5.10.09

Ciclo de cinema Zapatista na Casa da Horta ( no Porto) ao longo do mês de Outubro (dias 8, 15 e 22 de Out.)




8 de Outubro

22:00h » Apresentação geral do movimento zapatista.

22:30h » Paroles Zapatistes contre l’injustice, 33 min / espanhol e tzeltal / legendado em inglês / México 2002.


O filme narra uma etapa recente da luta dos povos indígenas do México. Através da mobilização da caravana da dignidade de 2001 criou-se a força de um movimento para a autonomia, que se tornou nacional nos últimos anos. Neste filme são traçados paralelos entre as palavras do discurso Zapatista e a realidade nas comunidades de Chiapas. Este documentário mostra-nos testemunhos de pessoas cercadas pelo exército, perseguidas e agredidas por forças paramilitares. Um documentário fundamental para quem pretende entender o significado das recentes mobilizações.

23:00h » La lucha del agua, 15 min / México 2001 / Espanhol Tzeltal / legendado em inglês

Muitas comunidades indígenas em Chiapas não têm acesso a agua potável. “La lucha del agua” explora este problema grave e as estratégias das comunidades Zapatistas para o tentar solucionar. Apoiados pela educação e solidaridade internacional, muitas comunidades começam a construir os seus próprios sistemas de água. Pessoas destas comunidades falam da importância da água para a sua autonomia e como elemento básico na luta contra doenças. A construção desses sistemas serviu-lhes para reflectir sobre a necessidade de proteger os seus recursos de água e representa mais uma forma de resistir a projectos como o “Plan Puebla Panamá”.

15 Outubro

22:00h » Apresentação da cooperativa MutVitz

22:30h » Mut Vitz, l’effort indigène coopératif, 27 min / espanhol tzeltal / legendado em inglês


Este documentário fala-nos de uma cooperativa de cultura biológica de café, do processo de produção comunitária, dos problemas para ampliar a distribuição, dos seus produtos e da forma como comercializam o seu café, “cultivado com práticas ecológicas e elaborado com dignidade”.

22 Outubro
22:00h » Autonomía Zapatista: otro mundo es posible, 70 min / México 2008


Num dos comunicados do EZLN (Agosto 2004), o subcomandante Marcos declarou: “Por eso les digo que vengan, que caminen los pueblos y que ahora sí le pongan audio e imagem a este video” Em Janeiro de 2005 a Arte, Música e Vídeo, uma produtora independente, começou uma pesquisa documental sobre a Autonomia Zapatista. Cinco meses mais tarde, visitaram pela primeira vez o território zapatista com o ante-projecto na mão para o apresentar às “Juntas de Buen Gobierno”. Desde então, têm trabalhado em conjunto com as autoridades autónomas documentando os aspectos-chave deste heróico processo das comunidades indígenas organizadas.

Este projecto responde a esse convite por considerar que a autonomia indígena, a realização mais tangível e notável do movimento zapatista, é proposto como uma nova ordem política com base no princípio de mandar obedecendo, mostra ao mundo inteiro a possibilidade de construir novas relações sociais e um novo exercício politico democrático a partir da capacidade criativa de resistência. Em que consiste o projecto de autonomia zapatista, como se está a desenvolver, quais são as suas contribuições, avanços, conquistas e desafios … são algumas das questões discutidas aqui que incorporam a voz dos protagonistas.

Embora o documentário destaque as conquistas e avanços do processo de autonomia zapatista, não podemos ignorar o contexto em que é feito: a ocupação militar, os grupos paramilitares, a pressão e manipulação por parte dos governos federal, estadual e municipal, as ameaças e inimigos permanentes destas comunidades organizadas que, apesar de tudo, avançam e mostam-nos outra realidade.



Consultar:
Local:
Casa da Horta - associação cultural e restaurante vegetariano
Rua S. Francisco nº 12 A
(à ribeira do Porto, junto à Igreja de S. Francisco)
Porto

Concentração junto à Embaixada do México em Lisboa ( dia 12 Outubro) contra o cultivo de milho transgénico




Pela Soberania Alimentar e pela Cultura Tradicional de Milho do México

Convocamos a população a exigir que todos os alimentos que comemos diariamente sejam livres de transgénicos.
Convocamos os organismos internacionais a condenar ao governo do México por esta violação dos direitos ancestrais dos camponeses, da biodiversidade, da soberania alimentar e do princípio de precaução em centros de origem de um produto básico para a alimentação e a economia mundial.

Dia 12 de Outubro 2009, protesta na embaixada do México contra o cultivo de milho transgénico no México!




A Rede em Defesa do Milho está a promover uma declaração contra os campos de cultivo experimental de milho transgénico no México. Essa declaração já conta com cerca de 6500 assinaturas indiciduais e cerca de 1350 assinaturas de organizações de 74 países.
Gostávamos de ter também o vosso apoio.
Assina a declaração já!
http://endefensadelmaiz.org/Nao-ao-milho-transgenico.html


Porque esta chamada para agirmos dia 12 Outubro?

A Monsanto acabou de perder 18 dos 24 pedidos para cultivo experimental de milho transgénico em campo aberto nas regiões do norte do México. Estas regiões são muito importantes para a Monsanto, pois são áreas de cultivo comercial das variedades tradicionais de milho, de onde sai a maioria do milho que alimenta a população mexicana.
O risco de contaminação das variedades nativas de milho nestas regiões é enorme. A Monsanto está a pressionar o governo mexicano para utilizar essas áreas de cultivo para fazer testes experiementais de transgénicos em campo aberto, o que ainda não aconteceu, mas pode vir a acontecer muito brevemente...

No México, o dia 12 de Outubro é um feriado nacional em que se celebra o Dia da Raça. É um dia para se celebrar a cultura e tradições mexicanas, e nos últimos anos, este dia tem sido cada vez mais utilizado para reinvidicações sociais, protestos civis e em defesa das culturas indígenas.
As variedades de milho tradicionais do México têm um valor incalculável, sendo muito importante defendê-las e protegê-las, pela biodiversidade de variedades que representam e enquanto património cultural e social do México.
No presente contexto, devido à ameaça do milho e transgénico e das grandes corporações que produzem e comercializam estes transgénicos, as variedades tradicionais de milho do méxico estão muito fragilizadas e em risco de serem contaminadas e desaparecerem.
A Vía Campesina começou em Junho uma campanha chamada ““Fuera Monsanto y No al Maíz Transgénico” no México. De dia 11 a dia 16 de Outubro irão realizar diversos protestos em várias regiões do país. A Rede em Defesa do Milho apoia a Via Campesa e irá entregar dia 16 de Outubro as assinaturas obtidas na Declaração, que colocaram online, ao governo mexicano. Nesse dia irão também realizar-se uma série de acções e conferências de imprensa.

Devemos comunicar à Rede em Defesa do Milho as acções concretizadas dia 12 de Outubro em frente às embaixadas do governo do México, de modo a que as acções internacionais sejam notícia na imprensa e media mexicanos.

Neste momento, devido a um clima interno de grande tensão no México, as acções internacionais realizadas pela Europa e noutros pontos do mundo, podem aumentar exponencialmente a ressonância e pressão para com o governo mexicano de modo a não ceder aos desejos da Monsanto, e podem apoiar de forma incondicional os grupos de acção anti-transgénicos no México.

Age já!

Por favor, envie todos os comunicados de imprensa, fotos e outros materiais de acções realizadas dia 12 de Outubro em frente às embaixadas do México, e de outras acções relacionadas perto dessa data, para a Rede em Defesa do Milho (http://www.endefensadelmaiz.org ) para que possam divulgar essas acções no México.
Obrigado!
O seu apoio é precioso!


