16.9.10

Há cinema na Casa Viva amanhã com o filme «American Radical», sobre Norman Finkelstein

O GAP - Grupo de Acção pela Palestina apresenta:

American Radical. The Trials of Norman Finkelstein (89')
de David Ridgen & Nicolas Rossier
Documentário. E.U.A/Canadá 2009

6ªfeira , 17 setembro, às 22h00

entrada livre

Local: Casa Viva

Praça marquês pombal 167 - Porto

http://casa-viva.blogspot.com/



Documentário sobre a figura controversa do académico Norman Finkelstein, abordando questões fundamentais relativas à identidade, à justiça social, à liberdade e ao activismo. Um olhar acutilante sobre as questões do Médio Oriente que pontuaram o final da segunda guerra mundial até aos nossos dias e que nos leva dos EUA, a Israel, ao Líbano, à Palestina, à Alemanha, ao Japão.

Norman Finkelstein é descendente de sobreviventes do Holocausto. Os seus trabalhos trouxeram-lhe tanto a fama e o respeito, como a censura e a repressão. Publicou vários livros sobre o conflito do Médio Oriente. Estará no Porto no próximo dia 30 de Setembro.

Mais sobre Norman Finkelstein:

Oração à Virgem do Hipermercado


Oração à Virgem do Hipermercado

Salvai ó Virgem do Hipermercado,
Fonte natural de riquezas,
O meu estatuto da inveja
E da ganância dos outros consumidores

Fazei com que a mercadoria,
Espalhada pelos caminhos das vendas,
Pela mão da publicidade
Me conduza a cada nova compra

E que a crise não multiplique o perigo
Dos milhões de explorados
Para que o meu cartão Visa
Se perpetue para sempre

14.9.10

Solidariedade com os activistas dos direitos dos trabalhadores imigrantes que vão ser julgados amanhã no Porto

Próximo dia 15 de Setembro, quarta-feira, às 14.00 h., vão a julgamento no Tribunal do Bolhão, no Porto 4 activistas das associações portuenses ESSALAM (Maghreb), AACILUS (Afro-brasil.), Terra Viva!AES (Portug.) e MUSAS (Portug.) acusados de “Difamação ao SEF “(Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) por terem subscrito um manifesto culpabilizando moralmente os serviços do Porto daquela polícia , do suicídio do trabalhador precário paquistanês Ahmed Hussein, bastante deprimido depois de lhe ser negado no SEF do Porto a continuação da sua permanencia em Portugal , por os seus ganhos anuais não perfazerem os 5 400 euros anuais então exigidos – apesar de ele sempre ter feito os seus descontos legais para a Segurança Social nos 5 anos que aqui viveu e trabalhou.

No seguimento do seu suicídio, reuniram-se várias associações de apoio a imigrantes e trabalhadores imigrantes e portugueses , decidindo, além de uma conferencia de imprensa, realizar uma manifestação de protesto e luto reclamando contra a forma como os serviços do SEF do Porto vinham tratando os trabalhadores imigrantes.

Destas acções, no Verão de 2006, à qual aderiram vários outros movimentos cívicos , resultaria a demissão do antigo chefe daquela polícia no Porto e o processo movido aos activistas das quatro associações citadas, por alegada “difamação do SEF”.

VENDO NESTE PROCESSO UMA FORMA DE TENTAR INTIMIDAR TODOS QUANTOS LUTAM PELA DEFESA DOS DIREITOS LEGÍTIMOS DOS TRABALHADORES –IMIGRANTES OU NÃO -E CONTRA OS ABUSOS CONTRA ELES COMETIDOS, APELAMOS À PRESENÇA SOLIDÁRIA DE TODOS QUANTOS ENTENDAM QUE, PARA ALÉM DAS FRONTEIRAS DOS ESTADOS E DAS DIFERENÇAS CULTURAIS, PARA NÓS, TRABALHADORA/ES, A NOSSA PÁTRIA É O MUNDO INTEIRO - E NELE TEMOS O DIREITO NATURAL A PROCURAR VIVER E TRABALHAR ONDE ISSO AINDA FÔR POSSÍVEL!

PELA SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL DE TRABALHADORAS/ES E “EXCLUÍD@S” ! LEMBREMOS AHMED HUSSEIN!


Este processo arrasta-se desde há mais de quatro anos, depois de activistas de quatro associações do Porto (Essalam, Terra Viva!AES, AACILUS e Espaço MUSAS) terem sido acusados de "difamação grave" aos serviços do SEF (polícia de estrangeiros e fronteiras) do Porto, no decorrer de conferências de imprensa, assembleias de trabalhadores imigrantes e portugueses e de uma manifestação de luto e protesto na baixa portuense (24-06-2006), acusando aqueles serviços no Porto de "moralmente culpados" pelo suicídio do trabalhador paquistanês Ahmid Hussein e reclamando a demissão daqueles serviços do então seu director, Eduardo Margarido.

O caso reporta-se às denúncias de trabalhadores da comunidade paquistanesa – entre outras comunidades de trabalhadores imigrantes do Porto – referindo a forma como vinham a ser tratados até então no SEF do Porto e que estaria na origem da depressão e posterior suicídio do trabalhador Hussein, trabalhador da construção civil em regime precário, a quem aqueles serviços do SEF teriam exigido prova de ganho anual de 5400 Euros para poder continuar a residir aqui. Estando há mais de cinco anos em Portugal e a descontar para a segurança social portuguesa, Hussein teria argumentado que como precário seria impossível auferir isso anualmente – nem mesmo muitos trabalhadores portugueses o poderiam fazer. Então, a segurança social portuguesa que lhe devolvesse o que ele tinha descontado e o deixasse assim regressar ao seu país... Não aceite este argumento, e maltratado e enxovalhado então no SEF do Porto, Hussein teria entrado em depressão, suicidando-se pouco tempo depois, saltando da ponte D. Luís, deixando viúva e cinco filhos menores no seu país de origem.

