17.9.10

Vigília em defesa da Linha do Tua ( 18 de Setembro, às 18h. no Largo de Camões)



Vigilia em defesa da Linha do Tua - 18 SETEMBRO 2010 - entre as 18h e as 23h. no Largo de Camões, em Lisboa

No próximo dia 18 de Setembro irá decorrer em Lisboa uma Vigília em defesa da Linha do Tua.


Esta iniciativa, enquadrada na “Semana Europeia da Mobilidade”, visa reafirmar perante o poder central o direito das populações transmontanas à mobilidade e o importante contributo que esta linha férrea, cujo valor patrimonial de excepção é inegável, deu desde a sua inauguração há 123 anos atrás, para essa mesma mobilidade e para o desenvolvimento do Vale do Tua.

Num momento em que pesa sobre a Linha do Tua a ameaça de submersão, é, mais que nunca, fundamental fazer ouvir a voz das populações do Vale do Tua, dos transmontanos, de todos os que têm defendido esta Linha, de todos os que defendem o direito à mobilidade como uma componente essencial do desenvolvimento e da modernidade, de todos os que consideram o caminho-de-ferro como um transporte amigo do ambiente e ainda de todos os que defendem que os valores patrimoniais deste país devem ser preservados e contribuir para o seu desenvolvimento.




O Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua
Contacto: Armando Azevedo ou Graciela Nunes - gracielanunes@sapo.pt
TM: 965 622 858

O Movimento de Defesa da Linha do Tua
Contacto: Daniel Conde - daniel.conde13@gmail.com
TM: 916 822 237

A Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua
Contacto: Célia Quintas - celiaquintas@yahoo.com ou Vânia Seixas - vaniacts@gmail.com
TM: 936 600 374

O Partido Ecologista “Os Verdes”
Contacto: Manuela Cunha – manuelacunha.osverdes@gmail.com
TM: 962 815 445


Tonturas Fest ( Festival itinerante de música livre, exploratória e ritualista) em Coimbra, Viseu, Lagares da Beira e Covilhã entre 17 e 26 de Set.





O colectivo TonturaRural apresenta TONTURAS FEST um festival itenerante de musica livre, exploratoria e ritualista: a realizar na zona centro (coimbra, viseu, lagares da beira, covilhã) de 17 a 26 setembro:

DIA 17 SEXTA - COIMBRA - REPUBLICA MARIAS DO LOUREIRO
22:00 horas: MARIAS POETRY SESSION + HYAENA REICH / SHAGARA OLAEIA + PHALOVICH / PESADELO (incognito)

DIA 18 sabado - COIMBRA - galeria Icone
21:3...0: BOIAR + VASCO Hernández + VANESA Lledó + LOBO (flamenco, poetry)

DIA 19 DOMINGO - COIMBRA - GALERIA SANTA CLARA
17:00: PS + ALRUCINI + FPCO25 (musique aleatorie) / TOZE FIGUEIREDO(tontura rural)

DA 23 QUINTA - VISEU - LUGAR DO CAPITÃO

DIA 24 SEXTA - VISEU - LUGAR DO CAPITÃO
22:00: MINSON / OUT LEVEL - LUIS ANTERO (tontura rural) / AJM COLLECTIVE(jazz)

DIA 25 SABADO- LAGARES DA BEIRA / OLIVEIRA DO HOSPITAL - ESPINHAL MOURO 21:00 horas: PAULO ALVES(blues, jazz, oriental) / DUAS SEMICOLCHEIAS INVERTIDAS (post rock) IRMÃOS BROTHERS

DIA 26 DOMINGO - COVILHÃ - TASCA DO JOÃO (CANTINHO DOS ARTISTAS)
21:00 horas: RENATO FOLGADO (free) / GOLÇALO PINTO / CEREBRAL PAIN (folk) ELECTRIC SNOW ORQUESTRA (indie, spoken word) JOÃO (fado)


MANIFESTO DA TONTURA RURAL

TONTURA RURAL eh o despertar do sonambulismo provinciano com torpedos aromatizadamente
esdrúxulos.
TONTURA RURAL eh a terra auditiva de ninguém, porque a propriedade não existe.
TONTURA RURAL eh o desengano enganoso!
TONTURA RURAL eh o território fronteiriço entre as couves suburbanas e os matagais do inconsciente.
Ainda estas vivo? (Andante, Moderato, Rápido, Adágio, Vinagreto)
TONTURA RURAL encontra-se neste momento a alisar o eco pela estrada fora.
TONTURA RURAL eh pedra nos rins e castanholas no peito.
TONTURA RURAL não usa metáforas!
TONTURA RURAL embriaga-te com peçonha.
Guarda isto que é
um osso.
TONTURA RURAL eh uma chuva de sapos e
ninguém tem nada a ver com isso.
TONTURA RURAL
muda de personalidade como as putas mudam de cuecas.
TONTURA RURAL tem os pes em Saturno e as mãos em Júpiter.
TONTURA RURAL eh a confusão do queijo com a lua.
TONTURA RURAL rachou a cabeça quando era criança.
TONTURA RURAL eh a comichão no meio de um romance de aventuras.
TONTURA RURAL eh cannibalism doce.

TONTURA RURAL its the awakening of the province somnambulism with aromatik torpedos exdruxulos.
TONTURA RURAL its the sonar land of nobody, cause the property dosent exist.
TONTURA RURAl its the unmistaken engano.
TONTURA RURAL its the frontier between the suburban cowbages and the thorny bushes from the inconsciente.
Ainda estas vivo? (Andante, Moderato, Rapido, Adágio, Vinagreto)
TONTURA RURAL its now on the road strengthening the echo.
TONTURA RURAL have stones in the kidney and castanholas in the chest.
TONTURA RURAL doesn’t use metaphors.
TONTURA RURAL its like bad old wine.
Keep this now because its a bone.
TONTURA RURAL its when frogs are falling from the sky and nobody say anything.
TONTURA RURAL changes of personality as the whores change paints.
TONTURA RURAL have the feet in Saturn and the hands in Jupiter.
TONTURA RURAL its the cheese inside the moon.
TONTURA RURAL broke her head when was a child.
TONTURA RURAL its the itch in the middle of a adventures romance.
TONTURA RURAL is sweet cannibalism.

Workshop de clown e espectáculo final por Lee Delong


ESPECTÁCULO RESULTANTE DO WORKSHOP DE CLOWN com Lee Delong

Domingo, 19 de Setembro às 22h
Local: Sala Estúdio Latino
Rua Sá da Bandeira, 108, Porto
Entrada: 5 euros

Reservas: 916463541

O clown é o mais autêntico de todos os estilos teatrais. Como o clown de cada um é a sua essência autêntica, não existem máscaras para nos esconderem ou mentiras para contar. O clown é a busca do que é humano e cada clown individual é o único para a sua própria humanidade.