Manifesto – Em defesa do Milho

Ao povo do México
Aos povos do mundo
Ao governo do México
À Convenção sobre Diversidade Biológica / Protocolo Internacional de Cartagena sobre Biossegurança
À Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação / FAO

As organizações e comunidades indígenas e camponesas, ambientais, de educação popular, organizações de base, comunidades eclesiais, grupos de produtores, integrantes de movimentos urbanos, acadêmicos e cientistas, analistas políticos da Rede em defesa do milho
rejeitamos energicamente o cultivo de milho transgênico no México. Trata-se de um crime histórico contra os povos de do milho, contra a biodiversidade e contra a soberania alimentar, contra dez mil anos de agricultura camponesa e indígena que legaram esta semente para o bem de todos os povos do mundo.
Declaramos que o decreto presidencial do dia 6 de março de 2009, que permite o cultivo de milho transgênico, intencionalmente desconsidera que:
O México é o centro de origem e da diversidade do milho. Existem mais de 59 raças reconhecidas e milhares de variedades, que serão inevitavelmente contaminadas.
Os povos indígenas e camponeses são os que criaram e mantêm esse tesouro genético do milho, um dos principais produtos agrícolas dos quais depende a alimentação humana e animal do planeta.
O milho é o alimento básico da população mexicana. Em parte alguma nenhum lugar o seu consumo cotidiano e em grandes quantidades tem sido estudado como no México. Existem estudos científicos que, com níveis muito menores de consumo, reportam alergias e outros impactos à saúde humana e dos animais alimentados com transgênicos.
As variedades de milho transgênico que se pretendem pretende cultivar no país não resolvem os problemas da agricultura mexicana: são mais caros, pois o custo das sementes e da licença são maiores do que os cultivos convencionais; não aumentam os rendimentos: são iguais ou até diminuem, a menos que haja uma forte incidência de plagas pragas que não são freqüentes no México; requerem mais pesticidas agrotóxicos, pois emitem produzem constantemente a toxina Bt, gerando resistência e pragas secundárias que é preciso controlar com outros pesticidas agrotóxicos.
Provocarão danos à diversidade biológica e ao meio ambiente: sendo o México um país extremamente diverso, nenhum estudo realizado em outras condições é aplicável, porque as variáveis e interconexões aumentam exponencialmente.
Sendo um cultivo de polinização aberta, é impossível evitar a contaminação transgênica do milho quando ele é cultivado a em campo aberto. A contaminação ocorre, também, nos armazéns, no transporte e nas indústrias.
Os transgênicos não servem para a agricultura camponesa nem orgânica, mas irremediavelmente contaminarão as variedades nativas e crioulas de milho, além de constituir uma ameaça à produção orgânica, a qual perderá o seu nicho de mercado.
Todas as sementes transgênicas estão patenteadas e são controladas por seis multinacionais (Monsanto, Syngenta, DuPont, Dow, Bayer, Basf), resultando em uma dependência absoluta dos camponeses e agricultores nessas multinacionais e na criminalização das vítimas da contaminação.
Os povos originários do México criaram o milho e têm sido os guardiões e os criadores da diversidade de variedades que atualmente existem. A soberania alimentar e a preservação dessa diversidade dependem da integridade dos seus direitos. Por isso, a contaminação transgênica é uma ferida à identidade dos povos mesoamericanos e um atentado contra dez mil anos de agricultura. O cultivo do milho transgênico é um ataque frontal aos povos originários e camponeses e uma violação dos seus direitos.
O milho, para os povos que constituímos o México, não é uma mercadoria, mas a origem de uma civilização e a base do sustento das vidas e das economias camponesas.
Não permitiremos que as nossas sementes se percam ou sejam contaminadas por transgenes de propriedade de empresas transnacionais. Não acataremos as leis injustas que criminalizam as sementes e a vida camponesa. Continuaremos cuidando o do milho e a da vida dos povos.
Responsabilizamos pela perda e pelos danos ao milho mexicano às corporações produtoras de sementes transgênicas; ao poder legislativo que aprovou a Lei de Biossegurança e Organismos Geneticamente Modificados (Lei Monsanto) para benefício das empresas; ao governo do México; aos secretários de Agricultura, do Meio Ambiente e da Comissão Inter-secretarial de Biossegurança dos Organismos Geneticamente Modificados (CIBIOGEM), que são os responsáveis pelas medidas finais para eliminar toda proteção legal do milho.
Por todas essas razões:
Rejeitamos o cultivo experimental ou comercial do milho transgênico e exigimos sua proibição no México.
Rejeitamos a “Lei Monsanto”, seus regulamentos e quaisquer outras formas de criminalização das sementes camponesas.
Rejeitamos o monitoramento governamental das roças de milho camponesas, porque é utilizado como pretexto para eliminar ainda mais sementes camponesas.
Assumimos o compromisso e convocamos a todas as comunidades e povos indígenas e camponeses a defender as sementes nativas e a continuar cultivando, guardando, intercambiando e distribuindo suas próprias sementes, e a exercer o direito sobre os seus territórios e impedir o cultivo de milho transgênico.
Convocamos a população a exigir que todos os alimentos que comemos diariamente sejam livres de transgênicos.
Convocamos os organismos internacionais a condenar ao governo do México por esta violação dos direitos ancestrais dos camponeses, da biodiversidade, da soberania alimentar e do princípio de precaução em centros de origem de um produto básico para a alimentação e a economia mundial..

NÃO AO MILHO TRANSGÉNICO!
REDE EM DEFESA DO MILHO

9º aniversário da COSA (Casa Okupada de Setúbal Autogestionada)



9º aniversário da COSA

Sábado 10/10

15:00h: Conversa/Debate sobre Solidariedade Revolucionária a partir de um texto ("discussão sobre solidariedade revolucionária")

20:00h: Jantar “Bela Vida” [Traz comida e bebida]

Domingo 11/10
a partir das 15:00h: Churrascada, música e cinema na rua.

Casa Okupada de Setúbal Autogestionada
Rua Latino Coelho nº2,
Bairro Salgado,
Setúbal
(junto à estação dos autocarros)

Tabacaria ( de Álvaro de Campos) e O Oitavo Poema ( de Alberto Caeiro) interpretados por Nuno Meireles (9 de Out. no Museu do Carro Eléctrico)


Tabacaria (de Álvaro de Campos) + O Oitavo Poema de O Guardador de Rebanhos (de Alberto Caeiro)

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
Aparte isso tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Álvaro de Campos

Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Alberto Caeiro

Entre o sonho de ter tudo dentro de si e o sonho de ter visto Jesus Cristo descer à terra, "tornado outra vez menino" temos Campos e Caeiro. Temos o que podem muito bem ser os seus melhores poemas. Temos dois lados da mesma metafísica e dois lados do mesmo poeta. Temos aquelas palavras que são tão nossas por nunca terem sido realmente de ninguém.

Próxima sexta-feira, dia 9 de Outubro, em monólogo, às 22h, no Museu do Carro Eléctrico.

Duração aproximada
40 min

Entrada
3 €

Museu do Carro Eléctrico
Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, SA
Alameda Basílio Teles, 51
4150–127 Porto


Ficha Técnica

Encenação e Interpretação
Nuno Meireles


Ilustração do cartaz
António Santos
Design Gráfico do cartaz
Enzo Meireles

Apoios
Museu do Carro Eléctrico

Mercedes Sosa ( 9/7/1935 – 4/10/2009) cantora argentina e a grande voz da América Latina

Mercedes Sosa, a lendária cantora argentina, e uma das vozes mais escutadas da América Latina faleceu ontem aos 74 anos.


http://en.wikipedia.org/wiki/Mercedes_Sosa
http://es.wikipedia.org/wiki/Mercedes_Sosa

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercedes_Sosa

Tornou-se célebre a canção cantada por Mercedes Sosa , «Obrigado à vida (com letra de uma outra figura destacada da canção latino-americana, Violeta Parra)



GRACIAS A LA VIDA
( OBRIGADO À VIDA)

Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me dois olhos que, quando os abro
perfeitamente distingo o preto do branco
e no alto céu, o seu fundo estrelado
e nas multidões, o homem que eu amo.

Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me o ouvido que, em toda a amplitude,
grava, noite e dia, grilos e canários
martelos, turbinas, latidos, chuviscos
e a voz tão terna do meu bem amado.

Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me o som e o abecedário
e, com ele, as palavras com que penso e falo
mãe, amigo, irmão e luz iluminando
a rota da alma de quem estou amando.

Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me a marcha dos meus pés cansados
com eles andei por cidades e charcos,
praias e desertos, montanhas e planícies
pela tua casa, tua rua e teu pátio.

Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me o coração que todo se agita
quando vejo o fruto do cérebro humano,
quando vejo o bem tão longe do mal,
quando vejo no fundo do teus olhos claros.

Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me o riso e deu-me o pranto
assim eu distingo a felicidade da tristeza,
os dois materiais de que é feito o meu canto
e o canto de todos, que é o meu próprio canto

Obrigado à Vida
Obrigado à Vida
Obrigado à Vida
Obrigado à Vida







Mercedes Sosa canta Gracias a la Vida
(Letra de Violeta Parra )

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me dio dos luceros que cuando los abro
perfecto distingo lo negro del blanco
y en el alto cielo su fondo estrellado
y en las multitudes el hombre que yo amo.

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
me ha dado el oido que en todo su ancho
graba noche y dia grillos y canarios
martillos, turbinas, ladridos, chubascos
y la voz tan tierna de mi bien amado.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me ha dado el sonido y el abedecedario
con él las palabras que pienso y declaro
madre amigo hermano y luz alumbrando,
la ruta del alma del que estoy amando.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me ha dado la marcha de mis pies cansados
con ellos anduve ciudades y charcos,
playas y desiertos montañas y llanos
y la casa tuya, tu calle y tu patio.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me dio el corazón que agita su marco
cuando miro el fruto del cerebro humano,
cuando miro el bueno tan lejos del malo,
cuando miro el fondo de tus ojos claros.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto
me ha dado la risa y me ha dado el llanto,
asi yo distingo dicha de quebranto
los dos materiales que forman mi canto
y el canto de ustedes que es el mismo canto
y el canto de todos que es mi propio canto.