Denunciando esta situação junto de associações de apoio a imigrantes e de outras que se solidarizaram, amigos seus da comunidade paquistanesa falaram em conferência de imprensa e acabaram por se juntar, quer nas assembleias abertas quer na manifestação, também muitos outros trabalhadores imigrantes de outras comunidades, igualmente com razões de queixa relativamente à forma como tinham sido tratados no SEF do Porto. De notar que os serviços desta polícia já vinham sendo anteriormente alvo de queixas, reparos e mesmo de processos (de corrupção inclusive) pela forma discriminatória como lidavam com elementos mais fragilizados das várias comunidades imigrantes – contrastando com o teor dos discursos oficiais (ACIME, etc.) apelando às benesses da multiculturalidade e à necessidade do trabalho d@s imigrantes... (mas pelos vistos isto só visará ou os imigrantes ricos com capitais para investir por cá ou os muito pobres que se deixem explorar sem protestar...).

POR UM MUNDO SEM FRONTEIRAS!

A NOSSA PÁTRIA É O MUNDO INTEIRO

Debate sobre Imigração, trabalho e Direitos Humanos ( dia 16 de Set. às 17h. na Faculdade de Letras do Porto)

Integrado no I Seminário de Desenvolvimento Sócio-Económico Brasil-Portugal realiza-se dia 16 de Setembro pelas 17h. na Faculdade de Letras do Porto um debate sobre Imigração, trabalho e direitos humanos.

A organização conjunta é do Ibservatório dos Direitos Humanos e das Faculdades de Letras e de Medicina da U.P. e Faculdade de Ciências Económicas da Universidade de Minas Gerais.

Participantes:
Manuel Solla (Comissão Nacional para a Legalização de Imigrantes e Observatório dos Direitos Humanos (15 min) - Direitos Humanos e apoio à integração de imigrantes
João Torres (Coordenador da União dos Sindicatos do Porto) (15 min)
- Acesso ao trabalho e direitos - Representante do Serviço Estrangeiros e Fronteiras (15 min)
- Lei de estrangeiros - Luciana Mendonça (pós-doutoranda no CES-UC e inves+gadora) (15 min) – Imigração brasileira em Portugal
Moderado
ra: Maria João Oliveira (Doutoranda FLUP/ IS FLUP)
Debate (45 m)



Ver programa em:
http://sigarra.up.pt/flup/noticias_geral.ver_noticia?P_NR=3594




O Observatório dos Direitos Humanos (ODH) é uma frente inter-associativa que tem por objectivo denunciar violações dos direitos fundamentais em Portugal, bem como proteger e promover os direitos humanos em geral, mediante a publicação e publicitação de relatórios periódicos sobre esta mesma temática, com referência a situações concretas. O ODH não é uma instituição pública nem promove ou constitui quaisquer meios de resolução judicial ou extra-judicial de conflitos.

http://observatoriodireitoshumanos.net/

13.9.10

29 de Setembro - Jornada de luta e greve geral europeia contra o desemprego e a austeridade só para os pobres



Os preconceitos sobre a anarquia e a religião são desmentidos pela História!




Anarquia e a religião – as ideias preconcebidas sobre ambas são desmentidas pela verdade histórica


Anarquia = em 150 anos de existência do anarquismo, a violência praticada pelos anarquistas existiu mais ou menos durante 10 anos ( por volta de 1890) e terá provocado algumas dezenas de mortos e feridos. No entanto, o preconceito sobre os anarquistas, associados à violência, e como alguém que coloca bombas é persistente ainda hoje!


Religião = ao longo de mais de 20 séculos de existência, as religiões provocaram centenas de milhares de mortos, guerras sem fim, massacres, genocídios que terão causado milhões e milhões de mortos e feridos. No entanto, a imagem feita e persistente de uma pessoa religiosa é a de um ser pacífico !!!

11.9.10

Edição em português do mês de Setembro do Le Monde Diplomatique já está nas bancas e livrarias


Sumário da edição do mês de Setembro de 2010 do Le Monde Diplomatique que se publica em Portugal pela mão da Cooperatica Outro Modo

EDITORIAL

• «Fotografias sem Luzes» (Serge Halimi)

AOS LEITORES

• «Nós, de Outro Modo» (Sandra Monteiro)

CRISE, II ACTO: Da Lógica do Caos Económico às Dinâmicas no Terreno Social (dossiê)

• «O “rigor” de que precisamos» (Laurent Cordonnier)

• Glossário (termos económicos)

• «Vitória de Pirro para a economia alemã» (Till van Treeck)

• «A pobreza das estatísticas» (Nuno Teles)

• «Aposentações, um tesouro inimaginado» (Bernard Friot)

• «Despertar sindical sob os pinheiros dos Landes» (Gilles Balbastre)

• «O livro de reclamações do povo chinês» (Isabelle Thireau)

AUSTERIDADE EUROPEIA, PROTESTO EUROPEU

• «O valor das manifestações transnacionais» (Hermes Augusto Costa)

DA TECNOLOGIA AO JORNALISMO

• «O WikiLeaks e os mitos da era digital» (Christian Christensen)

ESCALADA REPRESSIVA EM FRANÇA

• «Emergência social, excesso securitário» (Laurent Bonelli)

OUTRAS ECONOMIAS

• «Socialismo, a democracia em plenitude» (Jorge Bateira)

PRECARIEDADE EM PORTUGAL

• «Precariedade: modos de usar» (Ricardo Noronha)

QUE POLÍTICAS PARA O MAR?

• «O oceano só será uma oportunidade se o conhecermos» (Telmo Carvalho)

ELEIÇÕES NO BRASIL

• «Que balanço social para Lula?» (Geisa Maria Rocha)

GUERRA NO AFEGANISTÃO

• «De onde vem o dinheiro dos talibãs?» (Louis Imbert)

CENTRO DE ESPIONAGEM REVELADO

• «Aqui trabalham espiões israelitas» (Nicky Hager)

SÉRVIA, KOSOVO

• «Prodígios e vertigens da diplomacia sérvia » (Jean-Arnault Dérens)

REPORTAGEM NO LÍBANO

• «Nos campos de Bekaa» (Lucile Garçon e Rami Zurayk)

UMA RELAÇÃO ESPECIAL?

• «Londres reavalia a relação com Washington» (Jean-Claude Sergeant)

POLÍTICA E ALTOS SALÁRIOS

• «Estados Unidos: advogados tomam o poder» (Alain Audi)

• «Formação acelerada à francesa» (A.A.)