O clown existe num mundo semelhante ao da tragédia. Encontra-se nos locais mais humanos: no amor; na raiva e no ciúme... na fome, mas pertence no mundo horizontal, ao contrário da tragédia que é vertical - Deus e o Demónio.

Procurar o nosso próprio clown é procurar a nossa própria essência, a matéria que cada artista usa para interpretar, mesmo que quando se faz de clown, não se interpreta. Atingir esta ingenuidade, esta honestidade fundamental, é é essencial para todos os actores. Perder o medo do ridículo é um passo enorme para o actor e o seu trabalho enriquece-se para sempre graças a esse pano.

Quando o clown enfrenta o público, cria-se uma relação muito especial que é tanto invisível como efémera. O clown alimenta-se da substância da relação que o público estabelece consigo. O público é capaz de rir do clown porque se reconhece a si próprio nele.



Iniciativa da Associação Terra na Boca que quer desenvolver um trabalho multifacetado e multicultural nas cinco diferentes áreas a que nos propomos, a saber: ARTÍSTICA, CULTURAL, SOCIAL, AMBIENTAL e BEM-ESTAR


http://www.terranaboca.com/

Terra na Boca é uma Associação Cultural sem fins lucrativos, criada em 2009, cujo objectivo geral é o desenvolvimento de actividades no âmbito da sensibilização, formação, pesquisa, experimentação, promoção e produção de eventos artísticos, além do desenvolvimento de acções sociais, culturais, ambientais e de promoção do bem-estar.

A Associação pretende ser um Centro de Criação, Pesquisa e Experimentação Artística onde seja possível arriscar propostas cénicas e performativas, desenvolvendo estéticas nas áreas menos divulgadas e com maiores lacunas em Portugal, como é o caso do Teatro Físico, Teatro Dança, Teatro de Manipulação e de Objectos, Novo Circo, Teatro de Rua, Artes Orientais, Teatro Etnográfico, Cabaret, Teatro-Ópera, entre outras. Tal objectivo implicará a aposta num Centro de Formação Alternativo Permanente, orientado por artistas convidados, de forma a possibilitar o desenvolvimento das competências artísticas e profissionais de todos os envolvidos.

Estas propostas cénicas e performativas terão um formato original e único, caracterizado por inovação e surpresa, desencadeando novas e mais intensas reacções junto do público. A programação da Terra na Boca tem o formato de Festival Multifacetado e Multicultural de Diálogo Permanente chamado TRANSdisse, de edição anual, onde se cruzarão todas as áreas envolvidas no projecto acima mencionadas.

Procuramos uma vida com sentido, arte e harmonia.

No seu breve tempo de vida, Terra na Boca conta já com uma vasta programação recheada de produções próprias, co-produções, formações, acolhimentos de espectáculos multifacetados e uma extensão de um festival de cinema de artes performativas.

Desde o início que inúmeros parceiros acreditaram no projecto e apoiaram Terra na Boca, criando parcerias de mais-valia para ambas as entidades. Destacamos o Contagiarte e o seu Centro de Formação Cultural, a Sala Estúdio Latino (Teatro Sá da Bandeira), o restaurante vegetariano Nakité, o Jornal Universitário do Porto, a Galeria de Paris e Galerias Lumière. Como culminar de quem acredita no projecto temos, mais recentemente, o Ministério da Cultura e a dgARTES, mencionando que “Este projecto, apresentado por uma jovem equipa, cuja diversidade de experiências assegura um investimento na intersecção disciplinar, propõe um festival de formato incomum, ao reunir sob um mesmo tecto programático actividades de formação específica e técnica, espectáculos interdisciplinares de produção própria, acolhimento de produções alheias e extensão de um festival de cinema dedicado às artes performativas.”

Apresentação e debate do livro «Non conciliados. Argumentos para a resistência cultural», editado pelo Cineclube de Compostela


Apresentação e debate sobre o livro « Non conciliados. Argumentos para a resistência cultural» recentemente editado pelo cineclube de Compostela.

Local: C.S.O. Casa das Atochas, Rua da Atocha Alta, 14 - Corunha (Galiza)
DATA: sábado 18 de setembro
HORA: 21.00 horas

Presentación do libro colectivo NON CONCILIADOS [Cineclube Compostela, 2010]. Nesta ocasión interveñen, por suposto coa intención de que haxa un debate sobre varias cuestións, Aurelio Castro, o cineasta experimental Alberte Pagán, José Manuel Sande e o grupo Urro. Haberá proxección de Pagán e música de Urro.

Non conciliados. Argumentos para a resistencia cultural é unha caixa de ferramentas que contén vinte e tres achegas textuais contra a superestrutura ideolóxica do modo de produción dominante, a cultura do espectáculo e a propiedade intelectual privatizada. Neste artefacto de urxencia (…) non funciona a lóxica totalizadora do mercado e si a procura de liñas de fuga, de tentativas de sedición. Prescríbese, amais, unha cartografía dos movementos rebeldes e a identificación de lugares de conflito.


En Non conciliados, cada documento de cultura é tratado ao tempo como documento de barbarie. Con textos de Alberte Pagán, Alberto Lema, Aurelio Castro Varela, Belén Gopegui, CSO Casa das Atochas, Cristina García Parga, Cristina Martínez, David Rodríguez Rodríguez, Gonzalo Pallares, Iria Sobrino Freire, Isaac Lourido, Isaac Marrero Guillamón, José Manuel Sande, Lara Rozados Lorenzo, Daniel Salgado, María do Cebreiro, Mario Regueira, Marcos Pérez Pena, Miguel Prado, Ramiro Ledo Cordeiro, Samuel Solleiro, Urro, Xesús González Gómez e Xiana Arias.

Sobre Alberte Pagán, O Carballiño, 1965.
Escreve sobre cine e fai películas, entre outras cousas. É autor de Introdución aos clásicos do cinema experimental, Imaxes do soño en liberdade: o cinema de Eugenio Granell, do capítulo dedicado ao cinema underground estadounidense no livro editado polo Festival de cine de Xixón Dentro y fuera de Hollywood, assi como do ensaio Residuos experimentales en Arrebato aparecido no livro Arrebato… 25 años editado pola filmoteca valenciana.
Realizou as películas Como foi o conto, Os waslala e Bs. As., esta última seleccionada para a secçom “Llendes” do 44ª edição Festival de cine de Xixón e para o festival Punto de Vista de Pamplona.
Tamém é autor de A voz do trevón. Unha aproximación a Finnegans Wake, ensaio sobre a derradeira novela de James Joyce.
Entrevista:
http://www.vieiros.com/nova/70770/ficar-fora-da-industria-dame-unha-independencia-total-como-cineasta

