8.4.07

4 anos de impunidade do exército norte-americano! Há 4 anos José Couso foi assassinado


José Couso foi assassinado pelo exército norte-americano há 4 anos


Concentração hoje frente à embaixada dos Estados Unidos em Madrid
( Domingo 8 de abril a las 20:00 hs. C/Serrano 75. Metro Rubén Darío)


Exigimos uma investigação e o castigo dos culpados

http://www.josecouso.info/



Entrevista ao irmão de José Couso e um breve documentário retrospectivo do processo de acusação e imputação ao exército norte-americano.


Você precisa de um diploma? Não estude; inscreva-se antes na Universidade Independente!

Transcrição de um artigo de Manuel António Pina sob o título de «Conselhos aos docentes» e publicado no JN de 6 de Abril:

Até ao fim do 2º período, ou seja, em 121 dias de aula, foram agredidos 157 professores nas escolas portuguesas, mais de um por dia. E, no período de avaliações e notas anterior às férias da Páscoa, a média disparou para dois por dia. Os números são da Linha SOS Professor, mas a ministra continua a dizer que se trata de casos "pontuais" (e, na verdade, muitos professores acabaram no hospital, tendo sido suturados com número indeterminado de "pontos").
A culpa é, obviamente, dos próprios professores, que, apesar das instruções do Ministério para que se acabe com o insucesso escolar, continuam a dar más notas. E, pior, a dar os programas.
Fossem eles tão avisados como os seus colegas ingleses, que (veio agora no "Daily Mail", citando um estudo governamental) deixaram de falar do Holocausto e das Cruzadas nas aulas com medo dos alunos muçulmanos, e adaptariam os programas aos interesses dominantes de grande parte dos alunos das nossas escolas públicas futebol e toques de telemóvel.
A Matemática, o Português, a História, a Física, etc., seriam dados só em colégios privados. Para que é que um futuro desempregado precisa de saber Matemática ou Física?
Se vier mais tarde a precisar de um diploma, poderá depois obtê-lo na Universidade Independente.

Em defesa dos Moinhos

Ontem assinalou-se o Dia Nacional do Moinho. A rede portuguesa confessa ser difícil apontar uma estimativa de quantos moinhos existem em todo o País, mas já está a efectuar um inventário para conhecer e preservar este património nacional.
A Rede Portuguesa de Moinhos, criada em Abril de 2006, está a efectuar um inventário para conhecer e preservar este património nacional reconhecido como um dos mais diversificados da Europa.Uma “tarefa gigantesca” que só deverá ficar concluída dentro de três décadas, por falta de apoios, adiantou o presidente da Rede Portuguesa de Moinhos à agência Lusa, no âmbito do Dia Nacional do Moinho.
Jorge Miranda confessou ser difícil apontar uma estimativa de quantos moinhos existem em todo o País, dada a grande diversidade e dispersão geográfica destas infra-estruturas.S egundo explicou, a inventariação passa pelo preenchimento de uma ficha informativa por cada moinho identificado, onde vai constar a tipologia, mecanismos utilizados, localização, dados históricos e o nome do proprietário.O registo dos imóveis ficará a cargo dos 87 membros da Rede Portuguesa de Moinhos espalhados por todo o país, com excepção da Madeira, dos quais se destacam as autarquias, organizações não governamentais, investigadores e proprietários.

A Rede Portuguesa de Moinhos, que integra a Sociedade Internacional de Molinologia, visa congregar todos os interessados em moinhos, para promover o contacto e troca de conhecimentos, através do site www.moinhosdeportugal.org.
“Além dos encontros e cursos que ministramos, também prestamos aconselhamentos, por exemplo, sobre materiais e reconstrução de moinhos”, explicou Jorge Miranda, acrescentando que ainda este mês vai ser publicada a primeira revista portuguesa sobre molinologia.
Há 23 anos dedicado à investigação dos moinhos, Jorge Miranda salientou que tanto o território continental, como as ilhas açorianas, dispõem de grande riqueza patrimonial nesta área, que importa preservar e divulgar convenientemente.“Os Açores, por exemplo, são o único sítio conhecido na Europa Ocidental, que mantém em funcionamento moinhos originais accionados por animais”, apontou o molinólogo português, acrescentando que estas infra-estruturas resistiram devido ao isolamento das ilhas, onde são conhecidas como “atafonas”.De vento, água, maré ou giratório, com ou sem velas, muitos moinhos portugueses que sobreviveram até aos nossos dias, abandonaram a sua função primitiva - moer cereais - e foram transformados em espaços de turismo rural.
Para Jorge Miranda, trata-se de uma forma de revitalizar este património sem o destruir, mas alerta que, actualmente, a tendência é manter o moinho o mais possível fiel à função produtiva, tornando-o local de animação turística.
Para assinalar o Dia Nacional do Moinho, comemorado anualmente, cerca de 70 exemplares estiveram de portas abertas e promover várias iniciativas de âmbito lúdico-cultural.





Numa iniciativa conjunta da Rede Portuguesa de Moinhos e da Sociedade Internacional de Molinologia (secção portuguesa), mais de 130 moinhos, espalhados por todo o país, estiveram abertos ao público.
Na Região Norte, as propostas vão desde os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, passando por Guarda, Aveiro e Coimbra, com programas de animação que variam de moinho para moinho.
Em Viana do Castelo, a rota engloba os moinhos de Montedor (em Carreço e Montaria). Em Braga, as propostas passam pelo Moinho de Aboim (Fafe), Moinho de Briteiros (Guimarães). Já no distrito de Vila Real, o leque de ofertas é vasto, englobando estruturas como a Azenha e os Moinhos do Vale, Moinho do Jaco e Moinhos do Percurso Sedução da Montanha - Atilhó, Alturas do Barroso, Vilarinho Seco (todos no concelho de Boticas). A aposta completa-se, depois, com o Moinho do Espinhal e Moinho do Porto, também em Boticas.
No Porto, a rota passa pelo Moinho do Meio (Lousada), Moinho da Ponte de Novelas (Penafiel), e em Aveiro a proposta vai desde o Moinho da Cova do Fontão (Albergaria-a-Velha), passando pela Azenha Barreto (Vagos) e pelo Moinho de Armação de Ervosas (Ílhavo).
Na Guarda, o programa de visitas centra atenções nos Moinhos de Aveia, no concelho de Pinhel.
O distrito de Coimbra é de longe o que mais oferta tem para o público interessado em partir à (re)descoberta dos moinhos tradicionais. Destaque para os moinhos do concelho de Mira - nomeadamente os Moinhos da Areia, da Fazendeira, da Lagoa -, que estão integrados em núcleos moageiros e percursos pedestres.

Sonhadores Inatos ( Jorge Palma)

Aprendizes fomos
Construtores fomos
Executores fomos
Cruéis
Inventores sempre
Aventureiros sempre
Oportunistas sempre
Fiéis
Sonhadores inatos
Sobreviventes natos
Nem sempre somos exactos
Nem sempre conseguimos evitar os actos
Marinheiros bravos
Libertamos escravos
Cultivamos cravos
Tão bem...
Temos alianças
Muitas desconfianças
Temos as nossas esperanças
Também
Sonhadores inatos
Sobreviventes natos
Nem sempre somos exactos
Nem sempre conseguimos evitar os factos
Os nossos actos
Eh!
Sonhadores inatos
Sobreviventes natos
Nem sempre somos exactos
Nem sempre conseguimos evitar os factos
Os actos
Os nossos factos.



http://www.jorgepalma.web.pt/primeira.htm





A maior rede mundial de hospitalidade (alojamento gratuito)

O objectivo é fazer com que toda a gente se encontre (visitantes, hóspedes, viajantes e residentes,…). Hoje já existem milhares que fazem parte do Hospitality Club que se baseia na entre-ajuda e apoio mútuo especialmente dirigida para aqueles que estão em viagem. A adesão é gratuita e não tem praticamente nenhumas formalidades. Os membros inscritos podem conhecer de imediato os perfis dos outros e fazer comentários.

