23.1.10

33º aniversário do massacre dos advogados comunistas antifascistas de Atocha


Monumento "El Abrazo" de Juan Genovés erigido em homenagem dos 9 advogados de Atocha

Como lema de homenagem às vítimas tornou-se habitual invocar a frase de Paul Eluard,
«Se o eco da sua voz se debilita, pereceremos»


Há 33 anos atrás, mais concretamente a 24 de Janeiro de 1977, um grupo fascista armado da extrema-direita (o autodenominado comando Roberto Hugo Sosa da Aliança Apostólica Anticomunista, AAA) irromperam no escritório de advogados comunistas das Comissiones Obreras situado no número 55 da calee Atocha em Madrid e metralharam as nove pessoas presentes. Faleceram então 5 advogados, Javier Sauquillo, Javier Benavides, Enrique Valdelvira, Serafín Holgado e o sindicalista Ángel Rodríguez Leal, enquanto ficaram gravemente feridos Alejandro Ruiz Huertas, Mª Dolores González, Luís Ramos y Miguel Sarabia.
Foi um dos factos que marcaram a transição espanhola. Recorde-se que, nessa altura, o Estado espanhol ainda não legalizara os partidos da esquerda, e a reacção de repúdio face aos acontecimentos foi decisiva para a abertura de um processo de liberalização do regime ditatorial franquista para a legalização dos partidos de esquerda, em especial o PCE.

O jornal italiano Il Messaggero indicou em Março de 1984 que neofascistas italianos participaram na matança,[1] algo que foi provado em 1990, quando um informe oficial italiano relatou que Carlo Cicuttini, um neofascista italiano próximo à organização Gladio (uma rede clandestina anti-comunista dirigida pela CIA), participara na matança.

http://es.wikipedia.org/wiki/Matanza_de_Atocha_de_1977





22.1.10

Seminário de crítica jurídica - Memória colectiva e o direito, para um mundo do comum (por Daniel Nina, no CES em Coimbra, 26 de Jan. às 16h)



Seminário
Memoria colectiva y el derecho: hacia un mundo de lo común
Daniel Nina, Facultad de Derecho Eugenio Maria de Hostos, Mayaguez, Puerto Rico

26 de Janeiro de 2010, às 16:00, Sa
la de Seminários do CES, 2º Piso, Coimbra

No âmbito das actividades do
Núcleo de Estudos do Estado, do Direito e da Administração


Apresentação

A intervenção explora a relação entre a memória colectiva como construtora-definidora do direito, e o direito positivo como espelho original das ditas práticas. A memória colectiva encarrega-se de distorcer continuamente o valor real do direito positivo, enquanto os juízes e o sistema de justiça criminal encarregam-se de manter a sua pureza como vontade e intenção, ou como desejo, aspiração.

Nota biográfica
Daniel Nina é advogado, professor de direito e escritor. Coordena a conferência anual sobre sociologia jurídica, "ni una vida mas para la toga". Tem uma vasta obra publicada sobre temas de justiça não estatal na África do Sul e noutros países da região austral do continente africano, sobre a memória colectiva e o direito, estando agora a explorar o valor do novo indigenismo a partir da experiência da Bolívia.

http://www.ces.uc.pt/eventos/evento163.php

Núcleo de Estudos do Estado, do Direito e da Administração
Apresentação

O Núcleo de Estudos do Estado, do Direito e da Administração (NEEDA) dedica-se à investigação e disseminação do conhecimento sócio-jurídico sobre o funcionamento do Estado e da administração da justiça estatal; o direito estatal e suas relações com outras fontes de produção do direito; as relações entre o Estado, o direito e os movimentos sociais; o exercício da justiça e a construção dos direitos humanos nas sociedades contemporâneas. Composto por uma equipa multidisciplinar e internacional, o NEEDA congrega diversas correntes teóricas sobre o Estado e o direito, as quais se cruzam numa visão crítica e de compromisso social das ciências sociais, em geral, e do conhecimento sócio-jurídico, em particular.

No actual contexto de globalização neoliberal, os projectos de investigação do NEEDA têm-se centrado em temas como a globalização do direito; as reformas judiciais em curso em Portugal e em outros países; o pluralismo jurídico; o acesso ao direito e à justiça administrada pelo Estado; o sistema prisional; a mobilização transnacional dos direitos humanos; o tráfico de mulheres para fins de exploração sexual; o endividamento; e as condições de possibilidade para a construção de novos direitos de cidadania, como os direitos dos trabalhadores no contexto de precarização do trabalho, os direitos das crianças, os direitos das mulheres, os direitos indígenas, os direitos dos consumidores, os direitos ambientais, entre outros.

Para além de sua reconhecida contribuição científica e de sua crescente internacionalização, o NEEDA, através do Observatório Permanente da Justiça, tem também contribuído para o aperfeiçoamento da administração da justiça através de convites para participar nos processos de reforma no domínio da justiça quer em Portugal quer em outros países.



Colóquio de Daniel Nina sob o tema «Urgencias: desatender al derecho para reinvindicar la justicia social»


21.1.10

Reunião aberta da plataforma anti-nato na Crew Hassan ( 23 de Janeiro às 15h.). No Porto há reunião no dia 22 às 18h30.


No dia 23 de Janeiro (Sábado), pelas 15h vai realizar-se uma Assembleia Aberta da PAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO na Crew Hassan Cooperativa Cultural: Rua das Portas de Santo Antão, 159 1150-267 Lisboa.

A Ordem de Trabalhos prevista é a seguinte:

15h. Filme (documentário) sobre a guerra afegã
15:30 Apresentação da PAGAN (Emília Cerqueira)
15:45 Pequeno período de esclarecimentos sobre o conteúdo da intervenção.
16:00 Apresentação da Guerra da NATO no Afeganistão (Mário Tomé)
16:15 Debate sobre este tema
16:45 Apresentação do Novo Conceito estratégico da NATO (Vítor Lima)
17:00 Debate sobre este tema
17:30 Discussão em grupos de trabalho das propostas e documentos entretanto chegados à mesa
18:00 Plenário de militantes activistas com vista a discussão final e aprovação dos documentos saídos dos grupos de trabalho.
19.00 Fim dos trabalhos.

Esta Assembleia é aberta a todos que queiram participar activa e construtivamente no Movimento Anti-Guerra, Anti-NATO, pelo que todos poderão fazer chegar as suas propostas à Mesa, as quais serão discutidas.

COMPAREÇAM E DIVULGUEM ENTRE OS VOSSOS CONTACTOS!



PARA DEBATE NA ASSEMBLEIA ABERTA DE 23 DE JANEIRO

Apresenta-se abaixo uma versão provisória do manifesto da coligação internacional "No to war - No to NATO", da qual a PAGAN é membro.
Esta versão está em discussão entre os activistas dos diversos países, para ratificação final a 1 de Fevereiro.

Acolhemos sujestões para debate (enviar para antinatoportugal@gmail.com ) na Assembleia Aberta da PAGAN, na Coop. Crew Hassan, a 23 de Janeiro (sáb.), às 15h]
Texto para debate:

Após mais de 60 anos de existência, a NATO é cada vez mais um obstáculo à realização da paz mundial. Desde o final da Guerra Fria, a NATO reinventou-se, tornando-se num instrumento de intervenção militar, ao serviço da “comunidade internacional”, inclusivamente para promover a chamada “guerra ao terrorismo”. Na realidade, é um veículo para o uso da força militar norte-americana, disponibilizando bases militares em todos os continentes, sobrepondo-se às Nações Unidas e ao direito internacional, acelerando a militarização e promovendo o aumento de gastos com armamento – os países da NATO são responsáveis por 75% das despesas militares de todo o mundo. Seguindo esta agenda expansionista desde 1991, concebida para prosseguir interesses estratégicos e obter recursos, a NATO levou a guerra aos Balcãs, sob a égide da chamada “guerra humanitária” e, desde 2001, tem conduzido uma guerra brutal no Afeganistão – onde a trágica situação se tem agravado -, guerra essa que se expandiu para o Paquistão.

