27.9.06

A música sob alta vigilância ( a propósito de Fernando Lopes-Graça)



É a voz do Portugal moderno. Conhecia profundamente as obras-primas de Debussy ou de Stravinsky, mas bebeu a sua inspiração nas canções populares portuguesas. Penou para ganhar a vida como músico, mas é o autor de uma das obras mais vastas de toda a música do século XX. Acumulou prémios e distinções por essas obras, mas jamais foi oficialmente reconhecido como digno de exercer o seu ofício durante o Estado Novo. Poderia ter forjado uma carreira fulgurante em França, ou nos Estados Unidos, se tivesse escolhido o exílio, como Prokofiev; ao invés, partiu para o combate com a sua caneta e o seu papel pautado, os seus artigos e a sua música, ao lado dos grupos antifascistas, durante quase meio século.

Totalmente empenhado, social e politicamente, colocou-se no entanto sempreà margem de quaisquer dogmas. Ferozmente independente, preso por diversas vezes pela polícia política de Salazar (a PIDE), manteve-se ainda assim o espírito mais livre do mundo artístico da sua época. Fernando Lopes-Graça completaria 100 anos em 17 de Dezembro de 2006.

Música, Revolução e Liberdade

1906 foi, ao mesmo tempo, o ano do nascimento do titã Chostakovitch em São Petersburgo, e o ano da publicação das vinte primeiras canções populares harmonizadas por Béla Bartók. Se a obra do compositor soviético é imensa, a de Lopes- Graça exprimir-se-á igualmente em todos os domínios da música. O nacionalismo musical de Béla Bartók será o modelo a partir do qual desenvolverá o seu próprio caminho enquanto compositor português: é como que um duplo prelúdio simbólico da vinda ao mundo de Fernando Lopes-Graça na pequena cidade de Tomar, onde a luz é "o monumento [que] completa a paisagem; a paisagemé o quadro digno do monumento; e a luzé o elemento transfigurador e glorificador da união quase consubstancial da Natureza com a Arte".

Depois da estreia como pianista no cine-teatro da sua cidade natal, Lopes- Graça entra para o curso superior do Conservatório Nacional de Lisboa em 1923, nas classes de gloriosos antecessores: Tomás Borba e Luís de Freitas Branco, e em 1927 foi admitido no curso de virtuosidade do grande José Viana da Mota. Em 1928, a personalidade de Lopes-Graça entra em cena: interpreta a sua primeira obra, intitulada Variações Sobre um Tema Popular Português, e inicia as primeiras acções de resistência política em Tomar, ao fundar o jornal A Acção. Pagará caro o pertencer à Organização Comunista de Tomar. Depois de obter as mais altas classificações e prémios no Conservatório, é impedido de comparecer no dia do concurso ao posto de professor. Em 27 de Outubro de 1931, o compositor Luís de Freitas Branco anota no seu diário: "A cena que se passou no Conservatório é grave e sintomática: dois agentes da polícia quiseram levar preso o candidato a concurso para a cadeira de Piano, Fernando Lopes-Graça. A prisão era motivada por inscrições nas paredes da cidade de Tomar, de que Fernando Lopes- Graça teria sido autor e instigador, e que significavam pouco amor à ditadura. O júri protestou, impôs-se à polícia, o candidato prestou as suas provas, seguiu preso para Santarém mas ficou classificado em primeiro lugar com 18 valores".

Fernando Lopes-Graça é encarcerado no Aljube e colocado durante algum tempo em residência vigiada em Alpiarça, onde escreve: "Revolução e Liberdade são sinónimos, são equivalentes. São leis imutáveis gravadas na face do Cosmo, eternas e divinas como ele".

Resistir pela música e pela escrita

A resistência de Lopes-Graça ao regime político não passa somente pela música mas também pela escrita; é um defensor convicto do modernismo estético, contrastando assim com o status quo então em vigor. Em 1929, funda a revista De Música, com Pedro do Prado, na qual colaboram outros compositores, como Armando José Fernandes (também nascido em 1906) e Jorge Croner de Vasconcelos. Dá diversas primeiras audições em Portugal de obras de autores tão importantes como Hindemith ou Schoenberg, frequenta a Faculdade de Letras, e escreve ainda na revista Presença ao lado de poetas vanguardistas portugueses.

Não obstante as suas extraordinárias capacidades de compositor, ensaísta e pianista, o regime não lhe permite aproveitar uma bolsa, obtida em 1934, para estudar musicologia em Paris. Imperturbável, e depois de ter sido de novo preso em 1936, Lopes-Graça irá em 1937, eàs suas próprias custas, estudar com Charles Koechlin em Paris (composição e orquestração). Na Cidade Luz participa das actividades culturais da Frente Popular e escreve uma série de crónicas musicais parisienses para a revista Portugal. A Segunda Guerra Mundial rebenta, Lopes-Graça alista-se no corpo de voluntários Amis de la République Française e colabora com numerosos exilados da guerra civil espanhola, mas recusa uma proposta de naturalização francesa e regressa a Lisboa para escapar às botarras nazis.


Em Portugal continua a escrever o que pensa, nomeadamente como crítico musical de O Diabo e da Seara Nova. Em 1941, as suas opiniões valem-lhe ser impedido de ensinar nos estabelecimentos oficiais: doravante continuará incansavelmente o seu labor pedagógico, musical e político no seio da Academia de Amadores de Música. No Século Ilustrado escreve: "A Academia é o meu lar musical. (...). Como artista, mas sobretudo como pedagogo, aqui me realizei na medida em que me foi vedado realizar-me noutros sectores".
Organiza o Coro da Academia de Amadores de Música e compõe as Canções Heróicas, afirmando assim o seu amor pelo Povo e a constância da sua trajectória artística. Estas Canções, que ele apelidava de "utilitárias", serviram directamenteà militância política pela causa democrática e resistência antifascista. As primeiras publicações das Heróicas, na Seara Nova em 1946, serão proibidas pela censura, que impedia ainda que os poemas fossem ouvidos e cantados em espectáculos ou sessões públicas.

Mesmo assim, e paralelamente a estas obras politicamente empenhadas, o seu notável trabalho de criador moderno e visionário é recompensado por quatro vezes com o Prémio de Composição do Círculo de Cultura Musical, nomeadamente em 1944, com a História Trágico-Marítima, grande cantata para tenor e orquestra sobre um poema de Miguel Torga, testemunho evidente das escolhas temáticas de Lopes-Graça, firmemente ancoradas na História de Portugal. Funda ainda a Sociedade de Concertos Sonata, orientada para a difusão da música do século XX, cujos concertos eram vigiados de muito perto pela PIDE, encarregada, por exemplo (quando de um concerto em 1951), de identificar os espectadores que se distinguissem no meio da multidão por aplausos considerados demasiado "excessivos"...

O reconhecimento internacional

Entre dias de luta e prisões políticas, Lopes-Graça é, porém, cada vez mais conhecido fora de Portugal: participa nos congressos de intelectuais na Polónia e na Checoslováquia, mas guarda sempre devidas distâncias em relação às posições estético- ideológicas do 2.° Congresso dos Compositores Progressistas de Praga, e dos regimes comunistas em geral.



É, em 1947, que empreende o seu trabalho pioneiro em prol da identidade da música portuguesa do século XX: a recolha científica dos cantares e músicas tradicionais do país, realizada com o francês (de origem corsa) Michel Giacometti, trabalho que resulta, em finais dos anos 50, num volume impressionante de gravações classificadas e analisadas, que cobrem todo o território nacional, incluindo as ilhas da Madeira e Açores. Estas músicas, já estudadas por Lopes-Graça desde 1938, à época das suas primeiras harmonizações de canções populares, permanecerão vivas em toda a comunidade rural do país, e são a essência da sua linguagem musical tão pessoal.
Mau grado a riqueza deste trabalho imenso, essencial para a música portuguesa (como o foi o de Béla Bartók para a música da Hungria), Lopes-Graça nãoé autorizado a deslocar-se ao júri do Concurso Internacional Béla Bartók, de Budapeste, que o havia convidado em 1949.É o seguimento de um plano de isolamento engendrado pelo regime, afim de evitar que o compositor alargasse os seus contactos internacionais. Nesta lógica fascista, a sua correspondência em 1965 com o violoncelista Mstislav Rostropovitch, que lhe havia encomendado o Concerto da Camera con Violoncello Obligatto, será sistematicamente boicotada pela PIDE. O Ministro da Educação Nacional obriga-o a abandonar em 1954 o seu diploma de ensino privado: é forçado a deixar a Academia de Amadores de Música e a fazer traduções (Rousseau, Romain Rolland…), tentando sobreviver a todo o custo.

Sem descanso, continua porém a bater- se pela identidade musical do seu país: compõe e harmoniza com uma fé inabalável na liberdade futura. Da sua mão nascem sucessivamente as Viagens na Minha Terra (1953), as Melodias Rústicas Portuguesas (1956), a 5ª série das Canções Populares Portuguesas (1959), e os 24 cadernos das Canções Regionais Portuguesas, que abrangem os anos entre 1943 e 1988…
Um símbolo: em 1960, para as comemorações do 50.º aniversário da República, não hesita em editar o segundo volume das Canções Heróicas, que é vendido clandestinamente! Lopes-Graça declara:"Poderia dizer-lhes enfim, como além de uma Arte a considero [a Música] uma Religião, a minha única religião (...) e como visiono uma única Religião do Futuro, a única Religião de uma Humanidade Livre, Justa e Sábia".