O projecto é animado por voluntários que se mobilizam na base da seguinte ideia:
«se os viajantes entrarem em contacto com os residentes das regiões que visitam, e se estes últimostiverem possibilidade de entrar em contacto com outras culturas, a compreensão mútua será maior e a paz no planeta sairá reforçada»

Na prática trata-se de um meio muito simples de obter alojamento gratuito e fazer amizades por todo o lado. Não há obrigações ( ninguém fica obrigado a receber o outro) nem restrições espúrias. Apenas respeito e amizade.

http://www.hospitalityclub.org/


http://por.hospitalityclub.org/indexpor.htm


http://brasileiro.hospitalityclub.org/indexbra.htm

Os destaques em música clássica na edição deste mês no Le Monde de la Musique

Le Monde de la Musique, revista de música clássica, tem finalmente um website na Rede onde é possível recolher uma série de informações:
http://www.mondedelamusique.fr/index.php?id=5


Neste mês de Abril são estes os «discos de choque», ou seja, os destaques do mês em matéria de edições em música clássica em França:


Ludwig van Beethoven
Intégrale des sonates pour piano vol. 4: Sonates n° 12 op. 26, n° 13 op. 27 n° 1, etc.

Compositeur(s) : Beethoven
Interprète(s) : Ronald Brautigam (pianoforte)
1 SACD Bis (Codaex France)
Avec ces quatre sonates qui se situent à la frontière de deux mondes, Ronald Brautigam poursuit la meilleure intégrale Beethoven au piano-forte depuis celle de Paul Badura-Skoda.




Johannes Brahms
Symphonie n° 1 en ut mineur op. 68 - Variations sur un thème de Haydn op. 56a

Compositeur(s) : Brahms
Interprète(s) : Orchestre de Cleveland, George Szell (direction)
1 CD United Archives « The George Szell Edition » (Harmonia Mundi)
Quelques années avant sa magnifique intégrale « officielle », George Szell, à la tête d'un Orchestre de Cleveland aguerri à son style, « dégraisse » les symphonies de Brahms.





François Couperin
« Tic, Toc, Choc ». Pièces de clavecin

Compositeur(s) : Couperin
Interprète(s) : Alexandre Tharaud (piano)
1 CD Harmonia Mundi
Après Rameau et Ravel, Alexandre Tharaud poursuit son exploration du clavier français. Avec les pièces les plus pianistiques de Couperin le Grand, il a composé un programme riche en surprises.



Thierry Escaich
Miroir de l'ombre - Vertiges de la croix - Chaconne

Compositeur(s) : Escaich
Interprète(s) : R. Capuçon, G. Capuçon, Orchestre national de Lille, P. Polivnick, M. Inoue, J.-C. Casadesus (direction)
1 CD + 1 DVD Accord (Universal)
On retrouve ici les sons pulsés, les bariolages de bois, les batteries de cordes qui sont la signature de Thierry Escaich. Les frères Capuçon servent bien cet univers postromantique.





Gabriel Fauré
Messe de Requiem - Messe des pêcheurs de Villerville - Ave Verum- Ave Maria - Tantum ergo

Compositeur(s) : Fauré
Interprète(s) : A. Quintans (soprano), P. Harvey (baryton), Ensemble vocal de Lausanne, Sinfonia Varsovia, M. Corboz (direction)
1 CD Mirare (Harmonia Mundi)
Voilà l'enregistrement idéal d'un chef-d'œuvre que Michel Corboz remet pour la troisième fois sur le métier. Sa direction tendre et inspirée convertirait un bataillon de mécréants.





Edvard Grieg
Concerto en la mineur op. 16 - 12 Pièces lyriques

Compositeur(s) : Grieg
Interprète(s) : Shani Diluka (piano), Orchestre national Bordeaux Aquitaine, Eivind Gullberg Jensen (direction)
1 CD Mirare (Harmonia Mundi)
Monégasque de parents sri-lankais, allemande par sa culture, citoyenne du monde, Shani Diluka joue le Norvégien Grieg avec une virtuosité ailée et une sensibilité à fleur de peau.






Delphine Lizé (piano)
Récital Salle Pleyel. Robert Schumann, Ludwig van Beethoven, Franz Liszt, Serge Prokofiev, Frédéric Chopin

Interprète(s) : Delphine Lizé (piano)
1 CD Intrada (Codaex France)
Intuitive dans Schumann, spontanée dans Beethoven, combative dans Prokofiev, inspirée dans Chopin, cette pianiste de vingt-huit ans réunit des qualités que peu de jeunes talents possèdent.



Jean-Baptiste Lully/Molière
Le Bourgeois Gentilhomme

Compositeur(s) : Lully/Molière
Interprète(s) : L. Seigner, A. de Chauveron, J. Piat, M. Galabru, Orchestre de la Comédie-Française, A. Jolivet (direction)
2 CD EMI Classics
Du théâtre dans Le Monde de la Musique ? Comme il s'agit du Bourgeois Gentilhomemted'un spectacle historique, avec la musique de Lully dirigée par… André Jolivet, l'exception se justifie largement.



Claudio Monteverdi
L'Orfeo

Compositeur(s) : Monteverdi
Interprète(s) : Emanuela Galli, Mirko Guadagnini, Marina De Liso, Ensemble La Venexiana, Claudio Cavina (direction)
2 CD Glossa (Harmonia Mundi)
Rompue à Monteverdi à travers ses madrigaux, La Venexiana prend le sous-titre du premier chef-d'œuvre de l'opéra au pied de la lettre. C'est bien d'une « fable en musique » qu'il s'agit ici.



Robert Schumann
Kreisleriana op. 16 - Bunte Blätter op. 99 - Scènes d'enfants op. 15 - Scènes de la forêt op. 82
Compositeur(s) : Schumann
Interprète(s) : Evgeni Koroliov (piano)
1 CD Tacet (Intégral Distribution)
Architecte rigoureux, jamais décoratif ni extérieur, Evgeni Koroliov fait preuve, dans les oeuvres géniales et déroutantes de Schumann, d'une intelligence et d'un respect du texte peu ordinaires.



Eric Tanguy
OEuvres pour orchestre, effectifs de chambre et piano solo

Compositeur(s) : Tanguy
Interprète(s) : Solistes, Orchestre de Bretagne, Stefan Sanderling (direction), Orchestre national de France, Pascal Rophé (direction)
3 CD Transart Live (Naïve)
Une superbe photographie de l'oeuvre déjà importante et extraordinairement mûre d'Eric Tanguy, qui n'a pas encore quarante ans. Sa musique de chambre est particulièrement belle.



Giuseppe Verdi
La Force du Destin

Compositeur(s) : Verdi
Interprète(s) : Solistes, Choeurs et Orchestre de l'Opéra de Vienne, Dimitri Mitropoulos (direction)
2 CD Orfeo (Harmonia Mundi)
Quelques semaines avant de disparaître, le grand Dimitri Mitropoulos a rendu ses lettres de noblesse à l'un des opéras les plus flamboyants de Verdi. Un « live » chauffé à blanc !

A dança não se deve resumir a ser apenas algo de belo e bom, mas dar atenção aos sentimentos (Pina Bausch)

A coreógrafa alemã Pina Bausch defendeu que a dança «deve dar atenção aos sentimentos, desejos e dores» para conseguir alcançar o público e não se resumir «a ser apenas algo belo e bom».

Durante um debate público que encheu o foyer do Teatro Camões, em Lisboa, com mais de uma centena de pessoas, sobretudo jornalistas e alunos da área da dança, Pina Bausch falou sobre uma experiência de mais de trinta anos.
A coreógrafa sublinhou por diversas vezes a importância do sentimento no seu trabalho - quer no processo de criação, quer no resultado final - definindo-o «como uma linguagem própria, uma outra forma de entendimento, de compreensão».

«O mais importante é tocar as pessoas», disse a artista, que a partir dos anos 70 revolucionou as formas tradicionais da dança-teatro com uma estética própria e uma original linguagem corporal.

Alta, esguia, vestida de negro e com os longos cabelos presos, a coreógrafa deu a conhecer no debate a sua visão actual da dança e os passos importantes de um percurso de mais de quatro décadas sob o olhar deslumbrado de muitos jovens admiradores desta figura histórica das artes performativas.
Pina Bausch encontra-se em Lisboa a convite da Companhia Nacional de Bailado para assinalar os trinta anos da entidade, e irá apresentar entre quinta-feira e domingo o espectáculo «For the Children of Yesterday, Today and Tomorrow», estreado em 2002.
Formada em dança e pedagogia na Folkwang School em Essen, na Alemanha, estudou também em Nova Iorque em 1959, mas regressou poucos anos depois ao país natal. Com apenas 33 anos foi convidada para dirigir o Wuppertaler Tanztheater, que mais tarde teria o seu nome.
Destacou-se pelo seu estilo e pela forma inédita do processo de trabalho com os bailarinos, viajando por várias cidades do mundo para fazer espectáculos que constituem um olhar pessoal sobre a cultura local.
Desenvolveu projectos no Brasil (em São Paulo, Rio de Janeiro e São Salvador da Baía em 1986 e 1999), em Itália (Palermo, 1989), em Espanha (Madrid, 1991), nos Estados Unidos (Los Angeles, 1996) e Hungria (Budapeste, 2000).
Nos mesmos moldes, a peça «Mazurca Fogo» foi apresentada pela coreógrafa no Festival dos Cem Dias para a Expo'98, em Lisboa.

