27.9.09

Contra o militarismo e a guerra, contra a NATO (1ª reunião preparatória em 30 de Setembro no SPGL, em Lisboa)




Em finais de 2010 vai realizar-se em Portugal uma cimeira da NATO e está a desenhar-se na Europa uma vasta rede de organizações contra o militarismo e a guerra, para os quais a NATO tem oferecido um contributo destacado. A designação da campanha internacional que se irá desenvolver é: “No to War, No to NATO”.
O facto de a cimeira se realizar em Portugal coloca a quem aqui reside um desafio especial e uma obrigação particular de participação no movimento anti-NATO.


1ª REUNIÃO PREPARATÓRIA
30 SETEMBRO - 18h00
SPGL (R. Fialho de Almeida, nº 3, LISBOA)

No sentido de colaborar activamente nas realizações que se irão desenvolver, em Portugal e não só, contra a NATO, um grupo de cidadãos decidiu proceder à divulgação de um projecto de constituição de uma rede de pessoas e organizações com o objectivo cívico referido em título.

Para a prossecução daquele objectivo, propõem-se as seguintes premissas de adesão e participação:

Constitui questão decisiva da actuação do grupo, a criação, apoio e divulgação de acções não-violentas contra o militarismo, a guerra e a NATO;
Como movimento vocacionado para unir pessoas, grupos e organizações com o objectivo preciso acima referido, entende-se como elemento central o carácter não-partidário deste movimento, não se excluindo, naturalmente, a adesão de pessoas com filiação partidária;
Todas as decisões, após debate envolvendo todos os aderentes, serão tomadas, tanto quanto possível, por consenso.

Dirigimos-lhe esta mensagem para o convidar a participar na primeira reunião de trabalho, a realizar no dia 30 de Setembro, pelas 18:00, em Lisboa, no SPGL (Rua Fialho de Almeida, nº 3, Lisboa (Metro S. Sebastião).

Temos informações para partilhar e propostas a fazer, bem como recolher as dos outros
participantes e avançar para colocar no terreno acções concretas, com uma coordenação conjunta.

O Colectivo Luta Social e o GAIA integram desde já na Rede Europeia Contra o Militarismo e Guerra: «No to War, Shut Down NATO» e estarão presentes na primeira reunião internacional em Berlim. [
PROGRAMA-CONVOCATÓRIA]

Para efeitos de dimensionamento do espaço de realização da reunião, agradecemos a confirmação da vossa disponibilidade, respondendo a esta mensagem, enviando um e-mail para
natonao@gaia.org.pt






Invitation to the international working conference “No to War - No to NATO”
16th to 18th of October 2009

Location: Abgeordnetenhaus von Berlin, Niederkirchnerstr. 3-5, 10117 Berlin / NABU, Charitestrasse 3, 10117 Berlin

The Afghanistan Meeting on Friday will take place in Abgeordnetenhaus.
The Conference will take place at NABU (Naturschutzbund). The time does not change!

PROGRAM

Friday, October 16th 2009


3 – 6 pm Meeting of the International Afghanistan Network
Discussion about the political situation in the region and possible common activities against the war
Opening: Reiner Braun
Introduction: Joseph Gerson, USA


7 – 9 pm International public meeting to Afghanistan (needs to be discussed and decided in the German peace movement)
Saturday, October 17th and Sunday, October 18th 2009
International working conference “No to war - No to NATO”

10.30 am Meeting of the ICC


12.30 - 2 pm Start of the Conference
Welcome by Arielle Denis, Reiner Braun
• Plenary:
Lecture: NATO, Obama and the Crisis
Speaker: Elmar Altvater, Germany
Commentary: Joseph Gerson, USA
Moderation: Arielle Denis


2 – 2.15 pm Short Break


2.15 – 3 pm Plenary:
. Evaluation of the peace politics and actions from the Strasbourg Anti NATO protest up to now (including NATO/EU relations, Nato enlargement to the East including missile shields, NATO/UN agreement, EU elections, Pakistan, NATO strategy debate, eg.)
5-minute-introductions: Monty Schädel (Germany), Arielle Denis (France), Andreas Speck (WRI), Kate Hudson (GB), Petros Constantinou (Greece), Cynthia Cockburn (GB), Temur Pipia (Georgia), Jordy Calvo (Spain)
3 – 5 pm Plenary:
• Open Discussion
Moderation: Hannelore Tölke


5 – 5.30 pm Break


5.30– 8 pm Plenary:
• Discussion of the political basis of our anti NATO network and the anti NATO campaign of 2010-2012
• Discussion about our NATO campaign: thoughts for future common goals and actions
• Discussion of our position on violence at future actions
Introduction speech: First ideas for political basis and the campaign
Speaker: Reiner Braun
• First discussion
Moderation: Kate Hudson


8 – 8.30 pm Establishment of the working groups for the next day (list of working groups: see Sunday)
Procedure to establish the working groups:
The final decisions on the working groups will be made on Saturday at 8pm. All working groups with more than three interested people will take place. We ask all of you to help - if
you are interested - in preparing and sharing one of these working groups. The preparation
of the working groups should be an ongoing process.


8.30 pm Party

Sunday, October 18th 2009


8.30 – 11.00 am Working groups:
Possible workings groups could be (final decision on Saturday evening)
1. From now to the NATO summit 2010
2. The “future NATO” (global NATO, NATO relations to Russia, etc)
3. NATO/EU, NATO/UN relations
4. Afghanistan/Pakistan and a possible campaign
5. Israel-Palestine
6. Nuclear weapons and NPT
7. Feminist militaristic critics
8. Structure of the network: political basis, coalition building, enlargement (other and further working groups are possible)


11.3 – 1.30 pm Plenary (will be prepared by: Reiner Braun, Arielle Denis, Joseph Gerson, Kate Hudson, Annie McStravick, Andreas Speck, Hannelore Tölke): i.e.
• Summary of conclusions and decisions
• Short report of Lisbon Treaty Referendum Campaign Ireland
• Decisions about organisational structures
• Decision about time and location of the next meeting


2 - 4 pm Meeting of the new “Committee”
4 – 7 pm NPT 2010 Preparatory Meeting
Aim of the meeting is to exchange information of the international and national preparations for the NPT Conference in May 2010. Furthermore the meeting aims at preparing in structure and content the international preparatory meeting in Washington, November 2009.

Organisational Notes:
1. Registration: please send an email to: kongress@ialana.de
2. Contribution: 25 Euro, 5 Euro (reduced)
3. We will organize English – French and German simultaneous translation on Saturday and Sunday in the Plenaries.
4. The Afghanistan working meeting on Friday afternoon will be in English, the evening meeting in German and English depending on the speakers.
5. Accommodation: some private accommodation is available. Please send your requests for private accommodation to lucatio@gmx.net. Otherwise please book your own accommodation.
The following (cheap) hotels/ hostels are close to the location of the conference:
www.mikonhotels.de
www.gaestehaus-berlin-mitte.de
www.baxpax.de
www.hotel-berlin.tv
6. Changes in the program are possible.
7. We will send a second, detailed program in mid September.
Please feel free to send this invitation to colleagues, friends, and interested organizations.
Invitation to the Conference “No to War – No to NATO” developed by: Reiner Braun, Arielle Denis, Kate Hudson, Annie McStravick, Andreas Speck, Hannelore Tölke

Consultar também a página de WRI (War Resisters International):
http://wri-irg.org

ABBADON (peça de teatro desde 28 de Setembro a 18 de Outubro, às 22h.30 na Casa Viva, no Porto)


Criação, direcção e texto: Hugo Calhim Cristóvão
Criação, actuação e desenhos: Paula Cepeda Rodrigues
Assistência e colaboração: Joana von Mayer Trindade
M./18
duração: 1h e 1/4
lotação: 11 seres humanos
entrada sujeita a marcação:
através dos nºs. 96 5843240 96 6859193
e pelo email
nuisiszobop@gmail.com
(diariamente, até às 20h00)

Para texto de apresentação e mais informações ver :

http://nuisiszobop.blogspot.com


Nota : pede-se reserva com antecedência



Abbadon inicia de novo a 28 de Setembro ( Porto)e três semanas em apresentação, intervalo de dois ou três dias durante esse período. Questões de Buchenwald : a entrada continua gratuita, sendo que quem puder ou quiser pode deixar o cartão de crédito mais o código no final, ou uma contribuição que achar justa, ou nada o que é perfeitamente aceitável, ou escrever um texto sobre, lavar o chão, baixar as calças, ou qualquer outra actividade que lhe seja reconfortante, tudo menos sentir-se obrigado a retribuir o que quer que seja, é gratuito.


