2.10.09
A Política para além da Política ( ciclo de debates de 13 de Out. até 24 de Nov. no teatro Maria Matos, numa iniciativa da Unipop)
A POLÍTICA PARA ALÉM DA POLÍTICA
ciclo de sete debates da Unipop e do Maria Matos
DE 13 DE OUTUBRO A 24 DE NOVEMBRO de 2009.
SEMPRE ÀS 18H30 DE TERÇA-FEIRA
NO BAR DO TEATRO MARIA MATOS.
Entrada livre
Política. Provavelmente, nas duas últimas décadas, não haverá palavra cuja crise tenha sido mais vezes anunciada. A simples enunciação do termo parece suscitar cansaço, fastio, ou na melhor das hipóteses um comentário irónico, céptico, cínico. E contudo não existe outro caminho que não o de voltar uma e outra vez a discutir política, a questão estando no que se entende por política.
Por isso dizemos que este ciclo de sete debates propõe levar a política para além da política e a fórmula sinaliza a vontade de extravasar os debates que predominam na agenda da política institucional, reunindo preferencialmente analistas políticos, ministros, jornalistas, deputados, técnicos de sondagens ou cientistas políticos.
Decorrendo ao fim das tardes de terça-feira, no bar do teatro maria matos, este ciclo trata então de construir um mapa de problemas, da ideia de representação à questão do populismo, passando pela política da plebe ou da multidão, do conceito de biopolítica às políticas de identidade e abordando a relação entre política e polícia.
debate n.º 1
13 de Outubro
POLÍTICA, RAZÃO E EMOÇÃO
Com Manuel Villaverde Cabral e Manuel Loff
A frequente utilização da ideia de populismo tem levado à sua banalização, a ponto de ser legítimo perguntar se nos tempos que correm populismo não é apenas a forma mais rápida de desautorizar projectos políticos de que se discorda. Simultaneamente assistimos a uma crescente tecnicização do debate político, definindo-se a política enquanto assunto de especialistas que deverá privilegiar um tratamento preferencialmente racional, de acordo com o qual uma qualquer relação entre política e emoção reveste um sentido patológico.
Autor de várias obras, de O Operariado nas Vésperas da República a Cidadania e Equidade Política em Portugal, Manuel Villaverde Cabral é investigador coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Lisboa, sendo actualmente Vice-Reitor da Universidade de Lisboa. Manuel Loff é historiador, professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e tem vários trabalhos na área da História. Publicou recentemente O Nosso Século é Fascista! - O mundo visto por Salazar e Franco (1936-1945).
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debate n.º 2
20 de Outubro
POLÍTICAS DE IDENTIDADE
Com Miguel Vale de Almeida e António Figueira
Nas últimas décadas, a palavra identidade tornou-se um conceito recorrente no debate político. A nível dos movimentos sociais tem sido frequentemente defendida a necessidade de construir identidades que, fundindo dimensões políticas e culturais, permitam a várias figuras subalternas – colonizados, camponeses, indígenas, negros, mulheres, gays – forjar um poder de resistência e transformação que reaja às políticas de identidade dominantes, baseadas no colonialismo, no racismo, no machismo ou na homofobia. Entretanto, este identitarismo estratégico tem sido igualmente criticado pelo facto de ser incapaz de trabalhar uma alternativa que coloque em causa a própria ideia de uma política baseada na noção de identidade, deixando assim por problematizar categorias como nação, género ou família.
Miguel Vale de Almeida é antropólogo e professor no ISCTE. É também activista em movimentos lgbt. Tem várias obras publicadas sobre corpo, “raça” e género. Publicou recentemente A Chave do Armário – Homossexualidade, Casamento e Família. António Figueira doutorou-se em História Contemporânea das Relações Internacionais pelo ISCTE, com uma tese intitulada A Invenção das Minorias? A definição de “minoria nacional” no âmbito da aplicação da convenção-quadro de 1998 e a evolução do regime de protecção das minorias nacionais na Europa. Foi professor de assuntos europeus, nomeadamente na Universidade Autónoma de Lisboa e no ISCTE.
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debate n.º 3
27 de Outubro
A POLÍTICA ‘A PARTIR DE BAIXO’
Com Fátima Sá e Paula Godinho
Quando falamos de política tendemos a conceber uma actividade profissional que ocupa o quotidiano de executivos governamentais e representantes parlamentares. Entretanto sabemos que esta limitação destitui de politicidade a actividade dos que estão à margem daqueles círculos institucionais. Importa por isso recolocar a relação entre política e grupos menos privilegiados num plano de debate que não esteja subordinado aos critérios definidos no quadro daqueles círculos institucionais, critérios estes que tendem a ignorar o que se poderia entender como experiências plebeias da política, experiências que remetem para conceitos como "economia moral da multidão" ou "armas dos fracos" e ecoam a história de inúmeros casos de resistência quotidiana e rebeldia popular.
Fátima Sá é historiadora, professora no ISCTE. Tem trabalhado sobre história dos movimentos sociais, história da cultura popular e história conceptual. Entre outros, publicou Rebeldes e Insubmissos – Resistências Populares ao Liberalismo (1834-1844). Paula Godinho é antropóloga, leccionando na FCSH-UNL. Tem desenvolvido pesquisa, entre outros temas, em torno de movimentos sociais e contextos de fronteira. Publicou, entre outras obras, Memórias da Resistência Rural no Sul – Couço (1958-1962).
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debate n.º 4
3 de Novembro
A CRISE DA REPRESENTAÇÃO
Com José Bragança de Miranda e Ricardo Noronha
De forma a dar conta da distância entre uma elite de representantes e o conjunto dos representados, é amiúde referido que vivemos em plena crise da representação. Assim, os debates em torno da abstenção ou dos votos em branco, ou a referência ao enfraquecimento dos poderes dos Estados nacionais no quadro da globalização, alimentam a ideia de uma crescente crise da representação. Paralelamente, a problemática da representação convoca um debate cujo alcance supera a actualidade político-institucional. No quadro da política, mas não só aqui, o ideal de representação parece pressupor a possibilidade de uma relação incorruptível entre quem representa e aquilo que é representado. De tal modo assim seria que, na relação estabelecida entre governante e governado, o sujeito primeiro reflectiria transparentemente o objecto representado. Contudo, se não estivermos seguros desta transparência, o debate da representação deverá começar por perguntar se a representação é sempre um lugar de crise e, por outro lado, questionar se é possível pensar em política e em democracia além da representação.
José Bragança de Miranda é professor de Ciências da Comunicação na FCSH-UNL e professor convidado na Universidade Lusófona. Entre outros, publicou Queda sem fim, Teoria da Cultura e mais recentemente Corpo e Imagem. Ricardo Noronha é historiador, investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, onde realiza o seu doutoramento acerca da nacionalização da banca no pós-25 de Abril.
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debate n.º 5
10 de Novembro
POLÍCIA E POLÍTICA
Com Manuel Deniz Silva e Tiago Pires Marques
Em vários países do século XX, a memória da polícia política remete necessariamente para os tempos da ditadura e sabemos que a crítica desses tempos cria uma oposição radical entre a ideia de polícia e a ideia de política. E hoje ainda, quando se trata de debater a relação entre política e polícia, é de um exercício físico e violento do poder de Estado que estamos muitas vezes a falar. Entretanto, polizei, policy, política, polícia, são palavras que percorrem um mesmo universo histórico, num quadro de continuidade e de ruptura que envolve a administração interna, a ordem pública, o direito, a estatística. Neste contexto, e partindo das aproximações de Michel Foucault e Jacques Rancière, esta sessão procura situar o debate político à luz de um mais amplo entendimento da relação entre polícia e política.
Manuel Deniz Silva é investigador do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança, da FCSH-UNL. Realizou doutoramento em Paris sobre a História da Música em Portugal e trabalha actualmente sobre música e cinema. Tiago Pires Marques é historiador, investigador na Universidade de Paris I. A sua investigação tem incidido sobre a história do direito penal, do sistema prisional e da criminologia. Publicou, entre outros, Crime e Castigo no Liberalismo em Portugal.
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debate n.º 6
17 de Novembro
A BIOPOLÍTICA
Com António Guerreiro e Nuno Nabais
Nos últimos anos, a biopolítica de Michel Foucault tornou-se um sugestivo lugar de debate. O recurso ao conceito parece anunciar que a discussão da política terá que decorrer num plano que extravasa largamente o domínio do institucional, alastrando-se a todas as esferas da vida, no momento em que emergem novas técnicas de governo da população. Entretanto, e a partir da obra de autores como Giorgio Agamben, Roberto Esposito ou Antonio Negri, a noção de biopolítica tem sido objecto de interpretações diversas, por vezes até contraditórias, nuns casos apresentando o conceito como "grito de alerta" contra o actual estado das coisas, noutros interpretando-o como gesto de abertura de novos campos de poder político.
