitimou Gisberta Salce Júnior em 2006, o Estado tem também uma obrigação de, em parceria com a sociedade civil, se empenhar na prevenção activa do preconceito. Só então terá reconhecido esta causa como a questão de Direitos Humanos que ela representa. É, pois, necessária uma política activa que promova a igualdade de género e combata a discriminação em todas as suas formas e é urgente o desenvolvimento de acções de formação anti-discriminação junto de sectores particularmente sensíveis para o funcionamento da democracia, incluindo tribunais, polícias, forças armadas, estabelecimentos de saúde, de apoio social e de educação. É ainda fundamental uma aposta na educação contra a discriminação com base na orientação sexual e identidade de género, no âmbito da Educação para a Cidadania, bem como a introdução de um requisito legal de Educação Sexual não-heterossexista que aborde de forma científica as várias orientações sexuais e identidades de género.
É que um país decente olha para as pessoas LGBT como pessoas. Portugal, que assume a presidência da União Europeia no segundo semestre do Ano Europeu de Igualdade de Oportunidades para Tod@s, ainda não é um país decente. Na Europa do século XXI, a igualdade de direitos não é adiável ou negociável. As nossas vidas acontecem aqui e agora. É aqui e agora que exigimos a cidadania plena para tod@s."
Subscrevem: Ana Sofia Fonseca, ATTAC, BiPortugal, Bloco de Esquerda, Centro das Culturas,Clube Safo, 8ª Marcha do Orgulho LGBT em Lisboa, GRIP, Panteras Rosa, Partido Humanista, Paula Antunes, PoliAmor, PortugalGay.PT, SOS Racismo, Tiago Lopes, UMAR






A origem das Marchas de Orgulho LGBT, vulgarmente intituladas de Gay Pride, remonta às manifestações de Stonewall de 1969, nos EUA.
Surgiram como uma celebração da diversidade sexual e comemoração da luta pelos direitos LGBT, tendo entretanto a tradição se estendido a outras cidades mundiais. Tornou-se, assim, um símbolo indissociável do movimento de luta pelos direitos LGBT em todo o mundo.
A 1ª Marcha de Orgulho LGBT em Portugal decorreu em Lisboa no ano 2000.
A 1ª Marcha de Orgulho LGBT no Porto - a 8/7/2006 - teve como tema escolhido Direitos Humanos, e contou com o lema: "Um presente sem violência, um futuro sem diferença"



Associações e Colectivos LGBT em Portugal



§ Angels
apsurdoscen@mail.telepac.pt
Departamento LGBT da Associação Portuguesa de Surdos.



§APHM - Associação Portuguesa de Homossexualidade Masculina
http://www.aphm.no.sapo.pt
Site especificamente dirigido a homossexuais masculinos que vivem, ou pretendem vir a viver, no seio de uma relação homossexual estável a dois.



§ Associação para o Estudo e Defesa dos Direitos à Identidade de Género (@t.)
http://a-trans.planetaclix.pt/
Associação sediada em Lisboa que presta apoio e acompanhamento a indivíduos com diferentes tipos de identidade de género e seus familiares.



§ Associação ILGA Portugal
http://www.ilga-portugal.pt/
A Associação ILGA Portugal é a maior e a mais antiga associação portuguesa que luta contra a homofobia e pela defesa dos direitos das lésbicas, gays, bissexuais e transgénero (LGBT). Fundada em 1995 e sedeada no Centro Comunitário Gay e Lésbico de Lisboa, a Associação trabalha, nos planos social e político, pela integração e contra a discriminação.



§ Associação rede ex aequo
http://ex-aequo.web.pt/
Associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes em Portugal com idades compreendidas entre os 16 e os 30 anos.



&Clube Safo
http://www.clubesafo.com/
A maior associação de lésbicas do país: promove convívios e debates para as lésbicas portuguesas, publica um boletim e tem intervenção a nível político.



§ não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais
naoteprives@yahoo.com
Associação juvenil sem fins lucrativos com actividade a partir de Coimbra focalizada na discriminação LGBT, das mulheres e educação sexual no geral.



§ Opus Gay
http://www.opusgay.org/
Organização cívica de carácter social criada para promover a solidariedade entre todos os membros da comunidade glbt (gay, lésbica, bissexual e transgender) portuguesa. Uma das maiores e mais antigas associações GLBT do país.



§ Panteras Rosa
http://www.panterasrosa.com
As "Panteras Rosas" - Frente de Combate à LesBiGayTransFobia - são um colectivo associativo autónomo e aberto a todas as pessoas interessadas em contribuir para a denúncia e eliminação da discriminação em Portugal.




§ Ponto Bi
http://www.pontobi.org
Site de divulgação de eventos dentro da temática bissexual a decorrer em Portugal, assim como alguns recursos existentes e apontadores.



§ PortugalGay.PT
http://www.portugalgay.pt/
O maior e mais visitado portal LGBT nacional. Site com informação para gays, lésbicas, bissexuais e transgender.



§ Amor no Feminino
http://amornofeminino.com.sapo.pt/
"Porque a liberdade é um direito", um site direccionado para a comunidade lésbica.