Na Europa, a NATO tem agravado tensões, alimentando a corrida ao armamento com o chamado “escudo anti-míssil”, um arsenal nuclear massivo e uma política que prevê o ataque nuclear preventivo (“nuclear first strike policy”). A política da União Europeia está crescentemente ligada à NATO. Através da Parceria para a Paz, do Plano de Acção Individual da Parceria (1), da Iniciativa de Cooperação de Istambul (ICI), do Diálogo do Mediterrâneo e do chamado “Grupo de Contacto” (2), a NATO teceu uma teia global que se estende por todos os continentes – do Alasca à Nova Zelândia. A expansão, que está em curso, da NATO para a Europa de leste e ainda mais além, assim como as operações “fora da sua área”, estão a tornar o mundo num lugar mais perigoso.

O conflito do Cáucaso é sintomático dos perigos. Cada avanço da fronteira da NATO faz aumentar a possibilidade de guerra, inclusivamente com armas nucleares.

A velha NATO do confronto dos dois blocos na corrida aos armamentos, com mísseis nucleares e planos de guerra nuclear esgotou a sua função com o fim da Guerra Fria. A nova “NATO global” ameaça milhares de milhões de pessoas e o planeta, impede uma política internacional “civilizada” e bloqueia as soluções para os desafios globais.

Coligação internacional “No to war – No to NATO”

A “No to war – No to NATO” é uma coligação internacional de grupos e organizações de um vasto espectro político, unidos pela sua oposição à NATO, à guerra da NATO no Afeganistão e ao papel cada vez mais agressivo da NATO em todo o mundo. Encontra-se aberta a todos os grupos e organizações que partilham da nossa oposição à NATO, desde que não apoiem regimes ou ideologias repressivas, como o racismo.

Embora a coligação, em si mesma, não tenha uma posição sobre o uso da violência em geral (por ex. defesa militar, lutas de libertação ou de independência), a coligação compromete-se a recorrer exclusivamente a meios não-violentos nas suas actividades contra a NATO: manifestações, desobediência civil e acções directas não-violentas, conferências, palestras de formação e outras actividades. A nossa luta contra a NATO é uma luta por mundo mais pacífico.

Para alcançar a nossa visão de um mundo pacífico, rejeitamos as respostas militares a crises regionais e globais – estas respostas são parte do problema e não da solução. Recusamos viver sob o terror das armas nucleares e rejeitamos uma nova corrida ao armamento. Temos que reduzir os gastos militares, redireccionando os recursos para a satisfação das necessidades humanas. Temos que encerrar todas as bases militares no estrangeiro, bem como todas as estruturas militares usadas para a guerra e a intervenção militar. Temos que democratizar e desmilitarizar as relações entre os povos e estabelecer novas formas de cooperação pacífica para construir um mundo mais seguro e justo.

http://antinatoportugal.wordpress.com/



ASSEMBLEIA DA PAGAN NO PORTO,
DIA 22 DE JANEIRO ÀS 18H30, NA CASA VIVA

Reunião da PAGAN do Porto
Local:Pc. Marquês Pombal, 167 - Porto

Greve massiva nas escolas da Galiza, e grande manifestação em Compostela em defesa do galego e contra a espanholização


Na Galiza, a greve do ensino convocada para hoje, 21 de Janeiro, converteu-se no quinto protesto multitudinário contra as políticas espanholizadoras do actual governo de Feijóo, o líder do partido popular que recentemente passou a dirigir a Junta governativa da Galiza em consequência das últimas eleições.
O PP galego não tardou em tomar medidas que atentam contra o galego e os direitos legítimos do povo galego em manter a sua identidade contra as imposições do Estado espanhol.
A manifestação de hoje realizada na cidade de Compostela demonstra a recusa popular contra o decreto que propõe um modelo linguístico tripartido que subalterniza e desvaloriza o galego como língua-mãe da Galiza.


Greve nas escolas galegas do ensino público com taxa de 90% de adesões

A jornada convocada por Mocidade pola Língua e Queremos Galego começou com umha forte baixa nas aulas de todos os pontos do país, que a plataforma Queremos Galego estima de 90% enquanto as forças do Estado espanhol e a Junta rebaixa a 50%. Anxo Louzao, de CIG-ensino, confirmava pouco depois das 10h00 que o paro estava a ser um “êxito rotundo”, ao igual que Xosé Cabido, do STEG. Nas comarcas rurais a ausência às aulas foi maior que nos pontos urbanos.

A diferença entre os centros de ensino públicos e privados foi salientável, por serem estes últimos umha das declaradas vanguardas da luita contra a língua da Galiza. A administraçom presume de que nengum professor da privada secundou a greve.

Crónica da manifestação em Compostela

A primeira hora da manhã dúzias de autocarros deslocados de distintos pontos do país colapsavam as entradas e Compostela, mais que para o passado 18 de Outubro. Por volta das 11h30 da manhã a Alameda estava já cheia, o que demorou a saída da manifestaçom até as 12h00. Às 12h45 perto de 5.000 pessoas começavam a encher a Praça do Obradoiro, enquanto boa parte das pessoas manifestantes ainda nom saíram do ponto de partida. Durante o trajecto distintas entidades e comércios caracterizados polo seu repúdio do galego, como Antonio Pernas ou as Caixas, fôrom manchados de laranja. Consignas como “Nuñez Feijoo, inimigo do galego”, “Contra o ensino colonial, soberania nacional” ou “Só na Galiza liberada será livre a nossa fala” fôrom berradas até a chegada.

A entrada na ateigada Praça do Obradoiro durante a leitura do manifesto foi impossível para centos de pessoas. No remate dos actos, fôrom queimadas várias bandeiras espanholas. Dados oficiais cifram a assistência numhas 50.000 pessoas, número histórico tendo em conta que se trata dum dia laborável e nom assinalado no calendário soberanista.


Outras concentrações convocadas para hoje

Para além da manifestaçom nacional que tivo lugar em Compostela, em muitos outros pontos do país saiu-se à rua em sinal de protesto contra o decreto que o PP pretende impor. Em Riva d'Ávia a concentraçom tivo lugar às 09h00 da manhá diante do CPI Tomás de Lemos, no Carvalhinho às 10h30 diante do IES nº1, em Verim na Praça da Câmara Municipal às 11h00, em Ginzo de Límia às 12h00, em Vilalva às 20h00, em Ferrol às 10h00 nos campus de Esteiro e Serrantes, e em Lugo às 11h30 e às 10h15 diante do edifício administrativo da Junta da Rolda da Muralha. Também no campus da Corunha houvo importantes concentrações.







Manifestação em Braga no dia 23 de Janeiro contra a revisão do Plano de Ordenamento do Parque da Peneda-Gerês



No próximo Sábado, dia 23 de Janeiro, a população da Peneda Gerês vai realizar em Braga uma acção cívica de demonstração do desagrado pelos desmandos na gestão deste território, pela forma errada como se está a conduzir o processo de revisão do Plano de Ordenamento e aproveitará para deixar uma mensagem muito clara ao Governo sobre a posição e firmeza em lutar tenazmente pelos seus direitos e interesses legítimos.

Assim pelas 15h00 as gentes da Peneda Gerês vão manifestarem-se a fim de lembrar ao Governo que apenas 7% do território classificado como Parque Nacional é propriedade do Estado e que é essencial obter o consentimento das populações locais para aceitarem restrições aos direitos reais de propriedade.

Vamos, por isso, recomendar-lhe respeito:

- pela propriedade privada
- pelos baldios
- pelas vezeiras
- pelos usos e costumes ancestrais e
- pelas pessoas

Dentro da propriedade do Estado, respeitando as regalias concedidas pelo Rei às populações locais e que o regime fascista se viu obrigado a acatar nos tribunais, podem fazer o que quiserem.

Agora, nos nossos terrenos particulares e nos nossos baldios, a coisa é diferente! E os portugueses precisam de saber que foram os nossos antepassados quem construiu este rico património natural e que nós queremos continuar a preservá-lo e a valorizá-lo e que deste imenso território 92% é propriedade privada e cooperativa.

Por isso, mais uma vez, alertamos para a necessidade de suspender este processo de revisão, pois ele continua eivado de falsos pressupostos e procura um modelo Wilderness fictício.

Será isto pedir demais? É claro que não!

Junte-se a nós, no dia 23 de Janeiro, pelas 15h00, na Avenida Central em Braga (junto à Arcada).