António Guerreiro é crítico no jornal Expresso, tradutor e ensaísta. Tem trabalhado particularmente autores como Walter Benjamin e Giorgio Agamben. Nuno Nabais é professor de filosofia na Universidade de Lisboa e autor, entre outros, de A Metafísica do Trágico. Estudos sobre Nietzsche. É ainda coordenador da Fábrica de Braço de Prata.
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debate n.º 7
24 de Novembro
DA CIÊNCIA POLÍTICA À FILOSOFIA
Com Bruno Peixe, Lisete Rodrigues e Eduardo Pellejero
Ao longo dos últimos anos, os cientistas políticos assumiram um lugar proeminente no comentário e na análise política. Assumindo frequentemente a figura do especialista e do perito, os seus comentários tendem a focar preferencialmente dinâmicas eleitorais e institucionais e, de forma visível em Portugal, a ciência política tem conhecido assinalável desenvolvimento académico, demarcando-se da História, da Antropologia ou da Economia Política. Entretanto, nos últimos anos também assistimos a uma recuperação da filosofia enquanto discurso que é condição da política – e vice-versa – e que em certos casos vem mesmo rejeitar a própria ideia de uma articulação entre ciência e política. Esta sessão procura debater o lugar do conhecimento e das ideias na vida política.
Bruno Peixe é investigador da NUMENA. Economista de formação, realiza mestrado em filosofia e tem-se interessado particularmente pela obra de Alain Badiou. Lisete Rodrigues é doutoranda em filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde desenvolve uma tese acerca do pensamento político de Espinosa, Hannah Arendt e Alain Badiou. Eduardo Pellejero realiza actualmente pós-doutoramento em Filosofia, na FCT-UTL. Tem vários trabalhos publicados, nomeadamente acerca de Gilles Deleuze.
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SUGESTÕES DE LEITURA PARA OS DEBATES
No jornal do Teatro Maria Matos, que é possível encontrar aqui, deixámos uma sugestão de leitura para cada um dos debates. Está tudo entre as páginas páginas 23 e 27. A selecção dos textos é da exclusiva responsabilidade da unipop. Aqui fica a lista:
Para o debate do dia 13 de Outubro…
O POPULISMO SEGUNDO ERNESTO LACLAU
Para o debate de dia 20 de Outubro…
ERIC HOBSBAWM E AS POLÍTICAS DE IDENTIDADE
Para o debate de dia 27 de Outubro…
A MULTIDÃO DE E.P.THOMPSON
Para o debate de dia 3 de Novembro…
PIERRE BOURDIEU E O MISTÉRIO DO MINISTÉRIO
Para o debate de dia 10 de Novembro…
POLÍCIA, POLÍTICA, FOUCAULT E RANCIÈRE
Para o debate de dia 17 de Novembro…
PETER PÀL PELBART, BIOPOLÍTICA E BIOPOTÊNCIA NO CORAÇÃO DO IMPÉRIO
Para o debate de dia 26 de Novembro…
BADIOU, FILOSOFIA & POLÍTICA
1.10.09
Calendário agrícola: o que se deve fazer nos campos, nas hortas, no jardim
As informações apresentadas neste conjunto de páginas acerca da agricultura portuguesa ao longo do ano foram obtidas num antigo almanaque de 1996, editado pelo Ministério da Educação - Departamento de Educação Básica, em Dezembro de 1995, concebido, organizado e redigido por Maria Luísa Jotta e Maria Margarida Bénard da Costa, com concepção gráfica de Cecília Guimarães.
Na concepção destas páginas para o formato electrónico (Internet), procurámos manter, tanto quanto possível, a ideia gráfica do livro que nos serviu de fonte.
Além das informações de natureza agrícola, estas páginas apresentam diversos textos de divulgação de conhecimentos. Para as primeiras, é possível escolher o mês pretendido «clicando» nas barras superior e inferior com os doze meses do ano. Para a consulta dos textos informativos, existem botões de navegação no fundo da páginas.
Lamentamos nunca termos tomado conhecimento de almanaques posteriores idênticos ao que nos serviu de base para este trabalho e desconhecemos completamente se ele continua a ser produzido e editado. Para que fique aqui registada a nossa homenagem a todos quantos contribuíram para o almanaque que nos serviu de base ao presente trabalho, transcrevemos toda a ficha técnica da primeira página.
Título
ALMANAQUE 1996
Editor
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA
Av. 24 de Julho, 140 — 1300 LISBOA
Director do Departamento de Educação Básica
Francisco de Carvalho
Coordenador do Núcleo de Educação Recorrente e Extra-Escolar
José Alberto Leitão
Concepção, organização e redacção
Maria Luísa Jotta
Maria Margarida Bénard da Costa
Concepção Gráfica
Cecília Guimarães
Fotografia
Carlos Silva
Data de edição
Dezembro de 1995 — Publicação Anual
Curso Transfronteiriço de Etnobotânica (10 e 11 de Out.) em Vimioso e em Castilla-Léon

A estreita ligação que existe entre o homem e as plantas é antiga, e nos últimos anos tem-se assistido ao renascer do entusiasmo por um recurso natural que desde sempre acompanhou o homem nas suas manifestações culturais e religiosas, na sua alimentação, na procura de alívio para doenças, na construção de abrigos, etc.
Foi muitas vezes da tentativa de dar resposta à necessidade que surgiu o saber fazer aliado aos recursos vegetais. A Etnobotânica pode ser entendida como a ciência que estuda as inter-relações entre o homem e as plantas, e o modo como as populações dão uso aos recursos vegetais. Resulta de uma grande multidisciplinaridade, mas assenta fundamentalmente nas ciências sociais e na botânica, na tentativa de descrever a relação que une o homem com o ecossistema vegetal. As potencialidades e aplicações de várias espécies passam por domínios medicinais, aromáticos, condimentares, alimentares, e o contributo dos conhecimentos etnobotânicos é de grande utilidade para o conhecimento científico moderno, contribuindo também para o desenvolvimento local através da valorização dos recursos endógenos e da conservação da natureza e da biodiversidade.
Com este curso pretende-se dar uma panorâmica daquilo que é a investigação e pesquisa etnobotânica em Portugal e em Espanha, expressão das várias dimensões que compreende esta área do conhecimento.
Links de interesse:
PROGRAMA
Sábado, dia 10 de Outubro
9h30 – Recepção dos participantes na Casa da Cultura de Vimioso.
10h00 – 11h00 - A categorização das plantas. Critérios e exemplos da Etnobotânica Transmontana.
11h00 – 11h15 – Pausa
11h15 – 12h30 – Plantas, saberes e tecnologia. Espécies e tipos de usos. Madeiras, fibras vegetais, combustíveis, essências, corantes e curtumes, utensílios.
12h30 – 12h45 – Debate
14h00 – Oficinas
- Escrinhos (Cestaria feita a partir de palha e silva), e cestas de vime (salgueiro) - exemplos de arte e saber popular de terras Transmontanas.
Domingo, dia 11 de Outubro
9h30 – Visita ao Centro de Interpretação El Alcornocal (o sobreiro) em Muelas del Pan.
10h30 – As plantas na cultura Alistana e Saieguesa (Aliste e Sayago).
10h30 – 10h45 – Pausa.
11h45 – Lugares, plantas e cultura na fronteira – toponímia vegetal na raia.
12h30 – 12h45 – Debate.
13h – Pausa para almoço.
15h30 – Visita a El Sofreral (bosque de sobreiros) de Cerezal de Aliste.
17h – Encerramento do curso.
Formadores:
Ana Maria Carvalho e Ellisa Gallego
Ana Maria Carvalho, natural de Lisboa, Licenciada em Agronomia pelo Instituto Superior de Agronomia e Doutorada em Biologia e Biodiversidade pela Universidade Autónoma de Madrid, é professora do Departamento de Biologia da Escola Superior Agrária de Bragança, cidade que adoptou há já 22 anos. Para além da docência tem desenvolvido actividades de investigação no âmbito da Etnobiologia, concretamente estudos e projectos de Etnobotânica no território do Nordeste Português. Colabora com vários investigadores nacionais e europeus na divulgação e promoção desta área disciplinar.
* Inscrição Gratuita
inscrições para: aldeia.eventos@gmail.com
Para obter informações sobre este evento, contactar:ALDEIA
Tel: 962255827 e 965301659
aldeia.eventos@gmail.com
EL CIGUEÑALTlf: 669322834 / 669040468
E-mail: defensapaisaje@yahoo.es
29.9.09
Inauguração da Casa da Achada /centro Mário Dionísio é hoje: segue-se a Semana de Abertura (de 29 de Setembro a 5 de Outubro)
A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio vai finalmente abrir as portas hoje, dia 29 de Setembro. Durante uma semana (29 Set. – 5 Out.) haverá conversas, leituras, música, o lançamento de três edições, filmes, oficinas para os mais novos, convívio. É uma boa oportunidade para quem ainda não conhece o Centro o vir visitar pela primeira vez. O programa da Semana de Abertura pode ser consultado aqui.