Máis información:
http://cineclubedecompostela.blogaliza.org/
http://cineclubedecompostela.blogaliza.org/non-conciliados/
http://cineclubedecompostela.blogaliza.org/2007/02/02/bs-as-alberte-pagan-no-cineclube/

Festa do Caldo de Quintandona (17, 18 e 19 de Setembro ) em Lagares, Penafiel


Programa:

17 de Setembro
Abertura às 20h00
Erva Fadada.comoDEantes Preservados / Deu La Deu / Orquestras Filarmónicas ao Desafio: Banda Musical de Lagares e Banda Musical de Rio Mau / Ela Uma Vez...Tlês Leis e Uma Laínha / Míscaros e Gaitas Daninhas / Abertura do Caldo - Conto do Caldo

18 de Setembro
Abertura às 15h00
Uxu Kalhus / Mundibaile / Karrossel / Orquestra Ligeira do Conservatório de Lousada / Roncos do Diabo / Bailenda / Contos Perversos.comoDEantes / Teatro Ensaio.Parda / Grupo de Cavaquinhos de Balselhas / Castanholas Freamunde / comoDEantes Pirralhos / Gaitas Daninhas / Cavaquinhos de Lagares / Míscaros / Tarde de Bombos: IPUM; Retimbrar; Grupo de Caixas e Bombos "Os Domingueiros"; Grupo de Bombos de Recarei / Oficinas e Trabalhos Manuais: Danças Tradicionais (Uxu Kalhus); Jogos Tradicionais; Máscaras; Teatro

19 de Setembro
Abertura às 11h00
Queima do Caldo.comoDEantes / Orquestra Ligeira Vale do Sousa / Grupo de Cantares Nem Sempre Nem Nunca / comoDEantes Preservados / Sopa Seca / Manca Mula / Deu La Deu / Andarilhos / Contos Perversos.comoDEantes / Míscaros / Grupo Musical Rio Sousa / Free Music Quartet / Monumental corrida de porcos / Parada.Míscaros e Grupo de Bombos de Fonte Arcada / comoDEantes Pirralhos / Gaitas Daninhas / Almoço com Folclore: Folclore Galego; Rancho Folclórico da Sobreira; Grupo de Cantares de Ordins
Recepção às Entidades Oficiais
Zés Pereiras de S. Julião
Abertura do Caldo


Organização:
Junta de Freguesia de Lagares
Associação para o Desenvolvimento de Lagares
comoDeantes
Associação Cultural Tempestades e Macaréus
Município de Penafiel

Contactos:
255 752 382
919 836 924
964 346 610

www.quintandona.com
www.jf-lagares.pt
www.comodeantes.com

caldodequintandona@gmail.com
juntalagares@sapo.pt
a.d.lagares@sapo.pt

16.9.10

XI Palavras Andarilhas (16, 17 e 18 de Setembro, em Beja, a cidade dos contos...)


PROGRAMAÇÃO



16QUI.
12h00 Entrega das Pastas · Confirmação das Inscrições nas Oficinas
14h00 Abertura do Encontro · Juramento Andarilho 300 vozes e o compromisso com a palavra
15h00 Um abraço a António Torrado 40 anos de carreira literária é OBRA e as Palavras Andarilhas vão celebrá-lo com a participação de:
Glória Bastos, Maria Emília Traça, Natália Pais, João Mota, Isabel Minhós Martins, Rui Marques Veloso e Leonor Riscado (PT)
Leitura e narração de contos do autor por leitores, narradores e amigos
19h00 O canto dos Contos - Actividade colectiva pela cidade
Concepção de: Miguel Horta (PT)
21h30 Noite dos Contadores Andarilhos
Participação especial de: Ana S. Paiva (PT), Claúdia Fonseca (BR), Matia Losego (IT), Rita Sales (PT) 23h00 Fábulas Fabulosas · Arte Pública (PT)

17SEX.
09h30 Caminhos Cruzados* Fanny Abramovich (BR)
11h00 O livro duplicado · Multileituras Maria Teresa Meireles (PT)
11h40 Animalários, sonhários e outros monstros Javier Saéz Castán (ES) (a confirmar)
15h00 - 18h00 OFICINAS
18h30 O lugar onde moram as Palavras Fanny Abramovich, António Torrado, António Mota
Sessão dinamizada por: Sandy Gageiro (PT)
21h30 Festival de Narração · Eu conto para que tu sonhes Angelo Torres (PT) e Luis Carmelo (PT) Pep Bruno (ES) Thomás Bakk (BR) e Rodolfo de Castro (ARG)

18SÁB.
10h00 La palavra de Cuentero Nicolás Buenaventura Vidal (COL)
11h00 Oralidades* Xabier Puente Docampo (ES)
12h00 Cante e voz da terra do Sol Mariana "Bicho" (PT) à conversa com Cristina Taquelim (PT)
15h00 - 18h00 OFICINAS
18h30 Colombinas · quando a poesia ganha asas Concepção de: Miguel Horta (PT)
21h30 Festival de Narração · Eu conto para que tu sonhes
… e de repente a palavra…
Alexis Pimienta (CUB), Chullage (PT), José Craveiro (PT), Zé Fanha (PT)
Mostra de repentismo e palavra falada
Cristina Verbena (ES) Nicolás Buena Ventura Vidal (COL)
Encerramento do Encontro




OFICINAS 15h00 - 18h00

17SEX. 18SÁB.
A · Palavras que contam - Pep Bruno (ES)
B · Leitura sensorial e inteligência criativa - Paulo Condessa (PT)
C · Leituras de corpo inteiro - Letícia Liesenfeld (BR)
D · Vá de poesia - Alexis Pimienta (CUB)
E · Reservado el derecho de lectura - Piratas de Alejandria (ES)

Oficina sobre a dinamização dos clubes de leitura presenciais e 2.0.
F · Imaginário Tradicional - Maria Teresa Meireles (PT)
O livre curso das histórias
G · Palavras de água e vento - Emília Traça (PT)
H · Inventario de voces - Cristina Verbena (ES)
I · A arte de ser leitor - Zé Fanha (PT)
J · Habitar el Sonido - Rodolfo de Castro (ARG)
L · Quem tem medo do Lobo Mau - Maurício Correia Leite (BR)

OFICINAS - AGRUPAMENTOS DA CIDADE
· A poesia vai à escola - João Manuel Ribeiro (PT)
· Escola e família na promoção da leitura - Zé Fanha (PT)

OFICINAS - PARA JOVENS DA CIDADE
· Oficina de Spoken Word - Chullage (PT)

MERCADO DAS ARTES DA PALAVRA
programação em:
http://www.cm-beja.pt
· Tenda das Artes da Palavra: Tertúlias com os escritores presentes no encontro: António

