14.1.10

Saídas de Campo para observação de Aves do Rio Mondego (23 de Janeiro será em Carregal do Sal)


O Mondego um dos rios mais importantes, de todos os que têm o seu curso exclusivamente em Portugal, percorrendo uma vasta e importante área do território nacional. Desde que nasce, na Serra da estrela até que desagua na Figueira da Foz, brinda todos os observadores atentos com belíssimas paisagens e variadas espécies de aves. Toda esta riqueza inexplorada levou a que o Município de Gouveia e a Associação ALDEIA organizassem uma série de saídas de campo com o intuito de observar e identificar a avifauna existente ao longo do curso do rio. Durante meio ano, vão ser realizadas várias saídas de campo em diferentes concelhos banhados pelas águas do Mondego. Todas estas saídas de campo irão ser acompanhadas e guiadas por técnicos qualificados do Município e da Associação. O principal objectivo desta actividade conjunta é dar a conhecer o que de melhor existe ao longo do Rio Mondego, no que à avifauna diz respeito. Estas saídas de campo permitirão também que todas as pessoas interessadas desfrutem, aprendam e contribuam para a divulgação, preservação e conservação da avifauna Portuguesa.



Material Recomendado:
Roupa e calçado confortável
Binóculos e Guia de Campo
Merenda e Água

Participação Gratuita!


Contactos: 968991007 ou 962714492

Informação em:
www.cm-gouveia.pt



A série de saídas de campo para observação avifauna dedicadas ao Rio Mondego consistem em percursos pedestres de baixa dificuldade com pontos de observação e escuta de aves e serão realizadas nos seguintes locais e datas:
• 23 de Janeiro - Carregal do Sal;
• 20 de Fevereiro - Nelas;
• 20 de Março - Mangualde;
• 17 de Abril - Fornos de Algodres;
• 22 de Maio - Celorico da Beira;
• 19 de Junho - Gouveia.


SAÍDAS DE CAMPO JÁ REALIZADAS

No dia 9 de Janeiro realizou-se uma saída de campo nos concelhos de Celorico da Beira e Pinhel, com vários percursos e paragens em locais próximos de linhas de água e áreas agrícolas e florestais envolventes. O ponto de partida foi a Ponte da Lavandeira, sobre o Rio Mondego, na localidade de Fornotelheiro, em Celorico da Beira, e o percurso seguiu em direcção a Baraçal, Maçal do Chão, Vila Franca das Naves, Bouça Cova, sendo de destacar a albufeira desta localidade como óptimo ponto de observação de aves, nomeadamente aquáticas e limícolas. De seguida, seguindo por Trajinha, Alverca da Beira cruzou-se a interessante Ribeira de Massueime, e iniciou-se o ultimo troço de percurso através de Freixedas, Barregão, Manigoto e Carvalhal, até ao destino final foi a Ribeira das Cabras, um local de grande beleza e de grande interesse para a observação de aves. Durante esta saída de campo foi possível observar as seguintes 43 espécies de aves:
• Tachybaptus ruficollis (Mergulhão-pequeno)
• Podiceps cristatus (Mergulhão-de-poupa)
• Phalacrocorax carbo (Corvo-marinho-de-faces-brancas)
• Ardea cinerea (Garça-real)
• Ciconia ciconia (Cegonha-branca)
• Anas platyrhynchus (Pato-real)
• Elanus caeruleus (Peneireiro-cinzento)
• Milvus milvus (Milhafre-real)
• Buteo buteo (Águia-d’asa-redonda)
• Vanellus vanellus (Abibe)
• Tringa ochropus (Maçarico-bique-bique)
• Actitis hypoleucos (Maçarico-das-rochas)
• Larus ridibundus (Guincho)
• Columba palumbus (Pombo-torcaz)
• Tyto alba (Coruja-das-torres)
• Upupa epops (Poupa)
• Galerida cristata (Cotovia-de-poupa)
• Lullula arborea (Cotovia-dos-bosques)
• Anthus pratensis (Petinha-dos-prados)
• Motacilla alba (Alvéola-branca)
• Erithacus rubecula (Pisco-de-peito-ruivo)
• Phoenicurus ochruros (Rabirruivo)
• Saxicola torquata (Cartaxo)
• Turdus merula (Melro)
• Turdus philomelos (Tordo-pinto)
• Sylvia atricapilla (Toutinegra-de-barrete-preto)
• Phylloscopus collybita (Felosinha)
• Aegithalos caudatus (Chapim-rabilongo)
• Parus caeruleus (Chapim-azul)
• Parus major (Chapim-real)
• Certhia brachydactyla (Trepadeira)
• Lanius meridionalis (Picanço-real)
• Cyanopica cyana (Pega-azul)
• Corvus corone (Gralha-preta)
• Corvus corax (Corvo)
• Sturnus unicolor (Estorninho-preto)
• Passer domesticus (Pardal)
• Fringilla coelebs (Tentilhão)
• Serinus serinus (Milheira)
• Carduelis chloris (Verdilhão)
• Carduelis spinus (Lugre)
• Carduelis cannabina (Pintarroxo)
• Emberiza cia (Cia)


Saída de Campo: As Aves da Neve
No passado dia 2 de Janeiro de 2010
realizou-se uma saída de campo na Serra da Estrela, mais concretamente no vale do Rossim e no vale do Zêzere. Esta acção contou com 7 participantes.

Foram observadas as seguintes espécies, num total de 18:
Perdiz Alectoris rufa
Andorinha-das-rochas Ptynoprogne rupestris
Petinha-dos-prados Anthus pratensis
Alvéola-branca Motacilla alba
Melro-d'água Cinclus cinclus
Pisco-de-peito-ruivo Erithacus rubecula
Rabirruivo Phoenicurus ochruros
Melro-de-colar Turdus torquatus
Toutinegra-de-barrete Sylvia atricapilla
Estrelinha-real Regulus ignicapilla
Chapim-de-poupa Parus cristatus
Chapim-carvoeiro Parus ater
Chapim-azul Parus caeruleus
Chapim-real Parus major
Trepadeira Certhia brachydactyla
Gralha-preta Corvus corone
Tentilhão Fringilla coelebs
Dom-fafe Pyrrhula pyrrhula

Caminhada num pequeno troço da Via Algarviana (17 de Janeiro)


Caminhada: Via Algarviana (17 de Janeiro)

Um cheirinho do que é a Via Algarviana,num pequeno troço que desce desde as alturas da Serra do Caldeirão até ao bonito vale de Salir.


Pontos de encontro: 9h00 (Loulé - Terminal Rodoviário).
Nível: 3 de 10 (14 km).
Seguros e logística: 3,5 €.
Equipamento: botas de marcha; bastão; mochila pequena; almoço.

Inscrições: até 15 de Janeiro (Telef. 289412959 / 960295202. SMS: 937306942).
Guia - João Ministro

Transporte assegurado desde Loulé (Apoio: Câmara Municipal de Loulé)

www.almargem.org/images/articles/98/Activ0910jSalir.pdf

http://www.almargem.org/

Proteste contra as touradas e a feira taurina em Angra do Heroísmo


Como é do conhecimento público, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (ou a empresa Municipal Culturangra) possui uma dívida que ascende a mais de 1,5 milhões de euros, a maior parte desta quantia destinada ao pagamento das touradas de praça que se têm realizado nos últimos anos aquando das Sanjoaninas.
Sendo do conhecimento público que as actividades tauromáquicas não geram receitas que as tornem autosufientes, a presidente da Cãmara de Angra, por intermédio de uma comissão organizadoras das festas vai investir 380 000 euros para a realização, em Junho, da próxima Feira Taurina.
Vimos solicitar a todos o envio de mails de protesto à Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (protestos: angra@cm-ah.pt ).

(exemplo de texto já enviado, podendo fazer as alterações que acharem por bem ou criar outros textos)

Exma Senhora,

Tomei conhecimento de que a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, uma vez mais, tenciona patrocinar com dinheiros públicos (380 000 euros) a indústria tauromáquica a pretexto da Feira Taurina integrada nas Sanjoaninas de 2010.

Para além das touradas de praça constituírem uma actividade que mancha as maiores festas profanas dos Açores, consideramos uma afronta o dinheiro gasto com elas já que a ilha Terceira, tal como o resto do território nacional, está a atravessar uma crise económica e social que se traduz no número crescente de desempregados e na dificuldade por que psssam as pequenas e médias empresas.

Venho manifestar o meu desagrado pelo mau uso dado aos dinheiros públicos para a manutenção de uma indústria decadente que vive do sofrimento dos animais e sugerir o seu investimento na área da saúde, da educação, da indústria, do comércio e dos serviços.

Com os melhores cumprimentos,

assinatura

Carta-modelo a exigir a libertação dos 7 Saharauis

A Amnistia Internacional considera os sete Saharauis prisioneiros de consciência, detidos unicamente por exercerem o seu direito à liberdade de expressão e reunião. É, por isso, inaceitável que sejam julgados num Tribunal Militar, correndo o risco de serem condenados à morte.

É urgente exigirmos a sua libertação imediata. Participe neste apelo!

Escreva uma carta, podendo seguir o modelo de carta que se reproduz abaixo, dirigido ao Embaixador de Marrocos e ao Ministro dos Negócios Estrangeiros Português



Sua Excelência
Ministro dos Negócios Estrangeiros
Dr. Luís Amado
Palácio das Necessidades
Largo do Rilvas,
1399-030 Lisboa
Email:
gsenec@mne.gov.pt


Sua Excelência
Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária
Do Reino de Marrocos em Portugal
Rua Alto do Duque, 21 (Ao Restelo)
1400 -009 Lisboa
Fax: 213 020 935
E-mail:
sifmar@emb-marrocos.pt



Excelência,

No passado dia 8 de Outubro, sete activistas de direitos humanos Saharauis foram detidos pela polícia marroquina, em Casablanca, quando regressavam de uma visita aos acampamentos de refugiados Saharauis em Tinduf (Argélia).