Seguiremos depois para o Governo Civil, onde entregaremos uma carta dirigida à Sra Ministra do Ambiente.

http://pnpg-comgente.blogspot.com/


MOÇÃO aprovada em reunião de 20 de Dezembro de 2009


Considerando:
· O tempo limitado de discussão pública e a forma prepotente e desajustada na elaboração da revisão do Plano de Ordenamento do PNPG;
· Que o Plano apresentado pelo ICNB retira direitos e impõe medidas altamente lesivas para a população aqui residente;
· Que o Estado não cumpre o que prometeu aos Povos aquando do Regulamento nº 134/95 de 11 de Novembro, aprovado pela RCM;
· Que a preservação do PNPG não deve ser feita à custa dos sacrifícios das pessoas que aqui residem;
Os residentes e as Entidades com responsabilidades na área do PNPG,reunidos em Plenário no dia 20 de Dezembro de 2009. no Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas, decidiram:
1. Exigir a suspensão da revisão do Plano de ordenamento do PNPG;
2. Reclamar a auscultação da população e das forças vivas e a elaboração de um novo Plano com base nas suas necessidades, opiniões e sugestões;
3. Reclamar a inclusão no regulamento do Estatuto dos Povos do PNPG;
4. Exigir ao Estado contra-partidas para colmatar os prejuízos causados à população pelo impedimento de exercício de actividades que permitiriam mais-valias e melhorias ao seu bem-estar;
5. Não aceitar as imposições do Estado que de forma prepotente prejudica e descrimina as populações da área do PNPG;
6. Exigir o respeito pela Lei dos Baldios aprovada na Assembleia da República.
Campo do Gerês, 20 de Dezembro de 2009

Oficina de Cante Alentejano e Jantar Selvagem no Centro de Convergência em Odemira - 23 de Janeiro (Sábado)











Centro Social da Aldeia das Amoreiras, Rua de Garvão, 7630-513

Aldeia das Amoreiras – Odemira
Tel/Fax: (+351) 283 925 032
Email:
geral@centrodeconvergencia.org


Como chegar cá?
Comboio: a Aldeia das Amoreiras situa-se a 8km da estação de
comboios daFuncheira.

Camioneta: em Ourique (a 13km da Aldeia) existe ligação ao Norte e Sul.Carro: direcções a partir do Norte e Sul.
Mantenha-se informad@ recebendo as Notícias Convergentes! Subscreva enviando um e-mail para
geral@centrodeconvergencia.org

Concertos na Padaria do Povo para esta 6ª feira ( dia 22 de Janeiro às 22h.)





Esta sexta-feira às 22h na Padaria do Povo (Rua Luís Derouet, 20 - Campo de Ourique, Lisboa)


Concertos de:


Diana e o Pedro


Casal do Leste


Nuno + Nuno


entrada: 3 euros


www.myspace.com/sethmaldito


Sem terramotos, os pobres e deserdados deste mundo são invisíveis!

20.1.10

23 de Janeiro é dia de inaugurações simultâneas nas galerias de Miguel Bombarda,e vai haver filme e debate sobre info-activismo nas instalações do JUP

O dia 23 de Janeiro traz de novo a festa da arte contemporânea ao Porto, num dia em que as galerias e lojas deste quarteirão se renovam e apresentam novas exposições e novas colecções.

Por isso, no próximo dia 23 de Janeiro pelas 14h o Núcleo de Jornalismo Académico do Porto abre as portas para uma tarde em cheio nas inaugurações simultâneas das galerias de Miguel Bombarda.

Aderimos ao Ano Europeu da luta contra a Pobreza e a Exclusão Social que se celebra em 2010 com um convite à reflexão sobre o papel do jornalismo e da informação na criação de impacto e de mudanças positivas. O lançamento global, em parceria com a ONG internacional Tactical Technology Collective, do documentário 10 Tactics pretende apresentar uma série de activistas de direitos humanos que adoptaram estratégias de comunicação que lhes permitem transformar informação em acção. Convidamos para uma discussão informal o Centro de Média Independente - Indy Media Portugal - e o Hacklaviva e alargamos o convite a todos os que queiram participar.

O documentário será precedido pela Oficina de Design para uma Redacção Livre onde o colectivo Hacklaviva desafia uma sala de redacção a funcionar apenas com software livre.
Com equipa renovada, a Galeria apresentará duas instalações de jovens artistas e designers do Porto.

Ficamos a aguardar a tua visita!

Segue o programa completo abaixo.

14.00 Inauguração das Galerias Jup

Sala 1 - O que te move Uma instalação que também é uma proposta para ti. Um espaço de Liberdade num cheio de cartão, uma folha em branco, pronta a ser ocupada. Por Ana Castro e Susana Lage

Sala2 - Três Projectos, um Espaço. "Tanto o som como a imagem dão uma resposta a outra mão. Uma que fala e outra que responde"

"(...) filmagens feitas por várias pessoas contendo múltiplas personagens e situações ou locais por onde tivesse passado e onde estaria"

"(...) em cada garrafa guardo a minha voz, associando cada uma delas as notas de escala"

Por Rebecca Moradalizeh



14.30 - 17.30 Oficina de Design para uma Redacção Livre

Uma redacção a funcionar apenas com software livre? É o objectivo de uma colaboração entre o JUP e o Hacklaviva. Nesta oficina, vamos falar sobre o que é o software livre e as suas implicações na prática criativa, associativa e editorial. Depois veremos como hoje é possível tratar fotografia, criar gráficos e tipografia, paginar, editar áudio e montar vídeo com ferramentas livres. Traz o teu portátil e vem passar uma tarde connosco a descobrir novas formas de fazer o teu trabalho.


http://www.hacklaviva.net


18.00 Documentário & Debate

"10 tactics", 10 tácticas para transformar informação em acção é um filme onde são contadas histórias de 25 activistas de direitos humanos à volta do mundo que adoptaram com sucesso estratégias de comunicação e tecnologias digitais para criar impacto e mudanças positivas.

http://www.informationactivism.org


Com a presença dos colectivos Hacklaviva e Centro de Média Independente - Indy Media Portugal


Contactos Localização
Rua Miguel Bombarda, 1874050-381 Porto
Tel: 222 039 041
Fax: 222 082 375
Tlm: 969929866
Email: jup@jup.pt

Câmara Municipal de Baião apoia a ocupação da Palestina por Israel ?!



O Movimento Solidariedade com a Palestina é um movimento que pretende promover a disseminação de informação e discussão de assuntos relacionados com o conflito sexagenário entre os Estados de Israel e Palestina e o estado de sítio imposto ao povo Palestino com contínua opressão policial e militar e psicológica. Este é um movimento aberto a todas as pessoas que estejam dispostas a discutir e agir em prol da paz e de uma solução pacífica e justa para o conflito Israelo-Palestino.

O Movimento Solidariedade com a Palestina e as organizações que se associam a esta iniciativa passam a demonstrar a sua reprovação pela situação publicada no Jornal de Notícias no dia 8 de Janeiro de 2010 intitulada "Cooperação com Israel mantém-se em segredo". Neste artigo é denunciada a cooperação entre a Câmara Municipal de Baião e o Estado de Israel, representado, no encontro, pelo Embaixador Ehud Gol. Segundo a notícia, esta cooperação consiste no estabelecimento de parcerias "nos domínios dos recursos hídricos, das energias renováveis; e do sector agro-florestal".

Desde o começo da ocupação no fim da década de 40, milhares de metros quadrados de terras de cultivo e de sistema de irrigação pertencentes a Palestinos foram confiscadas pelo Estado de Israel. O avanço tecnológico do Estado de Israel reconhecido por todo o Mundo é manchado pela apropriação das propriedades de Palestinos retirando-lhes assim a sua qualidade de vida e sustento. Consequentemente, por obrigação de não esquecer a história e o sofrimento de um povo cercado e tratado sub-humanamente, consideramos moralmente reprovável e inaceitável a confluência entre um orgão público Português e o Estado de Israel que, não respeitando o Direito Internacional ocupa, reprime e continuamente empurra todo um povo para uma situação que se tem vindo a tornar humanitariamente cada vez mais insustentável, tendo já existido ataques militares a ONGs presentes no território.

Liberdade para o Povo Palestiniano.

Movimento Solidariedade com a Palestina

Subscrevem também este comunicado: SOS Racismo, Comité de Solidariedade com a Palestina e Indymedia Portugal.