Quem , por exemplo, tiver um fetiche sexual por ser assaltado queira comunicar e escolher a arma para a ameaça, não se esqueçendo depois de tirar os documentos da carteira. Cuidado igualmente em não deixar dinheiro em demasia no interior da dita. Afinal de contas teatro é uma festa, as opções são inúmeras. Mais questões de Buchenwald: não houve nenhum compromisso na realização deste "trabalho", não há nada a dever a ninguém a não ser a nós mesmos, muito pelo contrário , e a festa é "privada" aberta a testemunhas.


Assim sendo, a entrada para criaturas e actores do Teatro Nacional e Teca, ou circuitos similares se me permite a assembleia se faz favor, parece que não concordam, oligarcas, é de 500 euros por cabeça como imprescindivel donativo. Caso alguma dessas criaturas tenha a infeliz ideia de vir empestar com a sua presença, o que iria roubar lugares a gente boa. O melhor é não deixar entrar de todo, mais simples, disse eu, mas nem toda a gente pensa como eu.


Chegamos a acordo nos 500 euros após ponderação. Nos afins existem outros incluídos. Podem-se abrir excepções, mas caso a caso, e muito bem justificadas, foi proposto e aceite em deliberação conjunta ( eu discordei). O tecanacional poderá sofrer de síndroma de downing, paralisia cerebral, autismo incapacitante ou ter uma família de cinquenta filhos doentes a seu cargo. Situações deste tipo atenuariam a baixeza do seu ganha-pão, argumentaram os oligarcas, perdão, os restantes membros na reunião de irmãos e irmãs.


Os muito novinhos, inconscientes, pode ser igualmente uma questão de dependência drogada de cenouras, informaram-me apelando à minha consciência de cidadão. Oferecemos-lhes uma cenoura e mandamos dizer que a apresentação é no bairro S.João de Deus ás cinco da manhã, que devem ir a comer a cenoura e vestidos de policias , digo eu, procurando conciliar as posições com serenidade e sensatez como é meu hábito. Ainda não sabem, dizem-me a mim, o suborno é uma práctica ilegal dizem-me, são toxicó-cenouró dependentes.


Concluímos e concordamos ( não com o meu voto)que se zurrarem durante meia-hora o mais alto possível a saltar ao pé-coxinho, Hiiiiiii muito agudo, Hóóóóóó muito grave, de um modo convincente, recorrendo a improvisações faladas sobre as suas memórias de burro nos primeiros dois minutos em zurrar livre ( chama-se um "etude" os gajos trabalham muito isso quando fazem Tchekov e Shakespeare ou derivações disse eu, o meu avô já fazia isso para estimular a Gervásia Chaparra na lavoura disseram-me a mim, não é nada um etude disseram-me a mim, eu suspirei, muito triste ) para depois expansivamente zurrarem à desgarrada a sua concepção e entendimento pessoal do Hiiiiiiiiii ! Hóóóóóóóóóóo! .


Mas só os mais autenticamente burros e exibicionistas serão aceites para um desconto de 50 por cento ( dez por cento berrei eu em desespero, ignoraram-me). Terão de comparecer uma hora antes para se poder aquilatar do seu Zurrar (doze horas disse eu, e em jejum, só pelo prazer de chatear, fui de novo ignorado)


Estrategicamente podem os acima referidos, como preparação, analisar e ler previamente à volta da mesa, contextualização e dramaturgia do personagem, os seguintes textos como suporte ( indicações minhas finalmente ouvidas e aceites como sensatas porque construtivas, elogiaram-me, eu bufei )




O Burro de Ouro, de Apuleio- Papel do Burro a Sonhar.


D.Quixote de La Mancha - Papel do Burro do Sancho Pança.


A Reforma Agrária em Portugal, uma análise sociológica - Papel da Mula da Cooperativa.


Isto foi a solução de recurso engendrada pela maioria.


( Ficou registado em acta que discordo da prova por me parecer excessivamente naturalista para o grupo alvo e que me considero uma minoria perseguida e descriminada nos meus direitos, chamei-lhes racistas, ditadores, nazis, e sem vergonhas do, palavra censurada, que vos, palavra censurada )


Para seres humanos é gratuito, resumindo.
Regra geral, os actores e demais pessoas estão na sua maioria incluídos neste grupo, não haverá problemas.
De resto, manos e manas, são as ultimas apresentações no Porto, e as penúltimas de todas .
Espero que estejam cá. Aqui segue o convite.


Solicito particularmente a presença do representante da empresa "AMOR É IN", roscas e chaves de parafusos Lda


Mais, tive de desligar o microfone escondido no leitor de CD que pedi pelo correio, enfiá-lo na banheira e ligar o chuveiro. Acho que avariou. Era telecomandado e lia a várias vozes. Penso que a polifonia em curto circuito soa mais agradável. Que é que isto tem a ver com o assunto ? Nada. Outra vez os oligarcas. E depois, mas qual é o problema? Desde quando é que uma pessoa se deve cingir a um assunto e a uma forma estabelecida de o propor ? Porque é que não posso perguntar ao mundo a razão da inexistência de penicos quadrados ? Não, não, não, não vamos nada jogar aos dados, no máximo aceito rolar os penicos mas só se forem quadrados e atenção que quem dá os copos são vocês. Toca a tirar a rolha do champanhe e a espumar o tecto. Era o que faltava, outra vez os dados. A dádiva é outra, ora bem. Chega de brincadeira.


Dizem-me ao ouvido que devo introduzir um pouco o texto, e a peça, e quando discordo, esmurram-me a orelha.
Acabo de levar uma cepa. Sou agredido, maravilha.


Comecemos pelo nome, cuja relação com o texto e com a peça é poética, não é linear. É apenas um inicio. Abbadon é o anjo, ou demónio, as opiniões divergem consoante a perspectiva, do abismo. Muitas vezes esse abismo esteve nos ensaios e todos os envolvidos num momento ou noutro se perderam. Vimo-nos a transbordar processos que nada tinham de sensato. Obrigaram-me a dizer esta ultima frase, onde é que está a acta ? Mas, quase sempre, acabamos a rir. Ou a chorar. E por aqui chega. Sempre houve generosidade. Bastantes vezes " Inferno". Olá Rimbaud. Mas não é sobre isto. Será sobre "cavar" ? Olá Paul Celan. Talvez. É sobre o Amor. Algo como " meus senhores, vocês vivem mal" ?


Sobre a génese. Eu criei o texto, criei o modo como se ergueu em actos ou como se tornou teatro, criei o seu nascimento para vida. A direcção. A Paula criou os desenhos, e cria A Vida ponto final. É a Vida ponto final. A criação ultima, daquilo que irão ou não ver, portanto, é dos dois, de algo entre os dois, com os dois. Porque qualquer encenador que assuma como sua a criação, ou o espectáculo quando acontece, ou que aceite individualmente os louros, é um sacana de um mentiroso. O habitual " um espectáculo de" . Se receber mais que os actores é um criminoso. Quase sempre. 99,9 por cento sempre.