Torrado, António Mota, João Manuel Ribeiro, Zé Fanha, António Fontinha, Rita Sales, Liliana Lima, Contadores Andarilhos e Família Tangerina (PT). Apresentações de livros, revistas e sessões de autógrafos.
· Sessões de narração oral: Angelo Torres (PT), Jorge Serafim (PT), Cegarrega (PT), Matia Losego (IT), Liliana Lima (PT) e Contadores Andarilhos.
· Botequim dos Contos: Contabandistas (PT) e Thomás Bakk (BR)
· Oral'idades: Tudo o que nos aquece a voz e consola a alma … rezas, benzeduras, contos e cordel.
· Tendinha dos Contos: Luis Carmelo (PT)
· Consultório de contos: Contabandistas (PT)
· Aqui mora a Fanny: Mostra bibliográfica da escritora brasileira Fanny Abramovich (BR)
· Ponto de Leitura: Livraria Histórias com Bicho (PT)
· Estendal Andarilho: Imagens dos Festivais de Narração do Mundo
· “O Animalário Universal do Professor Revillod“ e “Sonhário“ - Exposição de originais de ilustração dos livros de Javier Saéz Castán (ES)
· Livros de estranhos formatos: O Lado Esquerdo Editora (PT)
· II Maratona de Leitura: Celebrar um autor, ler a sua obra. Textos de Matilde Rosa Araújo
· Actividades para escolaspúblico familiar: Grelha de programação definitiva a partir de 31 de Julho em:
http://www.cm-beja.pt
· Fora de Portas: Grelha de programação definitiva a partir de 31 de Julho em:
http://www.cm-beja.pt
· Estafeta de Contos: No último ano foram 73 os lugares: cidades, escolas e associações envolvidos na estafeta. Este ano o seu início será a 6 de Outubro.

Casa das Atochas ( na Corunha, Galiza) - programação do mês de Setembro

Clicar em cima da imagem para ler em detalhe


Centro Social Okupado Casa das Atochas
rua Atocha Alta 14



O C.S.O. Casa das Atochas ocupouse en marzo do ano 2008.

Espazo sito no barrio de Montealto da cidade da Coruña.

A Casa das Atochas: un intento de modelar un proxecto de autoxestión horizontal

Funcionamento
A Casa das Atochas é un Centro Social Okupado, onde conxugamos política e autoxestión das nosas vidas. A maneira de funcionar da Casa tenta non plaxiar os múltiples defectos da xestión piramidal; non hai xerarquía ningunha, non hai director*s nin dirixid*s.

O noso órgano de xestión máis alto é a asamblea aberta dos luns (calquera pode vir e participar, propoñer, e debatir) a partires das 20:30 horas. Nela coordinamos o traballo da semana e dos vindeiros meses que teñen que ver coa Casa, as súas actividades, o reparto de tarefas, ou calquer actividade externa programada.
Os colectivos que traballan na Casa fan o mesmo nas súas asambleas, e calquer problema pode ser debatido nas xuntanzas dos luns.
As decisións non se fan por votación senón debatindo e procurando solucións que se acheguen ao consenso. Moit*s poden pensar que este sistema é imposible que funcione, pero o certo é que o fai, e desde a Casa tentamos ser un bo exemplo disto.

Actividades político/culturais
Na Casa das Atochas non hai ánimo de lucro, é dicir, nunca se organiza un concerto, palestra, actividade, obradoiro, etc., nin absolutamente nada, por cartos. Toda a xente que está a participar na Casa, que verás cociñando, limpando, atendendo nos eventos ou montando os próximos, faino voluntariamente e sen cobrar. É un compromiso duro pero necesario para a consecución dunha comunidade igualitaria. Absolutamente todo na Casa: cada mural pintado, cada obra realizada, ou cada comida servida, é/foi/e será feito deste xeito.
Por mor disto, calquer interesad* en actuar na Casa, só recibirá cartos para compensar o transporte ata a Casa. Nós poñeremos a comida, a bebida, e, en caso de precisalo, un sitio no que durmir. Non é a nosa intención, nin ten sentido, apoiar circuitos comerciais, cando todo o demáis na Casa se fai de maneira voluntaria e participativa; agardamos que esta postura sexa respectada pol*s participantes en calquer tipo de actuación, concerto, palestra, obradoiro, etc., e no curso da súa estancia na Casa.
Por outra banda, o noso anhelo de poder mudar o curso das cousas, polo menos na nosa realidade local, lévanos a solidarizarnos coas múltiples situacións nas que, ben sexa polo papel punitivo do Estado, ben pola ilusión doutr*s de cambiar as súas realidades persoais e locais; por isto, algúns concertos e actividades sirven de apoio a causas políticas e colectivos, afíns á nosa visión política e organizativa.

Respecto e convivencia
Para acadar unha alternativa real, desde a Casa das Atochas agárdase un mínimo respecto entre iguais, tanto por parte d*s asistentes como d*s participantes dos proxectos, actividades, asambleas, obradoiros, palestras, etc.; polo que as actitudes racistas, translesbohomófobas, a tortura animal, as drogas duras (agás o alcol ;)) e a violencia sen razón non forman parte da cotidianeidade da Casa e non serán benvidas. Porén, a igualdade, o respecto, a reciclaxe, o espírito participativo, o consumo consciente, a autoxestión e o saber estar en xeral son as actitudes que coidamos se desenvolvan no Centro Social Okupado Casa das Atochas.

Se queres falar con nos, por favor, escribe a:
contacto [arroba] casadasatochas [punto] info
contacto [at] casdasatochas [doc] info

Há cinema na Casa Viva amanhã com o filme «American Radical», sobre Norman Finkelstein

O GAP - Grupo de Acção pela Palestina apresenta:

American Radical. The Trials of Norman Finkelstein (89')
de David Ridgen & Nicolas Rossier
Documentário. E.U.A/Canadá 2009

6ªfeira , 17 setembro, às 22h00

entrada livre

Local: Casa Viva

Praça marquês pombal 167 - Porto

http://casa-viva.blogspot.com/



Documentário sobre a figura controversa do académico Norman Finkelstein, abordando questões fundamentais relativas à identidade, à justiça social, à liberdade e ao activismo. Um olhar acutilante sobre as questões do Médio Oriente que pontuaram o final da segunda guerra mundial até aos nossos dias e que nos leva dos EUA, a Israel, ao Líbano, à Palestina, à Alemanha, ao Japão.

Norman Finkelstein é descendente de sobreviventes do Holocausto. Os seus trabalhos trouxeram-lhe tanto a fama e o respeito, como a censura e a repressão. Publicou vários livros sobre o conflito do Médio Oriente. Estará no Porto no próximo dia 30 de Setembro.