Para qualquer informação adicional pode contactar através de mov.solidariedadepalestina@gmail.com ,

Ricardo Sá Ferreira - 964613689
ou Pedro Ferreira - 933579931

Plenário dos Professores das Actividades de Enriquecimento Curricular (dia 25 de Jan. às 19h. em Lisboa). No Porto, os seus salários estão em atraso


http://professoresdasaecs.blogspot.com/

No Porto os Professores das Actividades de Enriquecimento Curricular queixam-se que continuam com salários em atraso e a Câmara e a empresa privada Edutec fogem às suas reponsabilidades.


Já não bastava a situação de grande precariedade em que vivem, a inexistência de contratos de trabalho, os falsos recibos verdes, as lamentáveis circunstâncias em que são contratados e a ausência de condições de trabalho, os professores das actividades de enriquecimento curricular queixam-se agora que os salários não são pagos a tempo e horas.

Face às reclamações dos professores, tanto a Câmara Municipal do Porto como a empresa privada EDUTEC rejeitam responsabilidades numa inqualificável atitude para com a situação precária vivida por aqueles docentes.


Ora a verdade é que estes professores,
- Têm horário estipulado
- Local de trabalho definido
- Estão inseridos numa equipa
- Têm coordenação/hierarquia
- Têm que prestar contas do trabalho efectuado


CUMPREM PORTANTO TODOS OS REQUISITOS PARA TEREM UM CONTRATO DE TRABALHO,O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO ESTÁ A PAR DA SITUAÇÃO


No Porto, estão nesta situação 129 professores/as em escolas públicas: 59 de música; 70 de inglês.

MAS OS FALSOS RECIBOS VERDES NAS AEC'S SÃO A REALIDADE DE MILHARES E MILHARES DE PROFESSORAS/ES EM TODO O PAÍS!
ESTA É UMA LUTA DE TODAS/OS AS/OS TRABALHADORAS/ES!

É FUNDAMENTAL QUE A LEGALIDADE SEJA IMPOSTA E QUE AS/OS PROFESSORAS/ES DAS AEC's TENHAM CONTRATO DE TRABALHO

Próximas plantações de árvores no âmbito da campanha Criar Bosques para os dias 23 e 24 de Janeiro



Proximas plantações para o fim-de-semana de 23 e 24 de Janeiro de 2010

SERRA DO GERÊS
Data: 23-01-2010 (Sábado) a 24-01-2010 (Domingo)
Hora: 10:00
Local: Parque Nacional da Peneda-Gerês – Centro de Educação Ambiental do Vidoeiro – Lugar do Vidoeiro, 99 ( Junto ao parque de campismo do Vidoeiro após Vila do Gerês em direcção a Vilarinho da Furnas)
Encontro: Dia 23-01-2010 às 8:00 na estação do metro da Casa da Música (Porto).
Contactos para inscrição: Pedro Sousa (912 554 432 / 931 954 493 / 223 749 249;
pso...@earth-condominium.com

Observação: Caso pretenda outro local de encontro, que fique a caminho é necessário contacto prévio para marcação, de forma a gerir as viaturas a levar. O limite máximo de inscrições com dormida gratuita na Pousada da Juventude de Vilarinho das Furnas é de 20 pessoas, com um limite máximo de inscrições de 30 pessoas.




SERRA DO CARAMULO
Data: 23-01-2010 (Sábado)
Hora: 9:30
Local: Cabeço Santo
Encontro: Parque do Moinho de Vento em (Belazaima do Chão).
Contactos para inscrição: Paulo Domingues (968 750 155;
cabsa...@gmail.com
Obs: A participação requer a inscrição prévia




SERRA DE MONTEJUNTO
Data: 23-1-2010 (Sábado)
Hora: 10:00
Local:Quinta da Serra
Encontro: Centro de Interpretação Ambiental da Serra de Montejunto – Mapa 1
Contactos para inscrição: Paulo Monteiro (93 999 21 88;
criarbosq...@quercusancn.pt )

Obs: Ver Mapa 1 (descrição do acesso ao local e respectivos mapas).

Acção de denúncia de casos de assédio moral sobre funcionários no banco Santander Totta

Um grupo de trabalhadores do banco Santander juntou-se à porta da sede do banco em Lisboa para denunciar várias situações de assédio moral que as chefias do banco exercem sobre os trabalhadores que reivindicam os seus direitos.

http://www.mudarbancarios.org/

DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS E ORGANIZAÇÃO
O MUDAR tem por objectivo reconstruir um sindicalismo de base e participativo, um sindicalismo com princípios:
• Um sindicalismo lutador pela contratação colectiva e contra a precarização das relações de trabalho;
• Um sindicalismo independente dos poderes instituídos (político e económico) e intransigente defensor dos interesses dos trabalhadores;
• Um sindicalismo respeitador das assembleias de trabalhadores que deverão pronunciar-se em todos os momentos importantes;
• Um sindicalismo democrático com respeito pelas diferenças de opinião.


O jornal Novas da Galiza entra numa nova fase, com uma nova imagem gráfica, aumento de páginas e novos colaboradores




Numa conferência de imprensa celebrada ontem no Centro Social Gentalha do Pichel, em Compostela, o diretor do Novas da Galiza, Carlos Barros, apresentou o novo formato deste periódico de informaçom crítica. que começa o ano 2010 com forças renovadas. Com um conselho de redação ampliado, um novo desenho mais moderno, de um terço mais de páginas, o periódico visar manter a sua qualidade informativa e ser capaz de dar cobertura a um movimento social galego cada vez mais amplo e assentado. O primeiro que chamará a atenção neste número 86 será a imagem gráfica renovada, as oito páginas mais e uma reestruturação de conteúdos e secções.

O periódico começou a sua andaina em 2002, como assinala o editorial do novo número, entre as lutas estudantis e a mobilização sem precedentes contra a maré negra, "com a pretensom de ser o meio de referência dos movimentos sociais, do ámbito do soberanismo, do reintegracionismo e de toda a Galiza crítica e contestatária que demanda uma imprensa que transmita uma realidade alheia ao tecido empresarial e ao poder político".

O jornalismo de investigação será a ser um dos piares do Novas da Galiza, "sem importar-nos, assinalou o diretor, a repressão da que podamos ser alvo, como sucedeu com a Operação Castinheiras ou com a denúncia que nos apresentaram do Ministério por uma reportagem contra o narcotráfico na Galiza na que saiam à luz dados comprometidos". O periódico mensal, medra sem pausa, atingindo mais de 700 assinantes e milhares de exemplares difundidos através da web.

"O Novas da Galiza, recordou Xoán R. Sampedro do conselho de redação, confecciona de forma democrática todos os seus conteúdos, e cada número é fruto de trabalho militante e desinteressado, mas com uma profissionalidade da que carecem os médias empresariais, por exemplo no que atinge ao cuidado da linguagem".

O Novas da Galiza é um jornal galego criado em fevereiro de 2002, e durante três anos manteve a distribuição gratuita, repartindo-se em locais sociais, espaços alternativos e sedes de colectivos, com presença também na Internet.

Em março de 2005 o projecto encetou uma nova etapa, marcada peloas mudanças no conselho de redacção, na imagem corporativa e, em definitiva, na profissinalização. Entre outras novidades, passou a ser vendido nas bancas ao preço simbólico de um euro, ampliando a sua cobertura territorial a toda a Galiza.

A filosofia que move a publicação caracteriza-se pelo investimento cultural, promovendo com os ingressos a edição de livros de autores novos, material audiovisual, etc. Contrariamente a outras iniciativas similares tanto na Galiza quanto em países do entorno, o projecto não se move por um afã económico. Prova disto é que o próprio periódico disponibiliza de graça todos os números na sua hemeroteca virtual um mês após a saída nos quiosques.

Nos seus princípios fundacionais, o Novas da Galiza afirma ter nascido ao serviço da liberdade de opinião e de todas as expressões artísticas, apartidista, contrário à globalização (especialmente à transnacionalização de capitais), laico, com afã de informar (em língua galego-portuguesa) de jeito honesto e veraz, consciente de que a soberania nacional reside no povo galego, cuja filosofia preside a tradição da política esquerda nacionalista galega.