«Nunca sei bem para onde vou, não tenho planos definidos. As coisas vão surgindo, como uma espécie de ondas», descreveu, acrescentando que continua a ser importante, contudo, «pensar uma mensagem para transmitir ao público e as melhores maneiras de o impressionar».

Confessou que lhe era difícil falar sobre o seu trabalho e disse preferir que o público visse os espectáculos e fosse «confrontado com as ideias e sentimentos» em vez de ser ela a explicar.
«Não consigo falar sobre mim com palavras. Eu confio nos bailarinos e eles confiam em mim», comentou, salientando também a importância dos pormenores.
A busca da magia da infância e do prazer das brincadeiras infantis é o apelo do espectáculo «For the Children of Yesterday, Today and Tomorrow» que Pina Bausch vai apresentar.
A cenografia é do colaborador de longa data Peter Pabst, figurinos de Marion Cito e a composição musical de Matthias Burkert e Andreas Eisenschneider.
Para esta peça, Pina Bausch foi buscar excertos das obras «Keepers of the Night - Native American Stories», «Nocturnal Activities for Children», de Michael J. Caduto, e «How the Bath Came to Be», de Joseph Bruchac.
A selecção musical inclui Prince, Caetano Veloso, Goldfrapp, Félix Laijko, Nana Vasconcelos, Bugge Wesseltoft, Amon Tobin, Mari Boine, Shirley Horn, Nina Simone, Lisa Ekdahl, Gerry Mulligan, Uhuhboo Project, Cinematic Orchestra, Gotan Project, Guem, Hughscore, Koop, Labradford, T.O.M..
A última passagem da coreógrafa alemã por Lisboa foi em Setembro e Outubro de 2005, no Teatro Municipal São Luiz, com os espectáculos «Céu e Terra» e «Cravos».
Fonte: agência Lusa

Acende o meu fogo (Light My Fire) e Cavaleiros na tempestade ( Riders on Storm) dos The Doors

Citações retiradas das letras das músicas dos The Doors

Cancela a minha assinatura para a ressurreição e dá-me as minhas credenciais para a casa de detenção
(« Cancel my subscription to the resurrection, send my credentials to the house of detention; I've got some friends inside")


We want the world and we want it now ! »

«Expose yourself to your deepest fear; after that, fear has no power, and the fear of freedom shrinks and vanishes. You are free.»










The Doors - Light My Fire

You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I was to say to you
Girl, we couldn't get much higher
Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire

The time to hesitate is through
No time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre
Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire, yeah

The time to hesitate is through
No time to wallow in the mire
Try now we can only lose
And our love become a funeral pyre
Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire, yeah

You know that it would be untrue
You know that I would be a liar
If I was to say to you
Girl, we couldn't get much higher
Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire
Try to set the night on fire
Try to set the night on fire
Try to set the night on fire








Riders on the storm
Riders on the storm
Into this house were born
Into this world were thrown
Like a dog without a bone
An actor out on loan
Riders on the storm

Theres a killer on the road
His brain is squirmin like a toad
Take a long holiday
Let your children play
If ya give this man a ride
Sweet memory will die
Killer on the road, yeah

Girl ya gotta love your man
Girl ya gotta love your man
Take him by the hand
Make him understand
The world on you depends
Our life will never end
Gotta love your man, yeah

Wow!

Riders on the storm
Riders on the storm
Into this house were born
Into this world were thrown
Like a dog without a bone
An actor out alone
Riders on the storm

Riders on the storm
Riders on the storm
Riders on the storm
Riders on the storm
Riders on the storm

31.3.07

Marcha de palhaços a favor da guerra infinita (no dia 1 de Abril no Largo de Camões, 16 h).


A REDE G8 organiza, este domingo, uma manifestação de palhaç@s que irão ironicamente marchar a favor da política de guerra infinita da Administração Bush!

Música, jogos, palavras de ordem, e acções de protesto contra a globalização do capital que nos esmaga a tod@s , vão fazer desta tarde de domingo uma tarde muito diferente!!!
Teremos material de máscaras, pinturas, cabeleiras, etc, mas também poderás trazer de casa!

O Clown Army vai desfilar!

Vem integrar esta divertida armada!


No dia 20 de Março assinalou-se o início da ocupação do Iraque.Aquilo que seria o fim das armas de destruição massiva transformou-se num grande massacre, traduzido numa política de guerra infinita.

Para além das já tradicionais concentrações anti-guerra, a REDE G8 propõe uma outra forma de contestação e crítica a esta grande mentira que os senhores do mundo, com Bush ao comando, nos pregaram, já lá vão 4 anos.


Queremos resistir com criatividade, animação e. . . ironia!



Este domingo, dia 1 de Abril, junta-te ao bando de palhaç@s que marcharão “a favor” da globalização do capital e da política de guerra americana!


Mascara-te em casa, ou connosco!


@s palhaç@s marchantes vão partir do Largo de Camões, ás 16h00, até chegar á Praça do Comércio, onde nos concentramos e “acordamos para a realidade”.



APARECE E VEM MARCHAR! ! !


A marcha irá partir do Largo de Camões, ás 16h00, até chegar à Praça do Comércio.

http://geoito2007.blogspot.com/

É preciso promover o gosto da leitura junto das crianças (não esquecer o dia 2 de Abril)


O Dia Internacional do Livro Infantil comemora-se a 2 de Abril, data do nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Para assinalar este dia, o IBBY (International Board on Books for Young People) divulga anualmente uma mensagem de incentivo à leitura dirigida às crianças de todo o mundo. Este ano, coube à escritora Margaret Mahy, da Nova Zelândia, a elaboração da mensagem.




Mensagem para o 2 de Abril de 2007, Dia Internacional do Livro Infantil


Nunca me hei-de esquecer de como aprendi a ler. Quando era menina, as palavras escapuliam-se diante dos meus olhos como pequenos escaravelhos negros cheios de pressa. Mas eu era mais inteligente do que elas. Aprendi a reconhecê-las apesar de tentarem escapar-me velozmente. Até que, por fim, consegui abrir os livros e entender o que lá estava escrito. Sozinha, tornei-me capaz de ler contos, histórias engraçadas e poemas.
No entanto tive surpresas. A leitura deu-me poder sobre os contos e de alguma forma também deu aos contos umcerto poder sobre mim. Nunca lhes pude escapar. Isso faz parte do mistério da leitura.
Uma pessoa abre um livro, acolhe e compreende as palavras e, se a história for boa, ela explode dentro de nós.
Aqueles escaravelhos que correm em linha recta de um lado para o outro da página em branco convertem-se primeiro em palavras e, logo a seguir, em imagens e acontecimentos mágicos. Ainda que certas histórias pareçam nada ter que ver com a vida real, ainda que nos conduzam a surpresas de toda a espécie e se distendam em múltiplas possibilidades,para um lado e para o outro, como pastilhas elásticas, no final as histórias que são boas devolvem-nos a nós mesmos.
São feitas de palavras, e todos os seres humanos sonham ter aventuras com as palavras.
Quase todos começamos como ouvintes. Ainda bebés, as nossas mães e os nossos pais brincam connosco, dizem-nos rimas, tocam-nos as mãos («Pico pico maçarico quem te deu tamanho bico…») ou põem-nos a bater palmas(«Palminhas, palminhas…»). Os jogos com palavras são ditos em voz alta e, quando somos crianças, escutamo-los e rimos com eles. Logo a seguir aprendemos a ler os caracteres impressos na página branca e, mesmo quando lemos em
silêncio, há uma certa voz que está presente. A quem pertence esta voz? Pode ser a tua própria voz, a voz do leitor. Masé mais do que isso. É a voz da história que vem do interior do próprio leitor.
É claro que há hoje muitas maneiras de contar uma história. Os filmes e a televisão têm histórias para contar,embora não usem a linguagem da maneira como o fazem os livros. Os escritores que trabalham em guiões de televisãoou de cinema são obrigados a utilizar poucas palavras. «Deixem as imagens contar a história», dizem os especialistas.
Muitas vezes vemos televisão na companhia de outras pessoas, mas quando lemos quase sempre estamos sós.
Vivemos numa época em que o mundo está cheio de livros. Mergulhar nos livros à procura de alguma coisa, lendo-os e relendo-os, faz parte da viagem de cada leitor. A aventura do leitor consiste em descobrir, nessa selva de caracteresimpressos, uma história tão vibrante que o transforme como que por magia. Uma história tão apaixonante e misteriosa
que mude a sua vida. Creio que cada leitor vive para esse momento em que de súbito o mundo de todos os dias se alteraum pouco, abre espaço a uma nova piada, a uma ideia nova, àquela nova possibilidade que é dada a uma determinadaverdade de se exprimir pelo poder das palavras. «Sim, isto é mesmo verdade!», exclama aquela voz dentro de nós.
«Estou a reconhecer-te!» A leitura é verdadeiramente apaixonante, não acham?