Mais sobre Norman Finkelstein:

Oração à Virgem do Hipermercado


Oração à Virgem do Hipermercado

Salvai ó Virgem do Hipermercado,
Fonte natural de riquezas,
O meu estatuto da inveja
E da ganância dos outros consumidores

Fazei com que a mercadoria,
Espalhada pelos caminhos das vendas,
Pela mão da publicidade
Me conduza a cada nova compra

E que a crise não multiplique o perigo
Dos milhões de explorados
Para que o meu cartão Visa
Se perpetue para sempre

14.9.10

Solidariedade com os activistas dos direitos dos trabalhadores imigrantes que vão ser julgados amanhã no Porto

Próximo dia 15 de Setembro, quarta-feira, às 14.00 h., vão a julgamento no Tribunal do Bolhão, no Porto 4 activistas das associações portuenses ESSALAM (Maghreb), AACILUS (Afro-brasil.), Terra Viva!AES (Portug.) e MUSAS (Portug.) acusados de “Difamação ao SEF “(Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) por terem subscrito um manifesto culpabilizando moralmente os serviços do Porto daquela polícia , do suicídio do trabalhador precário paquistanês Ahmed Hussein, bastante deprimido depois de lhe ser negado no SEF do Porto a continuação da sua permanencia em Portugal , por os seus ganhos anuais não perfazerem os 5 400 euros anuais então exigidos – apesar de ele sempre ter feito os seus descontos legais para a Segurança Social nos 5 anos que aqui viveu e trabalhou.

No seguimento do seu suicídio, reuniram-se várias associações de apoio a imigrantes e trabalhadores imigrantes e portugueses , decidindo, além de uma conferencia de imprensa, realizar uma manifestação de protesto e luto reclamando contra a forma como os serviços do SEF do Porto vinham tratando os trabalhadores imigrantes.

Destas acções, no Verão de 2006, à qual aderiram vários outros movimentos cívicos , resultaria a demissão do antigo chefe daquela polícia no Porto e o processo movido aos activistas das quatro associações citadas, por alegada “difamação do SEF”.

VENDO NESTE PROCESSO UMA FORMA DE TENTAR INTIMIDAR TODOS QUANTOS LUTAM PELA DEFESA DOS DIREITOS LEGÍTIMOS DOS TRABALHADORES –IMIGRANTES OU NÃO -E CONTRA OS ABUSOS CONTRA ELES COMETIDOS, APELAMOS À PRESENÇA SOLIDÁRIA DE TODOS QUANTOS ENTENDAM QUE, PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS DOS ESTADOS E DAS DIFERENÇAS CULTURAIS, PARA NÓS, TRABALHADORA/ES, A NOSSA PÁTRIA É O MUNDO INTEIRO - E NELE TEMOS O DIREITO NATURAL A PROCURAR VIVER E TRABALHAR ONDE ISSO AINDA FÔR POSSÍVEL!

PELA SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL DE TRABALHADORAS/ES E “EXCLUÍD@S” ! LEMBREMOS AHMED HUSSEIN!


Este processo arrasta-se desde há mais de quatro anos, depois de activistas de quatro associações do Porto (Essalam, Terra Viva!AES, AACILUS e Espaço MUSAS) terem sido acusados de "difamação grave" aos serviços do SEF (polícia de estrangeiros e fronteiras) do Porto, no decorrer de conferências de imprensa, assembleias de trabalhadores imigrantes e portugueses e de uma manifestação de luto e protesto na baixa portuense (24-06-2006), acusando aqueles serviços no Porto de "moralmente culpados" pelo suicídio do trabalhador paquistanês Ahmid Hussein e reclamando a demissão daqueles serviços do então seu director, Eduardo Margarido.

O caso reporta-se às denúncias de trabalhadores da comunidade paquistanesa – entre outras comunidades de trabalhadores imigrantes do Porto – referindo a forma como vinham a ser tratados até então no SEF do Porto e que estaria na origem da depressão e posterior suicídio do trabalhador Hussein, trabalhador da construção civil em regime precário, a quem aqueles serviços do SEF teriam exigido prova de ganho anual de 5400 Euros para poder continuar a residir aqui. Estando há mais de cinco anos em Portugal e a descontar para a segurança social portuguesa, Hussein teria argumentado que como precário seria impossível auferir isso anualmente – nem mesmo muitos trabalhadores portugueses o poderiam fazer. Então, a segurança social portuguesa que lhe devolvesse o que ele tinha descontado e o deixasse assim regressar ao seu país... Não aceite este argumento, e maltratado e enxovalhado então no SEF do Porto, Hussein teria entrado em depressão, suicidando-se pouco tempo depois, saltando da ponte D. Luís, deixando viúva e cinco filhos menores no seu país de origem.

Denunciando esta situação junto de associações de apoio a imigrantes e de outras que se solidarizaram, amigos seus da comunidade paquistanesa falaram em conferência de imprensa e acabaram por se juntar, quer nas assembleias abertas quer na manifestação, também muitos outros trabalhadores imigrantes de outras comunidades, igualmente com razões de queixa relativamente à forma como tinham sido tratados no SEF do Porto. De notar que os serviços desta polícia já vinham sendo anteriormente alvo de queixas, reparos e mesmo de processos (de corrupção inclusive) pela forma discriminatória como lidavam com elementos mais fragilizados das várias comunidades imigrantes – contrastando com o teor dos discursos oficiais (ACIME, etc.) apelando às benesses da multiculturalidade e à necessidade do trabalho d@s imigrantes... (mas pelos vistos isto só visará ou os imigrantes ricos com capitais para investir por cá ou os muito pobres que se deixem explorar sem protestar...).

POR UM MUNDO SEM FRONTEIRAS!

A NOSSA PÁTRIA É O MUNDO INTEIRO

Debate sobre Imigração, trabalho e Direitos Humanos ( dia 16 de Set. às 17h. na Faculdade de Letras do Porto)

Integrado no I Seminário de Desenvolvimento Sócio-Económico Brasil-Portugal realiza-se dia 16 de Setembro pelas 17h. na Faculdade de Letras do Porto um debate sobre Imigração, trabalho e direitos humanos.

A organização conjunta é do Ibservatório dos Direitos Humanos e das Faculdades de Letras e de Medicina da U.P. e Faculdade de Ciências Económicas da Universidade de Minas Gerais.