Reproduzimos o editorial do novo número que foi lido na conferência de imprensa:

INFORMAÇOM COMUNITÁRIA

A pequena história do Novas da Galiza é também a pequena história dos movimentos populares do país nesta década que está a concluir. As primeiras capas deste jornal vírom a luz numha Galiza agitada por greves gerais, movimentaçons estudantis e laborais, reacçons massivas contra a maré negra. Num plano mais restrito, esta publicaçom foi mui devedora do mundo associativo tecido por volta dos centros sociais, multiplicados ao alento do independentismo, e derivados numha constelaçom de iniciativas comunitárias que atingírom campos diversos da vida social, do desporto à comunicaçom, da educaçom à defesa da língua.

O assentamento do jornal aconteceu, paradoxalmente, numha etapa de devalar das causas colectivas, que o poder chama “normalidade democrática”, e a dissidência galega interpretou como passividade e assimilaçom. Ao longo de oito anos, naturalizou-se um discreto estado de excepçom contra a militáncia galega, dirigido em Madrid, e saldado com pressom policial e penal, sempre secundada por activos e passivos; no plano político-institucional, e num contexto de reconquista espanhola das naçons resistentes, o bipartidismo quase perfeito já cobrou carta de naturalidade: e com ele esvaecêrom também as esperanças de um país regenerado polo nacionalismo institucional, carente de atractivo para quem manda de verdade. Esta nova fase do processo de assimilaçom da Galiza, que sem exagero podemos qualificar de terminal se nom o invertirmos desde já, achou nos meios um veículo perfeito. Hoje, mais do que ontem, reina a informaçom como mercadoria: e com ela a censura por saturaçom, a pressa como inimiga da análise, e a instalaçom passiva dos galegos e galegas num universo mediático hispano, dominado polo infoentretenimento e a banalizaçom da barbárie.

Novas da Galiza inicia agora umha nova etapa, ciente da história de que parte, dos constrangimentos do presente, e das necessidades mais elementares. Longe da cultura da imagem, sempre preferiu mostrar-se tal como era, sem enfeites e sem fachendas; e vacinado contra as precipitaçons, sempre apostou em dar passos avante pequenos e mui firmes. Hoje apresentamo-nos a leitores e leitoras com mais páginas e novos conteúdos, dispostos a nos melhorarmos como ferramenta da Galiza que se move. Este passo para a frente é possível por contarmos com umha equipa ampliada e mais diversa, com o apoio da nossa base leitora e solidária, e com os contributos permanentes -em informaçom e iniciativas- dos movimentos populares. Doravante, se os nossos passos para a frente continuam em sintonia com os da comunidade que nos acompanha, poderemos sentir-nos satisfeitos.

http://www.novasgz.com/

Michael F.D. Young, autor do livro Conhecimento e Currículo, orienta seminário na Universidade do Minho ( dia 22 de Jan. às 14h30 em Braga)




Michael F. D. Young, autor do livro «Conhecimento e Currículo, Do socioconstrutivismo ao realismo social na sociologia da educação », e um dos mais destacados nomes da Sociologia da Educação, orienta um seminário no Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, na cidade de Braga,.

O seminário é subordinado à temática do "Conhecimento e Currículo e vai abordar a função da escola


INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E PSICOLOGIA U.MINHO
TEL. 253 604 240/1 :: 253 604 225


Sobre o livro «Conhecimento e Currículo »

Escrito numa linguagem desafiadora, e muito apelativa para os leitores interessados na discussão do conhecimento em tempos de decisões globais, o livro revela-se essencial para professores, formadores, pais e encarregados de educação e decisores políticos, na medida em que fornece quadros teóricos e práticos que fundamentam o debate sobre a educação, a formação, o conhecimento e o currículo.
O autor, um dos mais renomados, actualmente, da Sociologia da Educação, explicita nesta obra as relações entre os aspectos teóricos e as questões práticas e políticas, razão por que se torna num texto teoricamente elaborado, sem deixar de ser relevante para a prática educacional.

• Professores, Formadores, Pais e decisores políticos.
• Inscrição: 15,00€
Inclui a entrega do livro Conhecimento e Currículo. Do Socioconstrutivismo ao Realismo Social na Sociologia da Educação.
• O número de participantes é limitado à capacidade e disponibilidade das instalações.

Concentração de trabalhadores na Praça dos Poveiros (dia 21 de Jan. às 15h) contra a precariedade e desemprego e por mais emprego, salários e direitos



CONCENTRAÇÃO no Dia 21 de Janeiro – às 15 Horas

Local: Praça dos Poveiros - Porto


No âmbito da Acção Nacional Descentralizada aprovada pela CGTP-IN para ter lugar no 1º trimestre de 2010, Contra a Precariedade e o Desemprego, por + Emprego, Salários e Direitos, a Direcção da USP/CGTP-IN marcou uma Concentração de trabalhadores, dirigentes, delegados e activistas sindicais para o dia 21 de Janeiro próximo, 5ª feira, a partir das 15 horas, na Praça dos Poveiros, no Porto.


http://www.usporto.pt/News/View.aspx?Articleid=78

Workshop de Dança e Percussão Africana pela Allatantou Dance Company no Palácio das Artes-Fábrica de Talentos ( de 25 de Jan. a 5 de Abril)


Este Workshop destina-se a pessoas de todas as idades, com ou sem experiência em Dança e Percussão Africana, que desejem aprender ou aperfeiçoar conhecimentos.

A Allatantou é uma companhia de dança e percussão que nasceu na Gâmbia na década de 70 fundada por Abdoulaye Camara (Guiné Conakry/Suécia). Chegou à Europa nos anos 80, onde se estabilizou e criou raízes em países como: Suécia, Escócia, Irlanda, Escandinávia, Noruega, E.U.A, Portugal e Espanha. Desde 2006 que a Allatantou se dedica a divulgar as tradições e culturas da costa Ocidental de África, através de espectáculos e animações em diversos espaços.

Um Workshop que nos leva a conhecer a história mítica desta região da África Ocidental através de coreografias e danças de máscaras, cânticos enaltecidos pelas sonoridades vibrantes dos instrumentos tradicionais (djembés, dounoumbas, krins, gongomas).

Duração trimestral 25 de Janeiro a 5 de Abril 2010
Frequência Segundas-feiras
Horário laboral 10h30 às 12h00
Horário pós-laboral 19h00 às 21h30
Valor 120 euros/trimestre (não reembolsável)
Local Palácio das Artes - Fábrica de Talentos, Largo São Domingos, Porto
Número mínimo de inscrições 10 participantes

Contactos:
André Rodrigues -
arodrigues@fjuventude.pt
telefone 22 339 35 30 ou fax 22 339 35 44

Fundação da juventude
Casa da Companhia Rua das Flores, 69
4050-265 Porto
Tel: 223 393 530
Fax: 223 393 544
E-mail:
geral@fjuventude.pt
http://www.fjuventude.pt/?id=642

19.1.10

Reportagens do colectivo brasileiro Catarse sobre os trabalhadores de canaviais e da fábrica de cana-de-açucar em Catende onde se produz sem patrão

São cinco, as reportagens da série Trabalhadores de canaviais, que foram preparadas pelo Coletivo Catarse para o programa Outro Olhar, da TV Brasil.

Desde 2004, a Catarse é um coletivo de jornalistas e artistas que tem como objetivo trabalhar junto a movimentos, organizações e pessoas que também se comprometem na busca por uma sociedade mais justa e humana. Com um trabalho autoral e engajado, firmou olhar nos movimentos e organizações do povo, que entendem a cultura como um direito humano e a comunicação como uma ação transformadora.

Catarse – Coletivo de Comunicação
51.3012.5509
catarse@coletivocatarse.com.br
http://coletivocatarse.blogspot.com/

Primeiro episódio registra as condições de vida dos cortadores de cana e suas famílias que chegam do Maranhão e de outras regiões miseráveis em Guariba – cidade que bóia no mar de cana do interior de São Paulo..
Para os cortadores: muito esforço e baixo salário, num sistema vicioso de lucro por produtividade, em que quem roça mais também enriquece mais o patrão

No segundo episódio regista-se a denúncia de servidor do INSS da região de Jaboticabal, ao revelar que 30% dos cortadores pedem afastamento no final de cada safra e muitos deles, sem condições de trabalho, não recebem benefícios – a reportagem conversa com um deles: Adão Avelino de Jesus

O terceiro episódio da série Trabalhadores de canaviais, para a TV Brasil mostra a dor de duas viúvas que perderam seus maridos para um sistema de exploração. Uma boa parte do salário dos cortadores de cana é paga por produtividade. Quem corta pouco ganha mal e não consegue ser readmitido nas próximas safras. Essa pressão acaba levando muitos trabalhadores ao limite do esforço físico. No interior de São Paulo, muitos deles perdem a vida no meio da cana.