Margaret Mahy


MARGARET MAHY nasceu em Whakatane, Nova Zelândia, em 1936. Bibliotecária, decidiu dedicar-se a tempo inteiro à escrita, em1980. Escreveu obras dirigidas a diferentes idades, cultivando géneros que vão do álbum para crianças pequenas ao romance juvenil, passando pela poesia e pelo texto dramático. É uma das mais premiadas escritoras da Nova Zelândia, tendo sido distinguida, em2006, com o Prémio Hans Christian Andersen do International Board on Books for Young People (IBBY), o mais importante galardão mundial atribuído a um autor de literatura para crianças e jovens. Marcada pela riqueza poética da linguagem, a escrita de
Mahy tem logrado exprimir, por vezes de modo metafórico mas sempre com extraordinária autenticidade, a experiência da infância e da adolescência. Encontra-se traduzida em numerosos idiomas, incluindo o português (O Rapaz dos Hipopótamos, Livros Horizonte).
Outros títulos que publicou: Catálogo do Universo, Lembrança, Um Leão no Prado, O Homem cuja Mãe Era Pirata.


A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People),difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil) – Secção Portuguesa doIBBY.





BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ESPINHO

Projecto O MEU BRINQUEDO É UM LIVRO



No âmbito do Dia Internacional do Livro Infantil, a Câmara Municipal de Espinho continua a oferecer um Kit com o "Guia para os Pais", o Livro "O SONHO DA MARIANA" e a "Almofada", como incentivo e apoio à criação de hábitos de leitura na população e, em especial, nas famílias. Nesta fase serão contempladas cerca de 107 crianças nascidas no concelho de Espinho. Serão assim, 107 novos leitores da BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ESPINHO.

Para tal vai realizar-se uma cerimónia de entrega do referido Kit na sede das Juntas de Freguesia do Concelho.


Aproveitem para comemorar o DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL oferecendo UM LIVRO A UMA CRIANÇA


Consultar:



A Escola face à barbárie consumista

Texto de Philippe Meirieu, publicado no Le Monde de 22 de Março

«a questão escolar não pode ser pensada independentemente da própria organização da nossa sociedade»

«ousar interrogar se a educação na democracia e o todo-poderoso mercado são coisas compatíveis.»

Em França os debates sobre a educação são frequentemente reduzidos à escola. A história ajuda a compreender o facto: nenhum outro país se construiu na base e sobre o seu sistema escolar mais do que o nosso. E se não restauramos a esperança numa instituição que está hoje em larga medida reduzida a uma estação de triagem, devemos de qualquer forma encarar de frente o descontentamento dos jovens e a depressão que atinge os professores. Mesmo quando o fatalismo triunfa e o desencorajamento entre os professores alastra, precisamente naqueles que encarnam o futuro. Há muito, com efeito, para nos inquietarmos…

Não estamos tranquilos, de maneira alguma. Os sintomas estão aí e não param de se manifestar: inquietações sobre a descida do nível de exigências, interrogações sobre a autoridade, polémicas sobre as responsabilidades recíprocas dos professores e dos pais, estupefacção perante os actos de violência que escapam a qualquer entendimento. Mas a verdade é que a questão escolar não pode ser pensada independentemente da própria organização da nossa sociedade e mais concretamente do estatuto que a sociedade confere à infância.


Defrontamo-nos com um fenómeno completamente inédito: o capricho, ( «caprice»), que não era senão uma etapa do desenvolvimento individual da criança, tornou-se o princípio organizador do nosso desenvolvimento colectivo. Sabíamos que a criança atravessava sempre por uma fase marcada pelo «posso, quero, e mando» e que se julgava poder mandar no mundo. Quer se designasse por narcisismo inicial ou por egocentrismo infantil o certo é que o fenómeno estava lá: a criança, apanhada pelos seus desejos, que ainda não sabe nomear, nem inscrever na relação que mantém com outrem, é tentada a levá-los à prática. O educador terá que o acompanhar, ensiná-lo a não reagir de imediato pela violência ou por uma fuga para diante, de forma a ganhar tempo para o interpelar, antecipando-se para o levar a reflectir e a metabolizar as suas pulsões, enfim, a construir a sua vontade. No fundo, trata-se de uma questão de pedagogia.


Não se sai da infância sozinho: há necessidade de se inscrever nas configurações sociais que dão sentido à espera e que permitem entrever nas inevitáveis frustrações as promessas de satisfações futuras. Questão nunca resolvida: a infância molda-nos na maturidade e a tentação é grande, em qualquer idade da vida, para abolir a alteridade e instalarmo-nos no trono da tirania.


Hoje a máquina social, toda ela, em vez de fornecer pontos de apoio à criança para se afastar da infantilidade, repercute até ao infinito o princípio que ela deveria justamente saber afastar-se: «As tuas pulsões são ordens». É assim que a pulsão de comprar se torna o motor do nosso desenvolvimento económico. A publicidade curto-circuita qualquer reflexão e exalta constantemente a passagem à acção imediata. A televisão move-se mais depressa que os telespectadores para ao agarrar mais ao ecrã e impedi-los de passar a outro canal. Os telemóveis reduzem as relações humanas à gestão da injunção imediata. Parece que tudo tende a murmurar ao ouvido do adolescente: « Agora, de imediato, a qualquer preço».


Não é de espantar que nestas condições a tarefa da educação se tornou mais espinhosa: os pais conhecem bem a quantidade de energia necessária a despender para contrariar as modas, as marcas, os estereótipos impostos pelas «rádios jovens» e que são replicados pelos restantes media. Os professores constatam no quotidiano quanto é difícil construir espaços de trabalho efectivo, que permita a concentração, a formação e a afirmação de si próprio e o empenhamento numa dada tarefa. Eles vêem os seus alunos a chegar às salas de aula com um telecomando ligado ao cérebro, todo um high-tech que dinamita literalmente os rituais escolares que eles tentam construir. A preocupação principal dos professores – e que os angustia – passou a ser o que poderá baixar a tensão para poder favorecer a atenção. E o mal-estar é visível: menos no nível que baixa do que na tensão que sobe.


Face a esta deriva da infantilidade, o pensamento mágico faz figura de salvador: restaurar a autoridade, mudar os métodos de leitura e aprender as quatro operações desde os primeiros anos são apresentados como os meios capazes de salvar a escola e a república! Triunfo da prescrição tecnocrática quando o que era preciso era criar obstinadamente as situações pedagógicas em que a criança e o jovem pudessem descobrir, na acção, que o prazer do instante é mortífero e que não há desejo possível senão na construção da temporalidade.


Perante esta modernidade que produz os meios da barbárie, o pensamento totalitário avança insidiosamente. Alimenta-se do medo e desenvolve-se sempre segundo a mesma lógica: identificar, o mais cedo possível, os desvios individuais, circunscrevê-los, isolá-los, medicalizar as «perturbações», classificar e criar tipologias de forma a separar os indivíduos para os sujeitar a uma lógica de serviço controlado por gabinetes privados. Trata-se assim de fazer triunfar uma normalização soft, plebiscitada pelo individualismo liberal, quando o que era preciso era misturar os destinos, pôr a circular a palavra, permitindo os sujeitos dedicarem-se a projectos improváveis, criar ocasiões e implicá-los na produção do colectivo.