Participantes:
Manuel Solla (Comissão Nacional para a Legalização de Imigrantes e Observatório dos Direitos Humanos (15 min) - Direitos Humanos e apoio à integração de imigrantes
João Torres (Coordenador da União dos Sindicatos do Porto) (15 min)
- Acesso ao trabalho e direitos - Representante do Serviço Estrangeiros e Fronteiras (15 min)
- Lei de estrangeiros - Luciana Mendonça (pós-doutoranda no CES-UC e inves+gadora) (15 min) – Imigração brasileira em Portugal
Moderado
ra: Maria João Oliveira (Doutoranda FLUP/ IS FLUP)
Debate (45 m)



Ver programa em:
http://sigarra.up.pt/flup/noticias_geral.ver_noticia?P_NR=3594




O Observatório dos Direitos Humanos (ODH) é uma frente inter-associativa que tem por objectivo denunciar violações dos direitos fundamentais em Portugal, bem como proteger e promover os direitos humanos em geral, mediante a publicação e publicitação de relatórios periódicos sobre esta mesma temática, com referência a situações concretas. O ODH não é uma instituição pública nem promove ou constitui quaisquer meios de resolução judicial ou extra-judicial de conflitos.

http://observatoriodireitoshumanos.net/

13.9.10

29 de Setembro - Jornada de luta e greve geral europeia contra o desemprego e a austeridade só para os pobres



Os preconceitos sobre a anarquia e a religião são desmentidos pela História!




Anarquia e a religião – as ideias preconcebidas sobre ambas são desmentidas pela verdade histórica


Anarquia = em 150 anos de existência do anarquismo, a violência praticada pelos anarquistas existiu mais ou menos durante 10 anos ( por volta de 1890) e terá provocado algumas dezenas de mortos e feridos. No entanto, o preconceito sobre os anarquistas, associados à violência, e como alguém que coloca bombas é persistente ainda hoje!


Religião = ao longo de mais de 20 séculos de existência, as religiões provocaram centenas de milhares de mortos, guerras sem fim, massacres, genocídios que terão causado milhões e milhões de mortos e feridos. No entanto, a imagem feita e persistente de uma pessoa religiosa é a de um ser pacífico !!!

11.9.10

Edição em português do mês de Setembro do Le Monde Diplomatique já está nas bancas e livrarias


Sumário da edição do mês de Setembro de 2010 do Le Monde Diplomatique que se publica em Portugal pela mão da Cooperatica Outro Modo

EDITORIAL

• «Fotografias sem Luzes» (Serge Halimi)

AOS LEITORES

• «Nós, de Outro Modo» (Sandra Monteiro)

CRISE, II ACTO: Da Lógica do Caos Económico às Dinâmicas no Terreno Social (dossiê)

• «O “rigor” de que precisamos» (Laurent Cordonnier)

• Glossário (termos económicos)

• «Vitória de Pirro para a economia alemã» (Till van Treeck)

• «A pobreza das estatísticas» (Nuno Teles)

• «Aposentações, um tesouro inimaginado» (Bernard Friot)

• «Despertar sindical sob os pinheiros dos Landes» (Gilles Balbastre)

• «O livro de reclamações do povo chinês» (Isabelle Thireau)

AUSTERIDADE EUROPEIA, PROTESTO EUROPEU

• «O valor das manifestações transnacionais» (Hermes Augusto Costa)

DA TECNOLOGIA AO JORNALISMO

• «O WikiLeaks e os mitos da era digital» (Christian Christensen)

ESCALADA REPRESSIVA EM FRANÇA

• «Emergência social, excesso securitário» (Laurent Bonelli)

OUTRAS ECONOMIAS

• «Socialismo, a democracia em plenitude» (Jorge Bateira)

PRECARIEDADE EM PORTUGAL

• «Precariedade: modos de usar» (Ricardo Noronha)

QUE POLÍTICAS PARA O MAR?

• «O oceano só será uma oportunidade se o conhecermos» (Telmo Carvalho)

ELEIÇÕES NO BRASIL

• «Que balanço social para Lula?» (Geisa Maria Rocha)

GUERRA NO AFEGANISTÃO

• «De onde vem o dinheiro dos talibãs?» (Louis Imbert)

CENTRO DE ESPIONAGEM REVELADO

• «Aqui trabalham espiões israelitas» (Nicky Hager)

SÉRVIA, KOSOVO

• «Prodígios e vertigens da diplomacia sérvia » (Jean-Arnault Dérens)

REPORTAGEM NO LÍBANO

• «Nos campos de Bekaa» (Lucile Garçon e Rami Zurayk)

UMA RELAÇÃO ESPECIAL?

• «Londres reavalia a relação com Washington» (Jean-Claude Sergeant)

POLÍTICA E ALTOS SALÁRIOS

• «Estados Unidos: advogados tomam o poder» (Alain Audi)

• «Formação acelerada à francesa» (A.A.)

SOCIALISTAS PROCURAM PROJECTO

• «Os cuidados e descuidos do care» (Evelyne Pieiller)

CULTURA E POLÍTICA

• «Contestações em diálogo com Avatar» (Henry Jenkins)

PROJECTO 3 iii

• «Inovação + Independência = Identidade» (depoimentos de Mónica Bettencourt Dias, Patrícia Portela/Acácio Nobre e Paulo Catrica)

EXPOSIÇÃO POVO-PEOPLE

• «Curta viagem ao país do Povo» (Marcos Cardão)

• «O que é o Povo?» (Nuno Domingos)

ESCRITOS DO MÊS

• Paul Davidson, John Maynard Keynes (recensão crítica de Nuno Teles)

• Luciano Amaral, Economia Portuguesa: As Últimas Décadas (recensão crítica de José Miranda)

• Bruno Peixe Dias e José Neves (coord.), A Política dos Muitos (recensão crítica de José Nuno Matos)

• José Neves (coord.), Como se Faz um Povo (recensão crítica de Rahul Kumar)

Os conselhos paternais aos filhos, à entrada da escola, no início do ano lectivo !

-Lembra-te que, para bem do teu futuro, o mais importante não é o que vais aprender, mas sim ao lado quem te vais sentar !


Risoterapia massiva para esquecer o síndroma pós-férias




Está prevista para o próximo dia 18 de Setembro na cidade de Barcelona a realização de uma massiva sessão de risoterapia com o objectivo de promover o riso e a boa disposição para o reinicio do trabalho diário após o período de férias que coincide normalmente com o mês de Agosto.

A sessão convocada é aberta a todos, totalmente gratuita, e tem sido difundida sob o lema «quantos mais formos, mais nos riremos».


A risoterapia é uma técnica que visa gerar benefícios emocionais por meio do riso. Realiza-se por regra no âmbito de grupos reduzidos a fim de aproveitar o contágio entre as pessoas próximas, mas desta vez o convite é dirigido à população em geral da cidade de Barcelona e a justificação para o convite é feita pela necessidade de combater o conhecido ( e, por demais, reconhecido) síndroma do fim da férias.

Recorde-se que os especialistas aconselham que cada pessoa deve rir-se, pelo menos, 3 vezes em cada dia.

Rir aproxima-nos, torna-nos mais humanos. É uma linguagem universal e contagiante


10.9.10

Aversão ao serviço militar no Portugal do séc. XVIII - livro sobre a insubmissão à tropa e às ordens dos chefes militares


Foi editado mais um estudo muito interessante sobre a construção dos aparelhos institucionais do Estado no território português e a sua imposição às comunidades locais e à população em geral o que tinha por consequência a resistência destas últimas. Desta vez a atenção neste livro incide sobre as práticas de resistência à imposição do serviço militar obrigatório e a insubmissão às ordens dos chefes militares.

Insubmissão - Aversão ao serviço militar no Portugal do século XVIII
Autor:Fernando Dores Costa
Edição do Instituto das Ciências Sociais

Apresentam-se as muitas e variadas dificuldades com que, no Portugal do século XVIII, se confrontam as tentativas de organização de uma forma militar de acordo com as normas e os costumes do estilo militar europeu.
Partindo da análise da guerra de 1762, episódio da Guerra dos Sete Anos, e da presença em Portugal do conde de Lippe como organizador das forças em tempo de perigo e depois como supremo dirigente militar das tropas do rei de Portugal, identificam-se tradições de resistência ao recrutamento militar e de inconformidade às exigências de formação da cavalaria e de dedicação profissional dos oficiais.
Acompanha-se o destino das celebradas reformas de Lippe, evidenciando-se os limites políticos do pombalismo como uma mudança política que não afectava os comportamentos populares e quotidianos.
No final do século subsistem as tradicionais resistências. Apresenta-se a insubmissão, o incumprimento das ordens por indivíduos de vários grupos sociais, em suma, a ausência daquilo que a literatura nacionalista quis que fosse tomado como óbvio: o Estado e a nação. Na verdade, o governo dos homens seguia outros caminhos.

Fernando Dores Costa é doutorado em Sociologia e Economia Históricas pela Universidade Nova de Lisboa e investiga temas de história social portuguesa dos séculos XVII, XVIII e XIX desde há mais de vinte anos. Dedicou-se nos últimos à pesquisa sobre a história social do exército, as práticas de recrutamento, as resistências ao estilo militar e os modos de governo dos homens desde 1640 até ao início do século XIX. Colaborador do 2.º volume da Nova História Militar de Portugal (direcção de António M. Hespanha, Círculo de Leitores, 2004), publicou A Guerra da Restauração,1641-1668 (Livros Horizonte, 2004) e (em parceria) D. João VI (Círculo de Leitores, 2006). Trabalha presentemente sobre a Guerra Peninsular
.

9.9.10

A CrewHassan está sem espaço - Festa Benefit no Ateneu de Lisboa (dia 11 de setembro)


SE DESEJAS A CONTINUIDADE DA CREWHASSAN NÃO FALTES!!
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CREW HASSAN BENEFIT PARTY


Após 4 anos de actividades diárias na nossa sede na rua Portas de Santo Antão, a Crew Hassan vê-se obrigada a procurar outro espaço!

Por este espaço passaram workshops, aulas de capoeira,dança contemporanea,ensaios e gravações, exposições, performances, teatro, cinema alternativo,instalações artisticas, debates, e claro, uma dose diária de concertos e dj's.

Assim, para manter a nossa independência (pois relembramos que nunca recebemos qualquer verba de nenhuma instituição pública ou privada),procuramos uma nova sede para manter as nossas actividades! Para esta mudança precisamos de fundos e temos o contributo de vários artistas para este evento.

Como não somos da cultura da tristeza,mas sim da alegria,não vamos chorar sobre o leite derramado e enfrentamos o futuro com o mesmo empenho de sempre: Em Festa!!

Dia 11 de Setembro no Ateneu de Lisboa na mesma Rua que um dia também foi nossa, vamos festejar e angariar os fundos que nos ajudarão a encontrar uma nova sede onde prometemos continuar a abanar Lisboa!

A entrada custa 5 euros e dá direito a uma festa com muitos dos artistas que fazem parte da história da Crew Hassan: Musicos, Djs, Vjs, Performers etc..

Nomes já confirmados
Melo D, Selecta Lexo, Johnny (Cool Train Crew), Deni Shain (Fr), DJ 2old4school, Mike Stellar, Nuno Bernardino, Tony Montana, Mo'Junkie (Phonotactics), Dubadelic Vibrations, Kid Selecta, E.D.P., VJ X, Mystic Fyah, Mo'Junkie, Vítor Silveira

Jam session aberta com músicos!


CREW HASSAN BENEFIT PARTY
11 DE SETEMBRO
ATENEU DE LISBOA - A PARTIR DAS 22H
ENTRADA 5 EUROS

Mensagens de apoio:

- "se poderiamos viver sem a crew hassan??? podiamos, mas não era a mesma coisa" Dj Johnny (Cool Train Crew)

- "a vida nas cidades também se faz de espaços como o da crew hassan - espaços onde outra perspectiva da cultura é explorada. seria uma pena vê-la desaparecer." Rui Miguel Abreu, jornalista


Texto sobre a Cooperativa Cultural Crew Hassen

Também na Baixa, mas na de Lisboa, está localizado o espaço da CrewHassan (pronuncia-se croissant), cooperativa cultural formada em Maio de 2006.
Renato XXX, mais conhecido por Renas, apercebeu-se de que Lisboa não tinha «nenhuma oferta de locais de qualidade, fora do circuito comercial», que permitisse aos artistas mostrar o seu trabalho. E que o público «estava a precisar de coisas novas.» Em conjunto com seis amigos decidiu criar um espaço que respondesse a esta necessidade. A casa foi encontrada por sorte. Renas, DJ de profissão, foi tocar numa festa do Comércio Justo, onde lhe disseram que o andar de baixo estava disponível. Não perdeu tempo e ali ficou instalada a Crew, no 1.º andar do n.º 159 da Rua das Portas de Santo Antão, a dois passos do Coliseu dos Recreios. A música ouvida em ambos os espaços é, no entanto, bem diferente. Se no Coliseu tocam artistas já conceituados, no palco da Crew tocam aqueles que não encontram lugar nos tops de vendas.
Mas a cooperativa não se limita à música. Promove exposições – ao longo das paredes vemos vários quadros e fotografias –, instalações, mostras de cinema, VJS Sets, workshops. As ideias não param e por isso, no passado dia 22, inauguraram uma loja de discos, onde planeiam ter também um espaço para os produtos do Comércio Justo. Nem só de arte, porém, vive este projecto. «O nosso objectivo é ter uma equipa grande que faça um bom trabalho, ao nível da cultura, e que angarie dinheiro para projectos sociais associados à CrewHassan», explica Renas. Como o Natal Social, que teve já a sua 3.ª edição, no qual se reúne comida, roupa e brinquedos para oferecer a instituições de caridade.
Acreditam que o mundo pode ser melhor, e que essa melhoria depende de cada um. Por isso ali não se vende Coca-Cola: «Somos contra as multi-nacionais e a favor do comércio tradicional. Além disso, a Coca-Cola foi o segundo maior financiador da campanha de Bush. A política está muito ligada à Economia. Penso que se não comprarmos determinados produtos podemos marcar a diferença.» Como defendem os direitos dos animais, o restaurante é vegetariano. Não impõem escolhas ou modos de vida, mas vivem de acordo com os seus. Recusam o rótulo de alternativos, que acreditam ter uma conotação pejorativa: «Não é uma cultura alternativa, nem um modo de vida alternativo. Não são segundas escolhas. São opções. É a nossa maneira de ser, de estar e de viver.»
in Jornal de Letras

Lupem-burguesia, parasitas e decomposição

Lupen-burguesia”, parasitas e decomposição

Onde se situa hoje uma grande parte da burguesia? Na dependência do Estado.