SOCIALISTAS PROCURAM PROJECTO

• «Os cuidados e descuidos do care» (Evelyne Pieiller)

CULTURA E POLÍTICA

• «Contestações em diálogo com Avatar» (Henry Jenkins)

PROJECTO 3 iii

• «Inovação + Independência = Identidade» (depoimentos de Mónica Bettencourt Dias, Patrícia Portela/Acácio Nobre e Paulo Catrica)

EXPOSIÇÃO POVO-PEOPLE

• «Curta viagem ao país do Povo» (Marcos Cardão)

• «O que é o Povo?» (Nuno Domingos)

ESCRITOS DO MÊS

• Paul Davidson, John Maynard Keynes (recensão crítica de Nuno Teles)

• Luciano Amaral, Economia Portuguesa: As Últimas Décadas (recensão crítica de José Miranda)

• Bruno Peixe Dias e José Neves (coord.), A Política dos Muitos (recensão crítica de José Nuno Matos)

• José Neves (coord.), Como se Faz um Povo (recensão crítica de Rahul Kumar)

Os conselhos paternais aos filhos, à entrada da escola, no início do ano lectivo !

-Lembra-te que, para bem do teu futuro, o mais importante não é o que vais aprender, mas sim ao lado quem te vais sentar !


Risoterapia massiva para esquecer o síndroma pós-férias




Está prevista para o próximo dia 18 de Setembro na cidade de Barcelona a realização de uma massiva sessão de risoterapia com o objectivo de promover o riso e a boa disposição para o reinicio do trabalho diário após o período de férias que coincide normalmente com o mês de Agosto.

A sessão convocada é aberta a todos, totalmente gratuita, e tem sido difundida sob o lema «quantos mais formos, mais nos riremos».


A risoterapia é uma técnica que visa gerar benefícios emocionais por meio do riso. Realiza-se por regra no âmbito de grupos reduzidos a fim de aproveitar o contágio entre as pessoas próximas, mas desta vez o convite é dirigido à população em geral da cidade de Barcelona e a justificação para o convite é feita pela necessidade de combater o conhecido ( e, por demais, reconhecido) síndroma do fim da férias.

Recorde-se que os especialistas aconselham que cada pessoa deve rir-se, pelo menos, 3 vezes em cada dia.

Rir aproxima-nos, torna-nos mais humanos. É uma linguagem universal e contagiante


10.9.10

Aversão ao serviço militar no Portugal do séc. XVIII - livro sobre a insubmissão à tropa e às ordens dos chefes militares


Foi editado mais um estudo muito interessante sobre a construção dos aparelhos institucionais do Estado no território português e a sua imposição às comunidades locais e à população em geral o que tinha por consequência a resistência destas últimas. Desta vez a atenção neste livro incide sobre as práticas de resistência à imposição do serviço militar obrigatório e a insubmissão às ordens dos chefes militares.

Insubmissão - Aversão ao serviço militar no Portugal do século XVIII
Autor:Fernando Dores Costa
Edição do Instituto das Ciências Sociais

Apresentam-se as muitas e variadas dificuldades com que, no Portugal do século XVIII, se confrontam as tentativas de organização de uma forma militar de acordo com as normas e os costumes do estilo militar europeu.
Partindo da análise da guerra de 1762, episódio da Guerra dos Sete Anos, e da presença em Portugal do conde de Lippe como organizador das forças em tempo de perigo e depois como supremo dirigente militar das tropas do rei de Portugal, identificam-se tradições de resistência ao recrutamento militar e de inconformidade às exigências de formação da cavalaria e de dedicação profissional dos oficiais.
Acompanha-se o destino das celebradas reformas de Lippe, evidenciando-se os limites políticos do pombalismo como uma mudança política que não afectava os comportamentos populares e quotidianos.
No final do século subsistem as tradicionais resistências. Apresenta-se a insubmissão, o incumprimento das ordens por indivíduos de vários grupos sociais, em suma, a ausência daquilo que a literatura nacionalista quis que fosse tomado como óbvio: o Estado e a nação. Na verdade, o governo dos homens seguia outros caminhos.

Fernando Dores Costa é doutorado em Sociologia e Economia Históricas pela Universidade Nova de Lisboa e investiga temas de história social portuguesa dos séculos XVII, XVIII e XIX desde há mais de vinte anos. Dedicou-se nos últimos à pesquisa sobre a história social do exército, as práticas de recrutamento, as resistências ao estilo militar e os modos de governo dos homens desde 1640 até ao início do século XIX. Colaborador do 2.º volume da Nova História Militar de Portugal (direcção de António M. Hespanha, Círculo de Leitores, 2004), publicou A Guerra da Restauração,1641-1668 (Livros Horizonte, 2004) e (em parceria) D. João VI (Círculo de Leitores, 2006). Trabalha presentemente sobre a Guerra Peninsular
.

9.9.10

A CrewHassan está sem espaço - Festa Benefit no Ateneu de Lisboa (dia 11 de setembro)


SE DESEJAS A CONTINUIDADE DA CREWHASSAN NÃO FALTES!!
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CREW HASSAN BENEFIT PARTY


Após 4 anos de actividades diárias na nossa sede na rua Portas de Santo Antão, a Crew Hassan vê-se obrigada a procurar outro espaço!

Por este espaço passaram workshops, aulas de capoeira,dança contemporanea,ensaios e gravações, exposições, performances, teatro, cinema alternativo,instalações artisticas, debates, e claro, uma dose diária de concertos e dj's.

Assim, para manter a nossa independência (pois relembramos que nunca recebemos qualquer verba de nenhuma instituição pública ou privada),procuramos uma nova sede para manter as nossas actividades! Para esta mudança precisamos de fundos e temos o contributo de vários artistas para este evento.

Como não somos da cultura da tristeza,mas sim da alegria,não vamos chorar sobre o leite derramado e enfrentamos o futuro com o mesmo empenho de sempre: Em Festa!!

Dia 11 de Setembro no Ateneu de Lisboa na mesma Rua que um dia também foi nossa, vamos festejar e angariar os fundos que nos ajudarão a encontrar uma nova sede onde prometemos continuar a abanar Lisboa!

A entrada custa 5 euros e dá direito a uma festa com muitos dos artistas que fazem parte da história da Crew Hassan: Musicos, Djs, Vjs, Performers etc..

