17.9.09

Squat Meet 09 na cidade do Porto ( 18, 19 e 20 de Setembro)


As pessoas presentes no Domingo, dia 20 de Setembro, no bar-livraria Gato Vadio escolherão um dos 4 documentários seguintes para ser projectado às 17h.:


500 Stenkastende Autonome Voldspsykopater fra Helvede
ENGLISH TITLE: Squat 69
DANISH RELEASE: 10.10.2007
COUNTRY OF ORIGIN: Denmark
RUNNING TIME: 81 min
"For sale! Including 500 violent stonethrowing psyko punks from Hell" – the sarcastic message from the controversial squat Ungdomshuset in Copenhagen. After seven years of political discussions and court proceedings the activists were evicted from their house, popularly known as Jagtvej 69, on March 1 2007. The film takes a balanced look behind the barricades and follows the squatters during the final year before all was demolished and riots broke out in Copenhagen. The four directors, who were the only outsiders allowed access to Jagtvej 69, bring us close to some of the core activists and document their thoughts in dealing with the imminent threat to their continued existence.




69 (2008)
Nikolaj Viborg; Denmark; 60 min (en)
"69" is a documentary about a large group of young people who did not see themselves, culturally or politically, as part of established society. In 1982 they lawfully occupied what was known as the Youth House (Ungdomshuset) at Jagtvej 69, on the outskirts of Copenhagen's inner city. The film portrays the group's situation in 2007, documenting the stormy last six months of the Youth House's history, where the radicalized group rage against the establishment. By following the inner circle of activists, we learn more about the group, the reasons for their actions, and the cause of their predicament.


Squatting (2009)
A film by Larisa Matteissen, 85 min. (en)
Movie follows anarchists and activists, who occupy different empty buildings and territories - from rooms, houses and industrial buildings to complete villages and ports. Dutch and Russian activists are telling about their experiences of squatting and reactions of authorities to self-organisation. Anti-squatters explain why they are in side of the state. You may freely distribute film for non-commercial purposes.


Table Bed Chair - Amsterdam Squatters
A documentary by Robert Hack and Jakob Proyer
The DVD is about 30 minutes long and includes Music by P.A.I.N and Fugazi.
Duration: 30 min 41sec



Squatting in Amsterdam
Journalist Julia Dimon goes underground and investigates Amsterdam's squat scene, a youth counter-movement revolutionizing the housing scene in Holland.




Porque há outros espaços no Porto com imensas afinidades com o projecto CasaViva - Musas, Terra Viva, Casa da Horta, Gato Vadio... - partilhamos com eles a resposta ao apelo lançado a espaços okupados e autónomos para este Squat Meet 09.

Programa

6ª, 18 setembro
19h00 Recolha de alimentos no mercado abastecedor do Porto

20h00 Dj okupa, reciclagem dos alimentos e jantar, conversa e convívio, na CasaViva

sábado, 19 setembro
13h00 16h00 Almoço e conversa na Casa da Horta
16h30 18h30 Xadrez no Terra Viva



19h30 Cinema Comunitário:
La estrategia del caracol, de Sergio Cabrera (116')
Ficção. Itália, Colombia, França. 1993
Espanhol, com legendas em inglês
Filme inspirado numa notícia que Sergio Cabrera encontrou num diário de notícias colombiano: uma ordem de despejo demorou tanto tempo a realizar-se que quando as autoridades puderam, por fim, efectuá-la, já a situação era completamente diferente e surpreendente, tanto o edifício como os seus ocupantes tinham desaparecido.Os vizinhos da Casa Uribe estão a ponto de serem desalojados, apesar de estarem a ocupá-la há décadas. O dono, um rico prepotente, reclama a sua propriedade para conservá-la como monumento da Bogotá de então. O advogado do edifício, Romero, e os ocupantes da casa fazem de tudo para fazer valer os seus direitos frente à lei. Mas como já se sabe quem ganha nestas disputas entre pobres e ricos, o senhor Jacinto, um ex-anarquista espanhol, propõe um plano peculiar...


22h00 Jantar na CasaViva

23h00 Musas provoca conversa sobre software livre


domingo, 20 setembro
17h00 Documentários e debate no Gato Vadio



Gato Vadio
gatovadiolivraria.blogspot.com
Rua do Rosário, 281

Terra Viva, associação de ecologia social
terraviva.weblog.com.pt
Rua dos Caldeireiros, 213

Casa da Horta, associação cultural

casadahorta.pegada.net
Rua de São Francisco, 12A
Espaço Musas

musas.pegada.net
Rua do Bonjardim, 998

Os homens da luta (Gel e Falâncio) cruzam-se com Sócrates e a campanha Xuxialista, e não é que foi tudo abaixo!


Ver o video AQUI

Foram dez minutos de enorme confusão, com insultos, empurrões e pontapés. A equipa do programa “Vai Tudo Abaixo”, dos vídeos Sapo (ex-Sic Radical) – quatro homens e um megafone -, arrasou na tarde de ontem a passagem de José Sócrates no Seixal

A JS recebeu instruções para cercar os dois actores com bandeiras e gritos de de ordem, o corpo de segurança pessoal do primeiro-ministro posicionou-se para os neutralizar e só largos minutos depois chegou o núcleo duro com Sócrates no centro.
Neto e Falâncio estavam preparados.


“Olhem as fábricas a fechar. Isto é bom para a luta. O desemprego a aumentar. A luta continua. Obrigada Sócrates pela precariedade”,
gritava Neto no megafone, rompendo a barreira de som da JS, que à sua volta gritava “PS!PS!”


A confusão era enorme. Sócrates era levado para o palco e os actores corriam no meio da massa socialista, saltando canteiros, tentando chegar à frente do palco. Mas foram empurrados, insultados e até levaram alguns pontapés. Mas não se renderam.



“Está tudo gravado”, exultava o produtor, enquanto ajudava Neto a trepar para cima de uma paragem de autocarro, partindo-lhe a cobertura. Atirou-lhe o megafone - "a luta continua" -, no momento em que chegava um agente da PSP e quando Sócrates já abandonava o palco e o Seixal.
Fonte: jornal Publico

Contactos para espectáculos de Gel e Falêncio, os homens da luta, 915003232 ou http://www.nunocarvalho.com/

"E o povo, Pá?"


16.9.09

Livraria Utopia já tem blogue, e à venda o livro esgotadíssimo de Rui Mateus sobre o Partido Socialista

A livraria Utopia, no Porto, uma pequena livraria com um seleccionado acervo de livros novos e usados tem já o seu próprio blogue onde tem vindo a divulgar algumas obras à venda. Uma delas, que viemos encontrar é o célebre livro de Rui Mateus sobre Partido Socialista desconhecido e cuja edição estranhamente desapareceu do mercado livreiro logo que o livro foi lançado nas livrarias, facto que não é certamente alheio às denúncias e acusações feitas no livro sobre o funcionamento e a vida interna do PS.



http://livrariautopia.blogspot.com/

Livraria Utopia
Horário: Segunda das 15h às 18.45h,
Terça-feira a Sexta-feira das 10h às13h e 15h às 18.45h
Sábado: 10h às13h e 15h às 18.00h

Morada
Rua da Regeneração, 22 (à Praça da República)
4000-410 Porto

Contactos
222083526 968352292

Email: livrariautopia@gmail.com

Localização (mapa)

Comunidade de leitores sob a coordenação de Valter Hugo Mãe na Biblioteca Municipal Almeida Garret no Porto começa no dia 24 de Setembro


As comunidades de leitores são espaços privilegiados para a discussão de um livro e do seu lugar no mundo cada vez mais vasto de possibilidades de leitura. Pensar nos autores contemporâneos, não exactamente nos consagrados mas antes nos que aparecem agora, potencialmente defenindo este tempo, é como tentar abrir janelas para o presente, mais do que para o futuro como se poderia pensar. Porque, antes de estar em causa adivinhar quais os autores que ficarão com o seu nome fixo na História a ser feita, está em causa atentarmos no que solicita hoje a atenção de quem escreve e porquê. Esta série de leituras propostas passam por esta ideia de encontrarmo-nos com a ficção portuguesa que ficará, para sempre, relacionada com a década em que ainda vivemos, para pensarmos sobre o que ainda vivemos e de que modo está isso vertido, ou não, para dentro desses retratos tão subjectivos que são os livros.