§ Blogayesfera
http://www.portugalpride.org/blogayesfera/
Blogs LGBT portugueses



§ Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa
http://www.lisbonfilmfest.org/
Site do evento anual lançado pela Associação ILGA Portugal, que desde 2001 se tornou autónomo.



§ Grupo Português de Intervenção Social
http://intervencaosocial-glbtex-tj.com/
Grupo de ex-Testemunhas de Jeová, voluntariosos, amigos, solidários e unidos em torno de um ideal.



§ Motard Portugal
http://www.geocities.com/g_byker/
O site oficial dos motards gay em Portugal.




§ Homofobia - Causas e Consequências
http://homofobia.com.sapo.pt/
Site sobre a homossexualidade, a homofobia e o heterossexismo destinada a heterossexuais, gays, lésbicas, bissexuais e seus pais, amigos e familiares.



§ Ideias Amigas
http://www.ideiasamigas.com
Esta página pertence a uma mail list de mulheres lésbicas.



§ Leiria Alternativa
http://www.geocities.com/leirialternativa/
Recursos para a comunidade GLS da zona metropolitana de Leiria.



§ Lésbicas
http://br.groups.yahoo.com/group/lesbicas/
Mailing list que pretende ser um espação no qual as mulheres que amam mulheres encontrem eco à sua voz.



§ LGBT Legal
http://lgbtlegal.planetaclix.pt/
Informação Jurídica para Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais.



§ PortugalPride.org
http://www.portugalpride.org/
Informações sobre eventos GLBT em Portugal, incluindo a Semana do Orgulho, iniciativa conjunta de vários grupos e associações GLBT, que se realiza em Junho/Julho de cada ano.



§ Sexualidades
http://www.sexualidades.com/index.php
Site do Projecto Sexualidades.


Biketour 2007 já está na estrada...

Últimas notícias:
Hoje e neste fim de semana o Ecotopia Biketour estará no Tua!
Em Mirandela no dia 7 decorrerá pelas 16h. junto à estação de caminho-de-ferro uma conferência de imprensa, a realizar em colaboração com o Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT) e o grupo partirá depois para Brunheda, Caldas de Carlão, Franzilhal e Amieiro, onde pernoitará e serão apresentados alguns filmes sobre actividades já desenvolvidas e sobre a Ecotopia.
No domingo também pode juntar-se ao grupo e ao MCLT no passeio de dia 8, do Amieiro ao Tua em bicicleta!
Apareçam.


O Ecotopia Biketour é um projecto para tod@s @s interessad@s em ecologia, ambientalismo, cultura, natureza, vida comunitária faça-você-mesmo "diy" , e na arte de viajar sem motores - exactamente o oposto das viagens pacote até à praia.
Movimentando todas as nossas coisas com a energia muscular, nós vamos criar uma comunidade móvil ecológica construindo ligações fortes entres os participantes vindos de diversos cenários e organizações como também entre eles e os nossos anfitriões.



No Verão de 2007 vamos pedalar em Espanha e Portugal.
Vamos começar em Barcelona dia 1 de Junho, e chegaremos ao Ecotopia em Aljezur, Portugal no princípio de Agosto e depois talvez pedalemos um pouco mais, continuando para Africa ou voltando para norte...
Visitaremos locais interessantes pelo nosso trajecto: alternativos, ecológicos, projectos artistícos e comunidades, monumentos naturais e pessoas que os preservam ou resistem à sua destruição. Queremos ficar por alguns dias para haver tempo de trocar conhecimentos com os residentes e preparar algumas acções.
Se tem contactos ou ideias pela zona do nosso trajecto, por onde viajar ou quem visitar, não hesite em contactar-nos!


O biketour do ecotopia é uma eco-comunidade móvel activista a caminho do ou desde o Ecotopia. Cerca de 10 a 50 ciclistas de origens diferentes - nacionalidade, idade, idioma, experiência - pedalam juntos para o Ecotopia, fazendo acções durante o caminho e encontrando-se com pessoas e associações que se preocupam com as questões ambientais.
Carregam todo o seu equipamento para acampar e cozinhar nas suas bicicletas e atrelados.
É uma excursão muito espontânea e diversificada, constantemente mudando de lugares para dormir, composição do grupo e qualidade da comida, mas com algumas coisas comuns como: tomadas de decisão baseadas no consenso, todas as tarefas divididas entre os participantes, um lugar diferente onde dormir em cada noite e pequeno almoço, almoço e jantar por uma taxa da participação calculado em ecos e colectado no sigmund, o nosso chapéu mágico.