Gracias a la Vida
Gracias a la Vida
Gracias a la Vida
Gracias a la Vida





Duerme negrito
(Popular - Atahualpa Yupanqui)


Duerme, duerme negrito,
que tu mama está en el campo, negrito...

Duerme, duerme negrito,
que tu mama está en el campo, negrito...*

Te va a traer codornices para ti,
te va a traer rica fruta para ti,
te va a traer carne de cerdo para ti.
te va a traer muchas cosas para ti.
Y si negro no se duerme,
viene diablo blanco
y ¡zas! le come la patita,
¡chacapumba, chacapún…!

Duerme, duerme negrito,
que tu mama está en el campo, negrito...

Trabajando,
trabajando duramente, trabajando sí,
trabajando y no le pagan, trabajando sí,
trabajando y va tosiendo, trabajando sí,
trabajando y va de luto, trabajando sí,
pa'l negrito chiquitito, trabajando sí,
pa'l negrito chiquitito, trabajando sí,
no le pagan sí, va tosiendo sí
va de luto sí, duramente sí.

Duerme, duerme negrito,
que tu mama está en el campo, negrito...



DISCOGRAFÍA DE MERCEDES SOSA


EN SOLITARIO

Canta Mercedes Sosa/La voz de la zafra (Mercedes Sosa) [1959]
Canciones con fundamento (Mercedes Sosa) [1965]
Yo no canto por cantar (Mercedes Sosa) [1966]
Hermano (Mercedes Sosa) [1966]
Para cantarle a mi gente (Mercedes Sosa) [1967]
Con sabor a Mercedes Sosa (Mercedes Sosa) [1968]
Mujeres argentinas (Mercedes Sosa) [1969]
Navidad con Mercedes Sosa (Mercedes Sosa) [1970]
El grito de la tierra (Mercedes Sosa) [1970]
Homenaje a Violeta Parra (Mercedes Sosa) [1971]
Hasta la victoria (Mercedes Sosa) [1972]
Cantata Sudamericana (Mercedes Sosa) [1972]
Traigo un pueblo en mi voz (Mercedes Sosa) [1973]
A que florezca mi pueblo (Mercedes Sosa) [1975]
En dirección del viento (Mercedes Sosa) [1976]
Mercedes Sosa interpreta a Atahualpa Yupanqui (Mercedes Sosa) [1977]
Serenata para la tierra de uno (Mercedes Sosa) [1979]
A quien doy (Mercedes Sosa) [1980]
Gravado ao vivo no Brasil (Mercedes Sosa) [1980]
Mercedes Sosa en Argentina (Mercedes Sosa) [1982]
Mercedes Sosa (Mercedes Sosa) [1983]
Como un pájaro libre (Mercedes Sosa) [1983]
Recital (Mercedes Sosa) [1983]
Será posible el sur (Mercedes Sosa) [1984]
Vengo a ofrecer mi corazón (Mercedes Sosa) [1985]
Mercedes Sosa ´86 (Mercedes Sosa) [1986]
Mercedes Sosa ´87 (Mercedes Sosa) [1987]
Amigos míos (Mercedes Sosa) [1988]
La Negra (Mercedes Sosa) [1988]
En vivo en Europa (Mercedes Sosa) [1990]
De mí (Mercedes Sosa) [1991]
30 años (Mercedes Sosa) [1993]
Sino (Mercedes Sosa) [1993]
Gestos de amor (Mercedes Sosa) [1994]
Disco de oro (Mercedes Sosa) [1995]
Escondido en mi país (Mercedes Sosa) [1996]
Alta Fidelidad (Mercedes Sosa) [1997]
Al despertar (Mercedes Sosa) [1998]
Misa Criolla (Mercedes Sosa) [2000]
Acústico (Mercedes Sosa) [2002]
Corazón libre (Mercedes Sosa) [2005]
Cantora 1 (Mercedes Sosa) [2009]
Cantora 2 (Mercedes Sosa) [2009]

SINGLES Y EP

Niño de mañana (Mercedes Sosa) [1975]
O Cio da terra (Mercedes Sosa) [1977]
Si se calla el cantor / Guitarra de medianoche (Mercedes Sosa - Horacio Guarany) [1977]

COLECTIVOS

Romance de la muerte de Juan Lavalle (Obra colectiva) [1965]
Argentina canta así Vol 3 (Obra colectiva) [1972]
Argentina '72 (Obra colectiva) [1973]
Voices of Freedom Concert (Serenata Guayanesa - Hernán Gamboa - Mercedes Sosa) [1982]
Abril en Managua (Obra colectiva) [1983]
Homenaje a Picasso (Obra colectiva) [1983]
Si se calla el cantor (Mercedes Sosa y Gloria Martín) [1983]
La mémoire chantée de Régine Mellac (Obra colectiva) [1984]
14. Festival des politischen Liedes (Obra colectiva) [1984]
Corazón Americano (Mercedes Sosa - León Gieco - Milton Nascimento) [1985]
La paz del mundo comienza en Centroamérica - Olof Palme in memoriam (Obra colectiva) [1986]
17. Festival des politischen Liedes (Obra colectiva) [1987]
Convivencia (B.S.O.) (Obra colectiva) [1994]
Todas las voces todas (Obra colectiva) [1996]
Chiapas (Obra colectiva) [1996]
Homenaje a Jorge Cafrune (Obra colectiva) [1997]
Consagrados en Cosquín Vol. 1 (Obra colectiva) [1997]
Consagrados en Cosquín Vol. 2 (Obra colectiva) [1997]
Pampa del indio (Obra colectiva) [1998]
Armando Tejada Gómez (Obra colectiva) [1999]
Honrar la vida (Obra colectiva) [1999]
Yo tengo tantos hermanos. Homenaje a Yupanqui (Obra colectiva) [2001]
Canción para Vieques (Obra colectiva) [2001]
Argentina quiere cantar (Víctor Heredia - Mercedes Sosa - León Gieco) [2003]
Gieco Querido! Cantando al León Vol. 1 (Obra colectiva) [2008]

COLABORACIONES

América joven, vol II (César Isella) [1970]
El Santo de la Espada (B.S.O) (Ariel Ramírez) [1970]
Güemes (B.S.O) (Ariel Ramírez) [1971]
Ahora y aquí (Los Arroyeños) [1973]
Geraes (Milton Nascimento) [1976]
Sentinela (Milton Nascimento) [1980]
Traduzir-se (Raimundo Fagner) [1981]
Escondo mis ojos al sol (Nito Mestre) [1983]
Querido Pablo (Pablo Milanés) [1986]
Taki Ongoy (Víctor Heredia) [1986]
La cuca del hombre (Raul Ellwanger) [1986]
Beth (Beth Carvalho) [1986]
Si me voy antes que vos (Jaime Roos) [1986]
Bienvenido (Tomás González) [1988]
Cómplices (Alberto Cortez) [1989]
Diamonds & rust in the bullring (Joan Baez) [1989]
Corazón libre (Rafael Amor) [1989]
Singer in the storm (Holly Near) [1990]
17 songs (Maria Farantouri) [1990]
En tiempo real (Julia Zenko) [1991]
El amor después del amor (Fito Páez) [1992]
Otro sueño (Gabriel Ogando) [1993]
Señora cuénteme (Gian Marco) [1994]
Rock gitano (Pata negra) [1994]
Canción con todos... sus amigos (Gonzalo Rei) [1994]
Juntando almas II: La memoria del tiempo (Lito Vitale) [1995]
Borrando fronteras (Peteco Carabajal) [1995]
Nana latina (Nana Mouskouri) [1996]
Historias populares (Peteco Carabajal) [1996]
Argentina mía (Jairo) [1997]
Orozco (León Gieco) [1997]
Lo que me costó el amor de Laura (Alejandro Dolina) [1998]
19 nombres de mujer (Los Sabandeños) [1998]
La historia esta vol. 6 (León Gieco) [1998]
Cuerpo y alma (Pedro Aznar) [1998]
Spicy (Lagos - González - Lapouble Trío) [1998]
Algo más de amor (Francis Cabrel) [1999]
María (María Graña) [1999]
Eterno Buenos Aires (Rodolfo Mederos) [1999]
Caja de música (Pedro Aznar) [1999]
Cuando es preciso (María Soledad Gamboa) [1999]
Todos somos Chalchaleros (Los Chalchaleros) [2000]
Desde adentro (Dúo Coplanacu) [2000]
Amor (Rafael Amor) [2000]
En vivo (Víctor Heredia) [2000]
Cosas del corazón (Abel Pintos) [2001]
Sí (Detrás de las paredes) (Sui generis) [2001]
Flores y ayuno (Claudio Sosa) [2001]
Hierro forjado (Franco Battiato) [2001]
Sueños (Natalia Barrionuevo) [2001]
Canciones blindadas (Piero) [2001]
Stis Gitonies Tou Notou (Apurimac) [2001]
Tierra contada (Federico de la Vega) [2002]
Razones (Ricardo Flecha) [2002]
Tango Canción (Horacio Molina) [2002]
En vivo I (Víctor Heredia) [2003]
Chango sin arreglo (Chango Farías Gómez) [2003]
País (Coqui Sosa) [2004]
Parking Completo (David Broza) [2004]
La noche final (Los Chalchaleros) [2004]
El canto de los Karaí (Ricardo Flecha) [2005]
Sueños de un hombre despierto (Ismael Serrano) [2007]
Gracias a la vida (Guadalupe Pineda) [2007]
Almas en el viento (Juan Carlos Cambas) [2007]
Shake away (Lila Downs) [2008]
Igual a mi corazón (Liliana Herrero) [2008]

Ciclo A Paleta e o Mundo na Casa da Achada a partir do dia 24 de Outubro


O Ciclo A Paleta e o Mundo começa no dia 24 de Outubro.