Sessões e respectivos livros a ler para debate e partilha de opiniões:

1.ª sessão: 24 de setembro, quinta-feira: Nenhum Olhar, José Luís Peixoto

2.ª sessão: 07 de outubro, quarta-feira: Jerusalém, Gonçalo M. Tavares

3.ª sessão: 28 de outubro, quarta-feira: Morder-te o Coração, Patrícia Reis

4.ª sessão: 11 de novembro, quarta-feira: o apocalipse dos trabalhadores, valter hugo mãe

5.ª sessão: 25 de novembro, quarta-feira: Efeito Borboleta, José Mário Silva

6.ª sessão: 17 de dezembro, quinta-feira: As Sereias do Mindelo, Manuel Jorge Marmelo

15.9.09

Gente do Norte, filme de Leonel Brito (com guião de Rogério Rodrigues e música de José Mário Branco),vai passar em Moncorvo (dia 19 de Set. às 14h30)

Gente do Norte, filme premiado de Leonel Brito ( com guião de Rogério Rodrigues e música composta por José Mário Branco em 1978), sobre a resistência e esperança das gentes de Moncorvo, em Trás-os-Montes, vai passar em Torre de Moncorvo no próximo dia 19 de Setembro às 14h 30 no Cine-teatro no próximo dia 19 de Setembro com a presença do realizador e do autor do guião.

Será ainda projectado o filme "Encomendação das Almas" (1979) do mesmo realizador.
No mesmo dia, mas da parte da manhã vai ser lançado e apresentado o livro: "Torre de Moncorvo 1974-2009" no seguimento da exposição que foi inaugurada em Junho, no Centro de Memória daquela vila transmontana.

http://torredemoncorvoinblog.blogspot.com/


Leonel Brito foi um dos membros da Cinequanon, cooperativa de cinema que se criou logo após o 25 de Abril de 1974. Entre outros filmes, realizou e produziu filmes e documentários como “Encomendação das Alma”, "Estevais Ano Zero" e “Velhas Profissões”.''Cooperativa de Consumo - A Piedense'', “Ocupação de terras Beira Baixa” , “Colonia e Vilões” ( sobre os trabalhadores rurais da madeira), «Acção, Intervenção»


TORRE E GENTE ( canção e voz de José Mário Branco, num excerto do filme Gente do Norte)

A canção de José Mário Branco é o retrato poético e violento de uma geografia agreste, da terra e do homem, da luta do camponês até aos construtores de um império, entre o suor e o saque. Da servidão da Vilariça até às casas, com brasão, da Vila, num percurso de sofrimento, mas também de avidez. Os poderosos e os fracos.




Gente do Norte ( letra, música e voz de José Mário Branco)

Moncorvo terra e gente
pobre-rica, rica-pobre
nobre serva, serva nobre
entre passado e presente
entre presente e ausente
Foi das pedras
foi das pedras e das águas
do calor, do rosmaninho,
foi da torga, foi das fráguas
que nasceu
este império pequenino
Foi do sol
foi do sul e foi do gelo
foi do sonho e da roda
do Picôto e do Covêlo
que nasceu
este império à nossa moda


Moncorvo torre e gente
pobre-rica, rica-pobre
nobre serva serva nobre
entre passado e presente
entre presente e ausente
Foi do calo
foi da pedra descoberta
da terra desempedrada
que nasceu
esta mina já deserta
Foi do roxo
foi do arrojo e do Douro
do tesouro de caliça
foi do velho e do vindouro
que nasceu
o sangue da Vilariça.



FIM DO IMPERIO ( excerto do filme Gente do Norte)



Retornados (Moncorvo em 1977)




O ensino em Moncorvo em 1977





UMA FEIRA EM 1977




Emigrantes do Felgar (Trás-os-Montes)




A Cinequanon, em co-produção com a RTP, terá realizado entre 74 e 75, cerca de uma centena de filmes para a televisão. Os títulos das séries são sugestivos do que eram então as motivações e intencionalidades dos seus profissionais: ''Movimento Cooperativo'', ''Sonhos e Armas'', ''Um dia na vida de...'', ''Viver e Sobreviver'', ''Colectividades de Cultura e Recreio, ''Artes e Ofícios''. ''Este conjunto de filmes (...) integra-se na actividade inicial da Cinequanon, o qual tinha por objectivo fundamental concretizar uma determinada intervenção sócio-cultural, definida no âmbito de acção da própria cooperativa.''


Os temas dos documentários podem ser organizados segundo vários eixos. Por um lado, procura-se filmar a actualidade, os movimentos de carácter social, implicados nos acontecimentos políticos mais recentes. Inclui-se neste âmbito as experiências de auto-gestão de um hotel - ''Hotel das Arribas - Um ano de auto-gestão'', de António Macedo: ''Uma experiência bastante rica acerca de como pode ser produtiva uma empresa gerida pelos trabalhadores''; de um jornal - ''O Setubalense - Um jornal regional em auto-gestão'', de Amilcar Lyra, de uma oficina - ''Oficina automóvel em auto-gestão'', colectivo; e de formação de várias cooperativas, de produção, consumo e mesmo de ópera. A este respeito, são vários os títulos: ''Cooperativa de Consumo - A Piedense'', de Leonel de Brito, ''A Cooperativa cesteira de Gonçalo'', de António de Macedo ou ''Cooperativa de Ópera'', do mesmo realizador.


Ainda dentro do tratamento da actualidade, encontram-se um sem número de filmes sobre ocupações de terras, de fábricas ou de um ''clube de alta burguesia'', na Aroeira. As preocupações didácticas que se prendem com as atitudes, comportamentos, usos e costumes estão patentes nos documentários ''O Problema do alcoolismo'', de realização colectiva, ''A Arte da Culinária'', de António Macedo, em que após o confronto de vários tipos de culinária, se dá lugar à ''técnica de alimentação preconizada pelos dietistas.'' É curioso como não se quer apenas fazer uma revolução política através da imagem, mas também cultural. ''Inquérito sobre fotonovelas'', de Luis Galvão Teles, trata dos ''comos e porquês de uma forma sofisticada de alienar.''