A voz do povo na música erudita

Somente a seguir ao 25 de Abril de 1974 poderá Fernando Lopes-Graça viver livremente da sua música, como compositor; viver vinte anos de uma liberdade há tanto esperada… Membro do Partido Comunista até à morte, quis "fazer entrar a voz do povo na música erudita" e fazer esta chegar a franjas da sociedade onde normalmente não chegava. Criador de um"folclore imaginário", segundo a expressão francesa associada a Bartók, Lopes- Graça é também autor de livros essenciais no plano da reflexão estético-musicológica, nos quais confronta a vitalidade da poesia portuguesa e a falta de identidade da música portuguesa. Fará a apologia da canção (lied) composta sobre textos dos maiores poetas nacionais de todas as épocas: Eugénio de Andrade, Gil Vicente, Bocage, Camões, Mário Cesariny, Fernando Pessoa, João José Cochofel, Antero de Quental…

A sua obra vocal/coral é gigantesca, e conta - somente obras "a cappella" - 228 canções escritas de 1940 a 1980! Segundo o compositor francês Louis Saguer, seu grande amigo, a música de Fernando Lopes-Graça é de uma grande multiplicidade de técnicas e estilos: "da tonalidade mais clássica ao atonalismo mais marcante, repleta das ricas polifonias da música regional portuguesa e alimentada por um vasto tesouro constituído pelas obras-primas do mundo inteiro. A sua pesquisa expande-se em todas as direcções, sempre na certeza de encontrar a síntese necessária à sua expressão como músico e cidadão". O compositor, falecido em 27 de Novembro de 1994, deixará atrás de si um monumento de mais de 260 obras.

Antes dele, a música portuguesa não possuía uma continuidade histórica, nenhum compositor podia reclamar a sua música como resultado do processo evolutivo de um pensamento musical português. Músico mítico com mil facetas, carregando nele todas as particularidades, sofrimentos e esperanças do povo português, Fernando Lopes-Graça traçou magistralmente a via para a identidade dos compositores de hoje. A porta da sua casa na Parede estava sempre aberta aos jovens apaixonados pela música, como testemunha Sérgio Azevedo, um dos mais brilhantes compositores actuais.


A admiração por Beethoven e Bartók fez nascer nele essa extrema exigência em relação a si próprio e também em relação aos outros, e à sociedade que viu nascer a sua música. Cumulado de honras logo a seguir à Revolução, foi reintegrado nas funções de director da Academia de Amadores de Música e nomeado presidente da Comissão para a Reforma do Ensino Musical. Foram inúmeras as inevitáveis e múltiplas condecorações que então recebeu. Encomendado pela Secretaria de Estado da Cultura, o Requiem - Pelas Vítimas do Fascismo em Portugal é estreado a 27 de Julho de 1981. Entre os cantores solistas nesse dia memorável, uma amiga de sempre: a contralto Dulce Cabrita, maravilhosa intérprete da sua música, como o serão também ao longo de toda a sua vida, fiéis na arte e a seu lado na luta, o escritor João José Cochofel, o guitarista Piñero Nagy, o barítono Fernando Serafim, os pianistas Filipe de Sousa, Olga Prats, Nella Maissa e, sobretudo, Maria da Graça Amado da Cunha (criadora de um número considerável de obras, cujo touché sensível era a autoridade, a inteligência mesmo) e tantos outros que, ao escolherem interpretar a música de Fernando Lopes-Graça, correram riscos por lutar, quer pela liberdade, quer por servir a obra de um compositor hoje em dia essencial à História da Música do século XX.

Bruno Belthoise* (músico e compositor), texto traduzido por Sérgio Azevedo
retirado de:
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PIB e Felicidade Interna Bruta



Considera-se que os países mais desenvolvidos são os que têm o PIB (Produto Interno Bruto) mais elevado. Compreende-se. O PIB per capita diz respeito a um conjunto de bens materiais teoricamente dividido pelos habitantes de cada país. Esses bens não são de facto divididos por todos: isso seria uma desgraça.

Vejamos: comparemos o PIB a uma macieira carregada de maçãs; para determinar o valor do PIB, basta dividir o número de maçãs da macieira pelo número de comensais legítimos, digamos, 200 maçãs por dez habitantes da quinta daria 10 para cada um.
Mas, na realidade, 150 maçãs vão para o dono da macieira e as outras 50 são distribuídas pelas restantes 9 pessoas da quinta; esta distribuição das 200 maçãs seria feita do seguinte modo:
· 150 para o dono da macieira, como já disse
· 20 para o feitor da quinta
· 10 para o ajudante do feitor
· 5 para o ajudante do ajudante do feitor
· 5 para a mulher do feitor
· 3 para a mulher do ajudante do feitor
· 2 para a mulher do ajudante do ajudante do feitor
· 4 para o camponês mais submisso
· 1 para a mulher do camponês
· 0 para o outro camponês que, se quiser comer maçãs, tem de pedir emprestado.


No entanto, dir-se-á com toda a justiça que essa quinta terá um PIB, e portanto um desenvolvimento, maior e melhor do que o de uma outra que só tenha 180 maçãs e o mesmo número de habitantes.
O facto de haver gente que fica com quase nada dessa riqueza e até gente que fica com rigorosamente nada, a não ser ficar em dívida e ter de agradecer ainda por cima, não interessa para nada.
O PIB não é para levar a sério, não é para dizer como é que a riqueza de um povo se distribui realmente; O PIB per capita é uma conta de dividir que serve para, nas eleições, garantir que o país vai ficar rico, embora o povo continue tão pobre como estava antes. Ao povo será dada a enorme satisfação de viver num país rico que, assim terá todas as condições para ganhar o Campeonato Mundial de Futebol. Portanto, ao povo compete escolher o Primeiro Ministro mais capaz de conseguir estes objectivos. Se os objectivos não forem alcançados, a culpa é do povo que escolheu mal. Nas eleições seguintes, alguém se encarregará de explicar tim tim por tim como é que o povo deve fazer desta vez. Felizmente, as coisas são assim mesmo, e quem não estiver contente com o que tem é porque nem aquilo que tem merece ter.

Vejamos um exemplo concreto: os trabalhadores portugueses, segundo os relatórios internacionais, são daqueles que mais horas trabalham, mas são dos menos produtivos a nível dos países ocidentais.
Como pode acontecer uma coisa destas? Será que quem forneceu os dados aos relatores decidiu aldrabar as coisas? De forma nenhuma. As contas são feitas com todo o requinte, e não é fácil aldrabar gente tão inteligente, isto é, gente que até trabalhando menos consegue produzir mais.
Eu explico, para que todos percebam a superior inteligência dos senhores que fazem esses relatórios: suponhamos que o total da riqueza produzida num país é medida em pregos; poderíamos pensar, nós, os pouco produtivos, que quanto mais pregos fossem produzidos mais riqueza haveria nesse país, mas não, não é assim.
A cada prego é dado um valor (a tal riqueza): em Portugal, um prego, por exemplo, vale 1 cêntimo (deveria dizer-se um centavo, mas a vida é assim mesmo, quem manda, manda e até pode exigir uma palavra nova para dizer uma coisa velha); num outro país, com o mesmo número de trabalhadores, cada prego vale 2 cêntimos.
Resultado: os trabalhadores portugueses teriam de produzir o dobro dos pregos para serem tão produtivos como os do outro país que nos serve de comparação.

Digam lá: isto não é saber muito? Assim é que está bem.

E agora, com toda a imparcialidade, tentemos verificar de quem é a culpa de os pregos valerem menos em Portugal. Não é preciso pensar muito: é dos trabalhadores que, se fossem mais produtivos, conseguiriam valorizar mais a produção de pregos.
Como produzem pouco, os pregos não valem um chavo. Querem o quê? Milagres?
Há no entanto um fulano, cujo nome não lembro agora, que propõe que os países adoptem um outro tipo de medida do desenvolvimento, em alternativa ao PIB. Propõe nem mais nem menos do que a FIB (Felicidade Interna Bruta). O que é que este sujeito queria? Revolucionar as coisas.
Vejamos como.. O que ele queria era que se medisse a riqueza efectivamente distribuída por todos, deixando-se de fazer a tal operação de dividir abstracta e, por isso, tão exacta que permite apurar as coisas à milionésima das partes a dividir, isto é:
-medir as condições de acolhimento dos idosos: quantos beneficiam de boas condições de vida
-fazer o mesmo com as crianças e
-enfim com toda a gente
-subtrair a pobreza ao valor apurado, etc... coisas destas.
Está-se mesmo a ver aonde isto nos levava. Toda a gente ia querer viver bem.
E isso não pode ser, como se está também a ver…

Retirado de:

http://sobreabanalidade.blogspotcom

Portugal tem 3ª maior densidade automóvel da União Europeia


O automóvel é uma droga dura...
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O automóvel é o meio utilizado em mais de 85% dos quilómetros feitos nas deslocações dos portugueses e o país está entre os três países com maior densidade de automóveis (quase 600 por 1.000 habitantes), mais de um carro por cada dois residentes, atrás do Luxemburgo e da Itália.
Os números constam de um relatório divulgado pelo Eurostat sobre a evolução dos meios de transportes utilizados na União Europeia, o qual sublinha que entre 1990 e 2004 a utilização do automóvel para deslocações aumentou 38% na UE a Vinte cinco. A incidência de utilização de carro próprio nas deslocações diárias em Portugal não é muito superior à média da UE (83%).
A generalidade dos países está acima de 70%, com excepção da Hungria, onde a percentagem de utilização do automóvel (em relação a outros meios de transporte) é 59%.
O estudo refere que, em 2002, o parque automóvel nacional totalizava cerca de 5,79 milhões de ligeiros de passageiros. Comparando o stock entre os anos 1990 e 2004, o parque nacional registou um crescimento superior a 130%, o ritmo mais elevado dos Quinze e o terceiro mais forte de toda a UE-25. Do total de km percorridos/habitante o autocarro foi a opção para menos de 10% da distância, enquanto o comboio foi o modo de transporte utilizado em menos de 5% das deslocações. Ainda para Portugal, o total de quilómetros (km) percorridos por pessoa (em automóvel) superou os 9.320 km, em 2003, para uma distância média diária de 29,9 km.
O relatório, divulgado no âmbito da semana da Mobilidade (Dia Europeu sem carros celebra-se a 22 de Setembro), indica que a distância total percorrida nas deslocações dos europeus aumentou 14% entre 1995 e 2003, devido a maior utilização de carro próprio e de ouros modos de transporte (metro e eléctrico).
Em 2004, indica o gabinete europeu de estatística, 20% de todo o parque automóvel da UE estava registado na Alemanha (45 milhões de veículos), enquanto a Itália detinha 35% dos motociclos (nove milhões de unidades).
Comparando recursos em outros meios de transporte, a República Checa é a campeã em termos de rede ferroviária, com uma densidade de 122 metros por cada km2 do território, mais do dobro da média europeia (55 metros/km2).