Desta obra que levou mais de dez anos a escrever e que, publicada em fascículos, deu origem a dois grossos volumes ilustrados, com arranjo gráfico de Maria Keil, cuja publicação acabou em 1962, disse o autor: «não é uma história, não é um tratado, nem se dirige a especialistas. Quereria antes ser uma longa conversa».

De A Paleta e o Mundo disse José-Augusto França: «é uma proposta de cultura no domínio das artes picturais em que a crítica das obras e os factos biográficos se encadeiam com abundantes referências e citações de crónica especializada, revelando vastíssima bagagem de leitura.

Trabalho de largo fôlego, de uma envergadura ensaística nunca antes pretendida nas suas quase mil páginas, a obra de Mário Dionísio marca uma época».

A primeira parte do livro coloca e discute um conjunto de questões sobre a Arte e a sua relação com a Sociedade. Foi mais tarde publicada separadamente com o título Introdução à pintura.
As segunda, terceira e quarta partes percorrem a pintura ocidental desde o século XVIII até meados do século XX, altura em que o livro foi escrito.

Existe ainda no mercado uma edição em cinco volumes sem ilustrações, publicada no início dos anos 70, também pelas Publicações Europa-América.

http://noticias.centromariodionisio.org/?p=162

2.10.09

Curso sobre Teatro do Oprimido na Faculdade de Psicologia e das Ciências da Educação da Universidade do Porto ( abertas as inscrições)

Vem o Serviço para a Educação Contínua da FPCE.UP e o NTO-Porto Núcleo Teatro Oprimido do Porto informar os/as interessados/as que estão abertas as inscrições para o Curso de Formação:

TEATRO DO OPRIMIDO
(Curso de 36 Horas - 27/10/2009 a 11/11/2009), tendo como Responsável Científico o Professor Doutor Rui Trindade e como Formador Dr. Hugo Cruz.

Os conteúdos programáticos que irão ser abordados nas sessões:
- O Teatro do Oprimido (TO)

- Contextualização Histórica;
- O método do TO e suas técnicas;
- Noção de opressão e "espect-actor";
- A relação opressor-oprimido;
- Jogos e exercícios teatrais;
- O teatro-imagem e teatro-fórum;
- O papel do curinga/facilitador;
- Visualização e discussão de experiências de TO;
- Construção e discussão de cenas de fórum a partir de situações da realidade;
- Aplicações possíveis do TO em contextos diversos.

Para informações mais detalhadas, propina e inscrições desta acção, consulte o nosso site em www.fpce.up.pt/gec
SEC - Serviço para a Educação ContínuaFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto
e-mail: educacaocontinua@fpce.up.pt
Telefone: 226 061 890 / Fax: 226 079 725
site: http://www.fpce.up.pt/gec


NTO-Porto
www.apele.org
www.associacaopele.blogspot.com

Arquitectura de Terra ( preparação para futuros encontros em Coimbra)

Este evento terá lugar daqui a algum tempo, de 20 Fevereiro 2010 a 23 Fevereiro 2010 .

Pede-se que informem os vossos amigos e praticantes para que a sua participação possa ser planeada com calma e torne o evento mais rico.

Arquitectura de terra - 6º ATP / 9º SIACOT
Universidade de Coimbra, CEAUCP

Objectivos
Acentuar e alargar o âmbito disciplinar da construção e do património em terra..
Fomentar o debate e a transferência de conhecimentos com vista ao estímulo e à realização de projectos comuns envolvendo a arqueologia, a arquitectura, a engenharia, a antropologia e outras disciplinas que se reconheçam nesta temática..
Promover a colaboração universitária no domínio da investigação relativa à construção e conservação da arquitectura em terra .
Contribuir para a melhoria na qualidade da construção..
Participar na formação e consequente preparação dos técnicos envolvidos na construção e conservação da arquitectura em terra.
Aprofundar e contribuir para o desenvolvimento sustentável à escala local e nacional..
Difundir a arquitectura contemporânea em terra, promovendo o uso de materiais naturais com maior eficiência energética, assim como estratégias para formação local, com maior integração social.


Temas dos Painéis
1. Arqueologia, Arte e Antropologia

2.Património e Conservação3
.Técnicas, Construção, Investigação e Desenvolvimento
4.Arquitectura Vernácula e Contemporânea

Organização
UC, EAUCP, ESG , FCO , CdT, PROTERRA


Contactos
Maria Fernandes, Conceição Lopes

Telefones+351 239 851603
E-mails
6atp9siacot@gmail.com, i
nfo@centrodaterra.org

Sítioswww.esg.pt/6atp, www.uc.pt/uid/cea/6atp

Fonte: http://www.igespar.pt/agenda/3/173/
CEAUCP - Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto
FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia, UC - Universidade de Coimbra,
ESG / Escola Superior Gallaecia,
FCO / Fundação Convento da Orada,

CdT / Associação Centro da Terra e Rede Ibero-Americana PROTERRA são os organizadores e anfitriões do 6ºATP - 6º Seminário de Arquitectura de Terra em Portugal e 9ºSIACOT - 9º Seminário Ibero-Americano de Arquitectura e Construção com Terra, que se realizará de 20 a 23 de Fevereiro de 2010, em Coimbra, Portugal.

Criado em 2003, o seminário de Arquitectura de Terra em Portugal (ATP) tem evoluído de uma forma crescente com a ampla adesão de profissionais, investigadores e académicos.
Em 2003 e 2004, o 1ºATP e 2ºATP realizam-se em Lisboa; em 2005, o 3ºATP reúne-se ao 4º SIACOT em Monsaraz; em 2006, o 4ºATP realiza-se em Ouro Preto, Brasil (associa-se ao 1ºACTB, originando o Terra Brasil 2006); e em 2007, o 5ºATP realiza-se em Aveiro.

O seminário cresce em dimensão e na abrangência e crescente investigação, adquirindo um espaço importante no estudo e protecção do património, arquitectura, técnicas, construção, conservação e investigação da arquitectura de terra. O seminário ATP abrange igualmente uma maior internacionalização e interdisciplinaridade entre arquitectura e disciplinas, como a engenharia, história, conservação, arqueologia e antropologia. A qualidade das comunicações e o crescente interesse do público e da comunidade científica confirmam a dimensão internacional e o contributo português para o desenvolvimento desta área científica.

A Política para além da Política ( ciclo de debates de 13 de Out. até 24 de Nov. no teatro Maria Matos, numa iniciativa da Unipop)

Consultar: http://u-ni-pop.blogspot.com/

A POLÍTICA PARA ALÉM DA POLÍTICA

ciclo de sete debates da Unipop e do Maria Matos
DE 13 DE OUTUBRO A 24 DE NOVEMBRO de 2009.


SEMPRE ÀS 18H30 DE TERÇA-FEIRA
NO BAR DO TEATRO MARIA MATOS.

Entrada livre


Política. Provavelmente, nas duas últimas décadas, não haverá palavra cuja crise tenha sido mais vezes anunciada. A simples enunciação do termo parece suscitar cansaço, fastio, ou na melhor das hipóteses um comentário irónico, céptico, cínico. E contudo não existe outro caminho que não o de voltar uma e outra vez a discutir política, a questão estando no que se entende por política.

Por isso dizemos que este ciclo de sete debates propõe levar a política para além da política e a fórmula sinaliza a vontade de extravasar os debates que predominam na agenda da política institucional, reunindo preferencialmente analistas políticos, ministros, jornalistas, deputados, técnicos de sondagens ou cientistas políticos.