Gostava de deixar aqui um pequeno pedido: façam-lhes a vida negra. O teatro, quando acontece, é vosso. Não há hierarquia. Há saberes precisos, processos precisos, diferenças precisas. Com dar e receber no concreto, não na letra. Também no salário, também nas condições exteriores. Façam-lhes a vida negra. Recusem-se a ser o brinquedo, a peça na engrenagem. Quando ouvirem expressões como " o meu espectáculo, o meu espectáculo é isto ou aquilo, o trabalho de não sei quem é isto ou aquilo", quando ouvirem várias vezes o "meu, o meu, o meu, o meu, o meu, o meu", destruam-nos. Comam-nos vivos, e despejem-nos em penicos quadrados. Façam-nos sofrer. Cuidado com a treta às custas do vosso material, do experimenta lá a ver se fica , improvisa para mim, vamos ver o que se aproveita para o "nosso" trabalho. Matem -nos. Façam-nos descer até ao nível do chão do palco . Pisem-nos até que sejam pó, até que escorram em papa. Façam-lhes a vida negra. Se o permitirem, porque convém para subir na carreira, ou porque precisam de fazer contratos, ou por questões de nome ou reputação, ou se a vossa vontade for estar do outro lado a vampirizar para o "meu", então: morram. E morram depressa.

Claro que isto implica perder o espírito de putas que é muitas vezes a regra.

Termino com agradecimentos, ou melhor abraços, a algumas pessoas que não estão na ficha técnica, mas que ajudaram, umas vezes por estarem presentes nalguns momentos do processo ou algo de similar, noutros casos simplesmente por existirem para o diálogo e para a biografia.

Por razões primeiras um abraço forte a Mariana Amorim ( sempre ) e a Pedro Salvador.

Pelas segundas a Ramon Vazquez, Gilberto de Lascariz, Isabel Calhim, Luís Rodrigues, Carlos Gouveia Melo, José Rocha Paiva, Frederico Mira George, Vasudeva Reddy, Sónia Barbosa.

Uma palavra final para a Casa Viva : não deve ser por acaso que o unico local onde fomos acolhidos com toda a disponibilidade tenha tão incluida a anarquia na sua natureza.

Vosso,

É só teatro, é só uma festa.

Hugo Calhim Cristóvão.

Tribunal condena Universidade Lusíada ( comunicado do Movimento anti-tradição académica)


Tribunal considera Direcção de Universidade responsável pelos acontecimentos em torno da morte de Diogo Macedo

Ontem o Tribunal Cível de Famalicão reconheceu a responsabilidade da Universidade Lusíada de Famalicão nos acontecimentos em torno da morte de Diogo Macedo.

Em Outubro de 2001 Diogo Macedo, estudante do 4º ano de Arquitectura e membro da tuna, morreu devido a lesões cérebro-medulares, após acontecimentos ainda por esclarecer na noite em que aparentemente tinha decidido abandonar a tuna por não suportar mais as praxes a que era submetido. Inicialmente a morte tinha sido considerada acidental, mas as suspeitas de um médico do Hospital de S. João fizeram com que mais averiguações fossem efectuadas, tendo a autópsia demonstrado múltiplas escoriações corporais, além da fractura de uma vértebra cervical contraída por agressão e que teria sido a causa da morte.

Na sequência destes factos, dois elementos da tuna foram constituídos arguidos. Contudo, o processo foi arquivado em 2004 por falta de provas, uma vez que seria “impossível imputar à acção de qualquer pessoa concreta a produção das lesões”. Inexplicavelmente, apesar de estarem perto de 20 pessoas nas mesmas instalações que Diogo, nenhuma destas se recordava dos acontecimentos. Após a morte reuniram-se de urgência para alegadamente gizar versões, oportunamente criando uma amnésia colectiva que se apoderou dos “amigos” e “colegas” de Diogo, impedindo-os de fornecerem qualquer pormenor. Numa sessão de tribunal em que as testemunhas estavam a ser ouvidas, o próprio juiz reconheceu o "muro de silêncio" que tinha sido criado. Uma única versão conjunta de nada.

Depois do processo-crime, segue-se o processo cível. A mãe de Diogo Macedo pede uma indemnização de 210 mil euros à Fundação Minerva, que detém a Universidade Lusíada. O tribunal deu como provada a morte, em consequência de lesões provocadas. Este e outros dados levaram o Tribunal Cível de Famalicão a dar como provada a morte do estudante, em consequência de uma pancada, alegadamente, desferida durante a praxe. Estamos agora em Junho de 2009, oito anos após a morte de Diogo Macedo.

Ontem assistimos a uma decisão semelhante à de outros Tribunais relativamente a casos de praxe, numa tendência crescente de responsabilização das faculdades sobre as praxes que nelas se passam. O Tribunal de Vila Nova de Famalicão considerou que a Universidade Lusíada de Famalicão (ULF), não controlou nem evitou as praxes académicas, sendo obrigada a pagar uma indemnização de 90 mil euros à família de Diogo. O Tribunal considerou provado que “Nunca a ré (universidade) teve algum controlo efectivo sobre esse tipo de praxes violentas e humilhantes. Não temos notícia que alguma vez tenha proibido a violência mencionada, aliás os factos apurados mostram a ausência de intervenção”, tendo ainda acrescentado que "Existe uma clara interdependência” com a ULF “que lhe cede espaço, subsidio e publicidade, em troca de evidente publicidade e charme académico que esse tipo de grupos traz à sua academia”.

Este caso merece várias considerações:

- Estranhamente, apenas 3 anos depois da morte de Diogo Macedo os acontecimentos foram tornados públicos, em grande parte devido a uma Grande Reportagem da autoria de Felicia Cabrita. Esta jornalista, numa semana de investigação no local, descobriu mais do que as polícias em três anos – isto, apesar da direcção da Lusíada ter ameaçado de expulsão qualquer aluno que lhe prestasse declarações! Por outro lado, os relatos da mãe deixam claro que a escola sempre soube o que aconteceu; inclusivamente, tentou sempre silenciar as suas tentativas para descobrir as causas da morte do seu filho. Ao que parece, o poder da Universidade Lusíada conseguiu silenciar as vozes que poderiam esclarecer as circunstâncias em que este aluno morreu.

- Nesta tuna (e em todas as outras tunas universitárias), a democracia é inexistente, assim como as regras básicas de respeito pela expressão individual. O relacionamento é totalmente condicionado por uma hierarquia absolutamente rígida. Quem as integra obedece a uma autêntica estrutura de castas com claro prejuízo para quem está "mais abaixo" na cadeia. Este era o caso do Diogo, que apesar de já a integrar há 4 anos continuava a ser "caloiro" e alvo de animosidade, a qual esteve na origem da sua decisão de abandonar o grupo.

- À semelhança do que se passa noutras instituições do Ensino Superior, é evidente a conivência entre Direcções e grupos de estudantes que têm como base a hierarquização, submissão e proliferação de comportamentos repressores e inerentemente violentos. Isto exige uma reflexão por parte da Sociedade e das Instituições sobre aquilo que são e sobre o que pretendem oferecer aos seus alunos. Não podemos perpetuar estas "tradições" imaginárias que se apoderaram do vazio cultural e intelectual que tem caracterizado as escolas nestes últimos anos.

- Este caso extravasa os contornos praxísticos, a gravidade é a de um homicídio. Homicídio que ocorreu no contexto da praxe, numa tuna, entre estudantes, nas instalações de uma Faculdade do Ensino Superior. Estes factos obrigam-nos a pensar na arbitrariedade da "tradição". A "tradição" não pode cobrir de impunidade actos como este, os muros têm de ser derrubados e permitir que a verdade venha ao de cima.

27 de Setembro de 2009

M.A.T.A. - Movimento Anti-"Tradição Académica"

mata.info@gmail.com
http://www.sitiodomata.org/
http://www.blogdomata.blogspot.com/

26.9.09

A Escola da Noite em Coimbra recebe a peça Os Dias Felizes (de Beckett) pelo Centro Dramático de Évora


"Um maravilhoso poema de amor, o canto de uma mulher que ainda quer ouvir e ver o homem que ama."

OS DIAS FELIZES de Samuel Beckett pelo CENDREV(o grupo do Centro Dramático de Évora) no TCSB ( Teatro da Cerca de São Bernardo) em Coimbra



A Escola da Noite acolhe o espectáculo “Os Dias Felizes” de Samuel Beckett, pelo Centro
Dramático de Évora (CENDREV), nos próximos dias 29 e 30 de Setembro, terça e quarta, pelas 21h30, no Teatro da Cerca de São Bernardo (TCSB).