1:) lugares de dormida
O lugar básico de dormida de BT inclui algum espaço para tendas. Porque nada mais é na realidade necessário, a experiência ensinou-nos que podemos organizar os nossos lugares de dormida ao longo da excursão, durante o próprio dia. Isto pode ser agradável - reforçando o sentimento de grupo quando as pessoas trabalham juntas para encontrar um sítio onde dormir.
As características básicas que não devem faltar em qualquer lugar organizado de dormida são água potável, um lugar para cozinhar com fogo e madeira acessível (ponto a reavaliar).
São apreciados também pelos participantes os chuveiros quentes/sauna, um lago/lugar para nadar, casas-de-banho, um tecto, um quarto para pequeno-almoço, uma cozinha equipada para grupos grandes, alguns contactos e partilha com a população local, uma acção, acesso Internet, informação sobre os arredores - lojas de bicicleta, mercados (tradicionais), onde encontrar produtos dos agricultores locais, algumas armadilhas para turistas ;)…
Um outro tipo de lugar para dormir são escolas e salões desportivos, que têm algumas das condições necessárias para receber o BT. Certifiquem-se contudo que existe sítio para cozinhar!
Nós tentamos não pagar pelos lugares para dormir ou então que se obtenham grandes reduções, dado que somos muitas vezes um "ecotopoor" com participantes da Europa Oriental. 2 euro/pessoa/noite parece um preço razoável. Excepto quando decidimos apoiar o projecto onde estamos hospedados - nesse caso gostamos de pagar mais ~ se tivermos recursos para tal.

2:) alimentação
Os alimentos são sempre que possível comprados em mercados locais ou em agricultores perto de onde passamos, o mais "eco" e biológico possível, e cozinhamos numa fogueira, se não tivermos acesso a uma cozinha grande. Nada é necessário organizar para a alimentação, a não ser quando um grupo local pedir de antemão doações para a refeição (preparadas por eles)…

3:) registo
As pessoas chegam e partem do biketour. Somente alguns deles se registam, e somente alguns registados de facto vêm. Os planos mudam… é difícil prever um número aproximado confiável - 10 a 50 pessoas em simultâneo é uma boa aproximação.

4:) rota
Preferimos estradas de asfalto tranquilas com um cenário bonito, ligeiramente a descer, fazendo 50 quilómetros por dia em média. E tomem isto a sério! Um dia com 30 quilómetros é muito agradável para "engonhar" e apreciar os lados de não pedalanço da vida. O ideal é fazer menos em dias de acções e nada nos dias de descanso, os quais devem existir 2 vezes por semana. Não é que o BT não possa fazer mais, pois estimular as pessoas a ultrapassar os seus limites às vezes é bom, mas um ritmo lento dá mais tempo para as coisas agradáveis do biketour, as pausas e os seminários e um retrato mais profundo dos lugares por onde se passa. Se não puder encontrar um lugar para dormir cobrindo esse furo de 90km entre aqueles 2 locais muito interessantes, o melhor é deixar em aberto para que o grupo encontre um. Se os participantes quiserem pedalar mais, são sempre bem-vindos fazendo-o por sua própria conta.

5:) consenso
Parte importante do BT é aprender e experimentar o processo de tomadas de decisão baseadas no consenso. Desde há anos que o fazemos, e pensamos que todas as decisões deveriam ser baseadas no consenso. Mas também se sabe que nenhum de nós aprendeu isto na escola e que existem determinadas qualidades humanas que se evidenciam mais nuns que noutros, em que teremos sempre alguns responsáveis pelas decisões e outros que se sentarão nos círculos sem participar. As barreiras culturais e de idioma, comportamento de grupo, comportamentos específicos consoante o sexo, pessoas altamente motivadas ou muito preguiçosas, e a estrutura constantemente em mudança do grupo serão resistências às nossas tentativas, mas pensamos que é importante treinar as nossas habilidades de comunicação e de tomada de decisão, sendo pacientes durante círculos longos pelas manhãs, testando novas estruturas e a experimentando tudo o que possa ser viver uma alternativa ao que os governos apresentam como democracia.

6:) participação local
Uma interacção entre os participantes do BT e a população local é sempre desejada. Bons locais de passagem são organizados pelos grupos locais que necessitam de ajuda com alguma campanha ou acção, ou querem promover os seus projectos. A possibilidade de nos apresentarmos é sempre apreciada, e festas/concertos/dança fazem sempre as pessoas felizes. Mas é preciso ter em conta que o BT tem uma dinâmica muito espontânea e imprevisível, sendo famoso pela sua habilidade em chegar atrasado. As pessoas locais serão muito bem vindas, em especial se se juntarem a nós por alguns dias, ou pelo menos ao nosso círculo ou a um café/bar. Para ter uma integração mais local durante a excursão é também importante ter uma divulgação nacional, para que haja participantes que falem a língua local durante a excursão.

7:) comunidade de organizadores
Nos anos recentes tem havido um coordenador internacional que deve ter uma visão geral do projecto. Este ano ninguém esteve disposto a fazer essa tarefa (por motivos vários), e assim ficou a cargo da RODA. Este é um corpo que se encontra de duas em duas semanas através do skype, um forum para trocar experiência e questões entre todas as partes activas.
Depois existem as equipas nacionais com o respectivo coordenador nacional, às vezes mais do que um em países grandes. Estes trabalham nas suas rotas e questões nacionais, mas também envolvendo-se nas questões internacionais comuns. E depois há alguns veteranos, que ajudam a organizar ou a quem se pode pelo menos pedir conselhos.
É muito interessante; há uma comunidade "biketour" internacional forte. É certo que não é assim tão visível através da Internet, pois trabalha mais com conhecimento pessoal. Algumas pessoas gostam mais de pedalar do que dactilografar. Mas nós temos 15 anos do história e muitas pessoas têm sido entusiásticas sobre o BT durante todo este tempo. É o começo a uma amizade agradável, e poderão viajar pelos BT-couches da Europa e mundo.

8:) dinheiro
Por vezes temos sorte com os financiamentos, mas geralmente andamos a contar os tostões. Pedimos entrada livre ou redução de preço em muitos sítios, porque somos um grupo internacional grande, muitas vezes com europeus de leste com fracos recursos e tentamos ter apenas o essencial e de forma barata ou grátis. Por outro lado existem projectos realmente agradáveis nos nossos trajectos e queremos que ganhem com a nossa estadia. Não apenas com o interesse mais elevado dos meios de comunicação, mas se possível deixando algum dinheiro. Mas ainda mais valiosos são a amizade e a inspiração trocados entre participantes e habitantes locais.

9:) conclusão
Há algo completamente mágico que acontece em volta do biketour, muita espontaneidade e algum caos, coisas que não funcionam, situações diferentes do esperado e muita improvisação. Mas estas ocasiões, esta parte não organizada em que as pessoas têm que lidar em grupo, será preenchida com minutos agradáveis e será o momento em que amizades crescem. Dê lugar à criatividade, o próprio BT implica muito tempo e energia dispendidos por dia, confie na habilidade do biketour de resolver as coisas por ele próprio:]


Vejam os 3 primeiros videos do Biketour de 2007

1º video





2º video



3º video

Movimento cívico pela Linha do Tua ( a defesa da linha do comboio ao longo do rio Tua)



O Movimento Cívico pela Linha do Tua nasceu em Outubro de 2006, numa reunião em Coimbra de gente de várias zonas do país; a preocupação fundamental deste grupo era e continua a ser a situação débil, incerta e preocupante em que se encontra o transporte ferroviário na região de Trás-os-Montes, particularmente a Linha do Tua.

Por se tratar de uma linha amplamente conhecida e que desperta até o interesse internacional, é objectivo do Movimento viver e divulgar a Linha do Tua e o seu potencial desaproveitado é a nossa missão

Defendemos:
• Reabertura imediata do troço Tua - Mirandela , na sua totalidade;
• A melhoria do transporte regional, pela adopção de horários compatíveis com as necessidades dos utilizadores e com a modularidade com outras linhas / transportes;
• A valorização do património ferroviário da Linha, enquanto memória do passado e ponte para o futuro;
• A criação de comboios históricos, incluindo-se nestes uma programação de animação cultural diversificada;
• A reabertura da linha entre Carvalhais e Bragança;
• O regresso de um clima de confiança, pela adopção de meios e práticas de segurança compatíveis com uma linha de montanha
.



Viagem entre Abreiro e a estação do Tua realizada em 1993







História da linha do comboio do Tua

1878 - Apresentação de dois projectos para a construção de uma linha de caminho de ferro pelo vale do Tua. Engenheiro João Dias (margem direita), e engenheiro António Pinheiro (margem esquerda)

22 de Junho de 1882 - Apresentação pela Câmara Municipal Mirandela à Câmara dos Pares do pedido de aprovação do projecto de lei para a subvenção de 135 contos de réis para cobrir a garantia de juro de 5% para a empresa que construísse a via. Tiveram o apoio de várias personalidades do Comércio do Porto, de entre as quais se destaca Clemente Meneres, considerado um dos pais da Linha do Tua, e personalidade das mais ligadas a esta linha.

11 de Janeiro de 1883 - A CM Mirandela apela a El Rei D. Luís I, juntamente com a Associação Comercial do Porto, para a aprovação do projecto de construção da Linha do Tua. Este grupo de pressão manteve o poder comercial da zona do Douro, contra o desejo de se desviar as principais rotas para a Linha da Beira Alta, potenciando o sucesso fundamental das Linhas do Douro e do Tua.

26 de Abril de 1883 - É lançado em Carta de Lei o concurso para a construção da via férrea do Vale do Tua, sendo o vencedor o mesmo grupo responsável pela construção da Linha do Dão, a 2ª Via Estreita do país, sendo a figura maior o Conde da Foz.

Dezembro de 1883 - O contrato é trespassado à Companhia Nacional, por inabilidade do anterior grupo para a execução do projecto.

26 de Maio de 1884 - Adjudica-se a obra à CN por decreto governamental.

30 de Junho de 1884 - Assinatura do contrato definitivo pela CN.

16 de Outubro de 1884 - Arranque das obras da via, em Mirandela. Depois de pouco tempo, o engenheiro é forçado a desistir, ao não revelar firmeza para a liderança da força de trabalho conflituosa, e ao mesmo tempo dirigir a obra, que revelava ser um desafio enorme. É substituído pelo açoreano Dinis da Mota, cuja assinatura passaria ainda pela Linha do Dão.

27 de Outubro de 1887 - Inauguração da Linha do Tua, entre o Tua e Mirandela, com a locomotiva Trás-os-Montes, tripulada pelo engenheiro Dinis da Mota. D. Luís I e o Príncipe Real compareceram às concorridas cerimónias na estação de Mirandela.

1899 - Reorganização dos Caminhos de Ferro em Portugal, e criação do Fundo Especial dos Caminhos de Ferro, que possibilitou um relembrar do reatamento das obras rumo a Bragança.