Como a crise da escola não suscita os questionamentos fundamentais acaba-se sempre por se adoptar medidas técnicas limitadas. Trata-se, acima de tudo, da crise da educação que importa tratar colocando as questões que durante muito tempo ficaram escondidas: vamos continuar a considerar a criança como um mandante de compras, torná-los cativos da publicidade? Não será necessário levar mais a sério os media – em especial, o audiovisual – fazendo ver que a sua liberdade de expressão exerce-se numa democracia em simultâneo com o dever de educação? Não será preciso repensar a gestão de tempo da infância, aligeirando, pelo menos, parcialmente, a pressão avaliativa? Não será altura de relançar a educação popular para fazer face ao frenesim consumista em matéria de lazer e cultura? Não será indispensável apoiar a parentalidade, e tornar isso uma prioridade política, deixando de ver os pais em dificuldades como pouco menos que delinquentes ou doentes mentais?


Certamente que a escola terá um lugar nestes dispositivos: interrogando-se sobre a maneira de lutar contra as coagulações dos alunos que têm «aulas…, estruturando grupos de trabalho exigentes em que cada um tenha um lugar e não seja tentado a ocupar todo o espaço…, e articulando uma pedagogia da descoberta, que dá sentido aos saberes, com uma pedagogia do rigo qure permita a sua apropriação, desenvolvendo uma verdadeira educação artística, física e desportiva que ajuda cada qual a passar da gesticulação ao gesto…, vectorizando o tempo escolar por uma «pedagogia de obra-prima» de forma a que cada um possa inscrever-se num projecto e deixe de exigir tudo, de imediato, e a qualquer momento.


Todos os níveis da escola e todas as disciplinas escolares podem e devem implicar-se nesta empresa. Tal como todos os actores sociais. Imaginando e aplicando projectos educativos capazes de ser um contrapeso ao capricho globalizado. Mas ousando interrogar também, se a educação na democracia e o todo-poderoso mercado são coisas compatíveis. E quais as alternativas que podemos inventar para sair do impasse.

Comprar direitos de emitir CO2 para aliviar a sua consciência!!!?

No capitalismo até a boa-consciência ambiental se pode comprar ( e vender) !!!

Nota: Reproduzimos abaixo parcialmente um artigo da jornalista Mónica Bello publicado no jornal Vida Económica. Queremos, no entanto, frisar que o documentário («Uma verdade inconveniente») da personagem citada no texto é a todos os títulos louvável e que deve ser utilizado como ferramenta pedagógica para alertar todas as consciências relativamente ao aquecimento global provocado pela nossa civilização tecno-industrial.



A última moda nos EUA entre o comum dos mortais - e entre alguns não tão comuns como isso - é a compra de créditos “pessoais” de CO2 de modo a compensar as emissões dos automóveis privados, do aquecimento da casa ou das viagens aéreas de negócios ou férias. Al Gore, o campeão ambiental global dos nossos tempos, por exemplo, pode hoje dizer que é “neutral” em termos de emissões de dióxido de carbono para a atmosfera. A sua casa de Nashville parece que gasta dez vezes mais energia do que a média das moradias da região, mas o antigo vice-presidente de Clinton tem vindo a comprar créditos de CO2 junto de empresas que investem na luta contra o aquecimento global, anulando deste modo, diz ele, os malefícios das emissões de dióxido de carbono da família Gore.


Como quase tudo na América, aderir a esta nova tendência é simples e está acessível aos cidadãos de todo o mundo via internet. Basta clicar
www.terrapass.com, por exemplo, para começar a aliviar a consciência, enquanto continua a guiar um automóvel de grande cilindrada e muitos g/km de CO2 acima das novas quotas impostas pela União Europeia, por exemplo. Um simulador faz as contas às emissões de CO2 do carro, da casa e das viagens e ainda se podem vender os telemóveis antigos esquecidos na gaveta para abater no preço final desta espécie de “passe natural”.

Ideia de um professor ambientalista da Universidade da Pensilvânia, Karl Ulrich, que fundou a instituição em 2004 com 41 estudantes, TerraPass investe depois os fundos angariados em projectos destinados a reduzir as emissões globais de CO2. Entre os vários parceiros desta ideia brilhante está, por exemplo, a Ford Motor, que promove juntos dos clientes a compra de créditos de carbono. Nem sequer é caro. Por exemplo: Manuel Pinho, ministro da Economia, pagaria no máximo qualquer coisa como 60 euros por ano para livrar a consciência de CO2 e transformar-se num condutor “carbono-neutral” ao volante do seu Jaguar S 3.0.

Consultar:

Diagonal: um jornal com um ponto de vista diferente

http://www.diagonalperiodico.net/

A 31 de Março completam-se dois anos do jornal Diagonal, de língua castelhana, e que tem mantido uma periodicidade regular com uma nova edição em cada quinzena. Um objectivo difícil que tem sido ganho, mas que precisa sempre do nosso apoio, tanto mais que se trata de uma publicação que faz uma abordagem diferente da grande imprensa.



Nesse dia estão programadas várias actividades:


12:30h “Límites y perspectivas de la comunicación”Mesa redonda com a participacção de Indymedia Madrid, Diagonal, Gustavo Roig de Nodo 50, Rafa Cuesta de la Unión de Rádios, e Javier Bernabé, Director del Instituto de Periodismo Preventivo y Análisis Internacional, J.M. Martìn Medem, periodista de TVE



17:00h “El Diagonal que queremos”Encontro entre assinantes, colaboradores, grupos de apoyo e o colectivo editorial, para facer um balanço destos dois anos. Partilhar críticas e ilusões para garantir um ponto de vista diferente
Estes dois encontros realizam-se Embajadores 35, espacio social. Metro Lavapiés o Embajadores.




00:00 h. Festa na Sala Caracol con DJ Demagogia, celebramos ofinal do aniversario. Entrada 3 euros. C/ Bernardino Obregón 18. Metro Embajadores

29.3.07

A próxima bicicletada é já amanhã ( 30 de Março)


Próxima Bicicletada – 30 de Março

18h00 - Marquês de Pombal - (LISBOA

18h00 – Praça dos Leões (PORTO

Por favor Divulguem por todos os vossos contactos


A "Massa Crítica" pretende ser um movimento capaz de congregar todos os cidadãos inconformados com a supremacia automóvel, particularmente aqueles que tentam utilizar formas de deslocação ecológicas e saudáveis e se vêm ostracizados por políticas sistemáticas de discriminação, sendo o bem-estar ambiental e social preterido em função dos interesses económicos relacionados com os meios de transporte automóveis privados.


Assim, o objectivo primordial é juntar todos os cidadãos numa marcha de bicicletas, e outros meios de transporte não poluentes, com uma forte componente reivindicativa através de uma utilização das vias e ruas concebidas só a pensar nos automóveis, transmitindo uma mensagem pedagógica e exigir que as políticas de mobilidade sejam susceptíveis de criar condições cada vez mais vantajosas para a utilização dos transportes públicos e dos meios de deslocação ecológicos (bicicletas, patins, andar a pé). Este tipo de políticas existe já, com enorme sucesso e efeitos práticos extremamente positivos, nos países mais evoluídas da Europa.


A"Massa Crítica" insere-se num movimento mundial de reivindicação dos direitos dos cidadãos face ao despotismo do automóvel e às políticas ecologicamente subdesenvolvidas. Pretende, para além disso, ser o início de um movimento mais amplo e estruturado de activismo ecológico e social. A "Massa Crítica" não requer grande capacidade física (dado que é uma iniciativa de grupo e uma forte solidariedade entre todos os seus membros).


É aconselhável a utilização de capacete de ciclista, máscara anti-poluição e levar água. *Tragam cartazes, flyers, apitos, instrumentos (improvisados ou não),flores... *


Marcha global pela Marijuana no Porto ( a 5 de Maio)

Local de concentração e partida da Marcha Global na cidade do Porto: Praça do Marquês, 15 h. do dia 5 de Maio



A Marcha Global pela Marijuana Porto é uma iniciativa apartidária, sem fins lucrativos, fruto da sociedade cívil “activa” portuense que se insere num movimento mundial que pretende pôr fim ao proibicionismo do cânhamo/cannabis que, perante um consumo massificado, não produz resultados na diminuição do tráfico e menos ainda no acesso à informação. O Porto acolhe esta iniciativa pela primeira vez no dia 05 de Maio de 2007, estando programadas uma concentração na Praça do Marquês de Pombal pelas 15.00 para distribuição do Manifesto, seguida por uma parada com soundsystems pela Rua Santa Catarina finalizando na Praça da Batalha com animação.
No local da concentração, Praça do Marquês de Pombal, serão distribuídas máscaras para tod@s que tenham necessidade de manter oanonimato, por motivos profissionais ou familiares.
Ao longo dos mês de Abril será distribuída semanalmente uma fanzine chamada "porto cannabis", pelas ruas do Porto e nos locais habituais.