O espectáculo aborda, segundo o CENDREV, uma "estranha história de amor", em que Winnie é uma personagem que cria o seu presente a partir de fragmentos de uma existência anterior, uma personagem que está a afundar-se na terra, enterrada até à cintura, e que passa o tempo entre a campainha que toca para acordar e a que toca para dormir. Winnie tentará envolver Willie, o seu companheiro, na conversa evocando "memórias de uma vida anterior, em que a mobilidade era possível, contando histórias a si própria e remexendo nos seus objectos dentro do saco". O conflito interior desta perosnagem "reside no facto de o seu interlocutor lhe poder falhar e ter que passar a falar sozinha, coisa que não poderá suportar".

É com grande satisfação que A Escola da Noite, que já produziu dois espectáculos a partir da obra deste dramaturgo irlandês (“Beckett: primeira jornada”, 1996, encenação de António Augusto Barros e “Play Beckett”, 2006, encenação de Sofia Lobo), acolhe no TCSB um dos textos maiores deste autor em cuja obra, de acordo com o CENDREV, "a ironia amarga resulta de um violento contraste entre a esperança que o homem coloca na sua existência e o que realmente obtém dela".
“Os Dias Felizes” do CENDREV, conta com interpretação de Isabel Bilou e Rui Nuno, dirigidos por Júlio Castronuovo, com Maria Marrafa como assistente de encenação, e ainda com a colaboração de Carlos Barreira na cenografia, Inês de Carvalho nos figurinos e António Rebocho nas luzes.

Esta apresentação em Coimbra da companhia alentejana ocorre no âmbito da Plataforma das Companhias da qual fazem parte, para além dos dois grupos de Coimbra e Évora, o Teatro Regional da Serra de Montemuro, o Teatro das Beiras, a Companhia de Teatro de Braga e a ACTA.

Faça-nos companhia!
A Escola da Noite




A Escola da Noite apresenta no TCSB

OS DIAS FELIZES de Samuel Beckett pelo CENDREV

29 e 30 de Setembro terça e quarta 21h30 TCSB

informações e reservas pelo telefone 239718238 telemóvel 966302488

bilhetes entre 6 e 10 Euros duração 105' com intervalo M/16


A Escola da Noite
Teatro da Cerca de São Bernardo
Cerca de São Bernardo
3000-097 COIMBRA

telef 239 718 238
fax 239 703 761
telm 966 302 488

e-mail
isabelcampante@aescoladanoite.pt
site
www.aescoladanoite.pt
blog
http://weblog.aescoladanoite.pt

Quintas de Leitura convida 4 poetas para a sessão imperdível de 29 de Outubro

Clicar sobre a imagem para ler em detalhe

http://quintasdeleitura.blogspot.com/


Abertura de Bilheteira - Dia 24 de Setembro

Levantamento de Reservas - Até ao dia 22 de Outubro

Patrícia Vaz
(Produtora)

Teatro do Campo Alegre

Documentários sobre José Afonso vão ser passados no clube literário do Porto ( dia 2 de Out. às 21h30)


Conferência sobre «The Social Construction of the Self» (28 e 29 de Set. em Alghero, Itália)



Conference: THE SOCIAL CONSTRUCTION OF THE SELF
Alghero, Italy
28-29 September 2009


What are the connections between social cognition and individual selfhood?
How do social relationships contribute to shape our inner self?

Conversely, how much of our mental like is intrinsically “social”, and in what sense?
Is there a sharp boundary between self and other, or these categories require a more nuanced analysis?
If there is an intimate connection between society and selfhood, what is the role of language in this respect?

These are some of the issues to be addressed in this interdisciplinary conference, where leading scholars in philosophy, psychology, and neuroscience are gathered to discuss the extent by which our inner mental life is influenced by the social context we live in.

Conference poster: http://www.media.unisi.it/cirg/fp/conf_social_self.pdf

PROGRAMME

Monday 28 September 2009
09:00: Opening remarks
09:15: Cecilia Heyes (Oxford), The role of learning in the development of mirror neurons
10:15: Coffee break
10:45: Corrado Sinigaglia (Milan), Motor cognition and action understanding
11:45: Peter Hobson & Jessica Hobson (London), Self/other distinction from the perspective of autism
13:00: Lunch
14:30: Matteo Mameli (London), An evolutionary perspective on social cognition
15:30: Shaun Gallagher (Orlando/Hatfield), Social interaction in the phenomenology of agency
16:30: Coffee break
17:00: Cristiano Castelfranchi & Fabio Paglieri (Rome), Self-control as a social problem
18:00: Gregory Currie (Nottingham), Language, narrative and the spread of reputation
20:30: Social dinner


Tuesday 29 September 2009
09:00: Barry Smith (London), Language, self-knowledge and consciousness
10:00: Julian Kiverstein (Edinburgh), Where am I? The extended mind and sociality
11:00: Coffee break
11:30: Till Vierkant (Edinburgh), The extended will: social and natural artefacts for self-control
12:30: Concluding remarks


REGISTRATION
Registration to the conference is free of charge, but people interested to attend should contact as soon as possible Prof. Fabio Bacchini (
bacchini@uniss.it): due to the limited number of seats available, requests for attendance will be processed following a first-come, first-served policy.

ORGANIZERS
F. Bacchini (Università di Sassari), C. Castelfranchi (ISTC-CNR Roma), F. Paglieri (ISTC-CNR Roma)
SPONSORS
The event is organized by the research project CONTACT – Consciousness in Interaction: The Role of the Natural and Social Environment in Shaping Consciousness(
http://linus.media.unisi.it/cirg/contact/), which is part of the ESF-EuroCORES programme CNCC – Consciousness in Interaction (http://www.esf.org/cncc).
The event is also sponsored by:
Dipartimento di Scienze della Comunicazione – Università degli Studi di Siena
Facoltà di Architettura, Alghero – Università degli Studi di Sassari
Istituto di Scienze e Tecnologie della Cognizione, CNR, Roma

Alguns poetas estiveram reunidos no café Piolho hoje à tarde (reportagem)



Um dos mais emblemáticos cafés da cidade do Porto, o Piolho, foi hoje palco de um encontro de poetas que, entre versos lidos, partilharam experiências e vivências daquele local onde um dia se inspiraram para escrever.
Fernando Morais, João Gesta, Rosa Alice Branco, João Habitualmente, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, Teixeira Guedes, Alberto Miranda, José Soares Martins, Filipa Leal, Pedro Ribeiro, João Ulisses e Marta Bernardes juntaram-se hoje à mesma mesa para dissecar o espaço que este ano comemora o seu primeiro centenário.

“O Porto sem o piolho seria uma careca calva. O Piolho é maior que o Porto”, sublinhou o poeta João Habitualmente, para quem aquele espaço é dado mais “à conversa, ao fino e ao tremoço” que propriamente à poesia.

Um sentimento não partilhado pela maioria dos restantes convidados, muitos dos quais leram poemas que escreveram dentro das paredes espelhadas do agora centenário Piolho D’Ouro.“O poeta está com sede [e] o mundo assim não avança”, leu Pedro Ribeiro, autor de um poema dedicado “à gaja da mesa do fundo”, escrito ali mesmo, no Piolho, no momento em que lhe “ia oferecer um poema” mas “a gaja” foi lá para fora: “que pena!”.

O café tornou-se assim “sala de estar, abrigo das investidas cobardes da polícia fascista e um espaço de fruição e liberdade” onde também se despertava para os primeiros amores, os “beijos ortopédicos e os charrinhos libertadores”, recordou o poeta João Gesta.

De palco de resistência a ponto de encontro, o café “é um lugar emblemático, de cultura e de construção do raciocínio e liberdade”, referiu Daniel Maia-Pinto Rodrigues. Talvez por isso, destacou Teixeira Guedes, “quem frequenta o piolho tem atitude poética”.