A burguesia, que com a sua revolução, trouxe uma nova ordem económica mundial, uma nova relação de produção; que imprimiu alterações fundamentais na infra-estrutura e na super-estrutura; que enterrou um sistema feudal e aristocrata de esclavagismo das classes inferiores e de puro rentismo por parte das classes superiores; que revolucionou na ciência, na tecnologia, nos transportes, na maquinaria, etc., estará agora a sentir o fim do seu tempo? O projecto liberal-burguês mostra sinais de decomposição e de retorno a um modelo rentista e dependente e onde predomina a acumulação e parasitária de capital em detrimento da aplicação do capital em capital produtivo.

Ainda que se arvore dos ideais do liberalismo, da demissão do Estado em questões de mercado; ainda que permanentemente o projecto liberal-burguês e os partidos que o sustentam venham dizer que é preciso diminuir o peso do Estado na vida pública, o que é certo é que essa mesma burguesia se encontra e faz-se cada vez mais dependente dos Estados, o mesmo é dizer do dinheiro público, o mesmo é dizer do dinheiro dos trabalhadores em geral.

Este é um sinal de decomposição dessa ordem económica que a burguesia fundou: ao discurso do livre mercado contrapõe-se a necessidade de Parcerias Público Privadas para alimentar uma clientela burguesa; ao discurso da demissão do Estado da economia contrapõe-se o apelo da burguesia aos Estados para que estes salvassem o sistema bancário e a sua forma de vivência rentista baseada no casino das bolsas e do capital fictício; ao discurso da necessidade de menos Estado vemos uma burguesia a tentar acumular mais capital à custa dos Estados e das privatizações de sectores estratégicos, monopólios naturais e sectores que são garantidamente rentáveis.

Onde se situa hoje uma grande parte da burguesia? Na dependência do Estado. Vive à custa de injecções de dinheiro no sistema bancário, vive à custa da especulação sobre os défices; vive à custa dos negócios que os Estados e partidos da burguesia arranjam para si, como as parcerias público privadas e as privatizações “cirúrgicas” dos sectores que davam lucro ao Estado e agora passam a dar lucro à burguesia.

A burguesia, que desempenhou em tempos um papel revolucionário, mostra hoje que é necessário um novo salto qualitativo na história em direcção a uma nova sociedade. A mandriice, o rentismo, a improdutividade e a inacção feudal contra a qual a burguesia se rebelou é hoje a mandriice, o rentismo, a improdutividade e inacção que caracteriza grande parte dessa mesma burguesia. Todas elas resultantes de uma dependência absurda e parasitária em relação aos Estados e, determinante no novo imperialismo, o predomínio da financeirização do regime capitalista.

Podem dizer-nos que quem vive desta forma, quem acumula capital em dependência para com os Estados, quem vive do rentismo e do capital fictício são apenas pequenas camadas putrefactas ou decompostas da burguesia: os “lumpen-burgueses” que, à semelhança do lumpen-proletariado, faria parte de restos de uma velha sociedade encaixada na nova ordem de classes.

Mas esta “lumpen-burguesia” dependente e parasitária não é apenas uma minoria no projecto liberal-burguês e não se trata de representantes de uma velha sociedade; é sim, uma classe a regressar a modelos de acumulação e rentismo que existiram numa velha sociedade e que agora se recuperam como necessidade de uma burguesia que não consegue sobreviver sem os Estados e sem os seus partidos de Governo.

Podemos isolar uma “lumpen-burguesia” ou uma parte dessa ”lumpen-burguesia” da burguesia em geral, apesar de se saber que são co-proprietários de imensas empresas e multinacionais, nomeadamente pela via da detenção de acções, considerar que ela conforma uma “classe própria” dentro da classe burguesa global, apesar de ser numericamente menor, e dizer que é ela quem dita as regras aos governos predominantes no imperialismo global e é ela quem fez abortar ou tornar simbólicas as tímidas tentativas de regulação financeira global?

Se assim for poderemos colocar uma questão: perante um cenário em que esta parte ou esta “lumpen-burguesia” improdutiva e dependente se alastra: onde fica o problema da dialéctica? Se em termos de aplicação do capital em capital produtivo, burguesia e proletariado se encontravam numa relação dialéctica, em que um necessitava do outro (ainda que a relação de forças estivesse do lado da burguesia por deter o capital e meios de produção); que faz esta “lumpen-burguesia” para que seja necessária ao proletariado se nada produz e vive da dependência do Estado e do rentismo?

Neste caso a “lumpen-burguesia” necessita do proletariado porque necessita dos seus impostos para se manter como classe dominante e detentora do capital e do Estado como “plataforma funil” que encaminha os fundos à sua boca ávida e submete o proletariado. Mas qual é a relação dialéctica que o proletariado estabelece com esta classe, se ela se mostra inútil, se não cria postos de trabalho por ela, se depende do Estado e nesta dependência destrói o Estado social?

Poderemos afirmar que a “lumpen-burguesia” reconhece o extremo acirrar dessa contradição ao impor a aceleração do neoliberalismo, em particular na Europa?

Com este artigo não se pretende o encontrar de uma nova categoria social ou ideológica e sua definição, tão-só o espicaçar da interrogação dialéctica tão necessária aos novos tempos. Afinal, estes novos tempos vão tornando cada vez mais visível a necessidade de uma ruptura revolucionária.

Artigo de Moisés Ferreira
Texto retirado de:

Oficina de Samba de Acção (17 e 18 de Setembro) no Contagiarte



Ritmos de Resistência

OFICINA DE SAMBA DE ACÇÃO
17 e 18 de Setembro

Local: Contagiarte, R. Alvares Cabral 372, Porto

Entrada Livre

A Resistência precisa de música!


contacta:
RoRPorto@gmail.com

Contagiarte,
Rua Alvares Cabral 372

Ritmos de resistência?
Somos uma rede transnacional de bandas de samba-activista, fazemos uso dos ritmos em manifestação e acções directas.

Não tens de saber como tocar bem, mas sim ter vontade de ajudar a mudar o mundo de uma forma criativa e sem hierarquias.