Decorrendo ao fim das tardes de terça-feira, no bar do teatro maria matos, este ciclo trata então de construir um mapa de problemas, da ideia de representação à questão do populismo, passando pela política da plebe ou da multidão, do conceito de biopolítica às políticas de identidade e abordando a relação entre política e polícia.



debate n.º 1
13 de Outubro
POLÍTICA, RAZÃO E EMOÇÃO
Com Manuel Villaverde Cabral e Manuel Loff

A frequente utilização da ideia de populismo tem levado à sua banalização, a ponto de ser legítimo perguntar se nos tempos que correm populismo não é apenas a forma mais rápida de desautorizar projectos políticos de que se discorda. Simultaneamente assistimos a uma crescente tecnicização do debate político, definindo-se a política enquanto assunto de especialistas que deverá privilegiar um tratamento preferencialmente racional, de acordo com o qual uma qualquer relação entre política e emoção reveste um sentido patológico.

Autor de várias obras, de O Operariado nas Vésperas da República a Cidadania e Equidade Política em Portugal, Manuel Villaverde Cabral é investigador coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Lisboa, sendo actualmente Vice-Reitor da Universidade de Lisboa. Manuel Loff é historiador, professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e tem vários trabalhos na área da História. Publicou recentemente O Nosso Século é Fascista! - O mundo visto por Salazar e Franco (1936-1945).


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debate n.º 2
20 de Outubro
POLÍTICAS DE IDENTIDADE
Com Miguel Vale de Almeida e António Figueira

Nas últimas décadas, a palavra identidade tornou-se um conceito recorrente no debate político. A nível dos movimentos sociais tem sido frequentemente defendida a necessidade de construir identidades que, fundindo dimensões políticas e culturais, permitam a várias figuras subalternas – colonizados, camponeses, indígenas, negros, mulheres, gays – forjar um poder de resistência e transformação que reaja às políticas de identidade dominantes, baseadas no colonialismo, no racismo, no machismo ou na homofobia. Entretanto, este identitarismo estratégico tem sido igualmente criticado pelo facto de ser incapaz de trabalhar uma alternativa que coloque em causa a própria ideia de uma política baseada na noção de identidade, deixando assim por problematizar categorias como nação, género ou família.

Miguel Vale de Almeida é antropólogo e professor no ISCTE. É também activista em movimentos lgbt. Tem várias obras publicadas sobre corpo, “raça” e género. Publicou recentemente A Chave do Armário – Homossexualidade, Casamento e Família. António Figueira doutorou-se em História Contemporânea das Relações Internacionais pelo ISCTE, com uma tese intitulada A Invenção das Minorias? A definição de “minoria nacional” no âmbito da aplicação da convenção-quadro de 1998 e a evolução do regime de protecção das minorias nacionais na Europa. Foi professor de assuntos europeus, nomeadamente na Universidade Autónoma de Lisboa e no ISCTE.

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debate n.º 3
27 de Outubro
A POLÍTICA ‘A PARTIR DE BAIXO’
Com Fátima Sá e Paula Godinho

Quando falamos de política tendemos a conceber uma actividade profissional que ocupa o quotidiano de executivos governamentais e representantes parlamentares. Entretanto sabemos que esta limitação destitui de politicidade a actividade dos que estão à margem daqueles círculos institucionais. Importa por isso recolocar a relação entre política e grupos menos privilegiados num plano de debate que não esteja subordinado aos critérios definidos no quadro daqueles círculos institucionais, critérios estes que tendem a ignorar o que se poderia entender como experiências plebeias da política, experiências que remetem para conceitos como "economia moral da multidão" ou "armas dos fracos" e ecoam a história de inúmeros casos de resistência quotidiana e rebeldia popular.

Fátima Sá é historiadora, professora no ISCTE. Tem trabalhado sobre história dos movimentos sociais, história da cultura popular e história conceptual. Entre outros, publicou Rebeldes e Insubmissos – Resistências Populares ao Liberalismo (1834-1844). Paula Godinho é antropóloga, leccionando na FCSH-UNL. Tem desenvolvido pesquisa, entre outros temas, em torno de movimentos sociais e contextos de fronteira. Publicou, entre outras obras, Memórias da Resistência Rural no Sul – Couço (1958-1962).

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debate n.º 4
3 de Novembro
A CRISE DA REPRESENTAÇÃO
Com José Bragança de Miranda e Ricardo Noronha

De forma a dar conta da distância entre uma elite de representantes e o conjunto dos representados, é amiúde referido que vivemos em plena crise da representação. Assim, os debates em torno da abstenção ou dos votos em branco, ou a referência ao enfraquecimento dos poderes dos Estados nacionais no quadro da globalização, alimentam a ideia de uma crescente crise da representação. Paralelamente, a problemática da representação convoca um debate cujo alcance supera a actualidade político-institucional. No quadro da política, mas não só aqui, o ideal de representação parece pressupor a possibilidade de uma relação incorruptível entre quem representa e aquilo que é representado. De tal modo assim seria que, na relação estabelecida entre governante e governado, o sujeito primeiro reflectiria transparentemente o objecto representado. Contudo, se não estivermos seguros desta transparência, o debate da representação deverá começar por perguntar se a representação é sempre um lugar de crise e, por outro lado, questionar se é possível pensar em política e em democracia além da representação.

José Bragança de Miranda é professor de Ciências da Comunicação na FCSH-UNL e professor convidado na Universidade Lusófona. Entre outros, publicou Queda sem fim, Teoria da Cultura e mais recentemente Corpo e Imagem. Ricardo Noronha é historiador, investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, onde realiza o seu doutoramento acerca da nacionalização da banca no pós-25 de Abril.

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debate n.º 5
10 de Novembro
POLÍCIA E POLÍTICA
Com Manuel Deniz Silva e Tiago Pires Marques

Em vários países do século XX, a memória da polícia política remete necessariamente para os tempos da ditadura e sabemos que a crítica desses tempos cria uma oposição radical entre a ideia de polícia e a ideia de política. E hoje ainda, quando se trata de debater a relação entre política e polícia, é de um exercício físico e violento do poder de Estado que estamos muitas vezes a falar. Entretanto, polizei, policy, política, polícia, são palavras que percorrem um mesmo universo histórico, num quadro de continuidade e de ruptura que envolve a administração interna, a ordem pública, o direito, a estatística. Neste contexto, e partindo das aproximações de Michel Foucault e Jacques Rancière, esta sessão procura situar o debate político à luz de um mais amplo entendimento da relação entre polícia e política.

Manuel Deniz Silva é investigador do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança, da FCSH-UNL. Realizou doutoramento em Paris sobre a História da Música em Portugal e trabalha actualmente sobre música e cinema. Tiago Pires Marques é historiador, investigador na Universidade de Paris I. A sua investigação tem incidido sobre a história do direito penal, do sistema prisional e da criminologia. Publicou, entre outros, Crime e Castigo no Liberalismo em Portugal.

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debate n.º 6
17 de Novembro
A BIOPOLÍTICA
Com António Guerreiro e Nuno Nabais

Nos últimos anos, a biopolítica de Michel Foucault tornou-se um sugestivo lugar de debate. O recurso ao conceito parece anunciar que a discussão da política terá que decorrer num plano que extravasa largamente o domínio do institucional, alastrando-se a todas as esferas da vida, no momento em que emergem novas técnicas de governo da população. Entretanto, e a partir da obra de autores como Giorgio Agamben, Roberto Esposito ou Antonio Negri, a noção de biopolítica tem sido objecto de interpretações diversas, por vezes até contraditórias, nuns casos apresentando o conceito como "grito de alerta" contra o actual estado das coisas, noutros interpretando-o como gesto de abertura de novos campos de poder político.

António Guerreiro é crítico no jornal Expresso, tradutor e ensaísta. Tem trabalhado particularmente autores como Walter Benjamin e Giorgio Agamben. Nuno Nabais é professor de filosofia na Universidade de Lisboa e autor, entre outros, de A Metafísica do Trágico. Estudos sobre Nietzsche. É ainda coordenador da Fábrica de Braço de Prata.

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debate n.º 7
24 de Novembro
DA CIÊNCIA POLÍTICA À FILOSOFIA
Com Bruno Peixe, Lisete Rodrigues e Eduardo Pellejero

Ao longo dos últimos anos, os cientistas políticos assumiram um lugar proeminente no comentário e na análise política. Assumindo frequentemente a figura do especialista e do perito, os seus comentários tendem a focar preferencialmente dinâmicas eleitorais e institucionais e, de forma visível em Portugal, a ciência política tem conhecido assinalável desenvolvimento académico, demarcando-se da História, da Antropologia ou da Economia Política. Entretanto, nos últimos anos também assistimos a uma recuperação da filosofia enquanto discurso que é condição da política – e vice-versa – e que em certos casos vem mesmo rejeitar a própria ideia de uma articulação entre ciência e política. Esta sessão procura debater o lugar do conhecimento e das ideias na vida política.