Mas o Piolho não é só feito de passados e tempos idos. A comprovar isso estiveram as poetisas Filipa Leal e Marta Bernardes, que contam estórias de presente, de cidades e memórias que a nova geração precisa de criar.“Ser poeta é ter experiência do indizível e correr atrás do horizonte”, descreveu Marta Bernardes, 26 anos, que defende que “toda a arte encerra um verso” e que “Portugal é, sobretudo, um país de poetas”.Já a professora e poetisa Rosa Alice Branco, para quem a vida sem Piolho “poderia ter sido muito triste”, acredita que em Portugal “há a mania que este é um País de poetas” e que “não se deve escrever se não houver coisas para dizer”.

Mas “os poetas não são portugueses, são de todo o mundo” frisou João Ulisses, que viu o café contribuir-lhe “um pouco para a cirrose” e para quem ser poeta “é estar contra tudo”.O encontro de hoje esteve integrado nas comemorações do centenário do Piolho cuja organização tem sido levada a cabo pela Escola Artística Profissional Árvore e pelos responsáveis Raúl Simões Pinto e Sílvia Silva.

Transcrição da notícia enviada pela agência Lusa


Saída de Campo para Observação de Aves na Albufeira do Caia ( 3 de Outubro de 2009)



Saída de Campo para Observação de Aves na Albufeira do Caia – 3 de Outubro de 2009

Integrada no “Fim-de-semana Europeu de Observação de Aves 2009”, o Núcleo Regional de Portalegre da Quercus vai organizar no próximo dia 3 de Outubro, Sábado, uma saída de campo para observação de aves na Albufeira do Caia.

O “Fim-de-semana Europeu de Observação de Aves” celebra a incrível beleza das aves existentes no nosso continente e tem como objectivo o fomento da conservação das Aves e dos seus Habitats. É uma iniciativa promovida pela associação BirdLife International, sendo coordenada em Portugal pela Sociedade Portuguesa para o Estudo de Aves (SPEA).

A Quercus associa-se a este evento, organizando diversas saídas de campo para observação de aves, sendo que a actividade no distrito de Portalegre decorrerá na Albufeira do Caia (concelhos de Arronches/Elvas/Campo Maior) no dia 3 de Outubro, durante o período da tarde.

Esta saída, que será guiada por colaboradores com experiência na área, abrangerá os diferentes níveis que os participantes possam apresentar, pelo que será aberta a todos os interessados. Para além do percurso pedestre, dirigido à observação, que iremos realizar na zona, a actividade constará também de uma breve abordagem inicial a esta temática.

O início da actividade está previsto para as 14.30 horas, sendo o ponto de encontro em Arronches, no Largo Serpa Pinto, junto ao Centro de Educação Ambiental da Cam. Municipal.

As inscrições, gratuitas, devem ser efectuadas por e-mail ou telefone, para os contactos do Núcleo Regional (portalegre@quercus.pt ou Telfs.: 96 010 70 80 // 93 942 63 71).

Mais informações em:

http://www.spea.pt/index.php?op=actividades/fds_caia

A Arte e a Natureza - ciclo de conferências na Faculdade de Belas Artes de Lisboa de 7 de Out. a 4 de Novembro


Na sequência dos 3 ciclos anuais de conferências realizados na FBAUL, a secção Francisco de Holanda do CIEBA (Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes) da FBAUL, vai realizar em Outubro e Novembro, o 4º projecto de articulação das Artes Visuais e das Outras Artes, submetido ao tema: A arte e a natureza. Para a realização deste desiderato, foram dirigidos convites a especialistas de vários campos artísticos, culturais e científicos, com o propósito de fazer confluir num mesmo espaço de debate, a especificidade dos seus contributos para o tema em foco. Promove-se, uma vez mais, uma influência recíproca entre as áreas artísticas da própria FBAUL, e estabelece-se uma relação com outras ‘Artes’ e Instituições.

As conferências ocorrerão em Outubro e Novembro, nos dias 07, 14, 21 e 28 de Outubro, e 04 de Novembro, entre as 14h30 e as 18h00, sendo as cinco sessões moderadas por Cristina Azevedo Tavares, Margarida Calado, José Quaresma e Fernando Rosa Dias.

O Ciclo de Conferências A arte e a natureza será acompanhado, em simultâneo, por três exposições alusivas ao tema vigente, designadamente dois conjuntos de obras produzidas à luz do conceito de Environmental Art com 20 autores (conhecidos e emergentes), e ainda, uma exposição intra-muros com 10 autores (conhecidos e emergentes) das áreas da Pintura, Desenho, Escultura e Instalação.

As três exposições realizar-se-ão em três núcleos distintos:
- Galeria da FBAUL, de 8 de Outubro a 20 de Novembro;
- Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, de 9 de Outubro a 30 Novembro;
- Reservatório da Patriarcal (Museu da EPAL), de 2 de Outubro a 20 de Novembro.

A entrada é livre, mas é conveniente fazer a sua inscrição, mediante o preenchimento da ficha de inscrição e respectivo envio para o
Gabinete Relações Públicas.
A inscrição concederá o acesso livre às exposições na Galeria da FBAUL, no Reservatório da Patriarcal e no Jardim Botânico da UL. Permitirá ainda o envio posterior de informação relativa às Conferências, nomeadamente um Certificado de Presença com a descriminação das Conferências a que vai assistir.


Contactos
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
Gabinete de Relações Públicas

Largo da Academia Nacional de Belas-Artes
1249-058 Lisboa Portugal


Telefone 213 252 108
Fax 213 252 116
Correio Electrónico
gab.rp@fba.ul.pt

Horário Segunda a Sexta › das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 16h30
Programa das Conferências:

7 de Outubro de 2009
Moderador: José Quaresma

Adriana Veríssimo Serrão (FLUL)
A essência da ruína: circularidade entre arte e natureza.

Isabel Sabino (FBAUL)
Uma (in) certa natureza.

Susana S. Martins (KUL – Lieven Gevaert Research)
Naturezas de Portugal: autenticidade e identidade nasrepresentações fotográficas.
Debate seguido de breve intervalo.
José Quaresma (FBAUL)
Rinocerontes, reprodutibilidade e ciência.
Margarida Calado (FBAUL)
Natureza Morta – Reflexões em torno de um género detradição na pintura ocidental.
José Sanches Ramos (FBAUL)
Do Lápis da Natureza às Coisas, que são como as vemos.

14 de Outubro de 2009
Moderador: Fernando Rosa Dias

Fernando António Baptista Pereira (FBAUL)
“A pintura engana a natureza” — Origens dos géneros “paisagem” e “natureza morta.”


Rui Oliveira Lopes (SFH-CIEBA)
A ideia de natureza na arte chinesa.Da pintura de paisagem à arquitectura de jardins.


Helena Ferreira (FBAUL)
Apropriação especular da natureza na arte contemporânea.

Debate seguido de Lançamento do Livro de Actas dedicado ao tema Arte e Eros.


António Pedro Marques (FBAUL)
Blotting, Bluffing Nature.

Ana Pais (ESTC)
A natureza humana e a imitação.Perspectivas interdisciplinares.


Juan Carlos Ramos Guadix (FBAUG)
La metamorfosis de la imagen plástica.
Mais info: aqui

1,1 milhões de precários e 700.000 desempregados em Portugal !!! « - Porreiro, pá!»


1,1 milhões de precários em Portugal!
...e 700.000 desempregados!

«- Porreiro, pá! »


O que mais é preciso para demonstrar que o capitalismo não serve porque é destrutivo da natureza, de empregos e da felicidade de viver...