A cannabis sativa — popularmente conhecida por marijuana ou, na sua variedade concentrada, por haxixe — é a “droga leve” mais massificada mundialmente, estimando-se que o número dos seus consumidores ascende a 4% da população mundial, ou seja, cerca de 160 milhões de pessoas. Na Europa este número ronda os 24 milhões. No entanto, a grande maioria destas pessoas consome cannabis numa situação completamente ilegal, cometendo um crime que pode incorrer em pena de prisão, tanto no hemisfério Sul, onde o consumo está enraizado na cultura de determinados povos, como no hemisfério Norte, onde com a globalização das culturas se difundiu o seu uso recreativo e medicinal, sobretudo para aliviar dores e indisposição causadas por doenças crónicas e terminais como o HIV ou o cancro.
A desinformação reinante oculta as vantagens e desvantagens do consumo de marijuana e, ao subestimar a sua utilização medicinal, camufla a realidade da sua aceitação noutros tempos e sociedades. Originando o comércio de um produto agrícola injusto e mal remunerado para quem semeia e colhe marijuana, ao mesmo tempo que atinge, no momento da sua venda nos países onde foi ilegalizada, percentagens de lucro na ordem dos 500%.
Ao associar-se apenas negativamente o cânhamo/cannabis a um narcótico, despreza-se o seu aproveitamento industrial, (que em Portugal tem raízes seculares enquanto matéria prima) florestal e energético (como fonte de biomassa alternativa na presente situação calamitosa dos incêndios de Verão e promovendo ainda a auto-suficiência energética nacional).No panorama europeu impera o proibicionismo, apenas na Holanda, Suiça e Alemanha o consumo de marijuana é permitida chegando por vezes o Estado a assegurar a sua distribuição mediante prescrição médica.Em Portugal o consumo da cannabis foi descriminalizado em 2001. No entanto, continuamos longe daqueles países pois a perseguição policial aos consumidores mantém-se, e o risco de se ser tomado por traficante é grande uma vez que a quantidade pela qual se pode ser acusado de tráfico é mínima. Sendo ilegais a venda, transporte e o auto-cultivo de marijuana, como esperam as autoridades que o consumidor se abasteça sem estimular a prática do crime de tráfico, aquele que mais detidos envia para o sistema prisional? Como é possível justificar-se um consumo despenalizado da marijuana mas não se permitir a prática legal da venda dessa substância?Dado que a toxicodependência de drogas duras é um problema de saúde pública, urge a separação de mercados e o fim do mercado negro não taxado, criando à imagem da Holanda locais devidamente autorizados para a venda de drogas leves, apenas acessíveis aos maiores de 18 anos, que tal como qualquer outro estabelecimento comercial contribuam com os devidos impostos para o Estado, ao mesmo tempo que se garante o controlo da qualidade do produto vendido.
Marcha Global pela Marijuana Porto, uma iniciativa apartidária sem fins lucrativos fruto da sociedade civil portuense, insere-se num movimento mundial que pretende pôr fim ao proibicionismo do cânhamo/cannabis, o qual perante um consumo massificado, não produziu nem produz resultados na diminuição do tráfico e menos ainda no acesso à informação. Chegou a altura de terminar com a hipocrisia reinante, fazendo-se um amplo debate público sobre a legalização da marijuana de modo a respeitar-se o direito à escolha, com a participação activa dos órgãos políticos e da comunidade científica em geral.A Marcha Global Marijuana Porto manifesta-se pela * Legalidade do consumo recreativo da cannabis* Legalidade para o uso medicinal da cannabis* Legalidade para o autocultivo de uma planta que cresce livre na natureza
O Cânhamo (Cannabis ruderalis) é uma planta da família Cannabaceae, diferindo da Cannabis sativa e da Cannabis indica pelo baixo teor de um princípio activo conhecido como THC (tetrahidrocannabinol). Ou seja o cânhamo já é uma planta de cultivo legal numa das suas espécies, apenas desde 1987, um ano após a directiva europeia que impunha aos dois novos estados membros, Portugal e Espanha, directivas relativas à comercialização de determinadas sementes. O estado português nesse ano, quase sem dar nas vistas acabou com um proibicionismo de cinco décadas que impunha desde 1937, data da ilegalização total de todas as espécies de cannabis ditada pelos EUA. Cumpre-se este ano o vigésimo aniversário da primeira fase da legalização da cannabis (ruderalis, vulgo cânhamo), faltando agora a legalização das restantes duas espécies: cannabis sativa e cannabis índica.





global marijuana march

A Marcha Global pela Marijuana é um encontro anual que se realiza desde 1999. A ideia de uma marcha internacional começou com o encontro pró-legalização da cannábis que ocorreu nesse ano na cidade de Nova Iorque. Ocorre no 1º Sábado de Maio e junta pessoas, consumidores e não consumidores em todo o Mundo pela legalização da cannábis e do auto-cultivo para uso medicinal e recreativo. Nos primeiros 5 anos era apelidada de: Million Marijuana March; World Cannabis Day; Cannabis Liberation Day, mas a partir de 2005 com o crescimento do número de cidades aderentes em mais de 50 países foi adoptado o nome único de Marcha Global pela Marijuana.Um dos grandes organizadores desde 1999 é Dana Beal (http://en.wikipedia.org/wiki/Dana_Beal) , através do seu site Cures-Not-Wars.org ; outro dos principais organizadores é a revista Cannabis Culture Magazine.
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Estamos na era de procriação do jaguar!

Retirado de:
http://www.nu-sol.org/hypomnemata/hypomnemata82.html

Há quem separe anarquismo social de anarquismo como estilo de vida. Há os colectivistas e os individualistas; os revolucionários e os pacifistas. Há os rebeldes, insurgentes. A anarquia não se restringe a um conceito ou a uma contra-conduta. A contundente Emma Goldman alertou que na anarquia a sociedade está a serviço do homem e que esta se funda nas energias liberadas do indivíduo e na associação voluntária dos indivíduos libertados.

Os anarquistas compõem movimentos, sem reivindicar no seu interior um espaço delimitado ou o papel de hegemonia. Não sendo membros de partidos políticos, tão-pouco pretendem capturar os movimentos tornando-os reféns de uma organização. Sabem que os movimentos sociais libertários se refazem constantemente e que as pessoas, por não serem semelhantes, se modificam em velocidades e intensidades diferentes.


O movimento anarquista inventa mundos!

O anarquista corre riscos! Ele não é o alvo exclusivo das policias, forças armadas, direito penal, de inimigos medonhos e adversários que se renovam no interior da sociedade. Ele transgride por existir, por não se deixar capturar, por ser o anúncio do diferente que não será pacificado em nenhuma uniformidade. O anarquista não busca a certeza na autoridade superior, chame-se ela partido político, organização não-governamental, grupo de pressão, ou uma abstrata cooperação de singularidades; o anarquista não aceita a representação e recusa-se a representar! Os anarquistas associam-se livremente para experimentar liberdades, lidar com a supressão do insuportável e ultrapassar as paralisantes polémicas.

A potencialidade das liberdades depende dos costumes livres, da diversidade de realizações anárquicas, libertas de afinidades restritas à mesma ideologia, enfim de uma cultura amistosa desvencilhada dos castigos e voltada para objetos definidos. Depende do meu poder para existir; das minhas relações para permanecer inventando vidas. O fim da propriedade privada, estatal ou mista não depende de negociações, revoluções, mediações democráticas, mas de associações e suas actuações. A anarquia é social até mesmo quando pretende dissolver a sociedade; ela tem diversos estilos de vida.


As singularidades anarquistas não cooperam, mas associam-se federativamente.


Pessoas livres, pessoas associadas, associações de associações existem libertariamente quando evitam os modelos, actuam na sua época, e não abdicam das memórias das lutas, da história que se faz no momento. Não lidam mais com fronteiras. Questionam os iluminados, os proprietários de consciências esclarecedoras, os que declaram amar a humanidade e perpetuar a solidariedade na miséria. Pessoas libertárias, únicas, actuam nos limiares, na supressão de fronteiras, na ausência de universalidades, na amizade entre anarquistas preservando a coexistência na diferença, no combate à miséria material e intelectual. O anarquista liberta-se antes de libertar. Esta tem sido a sua história.

A história dimensionou as inquietações libertárias de Etienne de la Boétie e de Willian Godwin na Anarquia de Proudhon e no anarquismo bakunista. Este se desvencilhou da catequese de Sergei Nietcháiev e abriu-se em formação histórica com Kropotkin, em movimento interminável com Malatesta, no combate estratégico no interior da revolução russa com os makhnovistas. Inventou e revirou a Revolução Espanhola, os combates sindicais pelas Américas e avançou para o oriente. Surpreendeu os historiadores que tinham decretado a sua morte mostrando a sua jovial existência e transformou os esquerdistas socialistas arrependidos em académicos da anarquia social. Começou novamente a lidar com inquietações libertárias derivadas do Maio de 1968, percorrendo o seu eterno retorno e abalando a crença no social.

A anarquia não é um modelo, fórmula, efeito determinista ou produto da sequência linear da história. A anarquia é pessoal, associativa e é social. Não existe fora ou apartada da sociedade. Contudo, isso não quer dizer que ela tenha a tarefa de criar a nova sociedade. Neste caminho, substituir propriedade e Estado por posse e Sociedade, torna-se apenas uma inversão de termos. O anarquista restrito a condutas e contra-condutas acaba apanhado na rede das blindagens, nos pluralismos actuais da sociedade de controle, na globalização e nas alternativas à globalização, e acaba conformado na retórica de apóstolos da teoria da jaula!

Contra jaulas e aprisionamentos em teorias, independências, identidades, condutas, espaços e existências que tal experimentar abolir o castigo em si próprio, seguir pensamentos próprios? Não há estilo de vida que não seja social, mas há muito social sem estilo (fluxo onde se alojam os parasitas, os chupins, os ilustres camaleões).

Estamos na era de procriação do jaguar!

Tertúlia na BOESG sobre Anarquia e Abolicionismo Penal com Edson Passetti

Está marcada para o dia 13 de Abril (ás 21 h.) na BOESG (Rua das Janelas Verdes, em Lisboa) a realização de uma tertúlia sob o tema «Anarquia e Abolicionismo penal» com a participação de Edson Passetti.

Edson Passetti possui graduação em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1974), mestrado em Ciências Sociais/Política (1982), doutorado (1994) e livre-docência (2000) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Pesquisa e lecciona na área de Ciência Política, com ênfase em Teoria Política, abordando principalmente os seguintes temas: anarquismo, biopolitica, abolicionismo penal, Estado e amizade. É professor no Depto de Política e no Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP.
Coordena o Nu-Sol (Núcleo de Sociabilidade Libertária), realiza vídeos e é um dos editores da revista semestral autogestionária Verve (desde 2002).

http://www.nu-sol.org/

Estudo arrasa integração europeia de Portugal

Portugal continua entre os países da UE onde a distribuição da riqueza é mais desigual. O grupo social mais rico aufere seis vezes e meia mais do que o mais pobre.
Uns vivem muito bem e outros no limiar da pobreza.


Nos últimos seis anos "Portugal enfrentou grandes dificuldades. A situação económica deteriorou-se e as perspectivas continuam a ser negras". Esta é a análise feita por José Magone - director do Departamento de Política e Estudos Internacionais, da Universidade de Hull, Reino Unido -, num estudo publicado na na revista "Nação e Defesa" sobre a integração de Portugal na União Europeia (UE).Neste número dedicado aos 20 anos da entrada de Portugal na CEE, Magone refere que, como um garrafa, a pretensão de um Portugal europeu "está ainda metade vazio".



Pese embora as reformas na educação, os problemas continuam a ensombrar este sector e o mesmo se passa na Justiça e no sistema de saúde", refere. O docente acentua que estes três sectores são cruciais para a legitimidade da acção política, já que a apreciação dos sucessivos governos depende de terem sido capazes de criar mais igualdade social. E a avaliação é negativa.

“Portugal continua entre os países da UE onde a distribuição da riqueza é mais desigual", diz. O grupo social mais rico aufere seis vezes e meia mais do que o mais pobre. Uns vivem muito bem e outros no limiar da pobreza. "O que é acentuado pelos baixos níveis de ensino, de má saúde e exclusão social", explica.


O estudo prossegue de forma crítica. Diz que "um obstáculo à superação da pobreza é a falta de qualificações", sendo Portugal "o país com mais baixos níveis de qualificações, afectando a qualidade da economia, assente no trabalho intensivo e não nas novas tecnologias".


Um dos maiores problemas no ensino é a desistência no secundário. A principal razão é a frágil condição financeira da maioria das famílias. Muitos jovens abandonam a escola porque têm de trabalhar". Uma política governamental de apoio às famílias carenciadas poderia provavelmente ajudar a melhorar" esta realidade, afirma


Também "o sistema de Justiça continua muito ineficiente. Muitos recursos têm sido investidos, no número de juízes e no apoio judiciário, mas a noção dos portugueses sobre a actuação da Justiça é profundamente negativa."


Alguns aspectos a reter

Depois da reforma de 1988, "Portugal foi muito entusiasta" na aplicação dos fundos comunitários em infra-estruturas. No Quadro Comunitário de Apoio (2000-2006) 48,6% dos fundos, o equivalente a 42 biliões de euros, foram canalizados para Portugal 29,1% para o Estado e 22,3% para o sector privado


A elite política esteve muito preocupada em receber fundos, mas não em mudar a cultura empresarial do país. Segundo José Magone, os projectos de desenvolvimento regional também foram insuficientes, além da falta de envolvimento da sociedade civil. Os projectos tendem a a ser concretizados pela Administração Pública e os processos de consulta ainda estão muito no início".


Existe em Portugal um problema de centralização. "Portugal continua a ser, a par da Grécia, um dos países mais centralizadores da UE". Além disso, Magone afirma que os países do Leste europeu foram muito mais rápidos a descentralizar estruturas



"O domínio das duas maiores cidades - Lisboa e Porto -não conduz a uma organização territorial, mais democrática e civicamente activa.Pelo contrário, limita as possibilidades de decisão das regiões". Magone aborda ainda, neste artigo, o "anacronismo", de 75% dos cerca de 750 mil funcionários públicos continuarem colocados em Lisboa e no Porto.

Texto transcrito do Jornal de Notícias de hoje

Passeio de Burro por entre montes e vales do Nordeste Transmontano (30 de Março a 2 de Abril)

A AEPGA vai realizar entre os dias 30 de Março e 2 de Abril a IV Edição do passeio de burro "Por Tierras de l Rei" que terá início em Campo de Víboras, passará por diversas aldeias dos concelhos de Vimioso, Miranda do Douro e Mogadouro. No dia 31 de Março, a noite será animada pelo grupo de música tradicional Roncos do Diabo. Os músicos acompanharão a caminhada desde Campo de Víboras a Vale de Algoso, Algoso e os participantes mais aventureiros podem seguir caminho até à aldeia de Atenor para noite final de animação com gaiteiros.



PROGRAMA:
Por Tierras de l Rei (Campo de Víboas - Valde de Algoso - Algoso - Atenor)
De 30 de Março a 2 de Abril


Dia 30 de Março (sexta-feira)
21h00 - Recepção dos participantes com Arraial Tradicional com Bombos e Gaiteiros em Vale de Algoso.


Dia 31 de Março (sábado)
09h00 – Concentração em Vale de Algoso e transporte dos participantes até Campo de Víboras 09h30 – Mata-bicho em Vale Algoso10h00 – Início do percurso
13h30 – Almoço campestre em Campo de Víboras.
16h00 – Regresso a Vale de Algoso
18h00 – Animação com o grupo de Pauliteiros
19h30 - Jantar em Vale de Algoso
21h00 – Arraial Tradicional com o grupo de Gaiteiros Roncos do Diabo


Dia 01 de Abril (Domingo) 1
1h00 – Mata-bicho em Vale de Algoso
10h00 – Vale de Algoso - Algoso
13h00 – Almoço campestre no Castelo de Algoso
15h00 – Passeio em direcção à Ribeira do Angueira
19h30 – Jantar em Algoso
21h30 – Baile Medieval com gaiteiros tradicionais


Dia 02 de Abril (Segunda-feira)
09h00 - Mata-Bicho em Algoso
10h00 - Partida em direcção a Atenor
13h00 - Almoço Campestre
17h00 - Chegada a Atenor
19h30 - Jantar tradicional
21h30 - Arraial Tradicional

Inscrição: Deve preencher on-line a Ficha de Inscrição.

A inscrição para os 3 dias, inclui: participação em todo o evento, pequenos-almoços, almoços e jantares dos dias 31, 1 e 2 de Abril, navalha típica, caderno informativo sobre o evento e percurso a realizar.
Há a possibilidade de participação, em apenas 1 ou 2 dias do passeio, conforme tabela em anexo.

INSCRIÇÕES:

Mais informações:

Círculo da felicidade

Numa época em que dar as mãos já não é suficiente ... unamos os pés, pode ser que resulte ! ! !

Obrigado ao Hugo pela foto e mensagem.

28.3.07

Anti-fascistas vencem as eleições na Faculdade de Letras de Lisboa

As eleições, ontem realizadas, para a associação de estudantes da Faculdade de Letras de Lisboa, onde ultimamente se tem vindo a notar uma estranha movimentação dos grupelhos ligados à extrema-direita, e que incluiu inclusivamente a apresentação de uma lista conotada com esse sector político, deram uma estrondosa derrota para os sequazes de Salazar e Mussolini. A lista X ( de extrema-direita) recolheu 81 votos ao passo que a lista U, anti-fascista, contou com 818 votos, saindo vitoriosa.

Viva quem muda sem ter medo do escuro
Está, entretanto, marcada para amanhã ( dia 29 de Março) uma sessão-debate sob o título «Viva quem muda sem ter medo do escuro» com a participação de Eduarda Dionísio (antiga aluna da FLUL), José Mário Branco (músico, aluno da FLUL) e a Associação SOS Racismo ( o debate realiza-se às 15h30m, dia 29 de Março, no Bar da Esplanada, Faculdade de Letras de Lisboa)

Entretanto reproduz-se um Manifesto que esteve a circular na referida faculdade e com o título «Por uma escola livre e sem racismo»



MANIFESTO - Por uma escola livre e sem racismo


(A todos os Estudantes, Funcionários e Professores)



A Faculdade de Letras tem um passado de luta pela liberdade, contra a opressão, a discriminação e a ignorância que não pode ser esquecido. Desde a luta contra o fascismo em tempos de ditadura ao activo movimento estudantil por uma escola aberta a todos, a faculdade marcou a sua presença. Ao longo da História, estudantes, professores e funcionários manifestaram-se contra as guerras, as desigualdades, o racismo, a xenofobia, o fechamento e a intolerância, existentes dentro e fora da escola.


A nossa faculdade sempre soube olhar para fora, sempre soube que através do conhecimento se combatem preconceitos mais obscuros e absurdos da nossa sociedade. A Faculdade de Letras é isso mesmo, a experiência do ensino, do conhecimento e da partilha da diversidade cultural, expressão da humanidade. É o espaço onde tem lugar o estudos das várias Línguas, das diversas Culturas, das Artes e das relações que mantêm entre si, da discussão, da crítica e do pensar, da análise da História, das pessoas e dos lugares. Aqui conquista-se o espaço para a diversidade e para um mundo mais justo, livre e consciente.


Não podemos, portanto, assistir passivamente às discriminações racistas e a tentativas de intimidação de que têm sido alvo estudantes dentro da faculdade ou a folclóricas mas preocupantes manifestações neonazis como a que assistimos na passada quinta-feira, dia 15 de Março, dentro do nosso espaço escolar. Não podemos compactuar com ideias fascistas e discriminatórias, fechando os olhos às ameaças de violência e ao mal-estar vivido pelos nossos colegas no dia-a-dia da faculdade. Só a ignorância, o conformismo, a passividade e o vazio cultural deixam espaço à intolerância e favorecem a cultura do medo e os novos obscurantismos.A liberdade de expressão é inconciliável com a discriminação e a apologia da desigualdade. É por isso que este espaço, que é nosso e é de todos, foi, tem de ser e será um espaço de liberdade e respeito, desde os bares aos corredores, passando pelas salas de aula, centros de investigação e bibliotecas, bem como todos os lugares em que decorre a vida associativa, departamental e institucional desta faculdade.


Todos nós, que estudamos e trabalhamos aqui e aqui vivemos e convivemos, mulheres e homens de diferentes idades, nacionalidades e cores, podemos e devemos tornar a Faculdade de Letras um lugar sem racismo e sem discriminação, um espaço realmente aberto a todos, onde todos possam estudar e trabalhar em liberdade


Fonte:
http://livrodeestilo.blogspot.com/index.html


Consultar ainda:


26.3.07

As ilações a retirar do percurso académico do Sr. Sócrates…

Perante as notícias sobre a estranha licenciatura do Primeiro-Ministro português, e que foram bem investigadas numa das últimas edições do jornal Público, já se percebe melhor qual é a política de educação do actual Governo:


1. Como ele fez três cadeiras que não tinham à data professores, conclui-se que os professores são perfeitamente dispensáveis. Ou seja, não há necessidade de professores no ensino. Acabe-se, portanto, com eles.


2. Como estas três cadeiras também não existiam na época na Universidade Independente (onde o Sr. Sócrates tentou finalizar a licenciatura em engenharia), quer isso dizer que não há necessidade de currículos e programas. Acabe-se então com os currículos, programas e demais papelada, qual antevisão profética do tão afamado simplex administrativo



3. Como para atestar o certificado de habilitações do Primeiro-Ministro Socrates, bastou a assinatura do Reitor e da filha do Reitor, significa isso que não há necessidade de estabelecimento algum de ensino. Duas pessoas podem facilmente pôr a funcionar uma escola e até uma Universidade. Acabem-se assim, pois, com as escolas púbicas.


Em suma: o que está agora mesmo a dar são as tais Universidades ditas independentes onde são preparados os futuros membros das elites nacionais, prontos para todo o serviço.
Dentro delas germinam os políticos e líderes empresariais da nossa «choldra». Como o Sr. Sócrates!

Manifestação de solidariedade para com UNGDOMSHUSET ( dia 29, às 14h) em Lisboa


A Comunidade livre de Christiania em Copenhaga está também em perigo de ser desmantelada e destruída!


Depois do despejo e demolição do centro juvenil Ungdomshuset em Copenhaga que se situava no mesmo edifício onde Clara Zetkin, no início do séc. XX, num congresso de mulheres trabalhadoras, proclamou o dia 8 de Maio como dia mundial da mulher, a repressão e a sanha do governo direitista dinamarquês contra os movimentos alternativos não parou e tem vindo a acentuar-se ao ponto de se pensar que querem, desta vez, destruir a histórica comunidade de Christiania, uma comunidade livre que persiste ao longo das últimas décadas apesar de todos os problemas e dificuldades. Pois é essa mesma comunidade que se arrisca a ser o próximo alvo da odienta política social do governo dinamarquês pró-Bush ( a Dinamarca continua a ter as suas tropas no Iraque dentro da coligação militar ocupante sob comando norte-americano).

Para além disso continuam as detenções e perseguições a muitos jovens e activistas que defenderam o histórico Umgdomshuset sem o mínimo respeito pelos seus direitos pessoais. Não contentes com isso as forças repressivas invadem abusivamente as sedes e outros locais associativos numa fúria repressiva que não se via há muito tempo naquele país.

Desencadeou-se entretanto uma onda de solidariedade por toda a Europa a favor dos jovens e activistas que têm sido vítimas da repressão. Manifestações, vigílias, concentrações e ocupações de embaixadas e consulados têm sido realizadas com vista a chamar a atenção para o clima anti-social que se vive actualmente hoje na Dinamarca e que se abateu sobre a cena alternativa de Copenhaga.

Em Lisboa foi convocada para a próxima 5ª feira (dia 29 de Março) pelas 14 h. uma manifestação de solidariedade para com a UNGDOMSHUSET em frente à Embaixada da Dinamarca


PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DE ASSOCIAÇÃO
PELA LIBERTAÇÃO DE TODOS OS PRESOS POLÍTICOS
FIM ÀS PERSEGUIÇÕES E DETENÇÕES ARBITRÁRIAS

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