O Centro Mário Dionísio, fundado em 29 de Setembro de 2008, exactamente há um ano, situa-se na Rua da Achada, na zona da Mouraria, mesmo por trás da Igreja de São Cristóvão. Tem um Centro de Documentação onde está a ser tratado o espólio literário, parte do espólio artístico e o arquivo pessoal de Mário Dionísio, além da biblioteca privada de Mário Dionísio e de Maria Letícia Clemente da Silva. É um local de investigação, de estudo e de consulta.A Zona Pública, onde pode ser visto o espólio artístico (obras de Mário Dionísio e de outros autores), será um local de exposição, leitura, cinema, cursos, oficinas, sessões e convívio. Terá ainda uma biblioteca de características populares.
ABERTURA DA CASA DA ACHADA-CENTRO MÁRIO DONÍSIO
29 de Setembro a 5 de Outubro
PROGRAMA
ter 29 set • 18H – 23H sessão inaugural
Leitura por Luís Miguel Cintra de «Pinto…», poema de Mário Dionísio (Memória dum pintor desconhecido, 1965) • «A Memória da Casa» (vídeo de Regina Guimarães, 7 min,, sobre a casa onde Mário Dionísio viveu) • Puxar pela memória – depoimentos curtíssimos de quem quiser falar de Mário Dionísio • Apresentação da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio por Eduarda Dionísio • Apresentação do primeiro volume da Colecção Mário Dionísio: Entre Palavras e Cores – alguns dispersos (1937-1990) por Cristina Almeida Ribeiro (coordenadora da antologia co-editada com os Livros Cotovia) e do segundo volume Mário Dionísio – pintor por Rui-Mário Gonçalves (autor do álbum) • Visita à exposição de pintura de Mário Dionísio guiada por Regina Guimarães (com leitura de alguns textos seus sobre quadros de Mário Dionísio).
Será servida uma refeição ligeira.
qua 30 set • 18H a paleta e o mundo – uma longa conversa
Leitura da conclusão de A Paleta e o Mundo por Jorge Silva Melo • Conversas de leitores do tempo em que a obra foi escrita (Carlos Veiga Pereira, Raul Gomes, Eduarda Dionísio e outros) e de leitores de agora (Mariana Pinto dos Santos, Miguel Castro Caldas, Pedro Rodrigues) • Apresentação do Ciclo A Paleta e o Mundo por Vítor Silva Tavares.
qua 30 set • 21H30 cinema
O Mistério Picasso de Georges Henri Ciouzot (1956), 80 min, legendado em português, apresentado por Rui-Mário Gonçalves.
qui 1 out • 18H livros e livros na biblioteca
«Esta Biblioteca é minha» – apresentação da Biblioteca da Achada por Natércia Coimbra e apresentação do Clube de Leitura da Achada por Filomena Marona Beja • Lançamento de Um Cesto de Cerejas – conversas, memórias, uma vida de Francisco Castro Rodrigues, editado pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, com a participação do Autor, de Eduarda Dionísio e de algumas das pessoas referidas na obra (Luisa Irene Dias Amado, Fernando Pulido Valente, Nuno Teotónio Pereira e outros).
sex 2 out • 18H mário dionísio e a educação
Palestra de Rui Canário: Mário Dionísio e a educação – criar e viver. Seguida de debate.
sex 2 out • 21H30 sarau com leituras e canções
Leitura de textos de Mário Dionísio por Antonino Solmer, F. Pedro Oliveira, Inês Nogueira, João Rodrigues, Margarida Guia, Sofia Marques • Poemas de Mário Dionísio musicados e cantados por Pedro e Diana • Primeira actuação do Coro da Achada • Música popular italiana por I Giomi Cantati (Piadena e Calvatone) e cantores de Brescia.
sab 3 out • 11H oficina de vídeo para os mais novos
Enquadrar – oficina orientada por Regina Guimarães
sab 3 out • 15H o que eu andei pràqui chegar -1
À volta do realismo – intervenção de Peter Kammerer sobre os problemas do realismo • Projecção de i colore della bassa, último documentário de Giuseppe Morandi e Gianfranco Azzali, com a participação dos autores.
sab 3 out • 21H30 cinema
Inicio do 1o ciclo de cinema da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio (Neo-reallsmo italiano): La Terra Trema de Luchino Visconti (1948), 165 min, legendado em português, apresentado por Grazlella Galvani, Giuseppe Morandi e Gianfranco Azzali.
dom 4 out • 11H oficina de voz para os mais novos
Falar, gritar, cantar – oficina orientada por Margarida Guia
dom 4 out • 15H o que eu andei pràqui chegar – 2
Projecção do vídeo de Regina Guimarães A História dum mural (a história da maquete de Mário Dionísio para o café La Gare, em Lisboa) • Visita ao mural com desenho de Mário Dionísio pintado no Largo dos Trigueiros • Visita ao Bairro da Mouraria, com leituras de textos e a participação de Gabriela Dias, Associação Renovar a Mouraria e Margarida Guia (leituras na rua).
seg 5 out • 10H 30 exposição de bandeiras
Exposição de 46 projectos de bandeiras republicanas (1910) e de Centros Republicanos com réplicas impressas em pano no Largo da Achada, explicada por Pitum Keil do Amaral.
seg 5 out • 11 H oficina de pintura para os mais novos
Bandeiras e não bandeiras – oficina orientada por Carla Mota.
seg 5 out • 16H repúblicas
O que é uma República – tertúlia com António Reis, João B. Serra, Filomena Marona Beja e outros • Encerramento da semana: Cantos no Largo da Achada – Cantos republicanos Italianos por I Giorni Cantati (Calvatone e Piadena) e Cantos com História peio Coro da Achada, com a participação de elementos do Coro Si Bemol et 14/2 (Paris)
Mário Dionísio, escritor e pintor, e a Casa da Achada situada na Mouraria, em Lisboa

A Casa da Achada fica em Lisboa, na Mouraria, bairro histórico, pobre e degradado, no sopé da colina do Castelo, na fronteira com a zona da Baixa.
Foi comprada pela família de Mário Dionísio para nela instalar o Centro Mário Dionísio, alojando aí o seu espólio literário e artístico e o seu arquivo pessoal, além da sua biblioteca, de forma a que estes materiais possam ser utilizados, depois de catalogados e/ou digitalizados, e sejam o ponto de partida para actividades culturais permanentes, que farão da Casa da Achada um espaço cultural do bairro e da cidade, entendido como local de convívio, debate e de aprendizagens do que não é fácil aprender.
Está em formação uma biblioteca pública e um serviço de audiovisuais. Exposições de pintura – uma permanente e outras temporárias -, ciclos de cinema, encontros e pequenos espectáculos constam do programa de actividades. É uma associação sem fins lucrativos – à qual documentos, livros, quadros foram cedidos pela família de Mário Dionísio para conservação, tratamento e disponibilização pública – que está a gerir o espaço e a programar as actividades. Os perto de 60 fundadores, de idades muito variadas, são familiares e amigos de Mário Dionísio, ex-alunos, pessoas que escreveram sobre a sua obra ou que simplesmente a conhecem e que estão interessados em pertencer a um colectivo que divulgue e que a torne útil.
Esta associação chama-se Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Espera por apoios institucionais que não chegaram ainda. Só eles poderão garantir o funcionamento da Casa da Achada a tempo inteiro. Mas entretanto começou a organizar o trabalho e a promover algumas iniciativas públicas.
A parte do Centro de Documentação está remodelada e acessível mediante contacto com a Direcção. Um conjunto de voluntários, sócios e não sócios da Associação, iniciou a catalogação da biblioteca. A zona pública está em obras, que durarão três meses. A inauguração do conjunto está prevista para Setembro ou Outubro deste ano.
No sentido de garantir o seu imediato funcionamento e a divulgação deste projecto, realizou-se (Nov. 08), um leilão de obras de arte oferecidas por mais de trinta artistas. Até agora, realizaram-se algumas pequenas actividades, pelo meio das obras e na rua: no último dia do ano de 2008, uma sessão de desenho para as crianças do bairro, que se chamou «Ano Novo, Vida Nova»; uma tarde em que se mostrou a sócios e colaboradores o que estava feito, além de um vídeo de Regina Guimarães sobre a casa onde Mário Dionísio e donde vieram os materiais já disponíveis, e se explicou a quem estava o que era e viria a ser o Centro de Documentação (Fev. 09); um fim de semana, destinado à população da Mouraria, em que o Centro se apresentou, com leituras de textos de Mário Dionísio, canções com letras suas, documentários e a pintura de um mural a partir de uma maquete de Mário Dionísio que nunca tinha sido realizada. A história deste mural, prestes a ser destruído (talvez esta semana?), está contada aqui pelo nosso colaborador Miguel Castro Caldas (Mar. 09).
A grande razão do nascimento da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio é a vontade de contrariar o esquecimento a que Mário Dionísio tem sido votado, como aliás tantos outros. Do que ele viveu, defendeu e descobriu, cujo conhecimento ajudaria a intervir hoje, sobretudo no campo cultural.