25.9.09

Colóquio Internacional sobre racionalidade hermenêutica (1 e 2 de Out. na Fac. de Letras de Coimbra)


Entre 1 e 2 de Outubro de 2009, a Unidade I&D Linguagem, Interpretação e Filosofia organiza, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, um Colóquio Internacional sobre "racionalidade hermenêutica", com a participação de alguns dos mais reputados especialistas mundiais nesta área filosófica


International Colloquium “The Hermeneutic Rationality”
October 1-2, 2009
University of Coimbra (Portugal)



Program


1st October

9h.15 – Opening ceremony
10h – Plenary session (A) Moderator: Edmundo Balsemão
Andrzej Wiercinski, (International Institute for Hermeneutics): Phronesis as the Mediation between Logos and Ethos: Rationality and Responsability
Nicolas Davey (University of Dundee, GB, Scotland): Hermeneutic Aesthetics
Debate

Gilbert Vincent: (Université Marc Bloch – Strasbourg), L´herméneutique du sentiment de dette: s'imaginer insolvable; s'obliger à rendre ; donner - ou l'affranchissement du désir d´être.
Isabel Matos Dias (University of Lisbon) Hermenêutica e Cultura.
Debate


13.00 - Lunch

15h – Plenary session (B) Moderator: Mário Santiago de Carvalho
Jesús Conill (Valencia, Espanha): The Experiential Hermeneutic Nature of Gadamer´s Practical reason

James Risser, (Department of Philosophy, Seattle University, USA): Finding the Measure of Reason in Gadamer’s (Platonic) Hermeneutic.
Debate

16h.30 Coffee break

Marco Antonio Casanova (Federal University of Rio de Janeiro): Monde et singularité: l´enjeu de l´accion singulière dans l´herméneutique heideggeriènne de la facticité.
Alexandre Franco de Sá (University of Coimbra) : Phronesis, décision et résolution:Heidegger et le décisionisme
Debate

2nd October

10h – Plenary session (B) Moderator: Maria Luísa Portocarrero
Jean Grondin (University of Montréal): The Metaphysical Dimension of Hermeneutics
Marcelino Agís Villaverde (University of Santiago de Compostela): El diálogo como arte de la razón compartida
Debate

Jeffrey Andrew Barash (Amiens, France): Is Collective Memory a Figment of the Imagination
Martinho Soares (bolseiro da FCT, Doutorando na Universidade de Coimbra):
L´herméneutique du texte historique chez P.Ricoeur
Debate

13h00 Lunch

15h – Plenary session (C) Moderator: Alexandre Franco de Sá
Gaetano Chiurazzi (University of Turim): La phronèsis comme rationalité diagonale.
José Manuel Santos (University of Beira Interior): La rationalité pratique et sa fondation
Irene Borges Duarte (University of Évora): O lugar do afecto. Da hermenêutica da facticidade à análise existencial heideggeriana
Debate

16h30 - Coffee break

Moderator: Isabel Matos Dias Caldeira Cabral
Luís Umbelino (University of Coimbra ): Ricoeur´s Hermeneutic Turn in French Reflexive Tradition.
Paula Ponce de Leão (ISPA – Lisbon): Atestação e Testemunho em Paul Ricoeur
Debate


18h.30 – Closing Session Moderator: António Manuel Martins
Maria Luísa Portocarrero (University of Coimbra): Les vrais enjeux du concept herméneutique d´application: Gadamer et Ricoeur

Seminário Aberto de Estética - Linhas de Composição.Gilles Deleuze, Imagens (28 e 29 de Set. na FLUP)

Seminário Aberto de Estética LINHAS DE COMPOSIÇÃO. GILLES DELEUZE, IMAGENS
28 de Setembro, às 13h30 (Sala 210) e 29 de Setembro, às 15h30 (Sala 208) na FLUP

O Research Group "Estética, Política e Artes" do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto (GFMC) tem o prazer de convidar V. Exa. para o Seminário

LINHAS DE COMPOSIÇÃO. GILLES DELEUZE, IMAGENS

a realizar por António Carlos Amorim (Universidade Estadual de Campinas UNICAMP. Brasil)


O Seminário, integrado no Ciclo de Seminários Abertos de Estética, terá lugar nos dias 28 de Setembro, às 13h30 (Sala 210) e 29 de Setembro, às 15h30 (Sala 208) na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.


[Entrada livre]

Informações
Instituto de Filosofia
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Via Panorâmica s/n
4150-564 Porto
Telef. 226077100 - ext.3103
ifilosofia@letras.up.pt

Seminário aberto «Freud, Jung, Lacan: sobre o inconsciente» na Faculdade de Letras do Porto a partir de 8 de Outubro

Seminário Aberto Freud, Jung, Lacan: Sobre o Inconsciente
A partir de 8 de Outubro na FLUP



No âmbito das actividades do Instituto de Filosofia, irá decorrer a partir do próximo dia 8 de Outubro o Seminário Aberto Freud, Jung, Lacan: Sobre o Inconsciente, dirigido por Luís M. Augusto, Bolseiro de Pós-Doutoramento da FCT e Investigador Integrado do Instituto de Filosofia / Mind, Language and Action Group (MLAG).

As sessões do Seminário Aberto decorrerão na Faculdade de Letras da Universidade do Porto a partir das 19h00. Indica-se em seguida as datas e salas das sessões:

08.10.09, Sala de Reuniões - Freud: A 1ª Tópica

22.10.09, Sala de Reuniões - Freud: A 2ª Tópica

05.11.09, Sala de Reuniões - Jung e o Inconsciente Colectivo

19.11.09, Sala a anunciar - Lacan: O Inconsciente como uma Linguagem I

03.12.09, Sala a anunciar - Lacan: O Inconsciente como uma Linguagem II

ENTRADA LIVRE

CARTAZ DE DIVULGAÇÃO

Informações
Instituto de Filosofia
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Via Panorâmica s/n
4150-564 Porto
Telef. 226077180
ifilosofia@letras.up.pt

23.9.09

Plataforma Anticapitalista



Entre Abril e Julho deste ano, algumas organizações e pessoas encontraram-se em Lisboa para debater a situação do país, particularmente a que é vivida no quadro da crise mundial do capitalismo. O seu intuito foi procurar pontos comuns de análise da situação e discutir as condições para uma actuação política conjunta.
Os que participaram nos encontros não se iludem sobre a actual fraqueza da esquerda anticapitalista. E sabem que fraca continuará a ser se não forem encontradas formas de juntar forças na base de uma plataforma política mínima, comummente aceite.
Nesse sentido, a plataforma O capital que pague a crise, aprovada nos referidos encontros, representa um passo em frente. Ela permite, com efeito, dar a conhecer, de forma mais sistematizada e alargada, posições anticapitalistas de resposta à crise actual. E cria, portanto, condições para colocar a questão da resistência dos trabalhadores, não em termos de partilha de sacrifícios ou de medidas aceitáveis pelo patronato e pelo poder, mas em termos de luta pelos interesses de classe dos assalariados.
A Plataforma Anticapitalista em que as citadas organizações convergiram é uma base de colaboração aberta a demais grupos e pessoas. O seu ponto central é combater a pilhagem a que os trabalhadores e os pobres estão a ser sujeitos, dizendo-lhes que nada têm a esperar deste regime.
Publicamos de seguida um comunicado sobre os Encontros e o texto da Plataforma Anticapitalista O capital que pague a crise, apelando aos nossos leitores para que os apoiem e divulguem.


Encontros da Plataforma Anticapitalista

Diversas organizações e pessoas a título individual encontraram-se, em Abril, Junho e Julho, para trocarem informações e para analisarem em comum a presente situação política do país e do mundo.

Em resultado, decidiram:

1. Dar continuidade aos encontros com as seguintes finalidades:
- trocar informações sobre lutas, realizações, etc, de interesse comum, nacionais ou internacionais;
- debater posições ou propostas políticas;
- encontrar formas de acção e de intervenção comuns.

Os encontros serão regulares. Serão coordenados por uma comissão, cujos membros não são fixos, encarregada de assegurar a realização dos encontros e de propor os assuntos para discussão. Serão abertos à participação de outras organizações e pessoas que concordem com a plataforma entretanto aprovada.

2. Criar uma folha, não periódica, mas com desejável regularidade, com vista a divulgar posições sobre acontecimentos políticos, apoiar acções de luta de trabalhadores, etc, que os participantes dos encontros achem pertinentes.