Bento XVI: o cruzado

retirado de:

O papa Bento XVI, homem de fino trato e de ilimitado bom senso, para além de infalível, resolveu dizer na Alemanha que Maomé impôs o Islão a golpes de espada. Sua santidade não o disse directamente, limitou-se a citar um imperador bizantino. Numa altura em que Bush e seus sequazes querem convencer o mundo de que está em curso uma guerra religiosa e um choque de civilizações, o infalível chefe da Igreja de Roma deu uma ajuda aos falcões de Washington e incendiou o mundo islâmico, desde o Paquistão até Marrocos. Que os belicistas americanos queiram levar o terror a todo o mundo, compreende-se, eles precisam de vender armas e munições. Precisam de sacar petróleo a todo o custo para olearem bem as peças do american way of life. Mas Bento XVI, chefe de uma igreja que carrega às costas milhões de mortos em nome de Deus, podia estar discretamente calado ou a rezar baixinho. As vítimas das Cruzadas merecem o seu recato. As vítimas da Inquisição exigem o seu bom-senso. A escravatura, benzida pela sua Igreja e justificada pela dilatação da Fé em África, na Ásia e na América Latina é uma mancha tão vergonhosa da Humanidade que Bento XVI, antes de atirar pedras aos telhados dos outros, devia antes refazer o telhado esburacado da sua casa. No mínimo.

20.9.06

Agradecimentos e um convite/desafio aos nossos amigos

Queremos aqui agradecer as recentes referências ao Pimenta Negra de vários amigos, desde logo do Ondas3, mas também do autor do blog da editora Deriva ( Deriva das palavras) , da Fenixarte ( e autora de literatura infantil), do autor da Arquitectura das palavras( que tenho vindo a acompanhar com redobrado interesse), e da CitizenMary

Não queremos também deixar de notar que o número de links recíprocos tem vindo a aumentar, dos quais se destaca o da editora Afrodite, e da Livraria Letra Livre ( em Lisboa), e cuja recente abertura é bem um exemplo de que nem tudo vai mal no reino da Dinamarca.
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Aproveitava também a ocasião para lançar um desafio/convite a todos os nossos amigos e companheiros - e que é também a manifestação de um desejo pessoal - de a breve prazo podermos organizar um encontro informal entre todos o bloggers que de alguma forma tenham afinidades para com as lutas ecológicas e as causas sociais, simpatizem ou não com os ideais libertários.
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O encontro poder-se-ia realizar num fim de semana num parque de campismo da região centro ( ou numa pousada da juventude) e serviria para uma confraternização amigável e bem disposta entre todos.
Serviria também para demonstrarmos que não somos emigrantes do cyberespaço e que prezamos muito a vida real e o convívio social entre amigos e companheiros na luta pela natureza, pela justiça e por um outro modo de relacionamento social, mais solidário e universalista.
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Trata-se agora de ver a receptividade a uma iniciativa deste género
Gostaria muito de contar com o interesse de todos.

Os próximos encontros no Centro de Cultura anarquista Gonçalves Correia ( em Aljustrel) começam já no próximo dia 23 de Setembro

Em Aljustrel, no Centro de Cultura anarquista Gonçalves Correia ( situado na Rua Antero, em Aljustrel) e com o apartado 76, 7600 Aljustrel, vão ter lugar nos próximos meses alguns encontros sobre temas de luta e resistência.

O primeiro encontro realiza-se já no próximo dia 23 de Setembro e vai incidir sobre «Espaços autogestionados e projectos autónomos», e onde vão estar presente alguns companheiros do CCL (Almada); Zaragata (Setúbal); Terra Viva (Porto); Espaço Musas (Porto); BOESG (Lisboa); CEL (Lisboa); O Monte (Lisboa).


O programa dos encontros com datas e informações adicionais estão em

http://www.goncalvescorreia.blogspot.com/



Recordamos ainda o interesse em conhecer a história e acção de Gonçalves Correia, o que pode ser feito por intermédio daquele website.

«Gente sem Patente» - festival Copyriot 2 ( de 5 a 7 de Outubro, na Casa Viva, Porto)


Vai-se realizar a 2ª edição do festival Copyriot «Gente sem Patente» nos próximos dias 5 a 7 de Outubro na Casa Viva, à Praça do Marquês de Pombal, nº 167, na cidade do Porto

A iniciativa visa questionar a legitimidade da propriedade capitalista, em especial dos direitos de propriedade intelectual.

http://copyriot.azine.org

Os direitos de propriedade intelectual precisam de ver os seus estatutos redefinidos, à luz da constante revolução tecnológica e das reais necessidades e direitos dos seres humanos e das sociedades.
Porque, tão ou mais importante do que adaptar a realidade, quer legal quer empresarial, às potencialidades das novas tecnologias é não esquecer e não deixar esquecer que cada nova criação ou descoberta é fruto de milhares de anos de saberes comuns partilhados.
Essa base é social e não reconhecemos o direito a que seja privatizada.

Nesse sentido, continuamos a publicitar ao máximo o nosso manifesto (que podem ver em http://copyriot.azine.org) e as alternativas ao "todos os direitos reservados".

E, por isso, vamos realizar um segundo festival, o Copyriot 2 - gentesem Patente Contra-Ataca, entre 5 e 7 de Outubro, na CasaViva 167(Praça do Marquês de Pombal, 167 - Po rto), cujo programa podem ver abaixo.Gostariamos, obviamente, de contar com a vossa colaboração na divulgaçã oe futura cobertura do festival.

Programa05/10 (quinta-feira) - Festa do Martelo

15h00 - Abertura das exposições
Exposição de fotografia e design gráfico de Tomás Antunes
Exposição Surpresa de Eduarda Sá-Andresen
Exposição "Ilustradores sem Patente"

17h00 - Cerimónia de descerrar do martelo
17h30 - Teatro/ Debate "O Martelo de S. João Sugai® e os direitos de autor"
20h00 - Churrasco (vegetariano e a pagar) com vinho a martelo

06/10 (sexta-feira)

19h00 - Início da montagem da Loja Livre
22h00 - Cinema "Sonic Outlaws" (v. o. inglesa)
24h00 - Spoken Words/ performance teatral de A. Pedro Ribeiro
01h00 - Combate de Djs - DJ Kim e convidado

07/10 (/Sábado)

16h00 - Cinema - The Future of Food (leg. portuguẽs)
17h00 - Conversa OGMs
19h00 - Loja Livre / Troca
l20h30 - Apresentação do Projecto Raizes
21h30 - Manjar (vegetariano e a pagar) com emissão da Rádio O Trunfo éCopas a apresentar o novo (ou melhor, o último) trabalho dos Trashbaile
22h30 - Cinema - 7th Generation (leg. portugues)
00h00 - Concerto Hip Hop - Barrako 27 e convidados (abertura com Compilação InvictaRap - novos projectos de Hip Hop)
Graffiti em tempo real com RC
01h00 - DJ ZKA

Em inconstância permanente
Exposições
Vídeos Creative Commons
Elephants Dream (1º filme de animação inteiuramente realizado comsoftware livre)
Linux (instalação e experimentação)
Graffiti em tempo real com RC, Sketxz e Natz


Copyriot 2 - Gente sem Patente (5, 6 e 7 de Outubro 2006na Casa Viva 167 (Praça do Marquês de Pombal, 167 - Porto)

Programa e info em http://copyriot.azine.org

10.9.06

John Lennon contra os Estados Unidos da América (acerca do novo documentário 'The U.S. vs. John Lennon')


Acabou de ser exibido no Festival de Veneza, tendo sido muito aplaudido pelo público presente, um documentário realizado por David Leaf e John Scheinfeld com o sugestivo título «The U.S. vs John Lennon» e que relata a luta pacifista daquele músico, e figura lendária dos anos 60, contra a guerra do Vietname.
O filme foi realizado com o apoio e ajuda de Yoko Ono, mulher de Lennon que, com ele, participou em numerosas manifestações contra a guerra levada a cabo pelo norte-americanos contra o povo vietnamita, como os célebre «bed-ins» para a paz, onde ambos se mostraram deitados na cama como forma de protesto anti-guerra e que teve um enorme impacto mundial.
O filme tem claras ressonâncias com o que se passa na actualidade, nomeadamente a invasão e ocupação do Iraque pelo exército norte-americano, constituindo-se um verdadeiro manifesto contra a Guerra do Iraque desencadeada por Bush.

Ao longo do documentário conta-se como é que este cantor dos Beatles se converteu gradualmente num inimigo dos Estados Unidos, onde residia. A parte final do documentário trata, de resto, da longa batalha judicial de Lennon para evitar ser deportado dos Estados Unidos, batalha que ele acabou por ganhar em 1976.