Na quarta reportagem sobre trabalhadores nos canaviais é apresentado o projeto Catende-Harmonia, em Catende, Pernambuco. Considerada uma das maiores experiências brasileiras em auto-gestão e economia solidária, os trabalhadores assumiram a direção da Usina e romperam com uma cultura de exploração do cortador de cana e da concentração de riquezas que eram perpetuadas pelos usineiros. Diversificaram a lavora e melhoraram a qualidade de vida

Na quinta reportagem da série Trabalhadores de canaviais, a reconstrução de Catende, usina de cana-de-açúcar falida em 1993, pelo espírito de solidariedade de seus trabalhadores emancipados do patrão


Migrantes da cana



Cortadores de cana que adoecem, sofrem abuso de poder.



Viúvas dos canaviais.



Catende - usina sem patrão



Solidariedade nos canaviais da reforma agrária

As trocas directas e solidárias da Economia dos Quilombolas ( texto de Claudio Nascimento)


As ‘trocas diretas e solidarias’ da ‘Economia dos Quilombolas”
Claudio Nascimento

O que podemos chamar de “Economia Quilombola” porta profundas relações com a Economia Solidaria. Assim, vejamos:


“Muitos quilombolas produziam para a própria subsistência, mas também conseguiram excedentes que os favoreciam em suas conexões mercantis com o mundo ao seu redor. Neste sentido, eram tipicamente camponeses. Dos grandes mocambos de Palmares, na Capitania de Pernambuco, no século XVII, sabe-se que plantavam milho e que ‘colhiam duas vezes por ano. Além de batata-doce, mandioca, banana e cana-de-açúcar”.


Com o tempo, a economia quilombola foi se ampliando e sofisticando;” Eles plantavam algodão,com o que faziam estopa,e participavam da economia extrativista abundante na região (Amazônia).Em abril de 1811,denunciava-se que os quilombolas iam ‘negociar’ na Vila de Alenquer, levando ‘estopa, breu, castanha e algodão e pois tudo vendiam ao Capitão José Antonio Pereira por pólvora, chumbo, armas, ferramentas e panos para se vestirem (e que lá tinham muita gente,outros pretos e pretas,e rapazes”.


Indígenas aldeados, cativos e soldados desertores,junto com habitantes de mocambos, viviam na floresta a plantar ou extrair produtos diversos. “Desde o século XVIII, circuitos mercantis se estabeleceram clandestinamente por todo o território”.


Assim, “Da ilha de Joanes dizia-se que cafuzos, mamelucos, indígenas e africanos, que lidavam com o gado, estavam burlando o fisco. A questão dos roubos de produtos articulava-se com o comércio clandestino, do qual participavam os escravos fugidos. Através dessas redes de comércio, os quilombolas trocavam produtos de suas roças por pólvora,armas de fogo e aguardente”.


A pesquisa fala da região das Minas Gerais; “Na capitania de MG, por exemplo, os quilombolas se multiplicaram com a expansão da economia mineradora e o conseqüente aumento exponencial da população escrava.” Em documentação da biblioteca nacional-RJ, há mapas em que “O interessante é exatamente o registro da organização econômica quilombola, com indicações sobre horta’, ’algodoais’, ’mandiocal’, ’roça’, ’milho plantado’ etc. Todos os mocambos se dedicavam à agricultura”.


Na Capitania da Bahia, também encontra-se considerável estrutura economia: “Atividades econômicas dos quilombolas podiam estar integradas,inclusive,a economia de abastecimento. Feijão, milho, mandioca e outros produtos podiam tanto ser trocados com os escravos nas senzalas,com taberneiros,quanto ser enviados para os mercados locais (até mesmo Salvador),através de vários intermediários comerciais”.


No Rio de Janeiro, “no início da década de 1730, na localidade de Bacaxá, em Saquarema, falava-se de um ‘grande quilombo”. No Norte da capitania há noticias também do quilombo do Curukango, em Macaé. Bem mais tarde, em meados dos século XIX, existe farta evidencia sobre uma estrutura camponesa de longa duração relacionada com os quilombolas de Iguaçu, no recôncavo da Guanabara. Baseavam sua economia na agricultura, na pesca e na caça, cultivando grandes plantações de abóbora e mangalô’ e ‘insignificante plantação de cana’, sendo ainda o local dos mocambos ‘piscoso, e abundante caça’.


“A conquista da liberdade pela fuga e manutenção desta liberdade através da ocupação e da exploração autônoma da terra”, e, esta “perspectiva comunitária e localmente articulada da economia quilombola’ contrariava fazendeiros, latifundiários e monocultores. Muitas expedições militares tentavam eliminar os mocambos. Neste sentido, “Opções econômicas se coadunavam com diversas estratégias de enfrentamento, proteção e arranjos locais. O abandono temporário de acampamentos e lavouras, quando atacados, e o posterior retorno ou ocupação de outro sítio faziam parte de táticas de guerrilhas difundidas entre os quilombolas”.


Muitas experiências destas, de quilombolas, setores camponeses negros e indígenas, ocorreram em áreas de ocupação e expansão de fronteiras. “Assim foi na capitania de Mato Grosso, onde no século XVIII, apareceu o quilombo do Quariterê, depois conhecido como do Piolho”.


Este quilombo, embora atacado e considerado extinto, reapareceu em 1795.


Nos meados do século XIX, no Maranhão,com a descoberta de novas minas de ouro, surgiu a fundação da Cia. de Mineração Maranhense, do Barão de Mauá”. Os acampamentos de exploração e também a colônia foram atacados em momentos diferentes por grupos indígenas e quilombolas. O empreendimento foi à falência em 1860. Mais do que problemas com logística, deserção e ataques de índios e quilombolas,o ouro teria se esgotado. A falácia das ‘minas esgotadas’ não só escondia um complexo jogo de interesses financeiros de Mauá, como silenciava sobre a ocupação quilombola na região. Eram eles os principais garimpeiros. Havia na região uma extensa base camponesa articulada aos garimpos e mocambos”.


Estas lutas de camponeses, indígenas e quilombolas, são fundamentais para entendermos experiências atuais neste campo. Por exemplo, a do ‘território sagrado’ da Raposa da Serra do Sol, sob ataque dos fazendeiros de arroz e dos militares. A economia desta comunidade formada por 5 etnias é similar aquelas dos quilombolas e índios camponeses da época Colonial.


Há uma experiência paradigmática neste campo: a sempre recordada “Comuna de Palmares, do famoso Zumbi.


A Comuna de Palmares ( Zumbi e Fourier no Nordeste )


Vamos recorrer à analise que M.Lowy fez da obra do poeta surrealista e militante trotskista Benjamin Perét, intitulada genialmente de “A Comuna de Palmares”, republicada na França em 1992.


Em seu livro, “L’étoile du matin,surrealisme et marxisme”, Michael Löwy tece considerações sobre a obra de Péret:
“B.Péret é um dos autores cuja obra reflete a dupla luz, vermelha e negra. Ele é sem duvidas de todos os surrealistas, o mais engajado na ação política no seio do movimento operário e revolucionário marxista, de inicio como comunista, depois [nos anos 30] como trotskista e finalmente, no pós guerra, como marxista revolucionário independente. Não por acaso durante sua estadia na Espanha durante a guerra civil, ele escolheu para combater o fascismo nos quadros da coluna libertária dirigida por Buonventura Durruti.


Isto se expressa também nos escritos políticos ou históricos.Um exemplo interessante é seu remarcavel ensaio de 1955-1956 sobre Palmares, uma comunidade de negros ‘marrons’ [fugitivos] do nordeste brasileiro que resistiu, ao longo do século 17, as expedições holandesas e portuguesas que tentaram eliminar este reduto de insubmissos. A “republica negra de Palmares” só foi vencida em 1695, com a morte de seus últimos defensores e de seu ultimo chefe, Zumbi.