Nomes já confirmados
Melo D, Selecta Lexo, Johnny (Cool Train Crew), Deni Shain (Fr), DJ 2old4school, Mike Stellar, Nuno Bernardino, Tony Montana, Mo'Junkie (Phonotactics), Dubadelic Vibrations, Kid Selecta, E.D.P., VJ X, Mystic Fyah, Mo'Junkie, Vítor Silveira

Jam session aberta com músicos!


CREW HASSAN BENEFIT PARTY
11 DE SETEMBRO
ATENEU DE LISBOA - A PARTIR DAS 22H
ENTRADA 5 EUROS

Mensagens de apoio:

- "se poderiamos viver sem a crew hassan??? podiamos, mas não era a mesma coisa" Dj Johnny (Cool Train Crew)

- "a vida nas cidades também se faz de espaços como o da crew hassan - espaços onde outra perspectiva da cultura é explorada. seria uma pena vê-la desaparecer." Rui Miguel Abreu, jornalista


Texto sobre a Cooperativa Cultural Crew Hassen

Também na Baixa, mas na de Lisboa, está localizado o espaço da CrewHassan (pronuncia-se croissant), cooperativa cultural formada em Maio de 2006.
Renato XXX, mais conhecido por Renas, apercebeu-se de que Lisboa não tinha «nenhuma oferta de locais de qualidade, fora do circuito comercial», que permitisse aos artistas mostrar o seu trabalho. E que o público «estava a precisar de coisas novas.» Em conjunto com seis amigos decidiu criar um espaço que respondesse a esta necessidade. A casa foi encontrada por sorte. Renas, DJ de profissão, foi tocar numa festa do Comércio Justo, onde lhe disseram que o andar de baixo estava disponível. Não perdeu tempo e ali ficou instalada a Crew, no 1.º andar do n.º 159 da Rua das Portas de Santo Antão, a dois passos do Coliseu dos Recreios. A música ouvida em ambos os espaços é, no entanto, bem diferente. Se no Coliseu tocam artistas já conceituados, no palco da Crew tocam aqueles que não encontram lugar nos tops de vendas.
Mas a cooperativa não se limita à música. Promove exposições – ao longo das paredes vemos vários quadros e fotografias –, instalações, mostras de cinema, VJS Sets, workshops. As ideias não param e por isso, no passado dia 22, inauguraram uma loja de discos, onde planeiam ter também um espaço para os produtos do Comércio Justo. Nem só de arte, porém, vive este projecto. «O nosso objectivo é ter uma equipa grande que faça um bom trabalho, ao nível da cultura, e que angarie dinheiro para projectos sociais associados à CrewHassan», explica Renas. Como o Natal Social, que teve já a sua 3.ª edição, no qual se reúne comida, roupa e brinquedos para oferecer a instituições de caridade.
Acreditam que o mundo pode ser melhor, e que essa melhoria depende de cada um. Por isso ali não se vende Coca-Cola: «Somos contra as multi-nacionais e a favor do comércio tradicional. Além disso, a Coca-Cola foi o segundo maior financiador da campanha de Bush. A política está muito ligada à Economia. Penso que se não comprarmos determinados produtos podemos marcar a diferença.» Como defendem os direitos dos animais, o restaurante é vegetariano. Não impõem escolhas ou modos de vida, mas vivem de acordo com os seus. Recusam o rótulo de alternativos, que acreditam ter uma conotação pejorativa: «Não é uma cultura alternativa, nem um modo de vida alternativo. Não são segundas escolhas. São opções. É a nossa maneira de ser, de estar e de viver.»
in Jornal de Letras

Lupem-burguesia, parasitas e decomposição

Lupen-burguesia”, parasitas e decomposição

Onde se situa hoje uma grande parte da burguesia? Na dependência do Estado.


A burguesia, que com a sua revolução, trouxe uma nova ordem económica mundial, uma nova relação de produção; que imprimiu alterações fundamentais na infra-estrutura e na super-estrutura; que enterrou um sistema feudal e aristocrata de esclavagismo das classes inferiores e de puro rentismo por parte das classes superiores; que revolucionou na ciência, na tecnologia, nos transportes, na maquinaria, etc., estará agora a sentir o fim do seu tempo? O projecto liberal-burguês mostra sinais de decomposição e de retorno a um modelo rentista e dependente e onde predomina a acumulação e parasitária de capital em detrimento da aplicação do capital em capital produtivo.

Ainda que se arvore dos ideais do liberalismo, da demissão do Estado em questões de mercado; ainda que permanentemente o projecto liberal-burguês e os partidos que o sustentam venham dizer que é preciso diminuir o peso do Estado na vida pública, o que é certo é que essa mesma burguesia se encontra e faz-se cada vez mais dependente dos Estados, o mesmo é dizer do dinheiro público, o mesmo é dizer do dinheiro dos trabalhadores em geral.

Este é um sinal de decomposição dessa ordem económica que a burguesia fundou: ao discurso do livre mercado contrapõe-se a necessidade de Parcerias Público Privadas para alimentar uma clientela burguesa; ao discurso da demissão do Estado da economia contrapõe-se o apelo da burguesia aos Estados para que estes salvassem o sistema bancário e a sua forma de vivência rentista baseada no casino das bolsas e do capital fictício; ao discurso da necessidade de menos Estado vemos uma burguesia a tentar acumular mais capital à custa dos Estados e das privatizações de sectores estratégicos, monopólios naturais e sectores que são garantidamente rentáveis.

Onde se situa hoje uma grande parte da burguesia? Na dependência do Estado. Vive à custa de injecções de dinheiro no sistema bancário, vive à custa da especulação sobre os défices; vive à custa dos negócios que os Estados e partidos da burguesia arranjam para si, como as parcerias público privadas e as privatizações “cirúrgicas” dos sectores que davam lucro ao Estado e agora passam a dar lucro à burguesia.

A burguesia, que desempenhou em tempos um papel revolucionário, mostra hoje que é necessário um novo salto qualitativo na história em direcção a uma nova sociedade. A mandriice, o rentismo, a improdutividade e a inacção feudal contra a qual a burguesia se rebelou é hoje a mandriice, o rentismo, a improdutividade e inacção que caracteriza grande parte dessa mesma burguesia. Todas elas resultantes de uma dependência absurda e parasitária em relação aos Estados e, determinante no novo imperialismo, o predomínio da financeirização do regime capitalista.