A par do registo da actualidade e da sua interpretação à luz de um programa ideológico determinado, os filmes de Cinequanon centram-se também na tradição. A sinopse de ''Velhas Profissões'', de Luis Filipe Rocha, indica que em ''Trás-os-Montes velhas profissões mantém-se para além da guerra colonial, da emigração e do 25 de Abril. O artesão, a troca, a aldeia, a vila, o senhor, a feira; a Idade Média de hoje.'' ''Chorar o Entrudo'', de Luis Galvão Teles, é a ''tentativa de reconstituição por aqueles que o praticaram ou ouviram, de um costume carnavalesco e das aventuras que o rodeavam. A história do desaparecimento desses costumes, durante o fascismo, através da repressão directa da G.N.R. e da censura moral.''



A Praça Francisco Meireles em 1977, em Moncorvo


Dois anos a FERVER: retratos da luta, balanço da precariedade ( lançamento do livro é hoje, dia 15 de Set., no Porto)




DEBATE e LANÇAMENTO do livro «DOIS ANOS A FERVER: RETRATOS DA LUTA, BALANÇO DA PRECARIEDADE»:

Dia: 15 Setembro, terça-feira

Horário: 22h00

Local: FNAC do NorteShopping, no Porto.

Oradoras/es:
- Henrique Borges: Sindicato dos Professores do Norte
- Alexandra Figueira: jornalista
- Sofia Cruz: socióloga
- Cristina Andrade: co-fundadora do FERVE
- Susana Vassalo: activista contra a precariedade


Há cerca de dois anos, surgiu, no Porto, o FERVE - Fartas/os d'Estes Recibos Verdes.
Tínhamos como objectivo denunciar situações de uso abusivo de recibos verdes e promover um espaço de debate acerca desta realidade laboral. Designámos este fenómeno como 'falsos recibos verdes'; um fenómeno que atinge 900 mil pessoas em Portugal, ou seja, quase 1/5 das/os trabalhadores/as em Portugal.

Ao longo destes dois anos, temos colaborado na visibilização, denúncia e dinamização de diversas lutas, cuja persistência tem trazido para a praça pública a discussão sobre esta condição laboral.

Assinalamos dois anos de existência constatando que a expressão 'falsos recibos verdes' está ganha mas a sua existência persiste.
Assinalamos dois anos num momento em que a precariedade alastra no mercado laboral português.
Assinalamos dois anos quando Portugal regista a mais alta taxa de desemprego dos últimos anos.

Optámos, assim, por assinalar estes dois anos de luta com a edição de um livro onde se cruzam testemunhos de vidas precárias, reflexões de activistas contra a precariedade, intervenções de investigadores/as, jornalistas e sindicalistas.

"2 anos a FERVEr: retratos da luta, balanço da precariedade" é o título deste livro de 130 páginas, editado pela Afrontamento, que conta com dez testemunhos de trabalhadores/as a recibos verdes, ilustrados por Catarina Falcão, Chico, Gémeo Luís, Isabel Lhano, João Alves, Luís Silva, Paulo Anciães Monteiro, Rui Vitorio dos Santos.

O livro "2 anos a FERVEr: retratos da luta, balanço da precariedade", conta também com as contribuições de:

- Carvalho da Silva: Secretário Geral da CGTP-IN
- Henrique Borges: Sindicato dos Professores do Norte e membro da CGTP
- Elísio Estanque: Sociólogo - Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra
- Castro Caldas: Economista - Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra
- Sofia Cruz: Socióloga - Faculdade de Letras, Universidade do Porto
- Ana Maria Duarte: Socióloga - Centro de Estudos Sociais, Universidade do Minho
- São José Almeida: jornalista do Público
- Sandra Monteiro: jornalista do Monde Diplomatique
- Alexandra Figueira: jornalista
- Regina Guimarães: escritora
- valter hugo mãe: escritor
- Tiago Gillot: Precários Inflexíveis
- José Soeiro: Sociólogo e activista do MayDay
- Luísa Moreira: activista do MayDay
- Luís Silva: activista do MayDay

14.9.09

Manifestação de protesto dos professores (dia 19 de Setembro às 15h. em Lisboa)

Vem de negro e escolhe o local do teu protesto:
Parlamento, Palácio de Belém ou 5 de Outubro.
NÃO PODEMOS ADORMECER AGORA!

Os professores irão manifestar-se em Lisboa, no próximo dia 19 de Setembro de 2009, às 15:00 horas.
Numa forma de manifestação diferente do habitual, a mesma decorrerá em simultâneo em três locais diferentes e simbólicos: Assembleia da República, Ministério da Educação (Av. 5 de Outubro) e Palácio de Belém.




Em nenhum deles, haverá prelecção de discurso público, mas sim uma faixa dos Movimentos que organizam o protesto (APEDE, MUP e PROmova), contendo uma mensagem forte e incisiva que pretende dar voz ao sentimento dos professores.


Nos três locais de concentração, haverá representantes dos movimentos, que promovem e organizam esta acção, podendo os colegas dirigir-se a qualquer um desses locais, de acordo com a sua sensibilidade e desejo de participação.


Solicita-se que, na medida do possível, os colegas venham vestidos de negro e que, depois de alguns minutos de silêncio, se manifestem como entenderem, com faixas, cartazes, etc., dando livre curso à sua criatividade, contribuindo, desse modo, para o sucesso desta iniciativa.


Iniciativa e organização:
APEDE
MUP
PROmova

Ver ainda:

http://www.movimentoescolapublica.blogspot.com/

http://protestografico.wordpress.com/

http://sinistraministra.blogspot.com/



BOAS RAZÕES PARA NOS MANIFESTARMOS NO DIA 19 DE SETEMBRO

Porque nunca os professores foram tão insultados e espoliados de direitos no exercício da sua profissão;

Porque é necessário e urgente inverter a crise que se abateu sobre o sistema de ensino em Portugal;

Porque estamos em véspera de podermos mudar tudo isso;

Porque os programas dos principais partidos tomaram os professores como alvos de uma dedicação subitamente descoberta, mas...

... mas o tema da educação tem primado pela ausência nos debates televisivos entre os líderes partidários (o que não é bom sinal);

Porque os lugares desta manifestação desdobrada, o Ministério da 5 de Outubro, o Parlamento, o Palácio de Belém, correspondem aos órgãos onde se tomam as decisões fundamentais para a profissão docente e para a Escola Pública, e é aí que os professores têm de fazer ouvir a sua voz;

Porque os professores têm memória e não esquecem;

Porque os professores querem lembrar aos mais distraídos que merecem, da parte do poder político, a estima e o reconhecimento que nunca lhes foi dado em 30 anos de democracia;

Porque o dia 27 de Setembro tem de ser um virar de página definitivo numa história triste e lamentável.

Publicado o nº 33 do Boletim Anarco-Sindicalista, de Setembro-Outubro 2009


Boletim Anarco-Sindicalista nº33 (em PDF):
-
versão para leitura (A4, 800 Kb)
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versão para impressão (A3, 2,3 Mb)


Alguns artigos neste número:
- Detenção de anarco-sindicalistas na Sérvia acusados de terrorismo internacional
- Autoeuropa: os trabalhadores entregues... às «flutuações do mercado»
- Termina o julgamento dos 25 de Caxias: Absolvição geral
- Subempreiteiros de construção civil exploram trabalhadores brasileiros e portugueses
- Galiza: Mobilização exemplar dos trabalhadores metalúrgicos
- Trabalho Escravo e Terrorismo
- A FORA-AIT e a autogestão operária na Argentina
- Coreia do Sul: Trabalhadores fazem greve e ocupam fábrica durante 77 dias
- Repressão Estatal na Rússia- França: Trabalhadores ameaçam fazer explodir fábricas

8.9.09

O TV-B gone: o telecomando universal para apagar televisões por todo o lado!