A interpretação deste acontecimento por Péret é sem dúvida marxista, mas seu marxismo se diferencia por uma sensibilidade libertária que dá a seu ensaio uma amplitude de visão e uma originalidade marcantes. Sua introdução anuncia a cor: o desejo de liberdade é o mais imperioso dos sentimentos humanos, porque significa, para o espírito e para o coração, o oxigênio sem o qual eles se extinguem. Ao escrever que a historia humana consiste essencialmente no combate dos oprimidos pela sua libertação, Péret reinterpreta a tese marxista ‘clássica’ - a luta de classes como luta dos explorados contra os exploradores - em uma ótica libertaria. É toda uma antropologia da liberdade que se acha esboçada.


Esta mesma perspectiva libertaria o faz privilegiar, na análise da comunidade negra, os aspectos ‘anárquicos’, antiautoritários: o primeiro período do quilombo de Palmares se caracteriza, insiste Péret, pela ‘ausência de repressão’ e pela ‘liberdade total’ como também uma ‘generosidade fraternal’ inspirada pela consciência do perigo comum.


Os escravos fugitivos viviam em um estado natural, definido pela ‘ausência de toda autoridade’ e pela solidariedade elementar. O modo de existência da Comuna de Palmares era um ‘estado de incompatibilidade com toda forma de governo que implique uma autoridade regular’, na medida em que a repartição igualitária dos recursos, a comunhão ao menos de uma parte dos bens, não favorecia uma diferenciação social mais forte. Se inspirando de uma formula utópica saint-simoniana [retomada por Marx], Perét afirma que o regime interior de Palmares expressa “a administração dos bens que o governo sobre as pessoas.”


Vejamos as idéias de Perét sobre os Palmares.


Que era Palmares? “Alguns milhares de Negros que tinham fugido das ‘fazendas’ e se refugiavam em um massivo coberto de florestas onde predominavam as palmeiras”.
Uma expedição ocorrida em novembro de 1675, assinalava Palmares como ‘uma grande cidade de mais de 2.000 casas, fortificadas de palhiçadas”.


Para Perét, “o mais provável é que as origens da comunidade quilombola foram marcadas por uma espécie de anarquia primitiva que,pouco a pouco,tornou-se ‘formas de governo naturalmente rudimentar’ (Edson Carneiro)...o novo estado de coisas formado pela comunidade quilombola,onde o pode-se observar uma ausência total de dominação. Era inevitável que uma liberdade total reinava, mais ainda, acompanhada de uma generosidade fraternal, sustentada pela consciência de um perigo comum e comum”.


E que, “Somos mesmos levados à presumir que, até as primeiras expedições holandesas, NENHUMA FORMA DE ESTADO EXISTIA EM PALMARES.”


“É muito improvável que a comunidade quilombola tenha,desde sua origem,camadas sociais tão claramente diferenciadas: todos os fugitivos que a compunham eram de condição igual. O estado natural, caracterizado pela ausência de toda autoridade,devia ser o dos escravos fugitivos”.


Perét se interroga sobre o tipo de economia de Palmares:
“Qual era o regime econômico dos Palmares ?


Sobre este ponto, só temos hipóteses, os documentos dizem pouco.Podemos mesmo afirmar que,sem medo de errar,que o regime sofreu influencia direta das relações dos Palmares com os colonos portugueses.De um lado, regime político – se é possível usar palavra tão complexo para os Palmares- e regime econômico não podiam deixar de se entrecruzar em grandes linhas.ora, é problemático afirmar que as camadas sociais muito diferenciadas tenham podido se formar,a não ser nos últimos períodos.Tudo nos leva a pensar que o Estado, até o fim, ficou embrionário,mesmo quando Zumbi dispunha de poderes absolutos; com efeito,seu governo tinha abertamente um caráter militar.’


“A multiplicação destas escaramuças punham os palmares num perpetuo estado de alerta,ao qual devemos atribuir à origem das mudanças que afetaram a estrutura da sociedade quilombola”.


“Sem dúvidas, nesta época (1676-1677),a situação interna dos palmares nada tinha a ver de comum com a de trinta anos antes.os 6.000 Negros de 1645 eram agora ’16.000 à 20.000 almas’,repartidas em uma dezena de vilas em um território de cerca de 27.000 kilometros quadrados,ou seja,aproximadamente a superfície da Bélgica”,diz Perét.


E que,”Uma população tão numerosa,em constante estado de guerra com os colonos portugueses,necessitava uma concentração de poderes – ao menos militares- que, trinta anos antes,não tinha razão de existir.ERA UM ESTADO QUE SE FORMAVA’.


E que “Os primeiros negros instalados em Palmares deviam ter trabalhado as terras em comum.A necessidade de fazer frente ao afluxo constante de fugitivos obrigava estes primeiros cultivadores à COLETIVIZAR os recursos do refugio .Os Brancos não cessaram jamais,durante ao menos 50 anos, de destruir as colheitas dos negros para aniquila-los pela fome e quebrar sua combatividade.Mas,estas expedições repetidas não podiam ter outro resultado que aumentar a SOLIDARIEDADE interna de cada vila ,assim como a de toda a população dos Palmares”.


Perét nos fala do ‘trabalho escravo” nos Palmares:
“Se é impossível fixar uma data para o estabelecimento da escravidão nos Palmares,nada indica que ela tenha existido antes que os Brancos tenham feito as expedições de uma certa envergadura contra os fugitivos. Foi no momento em que os Negros se viram na obrigação de enfrentar uma dupla tarefa – a defesa dos Palmares e a agricultura-, que eles recorreram ao trabalho servil.é certo que,na sociedade quilombola, a escravidão tenha sido precedida por um período de divisão do trabalho mais ou menos sistemática,uma parte da população se consagrando à agricultura, e outra à proteção. Sem duvidas que,então,os campos foram confiados as mulheres,como se produz ainda nos numerosos povos africanos de tradição guerreira”. E, “Ao mesmo tempo, retido por suas obrigações guerreiras,ele se acha na impossibilidade de fazer frutificar suas terras. Não tinha outro recurso que o de capturar um escravo para fazer a tarefa que sua companheira não podia realizar”, conclui Perét.


No final Perét se pergunta sobre a possibilidade revolucionaria dos Palmares:
“Chegariam a libertar os escravos do Brasil ? Não penso que sim.Uma sublevação geral e simultânea nas capitanias de Pernambuco a de Alagoas teria posto a sua disposição o armamento considerável de seus senhores.Mas,saberiam usar todo tipo de arma que lhes caíssem em mãos,a artilharia, por exemplo? Temos dúvidas. O que não impede que:a reivindicação da abolição da escravidão,sustentada pelas armas,teria uma tal repercussão que a emancipação dos escravos teria sido consideravelmente antecipada”.


Mas, segue Perét : “Tal reivindicação não foi formulada,e é lamentável.Como ela foi, a sociedade quilombola dos Palmares representa um episodio da luta dos homens por sua liberdade.Esta tentativa não era viável nas condições em que nasceu,como não o foi o falanstério de Fourier, que ela parecia prefigurar em seus melhores momentos.Seja como for: a existência dos Palmares insulflou os Negros do Brasil uma grande esperança,tal como as calorosas antecipações de Fourier pareceram,em seu momento,trazer a solução ideal e imediata as contradições que dilaceravam a sociedade no inicio do século passado”, conclui Peret seu trabalho sobre a Comuna ou a República dos Palmares.


Voltemos as questões levantadas por Robert Pongé, na introdução ao livro de B.Péret, e as quais já fizemos referência acima:
“Perét foi sensível as analogias entre os Palmares e diversas experiências de lutas e de auto-organização que surgiram na historia do movimento social dos oprimidos;o poeta faz explicitas referencias ao falanstério de Fourier, e mais: os quilombolas não são os legítimos descendentes dos escravos revoltosos de Spartacus , e sua comunidade não é uma autentica ancestral – rural – das comunas do movimento operário e campones moderno?”


Para Ponge, se tivesse ocorrido uma ampliação geográfica da luta dos Palmares” seria, em suma, antecipar a revolução dirigida por Toussaint Louverture”, no Haiti. O famoso ‘Jacobino Negro”,cuja revolução foi estudada pelo amigo de Mario Pedrosa, C.L.R.James, na sua obra “Os Jacobinos Negros”.