Podem dizer-nos que quem vive desta forma, quem acumula capital em dependência para com os Estados, quem vive do rentismo e do capital fictício são apenas pequenas camadas putrefactas ou decompostas da burguesia: os “lumpen-burgueses” que, à semelhança do lumpen-proletariado, faria parte de restos de uma velha sociedade encaixada na nova ordem de classes.

Mas esta “lumpen-burguesia” dependente e parasitária não é apenas uma minoria no projecto liberal-burguês e não se trata de representantes de uma velha sociedade; é sim, uma classe a regressar a modelos de acumulação e rentismo que existiram numa velha sociedade e que agora se recuperam como necessidade de uma burguesia que não consegue sobreviver sem os Estados e sem os seus partidos de Governo.

Podemos isolar uma “lumpen-burguesia” ou uma parte dessa ”lumpen-burguesia” da burguesia em geral, apesar de se saber que são co-proprietários de imensas empresas e multinacionais, nomeadamente pela via da detenção de acções, considerar que ela conforma uma “classe própria” dentro da classe burguesa global, apesar de ser numericamente menor, e dizer que é ela quem dita as regras aos governos predominantes no imperialismo global e é ela quem fez abortar ou tornar simbólicas as tímidas tentativas de regulação financeira global?

Se assim for poderemos colocar uma questão: perante um cenário em que esta parte ou esta “lumpen-burguesia” improdutiva e dependente se alastra: onde fica o problema da dialéctica? Se em termos de aplicação do capital em capital produtivo, burguesia e proletariado se encontravam numa relação dialéctica, em que um necessitava do outro (ainda que a relação de forças estivesse do lado da burguesia por deter o capital e meios de produção); que faz esta “lumpen-burguesia” para que seja necessária ao proletariado se nada produz e vive da dependência do Estado e do rentismo?

Neste caso a “lumpen-burguesia” necessita do proletariado porque necessita dos seus impostos para se manter como classe dominante e detentora do capital e do Estado como “plataforma funil” que encaminha os fundos à sua boca ávida e submete o proletariado. Mas qual é a relação dialéctica que o proletariado estabelece com esta classe, se ela se mostra inútil, se não cria postos de trabalho por ela, se depende do Estado e nesta dependência destrói o Estado social?

Poderemos afirmar que a “lumpen-burguesia” reconhece o extremo acirrar dessa contradição ao impor a aceleração do neoliberalismo, em particular na Europa?

Com este artigo não se pretende o encontrar de uma nova categoria social ou ideológica e sua definição, tão-só o espicaçar da interrogação dialéctica tão necessária aos novos tempos. Afinal, estes novos tempos vão tornando cada vez mais visível a necessidade de uma ruptura revolucionária.

Artigo de Moisés Ferreira
Texto retirado de:

Oficina de Samba de Acção (17 e 18 de Setembro) no Contagiarte



Ritmos de Resistência

OFICINA DE SAMBA DE ACÇÃO
17 e 18 de Setembro

Local: Contagiarte, R. Alvares Cabral 372, Porto

Entrada Livre

A Resistência precisa de música!


contacta:
RoRPorto@gmail.com

Contagiarte,
Rua Alvares Cabral 372

Ritmos de resistência?
Somos uma rede transnacional de bandas de samba-activista, fazemos uso dos ritmos em manifestação e acções directas.

Não tens de saber como tocar bem, mas sim ter vontade de ajudar a mudar o mundo de uma forma criativa e sem hierarquias.

Regueirão dos Anjos - programação para Setembro deste novo espaço cultural em Lisboa

Programação do mês de Setembro no Regueirão dos Anjos, nº 69
(situado na zona da Graça, em Lisboa)

Solidinner (11 de Set.) com a Plataforma Cargotopia que promove o Festival do Cais (25,25 e 26 de Set. em Vila Nova de Gaia)



Cargotopia, é uma plataforma que pretende criar respostas alternativas a temas políticos, sociais, culturais e ecológicos e realizar eventos em espaços não convencionais.
(Cargotopia is a platform of exchange between people from a very wide range of backgrounds to look for alternative answers towards social, political, cultural and ecological issues.)


No ano de 2008, destacou-se a participação da CARGOTOPIA na inauguração do Teatro Municipal de Lamego, com “Ardínia”, que se traduziu num de espectáculo de teatro de rua que contou com a participação de vários grupos locais. Salientam-se também as actividades que a CARGOTOPIA desenvolve desde a criação da plataforma em 2006, nomeadamente oficinas de navegação para jovens, em colaboração com o veleiro tradicional alemão Fridtjof Nansen. Em 2007 realizou o projecto de oficinas de navegação, com o agrupamento de escolas do Cerco, a bordo do veleiro Nordwest assim como residências e outras oficinas em Gaia e Setúbal. Em 2008, na Finlândia, colaborou na manutenção do veleiro cargueiro Estelle promovendo e um ciclo de forums e performances, apresentado em vários espaços nacionais e internacionais, que contaram com a presença de vários artistas.

Para este ano a plataforma Cargotopia, propõe um encontro, a realizar no Cais de Gaia, nos dias 24, 25 e 26 de Setembro. Tal como em anos anteriores será realizado um fórum sobre alternativas pedagógicas, arte social e comércio justo, além da apresentação de espectáculos e várias oficinas, ligadas a temáticas como ecologia, emigração e integração.


O encontro contará com a presença de participantes de países como Portugal, Brasil, Itália, Alemanha, Vietname, Áustria, Polónia, Argentina, México, França, Estados Unidos e Espanha.
O objectivo central deste encontro será o intercâmbio cultural e artístico entre os participantes e a comunidade portuguesa.