Os ecrãs e as televisões invadem o espaço púbico. Ruas, montras de estabelecimentos, centros comerciais, cafés e restaurantes, nada é poupado pela omnipotente e omnipresente televisão.

Mas há um mini-telecomando, o Tv-B gone, que é capaz de apagar todos esses aparelhos, em qualquer lado, em pouco tempo ( 17 segundos), desde que nos aproximemos deles para ficarem no raio de acção coberto pelo telecomando.

Para quem se dedicar a este entretenimento é recomendável não se esquecerem dos seguranças que podem não gostar da brincadeira…




Festival de Vilar de Mouros de 1971 – o Woodstock português


Criado em 1965 pelo médico António Augusti Barge, o Festival de Vilar de Mouros foi inicialmente um evento de divulgação da música popular do Alto Minho e Galiza, com o objectivo final de transformar Vilar de Mouros num destino turistico. Em 1968, o festival reuniu a Banda da Guarda Nacional Republicana, com fado e cantores de intervenção: Zeca Afonso, Carlos Parede, Luis Goes, Adriano Correia de Oliveira, Quinteto Académico+2, Shegundo Galarza e alguns grupos de folclore.

Mas foi em 1971 que, e apesar da ditadura, se produziu em Portugal a 1ª grande edição do Festival Vilar de Mouros, e o até então maior festival de sempre no país. O clima de paz, amor e liberdade fez com o que o Vilar de Mouros de 71 fosse considerado, tanto para a critica nacional como para a internacional, como o Woodstock português.

Nos fins-de-semana entre os dias 31 de Julho a 15 de Agosto de 71 cerca de 20 mil pessoas (números não oficiais), oriundas de vários pontos da Europa, assistiram às actuações de Elton John e Manfred Mann (que actuaram no fim-de-semana de 7 e 8 Agosto, “dedicado aos jovens”), os nacionais Quarteto 1111, Pentágono, Sindikato, Chinchilas, Contacto, Objectivo, Bridge, Beartnicks, Psico, Mini-Pop, Pop Five Music Incorporated, Amália Rodrigues, Duo Ouro Negro, Celos, Banda da Guarda Nacional Republicana, Coral Polifónico de Viana do Castelo e o Grupo de Bailado Verde Gaio, abarcando assim o tradicional, o fado, o rock e o pop.


Tal como o Woodstock, o Vilar de Mouros acabou também em grande prejuízo para a organização (cerca de 1000 contos). Só Elton John, que ocupava o segundo lugar do top de vendas de singles em Portugal, recebeu 600 contos, um valor elevadíssimo para a altura. O único subsídio que existiu foi dado pelo Secretariado Nacional de Informação (30 contos).Os outros patrocínios prometidos falharam. Ao todo foram gastos cerca de 2500 contos pagos pela família Barge.

A PIDE e um pelotão de 45 homens da GNR do Porto estiveram presentes no festival mas numa atitude discreta. Registou-se uma única intervenção caricata da PIDE que confundiu a soprano Elisette Bayam com uma imigrante clandestina. Ao contrário das forças policias, a Igreja posicionou-se contra o evento e pedia aos pais que não deixassem os seus filhos ir ao festival por ser organizado por pessoas de “leste”. A família Barge acabou inclusivamente por ser “excomungada”.

No dia 7 de Agosto de 1971, num Sábado cheio de sol, e 2º fim-de-semana de festival, centenas de jovens dirigiram-se a Vilar de Mouros. Com mochilas às costas e à boleia caminhavam em busca de musica “diferente”. Como em Woodstock as estradas encheram-se de carros impedindo a circulação e nos campos verdejantes de Vilar de Mouros ergueu-se uma “aldeia de lona” onde campistas “tocaram viola, cantaram, dançaram e respiraram ar livre”.

A ordem de entrada em palco dos grupos portugueses foi decidida aleatoriamente. Os Sindicato de Edmundo Falé, Jorge Palma e Rão Kyao iniciaram o festival mas a sua actuação, com musicas de 10 minutos, não agradou ao publico. Seguiram-se os Celos, Pop Five Incorporated, Psico e os Bridge, considerados “um dos maiores espectáculos da noite”. Seguiram-se os muito aguardados Quarteto 1111 - que cantaram em inglês para evitar a censura -, os Pentágono - que iriam actuar com Paulo de Carvalho que desistiu de participar quando soube que a banda iria ganhar 30 contos e ele somente 6 – e os Objectivo. Por fim, os muito aguardados Manfred Mann, protagonistas de um concerto de escassos 45 minutos e muito pouco entusiasmante.

O 2º dia dedicado à Música Moderna respeitou os horários e às 17Horas o Quarteto 1111 apresentavam-se pela 2ª vez em palco com uma actuação mais convicta do que a da véspera. Parece essa ter sido também uma característica do festival. As bandas portuguesas actuaram melhor no 2º dia, fruto da sua inexperiência e “falta de rodagem”. Mas o momento alto da noite estaria a cargo do “showman” Elton John. O artista mais caro do festival, O cabeça de cartaz. O publico ficou extasiado mas mesmo assim não exteriorizou o seu entusiasmo. O que deveria ter sido um encore, à 1ª saída (e afinal única) de Elton John, transformou-se em fim. Sem perceber o que era, o público não manisfestou vontade de “um regresso”.

A apatia do público foi a característica dominante do festival. Os jovens não estavam habituados a terem liberdade. Nunca uma tão grande massa de gente se reunira para um evento cultural. A censura e a possível repreensão estavam sempre iminentes. O amadorismo das bandas portuguesas e os longos intervalos entre as actuações também provavelmente contribuiram para essa “apatia”.
Num texto para o “Mundo da Canção”, Tito Lívio escreveu: “Vilar de Mouros foi a constatação de uma incultura musical, quer pela escassez de apoio do estado, quer pelo amadorismo dos conjuntos portugueses, quer ainda pela mentalidade carneiral da maioria dos espectadores presentes”. Em contrapartida, o bom comportamento do público, tal como em Woodstock, tornou-se o aspecto mais positivo do festival. Hélio Sousa Dias escreveu no “Disco”: o extraordinário bom comportamento de todos os jovens presentes em Vilar de Mouros, é tanto mais de louvar se pensarmos que nos campos de futebol, onde se juntam também 20 mil dos chamados adultos, se passam acontecimentos tristes, comprometedores da educação e civilidade de um povo (…) Ninguém se lembrou ainda de proibir os jogos de futebol. Porque será então que os festivais de musica para os jovens são encarados com tanto medo? Os jovens aqui presentes em Vilar de Mouros deram um exemplo tremendo de como se podem juntar milhares de pessoas sem que haja conflitos nem quezílias escusadas.”

“ (...) o pessoal delirou, cantou, dançou, sussurrou (para evitar ouvidos inquisidores), excedeu-se de cabeças recolhidas (enganando olhares indiscretos), dormiu espojado para as estrelas, curou a ressaca, lavou-se no rio e esperou, sem saber, por Abril” (António Amorim).

Texto original e pesquisa de Alexandra Sumares, retirados daqui





O espírito do Festival de Vilar de Mouros de 1982

O direito à preguiça, por Paul Lafargue ( excerto)


Uma estranha loucura está a apossar-se das classes operárias das nações onde reina a civilização capitalista. [...] Esta loucura consiste no amor ao trabalho, na paixão moribunda pelo trabalho, levada ao depauperamento das forças vitais do indivíduo e da sua prole.