Bruno Peixe é investigador da NUMENA. Economista de formação, realiza mestrado em filosofia e tem-se interessado particularmente pela obra de Alain Badiou. Lisete Rodrigues é doutoranda em filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde desenvolve uma tese acerca do pensamento político de Espinosa, Hannah Arendt e Alain Badiou. Eduardo Pellejero realiza actualmente pós-doutoramento em Filosofia, na FCT-UTL. Tem vários trabalhos publicados, nomeadamente acerca de Gilles Deleuze.

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SUGESTÕES DE LEITURA PARA OS DEBATES
No jornal do Teatro Maria Matos, que é possível encontrar aqui, deixámos uma sugestão de leitura para cada um dos debates. Está tudo entre as páginas páginas 23 e 27. A selecção dos textos é da exclusiva responsabilidade da unipop. Aqui fica a lista:

Para o debate do dia 13 de Outubro…
O POPULISMO SEGUNDO ERNESTO LACLAU

Para o debate de dia 20 de Outubro…
ERIC HOBSBAWM E AS POLÍTICAS DE IDENTIDADE

Para o debate de dia 27 de Outubro…
A MULTIDÃO DE E.P.THOMPSON

Para o debate de dia 3 de Novembro…
PIERRE BOURDIEU E O MISTÉRIO DO MINISTÉRIO

Para o debate de dia 10 de Novembro…
POLÍCIA, POLÍTICA, FOUCAULT E RANCIÈRE

Para o debate de dia 17 de Novembro…
PETER PÀL PELBART, BIOPOLÍTICA E BIOPOTÊNCIA NO CORAÇÃO DO IMPÉRIO

Para o debate de dia 26 de Novembro…
BADIOU, FILOSOFIA & POLÍTICA

1.10.09

Calendário agrícola: o que se deve fazer nos campos, nas hortas, no jardim




Acerca de «Calendário Agrícola»

As informações apresentadas neste conjunto de páginas acerca da agricultura portuguesa ao longo do ano foram obtidas num antigo almanaque de 1996, editado pelo Ministério da Educação - Departamento de Educação Básica, em Dezembro de 1995, concebido, organizado e redigido por Maria Luísa Jotta e Maria Margarida Bénard da Costa, com concepção gráfica de Cecília Guimarães.

Na concepção destas páginas para o formato electrónico (Internet), procurámos manter, tanto quanto possível, a ideia gráfica do livro que nos serviu de fonte.

Além das informações de natureza agrícola, estas páginas apresentam diversos textos de divulgação de conhecimentos. Para as primeiras, é possível escolher o mês pretendido «clicando» nas barras superior e inferior com os doze meses do ano. Para a consulta dos textos informativos, existem botões de navegação no fundo da páginas.

Lamentamos nunca termos tomado conhecimento de almanaques posteriores idênticos ao que nos serviu de base para este trabalho e desconhecemos completamente se ele continua a ser produzido e editado. Para que fique aqui registada a nossa homenagem a todos quantos contribuíram para o almanaque que nos serviu de base ao presente trabalho, transcrevemos toda a ficha técnica da primeira página.

Título
ALMANAQUE 1996

Editor
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO BÁSICA
Av. 24 de Julho, 140 — 1300 LISBOA

Director do Departamento de Educação Básica
Francisco de Carvalho

Coordenador do Núcleo de Educação Recorrente e Extra-Escolar
José Alberto Leitão

Concepção, organização e redacção
Maria Luísa Jotta
Maria Margarida Bénard da Costa

Concepção Gráfica
Cecília Guimarães

Fotografia
Carlos Silva

Data de edição
Dezembro de 1995 — Publicação Anual

Curso Transfronteiriço de Etnobotânica (10 e 11 de Out.) em Vimioso e em Castilla-Léon



A estreita ligação que existe entre o homem e as plantas é antiga, e nos últimos anos tem-se assistido ao renascer do entusiasmo por um recurso natural que desde sempre acompanhou o homem nas suas manifestações culturais e religiosas, na sua alimentação, na procura de alívio para doenças, na construção de abrigos, etc.
Foi muitas vezes da tentativa de dar resposta à necessidade que surgiu o saber fazer aliado aos recursos vegetais. A Etnobotânica pode ser entendida como a ciência que estuda as inter-relações entre o homem e as plantas, e o modo como as populações dão uso aos recursos vegetais. Resulta de uma grande multidisciplinaridade, mas assenta fundamentalmente nas ciências sociais e na botânica, na tentativa de descrever a relação que une o homem com o ecossistema vegetal. As potencialidades e aplicações de várias espécies passam por domínios medicinais, aromáticos, condimentares, alimentares, e o contributo dos conhecimentos etnobotânicos é de grande utilidade para o conhecimento científico moderno, contribuindo também para o desenvolvimento local através da valorização dos recursos endógenos e da conservação da natureza e da biodiversidade.
Com este curso pretende-se dar uma panorâmica daquilo que é a investigação e pesquisa etnobotânica em Portugal e em Espanha, expressão das várias dimensões que compreende esta área do conhecimento.



Links de interesse:
Plants for a future: http://www.pfaf.org/
Le réseau de la botanique francophone: http://www.tela-botanica.org/
Wild Collection of Medicinal and Aromatic Plants:
Grupo de Trabalho em Etnobotânica Portuguesa: http://www.etnobotanica.uevora.pt/
Journal of Ethnobiology and ethnomedicine: http://www.ethnobiomed.com/home/ Ethnobotany Research and Applications: http://www.ethnobotanyjournal.org/
Sistema de información sobre las plantas de España (Flora iberica):
Lições de Botânica on-line: http://www.unex.es/botanica/
Angiosperm Phylogeny Website: http://www.mobot.org/MOBOT/research/Apweb/
USDA Plant database: http://plants.usda.gov/
New Crop Resource Online Program: http://www.hort.purdue.edu/newcrop/
Ethnobotanical leaflets: http://www.siu.edu/~ebl/
Museu Etnobotânico de Beja http://www.esab.ipbeja.pt/museu





PROGRAMA



Sábado, dia 10 de Outubro

9h30 – Recepção dos participantes na Casa da Cultura de Vimioso.

10h00 – 11h00 - A categorização das plantas. Critérios e exemplos da Etnobotânica Transmontana.

11h00 – 11h15 – Pausa

11h15 – 12h30 – Plantas, saberes e tecnologia. Espécies e tipos de usos. Madeiras, fibras vegetais, combustíveis, essências, corantes e curtumes, utensílios.

12h30 – 12h45 – Debate

14h00 – Oficinas

- Escrinhos (Cestaria feita a partir de palha e silva), e cestas de vime (salgueiro) - exemplos de arte e saber popular de terras Transmontanas.

Domingo, dia 11 de Outubro

9h30 – Visita ao Centro de Interpretação El Alcornocal (o sobreiro) em Muelas del Pan.

10h30 – As plantas na cultura Alistana e Saieguesa (Aliste e Sayago).

10h30 – 10h45 – Pausa.

11h45 – Lugares, plantas e cultura na fronteira – toponímia vegetal na raia.

12h30 – 12h45 – Debate.

13h – Pausa para almoço.

15h30 – Visita a El Sofreral (bosque de sobreiros) de Cerezal de Aliste.

17h – Encerramento do curso.




Formadores:
Ana Maria Carvalho e Ellisa Gallego
Ana Maria Carvalho, natural de Lisboa, Licenciada em Agronomia pelo Instituto Superior de Agronomia e Doutorada em Biologia e Biodiversidade pela Universidade Autónoma de Madrid, é professora do Departamento de Biologia da Escola Superior Agrária de Bragança, cidade que adoptou há já 22 anos. Para além da docência tem desenvolvido actividades de investigação no âmbito da Etnobiologia, concretamente estudos e projectos de Etnobotânica no território do Nordeste Português. Colabora com vários investigadores nacionais e europeus na divulgação e promoção desta área disciplinar.

* Inscrição Gratuita

inscrições para: aldeia.eventos@gmail.com
Para obter informações sobre este evento, contactar:ALDEIA

Tel: 962255827 e 965301659
aldeia.eventos@gmail.com
EL CIGUEÑALTlf: 669322834 / 669040468
E-mail: defensapaisaje@yahoo.es

29.9.09

Inauguração da Casa da Achada /centro Mário Dionísio é hoje: segue-se a Semana de Abertura (de 29 de Setembro a 5 de Outubro)



A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio vai finalmente abrir as portas hoje, dia 29 de Setembro. Durante uma semana (29 Set. – 5 Out.) haverá conversas, leituras, música, o lançamento de três edições, filmes, oficinas para os mais novos, convívio. É uma boa oportunidade para quem ainda não conhece o Centro o vir visitar pela primeira vez. O programa da Semana de Abertura pode ser consultado
aqui.