3. Discutir e definir uma plataforma reivindicativa com o objectivo de criar uma base de acção comum.

Em consequência das discussões travadas, foi aprovada a plataforma “O capital que pague a crise”.
A meta imediata é dar a conhecer posições políticas anticapitalistas, hoje francamente minoritárias, sobre a situação portuguesa e internacional, particularmente em resposta à presente crise mundial.
O propósito é lançar e divulgar o mais possível um conjunto de exigências económicas e políticas de alcance imediato que respondam à situação actual e que, desse modo, encontrem eco entre os trabalhadores.
Tais exigências têm em conta os problemas presentes das classes trabalhadoras e o estado de consciência da maioria.
Mas em vez de pregarem a moderação e a resignação, procuram pôr em contraste os interesses de classe que se chocam na presente crise e incentivar os trabalhadores a reagirem e a rejeitarem pagar-lhe os custos.

4. Promover uma campanha de divulgação pública da plataforma aprovada e de recolha de apoios.

5. Marcar novo encontro para debater as eleições legislativas e autárquicas.

Colectivo de Comunistas Revolucionários
Colectivo Mudar de Vida
Colectivo Política Operária
5 Julho 2009


Plataforma anticapitalista
O capital que pague a crise


Patronato, governo e partidos do poder fazem-nos crer que a recuperação da presente crise capitalista exige sacrifícios partilhados por todos.
Na verdade, são os trabalhadores assalariados que estão a suportar o grosso dos sacrifícios.

O ponto central da nossa posição é de que os trabalhadores devem rejeitar pagar os custos da crise – pela acção de massas, pelo apoio mútuo, pela solidariedade de classe (nacional e, sempre que possível, internacional).

Consideramos que a resposta à crise não está na habilidade das “soluções” propostas, mas na força posta no confronto de classes.

Para os trabalhadores, o resultado depende da resistência que opuserem às medidas aplicadas por governos e patrões, das exigências que colocarem, da energia que puserem na sua defesa.

A expressão que resume esta ideia é:
O capital que pague a crise

As exigências concretas que pretendemos popularizar são as seguintes:

1. Trabalho para todos
- Ponto final nos despedimentos
- Proibição do lay-off
- Combate ao desemprego, ao subemprego e ao trabalho precário através da redução do horário de trabalho sem redução de salários

2. Combate à pobreza e à degradação do nível de vida
- Aumento geral de salários e pensões, redução dos leques salariais
- Uso exclusivo dos dinheiros do Estado e da Segurança Social para apoio ao emprego e ao bem-estar dos trabalhadores. Nem mais um tostão para banqueiros e especuladores

3. Mais justiça social em vez de polícia
- Apoio social aos bairros pobres e às populações imigrantes
- Julgamento e condenação dos especuladores e corruptos
- Fim dos privilégios (pensões, indemnizações, carros, etc.) dos administradores, políticos e patrões que cometeram fraudes

4. Pôr em minoria os partidos do capital
- Contra a maioria absoluta, contra o bloco central
- Não votes nos partidos de quem te explora


Colectivo de Comunistas Revolucionários
Colectivo Mudar de Vida
Colectivo Política Operária
5 Julho 2009


Fonte:

Reportagem sobre a Feira de Livros Anarquista de Victoria ( no Canadá)


No fim de semana de 12 e 13 de setembro realizou-se a 4ª Feira Anual de Livros Anarquista de Victoria na Columbia Britânica, Canadá. Para aqueles que não conhecem esta cidade, Victoria é antes de tudo um local turístico que pode ser descrito como nada menos que “pitoresco” – e não no bom sentido. De qualquer forma, o/as radicais locais de Victoria estão conseguindo provar que há mais para a cidade do que os mais maravilhosos jardins do mundo e as expedições diárias para ver baleias.
A feira de livros reuniu uma variedade interessante de distribuidoras, coletivos e organizações, cada uma com seus projetos e missões diferentes. Sendo minha primeira viagem ao norte da fronteira, a feira de livros me providenciou um espaço para conectar e aprender sobre as diferentes lutas que alguns indivíduos e comunidades na Columbia Britânica estão encarando.

Logo de início, foi muito bom ver a Declaração de Solidariedade Indígena do coletivo de organização da feira de livros:
“O coletivo da Feira de Livros apóia a luta dos povos indígenas por toda a América do Norte para assegurar sua autonomia cultural e soberania de seu território. Victoria está localizada sobre os territórios tradicionais dos povos Lekwungen e Songhees, que têm resistido ao seqüestro de grande parte de suas terras realizado à força, assim como têm resistido aos repetidos atentados de destruir suas culturas através de múltiplas forças de colonização. A elasticidade e a resistência destas e outras comunidades que fazem conexões ancestrais com estas regiões, perante a injustiça, nos desafia a apoiar todos os povos indígenas na contínua luta contra o colonialismo, o capitalismo e o genocídio cultural.”

Como nos anos anteriores, foram realizados vários eventos durante a semana precedente à feira de livros, incluindo a Feira Faça Você Mesmo que, felizmente, pude participar em boa parte. Entre a miríade de oficinas realizadas na Feira Faça Você Mesmo (arte guerrilha, primeiros socorros etc.), a autora Cindy Milstein abriu uma discussão intitulada “Educando para a Liberdade”, onde falou sobre seu trabalho no Instituto para Estudos Anarquistas.

No dia seguinte, Cindy também deu uma palestra na feira de livros intitulada “Princípios Anarquistas e Políticas Pré-figurativas”, que cobriu boa parte do tema abordado no seu livro, “Anarquismo e suas Aspirações”, em breve disponível na AK Press.


Após o primeiro dia de atividades, a maioria das pessoas se dirigiu para um show de hip-hop/palavra falada que contou com o Testament, um rapper anarquista, que também ajuda a administrar o Infoshop Empowerment em London, Ontário.
Infelizmente, não pude participar de nenhuma oficina realizada durante a feira de livro porque tive que tomar conta de uma mesa da AK, mas a programação foi sólida, com apresentações como: Anarquia Queer-Gênero, Resistência Indígena ao Ecocídio, Transformação através das Artes Marciais, e muito mais.


Tive uma oportunidade de andar pelo salão da feira de livros, onde estavam os livreiros locais, o Infoshop Camas e a Gravadora Black Raven, entre outros. Josh Macphee, autor do livro “Realizando o Impossível”, estava também presente na feira de livros com uma mesa do Just Seeds, um coletivo de arte radical.

Posicionada a um ângulo de 90 graus da mesa da AK estava um novo grupo chamado Women’s Publication Network, um projeto do UVSS Women’s Center, que estavam distribuindo zines grátis. Encontrei alguns zines incríveis nesta mesa, incluindo uma coleção de escritos das (em sua maioria canadenses) jovens mulheres de cor e um zine criticando o retrato dos Povos das Primeiras Nações no cinema canadense.

Na frente da mesa da AK estava o Victoria Street Newz, um jornal ativista/independente distribuído pelas pessoas de baixa - ou nenhuma - renda por toda a cidade. Há informações de contato atuais para todos estes grupos em seus respectivos sítios de internet, então, por favor, entre com contato com eles para descobrir uma maneira de apoiar algum ou todos estes projetos.


No outro lado da sala, Gord Hill, autor do livro “500 Anos de Resistência Indígena”, estava com uma mesa da Warrior Publications, e também divulgava a campanha Não às Olimpíadas de 2010 sobre Terra Nativa Roubada. Para aquele/as de vocês que nunca ouviu falar sobre a campanha Não 2010, eu o/as aconselho visitar o sítio de internet
www.no2010.com , para descobrir porque um grupo tão diverso se reuniu para resistir ao impacto devastador que as Olimpíadas de Inverno de 2010 em Vancouver certamente irão causar às comunidades indígenas locais, às mulheres, e ao povo pobre. Cabeça erguida – se você estiver em algum lugar próximo à costa oeste durante o mês de novembro, fique atento com as atualizações sobre a “Turnê de Palestras Não 2010” que está percorrendo litoral a baixo.

Gostaria de ter dado a você uma melhor explanação sobre a tamanha experiência de aprendizado que a Feira de Livros Anarquista de Vitória foi para mim, mas acho que esta é uma daquelas coisas que somente você estando lá para saber. Sorte tua, ano que vem tem outra.