[...]

ó miserável aborto dos princípios revolucionários da burguesia ! ó lúgubre dádiva do seu deus Progresso! Os filantropos aclamam como benfeitores da humanidade aqueles que, para enriquecerem sem fazerem nada, dão trabalho aos pobres; mais valia semear a peste e envenenar as nascentes do que construir uma fábrica num aglomerado rural. Introduzam o trabalho de fábrica, e adeus alegria, saúde e liberdade; adeus tudo aquilo que torna a vida bela e digna de ser vivida.

[...]

Trabalhem, proletários, trabalhem para aumentarem a fortuna social e as vossa misérias individuais, trabalhem, trabalhem, para que, ficando mais pobres, tenham mais razões para trabalhar e ser mais miseráveis. É essa a lei inexorável da produção capitalista.

Paul Lafargue , “O Direito à Preguiça”


Imagem e texto retirados daqui:

The Take, o filme de Avis Lewis e Naomi Klein passa dia 10, às 22h. na Casa Viva



Em resposta ao apelo squatmeet09.wordpress.com, dirigido a espaços okupados e/ou autogestionados, para dois dias de acção directa em Setembro, pela criação de mais espaços do género, o Cinema Comunitário dedica este mês ao tema e apresenta:


The Take, de Avi Lewis e Naomi Klein (87')
Documentário. Canadá, Argentina, 2004


No rescaldo do dramático colapso económico argentino de 2001, a classe média mais próspera da América Latina descobre-se numa cidade fantasma de fábricas abandonadas e desemprego em massa. A fábrica Forja dorme abandonada até que os seus antigos empregados a tomam. Fazem parte dum novo e dinâmico movimento de trabalhadores que ocupam negócio “falidos” e criam empregos nas ruínas do sistema que desaba.
Nos subúrbios de Buenos Aires, trinta trabalhadores desempregados partem em direcção à sua fábica “falida”, estendem os sacos-cama e recusam-se a ir embora. Tudo o que querem é voltar a ligar as máquinas paradas. Como em qualquer ocupação, têm que percorrer tribunais e enfrentar polícias e políticos, que tanto podem dar-lhes protecção legal como corrê-los violentamente.The Take, um filme que, quase garantidamente, irá fazer-te rir e chorar e, acima de tudo, deixar-te com um desejo enorme de mudar o mundo, é um manifesto sobre o poder das pessoas normais quando se unem para conseguirem coisas extraordinárias.

http://cinemacomunitario.blogspot.com/

http://casa-viva.blogspot.com/

5ª feira, 10 setembro, 22h00

entrada livre

Casa viva

Praça marquês pombal 167

Porto

6.9.09

Inaugurado na Alemanha o 1º memorial em homenagem aos desertores do exército alemão durante a II Guerra Mundial


Foi inaugurado nesta semana na cidade alemã de Colónia um Memorial ( foto de cima) em homenagem aos desertores e que constitui o primeiro monumento aos desertores do exército alemão (Wehrmacht) durante a II Grande Guerra.

Segundo estimativas já conhecidas, o exército alemão sob comando de Hitler julgou e condenou à morte mais de 30.000 desertores das forças armadas ao serviço do estado alemão hitleriano, de cujo total foram executadas cerca de 20.000 condenações.

Apesar do monumento não fazer justiça a todos os desertores de todos os exércitos do mundo, aqueles homens e mulheres que rejeitaram a loucura militarista que é próprio de qualquer exército, a verdade é que se trata de um reconhecimento público implícito
a todos os que desobedecem às ordens militares e abandonam as armas a favor de um mundo sem exércitos.

A importância das árvores urbanas e o movimento de reconhecimento, protecção e respeito pelas árvores das cidades

"A culture is no better than its woods"
Wystan Hugh Auden (1907-1973)

Árvores Urbanas - MOVIMENTO DE RECONHECIMENTO, PROTEÇÃO E RESPEITO ÀS ÁRVORES DAS CIDADES


A importância das árvores urbanas

1. melhoram o micro-clima, aumentam o conforto urbano e diminuem os consumos energéticos:

a) reduzem o vento

b) aumentam o ensombramento no Verão

c) diminuem o efeito da "ilha de calor"

d) aumentam a humidade atmosférica no Verão

e) reduzem o albedo


2. reduzem a poluição atmosférica absorvendo vários poluentes em suspensão

3. fixam CO2 e libertam O2

4. criam micro-habitats para a fauna, em especial aves e insectos

5. favorecem a infiltração das águas pluviais, podendo diminuir os caudais de cheia

6. enquadram e valorizam esteticamente as estruturas edificadas

7. dão variações de cor, forma e textura á cidade

8. aumentam a nossa sensação de bem-estar

9. aumentam o valor financeiro dos imóveis próximos

10. ligam-nos à "Natureza"...
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Informação:

Começam no próximo dia 9 de Setembro um ciclo de visitas guiadas no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa (JBUL). O ciclo chama-se "Laços de Família" e ao todo serão 10 visitas temáticas diferentes.

Mais informações: http://www.jb.ul.pt/ ou

http://cercaldaeira.wordpress.com/2009/09/04/lacosdefamilia/



Livros fundamentais para um amador de árvores em Portugal:


• Cabral, Francisco Caldeira e Telles, Gonçalo Ribeiro, 1999 - A ÁRVORE EM PORTUGAL. Assírio e Alvim. Lisboa
É a "bíblia" para quem quer conhecer as árvores autóctones e tradicionais mais utilizadas em Portugal, realçando o seu enquadramento ecológico; fundamental ainda para perceber o que caracteriza uma árvore, e para saber "o que pretendemos" da árvore e como podemos atingir esses objectivos da forma mais adequada para a planta; indispensável.


• Humphries, C.J. et alli, 1996 para a edição portuguesa - GUIA FAPAS, ÁRVORES DE PORTUGAL E EUROPA. Fapas e Câmara Municipal do Porto. Porto
É um guia de identificação, com edição original em inglês, mas muito bem traduzida e adaptada para português por um competente grupo de técnicos. Bons desenhos, textos claros, nomes correctos, fazem deste livro um dos tais indispensáveis para conhecer (e reconhecer) a maioria das árvores das nossas ruas e paisagens.


• Parret, Jean, 2001 para a edição portuguesa - A ÁRVORE. Colecção "o nome da árvore". Temas e debates. Lisboa
É um pequeno livro, que se lê muito bem e que descreve as características essenciais e diferenciadoras das árvores, com particular clareza para o funcionamento e estrutura das mesmas.


• Câmara Municipal de Lisboa, 2005 - GUIA ILUSTRADO DE VINTE E CINCO ÁRVORES DE LISBOA. Câmara Municipal de Lisboa. Lisboa
Com um design muito agradável e interessante ilustrações, este livro (quase uma brochura) mostra as características, locais onde se podem encontrar na cidade de Lisboa e algumas curiosidades sobre 25 espécies arbóreas marcantes nas ruas, jardins e parques da Capital.