1901 - Uma firma inglesa mostra interesse em construir o troço Mirandela - Bragança, e ainda um ramal de ligação às minas de Vimioso, mas o processo não avança e cai rapidamente no esquecimento.

24 de Março de 1902 - É firmado um contrato provisório de construção com aquele que ficaria celebrizado numa estela na estação de Bragança, e com a avenida que começa neste edifício, como o "arrojado empreiteiro do caminho-de-ferro Mirandela-Bragança", João da Cruz.

20 de Julho de 1903 - A CN, depois de João da Cruz, pela dimensão da obra, lhe ter trespassado o contrato de construção, e depois de uma reunião promovida pela CM Bragança, onde figurou o incansável patrono da Linha do Tua Conselheiro Abílio Beça, relança a construção final da via para Bragança. João da Cruz será o engenheiro-chefe e empreiteiro da obra; virá a falir com este esforço.

02 de Agosto de 1905 - O Comboio chega ao Romeu.

15 de Outubro de 1905 - O Comboio chega a Macedo de Cavaleiros.

18 de Dezembro de 1905 - O Comboio chega a Sendas.

14 de Agosto de 1906 - O Comboio chega a Rossas.

01 de Dezembro de 1906 - O Comboio chega a Bragança. Bragança não é estação de topo, mas as obras acabam para não mais serem reatadas, de modo a levar a Linha do Tua até à Puebla de Sanábria [Espanha].

27 de Abril de 1910 - Morre na estação de Salsas o Conselheiro Abílio Beça, trucidado pelo comboio que tão incansavelmente tinha lutado para trazer à capital de distrito.

Década de 1940 - A Linha do Tua passa para a CP.

1992 - O troço entre Mirandela e Bragança é encerrado ao tráfego ferroviário.

28 de Julho de 1995 - Inauguração do Metro de Mirandela, a operar entre as estações de Mirandela e Carvalhais, no troço encerrado há 3 anos. Foi a primeira reabertura de linha a manter-se até aos nossos dias; O projecto prevê a exploração até ao Cachão.

2001 - Saem de circulação as locomotivas Alsthom e as carruagens "napolitanas", e o Metro de Mirandela (empresa municipal participada pela C.P., E.P.) passa a explorar toda a via, desde o Tua até Carvalhais. Mudança radical nos horários, e introdução, temporária, de autocarros de substituição. Início das obras de reconversão da estação de Bragança.

24 de Janeiro de 2004 - Inauguração da estação rodoviária de Bragança, no edifício da estação ferroviária e espaços adjacentes.


Consultar ainda:

Manifestação de 25.000 trabalhadores em Guimarães (vídeos)

Imagens de video da grande manifestação de trabalhadores em Guimarães a 5 de Julho de 2007, promovida pela CGTP, por ocasião da Cimeira Europeia de ministros dos governos da União Europeia aí realizada.

Foram mais de 25.000 trabalhadores contra a flexigurança...













5.7.07

Apresentação-debate do livro Futuro Primitivo de John Zerzan

Apresentação do livro "O Futuro Primitivo" de John Zerzan.

dia 6 de Julho sexta-feira 21:30 h

Local: Galeria Sargadelos Rua Mouzinho da Silveira, 294 Porto



Debate com Rui Pereira, António Alves da Silva, André Martins e António Luís Catarino

As ideias de John Zerzan situam-se na crítica à tecnologia e à cultura simbólica como origem da degenerescência da Humanidade que a iniciou com o advento da agricultura e da domesticação de toda a vida humana e da natureza. Rejeita, portanto, a divisão social e sexual do trabalho e o patriarcado, assim como a separa-ção entre a Natureza e a Cultura. Singular, na visão de Zerzan, é a síntese de várias correntes filosóficas que elabora na crítica à sociedade moderna e pós-moderna como suportes que fazem parte de um mundo que se encontra moribundo. As fontes teóricas do Primitivismo a que Zerzan dá voz vão desde Adorno, aos situacionistas, à antropologia, ao luddismo, à ecologia e ao feminismo, assim como às correntes igualitárias e anti-autoritárias americanas e europeias. O Futuro Primitivo é, para nós, a obra mais marcante de John Zerzan. Para além de reflectir uma revisitação teórica da Pré-História, ataca violentamente as ideias pre-concebidas da antroplogia oficial e dá-nos a possibilidade de encontrar uma ténue saída para a catástrofe iminente.
Deriva Editores

www.derivadaspalavras.blogspot.com

Curta-metragem portuguesa sobre a tortura de sono

A nossa fonte foi o excelente blogue O país do Burro : ver aqui

Fazer um filme em torno da tortura do sono é certamente uma tarefa espinhosa, mas foi a isso que José Barahona se lançou com a preciosa ajuda do escritor Mário de Carvalho. Recorde-se que a tortura do sono foi um dos métodos mais utilizados pela PIDE, a polícia política do Regime fascista de Salazar-Caetano para vergar e submeter os prisioneiros anti-fascistas.


«Repressão e tortura são assuntos de que todos ouvimos falar, mas só alguns portugueses, felizmente, o sentiram na pele. “Quem é Ricardo?”, uma curta-metragem de José Barahona (2004), retrata precisamente esse ambiente de detenção e tortura do preso político, uma das imagens de marca do Estado Novo, e um dos métodos mais utilizados pela PIDE, dos mais violentos, a tortura do sono.
Na fortíssima violência psicológica que atravessa todo o filme, destaco uma das cenas em que o personagem Engenheiro diz qualquer coisa como “A História há-de julgar-vos”.
Lembrar-se-ão, como eu, da recente eleição do “melhor português de sempre” e todos terão notado a presença na nossa sociedade de uma certa corrente revivalista e branqueadora do regime criminoso que vigorou em Portugal durante 48 anos, que o apelida de “a mais branda ditadura da Europa”. Aqui estão 35 minutos que mostram bem essa brandura, sem retratar as sequelas que a tortura do sono deixa para toda a vida.

Ficha técnica do filme «Quem é Ricardo» (Portugal, 2004)

Realizador: José Barahona
Intérpretes: Augusto Portela, Luís Mascarenhas, Quim Cachopo, João Didelet, Heitor Lourenço, João Miguel Rodrigues, André Gago, António Marques, Jorge Estreia.
Argumento: Mário de Carvalho
Fotografia: Leonardo Simões
Som: Quintino Bastos
Montagem: Isabel Antunes, José Barahona
Duração: 35 min.
Formato: Betacam
DigitalProdução: Cinequanon
Financiamentos: ICAM, RTP.


Festival internacional de gigantes (de 6 e 8 de Julho na Vila de Pinhal Novo, em Palmela)

«Esta é a Festa das Culturas, do teatro que, entre tradição e invenção, traz à rua a gente que, a um mesmo tempo, se espanta, mas também se reconhece.»


De 6 e 8 de Julho os Gigantes invadem a Vila de Pinhal Novo, naquela que será a 6ª edição do FIG. Promovido pela Câmara Municipal de Palmela, em conjunto com os parceiros Bardoada – O Grupo do Sarrafo, ATA – Acção Teatral Artimanha, Associação Juvenil COI e PIA – Projectos de Intervenção Artística, o Festival Internacional de Gigantes ocupa lugar de destaque no cartaz cultural da região e do país, ao reunir a cultura tradicional com a contemporaneidade, numa festa para todos os públicos.

Festival inédito de cruzamento entre as artes tradicionais e as expressões mais contemporâneas do teatro, da música e da dança. O FIG é espaço por excelência de divulgação da arte dos gigantones, na sua componente tradicional, e das figuras de grande proporção no universo do espectáculo.

Figuras míticas que, desde o século XIII, “povoam” a Península Ibérica, assumem o papel principal nesta celebração do teatro, das Culturas e também da Música. Chegam reinventados em mil formas - tantas quantas permite a imaginação - entre fogo, luz e cor.

São os cabeçudos, os gigantones, os zés pereiras das nossas aldeias, e com eles, as máscaras, os caretos, as marionetas e outras formas animadas, sempre ao som ritmado e ancestral de gaitas, bombos e outras percussões.

O FIG integra, como membro fundador, a Rede de Festivais de Cultura Popular – uma rede internacional, constituída em 2004 por festivais de Portugal, Espanha, Itália e Brasil. A Rede tem, como principais objectivos, a criação de um circuito de comunicação intercultural e de promoção das diferentes identidades regionais e nacionais, no respeito pelos valores da interculturalidade, da cidadania, da tolerância e da solidariedade.

http://www.festivalinternacionalgigantes.org/
http://www.festivalinternacionalgigantes.org/programa.htm

II Festival Voz de Mulher (5 a 8 de Julho no Teatro Aveirense)

Fátima Miranda vai estar em Aveiro
no II Festival Voz de Mulher

Este Festival tem como principais objectivos promover o papel da Mulher na música, centrado na Voz, criando momentos específicos de apresentação e desenvolvimento artísticos. O Festival pretende reunir Cantoras que usam a Voz como forma principal da sua expressão artística. Mulheres que tenham desenvolvido investigação e ou experimentação em torno da Voz, não só como fonte sonora do canto e da palavra, mas também como instrumento capaz de criar uma linguagem musical e artística própria.



O Festival reúne um conjunto diverso de actividades: Espectáculos, Workshops, Colóquios e uma Feira de Discos, visando atrair novos públicos, formar públicos profissionais e estudantis e incentivar novas abordagens no panorama musical português.



O programa integra três espectáculos na Sala Principal: Fátima Miranda, com “Diapasion”, dia 5 de Julho, Amélia Cuni, dia 7 de Julho, em duo com Werner Duran, apresenta-nos um espectáculo intitulado “Old Trends And NewTraditions In Indo-European Music”, às 21H30. A fechar este mesmo dia (7), Anna Kaisa Liedes e Kristiina Ilmonen, às 23H00.



Na Sala Estúdio, realizar-se-ão Workshops e Colóquios, orientados para um público profissional e estudantes da área do canto.



O Festival promove o desenvolvimento de investigação e experimentação para o público profissional e a participação de todos os públicos na celebração da Voz Feminina.


http://www.teatroaveirense.pt/



Fátima Miranda


Diz quem escuta este concerto de Fátima Miranda, «Diapasión», que a sua imaginação viaja para África, o Japão, a Índia, o mar, uma floresta, um templo, um mercado ou para um estúdio de música electro-acústica. Porque não? Todos temos de alguma forma uma memória inconsciente das músicas e dos sons do passado e de sensações a elas associadas, um armazém de tudo o que conhecemos, mas do qual não estamos conscientes. Uma escuta subtil ajuda ao aparecimento de sensações mais ou menos escondidas. Depois de muitos anos de investigação e estudo, Fátima Miranda desenvolveu um reportório totalmente pessoal e inovador.



A sua utilização da voz ultrapassa os limites do possível. Na sua obra, a voz é explorada através de todas as possibilidades de expressão cantada e falada, utilizando técnicas orientais e ocidentais ou da sua própria invenção, algumas delas multifónicas e cobrindo um registo de quatro oitavas, sem para isso se socorrer de qualquer manipulação electrónica. O seu virtuosismo, no entanto, não a leva a fazer alarde de efeitos fáceis ou gratuitos.



«Diapasión» é um concerto-performance em que a música e a voz são acompanhadas por uma importantíssima e refinada componente gestual (por vezes coreográfica), teatral (em certas ocasiões cheia de humor) e poética. As obras incluídas neste espectáculo apoiam-se em efeitos visuais, figurinos e elementos cenográficos mínimos, que atingem a sua sofisticação máxima na projecção de um vídeo com quatro caras enormes (da própria Fátima encarnando quatro personagens diferentes), que cantam sincronizadas entre si e em interacção com a Fátima que canta e dança ao vivo



http://www.fatima-miranda.com/finalok/idiom.html



4.7.07

Bom dia, preguiça! - o célebre livro de Corinne Maier

A arte e a necessidade de se fazer o menos possível na empresa

Vivemos um mundo em que se repete continuamente que o capital humano é o trunfo mais importante, mas as empresas "tratam os empregados como lenços de papel", lançam-nos fora e despedem-nos a qualquer momento !!!
Encontra-se no mercado português ( editado pela Pergaminho), e também brasileiro, um livro de leitura obrigatória que vendeu mais de 200.000 exemplares em França, desde que aí foi lançado em Abril de 2004, e que já foi publicado em muito mais do que 20 países e traduzido para muitas outras tantas línguas.

«Bom dia, preguiça» é o título desse pequeno livro e a sua autora é Corinne Maier que pretende com o seu breve texto desafiar os trabalhadores de todo o mundo a deixarem de ter escrúpulos em relação às empresas onde trabalham e começarem desde já a preguiçarem… Até porque a empresa que nos contrata não está tanto interessada nas nossas vidas mas, sobretudo, na nossa exploração. Daí que a autora proponha estratégias discretas e «invisíveis» para minar o sistema por dentro.

A ideia é aproveitarmo-nos das empresas, e não o contrário, pois o mais habitual é as empresas aproveitarem-se e apropriarem-se das nossas existências e recursos. Trabalhar sim, mas o mínimo posível. Os funcionários «perfeitos» são os mais cobardes e os mais obedientes, cumprem religiosamente as instruções e as ordens, características estas que não são nada abonatórias para a inteligência humana.


No livro conclui-se, por exemplo, que 17% dos assalariados estão activamente desligados do seu trabalho diário. Ou seja, adoptaram um atitude que roça a sabotagem. E apenas 3% dos assalariados é que se empenham seriamente – e ingenuamente – na actividade laboral para que foram contratados.


E com sarcasmo, que está presente ao longo de todo o livro, a autora remata: «As pessoas trabalham pelo dinheiro. Se trabalhar fosse bom, trabalharíamos de graça».


Trata-se, sem dúvida, de um livro imprescindível para perceber as novas relações no ambiente de trabalho onde a cretinice se casa com a hipocrisia geral, e como a gestão moderna não passa de um descomunal embuste para a qualidade de vida de um trabalhador que preze a sua existência.


Corinne Maier mostra como as empresas não se preocupam nem um pouco mais ou menos com os seus funcionários – a não ser na hora de sugá-los ao máximo. Por isso, o melhor que os funcionários têm a fazer é também não se esforçarem para a empresa em que trabalham. Postura que, segundo ela, já está a ser adoptada por um número crescente de trabalhadores activos e conscientes.

Na França (onde ela vive), por exemplo, apenas 3% dos empregados se mostram “motivados” no seu trabalho. Os demais precisam de constantes programas de motivação para darem força ao seu ânimo.


Os conselhos nada convencionais da autora recomendam que as pessoas não se esforcem. Caso mostrem empenho e esforço o mais provável é que não chegarão a lugar nenhum. Enganam-se aqueles que pensam que serão recompensados pela sua dedicação.

Economista, doutorada também em psicologia, a autora narra em "Bonjour paresse", num tom acerbo, os jogos de poder nas empresas, o vocabulário de "management" absconso, as incompetências dos colegas, a hipocrisia dos discursos. Neste panfleto anarquista, é recomendado fazer o menos possível porque o "cretino ao seu lado vai um dia destes substitui-lo".

Um excerto do livro:


" Você é um escravo dos tempos modernos. É inútil tentar mudar o sistema - isso só o torna mais forte (...) O trabalho que faz é inútil e você será um dia substituído um dia pelo cretino que trabalha na mesa ao lado - por isso trabalhe o menos possível e cultive uma rede de compadrios que o tornará intocável na próxima leva de despedimentos (...) Você não é julgado pelo seu mérito, mas pela sua aparência (...) Fale com linguagem tecnocrática: os outros vão pensar que você é inteligente (...) Não aceite posto de responsabilidade: vai ter de trabalhar mais, sem ganhar muito mais (...) Seja simpático com as pessoas com contratos a prazo - são as únicas que trabalham mesmo (...) Diga a si mesmo que este sistema absurdo não pode durar para sempre. Vai desabar como desabou o materialismo dialéctico do sistema comunista. Toda a questão é de saber quando".

A solução, para Corinne, seria escolher profissões “menos integradas ao jogo capitalista”. Foi o que ela fez: “Imitem-me, colegas assalariados, neo-escravos, pobres-diabos da terceirização”, conclama.


Enquanto essa mudança não acontecer, aconselha, as pessoas devem ficar no seu emprego – mas discretamente sem trabalhar! Esse comportamento, diz Corinne, será o mais eficaz para “minar o sistema, de dentro, sem dar na vista”.

Recorde-se que, quando o livro apareceu em França, a empresa onde a autora trabalhava como economista – a poderosa EDF, a principal companhia de electricidade francesa - não apreciou a obra e ameaçou-a de despedimento, facto que serviu para tornar ainda mais conhecido o livro e a ousada proposta de trabalhar cada vez menos dentro das empresas. Convocada para uma reunião com a direcção da empresa, a autora do «Bom dia, preguiça, portadora de uma licenciatura em economia e outra em psicologia, respondeu laconicamente, que não podia aparecer pois se encontrava de férias.

http://corinnemaier.blogs.nouvelobs.com/

http://corinnemaier.free.fr/accueil.html







O que é a exploração capitalista dos trabalhadores?


Os meios de comunicação só falam de «exploração» quando querem referir-se à «sobre-exploração». E se é verdade que todos somos explorados, não é menos justo denunciar em primeiro lugar a crescente sobre-exploração a que estão sujeitos um número cada vez maior de trabalhadores. Mas acontece que os meios de comunicação social esquecem ou ocultam deliberadamente a natureza do trabalho assalariado, e como esta condição salarial significa a exploração de uma classe social por outra classe social para quem os primeiros trabalham.

Pensemos num país de 20 milhões de trabalhadores. Se o dia de trabalho médio é de 1.800 horas em cada ano, tal quererá dizer que aquele conjunto de trabalhadores gastará cada ano 36.000 milhões de horas para produzir o valor do Rendimento Nacional, depois de descontado, bem entendido, os demais custos de produção ligados ao uso dos meios de produção ( custos pela compra e manutenção das máquinas, os custos das matérias-primas e da energia). Ora se esses trabalhadores assalariados consomem uma enorme quantidade de bens e serviços mas que só representa uma parte do que foi produzido, equivalente a 16.000 milhões de horas, isso quer dizer que as restantes 20.000 milhões de horas será o «sobre-trabalho», ou seja, aquela parte do trabalho realizado pelos assalariados para além do que é necessário para produzirem aquilo que consomem.

É esse sobre-trabalho que cria a mais-valia, em proveito dos capitalistas, o principal motivo de atracção dos empregadores para contrataren mão-de-obra assalariada.

O que chamamos, pois, taxa de mais valia, e que é o indicador numérico do grau de exploração do trabalho, consiste então na relação entre esse tal sobre-trabalho não pago e o trabalho pago com o salário ou, por outras palavras, é o quociente entre a receita total e a massa salarial.


Essa taxa cresce com o desenvolvimento económico gaças ao impulso da produtividade do trabalho. Como esta embaratece o valor de cada mercadoria, isso também se aplica naquela fracção da produção social que representa o conjunto dos salários no rendimento nacional. Ou seja, a exploração não pára de aumentar. Por exemplo, em Espanha era de 70% em 1954 e agora chega aos 100%.


A conclusão é clara: o trabalhador médio, que trabalhe oito horas por dia, cria em apenas 4 horas o valor correspondente ao seu salário. O resto do valor que produz no resto da sua jornada de trabalho diário vai para os bolsos do capitalista e corresponde à mais-valia.

Apesar de não ser muito evidente, uma vez que recebe o seu salário em dinheiro e não em mercadorias, o trabalhador assalariado é vítima de exploração económica e social porque para sobreviver (para receber o seu salário) tem de se sujeitar a trabalhar horas não-pagas para proveito e benefício do seu empregador.

É isso em que consiste a exploração social e económica dos trabalhadores numa economia capitalista.

Texto de Diego Guerrero ( professor de Economía) publicado no jornal Diagonal




Julho é o mês dos petiscos no Peixinho da Horta (R. do Almada, 555, Porto)


No mês de Julho o Peixinho da Horta – tasca de comida vegetariana - vai oferecer petiscos variados!
Vem conviver, comer e beber a partir das 19:00
no 555 da Rua do Almada. (Porto)

Abraços
www.peixinhodahorta.blog.pt

O Peixinho da Horta começou uma nova Batalha: o Peixinho da Horta começou também a servir Almoços no Disco Volante, no cinema Batalha. Podes aparecer das 12:00 ás 15:00.