Deste modo, “finalmente, conseqüente com sua análise, Perét situa a luta da Comuna quilombola na historia geral dos oprimidos e explorados,e designa claramente os Negros dos Palmares como autênticos ancestrais do movimento social moderno”.


A Comuna de Canudos


Passemos para outra experiência no mesmo campo histórico.
O velho militante trotskista,amigo de Mario Pedrosa,Edmundo Moniz, escreveu vários livros sobre a experiência da “Comunidade igualitária “ de CANUDOS. Assim:
-“Guerra Social de Canudos”.RJ.Editora Civilização Brasileira.1978
-“Canudos: a luta pela terra”.Historia Popular.Global editora.1980


Este ultimo livro, é na verdade, uma biografia de Antonio Conselheiro.Dele vamos extrair alguns elementos que têm relação com nosso objeto: a questão da autogestão e da ‘comuna’.
Moniz, de início, nos passa a dimensão histórica de Canudos e do Conselheiro :
“ Canudos é o mais importante movimento camponês no Brasil. Um movimento tão importante como o de Emiliano Zapata no México(...)O que interessava aos grandes latifundiários era apresentar Antonio Conselheiro como um simples fanático.A prova de que isto não coincidia com a verdade foi a construção da comunidade igualitária de Canudos.


A verdadeira imagem do fundador de Canudos ressurge à luz do sol com toda a sua autenticidade, e vemo-lo como o grande líder das massas camponesas do Brasil, não tendo no continente americano outra figura que se compare à dele senão a de Emiliano Zapata,no México”.


Entre as idéias políticas e filosóficas de Conselheiro, encontra-se a “Utopia” de Tomás More,que foi,para Moniz, “a base ideológica da comunidade igualitária de Canudos”.


A verdade histórica traz à superfície que “O fanático,o insano,o celerado cede seu lugar a um guia e conselheiro,convicto do seu papel histórico, que se bateu pela abolição dos escravos,pela extinção do latifúndio e por uma ORGANIZAÇÃO SOCIALISTA semelhante à de FOURIER, de CABET e de OWEN”(grifos meu).


Bibliografia

Michael Löwy. ”L’Étoile Du matin. Surréalisme et marxisme”. Sylepse, Paris, 2000.

Vários: ”Utopias Agrárias”. Editora UFMG, 2008.

Stuart Schwartz. ”Roceiros e Rebeldes”. EDUSC, 2001.

Benjamin Péret. «La Commune des Palmares». Sylepse, 1992.

Guy Prevan. «Péret Benjamin, révolutionnaire permanent». Sylepse, 1999.

C. L. R. James. «Os Jacobinos Negros». Boitempo, 2000.

João José Reis. «Rebelião Escrava no Brasil». Cia. das Letras, 2003.

Edison Carneiro. «O Quilombo dos Palmares». Brasiliana, CEN, 1988.

Edison Carneiro. «A Insurreição Praieira (1848-49). Ler e Viver, 1978.

Decio Freitas. «Palmares». Mercado&Aberto, 1984.

Edmond Moniz. «Guerra Social de Canudos». Civilização Brasileira, RJ, 1978.

Edmond Moniz. «Canudos: a luta pela terra». Global editora, 1980.

Aires da Mata Machado Filho. «O negro e o Garimpo em Minas Gerais». Retrato do Brasil. Editora Civilização Brasileira, 1964.

Junior Brasil. «A Destruição do Quilombo dos Palmares». Literatura de cordel. Tocantins, 2008

O que é a economia solidária?

Economia solidária é uma forma de produção, consumo e distribuição de riqueza (economia) centrada na valorização do ser humano - e não do capital - de base associativista e cooperativista, voltada para a produção, consumo e comercialização de bens e serviços, de modo autogerido, tendo como finalidade a reprodução ampliada da vida. Assim, nesta economia, o trabalho se transforma num meio de libertação humana dentro de um processo de democratização econômica, criando uma alternativa à dimensão alienante e assalariada das relações do trabalho capitalista.





Economia Solidária: empresas recuperadas



Economia Solidária: Trocas solidarias e moedas sociais


Economia Solidária: consumo responsável


Economia Solidária: redes e cadeias

Assinem a petição contra a pena de morte a que foi condenado o jornalista negro Mumia Abu-Jamal





Em 14 de janeiro de 2010, foi colocada online uma petição para o presidente Barack Obama sobre Mumia Abu-Jamal e a abolição global da pena de morte. É importante que a subscrevam o maior número de pessoas. Em causa está a pena de morte. Parece que o tribunal vai finalmente tomar uma decisão durante a semana que vem, depois de analisar o caso em conferência em 15 de janeiro. Estamos preocupados com o futuro acórdão. Mumia está agora em perigo maior do que já esteve em outro momento, desde a sua prisão há 28 anos atrás


Documentos da Amnistia Internacional sobre o caso Mumia Abu-Jamal: ver
AQUI




Foram mais de 5.000 signatários nos primeiros dias, principalmente da Europa. Estes incluem o primeiro signatário, Madame Danielle Mitterrand (ex-primeira-dama da França), Günter Grass (vencedor do Prêmio Nobel em literatura), Fatima Bhutto (escritor, Paquistão), Noam Chomsky (filósofo e autor), o actor Ed Asner (), Mike Farrell (actor), & Michael Radford (diretor do filme vencedor do Oscar Il Postino).


PETIÇÃO

Para o presidente Barack Obama:

NÓS, SIGNATÁRIOS desta petição, pedimos-lhe que se pronuncie contra a execução de Mumia Abu-Jamal e de todos os homens, mulheres e crianças condenadas à morte no mundo.

A pena máxima é inadmissível numa sociedade civilizada e diminui a dignidade humana. (Assembleia Geral das Nações Unidas, moratória no uso da pena de morte, resolução 62/149, 18 de Dezembro, 2007; refrendada, resolução 63/168, 18 de Dezembro, 2008).

O senhor Abu-Jamal, célebre jornalista e escritor negro, está no corredor da morte há quase três décadas no pavilhão da morte na Pennsylvania.

Ainda que a sorte do senhor Abu-Jamal na sua qualidade de recluso do estado esteja fora do controle de vossa excelência, que exerce a liderança moral no ámbito internacional, solicitamos que haja um apelo mundial para que cesse a pena de morte em todos os casos sancionados com a pena capital.
O senhor Abu-Jamal converteu-se num símbolo mundial, é “a voz dos que no têm voz” na luta contra a pena de morte e o abuso dos direitos humanos. Existem mais de 20.000 pessoas que esperam a execução, de todo o mundo, e existem mais de 3.000 nos Estados Unidos.

No julgamento, de 1982, do senhor Abu-Jamal praticou-se o racismo. O julgamento celebrou-se em Filadélfia cuja história de corrupção e discriminação entre as forças policiais é bem conhecida.
A organização da Amnistía Internacional, ganhadora do prémio Nobel, concluiu que muitos dos aspectos deste caso não cumpriram com as normas internacionais que garantissem a justiça dos actos jurídicos. “Com o fim de existir justiça deve-se conceder um novo julgamento a Mumia Abu-Jamal. . . . O julgamento deve acatar todas as normas internacionais de justiça…não deve permitir-se uma nova aplicação da pena de morte.”

Para assinar
http://www.PetitionOnline.com/Mumialaw/petition.html.



Consultar:

http://www.freemumia.org/

http://www.freemumia.com/

http://www.mumiabujamal.net/

http://www.mumialegal.org/

Solidariedade com os acusados do 25 de Abril de 2007 ( a 1ª sessão do julgamento é nesta 6ª feira, dia 22 de Jan.)


Esta 6ª-feira, dia 22 de Janeiro

Começa a 1ª sessão do julgamento contra os detidos na manifestação do 25 de Abril de 2007.


Às 9h30, na Gare do Oriente

Continuamos nas ruas!

Poetas brasileiros - sessão de poesia dita por Nuno Meireles no bar Labirintho (dia 20 de Janeiro às 22h.)




Poetas brasileiros por Nuno Meireles
Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010 às 22:00

Nuno Meireles lê poetas brasileiros... Cecília Meireles, Ronald de Carvalho, Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade e Vinicius de Moraes...
Apresentação de Danyel Guerra...
Labirintho Bar Livraria Galeria
Rua N. Sra de Fátima, nº 334 - Porto