• Araújo, Paulo Ventura et alli, 2006, 2ª edição - À SOMBRA DE ÁRVORES COM HISTÓRIA. Gradiva. Lisboa
Um livro especial. Feito para as árvores que marcam a paisagem do Porto, deseja-se que possa vir a debruçar-se também sobre outras cidades do País. Descreve as espécies de uma forma muito interessante, mas concentra-se na história das mesmas, fazendo-nos reflectir que todas as actividades humanas têm um contexto temporal, espacial e ideológico, e que as árvores podem ser uma excelente forma de o analisar.



Textos retirados do blogue:
http://www.arvoresdaminharua.blogspot.com/


Jardim Botânico:
http://www.jb.ul.pt/


Associação dos Amigos das Árvores de São Paulo:


Plante árvores. O planeta agradece

Termina hoje o Sons 09 na bonita aldeia de Janeiro de Cima, no Fundão

Termina hoje o festival Sons 09 na bonita aldeia de xisto Janeiro de Cima, no Fundão




Programa
(Sujeito a alterações)

Sexta - 4 Setembro

22H00 - Hora do Conto
23H00 - Baile / Concerto VENTOS DA LÍRIA
01H00 - Jam session e Dj Folk

Sábado - 5 Setembro

10H00 - Visita e raid fotográfico á Lavaria das Minas da Panasqueira
(Inscrições na bilheteira)
10H00 - Workshop de cozedura de pão em forno de Lenha Restaurante Fiado, Forno de Xisto ( (inscrição na bilheteira)
10H00 - Yöga
11H30 - Workshop de Danças Tradicionais: Viras & Outras Alexandre Matias

almoço

14H00 - Workshop de artesanato em materiais reciclados Agub
14H00 - Workshop de confecção de linho em teares tradicionais Casa das Tecedeiras
15H30 - Workshop de pinturas faciais PIMPIDU (todas as idades)
16H00 - Jogos tradicionais
16H00 - Corrida de barcas tradicionais na Praia Fluvial da Lavadeira (inscrição na bilheteira)
17H00 - Workshop de Danças Tradicionais: Bourrée's 3 Tempos Alexandre Matias

jantar

21H00 - Tertúlia XIS-Tema - Apresentação do Projecto Raiz d'Aldeia e conversa aberta sobre actividades de cultura tradicional na Rede de Aldeias do Xisto
22H00 - Concerto / Baile DEU LA DEU
23H00 - Hora do Conto
24H00 - Concerto / Baile FOL&AR
01H00 - Jam session e Dj Folk

Domingo - 6 Setembro

10H00 - Visita e raid fotográfico (inscrições na bilheteira)
10H00 - Workshop de construção em Xisto - inicio de construção de um muro, o muro do festival
10H00 - Yöga
11H30 - Workshop de danças tradicionais: Bretãs Alexandre Matias

almoço

14H00 - Workshop de artesanato em materiais reciclado - Agub (Praia Fluvial)
15H00 - Workshop de artesanato em Fitas de orelos (típicas da região)
16H00 - Jogos tradicionais
17H00 - Workshop de danças tradicionais: Quadrilhas do Poitou Alexandre Matias
18H30 - Concerto / Baile CABAZ



Workshops de Dança
-Viras & Outras - Viras do Minho, Figuras, Passo Base, Dança a Dois e a Quatro
-Bourrée's 3 tempos - Bourré Auvergne, Bourré Petite Voyageur, outras
-Bretãs - Suite Plinn, Patch Pi, Rond de Landéda, Kost Ar C'hoad
-Quadrilhas - Marchoises, Pas de Éte à Bozier, Avant Deux


Passeios de burro - Sábado e Domingo às 16h - esta actividade é extra festival e tem um custo de 2.5€ por participante.


http://www.rodobalho.com/
http://tradballs.blogspot.com/





Fotos retiradas do blogue:
http://memories-of-avalon.blogspot.com/




Cocktail intermitente (9 de Set. às 18h em Lisboa) - acção pública de denúncia da situação dos intermitentes (org.: Plataforma dos Intermitentes)


A Plataforma dos Intermitentes formou-se em 2006 para chamar a atenção para a ausência de legislação sobre o regime laboral dos profissionais das Artes do Espectáculo e do Audiovisual e para a consequente precariedade vivida no sector.

Nos três últimos anos reunimos com todos os grupos parlamentares e o Governo, onde apresentámos e discutimos propostas sobre um possível enquadramento jurídico adequado às diferentes actividades profissionais.

Este esforço revelou-se inglório. Foi aprovada uma Lei para os Profissionais das Artes do Espectáculo que não enquadra o carácter descontínuo, temporário e irregular das actividades e marginaliza todas as profissões técnicas e técnico-artísticas.

Assim os profissionais continuam num sistema injusto, sem direitos legítimos como o subsídio de desemprego, responsáveis pelo seguro de acidentes de trabalho e sem um regime de segurança social adequado aos seus rendimentos e que os proteja.

No dia 9 de Setembro de 2009, às 18h iremos realizar o COCKTAIL INTERMITENTE

na esplanada do Clube Nacional de Natação,em Lisboa, Rua de São Bento, 209.

Estarão presentes os Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual, dos diferentes sectores: Cinema, Dança, Teatro, Música.

Será feita a leitura de um comunicado, contextualizando a situação destes profissionais, e oradores falarão da situação específica de cada um dos sectores e de situações específicas que os atingem, como a perseguição dos artistas para liquidação do IVA de que estavam anteriormente isentos. Este evento cocktail será animado pelo Dj Nuno Lopes e Dj Mute.

Esta é uma data importante que marcará o início de uma nova luta exigindo que o novo Governo, independentemente da cor política, faça a revisão urgente da Lei 4/2008 de forma a incluir as características fundamentais das actividades destes profissionais, tendo acesso a um regime que os proteja e dignifique.

Não nos conformamos e não aceitamos como natural a precariedade em que nos encontramos e que continua a alastrar-se a todos os sectores. Exigimos uma verdadeira política cultural, com um Orçamento de Estado que o suporte (nunca houve um orçamento tão baixo como este, 0,3% do PIB). Os Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual não podem continuar a ser ignorados – isso é reconhecer que a Cultura não é uma área prioritária.

O Governo não pode cometer o erro de, uma vez mais, nos votar ao esquecimento.


A Plataforma dos Intermitentes

5.9.09

Para salvar o planeta, livrem-se do capitalismo (livro de Hervé Kempf acaba de ser editado em Portugal)

Acaba de ser traduzido e editado em Portugal o livro «Para salvar o planeta, livrem-se do capitalismo» do jornalista Hervé Kempf, responsável pela área do ambiente no jornal diário francês Le Monde. A edição portuguesa do livro ficou a cargo de uma nova editora, a Livre (http://livreedita.blogspot.com/)



Um outro mundo é não só possível como indispensável, e isso está ao nosso alcance. O capitalismo, após um reinado de 200 anos, metamorfoseou-se e entrou numa fase mortífera ao gerar simultaneamente uma grande crise económica e uma crise ecológica ainda de maiores proporções. Para salvar o planeta é preciso sair do capitalismo, reconstruindo uma sociedade em que a economia não é rainha, mas sim um meio onde a cooperação prevaleça face à competição, assim como a satisfação do bem comum tenha mais importância face à procura do lucro.

Este livro explica como o capitalismo de transformou ao longo dos anos de 1980 ao conseguir impôr o seu modelo comportamental individualista, marginalizando as lógicas colectivas. Ora para sair daí torna-se forçoso desmontar o condicionamento psíquico em que aquele modelo assenta.