«Este Centro não vai ser nem a Culturgest, nem o Centro Cultural (ou Comercial) de Belém. Não vai ser uma instituição dessas solenes» – disse Vítor Silva Tavares, editor da &etc e elemento da direcção, na altura do leilão organizado por sócios da Casa da Achada. «Não vamos fazer disto nenhum templo da cultura e da arte, mas sim um centro animado e aberto a iniciativas das quais algumas delas nem podemos fazer ideia, contamos com as pessoas».
Mário Dionísio nasceu em Lisboa em 1916 e morreu, também em Lisboa, onde sempre viveu, em 1993.
Escritor (de poemas, de contos e de um só romance), crítico literário e de artes plásticas, ensaísta, colaborador de muitos e muitos jornais, pintor, professor (do ensino secundário e do superior depois do 25 de Abril), pedagogo, Mário Dionísio teve um papel importante na implantação da corrente neo-realista nas décadas 40 e 50, tendo sido protagonista de várias polémicas, pondo em causa a separação que habitualmente se faz entre «forma» e «conteúdo».
Militante do PC no início dos anos 40, abandona em 1952 o PC, que diz que o «expulsou» quando ele já tinha saído. Nunca mais se filiou num partido. Continuou sempre a intervir, pela vida fora, sobretudo no campo da cultura e da pedagogia, campos que não distinguia da política. Depois do 25 de Abril, por duas vezes recusou ser Ministro da Cultura.
Organizador das Exposições Gerais de Artes Plásticas, de oposição ao regime salazarista, expositor desde a 2ª Exposição Geral de Artes Plásticas, em 1947, onde lhe foi apreendido um quadro pela PIDE, fez a sua primeira exposição individual de pintura aos 73 anos.
Mário Dionísio foi casado com Maria Letícia Clemente da Silva, sua companheira de sempre, professora do ensino secundário, expulsa do ensino durante 8 anos no tempo de Salazar. O arquivo pessoal de Mário Dionísio é inseparável do de Maria Letícia, que também está depositado na Casa da Achada. E a biblioteca que lá se encontra é dos dois.
Algumas obras de Mário Dionísio:
POESIA - Poemas, 1941. As solicitações e emboscadas, 1945. O riso dissonante, 1950. Memória dum pintor desconhecido, 1965. Poesia incompleta - 1936-1965, 1966. Le feu qui dort, 1967. Terceira Idade, 1982. PROSA - O dia cinzento, 1944. O dia cinzento e outros contos, 1967. Não há morte nem princípio, 1969. Monólogo a duas vozes – Histórias, 1986. Autobiografia, 1987. A morte é para os outros, 1988. ENSAIO - Ficha 14, 1944. O drama de Vicente Van Gogh, 1953. A Paleta e o Mundo, vol I, 1956, vol II, 1962. Introdução à Pintura, 1963. Conflito e Unidade da Arte Contemporânea, 1958. ENTREVISTAS - Encontros em Paris, 1951.
Início da Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência ( 2 de Outubro na Ass. A Cadeira de Van Gogh)

http://www.marchamundialpt.org/
1 de Outubro às 21h30 - projecção do filme A Valsa com Bashir
2 de Outubro
17h30 - Mini-Marcha pela Paz
21h30 - Debate «Da guerra justa à renúncia da guerra»
22h30 - programa cultural
Associação A Cadeira de Van Gogh
28.9.09
A Massa Crítica de Setembro em Lisboa foi a mais participada de sempre com cerca de 200 «coincidências organizadas»!

Na Bicicletada/Massa Crítica de Lisboa do mês de Setembro de 2009 realizada na passada sexta-feira estiveram presentes perto de 200 ciclistas, o que constituiu um record absoluto de participantes.As praxes são práticas boçais e fascistas. Órgãos de gestão da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto contra as praxes.

O ministro da Ciência e Ensino Superior avisou hoje que não vai tolerar abusos nas praxes académicas, denunciando-os ao Ministério Público para responsabilizar quer os seus autores quer as direcções de instituições que permitam que aconteçam.
“Sempre que tenha notícia da prática de ilícitos nas praxes”, Mariano Gago ameaça dar “imediato conhecimento ao Ministério Público” e usar “os meios aptos a responsabilizar, civil e criminalmente, por acção ou omissão os órgãos próprios das instituições do ensino superior, as associações de estudantes e ainda quaisquer outras entidades que, podendo e devendo fazê-lo”, não tenham feito nada para as evitar.
Numa mensagem enviada aos responsáveis máximos das universidades públicas e privadas e politécnicos, o ministro frisa que “a tolerância de muitos tem-se tornado cúmplice de situações sempre inaceitáveis” com danos físicos e psicológicos. Mariano Gago repudia as “práticas de humilhação e de agressão física e psicológica” com carácter “fascista e boçal” infligidas aos caloiros no ensino superior, “identificadas ou desculpadas como ‘praxes’ académicas”.
Pela “extraordinária gravidade” de algumas destas práticas, impõe-se “uma atitude de responsabilidade colectiva” que “não permite qualquer tolerância” com “insuportáveis violações do Estado de Direito” no meio académico. “A degradação física e psicológica dos mais novos como rito de iniciação é uma afronta aos valores da própria educação e à razão de ser das instituições de ensino superior e deve ser eficazmente combatida por todos: estudantes, professores e, muito especialmente, pelos próprios responsáveis das instituições”, defende o governante.
Os responsáveis pelas instituições não devem disponibilizar, directa ou indirectamente, “recursos materiais ou outras facilidades” para a realização de praxes, mas “intervir de forma activa” junto dos novos estudantes, especialmente os deslocados, e dizer-lhes “com clareza” que podem recusar participar nas praxes sem recear perder direitos, recomenda Mariano Gago. Quanto às associações de estudantes, cabe-lhes promover “uma verdadeira integração na comunidade académica” e recusar acolhimento ou apoios a acções que “põem objectivamente em causa” a “liberdade e a dignidade humana”.
Mariano Gago recordou que a lei que rege as instituições de ensino superior estipula sanções - que podem ir da advertência à expulsão - para actos de “violência ou coacção física ou psicológica” sobre estudantes cometidos nas praxes. O ministro recebeu na semana passada os responsáveis do Movimento Anti-Tradição Académica, que no domingo divulgou que a Universidade Lusíada de Famalicão vai pagar uma indemnização de 90 mil euros à família do jovem universitário que terá morrido na sequência de uma praxe académica.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1402779&idCanal=74
"Praxe académica"
Declaração conjunta dos órgãos de gestão da Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade do Porto
Os órgãos de gestão da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto vêm por este meio tornar público e notório o seu repúdio por toda e qualquer actividade dita de "praxe académica" que envolva humilhação, rebaixamento ou alguma outra forma de menorização de outrem, ainda que realizada sob presumido consentimento dos visados, porquanto se entende que a prática desse tipo de actos, seja de forma simulada ou efectiva, é incompatível com valores que a Faculdade procura formar e que são indissociáveis do exercício das profissões de base social e humana, de que é exemplo magno o respeito pelo outro.
Mais, além de por vezes propenderem para a tipificação de crimes públicos, os actos em causa são sempre atentatórios de direitos inalienáveis de quem a eles está submetido e de quem a eles assiste, designadamente daqueles consignados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde se estabelecem os deveres de salvaguarda da igualdade de direitos, de protecção da dignidade e valor da pessoa humana, e de acção para com o outro em espírito de fraternidade.
Dando eficácia à deliberação conjunta dos órgãos da Faculdade, esta declaração será tornada pública pelo Conselho Directivo no início de cada ano escolar, pelos meios que melhor garantam a sua ampla disseminação junto da comunidade académica.
Porto, 15 de Julho de 2009
Os presidentes dos órgãos de gestão da FPCEUP
http://sigarra.up.pt/fpceup/noticias_geral.ver_noticia?P_NR=2126
Portugal tem um novo desempregado a cada quatro minutos
27.9.09
Contra o militarismo e a guerra, contra a NATO (1ª reunião preparatória em 30 de Setembro no SPGL, em Lisboa)

Em finais de 2010 vai realizar-se em Portugal uma cimeira da NATO e está a desenhar-se na Europa uma vasta rede de organizações contra o militarismo e a guerra, para os quais a NATO tem oferecido um contributo destacado. A designação da campanha internacional que se irá desenvolver é: “No to War, No to NATO”.
O facto de a cimeira se realizar em Portugal coloca a quem aqui reside um desafio especial e uma obrigação particular de participação no movimento anti-NATO.
1ª REUNIÃO PREPARATÓRIA
30 SETEMBRO - 18h00
SPGL (R. Fialho de Almeida, nº 3, LISBOA)
No sentido de colaborar activamente nas realizações que se irão desenvolver, em Portugal e não só, contra a NATO, um grupo de cidadãos decidiu proceder à divulgação de um projecto de constituição de uma rede de pessoas e organizações com o objectivo cívico referido em título.