Vigiado pelo FBI, que lhe pôs o telefone sob escuta e o fazia seguir na rua, segundo Yoko Ono,
Lennon «tinha de ser neutralizado» - era pelo menos isto, como se diz no filme, o que advogavam as mais altas esferas do estado.
O cantor foi assassinado em Nova Iorque em 8 de Dezembro de 1980.
No documentário, que retrata a época do «Make Love Not War», Lennon aparece descrito como um humanista e um fervoroso pacifista. Inclui imagens de arquivo e diversas entrevistas a jornalistas e intelectuais ( Chomsky, Gore Vidal, por exemplo), mas também a agentes secretos e políticos da época.
O escritor norte-americano Gore Vidal aparece aí a dizer:
«John Lennon encarna a vida, ao passo que (os presidentes norte-americanos) Nixon e Bush encarnam a morte».

O filme será brevemente lançado nos Estados Unidos.

"'The U.S. vs. John Lennon' é a história do que poderá ser a maior obra de arte de John Lennon fora dos Beatles: a campanha que ele e Yoko iniciaram em 1969. Portanto, o filme acompanha o crescimento dele de herói do rock’n’roll contestatário a activista, a promotor da paz, a ícone internacional, e símbolo do que significa lutar por aquilo em que se acredita", diz o co-realizador do documentário, David Leaf.

"Quando descrevemos este filme às pessoas, dizemos: «refere-se a uma guerra impopular, a um Presidente que não foi honesto com o seu país, a escutas e vigilância ilegais, e ao facto de quem se manifestar contra isso não ser considerado patriota'. Parece-lhes familiar, não?", remata o co-realizador John Scheinfeld.


Site oficial do filme:


http://www.theusversusjohnlennon.com/site/


Fala-se no filme ainda de um novo país inspirado em John Lennon, chamado Nutopia. Trata-se de um país conceptual cuja bandeira é toda branca e a sua mensagem é simples e directa: «War is over if you want it» ( a guerra acaba se tu quiseres).

Nutopia é um país sem fronteiras, nem passaportes. Só tem pessoas.
A sua declaração é a seguinte:

Declaração de Nutopia

Declaramos o nascimento do país conceptual, Nutopia
A cidadania do país é obtida através da livre adesão à Nutopia
Nutopia não tem território, nem fronteiras, nem passaportes, apenas pessoas
Nutopia não tem leis a não ser as do universo.
Todas as pessoas da Nutopia são embaixadores do país

Não deixes de te tornar cidadão da Nutopia



http://www.joinnutopia.com/

A caminho de Guantanamo (o filme já está em cartaz no circuito comercial)


O filme de Michael Winterbottom e Matt Whitecross, «A Caminho de Guantanmo», vencedor do Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim para Melhor Realizador em 2006, já se encontra em cartaz nas salas de cinema portuguesas.
A Caminho de Guanatanamo é uma denúncia contra a tortura e a prisão arbitrária praticadas pelas autoridades norte-americanas, sob o pretexto de combaterem o terrorismo.
O filme é o terrível relato em primeira mão de três muçulmanos britânicos que estiveram em cativeiro dois anos sem qualquer acusação, na prisão militar americana de Guantanamo.
Conhecidos como "Os Três de Tipton", em referência à sua cidade natal no Reino Unido, os três homens acabariam por ser libertados e enviados para casa, continuando a não ser alvo de nenhuma acusação formal, ao longo de toda esta sua provação.
Parte documentário, parte dramatização, o filme relata a sequência de acontecimentos que levaram os três a partir de Tipton, nas terras inglesas das Midlands, para assistir a um casamento no Paquistão, atravessando a fronteira do Afeganistão quando o exército americano invadiu o território, sendo depois capturados pelas forças da Aliança do Norte, até à sua prisão no Campo X-Ray e mais tarde no Campo Delta, em Guantanamo.
A interpretação é de Riz Ahmed, Farhad Harun e Arfan Usman.
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Site oficial do filme:
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A Amnistia Internacional recomenda vivamente este filme:
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Consultar também o site da campanha contra a tortura e a prisão de Guantanamo:

9.9.06

A grande democracia americana, as suas prisões secretas e a tortura..


O Presidente dos Estados Unidos da América acabou de admitir anteontem, segundo a imprensa oficial, a existência de prisões secretas fora do território norte-americano, onde a CIA tem detidos presumíveis terroristas. Recorde-se que há alguns de meses atrás vários órgãos de comunicação social, com o Washington Post à cabeça, tinham revelado a existência de locais secretos de detenção. Tal informação acaba agora de ser confirmada pela voz mais autorizado no assunto: o próprio presidente em funções da grande democracia norte-americana!!!

Não se sabe qual a base jurídica ou em que direito nacional ou internacional os agentes secretos ao serviço do Estado e do governo norte-americano se apoiam para deter e manter em segredo as prisões do tais presumíveis terroristas, mas não é difícil concluir que a manutenção de tais centros de detenção no território de outros Estados soberanos está fora de toda e qualquer legalidade. Mas tal facto não perturba nem embaraça o presidente da grande democracia americana, pois é ele próprio a afirmar: «Se este programa não existisse os nossos serviços de informação pensam que a Al Qaida e os seus aliados seriam capazes de organizar novos atentados contra a pátria americana». A afirmação é tanto mais convincente quanto foram os mesmíssimos serviços de informação que pensaram que Saddam Hussein possuía armas de destruição maciça.
Mas o presidente da grande democracia americana vai mais longe, e para serenar os ânimos e as críticas dos defensores dos direitos humanos, não hesita em garantir que os agentes da CIA tratam os presos com humanidade e não utilizam métodos de tortura. Ora quando se sabe que numa prisão oficial e mundialmente conhecida como a de Abou Ghraib agentes norte-americanos exerceram aí sevícias e executaram torturas sobre os detidos, é mais que legítimo duvidar da seriedade dos métodos empregues nas prisões secretas da CIA…

Acresce ainda o facto de, recentemente, a conhecida revista New Yorker ter revelado um novo fenómeno na gestão estatal da «segurança» internacional - a «deslocalização da tortura» - e pela qual os agentes norte-americanos transferiam graciosamente prisioneiros para outros países que são conhecidas pela arte de bem torturar: Egipto, Síria, Arábia Saudita, Jordânia, Afeganistão, Uzbesquistão. Um antigo embaixador inglês, Craig Murray, denunciou inclusivamente as práticas de tortura seguidas por esses países.
Os Estados Unidos raptavam suspeitos onde quer que se encontrassem, detinham-nos em locais secretos, e depois enviavam-nos para esses países onde os experts na matéria se encarregavam de seguir os métodos tradicionais de tortura.

Tudo isso se justificaria pela tão proclamada guerra contra o terrorismo Mas se assim é bem podem prescindir das referências à liberdade e à democracia…

Editora «Apenas», uma editora para dar a conhecer a cultura popular



http://www.apenas-livros.com/

A «Apenas-livros» é uma pequena editora que, através de artesanais edições de cordel ( 2 e 3 euros), tem vindo subterraneamente a divulgar algumas preciosidades literárias da ( e sobre) a cultura tradicional popular portuguesa (tradição oral e escrita)
Basta atentar nalgumas das suas colecções e livros.


Colecção «À mão de respigar» (estudos sobre tradições populares portuguesas), folhetos à maneira de quem pendurava a vida a cavalo num barbante. Sob a direcção de Ana Paula Guimarães

As obras desta colecção visam em especial a análise dos RESTOS (sobras, ruínas, cinzas ou memórias), quer nos nossos quotidianos quer na chamada grande literatura. Demonstra-se aqui que a sabedoria tradicional portuguesa e universal, tantas vezes remetida para o degrau inferior das aprendizagens e dos estratos sociais, está afinal pujante na nossa grande literatura e no dia-a-dia de todos nós.


- E tudo o Resto, por Ana Paula Guimarães
-Um balde água fria. Episódios de Vida e de Conto, por Ana Paula Guimarães
-Contar com contos, por Ana Paula Guimarães
-António Aleixo.«A Dor Também Faz Cantar…», por João Barrento
-Literatura de Cordel, por Carlos Nogueira
-Sopa de Pedras, Jorge Castro
-Do Papel à Voz: as papeladas ou o Teatro Popular de Valongo, por Carlos Nogueira
-Através da Alice: A Tradição ao Espelho. Ana Paula Guimarães
-Almanaque: O Livro? Eça? Platão, Mallarmé e Borges, por Ana Paula Guimarães
-Quem isto ouvir e contar, em Pedra se Há-de tornar! Sobre o Conto e o Reconto, por Natália Constâncio
- A Fábula: da Tradição à Modernidade na Poesia Contemporânea Portuguesa, por Paula Cristina Costa
-As Lendas e os Mitos na Literatura, por Lurdes Cameirão
-Pulhas, Troças e Caçoadas. Crítica e maldizer na Tradição Portuguesa, por Aurélio Lopes
-Gráfitos Literários e Estado Novo, por Carlos Nogueira
-Nos passos da poesia, por António Carlos Cortez
-Repensar a Nossa Identidade Cultural, por João David Correia Pinto
-Orações e Benzeduras da Freguesia da Gavieira, concelho de Arcos de Valdevez(recolha), por Ana Eleanora Borges
-As casas e as coisas na escrita de Sophia, por Marta Linel
.Orações e Benzeduras do Alentejo (recolha), por Ana Eleonora Borges
-Cantigas ao desafio e estetização da Fala: natureza, modalidades, função, por Carlos Nogueira
-Os pauliteiros de Miranda e os «Ihacos»: entre a literatura popular, a dança e a música, por Barbara Alge
-Gigantes, Olharapos e Outras Desmesuras, por Maria Teresa Meireles
-Os animais nos Cenários Literários Aquilinianos, por Ana Isabel Queiroz
-Ana Saldanha: Linhas Cruzadas nos Contos «Era uma vez…», por Maria Natividade Pires
-Sobre a Oração Popular Tradicional, por Carlos Nogueira
-Aspectos do ex-voto pictórico português, por Carlos Nogueira
-Cantigas Paralelísticas na Tradição Oral Portuguesa: Trás-Os-Montes, Algarve, Açoes, por Maria Aliete Galhoz




Colecção «Bilhetes de Identidade», a primeira sistematização temática da literatura tradicional ((emitidos por quem os conhece de gingeira, os B. I. dos bichos e quejandos revelam-nos quem somos e ao que andamos), e sob a direcção de Ana Paula Guimarães


Este núcleo constitui, a este nível, a primeira grande sistematização do BESTIÁRIO e outros SERES MÍTICOS, constantes na tradição popular portuguesa. Os livros organizam-se ao modo de um bilhete de identidade (nome, filiação, locais de nascimento, moradas, características diversas, etc.), sendo a pesquisa efectuada, essencialmente, nas grandes recolhas de contos e lendas dos séculos XIX e XX. As obras destinam-se ao público em geral e a especialistas em particular, constituindo um precioso auxiliar para professores e alunos dos ensinos básico e secundário.