A oligarquia no poder procura desviar a atenção do público para o desastre iminente fazendo crer que a tecnologia tudo pode fazer, inclusive evitá-lo. Esta ilusão mais não pretende que perpetuar o actual sistema de dominação. Como ilustram as reportagens demonstrativas realizadas pelo autor do livro, que é jornalista especializado em assuntos ambientais no conhecido diário francês Le Monde, o futuro não está na tecnologia, mas antes em novas práticas no relacionamento social entre indivíduos e grupos.

O que fará pender a balança, no futuro próximo, será a força e a rapidez que saibamos imprimir à exigência de solidariedade.

O anterior livro de Hervé Kempf, Como os ricos destroem o planeta, teve um enorme eco por todo o lado, tendo sindo traduzido em várias línguas, mas ainda não para português, o que acabou por acontecer com este seu último livro à data, Para salvar o planeta, livrem-se do capitalismo, onde se defende que o futuro está em aberto, tudo dependendo da nossa acção consciente.


Sobre o autor
http://fr.wikipedia.org/wiki/Herv%C3%A9_Kempf


Para saber mais sobre os relatos e as informações do livro:

http://www.reporterre.net/

http://www.reporterre.net/spip.php?article125


















Acção de denúncia contra a precariedade e o desemprego na profissão docente ( dia 7 de Set. todos ao Ministério da Educação)


7 de Setembro (2ª feira): acção pública de denúncia e de sensibilização contra a precariedade e a instabilidade de emprego na profissão docente.

NÚMEROS E PROPAGANDA DO GOVERNO sobre a colocação de professores SÃO UMA FARSA!


Acção de 7 de Setembro: locais de concentração

LisboaAv. 5 de Outubro, 11H00

PortoJunto à Estação do Metro da Trindade, 10H00

BragaAv. Central (junto às arcadas), 11H00

BragançaLargos dos Correios, 10H00

Viana do CasteloPraça da República, 11H00

AveiroLargo Dr. Jaime Magalhães Lima, frente à Biblioteca Municipal, 16H30

Castelo BrancoAv. Pedro Álvares Cabral (frente IEFP), 16H30

CoimbraPraça 8 de Maio ,16H30

GuardaLargo da Misericórdia - 16H30

LeiriaPraça Rodrigues Lobo ,14H30

ViseuRossio, 16H30

PortalegreJunto ao Plátano, 10H00

ÉvoraPraça do Giraldo, 11H00

BejaPortas de Mértola, 12H00

Por ser feriado em Faro no dia 7, a acção na capital do Algarve será realizada noutra data.




Os concursos para a colocação e contratação de professores, da responsabilidade do Ministério da Educação (ME), têm sido pretexto para um intenso mas nada rigoroso esforço de propaganda dos governantes. A proximidade de eleições parece ser um incentivo para deturpar os efeitos de medidas que o Governo tomou; mas a vontade de os embelezar não chega para alterar a natureza e o resultado das opções que o Governo fez. Mesmo que agora haja eleições por perto.
PRECARIEDADE

A manipulação dos números dos concursos, procurando mostrar uma (inexistente) generosidade do Governo, já começou com a divulgação dos resultados da primeira fase, em Julho, momento em que foram conhecidos os novos ingressos de professores em lugares de quadro: 396 para todo o país, um número baixíssimo que espelha bem as verdadeiras opções de quem governa!

É importante lembrar que estas 396 entradas em quadro foram as primeiras desde 2006! É que o Governo legislou um estratagema para, ao contrário do que acontecia, evitar realizar concursos anuais para quadros. Diz que esta é uma forma de estabilizar os professores; na verdade é um expediente para não deixar entrar professores nos quadros.

Desde 2006 houve, entre outras situações, milhares de docentes que, chegados à altura em que o podiam fazer, foram para a aposentação. Acresce a isto o aumento de alunos no sistema; é o próprio ME que o afirma. No entanto, foram menos de quatrocentas as entradas em lugar de quadro decididas por esse mesmo ME.

Em 2006 entraram nos quadros, em concurso que era anual, acima de três mil docentes. Em 2005 foram quase três mil. Nos últimos três concursos antes do Governo ter interrompido o ajustamento anual, em média, três mil docentes ingressaram em quadro. Para o que já eram as necessidades dos alunos, as respostas que as escolas tinham de dar, bem como decisivos problemas estruturais, por exemplo ao nível das qualificações da população activa, era insuficiente tal número. Por isto mesmo, muitas respostas ficavam por dar e muitos professores acabavam por suprir necessidades permanentes das escolas e do sistema sem que lhes fosse atribuído o correspondente lugar de quadro… Mas, por incrível que pareça, da média de três mil por ano passámos, com este governo e ao fim de dois anos sem ingressos em quadro, para 396 novos docentes em quadro!

Pelas regras que o Governo forjou, só daqui a quatro anos é que está previsto o próximo concurso para entradas em quadro. Ao fim de dois anos apenas 396; por vontade do actual governo só em 2013 voltaria a haver ingressos em quadro. No somatório de 2004, 2005 e 2006 entraram cerca de nove mil professores em quadro, número insuficiente para fazer face às necessidades permanentes do sistema. Por opção do governo de Sócrates/PS, em sete anos são criados menos de quatrocentos novos lugares de quadro.

O Governo tem esta opção. Não a declara, mas prefere trabalho em condições precárias, pior remunerado, com menos direitos, sem carreira ou melhorias salariais e facilmente "descartável". Em Julho, no mesmo momento em que reduzia a uma expressão mínima os ingressos em quadro, já o ME reconhecia que, afinal, precisava de recorrer à contratação de cerca de 40 000 docentes! Já identificava a sua necessidade mas optou por dispor deles através de contratos, em situação precária, mesmo que muitos sejam chamados para exercer funções que correspondem a necessidades permanentes das escolas e do sistema, o que ajuda a explicar que haja professores que vão sendo consecutivamente contratados mas vendo sempre ser-lhes vedada o direito a um emprego estável.

O ME só permitiu 396 entradas em quadro mas antes do ano lectivo começar já teve de contratar 15 125 docentes; optou por trabalho precário… Alguns exemplos: em Julho, ninguém entrou em quadro, quer para a educação pré-escolar, quer para o 1º ciclo do ensino básico; de seguida, o ME vai contratar mais de três centenas de educadores e quase novecentos professores do 1º ciclo. Na área de matemática e ciências do 2º ciclo do ensino básico não houve ingressos em quadro; mas, ainda antes do ano lectivo começar, o ME já anunciou ter de contratar mais de novecentos professores dessas disciplinas. Na matemática do 3º ciclo e do ensino secundário, apesar dos milhares de professores habilitados que concorreram, só foi permitido o ingresso de dezasseis em quadro; logo depois o ME reconhece a necessidade de mil e trinta… mas, claro, precários!

O Governo tem de manter o funcionamento das escolas, embora o faça muito aquém do que elas precisam. Para o fazer tem, entre outras, uma opção clara: trabalho precário; substituir o trabalho feito por professores dos quadros, em situação de maior estabilidade, por trabalho precário feito por docentes contratados, por vezes consecutivamente, mas sem direito à estabilidade profissional e pessoal que lhes é devida.

O Governo tem uma opção pelo trabalho precário e ela não se verifica apenas ao nível da Educação. Este é o governo que promoveu uma revisão do Código de Trabalho para pior, agravando a precariedade dos trabalhadores portugueses. Este é o governo que promoveu legislação do trabalho na Administração Pública que introduz patamares de perda de direitos e de precariedade nunca vistos. Este é o governo em cuja legislatura a precariedade atinge mais de um em cada cinco assalariados.