Festival do Cais (24 a 26 de Set.) promovido pela Cargotopia


Dia 24
TUNA MUSICAL DE SANTA MARINHA
20.h Abertura Oficial do CARGOTOPIA e Porto d’honra pela Niepoort
22.h Performance_TREN GO! SOUND SISTEM_Pedro Pestana_Portugal

Dia 25
14.h Oficinas de Escultura colectiva UNOPEZ_Dariusz Stachniak e Construção de Papagaios de papel_Escuteiros de St.Marinha_Centro Cultural Zé da Micha
15.h Performance_MADE IN TAIWAN_França-Portugal_Praça Douro Cais
16.h Performance_AIUÉ_Rosário Costa_Portugal_Centro Cultural Zé da Micha
17.h Performance_BAGAGEM DE MÃO_Joana Moraes _Portugal_Centro Cultural Zé da Micha
18.h Performance_STAR TIME_Eleonora Aira_Argentina_Praça Douro Cais
22.h Performance_GOLDEN RECORD_Roberta Vaz, Raquel Claudino, Anne-Maarit Kinnunen e Patrick Furness_Internacional_Tuna Musical de Santa Marinha
23.h Concerto Canal Zero_Portugal_Tuna Musical de Santa Marinha_entrada 5-

Dia 26
11.h Regata da Amizade pelo Sport Clube e Clube do Fluvial_no rio Douro
12.h Mareantes de Gaia _Portugal_Cais de Gaia
16.h Forum Cargotopia Ecologia, Navegação e Arte_Portugal, no Centro Cultural Zé da Micha
18.h Espectáculo de rua OLHOS NO HORIZONTE_Teatro Universitário do Porto na Praça Douro Cais e Plataforma CARGOTOPIA_Internacional, na plataforma do Sport Clube
18.45h Performance Butoh Caçador de Pérolas por Miltércio dos Santos_Brasil na plataforma do Sport Clube
21.h Filmmakers CARGOfilm Miguel Clara Vasconcelos, Rodrigo Areias, Miguel Lameiras, Ricardo Leite e Agnieszka Gawedzuka_Polónia e Portugal, no Centro Cultural Zé da Micha
22.h Performance Utopia Wall por Anke Kalk e Marie-Jolin-Koster_Alemanha
23.h Encerramento Oficial, na Tuna Musical de Santa Marinha

Permanentes no Centro Cultural Zé da Micha:
Instalação visual e sonora Somniciative por Christopher Reitmaier_EUA
Eco-Mercado e expresso lounge
Exposição fotografia e Grafismo_Nowhere por Agnieszka Gawedzka_Polónia Centro Cultural Zé da Micha



Residência de artistas da CargoCasa

Entretanto realiza-se uma residência para artistas, pedagogos, programadores, embarcadiços, historiadores de arte.filosóficos, realizadores e escritores que tenham um projecto em sintonia com a concepção da Plataforma Cargotopia.

The CARGOcasa artists’ residence
From 13 to 23 September 2010
CONTAGIARTE Oporto, Portugal
http://cargocasa.blogspot.com/



http://cargo-topia.blogspot.com/




7.9.10

Contra os mega-agrupamentos e o encerramento de escolas


Face à decisão do actual Governo de encerrar 701 escolas e acelerar o processo de criação de mega-agrupamentos de escolas tem vindo a alastrar um pouco por todo o país um movimento de contestação e rejeição ao encerramento das escolas, o que significa o definhamento e a morte de aldeias e a imposição de sacrifícios às crianças e jovens que terão de se deslocar por vezes para bem longe dos seus locais de residência. Mas o próprio modelo de gestão das escolas por meio da criação dos mega-agrupamentos não deixa de ser alvo de críticas duras por importantes sectores sociais que não descortinam benefícios com a criação destas estruturas administrativo-pedagógicas, nada recomendáveis pelos bons princípios pedagógicos, e modelo esse que está a ser revisto e substituído em muitos outros países que tinham há anos atrás promovido a política dos mega-agrupamentos de escolas que só agora Portugal está a seguir.
Entretanto, a Fenprof emitiu o seguinte Comunicado:


«A forma como foi divulgada a lista de 701 escolas que, em princípio, já não abrirão em Setembro corresponde ao culminar de um processo marcado por uma atitude prepotente em que o desrespeito e a demagogia do ME e do Governo estiveram sempre presentes.

Fica claro, pela reacção de surpresa de diversos autarcas, que muitos municípios não deram o seu aval ao encerramento imposto e que, em inúmeros casos, as verbas que o governo transferirá ficam muito aquém do necessário. Exemplo disso, é o que já se conhece em Lamego, cuja câmara municipal terá de arcar com cerca de 80% da despesa acrescida com transportes.

Segundo o ME, as escolas a encerrar têm menos de 21 alunos, mas sabe-se que tal não corresponde à verdade. Só na região centro, mais de duas dezenas de estabelecimentos têm mais do que esse número de alunos.

Para que este processo fosse transparente – e não é! – a lista de escolas a encerrar deveria ter sido divulgada com diversos elementos que continuam a ser desconhecidos. Deveria, para além do nome da escola, ser referido o número de alunos, a taxa de insucesso verificada e a escola de acolhimento dos alunos. Isto, partindo-se do princípio de que, em todos os casos, havia acordo do respectivo município e dos pais, o que já se sabe não acontecer. Foram estes os dados que, há mais de dois meses, a FENPROF solicitou ao ME, mas, até hoje, não obteve resposta. Assim, em pleno mês de Agosto e a menos de 15 dias do início de um novo ano escolar, as direcções regionais de educação limitaram-se a informar quais as escolas que irão encerrar e nada mais, o que é manifestamente insuficiente.

Principais penalizadas com esta imposição, serão as mais de dez mil crianças que passarão, em Setembro a ter de frequentar outra escola, principalmente se não estiverem asseguradas deslocações de curta duração nas condições de segurança e conforto legalmente estabelecidas e se não houver uma resposta social adequada e de qualidade que assegure refeições gratuitas e ocupação dos tempos que medeiam entre o final das aulas e o regresso a casa.

Todo o discurso do ME em torno da qualificação do sistema e da promoção do sucesso, não passa de pura demagogia. Esta é uma medida que se enquadra na política economicista de um governo que decidiu encerrar serviços públicos, independentemente dos seus custos sociais e das consequências para o futuro de um país que, cada vez mais, assiste à desertificação de vastas zonas do território, como consequência desta política.

A FENPROF rejeita e reprova este encerramento de escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, cego e em massa, e estará atenta às condições de transporte e de acolhimento dos alunos deslocados. Por entender que decisões deste tipo exigem sempre um amplo consenso dentro da comunidade educativa, estará ao lado de quantos, por não terem sido ouvidos ou ter sido desrespeitada a sua posição, decidirem protestar e lutar contra o encerramento das escolas imposto pelo Governo.»

O Secretariado Nacional da FENPROF
19/08/2010

http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=399&doc=4966



Entretanto estão a multiplicar-se as tomadas de posiçao dos mais variados sectors ( professores, pais, câmaras municipais, políticos, sindicatos, etc) contra a implementação artificial dos mega-agrupamentos de escolas. Para ver apenas uma amostra dessas críticas, consultar:

http://www.fenprof.pt/?aba=27&cat=399&mid=115



Ao contrário do que se está a passar presentemente em Portugal, lá fora aposta-se no regresso a escolas mais pequenas
!

A criação de grandes agrupamentos escolares que irá começar a tomar forma em Portugal no próximo ano lectivo está em queda noutros países, que já viveram a experiência e tiveram maus resultados.

Os novos agrupamentos, que juntam várias escolas sob uma mesma direcção, terão uma dimensão média de 1700 alunos, se bem que p número limite fixado foi de três mil estudantes !!!

Um estudo elaborado há uns anos pelo EPPI-Centre, de Londres, com base nas experiências dos países da OCDE, concluía que os alunos tendem a sentir-se menos motivados nas escolas maiores e que os professores se sentem menos felizes com o ambiente vivido nestas.

Na Finlândia, quase não existem escolas com menos de 21 alunos, mas 40 por cento têm menos de 50 estudantes e são apenas três por cento as que vão além dos 600. Outra norma obrigatória: para chegar à sua escola, as crianças não podem ser obrigadas a deslocar-se mais do que cinco quilómetros. Por cá, serão cada vez mais os alunos que terão de percorrer uma distância quatro vezes superior a esta


Excertos de um texto publicado sobre o assunto no jornal Público

A Insurreição que vem, do comité invisível, já tem tradução em português nas edições antipáticas


Está já disponível graças às Edições Antipáticas a tradução para português do livro L´Insurrection qui vient do colectivo francês Comité Invisible e que foi oriiginalmente editado pelas Editions La Fabrique

“Este livro é assinado com o nome de um colectivo imaginário. Os seus redactores não são os seus autores. Limitaram-se a pôr um pouco de ordem nos lugares-comuns da época, naquilo que se sussurra nas mesas dos bares, por detrás das portas fechadas dos quartos. Não fizeram mais do que fixar as verdades necessárias, cujo recalcamento universal enche os hospitais psiquiátricos e os olhares de mágoa. Fizeram-se escribas da situação. É um privilégio das circunstâncias radicais que o rigor conduza logicamente à revolução. Basta falar daquilo que temos à frente dos olhos e não nos esquivarmos às conclusões.”


O livro integral em ficheiro PDF: AQUI
http://fr.wikipedia.org/wiki/L

Como se faz um povo - seminário em Lisboa no dia 8 de Setembro com Tony Negri


SEMINÁRIO - Como se Faz um povo
MUSEU DA ELECTRICIDADE
Avenida Brasília Central Tejo
1300-598 LISBOA
8 SET - 08 SET 2010

Como se Faz um Povo é o tema de um Seminário integrado na exposição “Povo-People”, que se realiza a poucos dias do encerramento da exposição, é a oportunidade para apresentar e discutir os resultados dos trabalhos realizados e dar início a futuros debates.

Com:
António Guerreiro
Antonio Negri
Bruno Peixe Dias
Diana Andringa
Fernando Oliveira Baptista
João Pinharanda
José Manuel dos Santos
José Neves
Manuela Ribeiro Sanches
Nuno Nabais


PROGRAMA

10h15 Recepção dos inscritos

10h30 VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO
Com João Pinharanda e José Manuel dos Santos, respectivamente comissário artístico e comissário coordenador da exposição.

11h30 Debate: A HISTÓRIA E O POVO
Trinta e dois investigadores, entre os quais historiadores, antropólogos e sociólogos, realizaram trabalhos em torno das representações e práticas populares na História Contemporânea de Portugal. Esses trabalhos são ponto de partida para um debate que contará com as intervenções de Fernando Oliveira Baptista e de Manuela Ribeiro Sanches, assim como dos autores que participaram no livro Como se Faz um Povo – Ensaios em História Contemporânea de Portugal. A moderação do debate estará a cargo de José Neves, coordenador do livro e comissário científico da exposição.

Intervalo de Almoço

15h Conversa: O POVO FILMADO
A exposição “Povo-People” implicou um trabalho de pesquisa em arquivos de imagens em movimento que, do documentário à televisão, permitisse dar conta da história das práticas populares a nível da política, do trabalho ou dos lazeres, e de caminho permitisse questionar as mudanças nos modos de filmar o povo. Esse trabalho é o mote para uma conversa com Diana Andringa, comissária da exposição para o audiovisual e coordenadora da equipa que realizou os filmes.

16h15 Debate: A POLÍTICA DOS MUITOS
Na sua dimensão política, a palavra povo convoca o debate em torno dos sujeitos colectivos. A partir do livro A Política dos Muitos – Povo, Classes e Multidão, que reúne textos de autores como Eric Hobsbawm, Michel Foucault, Giorgio Agamben, Antonio Negri ou Jacques Rancière, António Guerreiro e Nuno Nabais intervêm num debate moderado por Bruno Peixe Dias, organizador do livro, juntamente com José Neves.

18h15 Conferência de Encerramento: ANTONIO NEGRI – ENTRE POVO E MULTIDÃO, O COMUM.
Nascido em Pádua em 1933, Antonio Negri é autor de inúmeros livros, tendo publicado recentemente Commonwealth. Com este livro, e depois de Império, uma das obras políticas que alcançou maior impacto no novo século, e de Multidão, Negri completou uma trilogia escrita em parceria com Michael Hardt e na qual os dois autores procuram construir uma nova gramática política, reactualizando experiências políticas e sociais dos anos 60 e 70 à luz dos actuais processos de globalização. Com tradução simultânea.


*Lotação limitada
Inscrições em:
fundacaoedp@edp.pt
210028130

BIOS
António Guerreiro é crítico literário e tradutor. Escreve semanalmente no semanário Expresso. Encontra-se a realizar uma tese de doutoramento na Faculdade de Letras sobre Walter Benjamin.

Antonio Negri é um investigador independente e autor de uma vasta obra, na qual se destacam a recente trilogia escrita com Michael Hardt (Empire, Multitude e Commonwealth), os estudos sobre Maquiavel, Espinosa e Marx, e os textos políticos dos anos 60 e 70

Bruno Peixe Dias é investigador da Númena – Centro de Investigação em Ciências Sociais e Humanas e do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.