- BI do Zarapelho, por Ana Paula Guimarães
-BI da Aranha, por Ana Maria Freitas
-BI da Serpente, por Maria Teresa Meireles
-BI do Lobisomen, por Alexandre Matos
-BI da Pomba, por Ana Maria Freitas
-BI de Sapos e Rãs, por Maria Teresa Meireles
-BI das Mouras Encantadas, por Aurélio Lopes
-BI de Ratos, Ratinhos, Ratões e Ratazanas, por Maria Teresa Meireles
-BI do Capuchinho Vermelho, por Nuno Júdice
-BI do Lobo, por Ana Paiva Morais
-BI das fadas e das bruxas, por Maria de Lourdes Soares
-BI do Leão, por Sara Diogo
-BI da Sereia, por Ana Maria Freitas
-BI do Macaco, por Teresa Maniate
-BI do Cavalo, por Manuela Parreira da Silva
-BI da Figueira e do Figo, por Ricardo Marques
-BI do Pão, por Marta Linel
-BI da Criação do Mundo, por Natália Constâncio
-BI do Carvalho e da Bolota, por Ricardo Marques
-BI dos Príncipes Encantados, por Natália Constâncio
-BI do Azeite e da Azeitona,por Ricardo Marques
-BI do Carneiro, por Ana Paiva Morais
-BI do Exu e da Pombagira, por Bruno Barba




Colecção «Breviário de Ética Ambiental», a primeira colecção portuguesa de ensaios sobre ética ambiental ( para quem se ocupa e preocupa com a natureza e o ambiente), e sob a direcção de João Lopes Barbosa.

Esta colecção dirige-se a todos quantos se ocupam e preocupam com a natureza e o ambiente, seja por interesse pessoal, seja por necessidade profissional, de formação ou outra. Todas as obras são publicadas em co-edição com a Sociedade de Ética Ambiental, fundada em Março de 2001 e responsável pela escolha de todos os temas desta «área interdisciplinar que reflecte os valores que atribuímos ou devemos atribuir ao ambiente e sobre os valores que orientam ou devem orientar as nossas relações com o mesmo».


- O Valor do Mundo Natural, por Maria João Varandas
-Dilemas da ética Ambiental. Estudos de um caso, por Cristina Beckert
-Vida: propriedades do organismo ou atributo do planeta terra?, por Maria José Varandas



Colecção «Teatro no Cordel», com peças originais e não só (teatro para grandes e pequenos, cultos e incultos, jovens e velhos, homens e mulheres), e sob a direcção de Fernanda Frazão

-As Barbas de Sua Senhoria, por Teresa Rita Lopes
-Ofício das Trevas, por Maria Estela Guedes



Colecção «Ofiusa», com estudos sobre a actualidade do passado português, sob a direcção de Gabriela Morais

Quem fomos, quem somos e porque permaneceremos. A antiguidade do povo que somos, nascido muito antes de termos sido nação política. OFIUSA é, aliás, o nome que os autores da Antiguidade deram a esta nossa Terra Portuguesa. Aqui congregamos os trabalhos concernentes à nossa «pequena/grande história», tão importante para a construção do pequeno/grande edifício do nosso devir.

-O Santuário de São Miguel da Mota, por Gabriela Morais
-Breve História de Aromáticos e Condimentares em Portugal, por Sandra Mesquita
-Lenda da Fundação de Portugal, Irlanda e Escócia, por Gabriela Morais
-A Viagem de Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva ou a Mundividência de D.João II, por Luís M. Alves de Fraga
-São Tomé e Pincípe, Ilhas de Sofrimento e de Fortuna. Súmula Histórica, por Luís M. Alves de Fraga
-Megalitismo de Mora, por Leonor Rocha, Manuel Calado
-Cecília Marina, Ossonobense, por José d’Encarnação



Colecção «Ora e Outrora», com textos sobre curiosidades da cultura portuguesa ( com textos arrancados ao silêncio das bibliotecas), sob a direcção de Margarida Leme

A nossa grande (in)Cultura «esqueceu-os» nas prateleiras das bibliotecas. Talvez não sejam prodigiosas peças literárias, mas são espantosos, curiosos e (agora) quase-desconhecidos momentos da verdadeira cultura de um Portugal antigo, pequenos episódios que falam de Nós e dos nossos hábitos, das grandezas e misérias tão perenes ao longo dos séculos. Constituem afinal a nossa diferença neste mundo que nos desejam estereotipado. E alguns, transpostos, por exemplo, para a televisão, fariam as delícias de todos.


- O Arrependimento dos Inimigos de Deus Baco e a Reconciliação dos Amigos da Pinga
- Reabilitação do Queijo por Um Documento Antigo, por Alberto Pimentel
- O chá português, por Alberto Pimentel
-A broa, por Alberto Pimentel
-O Doutor da Mula Ruça. O Sandeu daRetorta, por Sousa Viterbo
-A peidologia, por Domingos Monteiro de Albuquerque
-Jogos portugueses, por Sousa Viterbo
-A Filha de Pedro Nunes, por Conde de Sabugosa
-Os amores de D. Carlota Joaquina, Por Pinto de Carvalho Tinop)
-As Modas femininas do séc. XVIII, por Júlio Dantas
-As Modas masculinas do séc. XIX, por Júlio Dantas
-A Guloseima Nacional, por Gustavo de Matos Sequeira
-Lápis de Carvão, por Maria Estela Guedes
-Natureza dificultosíssima. Uma quase epopeia do padre António Vieira e outros missionários do século XVII em serras do Brasil., por João Lopes Barbosa
- A Noite de Natal, o Ano Bom e os Santos Reis, por A. Tomás Pires



Colecção «Literatralha Nobelizável», a literatura de três em pipa (as outras vozes da literatura), sob a direcção de Luís Filipe Coelho

Muito, muito, a sério literatura não pode ser coisa tão «séria»! Aqui moram outras vozes, às vezes as dos que não têm voz nenhuma noutros sítios, às vezes os discursos outros dos que têm vozes também noutros sítios. Às vezes o primeiro gemido de um poeta tímido, às vezes a voz de um género politicamente incorrecto. Divirta-se, comova-se ou exalte-se com o recycle bin que nos vai chegando... sempre, sempre candidato ao Prémio NOBEL da vida.

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Fragmentos de Uma Narrativa Adiada, L.F.BaCo
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Peregrinações de Um Ponto Preto. Divagações sobre O Mito do Eterno-Retorno (quase-romance), L.F.BaCo
-O Fardo e Outros Escritos, Fernanda Basto
-Puerilidades, La Liça
-O Caralho, Rodrigues Baptista
-Grande Gaita, Gabriela Morais
-Re-ciclo, Ana Porto
-O Pintelho da Maltrapilha, Garízio D.B.
-Ninfa, João Lopes Barbosa
-O Guardião do Templo, Gabriela Morais
-Tamarindo.Livro de Tetramor, Dólar Bug
-Nietzsche.Os últimos dias de Nietzsche ou O Canto do Sepulcro.Peça/theatrumortis, por Lopo Ulrik
-Sete Conficções/ ou Põe Mas, Manuel de Arriaga
-Lugar Humano, Ana Porto
-Margarida, Margaridas, João Pedro Ferreira
-A punheta do Canhoto, Garízio D.B.
-Bokeh, Lino Ferreira
-Tejo, João Lopes Barbosa
-Lisboa que amanhece, Tiago Videira
-Odes no Brejo & alguns pecados, Jorge Castro
-Da-se!!!, P.Esse Lopes
-As Aventuras Maravilhosas de Jacin Tortudo Fu deer, Gilmar Kruchinski Junior
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Sincocilos de Quacaína e Uma Hefemérdide, por P. Esse Lopes
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Insunities (Insolaridades). Edição bilingue.. por Albert John
-Eros, João Barbosa
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O Homem a quem Tiraram a Idade, Carlos Canhoto
-Gosto das Mulheres que gostam deles grandes, Aníbal Silva St.
À Flor da Pele. 18-38. Foi assim, C. Marques
-A arte das Putas, Nuno Rebocho
-A Loja, Rosa Baião
-História Local de Portugas, Fernando Morais
-Ausências, Aníbal Silva St.
-Os cus-de-cristo, Diego Frestas



Colecção «Res Rustica», dimensões de um país desconhecido além-betão ( património vivos do mundo rural), sob a direcção de Inocêncio Seita Coelho.

Agrónomos, veterinários e solidários fazem chegar ao público em geral o nosso património rural: os animais e os seus produtos, as plantas medicinais e os seus usos, as florestas e todos os seus problemas, as hortas e os jardins que nos interessam. Este grupo de cientistas tem aqui um lugar privilegiado para fazer chegar a toda a gente um património português que tem tido escassa divulgação junto das pessoas.

-Queijos portugueses com tradições, por Inocêncio Seita Coelho
-Plantas Medicinais e condimentares, por Ana Eleanora Borges
-Raças Bovinas autóctones, por Victor Coelho Barros, Antonino Rodrigues
-Remédio Naturais. Etnobotânica das plantas medicinais, por Ana Eleanora Borges
-A Xerojardinagem ou a construção de jardins com pouca rega, por Ana Eleanora Borges
-Alminhas do Alto Minho. Freguesia da Gavieira. Concelho de Arcos de Valdevez, por Ana Eleanora Borges
-Fabrico Artesanal do Pão Algarvio,pela família Monteiro, por Lívia Paula do Nascimento
-Vivências Serranas. A Serra da Penda e as suas tradições no quotidiano, por Ana Eleanora Borges
-Cogumelos, Maria Helena Neves Machado, Ana Cristina Martins Ramos
-O Castanheiro, Rita Maria Lourenço da Costa
-A renascida fileira do porco de raça alentejana, Ana Margarida Santana Carlos, João Pedro Veiga da Costa, José Brito ramos


Colecção «Bisca Lambida», a primeira colecção portuguesa a dizer-lhe tudo sobre cartas de jogar, truques e casinos em Portugal (para quem quer saber mais do que jogar ás cartas), sob a direcção de Fernanda Frazão

Um dia, todos aprendemos a jogar às cartas, mas nunca pensámos nelas, nunca imaginámos que tivessem qualquer importância cultural. E, no entanto... durante 400 anos, tivemos um tipo de cartas só nosso, exportámo-lo para locais como o Japão já no século XVI; houve um monopólio estatal desde o início do século XVII, e, quase na mesma altura, descreveram-se em livro alguns truques matemáticos/ilusionistas, ainda hoje utilizados. A finalidade destas obras é a história, a técnica, o comércio e o coleccionismo de um dos objectos culturais menos conhecidos em Portugal.


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No tempo em que jogar às cartas era proibido, Fernanda Frazão
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As Cartas de Jogar Constitucionais. História de um Baralho. Constitutional Playing Cards. The Background, Fernanda Frazão
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Falando de... Cartas de Ilusionismo, José Manuel Guimarães
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Os Primeiros Fabricantes de Cartas de Jogar em Portugal. The First Playing Cards Manufacturers in Portugal, Fernanda Frazão


Colecção «Linhas Invisíveis», riscos e borrões de quem tem outras vidas ( a paixão pelo desenho), sob a direcção de Pedro Baptista



Colecção «OmniCiência», dimensões e abordagens diversas de um vasto território chamado ciência, sob a direcção de João Lopes Barbosa


-Ciência para quê? O velho sonho de Bacon e Descartes, João Lopes Barbosa
-Memórias de um grão de quartzo, Carlos Neto de Carvalho
-Um segundo génesis? Inquietações de um tempo em que a tecnociência acaba com as barreiras ancestrais…, João Lopes Barbosa
-Portugal e o Mar. Importância da Oceanografia para Portugal. J.Alveirinho Dias
-As Cores dos artistas. História e ciência dos pigmentos, António João Cruz
-Ciência e Ambiente. Uma aliança para a sustentabilidade Henrique Cabral
-Sardinhas. Mares Sardinheiros, Águas de Prata, Marcelo de Sousa Vasconcelos
-Bases para uma hierarquia ética e jurídica dos animais, Humberto D. Rosa
-Da ciência e da ética à prática: as grandes causas da protecção animal, por Leonor Galhardo



Colecção «L filo de la lhéngua» (Edições bilingues, em homenagem à outra língua de Portugal e a um povo antigo, em prol da língua mirandesa) sob a direcção de Antóniio Bártolo Alves

L acto de filar era, i ainda ye, un trabalho habitual na Tierra de Miranda. Pula antiquíssima ruoca se filórun muitos filos de lhana i de lhino que bestírun i acunchegórun las gientes mirandesas. Deçde l pardo mais ásparo, al lhençol mais ameroso, até la tradicional capa d'honras, todo tube l sou bércio an nes carinhos de las manos i na rudimentar cumbinaçon antre la ruoca i l fuso. Tamien la lhéngua i la cultura mirandesas se urdírun al ritmo deste lhabor. De la magie de l suonho, deixado libre por ua actividade que solo pide l trabalho de la manos, salírun muitas cantigas, cuntas i lhonas. L cartapácio - cobertura de panho cun se tapa l manelo de lhino - ye l símbolo que sconde la mintira i l fascínio. Cartapácio de mil mintiras An ne mar cuorren las lhiebres An nes prados las anguilas Se isto ye berdade Poucas seran mintiras. L real ancóntra-se cun l eimaginário, l suonho fecunda la realidade. La lhiteratura oural, anquanto produto de la memória, guarda ls traços de l passado, mas ye tamien ua poderosa spresson de la cultura i de la eidentidade presentes. La coleçon L filo de la lhéngua, anteiramente dedicada a la lhéngua i a la cultura mirandesas, pretende dibulgar este caudal de saber campestre i telúrico, onde mana i onde se reflite la filozofie, l saber i l'eidentidade mirandesas. Tenerá, drento deilha, outras coleçones, música, cuntas tradicionales, triato, i tamien cuntas einéditas, podendo inda abrir-se a outros temas. Las páginas destes libros quieren solo plasmar la dibersidade de la cultura mirandesa. Mas, porque eilha ye biba i dinámica, queremos que l sou ímpeto cuorra libremente, crecendo i comunicando la sue bitalidade.




Colecção «fazereSaberes», sobre «os trabalhos e os dias que nos restam», testemunhos e histórias de vida sobre a prática dos saberes. Sob a direcção de Ana Luísa Janeira

Esta colecção promove trabalhos do projecto «INOVAÇÃO - TRADIÇÃO - GLOBALIZAÇÃO - formas de viver, formas de fazer, formas de saber - FAZERES COM SABERES», cujos objectivos principais são recolher testemunhos e histórias de vida sobre a prática dos saberes, esclarecendo os seus «comos», «porquês» e «para quês», com vista à constituição de um corpus que importa poder descrever e caracterizar, preservar e compreender, insere-se no âmbito da relação próxima do Homem com a Natureza. Aqui se divulgarão os trabalhos deste projecto e muitos outros contributos portugueses e brasileiros similares.


-Natureza e Cultura, por Ana Luísa Janeira
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Saúde-Doença-Remédio numa comunidade piscatória caiçara do Brasil, Maria Aparecida de Sá Xavier
-Moinhos de Vento.Um saber e uma ciência,para alem de um simples olhar…, Maria Mascarenhas, Luís Francisco, Ivone Henriques
-Em torno da construção tradicional no Alentejo, por Ana Luísa janeira
-A brincar…a brincar.Os brinquedos populares de Montemor-O-Novo, Marioke Krom




Colecção « Redes & Enredos», tramas do tempo e do espaço no conto e na lenda, sob a direcção de Maria Teresa Meireles

Espaço privilegiado para trabalhos sobre contos e lendas e para a publicação de pequenas antologias, sejam elas provenientes de investigação literária ou de recolhas de campo.


- A Troca. Perdas e Permutas nos contos tradicionais, por Maria Teresa Meireles
-A Certidão das Histórias, Nuno Júdice
-Más mulheres, boas meninas. Personagens femininas nos contos tradicionais portugueses, por Ana Maria Freitas
-Fadas, mouras, bruxas e feiticeiras, Maria Teresa Meireles



Colecção «Lápis de Carvão» (o diamante nasce das bodas do carbono com a pedra filosofal – alquimias, esoterismos, maçonarias), sob a direcção de Maria Estela Guedes


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Colecção «Naturarte» ( os híbridos das novas ideias, afectos e tecnologias)

Nas colecções «Lápis de Carvão» e «Naturarte» publicamos, maioritariamente, comunicações aos colóquios em linha no triplov.org, em especial ao Colóquio Internacional «Discursos e Práticas Alquímicas», iniciativas do Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa (CICTSUL) e do Instituto São Tomás de Aquino.Comissão organizadora: Maria Estela Guedes e José Augusto Mourão




Colecção «Papoulas gustativas» (tudo o que se relaciona com bons comeres, bons comeres, bons deglutires, para ainda melhores bons viveres), sob direcção de Luís Filipe Coelho

-Dos termos da Arte de Cozinha, Frei João Pacheco




Para além das edições de cordel, a editora tem editado vários livros em edição normal:

-Provérbios sobre plantas, por Ana Eleanora Borges
-Os 10 mandamentos dos contos, Maria Teresa Meireles
-A partilha da palavra nos contos tradicionais, por Maria Teresa Meireles
-Lendas portuguesas da terra e do mar, por Fernanda Frazão
-A arca dos contos, por Maria Teresa Meireles
-Cuidar da criação, por Ana Paula Guimarães
-Viagens do diabo em Portugal, por Fernanda Frazão
-Arte de evocar os espíritos, Eugénio Montalegre
-Banquete esplêndido de iguarias diversas, anónimo
-História das cartas de jogar, Egas Moniz

7.9.06

Cocooning ou a socialização pelo isolamento !!!


Cocooning versus convivialidade social

Segundo a Wikipedia designa-se o cocooning como aquela atitude que consiste em ficar por casa, só saindo a título excepcional para a rua a fim de satisfazer necessidades vitais. O cocooning significa pois um estilo de vida caseiro, doméstico (domesticado ?) subentendendo uma desconfiança adquirida face ao convívio social com os outros, e temor e antipatia para com a vida social nos espaços públicos.
Significa, além disso, um novo tipo de socialização, por mais paradoxal que pareça ser: a socialização ou integração social por via do isolamento individual da pessoa que, atomisticamente, e encerrada na sua «casa-cela» se conecta com o mundo por intermédio da tecnologia.



Costuma-se apontar a uma guru das modernas tendências sociais, Faith Popcorn, a autoria e a invenção do neologismo cocooning nos anos 1990 ao pretender exprimir a disposição das pessoas de se protegerem face às realidades cruéis e imprevisíveis do mundo exterior, como seria supostamente o caso da actual geração que – segundo aquela autora – teria tendência de se refugiar no abrigo do conforto e do calor da casa, e não em empreender um estilo de vida convivial e sociável. A isso não seria certamente estranho a crescente presença da Internet no quotidiano dos indivíduos, que lhes permitiria estarem conectados , ainda que estando encerrados em casa.

Precursor desta atitude seria o autor inglês E.M.Forster que no seu livro de ficção científica teria prevista pela primeira vez a generalização da atitude típica do cocooning. Com efeito, ele imagina um mundo onde os indivíduos ficariam encerrados na sua célula hexagonal, pouco dispostos a manterem contactos humanos directos ou a empreenderem viagens, por mais curtas ou próximas que fossem, e que não comunicam senão por via dos aparelhos electrónicos. Forster descreve, de forma pessimista, uma humanidade que se caminha para a sua própria perda, pois vai perdendo o gosto pela acção, rendendo-se ao fatalismo e à indiferença.

Se é verdade que a visão futurista de Forster não encontrou cabimento ao longo do século XX, durante o qual a mobilidade das pessoas não parou de crescer, e as viagens e o turismo se tornaram numa realidade social e económica indesmentível, também não é menos verdade que no dealbar do século XXI os avanços tecnológicos e a indústria electrónica se tem vindo cada vez mais a impor às sociedades e aos indivíduos, moldando o seu quotidiano e as suas atitudes para com os outros e para consigo mesmo. Assim factores de várias ordem ( Internet, videoconferência, multimedia, aumento do petróleo, pânico do terrorismo, etc, etc) têm levado nos últimos tempos ao reforço do cocooning que mais não significa a morte da vida social e do convívio humano tal como os conhecemos





Mais informação:




Cocooning is the act of insulating or hiding oneself from the normal social environment, which may be perceived as distracting, unfriendly, dangerous, or otherwise unwelcome, at least for the present. Technology has made cocooning easier than ever before. The telephone and the Internet are inventions that made possible a kind of socialized cocooning in which one can live in physical isolation while maintaining contact with others through telecommunication.

The term was popularized in the 1990s by marketing consultant Faith Popcorn in her book The Popcorn Report: The Future of Your Company, Your World, Your Life. Popcorn suggested that cocooning could be broken down into three different types: the socialized cocoon, in which one retreats to the privacy of one's home; the armored cocoon, in which one establishes a barrier to protect oneself from external threats; and the wandering cocoon, in which one travels with a technological barrier that serves to insulate one from the environment.

A common example of home-based cocooning is staying in to watch videos instead of going to the movies. Wandering cocooning is evident in those who exercise or walk around the city while being plugged in with earphones to a private world of sound. Wireless technologies such as cell phones and PDAs have added a new dimension of social cocooning to wandering cocooning by allowing people to include selected others in their mobile cocoon.

Examples of armored cocooning include network firewalls, virtual private networks (VPNs), surveillance cameras, and spyware-blocking software applications.

When it comes to watching movies, Internet households in North America prefer to stay at home while similar European households prefer the cinema, according to
Global Digital Living™, a multinational consumer study by Parks Associates that provides comparative data from 13 nations, identifying the relative rates of adoption of digital living technologies.

For North America, the gap between renting versus going out is particularly pronounced in Canada, where 54% of all Internet households rent movies each month but just 29% go out to the movies at the same rate. Conversely, European Internet households prefer the cinema over renting movies. In France, for example, 36% of all Internet households go to the cinema every month while just 21% rent movies.

“The practice of ‘cocooning’ or surrounding your personal living space with everything you want appears to be stronger in North America than in Europe,” said John Barrett, director of research at Parks Associates. “North American households are much more likely to use pay-per-view or have a subscription TV service, and the difference in film viewing habits is an extension of this trend.”
In addition, Global Digital Living found that Asian Internet households generally follow their North American peers and rent movies more often than go to the cinema. South Korea was a notable exception, however, with 43% going to the movies monthly and 35% renting movies monthly.
“This finding in Korea is partially due to the increasing use of the Internet to watch movies,” Barrett said. “Forty-eight percent of Korean Internet households download or stream video every month, a number that surpasses both their rental and movie-going rates. Korea has always had a weak movie rental market, which ironically has helped boost the demand for online distribution.”The Global Digital Living project is a study of worldwide consumer technology trends. It surveyed Internet households in thirteen nations: France, Italy, Spain, Germany, Canada, Taiwan, Japan, India, China, South Korea, Australia, the United Kingdom, and the United States

O declínio da gravata



A proporção dos homens que compram uma gravata para ir trabalhar diminuiu consideravelmente ( de 70% em 1996 para os actuais 56%) revela um relatório citado pela jornalista Kathryn Hughes num seu artigo publicado no jornal britânico The Guardian acerca do declínio deste apêndice de vestuário que a crer nas suas observações se encontra completamente em desuso, e que é herdeiro de uma fase recuada da evolução social.
A recusa da gravata simbolizará segundo aquela jornalista a saída do homem do terreno de combate para uma posição de maior neutralidade. É nos ambientes de equipa e camaradagem, onde as pessoas não se sentem em duelo, que é mais visível o abandono da gravata. E ao recusar essa peça de vestuário os elementos das profissões pós-industriais estariam também a pugnar por uma maior interactividade e um ambiente laboral não hierárquico.


Reproduz-se a seguir o artigo original, recentemente editado pelo The Guardian (4 de Set.) e da autoria de Kathryn Hughes e sob o título «Uncool under the collar»

Uncool under the collar
The decline of the tie reflects a refusal to be defined by class - and a reluctance to point rudely

There is, apparently, consternation in the world of tie manufacturers. The proportion of men in professional jobs who buy ties, a report says, has dropped from 70% in 1996 to just 56% today. And, to break that down (pay attention at the back, please), only 28% of office managers have bought a tie in the past 12 months. It is, however, floppy-collared architects and surveyors who are the biggest slackers: last year only a paltry 16% of them bothered to purchase a thin string of fabric to tie around their necks at 7 o'clock every morning.

These architects and surveyors are doubtless responding to the realisation that the tie is the sartorial equivalent of an appendix - an entirely redundant bit of kit left over from a much earlier phase of evolution. Just as it is several millennia since our digestive systems were required to deal with grass, it is at least a couple of centuries since men felt it necessary to protect their throats in the street from anyone making a lunge at the jugular with a sword (although nostalgia freaks will be queasily pleased to note that those times may be returning in certain parts of our inner cities).
Rejecting the tie, then, takes a man out of the symbolic combat zone and places him permanently in a "stand down" position. This might be a disadvantage in a court of law, which is why solicitors and barristers buy more ties than anyone else. However, in the team-based environment of an advertising agency, or even a call centre, it's probably a good idea if individuals don't feel permanently poised to fight a duel (at one point in history merely touching another man's tie knot was an invitation to trek out to a heath and start trading pot shots, which must have played havoc with staffing rotas).

What's more, by rejecting the tie, architects, surveyors and engineers (only 13% of whom managed to buy one last year) are also making a strong statement about not wanting to be defined by class. Ever since 1880, when the jaunty rowers of Oxford's Exeter College removed the ribbon bands from their hats and tied them round their necks, the tie has become a virtual microchip of information about where you come from and, by implication, where you are going. Schools, clubs, regiments and colleges all signal their specialness with a complicated pattern of spots and stripes that can only be decoded by those in the know. By refusing to be tied down in this way, members of what might be termed the post-industrial professions (financial advisers are also low on the tie-buying scale) signal that they hail from a world of flattened hierarchies and democratic interaction.

There is, finally, another very good reason for men to reject the symbolic freight of a tie. For while the necktie started off as a dandified bit of kit (as near as dammit to tucking a lace hanky into the top of your shirt), from Victorian times onwards it became austerely and dominatingly male. As a result, any woman wearing a tie in the 20th century was either very obviously in drag for her own pleasure or was being forced to send a slightly humiliating signal to the world that she wished to be viewed as a neuter (it's for that reason, surely, that disturbingly luscious adolescent girls are still obliged to wear a tie to school).

In these metrosexual days, however, for a man to insist on wearing a tie does not speak of a casual and unforced masculinity, but suggests instead a nagging worry about where the proper markers lie. For, viewed against a crisp white shirt, the classic dark tie forms an urgent pointing finger, dragging the viewer's eye straight towards the wearer's genitals. "Look," the tie seems to shout, like an embarrassing drunk in the pub, "there's no doubt about it, he's definitely all man."