A detenção foi ordenada sob a acusação de traição à pátria e de atentado contra a soberania e integridade territorial de Marrocos, ao serviço de outro país. Nos últimos 20 anos, esta é a primeira vez que activistas Saharauis enfrentaram um Julgamento em Tribunal Militar, que poderá aplicar a pena capital.

Estas prisões inscrevem-se numa longa lista de violações dos direitos humanos, perpetradas pelo Reino de Marrocos contra a população Saharaui que, importa não esquecer, vive sob ocupação há mais de 35 anos.

É neste sentido que venho por este meio expressar a minha profunda indignação e condenação destes recentes acontecimentos que denunciam a intensificação da repressão marroquina nos territórios ocupados e as práticas de sequestros, perseguições, torturas, prisões arbitrárias e desaparecimentos, contra activistas e população Saharaui em geral, que lutam pelo reconhecimento dos direitos inalienáveis do seu povo.

Desde modo apelo a Vossa Excelência para que promova as diligências necessárias para que estes activistas de direitos humanos, Saharauis, sejam libertados incondicionalmente.

Despeço-me com os protestos da mais elevada consideração,

Nome ,
......

Cidade ,
...........

Apelo para a libertação dos sete prisioneiros saharauis activistas dos direitos humanos( assinatura pública do apelo feito por Eduardo Galeano)



No passado dia 8 de Outubro, sete activistas de direitos humanos saharauis foram detidos pela polícia marroquina, em Casablanca, quando regressavam de uma visita aos acampamentos de refugiados saharauis em Tinduf (Argélia). A detenção foi ordenada sob a acusação de traição à pátria e de atentado contra a soberania e integridade territorial de Marrocos, ao serviço de outro país. Nos últimos 20 anos, esta é a primeira vez que activistas Saharauis enfrentaram um Julgamento em Tribunal Militar, que poderá aplicar a pena capital. Estas prisões inscrevem-se numa longa lista de violações dos direitos humanos, perpetradas pelo Reino de Marrocos contra a população Saharaui que,importa não esquecer, vive sob ocupação há mais de 35 anos.

Os sete activistas dos direitos humanos saharauis são:

*Ali Salem Tamek, Secretário-geral do Colectivo de Defensores Saharauisdos Direitos Humanos (CODESA);

*Brahim Dahan, Presidente da Associação Saharaui de Vítimas de GravesViolações dos Direitos Humanos (ASVDH);

*Rachid Sghaïr, Activista do Comité Contra a Tortura de Dajla,

*Nassiri Hamadi, Secretário-Geral do Comité Saharaui para a Defesa dosDireitos Humanos em Smara e presidente da AMDH secção Smara Chapter;

*Yehdih Terruzi, Membro da Associação Marroquina dos Direitos Humanos(AMDH), secção El Aaiún; *Saleh Loubeihi*, presidente do Fórum para a Protecção da Infância Saharaui,membro da CODESA e da AMDH;

*Degja Lechgar, activista e dirigente da ASVDH.

Segundo informações veiculadas pela Associação de Familiares de Presos e Desaparecidos Saharauis (AFAPREDESA) o estado de saúde físico e psíquico da senhora Degya Lechgar e dos seus companheiros tem-se agravado devido à falta de cuidados médicos e à sua situação, já de si grave, atendendo às sequelas de anos de encarceramento anterior e de desaparecimento forçado que sofreram.


Os familiares dos 7 sequestrados também estão a sofrer a repressão e o abuso das autoridades de ocupação marroquinas, como é o caso de Salka Dahane, irmã de Brahim Dahane, mãe de 8 filhos que, a 23 de Outubro, foi detida sob o pretexto de levar consigo 500 dirhams (equivalente a 50 €) no momento em que ia visitar o seu irmão Brahim Dahane. Foi posteriormente condenada a 2 meses de prisão, pena que foi comutada a um mês, após interposição de apelo.

Pedimos que façam tudo o que for possível para denunciar esta preocupante situação.


Subscreva o apelo do grande escritor e intelectual uruguaio Eduardo Galeano a favor da libertação dos sete prisioneiros saharauis:
http://www.afapredesa.org/www/english/form2/galeano.html


Apelo divulgado pela Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental

Consultar ainda:

http://www.afapredesa.org/

http://www.es.amnesty.org/actua/acciones/sahara-presos-conciencia

http://www.arso.org/

http://asvdh.net/3740

http://www.cppc.pt/

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CARTA – ABERTA

Ao Embaixador do Reino de Marrocos em Portugal, ao Ministro dos Negócios Estrangeiros Português, ao Presidente do Parlamento Europeu, ao Presidente da Comissão Europeia, ao Secretário-geral das Nações Unidas


PELA LIBERTAÇÃO DOS SETE ACTIVISTAS DOS DIREITOS HUMANOS SAHARAUIS

No passado dia 8 de Outubro, sete activistas de direitos humanos saharauis foram detidos pela polícia marroquina, em Casablanca, quando regressavam de uma visita aos acampamentos de refugiados saharauis em Tinduf (Argélia).
A detenção foi ordenada sob a acusação de traição à pátria e de atentado contra a soberania e integridade territorial de Marrocos, ao serviço de outro país. Nos últimos 20 anos, esta é a primeira vez que activistas Saharauis enfrentaram um Julgamento em Tribunal Militar, que poderá aplicar a pena capital.
Estas prisões inscrevem-se numa longa lista de violações dos direitos humanos, perpetradas pelo Reino de Marrocos contra a população Saharaui que, importa não esquecer, vive sob ocupação há mais de 35 anos.

Os abaixo-assinados expressam a sua profunda indignação e condenação destes acontecimentos.

Denunciam a intensificação da repressão marroquina nos territórios ocupados e as práticas de sequestros, perseguições, torturas, prisões arbitrárias e desaparecimentos, contra activistas e população Saharaui em geral, que lutam pelo reconhecimento dos direitos inalienáveis do seu povo.

Apelam às Nações Unidas que assumam competências de protecção dos direitos humanos nos territórios ocupados, nomeadamente através da ampliação do mandato da MINURSO.

Exigem a libertação imediata e incondicional dos sete activistas dos direitos humanos saharauis.
Ali Salem Tamek, Secretário-geral do Colectivo de Defensores Saharauis dos Direitos Humanos (CODESA);
Brahim Dahan, Presidente da Associação Saharaui de Vítimas de Graves Violações dos Direitos Humanos (ASVDH);
Rachid Sghaïr, Activista do Comité Contra a Tortura de Dajla,
Nassiri Hamadi, Secretário-Geral do Comité Saharaui para a Defesa dos Direitos Humanos em Smara e presidente da AMDH secção Smara Chapter;
Yehdih Terruzi, Membro da Associação Marroquina dos Direitos Humanos (AMDH), secção El Aaiún;
Saleh Loubeihi, presidente do Fórum para a Protecção da Infância Saharaui, membro da CODESA e da AMDH;
Degja Lechgar, activista e dirigente da ASVDH.

Instam o Governo Português, a União Europeia e as Nações Unidas a reclamar das autoridades marroquinas a libertação imediata e incondicional dos sete activistas e dos demais prisioneiros políticos saharauis.
Apelam a todas as portuguesas e portugueses a agirem em prol da paz e defesa dos direitos humanos.
Assinaturas:
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Amnistia Internacional – Portugal
Movimento Democrático de Mulheres
CGTP – IN
“Voz do Operário”
Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental
Juventude Socialista
FENPROF – Federação nacional dos Professores
URAP – União de Resistentes Antifascistas Portugueses
UMAR – União das Mulheres Alternativa e Resposta
CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal
FECTRANS – Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações
Marcha Mundial pela Paz e a Não Violência
Comissão de Paz do CPPC de Beja
Comissão de Paz do CPPC do Seixal
JOC – Juventude Operária Católica
Almada pela Paz
Colectivo Estudantes Pela Paz
Juventude Comunista Portuguesa
Obra Católica Portuguesa de Migrações
Comité de Solidariedade com a Palestina
Sindicato dos Professores da Região Centro
STIMMDVC -Sindicato dos Trabalhadores Metalurgia e Metalomecânica Distrito de Viana do Castelo
Associação Fronteiras – Associação para a Defesa dos Direitos e Liberdades Democráticas
Sindicatos dos Trabalhadores da Pesca do Norte
ASEH – Associação de Solidariedade com Euskal Herria
Associação de Amizade Portugal-Cuba
Associação de Solidariedade Académico de Leiria
Associação de Solidariedade de Leiria
Associação Cultura e Juventude – Leiria
Grupo de Escalada de Leiria
Associação Juvenil Ambiente e Património
Federação de Associações Juvenis do Distrito de Leiria
Sinorquifa, Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Norte
União dos Sindicatos do Porto/CGTP-IN
Associação Iúri Gagárin
União dos Sindicatos de Lisboa
SNTCT – Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e telecomunicações
Interjovem Lisboa
STIV – Sindicatos dos Trabalhadores da Indústria Vidreira
ACED – Associação Contra a exclusão pelo Desenvolvimento
Sindicato Nacional dos Trabalhos do Sector Ferroviário
SINTTAV
Tribunal-Iraque – Audiência Portuguesa
FEDERACION DE MUJERES CUBANAS
Confederação Portuguesa dos Quadros técnicos e Científicos
CNOD – Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes
FESAHT
Partido Comunista Português
Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Norte
Associação Barca da Vida
FAR – Frente Anti-Racista
Sindicato dos Trabalhadores das Indústria de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa
Sindicato Dos Trabalhadores Da Indústria Metalúrgica E Metalomecânica do Distrito de Lisboa, Santarém E
Castelo Branco
Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e dos Açores
Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro
SIESI – Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas
SINQUIFA – Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Centro, Sul e Ilhas
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul
STAL – Setúbal
URAP – Delegação de Setúbal
Associação 25 de Abril
União dos Sindicatos de Braga
SINTAB – Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de
Portugal
STEFFAS – Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos Fabris das Forças Armadas
CIL
STAL – Sindicatos dos Trabalhadores da Administração Local
STML – Sindicatos dos Trabalhadores do Município de Lisboa
STAV – sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades
diversas
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de CERÂMICA, Cimentos e Similares do Sul e Regiões Autónomas
Grupo de Teatro “A Barraca”
Escola Profissional Almirante Reis
Academia de Estudos Laicos e Republicanos
Associação contra a Exclusão pelo Desenvolvimento – ACED
Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto – CPCCRD
CPQTC – Confederação Portuguesa dos Quadros Técnicos e Científicos
Revista Latitudes – Paris
SPZS – Sindicato dos Professores da Zona Sul
Partido Ecologista "Os Verdes”
Sindicato Nacional dos Psicólogos – SNP
Associação Portuguesa para a Prevenção da Tortura – APPT
Teatro de Pesquisa e Arte "MANDRÁGORA"
SINTAF – Sindicato dos Trabalhadores das Actividades Financeiras
Ecolojovem «Os Verdes»
União de Sindicatos de Setúbal – CGTP-IN
A União dos Sindicatos de Coimbra /CGTP-IN
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Sul
Junta de Freguesia de Santo Estêvão
Plataforma Internacional de Juristas por Timor
CIDAC – Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral
ICE – Instituto das Comunidades Educativas
Médicos do Mundo
Engenho & Obra, Associação para o Desenvolvimento e Cooperação
Junta de Freguesia da Quinta do Anjo
Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino – AEPGA
Associação Move-A-Mente
Casa do Alentejo
Núcleo em Portugal do Partido dos Trabalhadores (Brasil)
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do Norte e Centro
Federação Nacional da Função Pública
Associação de Acção de Reformados do Barreiro
Comissão Moradores – Bairro 3 – Alto do Seixalinho, Barreiro
Grupo Desportivo "O Independente" – Santo André – Barreiro
SINQUIFA – Delegação Regional de Setúbal
SIRB – "Os Penicheiros" (Barreiro)
Comissão Sindical dos Trabalhadores da Autarquia do Barreiro (STAL)
Direcção Regional do Barreiro dos Trabalhadores do Sector Ferroviário
Grupo Desportivo Cultural "Estrela Negra" – Barreiro
Futebol Clube Silveirense – Barreiro
Liga dos Amigos dos Hospitais
Cooperativa Cultural Alentejana
Clube Estefânia
ADDHU – Associação de Defesa dos Direitos Humanos
ACEP – Associação para a Cooperação Entre os Povos
Agua Triangular – Ambiente, Desenvolvimento e Território
Mó de Vida – Cooperativa de Comércio Justo
INCOMUNIDADE
Associação “Pais para Sempre”
Associação Seres
ISU – Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária
Universidade Popular do Porto
Associação Cidadãos do Mundo
Fundação Gonçalo da Silveira