Tradução > Marcelo Yokoi
agência de notícias anarquistas-ana

Acções de Reflorestação na Reserva da Faia Brava ( em Figueira de Castelo Rodrigo) promovidas pelo colectivo Germinal


ACÇÕES DE REFLORESTAÇÃO
Outono 2009
Reserva da Faia Brava, Algodres, Figueira de Castelo Rodrigo

Fins-de-semana:
16, 17 e 18 de Outubro de 2009
23, 24 e 25 de Outubro de 2009
13, 14 e 15 de Novembro de 2009


O Colectivo Germinal e a Associação Transumância e Natureza organizam para este Outono três acções de reflorestação nas margens do rio Côa, no Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Vamos dar continuação ao trabalho de recuperação da àrea protegida da Reserva da Faia Brava, propriedade da ATN, com o repovoamento de áreas ardidas e agrícolas abandonadas, promovendo assim a recuperação destes ecossistemas. Haverá também a manutenção de um viveiro florestal e a recolha de sementes.

As árvores utilizadas para os repovoamentos são autóctones, como carvalhos (sobreiros, azinheiras, roble, etc.) e freixos, entre outras. Estas acções têm por objectivo criar as condições necessárias para a recuperação de um ecossistema natural, onde espécies da fauna e flora autóctones possam sobreviver e prosperar.

Os acampamentos de voluntários realizam-se de Sexta a Domingo, sendo a Sexta-feira para recepção dos participantes. O ponto de encontro é junto à Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo. A partir daqui asseguramos transporte até ao local do acampamento e regresso.

Durante os três dias da reflorestação garantimos refeições veganas/vegetarianas confeccionadas no acampamento (Pequeno-almoço, Almoço e Jantar).

Necessitas trazer tenda, saco-cama, o teu próprio prato, copo e talher, lanterna, termo, impermeável e roupa quente, botas ou galochas, instrumentos musicais, alegria e boas vibrações!!

Inscrições
Envia um e-mail para colectivogerminal@hotmail.com indicando o fim-de-semana em que pretendes participar, mais nome e telefone e aguarda a nossa confirmação. A Inscrição tem um valor de 3€ a pagar aquando da chegada ao local de acampamento.

Os bolseiros de investigação científica protestaram hoje contra a sua situação precária


Investir em Ciência é Investir em Quem a Faz!
Comunicado da ABIC ( associação dos bolseiros de investigação científica)

Durante mais de quatro anos, o actual Governo proclamou como prioridade e marca distintiva de governação o “investimento na Ciência”. E, com efeito, registou-se durante este período um aumento do financiamento público destinado ao sistema científico e tecnológico, que se traduziu no acréscimo do número de Investigadores e no consequente aumento da produção científica nacional.

A ABIC reconhece e valoriza este esforço, que reputa como indispensável para o desenvolvimento sustentado do país. Mas não pode deixar de denunciar o facto de a propalada aposta governativa na Ciência assentar, em larga medida, no recurso a bolseiros, segmento cuja actividade é porventura a que mais contribui para a produtividade do campo científico português, mas que continua sendo o mais precários e negligenciado de todos.

Durante mais de quatro anos, indiferente ao descontentamento crescente dos bolseiros e às propostas que estes, através da ABIC, de forma aberta e construtiva, permanentemente apresentaram, o Governo nada fez para valorizar e qualificar a situação profissional destes trabalhadores científicos. Com efeito, esta legislatura não registou quaisquer avanços positivos a este nível. Ao fim de mais de quatro anos, os bolseiros portugueses continuam:

- Sem verem aumentadas as suas retribuições mensais, significando uma perda de poder de compra de cerca de 20% desde 2002, ano do último aumento;
- Sem acesso ao regime geral da Segurança Social (apenas podendo aceder ao Seguro Social Voluntário, descontando sobre o valor do Salário Mínimo, logo com protecção social mínima);
- Sem direito a subsídios de férias e de Natal;
- Sem direito a subsídio de desemprego;
- Sem verem reconhecido o seu estatuto de trabalhadores e, por isso, sem acesso aos direitos que esse estatuto consagra;
- A assegurar necessidades permanentes de instituições – e não, como deveriam e como é frequentemente dito, a cumprir um período temporário de formação académica e/ou profissional.

Ao longo destes quatro anos e meio, a ABIC procurou conhecer a realidade dos bolseiros, denunciou os problemas da sua condição profissional e avançou com propostas concretas e exequíveis para a sua resolução. A todas o Governo respondeu ora com indiferença, ora com considerações genéricas, nunca concretizadas, sobre a necessidade de introduzir ajustamentos nas políticas vigentes.

Perante este quadro, cremos ser chegada a altura para denunciar pública e explicitamente a falta de vontade política revelada por este Governo para promover mudanças efectivas na situação profissional dos bolseiros. É também nesta altura que julgamos ser oportuno conhecer que propostas têm as forças políticas que concorrem às eleições legislativas com vista à resolução dos problemas dos bolseiros.

Por isso, a ABIC convoca, para o próximo dia 23 de Setembro (4ª Feira), frente à Assembleia da República, um protesto de bolseiros, ao qual se poderão associar todos os profissionais do sistema científico e tecnológico nacional que não se revêem no actual estado de coisas. As nossas propostas são conhecidas. Reivindicamos:

- Contratos de trabalho para todos os bolseiros que não estejam em formação (bolseiros de projectos, bolseiros de gestão de ciência, bolseiros técnicos, bolseiros doutorados);
- Adequada cobertura em matéria de segurança social;
- Aumento das retribuições mensais e introdução do princípio de actualização anual dos seus valores.

É de tempo de unir os bolseiros na afirmação inquestionável de que não há verdadeiro investimento em Ciência sem investimento em quem a faz.

Junta-te a este protesto!




A Associaçao dos Bolseiros de Investigaçao Científica (ABIC) tem como objectivos dinamizar e congregar esforços para melhorar o estatuto do Bolseiro de Investigaçao Científica, numa tentativa de alterar o panorama actual e contribuir para o reconhecimento e dignificaçao dos profissionais que exercem investigaçao científica enquanto bolseiros.

Colóquio em Setúbal sobre José Afonso e o seu apoio à Reforma Agrária ( na sede da AJA, dia 25 de Setembro às 21h.)




A AJA (Associação José Afonso) na cidade de Setúbal continua a sua série de colóquios.
Desta vez o tema será: As vivências José Afonso em apoio à reforma agrária.


Local da sede: Rua damão 26 - 282900-340 Setúbal
t. 265. 185 580

A associação Campo Aberto promove hoje à noite um debate sobre Ciclovias e utilização de bicicletas como transporte urbano


Debate “Ciclovias e utilização de bicicletas como transporte urbano”


A utilização da bicicleta é cada vez mais encarada como uma alternativa de transporte urbano. Silenciosa e amiga do ambiente (e da saúde dos seus utilizadores), a sua utilização nas cidades portuguesas vai crescendo timidamente.


Dia 23 de Setembro, a partir das 21:30, no Clube Literário do Porto (Rua Nova da Alfândega, 22, Porto – à ribeira), a Campo Aberto organiza um debate com os seguintes convidados:
Miguel Torres, colaborador do projecto Futuro Sustentável, onde foi proposta uma
rede de ciclovias para o Grande Porto;
Pedro Serra, do movimento
Massa Crítica;
João Neves, responsável pelo projecto Civitas, em curso na cidade do Porto.


Utilizadores, simpatizantes e mesmo opositores da utilização da bicicleta em meio urbano, todos ficam convidados a comparecer e a deixar o seu testemunho.
Este debate surge no seguimento de uma conversa que se iniciou online quer no site da Campo Aberto quer no blog “A Baixa do Porto” a propósito da utilização da bicicleta como meio de transporte e dos potenciais conflitos que podem surgir entre peões, ciclistas e automobilistas. O debate insere-se ainda na
semana europeia da mobilidade.


http://www.campoaberto.pt/