· Kathryn Hughes's most recent book is The Short Life and Long Times of Mrs Beeton

2.9.06

Os livros malditos das Edições Afrodite (como «A Filosofia na Alcova», do Marquês de Sade)



http://editora-afrodite.blogspot.com/

Surgiu neste Verão um novo weblog dedicado à editora Afrodite que desempenhou um relevante papel durante a última década ( começou a sua actividade em 1965) do fascismo português, tendo editado livros e autores malditos, o que lhe provocou a ira e a perseguição dos esbirros ao serviço do regime político anterior


Reproduzimos o primeiro post ( com data do passado 7 Julho) do referido weblog:

"Com a publicação integral do "Kâma Sûtra - Manual do Erotismo Hindu", iniciou-se em 1965 a Colecção Afrodite, que marca o começo da actividade de Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite, entre nós precursora e única, até ao 25 de Abril, na tentativa de divulgar certo tipo de obras "malditas" pela sacristia político-cultural em que os portugueses iam existindo e asfixiando.Conforme eram lançadas, todas as edições desta Colecção foram imediata e inquisorialmente apreendidas pela Polícia Judiciária e pela PIDE-DGS e, duas delas, até acusadas, julgadas e condenadas pelo fogo fascista do Tribunal Plenário de Lisboa." Texto na badana da edição: O Supermacho, Alfred Jarry, Edições Afrodite / Fernando Ribeiro de Mello - 1975.


Recordamos, entretanto, quais foram as principais obras editadas pela edições Afrodite:

Na Colecção Afrodite


-Kama-Sutra: Manual do Erotismo Hindú, séc. v d. c. - Vatsyayana, 1965
-Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica: dos cancioneiros medievais à actualidade – Selecção, prefácio e notas de Natália Correia e ilustrações de Cruzeiro Seixas, 1966
-A Filosofia na Alcova - Marquês de Sade – Tradução de António Manuel Calado Trindade, prefácios de David Mourão-Ferreira e Luiz Pacheco, ilustrações de João Rodrigues, 1966
-Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica: dos cancioneiros medievais à actualidade – Selecção, prefácio e notas de Natália Correia, edição “pirata” com selo do Rio de Janeiro, 19??
- A Vénus de Kazabaika - Leopold von Sacher Masoch, 1966
-Cara Lh Amas: Poemas eróticos e sarcásticos - E. M. de Melo e Castro, 1975
-O Supermacho - Alfred Jarry, 1975
-Antologia de Poesia Latina Erótica e Satírica, 1975
-Poesia Portuguesa Erótica e Satírica dos séc. xviii – xix, 1975
-A Filosofia na Alcova - Marquês de Sade – Tradução de Manuel João Gomes, 1976

Outros:

-Lugar de Massacre - José Martins Garcia, 1975
- Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente - Natália Correia, 1981
- Peregrinação & Cartas – Fernão Mendes Pinto, 1989, 2 vol

Na Colecção Antologia

- Antologia do Conto Fantástico Português, 1967
- Antologia do Humor Português, 1969
-Antologia do Conto Abominável, 1969
-Antologia do Humor Negro – André Breton, 1973
-Antologia, De Fora Para Dentro, 1973
-Nova Recolha de Provérbios e Outros Lugares Comuns Portugueses, 1974
-Antologia do Conto Fantástico Português, 2ª edição: com revisão, anotações e prefácio de E. M. de Melo e Castro, 1974
-O Sexo da Moderna Ficção Científica – antologia de autores franceses, 1976

Na Colecção Clássicos

- Arte de Furtar – Anónimo do séc. xvii, 1970
- Peregrinação – Fernão Mendes Pinto, 1971, 2 vol.
- História Trágico-Marítima – Bernardo Gomes de Brito, 1972, 2 vol.
- Grande livro de S. Cipriano ou os tesouros do feiticeiro – S. Cipriano, ?
- O Manual dos Inquisidores – Nicolau Emérico, 1972
-O Processo dos Távoras: A Expulsão dos Jesuítas, Conselho de Ministros de D. José I, 1974
- Sobre as Feiticeiras – Jules Michelet, 1974

Na Colecção Ensaio/Documentos
Nº1 - Anti-Duhring: Ou a subversão da ciência pelo sr. Eugénio Duhring Frederico Engels, 1971
Nº 2 - A Sociedade do Espectáculo – Guy Debord, 1972·
Nº 3 - Teatro Vanguarda: Revolução e Segurança Burguesa – Fernando Luso Soares, 1973

Na Colecção Extra-Colecção

-Aventuras de Alice no País das Maravilhas - Lewis Carrol, 1971
-Apocalipse do Apóstolo João, 1972
- As Crianças Falam, 1973
- A Malcastrada - Emma Santos, 1975
- Do General ao Cabo Mais Ocidental – Álvaro Guerra, 1976

Na Colecção Antologia de Vanguarda

-4 Autores da Novela Portuguesa Contemporânea – Sá-Carneiro, Almada, Manuel de Lima, Luíz Pacheco, ?

Colecções Autores I e II

- Alecrim, alecrim aos molhos... - José Martins Garcia, 1974
- O Uso e o Abuso – Armando Silva Carvalho, 1976
- O Encoberto – Natália Correia, 1977
- Revolucionários e Querubins - José Martins Garcia, 1977
- Textos Malditos - Luíz Pacheco, 1977

Na Colecção Sagir

- O Vinho e a Lira – Natália Correia, ?
- Insofrimento In Sofrimento, José Carlos Ary dos Santos, 1970

Na Colecção Cabra Cega (Infantil)
1 – Conversas Com Versos – Maria Alberta Menéres, 1968

2 – Afinal o Castelo Era Verdade – Júlio Moreira, 1968
3 – Os Quatro Corações do Coração – Ricardo Alberty, 1968
4 – Perrault Vai Contar – Maria Alberta Menéres, ?
5 – Histórias Com Juízo – Mário Castrim, ?
6 – Giroflé Giroflá – Alice Gomes, 1970
7 – Histórias de Bichos em África – Tais Ribas, 1970
8 – Ulisses – Maria Alberta Menéres, 1972
9 – A Nuvem e o Caracol – António Torrado, 1972
10 – Uma Rosa Na Tromba de Um Elefante – António José Forte, 1971
11 – Pinguim em Fundo Branco – António Torrado, 1973

Das colecções Guias, Documentos, Doutrina/Intervenção, destacamos alguns ensaios e documentos editados a partir de 1974, até início dos anos 80.

- Guia Prático do Trabalhador Português – Marcelo Curto, 1974 (Guias)
- A Metafísica do Sexo, Julius Evola, 1976
- 26 Anos na União Soviética, notas de exílio do “Chico da C.U.F” – Francisco Ferreira, 1975 (Documentos)
- A Vida Sexual de Robinson Crusoé – Michel Gall, 1978
- O Pequeno Livro Vermelho do Estudante – Soren Hansen e Jesper Jensen, 1977 (Guias)
- Mein Kampf – Adolf Hitler, 1976 (Doutrina / Intervenção)
- Os Normalizados – Christian Jelen, 1978 (Doutrina / Intervenção)
- Liberdade Para José Diogo, 1975 (Documentos)
- O Processo das Virgens: aventuras, venturas e desventuras sexuais em Lisboa, nos últimos anos do fascismo, 1975 (Documentos)


Por último refira-se que um dos livros editados que mais celeuma terá porventura provocado, dando origem inclusivamente a um processo judicial, foi a Filosofia na Alcova, do Marquês de Sade. Para mais informações sobre esta obra e muito mais consultar o:

http://editora-afrodite.blogspot.com/

Manifestação contra a Central Nuclear de Almaraz, junto ao Tejo ( dia 9 de Setembro)



Marcha até ao portão da Central Nuclear de Almaraz depois da Concentração.

Almaraz fica na província de Cáceres na Extremadura, que faz fronteira com os distritos de Castelo Branco e Portalegre do lado português.

A Central em questão, tem tido incidentes com regularidade, o último dos quais em Junho, tendo-se na altura, e nos arredores da Central, medido níveis de radioactividade superiores ao permitido. Estes incidentes têm passado despercebidos do lado de cá da fronteira, isto apesar de no caso de haver um acidente grave, sermos dos primeiros a ser afectados.

Convocan: Plataforma Antinuclear Cerrar Almaraz, Plataforma de Afectados por la Central Nuclear de Almaraz, ADENEX, CGT, CNT-Cáceres Norte, CNT-AIT-Mérida, IU-Extremadura, Ecologistas en Acción - Extremadura, Asociación Comarcal Jóvenes del Valle del Jerte, CEFNA.

http://www.ecologistasenaccion.org/article.php3?id_article=5460

Novo Tempo


Novo Tempo ( letra de Ivan Lins)


No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança

No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça

Começar De Novo ( letra de Ivan Lins)


Começar de novo
e contar comigo.

Vai valer a pena
ter amanhecido.


Ter-me rebelado.
Ter-me debatido.

Ter-me machucado.
Ter sobrevivido.

Ter virado a mesa.
Ter-me conhecido.

Ter virado o barco.
Ter-me socorrido.

Começar de novo
e contar comigo.


Vai valer a pena
ter amanhecido.

Sem as tuas garras,
sempre tão seguras.

Sem o teu fantasma.
Sem tua loucura.

Sem tuas esporas.
Sem o teu domínio.

Sem tuas esporas.
Sem o teu fascínio.
Começar de novo
e contar comigo.


Vai valer a pena
já ter te esquecido.


Começar de novo.

Somos todos iguais nessa noite (Ivan Lins)

Somos todos iguais nessa noite
Na frieza de um riso pintado
Na certeza de um sonho acabado
É o circo de novo

Nós vivemos debaixo do pano
Entre espadas e rodas de fogo
Entre as luzes e a dança das cores
Onde estão os atores?
Pede à banda pra tocar um dobrado

Olha nós outra vez no picadeiro
Pede à banda pra tocar um dobrado

Vamos dançar mais uma vez
Pede à banda pra tocar um dobrado
Vamos entrar mais uma vez

Somos todos iguais nessa noite
Pelo ensaio diário de um drama
Pelo medo da chuva e da lama
É o circo de novo

Nós vivemos debaixo do pano
Pelo truque mal feito dos magos
Pelo chicote dos domadores
E o rufar dos tambores