Para a prossecução daquele objectivo, propõem-se as seguintes premissas de adesão e participação:
Constitui questão decisiva da actuação do grupo, a criação, apoio e divulgação de acções não-violentas contra o militarismo, a guerra e a NATO;
Como movimento vocacionado para unir pessoas, grupos e organizações com o objectivo preciso acima referido, entende-se como elemento central o carácter não-partidário deste movimento, não se excluindo, naturalmente, a adesão de pessoas com filiação partidária;
Todas as decisões, após debate envolvendo todos os aderentes, serão tomadas, tanto quanto possível, por consenso.
Dirigimos-lhe esta mensagem para o convidar a participar na primeira reunião de trabalho, a realizar no dia 30 de Setembro, pelas 18:00, em Lisboa, no SPGL (Rua Fialho de Almeida, nº 3, Lisboa (Metro S. Sebastião).
Temos informações para partilhar e propostas a fazer, bem como recolher as dos outros
participantes e avançar para colocar no terreno acções concretas, com uma coordenação conjunta.
O Colectivo Luta Social e o GAIA integram desde já na Rede Europeia Contra o Militarismo e Guerra: «No to War, Shut Down NATO» e estarão presentes na primeira reunião internacional em Berlim. [PROGRAMA-CONVOCATÓRIA]
Para efeitos de dimensionamento do espaço de realização da reunião, agradecemos a confirmação da vossa disponibilidade, respondendo a esta mensagem, enviando um e-mail para natonao@gaia.org.pt
Invitation to the international working conference “No to War - No to NATO”
16th to 18th of October 2009
Location: Abgeordnetenhaus von Berlin, Niederkirchnerstr. 3-5, 10117 Berlin / NABU, Charitestrasse 3, 10117 Berlin
The Afghanistan Meeting on Friday will take place in Abgeordnetenhaus.
The Conference will take place at NABU (Naturschutzbund). The time does not change!
PROGRAM
Friday, October 16th 2009
3 – 6 pm Meeting of the International Afghanistan Network
Discussion about the political situation in the region and possible common activities against the war
Opening: Reiner Braun
Introduction: Joseph Gerson, USA
7 – 9 pm International public meeting to Afghanistan (needs to be discussed and decided in the German peace movement)
International working conference “No to war - No to NATO”
10.30 am Meeting of the ICC
12.30 - 2 pm Start of the Conference
Welcome by Arielle Denis, Reiner Braun
• Plenary:
Lecture: NATO, Obama and the Crisis
Speaker: Elmar Altvater, Germany
Commentary: Joseph Gerson, USA
Moderation: Arielle Denis
2 – 2.15 pm Short Break
2.15 – 3 pm Plenary:
. Evaluation of the peace politics and actions from the Strasbourg Anti NATO protest up to now (including NATO/EU relations, Nato enlargement to the East including missile shields, NATO/UN agreement, EU elections, Pakistan, NATO strategy debate, eg.)
5-minute-introductions: Monty Schädel (Germany), Arielle Denis (France), Andreas Speck (WRI), Kate Hudson (GB), Petros Constantinou (Greece), Cynthia Cockburn (GB), Temur Pipia (Georgia), Jordy Calvo (Spain)
• Open Discussion
Moderation: Hannelore Tölke
5 – 5.30 pm Break
5.30– 8 pm Plenary:
• Discussion of the political basis of our anti NATO network and the anti NATO campaign of 2010-2012
• Discussion about our NATO campaign: thoughts for future common goals and actions
• Discussion of our position on violence at future actions
Introduction speech: First ideas for political basis and the campaign
Speaker: Reiner Braun
• First discussion
Moderation: Kate Hudson
8 – 8.30 pm Establishment of the working groups for the next day (list of working groups: see Sunday)
Procedure to establish the working groups:
The final decisions on the working groups will be made on Saturday at 8pm. All working groups with more than three interested people will take place. We ask all of you to help - if
you are interested - in preparing and sharing one of these working groups. The preparation
of the working groups should be an ongoing process.
8.30 pm Party
Sunday, October 18th 2009
8.30 – 11.00 am Working groups:
Possible workings groups could be (final decision on Saturday evening)
1. From now to the NATO summit 2010
2. The “future NATO” (global NATO, NATO relations to Russia, etc)
3. NATO/EU, NATO/UN relations
4. Afghanistan/Pakistan and a possible campaign
5. Israel-Palestine
6. Nuclear weapons and NPT
7. Feminist militaristic critics
8. Structure of the network: political basis, coalition building, enlargement (other and further working groups are possible)
11.3 – 1.30 pm Plenary (will be prepared by: Reiner Braun, Arielle Denis, Joseph Gerson, Kate Hudson, Annie McStravick, Andreas Speck, Hannelore Tölke): i.e.
• Summary of conclusions and decisions
• Short report of Lisbon Treaty Referendum Campaign Ireland
• Decisions about organisational structures
• Decision about time and location of the next meeting
2 - 4 pm Meeting of the new “Committee”
Aim of the meeting is to exchange information of the international and national preparations for the NPT Conference in May 2010. Furthermore the meeting aims at preparing in structure and content the international preparatory meeting in Washington, November 2009.
Organisational Notes:
1. Registration: please send an email to: kongress@ialana.de
2. Contribution: 25 Euro, 5 Euro (reduced)
3. We will organize English – French and German simultaneous translation on Saturday and Sunday in the Plenaries.
4. The Afghanistan working meeting on Friday afternoon will be in English, the evening meeting in German and English depending on the speakers.
5. Accommodation: some private accommodation is available. Please send your requests for private accommodation to lucatio@gmx.net. Otherwise please book your own accommodation.
• www.mikonhotels.de
• www.gaestehaus-berlin-mitte.de
• www.baxpax.de
• www.hotel-berlin.tv
6. Changes in the program are possible.
7. We will send a second, detailed program in mid September.
Please feel free to send this invitation to colleagues, friends, and interested organizations.
Invitation to the Conference “No to War – No to NATO” developed by: Reiner Braun, Arielle Denis, Kate Hudson, Annie McStravick, Andreas Speck, Hannelore Tölke
Consultar também a página de WRI (War Resisters International):
http://wri-irg.org
ABBADON (peça de teatro desde 28 de Setembro a 18 de Outubro, às 22h.30 na Casa Viva, no Porto)

Criação, direcção e texto: Hugo Calhim Cristóvão
Criação, actuação e desenhos: Paula Cepeda Rodrigues
Assistência e colaboração: Joana von Mayer Trindade
M./18
duração: 1h e 1/4
lotação: 11 seres humanos
entrada sujeita a marcação:
através dos nºs. 96 5843240 96 6859193
e pelo email nuisiszobop@gmail.com
(diariamente, até às 20h00)
Para texto de apresentação e mais informações ver :
http://nuisiszobop.blogspot.com
Nota : pede-se reserva com antecedência
Abbadon inicia de novo a 28 de Setembro ( Porto)e três semanas em apresentação, intervalo de dois ou três dias durante esse período. Questões de Buchenwald : a entrada continua gratuita, sendo que quem puder ou quiser pode deixar o cartão de crédito mais o código no final, ou uma contribuição que achar justa, ou nada o que é perfeitamente aceitável, ou escrever um texto sobre, lavar o chão, baixar as calças, ou qualquer outra actividade que lhe seja reconfortante, tudo menos sentir-se obrigado a retribuir o que quer que seja, é gratuito.
Quem , por exemplo, tiver um fetiche sexual por ser assaltado queira comunicar e escolher a arma para a ameaça, não se esqueçendo depois de tirar os documentos da carteira. Cuidado igualmente em não deixar dinheiro em demasia no interior da dita. Afinal de contas teatro é uma festa, as opções são inúmeras. Mais questões de Buchenwald: não houve nenhum compromisso na realização deste "trabalho", não há nada a dever a ninguém a não ser a nós mesmos, muito pelo contrário , e a festa é "privada" aberta a testemunhas.
Assim sendo, a entrada para criaturas e actores do Teatro Nacional e Teca, ou circuitos similares se me permite a assembleia se faz favor, parece que não concordam, oligarcas, é de 500 euros por cabeça como imprescindivel donativo. Caso alguma dessas criaturas tenha a infeliz ideia de vir empestar com a sua presença, o que iria roubar lugares a gente boa. O melhor é não deixar entrar de todo, mais simples, disse eu, mas nem toda a gente pensa como eu.
Chegamos a acordo nos 500 euros após ponderação. Nos afins existem outros incluídos. Podem-se abrir excepções, mas caso a caso, e muito bem justificadas, foi proposto e aceite em deliberação conjunta ( eu discordei). O tecanacional poderá sofrer de síndroma de downing, paralisia cerebral, autismo incapacitante ou ter uma família de cinquenta filhos doentes a seu cargo. Situações deste tipo atenuariam a baixeza do seu ganha-pão, argumentaram os oligarcas, perdão, os restantes membros na reunião de irmãos e irmãs.
Os muito novinhos, inconscientes, pode ser igualmente uma questão de dependência drogada de cenouras, informaram-me apelando à minha consciência de cidadão. Oferecemos-lhes uma cenoura e mandamos dizer que a apresentação é no bairro S.João de Deus ás cinco da manhã, que devem ir a comer a cenoura e vestidos de policias , digo eu, procurando conciliar as posições com serenidade e sensatez como é meu hábito. Ainda não sabem, dizem-me a mim, o suborno é uma práctica ilegal dizem-me, são toxicó-cenouró dependentes.
Concluímos e concordamos ( não com o meu voto)que se zurrarem durante meia-hora o mais alto possível a saltar ao pé-coxinho, Hiiiiiii muito agudo, Hóóóóóó muito grave, de um modo convincente, recorrendo a improvisações faladas sobre as suas memórias de burro nos primeiros dois minutos em zurrar livre ( chama-se um "etude" os gajos trabalham muito isso quando fazem Tchekov e Shakespeare ou derivações disse eu, o meu avô já fazia isso para estimular a Gervásia Chaparra na lavoura disseram-me a mim, não é nada um etude disseram-me a mim, eu suspirei, muito triste ) para depois expansivamente zurrarem à desgarrada a sua concepção e entendimento pessoal do Hiiiiiiiiii ! Hóóóóóóóóóóo! .
Mas só os mais autenticamente burros e exibicionistas serão aceites para um desconto de 50 por cento ( dez por cento berrei eu em desespero, ignoraram-me). Terão de comparecer uma hora antes para se poder aquilatar do seu Zurrar (doze horas disse eu, e em jejum, só pelo prazer de chatear, fui de novo ignorado)
Estrategicamente podem os acima referidos, como preparação, analisar e ler previamente à volta da mesa, contextualização e dramaturgia do personagem, os seguintes textos como suporte ( indicações minhas finalmente ouvidas e aceites como sensatas porque construtivas, elogiaram-me, eu bufei )
O Burro de Ouro, de Apuleio- Papel do Burro a Sonhar.
D.Quixote de La Mancha - Papel do Burro do Sancho Pança.
A Reforma Agrária em Portugal, uma análise sociológica - Papel da Mula da Cooperativa.
Isto foi a solução de recurso engendrada pela maioria.
( Ficou registado em acta que discordo da prova por me parecer excessivamente naturalista para o grupo alvo e que me considero uma minoria perseguida e descriminada nos meus direitos, chamei-lhes racistas, ditadores, nazis, e sem vergonhas do, palavra censurada, que vos, palavra censurada )
Para seres humanos é gratuito, resumindo.
Regra geral, os actores e demais pessoas estão na sua maioria incluídos neste grupo, não haverá problemas.
De resto, manos e manas, são as ultimas apresentações no Porto, e as penúltimas de todas .
Espero que estejam cá. Aqui segue o convite.
Solicito particularmente a presença do representante da empresa "AMOR É IN", roscas e chaves de parafusos Lda
Mais, tive de desligar o microfone escondido no leitor de CD que pedi pelo correio, enfiá-lo na banheira e ligar o chuveiro. Acho que avariou. Era telecomandado e lia a várias vozes. Penso que a polifonia em curto circuito soa mais agradável. Que é que isto tem a ver com o assunto ? Nada. Outra vez os oligarcas. E depois, mas qual é o problema? Desde quando é que uma pessoa se deve cingir a um assunto e a uma forma estabelecida de o propor ? Porque é que não posso perguntar ao mundo a razão da inexistência de penicos quadrados ? Não, não, não, não vamos nada jogar aos dados, no máximo aceito rolar os penicos mas só se forem quadrados e atenção que quem dá os copos são vocês. Toca a tirar a rolha do champanhe e a espumar o tecto. Era o que faltava, outra vez os dados. A dádiva é outra, ora bem. Chega de brincadeira.
Dizem-me ao ouvido que devo introduzir um pouco o texto, e a peça, e quando discordo, esmurram-me a orelha.
Acabo de levar uma cepa. Sou agredido, maravilha.
Comecemos pelo nome, cuja relação com o texto e com a peça é poética, não é linear. É apenas um inicio. Abbadon é o anjo, ou demónio, as opiniões divergem consoante a perspectiva, do abismo. Muitas vezes esse abismo esteve nos ensaios e todos os envolvidos num momento ou noutro se perderam. Vimo-nos a transbordar processos que nada tinham de sensato. Obrigaram-me a dizer esta ultima frase, onde é que está a acta ? Mas, quase sempre, acabamos a rir. Ou a chorar. E por aqui chega. Sempre houve generosidade. Bastantes vezes " Inferno". Olá Rimbaud. Mas não é sobre isto. Será sobre "cavar" ? Olá Paul Celan. Talvez. É sobre o Amor. Algo como " meus senhores, vocês vivem mal" ?
Sobre a génese. Eu criei o texto, criei o modo como se ergueu em actos ou como se tornou teatro, criei o seu nascimento para vida. A direcção. A Paula criou os desenhos, e cria A Vida ponto final. É a Vida ponto final. A criação ultima, daquilo que irão ou não ver, portanto, é dos dois, de algo entre os dois, com os dois. Porque qualquer encenador que assuma como sua a criação, ou o espectáculo quando acontece, ou que aceite individualmente os louros, é um sacana de um mentiroso. O habitual " um espectáculo de" . Se receber mais que os actores é um criminoso. Quase sempre. 99,9 por cento sempre.
Gostava de deixar aqui um pequeno pedido: façam-lhes a vida negra. O teatro, quando acontece, é vosso. Não há hierarquia. Há saberes precisos, processos precisos, diferenças precisas. Com dar e receber no concreto, não na letra. Também no salário, também nas condições exteriores. Façam-lhes a vida negra. Recusem-se a ser o brinquedo, a peça na engrenagem. Quando ouvirem expressões como " o meu espectáculo, o meu espectáculo é isto ou aquilo, o trabalho de não sei quem é isto ou aquilo", quando ouvirem várias vezes o "meu, o meu, o meu, o meu, o meu, o meu", destruam-nos. Comam-nos vivos, e despejem-nos em penicos quadrados. Façam-nos sofrer. Cuidado com a treta às custas do vosso material, do experimenta lá a ver se fica , improvisa para mim, vamos ver o que se aproveita para o "nosso" trabalho. Matem -nos. Façam-nos descer até ao nível do chão do palco . Pisem-nos até que sejam pó, até que escorram em papa. Façam-lhes a vida negra. Se o permitirem, porque convém para subir na carreira, ou porque precisam de fazer contratos, ou por questões de nome ou reputação, ou se a vossa vontade for estar do outro lado a vampirizar para o "meu", então: morram. E morram depressa.
Claro que isto implica perder o espírito de putas que é muitas vezes a regra.
Termino com agradecimentos, ou melhor abraços, a algumas pessoas que não estão na ficha técnica, mas que ajudaram, umas vezes por estarem presentes nalguns momentos do processo ou algo de similar, noutros casos simplesmente por existirem para o diálogo e para a biografia.
Por razões primeiras um abraço forte a Mariana Amorim ( sempre ) e a Pedro Salvador.
Pelas segundas a Ramon Vazquez, Gilberto de Lascariz, Isabel Calhim, Luís Rodrigues, Carlos Gouveia Melo, José Rocha Paiva, Frederico Mira George, Vasudeva Reddy, Sónia Barbosa.
Uma palavra final para a Casa Viva : não deve ser por acaso que o unico local onde fomos acolhidos com toda a disponibilidade tenha tão incluida a anarquia na sua natureza.
Vosso,
É só teatro, é só uma festa.
Hugo Calhim Cristóvão.
Tribunal condena Universidade Lusíada ( comunicado do Movimento anti-tradição académica)

Ontem o Tribunal Cível de Famalicão reconheceu a responsabilidade da Universidade Lusíada de Famalicão nos acontecimentos em torno da morte de Diogo Macedo.
Em Outubro de 2001 Diogo Macedo, estudante do 4º ano de Arquitectura e membro da tuna, morreu devido a lesões cérebro-medulares, após acontecimentos ainda por esclarecer na noite em que aparentemente tinha decidido abandonar a tuna por não suportar mais as praxes a que era submetido. Inicialmente a morte tinha sido considerada acidental, mas as suspeitas de um médico do Hospital de S. João fizeram com que mais averiguações fossem efectuadas, tendo a autópsia demonstrado múltiplas escoriações corporais, além da fractura de uma vértebra cervical contraída por agressão e que teria sido a causa da morte.
Na sequência destes factos, dois elementos da tuna foram constituídos arguidos. Contudo, o processo foi arquivado em 2004 por falta de provas, uma vez que seria “impossível imputar à acção de qualquer pessoa concreta a produção das lesões”. Inexplicavelmente, apesar de estarem perto de 20 pessoas nas mesmas instalações que Diogo, nenhuma destas se recordava dos acontecimentos. Após a morte reuniram-se de urgência para alegadamente gizar versões, oportunamente criando uma amnésia colectiva que se apoderou dos “amigos” e “colegas” de Diogo, impedindo-os de fornecerem qualquer pormenor. Numa sessão de tribunal em que as testemunhas estavam a ser ouvidas, o próprio juiz reconheceu o "muro de silêncio" que tinha sido criado. Uma única versão conjunta de nada.
Depois do processo-crime, segue-se o processo cível. A mãe de Diogo Macedo pede uma indemnização de 210 mil euros à Fundação Minerva, que detém a Universidade Lusíada. O tribunal deu como provada a morte, em consequência de lesões provocadas. Este e outros dados levaram o Tribunal Cível de Famalicão a dar como provada a morte do estudante, em consequência de uma pancada, alegadamente, desferida durante a praxe. Estamos agora em Junho de 2009, oito anos após a morte de Diogo Macedo.
Ontem assistimos a uma decisão semelhante à de outros Tribunais relativamente a casos de praxe, numa tendência crescente de responsabilização das faculdades sobre as praxes que nelas se passam. O Tribunal de Vila Nova de Famalicão considerou que a Universidade Lusíada de Famalicão (ULF), não controlou nem evitou as praxes académicas, sendo obrigada a pagar uma indemnização de 90 mil euros à família de Diogo. O Tribunal considerou provado que “Nunca a ré (universidade) teve algum controlo efectivo sobre esse tipo de praxes violentas e humilhantes. Não temos notícia que alguma vez tenha proibido a violência mencionada, aliás os factos apurados mostram a ausência de intervenção”, tendo ainda acrescentado que "Existe uma clara interdependência” com a ULF “que lhe cede espaço, subsidio e publicidade, em troca de evidente publicidade e charme académico que esse tipo de grupos traz à sua academia”.
Este caso merece várias considerações:
- Estranhamente, apenas 3 anos depois da morte de Diogo Macedo os acontecimentos foram tornados públicos, em grande parte devido a uma Grande Reportagem da autoria de Felicia Cabrita. Esta jornalista, numa semana de investigação no local, descobriu mais do que as polícias em três anos – isto, apesar da direcção da Lusíada ter ameaçado de expulsão qualquer aluno que lhe prestasse declarações! Por outro lado, os relatos da mãe deixam claro que a escola sempre soube o que aconteceu; inclusivamente, tentou sempre silenciar as suas tentativas para descobrir as causas da morte do seu filho. Ao que parece, o poder da Universidade Lusíada conseguiu silenciar as vozes que poderiam esclarecer as circunstâncias em que este aluno morreu.
- Nesta tuna (e em todas as outras tunas universitárias), a democracia é inexistente, assim como as regras básicas de respeito pela expressão individual. O relacionamento é totalmente condicionado por uma hierarquia absolutamente rígida. Quem as integra obedece a uma autêntica estrutura de castas com claro prejuízo para quem está "mais abaixo" na cadeia. Este era o caso do Diogo, que apesar de já a integrar há 4 anos continuava a ser "caloiro" e alvo de animosidade, a qual esteve na origem da sua decisão de abandonar o grupo.
- À semelhança do que se passa noutras instituições do Ensino Superior, é evidente a conivência entre Direcções e grupos de estudantes que têm como base a hierarquização, submissão e proliferação de comportamentos repressores e inerentemente violentos. Isto exige uma reflexão por parte da Sociedade e das Instituições sobre aquilo que são e sobre o que pretendem oferecer aos seus alunos. Não podemos perpetuar estas "tradições" imaginárias que se apoderaram do vazio cultural e intelectual que tem caracterizado as escolas nestes últimos anos.
- Este caso extravasa os contornos praxísticos, a gravidade é a de um homicídio. Homicídio que ocorreu no contexto da praxe, numa tuna, entre estudantes, nas instalações de uma Faculdade do Ensino Superior. Estes factos obrigam-nos a pensar na arbitrariedade da "tradição". A "tradição" não pode cobrir de impunidade actos como este, os muros têm de ser derrubados e permitir que a verdade venha ao de cima.
27 de Setembro de 2009
M.A.T.A. - Movimento Anti-"Tradição Académica"
mata.info@gmail.com
http://www.sitiodomata.org/
http://www.blogdomata.blogspot.com/
26.9.09
A Escola da Noite em Coimbra recebe a peça Os Dias Felizes (de Beckett) pelo Centro Dramático de Évora

"Um maravilhoso poema de amor, o canto de uma mulher que ainda quer ouvir e ver o homem que ama."
OS DIAS FELIZES de Samuel Beckett pelo CENDREV(o grupo do Centro Dramático de Évora) no TCSB ( Teatro da Cerca de São Bernardo) em Coimbra
A Escola da Noite acolhe o espectáculo “Os Dias Felizes” de Samuel Beckett, pelo Centro
O espectáculo aborda, segundo o CENDREV, uma "estranha história de amor", em que Winnie é uma personagem que cria o seu presente a partir de fragmentos de uma existência anterior, uma personagem que está a afundar-se na terra, enterrada até à cintura, e que passa o tempo entre a campainha que toca para acordar e a que toca para dormir. Winnie tentará envolver Willie, o seu companheiro, na conversa evocando "memórias de uma vida anterior, em que a mobilidade era possível, contando histórias a si própria e remexendo nos seus objectos dentro do saco". O conflito interior desta perosnagem "reside no facto de o seu interlocutor lhe poder falhar e ter que passar a falar sozinha, coisa que não poderá suportar".
É com grande satisfação que A Escola da Noite, que já produziu dois espectáculos a partir da obra deste dramaturgo irlandês (“Beckett: primeira jornada”, 1996, encenação de António Augusto Barros e “Play Beckett”, 2006, encenação de Sofia Lobo), acolhe no TCSB um dos textos maiores deste autor em cuja obra, de acordo com o CENDREV, "a ironia amarga resulta de um violento contraste entre a esperança que o homem coloca na sua existência e o que realmente obtém dela".
Esta apresentação em Coimbra da companhia alentejana ocorre no âmbito da Plataforma das Companhias da qual fazem parte, para além dos dois grupos de Coimbra e Évora, o Teatro Regional da Serra de Montemuro, o Teatro das Beiras, a Companhia de Teatro de Braga e a ACTA.
Faça-nos companhia!
A Escola da Noite
A Escola da Noite apresenta no TCSB
OS DIAS FELIZES de Samuel Beckett pelo CENDREV
29 e 30 de Setembro terça e quarta 21h30 TCSB
informações e reservas pelo telefone 239718238 telemóvel 966302488
bilhetes entre 6 e 10 Euros duração 105' com intervalo M/16
A Escola da Noite
Teatro da Cerca de São Bernardo
Cerca de São Bernardo
3000-097 COIMBRA
telef 239 718 238
fax 239 703 761
telm 966 302 488
e-mail isabelcampante@aescoladanoite.pt
site www.aescoladanoite.pt
blog http://weblog.aescoladanoite.pt
Quintas de Leitura convida 4 poetas para a sessão imperdível de 29 de Outubro
Abertura de Bilheteira - Dia 24 de Setembro
Levantamento de Reservas - Até ao dia 22 de Outubro
Patrícia Vaz
(Produtora)
Teatro do Campo Alegre
Documentários sobre José Afonso vão ser passados no clube literário do Porto ( dia 2 de Out. às 21h30)
Conferência sobre «The Social Construction of the Self» (28 e 29 de Set. em Alghero, Itália)

Conference: THE SOCIAL CONSTRUCTION OF THE SELF
Alghero, Italy
28-29 September 2009
What are the connections between social cognition and individual selfhood?
How do social relationships contribute to shape our inner self?
Conversely, how much of our mental like is intrinsically “social”, and in what sense?
Is there a sharp boundary between self and other, or these categories require a more nuanced analysis?
If there is an intimate connection between society and selfhood, what is the role of language in this respect?
These are some of the issues to be addressed in this interdisciplinary conference, where leading scholars in philosophy, psychology, and neuroscience are gathered to discuss the extent by which our inner mental life is influenced by the social context we live in.
Conference poster: http://www.media.unisi.it/cirg/fp/conf_social_self.pdf
PROGRAMME
Monday 28 September 2009
09:00: Opening remarks
09:15: Cecilia Heyes (Oxford), The role of learning in the development of mirror neurons
10:15: Coffee break
10:45: Corrado Sinigaglia (Milan), Motor cognition and action understanding
11:45: Peter Hobson & Jessica Hobson (London), Self/other distinction from the perspective of autism
13:00: Lunch
14:30: Matteo Mameli (London), An evolutionary perspective on social cognition
15:30: Shaun Gallagher (Orlando/Hatfield), Social interaction in the phenomenology of agency
16:30: Coffee break
17:00: Cristiano Castelfranchi & Fabio Paglieri (Rome), Self-control as a social problem
18:00: Gregory Currie (Nottingham), Language, narrative and the spread of reputation
20:30: Social dinner
Tuesday 29 September 2009
09:00: Barry Smith (London), Language, self-knowledge and consciousness
10:00: Julian Kiverstein (Edinburgh), Where am I? The extended mind and sociality
11:00: Coffee break
11:30: Till Vierkant (Edinburgh), The extended will: social and natural artefacts for self-control
12:30: Concluding remarks
REGISTRATION
Registration to the conference is free of charge, but people interested to attend should contact as soon as possible Prof. Fabio Bacchini (bacchini@uniss.it): due to the limited number of seats available, requests for attendance will be processed following a first-come, first-served policy.
ORGANIZERS
F. Bacchini (Università di Sassari), C. Castelfranchi (ISTC-CNR Roma), F. Paglieri (ISTC-CNR Roma)
SPONSORS
The event is organized by the research project CONTACT – Consciousness in Interaction: The Role of the Natural and Social Environment in Shaping Consciousness(http://linus.media.unisi.it/cirg/contact/), which is part of the ESF-EuroCORES programme CNCC – Consciousness in Interaction (http://www.esf.org/cncc).
The event is also sponsored by:
Dipartimento di Scienze della Comunicazione – Università degli Studi di Siena
Facoltà di Architettura, Alghero – Università degli Studi di Sassari
Istituto di Scienze e Tecnologie della Cognizione, CNR, Roma
Alguns poetas estiveram reunidos no café Piolho hoje à tarde (reportagem)
Um dos mais emblemáticos cafés da cidade do Porto, o Piolho, foi hoje palco de um encontro de poetas que, entre versos lidos, partilharam experiências e vivências daquele local onde um dia se inspiraram para escrever.
“O Porto sem o piolho seria uma careca calva. O Piolho é maior que o Porto”, sublinhou o poeta João Habitualmente, para quem aquele espaço é dado mais “à conversa, ao fino e ao tremoço” que propriamente à poesia.
Um sentimento não partilhado pela maioria dos restantes convidados, muitos dos quais leram poemas que escreveram dentro das paredes espelhadas do agora centenário Piolho D’Ouro.“O poeta está com sede [e] o mundo assim não avança”, leu Pedro Ribeiro, autor de um poema dedicado “à gaja da mesa do fundo”, escrito ali mesmo, no Piolho, no momento em que lhe “ia oferecer um poema” mas “a gaja” foi lá para fora: “que pena!”.
O café tornou-se assim “sala de estar, abrigo das investidas cobardes da polícia fascista e um espaço de fruição e liberdade” onde também se despertava para os primeiros amores, os “beijos ortopédicos e os charrinhos libertadores”, recordou o poeta João Gesta.
De palco de resistência a ponto de encontro, o café “é um lugar emblemático, de cultura e de construção do raciocínio e liberdade”, referiu Daniel Maia-Pinto Rodrigues. Talvez por isso, destacou Teixeira Guedes, “quem frequenta o piolho tem atitude poética”.
Mas o Piolho não é só feito de passados e tempos idos. A comprovar isso estiveram as poetisas Filipa Leal e Marta Bernardes, que contam estórias de presente, de cidades e memórias que a nova geração precisa de criar.“Ser poeta é ter experiência do indizível e correr atrás do horizonte”, descreveu Marta Bernardes, 26 anos, que defende que “toda a arte encerra um verso” e que “Portugal é, sobretudo, um país de poetas”.Já a professora e poetisa Rosa Alice Branco, para quem a vida sem Piolho “poderia ter sido muito triste”, acredita que em Portugal “há a mania que este é um País de poetas” e que “não se deve escrever se não houver coisas para dizer”.
Mas “os poetas não são portugueses, são de todo o mundo” frisou João Ulisses, que viu o café contribuir-lhe “um pouco para a cirrose” e para quem ser poeta “é estar contra tudo”.O encontro de hoje esteve integrado nas comemorações do centenário do Piolho cuja organização tem sido levada a cabo pela Escola Artística Profissional Árvore e pelos responsáveis Raúl Simões Pinto e Sílvia Silva.
Transcrição da notícia enviada pela agência Lusa
Saída de Campo para Observação de Aves na Albufeira do Caia ( 3 de Outubro de 2009)
Saída de Campo para Observação de Aves na Albufeira do Caia – 3 de Outubro de 2009
Integrada no “Fim-de-semana Europeu de Observação de Aves 2009”, o Núcleo Regional de Portalegre da Quercus vai organizar no próximo dia 3 de Outubro, Sábado, uma saída de campo para observação de aves na Albufeira do Caia.
O “Fim-de-semana Europeu de Observação de Aves” celebra a incrível beleza das aves existentes no nosso continente e tem como objectivo o fomento da conservação das Aves e dos seus Habitats. É uma iniciativa promovida pela associação BirdLife International, sendo coordenada em Portugal pela Sociedade Portuguesa para o Estudo de Aves (SPEA).
A Quercus associa-se a este evento, organizando diversas saídas de campo para observação de aves, sendo que a actividade no distrito de Portalegre decorrerá na Albufeira do Caia (concelhos de Arronches/Elvas/Campo Maior) no dia 3 de Outubro, durante o período da tarde.
Esta saída, que será guiada por colaboradores com experiência na área, abrangerá os diferentes níveis que os participantes possam apresentar, pelo que será aberta a todos os interessados. Para além do percurso pedestre, dirigido à observação, que iremos realizar na zona, a actividade constará também de uma breve abordagem inicial a esta temática.
O início da actividade está previsto para as 14.30 horas, sendo o ponto de encontro em Arronches, no Largo Serpa Pinto, junto ao Centro de Educação Ambiental da Cam. Municipal.
As inscrições, gratuitas, devem ser efectuadas por e-mail ou telefone, para os contactos do Núcleo Regional (portalegre@quercus.pt ou Telfs.: 96 010 70 80 // 93 942 63 71).
Mais informações em:
A Arte e a Natureza - ciclo de conferências na Faculdade de Belas Artes de Lisboa de 7 de Out. a 4 de Novembro

As conferências ocorrerão em Outubro e Novembro, nos dias 07, 14, 21 e 28 de Outubro, e 04 de Novembro, entre as 14h30 e as 18h00, sendo as cinco sessões moderadas por Cristina Azevedo Tavares, Margarida Calado, José Quaresma e Fernando Rosa Dias.
O Ciclo de Conferências A arte e a natureza será acompanhado, em simultâneo, por três exposições alusivas ao tema vigente, designadamente dois conjuntos de obras produzidas à luz do conceito de Environmental Art com 20 autores (conhecidos e emergentes), e ainda, uma exposição intra-muros com 10 autores (conhecidos e emergentes) das áreas da Pintura, Desenho, Escultura e Instalação.
As três exposições realizar-se-ão em três núcleos distintos:
- Galeria da FBAUL, de 8 de Outubro a 20 de Novembro;
- Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, de 9 de Outubro a 30 Novembro;
- Reservatório da Patriarcal (Museu da EPAL), de 2 de Outubro a 20 de Novembro.
A entrada é livre, mas é conveniente fazer a sua inscrição, mediante o preenchimento da ficha de inscrição e respectivo envio para o Gabinete Relações Públicas.
A inscrição concederá o acesso livre às exposições na Galeria da FBAUL, no Reservatório da Patriarcal e no Jardim Botânico da UL. Permitirá ainda o envio posterior de informação relativa às Conferências, nomeadamente um Certificado de Presença com a descriminação das Conferências a que vai assistir.
Contactos
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
Gabinete de Relações Públicas
Largo da Academia Nacional de Belas-Artes
1249-058 Lisboa Portugal
Telefone 213 252 108
Fax 213 252 116
Correio Electrónico gab.rp@fba.ul.pt
Horário Segunda a Sexta › das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 16h30
7 de Outubro de 2009
Moderador: José Quaresma
Adriana Veríssimo Serrão (FLUL)
A essência da ruína: circularidade entre arte e natureza.
Isabel Sabino (FBAUL)
Uma (in) certa natureza.
Susana S. Martins (KUL – Lieven Gevaert Research)
Naturezas de Portugal: autenticidade e identidade nasrepresentações fotográficas.
Rinocerontes, reprodutibilidade e ciência.
Natureza Morta – Reflexões em torno de um género detradição na pintura ocidental.
Do Lápis da Natureza às Coisas, que são como as vemos.
14 de Outubro de 2009
Moderador: Fernando Rosa Dias
Fernando António Baptista Pereira (FBAUL)
“A pintura engana a natureza” — Origens dos géneros “paisagem” e “natureza morta.”
Rui Oliveira Lopes (SFH-CIEBA)
A ideia de natureza na arte chinesa.Da pintura de paisagem à arquitectura de jardins.
Helena Ferreira (FBAUL)
Apropriação especular da natureza na arte contemporânea.
Debate seguido de Lançamento do Livro de Actas dedicado ao tema Arte e Eros.
António Pedro Marques (FBAUL)
Blotting, Bluffing Nature.
Ana Pais (ESTC)
A natureza humana e a imitação.Perspectivas interdisciplinares.
Juan Carlos Ramos Guadix (FBAUG)
La metamorfosis de la imagen plástica.
1,1 milhões de precários e 700.000 desempregados em Portugal !!! « - Porreiro, pá!»
«- Porreiro, pá! »
O que mais é preciso para demonstrar que o capitalismo não serve porque é destrutivo da natureza, de empregos e da felicidade de viver...