Ciclo de cinema George Orwell no Centro de Cultura Libertária em Almada (16 e 17 de Janeiro)


O Centro de Cultura Libertária irá passar nos próximos dias 16 e 17 de Janeiro dois filmes baseados nas obras "1984" e "A Quinta dos Animais" de George Orwell. Estas são dois dos romances mais importantes do escritor inglês, onde é feita uma analogia ao sistema totalitarista da URSS através de uma visão futurista no primeiro caso, e de uma fábula no segundo. Será uma boa oportunidade de podermos visionar uma representação cinematográfica de dois dos mais importantes romances escritos de crítica aos sistemas totalitaristas, por um escritor que nunca se cansou de denunciar e lutar contra os sistemas autoritários.


1984
16 de Janeiro (Sábado) 16h30m

"A partir duma visão futurista daquilo que seria o mundo em 1984, este filme dá-nos a imagem de uma sociedade totalitária, num mundo tripartido e em constante estado de conflito, através do olhar de um funcionário do partido no poder. O amor acaba por se tornar um acto de rebeldia e dissidência, quando Winston Smith se apaixona por um outro membro do partido, Julia, quebrando assim as regras impostas pelo partido. Esta relação acaba por levar Winston a questionar aquela sociedade, mas o olhar do BIG BROTHER é omnipresente e acaba por levá-lo a sentir na pele o que acontece a todos aqueles que quebram as regras que lhes são impostas. Um dos maiores romances de ficção científica de crítica ao totalitarismo numa adaptação ao cinema."

Realização: Michael Radford
Tempo de duração: 113 minutos
Linguagem: Inglês (legendas em português)



A Quinta dos Animais
17 de Janeiro (Domingo) 16h30m

"Fartos de serem os joguetes do capricho humano, os animais da Manor Farm rebelam-se contra os seus proprietários, expulsando-os das suas terras e criando uma sociedade de igualdade e liberdade. Mas aquilo que poderia ser a realização de um sonho de emancipação torna-se um pesadelo quandos os porcos assumem o poder e expulsam o líder revolucionário Snowball das suas terras, manipulando a mente dos outros animais através da sua propaganda e explorando-os até aos seus limites. Napoleão torna-se assim o líder de uma sociedade que se tornou tudo menos igualitária, e onde o despostismo dos porcos é igualado, em certo ponto, ao despotismo humano. Um fábula que se tornou um dos maiores hinos críticos do regime totalitário soviético."

Realização: John Stephenson
Tempo de duração: 91 minutos
Linguagem: Inglês (legendas em português)


Apareçam!!!

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada

Memórias dos Muros. À Conversa sobre a Palestina ( 16 de Janeiro às 17h. na sede do SOS Racismo no Porto


Dana Elborno é estudante de jornalismo e activista.
Lara Elborno é estudante de direito e também activista.
As duas vão estar pelo Porto para partilhar connosco as suas recentes experiências.
À conversa e com fotografias sobre o território da Palestina e em debate sobre a actual
situação politica.

Sábado, 16 de Janeiro às 17 horas

Sede da SOS Racismo no Porto
Rua do Almada, 254, dtº 3º dtº

http://sosracismoporto.blogspot.com/

13.1.10

Abriu a Frenesi Loja, linha electrónica de venda de livros que não se encontram nas mercearias livreiras


Abriu a FRENESI LOJA, linha electrónica aberta compras de livros raros, modernos e antigos... Livros que, por não se encontrarem nas mercearias livreiras que hoje abastecem o mercado, e não sendo em nada menos merecedores de atenção cultural.

Os preços... Bom, os preços são o que são, determina-os o custo de cada busca e respectivo valor de aquisição... E não são, seguramente, exagerados se se tiver em conta o que se gasta em cervejas (e no resto...) numa noite de estróina!
Dá para dizer: no intervalo da bebida cultivem-se!, comecem já a formar a vossa biblioteca ideal.

Para ir recebendo a montra de livros actualizada envie o seu e-mail para a
frenesilivros@yahoo.com


http://frenesilivros.blogspot.com/
http://frenesi-livros.blogspot.com/

Plano das noites de poesia e música para 2010 na Unicepe (cooperativa livreira). No dia 18 de Jan. há uma sessão dedicada a Ary dos Santos

Na próxima segunda-feira, dia 18, passam 25 anos sobre a morte de José Carlos Ary dos Santos. A UNICEPE promove uma sessão evocativa.

O escritor César Príncipe intervirá sobre a obra de Ary - que sempre se recusou a ser um "poeta castrado" - e assinalará os 76 anos da Revolta da Marinha Grande, um marco na luta do povo português contra o salazarismo.

A actriz Cidália Santos e o actor Amílcar Mendes darão voz a poemas de Ary.
A entrada é livre.

Paralelamente decorre uma exposição fotográfica sobre o Poeta de Abril.
Para o jantar, às 19h45m, é necessária a inscrição, pessoalmente ou para o
email Unicepe@net.novis.pt
Preço: 15,00

UNICEPE - Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRL
Praça de Carlos Alberto, 128-A
4050-159 PORTO
Telefone (351) 222 056 660



Plano para as Noites de poesia e música durante onano de 2010


Todas as quartas Quartas-feiras de cada mês, das 21h30 às 23h, lembraremos um dos nossos sempre tão esquecidos poetas

Mais um ano de poesia e música na UNICEPE.

No meio de tanta manipulação e controlo de pensamento, por parte dos grandes meios de comunicação, para inculcar subliminarmente na cabeça das pessoas a ideologia individualista neo-liberal, quase obrigatório se torna empreender uma espécie de “curso de autodefesa intelectual”, para nos defendermos de tais efeitos.

Eis, o sentido das noites de poesia e música na UNICEPE.

Contra a indústria cultural neo-liberal que, a toda a hora e em toda a parte, nos serve droga por cultura, demagogia por poesia, novelas por literatura;

Contra a novelesca programação televisiva habilmente concebida para criar viciação, habituando-nos a ficar passivamente em casa, isolados do corpo social;

Contra a glorificação da mediocridade tão exibida como modelo virtuoso a seguir…

Lembremos os nossos tão esquecidos autores, consagrados na história cultural e cívica que nos identifica, mobiliza e nos dá este orgulho de ser PORTUGUÊS.

Eis, o sentido das noites de poesia e música na UNICEPE.

Venha!... A cultura que liberta não pode vir da mão que escraviza.


Plano para 2010:


Janeiro, dia 27 – Gomes Leal – Carlos Andrade
Fevereiro, dia 24 – Manuel Laranjeira – Carlos Cunha
Março, dia 24 – Augusto Gil – Tino Flores
Abril, dia 28 – José Gomes Ferreira – José Ramalho
Maio, dia 26 – Camilo Pessanha – João Teixeira
Julho, dia 28 – Mário Sá Carneiro – Jorge Gomes da Silva
Setembro, dia 22 – Cesário Verde – Ana Ribeiro
Outubro, dia 27 – Jaime Cortesão – Francisco Carvalho
Novembro, dia 24 – José Régio – Fernando Ribeiro

12.1.10

As condições degradantes em que trabalha o Grupo de Teatro de Letras (GTL) da Universidade de Lisboa, e a falta de espaço para os seus ensaios

Vivem à margem. São escravos da emoção. Brincam aos gritos. Entre berros e beijos...soltam-se vontades, libertam-se pulsões e criam-se tensões. Bem-vindos ao GTL, uma orquestra dirigida por Ávila Costa. Há 20 anos a experimentar Teatro.