O Centro Mário Dionísio, fundado em 29 de Setembro de 2008, exactamente há um ano, situa-se na Rua da Achada, na zona da Mouraria, mesmo por trás da Igreja de São Cristóvão. Tem um Centro de Documentação onde está a ser tratado o espólio literário, parte do espólio artístico e o arquivo pessoal de Mário Dionísio, além da biblioteca privada de Mário Dionísio e de Maria Letícia Clemente da Silva. É um local de investigação, de estudo e de consulta.A Zona Pública, onde pode ser visto o espólio artístico (obras de Mário Dionísio e de outros autores), será um local de exposição, leitura, cinema, cursos, oficinas, sessões e convívio. Terá ainda uma biblioteca de características populares.
A página electrónica do Centro Mário Dionísio tem uma vasta informação e documentação sobre o poeta, romancista, pintor, pedagogo e teórico de arte Mário Dionísio (1916-1993) e sobre as actividades do Centro, e está em permanente actualização.


Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, nº 11 r/c - 1100-004 Lisboa
tel: 21 8877090
Programa da Semana de Abertura
( clicar sobre a imagem para ler em detalhe)



ABERTURA DA CASA DA ACHADA-CENTRO MÁRIO DONÍSIO

29 de Setembro a 5 de Outubro

PROGRAMA

ter 29 set • 18H – 23H sessão inaugural

Leitura por Luís Miguel Cintra de «Pinto…», poema de Mário Dionísio (Memória dum pintor desconhecido, 1965) • «A Memória da Casa» (vídeo de Regina Guimarães, 7 min,, sobre a casa onde Mário Dionísio viveu) • Puxar pela memória – depoimentos curtíssimos de quem quiser falar de Mário Dionísio • Apresentação da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio por Eduarda Dionísio • Apresentação do primeiro volume da Colecção Mário Dionísio: Entre Palavras e Cores – alguns dispersos (1937-1990) por Cristina Almeida Ribeiro (coordenadora da antologia co-editada com os Livros Cotovia) e do segundo volume Mário Dionísio – pintor por Rui-Mário Gonçalves (autor do álbum) • Visita à exposição de pintura de Mário Dionísio guiada por Regina Guimarães (com leitura de alguns textos seus sobre quadros de Mário Dionísio).

Será servida uma refeição ligeira.

qua 30 set • 18H a paleta e o mundo – uma longa conversa

Leitura da conclusão de A Paleta e o Mundo por Jorge Silva Melo • Conversas de leitores do tempo em que a obra foi escrita (Carlos Veiga Pereira, Raul Gomes, Eduarda Dionísio e outros) e de leitores de agora (Ma­riana Pinto dos Santos, Miguel Castro Caldas, Pedro Rodrigues) • Apresen­tação do Ciclo A Paleta e o Mundo por Vítor Silva Tavares.

qua 30 set • 21H30 cinema

O Mistério Picasso de Georges Henri Ciouzot (1956), 80 min, legendado em português, apresentado por Rui-Mário Gonçalves.

qui 1 out • 18H livros e livros na biblioteca

«Esta Biblioteca é minha» – apresentação da Biblioteca da Achada por Natércia Coimbra e apresentação do Clube de Leitura da Achada por Filomena Marona Beja • Lançamento de Um Cesto de Cerejas – conversas, memórias, uma vida de Francisco Castro Rodrigues, editado pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, com a participação do Autor, de Eduarda Dionísio e de algumas das pessoas referidas na obra (Luisa Irene Dias Amado, Fernando Pulido Valente, Nuno Teotónio Pereira e outros).

sex 2 out • 18H mário dionísio e a educação

Palestra de Rui Canário: Mário Dionísio e a educação – criar e viver. Seguida de debate.

sex 2 out • 21H30 sarau com leituras e canções

Leitura de textos de Mário Dionísio por Antonino Solmer, F. Pedro Oliveira, Inês Nogueira, João Rodrigues, Margarida Guia, Sofia Marques • Poemas de Mário Dionísio musicados e cantados por Pedro e Diana • Primeira actu­ação do Coro da Achada • Música popular italiana por I Giomi Cantati (Piadena e Calvatone) e cantores de Brescia.

sab 3 out • 11H oficina de vídeo para os mais novos

Enquadrar – oficina orientada por Regina Guimarães

sab 3 out • 15H o que eu andei pràqui chegar -1

À volta do realismo – intervenção de Peter Kammerer sobre os problemas do realismo • Projecção de i colore della bassa, último documentário de Giuseppe Morandi e Gianfranco Azzali, com a participação dos autores.

sab 3 out • 21H30 cinema

Inicio do 1o ciclo de cinema da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio (Neo-reallsmo italiano): La Terra Trema de Luchino Visconti (1948), 165 min, legendado em português, apresentado por Grazlella Galvani, Giuseppe Morandi e Gianfranco Azzali.

dom 4 out • 11H oficina de voz para os mais novos

Falar, gritar, cantar – oficina orientada por Margarida Guia

dom 4 out • 15H o que eu andei pràqui chegar – 2

Projecção do vídeo de Regina Guimarães A História dum mural (a história da maquete de Mário Dionísio para o café La Gare, em Lisboa) • Visita ao mural com desenho de Mário Dionísio pintado no Largo dos Trigueiros • Visita ao Bairro da Mouraria, com leituras de textos e a participação de Gabriela Dias, Associação Renovar a Mouraria e Margarida Guia (leituras na rua).

seg 5 out • 10H 30 exposição de bandeiras

Exposição de 46 projectos de bandeiras republicanas (1910) e de Centros Republicanos com réplicas impressas em pano no Largo da Achada, explicada por Pitum Keil do Amaral.

seg 5 out • 11 H oficina de pintura para os mais novos

Bandeiras e não bandeiras – oficina orientada por Carla Mota.

seg 5 out • 16H repúblicas

O que é uma República – tertúlia com António Reis, João B. Serra, Filomena Marona Beja e outros • Encerramento da semana: Cantos no Largo da Achada – Cantos republicanos Italianos por I Giorni Cantati (Calvatone e Piadena) e Cantos com História peio Coro da Achada, com a participação de elementos do Coro Si Bemol et 14/2 (Paris)

Mário Dionísio, escritor e pintor, e a Casa da Achada situada na Mouraria, em Lisboa


A Casa da Achada fica em Lisboa, na Mouraria, bairro histórico, pobre e degradado, no sopé da colina do Castelo, na fronteira com a zona da Baixa.

Foi comprada pela família de Mário Dionísio para nela instalar o Centro Mário Dionísio, alojando aí o seu espólio literário e artístico e o seu arquivo pessoal, além da sua biblioteca, de forma a que estes materiais possam ser utilizados, depois de catalogados e/ou digitalizados, e sejam o ponto de partida para actividades culturais permanentes, que farão da Casa da Achada um espaço cultural do bairro e da cidade, entendido como local de convívio, debate e de aprendizagens do que não é fácil aprender.

Está em formação uma biblioteca pública e um serviço de audiovisuais. Exposições de pintura – uma permanente e outras temporárias -, ciclos de cinema, encontros e pequenos espectáculos constam do programa de actividades. É uma associação sem fins lucrativos – à qual documentos, livros, quadros foram cedidos pela família de Mário Dionísio para conservação, tratamento e disponibilização pública – que está a gerir o espaço e a programar as actividades. Os perto de 60 fundadores, de idades muito variadas, são familiares e amigos de Mário Dionísio, ex-alunos, pessoas que escreveram sobre a sua obra ou que simplesmente a conhecem e que estão interessados em pertencer a um colectivo que divulgue e que a torne útil.

Esta associação chama-se Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Espera por apoios institucionais que não chegaram ainda. Só eles poderão garantir o funcionamento da Casa da Achada a tempo inteiro. Mas entretanto começou a organizar o trabalho e a promover algumas iniciativas públicas.

A parte do Centro de Documentação está remodelada e acessível mediante contacto com a Direcção. Um conjunto de voluntários, sócios e não sócios da Associação, iniciou a catalogação da biblioteca. A zona pública está em obras, que durarão três meses. A inauguração do conjunto está prevista para Setembro ou Outubro deste ano.

No sentido de garantir o seu imediato funcionamento e a divulgação deste projecto, realizou-se (Nov. 08), um leilão de obras de arte oferecidas por mais de trinta artistas. Até agora, realizaram-se algumas pequenas actividades, pelo meio das obras e na rua: no último dia do ano de 2008, uma sessão de desenho para as crianças do bairro, que se chamou «Ano Novo, Vida Nova»; uma tarde em que se mostrou a sócios e colaboradores o que estava feito, além de um vídeo de Regina Guimarães sobre a casa onde Mário Dionísio e donde vieram os materiais já disponíveis, e se explicou a quem estava o que era e viria a ser o Centro de Documentação (Fev. 09); um fim de semana, destinado à população da Mouraria, em que o Centro se apresentou, com leituras de textos de Mário Dionísio, canções com letras suas, documentários e a pintura de um mural a partir de uma maquete de Mário Dionísio que nunca tinha sido realizada. A história deste mural, prestes a ser destruído (talvez esta semana?), está contada aqui pelo nosso colaborador Miguel Castro Caldas (Mar. 09).

A grande razão do nascimento da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio é a vontade de contrariar o esquecimento a que Mário Dionísio tem sido votado, como aliás tantos outros. Do que ele viveu, defendeu e descobriu, cujo conhecimento ajudaria a intervir hoje, sobretudo no campo cultural.

«Este Centro não vai ser nem a Culturgest, nem o Centro Cultural (ou Comercial) de Belém. Não vai ser uma instituição dessas solenes» – disse Vítor Silva Tavares, editor da &etc e elemento da direcção, na altura do leilão organizado por sócios da Casa da Achada. «Não vamos fazer disto nenhum templo da cultura e da arte, mas sim um centro animado e aberto a iniciativas das quais algumas delas nem podemos fazer ideia, contamos com as pessoas».
Biografia breve

Mário Dionísio nasceu em Lisboa em 1916 e morreu, também em Lisboa, onde sempre viveu, em 1993.

Escritor (de poemas, de contos e de um só romance), crítico literário e de artes plásticas, ensaísta, colaborador de muitos e muitos jornais, pintor, professor (do ensino secundário e do superior depois do 25 de Abril), pedagogo, Mário Dionísio teve um papel importante na implantação da corrente neo-realista nas décadas 40 e 50, tendo sido protagonista de várias polémicas, pondo em causa a separação que habitualmente se faz entre «forma» e «conteúdo».

Militante do PC no início dos anos 40, abandona em 1952 o PC, que diz que o «expulsou» quando ele já tinha saído. Nunca mais se filiou num partido. Continuou sempre a intervir, pela vida fora, sobretudo no campo da cultura e da pedagogia, campos que não distinguia da política. Depois do 25 de Abril, por duas vezes recusou ser Ministro da Cultura.

Organizador das Exposições Gerais de Artes Plásticas, de oposição ao regime salazarista, expositor desde a 2ª Exposição Geral de Artes Plásticas, em 1947, onde lhe foi apreendido um quadro pela PIDE, fez a sua primeira exposição individual de pintura aos 73 anos.

Mário Dionísio foi casado com Maria Letícia Clemente da Silva, sua companheira de sempre, professora do ensino secundário, expulsa do ensino durante 8 anos no tempo de Salazar. O arquivo pessoal de Mário Dionísio é inseparável do de Maria Letícia, que também está depositado na Casa da Achada. E a biblioteca que lá se encontra é dos dois.



A
lgumas obras de Mário Dionísio:

POESIA - Poemas, 1941. As solicitações e emboscadas, 1945. O riso dissonante, 1950. Memória dum pintor desconhecido, 1965. Poesia incompleta - 1936-1965, 1966. Le feu qui dort, 1967. Terceira Idade, 1982. PROSA - O dia cinzento, 1944. O dia cinzento e outros contos, 1967. Não há morte nem princípio, 1969. Monólogo a duas vozes – Histórias, 1986. Autobiografia, 1987. A morte é para os outros, 1988. ENSAIO - Ficha 14, 1944. O drama de Vicente Van Gogh, 1953. A Paleta e o Mundo, vol I, 1956, vol II, 1962. Introdução à Pintura, 1963. Conflito e Unidade da Arte Contemporânea, 1958. ENTREVISTAS - Encontros em Paris, 1951.

Texto de Eduarda Dionísio em

Início da Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência ( 2 de Outubro na Ass. A Cadeira de Van Gogh)



http://www.marchamundialpt.org/


1 de Outubro às 21h30 - projecção do filme A Valsa com Bashir

2 de Outubro

17h30 - Mini-Marcha pela Paz

21h30 - Debate «Da guerra justa à renúncia da guerra»

22h30 - programa cultural


Associação A Cadeira de Van Gogh
Rua Morgado de Mateus 41, Porto

28.9.09

A Massa Crítica de Setembro em Lisboa foi a mais participada de sempre com cerca de 200 «coincidências organizadas»!


Na Bicicletada/Massa Crítica de Lisboa do mês de Setembro de 2009 realizada na passada sexta-feira estiveram presentes perto de 200 ciclistas, o que constituiu um record absoluto de participantes.
Recorde-se que a Massa Crítica é uma coincidência organizada em muitas cidades do mundo na última sexta-feira de cada mês com vista a reivindicar espaço público para a bicicleta.
Segundo informações recolhidas nunca se tinha visto coisa igual em Lisboa. O trânsito automóvel ficou bloqueado com tanta bicicleta.








As praxes são práticas boçais e fascistas. Órgãos de gestão da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto contra as praxes.


O ministro da Ciência e Ensino Superior avisou hoje que não vai tolerar abusos nas praxes académicas, denunciando-os ao Ministério Público para responsabilizar quer os seus autores quer as direcções de instituições que permitam que aconteçam.

“Sempre que tenha notícia da prática de ilícitos nas praxes”, Mariano Gago ameaça dar “imediato conhecimento ao Ministério Público” e usar “os meios aptos a responsabilizar, civil e criminalmente, por acção ou omissão os órgãos próprios das instituições do ensino superior, as associações de estudantes e ainda quaisquer outras entidades que, podendo e devendo fazê-lo”, não tenham feito nada para as evitar.

Numa mensagem enviada aos responsáveis máximos das universidades públicas e privadas e politécnicos, o ministro frisa que “a tolerância de muitos tem-se tornado cúmplice de situações sempre inaceitáveis” com danos físicos e psicológicos. Mariano Gago repudia as “práticas de humilhação e de agressão física e psicológica” com carácter “fascista e boçal” infligidas aos caloiros no ensino superior, “identificadas ou desculpadas como ‘praxes’ académicas”.

Pela “extraordinária gravidade” de algumas destas práticas, impõe-se “uma atitude de responsabilidade colectiva” que “não permite qualquer tolerância” com “insuportáveis violações do Estado de Direito” no meio académico. “A degradação física e psicológica dos mais novos como rito de iniciação é uma afronta aos valores da própria educação e à razão de ser das instituições de ensino superior e deve ser eficazmente combatida por todos: estudantes, professores e, muito especialmente, pelos próprios responsáveis das instituições”, defende o governante.

Os responsáveis pelas instituições não devem disponibilizar, directa ou indirectamente, “recursos materiais ou outras facilidades” para a realização de praxes, mas “intervir de forma activa” junto dos novos estudantes, especialmente os deslocados, e dizer-lhes “com clareza” que podem recusar participar nas praxes sem recear perder direitos, recomenda Mariano Gago. Quanto às associações de estudantes, cabe-lhes promover “uma verdadeira integração na comunidade académica” e recusar acolhimento ou apoios a acções que “põem objectivamente em causa” a “liberdade e a dignidade humana”.

Mariano Gago recordou que a lei que rege as instituições de ensino superior estipula sanções - que podem ir da advertência à expulsão - para actos de “violência ou coacção física ou psicológica” sobre estudantes cometidos nas praxes. O ministro recebeu na semana passada os responsáveis do Movimento Anti-Tradição Académica, que no domingo divulgou que a Universidade Lusíada de Famalicão vai pagar uma indemnização de 90 mil euros à família do jovem universitário que terá morrido na sequência de uma praxe académica.
Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1402779&idCanal=74




"Praxe académica"
Declaração conjunta dos órgãos de gestão
da Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade do Porto

Os órgãos de gestão da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto vêm por este meio tornar público e notório o seu repúdio por toda e qualquer actividade dita de "praxe académica" que envolva humilhação, rebaixamento ou alguma outra forma de menorização de outrem, ainda que realizada sob presumido consentimento dos visados, porquanto se entende que a prática desse tipo de actos, seja de forma simulada ou efectiva, é incompatível com valores que a Faculdade procura formar e que são indissociáveis do exercício das profissões de base social e humana, de que é exemplo magno o respeito pelo outro.
Mais, além de por vezes propenderem para a tipificação de crimes públicos, os actos em causa são sempre atentatórios de direitos inalienáveis de quem a eles está submetido e de quem a eles assiste, designadamente daqueles consignados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde se estabelecem os deveres de salvaguarda da igualdade de direitos, de protecção da dignidade e valor da pessoa humana, e de acção para com o outro em espírito de fraternidade.
Dando eficácia à deliberação conjunta dos órgãos da Faculdade, esta declaração será tornada pública pelo Conselho Directivo no início de cada ano escolar, pelos meios que melhor garantam a sua ampla disseminação junto da comunidade académica.

Porto, 15 de Julho de 2009

Os presidentes dos órgãos de gestão da FPCEUP

http://sigarra.up.pt/fpceup/noticias_geral.ver_noticia?P_NR=2126