Diana Andringa é jornalista e autora de vários documentários, o mais recente dos quais Tarrafal.

Fernando Oliveira Baptista é professor no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa e autor de vários livros sobre sociologia e economia rurais, entre os quais A Política Agrária do Estado Novo.

João Pinharanda é professor na Universidade Autónoma de Lisboa, consultor artístico da Fundação EDP e foi Director Artístico do Museu de Arte Contemporânea de Elvas, entre 2007 e 2010. Tem publicado vários textos sobre a História da Arte em Portugal.

José Manuel dos Santos é director cultural da Fundação EDP, colunista do jornal Expresso e Comissário Coordenador da Exposição “Povo-People”.

José Neves é professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador do Instituto de História Contemporânea da mesma universidade. É autor de Comunismo e Nacionalismo em Portugal – Política, Cultura e História no Século XX.

Manuela Ribeiro Sanches é professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigadora no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Recentemente organizou o volume Portugal não é um país pequeno. Contar a Império na pós-colonialidade.

Nuno Nabais é professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigador do Centro de Filosofia da Ciência da Universidade de Lisboa. É fundador e coordenador da Fábrica de Braço de Prata e autor de A Metafísica do Trágico. Estudos sobre Nietzsche.


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EXPOSIÇÃO POVO - People
A Fundação EDP associa-se às comemorações do Centenário da República com a exposição internacional POVO - People.

A pergunta, «O que é o povo?» serviu de linha orientadora a esta exposição que propõe ao público/povo de hoje várias respostas possíveis através de uma nova reflexão visual, estética, simbólica, sociológica e política sobre a génese e a evolução do conceito de POVO.

o povo é sereno; o povo é quem mais ordena; ganharás o pão com o suor do teu rosto; casas do povo; se isto não é o povo, onde é que está o povo? ; queres fiado, toma… são alguns dos slogans e dizeres que grafitam os espaços do Museu da Electricidade, nos quais se exploram arquivos de som e de imagem, obras de pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo e cinema, textos literários, memórias e testemunhos populares e eruditos. Através do recurso a novas tecnologias, a exposição assume as características de uma «instalação» em permanente interactividade com o PÚBLICO – POVO. A Kameraphoto, colectivo de fotógrafos independentes, foi convidada a criar um mural dinâmico de fotografia.

POVOpeople oferece enquadramento para um projecto editorial, em parceria com a Tinta da China Edições, que se traduz no lançamento de três livros:

– Como se faz um povo Ensaios originais de investigadores portugueses acerca das práticas e representações populares, com apresentação de José Neves.

– A política dos muitos Antologia de textos teóricos de autores universais sobre os temas dos sujeitos colectivos (do POVO às «massas», entre outros).

– O que é o povo? Respondem… depoimentos de artistas, políticos, empresários, gestores, jornalistas e desportistas a propósito do conceito de POVO. À pergunta colocada respondem, entre outros, Aníbal Cavaco Silva, Frei Bento Domingos, Eduardo Lourenço, Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, Mário Soares, Paulo Teixeira Pinto, Vasco Graça Moura. Para além dos 40 depoimentos recolhidos, esta publicação contará com a participação de conceituados ilustradores. São eles Alice Geirinhas, João Fonte Santa, Henrique Cayatte, Luís Afonso e Cristina Sampaio.


A equipa de comissários reúne José Manuel dos Santos, Director Cultural da Fundação EDP (coordenação), José Neves, investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (comissariado científico), Diana Andringa (comissária para o audiovisual), e João Pinharanda, historiador e crítico de arte (comissariado artístico).
Destinados a vários públicos e envolvendo diversas abordagens, este momentos serão essenciais para entender do que se fala quando se fala de POVO. E, é claro, para perceber melhor a forma como esta exposição pretende que façamos a viagem pelos múltiplos sentidos deste conceito e da palavra que o nomeia.

6.9.10

O astrofísico Stephen Hawking é peremptório: deus não criou o universo



No seu novo livro, o astrofísico Stephen Hawking defende que não há lugar para Deus nas teorias do universo e que este é fruto de um feliz acaso

"Não há lugar para Deus nas teorias da criação do universo." A frase contundente aparece no novo livro do físico Stephen Hawking, The Grand Design, em que o britânico defende que é provável que o universo tenha nascido do nada.

Apesar de um dia ter afirmado que a existência de um criador não era incompatível com a ciência, na sua nova obra – a ser lançada na quinta-feira - o físico mais famoso da Grã-Bretanha e de todo o mundo conclui que o big bang é uma consequência inevitável das leis da física e nada mais.

"A criação espontânea é a única explicação para a existência do universo", afirma Hawking no livro, explicando que o universo não precisou de um deus para ser criado, ao contrário daquilo em que acreditava Sir Isaac Newton, que defendia que o universo não poderia ter nascido apenas do caos.
"Isto faz parte das coincidências da nossa condição planetária - um único Sol, a feliz combinação na distância entre o Sol e a Terra e a massa solar - menos notável e muito menos convincente do que a Terra foi cuidadosamente desenhada apenas para agradar aos humanos", argumentou, citando a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbitava uma estrela além do Sol. "Por haver uma lei como a da gravidade, o universo pode e irá criar-se do nada", acrescentou.

Para Stephen Hawking, a "criação espontânea é a razão por que há algo em vez do nada, porque o universo existe por nós existimos. Não é preciso invocar Deus para causar excitação e pôr o universo a funcionar".

O livro The Grand Design foi co-escrito com o físico norte-americano Leonard Mlodinow e é aguardado com expectativa pela comunidade científica. Em 1988, ano em que saiu o seu best-seller Uma Breve História do Tempo, Stephen Hawking parecia aceitar o papel de Deus na criação do universo: "Se descobrirmos uma teoria completa, esse será o derradeiro triunfo da razão humana - e por isso devemos conhecer a mente de Deus", escreveu na altura.


Sapatos e Ovos contra o criminoso de guerra Tony Blair em visita a Dublin








Entrevista à activista Kate O'Sullivan que no passado dia 4 de Setembro tentou deter Tony Blair, quando este compareceu ao lançamento de um seu livro numa livraria em Dublin. Infelizmente a polícia irlandesa preferiu deter temporariamente aquela cidadã em vez de prender o reconhecido crimioso de guerra ex-primeiro ministro britânico, Tony Blair.