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa é a morada do espaço que serve de laboratório aos apaixonados pelo Teatro de Ávila Costa, único encenador que o grupo conhece desde sempre, desenvolvendo um trabalho psico-físico com os actores numa linha experimental

O GTL, Grupo de Teatro de Letras, da Universidade de Lisboa, prepara afincadamente a estreia da peça "Terrorismo", dos irmãos Presniako, sob a direcção de José Ávila Costa, encenador do grupo desde há 20 anos. Apesar de todo o seu historial, e da acção teatral que sempre o animou, o GTL debate-se actualmente com problemas graves, ligados à falta de espaços para os seus ensaios e representações, num contexto académico que deveria propiciar apoio para a promoção e divulgação do teatro, coisa que, pelos visto, anda arredia por aquelas bandas.

Por isso, nada mais oportuno que uma chamada de atenção para a actividade do GTL, Grupo de Teatro de Letras.



Reproduz-se a seguir um texto de denúncia, da autoria de um dos seus elementos, que também é aluna da Faculdade de Letras da Universidade Cla´ssica de Lisboa, da situação vivida actualmente pelo GTL




Para quem não sabe, eu assumo: há largos meses que me encontro em processo de formação teatral, no verdadeiro sentido da palavra. A paixão escondida desde sempre encontrou uma casa para se consumar, finalmente! Porque workshops a prazo, concursos televisivos, castings baratos e grupos descartáveis...nunca me seduziram à entrega desta paixão.

As audições abriram para a companhia de teatro académico mais antiga (e clássica!!) no mundo universitário de Portugal, e lá fui eu armada ao pingarelho. Tango, Valsa e Passo-Doble foram os três estilos de dança que me pediram para dançar (sozinha: só eu, uma sala pequena e vazia, e o encenador do grupo a anotar numa folha, sabe-se lá o quê). Tive ainda de escolher um tema para cantar e interpretar: "Solta-se o beijo" (não me ocorrendo mais nada...e estando completamente desprovida de truques, aliás nunca eu tinha feito uma audição na vida). Por fim, e decisivamente, seguiu-se o momento mais estranho que experienciei até hoje: recitei um poema de José Régio - Cântico Negro - de todas as formas possíveis. O encenador estava a dirigir a minha expressão dramática, corporal e vocal ao mesmo tempo que eu me sentia comandada e seguia as suas directrizes, manifestando-me conforme a pulsão assim o exigisse. Confesso que a audição me levou à exaustão, fiquei fora de mim, levei um tempo a recompor-me, e a interrogar a mim mesma: «Ana o que foi isto que acabaste fazer?» Até hoje não consigo responder.

José Ávila Costa é o encenador do GTL - Grupo de Teatro de Letras e há vinte anos que segue uma linha muito experimental com os académicos e profissionais que integram o grupo. Nunca as minhas palavras vão ser suficientes para vos transmitir o que é uma formação intensiva (quatro horas de ensaios diários - sim todos os dias, sim depois de um dia de trabalho, sim depois de um dia de aulas, sim até ao final da noite, sim sem pausas) e nunca faltei. Engraçado: nunca faltei a um único dia dos ensaios do GTL. É como se todo o cansaço, doença ou descrença que eventualmente me pudessem atormentar num ou noutro dia...fossem mínimas comparadas ao prazer que é entrar na sala e sentir a dinâmica de grupo. Nunca falhei um ensaio do GTL até hoje.

Estou a absorver matéria prima divinal...desde técnicas de voz e respiração passando pela ritualização, auto-sugestão de intenções e emoções, e por aí fora... O Ávila é magistral. Sempre me disseram que ele é "osso duro de roer", anti-TVI e séries "Z", anti-clichés, anti-efeitos especiais. O Ávila trabalha os seus actores numa vertente do chamado "teatro pobre", no qual só importa o actor enquanto atleta da alma, como um ser capaz de esconder mil e uma intenções, de contracenar de forma dialética, de comunicar e transmitir uma mensagem que se pretende humana e provocadora, que não faça o público adormecer mas, sim, que o atraia para o palco, para a cena, para os actos e actores.

"O Terrorismo" dos irmãos Presniakov, contemporâneo, é o mote para o espectáculo do GTL 2010...realismo fantástico (nada de naturalismos)! Eis que a minha vontade empreendedora se manifesta...e acabo por assumir a Produção do grupo este ano. A máquina já está em movimento e a assessoria de imprensa em curso. Contactos, financiamentos, bolsas, tudo encaminhado. Estou literalmente EM CAMPO para que não nos falte nada este ano. Mas infelizmente há coisas que me ultrapassam e começo a achar que os apelidados de "serviços de acção social da universidade de lisboa" têm tudo menos de "acção social". Para vos elucidar: há dezenas de anos que os grupos de teatro académico da Universidade de Lisboa ensaiam (e apresentam) os espectáculos anuais durante cerca de dois a três meses (sem cobrar bilheteira) no auditório da cantina velha. O ano passado (2009) devido a causas que me ultrapassam: esse auditório foi fechado. Os serviços já foram contactados mas alegam falta de condições para receber qualquer grupo e ou peça. E como o orçamento é curto (dizem eles) não podem financiar nem providenciar nenhum outro espaço para o GTL trabalhar. Eis o problema: onde raio vamos apresentar a peça este ano? Ainda são dois meses (Março/Abril) 5ªs, 6ªs e sábados em cena...e durante este tempo temos de ter acesso ao espaço para os ensaios! Até agora temos ensaiado numa sala de exposições manhosa (e onde chove lá dentro!), com uma acústica péssima, gelada e suja. Só a nossa vontade de fazer teatro e a força anímica do Ávila nos fazem continuar o processo para a apresentação da peça: sim porque vamos mostrar-vos o que é o verdadeiro "Terrorismo" ou, pelo menos, vamos tentar.

Enquanto "produtora" ando à caça de espaços (já contactei e fiz democráticos pedidos de cedência de espaço a mil e um teatros, estúdios, auditórios, centros culturais e afins: e nada). Até agora o que consegui foi uma mostra da nosso espectáculo no Cabaré do Espaço Evoé dia 13 de Fevereiro (depois avanço com mais detalhes!) e uma participação no festival do 4º Encontro Anual de Escolas no Teatro patrocinado pelo Centro Cultural da Malaposta e que nos vai receber numa das suas datas (foi milagre conseguir isto: o calendário estava quase bloqueado!)

Entretanto, prevê-se uma participação no FATAL 2010 (na Comuna, à partida... depois também vos avanço com informações porque será só para Maio). Até lá, o GTL continua a trabalhar no "Terrorismo" sem ajuda da Universidade de Lisboa, sem espaço para apresentar a peça (em Março e Abril) e sem desistir: sala de exposições das 18h às 22h todos os dias de 2ªf à 6ªf na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa...são bem-vindos e convidados a testemunhar o que acabei de escrever.

Numa época em que tanto se fala e defendem as políticas culturais, talvez não seja má ideia pôr em causa a forma como o grupo mais antigo a experimentar teatro em Portugal seja delegado a bodes expiatórios que o impedem de se afirmar e de se fazer sentir nos corações dos senhores e doutores que se vestem de intelectualizações defensoras da expressão artística nacional...


http://deixamepassar.blogspot.com/2010/01/denuncia.html

http://teatrosemletras.blogspot.com/

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23 de Janeiro
- Bálsamo Labial
- Creme para o corpo
- Leite de Limpeza
- Hidratante para o rosto
- Tónico

20 de Fevereiro
- Pasta dentífrica
- Desodorizante
- Sabonetes

20 de Março
- Sabão líquido
- Champô
- Detergentes

Exposição em Aveiro sobre um revolucionário liberal que lutou pela liberdade contra o absolutismo - «José Estevão: Revolução e Liberdade»

Está patente em Aveiro a Exposição “José Estêvão: Revolução e Liberdade (1809-1832)”, uma figura histórica da luta pela liberdade contra o absolutismo.

A mostra encontra-se na galeria do antigo edifício da Capitania de Aveiro, de terça a sexta-feira das 10.00 às 12.00 horas e das 14.00 às 17.30 horas. Tem entrada livre.

José Estêvão nascido a 26 de Dezembro de 1809, em Aveiro, constitui uma figura de extrema importância no quadro político do séc. XIX, durante o qual ocorreram transformações profundas na sociedade portuguesa. Como parlamentar, notabilizou-se pelos seus dotes oratórios e pelo seu amor à liberdade na Câmara dos Deputados entre 1836 e 1862.Esta mostra subordinada à vida privada e política deste ilustre parlamentar português permite uma melhor compreensão da época em que este viveu. Assente numa estrutura cronológica, conduz, de forma intuitiva, o público (jovem e adulto) por um percurso sinuoso que constitui a época do Liberalismo em Portugal.





José Estêvão Coelho de Magalhães (Aveiro, 26 de Dezembro de 1809 — Lisboa, 4 de Novembro de 1862), mais conhecido por José Estêvão, foi um notável jornalista, político e orador parlamentar português, sendo durante o período de 1836 a 1862 a figura dominante da oposição de esquerda na Câmara dos Deputados.

Era bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra, veterano das guerras liberais e um dos académicos que viveu o exílio em Inglaterra e na ilha Terceira e participou no desembarque do Mindelo. Em 1841 fundou a Revolução de Setembro, o mais influente jornal da imprensa liberal. Sempre mais radical que as soluções preconizadas pelos partidos políticos da época, foi por várias vezes obrigado a procurar refúgio fora do país devido à sua frontalidade na oposição. Participou activamente na Patuleia, integrando o exército rebelde que operava no Alentejo.

Biografia na Wikipedia :
aqui







DISCURSO SOBRE O PROJETO DE LEI DE SUSPENSÃO DAS GARANTIAS

retirado de:
www.prof2000.pt/users/hjco/JEsteweb/Pg00005f.htm

SESSÃO DE 12 DE AGOSTO DE 1840



Sr. presidente, entrou o préstito lúgubre, e traz debaixo das togas o decreto da morte. Poucos momentos de vida restam à vítima, e em poucos momentos, sobre o cadáver dela, levantara seu trono a tirania - mas tirania que há de ser funesta a quem a proteger, funesta a quem a lembrou, funesta aos que tem de a exercitar!

Sr. presidente, quando eu esperava que o poder se penetrasse da delicadeza da sua posição e se elevasse à gravidade dos acontecimentos; quando eu esperava que das Cadeiras do governo só se levantasse a linguagem da moderação e da prudência, que as circunstâncias recomendavam, estrugiram-me os ouvidos os uivos da vingança, os silvos da tirania!

O Sr. Presidente do Conselho (com veemência): - Peço a palavra!

O ORADOR: - Quando eu esperava ouvir da boca dos conselheiros de sua majestade, a face do parlamento e da constituição do país, conselhos de benevolência, frases de paz, ponderações de estadistas, escandalizaram-me as declamações frenéticas de Marat e as lamentações fementidas de Robespierre!

Sr. presidente, a câmara ouviu os Srs. ministros, e a câmara há de ouvir-me, se não declarar suspensa a última das garantias constitucionais, a última das garantias do homem, a liberdade de falar, de cuja duração eu não concebo muitas esperanças!

Sr. presidente, quando os partidos vêem assim ao campo dos factos, quando eles, prescindindo dos meios, denunciam tão claramente os fins, - eu sei que a palavra é um crime e o raciocínio um escândalo! Mas, apesar disto, quero ainda, por um esforço imaginativo, esquecer-me a situação em que nos achamos, quero por alguns momentos aproveitar-me das imunidades desta cadeira, usando do direito de falar perante uma assembleia, que tem obrigação de me ouvir.

Sr. presidente, o Sr. ministro dos negócios da guerra declarou que a espada da justiça cairia inexoravelmente sobre esses homens iludidos, infelizes ou altamente criminosos, como os trata a caprichosa jurisprudência do governo, sobre esses homens que foram despojos do seu miserável triunfo! Já nós sabemos qual é a espada da lei que há de cair sobre estes desgraçados: é a espada de uma lei facciosa, e a espada da lei do arbítrio, não manejada pelos exercitadores naturais das leis, mas pela mão dos próprios ministros! E quem são esses inimigos, triste despojo, miseráveis vítimas de nossos arrogantes senhores? Alguns são oficiais beneméritos, cujos peitos se ornam com cicatrizes recebidas em batalhas pelejadas pela rainha e pela liberdade, cicatrizes, que se querem abrir pelas balas dos granadeiros em nome desta mesma rainha e dessa liberdade outros são homens de vida honesta, que não importunam o poder, que não embaraçam as escadas das secretarias, homens que vivem dos seus mesteres, e cuja independência é para o governo um crime imperdoável, que só com o suplício pode expiar-se!

Os Srs. ministros, querendo dar ao assunto o uma consideração que ele não merece, esgotaram-se em esforços de eloquência e denunciaram a sua impotência amplificativa. Que é esta história de homens presos, de oficiais encontrados, uns que se aprisionaram, outros que foram soltos, de guardas que foram envolvidas, de guardas que foram respeitadas, de marchas e contra marchas, de vestimenta, de correame, de ruídos de armas? Que são estas ocorrências, Sr. presidente, senão factos ordinários, senão episódios saídos de uma insurreição? (Sinais de desaprovação do centro e do lado direito.) Sr. presidente, tudo isto são, repilo, factos ordinários de uma tentativa insurreccional: e bem o sabem os Srs. ministros, porque eles, graças ao seu amor pela ordem pública, possuem em alto grão a teoria e a prática das insurreições - se exceptuarmos o Sr. ministro da fazenda, que, pela sua compleição e génio, não me parece muito alo para esse trabalho.

Ministros da coroa! Que fizestes vós, quando aconselhastes, quando promovestes as insurreições em que tendes figurado, e a que deveis riquezas e honras? Como juntastes vós a força, como iludistes os incautos, que lugares designastes, para se irem procurar armas? Não cingistes os vossos cúmplices de fuzis e correames? Ministros da coroa! Não eclipseis a vossa história, não escondais as vossas heroicidades, e, mestres que sois no ofício de ordeiros, não trateis agora tão mal uns poucos de aprendizes da vossa profissão!.... E que alentados se cometeram no meio de todas estas violências que se nos relatam? Foram presos alguns indivíduos conspícuos do partido odiado, alguns indivíduos que se assentam nesta câmara; e eles foram bem tratados e logo soltos: a revolta poupou-lhes as vidas, deu-lhes a Liberdade. E hão de esses indultados de ontem votar hoje uma Lei sanguinária, em paga da generosidade com que foram respeitados?!....

Se os seus corações não estão podres; se as suas almas não estão corrompidas, hão de estremecer de horror, hão de recuar de vergonha, quando tiverem de levantar a voz ingrata, que tiver de sancionar essa bárbara lei, esta lei que levanta o patíbulo contra os seus benfeitores!...

Sr. presidente, o governo declarou-se sabedor dos projectos dos conspiradores, declarou-se sabedor do dia para que eles tinham destinado o seu primeiro rompimento e dos seus sucessivos adiamentos, declarou-se sabedor dos seus meios, dos seus recursos, do lugar em que deviam desenvolver a sua tentativa. E, com isto, o Sr. ministro do reino provou que tinha tirado todo o proveito das grossas somas que agora se despendem com certo género de serviço, que eu não quero aqui devidamente qualificar. Mas por que motivo o governo, conhecedor de tudo, e com tantos meios, com tanta fortuna, não sufocou a insurreição no seu começo? Porque consentiu que um punhado de revoltosos desses gritos sediciosos, e ao som de instrumentos de guerra descessem do Largo da Estrela até a Fundição? Porque sofreu que esses perigosos conspiradores tivessem por quatro horas levantada a bandeira da anarquia, e se conservassem em risco por tanto tempo o trono e o altar?

O Sr. ministro da guerra, em uma inspiração de inocência, revelou o verdadeiro pensamento desta tardança de providências: era o desejo, a precisão que ele tinha de factos que o habilitassem a propor esta lei! Tal foi a própria frase do Sr. ministro da guerra, que eu recolhi com cuidado, porque era muito verdadeira.

Está, pois, confessado que o governo deixou progredir a revolta para armar aos incautos, para aumentar a lista dos criminosos, e que do seu mirante policial espreitou a maré em que devia recolher as redes, para que trouxessem maior e mais abundante pesca!

Se são verdadeiras as declarações de força e previsão que e governo aqui nos tem feito, a insurreição devia ter durado menos, e ter-se-ia poupado o inútil incómodo de toda a guarnição da capital, a vista de cuja vigília a cidade acordou entre os aparatos de uma bela parada, com marchas e contramarchas, colunas sobre colunas, a testa das quais eu, da minha janela, vi, encapotados, alguns dos Srs. ministros.

E tal é a sede de aprovações e maiorias que devora o ministério, que o Sr. ministro da guerra, na narrativa que nos fez dos sucessos da noite, declarou ter visto pintado em todos os rostos o horror pelos acontecimentos que se estavam passando. Ora esses acontecimentos passaram-se desde as onze até as três horas da noite; e em tal tempo S. Ex.a só poderia ver os seus horrores pintados com o auxílio de alguma lanterna. De manhã S. Ex.a só poderia ver sinais de satisfação e interesse nos que presenciavam a bela disciplina, asseio e galhardia com que as tropas marchavam e contramarchavam, representando nas ruas de Lisboa as cenas do Campo Grande!

Também o Sr. ministro do reino disse que o governo estava prevendo que sabia de todos os planos dos conspiradores; e o Sr. ministro da guerra lastimou que a insurreição rebentasse, quando menos se esperava. E daqui é forçoso inferir que, ou todas as revelações da polícia estão monopolizadas no ministério do reino, ou que um dos Srs. ministros quis ostentar a sua previdência, e outro quis alardear a sua fortuna!

Sr. presidente, com estes fundamentos, com estas considerações se apresentou a esta câmara uma lei, que não tem exemplo nem paralelo em Lei alguma saída dos nossos corpos legislativos; uma lei que, tomada como lei de represália, vai muito além das ofensas que a inspiraram; uma lei que, considerada como medida de cautela, é superior as exigências que o estado do país reclama; uma lei que, encarada em relação as nossas circunstâncias, as tendências do governo, e as apreensões públicas, é a declaração mais formal e arrogante de que os princípios, que nos vão reger, são os do despotismo puro!

Suprime-se a liberdade de imprensa, estabelece-se a retroactividade no julgamento para todos os crimes políticos, suspendem-se todas as garantias, e depois disto que nos fica de liberdade, que direitos nos restam? Fica apenas esta voz, que os frenéticos economizadores de tempo em breve sufocarão, ou com algum novo regimento, ou com a introdução da tirânica ampulheta prescrita em uma assembleia francesa. Que nos resta, Sr. presidente, depois de tantas perdas? Apenas uma ficção de liberdade, quatro ministros com o séquito da sua maioria, o absolutismo com criados parlamentares, o absolutismo arrancado do segredo dos gabinetes para o melo desta sala, o absolutismo discutido, sancionado e aprovado na presença de centenares de testemunhas - o absolutismo com escândalo! (Profunda sensação na câmara).

Sr. presidente, e exigirão as circunstâncias do país a lei que se nos pede? É para o facto consumado que o governo a quer? Se a câmara ousa votá-la para satisfazer esta indicação, bastam a retroactividade e os tribunais especiais, mas não é precisa a suspensão das garantias para todos os cidadãos e em todo o reino. É para factos futuros? Oh! Sr. presidente, pois hão de suspender-se as garantias só pela possibilidade de revoluções, só pela possibilidade de ataques a ordem pública? Se se entroniza tal princípio, a liberdade fica um receio constante, o despotismo uma prevenção permanente, o arbítrio o direito comum, a lei a excepção!

Por outro lado, não declarou o governo que no momento de perigo se viu cercado dos homens notáveis de todos os partidos? Não declarou que fora ajudado de uma grande soma de influências morais, que concorreram para obviar aos efeitos dos acontecimentos da noite? Pois o governo, com o auxílio destas influências, de que tirou tantas vantagens, auxílio que reputa devido aos seus princípios e aos seus projectos, sendo esses princípios e esses projectos abraçados com mais sinceridade nas províncias, não deve contar aí com mais apoio, com mais serviços, com mais auxílios, que o induzam a não vir exigir uma lei, que, requerida por acontecimentos passados na capital, e já consumados, vai contudo estender os seus efeitos a todo o país, ora tranquilo e inocente? o governo ostenta segurança; alardeia que o seu sistema é abraçado geralmente, e apresenta-nos uma lei que desmente essas asserções; uma lei que denuncia os receios que o inquietam, os perigos que o cercam, a fraqueza que o consome! E onde esteve essa numerosa corte da honestidade e ordem? Quem eram os seus grandes dignitários? Que títulos possuía cada um deles? Por que serviços foram divididos?

Alguns dos Srs. ministros vi eu a frente das colunas, e bem pequeno era o seu estado maior. Onde estavam pois essas falanges de homens honrados de todos os partidos que, graças aos princípios e aos programas do governo, o ajudaram a debelar essa grande revolta de que há frequentes exemplos em todos os distritos do reino? Em todos os distritos, digo eu, porque os acontecimentos da capital nada diferem destas rixas de feiras, em que o povo de duas vilas ou aldeias se apresenta em campo, e vitoriando cada um a terra do seu nascimento, por exemplo, um: Viva a Mourisca! outro: Viva Águeda! Levantam os cajados e derreiam-se uns aos outros de pancadas. Esta noite também uns diziam Abaixo a ministério! Outros: Fique o ministério! Viva a Mourisca! Viva Águeda! Daqui não passaram! (Hilaridade).

Sr. presidente, isto não foi revolta, isto não foi rebelião: foi uma émeute, um motim, e estes motins sucedem frequentes vezes nos países constitucionais, onde a ordem pública tem fiadores maiores para tais aparatos e para tais solenidades - o desprezo público, o ridículo. O escárnio cobriria os ministros que tal importância lhes dessem, e as câmaras que apoiassem tais ministros.

Sr. presidente, tudo o que se tem passado nesta câmara com os sucessos desta noite é uma verdadeira farsa: o governo tomou esse acontecimento como um pretexto para satisfazer os seus fins políticos; para estabelecer seus planos com menos embaraço. E eu sinto, magoa-me profundamente que o ilustre relator da comissão, cuja cabeça eu julgava superior a estas pequenas considerações de partidos, cujo espírito elevado me parecia estar ao nível dos acontecimentos e da moralidade desta forma de governo, sinto muito, digo, que essa cabeça lhe inspirasse e que a mão escrevesse um relatório mil vezes mais fulminante, mil vezes mais inexacto, mil vezes mais faccioso que o do próprio governo.

Sr. presidente, os jornais são também suspensos!!! E o governo priva-se desse primeiro veículo de confiança pública, do primeiro censor das calúnias, da primeira vigia contra os conspiradores: o governo quer estender no país um silêncio de morte, e por ao abrigo da censura os seus actos administrativos e o espírito da sua gestão.

O governo, Sr. presidente, que em circunstâncias tais toma semelhantes medidas, descrê completamente das forças morais, não compreende o que é a razão e a justiça, só reconhece a religião dos factos.

Sr. presidente, os jornais têm incendiado as paixões, têm chamado a anarquia, os jornais concorreram para os acontecimentos da última noite: tal foi a acusação sobre eles lançada pelo Sr. ministro do reino! Ah! Sr. presidente, quanto é belo ver num grande homem um arrependimento tão solene, e ouvir, da boca de quem talvez entre nós desse os primeiros e mais flagrantes exemplos de conspirar pela imprensa, uma protestação tão franca contra os seus erros passados! O Examinador e o antigo Correio foram os mestres da licenciosidade da imprensa, e o Sr. ministro do reino tem a honra de ser suspeito de ter parte nesses jornais. (Sensação).

Mas o jornal O Tempo pôs em dúvida os direitos da rainha a coroa portuguesa - disse o Sr. ministro do reino. Deixo a consideração de S. Ex.a o qualificar este procedimento de S. Ex.a, quando, chamada ao júri a folha aludida, um ministro da coroa vem aqui prevenir a sentença desse mesmo júri, lançando na balança das opiniões a do governo, já de si pesada, e hoje pesadíssima pelo acrescentado peso das garantias e liberdades públicas, que em poucos minutos vai ter na mão. E esse jornal, a que S. Ex.a aludiu, pronunciou semelhante blasfémia? Não; sustentou um princípio que eu adopto, um princípio a que quero prestar solene homenagem, porque talvez não esteja longe o tempo de o vermos desconhecido e postergado. Esse jornal disse que sua majestade nunca podia ser rainha absoluta de Portugal. Também eu o digo, também deve dizê-lo a câmara, se é fiel a seus juramentos, e deve dizê-lo o governo se é constitucional! Sr. presidente, ou os direitos de sua majestade a coroa portuguesa provenham duma abdicação, ou de uma revolução, ou lhe fossem transmitidos por seu pai ou dados pelo povo, esses direitos estão unidos às liberdades escritas nos códigos, em que o seu direito de governar esta marcado. Esquecidas, rotas essas liberdades, o governo, que delas nasce, morre, desaparece, e o trono de sua majestade, que nelas se assenta, abale-se debaixo de seus pés!

A opinião contrária injúria a mesma augusta pessoa que se pretende lisonjear com tão iníqua teoria; a opinião contrária faria cair da sua cabeça a coroa que, com enfeites de liberdade, lhe doou seu piedoso pai e meu bravo general; a opinião contraria faria suar sangue as pedras da veneranda sepultura do libertador do nosso país!

Mas disse o Sr. ministro do reino: «o júri não condena estas doutrinas, e se o júri não condena, o governo é desairado, e o governo não quer sofrer desaires!» E que ilação se tirou daqui? Que não deve haver júri para a imprensa, que deve suprimir-se a liberdade de escrever! Sr. presidente, nunca os princípios absolutistas foram proclamados a face de um país bárbaro de um modo mais rude! Para que o governo não seja desairado caia a garantia da liberdade individual, caia a garantia da propriedade, caia todo o povo português, com as suas vidas, com as suas cabeças, com a sua fazenda e com a sua honra, aos pés de quatro homens, que não querem e não podem ser desairados! Sr. presidente. boje em Constantinopla não se ouve tal linguagem aos depositários do poder!

Um Sr. deputado uniu as suas imprecações as do governo contra a imprensa; mas permita-me S. Ex.a que lhe note que a sua nímia sensibilidade o toma suspeito em tal questão, e que se os seus conhecimentos de historia natural lhe ensinaram a conhecer a vida e o carácter de uns certos animais, que S. S.a diz que mudam frequentes vezes de pele, também os seus conhecimentos de higiene política o deviam ter aconselhado a usar de alguns remédios, que tomem a sua cútis menos melindrosa e menos sensível aos tiros da imprensa.

Sr. presidente, eu sinto que a impaciência da câmara me não deixe analisar, como as circunstâncias requerem, o projecto modificado pela comissão, e que foi mandado para a mesa; eu sinto não ter a vista cada uma das suas disposições para lhes fazer reflexões adequadas. Esse projecto põe todos os crimes políticos debaixo da lei militar, para serem julgados no tribunal militar E felizmente ainda a comissão encheu a tempo uma lacuna importante: deve-se-lhe a graça de uma declaração liberal: a comissão acaba de propor que o processo de tais crimes seja o dos conselhos de guerra! A comissão ainda prestou, pois, homenagem a todos os bons princípios, decretando que este país é um grande quartel, que todos os portugueses são soldados, que o governo é o coronel deste grande regimento, e que os prebostes serão escolhidos a sua vontade! (Sensação e hilaridade.)

Sr. presidente, sinto que os factos me arrastem a convicção profunda de que o fim principal desta lei é um fim apaixonado, é um fim de partido, é um fim de vingança, a convicção de que esta lei exprime um desejo de sangue, uma precisão de cabeças. E não fora melhor e mais nobre reunir essas cabeças num campo, juntar esses inimigos à ponta de baionetas? Não fora melhor prescindir de todas as formulas? Não fora melhor marcá-los com o ferrete de desafectos, e entregá-los logo ao carrasco? Não fora melhor tratá-los como obstáculos materiais, esmagá-los debaixo do ferro, ou pisá-los aos pés?!!

Em circunstâncias mais penosas, quando assolava o país uma revolta que se não intentava para uma mudança de ministério, mas para a destruição da lei fundamental, revolta que tinha todo o carácter de guerra, que teve todos os efeitos dela, revolta que usurpou todas as prerrogativas da coroa, constituindo autoridades, nomeando empregados, estabelecendo-lhes ordenados, dispondo dos dinheiros públicos; uma assembleia, que zelava com lealdade o princípio governativo de então, a despeito dos embaraços que a cercaram, não precisou fazer uma lei tão rígida e sanguinária: declarou suspensas as garantias. Não instituiu tribunais revolucionários, não autorizou conselhos de guerra, nem pôs o país debaixo de uma lei militar. Então votaram por essa lei, não a pediram mais forte, muitos dos Srs. deputados, a quem agora, em presença de tão pequenos acontecimentos, não tremeu a mão quando assinaram cegamente todas as indicações do governo!

O SR. DERRAMADO (com velocidade): - Peço a palavra.

O ORADOR: - Sr. presidente, esta lei, como lei de represália, desonra quem a faz, e honra quem deu motivo a ela…

O governo, Sr. presidente, deu parabéns ao país porque não tiveram resultado os acontecimentos da noite. O país rejeita tais parabéns. Parabéns ao país? Porque? Pela honra de continuar a ser governado por um ministério opressor? Pelas fortunas e delícias da suspensão das garantias? Parabéns aos ministros, porque só eles lucraram com o desfecho da insurreição; parabéns aos ministros, porque não estariam agora nessas cadeiras se a fortuna tivesse favorecido o motim!

Esses negros acontecimentos, esses nefandos projectos, essa revolta espantosa, essa rebelião armada, esse arrombamento criminoso e feito, segundo o Sr. ministro do reino, as pancadas de um aríete que S. Ex.a nos pintou deitado a porta do Arsenal, com uma voz tão lúgubre, temerosa e arrebatada, que julguei nos comunicava ter ficado morto no campo da batalha algum elefante, que os revoltosos, seguindo a táctica de Mitrídates, tivessem conduzido para escalar os muros da Fundição, um arrombamento feito as pancadas de um aríete a que na minha terra se chama alavanca ou pé de cabra.... (Hilaridade.)

O SR. MINISTRO DO REINO: - Nem uma, nem outra cousa.

O ORADOR: - Sr. presidente, onde iriam os amotinados buscar um aríete para baterem as muralhas do Arsenal?! Onde esta esse depósito de máquinas de guerra da velha táctica? Onde estão as catapultas, as balistas? O aríete do Sr ministro do reino é um anacronismo militar, é uma amplificação ridícula.

Dizia eu, esses negros acontecimentos, esses nefandos projectos, essa revolta espantosa, essa rebelião armada, esse arrombamento criminoso, deram ao governo força, glória, crédito, vida e salvação, porque o livraram da morte, não a mais tormentosa, mas a mais desonrosa para o poder a morte de inanição, que lhe estava iminente, e que já tinha sido precógnita pela sua maioria, que nas últimas sessões, por tal motivo, havia dado exemplos de pouca subordinação e muita fraqueza.

Os amotinados pois, por insofridos, prejudicaram o facto que por qualquer modo estava a consumar-se, e os Srs. ministros devem render muitas graças a cegueira que os precipitou!

Sr. presidente, eu respeito a prerrogativa da coroa, rejeito estes meios de ascensão ao poder, não me associo a eles, e no governo esta quem sabe se estas são as minhas antigas opiniões. Mas também reconheço que se as armas da lealdade portuguesa se levantassem neste momento, e dentre elas rebentasse um brado de indignação contra o ministério que nos desonra, este procedimento, pouco constitucional, limparia a coroa de uma nódoa negra, que lhe lançou a diplomacia, quando levantou em seus braços a administração de 26 de novembro!!.... Nódoa, Sr. presidente, que esta denunciada a face da Europa e nos seus parlamentos; nódoa que é já um facto histórico e que nenhum dos Srs. ministros pode negar!

O que destas observações se sente é que o motim armado desta noite é filho do motim áulico e diplomático de 26 de novembro; o que destas observações se segue é que uma aberração constitucional desafia outra aberração, e que é preciso que todos os partidos, de uma vez para sempre, prestem sincera homenagem aos princípios do sistema representativo. Porque, se eu não quero ver escaladas as prerrogativas da coroa pelas armas, também quero que se fechem as trapeiras da diplomacia, que para o poder são avenidas defesas aos homens de talento e de probidade.

Eu não sei quais são preferíveis, se as vociferações apaixonadas de um dos Srs. ministros se as lamentações fementidas do outro! o Sr. ministro do reino lamentou que, em acontecimentos de semelhante natureza, os autores fiquem sempre ocultos, e que as vítimas de suas instigações, os mais pequenos, os mais miseráveis, sofram o castigo que pertencia aos outros. Pensamento honrado, pensamento nobre!.... Sim, maldição ao homem que desvaira a razão do outro para satisfazer os seus interesses particulares! Maldição ao homem que leva outro ao campo do perigo, e que fica em casa! Maldição ao homem que vê outro vitimado por sua influência e não o socorre com a sua voz e com a sua bolsa! Maldição.... Não! perdão, perdão ao homem que de cima do fastígio do poder vê sem mágoa gemendo numa masmorra os seus cúmplices, os seus companheiros! Perdão a esse homem, mas não a mim, que nunca cometi, nem hei de cometer tal crime!… (Sensação.)

Sr. presidente, eu reconheço que a resistência armada é em certas ocasiões, não digo um direito, mas uma obrigação! (Sussurro.) Se não me quereis conceder este princípio, se o reputais criminoso, ponde todos as mãos sobre o cepo, porque as mãos de todos hão de cair junto dele! Se a minha doutrina é pecaminosa, todos tendes pecado Mas se o Sr. ministro do reino nas suas insinuações teve o pensamento de se dirigir a minha pessoa, quero desenganá-lo que Se eu fosse chefe de uma conspiração…

O SR. MINISTRO DO REINO: - Dá licença? Já me constou que o nobre deputado desconfiava que eu fizesse uma insinuação a sua pessoa: declaro-lhe que não a fiz.

O ORADOR: - Bem: e todos assim devem fazer; porque, Sr. presidente, se eu fosse chefe de uma conspiração, se eu entendesse que os meus deveres de honra, que as necessidades do meu país, exigiam que eu renunciasse a minha procuração para tomar uma arma, que eu largasse esta cadeira para ir para o campo, os meus adversários, os chefes do poder, os Srs. ministros que combatessem essa conspiração, haviam de certo ver-me no meio dos conspiradores, e a vitória não lhes seria tão fácil como a de ontem, porque desgraçadamente tinha de ser mais sanguinolenta! (Sensação).

Seja-me permitido citar dois factos, que não são estranhos à questão.

O secretário da administração do concelho de Tondela foi demitido pelo administrador geral de Viseu. Aquele pobre empregado veio à corte e trouxe carta de recomendação para o Sr. ministro do reino, e S. Ex.a prometeu-Ihe que havia de ser reintegrado escreveu ao administrador geral para este fim…

UMA VOZ: - Ordem!

O ORADOR: - Isto é ordem, e eu o vou provar. o administrador geral respondeu que não podia anuir as instâncias de S. Ex.a. Agora o administrador geral mandou prender por vadio o empregado que demitiu, e ele, depois de esgotar todos os meios legais, se quis escapar à perseguição que lhe faziam, teve de fugir para Lisboa! E aqui se acha!!

Ao administrador geral de Vila Real queixou-se um morgado, um potentado, ou um homem que tinha foros a cobrar, que os seus foreiros lhos não pagavam, e pediu para este fim ao administrador geral alguma força armada. E foi com efeito uma força militar incumbida da missão de obrigar os povos a pagar os foros ao Sr. senhorio!!

Sr. presidente, se com as leis constitucionais que ainda temos, se com as garantias que ainda possuímos, os empregados do governo desconhecem todos os princípios de moralidade, e se arrojam a estes arbítrios, que será quando esse arbítrio for declarado lei, e a obediência a ele a primeira virtude cívica?

Sr. presidente, vou terminar. Julgo ter falado com bastante sinceridade; aos Srs. ministros é baldo todo o trabalho para descobrir em mim pensamentos que julguem ocultos; se quiserem saber mais do meu coração e da minha cabeça, dirijam-se a mim por interpelações directas, porque os satisfarei com respostas curtas.

Reputo esta lei uma especulação feita sobre os acontecimentos da noite, cuja gravidade é muito pequena, e de nenhum modo própria para fundamentar tais medidas. Reputo que esta lei dará frutos de tirania, ainda mais amargos que os da usurpação! E pela minha parte termino o meu discurso, e talvez a minha carreira pública, e de certo as minhas orações nesta sessão, porque em breve tenho de me retirar daqui por motivos de moléstia, declarando, Sr. presidente, que tenho a profundíssima convicção de que, se o ministério actual continuar por dois anos na gerência dos negócios públicos, ficaremos sem os menores vestígios da honra, do nome, da liberdade e da fazenda da nação! (Sensação, agitação). São estas as minhas profundas, desgraçadas e penosas convicções, a que eu não posso resistir, assim como não posso resistir ao dever de as exprimir nesta hora extrema, nesta hora soleníssima, nesta hora a mais negra da nossa vida política!.... (Silêncio profundo
.)

7 personagens em Hora de Ponta é o novo bailado do Ballet Contemporâneo do Norte a ser estreado nos dias 13,14 e 15 de Janeiro em Santa Maria da Feira




http://www.ballet-contemporaneo-norte.blogspot.com/

Estreia dia 13,14 e 15 de Janeiro às 21h30 a nova peça de Elisa Worm, 7 Personagens em Hora de Ponta, pelo Ballet Contemporâneo do Norte, espectáculo inserido na Festa das Fogaceiras que decorre na cidade de Santa Maria da Feira, situada a 30km do Porto.

7 Personagens em hora de ponta assenta na construção e/ou na desconstrução dos muitos personagens que guardamos dentro de nós, não deixando de ser mais um número ou menos um número, enquanto urbe anónima que por obrigação abandona os seus sonhos de adolescente para se tornar na máquina infernal da sobrevivência.Vai para o trabalho, vem do trabalho.Vai para a escola, vem da escola.Vai para a universidade, vem da universidade, se queres ser alguém na vida.Esquece o teu raciocínio, os teus sentimentos, a tua necessidade de afecto. Zanga-te contigo próprio. Torna a vida dos mais atentos num inferno. Torna insuportável a tua relação de amor ou de simples afecto. Esquece-te de ti próprio sempre na esperança de que, depois da morte, outra vida haverá que te amparará entre ternas paredes, como se ainda estivesses no ventre da tua mãe. Elisa Worm, 2008



Ficha Artística

Criação, Direcção, e Composição Coreográfica: Elisa Worm
Assistente de Direcção: Luis Carolino
Consultor Musical: Pedro Carneiro
Vídeo: Pedro Baptista
Banda Sonora e Sonoplastia: Elisa Worm/Pedro Carneiro
Interpretação e Criação: Susana Otero, Rui Marques, Sara Leite e Flávio Rodrigues
Participação Especial: Vânia Almeida, Mafalda Estela, José Duarte, Alison Fernandes, Kelly Fernandes, Joana Gonçalves, Fábio Guedes, Marcelo Robalinho, Adriana Santiago, Briana Santos, Cláudio Silva, Marlene Silva e Tânia Silva

11.1.10

Mark Boyle vive há um ano sem o deus-dinheiro para mostar que é possível construir um mundo livre sem dinheiro


Mark Boyle mudou de nome para Saoirse (Liberdade, em gaélico), tendo fundado a Comunidade virtual da FreeEconomy, que postula um estilo de vida sem o recurso ao deus-dinheiro.


Há um ano atrás, neste blogue, tinhamos feito referência à experiência de vida sem uso de dinheiro que Mark Boyle se propunha levar durante o ano de 2009. Passado um ano é altura de fazer um balanço provisório. Reproduzimos, a propósito,um texto publicado hoje no Jornal de Notícias, e um outro publicado em Novembro pasado no jornal The Guardian intitulado My year of living without money

Vive há um ano sem dinheiro, numa roullote, come o que cultiva e alimenta o computador a energia solar

Viver sem dinheiro é possível. Mark Boyle quer prová-lo e, há mais de um ano, traçou um audacioso plano que, apesar de alguns reveses, manteve.

Inspirado em Gandhi, este irlandês de 29 anos abraçou uma causa - abolir o dinheiro como base de uma sociedade mais generosa e menos consumista.

Vive numa roulotte, junto a zona de cultivo biológico em Bristol (Inglaterra), come o que produz, troca ou recebe, cozinha numa fogueira e alimenta a energia solar o telemóvel (que só recebe chamadas) e o computador. Acredita na partilha, na parcimónia, na interdependência.

O ponto de viragem aconteceu em 2001, quando Mark, então estudante de Economia, viu o filme "Gandhi". A vida do pacifista indiano impactou-o de tal forma que decidiu ser a mudança que deseja ver no Mundo.

Despertou para as questões ambientais e resolveu ganhar dinheiro de forma ecologicamente correcta. Criou uma empresa de produtos orgânicos e o negócio corria bem, mas Mark continuava insatisfeito. "Dei-me conta de que nem mesmo negócios sustentáveis conseguem mudar as coisas", conta no seu blogue (http://www.justfortheloveofit.org/blog).

Na procura do seu próprio caminho, descobriu que não bastava diagnosticar os problemas. Era preciso chegar às causas. Intervir. "Decidi tornar-me um homeopata social, um pró-activista, e investigar as raízes dos sintomas", explica Mark. Nova vida, novo nome. Escolheu Saoirse, palavra em gaélico que significa Liberdade. O passo seguinte foi fundar uma comunidade virtual para troca solidária de conhecimentos e serviços, a Freeconomy.

O princípio é que todos têm algo que podem oferecer, seja uma explicação, um corte de cabelo - um dos serviços mais trocados -, uma reparação. Em quase dois anos, cerca de 15 mil pessoas de 118 países inscreveram-se no Freeconomy. No ano passado, tentou ir a pé até à terra natal do seu mentor, mas ficou por França. Regressou à roullotte e continua a viver o seu sonho de um mundo sem dinheiro.






My year of living without money


Is it possible to live without spending any cash whatsoever? After becoming disillusioned with consumer society, one man decided to give it a try


The morning I finally decided to give up using cash, the whole world changed. It was the same day news broke about the banks' misbehaviour in the sub-prime mortgage market, so when I began telling people of my plans, they assumed it was in preparation for some sort of apocalyptic financial meltdown. However, having long viewed credit as a debit against future generations, I was infinitely more worried about what George Monbiot called the "nature crunch". Nature, unfortunately, doesn't do bailouts.

I suppose the seeds of my decision to give up money – not just cash but any form of monetary credit – were sown seven years ago, in my final semester of a business and economics degree in Ireland, when I stumbled upon a DVD about Gandhi. He said we should "be the change we want to see in the world". Trouble was, I hadn't the faintest idea what change I wanted to be back then. I spent the next five years managing organic food companies, but by 2007, I realised that even "ethical business" would never be quite enough. The organic food industry, while a massive stepping stone to more ecological living, was rife with some of the same environmental flaws as the conventional system it was trying to usurp – excess plastic packaging, massive food miles, big businesses buying up little ones.

My eureka moment came during an afternoon's philosophising with a mate. We were chatting about global issues such as sweatshops, environmental destruction, factory farms, animal testing labs, wars over resources, when I realised I was looking at the world the wrong way – like a western doctor looks at a patient, focusing on symptoms more than root causes. Instead, I decided to attempt what I awkwardly term "social homeopathy".

I believe the key reason for so many problems in the world today is the fact we no longer have to see directly the repercussions of our actions. The degrees of separation between the consumer and the consumed have increased so much that people are completely unaware of the levels of destruction and suffering involved in the production of the food and other "stuff" we buy. The tool that has enabled this disconnection is money.

If we grew our own food, we wouldn't waste a third of it as we do today. If we made our own tables and chairs, we wouldn't throw them out the moment we changed the interior decor. If we had to clean our own drinking water, we wouldn't waste it so freely.

As long as money exists, these symptoms will surely persist. So I decided, last November, to give it up, for one year initially, and reconnect directly with the things I use and consume.

The first step in the process was to find a form of sustainable shelter. For this I turned to the amazing project Freecycle, through which I located a caravan that someone else didn't want any more. I also needed somewhere to put this new home, so I decided to volunteer three days a week at an organic farm near Bristol in return for a place to park my caravan. Had I equated this in terms of my previous salary, it would be like paying penthouse apartment rent for what was effectively a little tin box. But that was the type of thinking I was now trying to get away from.

Having no means of paying bills, the next challenge was to set this home up to be off-grid. For heating I installed a wood-burner I'd converted from an old gas bottle, using a flue pipe I had salvaged from the skip. I fuelled it using wood from trees we coppiced on the farm, meaning fuel miles became fuel metres.

A local member of the Freeconomy Community (the alternative economy which I founded in 2007), then showed me how to make a "rocket stove" from a couple of old olive oil catering tins that were destined for landfill. This meant that for the next 12 months, I was going to have to cook outside. I was a touch overwhelmed by the thought of cooking in the snow, rain and northerly winds of a British winter. But, surprisingly, it has become one of the joys of my life.

While feeding the stove with broken-up old vegetable boxes, I would watch the moon rise in winter and the sun set in summer for the time it took to prepare my evening's repast. Birds in the trees around my kitchen became my new iPod, and observing wildlife taught me much more about nature than any documentary I'd seen on the television.

The one thing I did spend money on (about £360) before beginning the experiment was a solar panel to supply me with enough electricity for a light, my laptop and my phone (on which I could only receive calls). Solar isn't ideal because of the embodied energy involved, but at the start of what might be a lifelong journey, I couldn't expect everything to be perfect straightaway. And the solar panel has always provided me with light – although in winter my phone and laptop time were severely restricted (frustrating, but only because my expectations were based on having infinite energy at the touch of a button).

The last piece of my off-grid puzzle was a compost toilet. This should really be the symbol of the entire sustainably living movement, in the way the spinning wheel became a symbol of Swadeshi in India. Representing sanity and a respect for the earth, I made my alternative loo out of old pallets from a nearby hardware store. As I can no longer buy toilet roll, I relieve the local Bristol newsagents of some of the newspapers that fill their bins every day, and use them instead. It's not double-quilted but it quickly seems normal, and I even used a story about myself once . . .

I wash in a river or under a solar shower (better in the summer), and rarely use soap, but if I do I go for home-grown soapwort. For toothpaste I use a mixture of cuttlefish bone, which gets washed up on the UK's shores, and wild fennel seeds.

Food was my only other real necessity: I think of there being four legs to the food-for-free "table". Growing your own, which is obviously what I've been doing here on the organic farm (my staples are potatoes, beans, kale, carrots, salads, root vegetables, squash, onions and swede); wild food foraging, which is nutritionally exceptional and beautifully gentle on the environment (I forage for berries, nettles, mushrooms, nuts and greater plantain for a hayfever remedy); and also securing waste food and other goods from local restaurants and shops. This is an incredible resource to draw on, and although its existence is, of course, dependent on industrialised society, I feel like I have an obligation to consume it before using up any more energy producing food.

In fact I'm currently organising a free mini-festival called the Freeconomy Feast 2009, where myself and Fergus Drennan, the BBC's Roadkill Chef, aim to feed 250 people a three-course meal with full service for free, completely out of waste food and things foraged from the wilds of Bristol. It even includes free beer made from locally grown and foraged ingredients.
The final leg of my food table is bartering – using my skills or any excess food I've produced to secure anything not met by the other three methods. This means I meet people from all walks of life doing what I do, and while many claim that they couldn't – or wouldn't want to – do the same, most seem to understand where I am coming from and resolve to reduce their own consumption wherever they can. When I first said I was going to do this, my parents probably wondered what they should have done differently during my formative years, but now they are right behind it, and may even contemplate joining me one day.

But what I soon realised is that, in a moneyless world, everything takes much more time. Handwashing my clothes in a sink of cold water, using laundry liquid made by boiling up some nuts on my rocket stove, can take two hours, instead of 10 minutes using a washing machine. Finding stuff in skips – such as the steamer I cook with – takes far longer than popping out to the shops for one, and sorting out the compost toilet is a lot more hassle than flushing it "away".

Cycling the 36-mile round-trip to Bristol also takes a lot more time and energy than driving or catching the bus or train, but it's also an economical alternative to my old gym subscription, and I find cycling much more enjoyable than using motorised vehicles.

The point is, I'd much rather have my time consumed making my own bread outdoors than kill it watching some reality TV show in a so-called "living" room. Where money once provided me with my primary sense of security, I now find it in friends and the local community. Some of my closest mates are people I only met because I had to build real relationships with others based on trust and kindness, not money.