Até naquelas que são algumas das bandeiras do Governo para a área da Educação, a opção passa por trabalho precário. Assim foi, totalmente, nas chamadas Actividades de Enriquecimento Curricular do 1º Ciclo; assim foi, generalizadamente, nas chamadas Novas Oportunidades. Por opção política, sempre o recurso a trabalhadores contratados, em situação de precariedade.

DESEMPREGO

Na propaganda, o ME acena números impressionantes...…A crer nas declarações de um secretário de Estado, a propósito das colocações em final de Agosto, o Governo estaria, praticamente, para acabar com o desemprego docente...…

Ao longo dos anos a FENPROF tem denunciado a contradição que os sucessivos governos criaram entre as necessidades que as escolas e o país apresentam e o desperdício de milhares de profissionais docentes, remetidos para o desemprego ou para ocupações em que as suas qualificações não são devidamente aproveitadas.

Na divulgação dos dados das colocações em final de Agosto, o ME fez crer que se prepara para contratar um número "inédito" de professores. Só por si, e depois de anos em que não houve ingressos em quadro, é uma confissão da opção política que ainda tenta ocultar. Mas o ME pretende, então, fazer crer que quase vai acabar com o desemprego que ele próprio agravou. Omite, à cabeça, que impediu milhares de professores, até, de ser candidatos: cerca de dez mil detentores legais de habilitação própria para a docência e perto de cinco mil novos licenciados com qualificação profissional.

O ME adiciona às contratações já conhecidas, previsões para o futuro e conclui por um falso cenário de quase pleno emprego. Se compararmos as 15 125 contratações conhecidas a 28 de Agosto com as 17 238 que foram realizadas no ano anterior para, então, lançar o ano lectivo que se iniciava, veremos que são escassos os motivos de regozijo. Mesmo adicionando às primeiras a estranha previsão (?) de 5547 (!) contratações que o ME apontava até ao início das aulas...…Não é mesmo credível o cenário de quase pleno emprego, tanto mais que continuam a não ser consideradas propostas que a FENPROF reiterou em Julho e que, contribuindo para melhorar condições de trabalho nas escolas, promoveriam a qualidade e fomentariam, de forma séria e desejável, o emprego docente.

Para além da propaganda, neste momento há cerca de 40 000 professores sem colocação.

EXIGÊNCIAS

A FENPROF condena, rejeita e continuará a lutar contra a opção política pela precariedade, tão aprofundada por este governo também na área dos professores e educadores.

Para que as distorções que resultaram dos concursos realizados este ano não se perpetuem inaceitavelmente por quatro anos, a FENPROF reitera a proposta de realização de um novo concurso para ingresso nos quadros já no próximo ano. É uma necessidade absoluta!

A FENPROF insiste nas propostas que tem apresentado a este e outros governos que, responsavelmente, conjugam a melhoria de condições para a qualidade das respostas educativas e do funcionamento das escolas e a resposta a problemas estruturais que o país mantém com o aproveitamento de recursos docentes qualificados e com a criação activa de emprego.

Neste quadro, a FENPROF considera inaceitável, e continuará a lutar contra isto, que se adie a formulação de regras de vinculação que confiram aos professores e educadores que acumulam anos e anos de serviço em regime de precariedade horizontes justos de estabilidade profissional e pessoal. É um direito que continua a ser negado aos professores portugueses por governos que têm optado por os obrigar a situações de continuada e injusta precariedade.

O jornal nacional das sextas-feiras e os lucros da empresa privada TVI (crónica de Manuel António Pina)

Crónica de Manuel António Pina no Jornal de Notícias


Nunca vi o tão falado "Jornal Nacional" das sextas e agora, depois da decisão da Administração da TVI de acabar com ele, fico com a impressão de que perdi alguma coisa. Porque quando uma empresa privada, que supostamente produz tendo em vista o lucro, retira do mercado o seu produto mais vendável (o "Jornal Nacional" era líder absoluto de audiências), das duas uma: ou o lucro afinal não lhe interessa ou a coisa envolve algum negócio ainda mais lucrativo.

E há-de ter sido um negócio dos chorudos porque tudo sugere que, de caminho, a Administração da TVI tenha vendido também a hipótese de vitória do PS nas próximas eleições. Com efeito, do que o PS nesta altura menos precisava era da suspeita de estar por detrás (coisa que toda a gente sabe que seria incapaz de fazer) da bolivariana medida. O que aconteceu foi uma cabala, desta vez dos socialistas espanhóis da Prisa, feitos com o PSD, contra o PS, a sua credibilidade democrática e o seu respeito pela liberdade de informação. Eu, se fosse a Sócrates (que tanto contava com o "Jornal Nacional" para ganhar as eleições), cassava-lhes já a licença.

Não ao regresso da caça à baleia nos Açores




A 21 de Agosto de 1987, depois de três anos de interregno os baleeiros das Lajes do Pico caçaram um cachalote de 20 toneladas e 15 m de comprimento, a cerca de 15 milhas da costa.

Assim terminou, sem ter trazido quaisquer problemas para a economia regional, uma indústria que nos últimos anos sobrevivia à custa dos impostos de todos nós. Com efeito, sobretudo depois da directiva europeia 348/81 que proibia a importação de todos os produtos derivados de cetáceos no espaço da Comunidade Económica Europeia, a exportação de óleo só era possível mediante auxílio financeiro que o Governo Regional dos Açores prestava.

Vivia-se, na altura, no auge do amaralismo e tal como agora eram poucas as pessoas que tinham a coragem de abertamente manifestar a sua opinião. Nos primeiros anos da década de oitenta do século passado, além de uma ou outra voz que a título individual se fizeram ouvir, duas pequenas entidades manifestaram-se contra a continuidade da caça à baleia nos Açores: o Núcleo Português de Estudos e Protecção da Vida Selvagem- Delegação dos Açores, sedeado em Vila Franca do Campo e que tinha como principais dinamizadores Duarte Soares Furtado e Gerald le Grand, e o Grupo “Luta Ecológica” com sede em Angra do Heroísmo e que era dinamizado por José Alberto Lopes, Paulo Borges, Rogério Medeiros e Teófilo Braga.

Passados 22 anos, por intermédio de um ex-governante amaralista, defensor acérrimo da sorte de varas e dos touros de morte, ressurge a peregrina ideia de retomar a caça à baleia nos Açores. Até ao momento, a sua proposta já conta com os adeptos do costume, isto é, daqueles que defendem ser necessário debater serenamente a questão, dos que acham que é possível conciliar a observação de cetáceos com a sua matança, sem qualquer justificação de carácter económico, social, religioso ou ecológico e mais dia, menos dia surgirão aqueles que do alto da sua cátedra virão dizer que a observação de cetáceos tal como se faz actualmente não satisfaz os mesmos e que estes divertem-se à brava se, para além de serem importunados, houver derramamento de sangue.

Terminaríamos, acrescentando que este assunto, tal como outros que são indício de um retrocesso civilizacional, como a tortura quer estejam em causa seres humanos ou outros animais, não merece qualquer debate.

A tortura e a morte para satisfazer a mente doentia de uns poucos não se debatem. Combatem-se.
Fonte do texto: